Você está na página 1de 41

0

Disciplina: Documentoscopia

Autores: M.e Jackline Rachel Franciosi

Revisão de Conteúdos: Esp. Murillo Hochuli Castex

Designer Instrucional: Esp. Murillo Hochuli Castex

Revisão Ortográfica: Esp. Alexandre Kramer Morgenterm

Ano: 2020

Copyright © - É expressamente proibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas


páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de
Marketing da Faculdade UNINA. O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em cobrança
de direitos autorais.

1
Jackline Rachel Franciosi

Documentoscopia
1ª Edição

2020

Curitiba, PR

Faculdade UNINA

2
Faculdade UNINA
Rua Cláudio Chatagnier, 112
Curitiba – Paraná – 82520-590
Fone: (41) 3123-9000

Coordenador Técnico Editorial


Marcelo Alvino da Silva

Conselho Editorial
D.r Alex de Britto Rodrigues / D.r Eduardo Soncini Miranda /
D.r João Paulo de Souza da Silva / D.ra Marli Pereira de Barros Dias /
D.ra Rosi Terezinha Ferrarini Gevaerd / D.ra Wilma de Lara Bueno /
D.ra Yara Rodrigues de La Iglesia

Revisão de Conteúdos
Murillo Hochuli Castex

Designer Instrucional
Murillo Hochuli Castex

Revisão Ortográfica
Alexandre Kramer Morgenterm

Desenvolvimento Iconográfico
Juliana Emy Akiyoshi Eleutério

Desenvolvimento da Capa
Carolyne Eliz de Lima

FICHA CATALOGRÁFICA

FRANCIOSI, Jackline Rachel.


Documentoscopia / Jackline Rachel Franciosi. – Curitiba: Faculdade UNINA,
2020.
40 p.
ISBN: 978-65-87972-98-5
1.Análise. 2. Ciências forenses. 3. Documentoscopia.
Material didático da disciplina de Documentoscopia – Faculdade UNINA, 2020.

Natália Figueiredo Martins – CRB 9/1870

3
PALAVRA DA INSTITUIÇÃO

Caro(a) aluno(a),
Seja bem-vindo(a) à Faculdade UNINA!

Nossa faculdade está localizada em Curitiba, na Rua Cláudio Chatagnier,


nº 112, no Bairro Bacacheri, criada e credenciada pela Portaria nº 299 de 27 de
dezembro 2012, oferece cursos de Graduação, Pós-Graduação e Extensão
Universitária.
A Faculdade assume o compromisso com seus alunos, professores e
comunidade de estar sempre sintonizada no objetivo de participar do
desenvolvimento do País e de formar não somente bons profissionais, mas
também brasileiros conscientes de sua cidadania.
Nossos cursos são desenvolvidos por uma equipe multidisciplinar
comprometida com a qualidade do conteúdo oferecido, assim como com as
ferramentas de aprendizagem: interatividades pedagógicas, avaliações, plantão
de dúvidas via telefone, atendimento via internet, emprego de redes sociais e
grupos de estudos o que proporciona excelente integração entre professores e
estudantes.

Bons estudos e conte sempre conosco!


Faculdade UNINA

4
Sumário
Prefácio ..................................................................................................... 06
Aula 1 – Conceitos introdutórios ................................................................. 07
Apresentação da aula 1 ............................................................................. 07
1.1 Conceitos de documentoscopia .................................................... 07
1.1.1 Falsidade documental ................................................................ 09
1.1.2 Suporte e substratos .................................................................. 10
1.1.3 Impressões gráficas e computacionais (processos gráficos) ...... 13
Conclusão da aula 1 ................................................................................... 15
Aula 2 – Elementos de segurança .............................................................. 16
Apresentação da aula 2 ............................................................................. 16
2.1 Elementos de segurança ............................................................... 16
2.2 Alterações documentais ................................................................ 19
2.2.1 Datação de documentos ............................................................ 20
Conclusão da aula 2 ................................................................................... 21
Aula 3 – Princípios da escrita ..................................................................... 21
Apresentação da aula 3 ............................................................................. 21
3.1 Grafoscopia: o exame de manuscritos .......................................... 22
3.2 Elementos discriminadores da escrita ........................................... 24
3.2.1 Alterações da escrita .................................................................. 27
Conclusão da aula 3 ................................................................................... 30
Aula 4 – Procedimento para o exame grafoscópico .................................... 30
Apresentação da aula 4 ............................................................................. 30
4.1 Padrões gráficos ........................................................................... 32
4.1.1 Conclusões grafoscópicas ......................................................... 34
Conclusão da aula 4 ................................................................................... 36
Conclusão da disciplina ............................................................................. 37
Índice Remissivo ........................................................................................ 38
Referências ............................................................................................... 39

5
Prefácio

A documentoscopia tem por objetivo a verificação da autenticidade dos


documentos ou determinação de sua autoria para fins judiciais, sendo um
conjunto de conhecimentos especializados de ordem técnico-científica, com
recursos e equipamentos, que tem como desígnio a pesquisa, a interpretação
das alterações e as falsificações de documentos.

6
Aula 1 – Conceitos introdutórios

Apresentação da aula 1

Conceitos introdutórios, salientando a perspectiva, com base em análises


na documentoscopia relacionada ao papel e à importância de normas técnicas
na harmonização da linguagem.

Vocabulario
Documentoscopia: é uma Ciência Forense que tem relação
com o estudo e a análise de documentos, com o propósito
de determinar sua falsidade ou autenticidade. O papel do
perito em documentoscopia traduz-se em verificar a
autenticidade dos documentos e seus escritos por ele
examinados, confirmando se eles foram produzidos ou
emitidos pela pessoa, órgão ou entidades a quem são
atribuídos, determinando se houve alterações depois de
produzidos.

1.1 Conceitos de documentoscopia

Para iniciar esta disciplina, tomaremos como base duas definições de


documentoscopia: “é a área da criminalística que estuda e analisa os
documentos com o objetivo de verificar sua autenticidade e/ou determinar sua
autoria” (LIMA; MORAIS, 2012) e “documentoscopia é a parte da criminalística
que estuda os documentos para verificar se são autênticos e, em caso contrário,
determinar a sua autoria” (MENDES,1999).
A Lei Federal nº 12.527, de 18 de novembro de 2011, que regula o acesso
às informações, delibera que: “documento é uma unidade de registro de
informações, qualquer que seja o suporte ou o formato” (DINAMARCO, 2005) e
“todo ser composto de uma ou mais superfícies portadoras de símbolos capazes
de transmitir ideias e demonstrar a ocorrência de fatos” (SILVA e
FEUERHARMEL, 2014), além dos papéis, tatuagens, fotografias, sinais
esculpidos em uma lápide e sinais pintados nas paredes, desde que provem
fatos. De acordo com essas definições, compreende-se a complexidade que

7
circunda o tema e as diferenças entre documentos, não obstante,
simultaneamente buscamos a prova da autenticidade do documento.

Documentos
Fonte: acervo da autora (2020).

A etimologia da palavra “documentoscopia” procede do latim


“documentus” (DEL PICCHIA, et al., 2016), que traduz um suporte com
impressões, escritos ou gravações e do grego “skopein”, que remete a observar
e analisar documentos.
Esta é uma técnica especializada da criminologia documental,
metodologia aplicada a constatar a autenticidade ou falsidade da peça de exame
(documento questionado), determinando sua autoria e origem. Constitui, ainda,
a análise da escrita “grafismos”, isto é, escritas decorrentes de gestos gráficos
(DEL PICCHIA, et al., 2016). Nesta arguição, qualquer documento, até outros
substratos como vidro, madeira e outros, são conclusivos à uma boa análise,
constituindo, assim, elementos de lide à criminalidade.
Os documentos mais frequentes analisados nas perícias cíveis e criminais
são os textuais (impressos e manuscritos), contudo, fazem parte ainda:
cartográficos, iconográficos (imagem), filmográfico, sonoros, micrográficos, entre
outros.

