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Animação em: http://www.walter-fendt.de/ph11e/emwave.

htm

Ondas eletromagnéticas podem ser consideradas como duas ondas que oscilam
perpendicularmente em seus planos. Uma delas é elétrica e a outra magnética,
que viajam na mesma direção. Todas as ondas eletromagnéticas tem a velocidade
da luz (c), onde c = l n. l e n são o comprimento de onda e a freqüência,
respectivamente.
Amplitude

Representação de uma onda eletromagnética


http://www.colourware.co.uk/cpfaq/q1-1.htm
Em 1770, Josiah Wedwood descobriu
que a cor emitida por um forno a alta
temperatura depende apenas da
temperatura e não do tipo de material
ou da forma do forno.

Exemplo: a 4000 K todos os fornos


emitiam luz vermelha.
No final do século XIX era
conhecido o espectro de radiação
de luz de um “corpo negro” em
função da temperatura deste
corpo.

O corpo negro perfeito é aquele


que absorve toda a luz.
Quando o corpo negro é
aquecido ele emite radiação

Furo por
onde sai a
radiação
que será
analisada

http://www.comciencia.br/reportagens/fisica/fisica06.htm
http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html

A catástrofe do
UV. Lei de
I (1013 watts/m3)

Rayleigh-Jeans

l (nm)
Fig. 1 - Densidade de radiação de um corpo negro
versus l a várias T.
Abaixo de ~ 3.000 K a energia
irradiada não é visível

Em determinadas temperaturas o
corpo negro irradiará:

uma cor vermelha (entre 4.000 –


5000 K)
ou branca (entre 5.000 a 6.000 K)
A teoria clássica de onda
eletromagnética de Maxwell não
explicava as alterações da
intensidade em função da freqüência
do corpo negro.

Lorde Rayleigh and J. H. Jeans


formularam uma equação a partir
da mecânica estatística clássica,
que não concordava com a curva
experimental.
http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html

A catástrofe do
UV. Lei de
I (1013 watts/m3)

Rayleigh-Jeans

l (nm)
Fig. 1 - Densidade de radiação de um corpo negro
versus l a várias T.
Eq. de Lorde 8 π kT
Rayleigh e J. H. I
4
Jeans λ
Esta equação leva à “catástrofe do
ultra-violeta”.
Pela curva da “catástrofe do UV”,
quando l diminui a densidade de
energia aumenta indefinidamente e,
na região do UV (menores l), a
energia tenderia ao infinito e
portanto violaria a Lei de
Conservação de Energia.
Isto porque o corpo quente receberia
uma energia finita constante (resultante
de uma temperatura constante) e
emitiria uma energia infinita.
Plank formulou uma equação
empírica para a radiação do corpo
negro:

3
8πν 1
I ( )
2 hν
c
e 1
kT

Empírica significa sem base teórica


8 π ν3 1
I ( )

c2
ekT  1

Comparação entre o valor experimental da irradiação do


corpo negro e as leis de Planck, Wien, Rayleigh-Jeans.
A fórmula empírica de Planck obteve
um sucesso tão grande na descrição
dos dados experimentais que Planck
decidiu que tinha que deduzi-la de
princípios teóricos, “qualquer que
seja o custo”, conforme as suas
palavras.
Planck já previa que teria buscar
explicação em teorias ainda não
formuladas, já que a teoria clássica
da luz não explicava o fenômeno.
No dia 14/12/1900, em uma palestra
na Sociedade alemã de Física, Max
Planck apresentou seu trabalho que
explicava a radiação do corpo
negro.
De acordo com a teoria de
Planck as paredes de um corpo
quente (ou de um metal) contém
osciladores que vibram em
determinadas (não em todas)
freqüências.
http://spiff.rit.edu/classes/phys314/lectures/planck/planck.html
De acordo com a teoria de Planck as paredes de um corpo
quente (ou de um metal) contém osciladores que vibram em
determinadas (não em todas) freqüências.
Este corpo quente poderá então
absorver ou emitir energia (na
forma de ondas eletromagnéticas)
somente nas freqüências
permitidas de vibração.
De acordo com o postulado de
Planck, a “catástrofe do UV” não
ocorreria porque:

a) poucos osciladores vibram com


alta freqüência (l menores);

b) em conseqüência poucos
osciladores emitem luz com alta
freqüência;
c) isto implica que poucos
osciladores emitem ondas UV;

