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RISCO –

O PASSAGEIRO CLANDESTINO

José Pedro Rodrigues Gonçalves


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
CENTRO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
DOUTORADO INTERDISCIPLINAR EM CIÊNCIAS HUMANAS

Disciplina ICH 4020 – Top. Esp. Ass. Inter. II


O Imperativo da Normalidade e a Questão de Risco
Profa. Sandra Caponi e Profa. Myriam Raquel Mitjavila

RISCO –
O PASSAGEIRO CLANDESTINO

Trabalho apresentado à Disciplina


“O Imperativo da Normalidade e a
Questão de Risco” do Doutorado
Interdisciplinar em Ciências Humanas.

José Pedro Rodrigues Gonçalves

Florianópolis – agosto 2008.


RISCO - O PASSAGEIRO CLANDESTINO

José Pedro Rodrigues Gonçalves1

A idéia deste trabalho surgiu a partir da frase de Beck que afirma ser o risco um
passageiro clandestino do consumo normal ou, dito de outro modo, o consumo normal traz
embutido de forma clandestina, o perigo.
Para a epidemiologia clássica, risco é a probabilidade de ocorrência de um evento.
Assim é definido o risco na dimensão do setor saúde. Entretanto, para a sociologia, de acordo
com Luhmann (1992), “Não existe um conceito de risco que possa satisfazer à todas as
exigências da ciência”.
O que é risco? Para Cunha (200), risco é “perigo ou possibilidade de perigo” e tem
uma etimologia obscura. Mas, então, o que é perigo? Para este mesmo autor, perigo é “uma
circunstância que prenuncia uma mal para alguém ou para alguma coisa”
Castiel (1999) esclarece que o vocábulo risco é polissêmico, dando margens à
ambigüidades e explica que há controvérsias também quanto a sua origem:
Tanto pode provir do baixo-latim risicu, riscu, provavelmente do verbo resecare, cortar,
como do espanhol risco, penhasco escarpado. Em uma segunda acepção, excluindo os
termos relacionados ao verbo riscar, indica, por um lado, a própria idéia de perigo e, por
outro, a possibilidade de ocorrência.

Para Mitjavila (1999) o termo “risco teria sido derivado de ‘rozik’, do persa, tendo
chegado ao italiano via aramaico e árabe”. De qualquer modo, o termo risco sofreu uma
mudança evolutiva com o passar do tempo, conforme mostra Spink (2001).
Há, conforme discutimos em textos anteriores (Spink, 2001), uma incorporação gradativa
de termos, passando de fatalidade à fortuna (Giddens, 1991), e incorporando
paulatinamente os vocábulos hazard (século XII), perigo (século XIII), sorte e chance
(século XV) e, no século XVI, risco.

Granjo (2006) insere no debate mais uma palavra para tentar esclarecer as diferenças e
semelhanças entre risco e perigo. Afirma, ele, que utiliza o termo «ameaça» quando se refere
a qualquer fator que possa causar dano à integridade de uma pessoa, outros seres ou coisas,
desde que a existência deste fator seja percebida, mesmo que de forma vaga.
Por outras palavras, refiro-me aos próprios fatores potencialmente agressivos, na sua
existência objetiva, independentemente dos quadros cognitivos que sejam utilizados para
os classificar, interpretar ou submeter a uma determinada ordem. «Perigo» e «risco»
serão, por seu lado, dois casos particulares - e socialmente localizados - de quadros
cognitivos aplicáveis à ameaça.
1
Médico Sanitarista, Mestre em Sociologia Política pela UFSC.
É essa noção da ameaça como algo totalmente imprevisível, incerto, arbitrário e
permanente que Granjo designa por «perigo», sendo que «risco» é utilizado por esse autor
com o sentido de uma forma de domesticação da ameaça. A proposta que Granjo utiliza para
esta domesticação pode-se resumir em três vertentes:
a) uma manipulação quantitativa que pretende tornar cognoscível esta ameaça;
b) uma tentativa de tornar previsível a probabilidade da ocorrência do evento;
c) uma presunção de que existe um controle sobre o que é aleatório.
Mitjavila (1999) também participa desta visão que percebe a existência de um
consenso entre diferentes autores a respeito da noção de risco na modernidade, embora
ressalte que pode não haver, necessariamente, consenso no uso do termo. A existência de
ambigüidades, de percepções diferentes a respeito de um mesmo fenômeno também faz parte
das características da modernidade, notadamente da modernidade tardia, em Giddens.
Objetivamente, risco é uma probabilidade de que algo ruim possa ocorrer, enquanto
perigo é a evidência desta ocorrência. O risco se coloca na dimensão do coletivo, já o perigo
se inscreve na dimensão pessoal e/ou grupal, algo que está ali a ameaçar de uma forma
concreta.
Se o risco está colocado na dimensão do coletivo, ou seja, de uma sociedade inteira,
tem-se, então, o que Beck chama de Sociedade de Risco. O que este autor quer dizer com
isso?
Em uma entrevista à Revista IHU On-Line, Beck definiu claramente o que é a
“Sociedade de risco”. Significa, diz ele,
... que vivemos em um mundo fora de controle. Não há nada certo além da incerteza. Mas
vamos aos detalhes. O termo “risco” tem dois sentidos radicalmente diferentes. Aplica-se,
em primeiro lugar, a um mundo governado inteiramente pelas leis da probabilidade, onde
tudo é mensurável e calculável. Esta palavra também é comumente usada para referir-se a
incertezas não quantificáveis, a “riscos que não podem ser mensurados” (BECK-2006).