8
A profissão de perito forense em documentoscopia requer
habilidades com equipamentos sofisticados e conhecimentos dos
dispositivos gráficos, portanto, é necessário ser estudioso da
matéria e estar constantemente atualizado.

1.1.1 Falsidade documental

Levando em consideração que conteúdo e suporte são os dois elementos


que compõem um documento, a falsidade se aplica quando altera-se um ou
outro. Nesse sentido, a falsidade de conteúdo é toda a modificação estrutural,
por acréscimo, supressão, substituição de parte ou de toda escrita do
documento, abrangendo também a montagem e a amputação.
A modificação por supressão (alterações subtrativas) se caracteriza por
retirar informações originais dos documentos, por exemplo, lavagem química,
rasura, raspagem e delaminação.
De um modo geral, os documentos classificam-se em duas categorias: os
que têm elementos de segurança e os que não têm elementos de segurança.
Os elementos de segurança são incorporados aos documentos para dificultar
ou, até mesmo, tentar impedir sua falsificação, tais como: passaporte, carteira
de identidade, entre outros. A autenticidade fundamenta-se nos elementos de
segurança presentes no documento original, por exemplo, uma holografia,
perfurações e outros. Tintas de segurança que, de acordo com a definição da
ABNT, trata-se de uma “tinta com propriedades especiais para uso em impressos
e documentos de segurança”, de modo que a maneira como é aplicada resulta
fundamentalmente das suas características e do que se quer obter.
A ABNT define tinta luminescente como aquela “que contém em sua
composição pigmentos coloridos luminescentes sob luz ultravioleta”. É
fluorescente é a tinta mais usada/comum, aplicada em documentos de
segurança.
OVI® (do inglês Optically Variable Ink) opticamente variável pode ser
definido como aquele que “apresenta uma variação cromática baseada na
mudança do ângulo de visão em relação à fonte de luz”. Por ser de fácil
visualização, os efeitos da tinta causam alterações nas cores da imagem

9
impressa, sendo muito usado nos documentos, citando como exemplo o RG ou
a carteira de identidade, de acordo com a legislação contém:

➢ Impressão calcográfica;
➢ Impressão ofset;
➢ Papel com marca d’água e/ou fibras de segurança;
➢ Perfuração mecânica com sigla do órgão expedidor sobre a
fotografia;
➢ Numeração tipográfica no verso.

Essas são as características básicas, embora a legislação acate que cada


estado emissor adicione outros elementos de segurança, desde que as básicas
estejam presentes.
Dessa forma, as carteiras de identidades devem conter a impressão
calcográfica e o fundo de segurança em ofset de excelente qualidade.
Entretanto, devido ao aumento das falsificações e especializações delas, é
fortemente recomendado, além de todo o minucioso exame, consultar os órgãos
emissores do documento.
Já naqueles que não têm elemento de segurança, por exemplo (uma
procuração ou a escritura de um imóvel), buscam-se alterações materiais e
elementos que provêm a autenticidade do documento na impressão, na escrita
e no suporte.
O que define os elementos de segurança é o objetivo, a finalidade do
documento, o modo e a utilização desse documento.
Não sendo, portanto, uma tarefa fácil para o reconhecimento de
documentos com os elementos de segurança, quanto para aqueles documentos
que não têm.

1.1.2 Suportes e substratos

Os suportes são os mais variados, sendo o mais comum, o papel. O papel


foi inventado no ano 105, pelo chinês Cai Lun. Para produzi-lo, a mistura usada
era feita de massa, com fibras de árvores e trapos de tecidos cozidos e

10
esmagados. Posteriormente, a espalhavam sobre uma espécie de peneira (feita
com bambu e um pano esticado) e deixavam secar ao sol.
Hoje, o papel é fabricado a partir de elementos fibrosos de origem vegetal,
contudo, outras substâncias são aderidas, dependendo da finalidade e destino
desse papel, por exemplo: para escrita manual, não podem ser totalmente lisos,
o que no papel fotográfico é necessário.
Algumas características do papel são: estabilidade dimensional,
resistência, face de impressão, direção das fibras, espessura e gramatura. O
formato internacional, ISO “A”, foi criado por engenheiros alemães, padronizando
os tamanhos em quase todos os países do planeta, a proporção altura x largura
de todas as páginas é a raiz quadrada de dois, ou seja, a largura e a altura de
uma página correlacionam-se, assim como a diagonal e a lateral de um
quadrado, essa combinação é apropriada para o tamanho do papel. São
fundamentados no sistema métrico, a simetria da raiz quadrada de dois não
permite que largura/altura das folhas tenham medidas precisamente redondas.
Assim sendo, e como frequentemente especificado em g/m², isto facilita o
cálculo da massa de um documento se o formato, o tipo de papel e o número de
folhas são conhecidos.
Os papéis ou as folhas produzidas para fins comerciais são cortados em
tamanhos predefinidos, o mais usual são A4, usados em escritórios e escolas,
em um outro exemplo, para cartazes, as gráficas trabalham o tamanho A3.
O perito, em uma análise física (primeiro ato a ser adotado em um
documento questionado), deve medir e verificar as suas dimensões
(comprimento e largura), diligenciando o exame ao aspecto do documento,
bordas e vértices. Essa inquirição, sabendo-se que a umidade pode alterar as
dimensões da folha de papel (dilatação das fibras), serve para aferir se houve
amputação ou cortes, confrontando com o formato relativo à folha e se foram, de
fato, produzidos/emitidos pelo órgão, instituição, empresa ou pela pessoa a
quem são atribuídos.
Outras análises também devem ser observadas, como marcas acidentais,
nesse sentido, o especialista precisa ter olho “clínico”, significa que seus olhos
enxergam o que pessoas comuns não são capazes. A análise deve ser
minuciosa, indo além das características mais evidentes.

11
Embora essas características/alterações sejam diversas, portanto, não
sendo possível enumerá-las ou criar uma categoria, alguns exemplos mais
comuns serão apresentados.
Sulcos, marcas produzidas por escritas que estavam em cima da folha,
são muito comuns em análises documentoscópicas. Normalmente, não sendo
observáveis sob condições normais de luminosidade, mas sob luz rasante, é
importante que se faça essa análise independentemente do objetivo, é
identificável.
Marcas de sujidades, muitas fotocópias, documento amarelado, sinais de
envelhecimento adverso ao tempo/idade do papel. Deformações e marcas de
ferrugem/oxidação dos grampos ou clipes. As marcas de grampo por
grampeadores são muito comuns, inclusive em grande quantidade, com o
objetivo de unir as folhas. É importante salientar que as marcas produzidas
necessitarão expor a mesma quantidade de furos, nas mesmas posições, muito
embora possa acontecer a displicência “indevida” do indivíduo, não se atentando
para este detalhe e grampeados em lugares diferentes.
Inúmeras outras alterações documentais, ainda que sutis, podem estar
presentes e possivelmente guarnecer subsídios, informações importantes para
a perícia do documento. Outro exemplo, as dobras de papel, refere-se ao
cruzamento de traços de caneta (ponta porosa) com dobras já existentes, em
que consegue-se, por meio do “escoamento” que a dobra ocasionou na tinta,
determinar a anterioridade; se os traços tivessem sido produzidos antes da
dobra, não haveria o escoamento.

