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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO

GRANDE DO SUL – UNIJUÍ

LUCAS EDUARDO MOMBACH

PLANO DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS: ESTUDO DE


CASO EM ESCOLA DE ENSINO PÚBLICO

Santa Rosa
2019
LUCAS EDUARDO MOMBACH

PLANO DE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS: ESTUDO


DE CASO EM ESCOLA DE ENSINO PÚBLICO

Trabalho de Conclusão de Curso de


Engenharia Civil apresentado como
requisito parcial para obtenção do título
de Engenheiro Civil.

Orientador: Professora Me. Caroline Daiane Radüns

Santa Rosa
2019
Dedico este trabalho à minha mãe, que me ajudou e
incentivou a seguir em frente. Esse sonho está se
tornando realidade graças à sua dedicação.
AGRADECIMENTOS

À minha família, com destaque para minha mãe Marlene Klock, meus irmãos
Thiago e Andréia e meus avós, Oswaldo e Laura, por sempre me apoiarem, por
compreender meu tempo de estudo e incentivar em todos os momentos, mesmo
que na distância. Obrigado por, em vários momentos, renunciar aos seus sonhos
para que eu pudesse alcançar os meus. Essa conquista também é de vocês.

À minha namorada Diuly, por toda paciência, amor e compreensão. Obrigado


por ter ficado ao meu lado nessa etapa da minha vida. Você foi essencial nesse
processo.

À UNIJUÍ e todos seus professores que, de alguma forma, auxiliaram na


formação do meu conhecimento para que eu possa me tornar um engenheiro civil.

À professora orientadora, Caroline D. Radüns, pela sua paciência, tempo e


esforço para me auxiliar na elaboração desse trabalho tão sonhado.

À 17ª CROP, em destaque aos engenheiros Marcelo e Fábio e aos arquitetos


Cecílio e Marília, por estarem presentes na minha formação e disponibilizar a base
do material para a conclusão desse trabalho.

A todos os amigos que partilharam das dificuldades e das alegrias nesta


longa jornada, tonando os dias mais agradáveis. E a todos que, de alguma forma,
contribuíram para a concretização deste trabalho, o meu muito obrigado.
Frequentemente é necessário ter mais
coragem para ousar fazer certo do
que temer fazer errado

Abraham Lincoln
RESUMO

MOMBACH, Lucas Eduardo. Plano de prevenção e combate a incêndios: estudo


de caso em escola de ensino público. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso.
Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul – UNIJUÍ, Santa Rosa, 2019.
O presente trabalho visa montar um estudo em uma escola estadual localizada no
município de Santa Rosa/RS, fazendo uma análise acentuada sobre o Plano de
Prevenção Contra Incêndio – PPCI – na edificação em questão. Para embasamento
teórico foram usadas as leis, decretos, normativas, instruções e regulamentações
técnicas vigentes, conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do
Sul – CBMRS. Visando a entrega de um projeto conforme as normas, a metodologia
adotada se concentrou em bibliografias específicas, plantas da escola, visitas in loco,
análise de levantamentos e por fim uma proposta de melhoria à escola. Foram
analisadas todas as exigências de segurança contra incêndio que o CBMRS indica,
dentre elas extintores de incêndio, sinalização e iluminação de emergência. Através das
visitas à escola pode ser visto a precariedade do sistema de prevenção quanto a
incêndio, fato que se torna ainda mais relevante quando se leva em conta que o público
pertencente à edificação não possui conhecimento específico e senso crítico para agir
em caso de sinistro, sendo em grande maioria apenas crianças de ensino fundamental.

Palavras Chaves: CBMRS, Escola, Incêndio, PPCI, Projeto.


RESUMO

MOMBACH, Lucas Eduardo. Plano de prevenção e combate a incêndios: estudo


de caso em escola de ensino público. 2019. Trabalho de Conclusão de Curso.
Curso de Engenharia Civil, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul – UNIJUÍ, Santa Rosa, 2019.
The present work aims to set up a study in a state school located in Santa Rosa /
RS, making a sharp analysis about the Fire Prevention Plan - PPCI - in the building
in question. For theoretical basis were used the laws, decrees, regulations,
instructions and technical regulations in force, according to the Military Fire
Department of the State of Rio Grande do Sul - CBMRS. Aiming at delivering a
project according to the norms, the methodology adopted focused on specific
bibliographies, school plans, on-site visits, survey analysis and finally a proposal for
improvement to the school. All CBMRS fire safety requirements, including fire
extinguishers, signaling and emergency lighting, were analyzed. Through visits to
the school can be seen the precariousness of the fire prevention system, a fact that
becomes even more relevant when it is taken into account that the public belonging
to the building has no specific knowledge and critical sense to act in case of accident,
mostly only elementary school children.

Keywords: CBMRS, School, Fire, PPCI, Project.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Triângulo do fogo ...................................................................................... 21

Figura 2: Tetraedro do fogo ..................................................................................... 22

Figura 3: Classes de Incêndio ................................................................................. 25

Figura 4: Sinalização de Alerta ................................................................................ 36

Figura 5: Sinalização de saída de emergência ........................................................ 36

Figura 6: Sinalização de proibição ........................................................................... 36

Figura 7: Localização do extintor ............................................................................. 38

Figura 8: Delineamento ........................................................................................... 42

Figura 9: Localização da escola .............................................................................. 44

Figura 10: Fachada frontal da escola ...................................................................... 45

Figura 11: Corredor da escola ................................................................................. 50

Figura 12: Dimensões de corredor .......................................................................... 51

Figura 13: Dimensões de escadas .......................................................................... 51

Figura 14: Dimensões de escadas .......................................................................... 53

Figura 15: Distância máxima a ser percorrida ......................................................... 53

Figura 16: Porta com indicação de conformidade .................................................... 54

Figura 17: Portas antipânico .................................................................................... 55

Figura 18: Porta com cadeado ................................................................................. 55

Figura 19: Instalações fixadas com fita adesiva transparente ................................. 57

Figura 20: Instalações atuais na edificação ............................................................. 58

Figura 21: Distância máxima entre luminárias ......................................................... 58


LISTA DE FIGURAS

Figura 22: Altura do acionador convencional ........................................................... 59

Figura 23: Não há sinalização de equipamentos ..................................................... 60

Figura 24: Indicação de sinalização de equipamentos ........................................... 61

Figura 25: Extintor de Incêndio ................................................................................ 62

Figura 26: Hidrante .................................................................................................. 64


LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Exemplos de Incêndios em Escolas ........................................................ 16

Tabela 2: Número de pessoas para treinamento ..................................................... 32

Tabela 3: Classificação quanto ao grau de risco de incêndio .................................. 47

Tabela 4: Classificação quanto à carga de incêndio específica............................... 47


LISTA DE QUADROS

Quadro 1: Marcas deixadas pelos vândalos ............................................................ 18

Quadro 2: Classificação quanto à ocupação .......................................................... 46

Quadro 3: Classificação quanto à altura ................................................................. 46

Quadro 4: Exigências para edificações e áreas de risco de incêndio ..................... 48

Quadro 5: Edificações do grupo E .......................................................................... 49

Quadro 6: Dados de dimensionamento .................................................................. 52

Quadro 7: Risco Classe A ....................................................................................... 63

Quadro 8: Risco Classe B ....................................................................................... 63

Quadro 9: Risco Classe C ...................................................................................... 64


LISTA DE SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas

BS British Standard

CAD Computer Aided Design

CBMRS Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio Grande do Sul

CBMGO Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás

CD Centro de Distribuição

CROP Coordenadora Regional de Obras Públicas

IN Instrução Normativa

ISO International Organization for Standardization

NBR Norma Regulamentadora Brasileira

NEEJA Núcleo Estadual de Educação de Jovens e Adultos

NFPA National Fire Protection Association

NR Norma Regulamentadora

PPCI Plano de Prevenção Contra Incêndio

PQS Pó Químico Seco

RT Resolução Técnica

TPCI Treinamento de Prevenção e Combate a Incêndio


13
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ........................................................................................ 14

1.1 Problema................................................................................................ 15

1.1.1 Questões de Pesquisa ............................................................................ 18

1.1.2 Objetivos de Pesquisa ............................................................................ 19

1.1.2.1 Objetivo geral .......................................................................................... 19

1.1.2.2 Objetivos específicos .............................................................................. 19

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA .................................................................. 20

2.1 Fogo e sua Evolução ............................................................................ 20

2.2 Composição do Fogo ........................................................................... 20

2.3 Problemática do Incêndio .................................................................... 23

2.4 Proteção e Prevenção........................................................................... 25

2.5 Formas de Alastramento do Fogo ....................................................... 26

2.6 Formas de Extinção do Fogo ............................................................... 27

2.7 Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento..................... 28

2.8 Saídas de Emergência .......................................................................... 29

2.9 Plano de Emergência ............................................................................ 30

2.10 Brigada de Incêndio .............................................................................. 31

2.11 Iluminação de Emergência ................................................................... 32

2.12 Detecção e Alarme de Incêndio ........................................................... 33

2.13 Sinalização de Emergência .................................................................. 34

2.13.1 Cores das Placas de Emergência ............................................................ 35

2.14 Extintores .............................................................................................. 37

2.15 Hidrantes e Mangotinhos ..................................................................... 39

2.16 Características da Edificação e Normas Regulamentadoras ............ 39


14

3 METODOLOGIA ..................................................................................... 41

3.1 Delineamento ........................................................................................ 41

3.2 Estudo e Procura dos Materiais .......................................................... 42

3.3 Conferência de Equipamentos ............................................................ 43

3.4 Avaliações Finais .................................................................................. 43

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS................................................ 44

4.1 Escola Estadual de Ensino Médio Edmundo Pilz .............................. 44

4.2 Classificação da Edificação ................................................................. 45

4.3 Das Exigências ...................................................................................... 48

4.4 Saída de Emergência ............................................................................ 50

4.5 Plano de Emergência ............................................................................ 56

4.6 Brigada de Incêndio .............................................................................. 56

4.7 Iluminação de Emergência ................................................................... 57

4.8 Alarme de Incêndio ............................................................................... 59

4.9 Sinalização de Emergência .................................................................. 60

4.10 Extintores .............................................................................................. 61

4.11 Hidrantes e Mangotinhos ..................................................................... 64

5 CONCLUSÕES ....................................................................................... 66

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ....................................................................... 67

ANEXO A – PLANTA DE SITUAÇÃO .................................................................... 72

ANEXO B – PLANTA DE LOCALIZAÇÃO ............................................................. 73

ANEXO C – PPCI – PAVIMENTO TÉRREO ........................................................... 74

ANEXO D – PPCI – 1º PAVIMENTO....................................................................... 75

ANEXO E – PPCI – 2º PAVIMENTO ....................................................................... 76


14

1 INTRODUÇÃO

A grande maioria populacional não possui um senso crítico quando a


segurança contra incêndio. Os funcionários das escolas, em sua maior parte, nunca
precisaram utilizar um equipamento extintor, sendo assim, costumam estar
despreparadas se caso ocorresse um sinistro. A cultura, em nossa sociedade,
também é um item que favorece para que ocorram incidentes.

Deon (2011) explica que o plano de proteção contra incêndios (PPCI) se


tornou uma das ferramentas principais para a proteção e o combate a incêndios.
Pois é tratado como um programa completo, proposto pelo Corpo de Bombeiros,
tem como objetivo nortear as diretrizes de proteção de um determinado prédio,
empresa ou estabelecimento. Acrescenta também, que o PPCI deve informar
quantidade de extintores, tipos, hidrantes, sinalização de emergência, entre outros
itens de proteção.

Nas décadas mais recentes, houve um grande aumento na preocupação com


incêndios nas edificações do Brasil, mais por questões circunstanciais que por
processo de conscientização (BRENTANO, 2010).

A história da prevenção e combate a incêndios, no Brasil, é marcada por


tragédias que levaram à morte centenas de pessoas e que serviram de base para
o estabelecimento de parâmetros para a elaboração de códigos de incêndio
(DUARTE, et al., 2002, p.2).

Espanhol (2015) afirma que a maior parte dos óbitos ocorridos em incêndios
se devem pelas más condições que as edificações apresentam, tornando
prejudicada a fuga dos moradores e o combate do incêndio.

Visto que no meio ao final do século passado estavam ocorrendo diversos


sinistros devido à incêndios, o poder público teve que intervir, como afirma Duarte
(2002) ao longo do tempo, a ocorrência de desastres envolvendo incêndios levou o
poder público em todo o mundo a pensar em maneiras mais efetivas de se prevenir
e combater estes incêndios. Desde então, foram criados códigos de incêndio com
característica peculiar de serem baseados nas experiências de desastres do
passado, sendo conhecidos como Códigos Prescritivos.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Edificações estão diariamente expostas quanto à riscos, por isso é


necessário um projeto correto e seguro para tal. Em razão desse fato é visto que
estar em acordo com as normas de segurança deve ser impreterível. Conforme Ono
(2004, p.01): “É possível dizer que o incêndio assola a todos, independente de
condições econômicas, políticas ou geográficas e, na maioria das vezes, tem efeitos
devastadores, causando perdas e danos irrecuperáveis”.

