Você está na página 1de 149

03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II

Evandro Paulo Folletto

Unifacear - Centro Universitário

2021

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Diagrama tensão-deformação
σc

f ck

0,85·f cd

εc
εc2 εcu
Fonte: adaptado da ABNT NBR 6118.

Conforme o item 8.2.10 da ABNT NBR 6118, para concretos até C50:

εc2 = 2, 0 h
εcu = 3, 5h
Onde εc2 é o valor da deformação especı́fica de encurtamento do concreto no
inı́cio do patamar plástico e εcu é correspondente a deformação especı́fica de
encurtamento do concreto na ruptura.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Hipóteses básicas
Conforme o item 17.2.2 da ABNT NBR 6118, na análise de uma seção
resistente de uma viga ou pilar, devem ser consideradas as seguintes
hipóteses básicas:
a) as seções transversais se mantêm planas após a deformação;
b) a deformação das barras passivas aderentes ou o acréscimo de
deformação das barras ativas aderentes em tração ou compressão deve ser
a(o) mesma (o) do concreto em seu entorno;
c) para armaduras ativas não aderentes, na falta de valores experimentais e
de análises não lineares adequadas, os valores do acréscimo das tensões
para estruturas usuais de edifı́cios estão apresentados a seguir, devendo
ainda ser divididos pelos devidos coeficientes de ponderação (este item não é
detalhado pois não é objeto desta disciplina);
d) as tensões de tração no concreto, normais à seção transversal, devem ser
desprezadas no ELU;
e) a distribuição de tensões no concreto é feita de acordo com o diagrama
parábola-retângulo, com tensão de pico igual a 0, 85fcd . Esse diagrama pode
ser substituı́do pelo retângulo de profundidade y = λx, onde o valor do
parâmetro λ pode ser tomado igual a:
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
- λ = 0, 8, para fck ≤ 50 MPa; ou
- λ = 0, 8 − (fck − 50)/400, para fck > 50 MPa.
A tensão constante atuante até a profundida y pode ser tomada igual a:
σcd = αc · fcd , no caso da largura da seção, medida paralelamente à linha
neutra, não diminuir a partir desta para a borda comprimida;
σcd = 0, 9 · αc · fcd , no caso contrário.
A Figura abaixo ilustra o mencionado:

σcd = 0,9·αc·f cd
σcd = αc·f cd σcd = αc·f cd σcd = 0,9·αc·f cd σcd = αc·f cd

L.N.

Sendo αc definido como:


- concretos de classes até C50, αc = 0, 85;
- concretos de classes de C50 até C90, αc = 0, 85 · [1 − (fck − 50)/200].

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
A imagem abaixo mostra o diagrama parábola-retângulo:

εcu=3,5‰ σcd σcd

2‰
y=λx
x
h
L.N.

Fonte: adaptado de Bastos (2015).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
f) a tensão nas armaduras deve ser obtida a partir dos diagramas
tensão-deformação;
O valor de fyk para os aços sem patamar de escoamento é o valor da tensão
correspondente à deformação permanente de 0,2%.
σs

f yk
f yd

Es
εs
Fonte: adaptado da ABNT NBR 6118.

Conforme o item 8.3.5 da ABNT NBR 6118, na falta de ensaios ou valores


conhecidos pelo fabricante, o módulo de elasticidade do aço Es pode ser
admitido igual a 210.000 MPa.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
g) o estado limite último é caracterizado quando a distribuição das
deformações na seção transversal pertencer a um dos domı́nios definidos na
Figura.

Fonte: ABNT NBR 6118.

O diagrama de domı́nios representa todas as condições limite para as


deformações que podem ser atingidas pela seção de concreto antes da
ruptura da peça.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Ruptura convencional por deformação plástica excessiva:
- reta a: tração uniforme;
- domı́nio 1: tração não uniforme, sem compressão;
- domı́nio 2: flexão simples ou composta sem ruptura à compressão do
concreto (εc < εcu e com o máximo alongamento permitido).
Ruptura convencional por encurtamento-limite do concreto:
- domı́nio 3: flexão simples (seção subarmada) ou composta com ruptura à
compressão do concreto e com escoamento do aço (εs ≥ εyd );
- domı́nio 4: flexão simples (seção superarmada) ou composta com ruptura à
compressão do concreto e aço tracionado sem escoamento (εs ≤ εyd );
- domı́nio 4a: flexão composta com armaduras comprimidas;
- domı́nio 5: compressão não uniforme, sem tração;
- reta b: compressão uniforme.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Agressividade do ambiente
Conforme o item 6.4.2 da ABNT NBR 6118, nos projetos das estruturas
correntes, a agressividade ambiental deve ser classificada de acordo com o
apresentado na Tabela 6.1 e pode ser avaliada, simplificadamente, segundo
as condições de exposição da estrutura ou de suas partes.

Fonte: ABNT NBR 6118.


Item 6.4.2 da ABNT NBR 6118: o responsável pelo projeto estrutural, de
posse de dados relativos ao ambiente em que será construı́da a estrutura,
pode considerar classificação mais agressiva que a estabelecida acima.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Correspondência entre a classe de agressividade e a qualidade do
concreto
Conforme o item 7.4.2 da ABNT NBR 6118, ensaios comprobatórios de
desempenho da durabilidade da estrutura frente ao tipo e classe de
agressividade prevista em projeto devem estabelecer os parâmetros mı́nimos
a serem atendidos. Na falta destes e devido à existência de uma forte
correspondência entre a relação água/cimento e a resistência à compressão
do concreto e sua durabilidade, permite-se que sejam adotados os requisitos
mı́nimos expressos na Tabela 7.1.

Fonte: ABNT NBR 6118.


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Cobrimento
Conforme o item 7.4.7.2 da ABNT NBR 6118, para garantir o cobrimento
mı́nimo (cmin ), o projeto e a execução devem considerar o cobrimento nominal
(cnom ), que é o cobrimento mı́nimo acrescido da tolerância de execução (∆c ).
Assim, as dimensões das armaduras e os espaçadores devem respeitar os
cobrimentos nominais, estabelecidos na Tabela 7.2 da norma, para
∆c = 10mm. O item 7.4.7.3 diz que para as obras correntes, o valor de ∆c
deve ser maior ou igual a 10 mm.
Já o item 7.4.7.4 diz: quando houver um controle adequado de qualidade e
limites rı́gidos de tolerância da variabilidade das medidas durante a execução,
pode ser adotado o valor ∆c = 5mm, mas a exigência de controle rigoroso
deve ser explicitada nos desenhos de projeto. Permite-se, então, a redução
dos cobrimentos nominais, prescritos na Tabela 7.2, em 5 mm.
O item 7.4.7.6, comenta que para concretos de classe de resistência superior
ao mı́nimo exigido, os cobrimentos definidos na Tabela 7.2 podem ser
reduzidos em até 5 mm.
O item 8.2.1 da ABNR NBR 6118 especifica que deve ser utilizado, para
concreto armado, classe C20 ou superior. A classe C15 pode ser utilizada
apenas para obras provisórias ou concreto sem fins estruturais.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
A Tabela 7.2 da ABNT NBR 6118 citada, é mostrada:

Fonte: ABNT NBR 6118.


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Módulo de elasticidade
Conforme o item 8.2.8 da ABNT NBR 6118, pode-se estimar o valor do
módulo de elasticidade inicial usando (para concreto até C50):
p
Eci = αE · 5600 fck

Em que Eci e fck são dados em MPa. O parâmetro αE é tomado igual a 1,2
para basalto e diabásio; 1,0 para granito e gnaisse; 0,9 para calcário; 0,7 para
arenito.
O módulo de deformação secante pode ser estimado pela expressão:

Ecs = αi · Eci

Onde:

fck
αi = 0, 8 + 0, 2 · ≤ 1, 0
80
No mesmo item da norma: na avaliação do comportamento de um elemento
estrutural ou seção transversal, pode ser adotado módulo de elasticidade
único, à tração e à compressão, igual ao módulo de deformação secante Ecs .
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Resistência à tração
Conforme o item 8.2.5 da ABNT NBR 6118, na falta de ensaios, pode-se
adotar:

fctk ,inf = 0, 7fct ,m

fctk ,sup = 1, 3fct ,m

Para concreto de classe até C50:

2/3
fct ,m = 0, 3fck

Para concreto de classes até C55 até C90:

fct ,m = 2, 12ln(1 + 0, 11fck )

Onde fct ,m e fck são expressos em MPa.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Estados-limites últimos - ELU
ELU - ABNT NBR 8681 (item 3.2): o estado limite último é um estado que,
pela sua simples ocorrência, determinam a paralisação, no todo ou em parte,
do uso da construção.
ELU - ANBT NBR 6118 (item 3.2.1): estado-limite relacionado ao colapso, ou
a qualquer outra forma de ruı́na estrutural, que determine a paralisação do
uso da estrutura.
Item 4.1.1 da NBR 8681: no projeto, usualmente devem ser considerados os
estados limites últimos caracterizados por:
a) perda de equilı́brio, global ou parcial, admitida a estrutura como um corpo
rı́gido;
b) ruptura ou deformação plástica excessiva dos materiais;
c) transformação da estrutura, no todo ou em parte, em sistema hipostático;
d) instabilidade por deformação;
e) instabilidade dinâmica.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Estados-limites de serviço - ELS
ELS - ABNT NBR 8681 (item 3.3): estados que, por sua ocorrência, repetição
ou duração, causam efeitos estruturais que não respeitam as condições
especificadas para o uso normal da construção, ou que são indı́cios de
comprometimento da durabilidade da estrutura.
ELS - ABNT NBR 6118 (item 10.4): são aqueles relacionados ao conforto do
usuário e à durabilidade, aparência e boa utilização das estruturas, seja em
relação aos usuários, seja em relação às máquinas e aos equipamentos
suportados pelas estruturas.
Item 4.1.2.1 da ABNT NBR 8681: no perı́odo de vida da estrutura, usualmente
são considerados estados limites de serviço caracterizados por:
a) danos ligeiros ou localizados, que comprometam o aspecto estético da
construção ou a durabilidade da estrutura;
b) deformações excessivas que afetem a utilização normal da construção ou
seu aspecto estético;
c) vibração excessiva ou desconfortável.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Ações
O item 3.4 da ABNT NBR 8681 define ações como sendo as causas que
provocam esforços ou deformações nas estruturas.
Conforme o item 11.2.1 da ABNT NBR 6118, na análise estrutural deve ser
considerada a influência de todas as ações que possam produzir efeitos
significativos para a segurança da estrutura em exame, levando-se em conta
os possı́veis estados limites últimos e os de serviço.

