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l. coNslDEXÁçoES
PRXLIMÌNARXS
2. TRÁBÀLgo NlMÀTRANsFoRMÀçÃo
3. ENERGIA
INTERNA. paR-A
LxÌ DxJOULE os casEs I Estudamos,neste(apítulo, as duar leis
PXRFXITOS da Têrmodinâmi<a. A primeiral€i é o priÌicípio
4. PRÌMEIiÀLEIDÀTxiMonrNÂMÌca dâ conservaçãoda energiã,sendodiscutidasua
5, TRANSFoR aÇÕascasosÁs apll€ção às traníormaçõês gaso5as. As€qunda
7 lei tem caráterestatísticoe estabele.ea forma
6, TRANsFORii,{Gso
cÍc ca.coNvERsÀo
DEcÁLoR
prererêncialde evoluçãodo UniveBo.
EMTRaBAI,HOE DETRABTIHOEMCÂLOR
com basenela,expllcamoto fun<ionamento
7 , TF,qxsFORu-açÕEs
F$rrsÍvEÌsETRnNsFoRMAqÒEs da5máquinastérmlcasê âs <ondiçôesem que
IRREl/ERSlVEÌ5 seu rêndimentoé máximo.
8. sÊcuNDA LEM TERMoD!,IÂMÌCA Na foto, uma réplica,construídãem (obre e
9. coNÌ'xRsÁo DEcAroREMTMBÀLHo:MÁQUINA
TÉRMIca vldro, da máqulnâa vaporde Watt, uma das
10. coNÌ'xtsÃoDETMBALEonMcat oR:MÁ0UINÀ prlmeirasa convêrter<ontinuamenteenergia
FrÌGoRÍftcA térmicaem energiâme<ânica.
11. cÌcloDEcÁRl,toT
12. EscÀLA rcwÌN TERì,ÍoDINÂMÌCÀ
13, pRB{cÍpÌo!À DxcMDAÇÀoDAENIRGTÀ
14. DESoRDEM ExNTRoPia
!

preliminares
E t. Conslderações
t
AT€rmodinámica é o estudodasrelações entreasquantidades de caloÍ
trocadas e ostrabalhos realizados numprocessofísico,envolvendo um coÍpo
(ou um sistemã de corpos)e o r€stodo Univ€rso (quedenorninarnos meio
exterior).Porexemplo,um gáscontidonum cilindroprovìdode êrnbolo
(figura1),aoseraquecido,
oo-o.A55im. o iirlemarecêbe
agecom umaforçaFsobreo êmbolo,deslocan-
caloí(Q)do meioexle or e à 'o (a
pelosist€maÍealizaum trabalhoô sobfeo meioexterior
..r"
-apliradd l. o qás,aoreceber
Porcondução,o calor setransferede um corpoparaoutro ou entÍe Figura
partesde um corpo,em conseqüência de choquesmoleculaÍes. realiza
auanto ::]:11'-T-"jt
rÌãDaInosoore"xterior,
ere'
maioÍa temperatura, maìores asvelocidadesdasmoleculas e maisfÍeqüen-
tesos choquesentreelas,Dessemodo,ocorretÍansferência de energiacinéticaparaas molécula5 de
rnenorvelocÌdade, istoé, paraasregiõesde menortempefatura. Podemos, portanto,consideraf a tem
peraturaumapropriedade que determinao sentidoem que sepÍopãgao calor
O trabalho,do mesmomodoqueocalor, tambémserelaciona comtransf€rência deenergia. Noentan-
to, o trabalhocorresponde a trocasenergéticasseminfluêndade diÍerenças de temperatura - e nesse
aspecto sedhtinguedo caloÍ.O trabalhoé realizado por umaÍorçat consìderando-se o sistema comoum
todo,independentemente do Ínovim€nto desuasmoléculas, e por ìssonâodepende datemperatura.
Quandoo sist€macomo um todo produzum deslocamento ao agir com umaforçasobÍeo meio
exterior,o trabalhorealizado é denominadotrabalhoexterno.No exemploda figural, o gás,ao se
expandir deslocando o êmbolo,realiza um trabalho externo sobÍeo meioqueo envolve.
O tÍabalhoexecutado por umapartedo sistema sobreoutrado mesmosistemaé chamadode tra-
balho interno.Assim,asforçasde interaçãoentreas mo éculasdo gásrealizamum trabalhointerno.
No estudoda Termodinámica só consideramos o tÍabalho€xterno,que chamaremos, de agoraem
diante. simolesmente de trabalho.

CÁ?iruLo9 . Aç k j DÂÌRMóDNnú ca
169.
@ Z.trabalho
numatransformacão
Consìdereum gáscontidonum cilindrocujoêmbolopodese movimentar livÍement€€ sobreo
qualhá um pesode massa m (figuÍa2a).Durantequalquertransformação pelo
sofrida gás,a pressào
se
mantémconstante, poiso pesocolocadosobreo êmbolonãovaria.Seiamp a pressão, yr o volumee
do gásna situaçãoinicial.
Ir a temperatura
ô) b)

Figurâ2. O 9ás,inicialmenteno estãdop,4, Í,, re<ebeumã quantidâdede cãlor0


(de umà<hãma,porexemplole passãparao estadop,y:,I,, realizandoo trãbalho
3
G =P. tv,_ vì.

Fornecendo poÍ meiode umafontetérmica(Íigura2b),o gásseexpande,deslo-


caloÍQ aosìstema,
candoo êmbolode umadistância final(figura2c),o volumedo gásé y, e a temperatura
d. Na situação
é Ir, mantendo-se
a pfessão p.
constante I
O gásexerceuumaforçaËsobr€o êmbolo,pÍovocando sobreeleum desÌocamento de realizando a
um trabalhoõ, dadopor:
6=Fd s
Mas:F = pÁ.Sendop a pr€ssão
do gáse Á a áreado êmbolo,vem:

6=pAd
O produto.4d= a varìação
de volumeocoÍrida.fusim,o trabalhoõ realizado
pelogássobre !
^yé
o meioexterioré dado por:

(trabalhonumatransformação
isobáÍica)

O trâbalhoé umagrandeza algébrìcae assume, no caso,o sinalda varìação


de volume umavez
quea pressãop é semprepositíva. ^y,
Numaexpansão, a variaçãodevolumeé positiva e, portanto,o tÉbalhorealizado
é positivo.Comoo
trabalhorepresenta
umatransferência de energia,o gás,aoseexpandir,estáperdendoenergia,embora
est€jatambémrecebendo energiasoba formade calordafontetéÍmica.
Nurnacompressão, a variaçãode volumeé negativae, portanto,o trabalhorealizado é negativo.
Assim,quandoum gásé comprimido,estárecebendo energiado meioexterior

Eusualdizefque,naexpansão, o gás(sistema)
realìza
trabalhosobfeo meioexterioÍe, nacompres,
sao,o Íìeroe\terio'Íealird tobreo g;s,
trabalho

.rp Os FUNDÁMINÌo,
DÁFscÁ
No diagrama da pressãoemfunçãodo volume(diagfama det|abalho),o produtop. t-
numerìcamente à áreadestacada
nafigura3, compieendida entrea retarcpresentativa
da^ycorresponde
transformação E
e o eìxodasabscìssas.
Podemos generalizaressa
conclusão(figura4)/ considerandoumatransfoamação qualquerentredois
5
estados do gás.Admitamos umasériede pequenas transformaçõesisobáricas
-E
elementaÍes.Emcadauma
delas,a áreado retânguloìndividualizadoequìval€numerìcamente ao trabalhorealizado.
A somãdos i
váriosretângulosÍorneceo trabalhototalrealizado na transformação.
@

FiguÍâ !. O trãbalhorealizadoé dado Figurã4, O trãbalho realizadoé dado


numeÍcamentepelãáreadestacãda; n umericamentepelaáreadestacadâ, quâlquer
õi, I r.ooserveque6,,
I -1. que sejaa tnnsformado entrêdois êstados
q: IÁ e 6,,I -Á.
dosás:

Entredoh estados quaisquer do gás,podemosconsiderar


uma infinidadede processos e, portanto,umainfinìdadede va-
oresparao tfabalhorealizado. Sendoassim,o trabalhorealizado
3 numatransformação termodinâmica dependenãosódosestados
inìciale final como tambémdos estadosintermediários, istoé,
do caminhoentreos estadosinìcìale fÌnal.Porexemplo,€ntre
osestadosìndicados por Á e por 4 nafìgura5, o maìortrabalho
é o realìzado no caminhol, e o menof,no caminholll. Então,
3 podemosescÍever: Fi9uÍa 5.O trabalhoreâìizadonum
a a al processotermodinâmicodêpendê
do câminhoentreos estadosini<iãl

ffistmFr
ffi Cinco mors oe um gás pedeito se encontrâmà temperaturade
600K, ocupandoum volumede 0,5m3.Medianteum processoiso-
bánco,o gásé submetidoà transiormaçÃo indicadano gráfrco-
a) Determinea pressãoexercidapelogásduranteo processo.
b) Qual é a temperatura finaÌ do gás?
c) Calculeo Ìrabalhoreâlizadonâtransfomação, indìcandocomo
essecálculopodeser Ieito por meìodo gráfico.
d) Oi.abalho em questãoé realizadopelo gás ou sobre o gás?
ExpÌique.
eoêdo: R= 8 ,3 1 /m o Ì.I9
SoluçÃo:
a) Na equãçâode Clâpelaonpy= nA4 substituiÍlosn = 5, v= 0,5m3,.R= 8,31J/mol.K e I= 600K|

p .0 ,5= 5.r J,3r .600


= Í;=;nÀì
b) Com oop ro c e s s o é i s o b á Ìi c o ,v a Ìe â l ei deC hdl es.S endovÌ= 0,5m3,y:0,Im3Grá-A cô)eIj = 600K ,

u
T,
v
T,
0.5 0.1
600 4
= t:*-ì
. As LEs oaÌRMoD|NÀMca
CaPÍúro 9
17r.
c) O trabalhopodesercãÌcúladopor õ = p lr
S endop = 5 . 1 0 1 N /mer v , ti = 0 ,1nf 0,5nf= 0,4mr,
^ Í/=

. = q . ro ,.( 0 ,1 ) i ; : ,z.ìì
-
EssetrabaÌhoiambémpode ser calcüladopela áreado rctânguÌo
destacadono gráfrco:
,4 : 5 . 101- (0.5- 0,1) = 2 10r
" ,O s i n a ìn e g a ti v o d e v e s eracresci doemrazãodese
T eúos õ :,,l
úãid de úmãcofrpressãoilogoi
õ = 2. loaJ
d) Comoo gas estásendocomprimido,isto é, seuvolumeestádini
nuindo,o tfâbalhoé realizadosobre o gtu, pelo meiodterior. {
Reêpo6t 6 ra5) .1 0 r N /m :i b )l 2 0 Ki c ) 2 10aJid)sobreogá5.

ii{iiilir cctamcsae ideaìsoÍreoprocessotemodinãmicoindica-


"mgás
do no gráncoao lado.Seddô?'Ì= 200K ã teftperaturainicialdo gás
no processoe I, = 900KatemperãtúrãIìdâI,calcule: 6
5
a) o volumennaÌda mâ$ã gãsosal
b) o trabalhoreaÌizãdono prôcesso,indicândoseeleé rêalizadopelo
gásou sobrco gás.
Soluçào:
1 E
a) Como se trata de umâ transiormaçãôeú que sê môdificamas
três variáveisde estado,devemosaplicâr a lei geraìdôs gases I

PrVr = PzVz
rT {

S ubs t itu i n dpoì = 4 .1 0 s N /n ' :. p ,= 6 .105N /n!. IÌ= 200K , j


= 900 K e ( = 2 . 1 0 rm ' , o b te m o s :
",
{

b) O trabalho rcalizadono processoé dado pela áreâdô úapézio


destacadono gránco,que numericamente vâle:
4 tn ..C .1 0 j
-
4 _ 6 .,n ' -" 2.t0 )
2
r,4 = 5 l 0 ; 4 1 0 r e Á = 20 . 10' =
: 2 . 10r 3
Asrm o úàbarho
vare: la=r- tír'lì
l
Cono se tÌata de uma expansão.essetrabalhoé positivo.sendo
realizâdopelo gássobreo meioexterior
Re$poslasrâ) tj l0 r mri b) 2 . 103J, realizâdo pelo gás.

I 'iÏtrl
.i.15-iil
Ud gás ideaÌ é comprimidoisobaricamentecomo indicâ o gráflco.
SejamÁo estadoiniciaÌeB o estadonnâÌdãmassagâsosâ.Àtempò
Íâtura iniciaìdo gásé Z, :300 K.
â) DetermineatemperaiürãnnâÌ4do gás.
b) Câlcule,pelo gráfrco,o trabalhorcâÌizadono proce$o.
c) EssêtÌabaìhoé rcaÌizadopelogs ou sobreo gás?Por quê?

.172 05 FUNDAMENToS
DA Fls.a
i {l b F ; o c r in. " n" .r" a u m a r' a rs Ío " md ç asoo ' ti d JP or 4 É ^l ' dF um eds
Der Í e' Luâ D J rri ro ê u m ê s l â J o4 , e m q l e â l P mperal uraé 500K
" ré
outro estãdoB, em que a temperaturavâle600K
a) Determineas pressô$ iniciaì(pJ e frnaÌ(",) do gás
!
b) Câlculeotrabaìho reãlizadono processo.
c) Essetrâbãlhoé reâlizadoPelogásousobre ogás?ExPlique.
@ador F= 8 ,3 1 J /m o lK)

A mâssade 56 g de um gás de ma$a molar M = 28 g/mol, süposto


ind'cadano gráÊco
ideãI,sofrea trânsiormação,48
â) Determineâs iemperaturas4 e IN dos estãdosiniciâl e final da
t
b) Câlcuìeo trabâlhoreâlizadono pfocessoÁ4.
c) O trâbaìho em questão é realizãdo peÌo gás ou sobre o gás?
Lrplique.
eôado:R= 8,31J/nol 19

LeideJoulepara
@ l. tnergiainterna.
osgasesperfeitos
A energiatotal de um sistemaé compostade duasparcelas: a energiaexternae a energiainterna-
9 A energiaexternado sistema é devidaàsrelaçôes queele guârda comseumeìoexteÍioí- energia
cinéticae energiapotencial.
A energlainterna do sistemarelaciona-se com suascondições intrínsecas.Num gá5,corÍesponde
às parcelas:energiatérmica,que seassocia ao movimentode agitaçãotérmicadasmoléculas; en€rgia
a potencial associada
de configLrração, às forçasìnternas conservativas; energias cinéticasatômìco-mole-
culares,ligadasà rotaçãodasmoléculas, àsvibrações intramoleculares e aosmovimentos intra-âtômÌcos
daspartículas elementares.
úão semedediretamente a energiainternaU de um sistemâ. No entanto,é ìmportanteconhecera
variaçãoda energiainterna do sistemaduranteum processo termodinâmico. Paraos gasesideais
monoatômicos, êssavarìação^U
é determinada somentepelavariaçãoda energiacinéticade translação
dasmoìé(ulas queconttituem o si5tema.
p
Há processos em que a energiainternavariae a tempeÍaturaperman€ce conslanteEo queocorre
nasmLrdanças de estadode agregação. A energia Íecebida (calor latente) duÍanteo pfo.êssoãúmenta
a energiainteÍnado sistema, Assim,duranteuma ftrsão, o estado líquìdo tem maior energlainternaque
o estadosólido,€mboraduranteo pfocesso não estejaocorrendo variação d€ temperatura PoroutÍo
lado,nastransformações gasosas,a varìaçãodeenergiainterna (^U) é sempreacompanhada varìação
de
de tempeÍaLura (ÀÏ).
Retomemos a transformação isobáricadescritano item anteÍioÍ(página170,figura2) Vimosque
o gásrecebeua quantìdade de calorQ € realizouo trabalhoõ. Tendoocorridovariação de temperatu-
n LT = T2- ïì, varioua energìacinétìcadasmoléculas do gás e, portanto, variou a eneÍgiaìnterna'
De acordocom a t€oriacinétìcadosgases, sendo/?o númerode molsdo gás(página159),temos:
1
Energia
cinética inìcial:E :;nRI
molecular
3
cìnéticamoleculatÍinal:E, =
Energia
tnRlz
Ej =
da energiacinéticamol€cular: = f,
Variação
^E ),n ' rr, I,)
Essa
variação daen€rgìa
à varìação interna do gás,suposÌoidealemonoatômico:
^Ecorresponde ^U
Ì
LU=^E + ; n R. (T , -r)

CaPlruro9 . As Lar DÀÌ*MoD NÂMd r7t.


Noteque,sea temperatura ÍinalI, é maioÍquea temperatura
inicialIr, a energia do gás
interna
aumenta. Se12for menorque Ir, a energia inteÍnado gásdÌminui.No casode a tempeÍaturafinal12
)e'igudl; iri( al / , d ene'gidirterld do gà' noovario.

possíveis
Situaçòes Energiainterna
I:>Ir + 0 = aumenta
^ f> ^ U> 0
Ir<Ir À f< 0 â d imin u i
- ^ U< 0
I,=Ir=ÀI:0=ÁU:0 não varia

assím,enuncíara lei de iouleparaos gasesperÍeitos:


Podemos,
t
A eneÍgiainternade uma dadaquantidade
de um gásperfeìtoé funçãoexclusiva
tle sua
temperatura,

E| +.Primeira
leidaTermodinâmica
Nurnprocesso termodinâmico sofridopoÍ um gás,hádoistiposde trocas
energéticas com o meioexterioro caloftrccadoQ e o trabalhorealizado õ.
A variação de energiainteÍna soffidapelosìstemaé conseqüência do
balanço energético entreessas ^U quantidades.
duas Tomando comoexempo
umatransformação isobãricacomoa da páginaI70 (figura2), seo gásrece'
beudo meioexterior uma quantidade decalorQ = 201e feâlizou um trabalho
=
sobreo meioexteÍioÍõ 3 J,suaenergia internaaumentou de l/ I,
Emoutraspalavras, o gásrecebe!20 j de energia ^U: (soba
do meioexterior
formade calof),perdeu3 I de energia(soba formade trabalho),tendoabsoÊ
vido17 Jdeenergia, queaumentaram a energiacinética
desLrasmoléculas e,
portanto,suaenergìainteÍna,Nafigura6, ÍepresentaÍn-seesquematicâmente sásé dadapor
essâstrocasenergètrcas. ^udo
Podanto, sendoQ a quantidadede calortÍocada peo sistema,õ o trabalho
realizadoe a varÌaçãode energÌainternado sistema,podemosescrever:
^U

Essa a prìmeiralei da Termodinâmica:


fóÍmulatraduzanalìtìcamente

A variação da energiainternade um sistemaé dadapeladiferença


entreo calortrocadocom o
no processo
meioexterìore o trabalhorealizado termodinâmico.

A primeiraleida Termodinâmica é umareafirmaçãodo princípÌoda conseruação


da enèrgiae, em-
boratenhasidoestabelecidatomando-se comopontode partidaa transformação de um gás,é válida
paraqualquerprocesso natuÍa que envolvatrocasenergétÌcas.

B
R.5l Seismols de trm gás idealmonoaÌômicosolremo processotermodinâmicoÁ8
indicadono gránco.Sendo = 8,31J/moì K. determine:
a) as tempefaturasinicìaÌefrnaldo gási
b) a variaçãode energiaintema do gásno processo,4Bì
c) () tÍâbâlboÌeaìizadopeìogásao passaÌdo estadoÁ pafa o estacÌo8i
d) â quaôtidadede caìortfocadapeìogásna iÌaníornâção de Á parâ8.