Normas técnicas existem para, justamente, evitar tragédias desse tipo. Os


prédios devem ser prevenidos e ter planejamento contra incêndios, de forma
correta, para haver garantias contra a estrutura e quem o habita, Ono (2004) explica
que quando tomamos partido em uma situação de incêndio, nos atemos
principalmente em ações que protejam a vida humana, além disso deve ser levado
em conta as condições do patrimônio em si.

O objeto de estudo do presente trabalho está conexo quando ao PPCI em


uma edificação já existente, constituindo de uma vistoria em uma escola estadual
na cidade de Santa Rosa / RS, analisando as estruturas, de proteção e prevenção,
atuais e propondo, se necessário, melhorias à escola como um todo.

1.1 Problema

Esse trabalho se estabelece na área da prevenção, tendo em vista que o


temor e a preocupação estão presentes quanto aos riscos de incêndio em uma
escola, pois se trata de um local delicado, se analisado pelo público que o habita.
O estudo está focado, aliando-se a cultura da sociedade e as diversas normas
técnicas em vigor, em analisar os riscos e prever de forma racional mudanças
quanto a prevenção à incêndios.

Relatos de escolas com casos de princípios de incêndios ocorrem todos os


anos, os principais motivos já são conhecidos, mas mesmo assim frequentemente
acontece, como afirma Mendes (2014, p.21), incêndios em escolas têm ocorrido
todos os anos tanto no Brasil como no exterior. A maioria é de causa desconhecida,
mas a precária infraestrutura das escolas, a falta de manutenção e o acúmulo de
entulhos estão entre as possíveis causas de princípios de incêndio.

É relativamente rotineiro casos de queimas em centros de ensinos, sendo os

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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motivos e suas localizações, as mais diversas. Infelizmente, como apresentado na


Tabela 1, convivemos com uma grande probabilidade de atos de vandalismo.

Tabela 1: Exemplos de Incêndios em Escolas

Caso Escola Localização Data Motivo

“Incêndio atinge escola no PI e U.E Pedro Joaquim Pires / PI Janeiro / 2018 Curto Circuito
destrói todos os livros que seriam Álvares Cabral
usados em 2018”. Fonte: G11

“Incêndio consome livros didáticos E.M. Santos Governador Fevereiro / Incêndio


em escola de Governador Dumont Valadares / MG 2018 Criminoso
Valadares”. Fonte: G12

“Incêndio em escola pública do DF Escola Classe Gama / DF Setembro / Curto Circuito


deixa 350 alunos sem aula”. Fonte: 16 2018
G13

“Incêndio destrói biblioteca de E.E.P. Adelina Petrolina / PE Agosto / 2014 Desconhecido


escola estadual em Petrolina”. Almeida
Fonte: G14

“Estudantes ficam sem aula depois E.M.P. Joaquim São Roque (SP) Novembro / Incêndio
de incêndio em escola de São da Silveira 2013 Criminoso
Roque”. Fonte: G15 Santos

“Escola é destruída por incêndio E.E.P. Hercília Carlópolis / Dezembro / Curto Circuito
em Carlópolis, no norte do Paraná”. de Paula e PR 2013
Fonte: G16 Silva

“Alunos ficam feridos após tumulto E.M.E.F. João Serra / ES Fevereiro / Desconhecido
em incêndio em escola no ES”. Paulo II 2013
Fonte: G17

“Após incêndio, escola de E.E.E.F. Vitélio Santana do Setembro / Incêndio


Livramento, RS, retoma aulas Gazapina Livramento / 2012 Criminoso
nesta terça-feira”. Fonte: G18 RS

Fonte: Adaptado de G1 - 2019

As escolas públicas estaduais existentes, na sua grande maioria, foram


inauguradas há várias décadas, num tempo onde ainda não se via preocupação
quanto ao risco de incêndios. A idade dos imóveis e as tecnologias construídas
auxiliam na facilidade de ocorrer um sinistro junto às escolas, a rede elétrica
inadequada, vencida e muitas vezes insuficiente acaba indicando à consequência
de curto-circuito, estes sendo frequentemente o motivo de focos de incêndios. Com
o passar dos anos essa preocupação e a demanda da rede elétrica das escolas
foram aumentando de forma contínua.

Sposito (2013) explica que as depredações e os atos de vandalismo seriam


uma das modalidades mais frequentes que caracterizam a violência propriamente
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
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escolar. Conforme as informações dos órgãos públicos, as agressões costumam


atingir as escolas nos fins de semana, períodos em que existia certa ociosidade dos
prédios.

A escola foi projetada, criada e pensada, sobretudo a escola pública, como


um espaço de socialização de novas gerações, trabalhando na formação e
construção de humanidades capazes de viverem ativamente junto a uma
sociedade. Os adolescentes, na maioria das vezes os responsáveis pelos atos de
vandalismo, não reconhecem outras alternativas à importância da escola em suas
vidas, além da corroída cultura da violência, representação herdada das gerações
adultas (SPOSITO, 2013).

“As regulamentações de segurança contra incêndio têm se apresentado


muito amenas em relações às exigências para edifícios existentes que estão
particularmente vulneráveis a incêndios, pois muitos foram erguidos em
épocas em que tais regulamentações de segurança contra incêndio não
existiam. Torna-se necessária, também, a aplicação dos conceitos básicos
de segurança contra incêndio nas adaptações, pois se verifica que muitos
desses projetos realizados, até hoje, apresentam soluções ineficazes” (ONO,
2007, pg.98).

Outro ponto a ser computado nas estatísticas, é a falta de investimentos na


área estudantil, principalmente se tratando das escolas públicas. Tal atitude
acarreta em possíveis consequências irreversíveis para os prédios públicos.
Conforme confirma Souza (2003), “houve uma diminuição dos valores nacionais
investidos em educação, que uma vez somados ao crescimento da educação,
representa menos recursos por aluno”. Em todo e qualquer projeto, a principal
obrigação é a de proteger as pessoas que estarão na edificação, sendo seguido do
patrimônio existente, independente do investimento aplicado. Argumento este que
anda de contramão quando se é analisado os poucos investimentos aplicados nas
escolas de ensino público.

Um caso de suma importância a ser evidenciado no estudo do tema é o fato


de a escola a ser estuda ter sido vítima de vandalismo, sendo incendiada em agosto
de 2017, causando transtornos e mostrando a dificuldade de proteção da edificação,
assim como a falta de medidas de proteção contra tal sinistro. Jornais noticiaram o

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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ocorrido, “Um incêndio na escola Estadual Edmundo Pilz deixou mais de 260
estudantes sem aula nesta quinta-feira (31), em Santa Rosa, no Noroeste do Rio
Grande do Sul” 9.

A direção relata também o fato de haver outros tipos de vandalismo na


escola, conforme visto no Quadro 01.

Quadro 1: Marcas deixadas pelos vândalos


Vandalismo ocorrido na Escola

O que houve: O que houve: O que houve:

Alunos abriram o registro Vandalismo no CD da


Incêndio criminoso posto na
do hidrante causando parte elétrica do
escola
estragos segundo pavimento

Fonte: Autoria Própria / 2019

1.1.1 Questões de Pesquisa

O estudo tem como questão a ser respondida:

• Quais as consequências e razões que fazem as instituições terem


uma grande problemática e precariedade quanto às instalações de
segurança contra incêndio?

Em relação à principal questão surgem demais questionamentos:

• Quais as medidas favoráveis à preservação quanto à incêndios, que


a escola possui e adota junto a seus educandos?
• Como estão as instalações elétricas e o sistema contra incêndios, da
edificação?

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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• A escola possui alguma guarda ou brigada de incêndio em seu corpo


de funcionários? Para auxiliar em casos de emergência.

1.1.2 Objetivos de Pesquisa

Os objetivos da pesquisa serão apresentados a seguir.

1.1.2.1 Objetivo geral

Propor um estudo sobre o projeto de prevenção e proteção contra incêndio,


em uma escola estadual da cidade de Santa Rosa / RS.

1.1.2.2 Objetivos específicos

Para alcançar o objetivo geral, foram estabelecidos os seguintes objetivos


específicos:

• Levantamento de dados na escola, incluindo: histórico quanto as


instalações de prevenção e proteção existentes e plantas da
edificação;

• Análise dos dados coletados;

• Proposição das medidas de proteção para o Plano de Prevenção e


Proteção contra Incêndio, visando atender a legislação vigente.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

Visando explanar o conteúdo da pesquisa, será retratado a seguir uma


análise bibliográfica.

2.1 Fogo e sua Evolução

Tempos antes de o fogo ter sido controlado, ele provocava terror e angústia
no homem, afinal, surgia somente de forma natural, através da erupção de um
vulcão, da faísca elétrica caída sobre o mato seco ou, ainda, pela combustão
espontânea na vegetação submetida fortemente aos raios do sol. Assim foi tratado
durante séculos como uma manifestação sobrenatural (GOMES,1998).

Para os alquimistas da Idade Média, o fogo era explicado como um elemento


básico da natureza, assim como o ar, a água e a terra. Foi definido desta forma por
vários séculos, até que uma pesquisa de Lavoisier esclareceu as características do
fogo. Este era cientista francês e estudou o fogo, caracterizando-o como é
entendido nos tempos atuais. O cientista explica que não se tratava de força divina,
nem de elemento básico, mas sim, de um fenômeno químico definido como queima
e combustão. Através destes conhecimentos iniciais e com o passar dos anos, o
homem solucionou problemas, criou cidades e alavancou a indústria (ABAID, 2005).

Nos dias atuais, conhecer e ter ciência de como atuar com a constituição,
saber desvendar as causas e dominar a combustão é o caminho inicial para uma
prevenção eficiente quanto à incêndios.

2.2 Composição do Fogo

O fogo é uma mistura que leva o termo combustão. Esta é uma reação
estimulada pelo calor, que ao contato com o oxigênio e um material combustível
forma uma reação química. Assim como afirma a norma brasileira NBR 13860
(1997), o fogo é o processo de combustão caracterizado pela emissão de calor e
luz.

Analisando normas de outros países, se percebe que não há um mesmo


significado de fogo, conforme explica Seito (2008):

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


21

NFPA – Estados Unidos da América: “fogo é a oxidação rápida auto--


sustentada acompanhada de evolução variada da intensidade de calor e de luz”.

BS 4422: Part 1 – Inglaterra: “fogo é o processo de combustão caracterizado


pela emissão de calor acompanhado por fumaça, chama ou ambos”.

ISO 8421-1 – Internacional: “fogo é o processo de combustão caracterizado


pela emissão de calor acompanhado por fumaça, chama ou ambos”.

Toda edificação, sob o ponto de vista de segurança, está sujeita a uma


calamidade imprevisível: o fogo. O fogo é capaz de causar grandes acidentes e
catástrofes, gerando perdas de vidas humanas e enormes prejuízos materiais
(FAGUNDES, 2013, p.13).

A relação entre o fogo e o homem vem desde a pré-história e isso não irá
mudar, assim como afirma Brentano (2010), o fogo sempre irá conviver com o
homem, por isso ambos devem viver em harmonia e, para que isso aconteça, ele
deve ser controlado para que esta relação não seja quebrada.

Conforme Bonitese (2007, p.34), “Para que o fogo possa ocorrer, são
necessários que seus três elementos, combustível, calor e oxigênio, estejam em
presença contínua. Se não houver combustível ou oxigênio suficiente, ou houver
redução de energia por extinção ou agentes retardantes, o fogo não se mantém”,
como demonstrado na Figura 1.

Figura 1 – Triângulo do fogo

Fonte: Luz Neto (1995)

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


22

Para que se inicie a reação química do fogo, deve haver simultaneamente a


ocorrência de três elementos, segundo Meira (2014):

a) Material combustível: é todo material que queima, pode ser sólido, líquido
e gasoso;

b) Comburente (oxigênio): é o elemento ativador do fogo, que se combina


com os vapores inflamáveis dos combustíveis e possibilita a expansão do fogo;

c) Fonte de calor: é a forma de energia, é o elemento que dá início ao fogo e


que faz o fogo se propagar.

Após iniciada a combustão surge a produção de um processo térmico com a


liberação de calor e outro processo de transformação do material combustível em
gases, fumaça e cinzas. Enquanto está ocorrendo o processo térmico, parte se
dissipa no entorno por meio de radiação, convecção e condução, e parte deste calor
serve como energia para que se formem mais radicais livres para que tenha
continuidade o processo de combustão, originando, então, a reação química em
cadeia representada pelo tetraedro de fogo” (BRENTANO, 2010), como indica a
Figura 2.

Figura 2 – Tetraedro do fogo

Fonte: Seito (2008)

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Antes que ocorra a combustão por completo, os materiais passam entre três
fases importantes para compreensão do processo de incêndio. Seguindo por ordem
cronológica, segundo Neto (1995) as fases são:

• Ponto de Fulgor – É a temperatura mínima na qual os corpos


começam a desprender vapores que se incendeiam em contato com
uma fonte externa de calor. Todavia, a chama não se mantém devido
à insuficiência da quantidade de vapores desprendidos.

• Ponto de Combustão – É a temperatura mínima na qual os vapores


desprendidos dos corpos, ao conseguirem contato com uma fonte
externa de calor, entram em combustão e continuam a queimar.

• Ponto de Ignição – É a temperatura mínima, na qual os gases


desprendidos dos combustíveis entram em combustão apenas pelo
contato com o oxigênio do ar, independente de outra fonte de calor.

