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Avaliação de Riscos nas Práticas Sociais GLOBALG.A.P.

(GRASP)

Regras Gerais GRASP

Versão 1.3-1-i, Edição 1.1


Válido a partir de: 1 de julho de 2020
Obrigatório a partir de: 1 de fevereiro de 2021

Versão portuguesa (Por favor consulte a versão inglesa em caso de dúvida.)


Regras Gerais GRASP

ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO......................................................................................................................................4
2. DOCUMENTOS ....................................................................................................................................4
2.1 DOCUMENTOS NORMATIVOS ............................................................................................................ 4
2.2 DOCUMENTOS DE APOIO ................................................................................................................. 5
2.3 CONTROLO DOS DOCUMENTOS ........................................................................................................ 5
3. OPÇÕES DE CANDIDATURA .............................................................................................................6
3.1 OPÇÃO 1 – PRODUTOR INDIVIDUAL.................................................................................................. 6
3.2 OPÇÃO 2 – GRUPO DE PRODUTORES............................................................................................... 7
3.3 ACONDICIONAMENTO ...................................................................................................................... 7
3.4 SUBCONTRATANTES ....................................................................................................................... 7
3.5 GRASP COM CADEIA DE RESPONSABILIDADE (COC) ...................................................................... 8
4 PROCESSO DE REGISTO ..................................................................................................................8
4.1 PRODUTORES INDIVIDUAIS/GRUPOS DE PRODUTORES....................................................................... 8
4.2 REGISTO ........................................................................................................................................ 8
4.3 ACEITAÇÃO .................................................................................................................................... 9
4.4 REGRAS DE REGISTO DO ORGANISMO DE CERTIFICAÇÃO PARA O COMPLEMENTO GRASP ................ 9
5 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO............................................................................................... 10
5.1 AUTOAVALIAÇÕES......................................................................................................................... 10
5.2 AVALIAÇÃO POR TERCEIROS .......................................................................................................... 11
6 REQUISITOS DE QUALIFICAÇÃO DOS AVALIADORES GRASP ................................................ 16
6.1 QUALIFICAÇÕES FORMAIS ............................................................................................................. 16
6.2 COMPETÊNCIAS E QUALIFICAÇÕES TÉCNICAS ................................................................................. 16
6.3 MANUTENÇÃO DAS COMPETÊNCIAS ............................................................................................... 18
6.4 FORMADOR INTERNO .................................................................................................................... 18
6.5 QUALIFICAÇÕES DE INSPETORES INTERNOS DE GRUPO DE PRODUTORES ......................................... 19
7 SISTEMA DE CUMPRIMENTO DO GRASP .................................................................................... 19
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7.1 REGISTO NA BASE DE DADOS DO COMPLEMENTO DO GRASP ........................................................ 19


7.2 RESULTADOS DA AVALIAÇÃO GRASP ............................................................................................ 19
7.3 AÇÕES CORRETIVAS ..................................................................................................................... 20
7.4 ANULAÇÃO RELATIVAMENTE À CONFORMIDADE COM O GRASP....................................................... 21
7.5 NOTIFICAÇÃO E RECURSOS ........................................................................................................... 21
7.6 SANÇÕES AOS ORGANISMOS DE CERTIFICAÇÃO ............................................................................. 21
7.7 COMPROVATIVO DE AVALIAÇÃO E CICLO DE INSPEÇÕES .................................................................. 22
7.8 PROGRAMA DE INTEGRIDADE DA CERTIFICAÇÃO (CIPRO) .............................................................. 22
8 TOMADA DE DECISÃO/GOVERNAÇÃO ........................................................................................ 22
9 ABREVIATURAS E DEFINIÇÃO DE TERMOS ............................................................................... 23

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GRASP – Regras Gerais
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9.1 ABREVIATURAS............................................................................................................................. 23
9.2 DEFINIÇÕES ................................................................................................................................. 23
Anexo I: Termos de Referência para a Elaboração dos Guias Nacionais de Interpretação do
GRASP ....................................................................................................................................................... 25
Anexo II: Utilização de dados .................................................................................................................. 27
Anexo III: Regras para a utilização do logótipo GRASP e dos resultados de Avaliação GRASP.... 28
Anexo IV: Avaliação de Riscos nas Práticas Sociais GLOBALG.A.P. – Comprovativo da
Avaliação ................................................................................................................................................... 29
Anexo V: Conceito de Classificação de Risco do País do GRASP ..................................................... 31
Anexo VI: PROTOCOLO DE ENTREVISTAS DO GLOBALG.A.P. NO CONTEXTO DA COVID-19 ..... 43
REGISTO DE ATUALIZAÇÃO DE EDIÇÕES ........................................................................................... 49
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GRASP – Regras Gerais
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1. INTRODUÇÃO
Este documento descreve as regras básicas e genéricas para as partes que solicitem a verificação com o
Complemento GRASP.
As Ferramentas GRASP foram desenvolvidas num projeto de parceria público-privada entre 2005 e 2010,
que envolveu vários ensaios de campo e consultas das partes interessadas a nível mundial. O Módulo
GRASP baseia-se principalmente na verificação de documentos e é aplicado para avaliar os riscos sociais
na produção primária. Ajuda os produtores na abordagem de assuntos sociais importantes e na
sensibilização de todos na exploração para esses assuntos.
As regras do Complemento GRASP fornecem uma estrutura com a qual o produtor pode cumprir um
conjunto de requisitos, além do cumprimento do referencial GLOBALG.A.P. As Regras Gerais GRASP
definem os requisitos específicos do GRASP. Para todos os requisitos que não estão descritos neste
documento, aplica-se a versão válida do Regulamento Geral GLOBALG.A.P. Além disso, o documento
Regras Gerais do Complemento (disponível no Centro de Documentação do GLOBALG.A.P.) descreve o
conceito de Complemento e as regras gerais de cada Complemento.
Com base no facto de que os Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento GRASP são requisitos
opcionais, a sua verificação não é abrangida no âmbito da acreditação GLOBALG.A.P. O Complemento
GRASP consiste em 13 pontos de controlo e critérios de cumprimento: 11 pontos de controlo para
produtores individuais e grupos de produtores, 1 ponto de controlo adicional para os Sistemas de Gestão
da Qualidade (SGQ) dos grupos de produtores e 1 ponto de controlo para práticas sociais recomendadas.
O GRASP pode ser avaliado em combinação com os referenciais de produção primária GLOBALG.A.P.
ou referenciais equivalentes/CMA. Além disso, o GRASP pode ser avaliado em qualquer país, mesmo que
não exista um Guia Nacional de Interpretação GRASP aprovado pelo GLOBALG.A.P. Nos casos em que
um país não tenha um Guia Nacional de Interpretação GRASP, os requerentes (p. ex., fornecedor,
retalhista, Organismo de Certificação) que solicitem as avaliações GRASP têm de entregar ao
Secretariado um plano de projeto para a elaboração de um guia de interpretação. Este plano também
deverá incluir prova da qualificação dos auditores e inspetores que realizam as avaliações no país
respetivo sem o Guia Nacional de Interpretação. Consulte mais informações nos capítulos 2.1.e 4.4.3e no
anexo I. deste documento.

2. DOCUMENTOS
2.1 Documentos normativos
Os documentos normativos GRASP baseiam-se nas partes relevantes das convenções da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). Os documentos GRASP fornecem informações para a implementação e
avaliação de critérios sociais básicos em empresas onde o referencial de produção primária
GLOBALG.A.P. ou um referencial equivalente/CMA já está implementado. Os documentos normativos
seguintes (e quaisquer outros documentos publicados como normativos) são relevantes:
a) Regras Gerais GRASP (este documento): o documento Regras Gerais descreve os principais
passos e considerações que são relevantes para o produtor requerente implementar o módulo
GRASP, como funciona o processo de avaliação, assim como os papéis dos produtores e as
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relações entre estes, o GLOBALG.A.P. e os Organismos de Certificação (OC)/empresas de


auditoria/avaliadores GRASP. Além disso, descreve as tarefas dos OC/das empresas de
auditoria/dos avaliadores GRASP, assim como informações sobre a candidatura e o
procedimento de avaliação.
b) O Módulo Complementar GRASP, ou seja, os Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento
(PCCC): este documento estipula os critérios de cumprimento que devem ser seguidos pelo
produtor. Uma vez que o módulo GRASP é um módulo voluntário, não há como ser aprovado ou
reprovado nesse módulo. Apenas o nível de cumprimento por ponto de controlo e o nível de
cumprimento global são indicados na Checklist GRASP.
c) As Checklists do Complemento GRASP: as checklists para a Opção 1/Opção 1 multilocal com
ou sem SGQ e para grupos de produtores na Opção 2 baseiam-se nos PCCC e devem ser
utilizadas para avaliações externas, avaliações de grupo internas e autoavaliações.