Classificação das ações: conforme o item 4.2.1 da ABNT NBR 8681, para o
estabelecimento das regras de combinação das ações, estas são
classificadas segundo sua variabilidade no tempo em três categorias:
a) ações permanentes;
b) ações variáveis;
c) ações excepcionais.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Ações permanentes
O item 11.3.1 da ABNT NBR 6118 define ações permanentes aquelas que
ocorrem com valores praticamente constantes durante toda a vida da
construção. Também são consideradas permanentes as ações que aumentam
no tempo, tendendo a um valor-limite constante.
Conforme o item 4.2.1.1 da ABNT NBR 8681, consideram-se como ações
permanentes:
a) ações permanentes diretas: os pesos próprios dos elementos da
construção, incluindo-se o peso próprio da estrutura e de todos os elementos
construtivos permanentes, os pesos dos equipamentos fixos e os empuxos
devidos ao peso próprio de terras não removı́veis e de outras ações
permanentes sobre elas aplicadas;
b) ações permanentes indiretas: a protensão, os recalques de apoio e a
retração dos materiais.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Ações variáveis
Conforme o item 4.2.1.2 ABNT NBR 8681, consideram-se como ações
variáveis as cargas acidentais das construções, bem como efeitos, tais como
forças de frenação, de impacto e centrı́fugas, os efeitos do vento, das
variações de temperatura, do atrito nos aparelhos de apoio e, em geral, as
pressões hidrostáticas e hidrodinâmicas. Em função de sua probabilidade de
ocorrência durante a vida da construção, as ações variáveis são classificadas
em normais ou especiais:
a) ações variáveis normais: ações variáveis com probabilidade de ocorrência
suficientemente grande para que sejam obrigatoriamente consideradas no
projeto das estruturas de um dado tipo de construção;
b) ações variáveis especiais: nas estruturas em que devam ser consideradas
certas ações especiais, como ações sı́smicas ou cargas acidentais de
natureza ou de intensidade especiais, elas também devem ser admitidas
como ações variáveis. As combinações de ações em que comparecem ações
especiais devem ser especificamente definidas para as situações especiais
consideradas.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Ações excepcionais
Ações excepcionais na ABNT NBR 8681 (item 4.2.1.3): consideram-se como
excepcionais as ações decorrentes de causas tais como explosões, choques
de veı́culos, incêndios, enchentes ou sismos excepcionais. Os incêndios, ao
invés de serem tratados como causa de ações excepcionais, também podem
ser levados em conta por meio de uma redução da resistência dos materiais
constitutivos da estrutura.
Ações excepcionais na ABNT NBR 6118 (item 11.5): no projeto de estruturas
sujeitas a situações excepcionais de carregamento, cujos efeitos não possam
ser controlados por outros meios, devem ser consideradas ações
excepcionais com os valores definidos, em cada caso particular, por Normas
Brasileiras especı́ficas.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Valores das ações
Ações permanentes: conforme o item 11.6.1.1 da ABNT NBR 6118, para as
ações permanentes, os valores caracterı́sticos devem ser adotados iguais aos
valores médios das respectivas distribuições de probabilidade, sejam valores
caracterı́sticos superiores ou inferiores.

Ações variáveis: conforme o item 11.6.1.2 da ABNT NBR 6118, os valores


caracterı́sticos das ações variáveis, Fqk , estabelecidos por consenso e
indicados em Normas Brasileiras especı́ficas, correspondem a valores que
têm de 25 % a 35 % de probabilidade de serem ultrapassados no sentido
desfavorável, durante um perı́odo de 50 anos, o que significa que o valor
caracterı́stico Fqk é o valor com perı́odo médio de retorno de 174 anos a 117
anos, respectivamente.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Combinação de ações
Conforme o item 11.8.1 da ABNT NBR 6118, um carregamento é definido pela
combinação das ações que têm probabilidades não desprezı́veis de atuarem
simultaneamente sobre a estrutura, durante um perı́odo preestabelecido.
A combinação das ações deve ser feita de forma que possam ser
determinados os efeitos mais desfavoráveis para a estrutura; a verificação da
segurança em relação aos estados-limites últimos e aos estados-limites
de serviço deve ser realizada em função de combinações últimas e de
combinações de serviço, respectivamente.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Combinações últimas
Conforme o item 11.8.2 da ABNT NBR 6118, uma combinação última pode
ser classificada como normal, especial ou de construção e excepcional.
Combinações últimas normais (item 11.8.2.1): em cada combinação devem
estar incluı́das as ações permanentes e a ação variável principal, com seus
valores caracterı́sticos e as demais ações variáveis, consideradas
secundárias, com seus valores reduzidos de combinação, conforme ABNT
NBR 8681.
Combinações últimas especiais ou de construção (item 11.8.2.2): em
cada combinação devem estar presentes as ações permanentes e a ação
variável especial, quando existir, com seus valores caracterı́sticos e as demais
ações variáveis com probabilidade não desprezı́vel, de ocorrência simultânea,
com seus valores reduzidos de combinação, conforme ABNT NBR 8681.
Combinações últimas excepcionais (item 11.8.2.3): em cada combinação
devem figurar as ações permanentes e a ação variável excepcional, quando
existir, com seus valores representativos e as demais ações variáveis com
probabilidade não desprezı́vel de ocorrência simultânea, com seus valores
reduzidos de combinação, conforme ABNT NBR 8681. Nesse caso se
enquadram, entre outras, sismo e incêndio.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
A tabela 11.3 da ABNT NBR 6118 mostra as diferentes formulações para as
combinações de ações mencionadas.
A combinação que será alvo de estudo nesta disciplina é aqui escrita, se trata
da combinação última (ELU) para combinações normais - esgotamento da
capacidade resistente para elementos estruturais de concreto armado:

Fd = γg Fgk + γεg Fεgk + γq Fq1k + ∑ ψ0j Fqjk + γεq ψ0ε Fεqk
onde:
Fd - é o valor de cálculo das ações para combinação última;
Fgk - representa as ações permanentes diretas;
Fεk - representa as ações indiretas permanentes como a retração Fεgk e
variáveis como a temperatura Fεqk ;
Fqk - representa as ações variáveis diretas das quais Fq1k é escolhida
principal;
γg , γεg , γq , γεq - coeficientes de ponderações que serão vistos na sequência;
ψ0j - coeficiente que será visto na sequência.
Desconsiderando as ações indiretas:

Fd = γg Fgk + γq Fq1k + ∑ ψ0j Fqjk
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Combinações de serviço
Conforme o item 11.8.3 da ABNT NBR 6118, as combinações de serviço são
classificadas de acordo com sua permanência na estrutura e devem ser
verificadas como estabelecido a seguir:

a) quase permanentes: podem atuar durante grande parte do perı́odo de vida


da estrutura, e sua consideração pode ser necessária na verificação do
estado-limite de deformações excessivas;

b) frequentes: repetem-se muitas vezes durante o perı́odo de vida da


estrutura, e sua consideração pode ser necessária na verificação dos
estados-limites de formação de fissuras, de abertura de fissuras e de
vibrações excessivas. Podem também ser consideradas para verificações de
estados-limites de deformações excessivas decorrentes de vento ou
temperatura que podem comprometer as vedações;

c) raras: ocorrem algumas vezes durante o perı́odo de vida da estrutura, e sua


consideração pode ser necessária na verificação do estado-limite de
formação de fissuras.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Combinações quase permanentes de serviço (CQP) - nas combinações
quase permanentes de serviço, todas as ações variáveis são consideradas
com seus valores quase permanentes ψ2 Fqk :

Fd ,ser = ∑ Fgi ,k + ∑ ψ2j Fqj ,k


Combinações frequentes de serviço (CF) - nas combinações frequentes de
serviço, a ação variável principal Fq1 é tomada com seu valor frequente
ψ1 Fq1k e todas as demais ações variáveis são tomadas com seus valores
quase permanentes ψ2 Fqk :

Fd ,ser = ∑ Fgi ,k + ψ1 Fq1k + ∑ ψ2j Fqj ,k


Combinações raras de serviço (CR): - nas combinações raras de serviço, a
ação variável principal Fq1 é tomada com seu valor caracterı́stico Fq1k e todas
as demais ações são tomadas com seus valores frequentes ψ1 Fqk :

Fd ,ser = ∑ Fgi ,k + Fq1k + ∑ ψ1j Fqj ,k

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Coeficientes de ponderação das ações ELU
Conforme o item 11.7.1 da ABNT NBR 6118, os valores para os coeficientes
de ponderação das ações para verificação do Estado Limite Último (ELU) são
dados nas Tabelas 11.1 da ABNT NBR 6118, resultantes de γf 1 · γf 3 .

Fonte: ABNT NBR 6118

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Coeficientes de ponderação das ações ELS
Conforme o item 11.7.2 da ABNT NBR 6118, em geral, o coeficiente de
ponderação das ações para estados-limites de serviço é dado pela expressão:

γf = γf 2

Onde γf 2 tem o valor variável conforme a verificação que se deseja fazer


(tabela seguinte).
γf 2 = 1 para combinações raras;
γf 2 = ψ1 para combinações frequêntes;
γf 2 = ψ2 para combinações quase permamentes.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Fonte: ABNT NBR 6118

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Vão efetivo
Conforme o item 14.6.2.4 da ABNT NBR 6118, quando os apoios puderem ser
considerados suficientemente rı́gidos quanto à translação vertical, o vão
efetivo deve ser calculado pela seguinte expressão:
lef = L0 + a1 + a2
onde:
(
t1 /2
a1 ≤
0, 3 · h
(
t2 /2
a2 ≤
0, 3 · h

t1 L0 t2
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Estruturas usuais de edifı́cios - aproximações permitidas
Conforme o item 14.6.6 da ABNT NBR 6118, pode ser utilizado o modelo
clássico de viga contı́nua, simplesmente apoiada nos pilares, para o estudo
das cargas verticais, observando-se a necessidade das seguintes correções
adicionais:
a) não podem ser considerados momentos positivos menores que os que se
obteriam se houvesse engastamento perfeito da viga nos apoios internos:

Fonte: adaptado de Bastos (2015).


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
b) quando a viga for solidária com o pilar intermediário e a largura do apoio,
medida na direção do eixo da viga (aqui chamada de b), for maior que a
quarta parte da altura do pilar, não pode ser considerado o momento negativo
de valor absoluto menor do que o de engastamento perfeito nesse apoio:

Fonte: adaptado de Bastos (2015).