.174 Os FUNÒ^MENÌôS
DÁFisrca
t-
f
â) As tènperaturs 4 e Ir podemsercãlcülâdaspelaaplicaçãodâeqúaçãodê Clâpeyron:pv= nÃt
Peâ o estadoÁ,obtemosdo grá6co:pi = 3 10!N/m] e vì = 0,1m3
Parâo estador, p, = 5. Ì0'N/nr e v, = 0,3mr.sendon - (j mols e R : 8,31J/mol. K, temos: .-E
p a | a : ítR T ^
-
3 10! 0,1-6 8,3Ì 4r
F=*ì
pDva:nR\- 5. 1 0 10 , 3 = 6 8 , 3 r' r, =
F : 3 r1 n ët
b) Comose t.atâde umgâs ideaìmonoatômico,â veiãção de energiâintemaé dadaporl
ou : |* çr" ,^1
Então:
oi.': j . o.s,:r. c,or eol= [{t- rÉ.roì
!

c) O tãbâlho realizadopelo gásúa expãnsãoá3 pode ser caìcuìado


pêlâáreãdo tEpêzio destacâdoôo gráúcôao lado:

4 ! " ru .r n .t -A-t l ^' -Ít.2


t
= , 4: 0 ,8 . l d

Portdto, o t.abâlho vâle: [":-lt ;ì


d) Aplicandoao processoâ primeiraleida Termodinâmicâ,
tereúos:
LU=Q õ) Q=LU+6+

ì e : r,8. 10{+ 0,8. ro' = to: rs ilr'lì


ObseNeque,no processo.lA,ô gásrecebeudo meioeitêrno lma qüdtidade totaÌde eneryia,nâ formade
câlor,iguala 2,6.loaJ. Dessàênergiâ,0,8. 10' J foraú "gastos na lorma de trabalho,paraexPddir o gás.
Os residtes 1,8.10rJ loram usâdos"pârââumenta.a agitaçãotérmicadas molécuÌasdo gáse, portânto,
pâÍa aumentara suaeneryiainterôa.
R$poB t âÉâ:) = 6 0Ke :3 0 1 K i b ) = 1 ,8 . 1 01J;c) 0,8 104Ji d) 2,6 10' J

iiiiï.tiiï; ceÌta qüanti.Ìã.Ìede m gô ideâÌmonoatômi.o soÌre o processotemc


dinâft ico,4,Bindiedo no gfáfrco. SendoR= 8,31/mol K e 4 = 600K a
temperãturainìcialdo gás.determine:
' â) ô númerodemols do gdsi
b) ã temperatura nnal I,;
c) ã variâçãodeenergiainternaqueo gássohe no pÍocêssoi
O o trãbâÌhoÌealizadosobreo gá5na compressãodo estado,4para 2
o estãdoBr
112 0.l
ê) aquãntidadedecaÌorque o gástrocacomo ambieotenô proces-

I #-:i$$ o gra-nco inoicaumat.anslormaçãoÀasoÍridapor 2 mols de um sás


idel monoatômico.SendolR: 8,31J/mol K, deteúine:
I a) as Ìemperatufâsiniciâle ônaÌdo gási
I b) a variaçãoile energiaiôternado gásno pÌocessoÁltr
c) o tÌabalho realizâdo pelo gtu ao passaÌ do eitado á parâ o
estado 3i
O aquantidadede calor to.ada peÌo gásduranteãtranslormação
AB.

0,2 0,3 0,4 Vlm')

CÁPlrlLo9 . Ar LEs DATTRMoDTNÁM.a 17t.


gasosas
E s.Transformações
VamosÍeexamìnar, de um gásÌdeal,considerando
nesteitem,as transformações a pfimeirã
Termodinâmica.

isotéÍmica(temperatura€onstãnte)
5.1.Trânsformação
Cornoa temperatufa
nãovaria,a variação
de energiainternado gásé nula:

ar=o FIIãì
-
Pea prÌmeira temos:,rU= O
leidaTefmodinámica, = lilãì
"=o r
Numatransformação o calortrocadopelogáscomo meioexterioréigualaotÍabalho
isoìérmicâ,
realizado
no mesmopfocesso.

Seo gásse expande, de modoque se rnantenha sempreem


equilíbriotérmicocorno âmbiente(temperatura constante),
eleab
sorvecalordo exteriorem quantidadeexatãmente igualaotrabalho
reaìzado.Porexemplo, 50 j de calordo ãmbiente,
se absorvef o
trabaho realizadoseráexataÍnente50 l. No diagramade trabalho
(figura7),a áÍeadestacadaé numeÍicamente igualaotrabalho rea-
lizadoe.
Noteque,no processoisotérmico,não há variaçãode tempe-
ratura,mashá troca de calor. .'í....--.'':
o *s{b.
i t
FiguÍa 7. Expansáo
isotérmi(a j

NumâiÍâNforDâçâô isôtéfmicade úú gásideâI.o prodtrtopyé coDstantee vaìe33.2.10 .1.À coDstantedos


gase$peíeìtos é 8.3Ì J/d.I. K e o núDerode òoìs do gásé n = 5. Duranteo processo,o gásrecebedo DÌeio
crteriôr 2.000.1 do cãlor DeterdìiDe:
a) se o gáseslásolrendoelpansàoou compressãoi
b) a temìreraturado processoi
. ) i v J f " \ J o d , -rp rg i J n r" " ,J d o - ..:
d) o traballiorealizadona transÌormação.

a) RecebeDdo caìor.o sásrealizatraballÌosobreo meioextedore.po.tanto,se expande.0processoemques-


tào é uma erTa$ào botérmica.
b) S endop y = 3 3 .2 .1J0. n :5 e R = 8 ,3 1 J /mol K .apììcando-se
a equaçãô
dè C l ateyrcn.
resuìta:

pr' ,ri7 = i13.240=5


8.:r'r = F= sota
c) NumatrânsÍdmâçâô isoìér!ììca. Dàohalcndo variâção de teÌnperatüa, é nuìaavariação deenergiainternai
assim, de âcordo com â lei dcJoulc. tcmos:

-rr:o Fl
d) O gásrecebe2.000Jde caÌor:Q = 2.000J.PelapúÌeiÌa lei da TermodúAnica,terDs:

Á, (/ . o ,, rl
[. zÍ,no
Respostd:a) Expansãoisotérmica;b)800Ki c) zeroi d)2.000J

. tl6 O r F U N D AM EN ÌoS
D A F É.a
.'"'
[,,',u,,,.,"'
rf:teí luma compresao isotérmìca.o trabaÌhorcaÌizadosobreo gásé 600J. Dête.hine o calor cedidopelogásno
processoe ava.iâçãoda energiaiDteÌna.

P:!6+: Um gás encont.a-f inicialmentesob pressãocìe10:N/mr..eà temperãtü.ade 500 K, ocupanilo um volúne


de 1,6íjm'. O gásse expandeisotermicamente ao receber400.l de calor do neio exreriorSendoa coDsranie
universaìdos gâsesperleitÕsR = s,riJ/moì K, determine:
â) o nú'nerode moÌsdo gásqúe sÕlreô processo:
bì o r . ab"\ o r" . l i l J d o d ú ,d ,rê á| d ,i ,{ ,a \àu !
c) a variaçãode energiâinternâdo gás.

P"rdiíl:rres mols ae um sás ideal monoatômicosotrem um processorermodi


nãmicorepreeDtâd. gfâficanente peìahipérboÌeeqüiÌáteraÁ8indicada
na frgura.Aárea destãcãdãnÒ gráncovâle,numerìcamente.9,5 . l(ìì.
â) Queprocessoo g3 $tásoíreDdo?Llpliqüeô poquê de suaconclúsão.
b) Em quetemperaiüraoprocessose rcálizaÌ
c) Quaìé avariaçãode energiaintenìâdo gásôo prccesso?Porquê?
d) Quaìé o trabalboreâìizadosobreo gásnesseprccesso,4t?
e) DuraDteo processo,14.o gásrecebeou perdecaìor?Por qüê?Qualé a
quaDtidadede calortrôcãdãpet. gas?
(ì)ado:,R: 8,31J/moì. K)

isobáÍica(pressãoconstântê)
5.2.Transformação

!
Na transformação
isobárica, é dadopor:
o trabalhorealizado
Sendom a massado gáse cpseucalorespecíficoa pressãoconstante,o calortrocadopelogás,
ao sofrerã variação
de temperatura
ÀInuma transformaçãoisobárica,
é dâdoporl

Q=m ap ÀI

N essa fór mula,fazendom=,1M(se n d o r, o n ú me Í o d e mo ls e Ma ma s s a mo la rd o g á t ,t e m o s :


Q= n M' c p , L T
O produtoda massamolarM do gáspeloseucalorespecífico cpé denominado calormolara pres-
em ca /mol . K ou l/mol . K.
sãoconstante(Cp)do gás,sendoexpresso

F.-A
a quantidade
Então, de calortrocada
podeser€scÍita
como:

Q:n.Cp.^I

PelaleÌd€ Charles,no processoisobárico,o volumey é dìÍetamen-


te pfoporcionalà temperaturaI, ou seja:y : KI GendoK constante).
Portanto,numaexpansão (figura8), o volumee a tempefatura
ìsobárica
ãumentam, ocorrendotambémaumento da energia interna do gás:

^u>0 temos:
Pelaprimeiraleida TermodinâÍnica,
Figura8. ExpansãokobáÌicã.
o gásrecebecal ore
rêal i za
6 = Íabâlho (Q> 6).
^U=Q

Numaexpansão a quantidadede calorrecebida


isobárica, é maiorque o trabalhorealizado.

CÁPi'ULo9 . As Lgs DÀÌ4MoD NÀúIcÀ


r77.
5.3.TrânsfoÍmâção
isocórica(volumeconstante)
Na traníormaçãoisocóricã,
o tfabalhorealizado
é nulo,poisnão há variação
d€ volume(^y: 0):

Sendom a rnassado gás e vafiaçãode temperatura,o calor trocado é dado por:


^Ia

Nessafórmula,c, é o calorespecííicoa volumeconstantedo gás.


Co m o m =nM,temos:
Q= n . l, l. c " . A T
r
O produtoda massa
molarMdo gáspelos€ucalorespecífÌco
c"é o calormolara volumeconstante
- do gás,sendoexpresso
C, em cal/mol. K ou //mol. K:

Então,a qLrantidadede caior trocadapode ser escritacomo:

Q = , ? . C, . ^ r
Ao rec€b€rcalorisocoficamente (figura9), o calorrecebidovãi
apenasaumentar a energiâcinética
dasmoléculas e, portanto,
a tem_
peràtura,
poi5náohi.ea.,,7açàode t.abalho. I
PelaprimeiraleidaTermodinâmica, temos:
: Q - õ. Comoõ 0, temosl
^U -
Figurà 9, Tlansformâçãô
iso.óricâ

ì
:

Partindode uma mesmatemperatLlfainicial Ir, n mols d€


u.rì9dr sãodquecidos ateuma temoerdturd ÍinalI, íÍi9uraf 0) por
oo15pÍo(eslo\:um i50bár ico.48e o-tro i(ocorico4C.Nosdoispro_
cessosa variaçãode ternperatufaé a mesmae, portanto,a vafÌacão
de energiainte'na e a me(md.Sejaep o calorque o gá5recebe
no aquecimento ^U
Ìsobáricoe q o calorrecebidono isocórico. ADli,
candoa prim€iraleida Termodinâmica, obtemos:

Figurâ lo. NosprocessosÁBe.4C


Comohá o tFbalhoõ + Ono processo â vàriaçãode têmperaturâ
isobárico,
concluímos ÂI= I, - I, é a mèsmaê,
queo calortrocadosobpressão
constante
e, é maiorqueo calor poltanto, a variâqáode enêr9ia
trocado
a ì,olumecon5tante
e. Se-do
dssim,t€mos: i nterna U também éa mesma.

Subtraindo membroa membroasduasexpressões anteriores,


vem:e, q = 6 Q)
Po Ío u tr olado,temos:ee : ,,. Cp.^I@ , e = n . Ç. Â I @ e e : ' p . ì i =
n . R. L t @

.rr8 ;;.;;;ì;;;;;;:;
Substituindo
@,@ e @ em O, obtemos:
Ã
n ce.À/ n.q.^/ /,.R.^/- í?;-z-:ì WI
L-.____=__-J
Essafórmulaé válidaqualquerqueseiaa naturczado gáse é denominada relâçãode Mayer.
O valorde Rvai dependerdãsunidadesem que estiverem expressos os calorcsmolaresCpe C,. "Ë
H
Assim,podemoster:
I
R 8,JI l/mo l. K o u R 2 (d t mo l . l @

{ffiB a nassade20sde hélio(nâssâmolâÍ,n= 4 s,/noÌ),considerado


un gás ideâÌ,diìatase isobâricamentecomo mostrâ ô gráfico.
sendo R = 8,31J/moÌ . K a constânteuniversâìdos gasesper
Iettos,c! = 1,25cavg . K o calor epecinco do héliosob p.essão
constantee I cal : 4,18J, determnìe:
â) apressãosob a quaÌsercâÌizaopro.êssoi
b) aquantidadede caÌorque o ga recebeduÍanteo processoi
c) o trabaìhorcalizadopeloga nessãdilâtaçãoi
O â vâriaçãode ene€ia internasofida pelo gás.
i

a) O núnero de molsde hélio (ì/ = 4 g/mol) qistentes na mdsa m : 20 g ê dadopo.:


n20
1

Parao estadoAdo gás:v" = 0,3mr e Ir = 200K


3 Como,R: 8,31J/mol.K, utilizãndôà equaçãode Clapey.on,teremos:

p U a : n R T À p .0 ,3:5.8,31 ,200 = ) p = 2,77 Ì0' N /m'


-
b) NaiómulaQp: n..ì.^I, devemossubstitunos seguintesvalores:
m = 20 gi .e : 1,25câl/g Ki Áï: 600K - 200K: 400K ssim:

& o 2 L r'r2 5 .400.e r o' .d - r *ìì


! lt
s c) Comoo processoé isobárico.pôdêúos calcularo trabalhoreâlizadousando:e = p.^y
Dográfico,obtemos: 0.9m" 0,3mì = 0,6m"
Substituindo,temos:^v=
e :2,77 . r0 ! . 0 , 6= F = 1 $ 6 { 0 " ì
d) A veìãçâo da ênergiainterna calculâdapelâaplicaçãoda pdmeirâlei da TerÍrodinâmica:
^a/é
.- 101- 1,66 101 =
^U=Q ^ .I:4,18. | ;ü= r.l j 2.t0--l
Res pG t m:a ) = 2 ,7 7 .1 0 !N /m!t b )4 ,I8 .1 0 r Jj c) - 1,66.10!Ji d) 2,52.104J

UÍnitu qu" o uqu"cimenrodo mesmosás dô exercíciôâóte.ior (de 200K para 600ç tivessesi.lo realizâdo
'l$ffi ìsoco.icâmente.Determìne,püa essâs'tüâção:
a) âquântidadede calorrccebidapelôgási
b) o trâbalhorealizadopelo gásnsseprocessoi
c) â variaçãode energiainternasôfridâpelogás.

a) O câìôfnolafsobpressão constantedogáspodeser caÌculadopor:

como.e = 1,25cavs. K e M= 4 g/mol,vem:


C r : 4 . 1,25> q = s.âl /mol .K

CaPlÌuro9 , As LEsDAÌRMoD NÀMrÁ


r79.
Pelarelaçãode Mayer,teúos:C! C" = R
No caso,peìasunidade$üsâdãs,tenos: R : 2 cal/mol K
Entãor5 C" = 2 3 C, : 3 cal/mol K
Aquantidadedê calorirocâdapeÌogás(n = 5) paraÍÌ âquêcimento : 400K serádãdâpor:
^I
Q,='.c,.^I= Q,:s 3.400 3 O,=6 Ì0rcáÌ= Q":6.103.4,18 (ã=r51{fiì
-
b) Nessê.ãso, o processoé isocóricoe, portantô,úãô ha reaizaçaoae trabano: G =ì
c) Aplicândoâ primeiralei da 'reÌmodinâúicà,temos:

õìôu=4, Fu: r5;lo


^u=Q" -
Res pos t úa: ) = 2 ,5 i 1 0 1 J b
; )z e ro i c )= 2 , 51 Ì0' J f
lffi Um gássolÍe .erta hânslormaçãocujográficop: f(I), âo ìado,está
representandô.Sendo ã constânte univefsaì dos gãses peÌfeitos
R _ 8. 31J mô Ì K: ô ' ru mp rod e mo l sd o C ás, s
^.âì^'
ìuì.r a
oo0
r . lum e . o s rá ìre d o ( a . 2 .9 8 .à ì n u K e ì .al 4.l r J C c
's

a) âbansformaçãosofridapelogási
b) o voÌumede gásduranteo processoi
.) âquãntidadede caÌorque o gásrecebeduÌânteãirânslormãçãoi
d) â vâriaçãôda eneqiâ internado gás,nessatÍânsIôrmâção.
Solução:
a) Comoa Iunçãop : f(7) é linêq dê âcoÍdo com as leis dos gãsês,ã trâôsfôrmãçã.é isódca, bto é, o
volumepermanecec.nstãnte. g
b) Dográfrco,üaóos o pâr devâloresp = 2.000N/m': e I= 500K.
Sendon= 5 e R = 8,31.r/mol K. apÌicandoa equaçãode Clapeyrôn,temosl
pv= tìrtt 2.1)t)t).
v = s. 8,31500+ Ítfúa
-
c) Paracaìculârâ quantidâdede calor recebidapeìogás,seúdoC": 2,98câÌ/nol. K e 300K, temos:
^I:
Q, =, q .^ r + Q " :5 .2 ,e 8 .3 0 0 + Q, = 4.470câr .e Q" = 4.470.4,18J=
l d l -ì
[Q" :137.
d) Àplicddo a primeiraÌei da Temodinâúicâ e Ieúbrandoque nat.ansformaçãoisocóricanão há realizãçào
de trabalho(6 : 0), temosl

Árr=e! õ 3 o" = [^t-;r?. rtì I


^u=
Rs pos t s : a ) Is o c ó ri c abi )-Ì0 ,4 m 3 : c ) = 1.87.10' Jid):1,8?. r0' J

úH'ffi
lÌfliiid\ i roprocessoisouaricoindìcâ.lono gráncoâbaúo,
o gás recebeu1.500J de energiâdo ambiênte.

Sãbendoqueno processoogáspeÍdeu2,0. 10rJ


a) o trabalhorcalizadona expansãoi
b) avariaçãode energiainteÍnaílo gás. a) o núúero de nols dô gásqúe soire o processoi
b) o bãbãìhoÍeâlizãdôsobreô g$i
:tÍ Í t ii: : O er in, , * p ' " s " " rà u n a .l ,m p re s s à o
i ,o b i ri cd c) a vdiaçâo de energa intsnâ sofrida peìo gás.
de un gás sob pressãode 2 Ì(ì' N/m'. (considêreR = 8,3l rnôl . D

.úo Os FUNDÀMENÌoS
DAFúrcÁ
ã
â dpdsiú) isobdic.48 rePresentada no gráfico. Sendo o câror
molar sob pressão constdte desse gâs Cr : 5 caÌ/moì K e
adotandoR= 8,31J/ftot K, detefdine:
sl
-'B
a) âpressãosob a qüalo gásse expânder
b) ãquantidêdedecalor recebidapelogás:
c) o üâbalho queo gásvêalizana expdsãoi
ô
dJ â v&iação de energiainternasolÍida Pelogás
( Dâdo:I c a l :4 ,1 8 J )

No exeÍcícioanterior,se o aquêcimeDtode 200 K a 500 K


fosseisocórico,quâl seriaa quantidadede cáÌor receìridâ g
peÌogás?ConsidercR= 2 câl/nol K

p iiio t ' 1u. " t - n. t o ' ' ..d ã v o l u mc .^ n s rJ n reLm sl s r.' ebP
. d lê ô l rrb d rnurêdl i Tddup,
500J oe ! êl ô r J o d mb i e n t"Qu
vaÌiaçã. de energiâinterna do gás?

o g.ali".
iF..jÌ?iÌjì ao aquecinento isocórico de
""'*"ponde
I mol dem gásPeÍeito, cujo calor molar a volumeco.state ê
2,98cal/mol K. Sendoâ co$ta.te universâldos gasesideaÈ
 = 8-31]/moÌ Kesabendoquet.aÌ : 4,18l.determi.e:
a) ovolume do gásdútanteo processoi
b) aquàntidadedêcâlor recebidâPeìogásr
c) a vâriâçãode energiainteÍnâdo gãs

- 'i t, t Z i o p .o .." s ô Ì" rm o d ,n a n r.o 4 4 . i noi .aaô no


' , " n'u"b^" l d d o ., Ê rl d m" s s a.l e g x s i d e a l êi o
S " df L ' e.êb" do n
e{erno 8 Ì01Jna iornâ de calor DetermiDe: 5

tË a) o trabêlhoreaÌizadonâ etapa,4-ado processoi
s b) o tfabalhoreâìizado.ãetapaECdo processoi 3
c) o trabâlhorealizadoem iodo o ProcessoÁaq 2

procêsso
O a variaçãode energiaintemasolridapeìogásno
I ABC. o,r 0,2 0,3 0,4 o,s 0,6 0,7 v(m'Ì

5.4.TÍansformaçãoadiabática
Um qássofre umâ transformaçãoadiabáticaquando não troca caloÍ com o meio €xterlor,ou seja:

I
EssatÍaníoÍmaçãopode ocorreÍquandoo gásestácontìdono interiorde um reciplenLetermi-
camenteisoladodo ambienteou quandoelesofÍeexpansões e compressões suÍicientementerápidas
paraqueastÍocasde calorcom o ambientepo55amserconsideÍadas Aplicandoa primeÍa
desprezíveìs,
temos:
lei da Termodinâmica,
\
Q - o, '"t,
Q ., e 5endo Ful-ì
I ^U

CaPirutô9 . As LBsD^TRMoDTNÂM.À r8t .


