Você está na página 1de 3

EXMO. SR. DR.

JUIZ DO TRABALHO DA 99ª VARA DO TRABALHO DE


BELÉM/PA

Autos: XX

BANCO DINEIRO BOM S/A, pessoa jurídica de direito privado, inscrita no


CNPJ XX, domiciliada na rua XX, bairro XX, em Belém/PA, endereço
eletrônico XX, CEP XX, vem respeitosamente à presença de Vossa
Excelência, por meio de seu advogado signatário constituído nos autos da
reclamação trabalhista que lhe move PAULA, nacionalidade, estado civil,
residente e domiciliada na rua XX, bairro XX, em cidade/UF, profissão XX,
CPF XX, endereço eletrônico XX, RG XX, com fundamento no Art. 847 da
CLT, apresentar CONTESTAÇÃO pelas razões de fato e de direito a seguir
expostas.

I – DOS FATOS

A reclamante trabalhou para o banco dinheiro bom s/a, onde exercia cargo de gerente-
geral da agência, com uma rotina de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, com um intervalo
intrajornada de 20 minutos.

Paula foi dispensada de suas atividades sem justa causa no dia 02/03/2018, sendo que
seu salário era a quantia de 8 (oito) mil reais, além de gratificação por exercer cargo de gerência
no importe de 50% sobre o salário

III – DO MÉRITO

A) HORAS EXTRAS
Por exercer cargo de liderança, e sendo demandada responsabilidade demasiada da
reclamante, esta recebia 50% de gratificação por ser gerente-geral, contudo a reclamante pleiteia
o adicional de horas extras
Ocorre que, em virtude do artigo 62, §Ú da CLT, não é devido adicional de horas extras ao
colaborador, em cargo de gerência, que receba gratificação de função de 40% ou mais.
Sendo assim, por não ser cabível o pagamento de tal pleito, como também conforma a
súmula 287 do TST, é indevida a demanda da requerente.

B) DA EQUIPARAÇÃO SALARIAL

PAULA também pleiteou o direito de equiparação salarial, em virtude de seu salário ser
inferior ao de JOÃO PETRÔNIO que é gerente de uma agência de grande porte com atendimento
de pessoas físicas e jurídicas, o que é diferente d agência da reclamante, que somente atende
pessoas físicas.

Sendo assim, não sendo a mesma produtividade em razão de serem agências distintas e
desempenhando atividades diversas, à luz do Art. 461, §1º da CLT é necessária aplicando-se o
Art. 461, §1º da CLT. Tendo em vista o exposto, Paula não faz jus ao direito de equiparação
salarial.

C) ADICIONAL DE TRANSFERÊNCIA

Um ano após ser admitida, Paula foi transferida de São Paulo à Belém, onde fixou
residência familiar e hoje requer o pagamento do adicional de transferência em caráter mensal.

Acontece que a requerente foi transferida em definitivo o que não lhe dá o direito da
incidência do adicional mensal de transferência, conforme Art. 469, § 3º, CLT ou OJ 113 SDI TST.

Por tais motivos, requer a improcedência do pedido de adicional de transferência da


requerente.

D) DA DEVOLUÇÃO DOS DESCONTOS

A requerente solicita a devolução dos descontos inerentes ao plano de saúde o qual


contratou. Tal não merece proceder pois não houve coação da requerente que inclusive indicou
dependentes.

Frente ao explicitado, e com fundamento no Art. 462 da CLT ou Súm. 342 do TST, é
inviável o pedido da requerente.

E) DA MULTA DO ART 477 DA CLT

Paula pleiteia ainda a multa prevista n artigo 477 da CLT, alegando que houve atraso no
pagamento o qual foi efetivado em 12/03/2018, e a dispensa no dia 02/03/2018.
Verifica-se que, por excluir-se o dia da notificação e incluir o dia de vencimento, de acordo
com o Art. 477, 6º da CLT ou 132 do CC, o último dia do prazo para pagamento era justamente
12/02/2018.

Sendo assim, é indevida a multa do Art. 477 da CLT.

IV – DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer a improcedência da ação. Requer a produção de todos os


meios de prova admitidos em direito, bem como o pagamento de honorários advocatícios na
forma do Art. 791-A da CLT.

- Dá-se o valor da causa a quantia de R$ XX.

Nestes termos, pede deferimento.

Belém/PA, data.

Advogado, assinatura.
OAB /UF.

Você também pode gostar