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A Avaliação GRASP só passa a ser válida se, após a avaliação GRASP externa, a Checklist
GRASP preenchida tiver sido carregada para a Base de Dados GLOBALG.A.P. e se o produtor
tiver um referencial de produção primária do GLOBALG.A.P. ou um referencial/certificado CMA
equivalente.
d) Durante a avaliação, os pontos de controlo e critérios de cumprimento servem de linha de
orientação. O procedimento de avaliação segue os subpontos de controlo incluídos na lista da
Checklist GRASP.
e) Guias Nacionais de Interpretação (NIG) GRASP: os Guias Nacionais de Interpretação GRASP
oferecem orientação a produtores e avaliadores sobre o respetivo quadro jurídico do país e, em
alguns casos, das regiões. A elaboração de um NIG GRASP deverá ser apoiada pela consulta
das partes interessadas locais e por outras estruturas locais existentes, como os Grupos de
Trabalho Técnico Nacionais (GTTN) GLOBALG.A.P., para garantir a transparência, a sua
elaboração adequada (e/ou adaptação, se necessário) e a correta interpretação da respetiva
legislação nacional. Importa que o grupo responsável pela elaboração dos guias represente as
principais partes interessadas locais, como organizações de produtores, ONG, sindicatos,
representantes do setor público, etc. O Comité Técnico GRASP revê e o Secretariado
GLOBALG.A.P. finaliza e publica o NIG. Os NIG GRASP devem ser revistos pelo menos uma
vez por ano pelo GTTN GLOBALG.A.P. ou pelo grupo responsável das principais partes
interessadas locais. Para mais detalhes sobre o processo de elaboração dos NIG GRASP,
consultar o Anexo I.

2.2 Documentos de apoio


a) Guia de Implementação GRASP/Perguntas frequentes: o Guia de Implementação
GRASP/Perguntas frequentes (o que estiver disponível) serve de orientação a produtores e
responsáveis pelos grupos de produtores. O Guia de Implementação e as Perguntas frequentes
não são documentos normativos. São documentos de apoio com exemplos e ideias sobre como
implementar o Módulo GRASP. Explicam como um sistema de gestão social para abordar
assuntos sociais pode ser introduzido em conformidade com o Módulo GRASP, e oferecem
exemplos e recomendações para os passos de implementação. É provável que seja necessário
adaptar os documentos modelo disponíveis à situação específica da empresa e aos requisitos
legais do país.

2.3 Controlo dos documentos


a) É possível descarregar a última versão dos documentos Complemento GRASP gratuitamente a
partir do Website GLOBALG.A.P.
b) Língua: os documentos originais encontram-se em inglês. Os documentos GRASP estão
traduzidos para as línguas relevantes. A versão inglesa deve prevalecer em caso de
discrepâncias nas traduções.
c) Alterações aos documentos:
(i) Os documentos normativos estão identificados com um código de documento único, bem
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como o número da versão e a data.


(ii) A data apresentada no nome da versão indica a data de publicação do documento.
(iii) Número da versão: uma alteração no primeiro dígito (p. ex., de 1.x para 2.0) indica uma
alteração de versão. Uma alteração no segundo dígito indica atualizações da mesma
versão.
(iv) As atualizações podem ser efetuadas de forma independente nos documentos Regras
Gerais e Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento, mas uma alteração da versão
afetará todos os documentos normativos.
(v) As atualizações serão enviadas como comunicações oficiais para todos os Observadores
GRASP e organismos de certificação com aprovação final. É da responsabilidade dos
observadores informar os seus clientes sobre as atualizações. Para obter mais informações
sobre os Observadores GRASP, consultar 4.2.1b) e Anexo II neste documento.

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3. OPÇÕES DE CANDIDATURA
Qualquer produtor (ver definição deste termo no ponto 9.2 neste documento) de produtos agrícolas
primários, cujos processos de certificação são certificados no âmbito de um referencial de produção
primária GLOBALG.A.P. ou um referencial equivalente/CMA, pode candidatar-se a uma avaliação GRASP
através de um Organismo de Certificação (OC) com aprovação final pelo GLOBALG.A.P. O GRASP não
pode ser um módulo autónomo, já que complementa e depende do capítulo sobre Saúde, Segurança e
Bem-estar dos Trabalhadores dos referenciais de produção primária GLOBALG.A.P. ou um referencial
equivalente/CMA.
Os requerentes podem candidatar-se a uma avaliação no âmbito de uma de duas opções (produtor
individual ou grupo de produtores). As opções baseiam-se na constituição da entidade legal do requerente.
O processo de avaliação para cada uma destas opções está descrito abaixo.
Os pontos de controlo GRASP não são aplicáveis se o produtor não tiver trabalhadores
empregados (p. ex., um negócio de família com familiares diretos, sem trabalhadores em qualquer
momento do ano). Para procedimentos de avaliação, consultar o ponto 5. O capítulo 9.2 define os
familiares diretos.

Nos dados principais da Checklist GRASP, o campo "Descrição da empresa" deve conter informações
qualitativas sobre a empresa, por exemplo, explicando
• a estrutura organizacional, nomeadamente as condições de contratação específicas ou a
localização
• da estrutura dos locais de produção, unidades e escritórios (direção e recursos humanos)
e, se aplicável,
• as diferentes épocas de atividades ou intervalos de contratação ou flutuação de mão-de-
obra, bem como
• a pertença ou não de membros de grupos de produtores a vários destes grupos ou
• a existência ou não de produção de produtores ou grupos de produtores abrangida pelo IFA,
mas sem possibilidade de registo na Base de Dados GLOBALG.A.P.

Outras informações que complementem a avaliação são relevantes e devem ser referidas na descrição da
empresa.

3.1 Opção 1 – Produtor individual


Um produtor individual é uma pessoa (individual) ou empresa, conforme definido na versão atual do
Regulamento Geral GLOBALG.A.P. O produtor é uma entidade legal registada, é proprietário da produção,
é relevante para o âmbito do GRASP (certificado conforme um Referencial GLOBALG.A.P.) e é legalmente
responsável pelos produtos vendidos por essa empresa agrícola.
a) Um produtor individual candidata-se à avaliação.
b) O produtor individual recebe o comprovativo da avaliação.

(i) Opção 1 – Multilocais sem implementação de um SGQ


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Um produtor individual ou uma empresa possui diversos locais ou unidades de produção que
não funcionam como entidades legais separadas e onde não foi implementado um Sistema de
Gestão da Qualidade (SGQ) central.
Durante a avaliação pelo OC de produtores individuais com multilocais sem implementação de
um SGQ, deve ser utilizada a checklist GRASP da Opção 1. A inspeção deverá incluir:
• Todos os produtos e processos de produção IFA aceites
• Todos os locais de produção registados
• Cada unidade de acondicionamento registada e, se relevante, os locais administrativos

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(ii) Acrescentar locais – Multilocais sem implementação de um SGQ
Se, durante os 12 meses de validade da avaliação mais recente, for acrescentado um novo local
em que seja contratado pelo menos um novo trabalhador no âmbito do GRASP, esse local deve
ser objeto de uma avaliação GRASP e a Checklist GRASP deve ser atualizada na Base de Dados
GLOBALG.A.P.

(iii) Opção 1 – Multilocais com implementação de um SGQ


Um produtor individual ou uma empresa possui diversos locais ou unidades de produção que
não funcionam como entidades legais separadas, mas onde foi implementado um SGQ. Durante
a avaliação pelo OC de produtores individuais com multilocais com implementação de um SGQ,
deve ser utilizada a Checklist GRASP da Opção 2. A inspeção deve abranger a raiz quadrada
dos locais de produção registados e a auditoria do SGQ.

(iv) Acrescentar locais – Multilocais com implementação de um SGQ


Se, durante os 12 meses de validade da avaliação mais recente, for acrescentado um novo local
em que seja contratado pelo menos um novo trabalhador, esse local deve ser objeto de uma
avaliação GRASP e deve ser requerida uma nova auditoria do SGQ. A Checklist GRASP deve
ser atualizada na Base de Dados GLOBALG.A.P.

