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D I S C I P L I N A Formação Territorial do Brasil

A ocupação do Sertão
nordestino e da Amazônia

Autores

Antonio Albuquerque da Costa

Paulo Sérgio Cunha Farias

aula

06
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Governo Federal
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva

Ministro da Educação
Fernando Haddad

Secretário de Educação a Distância – SEED


Carlos Eduardo Bielschowsky

Universidade Federal do Rio Grande do Norte Universidade Estadual da Paraíba

Reitor Reitora
José Ivonildo do Rêgo Marlene Alves Sousa Luna

Vice-Reitora Vice-Reitor
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Secretária de Educação a Distância Coordenadora Institucional de Programas Especiais – CIPE


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Secretaria de Educação a Distância (SEDIS) – UFRN

Coordenador de Edição Diagramadores


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Projeto Gráfico
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Ivana Lima (UFRN)
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Arte e Ilustração Revisora de Língua Portuguesa


Adauto Harley (UFRN) Maria Divanira de Lima Arcoverde (UEPB)
Carolina Costa (UFRN)
Heinkel Hugenin (UFRN)
Leonardo Feitoza (UFRN)

Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Central - UEPB

910.9
C837f Costa, Antônio Albuquerque da.

Formação Territorial do Brasil/ Antônio Albuquerque da Costa; Paulo Sérgio Cunha


Farias. – Campina Grande: EdUEP, 2009.

385 p.: il.

ISBN: 978-85-7879-050-9

1. Geografia - Brasil. 2. Geografia – Estudo e Ensino. I. Farias, Paulo Sérgio Cunha.


II. Titulo.

21. ed. CDD

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expressa da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

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Apresentação

C
omo você viu até aqui, não resta dúvidas que a cana-de-açúcar foi a principal atividade
econômica desenvolvida no Brasil colônia, responsável pelo povoamento português da
costa oriental, mas também pela perseguição e desterritorialização dos vários grupos
indígenas e pelo intenso fluxo de escravos africanos. Vimos ainda, que a cana-de-açúcar foi
uma atividade que causou profundas transformações nas nossas paisagens naturais com a
destruição da Mata Atlântica.

Tal impacto ambiental foi em grande parte o responsável pela interiorização da pecuária
pelo Sertão nordestino. Vamos discutir, nesta aula, como isso foi possível.

Observamos também, que as condições naturais de solo e clima, bem como a proximidade
da costa favoreceram a atividade canavieira. Vimos ainda que os primeiros engenhos eram
movidos à tração animal. A necessidade criar animais de tiro para o serviço dos engenhos e
de animais de corte para o consumo enquanto alimentação era, a princípio, viabilizada nas
próprias unidades canavieiras sem grandes problemas. Situação que se resolvia com a criação
dos animais em confinamento enquanto que a cana, que era a principal atividade econômica,
era cultivada em campos abertos.

Nesta aula vamos conversar um pouco sobre as atividades que foram muito importantes
para o processo de povoamento português pelo interior brasileiro, mas que se mantiveram
como atividades secundárias diante da importância econômica do açúcar. Exceção feita ao
ouro, motivo de cobiça e de busca dos colonizadores desde que aqui colocaram os pés pela
primeira vez.

Vamos mergulhar neste capítulo da formação territorial do nosso país e esperamos que
você, literalmente, viaje conosco, aproveitando cada momento dessa aventura.

Lembramos a você de que a cartografia da aula não tem aspecto apenas ilustrativo, é um
importante instrumento de leitura e tem o objetivo de proporcionar ao leitor se situar no espaço.

Objetivos
É nosso objetivo nesta aula que você:

Reconheça na pecuária extensiva a atividade econômica


1 capaz de integrar os sertões semi-áridos ao território
colonial português.

Entenda a estratégia portuguesa para ocupar e incorporar


2 a Amazônia como território lusitano.

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O rastro das boiadas
abrindo as veredas dos sertões
O consórcio, agricultura para exportação e pecuária para atender as necessidades internas,
não foi capaz de se manter por muito tempo no mesmo espaço canavieiro. Por que isso aconteceu?

Vamos analisar o contexto da colônia na época.