Curiosidade
O padrão internacional para o tamanho de papéis foi
desenvolvido por engenheiros alemães, partindo do sistema
métrico (uma folha de papel de 841 por 1.189 milímetros),
possuindo um metro quadrado de área, o tamanho A zero
(A0). Se for cortada continuadamente ao meio, vai gerar
outras folhas com outros tamanhos do padrão A: A1, A2, A3,
A4, continuamente. Outro aspecto interessante, o lado maior
de uma folha com definido tamanho, vai ter a mesma medida
que o lado menor do tamanho imediatamente superior.
Essas medidas são reconhecidas pelo sistema internacional
ISSO 216, utilizado em quase todos os países do mundo.

12
Dobras de papel
Fonte: https://copiadora.flycopy.com.br/wp-content/uploads/2017/04/tamanho-formato-
de-papel-padr%C3%A3o-ISO-216-site-768x1054.jpg

1.1.3 Impressões gráficas e computacionais (processos gráficos)

Impressão é o processo em que todas as ideias, tarefas, conceitos e um


determinado conteúdo são impressos no substrato escolhido, para fins de
comunicação. A partir dessa impressão são desenvolvidos jornais, documentos,
livros, cartas, fotografias entre outros. Para tanto, é necessário o uso de algum
tipo de impressora ou aparelho eletrônico que transfira a ideia ou a informação
para a superfície escolhida, por meio de alguns recursos como laser e tinta. A
distinção entre elas (os métodos) é a maneira como será feito, por exemplo, o
tipo de tinta e a finalidade.
Para o perito, a finalidade principal é verificar a autenticidade do
documento produzido, esclarecendo se ele foi produzido pelo
órgão/entidade/pessoa a quem ele é atribuído. Ademais, para que a análise do
documento seja eficaz, é fundamental que o perito tenha a

13
capacidade/conhecimento de identificar com segurança qual o método usado
para a impressão do documento que ele está avaliando, isto é, qual o método de
impressão que o legítimo emissor utiliza em seus documentos (autênticos) e
então constatar se o documento questionado foi confeccionado do mesmo modo
ou se suas características são discordantes.
Nos processos convencionais existe um transportador de imagem, que
pode ser, por exemplo, uma chapa de alumínio. Nas impressões digitais, a
impressão processa-se diretamente no suporte final por intermédio de um
software, como acontece com as impressões de jato de tinta e laser. Nos
processos convencionais, a separação ocorre de três maneiras:

➢ Relevo: é realizada por meio de uma matriz em alto relevo, os


elementos que serão impressos ficam em relevo na matriz e são
entintados, ex: tipografia e flexografia;
➢ Físico-químicos: ocorre por meio de repulsão e atração, matriz
plana, sem relevo, ex: offset;
➢ Permeabilidade: a impressão é feita por meio de uma atriz
permeável, são constituídos de áreas permeáveis ou perfuradas
da matriz, ex: serigrafia.

Tipografia, também chamada de letterpress, nessa impressão, o método


usado é uma fôrma com detalhes em alto-relevo, entintada e pressionada contra
o substrato para a obtenção da imagem, as fôrmas são móveis e são usadas de
acordo com o texto a ser impresso. Sendo mais usado em cartões de visitas,
formulários e impressões comerciais, em geral. É o sistema que mais se
aproxima da prensa criada por Gutenberg, em 1440 (iniciou a arte de imprimir
com tipos móveis). Semelhante à flexografia, a diferença está no tipo de tinta a
ser utilizado e o material da matriz, suas características:

➢ Baixo relevo no anverso, com o uso das matrizes metálicas,


afundam na superfície do suporte e causam abaulamento no
reverso do papel;
➢ Halo tipográfico, apresentam algumas falhas na cobertura de tinta;

14
➢ Cobertura de tinta heterogênea, nas regiões internas, imperfeições
(falhas);
➢ Cobertura de tinta irregular em longas linhas, nos locais em que as
linhas se encontram (curva) não há a continuidade da linha,
formando pequenas falhas.

A xilografia, (o mais antigo sistema de impressão), gravura em relevo que


permite a impressão sobre madeira, caracteres (figuras) mantém-se em alto
relevo, para que possa fixar a tinta na hora da impressão.
A calcografia, matriz feita em metal, mais usual em cobre, pode ser feita
também em alumínio, aço, latão ou ferro. A figura em metal pode ser chamada
de gravura de “encavo”, que pode sobrelevar o depósito de tinta para impressão,
é feito dentro dos sulcos gravados e não sobre a superfície. Suas características:

➢ Alto relevo no anverso;


➢ Espalhamento de tintas nas laterais das linhas impressas;
➢ Capacidade de produção de linhas bem finas com nitidez;
➢ Riqueza de alterações tonais em regiões impressas com uma
única tinta.

A monocromia é um processo de reprodução com apenas uma tinta,


contudo, algumas máquinas absorvem duas ou três tintas de modo simultâneo,
um recurso utilizado somente pela Casa da Moeda e algumas gráficas que
executam impressos de segurança demasiadamente especializados (SILVA,
FEUERHARMEL, 2014).

Conclusão da aula 1

Nesta aula os principais temas abordados foram: o conceito de


documentoscopia e sua complexidade e como os documentos podem sofrer
alterações/falsidades, com o objetivo de substituição de dados. O papel do perito
é possuir conhecimento para uma análise em todo o tipo de documento,
objetivando a interpretação das falsificações e alterações documentais de todas

15
as formas. Principais tipos de impressão e suas características. O papel, marcas,
carimbos e formas de impressão.

Atividade de Aprendizagem
Alguns conceitos que foram abordados referem-se a como os
documentos podem sofrer alterações/falsificações. Escreva
um pequeno texto abordando as formas de adulterações em
documentos.

Aula 2 – Elementos de segurança

Apresentação da aula 2

Os elementos de segurança variam conforme a/ou as finalidades da


própria identificação, portanto, o nível de segurança em alguns documentos está
associado ao valor monetário ou legal, nesse sentido, abordaremos, nesse
módulo, os elementos de segurança, alterações documentais e a datação de
documentos.

Para Refletir
Mesmo que sejam inseridos os elementos de segurança, em
alguns documentos, com a finalidade de dificultar ou até
mesmo impedir sua reprodução pelo adulterador, este
recurso não extenua todos os tipos de fraude. Destarte, faz
parte dos muitos desafios o exame de cruzamento de traços,
datação de tintas e lavagem química.