d) então poucos osciladores


emitem luz com alta energia,
tendendo a valores muito
pequenos conforme l diminui,
como mostra a figura da radiação
do corpo negro.
Existem poucos osciladores com altas
freqüências (l menores), o que explica a
pequena energia de emissão de um corpo
negro em freqüências maiores.
u(l,T

l
A teoria dos Quanta formulada por Planck
em 1900 prevê que a absorção ou emissão
de energia eletromagnética dos materiais
ocorre através de “pacotes” discretos de
energia.
Esta teoria contradiz a teoria
clássica que previa que a
absorção ou emissão ocorreria
continuamente.
Cada pacote, denominado de quantum,
possui uma quantidade de energia
definida por:
E = hn,
Onde:
n é a freqüência de luz
h é a constante de Planck.
Para n quanta:

E = nhn,
As idéias de Planck violaram
as leis físicas clássicas
conhecidas.
Os físicos consideraram que
as justificativas da suposição
da quantização de energia
não eram convincentes,
mesmo com a concordância
entre os valores
experimentais e os teóricos.
Amplitude

Representação de uma onda eletromagnética


O postulado de Planck foi
somente reconhecido quando
Einsten fez uma suposição
semelhante para explicar o efeito
fotoelétrico.

Planck recebeu o premio Nobel


de Física em 1918 e Einsten em
1921.
Modelos atômicos
No modelo de Rutherford o átomo
teria um núcleo positivamente
carregado e elétrons circulando
em volta do núcleo.
Mas de acordo com os princípios
da física clássica um elétron
acelerado deve irradiar (e portanto
perder) energia, o que levaria o
elétrons chocar-se com o núcleo.
No final do século XIX e início
do século XX os cientistas
tentavam explicar o espectro
dos átomos no estado gasoso.
Espectro do átomo de hidrogênio
na faixa do visível (série de Balmer).

http://www.seara.ufc.br/especiais/fisica/hidrogenio/hidrogenio4.htm
As quatro linhas correspondem
a transições de energia do
elétron.
Estas linhas são chamadas de
séries.
Série de Balmer – localizada
no visível.
Séries de Paschen, Brackett e
Pfund – no infra-vermelho.
Série de Lyman – no UV.
Espectro do H em toda a faixa de freqüência do

http://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/modelobohr/modelodebohrconc.html
espectro eletromagnético
O espectro de H ou de qualquer
outro elemento químico gasoso
mostra que a emissão ou
absorção de luz ocorre uma
forma discreta (quantizada).
A emissão de onda
eletromagnética pela luz solar ou
por uma lâmpada de tungstênio
ocorre de uma forma contínua.
Espectro de luz na faixa do
visível

(http://staff.imsa.edu/science/astro/astrometry/spectra/sld010.htm
prisma

http://csep10.phys.utk.edu/astr162/lect/light/absorption.html
Equação empírica de
Rydberg para calcular as
linhas do espectro de H

1 1 1
 RH ( - ) , n f  ni (1)
l if nf
2
ni
2

RH 109.677,5 cm-1
Modelo do átomo de Bohr para
o hidrogênio
Em 1913 Bohr apresentou o seu
modelo atômico tomando como
base a teoria de Planck sobre a
quantização de energia e a
descoberta do efeito fotoelétrico.
O modelo de Bohr conseguiu calcular
teoricamente as freqüências emitidas
pelo átomo de hidrogênio o que deu
credibilidade ao modelo.
1) O elétron no átomo de
hidrogênio viaja ao redor do
núcleo em órbitas circulares e
estacionárias.

Nestas órbitas estacionárias o


elétron não perde nem ganha
energia.
2) A energia do elétron em
uma órbita é proporcional a
sua distância do núcleo.
Quanto mais longe do
núcleo maior será a energia
do elétron.
3) Somente um número limitado
de órbitas é permitido.
Comentário: as órbitas são
quantizadas. Bohr relacionou o
número de órbitas com as linhas do
espectro do átomo de hidrogênio. A
sua hipótese era que as linhas
estavam relacionadas com a
emissão de luz quando o elétron
mudasse de órbita.
4)As órbitas permitidas
são aquelas cujo
momento angular do
elétron é um múltiplo
inteiro da constante de
Planck dividida por 2 .
5) Dependendo da energia
absorvida um elétron pode
passar de uma órbita mais
interna para uma mais
externa. Se ocorrer
passagem inversa o elétron
irá liberar energia na forma
de radiações
eletromagnéticas.
6) A diferença entre
as energias das
órbitas é igual à
energia da luz emitida
ou absorvida.
R distância
http://www.rossetti.eti.br/aula-menu.asp