Primeiramente, é preciso entender que, embora os núcleos de povoamento fossem


pequenos e inexpressivos, havia neles uma população que - dedicada às atividades urbanas,
sobretudo administrativas e de exportação do açúcar, não era produtora direta e precisava dos
alimentos que não produzia. Sendo assim, o gado além de ser utilizado nos engenhos, deveria
também alimentar essa população urbana que crescia. Lembramos também que os engenhos
utilizavam como fonte de energia a mata, que rapidamente foi sendo devorada pelo fogo, o
que urgia que a lenha fosse buscada cada vez mais distante, situação que exigia o aumento
dos animais para o transporte.

Esses animais utilizados nos serviços dos engenhos e também na alimentação da população
haviam sido introduzidos pelos portugueses na Colônia, pois ao chegarem aqui, não encontraram
animais que houvessem sido domesticados pelos índios, com exceção do papagaio, o qual não
tinha valor utilitário. Desta forma, os portugueses, trouxeram da Europa (já na primeira metade
do século XVI) animais domésticos para os engenhos de açúcar (bovinos, caprinos, suínos e
eqüinos), e introduziram vegetais tropicais oriundos da Ásia, África e da Oceania.

várzeas De início, o espaço colonial era assim organizado: as várzeas, com férteis solos de massapé
Várzeas – são os terrenos
eram utilizadas para a plantation açucareira enquanto que os interflúvios de solos arenosos, e
baixos adjacentes ao curso de menor fertilidade, eram utilizados para a pecuária e para a agricultura de subsistência.
rios, os quais geralmente
são inundados nos Logo se percebeu a incompatibilidade de desenvolver no mesmo espaço essa duas
períodos de cheias que atividades. A cana-de-açúcar que era o centro das atenções econômicas e a pecuária que,
ao transportarem humos,
apesar de toda importância que teve para a ocupação do interior, sempre foi uma atividade
fertilizam estas áreas
ribeirinhas.
secundária e subsidiária da cana-de-açúcar. Observa Andrade (1982, p. 61-62) que, enquanto
a mata era abundante, essa separação entre a agricultura e o criatório se fazia com cercas
construídas de pau-a-pique, para prender os animais, porém à medida que as matas foram
sendo destruídas, essa solução passou a se tornar inviável. Desta forma, já no governo geral de
Interflúvios
Tomé de Sousa foi determinado que o gado fosse criado, no mínimo, a 10 léguas de Salvador,
Interflúvios – terrenos onde pastaria solto.
elevados que se situam
entre os vales de dois rios. Esta linha divisória ente a agricultura de exportação e a pecuária foi denominada de
travessão e se difundiu por todo o Nordeste Oriental, limite que foi progressivamente sendo
empurrado para o interior, cada vez mais distante das áreas de cultivo. Este limite definido
entre a lavoura e o criatório estabelecia que

Dentro do travessão a agricultura era feita livremente e o gado só poderia aí permanecer, se


cercado ou preso; fora do travessão a lavoura é que era cercada e o gado podia ficar solto,
em campo aberto, desde que a área era reservada à pecuária (ANDRADE,1986, p.156).

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No período em que começa a haver essa separação entre a atividade da plantation e o
criatório, os dois mais importantes centros açucareiros do Brasil eram Olinda e Salvador,
núcleos de onde partiram as principais correntes de povoamento dos sertões. Embora seja
certo que as primeiras entradas para o interior nordestino tenha se dado pela busca de minas
de metais preciosos, que ocorreram em insucesso. Foi o gado o elemento povoador dessa
imensa hinterlândia. Hinterlândia

Merece destaque nesta empreitada Garcia de Sousa d’Ávila, que se instalou na Casa Hinterlândia – vem
da palavra inglesa
da Torre (ver foto 01), casa-fortaleza construída na baía de Tatuapera – Bahia, local de onde
hinterland, tem significado
partiram as entradas para ocupar a hinterlândia baiana. Foi ele o primeiro colonizador a dar semelhante ao de Sertão
grande importância a criação de gado. Suas terras foram adquiridas ainda no governo de Tomé durante o período colonial,
de Sousa, mas ele e seus descendentes trataram de ampliar suas posses através da aquisição ou seja, imensa área
interiorana, distante
de mais sesmarias. Desta forma, os Garcia d’Ávila se tornaram, no século XVIII, os maiores
da costa e de centros
latifundiários de que se tem notícia na história do Brasil, com mais de 340 léguas de terras, urbanos. O termo aplica-
as quais se estendiam desde o sertão baiano até os sertões do Piauí e o do Cariri Cearense. se também a uma área
Apenas o Latifúndio da Casa da Ponte, de Antônio Guedes de Brito, com suas 160 léguas de econômica que é drenada
por um porto.
terras era a propriedade cuja dimensão mais se aproximava do latifúndio da Casa da Torre.

