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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS


INSTITUTO DE FÍSICA
CENTRO DE TECNOLOGIA – CTEC
ENGENHARIA DE PETRÓLEO

CAMPO A PARTIR DO POTENCIAL

Jennifer Ferreira
Joyce Tenório
Talita Brasil

Professora Maria Tereza

Maceió
2017
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS


INSTITUTO DE FÍSICA

Jennifer Mikaella Ferreira Melo


Joyce Kelly França Tenório
Talita Alves Dias Brasil

CAMPO A PARTIR DO POTENCIAL

Relatório apresentado à
Universidade Federal de
Alagoas, curso de Engenharia
de Petróleo, referente ao
segundo experimento realizado
na disciplina de Laboratório de
Física 2, sob orientação da Profª
Maria Tereza de Araújo, como
critério avaliativo da mesma
disciplina.

Maceió
2017
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SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO TEÓRICA .........................................................................................04

2. OBJETIVO ...................................................................................................................05

3. MATERIAL UTILIZADO ..........................................................................................06

4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS .................................................................06

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES ...............................................................................07

5.1. Tabelas da primeira parte ...................................................................................07

5.2. Tabela da segunda parte realizada com a presença do anel de latão ..............08

5.3. Tabelas da terceira parte realizada com a presença das placas metálicas ......08

6. CONCLUSÃO ..............................................................................................................10

7. REFERÊNCIAS ...........................................................................................................11

8. ANEXOS........................................................................................................................12
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1. INTRODUÇÃO TEÓRICA

O campo elétrico surge da simples existência de uma carga elétrica numa região
qualquer do espaço. Segundo [1], pode-se definir o campo estabelecido em todos os
pontos do espaço com a influência de uma carga que gera uma intensidade Q, de modo
que a carga de prova de intensidade q é sujeita a uma força de interação, seja ela
repulsão ou atração, exercida por Q.
Um campo gravitacional de carga Q também possui um campo que pode
influenciar cargas de prova q nele colocadas. Dessa forma, afirma-se que:
P
P=m. g , logo g=
m
Sendo assim, seja para a intensidade do campo gravitacional ou a intensidade do
campo elétrico, é possível definir o quociente entre as forças que interagem nas cargas
geradoras do campo (Q) e de prova (q) e a carga de prova (q), isto é:
F
E=
q
Q. q
K

E=
q
Q
E=k .

Chama-se de superfície de equipotencial quando, em uma região de campo
elétrico, todos os pontos apresentam o mesmo potencial. Uma mesma superfície
equipotencial pode apresentar várias formas geométricas. Ao colocar uma carga elétrica
puntiforme em qualquer ponto do espaço e longe de outras cargas elétricas, calcula-se o
potencial elétrico em um ponto próximo a ela. É importante lembrar que uma superfície
equipotencial é sempre interceptada perpendicularmente pelas linhas de força de um
campo elétrico. [2]
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Figura 1: Linhas de campo elétrico e seções retas de superfícies equipotenciais (a) para um
campo elétrico uniforme; (b) para uma carga pontual; (e) para um dipolo elétrico. (HALLIDAY,
2009)

Tem-se por blindagem eletrostática quando o excesso de cargas em um condutor


é distribuído uniformemente na superfície e o campo elétrico em seu interior fica nulo.
Isso ocorre, pois as cargas elétricas tendem a se afastar, uma vez que cargas de
mesmo sinal tendem a se repelir até atingirem uma condição de repouso, chamada
equilíbrio eletrostático. Um condutor em equilíbrio eletrostático é que o campo elétrico
em seu interior é nulo devido a distribuição de cargas, fenômeno conhecido como
blindagem eletrostática.

Muito utilizado na proteção de equipamentos que não podem ser submetidos a


influências elétricas externas, como por exemplo aparelhos eletrônicos. Além disso, a
blindagem eletrostática é responsável pelo fato de que, se um carro ou um avião for
atingido por um raio, as pessoas em seu interior não irão sofrer dano algum, uma vez
que a estrutura metálica faz a blindagem eletrostática no interior deles. [3]

Outro conceito importante refere-se a duas placas de material condutor,


separadas por um espaço e submetidas a uma diferença de potencial, que resultam em
“uma carga negativa” em uma das placas e “uma carga positiva” na outra. Tal elemento
é denominado capacitor (dois condutores isolados separados por um material isolante) e
independentemente do formato dos elementos do material condutor, chamam-se placas.
[4]

2. OBJETIVO
Observar o comportamento do campo eletrostático a partir da determinação
experimental de linhas equipotenciais em meios condutores líquidos.
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3. MATERIAL UTILIZADO

 Uma Cuba eletrolítica (pirex) com papel milimetrado;