Consìdere um gásperfeitocontidonum cilìndrotermicamente isoÌadodo extenoÍ,comomos-
tÍa a figura11, e provìdode um êmboloqu€ podededizar sematrito,aumentando e dìminuindoo
volumedo gás,Observe que o gásnão podetrocarcaloacom o ambiente, mas,havendô variação
de volume,elepode trocar energiacom o ambiente,sob a formâ de trâbalho,
a) Expansão b) Compressão

12 21
a>0 Áu<0
Figurór r,Trâníormaçõ€s
adiabáticas.
õ< 0
^u> 0 r
Numaexpansão adiabática o trabalho
é realizadopelo9ás(íì9ura11a).
Porexemplo,sela50 J o trabalhorealizadopoÍ ele.Esse
trabalhoequivâleâ umâperdade energia
por partedo gás.Comonão há trocasde calor,essaenergiaprovémdo própriogás,hto é, a energia
ìnteÍnadogásdiminuide 50 J(pois:Q : 0; õ : 50 J = : -50 J).
Noteque na expansãoadiabáticao volumeaumenta ^U
e a temperatura
diminui,poisa energiain-
ternô diminui. Emconseqúência,a pressãotambémdìminui,conformea leigeraldosgasesperÍeitos,
ou seja:
= constante
f
Numacompressão adiabática(figura11b)o ìrabalhoé reãlizado
sobreo gás.Portantoõ gásestá
r€cebendo sobreo gásé de 50,, eleestárecebendo
energiado €xteÍior.Assìm,seo trabaìhorealizado
do ambiente50 Jdeenergia. Comonãohátrocasdecaloraconsìderar, a energiainternado gásaumenta
d e5 0 J( Q = 0;õ= sol =
Na compressão ^ U=soj).
adiabática o volumediminuie a temperatura aumenta, poìsa energiaint€rna
aumentae a pressão tambémaumenta. d

< Ao secoúprimir Êpidàmentêo àr pãrà


introduzi-lono pneu,ele sofrè
um processoadiãbáti<4pois à Ëpidez
da compíêssãonáo peÌmitea tÌocã
dêcal ofcomo ãmbi ente.

p e o volumey do gás,num processo


A pressão adiabático,
relacionam-se
pelachamada
Iei de
que podeseaexpressà
Poisson*, por:

Nessafófmula, ï : 9 é denominadoexpoente de Poisson,sendocpe c"os caloresespecíficos


do
c,,
gás a pressãoconstantee a volume constante,respectivamente,

t SméonDenis(1781-1840),
POISsON, porseúÍabalhôs
notãbiizousepÍincipalmente
matemático€íisicofrancês,
nasáreasda
EetrcstátiG
e do Maonethmo,

. r8z Os FUNDAMENTo5
oa FF ca
No diagrarna de tÍabalhoa sequirífioural2) vemosã curvarepresentatÌva
báticâ(emvermelho)e asisoterm;sIr (úmperaturainiciâl)e l. (temperaturada transtormação adia, t;
finilj.
A ãreadestacada em amaretoentreà curvae o er- J".iú..1**
lho realizado uo *uou-
nã transformação adiabática. "!ïiï"ï"ïuJJr,.u,n"n."
--r-
,@ffi
No €id€íeçodetÌonjcohtrp://wwwsc.ehÌr.es/
. ó
soweD/tlsicà/estàdistica/terlnot/termol.hrml
(e'ÌÌespanhoÌ),cÌicandono linÀ,,CáÌculo
dêì
tíabalo,caloÌy variâcionde €neÌgiainternà
de unã transfornacion, vocépodeÌêaìrzd
F i g ü Ìal 2 .Oú a b ã th ona
trânsformação adiãbáti<aé
úvenar siÌÌÌuÌações,conpãIandoas quantidades !
de eneÌgraenvoÌüdasnos diferenrês
dado pelãáreadestacâdaem
tiposde transformações gâsOsas.
.

Como conseqüênciada lei de Jouledos gasesperfeitos,


llodemos concluir:

modo,ao passar
do estadoI (temperatLrra
Ir) parao eÍado 2 (temperatura
- .Desse IJ, repre_
r^]11:Tlgl:_ s^ yrioudeumvaror 4 para
umvaror
:i1i1lj iiji*:i
de.energia 1ïlii,!,
interna qualqrer
quesejao"conjrntoa" irrnriorr"rç5ã.;;
4. Avariação
^U, 2 íÍigurd I là), ,êrd daoà peJadiÍerencà:
estadoI pàrd o estado
;;rïï fi#:ï:
-

Comoa varìação d€ energiainternanâodependedo ,,cãminho,,, no diagfamapypodemos


caÍcular^Upãraqualquercontuntode transformações.porfacilidade;
vamosescothera transfor-
maçãoisocórica1,4seguidada isotérmica
A2 (Íigwa 13b).

Figura 13. A variaçãodê eneÌgiãjntêÌna^U =


4 _ U, náo dêpendedo,taminho,l
Pelaprimeira
leidãÌermodinâmica,
temos:
= Q"= m. c , L T : n . C, . L T
' ^ Urr
LUu = O(transformação isotéfmica)
Portanto,só hávariação
de energiainternanatransformação ,l,4.
Logo:

^u-fl.q.^I=n,C.^r
em que cye Cusâo, respectivamente,o ca,or específicoe o calor molar do gás a volume
constante,

CaíÌlLo 9 . A! tEb DÀÌRMoDrNÃMrca


r8l .
ffiB
m Um gáspeÍfeitÕsotueüm processoadiabáticonoqual realizaum trabaÌhôde 300J.
a) O eás está se expddindo ou se conlraindo? Por quê?
b) Qualé â quântidâdêdecâlorque o gásestátrccandocom o ambienteì
De quantoé a vâriâçãode eneryiainternadogásnesseprocesso?
d) Explique como se modilicam as variãveis de estado (voìume, temperaturâ e pressão) do gás nessa

a) Como o trabaÌho de 300 J é realizado pelo gá8,isso signinca que ele está sohendo uma expmsáo.
t
b) Sôirer um prccesso adiabálico signinca que o gás não ttoca caloÌ com o mbiente, seja pôrque o gás está
isoladotermicmente, sejaporquea erpansãoocorrerapidâmente. Temos,portalto:

sendoõ = 300Je Q = 0, ven:


c) Àpìicandoa piúenalei da Termodinãmicâ,
..noì
^ u :e -. - at:o llou= ( ?:
Portanto, a energiainternâ do gás diminü 300J.
d) Sendoulna expãnsão,o volume aumenta. À diminuição da energ'ã inte.na indicâ que â tempehtm dimÍ

c"-. 4 : coNtante, conclui-se que a ptesão dininui.


",r1. T
Respctas:a) Expandindose;b)zeroi c) 300J; d) raumenta,Iep diminuem. 'q

Sob pressãode 3 atm,ô volumede um gásidealserá9!. Essevolumediminúi para l0quddo o gtu solreum
processoadiabático.Coosidereque o expoentede Poissonparaessegássejaï = 1,5.
a) Qualé a pressão{inaldo eá,s?
bl Sea temperaturanoestadoiniciãleraô00K. qualé setrvalor no estadofinal?
Soluçôo:
E
ã) S ãôdâd o sp: , :3 â tmi Y Ì:9 { r yÌ = 1 !i ï: 1,5. Na equâção da lei de Poisson, teremos:
p\vi : p,v,1a
Elevedo ao quadrado,temos:
+ (p r, : 6 . 5 6 1=
-s.72 s = (P ò ' . t F , = 8 lâ t t n I
ì r ) P ar âô * tâ d o i n i c i a l :p :3yÌ
r a tm; :9 1 ;l = 600K
Pârãô estâdoÊnáÌ:p, 81 atmi % : 1 0;I2 = ?
:
Àplicdìdo a leigeraÌdos gasesperÍeitos: ê

D ,V
r,
D ,V
r,
39
600
8l I
T,
= l-.,:--*"1
RespGtas: a) 81 atq b) 1-800K

m Cel1aqúãntidadede gáspedeito pocìepõsar de um estado.4pea


uú estãdoIpôr dô's "cminlÌos" possive's:
l. trâBlormaçãoisocóricaseguìdade uma isobáricai
2. trâmloÍmaçãoisobáricaseguidade una isocírricâ.

a) Àque estado,Á ouB, co.respoodemaiortemperãtürâ?


b) Quaìé a vüiação de energiainternado gásno cãminho"I e no

c) Em quaÌ dos "caminhos"é maior o trabalho realizêdopelo gás?


Calculeessestrabalhos.
O Em qual dos "caminhos"é maior a quantidâdede calor trocada
pelo gás?Quanto valem essasquantidades de câlor?
Soluçáo:
a) No es t â d o ,4 rp=r 6 Ì0 1 N /ú :t v r:0 ,1 mri 11
No estadoA: p, = 3. l01N/m'?iY, = 0,2m3t 4

.€4 DÁFÈ.Á
Os FUNDÁM€NÌo5
Àpìicandoã lei gerâldos gasesperleitos,vem:
I
Portanto, a temperaturâ vãrioü durâóte âs transÍormações, mãs seu vaÌor Ânãì(no estado B) é iguaÌ ao vãlor
inicial(no estadoÁ).
b) Nessecâso,sê ãs teÍnperâturasiniciaì e finâl são igüãisj o mesmoâcontececom as energiasinternas.
@
Como U, 4,, t"-*, Gíì
^U:
do .cãminho,,(1, Z ou outrc quãlquer)
Observequea variaçãode energ'ãlnternaé nula,independenremeDre
que o gásseguiupea p6sardo estãdolniciâ1,4parao estadoÊnalB.
c) Comoo trabalhonas trdslormâçÕesisocóricasé nuÌo,o tÌabãìhoem cãdãüm dos caminhosse rësunìe
ao reaÌizadonas üãnsformâçôesisobáricas.Comoestespodem ser obtidos pelâsáreasdestacad6 nos t
gráncos,podemoscompârarasáreas,antesde calcule os rràbalhos:

0,2 V (mr)

9 co.or, t"**, [E'ã']


'e,,
Á ,=3 1 0 '.(0,2 0,r ) = 3.r 0r.r tq:- 1",Ér ì
4 6 r0 " .,0.2o.r ,- 6 r o = [ - r - l
f, d) Aplicandoã primeiÊÌei da Termodinãmicâà situaçãôdo prôblema:
Q õ
€ S endo : 0 ,te m o s0: = Q õ = e Q= õ ^U :
^Uas qudiidâdes de calortrocadassão ìguaisaos respectivosrrâbalhosÍealizados.Enrão:
Portmto

e,'e,
È
Quanto aos vaÌores, temos;
- [õJìì
F
a ,:c, = [õ ,:3 r ,],;ì
o ,=u, * [0,=;10ì
Res pG las : ã )4 = Is t b )z e ro i c )õ ,> õ ,i 3 .1 03J e 6 10:Jl d) Q) > QÌ; 3. l 0rJ e 6. 103J

1 ffi Numaexpansaoadiabática,â temperaturade um mol de gásperieitodiminui 200K. O câtor mol.ir a volume


constantedogtu é iguala 12,5JlmoÌ.K. Detemine:
â) a quatidadede caÌoftrocadâcom o meioeternor
b) a veiação de ene{ia internêdo eási
c) o irabaÌhorealizâdopeìogásduËnte o processo.
SoÌuçÀol
a) Comoo processoé adiabátìco,não hátrocãsde cato..o-o *"io íO =ì
"tt".io.,
b) A vârlaçãoddenergiainterna do gtu podeser câlculadapelalórnÌ,Iâ Átl: n . C".^I
^Uo l .K
Nes t ec âs o :n :l i C " :1 2 ,5 rm 200K t âssi m,temos:
^ I=
1 r2,5( ,oo)J Gt= ,.looì
^u:
c) O trabâlho rcallzado pelo gás é iguaì em móduÌo e de sinâl contrário à vdlãção de energia inteÌna:
Portdto:
õ= õ= ( z.soo4 [ã =i4oì
^u= -
Rs pos t asa)
r Z e ro ;b )Átl = 2 .5 0 0 J ct )õ = 2 .500J

CÁPlÌuto9 . As LErsDÁÌ*MoD NÃMrca


185.
*#,trì'
e
íif.?,íiÌ um eis perteitoecomprimidoãdiabaticamente, rcaÌizando-se
sobreele um trâbalhode móduÌo500J.
â) Quâlé aquantidadede cáÌorque o gtu troca com o meioertemô du.ânteoprocesso?
b) QuaÌé a vâ.iaçãode eneÍgiâinternâsolridapeÌogásnessatranslornação?
c) Cornose tuodificânovolüme,ã temperaturãe a pressãodoga no processoadiabáticoeln qüestão?Justl

ifjÍltit1 r"abet"ç., t".-os de troc6 energéticase de variação dâs variáveis .le e6tadô,s .liferedçãsenüe â dpan-
"- e a expãnsãoadiabática.
são isobâricâ
!
#r1ìÏõ1 um gas perteito ocupa um voiume de 2 { e exerce ulna pressão de 16âtm num re.into de volume variáveÌ isc
lâdotermicmente do meiodterno. QuepressáoseráexercidapeÌogásse ovolúme foÍ aunentadopdã 8 i?
O expôentede Poi$on paraessegáséï: 1,5.

l*Í-ídi netomeo exercicioantedor se a temperaturainiclâl do gás erã 400K, quâl serásua temperaturaao nm da
expansãosoirida?

:i*ÏË!: certa qudtidade de gáspeíeìto deveser levadade um estadoiniciâlÁ paraum estadonnaì8. Há dois cami-
nhos"possíveisparaisso.PeÌo cânjnbo" I é.eali2adaümãtrdsfomação isocóricaseguidâdeunaisobáricai
pelo "cdinho Z é reaÌizadaumatransformação isobáricae em seguidaumabocórica,confome indicadono

5
!
l
2
E

I2 3 4 5 6 7 B

i
a) CompâÍe âs temperâturas ?: e 7', dos etados inicial e frnaÌ dâ massâgâsosâ.
b) Quâìéavâriaçãode ene.giainteÍnãdo gásnos processosI e 2 desc.itos? &
c) Quantoao trâbaÌho.ealizadonos dois processos, eÌedependedo caminho"seguido?Em qual dos casoso Ë
trabalhotem módulomaior?CâlculeessestrâbáÌhos. ê
d) Em qual dos 'cafrinhos"a quútìdade de câlor rocâda tem maior módulo?Calculeessasquantidadesde

íFllì4jij t'logralco,-l e s sao,respêctivamente,


os estadosiniciaìe inal de certamas'
sa de gásperfeitô.SãoÍepresentadas aindaa isotermascorrespondentes às
tenperaturâs4 e 7, dessesestâdc. Considereosseguintesprocessosentre
os estadosiniciâle final:
r. trânsfoÍmaçãoisobáricaseguidâde isocóricai
2. tÍansfoÍúâçâoisotéÍmicâsegu'dâde isocórica,
3, bãnsformãçâoisôcóricãseguidâde botérmica. 7Á
a) Qualdãstemperaturd é maior,4 ou IB?Por quê?
b) Sendo e asvãriaçóesdeenergiainiernanostrês prccessos,
^4, em
coloqü* ^4 ordem
^4 crescente.Justifrque.
c) SendoõÌ, õ, e õ3os trabâìhosrealizadospelo gás nos três processos,coìoqüe-osem oÍdem Gescente.

d) Sendo0Ì, Q, e Qj as qüãntidãdesde calor r€cebidaspelo gásnos três processos,coloqüÈasem ordem


crescenie.justiÊque.

,i*i,jlliÍiiiii
e t".p*"t*" a" z molsdeumgáspeíeito aumentade300K pâra4s0K ;um proceso a.liâbático.
o caÌormoÌaÍ
sob pressáocomtate do gásvaÌe20,75Ímol. K e a constanteuniversaÌdos gaes psleitos éR:8,3 Umoì. K.
Determinea vâriaçãode energiainternasoÍÌidapeÌogáse o tÍabaÌhoreaÌizadonô procsso-

. 186 DAFií.Á
Os FUND^MrNÌos
I
[, r @ ó.transformação Conversão
cíclica. de calor
emtrabalhoe detrabalhoemcalor
Ci<loou transformação (íclicade umadadamassagasosa é um coniuntode transformações após
asquaiso gásvoltaà mesmapressão, ao mesmovolumee à mesmat€mp€ratura que apresentava inicial-
mente.Emum cìclo,o estadofinalé igualao estadoinicial. @
SejamÁ e C doìsestados de umamassagasosa (figufa14).lmãginemos que o gáspassade Á
parac, realizando umaexpansão isobáÍica,48seguida de uma diminuiçãoisocóÍica de pressão Bc
O trabalhorealizado6r é dadopelaáreadestâcada no gráfico,sendopositivo(õr > 0)
considereque,navoltade C paraÁ (Íigura15),o gásrealìzeumacompressão isobáÍicaCDseguida
õ, pela destacada no gráfico,
de um aumentoisocófico
sendonegaiivo íc. 0).
de pressão DÁ.o tÍabalhorealizado é dado área
t

irobáricaÁ8
FigúÍà 14, Expansáo FiguÌâ l5.comprêssáoisobáÌicacD
€ tEnÍormação isocóricaAC ê tËníormacão isocóÍcaDÁ.

Considerandotodo o cìclo,4BCDÁ, otÍabalho totalrealizadoé dado


pela soma algébricados tÍabalhosnas difeÍentesetapasdo cicìo:

Essetrabalhoé, no caso,positivo,pois õr > õr, sendodadonu-


mericament€ pelaáreadestacada nafìguraì6.
O calortrocadoemtodo o cicloé tambémdadopelasomaalgébri-
ca doscalorestrocadosem cadaumadasetapasdo ciclo: Flgural6.No cicloÁ8CDÁ,
a área

aoÍabalho rcalizado
numericàmente

Comoo estadoinicialé igualao estadofinal,é nulaa vaÍiaçãode energiainternano ciclo:


q".,- u,,..-
^u-o
a pÍimeira
Aplicando temos:
leìdaTermodinâmica,

õ + 0 :Q -. -
^u: Q m

No exemploapÍesentado, o gásÍorneceuenergiaparao exterior,poìso trabalhototal realizado


é
positivo(áreado ciclo).No entanto,o gásrecebeucalordo exteriorem igualquantidãde.
Perceba que houvea transformação de caloÍem trabalhopelogásao se completar o ciclo:ele
recebeucalore forneceutrabalho,NasmáqLlinas térmicasessatransformação é contínua, umavez
ooeosciclosserepetem continuamente. No estudoda segunda leida Termodinâmica,analisaremos
o funcionamento de taismáquinas.

cÁPlÌuro9 . A5 LHsDÁÍ*üoD NÂMrcÀ r87.


Seo ciclofosserealizado em sentidocontrárioao apresentado, istoé, ÁDC8l4,
ocorreriaa conversào
de trabalhoem calor Essa conversãoocoÍrenasmáquinas frigoÍíficas.
DemodogeÉ1,seo ciclofo. percoridoem sentido ho.ário,háconversão decâloremtrabalho (fi-
gura'l7). 5eo ciclofo. percorrido
ernsentidoanti-horário,
háconversão detrabalhoem calor(fìgura18).

FiguÌa I7. Ciclo€m sêntidohoÌáÌio: Fi9uÌa 18. Cicloem sêntidoânti-horário:


conveÍ5ãode calofem tla balho. conversáode trabalhoem calor.

O gráRcôrepresentaa translormaçãociclicâsof.idâp.r úd gásperfeito


no sentido.48Cr.4.Pergunta-se:
a) Há conversãode caÌor em bâbaÌho ou de bâbaÌho en calor? Por quê?
b) Qualé a quânticÌade
de cãìortrocâdanocicloen questão?E otrabalho

Soluçâo:
â) O úâbálho nâexpansãoÁAtenmóduÌomaioÍqueo tÍâbâlhona côF
pressãoCD(ociclo é pe.cor.idoem sent'dohorário).Logo,otÌabãìho
reêlizado,dadopelaá.eado ciclo,é positivoe .ep.esentaenergiâpeÊ
didapelogásparao exteriorO 8ásestárecebendoumaquantidadede
câlor equivâlentedo meio enerioi Assim,a conversãoé de cal.r eD

CALOR TR"ABALHO
-
b) Àáreâdoüapéziodestacado na figuÌaconespondeôumericamenteâo
trabâÌhorealizâdona tfaôsiorúaçãocíclica.Àssifti
. 1 .t0 .-t. ro .r.,o . , l.- ìì
No ciclo não há variação de energia interna:
a+O=Q õ-a=Q
^U=0+ÀU:Q
e-,"*., (?Jrciì
Resposrâs:
a) Conversão:Q- õ; b) 9. 10:J e 9 10:J

. r88 Os FUNDÀMENÌo5
DAFúrca
Um gás perÌeitosolrc uma série de iransfo.mações,pa-ssando peìos
estadosrcpresentados peìospontosÁ,A, C,l], Sei voìtândoao esÌado
Á, cômo indi.ã o diaghma.