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
c) quando não for realizado o cálculo exato da influência da solidariedade dos
pilares com a viga, deve ser considerado, nos apoios extremos, momento
fletor igual ao momento de engastamento perfeito multiplicado pelo
coeficiente:
rinf + rsup
rviga + rinf + rsup
sendo:
Ii
ri =
Li
onde:
ri - é a rigidez do elemento i no nó considerado;
rinf - rigidez do lance inferior do pilar;
rsup - rigidez do lance superior do pilar;
rviga - rigidez do tramo extremo da viga;
Meng - momento de engastamento perfeito da viga no pilar extremo,
considerando engastamento perfeito no pilar intermediário, dado por:

q · L2
Meng =
12
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Para a rigidez da viga Li é o vão efetivo entre o apoio extremo e o
intermediário.
Já para a rigidez do pilar, Li é encontrado como indica a figura que segue:

Fonte: adaptado da ABNT NBR 6118.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 1/2
Fonte: Bastos (2015).
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Equilı́bro forças normais
Resultante das tensões de compressão no concreto em equilı́brio com a
resultante das tensões de tração na armadura As :
Rcc = Rst (1)
A força resultante das tensões de compressão no concreto, é dada por:
Rcc = σcd · A0c (2)
Sendo:
A0c = bw · 0, 8 · x e σcd = 0, 85 · fcd
Substituindo A0c e σcd na expressão (2):
Rcc = 0, 85 · fcd · bw · 0, 8 · x
Rcc = 0, 68 · bw · x · fcd (3)
Já a resultante das tensões na armadura tracionada é dada por:
Rst = σsd · As (4)
Onde:
σsd - tensão de cálculo na armadura tracionada;
As - área de aço da armadura tracionada.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Equilı́brio de momentos
Msol = Mres = Md (5)
Md = Rcc · Zcc (6)
Md = Rst · Zcc (7)
Onde:
Rcc · Zcc - momento interno resistente pelo concreto;
Rst · Zcc - momento interno resistente pela armadura tracionada.
Sendo:
Zcc = d − 0, 4 · x (8)
Substituindo (3) e (8) em (6):

Md = 0, 68 · bw · x · fcd · (d − 0, 4 · x ) (9)

Onde:
bw - largura da seção;
x - posição da linha neutra;
fcd - resistência do concreto à compressão;
d - altura útil;
Md - momento interno resistente pelo concreto comprimido.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Substituindo (4) e (8) em (7):

Md = σsd · As · (d − 0, 4 · x ) (10)

Isolando a área de armadura:


Md
As = (11)
σsd · (d − 0, 4 · x )

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Permanência das seções planas
A relação entre as deformação de cálculo na armadura (εsd ) e no concreto
(εcd ):
εcd x
= (12)
εsd d −x
Sabendo que:
x
βx =
d
Reescrevendo-se 12 em função de βx :

εcd
βx = (13)
εcd + εsd
Conforme o item 14.6.4.3 da ABNT NBR 6118, a capacidade de rotação dos
elementos estruturais é função da posição da linha neutra no ELU. Quanto
menor for x /d, tanto maior será essa capacidade.
Para proporcionar o adequado comportamento dútil em vigas e lajes, a
posição da linha neutra no ELU deve obedecer aos seguintes limites:
x /d ≤ 0, 45, para concretos com fck ≤ 50 MPa;
x /d ≤ 0, 35, para concretos com 50 MPa < fck ≤ 90 MPa.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Relembrando a Equação (9):
Md = 0, 68 · bw · x · fcd · (d − 0, 4 · x )
Reescrevendo em função de x = βx · d:
Md = 0, 68 · bw · βx · d 2 · fcd · (1 − 0, 4 · βx ) (14)
Introduzindo-se o coeficiente Kc :
bw · d 2
Md = (15)
Kc
Onde:
1
= 0, 68 · βx · fcd · (1 − 0, 4 · βx )
Kc
Isolando-se Kc na expressão (15):
bw · d 2
Kc =
Md
Substituindo-se x = βx · d, na Equação (11):
Md
As = (16)
σsd · (1 − 0, 4 · βx ) · d
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Utilizando:
1
Ks = (17)
σsd · (1 − 0, 4 · βx )
A Equação (16) é reescrita em função de Ks , da expressão (17):

Md
As = Ks · (18)
d
Dessa forma, é possı́vel tabelas valores de Kc e Ks , com as quais é possı́vel
fazer o dimensionamento de elementos submetidos ao esforços de flexão.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Armadura mı́nima
Conforme o item 17.3.5.2.1 da ABNT NBR 6118, a armadura mı́nima pode ser
considerada atendida se forem respeitadas as taxas mı́nimas de armadura da
Tabela 17.3 da norma:
Valor de ρamin (As,min /Ac )(%)
20 25 30 35 40 45 50
0,15 0,15 0,15 0,164 0,179 0,194 0,208

Armadura máxima
Conforme o item 17.3.5.2.4 da ABNT NBR 6118, a soma das armaduras de
tração e de compressão (As + A0s ) não pode ter valor maior que 4% Ac .
Armadura de pele
Conforme o item 17.3.5.2.3 da ABNT NBR 6118, a mı́nima armadura lateral
deve ser 0,1% Ac ,alma em cada face da alma da viga e composta por barras de
CA-50 ou CA-60, com espaçamento não maior que 20 cm e devidamente
ancorada nos apoios, não sendo necessária uma armadura superior a 5
cm2 /m por face. Em vigas com altura igual ou inferior a 60 cm, pode ser
dispensada a utilização da armadura de pele. As armaduras principais de
tração e de compressão não podem ser computadas no cálculo da armadura
de pele.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
O item 18.3.2.2 da ABNT NBR 6118, traz os espaçamentos mı́nimos entre as
faces das barras longitudinais:
Espaçamento mı́nimo horizontal

2 cm

eh ≥ φ l

1, 2 · dmax ,agr

Espaçamento mı́nimo vertical



2 cm

ev ≥ φl

0, 5 · dmax ,agr

Onde dmax ,agr é o diâmetro máximo da brita utilizada no concreto, sendo:


Brita 0 ou pedrisco: 4,8 mm a 9,5 mm;
Brita 1 ou pedrisco: 9,5 mm a 19 mm;
Brita 2 ou pedrisco: 19 mm a 25 mm;
Brita 3 ou pedrisco: 25 mm a 50 mm;
Brita 4 ou pedrisco: 50 mm a 76 mm;
Brita 5 ou pedrisco: 76 mm a 100 mm.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
A imagem abaixo auxilia na compreensão dos conceito mencionados no slide
anterior.

Φt
c
Φl
ev

eh
bw
Fonte: adaptado de Bastos (2015).

Conforme o item 17.2.4.1, os esforços nas armaduras podem ser


considerados concentrados no centro de gravidade correspondente, se a
distância deste centro de gravidade ao centro da armadura mais afastada,
medida normalmente à linha neutra, for menor que 10% de h.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Existem situações em que, no processo de dimensionamento de uma seção
transversal, as deformações encontram-se no domı́nio 4. Para evitar tal
domı́nio, pode-se utilizar armaduras duplas, fixando-se a posição da linha
neutra no limite entre os domı́nios 3 e 4. Dessa forma, utiliza-se a máxima
capacidade de resistência a compressão do concreto, e adiciona-se
armaduras para resistir aos esforços adicionais.

Fonte: Bastos (2015).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Equilı́bro forças normais
As resultantes relativas aos esforços resistente internos devem estar em
equilı́brio:
−Rsc − Rcc + Rst = 0
Rsc + Rcc = Rst = 0

Onde:
Rcc - resultante de compressão concreto comprimido;
Rsc - resultante de compressão armadura comprimida;
Rst - resultante de tração armadura tracionada;
σ0sd - tensão de cálculo na armadura comprimida;
σsd - tensão de cálculo na armadura tracionada;
As variáveis Rcc , Rsc e Rst são dadas por:

Rcc = 0, 85 · fcd · 0, 8 · x · bw = 0, 68 · bw · x · fcd (19)

Rsc = A0s · σ0sd (20)

Rst = As · σsd (21)

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Equilı́bro de momentos
O momento fletor de solicitação precisa ser equilibrado pelos momentos
fletores resistentes internos, proporcionado pelo concreto comprimido e
armaduras tracionadas e comprimidas:

Msol = Mresis

Sendo o momento de solicitação Msol representado por Md , calculam-se os


momentos em relação a linha de ação de Rst :

Md = Rcc · Zcc + Rsc · Zsc (22)

Substituindo as Equações (19) e (20) em (22):

Md = 0, 68 · bw · x · fcd · (Zcc ) + A0s · σ0sd · (Zsc )

Lembrando que Zcc = d − 0, 4 · x e Zsc = d − d 0 :

Md = 0, 68 · bw · x · fcd · (d − 0, 4 · x ) + A0s · σ0sd · (d − d 0 ) (23)

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
O momento resistente total pode ser decomposto em duas parcelas:

Md = M1d + M2d

A parcela M1d dado pela primeira parte da Equação (23):

M1d = 0, 68 · bw · x · fcd · (d − 0, 4 · x )

Esse valor corresponde a parcela resistente pelo concreto comprimido e


armadura tracionada As1 .
O valor de x deve observar as prescrições do item 14.6.4.3 da NBR 6118.
Então, é possı́vel calcular a parcela de armadura As1 para resistir o momento
M1d . Calculando o momento em relação a linha de ação de Rcc :

Md = Rst · Zcc

Md = As · σsd · (d − 0, 4 · x )
Isolando As1 e sabendo que a mesma deve ser suficiente para M1d :
M1d
As1 =
σsd · (d − 0, 4 · x )
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
O valor de M2d é dado por:

M2d = Md − M1d

A armadura comprimida A0s equilibra a parcela As2 da armadura tracionada


total As . O momento produzido pela armadura comprimida em relação a linha
de ação de Rst é dado por:

Md = A0s · σ0sd · (d − d 0 )

Sabendo que A0s deve ser suficiente para resistir M2d , escreve-se:
M2d
A0s =
σ0 sd · (d − d 0 )
O momento produzido por As2 em relação a linha de ação de Rsc é:

Md = Rst · Zsc

Md = As2 · σsd · (d − d 0 )
Sabendo que As2 deve ser suficiente para resistir M2d :
M2d
As2 =
σsd · (d − d 0 )
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
A parcela total da armadura tracionada é dada por:

As = As1 + As2

Fonte: Bastos (2015).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Permanência das seções planas
As relações entre as deformações de cálculo nas armaduras tracionadas εsd e
comprimida ε0sd e no concreto da fibra mais comprimida εcd são expressas por:

εcd x
= (24)
εsd d −x

εcd ε0sd εsd


= 0
= (25)
x x −d d −x
Sabendo que:
x
βx =
d
Reescreve-se (24):
εcd
βx = (26)
εcd + εsd

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Definida a posição da linha neutra, deve-se determinar os valores
correspondentes de Kclim e de Kslim , conhecendo-se a classe do concreto e a
categoria do aço. O momento fletor M1d fica dado por:
bw · d 2
M1d = (27)
Kclim
A parcela M2d do momento total também fica determinada:

M2d = Md − M1d

A área total de armadura tracionada fica determinada por:


M1d M2d
As = Kslim · + (28)
d fyd · (d − d 0 )
A área de armadura comprimida é:
M2d
A0s = Ks0 · (29)
d − d0
O coeficiente Ks0 é dado por:
1
Ks0 = (30)
σ0sd
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Construção da tabela para Ks0
variam-se valores para a relação d /d 0
sendo εcd = 3, 5 h = 0, 0035 e x = 0, 45 · d, calculam-se os valores de
ε0sd com:
εcd ε0sd 0 εcd · (x − d 0 ) εcd · (0, 45 · d − d 0 ) εcd · d 0
= ; εsd = = = εcd −
x x − d0 x 0, 45 · d 0, 45 · d
Os valores de σ0sd são calculados com a expressão:

σ0sd = Es · ε0sd ,
até a deformação correspondente ao limite de escoamento εyd , a qual é
dada por:
εyd =
fyd
Es
=
435
210000
= 0, 00207 = 2, 07 h
Após esse valor, σ0sd = 435 MPa
o valor de Ks0 é obtido fazendo:
1
Ks0 =
σ0sd
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Trajetória das tensões principais
Analisando a imagem abaixo: a imagem superior mostra as trajetórias das
tensões principais de tração e compressão para a viga ainda não fissurada. A
imagem inferior mostra as fissuras que aparecem na viga.

