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Instituto Brasileiro de Estudos Tributários

Guilherme Menegazzo Trevisan

Seminário VI
IPTU, ITR E IPVA

Módulo IV – 2015
IBET
Instituto Brasileiro de Estudos Tributários

Questões

1. Construa as regras-matrizes de incidência do IPTU, ITR e IPVA.

ITR

Hipótese

Critério material: ser (verbo) proprietário, ter o domínio útil ou a posse de bem imóvel
(complemento).

Critério espacial: localizado fora da zona urbana do município.

Critério temporal: verificado no primeiro dia de janeiro de cada ano.

Consequente

Critério pessoal:

Sujeito ativo: a pessoa política União

Sujeito passivo: o proprietário ou aquele que tiver o domínio útil ou a posse do


bem imóvel rural.

Critério quantitativo:

- Base de cálculo: o valor da terra nua tributável (VTNt)

- Alíquota: estabelecida em função da área total do imóvel, levando-se em


conta o grau de sua utilização (GU).

IPTU

Hipótese

Critério Material: Ser (verbo) proprietário de bem imóvel urbano (complemento).

Critério Espacial: O imóvel tem de estar situado em área considerada como urbana.

Critério Temporal: Dia 1º de janeiro de cada ano.


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Consequente

Critério Pessoal:

Sujeito Ativo: Municípios ou Distrito Federal.

Sujeito Passivo: Proprietário do bem imóvel.

Critério Quantitativo:

- Base de Cálculo: O valor venal do bem imóvel.

- Alíquota: Percentual poderá variar de acordo com a localização ou destinação


dada ao bem, dependendo ainda da legislação local.

IPVA

Hipótese

Critério Material: ser (verbo) proprietário de veículo automotor (complemento)

Critério Espacial: local onde o veículo deva ser registrado e licenciado, inscrito ou
matriculado

Critério Temporal: instante fixado em lei, a partir do momento em que a propriedade é


adquirida e se mantém (por exemplo, 1º de janeiro de cada ano; ou, se veículo novo, o
instante da aquisição; ou, se veículo importado, o átimo de sua entrada no território
nacional).

Consequente

Critério pessoal:

Sujeito Ativo: Estado ou Distrito Federal em que for exercida a propriedade do


veículo automotor;

Sujeito Passivo: proprietário do veículo automotor;


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Critério quantitativo:

- Base de cálculo: valor venal do veículo automotor;

- Alíquota: percentual fixado em lei estadual, com observância ao art. 155, § 6º, I
e II, da Constituição.

2. Diferençar os conceitos de propriedade, domínio útil e posse do art. 1º da Lei


n. 9.393/96, correlacionando-os com o de propriedade do art. 153, VI da CF. Há
competência da União para instituir como critério material do ITR o domínio
útil e a posse?

Inicialmente, cumpre expor os conceitos atrelados aos termos de propriedade,


domínio útil e posse, quando vistos aos olhos do direito civil:

- A propriedade é direito real que garante ao proprietário, o uso, gozo e


disposição do bem de forma plena. Só é plena a propriedade quando todos os seus
elementos constitutivos se acham reunidos formando um direito único sem carga ou
limitações dentro da sua ampla compreensão.

- O domínio útil é uma relevante face da propriedade que pode ser separada e
confiada à outra pessoa, alheia o proprietário, permitindo ao detentor do domínio o
direito de posse, uso, gozo e disposição, sujeitas, porém, a limitações decorrentes da
propriedade.

- Como descreve Washington de Barros, a posse é o exercício de fato dos


poderes constitutivos do domínio, ou propriedade, ou de algum deles somente, como
no caso de propriedade alheia. A posse constitui o sinal exterior da propriedade, é o
jus possidendi, o direito de possuir, e pelo qual o proprietário, de modo geral, afirma
seu poder sobre aquilo que lhe pertence.1

Desta feita, apesar da Constituição Federal expressar somente o termo


“propriedade”, este não deve ser levado em conta na sua interpretação literal. Veja-se
que a Magna Carta, por ser o pico do ordenamento jurídico pátrio, tem a função de
estabelecer certas coordenadas aos textos legais que vêm abaixo dela, apontando um
norte a ser seguido. Assim, no caso do ITR, o termo “propriedade” não deve ser
interpretado no seu sentido técnico-jurídico, mas sim na acepção de imóvel – que no
caso situa-se em local rural.

Por este motivo, as descrições do critério material do ITR não se restringem ao


conceito puro de propriedade, abarcando também o entendimento acerca da posse e

1 MONTEIRO Washington de Barros, Curso de Direito Civil, Ed. Saraiva. São


Paulo. 19ª ed.,p. 20.
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do domínio útil, mesmo que estes possuam significados diferentes perante a classe de
direitos reais (como o aluguel de um imóvel ou o arrendamento de gleba rural).

