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Meiry Geraldo - Galeria Aut

Simone Presotti Tibúrcio – Musicoterapia BH

Jul/2017
Este é um material de apoio para os participantes de nosso workshop!
Esta apostila é também uma forma de espalhar as informações básicas
sobre o trabalho realizado
em nossa jornada, que vai além da vida profissional.

As fotos espalhadas nas páginas são de eventos inclusivos, workshop e


outras iniciativas
que nos tornam cada dia mais amigas, felizes e realizadas como
Musicoterapeutas.
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Simone Presotti Tibúrcio – Musicoterapia BH
Jul/2017
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Simone Presotti Tibúrcio – Musicoterapia BH (31)
Jul/2017
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Simone Presotti Tibúrcio – Musicoterapia BH Meiry Geraldo - Galeria Aut
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Psicóloga formada pela PUC/Minas 1988 (CRP04 8052) e especialista em Aquisição e Musicoterapeuta formada pela Faculdade Marcelo
Desenvolvimento da Linguagem – Pós Graduada pela FAMIH/BH – 1998. Graduada em Tupinambá 1992 e com especialização em Psicodrama
Musicoterapia UFMG 2016. Certificação em Musicoterapia Neurológica – Fellowship NMT - Aplicado pelo Instituto Sedes Sapientiae 1994. Mãe de uma
pela Robert F. Unkefer – Colorado – EUA. Atua no campo da psicologia clínica com crianças, criança com autismo, buscou especialização na área fazendo
adolescentes e orientação familiar. Pioneira no trabalho de Musicoterapia em Minas Gerais vários cursos e participando de várias palestras sobre
onde atua desde 1988. AMT- MG / Associação de Musicoterapia de Minas Gerais, na qual autismo. Atua atualmente com atendimento clínico à crianças
fez parte de vários cargos e organizou eventos para divulgação do tema no período de 2001 no espectro autista. Fundadora da GALERIA AUT em 2014,
a 2011. Autora de artigos sobre Musicoterapia e Reabilitação Neurológica publicados em criou um espaço virtual de compartilhamento da Arte das
vários idiomas e palestrante em eventos nacionais e internacionais. Coordena os projetos pessoas com autismo e informação. Ministrou workshops na
Música para Crescer com grupos inclusivos de estimulação pela música para crianças de 0 a área da
6 anos e seus pais e cuidadores. Na área social, faz parte do Flashmob Inclusivo. Desde 2007,
desenvolve trabalho de Musicoterapia Escolar – Musicando a Escola – IMEPE, com crianças e
adultos. Musicista profissional (OMB-14.810), toca vários instrumentos e compõe de forma
livre e divertida. Co- autora do livro e CD – Caracol e Cia que ensina grafismo e música.
Expert da Eduk, autora do curso Brincadeiras Educativas e do Blog Musicoterapia BH.
Consultora e supervisora de projetos relacionados ao uso da música nas áreas da saúde e da
Jul/2017
educação.
Introdução
O presente estudo surge a partir da prática clínica adquirida através do
atendimento musicoterapêutico, de diversos pacientes com TEA, em que o uso
da música associada a imagem tem se mostrado como um grande facilitador
para a evolução do desenvolvimento dos autistas. Assim, ao fazer a junção da
música, musicoterapia e imagens, no atendimento desta população, temos
percebido ganhos significativos com os pacientes.
Objetivo
Demonstrar que ao fazer a junção da música, musicoterapia e imagens no
atendimento de pacientes, percebemos um grande avanço na aquisição de
habilidades como comunicação, interação social e melhora do contato visual.
Atendimentos
A criança com deficiência pode, muitas vezes apresentar algum comprometimento
nas áreas cognitivas, motoras e sensoriais, mas também no desenvolvimento
emocional e nas relações sociais.”
Atendimentos
• Autistas
• Paralisia Cerebral
• Sindrome de Down
• Trissomia do Cromossomo 22
• Outras
Autismo
• Interesses restritos;
• Alguns gostam de empilhar e de enfileirar;
• Há tem interesses por números, letras, formas ou cores.
• Rotina, a repetição e o “sair da rotina”, são fundamentais no ensinamento
• Algumas crianças com autismo podem ter dificuldades em “imitar”.
“Aprender a imitar é um dos requisitos para o desenvolvimento da
interação social e aquisição de linguagem.” (Gomes, C.)
Sídrome de Down
• Crianças com síndrome de Down muitas vezes utilizam das técnicas do ABA
• Sente-se seguros com a “rotina”
• Na comunicação, muitas vezes necessitam de instruções simplificadas, e de
um tempo maior para processar a informação
• Muitas vezes pode-se utilizar imagens e gestos com as mãos. Orientando com
ajuda ou não, ou mostrando fisicamente o que deve ser feito dando um
modelo.
Desenvolvimento
A amígdala e o giro órbito-frontal, estão associados às respostas emocionais e
coincidem com algumas das áreas envolvidas nas atividades musicais. A amígdala é
citada em vários estudos relacionados à música e parece
estar envolvida na memória musical. No Instituto Max Planck de Ciências do Cérebro
e Cognição Humana, em Leipzig, Alemanha, descobriram que a amígdala é
responsável pela espontaneidade, desta forma está amplamente estimulada nas
atividades de improvisação musical. No que se refere ao córtex órbito-frontal medial -
parte do centro de prazer e recompensa do cérebro – os achados apontam para sua
relação com a percepção dos padrões estéticos, os mesmos estudos indicam uma
maior ativação desta região quando associados os estímulos auditivos (ouvir música)
e visuais (ver uma imagem associada).
Desenvolvimento
Neste sentido percebemos o quanto a utilização de imagens associadas a
música podem ampliar a atenção e motivação do paciente durante as
interações propostas pelo musicoterapeuta.
Metodologia
A metodologia é baseada a partir da prática clínica aplicada em consultório
através do atendimento musicoterapêutico, de diversos pacientes. Desta forma,
focamos na discussão e nos aspectos observados, visto que resultados
específicos, só poderiam ser avaliados caso a caso, principalmente devido à
grande variedade de características apresentadas dentro de cada patologia.
Exemplo de Atividades
“Menu Musical” ou “Disco Musical”