 Um Multímetro;
 Duas ponteiras (fixa e móvel);
 Dois cabos para ligações (banana-jacaré);
 Dois cabos para ligações (banana-banana);
 Dois eletrodos cilíndricos de cobre
 Duas placas retangulares de cobre
 Um anel de latão
 Uma fonte de tensão (0 – 12V DV);
 Uma solução de sulfato de cobre (CuSO4)

Figura 2 – Experimento montado (Acervo pessoal)

4. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

 Montou-se o experimento de acordo com o indicado na figura 2, onde tem-se as


pontas fixas e móveis, que ficam imersas em solução eletrolítica (CuSo4)
contida na cuba. Ainda na cuba, tem-se C e D, que representam os eletrodos que
estarão ligados à fonte. O Multímetro (M), encontra-se ligado entre as pontas.
Usou-se uma folha de papel milimetrado por baixo da cuba para poder
identificar os pontos característicos do espaço que foram mapeados.
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 Efetuou-se, inicialmente, o movimento da ponteira móvel para observar o


comportamento da corrente em função da d.d.p. estabelecida entre as ponteiras.
 Obteve-se oito pontos bem distribuídos de mesmo potencial com a finalidade de
mapear uma linha equipotencial. Efetuou-se no total o mapeamento de 6 linhas
equipotenciais diferentes, sendo que três tendendo a um eletrodo, e as outras três
tendendo ao outro eletrodo; distribuídas de forma a facilitar a visualização das
linhas do campo.
 Traçou-se algumas linhas de campo em função das equipotenciais obtidas.
 Colocou-se um anel na cuba entre os eletrodos e observou-se o comportamento
do potencial na região de fora, próxima e em seu interior.
 O procedimento foi repetido usando placas metálicas como eletrodos.

5. RESULTADOS E DISCUSSÕES
A partir das tabelas abaixo, foram desenhadas as superfícies equipotenciais
relacionadas aos valores mapeados e, posteriormente, esboçou-se as linhas de campo a
partir das superfícies, as quais podem ser encontradas nos anexos do relatório.
Como pode ser observado nesses esquemas anexados, os pontos em destaque que
foram mapeados na primeira etapa do procedimento se encontram fora da curva
idealizada para as respectivas superfícies equipotenciais. Isso se deu por erros e
imprecisão no momento do mapeamento. As curvas foram aproximadas para melhor
representarem as superfícies esperadas.
Entretanto, a superfície equipotencial referente à tabela 4 não foi esboçada, uma vez
que
5.1. Tabelas da primeira parte

Tabela 1 – Pontos das linhas equipotenciais em +3,8 V e -3,8 V


+3,8 V - 3,8 V
X Y X Y
13,6 0 -10,2 0
2,3 0 -4,2 -2,7
4,6 -3,1 -4,5 2,5
5,3 2,7 -2,6 0
2,8 -1,6 -7,7 2,6
6 -3,5 -6,2 -3,2
8,8 3,2 -2,9 1,6
3,5 2,1 -8,2 -2,8

Tabela 2 – Pontos das linhas equipotenciais em +4,0 V e -4,0 V


+4,0 V -4,0 V
X Y X Y
8

10 0 -8,8 0
2,7 0 -2,8 0
4,7 -3 -5,4 -2,6
5,8 2,9 -4,7 2,2
6,3 -3,3 -3,2 1,2
3 -1,6 -3 -1
4,8 2,6 -6,8 2
9,1 1,7 -7,7 -1,8

Tabela 3 – Pontos das linhas equipotenciais em +3,9 V e -3,9 V


+3,9 V -3,9 V
X Y X Y
11,8 0 -9,3 0
2,5 0 -2,7 0
2,8 -1,4 -6,4 -2,7
3 1,6 -5 2,3
6,5 -3,7 -8,3 2,2
8,6 2,8 -7,6 -2,6
4,3 -3 -3,1 -1,1
5,3 1,8 -2,9 0,9

5.2. Tabela da segunda parte realizada com a presença do anel de latão


Tabela 4 – Pontos das linhas equipotenciais com o anel em -2,3 V e +2,3 V
-2,3 V +2,3 V
X Y X Y
-3,9 0 3,9 0
-4,2 1,2 3,9 -1,6
-4,5 4,0 4,1 -3,9
-5,3 5,9 5,0 3,6
-4,2 -2,5 4,4 2,5
-5,1 -6,1 5,2 8,1
-5,4 -7,9 5,4 7,8
-4,2 -1,4 4,1 1,8

5.3. Tabelas da terceira parte realizadas com a presença das placas


metálicas
Tabela 5 – Pontos na linha de zero
X Y
0 0
0 1,0
0 3,4
0 6,8
0 -2,5
0 - 4,3
9

