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4551 DIÁRIO DA

REPÚBLICA

As penas podem ser: principais e acessórias. São penas principais aquelas que se aplicam
independentemente de qualquer outra, correspondem as penas de privatização pecuniária; são
aquelas que se aplicam diretamente sem estar subordinada a uma outra como a pena de prisão e
de multa, e acessórias são ou condicionadas aquelas que só podem ser condenadas na sequência
condenatória, se aplicam em conjunto com outras penas( principal) art. 39 novo.cp., não se pode
aplicar uma pena acessória sem antes aplicar uma pena principal, aplicam-se conjuntamente. A
pena de substituição se aplicam ao invés de outra, são aplicadas em vez da pena principal, entre
a pena A a lei permite que se deixe aplicar de aplicar a pena A ´para aplicar a pena B.
Para se punir precisamos considerar 2 pressupostos que podes ser: positivos e negativos. O juiz
não pune sem que exista um processo, e o indivíduo deve ser constituir um crime; e positivos
que ´a queixa e a acusação, e essa acusação pode ser pública e particular. Os negativos ocorrem
para a não aplicação da pena ex: a aministia e o indulto art. 125, 126 119 línea m. ant.cp, e o
162 cra.
Indulto e aministia são actos que conduzem ao perdão de determinadas penas, a sua finalidade é
o perdão, mas para o indulto só o presidente é que pode perdoar, é o único que tem essa
competência para indultar.
O art. 128 ant.cp e o 483cc, determina que os danos emergentes são regulados pela lei civil. O
código penal vigente tutela a reparação dos danos materiais e moral art. 140 e141any.cp e art.
65 n 6 cra.
Nas reações criminais a política criminal deve ser vista como um conjunto de meios ou soluções
aplicadas em um determinado território que devem ser consagradas no nosso ordenamento
jurídico.
O modelo azul (escola clássica e neoclássica) traz ideias da filosofia política, foi desenvolvido
na Alemanha, assenta numa triologia adjectivo e substantivo: 1 prevenção geral onde a
aplicação das penas corresponde a pratica de atribuição, 2 repreensões, que representa uma das
funções triológicas.
Modelo vermelho também chamado de modelo da escola positiva ou moderna, busca as suas
ideias no tratamento, e defende a ideia do tratamento aplicando-se a privação de liberdade; na
triologia pode ser: de prevenção especial que corresponde a sanção indidualizada, da
recuperação ou rescisão do delinquente e a de internamento para cura; e a outra triologia se
basea no direito adjectivo: princípio da oportunidade da promoção processual e das reações
criminais, princípio da individualização das penas a aplicar e o diálogo terapêutico em
audiência.
Modelo de defesa social traz-nos a ideia segundo o qual a escola clássica, neoclássica, traz-nos a
ideia de um modelo misto, depois da segunda guerra mundial.
Princípios são traços gerais orientados do direito. Princípio de emancipação jurídico
constitucional tem como base a cra, abrange toda matéria ligada ao sistema jurídico penal
angolano e não apenas o direito substantivo. Quando se fala de direito penal, criminologia,
consequências jurídicas do crime, estamos a falar desse princípio, e isso acontece também
noutras latitudes e as constituições trazem um conjunto de declarações, art. 65 e 67 cra; a
responsabilidade é pessoal para se punir alguém e essa punição deve advir de uma norma já
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existente, os pressupostos das medidas de segurança devem ser aplicados em leis anteriores isto
aos indivíduos imputáveis.
Princípio da legalidade é um dos mais importantes, princípio da política criminal quer dizer que
o processo penal e o direito penal em termos de aplicação das normas penais devem sempre
respeitar a lei, daí é que crimes não se inventam, ex: nos tempos passados engravidar uma
mulher não era crime, mas actuamente é crime por causa do direito democrático, não podem
existir penas nem medidas de segurança se não existir esse princípio nos termos do art. 5, 54, 85
ant.cp e o 1 novo.cp.
Princípio da referência constitucional, a política criminal tem um enquadramento jurídico.
Princípio da culpa, não pode haver pena sem culpa, funciona como barâmetro para a
determinação da medida da pena, ou seja, a medida da pena não pode ultrapassar a medida da
pena ex; quando alguém atropela; não basta a culpa, ´´e uma condição necessária e não
suficiente da aplicação da pena art. 42 do novo cp.
Princípio da sociedade e solidariedade: o Estado de direito social, deve ajudar a pessoa do
condenado, dando-lhe condições necessárias para que o indivíduo não volte a praticar crime ou
seja o Estado deve ser solidário como condenado.
Princípio da preferência pelas relações não detectivas: defende a ideia da não aplicação de penas
de prisão, e dependendo das penas privativas de liberdade, ou seja, é um princípio de privação
de liberdade, as penas não resolvem a criminalidade, logo existem outras medidas que podem
ser aplicadas.
Princípio vitimológico é de caracter não constitucional, surgiu na década de 50 segundo a
necessidade do interesse da vítima do direito penal, é um princípio que tem uma certa
autonomia, tem como essência a proteção da vítima, e foi repartido em 3 sectores: 1
criminalização e descriminalização: é necessário endurecer as penas em nome da criminalização
e da penalização, em nome da defesa da vítima;2 vítima ou destinatário da política criminal e o
requisitório que é a preparação do dano, é uma tercira espécie de sansão criminal, a
indemnização só pode ser considerada como consequência jurídica do crime.