Fonte: adaptado de Bastos (2008).

É possı́vel verificar a relação entre tensões e fissuras.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Analogia de treliça
O modelo clássico de treliça foi idealizado por Ritter e Mörsch, e se baseia na
analogia entre uma viga fissurada e uma treliça.

Fonte: Pinheiro (2010).

Considerando uma viga biapoiada de seção retangular, Mörsch admitiu que,


após a fissuração, seu comportamento é similar ao de uma treliça, formada
pelos elementos:
- banzo superior → cordão de concreto comprimido;
- banzo inferior → armadura longitudinal de tração;
- diagonais comprimidas → bielas de concreto entre as fissuras;
- diagonais tracionadas → armadura transversal (de cisalhamento).
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Conforme Libâno (2010), essa analogia de treliça clássica considera as
seguintes hipóteses básicas:
- fissuras, e portanto as bielas de compressão, com inclinação de 45º;
- banzos paralelos;
- treliça isostática; portanto, não há engastamento nos nós, ou seja, nas
ligações entre os banzos e as diagonais;
- armadura de cisalhamento com inclinação entre 45º e 90º.
Porém, resultados de ensaios comprovam que há imperfeições na analogia de
treliça clássica. Isso se deve principalmente a três fatores:
- a inclinação das fissuras é menor que 45º;
- os banzos não são paralelos; há o arqueamento do banzo comprimido,
principalmente nas regiões dos apoios;
- a treliça é altamente hiperestática; ocorre engastamento das bielas no banzo
comprimido, e esses elementos comprimidos possuem rigidez muito maior
que a das barras tracionadas.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Verificação do estado-limite último
Conforme o item 17.4.2 da NBR 6118, a resistência do elemento estrutural,
em uma determinada seção transversal, deve ser considerada satisfatória,
quando verificadas simultaneamente as seguintes condições:

VSd ≤ VRd2 (31)

e
VSd ≤ VRd3 = Vc + Vsw (32)
Vsd - força cortante solicitante de cálculo, na seção;
VRd2 - força cortante resistente de cálculo, relativa à ruı́na das diagonais
comprimidas de concreto. A norma apresenta dois modelos: modelo I (item
17.4.2.2) e modelo II (item 17.4.2.3). Aqui será mostrado o modelo I.
VRd3 - força cortante resistente de cálculo, relativa à ruı́na por tração diagonal,
onde Vc é a parcela de força cortante absorvida por mecanismos
complementares ao da treliça (resistência ao cisalhamento da seção sem
armadura transversal) e Vsw a parcela resistida pela armadura transversal.
Na região dos apoios, os cálculos devem considerar as forças cortantes
agentes nas respectivas faces, levando em conta as reduções que serão
mostradas.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Modelo de cálculo I
Conforme o item 17.4.2.2 da NBR 6118, o modelo I admite diagonais de
compressão inclinadas de θ = 45 em relação ao eixo longitudinal do elemento
e admite ainda que a parcela complementar Vc tenha valor constante,
independentemente de Vsd .
a) Verificação da compressão diagonal do concreto
VRd2 = 0, 27 · αV 2 · fcd · bw · d (33)
onde:
fck
αV 2 = 1 − (34)
25
com fck expresso em kN /cm2 .
A resistência de cálculo do concreto (fcd ) é dada no item 12.3.3 da NBR 6118:
fck
fcd = (35)
γc
O valor de γc é dado na Tabela 12.1 da ABNT NBR 6118:
Combinações Concreto (γc ) Aço (γs )
Normais 1,4 1,15
Especiais ou de construção 1,2 1,15
Excepcionais 1,2 1,0

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
b) Cálculo da armadura transversal

VRd3 = Vc + Vsw (36)

Vc = 0, 6 · fctd · bw · d (37)
Asw
Vsw = · 0, 9 · d · fywd · (senα + cosα) (38)
s
Asw - área de todos os ramos da armadura transversal;
s - espaçamento da armadura transversal;
fywd - tensão na armadura transversal (limitada ao valor de fyd no caso de
estribos, não se tomando valores maiores que 435 MPa);
α - ângulo de inclinação da armadura transversal (45 ≤ α ≤ 90);
A resistência a tração de cálculo é dada por:

(2/3)
fctk ,inf 0, 7 · fct ,m 0, 7 · 0, 3 · fck (2/3)
fctd = = = = 0, 15 · fck (39)
γc 1, 4 1, 4

O valores de fctk ,inf e fct ,m são dados no item 8.2.5 da ABNT NBR 6118.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Cálculo de VSd
Conforme o item 17.4.1.2.1 da ABNT NBR 6118, para o cálculo da armadura
transversal, no caso de apoio direto (carga e a reação de apoio em faces
opostas, comprimindo-a), valem as seguintes prescrições:
a) para carga distribuı́da VSd = VSd ,d /2 , igual à força cortante na seção
distante d /2 da face do apoio;
b) a parcela da força cortante devida a uma carga concentrada aplicada a
uma distância a ≤ 2 · d do eixo teórico do apoio pode ser reduzida
multiplicando-a por a/(2 · d ).
Nesses, considerar VSd = VSd ,face (ou VSd = VSd ,eixo ) é a favor da segurança.
Vsd,face

Vsd,eixo Vsd,d/2 eixo viga

d/2

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Cálculo da armadura transversal
Relembrando (38):
Asw
Vsw = · 0, 9 · d · fywd · (senα + cosα)
s
Em geral adotam-se estribos verticais (α = 90) e determina-se a área desses
estribos por unidade de comprimento, ao longo do eixo da viga isolando
Asw /s, reescreve-se (38):

Asw Vsw
= (40)
s 0, 9 · d · fywd

Asw é a armadura transversal por unidade de comprimento da viga. Fazendo


s = 100cm = 1m:
100 · Vsw
Asw = (41)
0, 9 · d · fywd

Sendo o resultado dado, então, em (cm2 /m).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Conforme Bastos (2008), os estribos nas vigas possuem três funções básicas:
a) resistir à parte da força cortante;
b) restringir o crescimento da abertura das fissuras, o que ajuda a manter o
atrito entre as interfaces na fissura;
c) aumentar a ação de pino das barras longitudinais.
Vigas com larguras maiores que aproximadamente 40 cm, devem ter estribos
com mais de dois ramos verticais:

2 ramos 3 ramos 4 ramos

A área de armadura transversal Asw é fica dada por:

Asw
Asw = (42)
n
Onde n é o número de ramos.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Armadura transversal mı́nima
Conforme o item 17.4.1.1.1 da ABNT NBR 6118, em todas as vigas deve
existir uma armadura transversal mı́nima:
Asw 0, 2 · fct ,m
ρsw = ≥ (43)
bw · s · senα fywk

Isolando Asw /s (e com estribos 90º, sen(90) = 1):

Asw ,min 0, 2 · fct ,m


= ρsw · bw ≥ · bw = ρsw ,min · bw (44)
s fywk

Fazendo s = 100cm = 1m, reescreve-se (44):

Asw ,min = 100 · ρsw ,min · bw (cm2 /m) (45)

A taxa mı́nima ρsw ,min (em %) da armadura transversal é dada por:


Concreto
Aço
C20 C25 C30 C35 C40 C45 C50
CA-25 0,1768 0,2052 0,2317 0,2568 0,2807 0,3036 0,3257
CA-50 0,0884 0,1026 0,1159 0,1284 0,1404 0,1580 0,1629
CA-60 0,0737 0,0855 0,0965 0,1070 0,1170 0,1265 0,1357

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
As exigências abaixo estão presentes no item 18.3.3.2 da ABNR NBR 6118.
Diâmetro mı́nimo dos estribos
φt ≥ 5mm
Diâmetro máximo dos estribos
φt ≤ bw /10
Espaçamento mı́nimo dos estribos na direção longitudinal
Deve ser suficiente para a passagem do vibrador, para um bom adensamento.
Espaçamento máximo dos estribos na direção longitudinal
Para que não ocorra ruptura por cisalhamento nas seções entre os estribos, o
espaçamento máximo deve ser:
Vd ≤ 0, 67 · VRd2 → smax = 0, 6 · d ≤ 300mm
Vd > 0, 67 · VRd2 → smax = 0, 3 · d ≤ 200mm
Espaçamento máximo dos ramos
O espaçamento transversal entre ramos não pode exceder:
Vd ≤ 0, 2 · VRd2 → st ,max = d ≤ 800mm
Vd > 0, 2 · VRd2 → st ,max = 0, 6 · d ≤ 350mm
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Torção de equilı́brio e torção de compatibilidade
O item 17.5.1.2 na ABNT NBR 6118 menciona que deve existir uma armadura
para a torção se a mesma for de equilı́brio, e caso a torção seja de
compatibilidade é possı́vel desprezá-la. Considera-se a imagem abaixo:

Viga 1 Viga 2
Viga 3 Viga 4

Viga 5

Observa-se que a viga V1 depende da viga V3 para ficar estável, o que gera,
necessariamente, torção na viga V3, caracterizando assim uma torção de
equilı́brio.
Por outro lado, ao observar a viga V2, nota-se que a mesma pode ser
considerada engastada nas vigas V4 e V5 ou então pode ser considerada
simplemeste apoiada nestas, desta forma, caracteriza-se uma torção de
compatibilidade.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Condições gerais
Conforme o item 17.5.1.2 da ABNT NBR 6118, sempre que a torção for
necessária ao equilı́brio do elemento estrutural, deve existir armadura
destinada a resistir aos esforços de tração oriundos da torção. Essa armadura
deve ser constituı́da por estribos verticais periféricos normais ao eixo do
elemento estrutural e barras longitudinais distribuı́das ao longo do perı́metro
da seção resistente, com a taxa geométrica mı́nima dada pela expressão:
Asl fct ,m
ρsl = ≥ 0, 2 ·
he · ue fywk

Asw fct ,m
ρsw = ≥ 0, 2 ·
bw · s fywk
fywk é a resistência caracterı́stica ao escoamento do aço da armadura
transversal (≤ 500MPa).
Quando a torção não for necessária ao equilı́brio, caso da torção de
compatibilidade, é possı́vel desprezá-la.
Em regiões onde o comprimento do elemento sujeito a torção seja menor ou
igual a 2 · h, deve-se respeitar a armadura mı́nima de torção e limitar a força
cortante, tal que: Vsd ≤ 0, 7 · VRd2 .
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Conforme o item 17.5.1.3 da ABNT NBR 6118, admite-se satisfeita a
resistência do elemento estrutural ao esforço de torção, em uma dada seção,
quando se verificarem simultaneamente as seguintes condições:

TSd ≤ TRd ,2

TSd ≤ TRd ,3

TSd ≤ TRd ,4

onde:
TRd ,2 - representa o limite dado pela resistência das diagonais comprimidas
de concreto;
TRd ,3 - representa o limite definido pela parcela resistida pelos estribos
normais ao eixo do elemento estrutural;
TRd ,4 - representa o limite definido pela parcela resistida pelas barras
longitudinais, paralelas ao eixo do elemento estrutural.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Geometria da seção resistente
Conforme o item 17.5.1.4.1 da ABNT NBR 6118, no caso de seções
poligonais convexas cheias, a seção vazada equivalente se define a partir da
seção cheia com espessura da parede equivalente he dada por:

A
2 · c1 ≤ he ≤
u
onde:
A é a área da seção cheia;
u é o perı́metro da seção cheia;
c1 é a distância entre o eixo da barra longitudinal do canto e a face lateral do
elemento estrutural:
φl
c1 = + φt + c
2
onde φl é o diâmetro da armadura longitudinal, φt é o diâmetro da armadura
transversal e c é o cobrimento da armadura.
Caso A/u resulte menor que 2 · c1, pode-se adotar he = A/u ≤ bw − 2 · c1 e a
superfı́cie média da seção celular equivalente Ae definida pelos eixos das
armaduras do canto (respeitando o cobrimento exigido nos estribos).
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Verificação da compressão diagonal do concreto
Conforme o item 17.5.1.5 da ABNT NBR 6118, a resistência decorrente das
diagonais comprimidas de concreto deve ser obtida por:

TRd ,2 = 0, 5 · αv 2 · fcd · Ae · he · sen(2θ)

onde:
- αv 2 = 1 − fck /250, com fck em MPa;
- θ é o ângulo de inclinação das diagonais de concreto, arbitrado no intervalo
30º ≤ θ ≤ 45º;
- Ae é a área limitada pela linha média da parede da seção vazada, real ou
equivalente, incluindo a parte vazada;
- he é a espessura equivalente da parede da seção vazada, real ou
equivalente, no ponto considerado.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Cálculo das armaduras
Conforme o item 17.5.1.6 da ABNT NBR 6118, devem ser consideradas
efetivas as armaduras contidas na área correspondente à parede equivalente,
sendo que:
a) a resistência decorrente dos estribos normais ao eixo do elemento
estrutural é dada pela expressão:

TRd ,3 = (A90 /s) · fywd · 2 · Ae · cotg (θ)

onde:
fywd é o valor de cálculo da resistência ao escoamento do aço da armadura
passiva, limitada a 435 MPa;
b) a resistência decorrente das armaduras longitudinais é dada pela
expressão:
TRd ,4 = (Asl /ue ) · 2 · Ae · fywd · tg (θ)

onde:
Asl - é a soma das áreas das seções das barras longitudinais;
ue - é o perı́metro de Ae .

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Solicitações combinadas
a) Flexão e torção: conforme o item 17.7.1.2 da ABNT NBR 6118, na zona
tracionada pela flexão, a armadura de torção deve ser acrescentada à
armadura necessária para solicitações normais, considerando-se em cada
seção os esforços que agem concomitantemente. Já o item 17.7.1.3 diz que
no banzo comprimido pela flexão, a armadura longitudinal de torção pode ser
reduzida em função dos esforços de compressão que atuam na espessura
efetiva h e no trecho de comprimento ∆u correspondente à barra ou feixe de
barras consideradas.
b) Torção e força cortante: conforme o item 17.7.2.2 da ABNT NBR 6118, a
resistência à compressão diagonal do concreto deve ser satisfeita atendendo
à expressão:
VSd TSd
+ ≤1
VRd2 TRd2
onde:
VSd e TSd são os esforços de cálculo que agem concomitantemente na seção.
O item 17.7.2.3 diz que a armadura transversal pode ser calculada pela soma
das armaduras calculadas separadamente para VSd e TSd ;
VRd ,2 = 0, 27 · αv 2 · fcd · bw · d
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Avaliação do ELS
Conforme o item 17.3.1 da ABNT NBR 6118, nos estados-limites de serviço
as estruturas trabalham parcialmente no estádio I e parcialmente no estádio II.
A separação entre esses dois comportamentos é definida pelo momento de
fissuração, dado pela seguinte expressão aproximada:
α · fct ,m · Ic
Mr = (46)
yt
onde:
α - é o fator que correlaciona aproximadamente a resistência à tração na
flexão com a resistência à tração direta;
α - 1,2 para seções T ou duplo T;
α - 1,3 para seções I ou T invertido;
α - 1,5 para seções retangulares.
yt - é a distância do centro de gravidade da seção à fibra mais tracionada;
Ic - é o momento de inércia da seção bruta de concreto;
fctm - dado em MPa, obtido por (para fck ≤ 50 MPa):
2/3
fct ,m = 0, 3 · fck (47)
com fck em MPa.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Para seção transversal retangular, o momento de fissuração fica dado por:

2/3
fck b · h3
1, 5 · 0, 3 · · b · h3 2
Mr = 10 12 = 1, 5 · 0, 03 · fck ·
2/3
·
h 12 h
2
Então:
2/3
Mr = 0, 0075 · b · h2 · fck (48)

com fck em MPa, h em cm e Mr em kNcm.


De posse do momento de fissuração Mr , determina-se o valor de EI:

Se Ma > Mr → EI = (EI )eq


Se Ma < Mr → EI = Ecs Ic

Para o momento fletor atuante na viga (Ma ) utiliza-se a combinação rara.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Momento de inércia da seção fissurada
Conforme o item 17.3.2.1.1 da ABNT NBR 6118, para uma avaliação
aproximada da flecha imediata em vigas, pode-se utilizar a expressão de
rigidez equivalente dada a seguir:
 3 "  3 # 
Mr Mr
(EI )eq = Ecs · Ic + 1 − · III ≤ Ecs Ic (49)
Ma Ma

onde:
Ic - momento de inércia da seção bruta de concreto:

b · h3
Ic = (50)
12
III - momento de inércia da seção fissurada de concreto no estádio II, com:
Es
αe = (51)
Ecs
Ecs - módulo de elasticidade secante do concreto;
Es - módulo de elasticidade do aço.
Conforme o item 8.3.5 da ABNT NBR 6118, Es = 210GPa.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Momento de inércia no estádio II - seção retangular.
Posição da linha neutra no estádio II:

2 · αe 2 · αe
xII2 + · (As + A0s ) · xII − · (As · d + A0s · d 0 ) = 0 (52)
b b

Para A0s = 0:
2 · As · αe 2 · As · d · αe
xII2 + · xII − =0 (53)
b b
Momento de inércia no estádio II:

b · xII3  x 2
II
III = + b · xII · + αe · A0s · (xII − d 0 )2 + αe · As · (d − xII )2 (54)
12 2

Para A0s = 0:

b · xII3  x 2
II
III = + b · xII · + αe · As · (d − xII )2 (55)
12 2
Reescrevendo:
b · xII3
III = + αe · As · (d − xII )2 (56)
3
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Momento de inércia no estádio II - seção T (armadura simples).
Posição da linha neutra no estádio II:

a1 · xII2 + a2 · xII + a3 = 0 (57)

Sendo os coeficientes a1 , a2 e a3 dados por:


bw
a1 =
2
a2 = hf · (bf − bw )
hf2
a3 = −d · αe · As − · (bf − bw )
2
O momento de inércia no estádio II depende da posição da linha neutra:
Se xII ≤ hf :
bf · xII3
III = + αe · As · (xII − d )2 (58)
3
Se xII > hf :
2
(bf − bw ) · hf3 bw · xII3

hf
III = + +(bf − bw )· xII − +αe · As ·(xII − d )2 (59)
12 3 2
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Caracterı́sticas geométricas de seções T

bf
hf

h
c.g.

bw
O centro de gravidade de uma seção tipo T é dado por:

(bf · hf )(h − hf /2) + (h − hf )(bw )(h − hf )/2


ycg = (60)
bf · hf + (h − hf )(bw )

O momento de inércia de uma seção tipo T é dado por:

bf hf3 bw (h − hf )3
I= +(bf hf )(h − hf /2 − ycg )2 + + bw (h − hf )[(h − hf )/2 − ycg ]2
12 12
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Flecha diferida no tempo
Conforme o item 17.3.2.1.2 da ABNT NBR 6118, a flecha adicional diferida,
decorrente das cargas de longa duração em função da fluência, pode ser
calculada de maneira aproximada pela multiplicação da flecha imediata pelo
fator αf :
∆ξ
αf = (61)
1 + 50 · ρ0
onde:
ρ0 = A0 s/(b · d ) (62)
∆ξ = ξ(t ) − ξ(t0 ) (63)
t - tempo, em meses, quando se deseja o valor da flecha diferida;
t0 - idade (meses) relativa à data de aplicação da carga de longa duração.
ξ - coeficiente em função do tempo - Tabela 17.1 da ABNT NBR 6118:
Tempo (t) - meses 0 0,5 1 2 3 4 5 10 20 40 ≥ 70
Coeficiente - ξ (t) 0 0,54 0,68 0,84 0,95 1,04 1,12 1,36 1,64 1,89 2

A flecha total fica dada por:

at = ai + ai · αf (64)
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Flechas limites
Conforme o item 13.3 da ABNT NBR 6118, deslocamentos-limites são valores
práticos utilizados para verificação em serviço do estado-limite de
deformações excessivas da estrutura, classificados nos quatro grupos
básicos:
a) aceitabilidade sensorial: o limite é caracterizado por vibrações indesejáveis
ou efeito visual desagradável;
b) efeitos especı́ficos: os deslocamentos podem impedir a utilização
adequada da construção;
c) efeitos em elementos não estruturais: deslocamentos estruturais podem
ocasionar o mau funcionamento de elementos que, apesar de não fazerem
parte da estrutura, estão a ela ligados;
d) efeitos em elementos estruturais: os deslocamentos podem afetar o
comportamento do elemento estrutural, provocando afastamento em relação
às hipóteses de cálculo adotadas. Se os deslocamentos forem relevantes
para o elemento considerado, seus efeitos sobre as tensões ou sobre a
estabilidade da estrutura devem ser considerados, incorporando-as ao modelo
estrutural adotado.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Na Tabela 13.3 da ABNT NBR 6118, são definidos limites para os
deslocamentos, dentre os quais, citam-se alguns:
Aceitabilidade sensorial - deslocamentos visı́veis em elementos
estruturais. Considerando-se o deslocamento total:

alim = l /250 (65)

Sendo l o vão da viga.


Aceitabilidade sensorial - vibrações sentidas no piso. Considerando-se o
deslocamento causado pelas cargas acidentais:

alim = l /350 (66)

Sendo l o vão da viga.