O sentido principal adotado por Beck é aquele que diz respeito às incertezas fabricadas
e decorrem das rápidas inovações tecnológicas e das respostas dadas pela sociedade diante
desse processo acelerado de mudanças. Em muitos casos não se conhecem as consequências
da introdução dessas tecnologias na vida das pessoas e nas relações sociais, além do mais há
toda uma ignorância na lida com esses processos tecnológicos revolucionários. E Beck
enfatiza que o conceito de Sociedade de Risco “designa uma fase do desenvolvimento da
sociedade moderna na qual os riscos sociais, políticos, econômicos e individuais tendem cada
vez mais a escapar das instituições de controle e proteção da sociedade industrial” (BECK,
GIDDENS e LASH, 1997).
Risco é um conceito moderno e origina das decisões tomadas pela sociedade, mas
cujas conseqüências são imprevisíveis, embora tentem torná-las previsíveis e controláveis.
Dito de outro modo, os riscos são conseqüências negativas, mas que foram permitidas por
decisões aparentemente calculadas, como se tenta controlar a probabilidade da ocorrência de
uma doença ou de um acidente. Mesmo assim, as doenças e os acidentes continuam
acontecendo. A questão essencial é que a sociedade de risco repousa no fato de que nossas
decisões civilizacionais envolvem conseqüências e perigos globais, o que, evidentemente,
contradiz o discurso do controle institucional. Chernobyl é um exemplo concreto da
impossibilidade desse controle.
A idéia de “Sociedade de risco” demonstra o fato de vivermos em um mundo fora de
controle. A certeza que se tem é que tudo é incerto.
Qual a origem desta Sociedade de Risco? Por que isto aconteceu?
No início do primeiro capítulo do livro Modernización Reflexiva, Beck (1997) cita
uma frase de Montesquieu que, apesar de antiga, pode ser considerada uma referencia para a
situação atual das sociedades modernas: As instituições fracassam vítimas de seu próprio
êxito” (tradução nossa). Para Beck, bem como para Giddens e Lash, a modernização trouxe a
possibilidade de uma autodestruição de toda uma época, a da sociedade industrial. Beck fala
em seus textos sobre a existência de duas modernidades:
Havia caracterizado a primeira modernidade nos seguintes termos: uma sociedade estatal
e nacional, estruturas coletivas, pleno emprego, rápida industrialização, exploração da
natureza não "visível".. Esse modelo da primeira modernidade – também denominada de
simples ou industrial - tem profundas raízes históricas. Afirmou-se na sociedade européia,
através de várias revoluções políticas e industriais, a partir do século XVIII. Hoje, no fim
do milênio, encontramo-nos diante daquilo que eu chamo "modernização da
modernização" ou "segunda modernidade", ou também "modernidade reflexiva” (BECK,
ZOLO, 2008).