3.2 Opção 2 – Grupo de produtores


Um grupo de produtores conforme definido na versão atual do Regulamento Geral GLOBALG.A.P. O grupo
deve ter um SGQ implementado e cumprir regras semelhantes às definidas nas Regras para o SGQ da
versão atual do Regulamento Geral GLOBALG.A.P. Todos os membros deste grupo de produtores devem
ser incluídos no SGQ interno do grupo. O grupo tem de ter uma estrutura legal, um representante da
direção com poderes de decisão, contratos com cada produtor definindo os requisitos para entrada e saída
do grupo, suspensões estipuladas e o acordo em cumprir os requisitos GRASP para membros registados.
Deve estar disponível uma lista de todos os membros do grupo de produtores com o estado de registo
relevante.
a) Um grupo de produtores candidata-se à avaliação.
b) O grupo, enquanto entidade jurídica, recebe o comprovativo da avaliação.

3.3 Acondicionamento
Quando o acondicionamento da produção está incluído no âmbito do certificado GLOBALG.A.P. ou um
referencial equivalente/CMA, o GRASP também abrange a unidade de acondicionamento de produtos.
Durante a avaliação externa realizada pelo OC, a unidade de acondicionamento é avaliada a par do
produtor individual ou dos membros do grupo de produtores. Não é necessário utilizar e arquivar uma
Checklist GRASP separada para a unidade de acondicionamento (PHU). No capítulo 5.2.2 são explicados
mais detalhes de avaliação.
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3.4 Subcontratantes
Subcontratante de qualquer nível: com base na definição de "subcontratante" constante do Regulamento
Geral GLOBALG.A.P. V5.2 e v5.3 - GFS Parte I, Anexo I.4 Definições, os subcontratantes GRASP são as
entidades que fornecem mão-de-obra, equipamento, e/ou materiais para a realização de operações
agrícolas específicas ao abrigo do contrato com o produtor, direta ou indiretamente relacionadas com o
referencial do Sistema Integrado de Garantia da Produção (IFA). A título de exemplo, as atividades
diretamente relacionadas podem consistir na pulverização e apanha de fruta, e as atividades indiretamente
relacionadas nas refeições confecionadas pelo pessoal de cozinha para os trabalhadores.
Nos dados principais da Checklist GRASP, os avaliadores registam a atividade subcontratada e formulam
observações para explicar um eventual cenário específico ou de incumprimento.

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Os subcontratantes são trabalhadores contratados por uma agência, por uma empresa de pagamentos de
salários ou pelo produtor, produtores subcontratados ou empresas subcontratadas para exercerem
qualquer atividade inserida no âmbito do Certificado GLOBALG.A.P. Em todos os casos, a
responsabilidade pela produção certificada continua a ser da empresa, que detém os produtos abrangidos
pelo processo certificado.
As tarefas realizadas pelos subcontratantes e abrangidas pelo GLOBALG.A.P. ou pelo
referencial/certificado CMA equivalente devem igualmente ser abrangidas pela avaliação GRASP. Durante
o registo junto do OC, o produtor deverá informar o OC sobre as atividades subcontratadas. O produtor é
responsável pelo cumprimento dos pontos de controlo aplicáveis às tarefas executadas pelo
subcontratante para cada tarefa e estação contratada. O produtor deverá garantir que o subcontratante
segue os requisitos GRASP. A prova desse cumprimento deve ser fornecida pelo produtor, p. ex.,
apresentando provas de remuneração ou outros documentos relevantes. Em caso de dúvida, o
subcontratante tem de aceitar e autorizar os certificadores aprovados pelo GLOBALG.A.P. a verificarem
as avaliações através de uma inspeção física.

3.5 GRASP com Cadeia de Responsabilidade (COC)


O Complemento GRASP baseia-se no referencial de produção primária GLOBALG.A.P. que, ao contrário
da Cadeia de Responsabilidade, inclui pontos de controlo sobre a saúde, segurança e bem-estar dos
trabalhadores. O âmbito do GRASP permanece na produção primária, que é o motivo pelo qual o GRASP
não é aplicável com certificação CoC.

4 PROCESSO DE REGISTO
4.1 Produtores individuais/grupos de produtores
a) O requerente deve registar-se num OC com aprovação final pelo GLOBALG.A.P. específico ao
âmbito relevante combinável com o GRASP, p. ex., Produção Vegetal, Flores, Produção Animal,
Aquacultura, etc.
b) As informações sobre OC com aprovação final estão disponíveis no Website GLOBALG.A.P.

4.2 Registo
O registo num referencial GLOBALG.A.P. ou num referencial/CMA equivalente é um requisito prévio. O
número GLOBALG.A.P. (GGN) correspondente ou o Número de Localização Global (GLN) tem de ser
comunicado ao OC durante o registo.

4.2.1 Geral
a) A candidatura deve abranger, pelo menos, as informações pormenorizadas nos Requisitos de
Dados de Registo do Regulamento Geral GLOBALG.A.P. válido.
Com o registo, o requerente compromete-se a cumprir os seguintes requisitos:
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(i) Pagamento das taxas aplicáveis estabelecidas.


(ii) Comunicação das atualizações de dados ao OC.
(iii) Atualização dos termos e condições do Contrato de Sublicença e Certificação (junto do OC).
b) Confidencialidade, utilização e divulgação de dados:
(i) Durante o processo de registo, os requerentes permitem, por escrito, que o GLOBALG.A.P.
e os OC utilizem os dados de registo para processos internos e sanções, se aplicável.
(ii) Todos os dados existentes na Base de Dados GLOBALG.A.P. estão disponíveis para o
GLOBALG.A.P. e o OC com o qual o produtor ou o grupo de produtores trabalha, e podem
ser utilizados para processos internos.
(iii) Os OC não podem divulgar quaisquer dados a terceiros sem o consentimento por escrito do
requerente.

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(iv) Os resultados da avaliação GRASP são visíveis apenas para os utilizadores da base de
dados que aceitaram os termos e condições para os Observadores GRASP aqui e detêm
os direitos de utilizador atribuídos (Observador GRASP). Os seguintes dados estão
disponíveis para os Observadores GRASP: nome e morada da empresa, GGN/GLN, n.º de
registo do OC, se disponível, versão do GRASP, opção, OC, estado do GRASP e nível de
cumprimento, número de produtores (no caso da Opção 2), número de trabalhadores e a
Checklist GRASP com os resultados da avaliação externa.
c) A duração do contrato de prestação de serviços é estabelecida entre o OC e o produtor.
d) O requerente:
(i) Não pode registar unidades de produção ou membros do grupo em países diferentes.
(ii) Pode registar-se na avaliação GRASP com um OC diferente daquele que lhe concedeu a
certificação de produção primária.

4.2.2 Registo junto de um novo OC


Se um produtor já registado mudar de OC, ou se candidatar a um novo OC para avaliação, esse produtor
tem de comunicar ao novo OC qualquer GLN/GGN relevante. Se o requerente não o fizer, e o OC registar
o requerente duas vezes, será aplicada uma taxa administrativa de 100 EUR para um grupo de produtores
na Opção 1, e uma taxa administrativa de 500 EUR para um grupo de produtores na Opção 2.

4.3 Aceitação
Para aceitação do registo, os requerentes têm de preencher todas as condições seguintes:
a) Enviar ao OC a candidatura relevante, que deve incluir todas as informações necessárias. Os
requerentes devem comprometer-se formalmente a cumprir todas as obrigações acima
indicadas.
b) Assinar a aceitação do Contrato de Sublicença e Certificação junto do OC, ou os requerentes
devem reconhecer explicitamente a receção e inclusão destes contratos na sua assinatura do
contrato/acordo de prestação de serviços junto do OC, e o OC tem de entregar uma cópia ao
produtor.
c) Pagar a taxa de registo do GRASP, conforme definido na tabela atual de taxas GLOBALG.A.P.
d) O processo de registo e aceitação tem de ser finalizado antes da realização da avaliação.

