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Índice

1. Introdução ........................................................................................................................... 1

1.1. Objectivos ....................................................................................................................... 1

1.1.1. Geral ............................................................................................................................ 1

1.1.2. Específicos .................................................................................................................. 1

1.2. Metodologia .................................................................................................................... 1

2. Funções Corticais Superiores ............................................................................................. 2

2.1. Controle cortical.............................................................................................................. 2

3. O Córtex Cerebral ............................................................................................................... 3

3.1. Divisões do córtex cerebral ............................................................................................. 4

4. Funções Corticais Superiores perante lesões nos sectores temporais e occipitais ............. 6

4.1. Funções e áreas do lobo occipital ....................................................................................... 6

4.1.1. Lesões no lobo occipital .............................................................................................. 7

4.2. Funções do lobo temporal ............................................................................................... 8

4.2.1. Áreas do lobo temporal ............................................................................................... 9

4.2.2. Lesões no lobo temporal ............................................................................................. 9

5. Conclusão ......................................................................................................................... 11

6. Referências bibliográficas ................................................................................................ 12

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1. Introdução
O cérebro humano é dividido em dois hemisférios, o direito e o esquerdo. De acordo com
Stevanato, o hemisfério esquerdo é responsável pelas funções de análise, organização, seriação,
atenção auditiva, fluência verbal, regulação dos comportamentos pela fala, praxias, raciocínio
verbal, vocabulário, cálculo, leitura e escrita. É o hemisfério dominante da linguagem e das
funções psicolinguísticas. O hemisfério direito é responsável pelas funções de síntese,
organização, processo emocional, atenção visual, memória visual de objetos e figuras. O
hemisfério direito processa os conteúdos não-verbais, como as experiências, as atividades de
vida diária, a imagem das orientações espaço-temporais e as atividades interpessoais.

1.1.Objectivos

1.1.1. Geral
✓ Descrever as alterações das funções corticais superiores perante a presença de lesões
nos sectores temporais e occipitais.

1.1.2. Específicos
✓ Identificar os lobos cerebrais;
✓ Caracterizar as áreas e funções dos lobos temporal e occipital;
✓ Mencionar os efeitos das lesões temporal e occipital.

1.2.Metodologia
Para a materialização da pesquisa serviu-se do cunho da pesquisa bibliográfica segundo o qual
permitiu a colecta de dados pertinentes sobre o tema em questão.

No entender de Gil, (1996) "a pesquisa bibliográfica é desenvolvida a partir de material já


elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Através da técnica
bibliográfica, obter-se-á informações e dados de materiais já publicadas como livros, artigos,
entre outros, que versam sobre o assunto em estudo possibilitando auxílio no desenvolvimento
da pesquisa.

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2. Funções Corticais Superiores
2.1.Controle cortical
Todo o córtex cerebral é organizado em áreas funcionais que assumem tarefas receptivas,
integrativas ou motoras no comportamento. São responsáveis por todos os nossos atos
conscientes, nossos pensamentos e pela capacidade de respondermos a qualquer estímulo
ambiental de forma voluntária. Existe um verdadeiro mapa cortical com divisões precisas a
nível anatomo-funcional (Figura 9) e (Tabelas: 1 e 2), mas que todo ele está praticamente
sempre mais ou menos ativado dependendo da atividade que o cérebro desempenha, visto a
interdependência e a necessidade de integração constante de suas informações.

a) Áreas sensitivas do córtex

A área somestésica, responsável pela sensibilidade geral do corpo, está localizada no gipo pós-
central, correspondendo ás áreas 3,2,1 de Brodmann. Também é chamada área somestésica
primária ou área somestésica SI. Recebe impulsos nervosos provenientes do tálamo
relacionados com dor, temperatura, tato, pressão e propriocepção consciente da metade oposta
do corpo. Todas as partes do corpo estão representadas nesta área, sendo esta representação
chamada somatopia.

b) Área visual

Corresponde à área 17 de Brodmann. Localiza-se no sulco calcarino do lobo occipital.


