Você está na página 1de 10

Licenciatura em Geografia – UFF/ Campos dos Goytacazes

Pesquisa e Prática Educativa I – Geografia

Turma 2021/2

Prof. Ricardo Luigi

Discente: João Paulo Rodrigues Almeida

FICHAMENTO - TEXTO 01a

1. Indicação bibliográfica (a referência do texto de acordo com as normas da ABNT):

FERNANDES, Elisângela. David Ausubel e a aprendizagem significativa. Nova Escola, 2011.


Disponível em: <https://novaescola.org.br/conteudo/262/david-ausubel-e-a-aprendizagem-
significativa/>. Acesso em: 27 de jun. de 2021

2. Dados básicos sobre o autor (qual a formação do autor? Sobre o que são suas pesquisas?):

Elisangela Fernandes é graduada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica


de São Paulo (2008) e mestranda em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade
Estadual de Campinas. Atua na intersecção entre comunicação e educação. Trabalhou como
repórter no movimento Todos pela Educação e nas revistas Nova Escola e Gestão Escolar.

3. Tema do texto (o assunto principal; tem vínculo com o título do texto?):

O texto tem como temática principal o conceito de aprendizagem significativa


proposto por David Paul Ausubel.

4. Objetivos do texto (o que o texto quer mostrar? O que pretende discutir? Quais ideias
quer defender?):

A leitura tem por objetivo apresentar o conceito de aprendizagem significativa


proposto por David Ausubel em 1963, no qual, se opõe às ideias behavioristas que
predominavam na época. O texto tem por finalidade discutir o processo de ensino-
aprendizagem a partir da ótica em que o conhecimento prévio do estudante é considerado
elemento importante para o decorrer do processo.

5. Problemática (qual problema é colocado pelo autor, quais os principais pontos que o autor
toca para desenvolver o seu raciocínio):

Para Ausubel a história do sujeito é levada em consideração para o processo de


ensino-aprendizagem, sendo assim, é possível reconfigurar o conhecimento já existente e de
relacioná-lo com novos conteúdos. Além disso, o docente tem papel importante em propor
situações que favoreçam essa aprendizagem de forma significativa e contextualizada que
possibilite a construção do conhecimento, porém o estudante também tem função
determinante na predisposição para que ocorra o processo de aprendizagem de forma
substancial.

Ausubel também definiu a aprendizagem mecânica, ou seja, são aqueles conteúdos


que são memorizados de forma aleatória sem estarem estruturados com capacidade mental
do estudante. Para ele, a aprendizagem mecânica e a aprendizagem significativa não são
antagônicas e fazem parte de um processo contínuo. Enquanto a aprendizagem mecânica se
perde mais rápido com o passar do tempo, servindo apenas para situações já conhecidas, em
contrapartida, a aprendizagem significativa é marcante podendo ser resgatada de forma mais
rápida.

O texto também tem como problemática o modelo escolar que prepara o aluno para
prática de memorização e não para pensar de forma complexa. Assim, a escola necessita ter
condições propícias para aprendizagem, sendo um ambiente motivador que mobilize e
relacione os novos conhecimentos com os conhecimentos prévios do estudante.

6. Questões suscitadas pelo texto (o que o texto lhe fez refletir?):

Através do conceito de aprendizagem significativa e as questões abordadas no texto,


pude refletir a importância de o processo de ensino-aprendizagem estar relacionado com o
contexto do estudante e seus conhecimentos prévios. E a partir disso, pude recordar
momentos em que na minha formação de base, a aprendizagem significativa não esteve
priorizada.
7. Citações (você deve retirar algumas citações diretas para facilitar seu trabalho posterior):

"Quanto mais sabemos, mais aprendemos” (p. 1)

“A concepção de ensino e aprendizagem de Ausubel segue na linha oposta à dos behavioristas.