4.4 Regras de registo do Organismo de Certificação para o Complemento GRASP


a) Nos casos em que um OC com aprovação final pelo GLOBALG.A.P. utilizar inspetores/auditores
que já estão qualificados para produção primária GLOBALG.A.P., esses auditores/inspetores
serão autorizados a efetuar avaliações GRASP do subâmbito respetivo, se cumprirem os
requisitos de qualificação adicionais. Deve ser registada uma lista dos avaliadores GRASP para
o módulo do Complemento GRASP na Base de Dados GLOBALG.A.P.
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b) Caso os inspetores/auditores não estejam qualificados para produção primária GLOBALG.A.P.,


mas sejam auditores sociais, conforme especificado no Capítulo 6.2.2, e acompanhem auditores
GLOBALG.A.P. em países sem um NIG GRASP, o OC deverá manter a prova (registos de
formação, certificados, etc.).

4.4.1 Os OC com aprovação final pelo GLOBALG.A.P. devem proceder da seguinte forma:
a) Devem candidatar-se ao Complemento GRASP.
b) Devem pagar uma taxa de registo anual de acordo com a tabela de taxas GLOBALG.A.P., que
irá permitir aos OC avaliarem de acordo com o programa Complemento GRASP.
c) Devem seguir as instruções wiki da base de dados para registo do avaliador, registo do produtor
e carregamento da checklist.

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4.4.2 Processo de Aprovação do OC
Para ser um OC aprovado provisoriamente para GRASP, todos os seguintes requisitos devem ser
cumpridos:
a) O OC deve ter aprovação final para qualquer âmbito no GLOBALG.A.P.
b) Um membro da equipe deve ter participado presencialmente no curso de formador interno do
GRASP ou um inspetor/auditor deve ter sido aprovado no teste online do GRASP.
c) A taxa de extensão do âmbito GRASP, de acordo com a tabela de taxas GLOBALG.A.P., deverá
ter sido paga.
Deverá ser concedida aprovação total quando todas as condições seguintes forem preenchidas:
a) Um membro da equipa foi aprovado no teste online do GRASP.
b) Um membro da equipa participou presencialmente no curso de formador interno do GRASP.
c) O OC tem acreditação para qualquer âmbito nos referenciais de produção primária
GLOBALG.A.P.

4.4.3 Requisitos Adicionais do GRASP em Países sem um Guia Nacional de Interpretação


(NIG)
Os Organismos de Certificação podem candidatar-se à realização de avaliações GRASP em países sem
NIG (países sem NIG).
Se não existir outro grupo de partes interessadas que trabalhe com um NIG, o OC que se candidata a
realizar avaliações deverá enviar, em conjunto com a sua candidatura ao Secretariado GLOBALG.A.P.,
um plano para a elaboração de um NIG para o GRASP. Além disso, os inspetores/auditores que pretendam
realizar as avaliações GRASP devem provar que cumprem os requisitos de qualificação GRASP.

O Secretariado GLOBALG.A.P. recomenda que se entre em contacto com o Grupo de Trabalho Técnico
Nacional (GTTN) do país relevante, sempre que possível. Se esse GTTN não pretender elaborar um NIG,
o OC pode trabalhar de forma independente. Consultar também no Anexo I os Termos de Referência para
a Elaboração dos Guias Nacionais de Interpretação do GRASP.
Os OC podem publicar um máximo de 20 avaliações GRASP num país sem NIG. As 20 avaliações são
contadas não por OC, mas como a soma de todas as avaliações de OC aprovados num dado país a partir
da data de publicação das Notícias Técnicas, n.º 03/2020 – Edição do GRASP.
O Secretariado GLOBALG.A.P. monitoriza regularmente o número de avaliações em países sem NIG e
informa os OC ativos nesses países.
A partir da data da publicação das Notícias Técnicas, n.º 03/2020 – Edição do GRASP, se num novo país
sem NIG sob avaliação os avaliadores do GRASP aprovados pelo GLOBALG.A.P. avaliarem mais de 20
titulares de licenças de avaliação GRASP, o Secretariado GLOBALG.A.P.
• encerrará esse país na Base de Dados GLOBALG.A.P. para outras avaliações GRASP,
• contactará os OC para elaborarem um Guia Nacional de Interpretação GRASP e
• voltará a abrir o país para a realização de avaliações GRASP assim que o Guia Nacional
de Interpretação GRASP for aprovado e publicado.
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5 PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO
5.1 Autoavaliações
a) No caso dos produtores da Opção 1, é obrigatório realizar uma autoavaliação GRASP antes da
avaliação do OC. Durante a avaliação GRASP do OC, os avaliadores do GRASP devem
confirmar a realização da autoavaliação. Tal apoiará o produtor na preparação para a avaliação
GRASP externa e ajudará o avaliador do GRASP a identificar indicadores para outras
investigações, em especial se ocorrerem desvios entre a autoavaliação e a avaliação do OC.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Os produtores individuais da Opção 1 sem SGQ devem utilizar a Checklist GRASP da Opção 1
e seguir as regras indicadas na versão válida do Regulamento Geral IFA - Parte I. Caso não se
realize a autoavaliação, a avaliação do OC não poderá ter lugar e deverá ser reagendada. Os
produtores da Opção 1 com implementação de um SGQ devem utilizar a Checklist GRASP da
Opção 2.
b) Para grupos de produtores na Opção 2, o GRASP requer, no mínimo, uma inspeção interna por
ano de cada produtor registado no GRASP, dentro do grupo de produtores. Uma autoavaliação
GRASP por cada membro do grupo só é necessária se for um requisito interno do grupo, não é
um requisito do GLOBALG.A.P.
Os grupos de produtores na Opção 2 podem utilizar a Checklist GRASP da Opção 1 individual
para cada membro do grupo de produtores e unidade de produção/acondicionamento de
produtos. Os resultados devem ser resumidos no final. Os grupos de produtores na Opção 2
também podem utilizar a Checklist GRASP interna fornecida no Website GLOBALG.A.P.

5.2 Avaliação por terceiros


a) O GRASP requer uma avaliação por terceiros, realizada por um OC independente e com
aprovação final. A avaliação GRASP deve ser realizada juntamente com a inspeção/auditoria à
produção primária do GLOBALG.A.P.
b) As inspeções devem ser efetuadas por inspetores/auditores que cumpram os requisitos,
conforme definido no Capítulo 6.
c) O OC deve inspecionar sempre a checklist completa do módulo complementar GRASP.
d) As observações e comentários constantes da Checklist GRASP destinam-se a dar transparência
à pista de avaliação e a permitir uma melhor classificação da informação recolhida durante a
avaliação. As observações e os comentários devem ser fornecidos em todos os casos
(Sim/Não/Não Aplicável) para todos os pontos de controlo avaliados em todas as avaliações
internas e externas. As observações e os comentários (p. ex., quais foram os documentos
verificados) devem ser específicos do local visitado e devem ser incluídos na checklist, para
demonstrar que todos os pontos de controlo foram avaliados de forma adequada.
Nos casos em que um ponto de controlo não se aplica, é necessário fornecer uma justificação
clara por escrito em "Observações/Comentários" (p. ex., para o PCCC 9, quando não há filhos
de trabalhadores a viver no local). Exemplos: as observações podem ser pormenores relativos à
forma de encontrar (ou não encontrar!) elementos comprovativos: tamanho da amostra maior
devido a …; entrevistas impossíveis com …; ou a circunstâncias relevantes: o intérprete
é/contratado por …; documentos não disponíveis, porque …
e) Os nomes e os dados pessoais das pessoas responsáveis ou de outros trabalhadores não serão
introduzidos no campo "Observações/Comentários" da Checklist GRASP. Em vez disso, devem
ser utilizadas iniciais ou outras abreviaturas. Em alternativa, é possível utilizar o cargo do
trabalhador ou códigos/números internos atribuídos pelo produtor/empresa. Outros dados
pessoais dos trabalhadores (p. ex., contrato, registos de horas, folhas de vencimento) que devem
ser disponibilizados ao avaliador devem ser fornecidos pelo empregador. Para assegurar a
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provisão adequada de dados e transparência, foi elaborado um documento para a Proteção de


Dados Pessoais, que pode ser utilizado pelos empregadores. Caso seja necessário e solicitado
pelos trabalhadores, o empregador deverá reencaminhar este documento para os trabalhadores.
f) Depois do carregamento da checklist para a Base de Dados GLOBALG.A.P., o OC emite um
Comprovativo de Avaliação para o produtor/grupo de produtores. Este comprovativo da avaliação
é gerado pela Base de Dados GLOBALG.A.P. Se o OC emitir um Comprovativo de Avaliação
não gerado pela Base de Dados GLOBALG.A.P., o referido comprovativo deve estar totalmente
em conformidade com o modelo no Anexo V. O documento Comprovativo de Avaliação só pode
ser emitido com base nas informações disponíveis nesse momento na Base de Dados
GLOBALG.A.P. para esse Número GLOBALG.A.P. único (GGN/GLN). No caso da Opção 2, esse
comprovativo de avaliação também contém uma lista de todos os membros participantes
(avaliados por GRASP internamente) do grupo de produtores.

