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Aluno: Altair Batista

3º ano

Direito do Trabalho
Contrato de Trabalho

Conceito

Em primeira análise, há que se falar que na legislação trabalhista como um todo é


usado tanto as expressões contrato de trabalho como também relação de emprego. Assim,
necessário se faz distinguir essas expressões.

A relação de trabalho está ligada a um vínculo jurídico por meio do qual uma pessoa
natural exerce uma obra ou um serviço para alguém e, devido esse labor, recebe um
pagamento por isso. Já a relação de emprego, pode ser entendida dessa forma, no entanto,
são necessários alguns requisitos que a relação de trabalho não abrange.

Portanto, a relação de emprego é um gênero dentro da espécie que é a relação de


trabalho. Ou seja, pode-se dizer que toda relação de emprego é uma relação de trabalho,
porém nem toda relação de trabalho é uma relação de emprego, uma vez que a relação de
emprego exige alguns requisitos, quais sejam: alteridade, subordinação, pessoalidade,
onerosidade e não eventualidade.

Natureza jurídica do contrato de trabalho

No que diz respeito à natureza do contrato de trabalho, encontramos duas teorias:


teorias contratualistas e as teorias anticontratualistas.

As teorias contratualistas entendem que o vínculo entre empregador e empregado


é como um contrato, isto é, um acordo de vontades entre as partes interessadas; igual
acontece no direito civil.

Do outro lado, as teorias anticontratualistas negam a natureza contratual do vínculo


entre empregado e empregador. O vínculo entre ambos decorre do interesse do empregado
em trabalhar em uma determinada empresa.

Quanto aos requisitos

São cinco os requisitos necessários para caracterizar uma relação de emprego:


alteridade, subordinação, pessoalidade, onerosidade e não eventualidade.

O princípio da alteridade, previsto no art. 2º da CLT , determina que o contrato de


trabalho transfere a uma das partes todos os riscos a ele inerentes e sobre ele incidentes:
os riscos do empreendimento empresarial e os derivados do próprio trabalho prestado.
Em relação a subordinação, ela é o elemento fático-jurídico da relação de emprego.
O obreiro deve acatar todas as ordens relacionadas a trabalho, desde que não sejam
excessivas, abusivas ou ilegais. A subordinação é jurídica, e não técnica, pois decorre do
contrato.

Quanto ao requisito da pessoalidade, significa dizer que, o trabalhador não poderá


fazer-se substituir por outro trabalhador para que o serviço seja realizado; ou seja, é um
contrato ““intuitu personae”.

Já a não eventualidade, caracterize-se que na relação empregatícia é necessário


que o trabalho prestado seja permanente. Dessa forma, o empregado foi contratado para
desenvolver suas atividades de forma habitual (contínua) para o empregador.

Onerosidade: É o pagamento, pelo empregador, ao empregado uma determinada


remuneração em função do contrato de trabalho firmado por ambos; uma vez que haja a
contraprestação do contrato de trabalho prestado pelo empregado, o contrato de trabalho
deve vigorar mediante o pagamento de salário.

Quanto a forma

O contrato de trabalho pode ser acordado tanto de forma escrita como também de
forma verbal (art. 443 da CLT). Para que um contrato seja celebrado verbalmente basta que
haja um ajuste entre as partes, assim como ocorre na vida civil.

Quanto a forma escrita, essa será exigida se houver uma determinação legal para
sua celebração. Assim, é possível extrair que nem todo contrato precisa ser feito por escrito,
exceção a essa regra tem-se, como exemplo, os contratos de atletas profissionais, de
profissionais artísticos e de aprendiz.

Quanto a duração

Os contratos de trabalho podem ser por prazo determinado ou indeterminado.


Como regra geral, vigora o contrato por prazo indeterminado no qual não há prazo para a
terminação do pacto laboral; a exceção fica quanto ao prazo determinado no qual as partes
ajustam antecipadamente o seu termo.

Contrato de trabalho intermitente

Considera-se como intermitente o Contrato de Trabalho no qual a prestação de


serviços, com subordinação, não é contínua, ocorrendo com alternância de períodos de
prestação de serviços e de inatividade, determinados em horas, dias ou meses,
independentemente do tipo de atividade do empregado e do empregador, exceto para os
aeronautas, regidos por legislação própria.
Vale resaltar que essa relação contratual não se confunde com o serviço autônomo,
uma vez que as formas de trabalho são diferenciadas. No que diz respeito ao trabalhador
autônomo, não há vínculo empregatício com a empresa. Contudo, o funcionário intermitente
faz parte da equipe de trabalho da empresa e, assim, recebe todos os benefícios inerentes
dessa posição. Alguns exemplos são:
> férias;
> repouso semanal;
> décimo terceiro;
> FGTS;
> hora extra.