Para ele, aprender significativamente é ampliar e reconfigurar ideias já existentes na estrutura
mental e com isso ser capaz de relacionar e acessar novos conteúdos” (p. 2)

“(...) há duas condições para que a aprendizagem significativa ocorra: o conteúdo a ser
ensinado deve ser potencialmente revelador e o estudante precisa estar disposto a relacionar
o material de maneira consistente e não arbitrária” (p. 2)

“(...) uma boa situação de aprendizagem é aquela em que as crianças pensam sobre o
conteúdo estudado. Elas têm problemas a resolver e decisões a tomar em função do que se
propõe” (p. 3)

“o docente precisa garantir a máxima circulação de informação possível. Além disso, o assunto
trabalhado deve manter suas características socioculturais reais, sem se transformar em um
objeto escolar vazio de significado social.” (p. 3)

“Ao analisar as interações entre professor, aluno e conhecimento, Ausubel ainda definiu a
aprendizagem mecânica. Nela, os conteúdos ficam soltos ou ligados à estrutura mental de
forma fraca. São memorizadas frases como as ditas em sala de aula ou lidas no livro didático.”
(p. 3)

“(...) a aprendizagem significativa é duradoura, enquanto a mecânica é efêmera, com o passar


do tempo há uma maior probabilidade de esquecer o que foi memorizado porque as
informações ficam soltas, servindo apenas para situações já conhecidas. Na primeira, também
pode ocorrer o esquecimento, mas de uma forma distinta, pois permanece um conhecimento
residual cujo resgate é possível e relativamente rápido.” (p. 3)

“(...) o papel do estudante não é o de mero anotador e nem mesmo se resume a passar de
ano. "Sua função é interpretar a informação e avaliar se concorda com o professor. É uma
cultura difícil de construir, mas necessária", pondera.” (p. 4)

“A forma de avaliação também precisa mudar. Quando a aprendizagem é significativa, a turma


consegue colocar em jogo seus conhecimentos. Então é possível abordar o mesmo tema em
situações diferentes” (p. 4)
8. Principais conclusões

A partir da leitura pude refletir a importância da prática docente quando se está


contextualizada com as questões socioculturais dos estudantes, tendo como ponto crucial o
conhecimento prévio, pois dessa forma, é possível estabelecer a aprendizagem significativa, ou
seja, com sentido.
FICHAMENTO - TEXTO 01b

1. Indicação bibliográfica (a referência do texto de acordo com as normas da ABNT):

MEIRELLES, Elisa. Como organizar sequências didáticas. Nova Escola, 2014. Disponível em: <
https://novaescola.org.br/conteudo/1493/como-organizar-sequencias-didaticas />. Acesso
em: 27 de jun. de 2021

2. Dados básicos sobre o autor (qual a formação do autor? Sobre o que são suas pesquisas?):

Elisa Meirelles é graduada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São


Paulo, pós-graduada gestão da Comunicação pela Universidade de São Paulo. É Oficial de
Comunicação do UNICEF no Brasil, trabalhando desde 2016 na organização.

3. Tema do texto (o assunto principal; tem vínculo com o título do texto?):

O texto tem como assunto principal a organização de sequências didáticas.

4. Objetivos do texto (o que o texto quer mostrar? O que pretende discutir? Quais ideias
quer defender?):

A leitura tem como objetivo abordar a importância do planejamento do professor para


organizar e implementar sequências didáticas. Dessa forma, através da estruturação de dez
perguntas com respostas, apresenta questões para uma boa implementação e execução de
sequências didáticas pelo docente.

5. Problemática (qual problema é colocado pelo autor, quais os principais pontos que o autor
toca para desenvolver o seu raciocínio):

Tendo em vista os desafios enfrentados pelos professores na elaboração de um


planejamento em que alcance os objetivos de aprendizagens previstos, é de suma importância
a seleção dos conteúdos e a maneira que eles serão abordados durante o ano letivo para que
se obtenha sucesso. Para isso, é necessário executar sequências didáticas variadas.