Estimulações elétricas desta área provocam alucinações visuais. A ablação bilateral da área 17
causa cegueira completa no ser humano.

c) Área auditiva

Está situada no giro temporal e corresponde à área 41 de Brodmann. Estimulações elétricas


desta área em um indivíduo acordado causam alucinações auditivas. Lesões bilateral do giro
temporal causam surdez completa. Lesões unilaterais provocam perda da acuidade auditiva, já
que, ao contrário das demais vias sensitivas, a via auditiva não é totalmente cruzada, estando a
cóclea representada nos dois hemisférios cerebrais.

d) Área olfatória

A área olfatória que corresponde a área 28 de Brodmann, ocupa no homem apenas um pequeno
espaço situado na parte anterior do uncus e do giro parahipocampal.

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e) Área gustativa

Corresponde à área 43 de Brodmann, localizando-se na porção inferior do giro pós-central, em


uma região próxima á parte da área somestésica correspondente à língua. Lesões nesta área
determinam diminuição da gustação na metade oposta da língua.

f) Área de associação do córtex

As área de associação do córtex são aquelas que não estão relacionadas diretamente com a
sensibilidade nem com a motricidade. Elas são bem maiores do que estas. As área 5 e 7 são de
associação somestésica, permitindo a identificação de objetos pela sua comparação com o
conceito do objeto existente na memória do indivíduo, é a área da orientação espacial corporal.
Elas combinam a informação proveniente de vários pontos para decifrar seu significado.
Quando estas área são removidas, a pessoa perde a capacidade de reconhecer objetos e parte
da noção da forma de seu corpo.

A perda destas áreas em um dos lados do cérebro faz com que a pessoa não tenha, algumas
vezes, consciência do lado oposto do corpo. As áreas 18 e 19, situadas próximo à área visual
(17), estão associadas com a visão, é responsável pela elaboração de impressões visuais e
associação delas com experiências passadas para reconhecimento e identificação.

Lesão destas áreas provoca a cegueira verbal. Situação pouco comum na qual o indivíduo perde
a capacidade de entender o significado da linguagem escrita. As áreas 42 e 22 de Brodmann,
situadas próximo à área auditiva (41), estão associadas com a audição a área 22 associas a
memória auditiva e interpreta, nela as impressões acústicas são interpretadas com relação a sua
provável fonte e associadas com experiências passadas. Lesão netas áreas provoca surdez
verbal, condição também pouco comum na qual o indivíduo perde a capacidade de entender a
linguagem falada.

3. O Córtex Cerebral
O córtex cerebral1 é formado pela substância cinzenta (que contém o corpo celular do
neurônio), e também é o local do processamento neural mais sofisticado e distinto. É uma fina
camada, a mais externa do cérebro dos vertebrados, que possui uma espessura que pode variar
de 1 a 4 mm. Ela reveste o centro branco medular de todo encéfalo. É considerada uma das
partes mais importantes do sistema nervoso, afinal, é no córtex cerebral que irão chegar os

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https://www.infoescola.com/biologia/cortex-cerebral/

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impulsos produzidos pelas vias da sensibilidade e onde elas são interpretadas. É ainda do córtex
que saem os impulsos nervosos que iniciam e comandam os movimentos voluntários. É o
centro do entendimento e da razão, responsável pela memória, percepção e linguagem.

3.1.Divisões do córtex cerebral


O córtex cerebral é dividido em áreas denominadas lobos cerebrais, cada uma com funções
diferenciadas e especializadas.

Fonte: https://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2010/01/lobos-cerebrais.jpg
1. Lobo frontal

No lobo frontal, localizado na parte da frente do cérebro (testa), acontece o planejamento de


ações e movimento, bem como o pensamento abstrato. Nele estão incluídos o córtex motor e o
córtex pré-frontal.

O córtex motor controla e coordena a motricidade voluntária, sendo que o córtex motor do
hemisfério direito controla o lado esquerdo do corpo do indivíduo, enquanto que o do
hemisfério esquerdo controla o lado direito. Um trauma nesta área pode causar fraqueza
muscular ou paralisia.

A aprendizagem motora e os movimentos de precisão são executados pelo córtex pré-motor,


que fica mais ativa do que o restante do cérebro quando se imagina um movimento sem
executá-lo. Lesões nesta área não chegam a comprometer a ponto do indivíduo sofrer uma
paralisia ou problemas para planejar ou agir, no entanto a velocidade de movimentos
automáticos, como a fala e os gestos, é perturbada.