Fonte: http://www.eujafui.com.br/view-foto.php?cf=578 – Acesso em 21/12/2008.

Foto 01 – Ruínas da Casa da Torre na baía de Tatuapera – Bahia

Partindo da Casa da Torre, os criadores seguindo os cursos dos rios Vasa Barris, Itapicuru
e Paraguaçu, através dos quais transpuseram a Chapada Diamantina e atingiram o médio
curso do rio São Francisco, de onde uns criadores foram povoar o Sul da Bahia e o Norte de
Minas Gerais, outros criadores seguiram a direção norte, ultrapassaram o rio São Francisco
e instalaram fazendas de gado no Piauí e no sul do Maranhão. Ainda partindo da Casa da
Torre, outra corrente de criadores conquistou todo o litoral, hoje, sergipano e no trecho entre
as cachoeiras de Paulo Afonso e Sobradinho ultrapassaram o rio São Francisco para ocupar
os sertões de Pernambuco, Paraíba e Ceará onde encontraram as correntes de povoamento
provenientes de Olinda. (ver mapa 01)

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Fonte: ANDRADE, Manuel Correia de. História econômica e administrativa do Brasil. São Paulo: Atlas, 1982.
Mapa 01 – Ocupação do Sertão Nordestino a partir de Olinda e Salvador

Até aqui nos concentramos no povoamento dos sertões nordestinos, provenientes da


Casa da Torre. Não podemos esquecer do tão importante papel que teve Olinda na ocupação do
chamado Sertão de Fora, através de duas correntes pecuaristas que partiram desse importante
centro colonial. Uma corrente que tomando o sentido Sul chegou à margem direita do rio
São Francisco, por onde seguiu rio acima para povoar o Sertão pernambucano. Uma outra
grande corrente se direcionou para o Norte e chegou até o Pará. Esta corrente seguiu a linha
litorânea, visto que no litoral Norte o semi-árido chega até a costa e povoou os sertões do
Rio Grande do Norte e do Ceará, e através do curso do rio Açu chegou ao Sertão da Paraíba.
Tais penetrações para o interior foram ocorrendo ao longo de toda costa setentrional com as
várzeas dos grandes rios secos tais como o Apodi, o Jaguaribe e Acaraú servindo de caminhos
naturais. Era intenção dos entradistas que partiram de Olinda ocupar o Sertão de Fora, mas
também defender esta imensa costa setentrional dos franceses que se faziam presentes e
ocupavam o Maranhão. (ver mapa 01).

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O modelo de civilização dos
sertões pecuaristas e sua organização espacial
Você já parou para pensar por que a pecuária escolheu o Sertão? Vamos refletir um
pouco sobre isso...

Algumas condições foram importantes para a implantação das fazendas de gado nos
sertões nordestinos. Em primeiro lugar vamos lembrar que a ocupação holandesa foi um fato
importante para que os criadores se embrenhassem sertões adentro, buscando se afastar da
zona canavieira que estava em poder dos neerlandeses. Um outro elemento importante para que
o gado se expandisse rapidamente no sertão, foi o clima semi-árido, visto que, o clima seco é
mais saudável para o rebanho por dificultar a proliferação de verminose e outras doenças que
atacavam o rebanho. Por último, não podemos esquecer de que o gado era uma mercadoria
que se auto-transportava, o que possibilitava o distanciamento do criatório das áreas já mais
densamente povoadas.

Porém, o clima semi-árido não oferecia apenas vantagens. As secas prolongadas e a


escassez de água por vezes chegavam a dizimar os rebanhos. Mas o clima também condicionou
a própria organização espacial das fazendas nos sertões, pois os rios que serviam de caminho
para a ocupação da caatinga eram também a fonte de água para o gado e para a população,
através das cacimbas cavadas em seus leitos secos.

Desta forma, visando aproveitar os poucos cursos perenes ou a água proveniente dos
lençóis freáticos, foi ao longo dos rios que as fazendas foram se estabelecendo, com suas
sedes às suas margens ou nas suas proximidades, motivo pelo qual as várzeas passaram a ser
valorizadas em detrimento das caatingas dos interflúvios. Sendo assim, as fazendas passaram
a ter formato alongado a partir dos rios, sobretudo com as sucessões hereditárias, quando
foram se tornando com testadas estreitas nas ribeiras e muito compridas ao avançarem para
as caatingas de interflúvios.

