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Como fazer gestão de igrejas?

Essa é uma pergunta muito comum entre


pastores e líderes que estão à frente de algum ministério. Afinal, Deus pede que os seus
filhos sejam “mordomos fiéis e prudentes”, administrando com zelo tudo aquilo que
pertence a Ele (Lucas 12:42-46). 
Sabemos que encarar essa responsabilidade não é fácil. Muito pelo contrário: gerir
igrejas é uma atividade complexa e desafiadora. Para te ajudar a ser um bom mordomo e
honrar a confiança que o Senhor depositou em você, listamos, nas próximas linhas, oito
boas práticas para administração eclesiástica. 
1. Separar, se possível, os papéis do pastor e do gestor
Embora a gestão de muitas igrejas seja feita pelo pastor, esta pode não ser a
melhor alternativa. Isso porque pastores foram chamados para liderar e discipular pessoas,
mas não necessariamente para lidar com questões burocráticas de uma organização – e,
cá entre nós, a estrutura administrativa das igrejas pode ser tão ou mais complexa quanto
a de uma empresa. 
Por isso, em muitos casos, a melhor saída para uma gestão organizada e eficiente é
contratar ou eleger um gestor, profissional encarregado de administrar recursos financeiros
e humanos. Lembre-se de que, além de formação em Administração, a pessoa escolhida
deve ser íntegra e temente a Deus. Se o pastor desejar – ou precisar, devido a limitações
orçamentárias – ocupar também o posto de gestor, ele deverá se dispor a aprender os
trâmites necessários.
2. Delegar responsabilidades 
Uma postura comum entre os líderes de igrejas é tentar “abraçar o mundo com as
pernas”, ou seja, fazer várias coisas de uma só vez. Acontece que, além de não ser
saudável, essa atitude não é produtiva, já que acaba resultando em uma grande
sobrecarga. Daí a importância de aprender a delegar responsabilidades para as pessoas. 
Antes de distribuir as atividades, porém, é preciso conhecer bem a equipe e avaliar
quais pessoas têm perfil para executar o trabalho que será delegado. Lembre-se também
de ser claro sobre a tarefa e o prazo de execução, acompanhar os processos e esclarecer
possíveis dúvidas. 
3. Fazer um planejamento estratégico
As ações da igreja devem ser não só orientadas pelo Espírito Santo, como também
intencionais. A igreja deve entender a realidade que a cerca, definir alvos e traçar cursos
de ação para atingir esses objetivos. É nesse ponto que entra o famoso planejamento
estratégico. Além de auxiliar gestores na alocação dos recursos financeiros, um bom
planejamento permite que os departamentos organizem melhor suas ações e maximiza as
chances de cumprimento da missão da igreja. Estas são, de forma resumida, as etapas do
planejamento estratégico:

ETAPA O QUE FAZER

1. Criação da
Definir organograma.
estrutura da organização

Determinar a razão de existir da igreja (a


2. Estabelecimento
essência do ministério), onde ela quer chegar e os
da missão, visão e valores
valores que devem envolver todas as atividades.

Avaliar as oportunidades que a igreja pode


aproveitar e as ameaças externas que a rondam.

Exemplos: Quais são as oportunidades na área de


3. Análise do
atuação da igreja? De quais tendências
ambiente externo
(tecnológicas, por exemplo) a igreja poderia se
beneficiar? Que comportamentos sociais podem ser
danosos à igreja? Que fatores podem afastar o
público-alvo da igreja do templo? 

Avaliar as forças e fraquezas da igreja.

4. Análise do Exemplos: O que a igreja faz bem? Quais são seus


ambiente interno diferenciais? No que ela pode melhorar? Há
problemas que ameaçam a subsistência ou saúde
espiritual da igreja? 

5. Estabelecimento Com base nas análises anteriores, a igreja


de objetivos e metas terá encontrado fatores críticos de sucesso, ou seja,
fatores que podem contribuir ou não para a
concretização do planejamento estratégico.

Nesta fase, portanto, ela deverá traçar objetivos e


metas para suprir suas necessidades (no caso de
ETAPA O QUE FAZER

pontos fracos) e para potencializar suas fortalezas.


O estabelecimento de alvos também deve ocorrer
de acordo com a visão da igreja.

Elaborar um plano de ação para cada meta e


definir os responsáveis para a execução delas.
Recomenda-se o uso da ferramenta 5W2H, que
6. Criação dos
esquematiza as tarefas com base nas respostas a
planos de ação
sete perguntas: O que fazer? Como fazer? Quando
fazer? Quem vai fazer? Onde vai ser feito? Quanto
custa fazer? Por que fazer?

Comunicar o plano de ação a todos os níveis


relacionados na estrutura organizacional, para que
7. Comunicação
a equipe tenha direcionamento e possa pôr as mãos
na massa.