A autora elenca dez perguntas importantes para a implementação de boas sequências


didáticas, sendo: A definição do tema da sequência didática; levantamento dos conhecimentos
prévios da turma; como estabelecer os conteúdos e objetivos; de que maneira vincular as
atividades e os objetivos; os critérios para cada articular (encadear) cada etapa da sequência;
como definir o tempo da sequência; organização da turma; flexibilização das atividades;
ajustes nas sequências no decorrer do processo; como avaliar a turma.

6. Questões suscitadas pelo texto (o que o texto lhe fez refletir?):

Através da leitura pude refletir como o planejamento das atividades requer


estruturação e orientações para o decorrer do processo. Foi possível verificar que mesmo que
as sequências devidamente planejadas, essas estão abertas para ajustes necessários de acordo
com a realidade enfrentada, porém os objetivos iniciais estabelecidos não podem ser deixados
de lado. Além disso, através do exemplo de sequência didática encontro no final do texto,
pode-se facilitar na compreensão das questões respondidas.

7. Citações (você deve retirar algumas citações diretas para facilitar seu trabalho posterior):

“o tempo é um fator de peso na instituição escolar: sempre é escasso em relação à quantidade


de conteúdos fixados no programa, nunca é suficiente para comunicar às crianças tudo o que
desejaríamos ensinar-lhes em cada ano escolar” (p. 1)

"Um bom planejamento é aquele que dialoga com o projeto político-pedagógico (PPP) da
escola e está atrelado a uma proposta curricular em que há desafios, de forma que exista uma
progressão dos alunos de um estado de menor para um de maior conhecimento”. (p. 1)

“As sequências sempre são parte de um planejamento didático maior, em que você coloca o
que espera dos estudantes ao longo do ano.” (p. 2)

“A sondagem é fundamental a todo o trabalho por ser o momento em que são levantados os
conhecimentos da turma. (...) Essa etapa inicial já configura uma situação de aprendizagem e
precisa ser bem planejada. Em vez da simples pergunta, o melhor é colocar o aluno em contato
com a prática.” (p. 2)

“Conteúdo é o que você vai ensinar e objetivo o que espera que as crianças aprendam. (...) De
nada adianta definir um conteúdo e enxertar uma série de objetivos desconexos ou criar uma
sequência com muitos conteúdos.” (p. 2)

“Definido o que você vai ensinar e o que quer que a turma aprenda, é hora de pensar nas
estratégias que vai usar para chegar aos resultados. (...) O melhor, nesse momento, é analisar
cada um dos conteúdos que se propôs a trabalhar, relembrar seus objetivos e ir desdobrando-
os em ações concretas. (...) Cada atividade tem de ser planejada com intencionalidade, tendo
os objetivos e conteúdos muito claros e sabendo exatamente aonde quer chegar” (p. 2)

“Para saber a duração de uma sequência, leve em conta o que determinou que os alunos
aprendam e quanto isso vai demorar. Cada ação pode exigir mais ou menos tempo de sala de
aula.” (p. 2)

“É bem provável que você tenha, na turma, crianças com necessidades educacionais especiais
(NEE). E elas não podem ficar de fora do planejamento. Procure antecipar quais ajustes podem
ser necessários para que elas participem das propostas. As adaptações não devem ser vistas
como um plano paralelo, em que o aluno é segregado ou excluído. A lógica tem que ser o
contrário: diferenciar os meios para igualar os direitos, principalmente o direito à participação
e ao convívio. (p. 3)

8. Principais conclusões

Identifico que é de suma importância o conhecimento sobre a organização de


sequência didáticas, pois é uma metodologia com frequente aplicação pelos docentes e que
auxilia para atingir os objetivos planejados.

FICHAMENTO - TEXTO 01c


1. Indicação bibliográfica (a referência do texto de acordo com as normas da ABNT):

SÃO PAULO, Secretaria Municipal de Educação. Diretoria de Orientação Técnica. Orientações


curriculares e proposição de expectativas de aprendizagem para o ensino fundamental: ciclo II:
Geografia. Secretaria Municipal de Educação – São Paulo. São Paulo: SME/DOT, 2007. p. 85-87

2. Dados básicos sobre o autor (qual a formação do autor? Sobre o que são suas pesquisas?):

O documento é de autoria da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, no qual


foi elaborado coletivamente por professores da rede.