2.1 Elementos de segurança

Uma área da documentoscopia é o exame em documentos de segurança,


que possuem elementos de segurança específicos e permitindo sua
autenticidade, classificados em três níveis, conforme a técnica e grau de
segurança adotada para seu reconhecimento, os elementos de segurança para

16
documentos foram desenvolvidos, produzidos e normalizados, no Brasil, pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT NBR 15368:2006).
Quanto maior o valor do documento, maior a segurança. Esse valor não
é necessariamente pecuniário, financeiro (dinheiro), mas também se refere aos
bens, documentos de propriedades, diplomas ou identificação pessoal, como
passaporte e carteira de identidade.
Os elementos de segurança de primeiro nível são os classificados de
segurança aberta, que demandam análise tátil e visual, que as pessoas sem
conhecimento técnico facilmente reconhecem, como as impressões de alto
relevo e marca d’água.
Segurança semiaberta são os elementos de segundo nível, como as fibras
fluorescente microimpressões. A identificação é feita com aparelhos simples, por
exemplo, lentes de aumento.
Os de segurança fechada são analisados pelo expert e exigem
aparelhamento de laboratório. Para ser bem compreendido em um documento,
os elementos de segurança podem ser divididos em três grupos; na fase de
produção os elementos de segurança pré-definidos, são eles: pré-impressão,
impressão e pós-impressão, personalização e montagem.
Nesse sentido, os elementos de pré-impressão são introduzidos ainda na
fábrica do papel, pertencendo/integrando a sua massa. Os elementos de
segurança de impressão são gerados na gráfica de segurança e com métodos
gráficos característicos. Os elementos de segurança de pós-impressão,
personalização e montagem podem ser integrados no substrato, no acabamento
ou montagem e na central emissora (SILVA, FEUERHARMEL 2014).
A norma da ABNT NBR 14802:2002, trata da terminologia empregada ao
papel de segurança e dos elementos de segurança adicionados a ele. São
elementos de segurança de pré-impressão:

➢ Marca d’água ou filigrana, introduzidos entre as camadas da


massa do papel moeda, visível contra a luz adequado à variação
de translucidez obtida pela concentração diferenciada de fibras, as
notas produzidas a partir do ano de 2010 estão inseridas na
imagem do valor da nota de modo bitonal, mais a imagem do

17
animal tema da nota de forma multitonal. A normalização da marca
d’água também foi estabelecida pela ABNT NBR 14928:2003;
➢ Fibra de segurança, também normalizada pela ABNT NBR
14894:2008, entreposto no papel durante a fabricação, podem ser
visíveis (olho nu) ou invisíveis (somente com iluminação
ultravioleta);
➢ Confete, normatizada pela ABNT NBR 14895:2008, tendo uma
grande variedade, em cores, dimensões e resposta ao ultravioleta;
➢ Fio de segurança, padronizado pela ABNT NBR 14927:2008,
contraluz, pode ser visto um fio magnético, contudo, com muitas
variações, sempre aumentando, acrescentando mais segurança à
cédula;
➢ Registro coincidente (imagem quebra-cabeça), ABNT NBR
15368:2006, além das cédulas, são usados em outros tipos de
documentos, por exemplo: passaportes e documentos de bens
(propriedades). Imagens integradas por partes no anverso e verso
da nota, que se completam quando colocada sob a luz,
aparecendo o valor da nota;
➢ Numeração com tinta magnética opticamente variável, do inglês
(Optically Variable Magnetic Ink), o valor da nota é impresso com
tinta especial, variando a tonalidade entre a cor verde esmeralda
e a azul cobalto;
➢ Numeração em tipografia, a numeração em série aparece duas
vezes em cada cédula e também na forma cônica, mudando de
cor quando exposta à radiação do ultravioleta;
➢ Calcográficas, com pressão de baixo para cima, a tinta é
depositada sobre o papel do documento, deixando um baixo relevo
no anverso da folha e alto relevo na parte da impressão, inclusive
ganhando contornos harmoniosos e proporcionando noções de
profundidade dentro da riqueza de detalhes;
➢ Holograma ou faixa holográfica, figura tridimensional obtida por
registro em película própria ou superposição de radiações emitidas
por feixes de laser, de acordo com ângulo que a luz alcança, pode
ser vista em três dimensões.

18
2.2 Alterações documentais

O Brasil e todos os países aderem na presunção da veracidade dos


documentos, desde que não seja comprovada sua falsidade (CASTRO,
MIRANDA, 1917). Há inúmeras formas de um documento ser alterado
materialmente, a análise de cada uma delas diligencia a execução de técnicas
para a busca das alterações e esclarecer as informações originais (SILVA,
FEUERHARMEL, 2014). Define-se alteração documental como qualquer/toda
modificação estrutural, seja por meio de supressão, substituição ou acréscimo
de parte ou do todo do conteúdo ou dizeres de um determinado documento, por
exemplo, os acréscimos podem ser: emenda e retoque. As alterações por
supressões se dão por rasura, lavagem química, raspagem, amputação,
delaminação, entre outros.

➢ Por acréscimo:
Emenda, alteram o teor do documento, o sentido do traçado, por exemplo,
alterar o número “6” para o número “8”.
Retoque, adição de pequenos traços, não modificando o traçado, apenas
retocando.

➢ Por supressão:
Rasuras, risco (por meio de tinta) ou raspagem, retirada de texto, tornando
inválido ou na tentativa de alteração/substituição das informações contidas no
suporte. As alterações por produtos abrasivos, subtraindo parte ou todo o texto.
Amputação, a retirada completa de algumas partes da escrita, em
algumas situações, acrescentando outras informações, criando/forjando por
montagem (SILVA, FEUERHARMEL, 2014).
Lavagem ou lavagem química, supressão no documento em parte ou
todo, por meio de uma substância química solubilização, alterando a tinta, esta,
migrando no entorno do traço que vai ser removido (algumas vezes, resultando
em manchas que acusam a falsificação).
Delaminação, separação em subcamadas, das camadas que compõem o
papel suporte do documento, substituindo completamente partes do verso ou
anverso, usando instrumentos cortantes (VELHO, GEISER, ESPINDULA, 2017).

19
2.2.1 Datação de documentos

A finalidade é concluir se o documento é autêntico ou não, se ele foi


produzido pela instituição, órgão ou pessoa a quem é atribuído, ou se evidência
o contrário, baseado no conteúdo contido no suporte anacronismo, que serve
como um marcador temporal. É importante salientar a data em que ele foi gerado
e, para estabelecer a idade/data de um documento, se faz necessária uma
metodologia mais específica. SILVA e FEUERHARMEL (2014) citam alguns
exemplos de técnicas para datações de documentos, são elas:

➢ Análises dos métodos de impressão;


➢ Análise dos instrumentos da escrita;
➢ Análise das características do papel;
➢ Análise das informações contidas no documento;
➢ Análise ortográfica;
➢ Análise tipológica;
➢ Análise de assinaturas.

A datação de tintas de caneta consiste em metodologias físico-químicas


que começam quando a tinta é lançada no suporte. Nestas metodologias,
recomenda-se uma compatibilidade de conhecimentos e parâmetros
mensuráveis, que forneçam as informações de tempo acerca da datação da tinta
a ser analisada (EZCURRA et al, 2012). Quais sejam, a evaporação dos
solventes, a deterioração dos colorantes, seu escoamento ou adição pelas fibras
do papel (CANTÚ, 2012).
Realçando o fato da distinção entre datações absolutas e datação
relativas. A datação absoluta determina o período/data em que o documento foi
elaborado. A datação relativa considera se os dois documentos foram
elaborados no mesmo período, ademais, se as duas tintas no mesmo documento
foram lançadas em momentos distintos, contudo, apesar da distinção, uma não
desconsidera a outra, apenas agem em conjunto em determinados momentos
(SILVA, FEUERHARMEL, 2014).

20
Conclusão da aula 2

A documentoscopia tem o propósito de analisar, estudar e investigar todo


tipo de documento, com o equipamento condizente, elucidar sua autenticidade
ou falsidade. Nesta aula, visualizamos os elementos de segurança, a
complexidade das alterações documentais e a datação dos documentos, bem
como a importância dos detalhes, metodologias empregadas e a atenção que o
perito precisa observar em toda a sua análise.

Atividade de Aprendizagem
Em um pequeno texto, descreva a complexidade das
alterações documentais e os fatores que contribuem para
isso.

Aula 3 – Princípios da escrita

Apresentação da aula 3

A partir da comparação entre os escritos, determinam-se se foram


produzidos pelo mesmo punho escritor, em uma assinatura ou em um texto.

