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FACULDADES INTEGRADAS DE TAQUARA

CURSO DE FISIOTERAPIA

INTRODUÇÃO A SEMIOLOGIA
PARALISIA FACIAL E ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

DISCENTES:
BRUNA PEDROZO POZZOBON
EDUARDA FRANCIELE DA SILVA MENDES
EDUARDA HÖRLE ALVES
FERNANDA FRANCIELE MACHADO
KAROLINE MACHADO BERLT
RAFAEL EBERHARDT MARTINS

TAQUARA
2021
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PARALISIA FACIAL

1. Que sinais no exame podem ser associados a esse diagnóstico?


Como a paralisia de Bell está relacionada com o sistema nervoso e muscular,
os principais sintomas que estão pertencentes a este diagnóstico é a dificuldade ou a
perda total de um lado do rosto, tendo dificuldades de realizar movimentos básicos
como piscar ou mastigar alimentos.

2. Quais são as intervenções de fisioterapia mais apropriadas?


As intervenções da fisioterapia mais apropriada são os exercícios para retornar
os movimentos do rosto. Com esses exercícios repetidos, os movimentos aos poucos
irão voltando, fazendo com que o paciente se recupere em um tempo menor.
São eles:
● Terapia manual (mobilizações articulares, liberação mio- facial)
● Exercícios terapêuticos (alongamento, fortalecimento, treino de resistência)
● Procedimentos (estimulação elétrica neuromuscular e/ou retroalimentação)
● Reeducação neuromuscular para melhorar a coordenação e a percepção do momento
certo para os movimentos.
● Prescrição de um programa de exercícios em casa.
● Educação do paciente sobre a progressão da condição e dispositivos de adaptação para
melhorar a qualidade de vida.

3. Descreva um plano de cuidados de fisioterapia com base em cada estágio do


diagnóstico.
As técnicas para estimular esses músculos são exatamente induzi-lo ao
movimento inibindo a atuação dominante do lado sadio. Para tanto, a facilitação
neuroproprioceptiva está indicada. O movimento a ser realizado inicia-se mediante um
estímulo de estiramento e prossegue segundo uma resistência (pequena) imposta, se o
paciente já estiver se movimentando. Se o movimento não está presente ou é discreto,
o estímulo de estiramento é dado e o movimento é realizado passivamente. Numa fase
adiantada os movimentos são feitos sozinhos e sustentados em contração.
A escovação, a crioterapia ou batidinhas rápidas ao longo do músculo são
também formas de estimular o músculo para o movimento. É interessante, antes de
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iniciar os movimentos, fazer uma massoterapia na região com o objetivo de aumentar


o fluxo sanguíneo para o tratamento.
Exercícios ativos em frente ao espelho devem ser encorajados como: olhar com
surpresa, franzir a testa, apertar e depois abrir os olhos e boca, sorrir e falar as vogais.
Os músculos acometidos que devem ser estimulados são:
● Occipitofrontal – levanta as sobrancelhas
● Orbicular – fecha os olhos
● Corrugador e prócero – juntam as sobrancelhas
● Bucinador – mantém as bochechas contra os dentes
● Risório- sorriso
● Orbicular da boca – fecha a boca
● Depressor do lábio inferior – puxa a boca para baixo
● Mentoniano – enruga o queixo
.

4. Qual é o prognóstico da reabilitação?


Os pacientes podem apresentar três prognósticos.
No grupo 1, as pessoas têm uma recuperação total da função motora facial, e
não apresentam sequelas. Cerca de 80 a 90% dos pacientes recuperam-se totalmente,
de seis semanas a três meses.
No grupo 2, há uma recuperação incompleta da função motora facial, ainda
que não exista defeitos estéticos aparentes do olho acometido. Nestes casos, o
prognóstico também é excelente, apresentando de 95% a 100% sem sequelas
identificáveis.
No grupo 3, as pessoas têm sequelas neurológicas permanentes, estética e
clinicamente aparentes.

De acordo com a idade de recuperação, temos:

● As pessoas com 60 anos de idade ou mais têm cerca de 40% de chances de


recuperação total, com uma taxa mais alta de sequelas.
● Diferentemente, pessoas mais jovens, menores de 30 anos, têm de 85 a 90% de
possibilidade de recuperação total sem sequelas em longo prazo.
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O prognóstico também depende muito da época em que começou a recuperação.


Assim, temos a recuperação precoce é um preditor de bom prognóstico, e a
recuperação tardia sendo preditor de mau prognóstico.