2
t
l

2 3 4 vo
SendoI atm : 105N/m':e 11: 10 3 m 3,qua Ì é o ì . â b a l h o r e a l i z a d o ,

,:iijïliïï u. ga"p".r"it.."aÌiza o cicloesquêÍnatizâdo


no .liâgrama
de trâba-
lho no sentìdoÁ4C1.

Determjneo tÌabalhorealizadoeo calortrocadono processo,indican-


do se há conversãode cãlorem trabaìhoouvice'versê
( dadosr ât o = l o tN /m ' :e 1 0 = 1 0 3 m ).

tti!-C.jiru.u .".tu q'u"tiaadede gási.lealreâìizao cicìoesquenatizaclo


no
a gráfrcoao lado.
I a) Calculeo t.abâlhoreâlizadoem cadaumadasIasesdo ciclo(,48.BC
ê CDer,4), indìcandoseioi reaìizadopelo gásou sobreo gás.
b) Em quaistrânslo.naçôesháaumentodâ eDergiainternae em quais
deÌashá diminuiçãô?Justilìqúe.
c) Ào coúplet cadâcirlô. há conve$ão de caÌor em trabalhoou de
trabãìhoeft calor?Por quê?
d) CalcuÌea quantidadede calor e de trâbaÌhoqüe se interconvertem
em cadaciclo.

ìi#fi,3ii.eo-itu que o crcrodo exercíciodterior sejâutilizàdoem lma mâqui-


nâ,de nodoque o gá! realizequâbo ciclosemcadasegundo.Quaìéa
potêntiâdessâmáquina?

por certamâssa
.ens'." .. r.a. ."presentao cicÌoÁac4 .earizadô
iiii.-dfíj!

â) CaÌcul€o trabaìhoreaÌizadonasetapas,44,aC e CÁdo ciclo.


b) Qualconversãoenergetica ocorreao nnalde cadacicìo:de.alor em
trãbaÌhooü de trabâllìoem calor?Por quê?
c) Calculêâ energiaconvenida.
O Seumâ máquinaqueluncionacom basenessêciclo reaÌiza8 ciclos
peìÕgâsêm 5 s, quaÌé a potênciadamáquina?

CÁPlruo9 . As LHsDÁÌ*MoD NÁMr.a r89 .


r-
Sl 7.Transformacôesreversíveis
e transïormacoes
trreverslvers
Chamamos de reversíveisastrlnsformações qLrepodemse efetuar
em ambosos sentidos, de modoque,na volta,o sistema retornaao
estadoinicial,passando pelosmesmosestadosinteÍmedìários, semque
ocorramvafÌações noscorposque o rcdeiam,
definitivas
Ceralmente astransformaçõ€s puramente mecânicas,queserealìzam
sematritose semque seproduzamchoquesìnelásticos, sãoreveBíveis,
comono exemplo ilustradonafìguraI9. Figurâ 19, DêscidaÍeveÌsível
m no altode um plânoinclinado
consìdere um cubode massa
nabasedo plano,umamolatidacomoideal.se deslizar
e, de um cubo num plano
semnenhuma inclinado.
t
resistênciaolanoabaìxo, o cuboiráchocar-se elasticament€coma mola
e voltaráa subirpeloplanoatéalcançar novamente suaposição inicìal.
Perceba quea transforrnação
ocorrìdanãoproduziu nenhuma modiÍìcação noscorposcircundantes. Logo,a descida é reversível.
No exemploanterior,levando-se em contaas perdasde energia por atrito,para fazer o cubo Íetornar
à posìçãoprimitiva,serianecessário um Íornecìmento exteriorde eneÍgia.Nessecaso,a descidaseÍia
ìÍÍeversível,
tjma traníoÍmaçãoé dita irreversívelquandosuainversasó puderseefetuaÍcomo partede um
processo maiscomplexo,envolvendo interaçõescom outroscorpos.
Duranteurnatransformação, um gásnão estáem equilíbfio,poissuasdiferentes pates nãoapre-
sentama mesmâtemperatuÍa e a mesmapressão. Emconseqüêncìa, as reiações queapresentamos,
Ê
comoasleisdosgases,nãosãoaplicáveis. No entanto,sea transformação for r€alizada lentamente, há
uniformização de pressão e temperatura no sistemae no meioexteriorNessecaso,em todo instant€
sãoválìdas asrelaçõesentreprcssão, volumee temperatufa. Ìaltransformação é ditaquase-estática ou
9
reversível,poiso processo poderáserìnveftidoe o gáspoderávoltarao estâdoinicial,passando pelos
mesmosestadosintermediáÍios, semque ocorrâmrnodificações no meioexterior

leidaTermodinâmica
@ e.Segunda
Emtodasastransformações nâturais,asconveÍsões energéticassãotaisquea energiatotalpermane-
ce constante,de acordocom o princípioda conservação da enefgia.A primeiralei daTermodinâmica é
umafeafirmação desseprincípio, masnãoserefereà possibilidade de umadadatransformação serealizar
efetivamente.Podernos imaginaÍmuitoseventosquesatisfazem a prim€ìÍaleida Termodinâmica e que
sãoimpossíveisna práticâ,ou melhor,a ocorênciade taìseventosé altam€nteimprovável.
Umpêndulo oscilando, porexemplo, páÍaaofim dealglrmtempo,emvirtudedoschoques comas
moléculas do ar e outrosatritos.A energia"organizada" do pènduloseconverteeÍn energiatérmica.
A prìmeiÍaleinãoinvalidaa transformação em queasmoléculas
recíproca, seorganizam e €mpurramo
pêndulo,fazendo-o recuperara energiainicial.No entanto,a probabilidadeda ocorrênciade tal evento
é ínfìma.
Outroexemplo:o calorpassaespontaneamente de um corpode maiortemperatumpâraoutrode
menortemperatura (figura20a).No entanto,a passagem contráriaé altamenteimprovável,razãopela
qualconsideramos que nãoocorre (figuÍa20b).
a) b)
O.alo f pâis adeA par a8, m ns . . . . . n ã op à $ a d e a p a Ì a Á

tr@
FiguÌa 20.O (aloÌ pãssãespontdneamente
x@
do corpomãh quentêpàrào corpomàisÍìo.

.r9() Os FUNDÁMrNÌos
DÁF t(a
num líquido(fÌgura21) seespalhâ
Aindaoutrcexemplo:umagotade tintacolocadâ unilormerÍìente
por ele,de maneiraespontânea. que ãsmolécLrLas
Masé quaseimpossível sereâgrupem, restaurando
a
gotainìcial.

i-' - -Ì
, ì : :: t : : rr, ,

i ) . i.r,,,
FiguÍâ2r. A gotâ de tinta se difundepelo liquido,
tingindo-o uniformemêntê.
r
Note,portanto, queo comportâmento da Natureza é assirnétrico.
A leìquedescÍevetal còmpoÍ-
tamentoé a segundaleì da TerÍnodinámica. De caráierestatístico,
essalei expdmeo fato de que os
sistemasevoluemespontaneamente, segundoum sentidopreferencial, tendendoa um estadode
equilíbrio.
DeacordocoÍna segunda leidaTermodinâmica, a energiase"degrada" de umaformaofganizâda
paÍaumaformadesordenada nas
chamadaenergiatérmica, transformações naturais,
comovÌmosno
exemplo do pêndulo. AindaconfoÍme essalei,a energiatérmÌcapassa de regiõesmaisquentes para
regiõesmaisfrias.
A transferência de calordo corpornâisquenteparao corpomaisfrio levouClausius*
preferencial a
€nunciara seounda leido seouintemodo:

LofdeKelvin(1824-1907) (1848-1947)
e MaxPlanck enunciarâma segundalei da Termodinâmica
de outramaneifa, quea conversão
consÌderando integÍal
de calorem tÍabalho,
embora previstapela
primeiralei,nuncapod€ocorrer:

cujo único eÍeito seja Íetlrar caloÍ de

B g.Conu"rsão
de caloremtrabalho:
':
máquina
térmica
Vimosque,quandoum sìstema (porexemplo,um gás)realiza um cicloem sentidohoráriono
diagramade trabalho,há transformaçãode calorem trâbalho(página188).Todavia,nãoé possívelo
sistema
retirarcaloÍde umaúnicafontee conveÍlèo comoletaÍnente em tÌabàlho.
oóisissocontraÍia
a segundalei,
Asmáquinas térmicas,comopor exemplo a máquina a vapor,foraminventadase funcionavam
antesques€upÍincípioteóricofosseestabelecido.
Estudando essas
máquinas,Carnot**evidenciou queumadiferença de tempeÍatura
eÍatãoimpor-
tanteparaumamáquìna térmicaquantoumadiferença de níveld'águaparaumamáquina hidráulicã.
então,que:
Estabeleceu,

PaÍaque uma máquinatérmicaconvertacalorem trabaÌhode mocÌocontínuo,deveoperarem


cicloentreduasfontestérmicas,umaquentee outÉ fria:a máquinaÍetiracalordafontequ€nte(Qr),
converte-oparcialmenteen' Iíabalho
{/) e rejeitd (O.) paÍaa tontêrÍia.
o -e5Lante

tlCL AUSlUs,Ru dolf ( 13221333) , f G . oalem ãô, no t á v e p o r s e u s t r a b a h ô s s ô b Í e a t ê o Í Ì a . i ô é t i c à d o s q à s e s € a Ì e r m o di n à m ca


iÍôduzu ocônceitôdeenÍopiâênÌ€rmodinâmca.
:t ,< CAnNOÌ,Nlo asLeonafd Sadi(17911832),pion€ÍodoestudodaÌemodinâmicà,era li hodeLâzâÍe CaÍiot,minúÍc
principalobra
deNapo-êáo.sua {1824)sófoiapÍe5€nÌàdà à4.àdemiadeCiéiciâsàpóssua moÍtepÍemat!6(aos36anor.

CaP r Ì ú L o 9 . A s G s D Â ÌRM o DNÃM .a r9r .


Na figura 22 representa-se esquematicamente uma máquina
térmica,sendo:Qì o calor retiradoda fonte quente (Ir), õ o trabalho
útil obtìdo e Q2o calor rejeitadoà fonte fria (I).
O rendìmentodessamáquinatérmicapode ser expressopela
razão entre a energia úiil (trabalho) e a enefgia total representada
pelo calof retiradoda fonte quente (Qr):

Enerqiaútil I zl
' total -
En€rgia l n :;l * ' I
t
FiguÌa 22. Esqu€made uma máquina

Comoõ: Qr
q a,_
Qr,temos:ìl: q t
Nasfórmulãs acima,asquantidades de calorforamconsidefadas em módulo,
umamáquinatérmicabemconhecidã é a locomotiva a vapor(maria-fu
maça).Nessa máquina, afonte
quenteéãcâldeira(fornalha),eafontefriaéoaratmosférico.Ocalorretirãdodacaldeiraéparcialm
tÍansformadono tmbãlhomotorqueâcionââ máquina,e a diferença paraa atmosfera.
é rejeitada
Obsetueque,paraque a máquinã,funcìone,deveexìstirsempreum sistemâ(geralmente gasoso)
realizando
cicloscontinuamente.Essesistema constituia substância
"trãbalhante"da máquina.No caso
da locomotivaa vapoÍ,a substância
"trabalhante" é o vapord'água.
AsmáquinastéÍmicas(oumotorestéÍmicos) costumam apresentar
rendìmentosbaìxos,
infefiores
a 30olo.

40

z+

É
Reproduçáodê uÍnailusÍâçáo de épôcã{l 807) Hoje,osmaioÍesnaviosdo mundo,como
^ mostrândoo ClêlmonLô primeiÌobârcoâ vâpoì ^ os superyetroìeiros,sãomovidospo. modelnâs
do mundo,construídopor RobertFulton,navegando tu óinãs a vapor,âsquâisâcionãmashélices
noRioHuds on ,EU A.N o te q u e a p ro p u k ã o e É dadapel ade propulsão(quêtÍãbâlhamsubmersãs). E
Íodâ dê pásquevemosna lãtêrãldo barco,a qual era Do ponto de vistaeconômico,o uso de motores I
acionâdâpoÍ uma máquinaô vapoÌ muitosemelhante no lugardàsturbinâsa vaporsó évãntajoso
à das mariâr-fumaçâ. êm nâviosde pequênopolte.

@ 10.Conversão
detrabalhoemcalor:
máquina
frigorífica
Máquinasfrigoíficassãodispositivos que,duranteseufuncìona-
mento,efetuama transÍormação de trabalhoem calor,
OsrefrigeradoressãomáquinasÍrigoríÍicas quetransÍerem calor
de um sist€ma em menortemperatura (congeÍador) parao meio
exterior,que seencontraa umatemperatura maisalta(figura23),
Ao contráriodo que possâparccer, porém,elesnão contrariam
o enunciãdo de Clausiusda segunda lei,umavezque a refeÍida
passagem não é espontânea: elaocoÍreà custade um trabalho
extefno(nasgeladeiras, ess€trabalhoé Íeito peo compressor).
Nâ figuÍa,Q, é a quantidadede calorfetiradadaÍonteÍria (I), õ é
o trabalhoexterno,e Qré a quantidade para igura 23. l\4áquinâfÍigori6(â.
de calortotalrejeitada
a Íontequente(Ir).

.192 Os FUNDAMTNÌo5
DAFríca
A eíi(iência (e) de uma máquinafrigoríficaé exprcssapela relaçãoentÍe â quantidadede calor reti-
radada fonte Íria (Qr) e o trãbalho externoenvolvidonessatransferênciaíõ): 6
-il
A eficiência
é uma grandezaadimensional,
istoé, nãotem unidade. @

;&óÌt Uoa cakleira,à temperaturade 600 K (Ìonre quente),Idnece vapor,corespon.teôtea 1.000kcal em cádã
segundo,a umâ túÍbina. O vapor,depoisde pâssârpelâ turbina,cèdeao conde.sádor(ÍonteÌriâ) 800k.ãt
pôf segundoa umãtemperatuÌade 293K. ComiderândoI cãl = 4 J, .leternine a poiên.iâ produzidapor essâ
máquinaem kWe calcüleseurendimento

Em!fr segundo-a máquinaretúã 1.000kcaÌdaÍontequente(.ãÌdei


ra) e devolve800kcaÌÀ fontefria (condensador).

Q Ì = 1. 000 kc a l: 1 .0 0 0 l.0 r' 4 J = 4 .0 0 0 to rJ : 4.000kJ


Q : 800 r ( câ =
l 8 0 0 1 0 r.4 J :3 .2 0 0 Ì0 ri = ì.200kJ
A parcelâqueset.úsforma em trabalhoútilé dãdâpor:
6= Q Ì Q, e 6 = 4 .0 0 0 3 .2 0 0= õ= 800kJ
Comoesserâbâlho é prcduzidoem um seglìndo.â pôtênciaPorda

É - e - 800kr
tempo Ì s
= @;8,rok
O reDdimentoé dâdopor:
C 800
' o,- ' 4.000 F=o:=ro%l
RespGta:800kwi 0,2oü 20%

! Numamáquinahigorincâ.em câdâciclo do gás utilizado,são retirados120J do congeÌâdorNo pncesso a


atmosrerâ(Iontequente)recebe150.1.
Dêterminei
a) o trãbalhodo conDressoremcadacicloi D a encìên(jadessamáqui.ãrérnica.
Solu!áo:
a) À atmoslerârecebeQ, = 150J por ciclo,enquã.tôdo congelador
é Íetiradaa quaìtidâdede caÌorq = 120J.
Entãoo trabâlhoexternodo compressorô dâdo pelâdiferença:

e= e, e, .: l5o r2o= tõ:-íln


-
b) Àefr.iênciada máqüinâlrigorifrcáé dadapor:

Respcla: a) 30 Ji b) 4,0

En um segundo,ovaporlornece l.(j00kcaÌaociÌindrcde umâmáquinaã vãpoi Duranteomesmolerlpo, sãú


perdidasno escape1.400kcâI.Ciìlculeo rendimentotérmicodessamáctuinâa vaDor

. Ás l! s DÀÌsMoD'NÂMca
CÀíÌuLo 9
r93.
;iiJ"ï#; una termicâtfânslormaem enersjâúrit dô !a or quê età retiradd rontequenredamáqüina.
-aquina ;
Sea potênciaútiÌda máquinavalê 800kW qual é, por segundo:
a) aquântidadede calor retiradâdâfontequente?
b) aquãntidadede caÌorrejeitadapâ.a a fontefria?

ÌìËliÌiÍli cãìcüleo trabaìhoexrernoenvolvidoem cadãcicìoe ã eficiênciàdeumamáqurnâirigorincaquereurâ 50 cal


por ciclo do congeìàdor,
rejeitâôdoparao mbiente 75.aI por ciclo (dado:1 ca1= 4,18J).

' @ r. Ciclode Carnot


Em1824,Carnotidealizou um cicloque pÍoporcionâria t
rendimento máximoa umamáquìna térmìca.
O cìclode Carnot(figura24) constade duastransformâ-
çõesadiabáticasalternadas com duastransÍormaçõ€s isotér-
micas,todaselasfeversíveis,sendoo ciclotambémreversível.
Quândoo cicloé percorridono sentidohorário,o trabalhoõ rea-
lizadoé positivo
e medidonumericamente pelaáreado ciclo.
lmagine umamáquina térmica, naquaíogássofraexpân-
sõese compressões,realizando o cìclode Carnot(figura25).
SejaIj a temperaturadã fonte quentee 12a temperaturada
fontefria. figur.24, Ciclodê CarnotÁB e CDsão e
isotérmicàs;
8C e DÁsãoãdiãbáti.a5. e

3
!

F

Figur. 25, a) NaêxpãnsãoÁ4 o gásretirâQ, dâ fonte q uentê;b) na êxpânsãoBC,o gásnão trocâcatol;


c)na compressão CD,o 9ásrejeitaQ, paraa fonteÍriã; d) na compressáoDr4,o 9ásnão trocâcâtoi

. 94 05 FuNoÁM€NÌos
DÁFis.Á
uÍnaexpansão
o gá5rea|izã isoté|mica Á8(figura254),receb-endoa qUantidade
Partinclodo estaclo,4,
a" *ìoì õ,-auto*" qrentJ EmseguicÌa ocorrea expansão 8c (figura25b)' duÍantea qual
adiabática
nàof,jtr-ÀcaO".uro. e compressã; isotérmicacD (fìgura25c)severificaà temperatuÍaI' dafonteÍíia
o gá, r-";eÌta; quantidadede calorquenãoseconverre emtfabalho(Q,).A compressão
l,
""iru'"iupu, calor'
aaiafaticab,'tlfii.rra zsd), qLlecompletao cìclo,se Íealizasemtrocade
_-'èur*
a"n]Jn*ro, que,nese ciclo,asquantldades de calottrocadascom asÍontesquentee fria
sãoDropoÍcÌonais àsrespectivas temperaturasabsolutâs dastontesl

ffiffi {
i No endeÌeços httP://
eÌ€tÌônicos
de uma máquinatérmicaque feãlizao ciclo
o Íendirnento www.sãrileo.f Í.itlnaÌc/
Ìermoloqia-e-termodi amica/caÌnot/
de CaÍnot(máquinade Cãínot)podeentãoser carnot-Énqinê.htn (€mitaüano)e
-.4 . htt!://subaÌu2.utriv-lênans.fr/
a, enseignements/PhYsiqne/02l
: therro/càÌnoi.html (en francèr) !ocè
lod€ acorÌlanhaÌastÌanúomaqÕes,
Como Q . = T , I sofÌidas!oÌ un sasen uÍÌa sÌnüLaçao
a, r,
fóÍmulaexpÍessa
Essa conclusão:
umaimpoÍtante

orendimentonocicìodecarnotéfunçãoexc|usìVada5temperaturãsabso|utasdasfontesquen
não dependendo,portanto, da substância"tÍabalhante" utìlìzada'
ao rnaiimo rendLmento que,podeserobtido
Poroutrolado,Carnotpfovouque e5safófmulacorÍesponde
(fonteÍria)
r." ìa"rt" ,ãitta'operanio entreduastemperatuÌasIr (fontequente)e I':
j ""r
deuÌnamáquinaténni(a
rendimenio
Máximo
L
n =1 z
'I

Há cicìosteóricosÍevefsíveisque podemter rendimentoìgualao do cìclode carnot' mas nLlnca


maiot
'''_ téÍmrca'
possívelparauma máqLlina
óbr"ru" qr" o r"ndimentodo ciclode Carnoté o máxìmo
Noentanto,e55erendimentonUncapodea|cançar1ooEo(n=-1),.pois,paÍa'queissoocoÍresse,a
fonte Íria à temperaturâdo TeroabsolLlto
máquinadeveriaoperarentre uma Ìonle quent; e uma
na praticaTalmaquinaestaíra- contraÍiando a segundalei da
fn: f f. = 0 K),o que é irrealizável
cdloíeÍr ÌÍdbalho{n
poi' (onveÍteÍidinlegrdlmen'e | í - q'r'
-
iermodinamlra,

B@

o ciclo de Carnot Em ca'ìa ciclo o bâbalhÔ úÌtilrorDecido Dérâ


iiillii*i; C..ta naqura tcrmìcã ideal funcìÍ)nareàlizan(lo
127 'C e 2 7 'C ÌèsPeciìvâmeite deìcrmnÌe:
"t*"
.ia."^ lì" t OOOJ Sendo 6 ÌemPeraturas dâs fontes ténnicas
â) orendüÌenio da nìÁquiìâ referida:
quenÌe:
b) âquarLidade de cálot Ìetirada da ÍonLe
c) àquaniidaÍlè decalÕr rejeitadãpara âÌÔnte Iria'

caPlÍuro 9 . a5 LÊç DAÌdMoD NÀM.a r95.


