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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA VARA

CRIMINAL DA COMARCA DE GRAMADO/SC.


 
 Autos do Inquérito Policial nº:
 
 
 
MARIANA, brasileira, estado civil, profissão, RG nº, CPF nº, endereço, da
cidade/estado, por meio de seu advogado que a esta subscreve, cujo o instrumento de
procuração com poderes especiais segue anexo documento, vem, respeitosamente, à
presença de Vossa Excelência, oferecer:
QUEIXA-CRIME SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA
Com fundamento legal no artigo 5º, inciso LIX, da Constituição Federal e no artigo 100,
Parágrafo 3º do Código Penal, em face de Amarildo Vieira, brasileiro, estado civil,
profissão, RG nº, CPF nº, endereço, cidade/estado, pelos motivos a seguir expostos:
DOS FATOS
Amarildo Vieira, empresário, em 31/03/2019, consciente e voluntariamente, efetuou
disparos com sua arma de fogo contra Mariana, sua companheira, durante viagem a
Gramado/SC.
Verte dos autos de inquérito policial, ainda, que a vítima e o querelado se encontravam
em férias, nesta comarca, e que diversas testemunhas presenciaram o momento em que
o querelado mirou a arma em direção à vítima, em meio a uma brincadeira, ato
contínuo, efetuou disparos que foram causadores da morte de Mariana, conforme
atestou Laudo Necroscópico.
Cabe ressaltar que, há muito, findou-se o prazo legal previsto no artigo 46, do Código
de Processo Penal para o oferecimento da denúncia por parte do Ministério Público, que
se quedou inerte. Assim, em cumprimento ao que lhe é facultado pelo disposto nos
artigos 29 e 46, do Código de Processo Penal, o querelante, parte legítima, vem propor
Ação Penal Privada Subsidiária da Pública, a fim de ver o querelado processado pelo
crime de homicídio, conforme os fundamentos abaixo.
DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS
Depreende-se da investigação que o querelado praticou a conduta tipificada no
artigo 121, caput c/c artigo 31, inciso I do código penal, porque conscientemente e
voluntariamente praticou disparos de arma de fogo assumindo o risco de causar a morte
da vítima.
Em que pese a alegada brincadeira, o querelado assumiu o risco de causar o resultado
morte, porque não agiu com a cautela esperada, ao não verificar se a arma estava
desmuniciada. Assim ao praticar os atos nestas circunstâncias assumir o risco do
resultado, devendo incidir nas penas do artigo 121 do código penal.
DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer-se, após a manifestação do Ministério Público, nos termos do
artigo 29, do Código de Processo Penal, seja recebida e autuada esta queixa-crime e
citado o querelado para que compareça perante este r. Juízo e responda aos termos da
presente ação penal sob pena de revelia, para que ao final seja pronunciado e, após
plenário do júri, condenado pelo crime previsto no artigo 121 caput do Código Penal.
Por fim, requer-se a intimação das testemunhas do rol abaixo para depor em juízo, em
dia e hora a serem designados, sob as penas da lei, bem como fixado o valor mínimo de
indenização nos termos do art. 387 do Código do Processo Penal.

Termos em que,
Pede Deferimento.
GRAMADO, 26 DE MARÇO DE 2021.

_______________________________________
Advogado
OAB
Rol de testemunhas:
1. Nome, qualificação e endereço.
2. Nome, qualificação e endereço.

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