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5.2.1 Subcontratantes
Devem ser implementadas boas práticas sociais em todas as funções e relações comerciais (dever de
diligência), pelo que também os subcontratantes e os prestadores de serviços devem manifestar os seus
compromisso e responsabilidade de seguirem os requisitos do GRASP. No mínimo, os subcontratantes e
os prestadores de serviços devem estabelecer e assinar uma autodeclaração sobre boas práticas sociais
no contexto do GRASP. Os demais elementos comprovativos do cumprimento dos requisitos do GRASP
devem ser fornecidos:
• diretamente pelo subcontratante, no escritório do subcontratante ou nos pontos de controlo
dos locais de produção: o OC avalia o subcontratante no âmbito da auditoria ao produtor;
• pelo produtor (que necessita de apresentar ao avaliador, por exemplo, cópias de registos,
documentos, comprovativos do subcontratante relativos aos pontos de controlo
específicos): o produtor avalia o subcontratante durante a autoavaliação e obtém todas as
provas necessárias que lhe permitam responder e mostrar provas relativas a todos os
requisitos aplicáveis durante a sua avaliação; ou
• o subcontratante detém um comprovativo válido de auditoria social ou um certificado válido
de cumprimento social para o mesmo âmbito da certificação GLOBALG.A.P. que inclui o
serviço prestado ao produtor que se candidatou ao GRASP.

Se a legislação nacional ou as regras em matéria de proteção de dados não permitirem que os


subcontratantes partilhem determinada documentação com o OC (por exemplo, registos individuais dos
trabalhadores), os avaliadores do GRASP devem colocar uma observação no ponto de controlo aplicável
da Checklist GRASP. Em vez de avaliarem os documentos e registos dos trabalhadores subcontratados,
os subcontratantes devem comprovar o cumprimento elaborando, e depois partilhando com o avaliador do
GRASP, outros comprovativos da avaliação (por exemplo, a declaração elaborada pelo subcontratante e
verificada pelo produtor, comprovativos das autoridades ou sistemas de certificação a nível nacional)
descrevendo o sistema implementado e os instrumentos e medidas aplicados para cumprir os requisitos
do GRASP.

Em caso de dúvida, o avaliador do OC pode ainda optar por efetuar uma visita ao escritório ou local de
produção nas instalações do subcontratante, desde que cumpra as regras sobre proteção de dados do
país. Em última análise, o produtor GLOBALG.A.P. será responsabilizado por eventuais incumprimentos.
a) Os subcontratantes devem concordar que os OC com aprovação final pelo GLOBALG.A.P.
verifiquem as avaliações através de uma inspeção física, sempre que exista uma dúvida. Ver
também o ponto 3.4.
b) Em países onde os subcontratantes são inspecionados com outro referencial por uma parte
externa (OC sem aprovação final pelo GLOBALG.A.P.), o subcontratante deve receber:
• Uma carta de conformidade do OC sem aprovação final pelo GLOBALG.A.P., com as
seguintes informações: 1) data da avaliação, 2) nome do OC, 3) nome do avaliador, 4)
detalhes do subcontratante e 5) comentários e justificação para os pontos de controlo que
não foram avaliados.
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• Está disponível um certificado de referencial comparável reconhecido pela indústria,


conforme mencionado no Guia Nacional de Interpretação.
As observações devem explicar o cenário de subcontratação aplicável.

5.2.2 Opção 1 – Produtor individual (com/sem SGQ)


a) O produtor recebe uma avaliação anual.
b) De modo a assegurar o princípio de serviço de auditorias integradas ("one-stop-shop") da
Certificação GLOBALG.A.P., a avaliação GRASP deve ser realizada juntamente com a
inspeção/auditoria à produção primária do GLOBALG.A.P.

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c) As explorações multilocais com SGQ devem implementar o GRASP em todos os locais e na
unidade de acondicionamento de produtos (PHU). A nível interno, cada local deve ser avaliado.
A nível externo, o OC avalia uma amostra (raiz quadrada) dos locais e da PHU central. Não é
necessário utilizar e arquivar uma Checklist GRASP separada para a PHU. O relatório GRASP
final combina os resultados e as notas da avaliação de todos os locais visitados e da PHU,
indicando as diferentes condições entre os locais. Pode consultar mais informações no
ponto 5.2.4.
d) Os produtores que não têm trabalhadores devem declarar, numa autodeclaração, que todos os
pontos de controlo GRASP não se aplicam. Não é necessária uma avaliação externa física pelo
OC. No entanto, a Checklist GRASP deve ser preenchida com todos os pontos não aplicáveis e
carregada para a Base de Dados GLOBALG.A.P.

5.2.3 Opção 2 – Grupo de produtores


Apenas os grupos de produtores certificados na Opção 2 para GLOBALG.A.P. poderão ser avaliados como
grupo para o GRASP. O grupo de produtores é avaliado de acordo com a Checklist GRASP Opção 2.
a) Deve ser realizada, no mínimo, uma inspeção interna por ano a cada produtor registado no grupo
de produtores, por inspetores qualificados internos do grupo de produtores ou serviços
subcontratados a um organismo de verificação externo, que não o OC responsável pelas
inspeções externas do grupo. Durante a inspeção interna, o inspetor interno deve seguir os
princípios básicos de inspeção, conforme as exigências da norma ISO 65 (p. ex., verificação de
registos por amostragem para conseguir prova do cumprimento). Os resultados das avaliações
internas devem ser anotados e resumidos na Checklist Interna GRASP para Grupos de
Produtores. Cada membro do grupo de produtores avaliado internamente (Opção 2) deve ser
aceite na Base de Dados GLOBALG.A.P.
b) A avaliação externa anual efetuada por um OC verifica o funcionamento do SGQ (p. ex., todos
os membros do grupo foram avaliados internamente?) e realiza uma avaliação externa com uma
amostra (raiz quadrada) dos membros produtores registados para o GRASP. O auditor/inspetor
deve avaliar o nível de implementação do sistema de gestão da qualidade interno, conforme
descrito no ponto de controlo SGQ dos PCCC GRASP, e verificar a plausibilidade dos resultados
da inspeção interna.
c) O OC não inspeciona todos os produtores de um grupo de produtores, mas sim a raiz quadrada.
O OC não é responsável por determinar o cumprimento por parte de cada produtor (esta
responsabilidade é do requerente). O OC deve avaliar se os controlos internos do requerente
são adequados.
Exemplo: um grupo de produtores com 25 membros candidata-se ao GRASP e o OC avalia
externamente 5 membros do grupo de produtores (raiz quadrada de 25).
d) Não é possível avaliar apenas unidades de acondicionamento ou a produção própria do grupo
de produtores. Se for necessário avaliar a produção própria do grupo (ou seja, os mesmos
produtos cultivados pelos membros do grupo de produtores), esta deve ser incluída na avaliação
do grupo.
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Exemplo:
Um grupo de produtores tem uma certificação para melões: os membros do grupo de produtores
cultivam melões e o titular do certificado tem também melões nos seus campos. Os melões de
ambos são objeto de uma avaliação GRASP da Opção 2.
Um grupo de produtores tem uma certificação para melões: os membros do grupo de produtores
cultivam (apenas) melões. Nos seus campos, o titular do certificado cultiva curgetes no âmbito
da Opção 1. Os melões dos membros do grupo são avaliados no âmbito da Opção 2 e as
curgetes no âmbito da Opção 1.

