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INDÚSTRIA DE MATERIAIS DIVERSOS - EUCATEX SA IND E COMERCIO

Membros do grupo:
Betuel Lemos Moreira - 129712
Mickael Duarte da Silva - 130980
Priscila Silveira - 83763
Veronica Pontes da Silva - 130985

a) indicadores de liquidez: b) indicadores de estrutura de capital c) indicadores de rentabilidade d) conclusão


Liquidez corrente Grau de endividamento total Margem bruta de lucro
Liquidez seca Grau de endividamento a curto prazo Margem operacional de lucro
Liquidez geral Grau de imobilização do investimento Margem liquida de lucro
Liquidez imediata Grau de imobilização do capital próprio Retorno sobre o investimento
Retorno sobre o capital próprio

DADOS DA INDÚSTRIA DE MATERIAIS DIVERSOS - EUCATEX SA IND E COMERCIO:


A) Indicadores de liquidez

2020 2019 2018


Valores 934.150/767.861 685179/598.545 627636/646.711
Liquidez Corrente 1,22 1,14 0,97
Fórmula: liquidez corrente = ativo circulante/passivo circulante
Nos anos analisados percebe-se que o índice de liquidez corrente tem aumentado gradativamente, passando de 0,97 em 2018 para 1,22 em 2020. Isso indica que para cada
R$1,00 de obrigações vencíveis dentro de um ano, a empresa tem R$1,22 em valor de curto prazo no ano de 2020. Entretando, observando o ano de 2018, ela não possuia o
suficiente para arcar com as suas obrigações, mas a situação melhorou ao passar dos anos. Pelo que se observa a empresa possui mais dívidas de longo prazo, o que faz o
índice de liquidez Imediata ter resultados tão abaixo do índice de liquidez corrente.

2020 2019 2018


Valores (934.150-277.621)/767.861 (685.179-261.710)/598.545 (627.636-251.234)/646.711
Liquidez Seca 0,86 0,71 0,58
Fórmula: (ativo circulante - estoques)/passivo circulante
Em relação ao índice de liquidez seca, cresceu R$0,28 de 2018 a 2020. Para cada R$1,00 de obrigações vencíveis dentro de um ano, sem depender da venda dos estoques, a
empresa possuia R$0,58 em 2018; R$0,71 em 2019 e R$0,86 em 2020 de valores disponíveis e realizáveis a curto prazo. Ou seja, não é um bom índice para liquidez seca pois a
empresa não é capaz de pagar suas dívidas sem precisar utilizar os estoques.

2020 2019 2018


Valores 7.080/767.861 8.031/598.545 9.048/646.711
Liquidez Imediata 0,009 0,013 0,014
Fórmula: disponibilidades/passivo circulante
A capacidade da empresa de pagar imediatamente as suas obrigações a curto prazo, estava com índice melhor nos anos de 2018 e 2019 se comparado ao ano de 2020. Por
exemplo em 2018, a cada R$ 1,00 de dívidas, a empresa só tinha disponível R$ 0,014 e em 2020 este valor diminuiu para R$ 0,009. Ou seja, na data do balanço a companhia
não possui capital suficiente para honrar com suas obrigações
2020 2019 2018
Valores (934.150+258.798)/(767.861+485.165) (685.179+138.329)/(598.545+373.782) (627.636+137.108)/(646.711+290.105)
Liquidez Geral 0,95 0,85 0,82
Fórmula: (ativo circulante + realizável a longo prazo)/(passivo circulante + passivo não circulante)
Para cada $1 de obrigações de curto e de longo prazo a empresa tem, na data do balanço, $0,82 em 2018, R$0,85 em 2018 e $0,95 em 2020 de valores disponíveis de curto e
de longo prazo para honrar com suas obrigações. A capacidade de pagamento a longo e curto prazo está com índices baixos, assim como na Liquidez Absoluta, deve-se,
provavelmente ao fato de a empresa possuir muitas dívidas a longo prazo, o que acarreta em um índice de liquidez geral baixo. Nos três anos analizados, a cada R$1,00 de
dívida, a empresa tem cerca de R$ 0,87 (média) para quitar as obrigações.

Análise conjunta da liquidez:


Balanço patrimonial 2020 2019 2018
Liquidez Corrente 1,22 1,14 0,97
Liquidez Seca 0,86 0,71 0,58
Liquidez Imediata 0,009 0,013 0,014
Liquidez Geral 0,95 0,85 0,82

No período de 2020 a empresa possuía, para cada 1 real de dívida de curto prazo, R$1,22 em seu ativo circulante, ou seja, seus direitos e seus deveres de curto prazo
representavam 1,22 vezes seu passivo circulante. Ademais, os índices de Liquidez Seca e Liquidez Corrente que são mais usados na prática e relevantes no curto prazo,
apresentaram alta ao longo dos períodos analisados: de 2018 a 2020 alta de 0,97 para 1,22 (corrente) e de 0,58 para 0,86 (seca).