(Angstrom)

1 0,52
2 2,116
3 4,71
4 8,464
5 13,225

Cinco primeiras órbitas do modelo de Bohr


para o átomo de H
http://www.rossetti.eti.br/aula-menu.asp

A linha vermelha no espectro atômico é causada por


elétrons saltando da terceira para a segunda órbita.
http://www.rossetti.eti.br/aula-menu.asp

A linha verde-azulada no espectro atômico é causada


por elétrons saltando da quarta para a segunda órbita
http://www.rossetti.eti.br/aula-menu.asp

A linha azul no espectro atômico é causada por


elétrons saltando da quinta para a segunda órbita.
http://www.rossetti.eti.br/aula-menu.asp

A linha violeta mais brilhante no espectro atômico é causada


por elétrons saltando da sexta para a segunda órbita
Equações teóricas para a energia
e o raio das órbitas:

2 2 4 2
2π Z e m 13,6 Z
E 2 2 2
 2
ev (2)
n h εo n
2 2 2 2
n h εo n a0
r 2 2
 (3)
4π e Zm Z
Z é o número atômico

n é um número inteiro e positivo


da órbita permitida.

o é a permissividade no vácuo.

ao é o raio da primeira órbita,


0,529 angstron.
A diferença de energia entre
duas órbitas é dada pela eq. (4):

2π Z e m  1 1 
2 2 4
ΔE   2 2  2
 2
(4)
h εo  nf ni 
Pela eq. de Planck:
c
| E | hnif  h (5)
l i f
1  2 2 4 
2π Z e m  1 1 
|    | (6)
λ if  h2ε o2c  n2f ni2 

1  1 1
 cons tan te |  2  2  | (7)
λ if  nf ni 
Constante calculada =
109.737,3 cm-1
A constante calculada pelo
modelo de Bohr:

109.737,3 cm-1
coincide com o valor empírico
calculado por Rydberg:
RH 109.677,5 cm-1
O que explica o sucesso do
modelo de Bohr.
O efeito fotoelétrico

O efeito fotoelétrico, observado


por Einstein (1905), foi a primeira
evidência que a luz se comporta
como partícula.
Animação em:
http://br.geocities.com/marceloviana_homepage/efeitofoto.htm
http://www.ifae.es/xec/phot2.html
Luz incide sobre uma superfície
metálica no vácuo.
Quando os elétrons são
ejetados da superfície, a
corrente elétrica é medida.
Com um voltímetro, com
polaridade oposta à corrente
elétrica, é obtida a voltagem
necessária para parar a corrente.
Com isto calcula-se a energia
cinética máxima dos elétrons,
em elétron-volts (E = qV, onde
q é a carga e V a voltagem)
Qual onda tem
maior energia?

A de maior
frequência ou
E = hn de maior
amplitude?
Luz abaixo de uma
freqüência mínima de 4,39 x
1014 Hertz, ou comprimento
Energia cinética em elétron-volts

de onda acima de 683 nm,


não ejeta elétrons do sódio

Experimento
com sódio

Freqüência em Hertz - Dados de Millikan, 1916

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html
Os resultados observados estão
em contradição com a física
clássica:
1. Nenhum elétron é ejetado até
que a radiação tenha uma
freqüência acima de um valor
característico para cada metal.
2. Acima de uma freqüência os
elétrons são emitidos
imediatamente.
O fóton transfere toda a sua
energia para os elétrons que
são ejetados. No entanto é
necessário uma freqüência (e
portanto uma energia) mínima
para arrancar os elétrons
ligados ao metal, conforme
pôde ser visto no experimento
de Millikan para o sódio
metálico.
Einstein mostrou que o efeito
fotoelétrico poderia ser explicado
de a luz fosse constituída de
pequenas partículas,
denominadas por ele como
fótons, de energia hn.
3. O aumento da intensidade da
luz aumenta o número de
elétrons emitidos mas não a sua
energia máxima (como seria
previsto pela física clássica)
Isto implica que a interação foi
semelhante a uma partícula, ou
seja, uma “partícula de luz”
(fótons) retira elétrons do metal.
4. A energia cinética dos
elétrons ejetados varia
linearmente com a freqüência da
radiação incidente.