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e) Se novos membros do grupo de produtores se candidatarem ao GRASP durante os 12 meses
de validade da avaliação, aplicam-se os seguintes princípios: é necessária uma auditoria ao SGQ
quando
• os novos membros (que têm também trabalhadores) são mais de 10% dos membros já
objeto de uma avaliação GRASP, e/ou
• mais de 10% dos produtores existentes com avaliação GRASP (sem trabalhadores
anteriormente) contratam trabalhadores.
f) Os produtores sem trabalhadores, que pertençam a um grupo de produtores, devem ser incluídos
no sistema de gestão da qualidade interno do grupo, de modo a assegurar que o GRASP é
implementado se o produtor empregar alguém. As explorações sem trabalhadores (GRASP N/A)
devem fazer parte da amostra durante a avaliação de produtores na Opção 2. A composição da
amostra deve refletir a percentagem de explorações familiares no grupo. Exemplo: um grupo de
produtores tem 100 membros que se registam para o GRASP. Vinte explorações não têm
trabalhadores. O OC utiliza como amostra a raiz quadrada, 10 produtores; dois produtores não
devem ter trabalhadores.
g) Se a avaliação externa da amostra dos membros do grupo de produtores revelar grandes
diferenças entre os resultados das inspeções interna e externa, isso deve ser mencionado em
Observações/Comentários da Checklist GRASP por ponto de controlo relevante. Grandes
diferenças podem indicar uma falta grave nos resultados da inspeção interna.
Exemplo:
Os resultados da avaliação interna de um produtor para a Pergunta 1 indicam que o produtor
cumpre totalmente esse ponto, enquanto a inspeção externa demonstra que o produtor não está
em cumprimento. Neste caso, o grupo de produtores precisa de ser reavaliado após um período
de três meses, e as ações corretivas que foram tomadas deverão ser assinaladas na checklist.
Na Checklist GRASP, o OC faz o carregamento apenas dos resultados dos membros avaliados
externamente.
h) Todos os membros do grupo, locais e unidades com certificação IFA devem ser registados no
GRASP e considerados para efeitos de amostragem na avaliação do GRASP. Isto significa que
a avaliação do OC incluirá o SGQ, a raiz quadrada do número de unidades de acondicionamento,
no caso de Frutas e Legumes, e de todas as unidades de acondicionamento, no caso da
Aquacultura, e a amostra da raiz quadrada mínima de todos os membros do grupo de produtores
aceites. A amostra deve ser igual à escolhida para a inspeção IFA. O período de transição da
regra atual (que não exige a inclusão de cada membro do grupo de produtores) para a nova regra
(que exige a inclusão de todos os membros do grupo de produtores) é um ano a contar da data
de validade da atual avaliação GRASP.
O GRASP apenas pode ser aplicado a toda a produção da empresa registada no GLOBALG.A.P.,
incluindo a produção própria do grupo de produtores. A produção própria do grupo não pode ser
avaliada separadamente, devendo antes ser contada como um membro adicional da amostra da
avaliação dos membros do grupo de produtores da Opção 2.
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Exemplo: o número de membros do grupo de produtores com avaliação GRASP é 100, mas o
produto fornecido pelos membros do grupo de produtores é também cultivado pelo próprio grupo
no(s) seu(s) próprio(s) campo(s). Assim, o número de produtores avaliado pelo OC é a raiz
quadrada de 101, que é 11.
Após a avaliação inicial e durante a avaliação posterior, o tamanho da amostra pode ser
dividido entre a inspeção de acompanhamento IFA e a inspeção de recertificação IFA. Para
facilitar as entrevistas aos trabalhadores, o momento da avaliação (e a distribuição entre as
visitas de acompanhamento e de recertificação) deve ter em conta a disponibilidade dos
trabalhadores.

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1. Avaliação interna:
• Utilize a Checklist GRASP Interna para Grupos de Produtores para
inspecionar internamente todos os membros do grupo de produtores
registados para o GRASP. Mantenha os registos destas inspeções.
• Os resultados das inspeções internas são reunidos na Checklist Interna
GRASP para Grupos de Produtores. Esta Checklist pode ser descarregada
a partir do Website GLOBALG.A.P.
2. Avaliação externa:
• Utilize a Checklist GRASP para avaliar uma amostra da raiz quadrada dos
membros do grupo de produtores registados para o GRASP.
• Compare os resultados das avaliações externas da amostra com os
resultados das avaliações internas.
• Se os resultados das avaliações internas e externas corresponderem,
preencha o ponto de controlo SGQ sobre a eficiência do sistema de gestão
da qualidade do grupo.
• Se existirem grandes diferenças entre os resultados das avaliações interna
e externa, utilize o campo Observações/Comentários para assinalar a
variação.
3. Carregamento dos resultados para a Base de Dados GLOBALG.A.P.:
Carregue a checklist GRASP Opção 2 preenchida, com os resultados da
avaliação externa, para a Base de Dados GLOBALG.A.P.

5.2.4 Unidade de acondicionamento (PHU)


Nas avaliações internas, devem ser avaliadas todas as unidades de acondicionamento.
As unidades de acondicionamento geridas por um grupo de produtores devem também ser incluídas na
amostra da avaliação externa. Se existir uma só unidade de acondicionamento central, esta deve ser
inspecionada anualmente. Se houver mais do que uma unidade de acondicionamento central, deve ser
inspecionada a raiz quadrada do número total de unidades de acondicionamento centrais registadas. Para
aquacultura, todas as unidades de acondicionamento devem ser sempre inspecionadas anualmente.

Se o acondicionamento não estiver centralizado, sendo antes efetuado nos locais de produção de cada
membro do grupo de produtores, este fator deve ser tido em conta para determinar a amostra dos membros
do grupo de produtores a inspecionar. Caso seja escolhido, o OC deve inspecionar conjuntamente os
membros escolhidos do grupo de produtores e a sua unidade de acondicionamento.

Após a avaliação inicial e durante a avaliação posterior, o tamanho da amostra pode ser dividido entre a
inspeção de acompanhamento IFA e a inspeção de recertificação IFA. Para facilitar as entrevistas aos
trabalhadores, o momento da avaliação (e a distribuição entre as visitas de acompanhamento e de
recertificação) deve ter em conta a disponibilidade dos trabalhadores.
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Na unidade de produção e na unidade de acondicionamento podem estar empregados trabalhadores


diferentes sob condições diferentes, e os resultados da avaliação podem também divergir. A unidade de
produção pode apresentar cumprimento total, enquanto a avaliação da PHU apresenta incumprimentos.
O cumprimento global mostra um resultado para as unidades de produção e de acondicionamento. Nestes
casos, as observações devem explicar a situação específica.

Aplica-se a seguinte regra de avaliação: em qualquer caso, em especial nas avaliações dos OC da
Opção 1, os comentários devem explicar as várias diferenças potenciais nas condições de trabalho (local
de produção vs. unidade de acondicionamento). Os avaliadores devem descrever os locais e unidades
avaliados, bem como o que se constatou e onde (elemento comprovativo e localização do mesmo, por
exemplo, no local de produção, no escritório, no escritório do subcontratante, etc.). Independentemente da
sua localização (campo ou unidade de acondicionamento, subcontratante), as eventuais situações de
incumprimento devem ser registadas no campo "Observações" da Checklist GRASP, referindo o local de
produção ou a unidade de acondicionamento e as ações corretivas, se aplicadas.

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(i) Unidades de acondicionamento subcontratadas
Se, no ciclo de um produto, um OC já tiver avaliado uma PHU subcontratada, o outro OC pode
aceitar o resultado da avaliação e não precisa de reavaliar a PHU.

6 REQUISITOS DE QUALIFICAÇÃO DOS AVALIADORES GRASP


Os avaliadores GRASP aprovados pelo GLOBALG.A.P. podem avaliar produtores/grupos de produtores
assim que o formador interno do OC tiver verificado as respetivas provas de qualificação e experiência em
avaliações ou auditorias sociais.

6.1 Qualificações formais


Para a realização de avaliações de multilocais sem SGQ das Opções 1 e 3, os avaliadores têm de ser
inspetores IFA aprovados pelo GLOBALG.A.P.
Para a realização de avaliações de multilocais com SGQ das Opções 1 e 3, e de avaliações de grupos de
produtores com SGQ das Opções 2 e 4, é necessária a qualificação de auditor IFA aprovado pelo
GLOBALG.A.P. As inspeções de locais e de membros de grupos de produtores podem continuar a ser
realizadas por um inspetor IFA aprovado pelo GLOBALG.A.P.