Os índices de liquidez Imediata vem diminuindo de 2018 para 2020 de 0,014 (2018) para 0,009 (2020) enquanto que o índice de Liquidez Geral vêm aumentando no mesmo
período de tempo: de 0,82 em 2018 para 0,95 em 2020. Isto significa que, enquanto que a Liquidez Imediata vem diminuindo sua capacidade de liquidar dívidas de curtíssimo
prazo, a Liquidez Geral mostra que a empresa está se fortalezendo em termos de liquidez de longo prazo, embora não tenha chego a 1 real, está no caminho.
B) Indicadores de estrutura de capital

Grau de endividamento total


2020 2019 2018
Capital de terceiros (767.861+485.165) (598.545+373.782) (646.711+290.105)
Ativo 2.734.249 2.299.003 2.199.745
Grau de endividamento total 0,46 0,42 0,43
Fórmula: capital de terceiros/ativo
Tendo em vista que um grau de endividamento de 50% seria razoável, constata-se que o valor deste índice está aumentando ano a ano, o que representa uma tendência de
maior comprometimento para com o capital de terceiros pois o GET estava 0,43 em 2018 passando para 0,46 em 2020.

Grau de endividamento a curto prazo


2020 2019 2018
Passivo circulante 767861 598545 646711
(Passivo circulante + passivo não circulante) (767.861+485.165) (598.545+373.782) (646.711+290.105)
Grau de endividamento curto prazo 0,61 0,62 0,69
Fórmula: passivo circulante/ (passivo circulante + passivo não circulante)
Tendo em vista uma diminuição do GECP suave, pode-se dizer que a empresa está em uma posição favorável pois o grau de endividamento a curto prazo está menor em 2020
do que esteve anteriormente em 2018. Este indicador representa o quanto da dívida com o capital de terceiros é exigível a curto prazo.

O índice de endividamento total aponta que no ano de 2018 a empresa tinha em dívidas o equivalente a 43% do seu ativo, no ano de 2019 tinha 42% e no ano de 2020 tinha
46%. Comparando 2018 com 2020 percebe-se um aumento de 3%, esta variação ocorreu devido ao aumento no uso de capital de terceiros. O índice de composição do grau de
endividamento mostra que no ano de 2018 apenas 69% era dívida de curto prazo e que com o passar do tempo diminuiu para 62% (em 2020), houve aumento no passivo
circulante e no ativo também, por isso verifica-se a transferência de dívidas de longo para para o curto e não o contrário. Como não houve aumento nas dívidas de longo prazo
mas sim sua diminuição, é um ponto positivo. Os níveis de endividamento total da empresa são satisfatórios uma vez que são inferiores a 50%.
Grau de imobilização do investimento 2020 2019 2018
Ativo não circulante 1.800.099 1.613.824 1.572.109
Ativo 2.734.249 2.299.003 2.199.745
Grau de imobilização do investimento 0,66 0,70 0,71
Fórmula: ativo não circulante/ativo
Este indicador não deve ter seu resultado muito próximo de 1 pois revelará que o giro da empresa estará sendo financiado via capitais de terceiros que resultam em despesas
financeiras. Nota-se que no ano de 2018 era 0,71 mas que decaiu para 0,66 em 2020, melhorando o quociente.

Grau de imobilização do capital próprio: GICP 2020 2019 2018


(+) Ativo não circulante 1.800.099 1.613.824 1.572.109
(-) Passivo não circulante 485.165 373.782 290.105
(/) Patrimônio Líquido 1.481.223 1.326.676 1.262.929
(=) GICP 0,89 0,93 1,02
Fórmula: (ativo não circulante - passivo não circulante) / patrimônio
É notório que no ano de 2018 este quociente ultrapassou 1, vindo a ser 1,02. Porém, é perceptível que no ano seguinte (2019, no caso) diminuiu para 0,93 vindo a ser 0,89 em
2020. Valor próximo a 1 não seria o ideal, porém, como o valor está diminuindo ano a ano, pode-se aferir que talvez esteja sendo financiado em parte por capital de terceiros.