Saiba Mais
Grafoscopia é a parte da documentoscopia que
estuda/analisa os escritos com a finalidade de verificar se
são autênticas ou não, e/ou determinar a autoria quando
desconhecida, por meio de comparações entre os escritos.

Modelo de escrita é definido por Villela (2009) como “combinação de


formas e movimentos, compondo uma coleção completa e harmoniosa de
alógrafos, conforme preconizados por um autor ou publicação”.

21
Mendes (1999) discorre que “a escrita é um gesto gráfico psicossomático
que contém um número mínimo de elementos que possibilitam sua
individualização”.
Dentro deste contexto, a escrita foi um marco na evolução humana. Muito
antes disso, por meio das imagens, uma linguagem simbólica, por meio de
símbolos abstratos, como as pinturas rupestres, o ser humano descobriu que
podia passar uma mensagem, que correspondia a um pensamento, um aviso,
uma ideia ou à sua própria história.
Ao longo de milhares de anos esses conhecimentos foram sendo
concentrados pela sociedade e sendo exercitados, passando de geração em
geração. A escrita surge com a necessidade entre os Sumérios, pela
necessidade do registro das transações comerciais, do patrimônio em geral, as
sacas de sementes e o gado emprestado/vendido (COTRIM, 1996). Essas
informações eram registradas em tábuas pequenas de argila, em que eram
desenhados caracteres, algumas figuras como uma cabeça de touro, um jarro,
triângulos e alguns números.
Em função da necessidade de conhecer, ser passada, aprendida e
padronizada por todos, até pela questão do volume de anotações, surgem
pessoas destinadas a fazer esse trabalho, denominados de escribas. Desse
modo, o período Uruk, na Suméria, a escrita pictográfica assumiu formas mais
angulares, o que era mais conveniente para a impressão nas tábuas de argila
com o auxílio de uma pequena cunha (ferramenta), denominadas, escritas
cuneiformes (SAMPSON, 1996).

3.1 Grafoscopia: o exame de manuscritos

Edmond Solange Pellat apresentou alguns conceitos, a grafonomia ou


grafotecnia e a grafologia, os primeiros estudam teoricamente as suas causas,
modificações, características, entre outros da escrita. E o segundo, grafologia, a
aplicação na prática, sendo analisado inclusive a personalidade do autor.
Pellat (1927) ainda nos traz as leis do Grafismos, “as leis da escrita são
independentes dos alfabetos empregados”.
A função da escrita está continuadamente na dependência do Sistema
Nervoso Central (impulsos cerebrais inconscientes), mecanismos e motrizes que

22
agem concomitantemente. Condizente com o que Pellat propôs segundo a 1ª Lei
do grafismo, “O gesto gráfico está sob a influência imediata do cérebro. Sua
forma não é modificada pelo órgão escritor se este funciona normalmente e se
encontra suficientemente adaptado à sua função” (PELLAT, 1927).
O cérebro armazena, processa e comanda as informações, procedendo
inclusive para todo o corpo por meio dos sentidos (SILVA, FEUERHARMEL,
2014), são controlados pelo cérebro ainda: braços, dedos e mãos, algumas
vezes, pés e boca (situações em que, por acidente ou nascença, perderam as
mãos), quanto à maneira de escrever e o tema, estão sob o comando cerebral.
A 2ª Lei afirma que quando alguém escreve, o “eu” está em ação, mas o
sentimento quase inconsciente de que o “eu” age, passa por alternâncias de
vigor e de enfraquecimento. Ele está em seu máximo de intensidade onde há um
esforço a fazer, no início, e seu mínimo o movimento escritural é facilitado pelo
impulso adquirido, nas terminações” (PELLAT, 1927).
A influência na escrita pode ser maior ou menor, de acordo com a
habilidade do escritor, se é comum para ele o hábito de escrever, se ele conhece
a ortografia da palavra, entre outros fatores.
A 3ª Lei afirma que: “não se pode modificar voluntariamente em um dado
momento sua escrita natural sem registrar no seu traçado a marca do esforço
que foi feito para obter a modificação” (PELLAT, 1927).
Ao tentar modificar intencionalmente a escrita, ficará aparente as paradas,
os tremores a lentidão, dentre outros.
A 4ª Lei afirma que:

quando, por qualquer motivo, o ato de escrever se torna


particularmente difícil, o escritor traça instintivamente ou as formas de
letras que lhes são mais costumeiras, ou letras de formato mais
simples, de um esquema fácil de ser construído (PELLAT, 1927).

Conscientemente, quando uma pessoa está debilitada (a mão escritora,


por exemplo, enfaixada), tende a realizar movimentos mais lentos.

23
Curiosidade
Em 593, Justiniano (Imperador Romano) relata um erro
judiciário, em razão dos Peritos terem afirmado a falsidade
de um documento autêntico.
Em 1587, a Rainha da Escócia, Mary Stuart, foi decapitada
por uma perícia ter atribuído ao seu punho escritor, a autoria
de cartas endereçadas a Bothwell, incriminando-a do
assassinato de seu marido, Lord Darnley.
Em 1665, Jacques Raveneau publicou o Traité des
Inscripitions em Faux, primeira obra sobre grafotecnia
(passou a falsificar e foi condenado).

Pellat (1927) ainda refere-se às variabilidades, a Lei Fundamental das


Manifestações Individuais, os mecanismos fisiológicos que engendram os gestos
escriturais estão em correlação com o estado orgânico do Sistema Nervoso
Central e variam em decorrência de alterações desse estado; o traço escritural
se encontra assim em correspondência com as diferentes formas de
constituições dos sistemas nervosos (de diferentes pessoas), com as
modificações momentâneas a que eles estão sujeitos e com os fenômenos
psíquicos decorrentes desses dois fatores.
Silva e Feuerharmel (2014) propõem cautela aos escritos a serem
avaliados somente com base nestas leis, que, embora estejam corretas, não
constituem toda a realidade em uma análise grafoscópica.

3.2 Elementos discriminadores da escrita

Em relação aos elementos discriminadores da escrita, tal qual Huber e


Headrick (1999), a individualidade da escrita, independentes entre si, que variam
conforme o punho escritor e auxilia para a distinção de escritas produzidas por
diferentes indivíduos ou comprovam as semelhanças entre escritos da mesma
autoria. Outrossim, esses autores demarcam os elementos discriminadores em
duas classes principais, os elementos de estilo e os elementos de execução. Os
de estilo são individualidades da morfologia/configuração da escrita (aspecto
pictorial), que têm a intervenção direta de fatores como: nacionalidade, profissão

24
e a maneira como foi alfabetizado. Os de execução são as particularidades mais
sutis da escrita.
A complexidade em determinar regras de avaliação está na variabilidade
da escrita, embora a dependência esteja essencialmente em três fatores:
constância, raridade e imperceptibilidade (SILVA, FEUERHARMEL, 2014).
Em relação à constância, em qualquer escrita (padrão e/ou questionada),
as particularidades (hábitos gráficos) deverão estar presentes, desse modo, se
uma particularidade que é constante na escrita padrão não estiver presente na
questionada, obtêm-se uma discordância significativa entre os escritos.
A raridade, a maneira/forma como o indivíduo desenvolve a sua escrita,
as articulações, a elaboração dos detalhes e a chance de se repetir entre a
população em geral é ínfima. A questão aqui é, de fato, o inabitual.
A imperceptibilidade é justamente a característica mais sutil da escrita, ou
seja, dificilmente imitada, difícil de perceber e de constatar.
Consoante com Silva e Feuerharmel (2014), a fluência e a complexidade
também indicam considerações e traçados mais firmes, evitaram as simulações
(a preocupação na imitação deixará os traços mais lentos), por consequência,
estes dois fatores enaltecem a individualidade gráfica, aumentando a
notoriedade dos recursos identificadores.
A composição de traços forma o traçado, o traçado é o registro do
movimento, elaborando o lançamento gráfico. O grafismo é o resultado de muitos
movimentos, que adquirem aspectos e formas.