Nesse ambiente, de escassez hídrica desenvolveram-se relações sociais e de produção,


bem como espaço sui generis. Vamos ver de que forma.

Os grandes pecuaristas, em geral, não foram residir nas suas fazendas que eram
distantes, isoladas de difícil acesso, permaneceram em sua grande maioria na Zona da Mata.
Deixaram-nas aos cuidados de vaqueiros que eram remunerados com a quarta parte dos
bezerros ou potros nascidos. Embora o trabalho escravo também tenha sido utilizado no
criatório não teve nesta atividade a mesma força e importância que teve para a plantation
açucareira, em função das próprias características da pecuária que era ultra-extensiva e, Ultra-extensiva
portanto, necessitava de pouca mão-de-obra.
Pecuária ultra-extensiva
– Diz-se da pecuária na
Nesse ambiente isolado, sujeito às estiagens periódicas e de pouca circulação monetária,
qual o gado é criado solto
foi se fixando uma população que teve que se adaptar ao que este meio oferecia, ou seja, em campos abertos,
passou a viver numa economia de subsistência. Nos períodos chuvosos, plantava nos roçados, com pasto natural, sem
cuidados específicos.
confinados por cercas de varas, os alimentos que já eram cultivados pelos indígenas (feijão,

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milho, fava, mandioca, cujo restolho era utilizado na alimentação do gado nos períodos secos),
utilizava o leite e o queijo, nos períodos que estes eram abundantes, recorria à caça e ao abate
dos animais de pequenos portes que criava (cabras, galinhas, porcos etc.). Este estilo de
vida simples e de escassez de bens de consumo fez surgir no semi-árido nordestino o que
Capistrano de Abreu denominou de “civilização do couro”, visto que, mobiliário, vestimenta e
utensílios diversos eram confeccionados a partir do couro das reses abatidas.

Já falamos que o gado era uma mercadoria que se auto-transportava, você já deve ter
percebido que para ir para os centros de consumo na Zona da Mata Pernambucana e no
Recôncavo Baiano a boiada fazia uma longa e penosa caminhada, atravessando a imensidão
seca do semi-árido. Vimos ainda que o gado era criado solto, alimentava-se, portanto, das
pastagens naturais que desapareciam nas secas prolongadas. Diante do exposto, é evidente
que esse tipo de pecuária era de baixa produtividade, pois ou nos deslocamentos sazonais
a busca de água e pasto, ou nas longas caminhadas para a Zona da Mata o gado emagrecia.

Nessa pecuária ulta-extensiva, na qual, o gado era criado solto em campos abertos, era
comum que os rebanhos de diversas fazendas se misturassem, acontecia também que algumas
reses embrenhadas por anos na caatinga se tornassem selvagens. No final do período chuvoso,
com o gado gordo, os vaqueiros se reuniam para separar o gado das diversas fazendas, ferrar
os bezerros e perseguir os animais que haviam voltado ao estágio selvagem, esse ritual que
era chamado de apartação, constituíam-se em momentos de verdadeiras festas que entraram
para a tradição nordestina: as vaquejadas.

Apesar da pecuária ter se instalado de forma dispersa pelo sertão nordestino, cumpriu
um importante papel de ocupação definitiva dessa hinterlândia. Teve ainda, uma importância
fundamental para formação de vilas e povoados ao longo dos caminhos do gado (ver Mapa
02 – Os caminhos das boiadas no interior do Nordeste), nas paradas onde os boiadeiros
juntamente com os rebanhos descansavam e se abasteciam. Algumas dessas paradas se
tornaram importantes cidades, sobretudo, no Agreste nordestino.

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Mapa 02 – Os caminhos das boiadas no interior do Nordeste

Fonte: ANDRADE, Manuel Correia de. História econômica e administrativa do Brasil. São Paulo: Atlas, 1982.

Atividade 1
Vamos associar o que estamos estudando ao nosso espaço vivido e percebido?

a) Observe a região na qual você mora. Seu município está localizado na Mata, Agreste,
Brejo ou Sertão? Qual é a principal atividade econômica do seu município? Pecuária ou
agricultura? O gado é criado solto ou confinado? E as plantações são cercadas? Com
base nesses questionamentos e nas suas observações é possível afirmar que a prática do
travessão se transformou num dos elementos da cultura nordestina que chega aos dias
atuais? Explique.