0 -5,9
0 -6,8

Tabela 6 – Pontos das linhas equipotenciais com as placas em +2,0 V e -2,0 V


+2,0 V -2,0 V
X Y X Y
2,9 0 -3,2 0
3,0 4,5 -3,2 -2,4
3,2 7,1 -3,5 -5,2
3,0 -2,8 3,3 1,5
3,0 -5,0 -3,4 4,8
4,7 11,3 -4,4 -8,9
5,2 -10,4 -5,5 -10,7
7,6 -12,5 -4,5 9,3

Tabela 7 – Pontos das linhas equipotenciais com as placas em +3,0 V e -3,0 V


+3,0 V -3,0 V
X Y X Y
4,4 0 -4,7 0
4,4 2,5 -4,8 -2,5
4,5 5,3 -4,9 -5,6
4,3 -0,9 -4,7 1,5
4,5 -4,6 -4,8 4,8
7,7 -9,3 -5,6 -7,7
6,0 -8,4 -7,8 -9,3
7,0 10,3 -6,8 9,2

1. a) Por que aparecem correntes nos dois sentidos quando se desloca o


ponteiro móvel de um eletrodo para outro?

Já que ambos os eletrodos estão em uma solução de sulfato de cobre


(CuSO4), que é um meio que tem presença de íons, há deslocamento de
cátions no sentido do eletrodo negativo e ânions no sentido do eletrodo
positivo através da eletrostática. A variação dessa posição dos íons na
solução é responsável por gerar a corrente nos dois sentidos.

b) Se convencionarmos o eletrodo negativo como o de potencial nulo e


colocarmos aí a ponteira fixa, o que observamos nas variações de
potencial com o deslocamento da ponteira móvel?

Ao convencionarmos o eletrodo negativo como o de potencial nulo, o


potencial deverá aumentar ao deslocar a ponteira móvel, se afastando do
eletrodo.
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2. Existe alguma contradição em estarmos efetuando eletrostática em uma


região onde estarão ocorrendo correntes iônicas (na solução
eletrolítica)?

Não, não há contradição. Uma vez que se trata de uma solução eletrolítica,
existem íons que facilitam o deslocamento das cargas pelo meio.

3. O anel colocado no item 5 do procedimento experimental constitui-se


numa perfeita blindagem eletrostática? Justifique sua resposta.

Sim. Ao medir o potencial em quatro pontos diferentes do anel foi visto o


valor de 0,12v do lado direito e 0,11v do lado esquerdo. Deste modo, a
variação do potencial foi mínima (chegando a ser desprezível), então o
campo elétrico é nulo dentro do anel, logo mostra que existe uma blindagem
eletrostática perfeita para os pontos experimentados.

4. Por que dizemos na prática que os dois polos de uma bateria ou de uma
pilha expostos ou “ligados” apenas ao ar atmosférico se encontram
isolados (isto é, estas fontes não estão sendo usadas)?

Em tese, os polos se ligam através do ar, possuindo moléculas que podem ser
ionizadas, gerando uma corrente. Esse fenômeno ocorre em proporções
muito pequenas no que diz respeito a pilhas, dessa forma, pode ser
considerado desprezível na prática.

6. CONCLUSÃO

Após a realização do experimento e das análises acima, assim como a construção


do esboço das linhas de campo, comprova-se a relação que há entre campo elétrico e
potencial elétrico (diretamente proporcional). Além disso, o fato de que as superfícies
equipotenciais tem uma tendência a terem a mesma forma dos eletrodos nas várias fases
do experimento também foi confirmado através de observações.
O campo elétrico se manifesta de forma axial em relação a uma carga pontual,
pois as linhas se aproximaram na forma de circunferências, foi alcançado um resultado
aproximado, mas não exato em relação ao formato das linhas de campo.
Durante a etapa do experimento com o anel, observou-se que os valores medidos
na região interior foram bastante similares e dessa forma, conclui-se que, na teoria, o
11

campo no interior do anel é nulo e o motivo de não ter sido alcançado um resultado
mais objetivo se deve a algum pequeno deslize na operação desta etapa do experimento.
Foi também confirmado que o campo gerado por duas placas de material
condutor é linear, já que as linhas de campo se aproximaram muito de um
comportamento paralelo.

7. REFERÊNCIAS

[1] http://www.sofisica.com.br/conteudos/Eletromagnetismo/Eletrostatica/campo.php
(Acesso em 23 de fevereiro de 2017 às 18 hrs)
[2] http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/superficie-equipotencial.htm ( Acesso em 23 de
fevereiro de 2017 às 18:20)
[3] http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/fisica/blindagem-eletrostatica.htm ( Acesso em 23
de fevereiro de 2017 às 19 hrs)

[4] http://aulasdefisica.com/download/artigos/artigo-sobre-Capacitancia.pdf (Acesso em 25 de


fevereiro de 2017, às 14h).

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