Soluçâo:
T2
ã) O rendimeDrodâmáquinaque realizao ciclo de Carnoté dâdopor r: 1-
r,
T, = 21 + 273 3 ï, : 300K (fontelria)
Tr = 127 + 273 + IÌ = 400 K (lonte quente)
Logo, o rendimento vâle:
roo n . ? 5 - l-" o rt z s
n' I , I ì
400 l. )
b) À outrâ Iórmúlâdo rendimentoé:
Ene.giàútil õ
ÌÌ
' EneÍgiatotãl O,
ApìicandoessêIórmülâ,obiemos: f
o .o '02r
,o ln G ;r o ilì
r
..t A iud'.iodd- d ".d lo r r ciè r r a , d p d d à Í. rl ê Ír J 5.ra

.=Q, Q,- Q,=Q , e ) Q , = 4 . 0 0 01 . 0 0 0


= ÍO=t00tl

Resposlú:a) 0,25(ou25%)i b) 4.000Jic) 3.000.1

üï;ill,liiïffi8
t;SIìi$ carc.te. ..rai-".to deumamáqüina
decarnot b) Determnìeo rcndimentodessâmáquina.
que bâbâlha e.tre as temperaturasde 27'C e c) Qual seriâ ô ndimo rendidentô dessâmá
327' C. quinâ coú ás tempeÍatürãs entre a3 quais

il{lliiiidlìreuc-ertu.. .aq,iÌÌa decarDotéoperada


entre
duaslont6, cujastemperaturassão,respectiva- iiì{Si* Nacken,iòsP)um motortérmìcoruncionase' 3
gundoo ciclo de Cãrnol.Aiemperãtüradalonte
Ìnente,100'ce0'c. AdnÌitirldose qtrea máquìna
quenteê 400 K e da Ionte friâ é 300 K. Em cada
recebeda loDtequenteumaquantidadede câloÍ
ciclo o motor recebe 600 cal da ionte quente.
igüâla 1-000cal porcicÌo, pedese:
â:)ô rendimentotêrmicoda máquinai
aJ o rendimentodessemotor;
b) ô trâbâlho realizadopela máqtriÌÌaem cada
b) â qüantidadede cãìof rejeitadãpârâ â lonte
ciclo (dpresso em jôules):
iria em cadaciclo.
c) â quaDtidadede calor rejeitadaDaraa tonte
un rnventorinrormater consrruidoumamáqui-
ii.d,jii$Èjl
( Dado:1c a Ì = 4 ,1 8 J ) nã téÌmicaque rccebe,em certo tempo-105cal e
iornece,ao mesmotempo,5. 10{caldetrabalho
iiffiìiÌ umamáquinatérmicatfabarhaêntreastenpe- útil. A nráquha traballÉ entre as temperaturas
faturasde 127'C e 327'C. Em cadacicìoa subs-
de177' C e227' C .
úDcìa 'ÌrabaÌlÌante"dessanráquinaretna 200J
de câÌorda fonte qüentee rcjeita 160J de caloÍ a) Querendimenroten amáquinaqueo inventor
alegâter construído?
b) Cofrentea possib'ìidadede existir essãmá-
a) Qualéa energiaútil obtidanessamáquinâpor

] .i,l'l@ 12.Escala
Kelvintermodinâmica
Ao defìnirmosasescalas
termométricas 2 A medidadâtemperatuía- TermometÍia),
(Capítulo Íoì
necessário
efetuârumaescolha arbitráaia
e convencìonalde um corpotermométrico e de umagrandeza
termométrica,estabelecendoumafunçãodo 1ograu€ntrea tempeíaÌurae a grandeza termométrìca,
Entretanto
essadefiniçãoapresentalimitaçõese, muìtasvezes,os resultados
obtidosnãocorrespondem
aosvaloresÍeais,

. 196 Os tuNDÀMENros
oÁ FGca
Comoo rendimento
da natuaeza
de umãmáquinade Carnotnãodepende
do agentetérmìco,podemosdefinira escalaabsoluta
a
de tempemturas de modo maisdgoroso,segundopropostade tI
Kelvinem 1848. .t

A máquinade carnotpodeserconsiderada um verdadeiroter-


mômetro energético,em quea grandezotermométrica ê a quanli-
dadede calortrocadacomasfontesquentee f.ia(figura26). ë,
No ciclode Carnot,temos:
q:o?
T, T. Figur.26.
A es€alaKelvintermodinâmicaé a escalaobtìdanesseter- t
mômetroteóricoconstituído por umamáquinade Carnot,Nessa
escala, adota-se
comotemperatura a do pontotriplo
de referência
da água,estadotérmicoondecoexistem gelo,águalíquidae va-
pord'águaem equilíbrio(veiaCapítuloó, página96).Aesseesta-
do térmìcocorresponde, paraa temperatura, o valot273,16K.
Desse modo,seiaIÌ : 273,16K a temperatura dafontequen-
dafontefria/quecorresponde
te e fa temperatura à temperatura
que sedesejadetefminar*(figLrra27).A funçãotermométrìca da
escalaKelvintermodinâmica será:
E Figura 27. A escâlâ âbsolutâ
o.Q teÌmodinâmicaédefinidâ por mêio
de uma máquinade carnot.
I-T

Mas:IÌ : 273,1óK; logo:
j
a-= o ' - "''"a,'
273,16 T -,.'a
€ A escalaKelvintermodinâmica práticaimpossível,
é de realização poh a máquinade Carnoté ideal.
O termômetÍoculasìndicações
maisseaproximamdo termômetroenergético descÍitoé o termômetro
de gása volumeconstante,denominado termômetrolegaí.
-
:

Adotandoo zeroabsoluto(0 K)comoâ tempeÍatura


dafonteÍriade umamáquinade Carnot,
dadopoÍ n : 1 - !, t"ru.or,
e sendoo rendimento

Iz:0 K = n: 1 (istoé, 100o/o)

Comoumamáquinatérmicacom 100o/o de rendimento converte integralmentecalorem


trabalho,contrariandoa segundaleida Termodinâmica, concluiu-se
que o zero absolutoé ina-
tingível.
Apesarde o zeroabsoluto(0 K)serirrealìzável,
pesquìsas já tornarampossível
Íecentes atingir
temperaturas incrivelmente
baixas/comoa obtidaem 1993 no laboratório criogênico
da Univer
sidadedeÍecnologiade Helsinque:2,8 . 10 ì0|ç istoé, 0,00000000028 Kl

ì! SeatempeÊtuÍaa do pontotflplo(I> IÌ),7Ìpseôsera temp€ratuÍa


serdeteÍmiiadafóÍdaÌorqueat€mperatorâ daÍontefÍià.

CÀrÌÌuro9 . As lEs oÂÌRMoDINÀM


ca 197 .
de seobtertÍabalhoa pariirde determinada
Poroutro lado,a possibilidade quantidadede calorQ tf
dependeda temperatura fem que essaquantidadeé trocâdâ.
lmagineduasmáquìnas de Carnotque retìrcmdaÍoniequentea mesmaquantidade de calorQ
(figura28).Suponha queafontequenteda pÍimeiraestejaa umatemperatura (Ii) maiorquea dafonte .-
quenteda segunda(à tempeÍaturaIí). Seia12a tempeÍatura da fontefria de ambas.

Os.en d r m e ntos
sáodadospor:n-l-+e 1' 1 :, ët
Como Ir > Íí, temos:! > n' Ma s :1 =
f i" , ' a _G' Portanto:õ > õ'

FlguÌ.2a.obtém-re (6> õ')damáquinã


maistËbãlho emqueafont€
quentêêstáâ umamaiortemPêrãtutâ.

fusim,da mesmaquantidade de calorQ obtém-se mahtrabalho quandoa trocaé realizada


em
temperatura mah alta.Então,a in€apacidade trabalhoé tanto maioÍquantomenora Ìem-
de realìzar
peraturado sistema.
SeiaQ a quantidadede calorqueo sistematrocae Ía temperatura deleduranteumatransformação
ìsotérmica
reversível.
D€Íine-se de entÍopia do sistema,
a variação nesseprocesso,
pelarelação:
I ^5

A unidadede variação de entÍopiano sìst€maInternacìonal de Unidades é o ioulepor kelvin


Gímbolo:l/K).
Avariaçãode entropìa do m€smomodoquea vaÍiação de energiainterna é umafunçãode
estado,dependendo ^5
apenâsdosestados inicialefinaldosistema, ^4 tÍansformações
e nãodasparticulares
quelevamo sistema de um eqiado aooutro.
paraum processo
A definiçãoacimafoi estabelecida reversível.
NumaÍansformação natuÍalirÍever-
sível,a medidadavaÍiação da entropiaé feìtade modo indireto,
como mostramos a seguìÍ,naexpansào
Iivrede um gás.
a) rb)
I
I
i
Figur.29.Na expânsãolivredeumgás pêÍíeito,há aumêntode entÍopiâ.

lmaginemos um sistema,termìcamente isoladodo meioextefior,çonstituídopof doisrecìpi€ntes,


inicìalmente
sepamdos, comomostraa figuÍa29a:em ì]m deles,há um gásperfeito,e no outro,vácuo.
RetÍando-sea separação,o gásse expande,passando a ocupartambémo segundorecipient€ (figura
29b).A transformação =
ocorridaé adiabática(Q 0) e nãohá realização :
de tÍabalho(õ 0), poìsnão
houveresistências
contraa expansão do gás.Pelaprimeiraìeida TeÍmodinâmica,a variaçãode energìa
internatambémé nula(^U = õ Q: 0), nãohavendo,portanto,vaÍiaçãode t€mperatura (o processo
Notequeo gás,aoseexpandh,realiza
é isotérmico). umatransformação irreversível
e, em conseqüència,
diminuisuacapacidade de realizar A
trabalho. entropiado sistemaaumenta.

CaPíruLo
9 . A, tE s oÂÌRMoDrN,rMrcÀ 199 .
PaÍamediresseaumentode entropia,imaginemos um processoreversível
ìnverso,istoé, que leve
o sistema do estadoÍinald€ voltaao €stadoìnìcial.Paraisso,deveriaserrealizado
um trabalhoõ
sobreo gáse, considerando o processoisotérmico,
o gásdeveriaperderumaequivalente quantidade
de calorQ. Comoa temperatura Ié constante,há nessatransÍoÍmaçãoumadiminuiçãode entropìa
= ^.S
dadapor Sendoa variaçãode entropiaumafunçãode estado, sódepend€ndo dosestados
^5 ;.
iniciãle final,o módulodo calcLrlado equivale
aoaumento daentropia ocofddonaexpansão.
^5
-i O demôniode Maxwell

O celebíefísicoescocêsJêrnesC eÍk Mêxwel


(18311879)ÍoÍrnlrlou, em 1871,um expefmento
sentdoconÍárloComisso,eleconseguÍê, aotm
de ceíÌotempo,ter,de urnlado,âpenasas molècu r
êor o qL- otd_ ôootè a ônpêo
" -g dd - dê T.Í -od: á-Íi è.Íèooo. oqa ,' o.,d
ca, indcandoo cârátefestatistco do conceilode elevada)e, dooutro,apenasas moleculas entâs(e
entfopapfoposto porClauslus enì 1864.E e imâg portântogás numatempeÍatura mas baxa).Esse
nouurlìsernì crcscópconteigentequeteraaca serh poÌéllco,
conhecdocomodenònÌade Maxwell,
pacdadede, poíme o de umaportnhoa entredois estêÍia,sem d spêndiode energla,oÍdenanclo o
reclplentes contendogás,controlar a pêssagem s stemae, conseqLìentenìente, diminuindosua
.
dè<r o1". à . <o d" ,"r do pa. èÍ à Ìo ô tè< entropia,contrarandoê tendênciânaturalparêâ
rápdâsnumsentidoe só as rnoeculasentasern desordenì, lstoé, parao aumentoda enÍopia

[ff i 8
o sráficop x vdeum
{urnnrte nsu.u."presenra
!Ë,i1,.!4i
gás,supostoi deaÌ,que sol re pri mei ramente
um processojsobárico,partindodo pontoÁ para
o pontoB,e depoisüm processoisovolumélrico.
atingindoo ponto C,que se situasobreamesma

l 0 'N / h 1

.2OO Os FUNDÁMrNÌos
DÁFi5.Á
a) a vtuiãçAo dâ eneryiâ intema;
a) o trabalho Íêãlizado pelo gás ao frnal do pro' b) o bãbâlhorealizado(digatâmbémsefoi ieito
pelo gásou sobreo gás);
cesso-4Aq
b) ocâlorr€cebidopelogásaofiúaìdo Processo c) a quantidadedecaÌor trocado.
ABC. gim um gásidealsolreastransrornâções
GÌFc-cE)
ml
prur-uc; u. .""ipientedevolume0,020s mostradãsno diagrâma.
ijffi
contémuma dâssa de 0,640kg de oxieêniosob
pfessãode 8,00x 10sN/mr.o voÌumedo sistema
@
é dobradoatÍâv& de um processotermodinâm'-
c o is ulé m i. o ,.o m o m o .l rao g ' é Íi .ôd J i g u rd .

12
€ Í

a
,34

000 2 ,0 5 4 ,r0 6 ,1 5
D etermìneo trabaÌhototal reâÌìzadôdurante
os quatro processostermodinâmicos Á4, aC,
a) Sabendo-se qüeo oxigêniosecomportacomo
CD e DA.
um gás ideal de mãssâmolar M = 32 g/mol,
c alc ulea te m p e ra ru rã? d o s i s te m â(d a do:
R : 8,2J/mol K). {l!mjÌ @rPD um gásicrearabsorve64 J de carorao
se expandi ri sotermi câúente,de um vol ume
b) Caìculeo vãìot âptoximadodo trabâlhoreaÌi
iniciâl de 20 cmr,a 6,0 x 105N/m: até um volu-
zado peìo sistemaentre os poniG Á e I, su-
me lìnal de 70 cmì, a 2,0 r 105N/m' Grecho,4a
pondo que âisoterma é uma linhâ reta nessa

3 c) Indiqueo valor aproximadodo calor âb-


sorvido pelo sistemano processode ^Q
dpd-
são isotérmicade.4 pâraB, justjficândosuâ


ffiffi dea;sêyDdde
c te+e' u." ' ".', qudridade
: iÊ ad dbaÌ i.a j Ìe n req- u 6 e e s Ìâ l.d mê rÌê o ê sde
uma pressãoiniciaÌde 2,0atm e volume de 2,00
na temperâtuÍade 21 'C até atingiÍ o dobro de

Sãb"n,los- qu. pa,a ess. em Ì + 2.0.


Qualé otrabaÌbototal,em joules,píôduzidopelo
câìculea prôssãofrnale a temperâturânnal ex_ gásduranteo c'clo ,4-BC4?
pressâem grausCelsius.
ffiH.ú* @rc-co) u- ca" a kâ.lfornaçãocÍcÌicâ
Gfl-Mc) u. gá""ofreunâ sériedetransrorma- 'orre
AAC,4indicadano gráfrco.
ffiml
çÕescom estadoinicjaÌ,4e estãdonnalB, como
mostÍã a ngura.A eneÌ€iainternâdo esÌadoA é
al - l. 000J e a d o e s ta d oB é i .Í,:2 .0 0 0J .

02
a) ã vârlação de energia internai
CaÌcuìe para câda üúâ dd trdsÍormações indi' b) o tËbalho realizâdopelo gási
c) aquantidadede cáÌortrocâdaem cadaciclo.

CaPiruLo9 . As LHsDAÌ*MoD NÁMr.À 201 .


iiiidìm @FPE)À vaÍiâçaodâ pÍessãoe .lo volumede a) ìndl que, expl i cândoseu raci ocíni o,o(s)
vapor d'águaâ cada.iclô de operaçãode uma
máqúinaâ vâpor pode ser âprcx'madapeìográ- L o ga realizatrabãlhopos'tivo;
IL o ga ãbsowecalor
b) Respond†jutifique süâ rcspostâ:
I. A tempemtürãnô ponto lVé mãior,m€nor
ou igualÀtemperâtuÍaóo pontor?
lI. A seqüênciade üanslotrr,açõesKLMNK
corÍespondeao ciclode funcionâmentode
umhotof ou de um Íef.igefador?

,lj{"WlÌEÌÌìum rciigeradorìdear,o dissipâ.ror


de caÌor
(serpent'nâ traseira) trânsleriu 5,0 , 10sJ de
energiatérmica pea o meiombiente, sqlEto o
comprssor produziu 1,0. 105J de trabalho sobre

Calculeo trabalho total em unidades10'joulês


efetuadopor essamáquinaao Ìongode50ciclôs

iffi (EsalMc) 0.32mol de um gásdiâtônicoideãl


é submetidoao cicÌo termodinâmicomost.ado
no gránco,sendo 7': 300,84K.

â) a quãnridâde de câlor retirâda dã câmara

@ados:Ã = 8,31tmoÌ . Ki Cv= 20,775tnol . K) b) a temperâturâda câmarãinterna, supondo


ã) Caìcule I,, I, e pr. que a temperâturambiente fosse30'C.
b) CãÌ c uì a ro tfa b a l h o l Íq u i d o e n v o ìv i dono
ltiiffi (Ufl.-vc) o orag.a.ap x yâbaixomostrâo cicìo
c) Calculara quantidadede calor envolvidano de /ert?erçaó pe.côíido pof ceÌta quãrtidade
de um gásdiâtômicoideal.À trãnsiormâçãoBC
é isotérmica,nã qual o bãbaÌho envolvido,cD
iiil$ji-iio 'ro .qnc,,u^ostrâo diasranapressão p nóduìo, é õ,.: 1.100J. O cãl or,em móduìo,
,ersus volume v, que representaas Úanslor' envoìüdo nã trmstormâção AB ê Q^ê= 2-800J e a
mações sofridâs po. üIn gás ideâl denfuo de temperaturano pontoÁ ê q : 300K.
uma câmara.A seqüênciade trânsro.úações
soÍridas é Kr,rlftve está indicada pelâs setas.
As translofmaçÕes de Kpara, e de M pâralfse
realizamseo variaçáoda teúperatura.