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b) Pesquise sobre a formação territorial do seu município. Seu surgimento deve-se à pecuária
ou à plantation açucareira?

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As missões religiosas e a ocupação
da Amazônia pelos Portugueses
Vamos prosseguir com nossa conversa sobre a incorporação das áreas interioranas ao
território do Brasil Colônia.

Nós já sabemos que toda a área que corresponde a Amazônia era território espanhol pelo
tratado de Tordesilhas. Acontece, porém, que entre os anos de 1580 e 1640, Portugal esteve
sob o domínio da coroa espanhola, sendo assim, na prática, o tratado de Tordesilhas deixou
de ser um impedimento legal para a penetração portuguesa no território espanhol, já que,
Portugal e Espanha eram um mesmo país.

A Espanha que estava empenhada em proteger suas regiões produtoras de ouro e prata
não teve maior interesse em colonizar a bacia do Amazonas. Área cobiçada e de incursões dos
holandeses, franceses e ingleses, pois controlar a desembocadura desse grande rio significava
ter o domínio de todo esse imenso espaço drenado por esta bacia hidrográfica.

Desta forma, a Espanha deixou aos portugueses a tarefa de proteger esse território, os
quais tiveram que expulsar os franceses da França Equinocial em 1615, e os holandeses da foz
do rio Amazonas, em 1616, fato que levou a fundação de Presépio (hoje cidade de Belém) em
lugar estratégico. Tentando utilizar-se da mesma estratégia posta em prática na ocupação da
costa oriental, Portugal arriscou desenvolver a plantation açucareira, o que não deu resultados
em função das condições naturais da Amazônia. Para ocupar essa região Portugal teve utilizar
outras estratégias. Vamos ver que estratégias foram essas:

a) A primeira dessas estratégias foi encontrar uma forma de explorar economicamente


essa região, o que encontrou na própria floresta com os gêneros que naturalmente eram
abundantes nesse ecossistema e interessavam a Europa: a canela, o cravo, a castanha, a
salsaparrilha, o cacau, plantas aromáticas e medicinais, além de uma rica fauna.

b) A outra estratégia foi utilizar a mão-de-obra nativa, que dominava como ninguém esse
território e culturalmente estava apta a ajudar os portugueses na coleta desses gêneros
(que ficaram conhecidos como as “drogas do sertão”), pois era especialista em percorrer
a selva e o emaranhado de rios, coletando vegetais, caçando e pescando, já que eram
atividades básicas para sua sobrevivência.

c) Porém a estratégia que viabilizou as demais e garantiu definitivamente a posse da


Amazônia foi a implantação das missões religiosas, que tiveram um papel fundamental na
doutrinação e cooperação dos indígenas. Com a alegação de converter os índios à fé cristã
os missionários das ordens jesuítas, carmelitas vicentinos e mercedários subiram pelo
rio Amazonas evangelizaram os índios e os agruparam em aldeias juntos aos cursos dos
principais rios navegáveis. Fizeram também o chamado descimento, que era o aldeamento
dos índios evangelizados dos altos cursos dos rios para as proximidades da costa.

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Como os índios evangelizados foram submetidos a uma vida regrada e de auxílio aos
padres, os colonos seguiram as missões com o intuído de escravizá-los, motivo pelo qual
colonos e missionários entraram em vários conflitos. Mas os conflitos ocorreram também
entre as próprias ordens missionárias, motivo pelo qual houve demarcação territorial para a
atuação das ordens religiosas. Havia também divergências entre a atuação dessas ordens e
estando os jesuítas imbuídos do propósito de criar na América do Sul, sob seu comando, um
imenso império da Igreja Católica, não se prestaram ao papel de abrir caminho para o avanço
dos colonos europeus como fizeram outras ordens religiosas. Além do mais, estando a
Companhia de Jesus mais identificada com a Espanha, os portugueses tiveram a iniciativa de
distanciar suas missões dos núcleos mais próximos de povoamento espanhol como podemos
observar no mapa 03.

Mapa 03 – As missões religiosas na Amazônia

Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Mauríco de. et. Al. – Atlas Histórico Escolar 8ª ed. Rio de Janeiro: FENAME, 1983. p.22.