A modernização reflexiva é um processo que coloca em questão, ou seja, sob um


processo de reflexão, os fundamentos, as insuficiências e as antinomias da primeira
modernidade.
Com a ampliação do conhecimento sobre as práticas sociais, elas são constantemente
examinadas e reformadas à luz dessas informações. Com isso, há uma renovação destas
próprias práticas, alterando dessa forma o seu caráter constitutivo. A este fenômeno, Giddens
(1991) deu o nome de “reflexividade”.
“Modernização reflexiva” significa a possibilidade de uma (auto)destruição criativa de
toda uma época: a sociedade industrial. O sujeito desta destruição criativa não é a revolução,
nem a crise, mas a vitória da modernização ocidental (BECK, GIDDENS e LASH, 1997).
A revolução constante da produção, a ruptura ininterrupta de todas as relações sociais,
a perene incerteza e a agitação distinguem a época burguesa de todos os tempos anteriores.
É nesta “sociedade reflexiva” que Beck situa esse “passageiro clandestino”, que é o
perigo inerente às transformações e suas consequências para a sociedade. Por que isto
acontece? A explicação de Beck mostra que na modernidade avançada, a produção da riqueza
pode vir acompanhada sistematicamente pela produção social de risco. Logo, os problemas e
conflitos da distribuição das carências da sociedade são substituídos pelos problemas e
conflitos que surgem da produção e divisão dos riscos, que são produzidos de maneira
tecnocientífica.
O diagnóstico do perigo coincide com o conhecimento de que se está inexoravelmente
a mercê dele, pois o perigo é a constatação de que o risco se tornou concreto. Esses perigos
viajam com o vento e com a água, muitas vezes de modo imperceptível, clandestino,
silencioso. Apresentam-se em todos os lugares, em tudo e permeiam quase tudo o que é mais
necessário para a vida (como o ar – nas poluições atmosféricas, os alimentos – os agrotóxicos,
a roupa – os componentes que provocam alergias, os móveis, etc.).
Quando o Brasil assume a posição de um dos maiores produtores de soja do mundo,
implícito está, também, assunção do fato de assumir riscos nas mesmas proporções. Riscos
não apenas para a sua população. Devem-se incluir também os riscos para o ambiente e todas
as formas de vida nele inseridas. Desde os mais elementares seres microscópicos até as
formas mais complexas de animais e vegetais. Os riscos, na forma de resíduos de agrotóxicos,
de metais pesados, etc. navegam pelas enxurradas, tomam os cursos d’água, os rios, lagos e
chegam aos oceanos, como piratas clandestinos que saquearão a saúde e o equilíbrio da
natureza.
Neste evento há um risco assumido anteriormente, um risco que se origina em
decisões de natureza política, quando os governantes definem o que fazer em suas investidas
nos estados capitalistas em busca da reprodução do capital. Neste momento é que surgem as
possibilidades da ocorrência de eventos nocivos de uma forma difusa, não especificada na
direção de uma pessoa ou de um grupo, de um estado ou de uma continente, mas são eventos
que permeiam as práticas produtivas em todo o mundo e que têm efeitos deletérios em
qualquer parte, de forma inesperada, imprevisível, silenciosa, misteriosa, mesmo. Por isso,
Beck (1998) acentua que o centro da consciência do risco não está no presente, mas no futuro.
Essa é a razão, talvez mais importante, para a necessidade de uma consciência política
ancorada na ética da responsabilidade, pois as decisões de agora, cujas repercussões futuras
são absolutamente imprevisíveis, poderão afetar a sociedade em múltiplos lugares.
Muitas vezes, os efeitos conhecidos, hoje, poderão ter desdobramentos diversos e
extremamente deletérios no futuro dada a não compreensão, ao não conhecimento de ações e
reações de múltiplos elementos químicos, físicos e biológicos a sofrerem iterações variadas ao
longo do tempo.
É Beck que explica com clareza esta saída do científico e a entrada do político na
questão do risco. Aqueles que denunciam os riscos são difamados tanto quanto os alarmistas e
os produtores de risco. A exposição ao risco é considerada como não demonstrada e os efeitos
nas pessoas e no ambiente são considerados exagerados. A ciência é responsabilizada pela
solução desses males, mas quando os cientistas criticam a produção de riscos, estas críticas
são consideradas irracionais.
É interessante discutir aqui um ponto de vista de Beck a respeito deste tema – a
política. Para ele, os temas que estão na boca de todos, ou seja, que mobilizam os interesses
coletivos, não são originados da amplitude de visão dos que governam nem das lutas
parlamentares, menos, ainda nos espaços empresariais. Também a ciência e o Estado são
incapazes de gerar tais temas postos em debates. São os pequenos e múltiplos grupos em suas
diversidades de preocupações e em seus embates de idéias que acabam por institucionalizar
estas questões. É o que Beck chama de triunfo da subpolítica.
O risco, hoje mais do que nunca, tornou-se um companheiro permanente e
clandestino na viagem da sociedade através da história contemporânea. Está presente em cada
decisão tomada pelos governos, em todos os níveis da administração. Mesmo corporações do
setor privado, ao assumirem determinados investimentos, provocam riscos de muitas
naturezas, incluindo uma modalidade de risco muito freqüente, hoje-em-dia, os riscos
financeiros, com quebras de bancos, prejuízos comerciais, etc., que abalam profundamente
parcelas consideráveis da população. Muitas vezes, com conseqüências graves para saúde
dessas pessoas em função do comprometimento psicológico que os acometem. O exemplo
disso são as quebras de bancos americanos que provocam prejuízos no Brasil, com alterações
de taxas de juro e transtornos na economia e no bolso de brasileiros.
A produção agrícola ganhou um componente que se tornou imprescindível para
qualquer cultura, os agrotóxicos, sem os quais a grande produção de alimentos não
aconteceria. Isto forçou os governantes a adotarem limites de aceitabilidade da presença de
venenos até um determinado nível.
A aceitação pública desta política de padronização de níveis de riscos vai depender das
idéias que esse mesmo público tem a respeito da justiça (DOUGLAS, 1996). Quanto maior a
consciência de justiça, quanto maior o sentimento de que os trabalhadores se sentem
explorados, o limite de aceitabilidade do risco será menos. Douglas (1996) afirma, quando a
profissão médica se torna suspeita de cometer negligências, amplia-se a consciência de riscos
médicos.
No geral, quanto maior o conhecimento que a população tem sobre a existência de
riscos, menor será o nível de aceitação desses riscos. De certa forma isto vem de encontro à
posição de Beck a respeito da subpolítica - é a comunidade através de sua manifestação clara
e permanente que se consegue diminuir o nível de risco e a neutralização do perigo decorrente
da modernidade tardia.
Por outro lado, Mitjavila (2002) chama atenção para o fato de que, hoje em dia, há
uma “insistência em atribuir aos indivíduos a responsabilidade pelas condutas de risco, ao
mesmo tempo que tem diminuído o controle dos indivíduos sobre os riscos que provêm do
ambiente”.
Cada vez mais o indivíduo é responsabilizado por sua saúde e torna-se culpado pelo
adoecimento na medida em que “não cumpre” as determinações médicas. O viver passou a ser
normatizado pela medicina, já que, para praticar qualquer atividade, é preciso, antes,
“consultar o seu médico”. Isto soa de modo a apresentar a sociedade como incapaz de cuidar
de sua própria vida.
O médico assume o papel de “tutor” das pessoas e, estas, tornam-se tuteladas pela
medicina. Com isso, o sujeito desaparece e assume o tutelado. Viver passou a ser um risco e o
médico assumiu o papel de “guardião” da vida. Mitjavila (2002) mostra como isso se dá:
Assim, a emissão de juízos médicos sobre os estilos de vida – dos indivíduos ou de
determinadas categorias sociais – começam a exercer arbitragens que acabam tendo
consequências para os indivíduos terem acesso, por exemplo, ao trabalho, aos seguros
privados e, mesmo, aos cuidados médicos.