Esta energia mínima (Eo) é


chamada função de trabalho:

Eo  hν0 (8)
A energia cinética dos elétrons
será dada por:

1 2
mv  hν - hν0 (9)
2
Que é a equação de uma linha
reta com inclinação h.
Luz abaixo de uma
freqüência mínima de 4,39 x
1014 Hertz, ou comprimento
Energia cinética em elétron-volts

de onda acima de 683 nm,


não ejeta elétrons do sódio

Experimento
com sódio

Freqüência em Hertz - Dados de Millikan, 1916

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html
5. A luz vermelha não ejeta
elétrons, independente de sua
intensidade.
6. Uma luz violeta com baixa
intensidade ejeta poucos
elétrons. Porém a energia
cinética dos mesmos é maior do
que os elétrons ejetados por uma
freqüência menor e com uma luz
mais intensa.
A dualidade onda-partícula da
matéria
Einstein demonstrou que ondas
podem ter comportamento de
partículas em certos
experimentos.
Poderia ser a recíproca
verdadeira, isto é, partículas
poderiam ter o comportamento
de onda?
A natureza de onda
eletromagnética do elétron foi
postulada teoricamente pelo
professor de história Louis de
Broglie (1924).

Os experimentos de G. P.
Thomson e Davisson e Germer
(1925) demonstraram claramente
a natureza de onda do elétron.
de Broglie escreveu as
seguintes equações:
c
E  hν (10) ν  (11)
λ
hc
E (12)
λ
Ele também utilizou uma equação
da teoria da relatividade:
E  cp (13) Igualando=se (12)
com (13) obtemos:
h
 p  mv (14)
λ
h
Portanto: λ  (15)
mv
Usando a eq. (15) podemos calcular
o comprimento de onda para
qualquer partícula.
partícula massa/g v/(m/s) l/nm
bola de
-22
gude 5 1 1,3 x 10
-28 -5
Elétron 9,1 x 10 3,0 x 10 2,43
O comprimento de onda da bola
de gude é muito pequeno e não
podemos observar o seu
comportamento ondulatório.

O comprimento de onda do
elétron a 1/1000 da velocidade
da luz é comparável ao l de
raios X e raios g.
de Broglie mostrou teoricamente que
o elétron pode se comportar como
uma onda eletromagnética.

Era necessário agora demonstrar


experimentalmente que isto
ocorria.
G. P. Thomson e Davisson e
Germer desenvolveram
experimentos semelhantes
praticamente ao mesmo tempo
(1925) e demonstraram que o
elétron em determinadas
experiências se comporta como
uma onda eletromagnética,
confirmando a hipótese de de
Broglie.
Esta demonstração inequívoca
do comportamento de onda do
elétron foi a principal etapa no
desenvolvimento da mecânica
quântica.
Antes de mostrar o experimento
destes pesquisadores vamos ver
como ocorre a difração e a
interferência de duas ou mais
ondas eletromagnéticas
A interferência e a difração de
ondas aparecem dependendo
do comprimento de onda e das
dimensões do objeto que a
onda se choca. O que era
necessário era estabelecer o
comprimento de onda
associadas a partículas.
Interferência de ondas
Interferência construtiva de ondas
Onda eletromagnética
em fase e com a mesma amplitude

Interferência destrutiva de ondas Interferência construtiva de ondas com


defasadas em l/2 e com mesma diferença de fase e mesma amplitude
amplitude

http://www.seara.ufc.br/especiais/fisica/raiosx/raiosx-6.htm
Onda eletromagnética

Interferência
destrutiva de
ondas defasadas
em l/2 com
mesma
amplitude
Interferência
construtiva de ondas
em fase e com a
mesma amplitude

Interferência
construtiva de ondas
com diferença de fase
e mesma amplitude
A interferência destrutiva ou
construtiva podem ser
observadas nos experimentos
de difração.
A difração pode se manifestar de
várias maneiras:

através de uma abertura


circular muito pequena;
uma ou mais fendas

uma grade (ou rede) de difração


Difração por abertura circular

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html

Animação em: http://www.if.ufrgs.br/tex/fis142/fismod/mod05/m_s03.html


Ou: http://www.colorado.edu/physics/2000/schroedinger/small_interference.html
Difração por abertura circular
Quando a luz de uma fonte passa através de
uma abertura circular muito pequena, muito
menor do que o diâmetro do raio de luz
incidente, ela não produz como imagem um
ponto brilhante. A luz irá produzir um disco
circular difuso iluminado e cercado por anéis
circulares concêntricos e iluminados mais
fracos. Na parte iluminada ocorreu a
interferência construtiva e na parte escura a
interferência destrutiva (vide slide seguinte).
Este tipo de difração é muito importante
porque o olho e muitos instrumentos óticos tem
aberturas circulares.
Difração por uma fenda
O padrão de interferência é semelhante ao padrão observado na
difração por abertura circular