2.3 Problemática do Incêndio

É iniciado o incêndio no momento que se perde o domínio do fogo, seja por


qualquer razão, como afirma a NBR 13860 (1997), “o incêndio é o fogo fora de
controle”. Termo também confirmado pela ISO 8421-1, “o incêndio é a combustão
rápida, disseminando-se de forma descontrolada no tempo e no espaço”.

Analisando que cada incêndio é diferente um do outro, por ser usados


combustíveis e proporções desiguais, também é visto que os efeitos nas pessoas
podem ser divergentes, como afirma Brentano (2010, pg.193), “no efeito da toxidade
desses produtos sobre as pessoas, outras variáveis devem ser consideradas, como
condições físicas e de saúde, idade, os esforços físicos e mentais no ambiente do
incêndio, o tempo de exposição e a concentração dos produtos no ambiente”.

As consequências do incêndio podem se tornar perigosas para a saúde


humana e às edificações. Quando em menor escala este pode causar desde
problemas mais leves, assim como, casos de maior grau, como por exemplo,
inalação de fumaça, desmaios e até queimaduras. Em proporções avantajadas um
incêndio pode causar a morte.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


24

É possível classificar quatro diferentes classes os incêndios, separando-as


através de seu material combustível, conforme afirma Fagundes (2013):

• Classe A: São incêndios que ocorrem em materiais combustíveis


comuns, como madeira, papel, tecidos, etc. Estes materiais queimam
em superfície e em profundidade, deixando resíduos após a sua
combustão, como brasas e cinzas.

• Classe B: São incêndios que ocorrem na mistura do ar com os vapores


que se formam nas superfícies dos líquidos combustíveis inflamáveis,
como óleos, gasolina, entre outros, que queimam somente em
superfície, não deixando resíduos; A extinção se dá por abafamento,
pela quebra da reação química em cadeia ou pela retirada do material
combustível.

• Classe C: São incêndios que ocorrem em equipamentos elétricos


energizados. Deve ser usado agente extintor não condutor de
eletricidade. São usados os pós químicos secos, líquidos vaporizantes
e Dióxido de Carbono.

• Classe D: São incêndios que ocorrem em metais combustíveis,


chamados de pirofóricos, como magnésio, titânio, lítio, alumínio, entre
outros. Estes metais queimam mais rapidamente, reagem com o
oxigênio atmosférico, atingindo temperaturas mais altas que outros
materiais combustíveis. O combate exige equipamentos, técnicas e
agentes extintores especiais para cada tipo de metal combustível, que
formam uma capa protetora isolando o metal combustível do ar
atmosférico.

À complementar, Brentano (2007) adiciona outras classes de incêndio, como


indica a Figura 3:

• Classe K: Ocorrem em óleos de fritura, de tipo vegetal, ou também em


gorduras de natureza animal. Para um eficaz combate, deve-se
espalhar o material extintor proporcionando uma cobertura sobre o
material em chamas.

• Classe I: Chamas em material de fonte radioativa.


Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
25

Figura 3 – Classes de Incêndio

Fonte: Brentano (2007, p.410)

2.4 Proteção e Prevenção

De forma cultural, nossa sociedade sempre viveu com o risco iminente


quanto a incêndios, Luz Neto (1995) diz que o país assiste com frequência, em
especialmente no meio urbano em expansão, a perdas de vidas e enormes
prejuízos econômicos. Ainda assim, a sociedade não produziu uma política de
proteção contra incêndios.

“É possível agrupar as medidas a serem tomadas para garantir a


segurança contra incêndio em medidas de prevenção e medidas de proteção.
As medidas de prevenção são aquelas que se destinam a prevenir a
ocorrência do início do incêndio, isto é, controlar o risco do início do incêndio.
As medidas de proteção são aquelas destinadas a proteger a vida humana e
os bens materiais dos efeitos nocivos do incêndio que já se desenvolve. Em
conjunto, essas medidas visam a manter o risco de incêndio em níveis
aceitáveis” (ONO, 2007, p.101).

Conforme Berto (1991, apud ESPANHOL, 2015, p. 18), sobre prevenção à


incêndios, afirma que sobre as medidas deve-se tratar “daquelas relacionadas aos
componentes de cuidado contra o começo do incêndio e tem por objetivo apenas,
precaver a inicialização do incêndio, ou seja, controlar o risco do início do incêndio”.

Para garantir segurança quanto a sinistros motivados por incêndios, deve-se


tomar um cuidado extra quando à população que se encontro no local, Ono (2004)
comenta que, é condição obrigatória a existência do projeto, a implantação e a
manutenção de saídas de emergência apropriadas para cada situação, também de
sistemas auxiliares, que permitam a integridade do usuário, como sistemas de
detecção, alarme e orientação, sistema de combate ao princípio de incêndio, entre
outros.
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
26

“No estudo de segurança contra incêndio, torna-se iminente a


necessidade de fusão entre medidas normativas e o processo de concepção
do projeto arquitetônico, de maneira a potencializar o fator segurança nas
edificações no que tange à proteção estrutural e de bens, assim como na
salvaguarda de vidas, aliados aos aspectos de habitabilidade” (BONITESE,
2007).

A partir da segunda metade do século XX, mais precisamente na década de


70 em diante, ocorreram os primeiros incêndios de grande volume de destruição.
Na tal época não existiam normas regulamentadoras sobre esse assunto. E durante
a concepção dos projetos, nem se planejavam medidas preventivas sobre o dito
tema.

Conforme Barros (2000), “Para o estudo em questão a prevenção e


segurança contra incêndio em edifícios, torna-se indispensável uma melhor
compreensão da dinâmica e conduta do incêndio”.

Somente começou a se pensar de forma mais enérgica na prevenção e


proteção quanto a incêndios após as primeiras grandes tragédias ocorridas no
Brasil, como afirma Ono (2007), “a área de segurança contra incêndio ganhou
impulso no país, especificamente no Estado de São Paulo, na primeira metade da
década de 1970, quando ocorreram dois incêndios de grandes proporções na
cidade de São Paulo e de repercussão internacional: no Edifício Andraus e no
Edifício Joelma”.

Em todos os casos o melhor plano é a prevenção, este é o ponto mais


importante para manter a segurança junto aos prédios e aos estudantes. A redução
do vandalismo e as políticas públicas agindo contra este ato, também fazem com
que a cultura do zelo se torne mais vigente.

2.5 Formas de Alastramento do Fogo

Para Camillo (2010 apud PEREZ, 2015, p. 10), o fogo se espalha através do
contato direto da chama com materiais de características combustíveis, pelo
deslocamento de partículas incandescentes que se soltam de outros materiais que
já estejam em combustão e pela ação da temperatura elevada.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


27

Segundo Brentano (2015 apud SCHMIDT, 2017, p. 18), a maneira que o fogo
prossegue é complexo e sua propagação, em grande parte dos casos, imprevisível.

Há elementos que contribuem para que o fogo tenha propagação, são eles:
quantidade e volume dos materiais combustíveis no local; tamanho e a condição
das fontes de ignição; tamanho e localização das aberturas de ventilação;
velocidade, dimensões do local, assim como, a velocidade do vento. Todas essas
causas estão ligadas com a transmissão do calor e deve haver medidas de
prevenção que sejam eficazes, caso contrário, pode transcorrer de três formas:
condução, convecção e radiação térmica.

É de suma importância nos estudos de extinção ou de prevenção, o


conhecimento das formas que o calor poderá ter sua propagação. As configurações
de transmissão de elevada temperatura de um corpo para um meio ou outro corpo,
são: condução, convecção e irradiação (SIMIANO, et al., 2013, p.10).

• Condução – É a forma mais rotineira do cotidiano, onde o calor é


transmitido de corpo para corpo por contato. Pode ser entendido como
exemplo quando acendemos um fósforo e percebemos que o fogo
vem consumindo a madeira do palito de forma gradual, ou seja,
molécula a molécula.

• Convecção – Esse fenômeno ocorre quando o calor é transmitido por


uma massa de ar aquecida, de um ambiente para o outro. Pode ser
visto como exemplo o caso em que um ambiente de uma edificação
está em chamas e, em pouco tempo, outra edificação que não tem
contato direto, também começa a pegar fogo. A razão mais aceitável
nesses casos é que essa transmissão de calor ocorre através de uma
massa de ar aquecida.

• Irradiação – A transmissão do calor por meio de ondas caloríficas


através do espaço, recebe pela física o nome de irradiação. Exemplo
disso é a distribuição de calor natural, do sol para a terra, através dos
raios solares.

2.6 Formas de Extinção do Fogo

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


28

A condição necessária para que ocorra o surgimento do fogo é a junção dos


elementos combustível, oxigênio e calor. Para que o fogo seja extinto, é preciso que
um desses elementos seja eliminado ou se termine o processo de reação química
em cadeia, proibindo a continuidade das chamas. Têm-se quatro métodos para que
ocorra a extinção do fogo (GOMES, 2014, p.18).

• Resfriamento – consiste em retirar o calor do material que está em


chamas, até o ponto em que não libere mais substâncias que tendem
a reagir com o oxigênio, evitando o avanço do fogo. É um dos
processos mais utilizados. Exemplo desse método é o uso de água.

• Abafamento – consiste em impedir o contato do oxigênio com o


material combustível. Não havendo comburente suficiente no ar para
reagir não haverá fogo. Exemplos para extinção por esse método é o
cobrimento total do corpo em chamas, sendo utilizado materiais
incombustíveis, por exemplo, areia, terra, entre outros.

• Isolamento – consiste em retirar, diminuir ou interromper o material


combustível para que este não entre em contato com os demais
materiais ainda não atingidos pelo fogo. Exemplo disso é a cessação
de vazamento de um liquido combustível, remoção manual do
material, fechamento de válvula de gás, entre outros.

• Interrupção da reação química em cadeia – consiste em utilizar


determinados produtos que têm a característica de reagir com algum
dos produtos presentes na combustão, impedindo que o processo de
cadeia do fogo se complete totalmente. Exemplo de químicos que
podem ser usados é o bicarbonato de sódio (extintor de PQS),
bicarbonato de potássio, entre outros. Simiano, et al, (2013) destaca
que este método não atua diretamente num elemento do fogo, e sim
na reação em cadeia como um todo.

2.7 Controle de Materiais de Acabamento e Revestimento

Segundo Brentano (2007), é dito como material de revestimento os


empregados nas superfícies internas e externas dos elementos de construção das
edificações e material de acabamento o material utilizado como arremates entre

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


29

elementos de construção e revestimentos. As partes da edificação que devem ser


analisadas, em função da ocupação, da posição dos materiais de revestimento e
acabamento são:

• Pisos;

• Parede/divisórias;

• Tetos/forros;

• Coberturas.

Dois dos principais elementos que afetam diretamente num incêndio de uma
edificação, com um impacto significativo na questão de velocidade, propagação e
intensidade, são os materiais de revestimento e acabamento internos. Brentano
(2007), comenta que os materiais que possuem uma grande capacidade de ser
combustível em uma incêndio e são usados para revestir paredes e forros “criam
uma superfície contínua para a propagação de chamas, que podem gerar um rápido
incêndio, bem como grandes quantidades de fumaça, que desorientam os
ocupantes, e gases e outros produtos tóxicos”, que em situações adiantadas podem
levar a graves problemas de saúde e a também à morte.

De acordo com Brentano (2015 apud SCHMIDT, 2017, p. 23), não somente
no projeto deve ser tomadas decisões de prevenção, mas também no manusear os
materiais de revestimento e acabamento durante a obra ou manutenção, estes
devem ser manuseados de forma a atender padrões mínimos de reação ao fogo
para não proporcionar condições propicias ao seu desenvolvimento ou propagação,
além de geração de fumaça e gases nocivos. Também afirma que a carga de
incêndio é estudada em relação características constituintes dos materiais e
quantidade de combustível existentes na edificação.

2.8 Saídas de Emergência

Um sistema útil de saída de emergência presente em um edifício deve


possuir características adequadas a fim de garantir que a população consiga se
retirar da edificação caso ocorra um incêndio. Sendo que deve se declarar garantida
a integridade física da população lá presente, assim como, permitir o acesso do

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


30

corpo de bombeiros, para auxílio no combate às chamas e na evacuação das


pessoas no ambiente (NBR 9077:2001).

Conforme o item 4.2 da NBR 9077:2001 os componentes das saídas de


emergência compreendem os “acessos ou rotas de saídas horizontais, isto é,
acessos às escadas, quando houver, e respectivas portas ou ao espaço livre
exterior, nas edificações térreas”, compreende também escadas ou rampas e
descarga. Pode se tratar como descarga, “parte da saída de emergência de uma
edificação que fica entre a escada e o logradouro público ou área externa com
acesso a este”.

O caminho da rota de saída de emergência deve ser um local livre e protegido


a todos os habitantes do edifício, assim como afirma Brentano (2007, p. 160):

“Rota acessível é um trajeto contínuo, desobstruído e sinalizado, que


conecta os ambientes externos e/ou internos de espaços e edificações, e que
possa ser utilizada de formas autônoma e segura por todas as pessoas,
inclusive aquelas com deficiência física ou mobilidade reduzida. A rota
acessível interna pode incorporar corredores, pisos, rampas, escadas,
elevadores, etc”.

