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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ


UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL/CAPES
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA
COORDENAÇÃO DO CURSO DE LIC. EM LETRAS PORTUGUES
DISCIPLINA: SINTAXE DA LINGUA PORTUGUESA I
PROFESSOR FORMADOR: PROF. ME. JULIANA C. B. P. DA SILVA
TUTORA À DISTÂNCIA: EDVALDO FRANCISCO DE LIMA
TUTOR PRESENCIAL: JHON LENNON DE LIMA SILVA

ATIVIDADE I

BRUNA CARVALHO BARROS ARAUJO

LUZILÂNDIA-PI
2021

HLCF
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
CENTRO DE EDUCAÇÃO ABERTA E A DISTÂNCIA
COORDENAÇÃO DE LETRAS-PORTUGUÊS

Disciplina: Sintaxe da Língua Portuguesa I – 2021.1


Professor: Hermito Leite de Carvalho Filho
Nome: Bruna Carvalho Barros Araujo

ATIVIDADE I

1. Qual o tipo de problema (morfológico, sintático ou semântico) que torna as estruturas abaixo agramaticais:
(1,0 ponto)
a) *João bebeu bife. Problema: Semântico
b) *Pedro entregou o livro biblioteca. Problema: Sintático
c) *Maria gosto de dinheiro. Problema: Morfológico
d) *O cachorro precisa ração. Problema: Sintático
e) *A bola chutou o Pedro. Problema: Semântico

2. Tomando por base os pressupostos tradicionais, faça a análise morfossintática das sentenças abaixo, ou seja,
classifique a classe gramatical das palavras e suas respectivas funções sintáticas, como mostra o modelo abaixo:
(2,0 pontos) – Observação: cada frase analisada vale 0,5 ponto, você pode deixar de responder apenas 01(uma).
MODELO
O João comprou uma casa nova em Teresina.
Funções sintáticas: [O João] é o sujeito da sentença, sendo o [o] um adjunto adnominal e [João] o núcleo do
sujeito; [comprou uma casa nova em Teresina] é o predicado verbal da sentença, sendo [comprou] um verbo
transitivo direto que funciona como núcleo do predicado verbal; [uma casa nova] é o objeto direto, sendo [uma] e
[nova] os adjuntos adnominais e [casa] o núcleo do objeto direto; [em Teresina] é adjunto adverbial de lugar,
formado por uma locução adverbial (preposição + substantivo).
Classes gramaticais: [O] e [uma] artigo definido e artigos indefinido respectivamente; [João], [casa] e [Teresina]
– substantivos; [comprou] – verbo; [nova] – adjetivo e [em] – preposição.

a) Minha filha é vaidosa.


Funções sintáticas: [minha filha] – sujeito determinado simples, sendo [filha] o núcleo do sujeito e [minha] adjunto
adnominal; [é vaidosa] é o predicativo nominal da sentença, constituído pelo verbo de ligação [é] e [vaidosa] é o
predicativo do sujeito.
Classes gramaticais: [minha] – pronome possessivo, 1ª pessoa do singular; [filha] substantivo comum; [é] verbo do
presente do indicativo; [vaidosa] – adjetivo.

b) A Maria trabalha em Brasília.


Funções sintáticas: [A Maria] sujeito, sendo [a] adjunto adnominal e [Maria] é o núcleo; [trabalha em Brasília] –
predicado verbal, sendo [trabalha] o verbo transitivo indireto que é o núcleo do predicado verbal, acompanhado por
uma preposição (em) que está na voz ativa; [em Brasília] – adjunto adverbial de lugar.
Classes gramaticais: [a] – artigo definido; [Maria] e [Brasília] - substantivo próprio; [trabalha] – verbo no presente do
indicativo; [em] – preposição essencial.
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c) Paulo vendeu sua casa antiga.
Funções sintáticas: [Paulo] – sujeito e núcleo da sentença; [vendeu sua casa antiga] – predicado verbal tendo como
núcleo o verbo vendeu, sendo [vendeu] – verbo transitivo direto no qual exige um objeto direto (sua casa antiga) e não
é acompanhado por preposição; [sua] e [antiga] adjuntos adnominais do substantivo (casa); [antiga] predicativo do
objeto (casa); [casa] núcleo do objeto direto.
Classes gramaticais: [Paulo] substantivo próprio; [casa] – substantivo comum simples e concreto; [vendeu] – verbo;
[sua] pronome possessivo; [antiga] – adjetivo.

d) Deram-me o endereço errado novamente.