Inclusive, não há nem que dispor ofensa ao art. 110 do CTN, pois na análise do
critério material do ITR, percebemos que “propriedade” vem a ser um complemento do
verbo, não resultando – assim – numa concepção jurídica advinda do direito civil.

Não só a Lei 9393/96 dispõe sobre o domínio útil e a posse. O Código


Tributário Nacional também elenca, no seu art. 29, tais concepções. Veja-se que o
CTN – mesmo diante de suas peculiaridades – é considerado lei complementar. Não
foi a União como ente federado que dispôs acerca do imposto, mas sim a União no
seu valor federativo, exprimindo uma lei complementar nacional, e não federal. Neste
norte, é notório que a mesma possui competência para instituir tais critérios.

3. A quem compete definir as zonas urbana e rural? Qual o veículo legislativo


adequado para tanto? Os imóveis industriais, comerciais e prestadores de
serviços situados fora dos núcleos urbanos municipais estão sujeitos à
incidência do IPTU? (Vide anexo I). E os de exploração vegetal, agrícola,
pecuária ou agroindustrial, quando situados dentro dos núcleos urbanos
municipais? (Vide anexos II, III e IV).

Perquirindo o raciocínio exposto na resposta anterior, complementa-se que


cabe a União dissertar sobre o que vem a ser zona urbana ou rural, posto que tais
espaços acabam por se auto delimitarem – o que não é rural, é urbano e vice-versa.
Assim, na cabe a União como ente nacional estipular quais as demarcações, a fim de
evitar conflitos entre a tributação da União como ente federado e os Municípios. Tanto
é que assim o fez, através do CTN, em específico no art. 32:

Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade


predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o
domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão
física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município.
§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a
definida em lei municipal; observado o requisito mínimo da existência de
melhoramentos indicados em pelo menos 2 (dois) dos incisos seguintes,
construídos ou mantidos pelo Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais;

II - abastecimento de água;

III - sistema de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para


distribuição domiciliar;
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V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3


(três) quilômetros do imóvel considerado.

§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou


de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos
órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao
comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos
do parágrafo anterior.

Veja-se, então, que o próprio CTN dispôs dos parâmetros a se considerar meio
rural e meio urbano, distinguindo assim onde incido o IPTU ou o ITR. Outrossim,
implícita é a resposta de que é a lei complementar o meio apto a estipular tais
parâmetros, vez que disserta – via de consequência – sobre os critérios de ambos os
tributos.

Desta feita, veja-se que se a definição real da zona urbana é efetivada pelo
próprio Município, esta encontra sua limitação naquilo que é demarcado como zona
rural pela União e vice-versa. Vejamos a escorreita explanação de Aires F. Barreto:

O Município é autônomo, mas não é soberano. Os limites da sua


autonomia para instituir IPTU terminam precisamente onde se inicia
a competência da União para criar o ITR. Nem União, que também é
autônoma, nem Município podem dispor livremente: este não pode
abstrair-se da competência da União; esta, por sua vez, deve conter-
se dentro das fronteiras delimitadas pela Constituição.2

Ainda, de acordo com o §2º, a lei municipal – para fins de incidência do IPTU –
pode apontar como área urbana os lotes em que haja movimento comercial, mesmo
que situado em região rural das quais não possuam os requisitos dos incisos do §1º.

Contudo, tal inversão não é considerada para fins de incidência do ITR. Em


outras palavras, quando há uma propriedade com atividade essencialmente rural, mas
situada em espaço urbano, mesmo assim incidirá o IPTU e não o ITR. O motivo é
simples: não há disposição de lei que empregue o raciocínio contrário.

4. A modificação da planta genérica, que determina a base de cálculo do IPTU,


deve ser veiculada por lei, ou pode ser por meio de decreto? Há necessidade
de publicação no diário oficial? (Vide anexo V).

2 BARRETO, Aires F. Curso de Direito Tributário Municipal. São Paulo: Saraiva, 2009, p.
195.
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Como propriamente dito no enunciado da questão, a planta genérica é a base


de cálculo do IPTU. É sobre ela que incide a alíquota expressada em lei competente,
exprimindo o valor do tributo a ser pago.

Veja-se, então, que estamos a tratar de um dos elementos intrínsecos ao


critério quantitativo do consequente da regra-matriz tributária.

De acordo com o que já foi exaustivamente tratado neste curso, quando o


assunto é a legislação em matéria tributária, verifica-se uma grande atenção do
legislador magno em face da necessidade das leis advirem como sendo
“complementar”.