6.2 Competências e qualificações técnicas

6.2.1 Em países com NIG do GRASP


a) Todos os inspetores que irão avaliar o GRASP têm de estar registados como formandos online
GLOBALG.A.P. e ser aprovados no teste online do GRASP na Base de Dados GLOBALG.A.P.
b) Além disso, para ser possível contratar os novos avaliadores, o formador interno tem de prestar
formação formal interna sobre o GRASP com uma duração mínima de 8 horas, incluindo todos
os critérios pertinentes e a regulamentação de apoio descritos nos Guias Nacionais de
Interpretação (NIG) do GRASP dos países em que o OC realiza as avaliações GRASP, e
demonstrar como são incluídos os NIG no programa de formação (documentado com agenda,
lista de participantes e certificado).
c) Os conhecimentos de auditoria dos avaliadores GRASP também serão verificados através de
uma auditoria de testemunho pelo formador interno:
i. O avaliador GRASP deve avaliar, pelo menos, um produtor na Opção 1 ou um membro de
um grupo de produtores na Opção 2 e uma auditoria ao SGQ na Opção 2, e a sua avaliação
deverá ser testemunhada pelo formador interno.
A avaliação presencial pode igualmente ser levada a cabo por um avaliador GRASP já aprovado
do mesmo OC, designado pelo formador interno. O formador interno será responsável e
responsabilizado por esta decisão.
d) Os requisitos de qualificação técnica devem incluir a formação sobre a regulamentação laboral
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local relacionada com os pontos de controlo e as convenções da OIT ratificadas no país em que
o avaliador efetua a avaliação. A formação pode inserir-se no âmbito das qualificações formais
ou ser obtida através da frequência com aproveitamento de um curso formal (que pode consistir
em formação interna dada pelo formador interno do OC). A formação deve ter uma duração
mínima de 8 horas. A duração e o conteúdo serão indicados nas provas fornecidas para este
requisito (certificado de curso, prova da formação incluída nas qualificações formais, etc.). Estes
elementos comprovativos devem ser renovados de três em três anos.

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6.2.2 Em países sem Guias Nacionais de Interpretação GRASP (países sem NIG)
a) A avaliação GRASP pode ser levada a cabo por um auditor/inspetor IFA aprovado pelo
GLOBALG.A.P. e que comprove deter as qualificações adicionais abaixo descritas
i. Formação sobre a regulamentação laboral local do país sem NIG relacionada com os pontos
de controlo e as convenções da OIT ratificadas no país em que o avaliador efetua a
avaliação (incluindo o desenvolvimento, as questões e as alterações legislativas relevantes
para o cumprimento do GRASP nos países em que é realizada a avaliação). A formação
pode inserir-se no âmbito das qualificações formais ou ser obtida através da frequência com
aproveitamento de um curso formal*.

ou
ii. A realização, na qualidade de responsável de auditoria, de pelo menos duas auditorias no
país da requisição sem NIG, com base num referencial que inclua uma componente laboral.

e, tanto para a subalínea i. como para a subalínea ii.,


• Fornecer um documento com a referência legislativa aos requisitos do GRASP verificados
pelo avaliador durante a avaliação GRASP. Este documento deve ser revisto e aprovado
pelo formador interno.

• De igual modo, deve ser apresentado com a requisição das avaliações GRASP num país
sem NIG.

• Competências linguísticas na língua nativa ou de trabalho correspondente utilizada na


formação e nas instruções de trabalho dadas aos trabalhadores.

*Um curso formal pode:


a) inserir-se nas qualificações formais (licenciatura/diploma) ou na certificação atribuída ao
avaliador. O avaliador deve apresentar o respetivo comprovativo. Caso se tenha inserido no
âmbito de uma licenciatura ou diploma, deve constar do programa. Em alternativa, caso tenha
sido obtido separadamente, deve ser apresentado um certificado de exame diferente com um
curso abrangendo estas questões.
b) consistir em formação interna dada pelo formador interno. O avaliador deve apresentar o
comprovativo desta formação. Caso tenha feito parte da formação interna, devem ser
apresentados o programa completo do curso, incluindo os requisitos do GRASP, o exame e o
certificado de exame.

Tanto em a) como em b), a formação ou o curso deve ter uma duração mínima de 8 horas para permitir a
contratação de novos avaliadores GRASP. Os elementos comprovativos fornecidos para satisfazer este
requisito devem indicar a duração e o conteúdo da formação.
b) Os auditores e inspetores com aprovação GLOBALG.A.P., mas sem as qualificações acima
referidas, podem realizar a avaliação GRASP com o apoio de um auditor social que não seja um
auditor e inspetor com aprovação GLOBALG.A.P.
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Os auditores sociais necessitam de comprovar as suas qualificações junto do OC aprovado pelo


GLOBALG.A.P. Tal deve passar por:

• Ter realizado, na qualidade de responsável de auditoria, pelo menos duas auditorias sociais
sobre questões laborais no país da realização da avaliação
• Fornecer um documento com a referência legislativa aos requisitos do GRASP verificados
pelo avaliador durante a avaliação GRASP. Este documento deve ser revisto e aprovado
pelo formador interno.
• Competências linguísticas na língua nativa ou de trabalho correspondente utilizada na
formação e nas instruções de trabalho dadas aos trabalhadores.

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Estes auditores sociais continuam a dispensar o registo na Base de Dados GLOBALG.A.P., a formação
interna do OC sobre o GRASP e a formação e o teste online sobre o GRASP.

Caso o OC apresente requisições para vários países sem NIG, devem ser apresentados elementos
comprovativos para cada requisição.

6.3 Manutenção das competências


O OC deve ter um procedimento implementado para manter os conhecimentos e as competências dos
auditores e inspetores GLOBALG.A.P.
a) Registos
i. Devem ser mantidos registos das qualificações e formações de todos os avaliadores
GRASP.
ii. Devem ser mantidos registos das formações concluídas, formações online e exames com
aprovação oferecidos pelo GLOBALG.A.P.
b) Formação pelo formador interno
i. Os avaliadores devem ser submetidos a formações e avaliação para assegurar a
consistência na abordagem e interpretação dos Pontos de Controlo GRASP.
c) Atualizações da Formação Online GRASP concluídas (assim que ficarem disponíveis).
d) O OC deve realizar uma avaliação de testemunho GRASP ou uma reinspeção de cada um dos
seus avaliadores GRASP, pelo menos a cada 4 anos, para verificar as competências.
e) Deverá estar implementado um sistema apto a demonstrar que os avaliadores GRASP estão
informados e cientes de desenvolvimentos (p. ex., NIG), questões e alterações legislativas
relevantes para a avaliação de riscos nas práticas sociais.

6.4 Formador interno


Antes de avaliar o GRASP, os OC necessitam de um formador interno GRASP responsável pela
qualificação e manutenção das competências de todos os avaliadores GRASP.
a) Os OC que já trabalham com o GRASP devem nomear um avaliador GRASP para o Secretariado
GLOBALG.A.P. que tenha preenchido anteriormente os requisitos de avaliador GRASP. Os OC
que estão a começar as avaliações GRASP devem nomear uma pessoa que irá participar na
formação de formador interno, com duração de um dia. Esta é uma formação adicional para
formadores internos, que devem também cumprir todos os outros pontos para avaliadores
GRASP, conforme definido no ponto 6 acima.
b) O primeiro formador interno do OC é aprovado pelo Secretariado GLOBALG.A.P.

6.4.1 Tarefas principais


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a) Configurar um sistema para demonstrar que o pessoal-chave está informado e ciente de


desenvolvimentos, questões e alterações legislativas relevantes para o cumprimento das Regras
Gerais GRASP.
b) Assegurar atualizações de qualificação dos avaliadores GRASP assim que ficam disponíveis
atualizações da Formação Online e/ou atualizações dos documentos normativos, NIG GRASP e
alterações legislativas.
c) Testemunhar, no mínimo, um produtor na Opção 1 ou um membro do grupo de produtores na
Opção 2 e uma auditoria ao SGQ na Opção 2 do GRASP antes de um avaliador GRASP poder
ser aprovado.

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6.5 Qualificações de inspetores internos de grupo de produtores
a) Os inspetores poderão inspecionar o GRASP após a prova factual (conforme descrito abaixo)
das suas qualificações e experiência ter sido verificada pelo grupo de produtores. O OC aprovado
pelo GLOBALG.A.P. deve auditar o cumprimento dos requisitos, conforme descrito abaixo,
durante a auditoria externa ao SGQ.
b) O OC relevante deverá ter uma lista completa e atual de todos os inspetores internos do grupo
de produtores. A qualificação dos inspetores internos deverá ser aprovada pelos OC durante as
inspeções externas.

6.5.1 Competências e qualificações dos inspetores internos do grupo de produtores


a) Um curso prático de inspeção, com duração de um dia, abordando os princípios básicos de
inspeções.
b) Conhecimento de e/ou acesso à regulamentação laboral.
c) Conhecimento do NIG GRASP (assim que ficar disponível) do respetivo país.
d) Competências linguísticas na língua nativa ou de trabalho correspondente.