Efeitos em alvenarias. Considerando-se o deslocamento total:
(
l /500
alim < (67)
10 mm

Quando se tratar de balanços, o vão equivalente a ser considerado deve ser o


dobro do comprimento do balanço.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Resistência de aderência de cálculo
Conforme o item 9.3.2.1 da ABNT NBR 6118, a resistência de aderência de
cálculo entre a armadura e o concreto na ancoragem de armaduras passivas
é:
fbd = η1 · η2 · η3 · fctd (68)

A resistência a tração de cálculo mostrada em (39) é:


(2/3)
fctk ,inf 0, 7 · fct ,m 0, 7 · 0, 3 · fck (2/3)
fctd = = = = 0, 15 · fck
γc 1, 4 1, 4

1, 0 − para barras lisas

η1 = 1, 4 − para barras entalhadas

2, 25 − para barras nervuradas

(
1, 0 − para situações de boa aderência
η2 =
0, 7 − para situações de má aderência
(
1, 0 − para φ < 32mm
η3 =
(132 − φ)/100 − para φ ≥ 32mm
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Coeficiente η1
Conforme o item 8.3.2 da ABNT NBR 6118, os fios e barras podem ser lisos,
entalhados ou providos de saliências ou mossas. Para efeito da norma, a
capacidade aderente entre o aço e o concreto está relacionada ao coeficiente
η1 . A imagem abaixo mostra os tipos de barras:

Fonte: Bastos (2011).


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Coeficiente η2
Conforme o item 9.3.1 da ABNT NBR 6118, consideram-se em boa situação
quanto à aderência os trechos das barras que estejam em uma das posições
seguintes:
a) com inclinação maior que 45º sobre a horizontal;
b) horizontais ou com inclinação menor que 45º sobre a horizontal, desde que:
- para elementos com h < 60 cm, localizados no máximo 30 cm acima da face
inferior do elemento ou da junta de concretagem mais próxima;
- para elementos estruturais com h ≥ 60 cm, localizados no mı́nimo 30 cm
abaixo da face superior do elemento ou da junta de concretagem mais
próxima.
Os trechos das barras em outras posições, e quando do uso de formas
deslizantes, devem ser considerados em má situação quanto à aderência.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
A imagem abaixo mostra através de imagem os itens anteriormente
mencionados, sendo:
Região I - boa aderência;
Região II - má aderêncaa.

II h - 30cm
h < 60cm
I I 30cm
α < 45º

II 30cm
α ≥ 45º h ≥ 60 cm
I h - 30cm
α < 45º

Fonte: adaptado de Pinheiro (2010).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Comprimento de ancoragem básico
Conforme o item 9.4.2.4 da ABNT NBR 6118, define-se comprimento de
ancoragem básico como o comprimento reto de uma barra de armadura
necessário para ancorar a força-limite As · fyd nessa barra, admitindo-se, ao
longo desse comprimento, resistência de aderência uniforme e igual a fbd .
O comprimento de ancoragem básico é dado por:
φ fyd
lb = ≥ 25 · φ (69)
4 fbd
Comprimento de ancoragem necessário pode ser calculado através de:
As,calc
lb,nec = α · lb · ≥ lb,min (70)
As,ef
Onde:
α = 1, 0 para barras sem gancho;
α = 0, 7 para barras tracionadas com gancho, com cobrimento no plano
normal ao do gancho ≥ 3 · φ;
As,calc = área de armadura calculada;
As,ef = área de armadura efetivamente colocada;
lb,min é o maior entre 0, 3 · lb , 10 · φ e 100mm.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Ganchos das armaduras de tração
Conforme o item 9.4.2.3 da ABNT NBR 6118, os ganchos das extremidades
das barras da armadura longitudinal de tração podem ser:
a) semicirculares, com ponta reta de comprimento não inferior a 2 · φ;
b) em ângulo de 45º, com ponta reta de comprimento não inferior a 4 · φ;
c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior a 8 · φ.

2Ø 4Ø

a) b) c)

Para as barras lisas, os ganchos devem ser semicirculares.


O diâmetro dos pinos de dobramento são dados na Tabela 9.1 da ABNT NBR
6118:
Bitola Tipo de aço
mm
CA-25 CA-50 CA-60
< 20 4φ 5φ 6φ
≥ 20 5φ 8φ -
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Esforço a ancorar e armadura calculada
Na flexão simples, o esforço a ancorar é dado por (item 18.3.2.4 NBR 6118):
al
RSd = · VSd + NSd (71)
d
Para o caso da força normal (NSd ) ser igual à zero:
al
RSd = · VSd (72)
d
A área de armadura longitudinal a ancorar no apoio, necessária para resistir à
força RSd , é dada por:
RSd 1 a
l

As,anc = = × · VSd + NSd (73)
fyd fyd d
Para o caso da força normal NSd ser igual à zero:
al VSd
As,anc = · (74)
d fyd
As barras da armadura a ancorar no apoio devem ser convenientemente
ancoradas a partir da face interna do apoio (geralmente viga ou pilar), com
comprimento de ancoragem básico (lb ).
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Determinação de al
O valor de al é dado em 17.4.2.2 da ABNT NBR 6118:
 
VSd ,max
al = d × · (1 + cotg α) − cotg α ≤ d (75)
2 · (VSd ,max − Vc )

Sendo:
al ≥ 0, 5 · d - no caso geral;
al ≥ 0, 2 · d - para estribos inclinadas em 45º.
Onde α é o ângulo de inclinação da armadura transversal em relação ao eixo
longitudinal da peça (45 ≤ α ≤ 90), para estribos verticais (α = 90):
 
VSd ,max
al = d × ≤d (76)
2 · (VSd ,max − Vc )

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Armadura mı́nima
A armadura calculada deve atender aos seguintes valores mı́nimos:
Mvao
- Se Mapoio = 0 ou negativo com |Mapoio | ≤ :
2
As,vao
As,anc ≥
3
Mvao
- Se Mapoio negativo com |Mapoio | > :
2
As,vao
As,anc ≥
4

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Inicialmente procura-se estender as barras dentro do apoio num comprimento
reto, como mostrado na figura abaixo. Para que isso seja possı́vel, o
comprimento de ancoragem efetivo do apoio (lb,ef = b − c) deve ser maior que
o comprimento de ancoragem básico (lb ), onde b é a largura do apoio e c é a
espessura de cobrimento de concreto.

lb 8Ø
As,anc Rst As,anc Rst

c lb,ef c lb,ef

b b
Fonte: adaptado de Pinheiro (2010).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Como geralmente a área de armadura efetivamente disposta no apoio (As,ef )
não é exatamente igual à área da armadura a ancorar (As,anc ), o comprimento
de ancoragem básico deve ser corrigido:

As,anc
lb,corr = α · lb · (77)
As,ef

Se for utilizado gancho, toma-se α = 0, 7 (item 9.4.2.5 NBR 6118) e:

As,anc
lb,corr = 0, 7 · lb · (78)
As,ef

O comprimento de ancoragem corrigido deve atender ao comprimento de


ancoragem mı́nimo, dado por (item 18.3.2.4.1 NBR 6118):
(
r + 5, 5 · φ
lb,corr ≥ (79)
6cm

Onde:
r = D /2 - onde r é o raio de curvatura dos ganchos;
φ - diâmetro da barra ancorada.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Se o comprimento de ancoragem corrigido for maior que o comprimento de
ancoragem efetivo do apoio, existem alternativas para resolver o problema
sem alterar as dimensões do apoio, por exemplo:
a) aumentar a quantidade de barras de armaduras ancoradas no apoio;
b) utilizar grampos.
a) aumentar a quantidade de barras ancoradas no apoio
Nessa solução, a área de armadura que chega até o apoio é alterada de As,ef
para As,corr . Fazendo-se então lb,corr = lb,ef em (77):

As,anc
lb,ef = α · lb · (80)
As,corr

A área de armadura a ancorar no apoio deve ser corrigida para:

α · lb
As,corr = · As,anc (81)
lb,ef

α = 0, 7 - para ganchos;
lb - comprimento de ancoragem básico;
lb,ef - comprimento de ancoragem efetivo do apoio;
As,anc - armadura necessária a ancorar no apoio.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
b) utilizar grampos
Outra possibilidade é utilizar grampo (As,gr ), os quais terão área:

As,gr = As,corr − As,ef (82)

A imagem abaixo mostra um detalhe dos grampos:

c 100·Øgr
D

8Ø grampos

lb,ef As,ef Ø

b
Fonte: adaptado de Bastos (2006).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Imperfeições geométricas
Conforme o item 11.3.3.4 da ABNT NBR 6118, na verificação do estado-limite
último das estruturas reticuladas, devem ser consideradas as imperfeições
geométricas do eixo dos elementos estruturais da estrutura descarregada.
Essas imperfeições podem ser divididas em dois grupos: imperfeições globais
e imperfeições locais.
Imperfeições locais e momento mı́nimo
Conforme o item 11.3.3.4.2 da ABNT NBR 6118, no caso do
dimensionamento ou verificação de um lance de pilar, deve ser considerado o
efeito do desaprumo ou da falta de retilineidade do eixo do pilar. E continua:
”admite-se que, nos casos usuais de estruturas reticuladas, a consideração
apenas da falta de retilineidade ao longo do lance de pilar seja suficiente”.
Já o item 11.3.3.4.3 da ABNT NBR 6118 diz: o efeito das imperfeições locais
nos pilares e pilares-parede pode ser substituı́do, em estruturas reticuladas,
pela consideração do momento mı́nimo de 1ª ordem dado a seguir:

M1d ,min = Nd · (1, 5 + 0, 03 · h) (83)

onde h é a altura total da seção transversal na direção considerada (cm).