O art. 146 da CF deixa expresso as hipóteses em que cabe somente à lei


complementar dissertar sobre determinados aspectos. Vejamos:

Art. 146. Cabe à lei complementar:


I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a
União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos
impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos
geradores, bases de cálculo e contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas
sociedades cooperativas.
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as
microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes
especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II,
das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição
a que se refere o art. 239.

Ao ler o texto da alínea a, do inciso III, do artigo acima colacionado, nos


deparamos com a determinação expressa de que será por lei complementar que o
ente federado deve estabelecer as normas gerias tributárias, especialmente quando se
tratar, também, da base de cálculo do tributo.

Ora, se a planta genérica é a base de cálculo do tributo, fácil a conclusão que a


mesma só pode ser veiculada por lei complementar. Ainda, pode se tratar de lei, é
notória a necessidade de publicação no diário oficial, sob pena de supressão à
informação pública, até mesmo da segurança jurídica adstrita aos contribuintes.

Reforçando o raciocínio ora exposto, o CTN equipara à majoração a


modificação da base de cálculo do tributo quando importe em onerosidade. Vejamos:

Art. 97. Somente a lei pode estabelecer: (…)


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§ 1º Equipara-se à majoração do tributo a modificação da sua base de


cálculo, que importe em torná-lo mais oneroso.

§ 2º Não constitui majoração de tributo, para os fins do disposto no


inciso II deste artigo, a atualização do valor monetário da respectiva
base de cálculo.

Inclusive, o Superior Tribunal de Justiça, dispõe através de Súmula acerca


deste assunto:

E DEFESO, AO MUNICIPIO, ATUALIZAR O IPTU, MEDIANTE


DECRETO, EM PERCENTUAL SUPERIOR AO INDICE OFICIAL DE
CORREÇÃO MONETARIA.

(Súmula 160, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 12/06/1996, DJ


19/06/1996, p. 21940)

5. Quanto ao ITR pergunta-se:

a) O art. 11 da Lei n. 9.393/96 fixou as alíquotas do ITR em percentuais que


variam de 0,03% a 20%, conforme a área total do imóvel e o grau de utilização.
No seu entender, referida progressividade atende ao disposto no art. 153, § 4º,
da Constituição Federal? Justificar.

Em termos literais, pode ser considerado que o artigo infraconstitucional em


questão obedece aos ditames do art. 153, §4º, da Carta Magna, posto que este
determina que o imposto será progressivo e terá suas alíquotas fixadas de forma a
desestimular a manutenção de propriedades improdutivas.

Entretanto, devemos observar a relevância dos princípios que possuem relação


direta ao presente caso, quais sejam, o do não confisco e o da função social da
propriedade.

Veja-se que se o contribuinte não obedecer os ditames da lei, deverá pagar o


equivalente a 20% de sua propriedade rural, o que – numa conta simples – resulta no
pagamento do valor de sua terra em 5 anos de recolhimento do ITR.

O argumento para uma progressividade tão aguda é que deve o contribuinte,


dono da propriedade rural, dar efetividade a sua terra, vez que esta detém função de
produtividade quando apresentadas as condições para tanto.

De fato, concordo que deva existir uma extrafiscalidade a ponto de criar


vantagens e desvantagens para aqueles que respeitam ou não a função social de sua
propriedade, tendo em vista – inclusive – o interesse comum nacional.

Contudo, não admitir que a alíquota de 20% não é confiscatória é um tanto


quanto forçado. Pode até se dizer que há justificativa para tanto, mas ainda sim não
deixa de ser confiscatório.
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Ora, “o princípio do não-confisco proíbe que sejam criados tributos excessivos


que possam causar a destruição da riqueza tributável e da propriedade a ponto de
fazê-la desaparecer por desconsiderar a capacidade contributiva das pessoas. Como
nosso ordenamento jurídico não possui normatização objetiva do 'efeito confiscatório',
a análise deve ser feita caso a caso”3.

Assim, para um tributo que em 5 anos soma o valor da própria gleba rural, não
há como negar sua confiscatoriedade.

Mesmo que se invoque o princípio da função social da propriedade, temos que


avaliar que o direito de propriedade é um daqueles primordiais ao ser humano
moderno, albergado sempre pelas constituições advindas em toda a história. Em
outras palavras, é um direito absoluto. Um princípio advindo deste não pode tomar
proporções maiores, por junta e logicamente não conter valoração maior.

Assim, concluo que a progressividade foi excessiva no caso do ITR, sendo


ilegal e, por cúmulo, inconstitucional.

b) A que tipo de lançamento está sujeito o ITR? A exclusão de área de


preservação permanente da base de cálculo do ITR pressupõe o protocolo de
Ato Declaratório Ambiental (ADA) do IBAMA? (Vide anexos VI e VII).