Os índios submetidos ao disciplinamento e ao rigor das ordens religiosas (Gravura 01


e 02) construíram as instalações das missões (que eram constituídas de residências, igreja,
escola, armazéns e depósitos (Ver gravura 03), cuidavam do cultivo dos gêneros alimentícios
necessários ao abastecimento da missão, coletavam os produtos da floresta e praticavam a
caça e a pesca que eram exportadas para custear os empreendimentos religiosos. O dinheiro
adquirido com as exportações não só financiavam as missões, mas também enriqueciam as
ordens religiosas que adquiriam importância e poder no Brasil colônia. Os colonizadores sem o
mesmo poder de persuasão dos padres seguiam as ordens religiosas para escravizar os índios,
e entravam em conflitos com os padres que temiam a dispersão dos indígenas pela floresta.
Embora a escravidão indígena só fosse permitida nas chamadas guerras justas ou quando
houvesse o resgate desses por aprisionamento de tribos inimigas que os fossem matar. Os
colonizadores os escravizavam alegando tê-los resgatados em tais situações.

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Gravura 01 – Índio aliado da França no Maranhão em Gravura 02 – Índio militarizado para combater os
traje francês para o batismo e primeira comunhão estrangeiros e indígenas não pacificados na Amazônia

Fonte: Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Mauríco de. et. al. – Atlas Histórico Escolar Fonte: Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Mauríco de. et. al. – Atlas Histórico Escolar
8ª ed. Rio de Janeiro: FENAME, 1983. p.25.
8ª ed. Rio de Janeiro: FENAME, 1983. p.23.

Gravura 03 – Aldeia missionária

Fonte: ALBUQUERQUE, Manoel Mauríco de. et. al. – Atlas Histórico Escolar 8ª ed. Rio de Janeiro: FENAME, 1983. p.23.

A escravidão indígena só foi definitivamente abolida da região amazônica no século XVIII,


quando o Marquês de Pombal entregou o comando das missões a administradores leigos e
expulsou os jesuítas do Brasil, por estes terem resistido a tal decisão. Assim os indígenas
continuaram a ser a principal mão-de-obra explorada pelos colonizadores na região, pois como
os índios haviam sido destituídos da tutela dos padres, os colonizadores se sentiram livres
para investirem contra seus aldeamentos.

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Quando Portugal recuperou sua soberania política, praticamente toda a Amazônia estava
ocupada pelas missões religiosas e protegida pelas fortalezas militares que guarneciam todos
os principais acessos da imensa hinterlândia. Como era de se esperar, a Espanha iria reivindicar
esse gigantesco território que por direito, estabelecido pelo Tratado de Tordesilhas, era seu.
Por outro lado, os portugueses que haviam investido duramente na conquista desse território
não queria abrir mão do seu esforço de ocupação dessa imensa região.

Se por um lado, com a União Ibérica, Portugal perdeu sua autonomia política, por outro,
ganhou livre acesso para avançar nos domínios espanhóis. Com o fim da União Ibérica, o
conflito entre esses dois países estava instaurado, para solucionar tal problema Portugal
apelou para a diplomacia, na qual saiu vitorioso com a reivindicação de um novo conceito de
fronteiras defendido pelo português nascido no Brasil, Alexandre de Gusmão, o qual se baseava
no princípio romano do uti possidetis, ou seja, dava-se o direito de posse da terra a quem a
houvesse ocupado de fato. Esse novo acordo diplomático assinado por Portugal e Espanha,
em 1750 (tratado de Madrid), deu ao Brasil os contornos que se aproximam dos atuais, e pôs
fim ao Tratado de Tordesilhas que na prática já não era respeitado. (ver mapa 04)

Fonte: BECKER, Bertha K. e EGLER, Cláudio A. G. Brasil: uma nova potência regional na economia-mundo. 2ª ed.Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1994.

Mapa 04 – Traçado territorial do Brasil a partir do Tratado de Madid

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Firmado o Tratado de Madrid, Portugal usou como estratégia de consolidação das
fronteiras, a criação, pelo Marquês de Pombal, da Capitania do Rio Negro (que corresponde
ao Estado do Amazonas) cuja capital foi a cidade de Barcelos no médio curso do Rio Negro.