3. Tema do texto (o assunto principal; tem vínculo com o título do texto?):

O trecho do documento tem como temática principal a sequência didática.

4. Objetivos do texto (o que o texto quer mostrar? O que pretende discutir? Quais ideias
quer defender?):

O texto apresenta a sequência didática como forma de planejamento da aula por


meio de atividades preparadas e desenvolvidas como situações didáticas encadeadas, a partir
das necessidades de aprendizagem, visando favorecer o processo de construção do
conhecimento.

5. Problemática (qual problema é colocado pelo autor, quais os principais pontos que o autor
toca para desenvolver o seu raciocínio):

O documento aborda algumas necessidades relacionadas ao sentido e o significado


que devem ser traçadas para construção de sequências didáticas. Dessa forma, na sequência
deve considerar: os conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto; o que os
estudantes pensam sobre o assunto; como o assunto se relaciona com o cotidiano do
estudante para que se conecte de forma significativa; o estabelecimento de novas
aprendizagens com o estudante já conhece.

6. Questões suscitadas pelo texto (o que o texto lhe fez refletir?):

No texto, é de grande relevância o trecho em que são colocadas questões (página 86 e


87) para auxiliar o professor na construção e preparação do planejamento da sequência
didática, pois dessa forma é possível atingir os objetivos. Portanto, são colocadas questões
sobre as ações que os estudantes devem realizar na sequência didática, assim como, questões
que auxiliam na organização da ação do professor durante o desenvolvimento.

7. Citações (você deve retirar algumas citações diretas para facilitar seu trabalho posterior):

“As seqüências didáticas são uma forma de planejamento de aulas que deve favorecer o
processo de aprendizagem por meio de atividades planejadas e desenvolvidas como situações
didáticas encadeadas, formando um percurso de aprendizagem para que o estudante construa
conhecimentos ao realizá-las. (...) O professor cria nesses encadeamentos desafios perante os
conteúdos apresentados, que por sua vez poderão revelar a realidade do mundo dos
estudantes.” (p. 85)

“Em Geografia, as seqüências didáticas devem buscar integrar os princípios básicos


apresentados nas expectativas de aprendizagem, ou seja: construção de raciocínios espaciais,
flexibilidade na organização dos conteúdos e interação temática permitindo compreender
sociedade e natureza, ensejar o desenvolvimento de capacidades em cartografia, organizar
situações problema, entre outros.” (p. 85)

“É preciso que as atividades planejadas pelo professor favoreçam o estabelecimento de


relações entre o conhecimento novo e o que já conhecem. Podemos dizer que o desejo e
necessidade devem fazer parte desse planejamento, uma vez que a aprendizagem, do ponto
de vista dos estudantes, tem sentido quando atende a algo que sentem.” (p. 86)

“(...) é importante que as atividades sejam fáceis, permitindo ser realizadas pelos estudantes
para que se sintam capazes, competentes, e difíceis, a ponto de desafiá-los, para que se
percebam aprendendo algo novo, crescendo, ganhando algo.” (p. 86)

“O planejamento de seqüências didáticas deve considerar aspectos da atuação dos estudantes


nas atividades, assim como a do professor. As seqüências devem conter ações que explicitem o
que os estudantes farão para aprender” (p. 86)

“uma seqüência não é apenas um conjunto de atividades isoladas das outras modalidades
organizativas. O projeto, o trabalho de campo, o uso ampliado dos espaços escolares todos
podem ser organizados por meio do planejamento de seqüências didáticas.” (p. 87)
8. Principais conclusões

O texto apresenta a sequência didática na Geografia relacionando algumas questões


que colaboram para o entendimento da metodologia e que auxiliam o docente para o
planejamento e desenvolvimento.

Você também pode gostar