● Quando a recuperação tem início uma semana após o surgimento, 88% conseguem
recuperação total.
● Com recuperação entre uma e duas semanas, 83% conseguem recuperação total
● Nos que têm recuperação entre duas a três semanas, 61% conseguem recuperação
total.
● Por não apresentar recuperação nem sequelas estéticas estando em tratamento há 10
dias e considerando que pessoas acima de 60 anos possuem uma chance de
recuperação total são de 40%, o paciente aparenta estar no grupo de prognóstico 2.

5. Identifique possíveis fatores psicológicos/psicossociais aparentes nesse caso.


Deve-se fazer tratamentos terapêuticos que reduzam os efeitos secundários da
doença para que prejudique o mínimo possível dos demais aspectos da vida do
paciente, como por exemplo, o fato do mesmo ser engenheiro e poder afetar a vida
profissional dele.

6. Quais instrumentos de avaliação poderíamos utilizar para mensurar de forma


objetiva os desvios cinético-funcionais deste paciente?
Na paralisia de Bell o caso se dá confirmado com a exclusão de outras
patologias, mas existe testes físicos específicos, como sinal de Bell, que é desvio do
globo ocular para cima e para fora, quando o paciente é orientado a fechar os olhos e
outro teste é o sinal Negro, que consiste na maior elevação do olho do lado doente, em
relação ao normal, quando o paciente olha para cima. E outros testes como: atividade
funcional e motricidade voluntária.
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ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

1. Que fatores de risco contribuíram para a condição de saúde desse paciente?


A idade do paciente durante a ocorrência está dentro do grupo de risco. O
paciente fazia uso do fármaco varfarina (que age para afinar sangue) para tratamento
de fibrilação atrial, ao mesmo tempo em que iniciou uma dieta com alto nível de
vitamina K (que promove a formação de coágulos). Sua história de saúde também
indicou que o paciente tinha colesterol elevado, obesidade e apneia do sono.

2. Com base na condição da saúde do paciente, o que você considera como fatores
colaboradores para as limitações e os prejuízos relativos à atividade?
O paciente foi acometido por AVC isquêmico na região dos gânglios basais,
que são estruturas responsáveis por controlar os movimentos, o que resulta em
diferentes tipos de disfunção dos movimentos. O papel importante dos gânglios basais
na estabilidade postural fica evidente diante do dano a esses núcleos. O paciente ainda
relata estar fatigando facilmente, sofrendo diminuição de equilíbrio e fraqueza nas
extremidades superior e inferior do lado direito.

3. Quais são as prioridades do exame?


Exames cardiovasculares e respiratórios são essenciais, assim como exames
neuromusculares e musculoesqueléticos, devido à hemiparesia direta do paciente e
histórico de dor na parte inferior das costas e membro inferior direito. Exames
observatórios, de padrão de marcha, análise de movimentos funcionais no qual são
mensuradas as amplitudes do movimento e força dos membros.
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4. Quais são as intervenções fisioterapêuticas mais apropriadas?


É de responsabilidade de o fisioterapeuta apresentar intervenções que melhoram
suas funções, sendo trabalhada a intensidade e repetição. É fundamental para o
paciente a maior intensidade e repetições para induzir uma mudança. Devem ser
trabalhados os déficits de equilíbrio e disfunção do controle motor/movimentos,
especificamente relacionados a padrões de movimentos complexos e iniciais.

5. Quais os resultados mensuráveis são os mais adequados para esse paciente


e sua apresentação?
Os resultados a serem alcançados são traçados através das deficiências do
paciente onde se trabalha em cima para ter uma recuperação desses déficits. Melhorar
as capacidades cardiorrespiratórias, aumento de força gradual, desenvolver mais
velocidade de contração muscular, melhorar o equilíbrio, mobilidade, resistência e a
propriocepção são os objetivos mais almejados. Os resultados são dependentes de
paciente e fisioterapeuta, onde os dois devem ter o comprometimento de dar o seu
melhor, para assim poder ter o resultado desejado e retornar a vida normalmente.
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REFERÊNCIAS

JORGE, J. S.; BORGES, C.B.; PIALARISSI, P. R.; JORGE Jr, JJ. Paralisia facial periférica
traumática: avaliação clínica e cirúrgica. Revista da Faculdade de Ciências Médicas de Sorocaba,
2013.
BURKE-DOE, A.; JOBST, E. E. Casos clínicos em fisioterapia e reabilitação
neurológica. Porto Alegre: AMGH, 2015.

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