Ao governador da Capitania do Rio Negro, Manuel da Gama Lobo D’Almada foi dada a
tarefa de reorganizar a economia da região que passava por problemas econômicos desde
que a administração das missões saíra da alçada dos religiosos e passara para as autoridades
civis. Entre as estratégias utilizadas por Lobo D’Almada encontra-se a transferência da Capital
da província de Barcelos para Logar da Barra (atual Manaus) que ficava mais bem localizada,
na proximidade da confluência do rio Negro com o Solimões, e dava maior controle sobre
as vias de circulação; deu início a atividades agrícolas tropicais como o anil, o café e o arroz
e transformou o extrativismo do cacau em atividade agrícola; deve-se ainda a este estadista
a introdução da pecuária bovina nos campos da ilha de Marajó e nos do Rio Branco (atual
Roraima), povoando este mais distante recanto do território colonial com uma atividade que
exigia pouca mão-de-obra, mas que ocupava muitas terras, garantindo desta forma a ocupação,
de fato, desse território, com o objetivo de frear a penetração espanhola proveniente de Caracas.
Estava dessa forma garantida a ocupação do território amazônico pelos portugueses.

Vamos refletir um pouco sobre


as características espaciais do território amazônico...
A intricada mata existente na Amazônia foi uma barreira natural que dificultou a penetração
dos colonizadores em seu interior, no entanto, a gigantesca rede hidrográfica que drena esse
imenso território serviu de caminho que possibilitou o fácil acesso dos portugueses no
coração da selva.

Tais características, desse meio, fizeram com que as missões religiosas e as bases
militares se estabelecessem juntas aos rios, única forma de acesso e de abastecimento possível
no interior da densa floresta equatorial. Fazia-se assim um tipo de povoamento disperso e ao
mesmo tempo pontual, mas que atendia aos objetivos de garantir a posse do território e da
coleta das drogas do sertão, cuja ocorrência se dava ao acaso da natureza por esse amplo
espaço. Vem da especificidade desse meio a importância que foi dada ao índio como mão-de-
obra, já que dominava como ninguém os mistérios desse território.

É com base no que foi exposto que podemos entender os núcleos de povoamento e,
posteriormente, o surgimento da rede urbana amazônica, intimamente relacionada a estes
caminhos fluviais. Sobre a disseminação das vilas e povoados nas margens dos principais rios
amazônicos Andrade (1982) afirma que:

O povoamento da Amazônia, baseado na pesca, na caça e no extrativismo vegetal, foi a


base de pequenos nódulos – vilas e povoações – disseminadas pelas margens dos rios
principais e ligados uns aos outros pela navegação fluvial. Este povoamento, apesar de
numericamente pouco expressivo, foi suficiente para garantir a soberania nacional por
uma extensão superior a cinco milhões de quilômetros quadrados, mais da metade do
território brasileiro. (ANDRADE, 1982, P. 68)

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Atividade 2
Observe o mapa abaixo:

Explique a estratégia geopolítica dos portugueses para garantir a posse do território


na Amazônia.

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Aqui encerramos esta nossa aula, esperamos que você tenha enriquecido um pouco mais
seu conhecimento sobre a interiorização do povoamento no território brasileiro. Evidente que
há muito mais o que aprender sobre o assunto e temos a certeza de que você despertou para
aprofundar as leituras e pesquisas sobre a temática.

Na próxima aula continuaremos a estudar sobre o processo de ocupação do interior do


Brasil, desta vez com a mineração e a agricultura de subsistência, até lá!

Resumo
Nesta aula tivemos a oportunidade de estudar sobre a interiorização do
povoamento do Brasil colônia. Vimos que esse processo foi fundamental para o
alargamento do domínio português além do Meridiano de Tordesilhas. Percebemos
o quanto os portugueses foram perspicazes durante sua dependência ao reino
espanhol e embora tivessem perdido sua soberania política tiveram a esperteza
de tirar o máximo proveito da negligência espanhola sobre suas posses na bacia
Amazônica. Vimos ainda que a pecuária foi uma atividade subsidiária, a plantation
açucareira e que por isso foi ocupar as terras do semi-árido nordestino, que não
se prestavam à agricultura comercial, e que a invasão holandesa contribuiu para
uma maior interiorização desta atividade que queria distanciar-se dos batavos.
Você também pode perceber que o colonizador português conseguiu até o século
XVIII ocupar a maior parte do território que hoje pertence ao Brasil com atividades
que utilizavam grandes extensões de terras, mas que concentravam poucas
pessoas. Foi assim com a pecuária, e com as drogas do sertão. Neste aspecto,
podemos observar o quanto os portugueses foram estratégicos ao utilizar o
princípio do uti possidetis e garantir a posse de todo o imenso território onde
havia esta população rala e dispersa.