CalculeG itensa seguil


â) Temperátura Id e pr6sãô pô
b) TrabaÌhoÌiquidoenvolvidono cicloáBC
c) Variaçãode energia na transÌormação
AB. 'nternâ

.202 05 FUNDAMTNÌo5
DAFlsú
cutt"t'rc.lu.. "-pÌesâ propôeconstruirum
:i$,1Êii-Ëll pdte do qual pode seÍ cônvertidoem trabaÌho tf
motor térmicoprojetãdopeã operar entrc dors emumausinatermoelébica. Co.sidereumaunÌa
reservatóriosde calor,sendoo quentea teúpe queimando7.200qúilogrmG de gs naturaìpor
ratura T, = 1.600K e ô Írio â r: : 400K. O prcjeto hora,a uÌnat€mperaturade1.227'C. O calornão
prevê paÌâ o rnôtor uma potênciade 4 cv com aproveitadona produçãocìetrabaÌhoé cedido -E
absorçãode 1.480cal/s do resewatórioqueôte paraum rio de vãzâo5.0000/s,cujaságuasestão
(dados:1 cv: 7,10Wt Ì câl = 4.D. iniciâlmedtea 27 'C. À mâior eiciência teórica
da cônversãode calor em úâbalho é dada por
a) Calcuìeo rendiúentodo releridomotor ó
b) CâÌculeo rendifrêôtode um motor de Carnot ,ì = 1 :s sendo I-" e r-,- as tempe,dtu-
operandoent.e os mesmosreservatóriosde
ras âbsôlüta$da$ lôntes qúentee iria, respecti
c) o notoÍproposto é viâveÌt--oricamente?
Jús- vamentè,ambasqprêssãs edì kelvin.Considere
ti6quesua respostâ. o calor especificôdâ ágúâ.:4.000 J/kg. 'C e a
densidâdêd= 1,0kg/. f
cômã instâlação
ìlsgiili Onicamp-sP) do sasoduto a) Deterdine a potênciâgeÍãdâpor uma usina
Brasil-Boliviâ, â qúotâ de participação do gás cujâ efrciênciaé netadê dâ úáÌima teórica.
natural na gerâção de energia elétrica no BÍasil b) DeteÍnineo auúentô de temperaturâda água
foi signiíicativamente ãmpliâda. Ao se queimãÍ do rio â. passúpelâ usinâ-
1,0kgdegásnatuvaloblêmse5,0 x 10i J íle cáror,

.1. E
(IÌFU-MC)Nutu recipienteá diste um dêtermi a) o gÁspassaa o.upâr, depois da transloroa-
nado gás perieiÌo que se encontra no estado çào.úm volünìeiguâÌâ 2 Yo.
delinidô pelos vâlores p, ve T da pressão,do b) a energiacnÌéticâmédia nnal das molé.ul8
v oì um e e d â te m p e ra tu ra ,re s p e c ti v â n ìe nte. do gásé iguãlâôdoìrroda suaenergiacinéticâ
Em um recipienteB um outro gás perlèito en-
contra'se no èstâdo delinicìo peìos vakrÍes p c) âvelocidade édiá d6 môlêcülõ do gásnão
da pressão,2vdo voìumee 2Ida tempeÍatura. vã.iã quando o gás pâssa do estado inicial
Osdoisgass têm ô memo núnero demols.Seiaú parâo estadofrúâI.
Ìespectivânente4 e 4õ energiasnìteÍ.ãs dos d) a veiãçâo na energiâüìiernado gásé nulânâ
gses nos reçipientesÁeE. Aruão + vaÌe: e) o câlor absorvido peÌo gás,durantea trãns
I lormação, é maior que o trabaÌho por ele
a) c) íj e )2
2
q
h) oj ,tiï$ furpn) u. ga"
"ncerracÌo
por uB ciìindrocôm
êmbolô harvel Íecebe de uÌna lonte téfmicâ â
ìY ?8: a'/u ne .D' A ene, lia inr e, or t de um d c e r l a quantidadede câìor^Q:8 cal,submetidoã umâ
quantidadede gás.qüe se compoÌta como gás pressãoconstante,provocandouma èxpmsão
ideal,contidaed ú.ì recipiente,é prcpoÌcionâl isobáricâdq$e gás,que varia6eu voìume,como
à tempeÌatu.aI. e seu vâÌor pode ser calculado mosÌrâo gráfrco.
utiÌizddo a expÍessãô(/: 12,5?i A temperaturâ
deve ser expÌessâem kelv'ns e a energia,ed
joules.Seinicialmenteo gásestáà temperaturâ
I = 300 K e, em uftã trãnsiôrmaçãoa volume
consrdte, Ìecebe 1.250.lde uma Íonte de calor,
suatenpêraturafinâl será:
â) 200K c) 100K e) 800K
b) 300K d) 600K
4.ffi lurnCs-ns) u. ..cipiente ciliôdrico lechado-
providodê um ênÌbolo,contémceÍtaqudtidâde
.le un gás ideal.À temperatufã.le Ì0 'C, o gás
ocupâ umvolume l e sua pressâoéeApartir Podê-seafirmaf queâvãriâção da energiainte.tâ
J es . " es r a d oi n r i d ì.o g ti ss o k ê u n J ê x p d n .ão dessegás deacÒdo com â primeira Ìei da'IeÍmc
isobáricâaté atingira temperâtürade 20 'C. dinâmicâ. co.siderddo 1 caÌ : 4 J, valei
A "ê,li"i.o da lr d n sr " n d .d ô d ê ' cíi.o d ..m d. é a) 19,2J .) 14,2J e) 8,2.r
corretoainnar quei b) 10,4J o 12,6J

CÀ P i Ì u L9o' À s L E s DAÌtRM ô D| NÁM ca 2o3.


t:rfsì (Unemât-MI) O grálico abaixo mosìrâ üm gás a) o gásse tornarámaisdenso.Comisso,a pres
ideal que se dilata isobaicamentesob pressão sãodo aratmosféricoempuúaráo êmboÌoda
seringâ,coúpriúindo o gás.
b) se a pressãodo gás se mantive.constêôte,a
energ'âìnt€Ínâdo sistemâaumenta,Iazendo
com que o gásreâÌizetrabalho,desÌocãndoo
êmboloda seringa.
c) se a pressãodo gásse mantiverconstante,o
sistemagasosorecebetrabalho,diminuindo
o voluúe intemo da seringa.
d) se a enê.giá inteÍnâ do sistefta âuúentâ,
certamenteô gassofrefáufta tÍansioÍmâçãô

Seo gás.ecebeu,dìIante o processo,150jouìes


e) toda â energiârecebidaserá integÌâlmenteutil'- t
zadãpaÌadesìocâÌo êmbolo,tratandGèe,portan-
de calor,a variaçãoda energiâinteÍna do gáse
to. de uúa tfanstorbação isobâica do gá5.
o trabaÌhorealizadono prccessosãorespectivâ-
í!*'i{*.} Orccol o" g.ancosabaixoftostfân trãnsror
â) 90Je60.r d) 80Je l20J úações a que Íoi submetido üft gás ideâI.
b)90Je80.1 e ) 2 1 0 Je 6 0 J ã) .)
c) 90Je40.Í

rfÉl#j ruFPE)un mor.Ìeün sás iniciaÌmente


à
'deaì. âo processo
tenpeútu.â de 300K, é subnetido
teÍúodinâmicoá ia+ Cnosúâdo no diagrâmâ

3
f,
a
a
r0 0 6 0 0 9 0 0 r.2 0 0 I(K)
Deterúine ò trabâlhoreaìizadopeÌo gás,em cã-
loiiâs (consideÍeÀ- 2,0câl/Òol.K).
a) 1.200
cal O Ì.500cãl AnaÌbando essesg.álìcosé cor.eto âfi.mâFse
B
b) 1.300
câÌ e) 1.600
cãì E
0r)nô sráfrco(a) obse.vam-setrês t.aúsfoÍma'
çôes:uma isôvolumétrica,deÁ paraA, uma
4-!-êt[]lfu.p.l u- *t'a"nte verilicaa âçãodo calor isobáricâ,deB para C, e uúâ isotérmica,de
sobrcum gtu perleitoinseridoemumaseringa C paraD.
de vidro, aquêcendca com umâ vela e mântendo 0D o gráneo O) representa üma transiormação
rôchadâ a sua saida (v€r ngura). isobárica.
04) a área d6iacada no gránco (c) reprgenta o
trabãÌhoreâlizãdopelogás,pârair do estado
Á pârâo estâdô8.
08) se o gránco (d) rcpr$entâr ümâ trasforma-
çãoisotérmicâ,a âreadestâcãda representará
o caìorrecebidopeÌogás,na trdslormação

Dê comorcspostaa somados númercsque prÈ


cedemas ãfirmâiivs correta.

;!iá!Í-, (oìl.piudu B.u"il"ira de FÍsica) uma certa quan-


tidãdede gásideaìestádent.o de um recipientê
quecontérÌum pistãooóveÌ, conformeaÂ8u.âã
Desprezando-se o afuito enüe o êmbolo da se se€irir.Às paredes,inclusivea do pistáo,sãoadia-
ringa e o vidro, podFse ã6rmar que, durânteo báticas,com exceçãodeuma deÌas,que perúite
a troca de calorcom uma lonte.

.204 Oi FUNDÁMrNÌos
DÁFkú
$jm G'FFÀ!Josébrincavâcomumabombamanuârde t-
encherbolãde iutebol-Mantendoo oriliciode sâi
da de ar tampadocom seu dedo,ele comprimiu
Épidamenteo êmbolodabonbaeobservouque t--

o ar dentroda bombaeraaquecido.Asplicação
pâraesseÍenômenoé: 4
â) Devidoà rapidezda compressão, náo hátem
po pârã troca de calor entre o ar denÚo da ôt
bombâ e o meio externoi assim,o tÍabâlho r€â
lizadosobreoa. dentrodabombâ ãúmêntaa
suaenergiainteÌnâ.
caÌorao recip'ente,podemosafrmâ.
Fornecendo b) A rapidezda compressáolâvoÍeceã trocade
calor entre o ar dent.o da bomba e o meio
erternor assim, o trabalho realizado sobre
t
â) a temperaturado gásirá senpre ãumentar
D d r em perâ Ìu rã
d o g á si ra s e m p rÊ
diminuir o ar denüo dã bomba diminui a sua energia
c) â temperatüh do gõ manteÍ$Èá consÌânte se
o trabâlhorealizadofor nulo. c) Emquâlquercompressãode um 8ás,a tedpe
d) a tenperaturado gésdiÌtinuirá se o trabalho raturado gássempÌeaumenta,
ÍeâÌizadopelogáslor maÌorque o caÌorlorne- d) Emqualquertransiormaçãoisovoluméüica,o
trabaÌhorealizadopelogásé nulo.
e) a tenperaturâdo gõ diminuìráseo Pistáose
deslocârparâã esquerda.
$:íÈì (uniresp)À Iigüra
E
quanti.lade
:iâ$4.t O:rsc..spl u-" pequena deumsás
€ ideâlé mãntidahermeticaúentefechadadentro
g
de um cihrdrc rigido dotâdo de um êmbolo.Pú-
]@do4e Epidamenteo êmbolo,verifica6euna
diminuiçãona temperãturâdogás.Em Íelaçâoà
údslormação so{ridâpor essegás,é verdâdeiro
l âfirúarquê:
â) o vôlume aumentou.úum processoisobãnco.
a b) â pr6são diminuiu,nuó processoisovolumè- considereduassituaçÕes:
I. o ênbolo pode moveFselivremente,permi'
c) o volume aumentôü,num processo isotèr- tindo que o gtu se expândaà pressãocôns-
mico.
O o volume aunentou proPorcionaìmeúte mais
It. o êmbolo é ii!o, mantendoo gás a volune
do que a pressãodiminuiu. constânte.Suponhãque na duassituâçÔes a
3, €) â pressãodiminuiu proporcionaÌmentemais Ìnesmaquantidâdede caÌot é íomecida a ssse
I do que o volumeaumentou. gás,por meio dessâionte. Podèse afirmaÍ qúe
a temperatura dÈssegásvai aümentaÌ:
deumêm-
:Ltrìt: GUc-Rs)um ciÌindrodemetal.lotado
bolo móveì, em cujô inreriot se encontrâ um a) igualnenteem amba âs situações,
gâs em equilibriorermodinâmico,é semelhânte b) maisêm l do que em IL
c) mãisemlì do que em L
ã üma bombade encherpneusde bicicletãcom
â saídade ar bÌoqueada. O em I, mas se mmtêm constante em ll.
e) em ll, mas se mantêm constante em I.

@*'l
**]ü -.' $ffi iv"'*p) ooi" g*"s idênticossãosubmetidos
a
l prccessosreversíveisdiÍeÌentes,comomostrao
8ráfico.
Ao Íüe.se umaIorçasob.eo ênbolo,resuìtando
nacomprssão muito rápidâdo gás,o que carac-
terizaumaüdslormação adiabáricâ?
I. OcoÍ.e úmhumentona temperâturado gás.
II. O trabalho rêalizâdopela força aumôntaa
eneryiaiúteÍnâdo gs.
IIL O t.âbalho reâlizado pela foÍçã é igual ao !!
caìorlibe.âdoPârao meioexternô. 2
apenas:
Está(ão)correra(s.)
a) l c )n l O Ie i ü
b) n O Ie l l

cÀPrÌuro9 . Â51fl5 DAÌERMoDTNÀM


ca 2O5.
O gás 1 segueos processosindicadospeÌalinha Nessascondiçôes,é.ôteto âfrmari
cheiado gráflco,e o gás 2, pela ììnhatracejada. 01)Ao passardoestâdo,4pa.âo estâdoÃ,háum
Anbos paúefr do ponto ("i, %) e terminamno âcréscimona temperâtuh do 9tu.
ponio + , 2 ro 0AAo pâssar do esiado A parâ o estado C, a
n o d i a s ra mâ pu e 4 r5Y
tempeÍâtura da mâssa g8o3â se mãntém
É incorretoafirmarque:
a) 1 recebeumaiscãÌorque 2- 04) Ao passardo Btado Cparã o estadoÁ, a vaÍia-
b) 2 realizou menos trabaÌho que L ção da energìãintema do gásé iguâla zeÍo.
c) a energiainternãno ponto inicial é â mesmâ 08)No cicloaquantidâdede calortrccadêcomo
neio externovâle 2 . 10ôJ.
d) a energiainterna de 1 é maior que a energia IEO trâbalho reaìizado na expansãoACvale
internade 2 no ponto nnal 2. 10rJ.
e) 2 cedeucaÌorno primeúotrecho. 34Na etâpa ÁA há uma equivalênciâ entre a

jÌBô
vâriãção da energiainternâ do gás e a qudti' t
eUC-RS)Respondera essaquestãoanalisando dâdede caÌorÌrocadâcômômêio'dterno.
âs âÍiÍnâções com base no gráfico a seguú, o Dê como respostaa somados númerôsqüe pr+
quâl representaa prssão de um gás,que següea cedemâs afrrmativascoEeta-
equaçãode estado do gás ideaÌ,em Íunção do seu
volude.No gráfico,os poútosie fiodicâm,respec-
tivmentej ô êstãdoinicial e Ênaldo gás,e âs curas
tiiÈfrtranslofmâções
(PUC-MG)Umã âmostÍa de gás ideal solre as
pressão
mostradâsno diagrama
representada são ãs isotefnas cofespondentes ,e.3usvolume ilusúado âbâixo.Sabe-seque a
às tenperaturas I e 4 dessesestados. linhaÁCê uma isoterma.

Qs següintesprocessossão descítos no gráfrco:


. Processo1- Umatransformaçãoisobáricase i
güidâde umaúaosÍormaçãoisovolumétdca.
Obse.veo bem e analiseâs alì.inâtiïs âbâiro, Ë
' Processo2 -UmâtraúsÍormâçáoisovotumétri apontúdo a opçãocorretã: €
ca seguidãde umat.ansformaçãoisoté.mica.
I. Conpdãndoo trabalholyrealizadopelogás â) Na ftansformaçãoá I a remperâtürada
-
em cadãprc.esso,ve.i6cê-seqüe lí1> I/,. mostra aumenta.
II. ConpâÍandoâ tÍoca de calo. Q com o gásem b) OtÍabaÌho Íeito pelo gásdo ciclo
que Qj < Qr.
câdapíocesso,verifrca-se Á +B+ C+Á é Posftilo.
III. Conpârando a variaçãoda energiainterna c) O trabãìhorêãìizadopeìogásna etapaÁ
gásem cadaprocesso,veÌinca-seque -B
i oi de I J.
^Udo
LUt = LU,.
O No decorrer dâ trãnsfornâçaoC+ Á, quên-
AnaÌisândoâs ã6rnãtivâs,pode-seconcluirque do a pressão lor de 3 N/ó'1,o volume será

a) somentell. O somenteIe Ill. e) ÀenergiainternâdããmostradiminuiâoÌongo


b) somenieIII. e) I, ll e IIL da tfanslormaçãô,4 A.
-
(JCS-RS)Certa máquinã térmica sxecuta o cicìo
#"icÕ'
(UFBA)Uma certa mãssâde gás ideal soÍre a -r..ry?t
da frgura,eletuddo 20 revôlúçõesp.. segundo.
tÉnsformaçáocíclicareversivel,4AC4, conforme
o diâgrafra de pressão ,e6us volume apresenta

apotênc'ã da máquinâ,em quiìowatÌs,é iguala:


a) 100 b) 10 c) 1,0 d) 0,5 e) 0,20

.206 Os FUNDAMTNÌo5
DA F í.Á
ÉSX9Êi 'lnsraterh.sécuro
GIFscarsP) xvrrr.Hesreaves
patenteia sua máquina dô nari AÍkwright invenia
Tendocomobaseasinlormaçôesdadâs,analise,
nasProposições âseguirjos prccessosque ocoÈ
a
a nandeirahidráulicaiJmes Watt intrcduzaim
portantíssimamáquinaa vapor Temposmoder
rem em cãdaum dos componentesdâgeladeirâ,
com suasÍespectivasiransformâçôesgasosãs, .E
q
nosl"(C.Alencar,L. C.RamaÌhoe M.Vt PJbeiro, comosêobseNano diagrâmãpx yapreseniâdô,
Hìstótia da SaciedadeBtusileitu.) que rep.esenÌaa vãriâçôesde píessãoevolume
parâ o ciclo dã substâncìade operaçãona gela- H
As máquina ã vapor, sendo máquinas !érmicas
reâis,operâmem ciclosde acordocon asegundâ @
lei dâ TèÍmodÌnâmica.SobÍe essasúáquinas, I. No compressôr,devido à rapidez com que
considere ãs três âlirmãções segülntes. ôcorfea compressão, estapodeser conside-
I. Qüândo en Íüncionamento,rejeitam pãra rada êdiabática.A temperaturae â pressão
a Íont€ lria pdte dô cáÌor retirado dã fontê se el evam.C omo nào há tÍocas de câl or
(Q = 0), o trabalhorealizadopeìo comp.es- ,
II. No d€correrde um ciclo,a eneryiainternado sor é equivalenteà variaçãoda eneÌgiainteÈ
vapor de águâse Ínantémconstante. na da substâìcia(2- 3).
III. TransÍormamem trabaÌhotodo calor recebi- II. O condemadôr ou .âdjador é a serpentina
do da Íontequente. na quaÌo vapo. se liquela?,trocando calor
É corretoô contìdoapenasem: com o ambiente.Inicìâlúeíte ocofte um au-
a) l b) n c )x l OIê l l e) llelll meôto de temperaturãà p.essãôconstante
(3+ 4), seguidade umã diúinuição do voìü-
fill$fl] grrel o .ur.igu.udor
é umâmáquina
térmica me dasubstânciâem condensação, à pressão
que retira caÌor dos corpos colocadoseo seu
e temperâturaconstâôtes(4+ 5).
inÌeiior e ÍejeÌta câloÍ pafâ o úeio ambieíte,
que está a uma temperêturâmais elevadaque III. A váÌvulâ é um tubo capiìar que diminui a
pressàodã substância,Estadescomp.essão
a do seu inteioÍ. No feffigerador,entrctanto,a
irdslerênciãde.ãlôrnão éespontâneâ: é opôstâ ocorre com múitê râpidez,não permitindoa
à "ordem nâturaÌ" e, de ãcôrdo com a Sègunda t.ocadecalorcom ôâmbiente,Iogoseconsti
Lei dâ Termodinâmicâ, é um prc.êsso que só se tui numatrânsiormâçãoãdiabáticâ(5- Ì) '
podeeletivârcon lornecìnentoèxte.node eneÍ- IV. No congelador.a substânciâoperãntetroca
eia.CoÌnoestá esquematizado na fiCü.aabaixo, calor com o inte.io. da geladeira,â pressão
o refrigeradorconstâ de quat.o componentes: constdte e diminuiçãode temperatura,ex-
I - compressor;2 - condensadorou radiador; pândindo-se à medidaque se vaporira(caìor
3 -válwÌa (tubo capilar)ie4-congeladoi latentedê vapoizâção)(1- 2).
A pá.tir da análiseleità, assinâleâ alternativâ

! a) Todas6 proposiçÕessãove.dadenâs.
b) Apenâs âs proposiçoes III e IV são verdâ-

c) Apenasâs proposiçÕes
I elll sãoverdadeiras.
d) A penâsãs proposi çõesII e IÌl são verda-

e) A penasãs propos' çõêsII e IV são verdã-


dei rs.

