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MEMORIAIS

Memoriais
■ CABIMENTO - Todas as vezes que o último momento processual do problema for “ao
final da audiência (ou instrução probatória ou da instrução criminal), o Ministério
Público requereu a condenação nos termos da denúncia”, a única peça cabível será as
alegações finais em forma de memoriais.
■ COMPETÊNCIA - Deverá ser endereçada ao juiz competente para o julgamento de
ação penal, ou seja, podendo ser endereçada para o Juiz da Vara Criminal Estadual ou
Federal.
■ LEGITIMIDADE - Tem legitimidade para apresentar os memoriais: • Ministério
Público; • defesa; • assistente
■ PRAZO - O prazo dos memoriais será de cinco dias a contar do dia seguinte da
intimação, desde que o dia seguinte seja dia útil. Caso não seja dia útil, a contagem se
inicia no primeiro dia útil subsequente.
ENDEREÇAMENTO – MODELOS
■ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA
CRIMINAL DA COMARCA DE ....
ou
■ EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL DA ... VARA CRIMINAL
DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DE...

Súmula 710 do STF: “No processo penal, contam-se os prazos da data da intimação, e não
da juntada aos autos do mandado ou da carta precatória ou de ordem”.
■ TESES E REQUERIMENTOS DOS MEMORIAIS - Se observarmos a linha do
tempo do procedimento ordinário, os memoriais são as alegações finais escritas e vêm
imediatamente antes da sentença.
■ TESE DO MP - Diante disso, a acusação sempre buscará a condenação demonstrando a
adequação do fato concreto ao tipo penal descrito no Código Penal, com todas as
possíveis qualificadoras, as agravantes e causas de aumento de pena.
■ TESE DA DEFESA - A defesa, por sua vez, deverá buscar todos as possíveis teses
defensivas, ou seja, nulidades; absolvição; afastamento das qualificadoras, das
agravantes e das causas de aumento de pena; o reconhecimento de atenuantes e de
causas de diminuição de pena, fixação de regime inicial de cumprimento mais
benéfico, suspensão condicional da pena, conversão em penas restritivas de direito.
Em casos específicos, em que a pena mínima abstrata do crime cometido seja menor ou
igual a um ano, devemos verificar se houve o oferecimento de proposta do Ministério
Público pela suspensão condicional do processo previsto no art. 89 da Lei n. 9.099/95,
que embora esteja disposto em lei específica vale para qualquer crime do ordenamento
jurídico, desde que possua pena mínima menor ou igual a um ano.
Memoriais no Tribunal do Júri
■ CABIMENTO - Da mesma forma que no procedimento ordinário, na 1ª fase do tribunal
do júri, todas as vezes que o último momento processual for “ao final da audiência (ou
instrução probatória ou da instrução criminal), o Ministério Público requereu a
pronúncia nos termos da denúncia”, a única peça cabível será as alegações finais em
forma de memoriais. No procedimento especial do júri na 1ª fase do júri não existe
previsão legal para a conversão dos debates orais em apresentação de memoriais.
■ Contudo, como a regra é a aplicação subsidiária aos procedimentos especial, sumário e
sumaríssimo às disposições do procedimento ordinário (art. 394, § 5°, do CPP),
utiliza-se a previsão legal dos memoriais do procedimento ordinário para se apresentar
os memoriais aos outros procedimentos, inclusive na 1ª fase do júri.
■ COMPETÊNCIA - Deverá ser endereçada ao juiz competente para o julgamento de
ação penal, ou seja, será endereçada para o juiz da vara do júri.

■ ENDEREÇAMENTO - MODELOS:

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DE DIREITO DA ... VARA DO JÚRI DA


COMARCA DE .. (DO TRIBUNAL DO JÚRI) - FASE DE SUMÁRIO DA CULPA

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ PRESIDENTE DA ... VARA DO JÚRI


DA COMARCA DE .. (DO TRIBUNAL DO JÚRI) – FASE DE PLENÁRIO
■ LEGITIMIDADE - Tem legitimidade para apresentar os memoriais na vara do júri: •
Ministério Público; • Defesa; • Assistente de acusação.
■ PRAZO - O prazo dos memoriais será de cinco dias a contar do dia seguinte da intimação,
desde que o dia seguinte seja dia útil. Caso não seja dia útil, a contagem se inicia no primeiro
dia útil subsequente.
■ TESES E REQUERIMENTOS DOS MEMORIAIS NO JÚRI - Diferentemente dos outros
procedimentos na 1ª fase do júri, após a apresentação dos memoriais, o magistrado proferirá
uma decisão peculiar do rito especial do júri.

a) Pronúncia (art. 413 do CPP): quando houver indícios robustos de autoria e prova de
materialidade, encaminhando o réu para ser julgado em plenário.
b) Impronúncia (art. 414 do CPP): na ausência de provas sobre a existência do crime, ou de indícios
suficientes de autoria.
c) Desclassificação (art. 419 do CPP): quando for observada a ocorrência de infração penal não
dolosa contra a vida, encaminhando os autos para serem julgados pelo juiz competente.
d) Absolvição sumária (art. 415 do CPP): quando for verificada inexistência do fato ou da autoria,
atipicidade, excludentes de ilicitude ou excludentes de culpabilidade.
■ Dessa forma, o advogado de defesa nos memoriais do júri deverá verificar a ocorrência
de alguma nulidade, e alegar teses que possibilitem o pedido de impronúncia (art. 414 do
CPP), desclassificação (art. 419 do CPP) ou absolvição sumária (art. 415 do CPP).
■ Enquanto isso, a acusação buscará teses que possibilitem a decisão de pronúncia (art.
413 do CPP).
PEÇA, GABARITO E CORREÇÃO

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