Autoavaliação
Agora só nos resta ver o que aprendemos e onde residem nossas dúvidas.

a) Explique os motivos que levaram a pecuária a se instalar nos sertões nordestinos.

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b) Quais os pontos positivos e negativos da escolha do Sertão para a pecuária?

c) Explique os motivos que possibilitaram a maior utilização do índio como força de trabalho
na Amazônia.

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d) Explique como foi possível Portugal ocupar as terras da Amazônia que pelo Tratado de
Tordesilhas pertenciam à Espanha.

Leituras complementares
Além da leitura do texto outras fontes são importantes para você aprofundar seu
conhecimento sobre o assunto que abordamos. Sugerimos que você leia:

ANDRADE, Manuel Correia de. A terra e o homem no Nordeste: contribuição ao estudo da


questão agrária no Nordeste. São Paulo: Atlas, 1986.

É uma das obras mais importantes do autor, bastante lida e citada por pesquisadores de
diversas áreas das ciências sociais. Escrita de forma clara é uma leitura agradável. Tornou-
se um clássico para quem deseja entender a formação do Nordeste do Brasil. Interessa-nos
mais especificamente para nossa aula o capítulo 5 “O latifúndio, a divisão da propriedade e
as relações de trabalho no Sertão e no Litoral Setentrional”, mas a leitura de todo o livro é
recomendável.

PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. 35ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.

Trata-se de um clássico da formação econômica do território brasileiro. Para essa aula


é interessante que você leia o Capítulo 8 e 9, cujos respectivos títulos são: “A pecuária
e o processo de povoamento no Nordeste” e “A colonização do Vale Amazônico e a
Colheita Florestal”.

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Referências
ANDRADE, Manuel Correia de. História econômica e administrativa do Brasil. São Paulo:
Atlas, 1982,

______. A terra e o homem no Nordeste: contribuição ao estudo da questão agrária no


Nordeste. 5 ed. São Paulo: Atlas, 1986.

______,A questão do território no Brasil. São Paulo: Hucitec, 1995.

______, Formação territorial e econômica do Brasil. Recife: FJN/Editora Massagana, 2003.

FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 22ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1987.

MOREIRA, Ruy. Formação do Espaço Agrário Brasileiro. São Paulo: Brasiliense, 1990.
(Coleção tudo é história, número 132).

PEREGALLI, Enrique, Como o Brasil ficou assim?: formação das fronteiras e formação das
fronteiras e tratados dos limites. São Paulo: Global Ed., 1982. (História popular; 9)

8)PRADO JÚNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. 35ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1987.

9)SODRÉ, Nelson Werneck. Formação histórica do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Bertrand
Brasil,1990.

Anotações

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Anotações

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Anotações

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Formação Territorial do Brasil – GEOGRAFIA

EMENTA

Formação territorial e econômica; federalismo e fragmentação territorial; desenvolvimento das forças produtivas e dinâmica
territorial; o brasil no contexto da economia globalizada e a divisão territorial do trabalho.

AUTORES

> Antonio Albuquerque da Costa

> Paulo Sérgio Cunha Farias

AULAS

01 Sobre o território brasileiro: como teorizar a sua formação à luz dos conceitos da Geografia

02 A territorialização ibérica do mundo e a expansão do capitalismo na sua fase embrionária

03 A chegada dos portugueses ao continente americano: do “descobrimento” às primeiras formas de territorialização


do colonizador português no Brasil (as feitorias)

04 A territorialização de fato do colonizador português: as capitanias hereditárias e a plantation açucareira

05 A penetração da colonização para o interior: entradas e bandeiras alargam o território colonial e transformam o
Tratado de Tordesilhas em “letra morta”

06 A ocupação do Sertão nordestino e da Amazônia

07 A mineração e agricultura alimentar na ocupação do Brasil central

08 A ocupação antiga do Brasil meridional

09 A ocupação moderna e definitiva do sul

10 O “arquipélago” de “ilhas” econômicas do Império e da Primeira República

11 A Primeira República e a consolidação das fronteiras

12 Do arquipélago de “ilhas” econômicas à integração do território

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