Para dimensionar as saídas de emergência, deve-se levar em conta a


população da edificação. Como explícito no item 4.5.1.1 da NBR 9077 (BRASIL,
2001) os acessos devem permitir o escoamento fácil de todos os ocupantes do
prédio, permanecer desobstruídos em todos os pavimentos, ter dimensões de
largura adequadas conforme dimensionamento, ter pé-direito mínimo de 2,50 m,
com exceção de obstáculos representados por vigas, vergas de portas, e outros,
cuja altura mínima livre deve ser de 2,00 metros, devem ser sinalizados e iluminados
com indicação clara do sentido da saída.

2.9 Plano de Emergência

O plano emergência, através da norma NBR 15219 (BRASIL, 2005) afirma


que tem como propósito preparar os servidores para abandono da edificação, de
forma a ser eficiente e veloz. Definir a melhor solução ao atendimento e às situações
de emergência conforme as recomendações do corpo de bombeiros. Estas ações
devem ser tomadas em caso de incêndio real ou outra qualquer emergência.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


31

No momento de uma eventual emergência relacionada à incêndio, é normal


que ocorra pânico nas pessoas que estão presentes no ambiente, podendo
ocasionar correria, quedas, pisoteamentos, e demais falhas motivadas pela euforia
e falta de conhecimento. Por essa razão se faz necessário o planejamento e a
execução de ensaios para o abandono de emergência. O número de vítimas em um
incêndio, muitas vezes, está vinculado com à falta de conhecimento dos melhores
locais de saída e utilização dos equipamentos necessários (PEREZ, 2015, p. 30).

2.10 Brigada de Incêndio

Brigada de combate a incêndio é uma organização formada pelos


funcionários da empresa, preparada e treinada para trabalhar com rapidez e
eficiência em casos de princípio de incêndio, operando os dispositivos de combate
a incêndio, dentro dos padrões técnicos essenciais (CAMILLO JÚNIOR, 2004 apud
MEIRA, 2014).

Os ocupantes da edificação, os funcionários e os membros da brigada de


incêndio têm comportamentos diferentes, mas os últimos assumem maiores
responsabilidades para a segurança dos primeiros, porque possuem algum tipo de
treinamento para situações de emergência (BRENTANO, 2007).

Ainda conforme Brentano (2007, p. 545), as principais funções de uma


brigada de incêndio, nesta ordem de prioridade, são:

1. Orientar e ajudar na saída com segurança das pessoas que


ocupam a edificação;

2. Prestar os primeiros socorros;

3. Combater o foco de fogo para proteger a vida humana e a


propriedade;

4. Avisar, receber e orientar o corpo de bombeiros para o acesso


ao local do fogo.

Para identificar a quantidade de pessoal para compor a brigada de incêndio,


deve-se analisar a Instrução Normativa de 001/2014. O Art. 31 explica que até a
publicação de Resolução Técnica especifica para Brigada de Incêndio, será exigido
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
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para todas as edificações e áreas de risco de incêndio o TPCI, conforme Resolução


Técnica nº 014/CCB-DTPI/2009. Analisando o Art. 4 da mesma normativa, é visto
que o quantitativo de pessoas treinadas exigidas por ocupação deve seguir a tabela
2:

Tabela 2: Número de pessoas para treinamento

Nº DE
RISCO
PESSOAS
Pequeno 1 a cada 750 m²

Médio 2 a cada 750 m²

Grande 3 a cada 750 m²


Fonte: Resolução Técnica nº 014/CCB-DTPI/2009

Ter ao menos duas pessoas treinadas por ocupação é uma das exigências
mínimas da norma. E ao máximo 50 % do quantitativo total da população fixa da
ocupação. Segundo a NBR 15219 (2005), considera-se população fixa aquela que
permanece regularmente na planta, considerando-se os turnos de trabalho e a
natureza da ocupação, bem como os terceiros nestas condições.

2.11 Iluminação de Emergência

A sinalização de emergência tem como objetivo diminuir a probabilidade de


acidentes em uma ocorrência de sinistro, auxiliando para que quem esteja utilizando
o edifício, escolha as ações e os trajetos de saída adequados para o abandono da
edificação, além de alertar para os riscos existentes. Também visa facilitar a
visualização de onde se encontram os equipamentos que podem ser úteis, segundo
a Norma Técnica 20/2014 do CBMGO.

Brentano (2007, p. 325) menciona que a iluminação de emergência é


fundamental para uma evacuação segura quando à falta de luz artificial. Conforme
explica:

“A iluminação de emergência tem como objetivo substituir a iluminação


artificial normal, que deve ser desligada, ou pode até falhar em caso de
incêndio, por fonte própria que assegure um tempo mínimo de
funcionamento. Ela deve garantir, durante este período, a intensidade dos
pontos de luz, de maneira a respeitar o nível mínimo de iluminância

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


33

estabelecido pela norma ou pela legislação adotada no local, para


proporcionar a saída com rapidez e segurança dos ocupantes da edificação”.

Segundo Brentano (2007), o sistema de iluminação de emergência consiste


num conjunto de equipamentos e componentes que se destina a substituir a
iluminação artificial normal e permite iluminar de forma suficiente e adequada os
ambientes e áreas escuras de passagens, horizontais e verticais, com o objetivo de:

• Identificar e sinalizar as saídas de emergência de forma inconfundível,


horizontais e verticais, para permitir a saída fácil, rápida e segura dos
ocupantes para um lugar seguro no exterior da edificação;

• Reconhecer os obstáculos no caminho;

• Permitir o controle visual das áreas abandonadas para localizar


pessoas impedidas de se locomover;

• Manter a segurança patrimonial para facilitar a localização de estranho


nas áreas de segurança;

• Iluminar os locais onde existam equipamentos de combate ao fogo de


operação manual;

• Garantir a execução das manobras de interesse da segurança e


intervenção de socorro externo.

2.12 Detecção e Alarme de Incêndio

Confrontar um incêndio em seu início é a melhor maneira de garantir bons


resultados. O homem possui uma grande capacidade de detectar incêndios, através
de seus sentidos. Porém, caso não esteja presente logo no início das chamas, esse
poderá ser percebido tarde demais. Por essa razão, foi criado um aparelho para a
devida tarefa. Assim se faz necessário a instalação de detectores automáticos e de
alarmes de incêndio nos vários cômodos da edificação (PEREZ, 2015).

Para Brentano (2007, p.369), esse sistema é de grande utilidade pois tem a
característica de alertar ao homem, conforme explica:

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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“Um sistema automático de detecção é constituído por um conjunto de


dispositivos que, quando sensibilizados por fenômenos físicos e/ou químicos
resultantes de uma combustão, como chamas, calor, gases ou fumaça,
independentemente da ação humana, acionam outros dispositivos, os
alarmes, que alertam os ocupantes sobre a existência de um foco de fogo na
edificação”.

À complementar, Gomes (1998), informa que o alarme contra incêndio se


trata de um aparelho eletrônico, com característica capaz de emitir um ruído sonoro
de alerta em alto volume, sendo ativado quando haver queda de pressão ou ocorrer
movimento de água na canalização própria do incêndio, ocorrendo assim o
despertar do alarme.

2.13 Sinalização de Emergência

A sinalização de segurança contra incêndio e pânico é o conjunto de sinais


visuais, abrangido por símbolos, mensagens e cores, convenientemente localizados
no interior da edificação, com objetivos de reduzir o risco de ocorrência de incêndio.
Alertando para os locais com riscos e garantir que sejam adotadas ações
adequadas à situação de risco, como indicar, de forma rápida e eficaz, a localização
das rotas de saída de emergência, a localização dos equipamentos de segurança e
a orientação para as ações de combate ao fogo. Brentano (2007), reitera que as
normas que regulamentam a sinalização de emergência são:

• NBR 13434-1:2004

• NBR 13434-2:2004

• NBR 13434-3:2005

Conforme a NBR 13434-1:2004, a sinalização de segurança contra incêndio


e pânico possui duas classificações, sendo estas em sinalização básica e
complementar. A sinalização básica é constituída por quatro categorias, de acordo
com a sua função:

• sinalização de proibição, cuja função é proibir ou coibir ações capazes


de conduzir ao início do incêndio ou ao seu agravamento;

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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• sinalização de alerta, cuja função é alertar para áreas e materiais com


potencial risco;

• sinalização de orientação e salvamento, cuja função é indicar as rotas


de saída e ações necessárias para o seu acesso;

• sinalização de equipamentos de combate e alarme, cuja função é


indicar a localização e os tipos de equipamentos de combate a
incêndio disponíveis.

A sinalização complementar é composta por faixas de cor ou mensagens,


devendo ser empregadas nas seguintes situações:

• indicação continuada de rotas de saída;

• indicação de obstáculos e riscos de utilização das rotas de saída,


como pilares, arestas de paredes, vigas etc.;

• mensagens escritas específicas que acompanham a sinalização


básica, onde for necessária a complementação da mensagem dada
pelo símbolo.

A sinalização de emergência deve ser facilmente visualizada, identificada e


compreendida, por essa razão apresenta características próprias como formas
geométricas, cores, símbolos, dimensões e materiais. Dar uma mensagem de
orientação aos ocupantes da edificação de forma rápida e segura durante uma
emergência de incêndio é uma das características da sinalização (BRENTANO,
2007).

2.13.1 Cores das Placas de Emergência

São cinco as cores que podem ser utilizadas para sinalização das placas de
emergência, sendo elas: branco, amarelo, preto, verde e vermelho. As placas de
sinalização podem apresentar duas ou três das cinco cores permitidas. Uma dessas
cores predomina sobre as demais, sempre caracterizando de acordo com sua
categoria (PEREZ, 2015). O significado das cores pode ser visto a seguir:

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• Amarelo: Aponta locais onde pode haver áreas e/ou materiais com
riscos quanto a incêndio, choques elétricos ou explosão.

Figura 04 – Sinalização de alerta

Fonte: Adaptado de RT nº05-parte 03-2016 CBMRS.

• Verde: Aponta indicações nas placas, visando orientação quanto ao


trajeto adequado.

Figura 05 – Sinalização de saída de emergência

Fonte: Adaptado de RT nº05-parte 03-2016 CBMRS

• Vermelho: Possui função de proibir atitudes capazes de agravar ou


até mesmo induzir à um princípio de incêndio.

Figura 06 – Sinalização de proibição

Fonte: Adaptado de RT nº05-parte 03-2016 CBMRS

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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2.14 Extintores

Incêndios costumam ter seu início em focos de pequenas dimensões, onde,


através de contato com materiais combustíveis acaba por tomar consequências e
proporções de grande porte. Todavia, se no seu princípio for utilizado, de forma
correta, materiais com capacidade extintora suficiente e adequada para tal
ocorrência, o fogo poderá ser extinto de forma simples e rápida.

O extintor é um aparelho de acionamento manual, portátil ou sobre


rodas, constituído de recipiente metálico, que pode ser de aço, cobre, latão
ou material equivalente e seus acessórios, que contém no seu interior um
agente extintor, que pode ser expelido por um agente propelente e dirigido
sobre um foco de fogo (BRENTANO, 2007, p.409).

Uma necessidade fundamental para a eficiência do aparelho extintor é o


treinamento de pessoas, para que esses estejam capacitados para um caso de
sinistro. Gomes, (2010) complementa dizendo que o extintor de incêndio deve se
encontrar em um local com facilidade de acesso e visível. “Eles somente funcionam
se alguém os manusear de forma correta e levar os mesmos até o local do incêndio,
apontando corretamente para o foco e ativa-lo de forma a extinguir as chamas”.

À complementar, Perez (2015) explica que se deve ter extintores para as


classes localizadas no edifício e que seu tamanho deve ser suficiente para suprir as
necessidades do pavimento em que se encontra. Deve-se preferir por aparelhos
extintores que abordam todas classes presentes naquele ambiente, em um
equipamento somente.

A RT nº14 de 2016 do CBMRS coloca algumas regras quando aos extintores,


informando que esses devem se localizar em pontos de fácil acesso, normalmente
em caminhos de passagem, sendo vedada a instalação em rampas, escadas e
locais com desnível. Os equipamentos não devem estar chaveados e é necessário
que esteja visível. Há uma nota informando que se houver riscos de vandalismo, a
caixa protetora do extintor poderá estar trancada, desde que, seja rápido o seu
acesso ao aparelho em caso de emergência.

Cada andar da edificação deverá possuir, ao menos, dois extintores de


incêndio, sendo no mínimo, um de classe A. O segundo equipamento deve ser das

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demais classes mais usuais, sendo então, da B e C. É autorizado que sejam


instalados dois aparelhos iguais, com carga de pó ABC. Uma exceção à esta
normativa diz que é liberada a instalação de apenas uma unidade extintora, desde
que a área do ambiente seja menor que 50m². Deve-se obedecer a regra de que a
carga seja ABC e que se cumpra a capacidade mínima extintora prevista no
ambiente (RT nº14 de 2016 do CBMRS).

Ainda conforme a Resolução Técnica, é percebível que os extintores


possuem um padrão de instalação, podendo tem alguma mínima folga. Conforme a
visto a seguir.

• A parte superior do equipamento, a alça, deve estar no máximo a 1,60


m do piso; ou

• A base deve estar no mínimo a 0,10 m do piso, mesmo que apoiado


em suporte.

Figura 07 – Localização do extintor

Fonte: Adaptado de RT nº14-2016 CBMRS

Através da RT nº14:2016 também deve ser notado que é necessário que se


tenha ao menos um extintor de incêndio a pelo menos cinco metros de uma “porta
de acesso da entrada principal da edificação, entrada do pavimento ou entrada da

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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área de risco de incêndio”.