Fazer reuniões periódicas para avaliar se o


8. Acompanhament
plano está evoluindo de acordo com o esperado ou
o
se há necessidade rever ou modificar objetivos.
Fonte: Instituto Jetro
4. Fazer controle patrimonial 
O controle patrimonial, que consiste no gerenciamento dos bens de uma
instituição, costuma ser visto como um procedimento burocrático e pouco importante para
uma gestão eficaz, mas é fundamental para a preservação do patrimônio da igreja. Além
disso, ele ajuda a reduzir custos, repor itens e otimizar processos de compra e venda.
Imagine, por exemplo, que determinada igreja comprou, no início do ano, 100
brinquedos para as crianças que participam do ministério infantil. É muito provável que, no
primeiro mês, algumas peças estejam quebradas. Depois de um semestre, esse número
será bem maior. Ao fim do ano, então, ainda mais.
Esses brinquedos tiveram uma vida útil adequada? Ofereceram um bom custo-
benefício? O fornecedor (ou a marca dos brinquedos) merece estar em um próximo
processo de compras? 
Independente da resposta às perguntas, o importante é que o acompanhamento do
patrimônio forneceu ao gestor informações estratégicas sobre a durabilidade e a
depreciação dos bens da igreja. Com o conhecimento que adquiriu, a congregação poderá
fazer investimentos mais assertivos nas próximas compras. 
5. Administrar as finanças
Um dos principais desafios relacionados à gestão de igrejas é a administração das
finanças, seja por falta de planejamento ou de profissionais capacitados para tratar dos
recursos. Vale lembrar que, embora sejam entidades sem fins lucrativos, as congregações
devem administrar as finanças com muita disciplina e organização. Isso porque elas não
estão isentas de obrigações legais, e o dinheiro com o qual lidam pertence ao Senhor.
Se quer honrar seus compromissos e ser capaz de investir no Reino de forma
inteligente, a igreja não pode abrir mão de uma boa gestão financeira. Para isso, é preciso
escolher pessoas capacitadas para integrar a tesouraria, revisar o orçamento anual, criar
fundos de reserva para emergências e adotar um software de gestão. Vale lembrar que a
administração das finanças deve estar alinhada às diretrizes do planejamento estratégico.
6. Prestar contas
Em Lucas 16:1-2, Jesus nos ensina que os mordomos cuidam temporariamente dos
bens que pertencem a outra pessoa, e que o verdadeiro dono exigirá uma prestação de
contas da administração depois.
Jesus disse aos seus discípulos: “O administrador de um homem rico foi acusado de
estar desperdiçando os seus bens. Então ele o chamou e lhe perguntou: ‘Que é isso que
estou ouvindo a seu respeito? Preste contas da sua administração, porque você não pode
continuar sendo o administrador’. 
Lucas 16:1-2 (Nova Versão Internacional)
Portanto, prestar contas aos membros da igreja sobre finanças e patrimônio é
obedecer as orientações do próprio Cristo. Agir com transparência, além de ser a coisa
certa a se fazer, também faz com que as pessoas se sintam participantes da congregação
e inspiradas a contribuir. 
7. Manter os dados cadastrais da membresia online
Muitas igrejas associam a manutenção da ficha cadastral dos membros a
burocracia. Isso porque, ao tocar nesse assunto, elas imaginam uma enorme papelada,
distribuída em gavetas de ferro pesadas. Felizmente, graças à tecnologia, a gestão de
membresia não precisa ser sinônimo de dor de cabeça.
Com o suporte de uma plataforma especializada, a igreja pode criar um banco de
dados digital com as informações cadastrais dos membros e usar filtros inteligentes para
entender melhor o perfil das pessoas. O processo de cadastro e de atualização dos dados,
ao contrário do preenchimento das fichas de papel, é rápido e prático. 
Se souber com quem está falando, a congregação conseguirá segmentar o envio de
comunicados, planejar ações de discipulado mais eficazes, encontrar talentos para integrar
ministérios específicos, entre outras coisas. 
8. Usar o Multigestor inChurch
Se sua denominação é grande, com igrejas regionais e locais, fazer uma boa gestão
se torna algo ainda mais desafiador. Sabendo disso, a plataforma inChurch oferece o
recurso de multigestão. Trata-se de uma tecnologia que permite que um mesmo sistema
administrativo sirva para tanto para a igreja matriz quanto para as filiais. 
Com a ferramenta, que ajuda a reduzir custos, cada igreja local tem o próprio painel
de controle, podendo administrar finanças, células e membresia de maneira independente.
O recurso de multigestão também se aplica à distribuição de conteúdo no site e aplicativo.
Isso significa que cada unidade pode ter uma página exclusiva. Ao mesmo tempo, é
possível estabelecer seções comuns a toda denominação, como “Missão, Visão e Valores”
e “Quem Somos”.
Desta forma, ao acessar o app ou site, o usuário escolhe a unidade na qual
congrega e tem acesso a todos os eventos, comunicados e materiais da sua igreja, bem
como a informações relevantes da igreja matriz.

Agora que você conhece as principais boas práticas para gestão de igreja, já pode
começar a otimizar a administração do seu ministério. Se precisar de orientação, conte
com a expertise da inChurch. Fale com nossos especialistas e descubra como podemos
ajudar você.

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