Funções sintáticas: Sujeito indeterminado na sentença; [deram] – verbo transitivo direto e indireto; [me] – objeto
indireto; [o endereço errado] – objeto direto, sendo [errado] o predicativo do objeto (endereço).

Classes gramaticais: [deram] – verbo; [me] – pronome pessoal oblíquo; [o] artigo definido; [errado]- adjetivo.

e) A menina que estuda na UFPI necessita de dinheiro.


Funções sintáticas: [A menina que estuda na UFPI] – sujeito, sendo [menina] núcleo da sentença, [a] – adjunto
adnominal, onde o [que] exerce a função de objeto direto; [estuda] verbo intransitivo; [na] – objeto direto; [UFPI] –
adjunto adverbial; [necessita de dinheiro] – predicado verbal; sendo [necessita] – verbo transitivo direto acompanhado
do conectivo (de); [dinheiro] – complemento adverbial.
Classes gramaticais: [menina], [UFPI], [dinheiro] – substantivos; [que] – pronome relativo; [estuda] e [necessita] –
verbos; [na] – pronome oblíquo; [de] – preposição.

3. Das sentenças abaixo, qual a única que apresenta inconsistência na regência sintática dos verbos quanto aos
preceitos da gramática normativa: (0,5 ponto)
a) Maria foi a Oeiras. d) Prefiro cinema a teatro.
b) Os filhos devem obedecer aos pais. e) João chegou à universidade.
c) O João assistiu o jogo do Palmeiras.

4. Conforme (Perini, 2008, p.94 apud Kanthack 2011, p.45) “A classe se define por potencialidades, não por
realidades presentes do contexto”. Esta citação pode ser resumida nas 02 (duas) perguntas que a autora faz:
(1,0 ponto)
 A que classe pertence a palavra “gato”? Pertence à classe dos substantivos (paradigma)
 Qual é a função sintática da palavra “gato”? A função depende do contexto sintático (sintagma)
Partindo desse pressuposto, analise as orações abaixo e diga qual a função sintática da palavra GATO em cada
frase.
a) A Maria acha o João um gato. Função: Predicativo do objeto
b) A Maria tem medo de gato. Função: Complemento nominal
c) Casa de gato é na rua. Função: adjunto adnominal
d) Ei, gato, vem cá! Função: vocativo
e) As crianças são amadas pelos gatos. Função: agente da passiva
f) O João é um gato. Função: predicativo do sujeito
g) As crianças gostam de gato. Função: objeto indireto
h) O João, aquele gato, tem namorada. Função: aposto
i) O gato pulou o muro. Função: sujeito
j) A Maria saiu com um gato ontem! Função: adjunto adverbial
k) Os egípcios não matam gatos. Função: objeto direto

5. Considere as expressões entre colchetes das sentenças abaixo e responda o que se pede: (1,0 ponto)
5.1 a) A Maria ama [um garoto]. b) A Maria ama [um menino].
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c) A Maria ama [um moço]. b) O João falou [para a Maria].
5.2 a) O João falou [da Maria]. c) O João falou [após Maria].
Perguntas:
 O que oferece as possibilidades em 5.1 é o eixo sintagmático ou eixo paradigmático? Justifique.

O eixo paradigmático, já que são unidades suscetíveis que aparecem num mesmo contexto, pois todas as
expressões entre colchetes são substantivos.

 A diferenciação dos sentidos em 5.2 ocorre a partir do eixo sintagmático ou do eixo paradigmático? Justifique.

Eixo sintagmático. Pois as expressões são funções estabelecidas e constituídas a partir do contraste que se
estabelece entre os elementos que precedem e sucedem na cadeia sintagmática.

6. Seguindo os preceitos da gramática normativa, uma das sentenças abaixo apresenta sujeito indeterminado,
assinale-a: (0,5 ponto)
a) Chove pouco no Nordeste. d) Vendem-se casas.
b) Precisa-se de funcionários. e) Alguém roubou minha carteira.
c) Aluga-se casa.