2.15 Hidrantes e Mangotinhos

O fogo quando foge de controle e fica inviável controlá-lo apenas com


extintores de incêndio tende a tomar grandes dimensões. Nessas horas é
necessário a utilização de hidrantes e as mangueiras semirrígidas. Os bombeiros
utilizam esse equipamento pois facilita no combate e reduz o tempo para extinguir
as chamas. Hidrantes usam grande quantidade de água e deve estar sob pressão
(GASPAR, 2018).

“Sistemas de hidrantes e mangotinhos são sistemas fixos, formados por


uma rede de canalizações e abrigos ou caixas de incêndio, que contêm
tomadas de incêndio com uma ou duas saídas de água, válvulas de bloqueio,
mangueiras de incêndio, esguichos e outros equipamentos, instalados em
locais estratégicos da edificação, a partir dos quais os seus ocupantes fazem
manualmente o combate ao foco do incêndio lançando água sob as formas
de jatos sólidos, de chuveiro ou de neblina, para extinguir ou, controlar o fogo
até a chegada do corpo de bombeiros” (BRENTANO, 2007, p.439).

Seito (2008) complementa as teses alegando que os hidrantes são


caracterizados por um sistema de combate às chamas surgidas através de
incêndios. Este funciona liberando o registro permitindo a saída de água
pressurizada em direção ao foco, controlando a vazão em relação a intensidade do
fogo e o local onde está ocorrendo.

2.16 Características da Edificação e Normas Regulamentadoras

O Estado do Rio Grande do Sul, assim como todos os demais estados da


federação, possui várias normativas a serem seguidas quanto ao PPCI. Com o
objetivo de ter segurança aos riscos de incêndio, há uma série de documentos
oficiais a serem estudados para nortear quando da execução de um projeto. São
alguns deles as leis, decretos, portarias, normas técnicas e as resoluções técnicas
do CBMRS.

É de tarefa do Corpo de Bombeiros o ato de formalizar as normativas para


os projetos de Prevenção de Incêndio. Conforme afirma o Art. 4º do Decreto 51.803
de 2014,

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[...] “caberá ao Corpo de Bombeiro(a) Militar do Estado do Rio Grande


do Sul – CBMRS, pesquisar, estudar, analisar, propor, elaborar, aprovar e
expedir as Resoluções Técnicas que irão disciplinar as medidas de
segurança contra incêndio” [...]

Para classificar a edificação e indicar suas exigências necessárias é


essencial seguir os anexos do Decreto 53.280 de 2016. Nele constam todas as
características para enquadrar a edificação e ter a aprovação do PPCI.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


41

3 METODOLOGIA

Serão apresentadas nesse capítulo as etapas quanto ao desenvolvimento,


aos materiais utilizados e as metodologias empregadas, no decorrer do estudo.

O estudo se dará somente dentro do pátio da Escola Estadual de Ensino


Médio Edmundo Pilz, localizada na cidade de Santa Rosa / RS, seguindo a ordem
das normativas do Corpo de Bombeiros Militar – CBMRS. Os requisitos para sua
escolha foram o histórico da escola, sua localização, volume de alunos e a
conservação das instalações.

Foram utilizados materiais, como plantas da escola, para montar o estudo,


com visitas in loco a fim de contabilizar os itens presentes e analisar as
necessidades. A instituição conta com um fluxo expressivo de crianças, jovens e
adultos durante todos os turnos do dia. Sofre com seguidos ataques de vândalos
que acabam depredando a estrutura física da edificação. Em contraponto, a questão
financeira da escola está precária, dificultando ainda mais para solucionar tais
pendências.

O trabalho é separado em duas partes. Sendo a primeira etapa uma


avaliação geral da estrutura da instituição quanto às instalações de segurança
contra incêndio, analisando os pontos, as características dos equipamentos, o grau
de conservação e a localização dos mesmos. Subsequentemente é previsto,
conforme as normas em vigor, uma melhoria da edificação na questão de prevenção
à incêndio, indicando pontos frágeis e prevendo soluções eficazes, a fim de propor
mudanças positivas das instalações do prédio.

Buscar uma revisão bibliográfica, de autores da área, de normas e da


legislação se tornou necessário. Trata-se de um estudo qualitativo, visto que as
informações do prédio podem ser delineadas de forma técnica. Com o objetivo de
obter um julgamento quanto ao PPCI da escola. Também é caracterizada como um
estudo quantitativo, tendo em vista que as informações obtidas podem ser
expressadas como símbolos matemáticos.

3.1 Delineamento

Organizar um fluxograma afim de organizar e dar procedimento ao trabalho


Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
42

é o principal objetivo do delineamento. Este garante que o estudo tenha seu


propósito previamente ajustado.

A pesquisa descrita pode ser subdividida em 3 etapas, sendo: estudo e


procura dos materiais, conferência de equipamentos e avaliações finais. Seguindo
de acordo com os objetivos propostos no estudo. O delineamento do presente
trabalho está apresentado na Figura 08.

Figura 08: Delineamento

Fonte: Autoria Própria / 2019

3.2 Estudo e Procura dos Materiais

Neste item, será especificado e relacionado os materiais que se julgaram


uteis para a criação deste estudo.

Primeiramente foi necessário obter os arquivos e todas plantas da escola


adotada. Materiais esses utilizados para o conhecimento do local, assim como, das
edificações e construções que lá existem. Através da 17ª CROP – Coordenadoria
Regional de Obras Públicas – foram adquiridas as plantas e os arquivos necessários
para início deste trabalho. Essa corresponde aos projetos de construção, reformas
e melhorias de todas escolas estaduais da região noroeste do estado do Rio Grande
do Sul.

Devido ao prédio ser antigo, as plantas obtidas não estavam totalmente


atualizadas, sendo necessário adaptações nos arquivos, para perfeito entendimento
e enquadramento para se trabalhar na elaboração e analises do PPCI.
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
43

3.3 Conferência de Equipamentos

Em visita à escola selecionada, pode-se perceber alterações na estrutura, na


qual não foram comunicadas à 17ª CROP, por essa razão as plantas não estavam
em perfeita harmonia com o projeto construído

A classificação in loco teve como referência o levantamento dos itens de


segurança contra incêndio presentes na escola, sendo analisados equipamentos
como, extintores, hidrantes, iluminação, sinalização, entre outros. Ao concluir o
levantamento dos equipamentos, instalações e quantitativos destes, foi visto o real
estado da estrutura contra incêndio que a escola possui.

3.4 Avaliações Finais

Visando uma melhor compreensão quanto ao PPCI, a Lei nº 14.376, de 26


de dezembro de 2013 será a base desse estudo. Lei esta que foi atualizada no ano
de 2016 pela Lei nº 14.924. Há demais Instruções Normativas e Decretos que
também regulamentam as questões sobre PPCI. Segundo a IN nº 001/2014 em
seu Art. 5º, confirma a base citada anteriormente onde diz, “classificação das
edificações e áreas de risco de incêndio quanto à ocupação, área, altura e grau de
risco será conforme a Lei Complementar nº 14.376, de 26 de dezembro de 2013”.

Em analise ao Decreto nº 53.280 de 1º de novembro de 2016, é possível


nortear, através de seu anexo, a classificação da edificação. No anexo único, deve-
se seguir as tabelas indicativas. Cabe estar ciente que segundo a RT nº05 – Parte
7:2016, aos prédios já existentes deve-se analisar as tabelas de exigência desta
resolução. O estudo analisou o decreto e a RT e usou as tabelas indicadas para
cada caso.

Por ser um estudo exclusivamente acadêmico, este não poderá ser utilizado
para aprovação no CBMRS, todavia, pode ser de bom agrado para projetos futuros
na área de PPCI em instituições de ensino. Também poderá servir para trazer maior
segurança e confiança para os ocupantes da escola.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


44

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS

A seguir serão apresentados os resultados, tendo seu início a apresentação


da escola selecionada. Após será exposto suas variações quanto às exigências,
analisando conforme a planta atual da edificação e posteriormente o
desenvolvimento e apresentação de resultados quanto ao PPCI.

Foi selecionada uma escola estadual da região central da cidade de Santa


Rosa, no estado do Rio Grande do Sul, para fins de auxiliar uma possível melhora
quanto às instalações de segurança contra incêndio.

Com a ajuda da 17ª CROP foi possível a realização desse estudo, pois
através dessa coordenadoria as plantas da escola foram liberadas, essas
necessitando alguns ajustes via programa de computador do tipo CAD.
Posteriormente foi feita a primeira visita na escola, em conversa com a direção, o
estudo também foi liberado, começando então as demais análises.

4.1 Escola Estadual de Ensino Médio Edmundo Pilz

A Escola Estadual de Ensino Médio Edmundo Pilz se localiza na Avenida


Santa Cruz nº 1300, bairro Centro, como é exposto na Figura 09. Conforme
informações da direção, a escola possui em sua demanda ensino fundamental,
médio e Neeja. A edificação contém dois prédios, ligados por uma cobertura simples
entre eles.
Figura 09 – Localização da Escola

Fonte: Adaptado de Google Maps / 2019

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Nos últimos anos a demanda de alunos da escola diminuiu bruscamente,


contando atualmente com apenas 215 alunos. Mas contém estrutura para atender
mais de 500, como quando esteve no seu auge. Acabou ocasionando essa redução
devido à falta de investimentos em melhorias, fazendo com que os alunos fossem
para as demais escolas. Na Figura 10 é visto a fachada da escola.

Figura 10 – Fachada Frontal da Escola

Fonte: Autoria Própria / 2019

4.2 Classificação da Edificação

Em seguida, será feita a classificação da edificação, de acordo com o


Decreto nº 53.280/2016. Caracterizando conforme as tabelas do decreto e focando
nos prédios educacionais.

A primeira classificação é a ocupação de uso da edificação, conforme Quadro


2. O prédio em análise se classifica na classe E – Educacional e Cultura Física,
Divisão E-1. Devido a se tratar de uma ‘Escola em Geral’.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Quadro 2: Classificação quanto à ocupação

Fonte: Adaptado de Tabela 1 - Decreto nº53.280/2016

No Quadro 3 é visto a caraterização da escola em relação à altura da


edificação. Esta é definida segundo a Lei nº14.376 de 26 de dezembro de 2013,
como sendo “a medida em metros entre o ponto que caracteriza a saída ao nível da
descarga, sob a projeção do paramento externo da parede da edificação, ao ponto
mais alto do piso do último pavimento”. A edificação analisada contém 6,65 metros,
se caracterizando então como do Tipo III com altura entre 6 e 12 metros.

Quadro 3: Classificação quanto à altura

Fonte: Adaptado de Tabela 2 - Decreto nº53.280/2016

A carga de incêndio da edificação é definida segundo a Lei nº14.376 de 26


de dezembro de 2013, como sendo “a soma das energias caloríficas possíveis de
serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis
contidos num ambiente, pavimento ou edificação, inclusive o revestimento das

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


47

paredes, divisórias, pisos e tetos".

Carga de Incêndio pode ser classificada como sendo baixa, média ou alta, e
sua leitura se dá em MJ/m², conforme Tabela 3.

Tabela 3: Classificação quanto ao grau de risco de incêndio

Fonte: Adaptado de Tabela 3 - Decreto nº53.280/2016

A RT CBMRS nº 14:2016 recomenda que se a edificação for caracterizada


com mais de uma classe de incêndio, os extintores deverão ser dimensionados de
forma a que atenda ambas classes, de preferência em apenas um único extintor de
incêndio. Na Tabela 4 é possível analisar as cargas de incêndio para a edificação
estudada.

Tabela 4: Classificação quanto à carga de incêndio específica

Carga de
Grupo Ocupação/Uso Descrição Divisão Incêndio em
MJ/m²
Ensino E-1
450
Fundamental
Ensino Médio E-1 300
Educação superior
E-1 300
– graduação
Educação superior
– graduação e pós- E-1 300
Educacional e graduação
E
cultura física Educação superior
– pós-graduação e E-1 300
extensão
Administração de
E-1 300
caixas escolares
Cursos
preparatórios para E-1 300
concursos
Fonte: Adaptado de Tabela 3.1 - Decreto nº53.280/2016

A E.E.E.M. Edmundo Pilz contém em três níveis de ensino, sendo eles ensino
fundamental, médio e o núcleo de jovens e adultos, também conhecido como
NEEJA. Analisando os dados da tabela anterior percebe-se que para ensino
fundamental a carga de incêndio é 450 MJ/m², se tratando de risco médio.
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
48

4.3 Das Exigências

Se tratando de um prédio existente antes da mudança das normas de PPCI,


a edificação estudada toma como característica ser uma edificação de prédio
existente. Conforme o Quadro 4, percebe-se que para construções desse padrão,
independente se sua área ou altura, deve ser seguida as normas da RT em vigor
que explana sobre o assunto.

Quadro 4: Exigências para edificações e áreas de risco de incêndio

Fonte: Adaptado de Tabela 4 – Anexo B - Decreto nº53.280/2016

No ano de 2016 o CBMRS criou uma resolução técnica – RT nº05, parte 7 –


Processo de segurança contra incêndio: edificações e áreas de risco de incêndio
existentes, que tem como principal objetivo facilitar o PPCI em prédios já existentes.

