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ADVOCACIA-GERAL DA UNIÃO

PROCURADORIA-GERAL FEDERAL
PROCURADORIA FEDERAL ESPECIALIZADA JUNTO AO INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E
REFORMA AGRÁRIA - SEDE
DIVISÃO DE CÁLCULOS JUDICIAIS

COTA n. 00017/2018/DCJ/PFE-INCRA-SEDE/PGF/AGU

NUP: 01095.000052/2018-74 (REF. 00429.003997/2016-02)


INTERESSADOS: JOAQUIM CABRAL DE MELO E OUTROS
ASSUNTOS: DESAPROPRIAÇÃO POR INTERESSE SOCIAL PARA REFORMA AGRÁRIA

À Coordenação-Geral da CGC/PFE-INCRA,

Versa sobre pedido da Procuradoria Federal Especializada do INCRA em João Pessoa-PB, nos
termos da COTA n. 00092/2018/PFE INCRA/PFE-INCRA-PB/PGF/AGU, sequencial 7, relativamente a
conferência de cálculos de liquidação de fls. 1192/1199, objeto da Ação de Desapropriação nº 0009388-
57.1998.4.05.8200, em trâmite na 12ª Vara Federal/PB (seq. 16 do NUP principal).
Informo, contudo, que em razão da assunção do contencioso pelas unidades de execução da
PGF, ordinariamente os pedidos desta natureza compete agora aos Núcleos de Cálculos e Perícias -
NECAP/DCP/AGU, e subsidiariamente à esta DCJ, desde que aludido pedido tenha anuência da PFE-
INCRA Sede, e ainda, que venha acompanhado com devido relatório de parametrização, nos termos do
art. 37, XVIII, da Lei 13.327/2015, da Portaria INCRA nº 02/2010 e da Portaria PGF/Incra nº 21/2013.
O art. 8º-D, da Lei 9.028/1995, disciplina que compete ao Departamento de Cálculos da AGU
a supervisão, coordenação, realização, revisão, gerência técnica e o acompanhamento da execução
pelos Núcleos Executivos de Cálculos e Perícias nos trabalhos técnicos de cálculos e perícias envolvendo
a União, suas autarquias e fundações públicas federais. No inciso II, do dispositivo em questão ressalta
ser competência ainda dos Departamento de Cálculos da AGU “examinar os cálculos constantes dos
precatórios judiciais de responsabilidade da União, das autarquias e fundações públicas federais, antes
do pagamento dos respectivos débitos”.
Entendemos, ainda, smj, que o pedido para a análise dos cálculos, quer pelo NECAP/AGU,
quer pela DCJ, deverá se adequar a recente decisão proferida pelo STF no julgamento de mérito na
ADIN 2332-2/DF, ocorrido em 17/05/2018, especificamente no que se refere as taxas de juros
compensatórios a serem aplicadas nos períodos que correspondem à vigência da Medida Cautelar
proferida na referida ADI, assim como da Lei nº 13.465/2017, esclarecendo quais os percentuais a
serem aplicados, se e 0% ou 6% entre 13/09/2001 e 08/12/2015 ; se 0 ou 6% entre 18/05/2016 e
11/07/2017, e se 1, 2, 3 ou 6% a partir de 12/07/2017, conforme abaixo demonstramos:

Entendemos, ainda, que a exceção da Lei nº 13.465/2017, em que a base de cálculo dos
juros compensatórios será a diferença entre o valor da condenação e a oferta atualizada (100%), o
demais período deverá ter como base para os juros compensatórios a diferença eventualmente apurada
entre 80% da oferta e o valor da condenação, caso o título judicial tenha assim definido.
Assim sendo, encaminho o presente NUP a essa Coordenação-Geral visando tomar as
providências que julgar pertinentes.

Brasília, 18 de julho de 2018.

JUAREZ MOURA DA SILVA


Chefe da DCJ
SIAPE 718228