7. As sentenças da língua portuguesa têm como estrutura predominante a ordem SVC (sujeito-verbo-
complemento). Com relação à semântica (papel temático), o sujeito tem a característica de ser o agente da ação
verbal e o complemento tem a característica de ser o paciente nessas estruturas. No entanto, essas relações
semânticas podem mudar de acordo com a estrutura da sentença. Das frases abaixo, qual a única que mostra
que o sujeito não é o agente da ação verbal? (0,5 ponto)
a) O João quebrou a empresa. d) O João quebrou a perna.
b) O João quebrou a cara do Pedro. e) O João quebrou o espelho.
c) O João quebrou a janela.

8. Classifique os verbos destacados em verbo intransitivo (VI), verbo transitivo direto (VTD), verbo transitivo
indireto (VTI), verbo transitivo direto e indireto (VTDI) e verbo de ligação (VL). (0,5 ponto)
a) O João morreu de tuberculose. VI
b) O João comprou uma gata de pelúcia. VTD
c) A Maria parece uma gata de pelúcia. VL
d) O João gosta de Camões. VTI
e) Camões dedicou os Lusíadas ao povo português. VTDI

9. A gramática normativa considera a coordenação como uma relação de independência e a subordinação como
uma relação de dependência. Segundo Kanthack (2011, p. 77-81), ambas são interdependentes. Por que a
autora argumenta em favor desta última relação? (Para explicar a relação de interdependência entre as
orações é preciso fazer uso de exemplos, no mínimo 01 (um) exemplo de coordenada e 01 (um) exemplo de
subordinada. (1,0 ponto)
Porque nas relações se coordenação e subordinação aplicam-se tantos os períodos simples, como também o
período composto, em relação a esta última, todas as sentenças não subsistem sem o apoio de uma outra, por isso
todas elas são interdependentes. Para Weinrich (1964), apud Fávero (p. 54) “[...] toda oração está subordinada a outra
na medida em que não só se compreende por si mesma, mas também contribui para a compreensão de todas as outras.
Isso demonstra que não só a oração isolada, como também o texto inteiro, é um andaime de determinações cujas
partes são interdependentes”
Nos exemplos: 1- Os alunos partiram quando a chuva cessou; 2- Quando a chuva cessou, os alunos partiram.
Nesse caso, as subordinadas só têm sentido se também as considerarmos juntas, formando uma estrutura maior, pois
se colocarem sozinhas as sentenças “os alunos partiram” e “quando a chuva cessou”, elas só têm sentido completo se
estiverem relacionadas, uma completando o sentido da outra.
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Nos exemplos de coordenada: 1. João estudou, mas não passou no vestibular/* Mas não passou no vestibular,
João estudou. 2 - João não passou no vestibular pois não estudou o suficiente/* Pois não estudou o suficiente, João não
passou no vestibular. Nesse caso, nos 2 exemplos, a inversão torna as sentenças agramaticais, evidenciando que elas
são dependentes sintaticamente e dependem da hierarquização para ter sentido. Nos casos “mas não passou no
vestibular” e em “pois não estudou suficiente”, para Garcia (1988, p. 22) “A comunicação de um sentido completo só
se fará com o auxílio de outro enunciado”, ou seja, João estudou e João não passou no vestibular, respectivamente.

10. Para compreender o objeto de estudo da sintaxe é imprescindível definir o conceito de gramática. Há dois
tipos de gramáticas: gramática normativa (prescrição) e gramática descritiva (realidade). Tomando por base as
frases abaixo, bem como os vários exemplos expostos no livro de Kanthack (2011), explique a diferença entre
essas duas noções de gramática. (2,0 pontos)
10.1 a) Ontem, João viu [Maria].
b) Ontem, João [a] viu.
c) Ontem, João viu [ela].

De acordo com Possenti, (1998, p. 64), a gramática normativa é um “conjunto de regras que devem ser seguidas”. A
regra é concebida como uma lei, que deve ser obedecida. Se o falante a usa, ele é considerado “um bom falante”, pois
obedece as normas prescritas para o bem falar e escreve. Para Travaglia (2000, p.31-32), essa gramática dita “normas
para a ‘correta’ utilização oral e escrita do idioma, prescreve o que se deve e o que não se deve usar na língua. Já a
gramática descritiva de acordo com Possenti como “conjunto de regras que são seguidas”, para o autor essa gramática
“que orienta o trabalho dos linguistas, cuja preocupação central é tornar conhecidas de forma explícita, as regras de
fato utilizadas pelos falantes”. Nos exemplos acima, o falante pode não usar as três que representam o objeto, mas, ele
sabe que o verbo “ver” licencia um objeto nas formas explícitas acima.

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