Conforme o Quadro a seguir, é selecionado o grupo E, na divisão E-1 e


conferido as exigências necessárias conforme a altura ou a área da edificação.
Nesse caso a altura é entre 6 e 12 metros. A área construída é de 1.617,50 m², logo,
passa pela área mínima indicada na tabela.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Quadro 5: Edificações do grupo E

Fonte: Adaptado de Tabela 6E – Anexo A – RT nº 05, parte 7, 2016

Como a área é superior à 750m², assim como, a altura pouco acima de 6


metros, a regra esclarece os itens de segurança que devem ser tomados, sendo
eles:

• Saídas de Emergência

• Plano de Emergência

• Brigada de Incêndio

• Iluminação de Emergência

• Alarme de Incêndio

• Sinalização de Emergência

• Extintores

• Hidrantes e Mangotinhos
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
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Analisando o quadro acima, percebe-se que alguns itens não são de uso
obrigatório, sendo eles:

• Acesso de Viaturas*

• Detecção de Incêndio

• Chuveiros Automáticos

*Segundo a referência, o acesso de viaturas nesse caso somente é


necessário se o prédio estiver a mais de 20 metros da via pública. Sendo então
equipamento não obrigatório, todavia, o recuo frontal da edificação está a 7,40
metros da via.

4.4 Saída de Emergência

O prédio principal da escola apresenta características de grande porte, com


vãos largos, áreas grandes, várias portas de saída no térreo.

Iniciando a análise pelo segundo pavimento (o prédio contém pavimento


térreo, primeiro e segundo), o de maior altura em relação ao piso de descarga,
percebe-se que os vão dos corredores apresentam dimensão de 1,95 metros,
ficando dentro das normas estabelecidas, conforme a RT nº11 – parte 1 (2016),
onde diz “a largura mínima das saídas de emergência, em qualquer caso, deverá
ser de 1,10 m para as ocupações em geral”, o corredor pode ser visto na Figura 11.
Figura 11 – Corredor da escola

Fonte: Autoria Própria / 2019

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


51

A escola possui apenas uma escada para o fluxo de alunos e funcionários,


para todos os pavimentos. Esta possui largura de 2,55 metros, contém corrimões
de metal com apenas uma barra e altura de 0,90 m, conforme Figura 12, o corrimão
possui altura correta.

Figura 12 – Dimensões de corrimão

Fonte: RT CBMRS nº11 – Parte 1, 2016

Levando em conta que só tem uma saída do último pavimento, a escada


apresenta largura de 2,55 metros, conforme visto na Figura 13, segundo os cálculos
de saída de emergência da RT nº11 – parte 1 (2016), sua dimensão está em
conformidade com a resolução.

Figura 13 – Dimensões de escadas

Fonte: Autoria Própria / 2019

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


52

Para cálculo de dimensão de saída de emergência, o que inclui escadas,


deve-se seguir os passos indicados RT nº11 – parte 1 (2016). Esta cita a fórmula
𝑃
𝑁 = 𝐶 como sendo a referência para o dimensionamento, onde:

• N = Número de unidades de passagem;

• P = População, conforme coeficiente da Tabela 1, do Anexo “A”;

• C = Capacidade da unidade de passagem, conforme Tabela 1, do


Anexo “A”.

Ainda segundo a resolução, “a largura mínima da saída é calculada pela


multiplicação do “N” pelo fator 0,55 m, resultando na quantidade, em metros, da
largura mínima”. Segue Quadro 6 com os dados para uso no cálculo.

Quadro 6: Dados de dimensionamento

Capacidade da Unidade de
Ocupação Passagem
População
Acessos/ Escadas/
Grupo Divisão Portas
Descargas Rampas
Uma pessoa por 1,5
E E-1 a E-4 m² de área de sala 100 75 100
de aula (F)
Uma pessoa por 1,0
F F-5 100 75 100
m² de área

Fonte: Adaptado de Tabela 1 – Anexo A – RT nº 11, parte 1, 2016

Utilizando tais informações e conferindo as notas da RT citada, chega-se à


medida mínima de 2,42 metros, para o dimensionamento da escada. Essa possui
2,55 metros, conforme visto na Figura 14, logo seu dimensionamento está de acordo
com as normas. Todavia, a escada necessita de corrimão intermediário, conforme
o item 5.8.4 que trata dos corrimãos intermediários, onde diz que quando a escada
ter mais de 2,20 m de largura, deverão:

a) ter corrimão intermediário, com segmento entre 1,20 m e 1,80 m. O


espaçamento entre o término de um segmento e o início do seguinte
deverá ser de, no mínimo, 0,80 m;

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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b) ter lanços, determinados pelos corrimãos intermediários, com largura


mínima de 1,10 m.

Figura 14 – Dimensões de escadas

Fonte: Autoria Própria / 2019

Outro item de suma importância inconforme com as regras vigentes é a


distância a ser percorrida até que se encontre em um local seguro e protegido.
Analisando a RT nº11 – parte 1 – é visto que para o prédio escolar estudado, onde
apresenta saída única e não há detecção automática, a distância a ser percorrida
para os demais andares deve ser de 30 metros, conforme Figura 15.

Figura 15 – Distância máxima a ser percorrida

Fonte: Adaptado de Tabela 3 – Anexo B – RT nº 11, parte 1, 2016

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


54

No ponto mais crítico estudado, a metragem ficou em aproximadamente 66


metros, devendo assim, ser obrigatório achar outra saída de emergência mais
próxima ou analisar as demais normas para encontrar alguma maneira viável de
montar um PPCI adequado. Mesmo se tivesse detecção automática, ainda assim
não estaria conforme as normas.

Por análise do autor, tendo em vista a segurança dos alunos e adequações


às normas, seria viável a instalação de uma escada externa no prédio, passando
pelo segundo e primeiro pavimentos. No térreo já contém as distâncias corretas de
saída de emergência.

As portas de saída de emergência estão de acordo com as normas, pois


essas foram dimensionadas por uma empresa especializada e possuem as
recomendações previstas. Conforme diz a RT nº11 – 1, 2016 “as portas dos
corredores, dos acessos e descargas das escadas e as portas de acesso ao espaço
livre exterior térreo deverão possuir barra antipânico, conforme ABNT NBR
11785:1997, quando a população total da edificação for superior a 200 pessoas”.
Na Figura 16 é possível ver a placa indicativa.

Figura 16 – Porta com indicação de conformidade

Fonte: Autoria Própria / 2019

São duas aberturas com barra antipânico no pavimento térreo. O modelo de


porta pode ser visto na Figura 17.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Figura 17 – Portas antipânico

Fonte: Autoria Própria / 2019

Um porém a ser exposto é o fato de uma das portas se manter cadeada


durante o dia a dia, o que é proibido conforme resolução técnica. Interrogando a
direção sobre o caso, foi dito que está assim pois na concepção deles só uma porta
aberta é suficiente, visto na Figura 18.

Figura 18 – Porta com cadeado

Fonte: Autoria Própria / 2019

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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4.5 Plano de Emergência

O plano de emergência é normatizado pela NBR 15219/2005 e ele visa


proteger a edificação, seu entorno, as pessoas que estão habitando o local e
inclusive o meio ambiente.

Conforme a mesma NBR, esse plano deve ser projetado por um profissional
com estudo para tal área. Sempre levando em conta os itens a seguir:

• Localização;

• Tipo de construção;

• Ocupação;

• População;

• Característica de funcionamento;

• Pessoas portadoras de deficiências;

• outros riscos específicos inerentes à atividade;

• Recursos humanos e materiais existentes.

Em conversa com a direção da escola, essa não possui nenhum tipo de plano
de emergência atualizado que esteja de acordo com a NBR 15219 de 2005. Em vias
gerais a escola tem bom fluxo de espaço / população, o que não preocupa tanto a
direção. Devido ao volume de informações e a dificuldade em consegui-las este item
acabou ficando de fora da proposta dadas ao estudo.

4.6 Brigada de Incêndio

Conforme a RT nº 014/BM-CCB/2009, a brigada de incêndio é caracterizada


como um grupo de pessoas, normalmente voluntárias ou até indicadas, que
possuem treinamento e são consideradas capacitadas para trabalhar tanto na
prevenção, no combate à incêndios, na fuga para o ambiente externo, quanto nos
primeiros socorros quando necessário, tudo isso em um local pré estabelecido.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


57

À complementar, ainda segundo a mesma normativa, para se tornar um


brigadista de incêndio é necessário passar por cursos oferecidos e ministrados por
pessoal qualificado e habilitado, podendo ser “aquele com formação ou
especialização em Segurança do Trabalho, devidamente registrado no Conselho
Regional competente ou no Ministério do Trabalho e os integrantes do Corpo de
Bombeiros Militar”. O curso tende a ensinar o funcionário a trabalhar de forma
racional em uma emergência até que chegue um socorro especializado.

Em conversa com a coordenação da escola, surgiu a informação de que


nenhum funcionário possui os cursos em acordo com as normas vigentes, ficando
a escola mais uma vez vulnerável quanto à um possível sinistro. Se tratando de um
tema na qual necessita de serviços terceirizados, não há forma de indicar possíveis
soluções nesse estudo, cabendo somente indicar as informações atualizadas da
situação na qual se encontra a escola.

4.7 Iluminação de Emergência

A escola contém iluminação de emergência em vários locais e em todos


pavimentos. Todavia, de forma precária e não dimensionada. Em muitos locais
foram vistas luminárias de emergência com instalações elétricas inapropriadas,
como na Figura 19.
Figura 19 – Instalações fixadas com fita adesiva transparente

Fonte: Autoria Própria / 2019

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Conforme a NBR 10898 do ano de 1999, que dita as regras sobre o sistema
de iluminação de emergência, no seu subitem 8.2.5, informa que a fiação dessas
deve ser executada com fios rígidos, algo que não se viu na edificação. A normativa
também regulamenta que “as fiações e suas derivações sejam embutidas em
eletrodutos. No caso de instalação aparente, os eletrodutos devem ser metálicos”.
Logo, as instalações foram feitas de forma incorreta, conforme Figura 20.

Figura 20 – Instalações atuais na edificação

Fonte: Autoria Própria / 2019

A dita NBR regula que o dimensionamento das luminárias de emergências


devem ser conforme Figura 21, onde h quer dizer a altura da luminária em relação
ao piso.

Figura 21 – Distância máxima entre luminárias

Fonte: Anexo A – NBR 10898:1999

No corredor do segundo pavimento a luminária se encontra a 2,80 m do piso,


logo, a próxima deverá estar a 11,2 metros, sempre sendo multiplicado por quatro,
sua altura em relação ao piso, uma da outra, assim como afirma a normativa,
entretanto, possui apenas uma luminária nos andares superiores, sendo então,
insuficiente. No subitem 8.1.15, a NBR regulamenta que em qualquer caso, os
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
59

pontos de iluminação devem ser alocados de forma que seja possível visualizar o
ponto seguinte, a uma distância máxima de 15 m.

4.8 Alarme de Incêndio

Em conversa com a direção da escola e analisando a estrutura da mesma


pode se confirmar que essa não possui nenhum tipo de alarme de incêndio.
Equipamento este necessário segundo o Anexo A da RT nº 05, parte 7, 2016.

Conforme a NBR 17240 do ano de 2010, o acionador quando manual “deve


ser instalado em local de trânsito de pessoas em caso de emergência, como saídas
de áreas de trabalho, corredores, saídas de emergência para o exterior, etc.”. Sua
localização deve estar entre 0,90 m e 1,35 m do piso, conforme Figura 22, podendo
ser embutido ou também de sobrepor. É necessário que sua coloração seja na cor
vermelho segurança.

Figura 22 – Altura do Acionador Convencional

Fonte: Adaptado de Figura C.8 – NBR 17240:2010

À complementar, ainda segundo a mesma normativa, para acionar o botão


de alarme mais próximo, uma pessoa não pode percorrer uma distância superior à
30 metros. Nas edificações onde possuir mais de um pavimento, cada andar deverá
Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
60

possuir ao menos um equipamento de acionador manual.

O projeto contará com acionadores manuais situados em locais estratégicos


e sua central de alarme será em uma sala onde atualmente já se encontram
equipamentos de monitoramento da escola. O sistema quando acionado terá o
sistema de alarme audiovisual, estando de acordo com as normas.

4.9 Sinalização de Emergência

Quanto à questão de sinalização de emergência em vários locais era


percebível placas indicativas, todavia, era possível perceber que não estavam
dimensionadas, algumas direcionavam para locais incorretos e em lugares onde
havia a necessidade, não havia indicação alguma. Conforme a Figura 23 é possível
perceber a falta de sinalização.

Figura 23 – Não há sinalização de equipamentos

Fonte: Autoria Própria / 2019

Seguindo as normas da NBR 13434-1 de 2004, a sinalização que indica


proibição deve estar em local visível e altura mínima de 1,80m em relação ao piso.
As placas devem estar ao máximo de quinze metros uma da outra, deixando
organizadas de forma que, independentemente do local em que uma pessoa

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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estiver, uma placa deverá estar à vista. O mesmo critério deve ser utilizado para a
sinalização de alerta.