O ITR é tributo sujeito a lançamento por homologação, posto que cumpre ao


contribuinte destacar e recolher o aludido tributo.

Como visto nos julgados elencados no livro de questões deste curso, o


Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que é prescindível o ADA
do IBAMA para exclusão da área de preservação permanente da base de cálculo do
ITR.

Destaca-se que na Lei nº 9393/96, no seu art. 10, não há previsão de


obrigatoriedade do ADA, sendo que tal exigência veio erroneamente com a IN SRF
67/97, a qual não possui validade para instituir tal dever instrumental que contraria os
dispositivos da Lei supracitada.

Inclusive, foi destacado a MP nº 2166-67, na qual resta explícito a ausência


daquela obrigação acessória.

Acompanho o entendimento do humilde STJ.

6. Com relação ao IPVA pergunta-se:

a) Que é “veículo automotor”? Embarcações e aeronaves enquadram-se no


conceito de “veículo automotor”, sujeitando-se à incidência do IPVA?
3 Pág. 11 do texto de Luís Fernando de Souza Neves, fornecido por este curso.
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Veículo automotor seria “qualquer veículo com propulsão por meio de motor,
com fabricação e circulação autorizada e destinada ao transporte de mercadorias,
pessoas ou bens.” (Yoshiaki Ichihara)

Assim, veja-se que deve se analisar caso a caso para averiguar se as


embarcações e as aeronaves estão enquadradas no conceito de veículo automotor.
Há determinados veículos que perfazem os ditames do conceito, e outros não.

Contudo, cumpre expor que o registro de aeronaves e embarcações são de


competência nacional (art. 106 do Código Brasileiro de Aeronáutica e Regulamento de
Tráfego Marítimo), e não estadual como é o IPVA.

Assim, sendo nacionais o registro e a matrícula de tais bens, não se pode


aplicar a inteligência de que o IPVA recai sob a égide de um determinado Estado-
Membro, concluindo-se – ainda – que seria necessária a edição de Lei Complementar
para dispor sobre tal conflito, tendo em vista o art. 146, I, da CF.

b) Qual é o sujeito passivo do imposto no caso de alienação fiduciária?

Segundo Fabiana Del Padre Tomé, o imposto deve recair somente sobre
aquele que está intimamente ligado ao fato gerador do imposto, qual seja, o
proprietário.

Outrossim, tendo em vista a acepção do art. 1228 do Código Civil, o


“proprietário” fiduciário não detém as características de real proprietário (faculdade de
usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que
injustamente a possua ou detenha – texto do artigo). Assim, não é considerado como,
de fato, proprietário, e não pode ser sujeito passivo do IPVA.

c) Qual é o sujeito ativo tributário no caso de veículo adquirido em um Estado


e utilizado em outro? Pode o Estado de uso do veículo cobrar o tributo (ex:
caso das locadoras de automóveis)? (Vide anexo VIII).

Não se leva em conta o domicílio do contribuinte, mas sim o local de registro


do veículo. Desta feita, se o veículo é registrado em SP, o IPVA é de SP. Mesmo nos
casos de locadoras, tal regra se aplica, posto que não há exceção.

d) Sendo o veículo automotor adquirido no decorrer do ano civil, dá-se a


incidência do IPVA sobre a sua propriedade? É adequado, nesse caso, falar-
se em base de cálculo parcial do IPVA? Exemplificando: sobre o veículo novo
adquirido em 01 novembro de 2012 pode ser cobrado IPVA proporcional aos
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meses de novembro e dezembro? Se o veículo for furtado no decorrer do ano,


tem o contribuinte direito à devolução parcial do imposto pago?

Veja-se que o IPVA é um imposto, cobrado anualmente. Ou seja, há


estipulação de todo dia 1º de janeiro (a título exemplificativo) haja a incidência deste
imposto, devendo o contribuinte pagá-lo até 10 de fevereiro (exemplo também).

Disso, fácil a conclusão de que, se na hora da venda o IPVA estiver quitado,


não há que se falar em novel pagamento pelo comprador, quicá cálculo parcial. Se o
IPVA for parcelado pelo contribuinte antes proprietário, o comprador assume as
parcelas.

Caso o veículo seja novo, há o pagamento parcial do imposto.

Como a propriedade sobre o veículo desaparece ao acontecer o roubo ou furto,


vislumbra-se o detrimento do critério material no presente caso, não podendo persistir
a cobrança da exação em questão. Assim, caso tenha quitado, devolve-se o valor
correspondente aos meses que ainda faltam para o término do exercício, caso tiver
sido parcelado, não mais necessita o pagamento das parcelas faltantes.

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