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html
Observe que aumenta a quantidade de regiões claras e
Difração por duas fendas escuras, quando comparado com uma única fenda.

Duas fendas

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html
A rede de difração é constituída
por um grande número de fendas
paralelas muito próximas entre si.
A rede é utilizada quando há
necessidade de separar a luz em l
diferentes e com alta resolução.
Ela é utilizada em
espectrofotômetros e
telescópicos.
As trilhas de um disco compacto atuam como uma
rede de difração, produzindo uma separação das cores
da luz branca.

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html
Esquema do experimento de Davisson e Germer em
níquel

níquel

Feixe incidente
Canhão de elétrons

Feixe difratado

Detector de elétrons
Exp. de G. P. Thomsom com folha de
Au muito fina

http://people.ccmr.cornell.edu/~muchomas/8.04/1997/quiz1/node4.html
A difração de elétrons é
observada porque um
grande número de
pequeníssimas fendas
estão presentes entre os
núcleos dos átomos
Elétrons
incidentes

Interferência
construtiva ocorre
quando:

http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/hframe.html
http://www.physics.brown.edu/physics/demopages/Demo/modern/demo/7a6010.htm
Imagens de difração de elétrons

Al policristalino cristal de grafite pirolítico cristal de grafite


policristalino

Imagem de difração de
onda eletromagnética
Observe que os
padrões de difração
de onda e de elétrons
são iguais
Elétrons tem características de
onda e de partícula (chamada de
dualidade onda-partícula).

Suas propriedades de onda


devem ser consideradas
quando se descreve os
átomos.
O princípio da Incerteza
A dualidade onda-partícula
mudou nosso entendimento
sobre a radiação eletromagnética.

Mas também derrubou aqueles


fundamentos da física clássica
da luz e do elétron
Pela física clássica, o elétron
comportando-se como partícula
tem uma trajetória definida (a
órbita do modelo de Bohr).
Ter um trajetória implica em
conhecer a posição (ou a
localização) e a velocidade (ou
a quantidade de movimento
linear, p = mv).
Imagine agora uma onda sonora
emitida por uma corda de
guitarra.
Esta onda irá se espalhar por
toda a corda e portanto não se
localizará em um ponto preciso
Se usarmos luz para tentar
localizar o elétron os
princípios gerais da ótica
estabelecem que não
podemos localizá-lo com
precisão maior do que  l
Podemos reduzir l para
aumentar a precisão da
medida.
Mas determinando a posição do
elétron alteramos a sua
velocidade devido ao choque
entre o fóton e o elétron.
Enunciado do Princípio da
Incerteza de Heisenberg
(1927):
“Quanto mais precisamente a
posição é determinada menos
precisamente o momento (ou a
velocidade) é conhecido neste
instante, e vice-versa”. –
Heisenberg, 1927
O princípio da incerteza pode
ser generalizado para qualquer
par de grandezas físicas
microscópicas.

Quanto maior é o conhecimento


de uma delas em um determinado
experimento menor será o
conhecimento da outra.
Em outras palavras, um
sistema quântico pode exibir
em determinados
experimentos aspectos
corpusculares ou aspectos
ondulatórios, mas não ambos
ao mesmo tempo.
Isto implica que no mundo
microscópico os aspectos
corpusculares e ondulatórios
da matéria são
complementares.
Conseqüentemente, não é
possível montar um dispositivo
experimental onde os dois
aspectos possam ser revelados
ao mesmo tempo.
Decorrência do Princípio da Incerteza:

Se não é possível prever


exatamente todas as condições
iniciais de um sistema
microscópico então também não
é possível prever seu
comportamento futuro.
Isto implica que os fenômenos
não podem ser previstos
exatamente; só é possível
estabelecer a probabilidade de
que algo aconteça.
Como as partículas (elétrons) tem
propriedades de ondas, Erwin
Schrödinger em 1924 substitui a
trajetória da partícula por uma
função de onda ().
Qual o significado de ?
 não tem significado físico.
Y2 tem significado físico,
conforme sugestão de Max
Born. A probabilidade de se
encontrar uma partícula em
uma região é proporcional a Y2,
denominada de densidade de
probabilidade.
As funções de onda Y (psi)
são denominadas de orbitais
atômicos. Portanto um orbital
atômico é uma função de
onda de um elétron em
relação a um centro (núcleo
do átomo).
A probabilidade de encontrar
uma partícula em uma
determinada região é obtida
multiplicando-se 2 pelo
volume da região.
Se Y2 = 0,1 pm-3 em um
ponto, a probabilidade de
se encontrar a partícula em
uma região de 2 pm3 ao
redor do ponto será:
0,1 pm-3 x 2 pm3 = 0,2.

Ou seja, uma chance em 5.


Y2 é uma densidade de probabilidade. A probabilidade de
se encontrar uma partícula em uma região dx próxima a x
é proporcional a Y2dx.
P. W. Atkins, “Physical Chemistry”, 6a edição
P. W. Atkins, “Physical Chemistry”, 6a edição
Para uma função de onda em três dimensões (x, y e z) no
espaço, a probabilidade de encontrar uma partícula em um
elemento de volume dt = dx dy dz numa determinada
localização r, é proporcional ao produto Y2 dt.
(P. W. Atkins, Physical Chemistry, 6a edição).
Equação de Schörodinger em
uma direção (x)
2
h d
 ψ  V( x )ψ  Eψ
2m dx 2
São conhecidos:
a) a massa da partícula;
b) V (energia potencial).
São desconhecidos:
a) E, as energias quantizadas
ou permitidas;
b) , a função de onda da
partícula.
Coordenadas esféricas polares (r,
q, f), ao invés de coordenadas
cartesianas (x, y, z), são mais
adequadas para descrever
sistemas com simetria esférica,
como é o caso de um sistema de
duas partículas, o núcleo e o
elétron do átomo de hidrogênio.
P. W. Atkins,
Physical
Chemistry, 6a
edição
Cada função de onda é descrita pelas
coordenadas polares, Y(r, q, f).
Todas as funções de onda do átomo
de H podem ser escritas como o
produto de uma função de onda
radial, {R(r)}, que depende apenas de
r, e uma função angular, Y(q, f), que
depende dos ângulos q e f.
Matematicamente:
Y(r, q, f)  R(r) Y(q, f)
Quando a eq. Schörodinger é
aplicada a átomos
hidrogenóides a mesma
somente poderá ser resolvida
quando E assumir certos
valores que estão relacionados
entre si por três números
inteiros, denominados números
quânticos.
Portanto estes três números
aparecem naturalmente
durante a resolução
matemática da equação para
átomos hidrogenóides.
Átomos hidrogenóides podem ser
considerados como sistemas
formados por duas partículas
pontuais que interagem por
atração coulômbica, tais como o
núcleo e o elétron.
Os três números quânticos
obtidos ao se resolver a eq.
Schöridinger para átomos
hidrogenóides são:

n, l , ml
n é denominado de número
quântico principal e
determina a energia
permitida dos elétrons do
orbital:

2π 2 2 4
Z e m
E =- 2 2
n h εo
2
l é o número quântico de
momento angular do orbital
também chamado de número
quântico azimutal.

l determina a forma do orbital


e se origina no movimento do
elétron em torno do núcleo.
Qualquer partícula que gira sobre
um plano tem um vetor momento
angular, Jz. (Jz =  mvr).

P. W. Atkins, Físico-
Química, 6a edição.
Os sinais opostos
correspondem aos sentidos
opostos do movimento,
determinado pela regra
mnemônica da mão direita.
http://br.geocities.com/salad
efisica3/laboratorio/maodirei
ta/maodireita.htm

De acordo com a regra da mão direita, se você


envolver os quatro dedos de sua mão direita ao
redor do eixo, no sentido no qual o disco gira (B),
seu polegar apontará o sentido do vetor I, que é o
momento angular.
ml é o número quântico
magnético.
Um elétron com momento angular
pode ser imaginado como uma
corrente elétrica girando em um
laço.
Isto gera um momento magnético,
que é o componente no eixo z do
momento angular. ml determina a
direção do orbital.
ml

Jz
Jz = (ml h)/2 
O número de linhas espectrais
do átomo de H era maior do
que o número previsto pelo
modelo de Schrödinger.