Para a sinalização de orientação e salvamento a NBR 13434-1:2004


regulamenta que as placas de saída em portas devem estar logo acima desta ou na
própria abertura, desde que esteja a 1,80 m do piso pronto. Para a sinalização de
rota de saída as placas indicativas devem estar no máximo a quinze metros umas
das outras, de forma que independentemente do local em que uma pessoa estiver,
uma placa esteja a pelo menos 7,50 m dela e obedecendo os 1,80 m de altura em
relação ao piso. Nem todas placas indicativas estavam de acordo na edificação,
pois não respeitavam as distâncias ou seus tamanhos estabelecidos pela norma.

Para os extintores de incêndio e hidrantes, a placa indicativa é de sinalização


de equipamentos e devem ter sua base a 1,80m do piso. Conforme Figura 24.

Figura 24 – Indicação de Sinalização de Equipamentos

Fonte: Adaptado de Figura A.6 e A.7 – NBR 13434-1:2004

De acordo com a direção da escola, as placas de sinalização atuais foram


instaladas em reformas antigas e também através de empresas terceirizadas, que
costumam fazer a manutenção dos equipamentos do prédio. Não estão em total
acordo com as normas vigentes pois a última reforma que tratou desde tema não é
recente.

4.10 Extintores

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


62

No bloco principal da escola, na qual possui três pavimentos, todos os


extintores de incêndio estavam com a carga e pressão correta, assim como todos
sendo do tipo ABC, que é o ideal para a edificação em questão. A escola possui um
acordo com uma empresa terceirizada da própria cidade, na qual possuem um
calendário de trocas e fazem esse serviço de revisão dos extintores. Por essa razão
os extintores estão corretamente dimensionados e em dia, conforme pode ser visto
na Figura 25.

Figura 25 – Extintor de Incêndio

Fonte: Autoria Própria / 2019

Tendo em vista que na escola possui papel, madeira, possíveis líquidos


inflamáveis e equipamentos elétricos o correto é que os aparelhos extintores sejam
do tipo ABC. A escola apresenta três unidades nos corredores do pavimento térreo
e, também, três unidades em cada um dos demais pavimentos. Sendo todos com
capacidade do tipo de 2A:20BC – 4 Kg.

Para dimensionamento dos extintores deve-se analisar o risco na qual a


escola pertence, segundo a Tabela 20 já apresentada, a edificação é de risco médio.
Analisando a RT CBMRS nº14 – 2016, é possível elaborar uma previsão da carga
de incêndio, através da Quadro 7 pode ser visto as distâncias para extintores do
tipo A.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Quadro 7 – Risco Classe A

Fonte: RT CBMRS nº 14 – 2016

Uma vez conferido o risco da classe A, é a vez de conferir o risco da classe


B. Esse pode ser visto na Quadro 8.

Quadro 8 – Risco Classe B

Fonte: RT CBMRS nº 14 – 2016

A categoria C envolve os equipamentos elétricos, no Quadro 9 é possível


analisar a distância máxima a percorrer.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


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Quadro 9 – Risco Classe C

Fonte: RT CBMRS nº 14 – 2016


Através de uma análise de dados pode se confirmar que o sistema de
dimensionamento atual da escola, como a quantidade de extintores, o tipo e a
capacidade extintora, estão conforme as normas vigentes.

4.11 Hidrantes e Mangotinhos

O prédio da escola possui uma idade avançada, foi inaugurado no ano de


1966, mesmo assim esse já contém o sistema de hidrante embutido em sua
estrutura. O sistema possui uma saída somente em cada pavimento, tendo uma
mangueira em cada andar. Conforme pode ser visto na Figura 26.

Figura 26 – Hidrante

Fonte: Autoria Própria / 2019

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


65

De acordo com a NBR 13714:2000 todos os locais onde se contém um


hidrante ou mangotinho precisam ter indicação em forma de placa de sinalização,
para facilitar a localização num momento de emergência. Algo que não se viu nas
instalações da escola, conforme foi exposto na Figura 11.

À complementar, segundo a mesma normativa, para a localização dos


hidrantes deve-se seguir algumas recomendações:

• Devem ser localizados a no máximo 5 m das portas externas,


facilitando a quem vier fazer o socorro;

• Se localizar na região central da edificação;

• Não pode se localizar em escadas;

• Estar de 1,0 m a 1,5 m do piso acabado

Segundo a RT CBMRS nº 05 - parte 07 – 2016 – por se tratar de uma


edificação construída antes da atualização das normas, os hidrantes não se aplicam
as medidas obrigatórias de instalação, exceto se já não existissem.

Por se tratar de uma estrutura embutida da alvenaria e pela dificuldade de


dimensionamento de um item já existente esse não será contabilizado em
alterações de dimensões, vazões, localização e demais alterações que poderiam
ser pertinentes.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


66

5 CONCLUSÕES

Esse estudo teve como objetivo analisar os equipamentos de PPCI na Escola


Estadual de Ensino Médio Edmundo Pilz, na cidade de Santa Rosa/RS. O
levantamento dos dados apresentou um desempenho preocupante da escola,
ficando em desconformidade em relação as normas vigentes, em quase todos os
pontos analisados. Demonstrando assim a pouca preocupação dos responsáveis
pela estrutura da instituição de ensino estudada.

Em análise a questões pontuais se vê que a real problemática é a falta de


conformidades em equipamentos como sinalização de emergência, saída de
emergência e plano de emergência, assim como brigada de incêndio, segundo as
normas. Alarme de incêndio, que é obrigatório, a escola não possui. Por outro lado,
os extintores de incêndio estavam de acordo. A escola possui uma parceria com
uma empresa terceirizada para manter os extintores com a carga correta e dentro
da validade, questão essa que não resolve o problema geral, todavia, ameniza.

Se tratando de um prédio público construído há mais de cinco décadas,


percebe-se que não é rotina da instituição uma preocupação quanto à manutenção
de sua estrutura, e quanto ao PPCI não é diferente. Mesmo posterior ao maior
acontecimento trágico recente da história do Rio Grande do Sul, na boate Kiss,
pode-se perceber que a escola não foi valorizada a ponto de ter seus elementos de
prevenção contra incêndio conformes às normativas.

Por fim, é visto que o PPCI presente na escola não está de acordo com as
regulamentações vigentes do CBMRS, fazendo com que os funcionários e alunos
do presente educandário possam correr riscos caso ocorra alguma emergência.
Nesse trabalho consta, em anexo, um PPCI em conformidade com a legislação, na
qual será disponibilizado à escola e também à 17ª CROP, por ser o órgão
responsável pelos projetos de melhorias dos prédios estaduais da região.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


67

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sem-aula-depois-de-incendio-em-escola-de-sao-roque.html> Acesso em:
06/11/2018.5

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incendio-em-carlopolis-no-norte-do-parana.html> Acesso em: 06/11/2018.6

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Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público
70

de risco de incêndio no Estado do Rio Grande do Sul e dá outras providências. Lex:


Diário Oficial do Estado, Rio Grande do Sul, n.250, p.1, 2013.

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20/10/2019.

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


72

ANEXO A – PLANTA DE SITUAÇÃO

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


N
LOTE S URBANOS Nº s10,12,14e16
QUADRA Nº 99
CENTRO O
L

ÁREA DO TERRENO: 2680,00m²


S

5.50
9.00
RUA GAL. RONDON
5.50

Quadra nº 99

3.00 14.00 3.00

Lote
Nº 08

50.00

Lote
Nº 09
RUA GUAPORÉ

AV. SANTA CRUZ


Lote
Nº 11

53.60
53.60

Lotes nº
10, 12, 14 e 16

Lote
Nº 13

Lote
Nº 15

50.00

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL


Lote Lote Lote
34.00

Nº 20 Nº 21 Nº 22

3.00 13.00 3.00

Lucas Eduardo Mombach


5.50
9.00

RUA EUCLIDES DA CUNHA


E.E.E.M. Edmundo Pilz - Santa Rosa / RS
5.50

Projeto:

Data:
Dezembro / 2019
Escala:
1 / 750
-
73

ANEXO B – PLANTA DE LOCALIZAÇÃO

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


LOTE S URBANOS Nº s10,12,14e16 Área Total do Terreno: 2680,00 m² (100,00 %)
QUADRA Nº 99 Área Total Edificada (Pav. Térreo): 718,68 m² (26,82 %)
CENTRO Área Livre do Terreno: 1.961,32 m² (73,18 %)
N

O
L

50.00 3.00
Muro H: 2,10 m Cerca (Tela + Moirões) H: 2,00 m

PASSEIO PÚBLICO
12.00

17.68
QUADRA

MINI
PARQUE
19.60 12.90 4.30 8.75 4.45

AV. SANTA CRUZ


Laje
Impermeabilizada

Gradil H: 1,80 m
53.60

53.60
20.60
37.25

QUADRA
POLIESPORTIVA
UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

Laje
Impermeabilizada

m
5
,0
:2
H
o
ur
M
Muro H: 2,30 m

Portão de Acesso

Lucas Eduardo Mombach


4,00x2,00 m

m
05
2,
H:

E.E.E.M. Edmundo Pilz - Santa Rosa / RS


o
ur
M
Área Aberta
15.32

Mastros
Projeto:
4.35

Central de Gas

Muro H: 2,10 m Cerca (Tela + Moirões) H: 2,00 m

50.00 3.00
Data:
Dezembro / 2019
Escala:
1 / 300
-
74

ANEXO C – PPCI – PAVIMENTO TÉRREO

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
SIMBOLOGIA APLICADA

SÍMBOLO DENOMINAÇÃO

EXTINTOR DE INCÊNDIO PORTÁTIL DE PÓ QUÍMICO SECO ABC - PQS ABC

10

09
08
07
06
05
04
03
02
01
CENTRAL DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Rampa BATERIAS DE ACUMULADORES PARA SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

CENTRAL DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

ALARME DE INCÊNDIO
06 07 08 09 10 11 12 13 14 11
BATERIA DA CENTRAL DE ALARME DE INCÊNDIO
12
16 13 ACIONADOR MANUAL DO ALARME DE INCÊNDIO COM SIRENE EMBUTIDA

16 14 AVISADOR SONORO TIPO SIRENE

15 OBSERVAÇÃO: A CAPACIDADE EXTINTORA ENCONTRA-SE AO LADO DA SIMBOLOGIA NA


16 PLANTA BAIXA.

17 ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA:
18
SIMBOLO DENOMINAÇÃO
19 Jardim de Infância
Refeitório A: 35,64 m² LUMINÁRIA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO ACLARAMENTO
05
A: 40,80 m²
04 15 POP. 24P. LUMINÁRIA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO
ELEVADOR 16
03 PONTO DE LUZ DE EMERGÊNCIA (BLOCO AUTÔNOMO) 2X55W

02 17 17 AUTONOMIA DE 4 HORAS, TIPO PAREDE

18 OBSERVAÇÃO:
01
1 - POTÊNCIA DAS LUMINÁRIAS ENCONTRA-SE JUNTO AO SIMBOLO EM PLANTA

17 17 16 25 17 BAIXA EM WATTS (W).


2 - A ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO, QUANDO EMPREGADA, SERÁ DIMENSIONADA
17 2.55 17 DA MESMA FORMA QUE AS PLACAS DE SINALIZAÇÃO DE SAÍDA.

SIMBOLOGIA ESPECIAL
SIMBOLO DENOMINAÇÃO
13 17 VASO SOBRE PRESSÃO

GRUPO MOTOGERADOR
17 17 17 17 17 MATERIAIS PERIGOSOS (DEPÓSITO DE LÍQUIDOS OU COMBUSTÍVEIS, CENTRAL GLP)
DEPÓSITO DE GASES INFLAMÁVEIS OU COMPRIMIDOS, MATERIAIS RADIOATIVOS ETC)
Sanitário
A: 3,95 m² 25 BARRA ANTIPÂNICO

Hall de Entrada
A: 92,25 m²
PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
Área de Serviço Cozinha
Secretaria Vice - Direção Direção
A: 6,30 m² A: 28,00 m²
A: 19,50 m² A: 19,56 m² A: 19,50 m² Jardim de Infância SIMBOLOGIA APLICADA
A: 33,85 m²
POP. 23P. SINALIZAÇÃO CÓDIGO DIMENSÕES MÍNIMAS (mm) DESCRIÇÃO

1 150 PROIBIDO FUMAR

Área Aberta 9 150 RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO


A: 11,48 m² SENTIDO DA RODA DE SAÍDA DE
13 300x150 EMERGÊNCIA
17 17 16 300x150 ESCADA DE EMERGÊNCIA

17 300x150 SAÍDA DE EMERGÊNCIA


17
25 150x150 EXTINTOR DE INCÊNDIO

OBSERVAÇÃO:
1 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 1, EM AMBIENTES COM MATERIAIS DE FÁCIL COMBUSTÃO;
2 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 9, JUNTO A PAINÉIS ELÉTRICOS;
3 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 13, PARA SINALIZAR DE FORMA CONTÍNUA O SENTIDO
DA ROTA DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA; UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Rampa 4 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 16, NO ACESSO A ESCADA DE EMERGÊNCIA;
5 - PREVER A SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 17, NO FINAL DA ROTA DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA E SOBRE
AS PORTAS QUE DEVEM SER UTILIZADAS EM CASO DE ABANDONO DO IMÓVEL;
6 - PREVER A SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 25, JUNTO AOS EXTINTORES DE INCÊNDIO. QUANDO O
EXTINTOR SITUAR-SE EM PILARES PREVER A SINALIZAÇÃO EM TODAS AS FACES VISÍVEIS;
UNIJUÍ
7 - A SINALIZAÇÃO DE ORIENTAÇÃO DAS ROTAS DE SAÍDA DEVE SER LOCALIZADA DE MODO QUE A
DISTÂNCIA DE PERCURSO DE QUALQUER PONTO DA ROTA DE SAÍDA ATÉ A SINALIZAÇÃO, SEJA DE
NO MÁXIMO 10,00 M. ADICIONALMENTE, ESTA SINALIZAÇÃO TAMBÉM DEVE SER INSTALADA DE FORMA Lucas Eduardo Mombach
QUE NO SENTIDO DE SAÍDA DE QUALQUER PONTO SEJA POSSÍVEL VISUALIZAR O PONTO SEGUINTE
DISTANCIADOS ENTRE SI EM NO MÁXIMO 10,00M. A SINALIZAÇÃO DEVE SER INSTALADA DE MODO Estudante de Engenharia Civil na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI
QUE A BASE ESTEJA NO MÍNIMO A 1,80M DO PISO ACABADO.