Importante
O êxito da perícia grafotécnica está expressamente relacionado
à qualidade dos padrões utilizados para o confronto.

Sem determinar um padrão, apenas para um melhor entendimento, na


tabela abaixo observam-se algumas características importantes de referência,
alguns nomes de estruturas e formas.

25
Estruturas e formas
Fonte: elaborado pela autora, 2020, adaptado de, SILVA, FEUERHARMEL, 2014.

Alguns nomes das estruturas têm adaptações associadas com partes do


corpo humano e de objetos. A escrita pode ser qualificada em algumas etapas:

➢ Canhestra (rústica): apresenta baixa habilidade do escritor, com


deformidades nas letras;
➢ Escolar: tem aprendizado mais evoluído, legível, pouca
velocidade;
➢ Automatizada: apresenta maturidade gráfica, maior habilidade,
traços bem particulares;
➢ Senil: apresenta indecisões, tremores, deformidades, a energia
vital diminui, havendo um processo de regressão;
➢ Patológica: apresenta deformações (oriundas de patologias) que
podem ser, temporárias ou permanentes, afetando o Sistema
Nervoso Central, responsáveis pelos estímulos/parte motora,
implicando a desenvoltura do punho;
➢ Imitada, pode ser nominada como rústica ou canhestra, os
analfabetos/semianalfabetos, imitam algum modelo anteriormente
traçado.

26
3.2.1 Alterações da escrita

A análise pericial vai além das formas do lançamento gráfico, a contar da


coleta de padrões, o exame deve ser considerado nos traços, ataques (início),
arremates (finalização), calibre, hábitos, pressão, velocidade, dinamismo, entre
outros. Individualidades que necessitam de considerações em um exame
grafotécnico: morfologia, comparação de letras e suas características, forma,
posição e dimensão. Esta comparação é predominante para a adequabilidade
dos padrões da escrita, que deverão ser executados da mesma forma que a
escrita questionada. Ademais, se os escritos tiverem formas diferentes, por
exemplo, escritas cursivas com escritas estilizadas, não há como confrontar.
Podem ser modificadas, voluntariamente/propositais, com o intuito de disfarçar,
ou involuntariamente, causas normais devido a uma condição natural do
indivíduo, por exemplo, infância, idade adulta, velhice/senilidade, bem como
causas acidentais, alheias à vontade do escritor.
Algumas formas de escrita cursiva, formato script, de fôrma e mista são
apresentadas nas imagens a seguir:

Escritas (formas) cursiva, script, de fôrma e mista.


Fonte: elaborado pela autora (2020).

Outra consideração é a legibilidade. Por exemplo, assinaturas legíveis,


estilizada e ilegível, como na imagem:

Fonte: elaborado pela autora (2020).

➢ Alógrafos, desenho da letra e seu formato. Algumas letras com


formatos únicos.
➢ Método de construção (gênese gráfica), havendo várias maneiras
de se produzir, sentido horário, sentido anti-horário, começando

27
no meio, estando ligados aos critérios de constância, raridade e
imperceptibilidade.
➢ Ataques e arremates, quando se inicia cada momento gráfico. O
formato (ataque normal, ataque em arpão, ataque progressivo), e
arremates quando se finaliza (arremate normal, arremate em
arpão, arremate evanescente, arremate em ponto de repouso).
➢ Diacríticos e pontuações, são os sinais de acentuação, o til, o
trema, considerações como: formato, direção do traçado, posição
devem ser examinadas, em textos mais longos, sua frequência
deve ser observada.
➢ Velocidade, a agilidade com que o traçado é lançado no suporte.
Uma característica de velocidade é o traçado de forma
arredondada.
➢ Pressão, é a força exercida pela ponta do instrumento escritor
sobre o papel, durante o traçado, pressões em demasia
(observadas pela sulcagem deixada pelo instrumento escritor),
indicam dificuldades no gesto gráfico, sendo mais comum em
pessoas com pouca habilidade de escrita, pouco desenvolvida.
➢ Dinamismo, traçado espontâneo, desenvolto, uma conciliação de
velocidade, e pressão. Não expressa tremidos ou hesitações.
➢ Grau de habilidade do punho escritor: a desenvoltura de cada
indivíduo, punhos hábeis traços firmes, limpos sem hesitações.
Conforme Del Picchia (2016), “quando falamos no alto grau de
habilidade do punho escrevente, consideramos sua capacidade de
realização grafoscópica e não a caligráfica”.

Mais alguns, na forma de tabela:

28
Características para análise grafoscópicas

Fonte: elaborada pela autora (2020).

Para Refletir
Os peritos são os olhos à prova. O especialista em
documentoscopia deve ser minucioso, detalhista e
observador. Por mais que a tecnologia esteja muito evoluída,
ela nunca vai substituir a capacidade técnica e a experiência
do profissional.

29
Conclusão da aula 3

O gesto gráfico é único, os princípios da escrita, os elementos que


discriminam a escrita e suas alterações, por meio da morfologia, dos ângulos, do
calibre, da pressão, do grau de habilidade e seus sinais individuais, estas
compilações de dados exclusivos de cada indivíduo, a partir da escrita,
transversalmente estes preceitos atuam na perícia documentoscópica ou
grafotécnica.
Visando a determinação da autoria, a análise gráfica consiste nas
comparações dos hábitos gráficos do indivíduo. Determinando em um laudo
técnico, todos os apontamentos encontrados, observando, analisando,
estudando e fundamentando sua análise nos traçados (com metodologia
científica), levando em consideração as normas/leis do grafismo, permitindo,
assim, uma análise imparcial e consequentemente sua elucidação.

Atividade de Aprendizagem
Observe, por meio de algumas literaturas e artigos
publicados, as diversas formas de assinaturas, treinando,
dessa forma, sua visão. Converse com colegas e simule
laudos. Esta é uma boa atitude para conseguir familiarizar-se
com o conteúdo vasto da documentoscopia.

Aula 4 – Procedimento para o exame grafoscópico

Apresentação da aula 4

Os exames grafoscópicos ou análises grafoscópicas são realizados por


meio de comparações entre manuscritos, tendo o propósito de identificar a
autoria nos documentos questionados e os padrões gráficos, cuja autoria é
conhecida.
Neste último módulo, veremos quais procedimentos devemos adotar para
um confronto grafoscópico. O prosseguimento para o estudo minucioso dos

30
hábitos gráficos ou de sua ausência, nos documentos questionados e nos
padrões gráficos, bem como padrões gráficos e conclusões.

Importante
O perito em documentoscopia, no início do seu trabalho,
primeiro vai analisar com muita atenção a escrita padrão, em
seguida, a escrita questionada, analisando também o
documento por inteiro, a fim de visualizar se existe algum sinal
de adulteração. É um ato contínuo, confrontando as
características das duas assinaturas.