O modelo foi corrigido


introduzindo quarto número
quântico, chamado spin.
O spin foi introduzido por
Goudsmit e Uhlenbeck (1925),
que utilizaram a descoberta de
Stern e Gerlach (1922) sobre o
momento magnético intrínseco
do elétron.
O elétron cria um momento
angular devido a rotação em
seu próprio eixo (precessão).
Este momento angular gera um
momento magnético, que é o
componente no eixo z do
momento angular, denominado
número quântico magnético de
spin, ms, ou simplesmente spin.
Experimento de SternGerlach, realizado em 1922,
utilizou a Ag (elétron mais externo = ns1) ao invés de
um canhão de elétrons. Neste caso ml = 0 indicando
que a Ag não tem momento magnético. Portanto o
desvio mostrado indica um momento magnético
intrínseco do elétron (spin).

ms = + ½

ms = - ½

Canhão de
Ag
s
P. W. Atkins,
“Physical
Chemistry”, 6a
edição

s é o momento angular do spin. ms é o


momento magnético, que é a projeção de
s no eixo z. ms é denominado de spin
magnético.
www.colorado.edu/physics/2000/index.pl

spin para spin para


cima baixo
ms = +½ ms = -½
Os valores permitidos dos números
quânticos
n = 1, 2, 3, ...
l = 0, 1, ...n-1 (n valores)

ml= -l, -l+1, ..., 0,..., l-1, l


(2l+1 valores)
ms =  ½
Número significado o que
quântico indica
n, especifica a tamanho
principal camada e a do orbital
energia
momento especifica a forma
angular subcamada do
orbital, l l =0, 1, 2, 3, orbital
4... Os orbitais
são chamados
s, p, d, f, g,…
Número significado o que
quântico indica

magnéti especifica direção


co, ml os orbitais do
da orbital
subcamada
spin especifica direção
magnético o estado do do spin
ms spin
n l orbital ml s ne- camada
1 0 1s 0 ½ 2 K

2 0 2s 0 ½ 2
} L
2 1 2p +1, 0 ,-1 ½ 6

3 0 3s 0 ½ 2
3
3
1
2
3p +1, 0 ,-1 ½ 6
3d +2, +1, 0 ,-1 ,-2  ½ 10
} M
n l orbital ml ms no e- total e- camada

1 0 1s 0 ½ 2 2 K
2 0 2s 0 ½ 2
2 1 2p +1,0,-1 ½ 6 8 L
3 0 3s 0 ½ 2
3 1 3p +1,0,-1 ½ 6
3 2 3d +2,+1,0,-1,-2 ½ 10 18 M
4 0 4s 0 ½ 2
4 1 4p +1,0,-1 ½ 6
4 2 4d +2,+1,0,-1,-2 ½ 10
4 3 4f +3,+2,+1,0,-1,-2,-3  ½ 14 32 N
Representação das funções de
onda ()

Y(r, q, f) = R(r) Y(q, f)

A representação utilizada
consiste em usar gráficos
separados da função radial (R(r))
e da função angular (Y(q, f)).
A probabilidade de se encontrar
o elétron em uma região está
relacionada com o quadrado de
função radial, R(r)2.
Mas é preferível utilizar a
função de distribuição radial
P(r):
P(r) = 4r2R2(r)
P(r) representa a probabilidade
de encontrar o elétron em uma
casca esférica de espessura dr
e a uma distância r do núcleo
Função de distribuição radial

1s

2s 2p

http://www.shodor.org/chemviz/overview/schroeq.html
Representação da
função de onda por
nuvens de carga
P. W. Atkins, “Physical Chemistry”, 6a edição

Neste tipo de
representação a parte
radial e a parte polar da
função de onda são
superpostas obtendo-se
uma densidade grande de
pontos. A densidade de
elétrons é representada
pela intensidade do
sombreamento
A probabilidade de encontrar o elétron em uma
região pode também ser representada por
superfícies de contorno.

orbital s

P. W. Atkins, “Physical Chemistry”, 6a edição


P. W. Atkins,
“Physical
Chemistry”, 6a
edição

orbitais p
orbital s

ml = 0

A figura acima e animação pode ser vista em: http://www.uky.edu/~holler/html/orbitals_2.html