CÓDIGO
- SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA (NO INTERIOR DA SIMBOLOGIA, INFORMAR O CÓDIGO DA
SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA, CONFORME TABELA 1. E.E.E.M. Edmundo Pilz - Santa Rosa / RS
Projeto:
PPCI - Pavimento Térreo
Profª Orientadora: Prancha Nº:

Data:
Outubro / 2019
Me. Caroline Daiane Radüns
Escala:
1 / 75
Área Edificação:
1.617,50 M²
-
75

ANEXO D – PPCI – 1º PAVIMENTO

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
2.60 SIMBOLOGIA APLICADA

SÍMBOLO DENOMINAÇÃO

EXTINTOR DE INCÊNDIO PORTÁTIL DE PÓ QUÍMICO SECO ABC - PQS ABC


1.40
CENTRAL DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

28 BATERIAS DE ACUMULADORES PARA SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

24 25 26 27 28 29 30 31 32 27 11
CENTRAL DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO
26 12
16 25 13
ALARME DE INCÊNDIO

16 24 14 BATERIA DA CENTRAL DE ALARME DE INCÊNDIO

23 15 ACIONADOR MANUAL DO ALARME DE INCÊNDIO COM SIRENE EMBUTIDA


22 16
AVISADOR SONORO TIPO SIRENE
21 17
OBSERVAÇÃO: A CAPACIDADE EXTINTORA ENCONTRA-SE AO LADO DA SIMBOLOGIA NA
20 18 PLANTA BAIXA.
19
ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA:
Sala dos Professores 23 Sala de Aula

100x210
A: 40,80 m² 33 A: 39,00 m² SIMBOLO DENOMINAÇÃO
22
ELEVADOR
21 34
17 POP. 26P. LUMINÁRIA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO ACLARAMENTO
17 20 35
LUMINÁRIA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO
19 36
PONTO DE LUZ DE EMERGÊNCIA (BLOCO AUTÔNOMO) 2X55W

13 17 16 25 17 16 17 OBSERVAÇÃO:
AUTONOMIA DE 4 HORAS, TIPO PAREDE

2.55 1 - POTÊNCIA DAS LUMINÁRIAS ENCONTRA-SE JUNTO AO SIMBOLO EM PLANTA


BAIXA EM WATTS (W).
2 - A ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO, QUANDO EMPREGADA, SERÁ DIMENSIONADA
DA MESMA FORMA QUE AS PLACAS DE SINALIZAÇÃO DE SAÍDA.
17 25 13 25 SIMBOLOGIA ESPECIAL
SIMBOLO DENOMINAÇÃO

17 17 17 17 VASO SOBRE PRESSÃO

GRUPO MOTOGERADOR

MATERIAIS PERIGOSOS (DEPÓSITO DE LÍQUIDOS OU COMBUSTÍVEIS, CENTRAL GLP)


DEPÓSITO DE GASES INFLAMÁVEIS OU COMPRIMIDOS, MATERIAIS RADIOATIVOS ETC)

BARRA ANTIPÂNICO

Laboratório Cordenação Orientação Sala de Aula Auditório


A: 41,53 m² A: 18,27 m² A: 20,61 m² A: 48,28 m² A: 79,61 m²
PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
POP. 28P. POP. 33P. POP. 80P. SIMBOLOGIA APLICADA

SINALIZAÇÃO CÓDIGO DIMENSÕES MÍNIMAS (mm) DESCRIÇÃO

1 150 PROIBIDO FUMAR

9 150 RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO

SENTIDO DA RODA DE SAÍDA DE


13 300x150 EMERGÊNCIA

16 300x150 ESCADA DE EMERGÊNCIA

17 300x150 SAÍDA DE EMERGÊNCIA

25 150x150 EXTINTOR DE INCÊNDIO

OBSERVAÇÃO:
1 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 1, EM AMBIENTES COM MATERIAIS DE FÁCIL COMBUSTÃO;
2 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 9, JUNTO A PAINÉIS ELÉTRICOS;
3 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 13, PARA SINALIZAR DE FORMA CONTÍNUA O SENTIDO
DA ROTA DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA; UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
4 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 16, NO ACESSO A ESCADA DE EMERGÊNCIA;
5 - PREVER A SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 17, NO FINAL DA ROTA DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA E SOBRE
AS PORTAS QUE DEVEM SER UTILIZADAS EM CASO DE ABANDONO DO IMÓVEL;
6 - PREVER A SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 25, JUNTO AOS EXTINTORES DE INCÊNDIO. QUANDO O
EXTINTOR SITUAR-SE EM PILARES PREVER A SINALIZAÇÃO EM TODAS AS FACES VISÍVEIS;
UNIJUÍ
7 - A SINALIZAÇÃO DE ORIENTAÇÃO DAS ROTAS DE SAÍDA DEVE SER LOCALIZADA DE MODO QUE A

PLANTA BAIXA - 1º PAVIMENTO DISTÂNCIA DE PERCURSO DE QUALQUER PONTO DA ROTA DE SAÍDA ATÉ A SINALIZAÇÃO, SEJA DE
NO MÁXIMO 10,00 M. ADICIONALMENTE, ESTA SINALIZAÇÃO TAMBÉM DEVE SER INSTALADA DE FORMA
QUE NO SENTIDO DE SAÍDA DE QUALQUER PONTO SEJA POSSÍVEL VISUALIZAR O PONTO SEGUINTE
Lucas Eduardo Mombach
DISTANCIADOS ENTRE SI EM NO MÁXIMO 10,00M. A SINALIZAÇÃO DEVE SER INSTALADA DE MODO Estudante de Engenharia Civil na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI
QUE A BASE ESTEJA NO MÍNIMO A 1,80M DO PISO ACABADO.

CÓDIGO
- SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA (NO INTERIOR DA SIMBOLOGIA, INFORMAR O CÓDIGO DA
SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA, CONFORME TABELA 1. E.E.E.M. Edmundo Pilz - Santa Rosa / RS
Projeto:
PPCI - 1º Pavimento
Profª Orientadora: Prancha Nº:

Data:
Outubro / 2019
Me. Caroline Daiane Radüns
Escala:
1 / 75
Área Edificação:
1.617,50 M²
-
76

ANEXO E – PPCI – 2º PAVIMENTO

Plano de Prevenção e Combate a Incêndios: Estudo de caso em escola de ensino público


PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO
SIMBOLOGIA APLICADA

SÍMBOLO DENOMINAÇÃO
2.60
EXTINTOR DE INCÊNDIO PORTÁTIL DE PÓ QUÍMICO SECO ABC - PQS ABC

CENTRAL DO SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

BATERIAS DE ACUMULADORES PARA SISTEMA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA

1.40
CENTRAL DE DETECÇÃO E ALARME DE INCÊNDIO

ALARME DE INCÊNDIO
28 29
BATERIA DA CENTRAL DE ALARME DE INCÊNDIO
24 25 26 27 28 29 30 31 32 27 30
26 31 ACIONADOR MANUAL DO ALARME DE INCÊNDIO COM SIRENE EMBUTIDA

25 32
AVISADOR SONORO TIPO SIRENE
24 33
OBSERVAÇÃO: A CAPACIDADE EXTINTORA ENCONTRA-SE AO LADO DA SIMBOLOGIA NA
23 34 PLANTA BAIXA.
22 35
ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA:
21 36
20 37 SIMBOLO DENOMINAÇÃO
38 LUMINÁRIA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO ACLARAMENTO

Sala de Aula 23 Sala de Aula LUMINÁRIA DE ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO


A: 40,80 m² A: 39,00 m²

100x210
22 33 PONTO DE LUZ DE EMERGÊNCIA (BLOCO AUTÔNOMO) 2X55W
ELEVADOR
POP. 28P. 21 34
17 POP. 26P. AUTONOMIA DE 4 HORAS, TIPO PAREDE

17 20 35 OBSERVAÇÃO:
1 - POTÊNCIA DAS LUMINÁRIAS ENCONTRA-SE JUNTO AO SIMBOLO EM PLANTA
19 36
BAIXA EM WATTS (W).
2 - A ILUMINAÇÃO DE EMERGÊNCIA TIPO BALIZAMENTO, QUANDO EMPREGADA, SERÁ DIMENSIONADA
13 17 16 25 17 16 DA MESMA FORMA QUE AS PLACAS DE SINALIZAÇÃO DE SAÍDA.

2.55 SIMBOLOGIA ESPECIAL


SIMBOLO DENOMINAÇÃO
17 25 17
13 25 VASO SOBRE PRESSÃO

GRUPO MOTOGERADOR

17 17 17 17 17 MATERIAIS PERIGOSOS (DEPÓSITO DE LÍQUIDOS OU COMBUSTÍVEIS, CENTRAL GLP)


DEPÓSITO DE GASES INFLAMÁVEIS OU COMPRIMIDOS, MATERIAIS RADIOATIVOS ETC)

BARRA ANTIPÂNICO

PROJETO DE PREVENÇÃO E PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO


Sala de Aula Sala de Aula Sala de Aula SIMBOLOGIA APLICADA
A: 39,21 m² Sala de Aula Sala de Aula
A: 41,53 m² A: 48,28 m²
A: 40,00 m² A: 39,96 m²
POP. 28P. POP. 27P. POP. 33P. POP. 27P. POP. 27P. SINALIZAÇÃO CÓDIGO DIMENSÕES MÍNIMAS (mm) DESCRIÇÃO

1 150 PROIBIDO FUMAR

9 150 RISCO DE CHOQUE ELÉTRICO

SENTIDO DA RODA DE SAÍDA DE


13 300x150 EMERGÊNCIA

16 300x150 ESCADA DE EMERGÊNCIA

17 300x150 SAÍDA DE EMERGÊNCIA

25 150x150 EXTINTOR DE INCÊNDIO

OBSERVAÇÃO:
1 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 1, EM AMBIENTES COM MATERIAIS DE FÁCIL COMBUSTÃO;
2 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 9, JUNTO A PAINÉIS ELÉTRICOS;
3 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 13, PARA SINALIZAR DE FORMA CONTÍNUA O SENTIDO
DA ROTA DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA; UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
4 - PREVER SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 16, NO ACESSO A ESCADA DE EMERGÊNCIA;
5 - PREVER A SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 17, NO FINAL DA ROTA DE SAÍDA DE EMERGÊNCIA E SOBRE
AS PORTAS QUE DEVEM SER UTILIZADAS EM CASO DE ABANDONO DO IMÓVEL;
6 - PREVER A SINALIZAÇÃO DE CÓDIGO 25, JUNTO AOS EXTINTORES DE INCÊNDIO. QUANDO O
EXTINTOR SITUAR-SE EM PILARES PREVER A SINALIZAÇÃO EM TODAS AS FACES VISÍVEIS;
UNIJUÍ
7 - A SINALIZAÇÃO DE ORIENTAÇÃO DAS ROTAS DE SAÍDA DEVE SER LOCALIZADA DE MODO QUE A
DISTÂNCIA DE PERCURSO DE QUALQUER PONTO DA ROTA DE SAÍDA ATÉ A SINALIZAÇÃO, SEJA DE
NO MÁXIMO 10,00 M. ADICIONALMENTE, ESTA SINALIZAÇÃO TAMBÉM DEVE SER INSTALADA DE FORMA Lucas Eduardo Mombach
QUE NO SENTIDO DE SAÍDA DE QUALQUER PONTO SEJA POSSÍVEL VISUALIZAR O PONTO SEGUINTE
DISTANCIADOS ENTRE SI EM NO MÁXIMO 10,00M. A SINALIZAÇÃO DEVE SER INSTALADA DE MODO Estudante de Engenharia Civil na Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUI
QUE A BASE ESTEJA NO MÍNIMO A 1,80M DO PISO ACABADO.

CÓDIGO
- SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA (NO INTERIOR DA SIMBOLOGIA, INFORMAR O CÓDIGO DA
SINALIZAÇÃO DE EMERGÊNCIA, CONFORME TABELA 1. E.E.E.M. Edmundo Pilz - Santa Rosa / RS
Projeto:
PPCI - 2º Pavimento
Profª Orientadora: Prancha Nº:

Data:
Outubro / 2019
Me. Caroline Daiane Radüns
Escala:
1 / 75
Área Edificação:
1.617,50 M²
-

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