Essa metodologia proposta examinará os padrões e a escrita


questionada, o documento é a base da avaliação grafoscópica. Por ser
complexo, exige muitas horas de trabalho, portanto, um exame preliminar traz
atenção, cautela e impede trabalho excessivo. Preliminarmente, analisa-se a
morfologia da firma questionada, se é uma assinatura, rubrica ou texto, em que
estilo foi produzida e as demais características.
A perícia grafoscópica não é a análise somente das assinaturas e sim, de
todo o documento, inclusive procurando nele por sinais de adulteração, como
raspagem, decalque, acréscimos ou amputações, sujidades e suas origens (por
manuseio, tempo, entre outros). A análise na tinta (instrumento escritor), se são
homogêneos com o restante do texto no documento, possibilitando com esta
análise ao perito, reconhecer as características de produção por mais de um
punho escritor.
Finalizada a faze inicial, entra-se no detalhamento da firma questionada,
propriamente dito. Investigando de forma minuciosa o traçado dos manuscritos,
com ampliação (auxílio de lupas em diferentes graus de ampliação,
negastoscópio ou microscópios, entre outros), retoques, sinais de hesitação,
paradas de caneta, se houve levantamento da caneta ou não, o sentido do
traçado, da direita para esquerda ou vice-versa. O mesmo procedimento deve
ser adotado nas firmas padrões, já com um eficiente conhecimento das firmas
questionadas. Nesse sentido, até pela quantidade de assinaturas, a análise é
mais demorada. Evidentemente, se visualizam variabilidades, o que dispensa
uma atenção maior, para que não haja conclusões precipitadas acerca dos
hábitos gráficos.

31
Em síntese, começa o confronto entre as firmas, sendo importante
salientar que, para a identificação de um lançamento manuscrito, o especialista
não pode se valer apenas em semelhanças ou dessemelhanças de natureza
exclusivamente formal (forma gráfica ou aspecto gráfico). Nos exames de
autenticidade/falsidade unidade/dualidade de origem ou de autoria gráfica,
conforme preconiza a Ciência Documentoscópica, recomenda-se observar,
assimilar e interpretar as convergências e divergências existentes entre os
grafismos cotejados, com a finalidade de individualizar e identificar o punho
escritor transversalmente com o conjunto de elementos da escrita.
Destaca-se, ainda, que, em algumas perícias, há confrontos que
compreendem só os escritos de autoria desconhecida, sendo apenas possível
identificar se há ou não unicidade de punho.

4.1 Padrões gráficos

Os exames grafoscópicos são estabelecidos por análise e


confronto/comparações entre manuscritos, entre as firmas questionadas (cuja
autoria é desconhecida) e os padrões gráficos (cuja autoria é conhecida).
Permitindo ao perito a identificação, por meio dos hábitos gráficos da firma
questionada. Nessa projeção do lançamento gráfico, interpreta-se a direção,
ritmo e velocidade. Para que os padrões de confronto sejam úteis devem se
revestir dos seguintes requisitos:

➢ Espontaneidade;
➢ Contemporaneidade;
➢ Adequabilidade.

É certo que os padrões devem ser espontâneos, ou seja, representar a


grafia habitual do escritor. Em condições naturais, a ação de escrever acontece
inconscientemente, refletindo os hábitos gráficos usuais do escritor.
O ideal é que sejam contemporâneos, pois o passar do tempo pode
ocasionar certas modificações formais, próprias da evolução da escrita. Caso o
lançamento gráfico questionado tenha sido produzido em época distante do

32
exame, além dos padrões, devem ser procurados documentos produzidos
próximos daquela época.
A adequabilidade relaciona-se com a analogia que deverá haver entre os
padrões gráficos e as firmas questionadas. Outros fatores podem interferir na
escrita, o especialista deve estar atento, por exemplo, quanto ao instrumento
utilizado no documento questionado (caneta, lápis, caneta tinteiro, entre outros).
Muitas vezes, não é possível constatar esses fatores durante a coleta dos
padrões, contudo, recomenda-se que sejam proporcionadas as mesmas
condições (o mais próximo quanto possível) da produção das firmas
questionadas.

Instrumentos de escrita
Fonte: https://motivacaoefoco.com.br/wp-content/uploads/2017/05/o-poder-da-palavra-
escrita-e1495203696103.jpg

Assim, levando em consideração esses princípios, para tal trabalho, é


necessário que se tenha boa qualidade nos padrões gráficos, aqueles fornecidos
(com o conhecimento do autor) por solicitação, padrões específicos e os padrões
inespecíficos, espécimes de firmas legítimas e constante em outros documentos
inquestionáveis, tidos como autênticos, aqueles fornecidos também por
solicitação, como: carteira de identidade, título de eleitor, passaporte e carteira
de motorista.

33
A esses padrões denominamos de inespecíficos, porquanto não foram
fornecidos com o fim específico para servirem de padrões de confronto, por isso
mesmo, atendem, com muito mais pertinência, ao princípio da espontaneidade
e da adequabilidade.
Cada individualidade levada em consideração deverá ter sua
periodicidade, observada na escrita questionada e padrão, nas mesmas
proporções, pode-se dizer que é uma convergência. Ao contrário, se o número
entre uma ou outra for inferior (que se possa constatar), então pode-se dizer que
é uma divergência. É indispensável que o especialista não se atenha a constatar
o fato das características aparecerem nas escritas confrontadas, mas que
examine a frequência com que elas aparecem, levando, também, em
consideração o grau de perceptibilidade das características e o quão raro
aparece na população em geral.

Importante
Assinaturas modificadas intencionalmente são classificadas em:
o disfarce do escrito da própria pessoa, do seu punho escritor e
a simulação da escrita de outro indivíduo. Ocorrem com muita
periodicidade em tribunais cíveis e criminais.

4.1.1 Conclusões grafoscópicas

As comparações analisadas irão gerar uma série de informações


quantitativas de convergências ou divergências, as características
individualizadas e identificadas nos escritos irão orientar o especialista em sua
conclusão.
Subjetivamente, encontram-se cinco maneiras de falsificações em
assinaturas, são elas: sem imitação, com modelo à vista, de memória, por
decalque e com imitação livre (exercitada). É importante salientar que
algumas imitações podem conter a fusão desses métodos.
A falsificação sem imitação ocorre, por exemplo, quando um indivíduo
perde seu talão de cheques, o falsário tem o nome completo, mas não tem um
modelo padrão para guiar o seu punho escritor, sendo mais fácil de se visualizar,

34
pois não existe gênese gráfica e, para usar uma folha ou mais, precisa inventar
uma assinatura (na maioria das vezes, disfarça a própria assinatura).
Com modelo à vista, imitações servis, feitas a partir de um modelo
disponível (cópia) da assinatura, não há a habilidade individual, de modo que se
tenta reproduzir “desenhando”, dando atenção aos pontos mais visíveis e não
conseguindo dar atenção aos hábitos gráficos. O traçado é lento, moroso e o
baixo dinamismo denuncia a fraude.
Na falsificação de memória, o falsário conhece razoavelmente a firma de
sua vítima, mas não tem o modelo à vista para guiar o seu punho escritor, desse
modo, vai reproduzir as letras que tenha mais lembranças (geralmente as iniciais
e traços ornamentais) e vai improvisar aquelas que não lembrar, revelando as
dessemelhanças genéticas. A soma será algumas regiões bem imitadas, e
outras completamente divergentes.
Em relação à falsificação por decalque, Silva e Feuerharmel (2014)
classificam em diretos e indiretos; nos diretos são feitos com uma folha
transparente colocada sobre o modelo da firma e seu traçado é “copiado”. Nos
indiretos, é feito um rascunho (debuxo) da firma a ser copiada no papel em que
será produzido, cobrindo com a caneta, posteriormente apagando com uma
borracha e depois cobrindo novamente ou com papel carbono.
Na imitação livre (exercitada), a assinatura a ser imitada é exercitada
inúmeras vezes (com modelo), até que o falsário consiga reproduzi-la, sem mais
olhar o modelo, de forma automática.
Dessa forma, nas conclusões grafoscópicas, apresenta-se, entre outros
dados, se o lançamento é autentico ou inautêntico e os meios empregados da
falsificação.
Algumas conclusões podem ser categóricas, como a identificação,
quando o especialista tem certeza de que os lançamentos e padrões vieram do
mesmo punho escritor ou podem ser inconclusivas; quando o expert não tem
certeza, muitos fatores alteram essa dúvida como falta de clareza e detalhes nos
padrões e questionados, o material questionado com inconsistências.
De qualquer modo, o especialista deve estar preparado para responder
os quesitos das partes e do juízo, tanto em seu laudo técnico, como,
possivelmente, em um tribunal, caso seja solicitado pelo juiz, a pedido das partes
ou não, o esclarecimento de dúvidas ou debates sobre algumas questões.