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Nas estruturas reticuladas usuais admite-se que o efeito das imperfeições
locais esteja atendido se for respeitado esse valor de momento total mı́nimo.
A este momento devem ser acrescidos os momentos de 2ª ordem.
Para pilares de seção retangular, pode-se definir uma envoltória mı́nima de 1ª
ordem, tomada a favor da segurança:

Fonte: ABNT NBR 6118

onde:
M1d ,min,xx e M1d ,min,yy - componentes em flexão composta normal;
M1d ,min,x e M1d ,min,y - componentes em flexão composta oblı́qua.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Neste caso, a verificação do momento mı́nimo pode ser considerada atendida
quando, no dimensionamento adotado, obtém-se uma envoltória resistente
que englobe a envoltória mı́nima de 1ª ordem.
Quando houver a necessidade de calcular os efeitos locais de 2ª ordem em
alguma das direções do pilar, a verificação do momento mı́nimo deve
considerar ainda a envoltória mı́nima com 2ª ordem.
Conforme o item 15.3.2 da ABNT NBR 6118, para pilares de seção retangular,
quando houver a necessidade de calcular os efeitos locais de 2ª ordem, a
verificação do momento mı́nimo pode ser considerada atendida quando, no
dimensionamento adotado, obtém-se uma envoltória resistente que englobe a
envoltória mı́nima com 2ª ordem, cujos momentos totais são calculados a
partir dos momentos mı́nimos de 1ª ordem.
A consideração desta envoltória mı́nima pode ser realizada através de duas
análises à flexão composta normal, calculadas de forma isolada e com
momentos fletores mı́nimos de 1ª ordem atuantes nos extremos do pilar, nas
suas direções principais.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Fonte: ABNT NBR 6118

onde:
Md ,tot ,min,xx e Md ,tot ,min,yy - componentes em flexão composta normal;
Md ,tot ,min,x e Md ,tot ,min,y - componentes em flexão composta oblı́qua.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Efeitos globais, locais e localizados
Conforme o item 15.4.1 da ABNT NBR 6118, sob a ação das cargas verticais
e horizontais, os nós da estrutura deslocam-se horizontalmente. Os esforços
de 2ª ordem decorrentes desses deslocamentos são chamados efeitos globais
de 2ª ordem. Nas barras da estrutura, como um lance de pilar, os respectivos
eixos não se mantêm retilı́neos, surgindo aı́ efeitos locais de 2ª ordem que,
em princı́pio, afetam principalmente os esforços solicitantes ao longo delas.
Em pilares-parede (simples ou compostos) pode-se ter uma região que
apresenta não retilineidade maior do que a do eixo do pilar como um todo.
Nessas regiões surgem efeitos de 2ª ordem maiores, chamados de efeitos de
2ª ordem localizados. O efeito de 2ª ordem localizado, além de aumentar
nessa região a flexão longitudinal, aumenta também a flexão transversal,
havendo a necessidade de aumentar a armadura transversal nessas regiões.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Estruturas de nós fixos e estruturas de nós móveis
Conforme o item 15.4.2 da ABNT NBR 6118, as estruturas são consideradas,
para efeito de cálculo, de nós fixos, quando os deslocamentos horizontais dos
nós são pequenos e, por decorrência, os efeitos globais de 2ª ordem são
desprezı́veis (inferiores a 10 % dos respectivos esforços de 1ª ordem). Nessas
estruturas, basta considerar os efeitos locais e localizados de 2ª ordem.
As estruturas de nós móveis são aquelas onde os deslocamentos horizontais
não são pequenos e, em decorrência, os efeitos globais de 2ª ordem são
importantes (superiores a 10 % dos respectivos esforços de 1ª ordem).
Nessas estruturas devem ser considerados tanto os esforços de 2ª ordem
globais como os locais e localizados.
Todavia, há estruturas em que os deslocamentos horizontais são grandes e
que, não obstante, dispensam a consideração dos efeitos de 2ª ordem por
serem pequenas as forças normais e, portanto, pequenos os acréscimos dos
deslocamentos produzidos por elas; isso pode acontecer, por exemplo, em
postes e em certos pilares de galpões industriais.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Dispensa da consideração dos esforços globais de 2ª ordem
Conforme o item 15.5.1 da ABNT NBR 6118, podem ser utilizados dois
processos para verificar a possibilidade de dispensa da consideração dos
esforços globais de 2ª ordem, ou seja, para indicar se a estrutura pode ser
classificada como de nós fixos, sem necessidade de cálculo rigoroso. Estes
métodos são:
- Parâmetro de instabilidade α - item 15.5.2;
- Coeficiente γz - item 15.5.3.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Dispensa da análise dos efeitos locais de 2ª ordem
Conforme o item 15.8.2 da ABNT NBR 6118, os esforços locais de 2ª ordem
em elementos isolados podem ser desprezados quando o ı́ndice de esbeltez
λ for menor que o valor-limite λ1 . O valor de λ1 depende de diversos fatores,
mas os preponderantes são:
- a excentricidade relativa de 1ª ordem e1 /h na extremidade do pilar onde
ocorre o momento de 1ª ordem de maior valor absoluto;
- a vinculação dos extremos da coluna isolada;
- a forma do diagrama de momentos de 1ª ordem.
O valor de λ1 pode ser calculado pela expressão:

25 + 12, 5 · e1 /h
λ1 = (84)
αb
onde:
35 ≤ λ1 ≤ 90
em que o valor de αb deve ser obtido conforme segue:

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
a) para pilares biapoiados sem cargas transversais:

MB
α b = 0, 6 + 0, 4 · ≥ 0, 4 (85)
MA
sendo:
0, 4 ≤ α b ≤ 1
onde:
MA e MB - momentos de 1ª ordem nos extremos do pilar, obtidos na análise de
1ª ordem no caso de estruturas de nós fixos e os momentos totais (1ª ordem
+ 2ª ordem global) no caso de estruturas de nós móveis. Deve ser adotado
para MA o maior valor absoluto ao longo do pilar biapoiado e para MB o sinal
positivo, se tracionar a mesma face que MA , e negativo, em caso contrário.

b) para pilares biapoiados com cargas transversais significativas ao longo da


altura:
αb = 1

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
c) para pilares em balanço:

MC
αb = 0, 8 + 0, 2 · ≥ 0, 85 (86)
MA

sendo:
0, 85 ≤ αb ≤ 1
onde:
MA - momento de 1ª ordem no engaste e MC é o momento de 1ª ordem no
meio do pilar em balanço.

d) para pilares biapoiados ou em balanço com momentos menores que o


momento mı́nimo:
αb = 1

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Comprimento equivalente
Conforme o item 15.6 da ABNT NBR 6118, o comprimento equivalente le do
elemento comprimido (pilar), suposto vinculado em ambas as extremidades,
deve ser o menor dos seguintes valores:
(
L0 + h
le ≤ (87)
L

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Momento em pilares extremos
Conforme o item 14.6.6.1 da ABNT NBR 6118, os momentos fletores dos nós
dos pilares extremos poderão ser calculados pelas expressões:
Tramo inferior do pilar:
rinf
Minf = Meng · (88)
rinf + rsup + rviga

Tramo superior do pilar:


rsup
Msup = Meng · (89)
rinf + rsup + rviga

Na viga:
rsup + rinf
Mviga = Meng · (90)
rinf + rsup + rviga
onde:
rinf - rigidez do lance inferior do pilar;
rsup - rigidez do lance superior do pilar;
rviga - rigidez da viga;
Meng - momento de engastamento perfeito.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
A rigidez r é dada por:
r = I /L (91)
em que:
I - momento de inércia da seção transversal;
L - comprimento do elemento. No caso da viga, é o vão efetivo entre os
apoios. E para o caso dos pilares é a metade do comprimento equivalente:

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Conforme Fusco (1981) para as extremidades opostas, tanto do pilar inferior
quanto do pilar superior, propagam-se momentos que, em geral, podem ser
admitidos com metade do valor do momento propagado. Nos edifı́cios de
vários andares, os momentos que aparecem nos pilares são provenientes da
superposição dos efeitos das vigas dos diferentes nı́veis.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Assim, por exemplo, no pilar situado entre os nı́veis (i) e (i + 1) tem-se:

1
Mbase = Mi ,sup + · Mi +1,inf (92)
2

1
· Mi ,sup
Mtopo = Mi +1,inf + (93)
2
Conforme Bastos (2015), se os pavimentos (i) e (i + 1) forem pavimentos tipo,
ou seja, idênticos, os momentos fletores na base e no topo serão iguais e:

Msup,i = Minf ,i +1 (94)

Mbase = Mtopo = 1, 5 · Msup,i = 1, 5 · Minf ,i +1 (95)

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Convenção de eixos e dimensões da seção
A imagem abaixo auxilia na conveção adotada:

onde:
hx - menor dimensão da seção transversal;
hy - maior dimensão da seção transversal;
Mx - vetor momento perpendicular à direção x;
My - vetor momento perpendicular à direção y.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pré-dimensionamento
Bastos (2015), apresenta expressões para o pré-dimensionamento das
seções transversais dos pilares. As mesmas servem para pilares de
edificações de pequeno porte (baixa altura), e aço do tipo CA-50.
a) pilar intermediário:
Nd
Ac = (96)
0, 5 · fck + 0, 4
b) pilares de extremidade e de canto:

1, 5 · Nd
Ac = (97)
0, 5 · fck + 0, 4

onde:
Ac - área da seção transversal (cm2 );
fck - resistência caracterı́stica do concreto (kN /cm2 );
Nd - força normal de cálculo (kN).
No pré-dimensionamento, não é necessário majorar a força normal (Nd ) com
o coeficiente γn , apenas com γf .

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Situações de projeto
Conforme Fusco (1981), para efeitos de projeto os pilares podem ser
classificados nos seguintes tipos:
- pilares intermediários;
- pilares de extremidade;
- pilares de canto.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pilares intermediários

- compressão centrada (vigas contı́nuas sobre o pilar). Admite-se que os


momentos fletores transmitidos ao pilar sejam pequenos e podem ser
desprezı́veis;
- MA e MB de 1ª ordem igual a zero.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pilares intermediários - roteiro de cálculo
a) Esforço solicitantes:
Nd = γn · γf · Nk
Nk - força normal caracterı́stica do pilar;
γn - coeficiente de majoração da força normal (Tab 13.1 ABNT NBR 6118);
γf - coeficiente de majoração da força normal (Tab 11.1 ABNT NBR 6118).
b) Índice de esbeltez
3, 46 · lex 3, 46 · ley
λx = ; λy =
hx hy
c) Momento fletor mı́nimo

M1d ,min,x = Nd · (1, 5 + 0, 03 · hx ) ; M1d ,min,y = Nd · (1, 5 + 0, 03 · hy )

d) Esbeltez limite (e1 = 0 nas duas direções)


25
λ1,x = λ1,y =
αb
λ ≤ λ1 - não considera-se o efeito de 2ª ordem para a direção considerada
λ > λ1 - considera-se o efeito de 2ª ordem para a direção considerada
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
e) Momento de 2ª ordem
e.1) Método do pilar padrão com Curvatura Aproximada
Conforme o item 15.8.3.3.2 da ABNT NBR 6118, pode ser empregado apenas
no cálculo de pilares com λ ≤ 90, com seção constante e armadura simétrica
e constante ao longo de seu eixo.
O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:

le2 1
Md ,tot = αb · M1d ,A + Nd · · ≥ M1d ,A
10 r

sendo 1/r a curvatura na seção crı́tica, dada por:


1 0, 005 0, 005
= ≤
r h · (ν + 0, 5) h
onde:
Nd
ν=
Ac · fcd
onde:
h - altura da seção na direção considerada (cm);
ν - força normal adimensional.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
e.2) Método do Pilar-Padrão com Rigidez κ Aproximada
Conforme o item 15.8.3.3.3 da ABNT NBR 6118, pode ser empregado apenas
no cálculo de pilares com λ ≤ 90, com seção constante e armadura simétrica
e constante ao longo de seu eixo.
O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:

a1 · Md2,tot + a2 · Md ,tot + a3 = 0

onde:
a1 = 19200;
a2 = 3840 · h · Nd − λ2 · h · Nd − 19200 · αb · M1d ,A ;
a3 = −3840 · αb · h · Nd · M1d ,A .

