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Entrevista inicial e

estabelecimento do enquadre
clínico
ME. PAULO RICCI
PSICODIAGÓSTICO E PRÁTICAS CLÍNICAS
PSICOLOGIA – UNICESUMAR
ENTREVISTA INICIAL:
 Entrevista semi-dirigida: apresentação mútua, estabelecimento do
enquadramento pela(o) psicóloga(o);

 Seguido a este momento deve-se deixar o paciente livre para que ele
possa apresentar suas questões e posteriormente a isso a(o) psicóloga(o)
volta ao comando auxiliado de técnicas diretivas para que as lacunas
possam ser preenchidas;
Objetivo Geral:
 Conhecer o paciente;

Objetivos Específicos:
 Conseguir dados que auxiliem na formulação de hipóteses, no planejamento da bateria de
testes, e em interpretações mais precisas;
 Captar a primeira impressão despertada pelo paciente;
 Considerar o que é verbalizado;
 Estabelecer o grau de coincidência ou discrepância entre o que foi dito e o que foi
apresentado pela linguagem corporal;
 Planejar a bateria de teste mais adequada no que fere aos pontos de: instrumentos,
sequência e ritmo;
 Estabelecer um bom rapport;
 Captar o que o paciente transfere a(ao) psicóloga(o) e o que este conteúdo causa no
psicólogo. Aspectos transferenciais;
 Em entrevista com pais de pacientes é necessário atentar ao tipo de vínculo que une
o casal, bem como o tipo de vínculo entre eles (também o vínculo entre o casal e o
filho);
 Avaliar a capacidade dos pais na elaboração da situação diagnóstica atual e
potencial;
 Questão de pais separados;
 Questão da adoção.
Aspectos a serem
analisados:
I. Tipo de vínculo estabelecido entre paciente e psicóloga(o);
II. As ansiedades predominantes;
III. Condutas defensivas habitualmente utilizadas;
IV. Aspectos patológicos e adaptativos;

 Proporcionam informações para o diagnóstico e o prognóstico.


Motivo da consulta:
O motivo que leva o paciente à procura pela Psicologia nem sempre é o primeiro
que é apresentado. Desse modo, o motivo real, mais sério e mais relevante do
que o abordado em primeiro lugar é chamado de: motivo latente, subjacente
ou profundo da consulta, sendo a este que deve estar voltada a atenção do
profissional;

Análise crítica do que o paciente relata. Freud (1913/2019) – Sobre o início do


tratamento – motivação diagnóstica; falsas garantias; transferência e associação
livre.
HISTÓRIA DE VIDA

HISTÓRIA CLÍNICA
Entrevista lúdica:
 Apresentação;
 Estabelecimento de rapport;
 Análise do brincar – aspectos formais e aspectos qualitativos;
 Caixa lúdica – manuseio;
 Análise da produção gráfica e das narrativas construídas;
 Qualidade do funcionamento simbólico, e, relacional.

 DEPENDENTE DO ESTILO DO CLÍNICO


Linguagem – adaptar e atender as condições
psíquicas do sujeito que é avaliado
Considerações finais:
 Elucidar o significado das perturbações/sofrimento psíquico;
 Ênfase na dinâmica psíquica: aspectos cognitivos e emocionais;
 Considerações de conjunto para o material clínico;
 Compreensão psicológica globalizada do sujeito;
 Seleção dos aspectos centrais e nodais;
 Predomínio do julgamento clínico;
 Subordinação do processo diagnóstico ao pensamento clínico;
 Prevalência do uso de métodos e técnicas de exame fundamentados na associação
livre – modelos compreensivos e/ou abertos;
Questões????
Referências:

BLEGER, J. A entrevista psicológica: seu emprego no diagnóstico e na intervenção. In:_______. Temas de


psicologia – entrevista e grupos. São Paulo: Martins Fontes. 1989.
CUNHA, J. A. Psicodiagnóstico IV. Porto Alegre: Artmed. 2002.
OCAMPO, M. A entrevista inicial. In:_______. O processo psicodiagnóstico e as técnicas projetivas. São Paulo:
Martins Fontes. 1981.
FREUD, S. A dinâmica da transferência. In:________. Obras Completas de Sigmund Freud, Volume XII.Rio de
Janeiro: Imago. 1912, 2006.
FREUD, S. Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise. In:________. Obras Completas de Sigmund
Freud, Volume XII.Rio de Janeiro: Imago. 1912, 2006.
FREUD, S. Sobre o início do tratamento. In: ______. Fundamentos da clínica psicanalítica. Belo Horizonte:
Autêntica. 1913/2019.

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