35
Para Refletir
O especialista em documentoscopia deve ser minucioso,
detalhista e muito observador. Por mais que a tecnologia
esteja muito evoluída, ela nunca vai substituir a capacidade
técnica e a experiência do profissional.

Conclusão da aula 4

O exame grafoscópico e de documentos não é uma tarefa simples. O


perito precisa estudar e entender os diversos elementos que compõem um laudo
técnico. O início da análise, o estudo dos paradigmas, o confronto e a conclusão.
Estar preparado para as respostas dos quesitos, as dúvidas que porventura
surjam e os questionamentos de suas respostas pelas partes.
Neste módulo final, visualizamos as diferentes formas de análise dos
escritos, suas particularidades, as principais características, os procedimentos,
os padrões gráficos e as formas de falsificações, que permitem as conclusões
de autenticidade ou inautenticidade.

Atividade de Aprendizagem
Em um pequeno parágrafo, defina as principais formas de
análise para chegar a conclusões de autenticidade ou
inautenticidade em documentos.

36
Conclusão da disciplina

Começo esta conclusão com uma citação:

a busca pela verdade foi à diretiva de vida de muitos homens, e por


vezes, resultava em momentos de desilusão. Todavia, extremamente
gratificante é quando a busca pelo verdadeiro, do real, é concluída
através de fundamentos técnicos e científicos. Dessa forma, cremos,
sem dúvidas, que ela é a mais fiel cópia da verdade (FALAT, 2013).

Nesta disciplina, abordamos conceitos introdutórios e substratos,


impressões gráficas e computacionais. Foram abordados, também, os
elementos de segurança de documentos, datações e suas alterações, bem como
os princípios da escrita, elementos discriminadores dos grafismos, as alterações
da escrita e suas principais características. Por fim, foram abordados os
procedimentos adotados para um exame grafoscópico, padrões gráficos e as
conclusões grafoscópicas.
Procurou-se orientar o aluno/perito, o conhecimento técnico, sem a
pretensão de ditar regras, apenas compartilhando experiência. A
documentoscopia vem para corroborar com os processos jurídicos e o perito é a
parte conclusiva desse processo.

37
Índice Remissivo
Conceitos introdutórios .............................................................................. 07
(Autenticidade; ciência; forense)
Conceitos de documentoscopia ................................................................. 07
(Conhecimentos; escrita; fatos)

Falsidade documental ................................................................................ 09


(Documentos; falsidade; provas)

Suporte e substratos .................................................................................. 10


(Meios; substratos; suporte)

Impressões gráficas e computacionais (processos gráficos) ..................... 13


(Computação; gráficos; impressões)

Elementos de segurança ........................................................................... 16


(Atividades; elementos; segurança)
Alterações documentais ............................................................................. 16
(Alterações; requerimentos; solicitações)

Datação de documentos ............................................................................ 19


(Datas; documentos; períodos)

Princípios da escrita ................................................................................... 20


(Escrita; fatores; princípios)

Grafoscopia: o exame de manuscritos ....................................................... 22


(Exame; grafia; manuscritos)

Elementos discriminadores da escrita ........................................................ 24


(Descrição; elementos; escrita)

Alterações da escrita .................................................................................. 27


(Alterações; revisão; solicitações)

Integração do planejamento no setor público ............................................. 30


(Integração; planejamento; setores)

Procedimento para o exame grafoscópico ................................................. 32


(Exame; modos; procedimentos)

Padrões gráficos ........................................................................................ 34


(Documentação; gráficos; padrões)

Conclusões grafoscópicas ......................................................................... 36


(Conclusões; método; resultados)

38
Referências

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 15368:2006.


Tecnologia gráfica; Terminologia para uso em impressos de segurança.

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 14802:2002.


Papel de Segurança – Terminologia.

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 14928:2003.


Papel de Segurança – Determinação da presença de marca d’água.

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 14894:2008.


Papel de Segurança – Determinação da presença, concentração e
comprimento de fibras de segurança.

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 14895:2008.


Papel de Segurança – Determinação da presença e concentração de
confetes.

ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT NBR 14927:2008.


Papel de Segurança – Determinação da presença de fio de segurança.

CASTRO, F. A. N.; MIRANDA, F. C. P. Teoria das Provas e sua aplicação aos


atos civis. 2ª ed. Rio de Janeiro. Editor Jacinto Ribeiro, 1917.

CANTÚ, A. A. A study of the evaporation of a solvent from a solution – Application


to writing ink aging. Forensci Science International, 2012.

COTRIM, G. História e consciência do Brasil. São Paulo. Ed Saraiva. 1996.

DEL PICCHIA, J. F.; DEL PICCHIA, C. M. R.; DEL PICCHIA, A. M. G. Tratado


de Documentoscopia da Falsidade Documental. 3ª ed. Editora Pillares. São
Paulo, 2016.

EZCURRA, M.; GÓNGORA, J. M. G.; MAGUREGUI, I.; ALONSO, R. Analytical


methods dating modern writing instrument inks on paper. Forensic Science
International, 2010.

FALAT, L. R. F; REBELLO FILHO, H. M. Entendendo o laudo pericial


grafotécnico e a grafoscopia. Curitiba: Juruá, 2003.

HUBER, R. A.; HEADRICK, A, M. Handwriting indentification: facts and


fundamentals. Boca Raton. 1999.

LIMA, N.P.; MORAIS, M.J. Documentoscopia. In: VELHO, J.A.; GEISER, G.C.;
ESPINDULA, A. Ciências forenses: uma introdução às principais áreas da
criminalística moderna. 3ª ed. Campinas: Millennium, 2017. Cap. 19, p.391.

MENDES, L. B. Documentoscopia. Porto Alegre, 1ª ed: Sagra Luzzatto. 1999.

39
MENDES, L. B. Documentoscopia. 3ª ed. São Paulo: Editora Millennium, 2010.

PELLAT, E. S. Les lois de l’écriture. Libraire Vuibert. Paris. 1927.

SAMPSON, G. Sistemas de escrita: tipologia, história e psicologia. Tradução


Valter Lellis Siqueira. São Paulo, ed. Ática. 1996.

SILVA, E. S. C.; FEUERHARMEL, S. Documentoscopia: aspectos científicos,


técnicos e jurídicos. Campinas: Millennium Editora, 2014.

VILLELA, C. A. X. Escrita Escolar Brasileira: a escrita inglesa. Língua


escrita. Belo Horizonte. FAE/UFMG, 2009.

Copyright © - É expressamente proibida a reprodução do conteúdo deste material integral ou de suas


páginas em qualquer meio de comunicação sem autorização escrita da equipe da Assessoria de
Marketing da Faculdade UNINA. O não cumprimento destas solicitações poderá acarretar em cobrança
de direitos autorais.

40

Você também pode gostar