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A atividade no lobo frontal de um indivíduo aumenta somente quando este se depara com uma
tarefa difícil em que ele terá que descobrir uma sequência de ações que minimize o número de
manipulações necessárias para resolvê-la. A decisão de quais sequências de movimento ativar
e em que ordem, além de avaliar o resultado, é feito pelo córtex-frontal, localizado na parte da
frente do lobo frontal. Suas funções incluem o pensamento abstrato e criativo, a fluência do
pensamento e da linguagem, respostas afetivas e capacidade para ligações emocionais,
julgamento social, vontade e determinação para ação e atenção seletiva. Lesões nesta região
fazem com que o indivíduo fique preso obstinadamente a estratégias que não funcionam ou
que não consigam desenvolver uma seqüência de ações correta.

2. Lobos occipitais

Localizados na parte inferior do cérebro e cobertos pelo córtex cerebral, os lobos occipitais
processam os estímulos visuais, daí também serem conhecidos por córtex visual. Possuem
várias subáreas que processam os dados visuais recebidos do exterior depois destes terem
passado pelo tálamo, uma vez que há zonas especializadas a visão da cor, do movimento, da
profundidade, da distância e assim por diante. Depois de passarem por esta área, chamada área
visual primária, estas informações são direcionadas para a área de visão secundária, onde são
comparadas com dados anteriores, permitindo assim o indivíduo identificar, por exemplo, um
gato, uma moto ou uma maçã.

O significado do que vemos, porém, é dado por outras áreas do cérebro, que se comunicam
com a área visual, considerando as experiências passadas e nossas expectativas. Isso faz com
que o mesmo objeto não seja percepcionado da mesma forma por diferentes indivíduos.
Quando esta área sofre uma lesão provoca a impossibilidade de reconhecer objetos, palavras e
até mesmo rostos de pessoas conhecidas ou de familiares. Esta deficiência é conhecida como
agnosia.

3. Lobos temporais

Na zona localizada acima das orelhas e com a função principal de processar os estímulos
auditivos encontram-se os lobos temporais. Como acontece nos lobos occipitais, as
informações são processadas por associação. Quando a área auditiva primária é estimulada, os
sons são produzidos e enviados à área auditiva secundária, que interage com outras zonas do

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cérebro, atribuindo um significado e assim permitindo ao indivíduo reconhecer ao que está
ouvindo.

4. Lobos parietais

Na região superior do cérebro temos os lobos parietais, constituídos por duas subdivisões, a
anterior e a posterior. A primeira, também chamada de córtex somatossensorial, tem a função
de possibilitar a percepção de sensações como o tato, a dor e o calor. Por ser a área responsável
em receber os estímulos obtidos com o ambiente exterior, representa todas as áreas do corpo
humano. É a zona mais sensível, logo ocupa mais espaço do que a zona posterior, uma vez que
tem mais dados a serem interpretados, captados pelos lábios, língua e garganta. A zona
posterior é uma área secundária e analisa, interpreta e integra as informações recebidas pela
anterior, que é a zona primária, permitindo ao indivíduo se localizar no espaço, reconhecer
objetos através do tato etc.

4. Funções Corticais Superiores perante lesões nos sectores temporais e occipitais

4.1. Funções e áreas do lobo occipital


A nossa compreensão do mundo é baseada quase exclusivamente no sentido da visão. O lobo
occipital processa os estímulos visuais de forma permanente, analisando distâncias, formas,
cores, movimentos…

Tudo que chega através da retina passa por esse centro de análise e processamento que, em
seguida, envia as informações para o córtex cerebral. No entanto, essa transferência de
informações deve primeiro passar por uma série de áreas. São as seguintes.

a) Área visual primária ou região 17 Brodmann. Estamos na região mais posterior do lobo
occipital, também conhecida como V1. No caso de sofrer uma lesão nesta região, a
pessoa seria incapaz de enxergar por que ela não poderia processar qualquer estímulo,
mesmo que as suas retinas e seus olhos estejam em boas condições.
b) Área visual secundária (Brodmann’s 18) ou V2. Aqui se encontra o córtex pré-estriado
e o córtex inferotemporal. O primeiro, além de receber informações da área visual
primária, também é responsável por estimular a memória. Ou seja, podemos associar
estímulos visuais a outros vistos anteriormente. Por outro lado, o córtex inferotemporal
nos ajuda a reconhecer o que vemos.
c) Área visual terciária (19 de Brodmann) ou V3, V4 e V5. Esta área recebe informações
das estruturas anteriores. A sua principal função é processar cores e movimentos.