$1ry,. Ore.9 ,l ns*n o ciclodecãrnotpda


-r'r6enta

.
CÂdÌúlo 9 As Lss oÁÌ*MoD NÂMrca 2O7 .
Nessascondições,é corretoafiÌmar: c) motor térmicô n. qüal tanto a Primeira Lei
0ll Na compressãoadiabáticaa energiainterna .ìuanroJ S cgrndaI ê, íl a l ermod,nárnrca
" ao
ãtendidas.
0A Na erpaDsãoisotérmicao gás recebecalor O notor térmìcono qual ã PÍiúeira Lei é v,ora-
de uma das ionles. da, masaSegundâLeié ate.dkìâ.
04) Nâ expansãoadiabáticaa teDpe.atura do e) motor térmiconoquâlã PrimeifaLei é atendi-
da, masâ SegondãLei éviolada.
08) Ná cô Fe$$ãoisotéúnicââ ene.giaiôteÍôa
taruú rU r !1t ì U m.i FnÌÈ Ì. áìrnrâ' È Ì i unsrrri du| Ìà
lE Na transÍormaçào ciclica o gás atinge o máquinatérmicâ que bãba1haentre âs teúpe-
equilíbÍio térmico com a Ionte quente,ao ratl'rás 7, = 400 K e Iì : 600 K e qúe prodüz
reinic'arnovo ciclo. trabâlho a uma taxa de 200 W. Â qüantidãde
Dê como respostaa somâdos númerosque prc de.rìor Íornc'raapêl o,oìtF quentFJ mi qui nJ
cedemas airmativascorretas. a cadâ cicìo é QÌ = 100J e suâ ireqüência de {
trabâÌhoé 4 ciclos por segündo.Conside.eque
#Ë& u.u da" sranÍres
GÌELPR) paraa
contÍibuições o rendimentode umâ máqúinaté.nica é dado
ciênciado sécuÌoXLXIoi a intrôduçâo,pôr Sadi por rl: :, sêndoõ o trabalhopfoduzidopela
Cârnot,en 1824,de uma lei pãrâ o rendimento
das Dáquinastérnìcas, que veio a se transjor máqúinanocicìo,e que o rendimentomíift. de
me nâ lei que conheceúoshôje cono Sêgunda r ?-ì
uma máqui natéfmi câ dadorrún, = i
Lei da Termodinâmicã. Na sua versãoorig'nal,a
| - -r , )
airmaçáode Camotera: o.oÍe qLdndod n lqu nJ.uêrd legdndu um.i-
-Todasas máquinõ térmicâsreversiveisideais, clo de Cenot. Levando em coDia õ informaçôes
operandoentreduastemperaturas, umaúaior e cladãs,podese concÌuir que:
oütrâ menorjtêÒ ã me$haeficiênciâ, e nêôhuúa a) esse leito não pode.ia ter ocorddo, pois con
máquiDaoperândo entre essâstemperaturâs lraria â segünda ìei da termodnÌâmica.
pode ter eficiênciamaior do que uma máquina
b) esse Ieito não poderiater ocorrido, pois con-
térmicareversívelidêal," lraria a pfnÌeira e âsegünda Ìeis da termodi-
Combasenotdto enos conhecimeDtos sobreo
tema,é coreto anrmar:
c) esse Íeito Dão poderiater ocoÌrido, pois con-
al A aÍúmação,como iormuladaoriginaÌmenie,
lrâriâ a primeira lei da termodinâmi.ã.
vale somentepara máquinõ a vapoÌ, que eram
d ) ê s 5 cm á q u i ì J Ì ô m '. J p , d e r d l u n r r u n d r p ! . s
as únicâsque eÌistiam Daép@a de Ca.not.
não coníâ.ia as leis da termodnìãnÌica.
D À ânrmâçãodê Cârnot intfoduziu â idéia de e ) F s i d n à i u r n a . é r m Ì a p o d ê r '" Í u n . i ^ , p.iq
Ciclode Carnot,queéocicloem qüe operm, "'
não contÍariâ ô pri.cipb de conservaeão de
aindahoje,nossasmáquinastérmicõ.
O À án.Òãçã. de Ca.notsobreúáquinastéÌmi
casPodeserencãrâdaconouúã ootrâmanei guc-llCl u- ."".itório .le pãtentes
S,S recerrê
um
rade dizerqueháì'mits pâraapossiìrìlidâde pedidode um inventorque desejaregistraruma
de apdmohmeDtotêcDico,sendoimpossível
máqüniatérmica que operâ entre duàs iontes
obterumamáquinacomrendimentomaiordo
de caÌor coÌn tempe.âturasde 227'C e 177"C.
que a de uma máquìnatéÌmicajdeaì.
5egündo  nv-r ror d mdqui n"rFri r-4,0 0 J
O aÌirmâçâode Ca.úot intÍoduziu a idéia de
À
de cãlor da Íonte qüeDtee realizãüô trabalhd
Ciclode Carnot,qüe veio a ser o cìcloen que
útiÌ 5,0 x 101Jem câdaciclo,deluncionameDto,
operôú, ainda hoje,nossosmotoreselétricos.
e) cdnôt viveueú umaépocaeo que o Drogres- Nessâscondìções.é coÌreto anrmarque:
so técnìcoera múito lento,e sua âlìÍúação é a) o pedidodo inventornãopodes;r ãceito,pois
hoje desproüdadesedtidojpôis o progresso a máquina,trabaÌhandoentre essâstempe
técnicoé ilimitado. rál Jràs.n;o podel êr rê rdi mêr' l oqupêi o d
10% .
4W, oME-RJ)consi,lerc uma máquìnatérmica ope' b) o re.dimento dessamáquinaé superadopor
randoem um ciclo ternìôdi.ãmico. uúa máquinadeCârnotqüe opêreêntreesszs
Essanáquina recebe300J de uma ionte queDte
cujâ tempe.aturaé de 400K e produzum traba- c) o reddimento dessa máqüina é igual ao de
llìode 150.Í.Ao Òe$notempo,rejeita150Jpara una máquinadeCârnotque opereentreessas
umâlonte Iriâ qüe se encontraâ 300K. Aanálise dua fontestémicas.
termodinâmicada nìáquinâtérmicâdescritâÍê-
vela qua o ciclo propostoé üm(a): O â únicalormâdêsemelhorarorendimeniooa
máqunìâéque o inventorutilizecombüstivet
a) !ìáqünìâ rÍigorífrcana quãì tanto a Primeira de meìborqualidade.
Lei qudto a SegündâLei da teúrodúâmica
Ìrïíe Grcce) a cleumã máqüinâ dê cârnor
b) ôáqúinâ IrigoÌífica na qual a Primeúa Lei é "n"ie."ia
que operâentre ã fonte de temperaiuraalta (I,)
âtendidã,másâSegundaLei é vioìada. e a Ìonte de temperaturabaixâ (?:) é dada peÌâ

.208 Os FUND^MINÌôSD^ FÌíca


Ír'ì
ex pr es-s ao l :L | ' ' ]" .* " ,." ,," " " ." " SSíBI (orimpiâda
BrasiÌeira
de Físicã)
umãrâmpaaa
e
eobaÌâda numa caixa Íechada e isoÌãdâ termicâ,
d'da nâ escâlââbsolutâoü de KeÌvin. nente. Considercque no interior da lâmpadahá
Suponhaque você dispõede umâ máquinâdes- vÀcuoe qüe o âr dentro da caie sejaum gásideal.
sâscom umaenciênciãÌt= 30%-SevocCdobÍâr Em um c€rto instante!â lâmpadase quebra.Se ts
ovãloÍdatenpefâtü.âdâ iontequente,a efrciên- desprezarmoso voÌumee a massados compo
cia da máquioâp6sará a ser iguaÌa: nentesda lâmpada(vidro,supone.nhmento,..)
ã) 40'Á c) 50% e) 65%
e a veiação de energiaassociâdaàsuaqüebrã,é
incon€to afirmar que:
@
b) 45% O 60%
â) a eneryiainteÍnâ do gáspermaneceráa mes
ï!.djì OFRN) As máquinastêrmicas translormâm a Ìna apósã qüebrâdalâmpada-
energiainterna de um combustiveìem enêrgia b) a entropia do gásauÍnentaráapós a qüebra da
mecãnica.De acordo com â 2ì Leì dã Termodi- t
nãmicâ,não é possivelconstruir una máquinâ c) a têmpefâturâdo gás permdecerá a'm$ma
térmicaquetransfoÍmetodââ energìainternado apósâ quebrada ìâmpada.
combostivelemtrabalho,isto q udâmáqurnade O a pressãodo gásdiminuiráâptu â quebrada
rendifteótoiguâìa Ì ou equivaleôtea 100%,
O cieniistãfrânc& SãdiCarnot(1796-Ì832)pÍo- e) apósãquebrada lãmpada,o gásrealizaráum
vou que o rendimentomâlimo obtìdo por üúã trabalhopositivoparãse dpandÍ e ocupe o
máquinatérmìcaoperândoentre âs temperâtú- volumeondeanteriormentehaviavácuo-
ras TÌ (lonte quente)e T, (lonie iriâ) é dado por
,f.i.á$ilprsco.sel ua*elÌ, notávellisicoescocès
da
":'_I
' - 1ì segundânetade do século XIX, incontormâdo
Com base nessasinÍormâções,é correto afir com ã possibilidadeda morte têrmica do IJni
mar que o rendimentoda máquinatérmicãnão verso,conseqúência inevitávelda segundalei da
pudÊ r err gu aa p o rq u ep. a r. rs s oe. ìad e v Fr:a Termodinãúica,criou o "demôniode Mlwell",
ë uú ser hipôtéticocapazde violar essaìei. Essa
a) entre düas rontes à rnesmâtemperatura, IictÍciacriãtu.â poderiâseÌecionaras molécuÌas
I, = I,, no zeroâbsoluto. de um gásque transitassementredois compar-
j b) ent|e uma tonte qüente a uma temperatura, ?i, timentoscontrolandoa abertüraque os divide,
e r m a lon e i n d à l c mp " ra l u raZ 0 " . como ilustraa figura.
c) entreduasfontesà mesmatemperatuE,
4 : I,, dilerentedo zeroabsoluto.
€ O entre ulna lonte quente a umâ teínperatura, 11,
ê r ná lon l êh ' c à l e n p e .a tu rêI - 0 K,

- iilq! iuw-vc1o" comasegundâ leidareÍúo-


3 --aô do Unive.so:
dinâmicã,a entropiâ
,,a) não pôdeser (iadâ nen destruída.
b) acâbârátranslo.ftada em eneÌgia.
- c) tendeaâumentârcôm otempo.
O t€ndeadininuircon o tênpo.
e) permdece sempreconstãnte.

*.itiÈi Curno co-t u"" n* conheimentossobrc rermc


dinâmica,é corretoanrmar:
0l) Quandoum gás ideaÌé comprimidorapidâ-
merte, aenergiãinternâdo ga ãumentâ. Pof caüsadessamãnipulâçâodiâbólicâ,âs moÌ&
0D O cicìo de Carnotê compostopor trânsÍor- culâsmaisvelozesp6sâriâm pârâum cômpãrti
maçõesisométricase isobáricas. mento,enqudto as mais lentâsp6sârim pãrâ
0O O rendimentode uma máqüinatérmicad* o outro.Seissofossepossivel:
' pende excìusivamenteda temperâturada a) esse sistemâ nunca entrãriâ em equ'librìo
Iontequente.
00 No reldgerador o gásreirigerante remove cã- b) essesisiema estâdã em equiìÍbrio térmico
lor dã lonte fria, evapomndo-se,e kansierc
calo"; Íonrpqucr Ìê. .oìd eìsdìd ôaê. c) o principio dâ conservâçãodâ ènergiãseria
16) Àdmitindo-seo Universocomô sistemallsi
co isoìado,a entropiâdo ljniverso sempre O não hâveriãttocã de câlôr entreos dois com-
aumentâ.
Dê como resposiaa somadG númerosqre pre e) haveriatroca de câlo! ma nãô haveriatroca
cedemas afrmaÌivascoreta.

CÁPrruo9. As L* DÁÌrRMoD
NÁMtrÁ 2o9 .
O motora explosãodo automóvel
Conìov mos,ca or podese 1rânsÍorrnaí em tÍabaho Dessemodo,o rnotorde lma ocomotva(sejaâ
vapor,selade cornbLstão nternê),ummolordealtornóvel,Lrmaturbinaavaporouagás,unrreatordeavão
sãochamados motorestérmicos,porquepfoduzern Íabê ho qLrandoé fornecldo caor.
No motorde um automóvel, o slsÌernâ (o!
de nieçãoe eÍônica o carburador, nosrlìodelos
nìaisêntgos)
dosaconvenenteaaente Lrmâ mislurade ar ê vaporde combustíve, quepenetrâ n!m pequeno ci fdro,onde
e coÌìpflnìidae nf êmadaO calorprodtr7do pe â cornbuslãoexpos va da rìrsturaar combustívecompflrnida t
lberagfandequantidade de ca or (daío noÌìe motor a explosãoou motor de combustãointêrÀa).Essa
"explosáo'evâapressãoaLrmvaoTrn{riloeevâdo.Cornisso,amassagasosaresulanteexer cêsobreo
plsÌãounìalorçnde grandentensdadee assm o êrnpuÍâ,provocando a rolaÇãodo e xo motorA figurââ
mostra,esquernat camente,ê manera pea qlralo rìov mentode valvénìdo p sÌãoé Íanslormado no Fnov
raentocrTcuaí 00 e xo TaoÌor.

O nìotordo êutonìóveé LrmrnoÌora exp osãodèq.d' o ôÌpo oro o.r" do," fi gurab

Figurab

.210 Os FUNDAüENÌo5
DAFiícÁ
I 1]TEMPO:ADN4
p
O sÌão,qle
SSÀO
se encontravafo pontoslrpeÍor, descepelornovmento do e xo e a rì sturade ar e vapor til
de comblslívepenetrana cárnêra de conìbustão 1C)êÍêvésda vávua de âdnìlssão (Áì,que se encontfa -E
aberta.Nessetempo,a vávu a de escape1Ê)se nìanténìÍechada
;
2oTEN/lPO:CON/PRESSÃO
Ac va!u ès de èdmssèol4) edeescãpe(E )esÌãoÍechadas.
O pstãosobee, à medidaqLredlmlnuo
@
vo umeocupado pelâm stura,a pressão
aLrrientaComoconseqúênc
ê, ocofreaLrrìento
da ternperêtu
d
3! TEMPO:EXPLOSAO
NesseÌempo,o d sposÌ vo denornnadove a lú e.nte !ma Íêíscaque lnfêmêos gasesconìprm dos
EssalnÍamaÇão é exÌremamente rápidae â rnsturase qLremêtotalrnenle,êntesqueo p sÌãotenhaiempode
começafa descerO cêor desenvoÌv do aurnentêconsderavemenÌea pressão ê a temperatura, caLisafdo
a
expansão dosgasesresutantes,queemp!rfêrnÍorteÌnente o p stàoparabaixo.EsÌee o únicolempoaìolor
do c c o, oLiseiê,o ún co iempoeri quehá fealzâção de lfabaho.
4qTEMPOEXPULSAO
A vá v! â de âdnìlssáo(.4)esÌáfechadae a vávulade escape(E),abertaOs gâsessãoe\putsosparàa
atmosleÉ â vávLra aberÌa,por rneo do movmenloascendente
pê do plstão,deternììnado pe o e xo moÌor
ern rnovlrnento Ao Í naldessasubda do pisláo,a vávulade escapese fechae, qLrafdo o ptsÌ:oco.neçaa
descer,a vávu a de admlssão se êbre,recomecando o c c o.
Pefceba, poressadescÍÇáo,quesó há um ternpomotor(odê êxpansão, tercero ternpodo cico) e q!e,
parâobtêìo, o molor tern de Íea izardo s g ros loLrqlratrotemposdo p stão).
O Ìrâbâho obÌdo nêsseúnicoternporìotordeveseÍ nìaiorqueo gastonosoLrtros. A ene g a necessãã
pafaproduzlf o inÍco do movmenlodo plsÌãodeveserÍornecda pe o motorde arrcnque.
Paranìelhorar o fendlnìentodosmoÌores, esÌesÍUnconarn,coTnurnenle, com qlrêtfo, selsou nìaisc n
drosdeÍasados, de modoq!e halêsempreum c lndronotempornotorNafigurâc, estárepresenÌado o elxo
de um molorde explosão com quaÍo ci ndÍosern nha.
r

FlguÍa <. Quãtro(ilindrosêm linha


num motor ã exPlosáo.

No erdeleçoeÌetrônicahttt://
www.chemcollective.ors/aprlets/
ensine.ph!SdescÌiptiôn(eminqÌês)você
encontÌaumasimuÌaçâo do funcioramentode um
motoÌ a erpÌosâode qüatrotempos(useo cursor
"ThÌottle"comoaceÌ€rador).
No erdereçoeÌetrônicohttp://wwìv.k rì/z.dê/
vnotor/v zylinds.htnÌ (en €spanhol)você Á Nosautomóveis,os motoresdispôem
lode üsuaÌizaÌ o tuncionànerto alternado usualmentede quaío, seisou makcilindros
dosquatÌociündrcsen tinha de un motor e sáoconstantementeaperfeiçoados,visando
aumentarseurendimento.

CaPÍuro9 . As LEs DAÌRMoDNÁMrca


211.
(UnB-DF)No frnaldo sécuìoxlx, a invenção c)
do úotor de combustãoioternâ- dáquina
térúica qüe emprcgaa ene.gialibêradâpor
combüstiv€isque dpìodem dent.o de.ilin-
drcs do moior permitiuo daenvôlvimento
dosveicuìosmotorizado$. Hojeâmaioriados
veiculosé impuìsionadapor motof de com-
bustãointernaà gasolina,ãáìcoolou adieseÌ.
Acerca dessetema, respondâàs seguintes
r
pel:untõ, justincandosuas.espostãs.
ã) O motormencionadoé cãpãzde thnsior
mar toda a energiatérúicã produzidana
combustáoefr tÍãbãlhoútil?
b) O rendimentode uma máquina ideal de
' Carnotdependêd6 temperaturas dasfon-
tes quente e lÍia e do tipo de substância
(vapor ou ouko fluido qualquer)utiÌizada

:'!;âìi: CusLpn)u* .ntnr Dieseloperadasesuinte


forma:ô ãr é inboduzidono ciìindro e com-
pÍimido ãdiabaticamente(sem hocas de !
calor) ãté atingir uma iemperâtúrãem que
umâ misturâdo óleo dieset,injetãdôno RnâÌ
desseperiodô, e o ar PossamqueimaÍ sem a
necessitede ignição.Essacombustãoprovo-
ca uma ìentâexpdsão a pressáocoústêôte,
que é sègúidâde outra dpansão adiabáticâ, ìiLi?E ryunesp) Um motor a gasolinaou ô áÌcool
ão nm da quaÌrealizase a descaryãdos gâses p,,Íl cser rFprF.Fnrddopor umd mi qL r.d 3
resultantesda combustáo,coúpletãndoo ci- térmica que segue o ciclo cujo inÍcio está
clo. O ciclo idealizadoaÈDieselé o s€guinte: rêpresentado na ngura.
pânindo do pontoá, o ar é comprimidoadìã-
bãiicmente atéatingirB,aquecidoâ pÍessâo
constanteatê C,dpandido adiabaticaoente
atéD e reslriadoa vôlumeconstanteaté,,1.
Quâldos diâgrâmasp I v(pressáo x volú-
me) reprcsentao cicÌo do motorDiesel?