Outras animações em: http://web.mit.edu/3.091/www/orbs/ ou
http://winter.group.shef.ac.uk/orbitron/AOs/3d/index.html
pZ

ml = 0

pX, ml = +1 py, ml = +1

http://www.uky.edu/~holler/html/orbitals_2.html
http://www.uky.edu/~holler/
dz2 html/orbitals_2.html

ml=0

ml = +1 ml = -1
dZ-X, dZ-Y

ml = +2 ml = -2
dX2-Y2, dX-Y
Níveis de energia do
átomo de hidrogênio
mostrando as
camadas (valores de
n entre 1 e 3), as
subcamadas P. W. Atkins,
“Physical
(orbitais s, p, d) e Chemistry”, 6a
edição
entre chaves o
número de orbitais
em cada camada.
Nos átomos
hidrogenóides todos
os orbitais de uma
mesma camada tem
a mesma energia.
0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

1s
Arranjo de camadas, subcamadas
e números quânticos para um
átomo não hidrogenóide. Os
orbitais da mesma camada tem
energias diferentes.
O preenchimento dos orbitais
A configuração eletrônica de um
átomo é dada pelo preenchimento
de seus orbitais.

Regras para preenchimento


1) Os elétrons devem ser
adicionados conforme a
ordem de energia dos orbitais.
2) Princípio de exclusão de Pauli:
No máximo dois elétrons devem
ocupar o mesmo orbital.
Quando dois elétrons ocupam um
mesmo orbital seus spins devem
estar emparelhados. Neste caso o
orbital possuirá menor energia.
spins
spins
opostos
paralelos

elétrons elétrons
desemparelhados emparelhados
ms é nulo quando os spins são opostos
Elétrons Elétrons
desemparelhados emparelhados.

As moléculas são As moléculas não


atraídas por um imã são atraídas por um
imã
Substâncias
Substâncias
paramagnéticas
diamagnéticas
3) Regra de Hund
Se mais de um orbital estiver disponível
em uma subcamada (p. exemplo, 2p),
adicione elétrons com spins paralelos
em diferentes orbitais desta subcamada
ao invés de emparelhar dois elétrons
em um mesmo orbital.

correto incorreto
Estado de menor energia Estado de maior energia
Configurações eletrônicas do estado fundamental

0
4s

3p 3d

Após Z = 20 a
3s energia de
Energia

3d  4s
2p

2s

1H 1s1
1s
0
4s

3p 3d

Após Z = 20 a
3s energia de
Energia

3d  4s
2p

2s

2He 1s2
1s
0
4s

3p 3d

Após Z = 20 a
3s energia de
Energia

3d  4s
2p

2s

3Li 1s2 2s1


1s
0
4s

3p 3d

Após Z = 20 a
3s energia de
Energia

3d  4s
2p

2s

4Be 1s2 2s2


1s
0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

1s
5B 1s2 2s2 2p1
0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

6C 1s2 2s2 2p2


1s
0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

1s 7N 1s2 2s2 2p3


0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

8O 1s2 2s2 2p4


1s
0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

1s 9F 1s2 2s2 2p5


0
4s

3p 3d
Após Z = 20
Energia

3s a energia de
3d  4s
2p

2s

1s 10Ne 1s2 2s2 2p6


Tabela periódica e a periodicidade das propriedades atômicas
Sítio sugerido:
http://www.chemistry.org/portal/a/c/s/1/acsdisplay.html?DOC=sitetools
%5Cperiodic_table.html#

Raio atômico
É a metade da distância entre os
núcleos de dois átomos vizinhos de um
metal ou gás nobre no estado sólido.

Raio covalente
2r
É utilizado quando o elemento não é
metal ou gás nobre.
http://hyperphysics.phy-astr.gsu.edu/hbase/pertab/pertab.html#c1
Energia de ionização
É a energia necessária para retirar o elétron de um átomo na
fase gasosa

Primeira energia de ionização


Cu(g)  Cu+(g) + e- I1 = 785 kJ mol-1

Segunda energia de ionização


Cu+(g)  Cu2+(g) + e- I2 = 1.955 kJ mol-1
Afinidade eletrônica
É a energia desenvolvida quando um elétron
é adicionado a um átomo na fase gasosa.
X(g) + e-  X-(g), Eea = E(X)-E(X-)

F(g) + e-  F- (g), Eea = 328 kJ mol-1