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4.1.1. Lesões no lobo occipital
Quedas, acidentes de trânsito, acidentes vasculares cerebrais, infecções; são muitas as
condições que podem causar uma lesão ou alteração no lobo occipital. Essas lesões podem ser
permanentes.

Se ambos os lados do lobo occipital forem lesionados, as pessoas não conseguem reconhecer
objetos com a visão, apesar de os próprios olhos funcionarem normalmente. Esse quadro
clínico é chamado de cegueira cortical. Algumas pessoas com cegueira cortical não têm
consciência da sua incapacidade de visão. Em vez disso, elas muitas vezes elaboram
descrições do que veem (chamado confabulação). Esse quadro clínico se chama síndrome de
Anton.
As convulsões que envolvem o lobo occipital podem causar alucinações envolvendo a visão.
Por exemplo, as pessoas podem ver linhas coloridas quando olham em uma determinada
direção.
1. Visão cega

A visão cega ou cegueira cortical aparece como consequência de uma lesão bilateral no córtex
visual primário. Os pacientes com este problema veem formas difusas, estímulos vagos com
os quais não conseguem reconhecer nem a forma, nem a cor, nem a situação e nem mesmo se
estão se movendo ou não.

2. Alucinações visuais

Uma lesão nessa área do nosso cérebro também poderá produzir algo tão impressionante quanto
chocante: alucinações visuais. A pessoa pode ver o que a rodeia de forma distorcida, com cores
estranhas, com tamanhos distorcidos, muito grandes ou muito pequenos…

3. Epilepsia

O Departamento de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Yale, em New


Haven, explicou através de um estudo a relação entre o lobo occipital e a epilepsia. São casos
em que o paciente, em consequência de ser exposto a um clarão de luz intensa, pode sofrer um
ataque epiléptico ao estimular demais os neurônios dessa área. É, portanto, outro tipo de
epilepsia, relacionada a essa parte específica do nosso cérebro.

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4.2.Funções do lobo temporal
O lobo temporal, como ocorre com todas as estruturas cerebrais, tem um hemisfério direito e
um hemisfério esquerdo. Além disso, possui várias estruturas com múltiplas interconexões que
favorecem certos tipo de funções. As mais conhecidas e estudadas são as seguintes:

✓ Percepção auditiva;
✓ Memória;
✓ Fala;
✓ Compreensão da linguagem;
✓ Respostas emocionais;
✓ Percepção visual;
✓ Reconhecimento facial.
a) Córtex auditivo: perceber os sons, entender de onde eles vêm, identificar tons
musicais, se comunicar de forma efetiva e coerente… Todos esses processos são
mediados pelo córtex auditivo do lobo temporal, uma área-chave para a comunicação
humana.
b) Córtex visual: o córtex visual do lobo temporal está envolvido em nossa capacidade
de reconhecer objetos, rostos, assim como qualquer estímulo visual. Qualquer alteração
nessa estrutura teria, sem dúvida, efeitos sérios. Não poderíamos identificar nada que
nos rodeia.
c) Área de Wernike: a área de Wernike está dentro do córtex auditivo e desempenha um
papel essencial: a compreensão da linguagem falada. Deve-se notar, no entanto, que
essa estrutura apenas facilita a compreensão. A capacidade de se comunicar após
decodificar uma mensagem é dada na área de Broca.
d) Giro angular: ler e escrever, decodificar símbolos, compreendê-los, vincular grafemas
a fonemas… Todos esses processos afinados e sofisticados requerem a capacidade de
associar informações visuais com auditivas, algo que ocorre precisamente nessa área:
o giro angular.
e) Giro supramarginal: tocar um objeto e antecipar o que vamos sentir, ou reconhecer o
que é apenas pelas sensações que nos produz. Acariciar alguém e experimentar um
acúmulo de sensações valiosas e agradáveis… Esse tipo de experiência é mediado por
uma estrutura tão pequena quanto poderosa: o giro supramarginal.