A formação médica vem contribuindo cada vez mais para a construção deste modelo
biopolítico cujo paradigma é o estudo do genoma humano, que está se transformando em um
poderoso dispositivo biopolítico que, ao mesmo tempo, tornou-se mais um risco para a
sociedade. É o que fala Rabinow (1991):
Minha suposição é que a nova genética deverá remodelar a sociedade e a vida com uma
força infinitamente maior do que a revolução na física jamais teve, porque será
implantada em todo o tecido social por práticas médicas e uma série de outros discursos.
A nova genética será portadora de suas próprias promessas e perigos

Ao seguir o caminho cada vez mais estreito da genética na solução de problemas


humanos, no que se refere à saúde e à doença, a medicina deixa de lado o espaço onde
acontece o adoecimento, o espaço socioambiental, onde se travam as lutas pela vida, dos
humanos e dos outros seres vivos. Não é no território da doença, o corpo, que reside o lócus
do risco. Ele é apenas o lugar das conseqüências. É fora do corpo, para além da epiderme que
os riscos surgem, mesmo que provocados pelo ser que habita esse território, o corpo. Mas é
ele, o ser no corpo, que sofre e sofrerá sempre o resultado daquilo que falava Montesquieu -
As instituições fracassam vítimas de seu próprio êxito.
REFERÊNCIAS

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Ulrich BECK e Danilo ZOLO. Tradução para o português: Selvino J. Assmann. Disponível
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