Análise conjunta estrutura de capital 2020 2019 2018


Grau de endividamento total 0,46 0,42 0,43
Grau de endividamento curto prazo 0,61 0,62 0,69
Grau de imobilização do investimento 0,66 0,70 0,71
Grau de imobilização do capital próprio: GICP 0,89 0,93 1,02
O grau de endividamento total de 50% seria considerado razóavel pois representa o quanto a empresa possui de endividamento, sendo assim, nos anos analisados percebe-se
que este quociente esteve inferior a 0,5 sendo portanto razoável, visto que a empresa está em crescimento e gerando maiores receitas e lucros. Sobre o grau de
endividamento curto prazo, considerando que valores neste quociente indicam uma posição mais favorável à empresa, a empresa vêm diminuindo constantemente este
quociente, fato que favorece-a.
Quanto ao grau de imobilização do investimento, apesar de 50% ser um valor equilbrado, a empresa possui 66% (2020) do seu aplicado no permanente além disso, representa
a participação do giro do investimento - apesar de 66% ser mais que 50%, nota-se que de 2018 a 2020 a empresa tem conseguido diminuir este quociente. E, por fim, a respeito
do grau de imobilização do capital próprio, a empresa reduziu fortemente o mesmo de 2018 a 2020, uma queda de 0,13 (saindo de 1,02 para 0,89). Atualmente o giro da
empresa está sendo financiado em 89% por capital de terceiros que resultam em despesas financeiras.
empresa está sendo financiado em 89% por capital de terceiros que resultam em despesas financeiras.
C) Indicadores de rentabilidade

Margem bruta de lucro 2020 2019 2018


Lucro bruto 565.332 428.049 360.179
Vendas 1.797.590 1.525.780 1.262.329
Margem bruta de lucro 0,31 0,28 0,29
Fórmula: (lucro bruto / vendas) *100
Dividindo-se o resultado bruto pelas vendas temos que a cada R$1,00 que a empresa produziu ela teve em média R$0,29 de lucro. Pouco mas estável nos três anos
averiguados, dividindo-se o resultado bruto pelas vendas temos esta conclusão.

Margem operacional de lucro 2020 2019 2018


Lucro operacional 242.200 95.344 38.096
Vendas 1.797.590 1.525.780 1.262.329
Margem operacional de lucro 13,47% 6,25% 3,02%
Fórmula: (lucro operacional / vendas) *100
Diz respeito ao lucro operacional obtido a cada R$1,00 de vendas. 2020 foi o ano que obteve lucro maior, sendo 13,47%, 10,45% a mais do que 2018 que foi 3,02%. Este feitio
pode ser um indicativo de estabilização dos custos e despesas operacionais além do aumento ocorrido nas receitas.
Margem líquida de lucro 2020 2019 2018
Lucro líquido 144.175 65.683 28.970
Vendas 1.797.590 1.525.780 1.262.329
Margem líquida de lucro 8,02% 4,30% 2,29%
Fórmula: lucro líquido / vendas *100
A respeito deste índice, o mesmo faz referência ao lucro operacional obtido a cada R$1,00 de vendas, sendo assim, em 2018 foi de 2,29% enquanto que no último ano (2020)
foi de 8,02%. Tal feitio se explica devido um aumento de receita de vendas nos últimos anos, por isso é perceptível este aumento no índice.

Retorno sobre investimento 2020 2019 2018


Lucro líquido 144.175 65.683 28.970
Ativo 2.734.249 2.299.003 2.199.745
Retorno sobre investimento 5,27% 2,86% 1,32%
Fórmula: (lucro líquido / ativo)*100
Representa o quanto a empresa ganhou com seus aportes (investimentos), conhecido como ROI, no período analisado, aumentou de 1,32% em 2018 para 5,27% em 2020.

