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caminhos levam... ao evangelismo

Durante muito tempo quando eu ouvia a palavra evangelismo associava a entregar panfletos na rua ou
convidar pessoas para um culto. Muitas vezes as duas coisas juntas. Mas, ao olhar para o Novo Testamento,
percebo que não é bem assim. Ou pelo menos, não é só isso. Finalizando essa primeira parte da nossa série,
vamos pensar em diferentes caminhos ou estratégias, para compartilhar nossa fé.

1 com os que estão perto


Lembro que quando eu voltei do primeiro treinamento que tive sobre evangelismo eu estava muito
animada para falar com todas as minhas amigas. Estava ainda no colégio e disse que queria muito
falar com elas. No intervalo, fizemos uma roda e eu li com elas o folheto que tinha aprendido a usar
(Quatro Leis Espirituais). Nenhuma delas se converteu naquele dia. E talvez uma ou outra tenha
achado aquilo chato ou que eu estava meio doida. Mas, pra mim, foi a coisa mais natural do
mundo. Se eu ia compartilhar minha fé, nada melhor do que começar com aquelas pessoas que
estavam perto de mim o tempo todo.

Foi mais ou menos isso que aconteceu com a mulher samaritana. Depois de uma conversa incrível
com Jesus ela foi até sua cidade e falou: “Ele me disse tudo o que tenho feito” (Jo 4.39b). Imagino
que aquela mulher saiu da conversa e voltou pelo caminho pensando em tudo que tinha ouvido. E
diante de algo tão incrível a necessidade de compartilhar era natural.

Nós somos seres relacionais e faz parte da nossa vida compartilhar experiências e histórias com as
pessoas ao nosso redor. Iniciar uma conversa espiritual com alguém que conhecemos é um dos
caminhos mais naturais e simples de evangelizar.

E nunca sabemos até onde uma simples conversa pode levar. No caso da mulher samaritana, aque-
las palavras fomentaram curiosidade nos samaritanos e eles quiserem conversar com Jesus. Depois
de dois dias o resultado foi que muitas outras pessoas daquela cidade também creram. E agora não
apenas pelo testemunho da mulher, mas pela experiência que eles mesmos tiveram (Jo 4.40-42).

2 com os que estão longe


Ainda que falar com nossos amigos e conhecidos seja um caminho mais natural, não devemos deixar
de tomar a iniciativa também com pessoas fora do nosso círculo. Nem todos tem a oportunidade de
conviver de perto com um cristão que possa testemunhar e orientar. Para alcançar também essas
pessoas, precisamos sair um pouco do nosso grupo de convívio e ir além.

Essas pessoas podem estar longe de nós fisicamente, mas nem sempre. Vemos por exemplo que
Jesus enviou seus discípulos para irem de casa em casa anunciando, e isso continuou ainda no início
da Igreja (Lc 9.1-6; At 5.42). Um pouco depois a Igreja continuou seguindo o exemplo e enviando
missionários para outras cidades e países (Atos 13.1-3).
Sendo longe ou perto o importante nesse caminho é que nós cristãos devemos tomar a iniciativa de
ir até as pessoas e iniciar conversas espirituais que darão a elas a oportunidade de conhecer o
Evangelho de Cristo. Se hoje você tem acesso ao Evangelho é porque um dia algumas pessoas
obedeceram ao chamado de Deus e vieram anunciar Sua Palavra aqui em nosso país. Mas você não
precisa ir tão longe. A universidade é um ótimo lugar para iniciar novas amizades. Imagina fazer
isso enquanto tem o privilégio de compartilhar sua fé?

Bill Bright, fundador da Cru, dizia algo que é totalmente verdadeiro e motivador: “O êxito ao teste-
munhar consiste simplesmente em tomar a iniciativa de compartilhar Cristo, no poder do Espírito
Santo, deixando os resultados com Deus.” Isso se aplica a qualquer caminho que tomemos, mas é
especialmente encorajador quando pensamos em ir um pouco além da nossa zona de convívio.

3 como corpo
No início desse texto eu disse que por muito tempo associei evangelismo a distribuir planfletos e
convidar para cultos. Por mais que hoje eu entenda que vai muito além disso, reconheço o valor e o
poder de testemunho que há quando a Igreja se reúne.

Olhando para o livro de Atos, para o início da igreja, vemos que aquela comunidade em formação
tinha a simpatia do povo, e isso fazia com que mais e mais pessoas se juntassem a ela.
Isso não acontecia porque o “culto era legal”, mas pela prática de vida daquelas pessoas e pela
maneira como elas se relacionavam. A mensagem que passavam era de que era muito bom fazer
parte daquilo.

As pessoas estão em diferentes momentos em suas jornadas espirituais. E para algumas, o simples
testemunho de um grupo de cristãos vivendo em unidade é suficiente para despertar o interesse e
a fé. O próprio Jesus orou: “Dei-lhes a glória que me deste, para que eles sejam um, assim como
nós somos um: eu neles e tu em mim. Que eles sejam levados à plena unidade, para que o mundo
saiba que tu me enviaste, e os amaste como igualmente me amaste.” (João 17.22,23)

Ainda que a unidade da Igreja desperte o interesse apenas em alguns, é certo de que a falta dela
contribui negativamente para qualquer pessoa que esteja buscando a Deus. Por isso, ainda que não
vejamos Deus acrescentando pessoas ao movimento simplesmente por terem ido a uma reunião no
campus, devemos perseverar, como os primeiros cristãos, no ensino, na oração e na comunhão.
Para que possam ver em nós o amor do Pai.

Há diversos caminhos que podemos tomar nessa aventura de compartilhar a fé. Não
existe um mais importante ou mais eficaz. Há tempo e ocasião para cada um. O importante
é mantermos nosso coração conectado a Deus e atento às oportunidades que Ele dará.
Lembrando que os resultados ficam sempre com Ele.

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Material desenvolvido pela Cru Campus para uso em pequenos grupos.
Diagramação por Luana Barros
Revisão por Adna Silveira
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