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pilares de extremidade

- flexão composta normal, decorrente da não continuidade de uma das viga


sobre o pilar;
- MA e MB de 1ª ordem nas extremidades diferentes de zero em uma das
direções;
- no topo e na base existem excentricidades em uma direção, dadas por:

MA MB
e1,A = ; e1,B =
Nd Nd
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pilares de extremidade - roteiro de cálculo
a) Esforço solicitantes:
Nd = γn · γf · Nk
Nk - força normal caracterı́stica do pilar;
γn - coeficiente de majoração da força normal (Tab 13.1 ABNT NBR 6118);
γf - coeficiente de majoração da força normal (Tab 11.1 ABNT NBR 6118).
b) Índice de esbeltez
3, 46 · lex 3, 46 · ley
λx = ; λy =
hx hy
c) Momento fletor mı́nimo

M1d ,min,x = Nd · (1, 5 + 0, 03 · hx ) ; M1d ,min,y = Nd · (1, 5 + 0, 03 · hy )

d) Esbeltez limite (e1 6= 0 em uma direção)

25 + 12, 5 · e1x /hx 25 + 12, 5 · e1y /hy


λ1,x = ; λ1,y =
αb,x αb,y
λ ≤ λ1 - não considera-se o efeito de 2ª ordem para a direção considerada
λ > λ1 - considera-se o efeito de 2ª ordem para a direção considerada
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
e) Momento de 2ª ordem
e.1) Método do pilar padrão com Curvatura Aproximada
Conforme o item 15.8.3.3.2 da ABNT NBR 6118, pode ser empregado apenas
no cálculo de pilares com λ ≤ 90, com seção constante e armadura simétrica
e constante ao longo de seu eixo.
O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:

le2 1
Md ,tot = αb · M1d ,A + Nd · · ≥ M1d ,A
10 r

sendo 1/r a curvatura na seção crı́tica, dada por:


1 0, 005 0, 005
= ≤
r h · (ν + 0, 5) h
onde:
Nd
ν=
Ac · fcd
onde:
h - altura da seção na direção considerada (cm);
ν - força normal adimensional.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
e.2) Método do Pilar-Padrão com Rigidez κ Aproximada
Conforme o item 15.8.3.3.3 da ABNT NBR 6118, pode ser empregado apenas
no cálculo de pilares com λ ≤ 90, com seção constante e armadura simétrica
e constante ao longo de seu eixo.
O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:

a1 · Md2,tot + a2 · Md ,tot + a3 = 0

onde:
a1 = 19200;
a2 = 3840 · h · Nd − λ2 · h · Nd − 19200 · αb · M1d ,A ;
a3 = −3840 · αb · h · Nd · M1d ,A .

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pilares de canto

- flexão composta oblı́qua, decorrente da não continuidade das duas vigas


sobre o pilar;
- MA e MB de 1ª ordem nas extremidades diferentes de zero nas duas
direções;
- no topo e na base existem excentricidades nas duas direções.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Pilares de canto - roteiro de cálculo
a) Esforço solicitantes:
Nd = γn · γf · Nk
Nk - força normal caracterı́stica do pilar;
γn - coeficiente de majoração da força normal (Tab 13.1 ABNT NBR 6118);
γf - coeficiente de majoração da força normal (Tab 11.1 ABNT NBR 6118).
b) Índice de esbeltez
3, 46 · lex 3, 46 · ley
λx = ; λy =
hx hy
c) Momento fletor mı́nimo

M1d ,min,x = Nd (1, 5 + 0, 03 · hx ) ; M1d ,min,y = Nd · (1, 5 + 0, 03 · hy )

d) Esbeltez limite (e1 6= 0 nas duas direções)

25 + 12, 5 · e1x /hx 25 + 12, 5 · e1y /hy


λ1,x = ; λ1,y =
αb,x αb,y
λ ≤ λ1 - não considera-se o efeito de 2ª ordem para a direção considerada
λ > λ1 - considera-se o efeito de 2ª ordem para a direção considerada
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
e) Momento de 2ª ordem
e.1) Método do pilar padrão com Curvatura Aproximada
Conforme o item 15.8.3.3.2 da ABNT NBR 6118, pode ser empregado apenas
no cálculo de pilares com λ ≤ 90, com seção constante e armadura simétrica
e constante ao longo de seu eixo.
O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:

le2 1
Md ,tot = αb · M1d ,A + Nd · · ≥ M1d ,A
10 r

sendo 1/r a curvatura na seção crı́tica, dada por:


1 0, 005 0, 005
= ≤
r h · (ν + 0, 5) h
onde:
Nd
ν=
Ac · fcd
onde:
h - altura da seção na direção considerada (cm);
ν - força normal adimensional.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
e.2) Método do Pilar-Padrão com Rigidez κ Aproximada
Conforme o item 15.8.3.3.3 da ABNT NBR 6118, pode ser empregado apenas
no cálculo de pilares com λ ≤ 90, com seção constante e armadura simétrica
e constante ao longo de seu eixo.
O momento total máximo no pilar deve ser calculado pela expressão:

a1 · Md2,tot + a2 · Md ,tot + a3 = 0

onde:
a1 = 19200;
a2 = 3840 · h · Nd − λ2 · h · Nd − 19200 · αb · M1d ,A ;
a3 = −3840 · αb · h · Nd · M1d ,A .

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Determinação da armadura através de ábacos
De posse dos esforços aos quais o pilar está submetido, é possı́vel passar
para a determinação da área de armadura, a qual pode ser obtida através de
ábacos. Para tal, é necessário calcular as seguintes variáveis:
- força normal adimensional:
Nd
ν= (98)
Ac · fcd
- momento fletor adimensional:
Md
µ= (99)
h · Ac · fcd
- relação entre as dimensões:
d 0 /h (100)
d 0 é dado por: c + φt + φl /2
Com essas variáveis, e a partir de um arranjo prévio de arumadura, é possı́vel
ler o valor da variável ω através dos ábacos e então determinar a área de
armadura As :
ω · fcd · Ac
As = (101)
fyd
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Limites para dimensões dos pilares
Conforme o item 13.2.3 da ABNT NBR 6118, a seção transversal de pilares e
pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não pode apresentar
dimensão menor que 19 cm. Em casos especiais, permite-se a consideração
de dimensões entre 19 cm e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços
solicitantes de cálculo a serem considerados no dimensionamento por um
coeficiente adicional γn . Em qualquer caso, não se permite pilar com seção
transversal de área inferior a 360 cm2 .

Fonte: ABNT NBR 6118

Conforme o item 14.4.2.4 da ABNT NBR 6118, para que se tenha um pilar
parede, menor dimensão deve ser menor que 1/5 da maior.
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Proteção contra flambagem das barras
Conforme o item 18.2.4 da ABNT NBR 6118, os estribos poligonais garantem
contra a flambagem as barras longitudinais situadas em seus cantos e as por
eles abrangidas, situadas no máximo à distância de 20φ do canto, se nesse
trecho de comprimento 20φ não houver mais de duas barras, não contando a
de canto. Quando houver mais de duas barras nesse trecho ou barra fora
dele, deve haver estribos suplementares.
Se o estribo suplementar for constituı́do por uma barra reta, terminada em
ganchos (90º a 180º), ele deve atravessar a seção do elemento estrutural, e
os seus ganchos devem envolver a barra longitudinal:

Fonte: ABNT NBR 6118

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Armadura longitudinal mı́nima
Conforme o item 17.3.5.3.1 ABNT NBR 6118 a armadura mı́nima é dada por:

As,min = (0, 15 · Nd /fyd ) ≥ 0, 004 · Ac (102)

Armadura longitudinal máxima


Conforme o item 17.3.5.3.2 ABNT NBR 6118 a armadura máxima é dada por:

As,max = 0, 08 · Ac (103)

Obs.: inclusive nas regiões de emendas (logo, As,max = 0, 04 · Ac ).


Diâmetro mı́nimo armadura longitudinal
Conforme o item 18.4.2.1 ABNT NBR 6118, o diâmetro das barras não pode
ser inferior a 10 mm nem superior a 1/8 da menor dimensão transversal.
Espaçamento mı́nimo armadura longitudinal
Conforme o item 18.4.2.2 ABNT NBR 6118, o espaçamento mı́nimo é:

φl

espmin ≥ 1, 2 · dagr (104)

20mm

Obs.: inclusive nas regiões de emendas.


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Espaçamento máximo armadura longitudinal
Conforme o item 18.4.2.2 ABNT NBR 6118, o espaçamento máximo é:
(
2·b
smax ≤ (105)
40cm
onde b é a menor dimensão da seção transversal.
Diâmetro dos estribos
Conforme o item 18.4.3 da ABNT NBR 6118, o diâmetro dos estribos deve ser:

 φl ou φfeixe
φt ≥ 4 4 (106)
5 mm

Espaçamento máximo dos estribos


Conforme o item 18.4.3 da ABNT NBR 6118, o espaçamento dos estribos
deve ser: 
b

smax ≤ 12 · φl (CA − 50) (107)

200mm

onde b é a menor dimensão da seção transversal.


Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
1 Introdução
2 Vigas - flexão: armadura simples
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
Aspectos de detalhamento
3 Vigas - flexão: armadura dupla
Dimensionamento: equações de equilı́brio
Dimensionamento: coeficientes K
4 Vigas - cisalhamento
5 Vigas - torção
6 Vigas - ELS (flecha)
7 Vigas - ancoragem
8 Pilares
Pilares intermediários
Pilares de extremidade
Pilares de canto
Prescrições normativas
9 Referências
Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6118:


projeto de estruturas de concreto - procedimento. Rio de Janeiro, 2014.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 8681:


ações e segurança nas estruturas. Rio de Janeiro, 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 6120:


cargas para o cálculo de estruturas de edificações. Rio de Janeiro, 1980.

BASTOS, P. S. S. Flexão normal simples - vigas. Bauru: Universidade


Estadual Paulista, 2015. 81 p. Notas de Aula.

BASTOS, P. S. S. Dimensionamento de vigas de concreto armado à força


cortante. Bauru: Universidade Estadual Paulista, 2008. 103 p. Notas de Aula.

BASTOS, P. S. S. Ancoragem e emenda de armaduras. Bauru:


Universidade Estadual Paulista, 2006. 40 p. Notas de Aula.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2
Referências

BASTOS, P. S. S. Pilares de concreto armado. Bauru: Universidade


Estadual Paulista, 2015. 104 p. Notas de Aula.

FUSCO, P. B. Estruturas de concreto: solicitações normais, estados


limites últimos, teoria e aplicações. São Paulo: Pini, 1981. 464 p.

PINHEIRO, L. M. Fundamentos do concreto e projeto de edifı́cios. São


Carlos: Universidade de São Paulo, 2010. 380 p. Notas de Aula.

PINHEIRO, L. M.; CARVALHO, R. C. Cálculo e detalhamento de estruturas


usuais de concreto armado. 2. ed. São Paulo: Pini, 2009. 589 p.

Evandro Paulo Folletto (Unifacear) 03CIVIL343 - Construção em Concreto Estrutural II 2021 2/2

Você também pode gostar