Retorno sobre o capital próprio 2020 2019 2018


Lucro líquido 144.175 65.683 28.970
(/) Patrimônio 1.481.223 1.326.676 1.262.929
Retorno sobre o capital próprio 9,73% 4,95% 2,29%
Fórmula: (lucro líquido/patrimônio)*100
Quanto maior este quociente, melhor é. Analisando o período de 2018 a 2020 nota-se que aumentou de 2,29% para 9,73%, ou seja, 7,44%. Os investidores estão tendo uma
remuneração melhor, e que gradativamente aumentará, caso siga neste padrão de crescimento.
Análise conjunta 2020 2019 2018
Margem bruta de lucro 31,45% 28,05% 28,53%
Margem operacional de lucro 13,47% 6,25% 3,02%
Margem líquida de lucro 8,02% 4,30% 2,29%
Retorno sobre investimento 5,27% 2,86% 1,32%
Retorno sobre o capital próprio 9,73% 4,95% 2,29%
* A margem bruta de lucro de 2020 indica que a empresa obteve 31,45% de lucro a cada R$ 1,00 de vendas, se comparado com o ano de 2018 percebe-se que a empresa teve
um crescimento de 2,92%, além disso, este quociente também indica quanto os custos absorveram da receita líquida de vendas.
* A margem operacional de lucro apresenta o quanto de lucro operacional a empresa atingiu para cada $1,00 de vendas, sendo 13,47% em 2020, 10,45% superior ao ano de
2018 (3,02%), este valor de 13,47% também indica quanto sobrou das vendas (líquidas) depois de deduzidos todos os custos e despesas.
* A margem líquida de lucro mostra que a empresa teve de sobra 8,02% em 2020 de lucro, para cada $1,00 de vendas (líquidas), após a dedução de custos e despesas e
impostos das vendas líquidas.
* Retorno sobre investimento mostra que a empresa remunera seus sócios em 5,27% em 2020, um bom quociente se comparado com 1,32% de 2018.
* A respeito do retorno sobre o capital próprio, quanto maior este quociente melhor é pois ele é a remuneração obtida pelo investimento dos proprietários, nota-se que tem
crescido de forma mais que gradual, quase que uma progressão aritmética exata: de "2% em 2018 para "4"% em 2019 e "8%" em 2020 (valores reais: 2,29% 4,95% e 9,73%).
d) Conclusão

O Capital Circulante Líquido ou Capital de giro manifesta uma tendência a crescer durante o período estudado, saindo da negatividade em 2018 para um saldo
de R$166.289,00 em 2020.
Os indicadores de liquidez corrente, seca e geral aumentaram em 2020 em relação aos períodos anteriores, se evidencia uma recuperação destes indicadores.
Em 2018 a situação da empresa considerando NCG, ST e CCL era péssima, pois tanto o Saldo em Tesouraria quanto o Capital Circulante Líquido eram negativos; já no ano de
2019 a situação da empresa era insatisfatória, pois possuia o Saldo em tesouraria negativo. Já no ano de 2020, a situação manteve-se insatisfatória, entretanto pode-se
observar que o ST vêm melhorando: em 2018 era R$ -259.514 , em 2019 R$ -221.700 e 2020 R$ -189.267 (uma melhora de 70.247 se comparado 2020 com 2018).
A NCG é positiva e crescente entre os período de 2018 a 2020, as fontes de passivo operacional não crescem na mesma proporção que os ativos operacionais,
tornando, assim, necessária a busca de fontes onerosas de financiamento para fazer frente às necessidades de investimento nas operações.
A evolução positiva das vendas fez com que os ativos operacionais da empresa aumentassem, muito embora os passivos operacionais também tenham
aumentado, porém, tratando-se destes, foram em menor proporção. Ou seja, os acréscimos ocorridos nas vendas de 42,4% no período 2020 e 20,87% no período de 2019
tiveram por consequência os aumentos ocorridos nas contas a receber 42,37% em 2020 e 14,27% em 2019 e nos estoques 10,5% em 2020 e 4,17% em 2019 os quais
contribuíram tanto para o aumento no CCL quanto na NCG.
O saldo em tesouraria é negativo em todos os períodos, revelando que os ativos financeiros de curto prazo são insuficientes para liquidar os passivos
financeiros de curto prazo.
O período de 2020 sofreu consequências de um aumento dos estoques em 10,5% e de um crescimento dos empréstimos PNC 47,99% . Ao terminar o ano de
2020 a empresa evidencia uma situação financeira insatisfatória. Entretanto, conclui-se que o capital circulante líquido (CCL) apesar de ser positivo e de possuir uma folga
financeira, é insuficiente para cobrir as necessidades de investimentos em giro da empresa, dado que a empresa pode estar financiando estoques com os empréstimos
bancários. Portanto, isso pode acarretar em um risco de quebra futuro visto que à manutenção da atividade operacional mínima da empresa se torna necessário depender da
renovação desses créditos bancários que também geram despesas financeiras.
A lucratividade dos sócios em 2018 era de 1,32% e aumentou-se para 2,86% em 2019, vindo a ser 5,27% em 2020. Enquanto isso, a empresa tem tomado
recursos emprestados no mercado a uma taxa de juros inferior ao retorno aplicado desse dinheiro, fato este aferido ao se constatar que o Retorno sobre o capital próprio
(ROE) é maior que o retorno sobre o investimento (ROI). Avaliando o comportamento da lucratividade dos sócios, é perceptível portanto que a rentabilidade é incorporada aos
resultados dos sócios provocando um aumento de sua rentabilidade (ROE > ROI).

(As porcentagens mencionadas aqui foram obtidas no cálculo da análise horizontal, abaixo segue em amarelo as % mencionadas bem como os cálculos da CCL, NCG e ST).

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