I + 2:el pânsãoi sobári ca (admi ssãodo


combustivelno ciìindro à pressãoat-
mGlérica),Íepresentada no diagfafra

2 J ;:compressãoadiabátìca(Íechâúe.todâ
b) p váìnla de admissãoe compressãôdo
combustÍveÌ),representâdânodiâgrma

3 + 4:translormaçãoisométrica(etplosão,
absorçãode caÌoti
4 i 5rexpansáoâdiâbáticâ (reâlizaçàode
trabalhô pelô motor, giro do virabre
5 + 2:translormaçãoisométrica(eraustão,
fornecimento de calor ao mbiente)i e
2 + 1:compressão isobárica (elpuìsào de gâ'
sesresiduais,com válvuìade exâústão
aberÌa,à pressàoatmoslêrica).
!)
â) rcp.esenteo cicÌo comptetodestemotor
em úú diag.anâp x I/.
b) complete a tabeÌa seguinte, atribuindo
P a. â c a d â u m d o s q u a tro p ro c e s s oso
vaìor zero ou os sinais posìtivo (+) ou
neeativo( ) às grandezasa, Q e que
são,respectivamente, ^U,
o trabaÌlÌoreaìizado
pèlo ou sobÌe o motor. a quaniidade de
A Diagramadâ pressãopelo
. alô. re c e b i d ao u fo fn e c i d àp e l o m o to.
volumedo motor dê um
'e â vârjâçãôde ene.giâintêrnãdô úotor

Tendo como base as inlonnações dessas


ngurãs,analise,nas proposiçôesã següir,o
2: ii Drocessode luncionameDio do motôr citâdô,
em uni ciclo compÌeto,com âs suãsrespectì,
3 r,l vas bâÍslormaçõesgasosas(misturâdeare
, l :5 conbuslivel) em cadauna das etapasdesse
5 )2
Assinalea âlternâtivãcoÍeta,
(JEPB) Entre as máqüinâs térmi.âs âper-
â) Na 1" etapâ (de 0 áté .,1ê de ,4 até t): trans
Ieiçoadasno decorrerdo sêcuìoXX, aqúeìâ
tormações isôbáricãêâdiabática- ocorre
com a quâÌ ieÌnos mâjor contato é o motor
a adnÌissàodã mistufãde are combustível
a erplosão (ou de combustào üÌternâ), a
e, em seguida.de umâ comprêssãôdessa
álcooì ou a gasoÌina.Considereo prircípio
misturacom a subidado pistão.
de luDcìoiÌamentodo motor a explosãode
b) Nâ:ir etapa(de Ë até Ce C âté D):trâns-
um automóveÌde quatrotempos ou qüatro
lorhaçõesisovoÌumétricâe adiãbática-
etapase o diagramada pressãopelovohìnÌe
ocorre a explosão dâ Distürã, cãusâdâ
num ciclo completodesenvoÌvidopor esse
por umalaiscâeìórica orignìâdâpelàvela
motor,coniormeas ngura seglÌintg.
de igniçào,següidâde uda expa.são; o
motor realizarâbâlho, que é rêspônsávêl

c) Na 2retapa(deB até C):apens transÌor


mação isovolumétrìca
Pressãodessamistura com a subida do

O Nâ 3! etapa:(de D atéÁ): translormação


ìsovolumétrica ocorre a expìosãoda
mistura,causadapor uma laíscaeléidca
origi.âda peÌa vela de ignição;o motor
reàlizatÍabalho, que é responsáveÌpelo

e) Na 44etapar(de Á até ori apenastrans-


iornãçAo isobárica- ocorre a expulsão
dos gâsesÌesuìtantes,com a aberturada
váìvüladesaidae a subidado Dìstão.

Cilì ndro d omo to Íd e u ma u to m ó v e l .


^
DA TERMODINAMICA
O DESENVOLVIMENTO
PodernosconsideraÍque a hÌslóriêda Termodinâmicacomeçou há
pouc om aisde d o i s s é c u l o sq, u a n d otl v e fa mi n i ci o a5 pfi mei rasLentâ
tivas para criàí "nìiquinn! de cã or", iÍo é, dispositilosq!e pudessem
pÍoduzìreneÌglamecânicaà partìfde co'pos aqlecidos. Essas tenÌativas
desembocaíam na corìstrução de máqunâsa vapor,q!e uÌilizavama capa
cidàdedovãpordeáguaem produzlrmov mento.NoenÌa.to, asprimeÌas
máquinasdestetipo tìÌìhâmpoucàeliciência.Coubeêo engenheiroesco t
c ês J A M E S W Â T(1
T7 3 61 8 1 9 ),tra b a l h a n dnou mami qui naa vêpoÍrudi
mcntar,apcrfciçoála, paraq!e tivese melhor Ìendinento, patent--ando
ie! modeloem 1769.A parÌirde então,as máquinasa vâporpassarama
ser intensamente lti izadas,no bombeamentodc águade Íìrinas,no ac o'
name.Ìo de moinhosde farinha,em fiaçõese tecelage.s€ na fabÍicação
dc pap€1,tornandose um fatorfundamentalna Revoução InduÍÌia que
transfofmouo m!ndo. EntreÌanto, apcsãrdese! usoteÉsedii!ndido, aindê
eram ignoradosos prlncípiosteóricosem que se baseavam.

ffiffi JamêsWatt,retratâdoem 1792.

No edereço eÌehônicohttp://v{wì'.sciencemusêurÌLorq.uk/onìinê/
energyha[/theme Seeo/.2otheo/o20€nginesoó2oat%20ìÀ/ork.ãsp,
cÌique no link Seethe Boulton and Watt rotatrve stean engin€ at
vroÌk".xÌn seguida,cÌicandono botão'Next",vocêpode!áobs€Ìvarcada
detaÌhedo tuncionam€ntoda rÌìáouinade Watt.

observarq ue nessaépocaaindapredominavao modelo


É interessante
em que se consideÍavao caloÍ conìo um í uìdo. Somenteem meadosdo
i
séculoX X, com os Íàbalhos de MàyeÍeioule, à relacãode equivalência
entre caloÍ e energiamecánicaÍoi deÍinltlvamenteeíâbele(idâ, como ã
v ì m osno Cap Ítu l o4 . D ã í n a s c e !a p rÌm e i ral ei da Termodi nâmìca, q!e
nãdâm a s é q u e o p ri n c íp i od a c o n s e rv a ç ão da energi aapl i cadaaos
prccesos naturaisq!e envolvemtÌocasd€ ca or e realizaçãode Íabalho

Estudando as máqLinasa vapor,oiGjco francósNICOLASLEONARD


SÂDl CÀRNOT(1796 1812)conseg!iuestabeecero pÌincípiode funcio-
namenlodas máquinâsiérmjcas,anÌesde sereÍabe ecidaa scgundi leì
daT er m odjnâ mi cSe o a s c o n c l u s õ eps,
a . g u n dru u bl i cadas
em 1824no seu
livro ReÍ/eÌõessobfe n poténciamattìz .:lolaga, umi] dlferençade tem
perat!íaseÍiì Íundamentà paraque uÍna máq!ina téfnìicêiuncionasse,
lant oquant oum d e s n i v edle à l tu fâp a fãq u eÍu n ci onasseuma' oda-d' água.
Parececlaro q!e Cafnot estavaconscientedos Íundame.tosda prirneira
leÌ da TeÍnìodìnámicâ, embofaisso não tenhasido reconhecidopelà co
munidãdecientÍÍlcada época.Desenvolveu aìndaa noção de processos
feversívels,âbrìndocâÍìrinhoparââ seguÌìdaei da Ìermodlnâmica.
E M 18] ' 1,B EN O ÌTP AU LÉMIL EC L A PE YR ON {]799 ]864) P U bIi C A
scu trabalhoÁ potér.à motub do cã/or,abandonandoa idéia do "ca-
lór ic o"e dand o!mã J o rm !l a ç ã om a i sa c c s ív elparaa segundaìei da
Tcrmodinâmjca.Introduzìuo gráiìcopf€são x vo !me, apÍesentando o
clclo de Carnotde íormaobjctiva.Ese gÌáficorecebeuo nomede "gráíÌco

sadiCamot,rêtãtado em 1813.
^

.214 Os FUNDAMENÌo5
DAFi'ca
;
tta
Apesarde o en!nciado de Í!ncionànìentoda máq!lna támica ser consideradoãtuàÍnenrcumà maneirà
de enunciara segundalei daTefmodinâmlcâ, consìdeEseqle íol o ÍísicoêlemãoRUDOLFCLAUS|US (t 822 I 888)
q
quempelaprimeifavez/em I850, aenLrnciou.ApaftirdaíouÍos enLnciàdosforam pfopoÍos por váÌiosourros -E
cÌ ent is Ì as , r eo s q u a i sL O R D EKE L VIN
ent (1 8 2 41 907)c MA X P LA N C K(1858-1942).
E m 1865,C l al i suscr ou
o conceto de enÍopiã/ enunciandoentãosob outra foma a segundalci da Tefmodinâmicã. A inrerpfeLição
estêtistlcàda entíopla,entretanto,ÍoÌ iotrodlzida por LUDWIG BOLTZMANN(t 8.14I906) em 1872. ó
Desenvolvlmentos postêriores dã Termodi.âmlcaocoÍcram aindà com os úabahos do c e.risiâ alemão
HE RM Â NNLUD W ICF E R D IN A N D VON H EL MH OLIZ(18211894)edofÍsi coematenìáti co.ortc d,Ì,c,Lano
j oS t A HW t LLA R D C T B BS (r 8 1 9 -1 9 0 1 ).

JosiahWGibbs,emselo<omemorativolânçãdopelo
^ sêrvicooostâlnorte-americãno,

Consult€a Linhado Temlo, nasprimeiraspáginõ seupssinisno, Schopenhauer combateu fonemente


destevoÌume.nd oudìsãod*indìddoso" pÌi".ipàis a fiÌosofiâde HeqeÌe influ€nciouo pensamento
de
à_onre.ire-ro:his.óri!osdd épo.dde CarnorC-.u
sis. K"ìvir ê ôur'os-ores ;mportdntesno de\envo- CìãÌÌesDàr'rin (18091882),nâtìrralisra ingÌês,
ünen-o daTenodïdì(a lde l/90 . 1888t,dlemdp é comideÌadoo ÍesponsâveÌ por una novânaneúa de
!*sonagensim!ôrtaìtes, qìreváriosÍaÍÌos deatiüda- ver a naturcza.Einsenüwo nais fãmoso,-4o/igen dd.t
de,que úveÌan nessenesrro pêÌíodo. espé.r'es(1859),
intÌoduziuã idéiadeevoÌução a laltir
Dentre€les,saliertanos: de un ancesiralconun por n€io da seLeção natüal,
NapoÌ êáloo n a !à l te ( ,6 9 -l 8 rr)l o j d u rdne que se tomou â expücaÇão ciêntifica doninante para
" ' o d d.rd ,,d ,F mb or"
oüÌ z êar oso d i -j g ê -1.à id a diversidadêde espéciesna natueza.
gov er na(
e o pa( desde Ì/ô o ." n Ì3 0 - .o " o r s e ;n- JoaquinMariatÍà.hado de Assis(183s190e),
p€rador,adotandoo titnlo d€ NapoLeão L conqústou cÌo sta, contista,dranaturgo, jomalista,poda, no
e gowmouqcnde odnedd Lu-opaí"rFaì dur-rê o v€üsta,loÍÌancisia, ctÍtico e esaista brasiÌeÍo.é con-
p€íodoen queesteveno loder sideÌâdoum dosnaioresescritoÉsÌeaÌistasdetodo o
D. PêdÌoI {1798-1834), !íncipe portüguês, ficou nundo. ËscÌerenobÌasdo poÌte deNenótiasústumos
no BÍasiÌcono Ìegenteda coÌônia,quandoseupai, deRtú Cubas, Don Casmuioe 0üincdsBorÕa.toi un
D. Joãor,t, voÌtoua PoÌtugaÌ.ÍntÌetanto, em 7 dê dostundadoÌesda ÁcadeniaBr4ileüa de Letras,ìoje
setêrnbrode 1822,romleu definitivanenteosúÌtinos chaÌnadaCasadeMacladode Asis.
vincuÌosentreBrasiÌ€ PoÌtugal€ decÌaÌoua indelen- FiodorDostoiwski(1821-1881), escitorÌusso,foi
dêlcia do Lapériodo BÌasiÌ,tomando-seseulrineiro uúa dasnâioes !*sonaüdãdesda ÌiteratuÌa Ìssa €
co$ideÌadoo tundadordo eÍstênciaÌisno. Enüesuas
Jdme,C*k Ì.raxwel( 8?Ì Ì8/0) 5írô êÍoces. obÌasnãis inpoÌlantes estãoReco dÇões da casadas
denonsironqüeI foÌçãseÌéúcar € asto4ar Ínâgné- nortos, Üime e cãsügae As imãÒsratu azov,èste
ticassãodob asp€ctosdifeÌentesdonesno f€nôneno, úLiino cônsideÌado por Freudo naior ioÍÌancede
o eÌetÌomagnetisnô.ContiibuiìrtarÌrbénlan o dêsên-
voLümentoda teoÌia cinéticadosgãsês. rÌédéricCholin (18101849),nnsicopoÌonês, é
A t huÌ S ch o p e n h a u êíÌ7
r 8 8 8 6 0 ì Íìo s o l o considerado un dosnaioresconpositôÌes de leças
dlemãoü,dlionalista.inrÌodlziuo hudisro " o p"r pea pieo. Suanúsicaten un ãcentoronânticocheio
saÍÌentoindido na netafisica aÌenã. Conhecido!oÌ de neÌancoüa,àsvêzesde üna pungentetristeza.

CÁPiÌulo9 . As L4 DÁÌRMoDNÂM@ zr5.


P,Í23 a) = 160,.1w/m] = 1 ,,1.71 0 ìJ

P,129a) R$ L296,00

P ,1 3r40 'C

propostot
Testes
Ì.r29d lll0e Ì1 3 1 e Ì,1 3 2 d
Ì.1 3sd LÍ 36b 1 1 3 7 d T ,1 3 8 ã Ì 139 e T, 140d
Ì,1 41. Ì 142. Ì.1 4 3e Ì.1 4 4a el,rl ! = r,t
lr45 somà= 26 (02+ 03 + l6)
_T . 147
rr4 6e c Ì,1 4 8a r
Testesualeituta
L.la h L19 soma= 30 {01ì+ 04 + 03 + 16)
1 .20s om a= 19( 0r + 0 2 r 1 6 ) t.21 d L,22 a P,149à) I
p,156 lu = ç,5

$ (apítulo8 P.r51 a) Os ÍesLlradosdà ter.enã .o Lna d, tabeta,quc iirl


dosgases
Estudo cam seÌconíanteô produloI y.

propostos
ExeÌcídos
P.1325 X b) 450N
P,113a) Ìraf íormação isobárict P,1545 kg
Pí55 a) B00.mr b) 4OON/ml . ) 1 0 2'C
90 P1s6 âprorimãdamente
t2,4 l0'ho é.ulas
P1s7 a) 2i0 mols b l 1 8 , 7 5m o l s
j

propostos
Ìêstes
T,149c T,150d T.151e Ì.152a l í51c L15rtb
l5
l0 T,r55d Ì156 b Ì.r57a Ì.158d
Ì,161i T.162d 1163à Ì164 b rr65 n I.166b
1 5 0 2 0 0 4 t0 r(K) Ì167. Ì168 b T.r69(0B 1I.170. T,171
è Ì172 a

P.l35 a) TÍaníormaçãoisocórlca
Teste
sualeituÍa
L.23. 1.21. t,25 à

1 ,5
3 ,0
! (apítulo9
AsleisdaTermodinâmica
pÌoposÍos
ExeÍddos
."ò r tK) P ,tsS Jr tl r l , i .t,ê.\oo
èelr.o,Z " .r, ' 8d

P .159 aì rj = 3,r1 . l O'N rnrrp, = J,J2 l orN /m:


e137 il,l2 5 aÌm;2 ,sm l b) :2,J3 , r O' J
P.l38 l,0l . 10'" molé.uÍàs c) pelÒÍlás(eÌpânsâo)
b) 809
P l 60 a) Ìj = l .i JosK rL = 120,3K
bl 1,2.r0' J
P.1,10al 586 K (313 'C) bJ 4E cl sohreô sás(compre$ão)
P . í 41 4 84 ,s.C dl ,4. r0' J
P.142a) L prì zTri 2vn
c l = : 1 , 9 '1 0 'J
| &. , ,,
P.l62 a) : ilrjl K; :,181 K 5 . 10',J
b ) =i l l o ' l d) I . 1 o ', J

.5|o Os FUNDAMENÌoS
DÀFk ca
P .1061,2 l 0' kl ;2,4 l 0' kl
P,164â) ,lomoh b) 400J .) zerô P 13710.1,5J o! 25cà; e = 2
P.165al compre$ãoisotéÍm.à (pìVj = PjV, P.r88 0,5(5010)
bì 2ô3,3 ( C189à) = 0,263(ou26,81ì

dl 9 ,s . 1 04J
e) PeÍdecaoÍ, paÍa cÒmpensar a cfcrSÈ qle Fcebe na
= õ = - 9, 5 r O r J
fo Ìmadet r abalhÒ ; Q
P,191a) 0,.ì5 (ou 25'Xì b) 4s0 cal
b) 900l
b) lmpo$ive!, pois o Ìend menlo máximo entre essâs
b ) -8 1 0' l
remperatr.s é0,1 (10%).
P.r6 0a ) :2,5 . lor N/ m l c ) 7 ,5 . 0 ' J
P.19X9 J
b) = r,83 ro'l d) r,r3-r0'J
P194 a) 8 . lo;J bÌ I lor J r
P 1 9 5 a r I O OK bl l2.3O0J c ) l 2 . 3 O Oj
P , 1 9 60 , 5 0a l m j - 1 2 6'C
b l = l,87 . l0r J P,197i) = Â|-], = = 1.000|
õ = 2 0 l i p € l o^t/g á s ) õ
b ) ^U ; =l s J h e o B á s ) ; õ Í =l 0 l
.) 2.r0 1
b) 2 l o 'J
. ) Q = 1 . 0 2 0J jQ =l o l s l ; Q =l . 0 l 0 J
P r 9 3 õ =4 t , r . ( p r p)
b) 50 ol
c) Ovolume d minui; à pressãoautrìeflaealemperaÌufa
P.200aJ zero bi B0l c) 301
P . 2 0 1l 0 ro" l
P . 2 0 2à \ Í j - 6 o t , / <i r ) = 2 . 4 0 6 , 7K p , = 1 . l 0 ' N / m '
b ì 2 , 1 . t 0 'j

P203 a) l. son.ntc cm (1, poÈ o gásseexpaide


I Em KL (cxpansãoisoiérmicaleem lM (aumeitanì
a tcnrpcraturae a enerSianle.na).
b) L Ir > Ìr lisoteÌmamaisaíastadido5e xot.
| . ci.Lo no seftido anii-hoÍáÍio+ cÒnvèÍsão
dc tra
f balhoem calor r ÍuncionamenÌodo Íeftigeíador
a) ,1,0.r o' J
P .204
bl l o,rj ' c
É
e20sa) Ir = 600K ;p.= 4,0.10!N /ni
ë bl zcro, nosdoÈ proce$os b) 300J
c) sim;o ÌÌódulo do tDbalhoé ma or no píocesso(maiof c) 2.0001
3 áre à)jõr = - 2, . 1 10' J ; õr = 610' J
: d A q' . ir iJ " l" dÊ , , r êm ódLv . . o 1 0 b) 0,75(o! 75old
"lo
menoÍqueÒmáxmo teor
c) Sim,polsrcmr.ndimenio
Ai- 2, 1. 10 1) Q ) = 6 úJ camente (domoiordeCarnot).
possível
P,173a) i^ (isôtemamaisajanadndos ei\os)
b) = Àur= bi il 'c
^u ^ur _
d a,<4,<4, pÌopostos
Testes
P.179
3.735l)
-3.735) I . 1 7 5ã 1,176. Í . 1 7 7. I . 1 7 Aa Ì179 a llA0 3
P.1805.10'l
rr3l b l Í 8 2 s Õ m a =l 5 ( 0 +0 2 +0 4 +0 3 ) Ì.183d
P.]8 1 8 l0 'j; 8. I 0' J i LÌ abaho r c alor
Ì.134€ rr85d T.186a rla7. T,18ad T.189d
P,182ã) a,i, = ,l . I OrJ lpclo gás),õ!. = 0, õ.' = 2 lorJ
Ì1c0.umJ= a Lor+ u3+ J)l T,19rc Ll 92 b
Gobfeô gát; õü = 0
b) aumentode eneígla nteÌnaiÁ8 € DÁ; dim nu ção de T.193a 1194c T,l 9ssomà= 22(02+ 04+ r6)
enerBa inrehà: ace cll Lí96c 1197e 1198a L199a Ì.200e T,201 d
.) caoÍ em trabalho(ci.lo em s.nlido horáfoì 1202. Ì.203soma= 25101+ 03 + 16) 1204e
T.205a
P.i83 8 10_w
âl õÁ j= r,j IO a l ;õ Á.= O:a t\= 2 ,2 5 ' 1 011 Teste
sualeituÍa
b o \'r.ion- " ". l o " m .r.l l '
' b .l "
â das fontes,masnão da sLbs
b) Depefdeda tempeÍâtu
dÌ 1, 2. r 0 1 w
P.1850, 125( ou1 2 ,5 % )

51r.

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