Os limites das penas 74 a 73 ant.c. p, os efeitos produzem-se livremente, e apropria condenação
produz outros efeitos.
Os caracteres das penas: legalidade, igualdade e pessoalidade; pessoalidade a pena é
intransmissível, a pena é pessoal deve estar exclusivamente ao agente da acção logo a
condenação não deve atingir os familiares do delinquente art. 28cp,65 cra 85 cp.; igualdade
quando deve ser igual àquela que é igual a circunstância e da culpa, e o princípio de jescheeck,
exclui todas as penas inflamantes e penas de curta duração (3 meses) e também as penas
pecuniárias art. 39 cp.
O bem da vida humana é de interesse público por causa da proteção da vontade da pessoa, a
vida humana é um bem indisponível na medida em que se deve ou não continuar a viver.
O início da vida dá-se: 1O nosso ordenamento jurídico diz que a personalidade jurídica se
adquire pelo nascimento completo e com vida art. 66 n1 cc, e a proteção da vida antecipa-se
antes do casamento e o início da vida começa com o parto.
O parto é um acto perigoso tanto para o pai tanto para a mãe, e durante o parto se a tutela não
for antecipada, pode matar a criança e estaremos diante da vida humana.
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O parto inicia com a introdução dos medicamentos no organismo da mulher, parto normal é
aquele que ocorre no momento do parto a sua dilatação, parto provocado verifica-se sempre que
a dilatação não ocorreu e o parto cirúrgico começa com a administração da anestesia com vista a
realização cirúrgica.
O fim da vida dá-se quando a personalidade jurídica cessa com a morte art. 68 n 1 e 71 n 1 cc
conjugado com art. 221 e 223 novo cp.
Distinguir a consumação quando o crime não se atente com o cadáver.
Para se fazer a recolha dos órgãos é preciso determinar se o momento é adequado ou não para
autorizar ate em que momento o órgão deve ser.
Para distinguir se o indivíduo está morto é necessário 3 critério: Cessação dos sinais vitais,
pulso e atividade cerebral; utilitária é considerado como adequado e útil porque permite a
recolha dos órgãos ou seja, colocar a vida e identificar a recolha dos órgãos e a morte cerebral
diz-se que o indivíduo está morto quando não encontram a qualificação de determinar a morte
do corpo cerebral.
Tipo objeto, o quê que o indivíduo fez para que a sua conduta seja típica. Só há crime a partir do
momento em que há deterioração art. 147 novo cp. Ex: veneno.
Tipo subjetivo, será sempre doloso, por sua vez o dolo pode ser: d9irecti e indirecto, necessário
e eventual.
Há omissão e negligencia quando a lei permite, a omissão em determinado caso pode
corresponder ao tipo subjectivo; arremessar, idealizar para obter o resultado chama-se dolo
indirecto.
Penalidade é o limite mínimo e máximo da pena legal, o máximo é de 14-20 anos. A moldura
abstrata será aquela em que o tribunal virá a julgar a pena.
Homicídio qualificado em razão dos meios, se corresponde a uma maior censurabilidade media,
ex: quando 20 pessoas matam chama-se homicídio qualificado art. 148 novo cp.
Nos títulos o tipo é sempre fundamental, quando a pena aumenta diz-se qualificado e quando
diminui diz-se privilegiado.
Homicídio qualificado em razão dos motivos, teremos o elemento constitutivo do tipo que é a
vida humana, onde o indivíduo tem personalidade jurídica; abusar da função, o indivíduo pega a
pistola e mata, praticou um acto ilícito, logo não abusou da função art. 351.
Aparece aquilo que chamamos de tipo fundamental da satisfação do instinto sexual, ódio,
alguém que mata para facilitar a fuga, premeditação 369n.cp. o tipo subjectivo aqui prevaleceu.
Homicídio qualificado em razão da vítima, aqui chamamos por objectivo, o tipo de crime não
muda art. 150 n.cp, ex: matar advogados, juízes, professores; ex: alguém que está na rua não
sabe e mata um professor, ex: o pai que mata o filho.
O infanticídio é um elemento constitutivo em tipo objectivo, a mãe que matar o filho em tipo
subjectivo, até 8 dias de vida.
Crimes contra a vida são chamados de homicídio simples. Homicídio é um acto de tirar a vida
de alguém e para isso o indivíduo deve estar vivo, ex: alguém está a ser acusado de matar
alguém que já estava morto, há um erro de qualificação.
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O homicídio simples é considerado como tipo fundamental, é o civil da construção de outros


tipos legais, tem na sua forma acto de matar uma pessoa, será possível construir outros tipos
legais de crimes.
O objeto da parte especial é conhecer os tipos legais, existe elementos que os distingue e a
forma como se vai consumar este crime ou seja, distinguir um do outro art. 147 n.cp. A vida
humana é o objeto jurídico imediato.
Tipos fundamentais: 1 objecto jurídico imediato ou interesse tutelado, procura-se indagar o quê
que aquela norma protege, o cp tutela o valor de cada tipo de crime, crimes contra a vida, o
objeto jurídico imediato não muda, é sempre o mesmo, 2 objecto material é aquele sobre o qual
a acção do agente dá acção ilícita, como crimes contra a pessoa é uma pessoa física viva, pena
até 3 anos, a mínima passa a ser 3 meses.
Negligencia grosseira a penalidade é de 1-5 anos, excepcionalmente a lei pune esses crimes.
Quanto a negligencia simples vai de 1-3 anos. O tipo subjectivo é caracterizado de um dever de
diligência art. 153 ncp. S situações que podem levar outrem a cometer um crime. A vida tem
natureza de um bem público e é indisponível não podermos ajudar alguém que queira suicidar-
se.

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