O Menu Musical” ou “Disco Musical”, é feito com


imagens relacionadas as músicas do repertório
do paciente e permite ao mesmo:
• Fazer suas próprias escolhas;
• Comunicação - respostas: “Sim ou Não”;
• Associação da imagem ao som;
• Nomeação;
• Interação Social.
.
Exemplo de Atividades
“Emparelhamento Musical”

O Emparelhamento Musical – ao
utilizar o emparelhamento musical o
paciente não só treina habilidades de
reconhecimento das figuras assim
como a relação sonora entre elas.
Exemplo de Atividades
“Contar histórias e grafismo”

O Contar histórias também pode ser uma atividade


acompanhada de grafismo que desenvolve a motricidade,
atenção e percepção. Os personagens do livro trabalham
de forma lúdica conceitos que estimulam a cognição, a
linguagem, a percepção dos graus de parentesco, o
reconhecimento dos estados de humor e algumas virtudes
que devem fazer parte do universo de desenvolvimento da
criança. Tudo dentro de uma mesma linha melódica, o que
facilita ainda mais o interesse da criança com TEA em
virtude da repetição.
Exemplo de Atividades
Este são alguns desenhos das crianças que estão se divertindo com as canções do Caracol e CIA.

Como as canções guiam o traçado e vão lembrando os detalhes dos personagens o desenho fica divertido e
mais fácil!
Considerações Finais
A utilização da música associada a imagem traz uma importante contribuição
para portadores de algum tipo de deficiência.

A musicais traz bem estar físico e emocional. Seu aspecto estético, sua
capacidade de proporcionar prazer, chegando a estimular a formação da
dopamina, são fundamentais para reforçar o sistema de recompensa do
cérebro ampliando os potenciais desta população e garantindo uma melhor
qualidade de vida.
Bibliografia
AARONS, M & GITTENS, T. The Handbook of Autism: A Guide for Parents and Professionals. London and New York: Routledge,
1992

BARON-COHEN, S. Autism: A Specific Cognitive Disorder of & lsquo;Mind-Blindness’. International Review of Psychiatry, v. 2, n. 1,
p. 81-90, 1990

DALTON, K. M.; NACEWICZ, B. M.; ALEXANDER, A. L.; and DAVIDSON, R. J. Gaze-Fixation, Brain Activation, and Amygdala Volume in
Unaffected Siblings of Individuals with Autism. Nature Neuroscience, Volume 8 Number 4 Abril, 2005

GATTINO, G.S. Musicoterapia e Autismo. São Paulo: Editora Memnon, 2015

GOMES, C.G.S. Ensino de leitura para pessoas com autismo. Curitiba: Editora Appris, 2015

TIBÚRCIO, S. P; CHAGAS, E.; GERALDO, M. Musicoterapia e os Aspectos Quantitativos e Qualitativos e a Função Visual no Autismo.
Anais - XIV Simpósio Brasileiro de Musicoterapia e XII Encontro Nacional de Pesquisa em Musicoterapia, Pag. 246-254. 2012

Internet
Reflexões de uma mãe sobre o comportamento de uma criança com síndrome de Down.
http://www.movimentodown.org.br/2015/04/reflexoes-de-uma-mae-sobre-o-comportamento-de-uma-
crianca-com-sindrome-de-down/. Acesso em: 28/06/17
Muito obrigada!
Meiry Geraldo
mailto:contato@galeriaaut.com.br

Simone Presotti Tibúrcio


mailto:musicoterapiabh@gmail.com

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