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4.2.1. Áreas do lobo temporal
a) Área de associação parieto-temporo-occipital

A área de associação parieto-temporo-occipital envolve o lobo temporal, o parietal e o


occipital. Esta área do nosso cérebro ainda não é conhecida profundamente, mas até agora
sabemos que está relacionada com os seguintes processos:

1) Percepção espacial.
2) Atenção dirigida.
3) Integração visomotora.
4) O poder de nos posicionarmos e orientarmos nosso corpo ao ver um estímulo visual
ou ao ouvir um som.
5) Também está relacionada a processos de memória (como reconhecer pessoas
queridas)
b) Área de associação com o sistema límbico

Esta parte do lobo temporal é uma das mais interessantes e decisivas em muitos dos nossos
processos sociais. Estas seriam algumas tarefas que realiza:

1) Relacionar as pessoas com experiências emocionais.


2) Facilitar a motivação.
3) Ajuda a adicionar um componente emocional a tudo que vemos.
4) Regula as emoções.
5) Favorece e regula o comportamento sexual.
6) Facilita o aprendizado.
7) Promove o desenvolvimento da personalidade.

4.2.2. Lesões no lobo temporal


Na maioria das pessoas, uma parte do lobo temporal esquerdo controla a compreensão da
linguagem. Se essa parte for lesionada, a memória das palavras pode ser prejudicada de forma
drástica, assim como a capacidade de entender a linguagem, uma deficiência chamada afasia
(receptiva) de Wernicke. Se certas áreas do lobo temporal direito estiverem lesionadas, a
memória para sons e música pode ser prejudicada. Como resultado, pode ser difícil para as
pessoas cantarem.

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Num outro entendimento, estudo realizado pela Unidade de Metabolismo Cerebral do
Hospital Real MRC em Edimburgo, indica que as pessoas com depressão profunda
apresentam várias alterações no lobo temporal.

i. Surdez cortical: a pessoa recebe a informação auditiva, mas o cérebro não consegue
entendê-la.
ii. Surdez
iii. Distúrbios da linguagem, como afasias.
iv. Heminegligência: problemas de orientação e incapacidade de reagir diante dos
estímulos.
v. Amnésia anterógrada, problemas para lembrar de novos aprendizados e estabelecer
novas experiências.
vi. Síndrome de Klüver-Bucy: comum na doença de Alzheimer, caracteriza-se pela
passividade, problemas de atenção e problemas sérios na regulação emocional.
vii. Síndrome de Capgras: é um transtorno delirante em que o paciente acha que um amigo
próximo ou parente foi substituído.

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5. Conclusão
Conclui-se que o desempenho normal e funcional do cérebro é vital para o ser humano. Daí
que o lobo occiptal, região onde a visão é interpretada e integrada às informações espaciais
fornecidas pelos lobo parietal. Outra função do lobo occipital é a formação de lembranças a
partir da perceção. Se ambos os lados do lobo occipital forem lesionados, o indivíduo não
consegue reconhecer objetos com a visão, apesar dos próprios olhos funcionarem normalmente.

Por outro lado, o lobo temporal cuida da produção de lembranças e emoções, do processo de
eventos imediatos, do armazenamento e recuperação de memórias de longo e curto prazo. Ele
também é responsável pela compreensão de sons e imagens, permitindo o reconhecimento de
pessoas e objetos, além de integrar a audição e a fala.
Se as áreas do lobo direito temporal responsáveis pela memória para sons e música for
prejudicada, a pessoa passa a ter dificuldades para cantar. Caso a parte esquerda, responsável
por controlar a compreensão da linguagem, for lesionada, pode haver perda total da capacidade
de se expressar ou de compreender a linguagem falada e escrita. Esta perda é chamada de
Afasia de Wernicke

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6. Referências bibliográficas
Consenza,R. M. 1998. Fundamentos de Neuroanatomia . 2ª ed. Editora Guanabara Koogan.
Belo Horizonte

LEZAK, M.D., HOWIESON, F. & LORING, M.G. Principles of Neuropsychological


Assessment. London: McGraw-Hill, 2004

LURIA, A.R. Fundamentos de Neuropsicologia. SP: EPU, 1981.

Martin, J.H. 1998. Neuroanatomy: Text and Atlas. 2ª ed. Editora Appleton&Lange. New York

TABAQUIM , M.L.M. Validação do Exame Neuropsicológico e análise de funções corticais


superiores em crianças do ensino fundamental. Tese de Pós-Doutorado. FCM/Unicamp.
Campinas, 2008.

TYC, F. & BOYADJIAN, A. Plasticity of motor cortex induced by coordination and training.
Clinical Neurophysiology. Oxford, In Press, Corrected Proof, v. 121, Supplement 1, jun 2010

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