7 SISTEMA DE CUMPRIMENTO DO GRASP


7.1 Registo na Base de Dados do Complemento do GRASP
a) O primeiro passo a cumprir na Base de Dados GLOBALG.A.P. é o registo do Complemento
GRASP. Isto inclui a seleção do referencial do Complemento GRASP atualmente válido, o registo
e aceitação do "produto" GRASP no âmbito desse referencial e o registo do número de
trabalhadores contratados pela empresa requerente. Este procedimento deve ser concluído na
Base de Dados GLOBALG.A.P. para produtores individuais na Opção 1, grupos de produtores
na Opção 2 e para cada membro participante do grupo de produtores na Opção 2. Para todas as
especificações relevantes, consultar 3. Opções de candidatura e 9.2. Definições.

7.2 Resultados da avaliação GRASP


O Complemento GRASP consiste em diferentes níveis de cumprimento baseados num sistema de
pontuação. O nível de cumprimento de cada ponto de controlo é calculado a partir das respostas dos
subpontos de controlo correspondentes na Checklist GRASP. O cumprimento de um subponto de controlo
significa 100%; o incumprimento significa 0%. O nível de cumprimento global é então calculado a partir
dos resultados da avaliação de cada ponto de controlo, considerando todos os pontos de controlo
aplicáveis. O resultado global da avaliação mostra o nível de cumprimento GRASP do produtor/grupo de
produtores.
a) Os resultados da avaliação GRASP só são mostrados na Base de Dados GLOBALG.A.P. se
estiver acessível um certificado válido de produção primária GLOBALG.A.P. ou um referencial
equivalente/CMA.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

b) Existe uma classificação global de 5 níveis para o cumprimento de cada ponto de controlo e o
nível global de cumprimento da avaliação GRASP:
• Cumpre totalmente
• Melhorias necessárias
• Não cumpre, mas foram tomadas algumas medidas
• Não cumpre
• Não aplicável

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Os níveis de cumprimento são calculados com base na tabela abaixo:

Resultado da avaliação Nível de cumprimento


de a
> 99% 100% Cumpre totalmente
> 66% ≤99% Melhorias necessárias
> 32% ≤66% Não cumpre, mas foram tomadas algumas medidas
0% ≤32% Não cumpre

O nível de cumprimento global da avaliação GRASP "Cumpre totalmente" só pode ser obtido se
todos os pontos de controlo aplicáveis tiverem sido assinalados como "Cumpre totalmente".
O nível de cumprimento global "Melhorias necessárias" só pode ser obtido se nenhum ponto de
controlo for assinalado como "Não cumpre, mas foram tomadas algumas medidas" ou "Não
cumpre". Se um ou mais pontos de controlo estiverem assinalados como "Não cumpre, mas
foram tomadas algumas medidas" ou "Não cumpre", o resultado da avaliação descerá
automaticamente para "Melhorias necessárias" para "Não cumpre, mas foram tomadas algumas
medidas".
O resultado GRASP do grupo de produtores é calculado automaticamente a partir do resumo
dos resultados da avaliação externa e do resultado do Ponto de Controlo SGQ sobre a eficiência
do sistema de gestão da qualidade.

A última pergunta da checklist da Opção 2, a pergunta sobre o SGQ, só pode ter como resposta
"Cumpre totalmente" ou "Não cumpre". No caso de "Não cumpre" para a pergunta sobre o SGQ,
o nível de cumprimento global desce para "Não cumpre".

7.3 Ações corretivas


Os resultados da avaliação podem também ser carregados para a Base de Dados GLOBALG.A.P. antes
de serem tomadas ações corretivas, depende das decisões dos produtores e/ou dos requisitos dos
Observadores GRASP. Pode então ser feito novamente o carregamento do resultado da avaliação final,
depois de ter sido enviada a prova das ações corretivas.
Além disso, podem existir incumprimentos que não podem ser corrigidos no mesmo período de produção,
mas apenas para a avaliação GRASP seguinte. Neste caso, é feito o carregamento do resultado da
avaliação GRASP com os incumprimentos e os comentários relevantes que explicam o cenário.
Se forem necessárias ações corretivas e a ação corretiva puder ser efetuada, o mesmo período é definido
no Regulamento Geral GLOBALG.A.P., conforme indicado abaixo. O relatório da avaliação deve ser
carregado depois de terminado o prazo para a aplicação das ações corretivas, quer esta aplicação tenha
ocorrido ou não.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

7.3.1 Avaliação GRASP inicial


No caso de incumprimentos, o produtor tem três meses (ou menos, conforme acordado entre o produtor e
o OC) a partir da data da avaliação para tomar ações corretivas que retifiquem a situação, antes de os
resultados da avaliação final serem carregados para a Base de Dados GLOBALG.A.P. O OC deve fazer o
carregamento da Checklist GRASP num prazo máximo de 28 dias de calendário após a resolução de todos
os incumprimentos pendentes.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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7.3.2 Avaliação GRASP subsequente
No caso de incumprimentos, o produtor tem 28 dias (ou menos, conforme acordado entre o produtor e o
OC) a partir da data da avaliação para tomar ações corretivas que retifiquem a situação, antes de os
resultados da avaliação final serem carregados para a Base de Dados GLOBALG.A.P.
Assim que os incumprimentos estiverem corrigidos, a Checklist GRASP corrigida deve ser carregada para
a Base de Dados GLOBALG.A.P. O OC deve fazer o carregamento da Checklist GRASP num prazo
máximo de 28 dias de calendário após a resolução de todos os incumprimentos pendentes.
Se os incumprimentos não forem corrigidos, deve ser feito o carregamento da Checklist GRASP com todos
os incumprimentos, as ações corretivas pendentes e respetivas observações para a Base de Dados
GLOBALG.A.P. Este será então o relatório de avaliação final, que é também emitido pelo OC para o
produtor/grupo de produtores como Comprovativo da Avaliação.

7.3.3 Inspeções de acompanhamento não anunciadas


O programa Complemento GRASP não requer que os produtores sejam sujeitos a inspeções de
acompanhamento não anunciadas.

7.4 Anulação relativamente à conformidade com o GRASP


a) A anulação do contrato GRASP será aplicada se:
i. O OC encontrar prova de fraude e/ou falta de confiança no cumprimento dos requisitos
GRASP,
ou
ii. Existir uma não-conformidade contratual.
O OC poderá reportar conclusões de fraude ou quebras de requisitos legais/crimes detetados às
autoridades locais/nacionais responsáveis.
b) A anulação do contrato irá resultar na proibição total (todos os produtos, todos os locais) da
utilização do Comprovativo de Avaliação GRASP e de qualquer outro tipo de documento que
possa estar associado ao Complemento GRASP.
c) Um produtor que tenha recebido uma anulação não será aceite para avaliação do Complemento
GRASP durante 12 meses após a data da anulação.
d) Neste caso, a auditoria básica de produção primária GLOBALG.A.P. poderá também ser afetada,
dependendo do motivo da suspensão.

7.5 Notificação e recursos


O produtor deverá solucionar as não-conformidades comunicadas ou recorrer por escrito ao OC do
desacordo com as não-conformidades, explicando as razões para o recurso.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

7.6 Sanções aos Organismos de Certificação


O GLOBALG.A.P. reserva-se o direito de sancionar os OC com base em prova de incumprimento dos
procedimentos ou cláusulas do Contrato de Certificação e Licença assinado entre o GLOBALG.A.P. e o
OC.

7.6.1 Não carregamento do relatório da avaliação GRASP


De acordo com as Regras Gerais GRASP, o relatório deve ser carregado no prazo máximo de 28 dias a
contar do termo do prazo para a aplicação das ações corretivas (três meses após a avaliação inicial ou
28 dias após a avaliação subsequente). Se um OC não cumprir esta regra (ou seja, se carregar a Checklist
GRASP após este prazo), o Secretariado GLOBALG.A.P. impõe uma multa de 150 EUR por GGN ao OC.
Esta não-conformidade é igualmente incluída nos indicadores-chave de desempenho (ICD) do OC.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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7.6.2 Avaliação GRASP realizada sem aprovação prévia – com referência ao capítulo 6.2.2
Se um avaliador do GRASP levar a cabo uma avaliação GRASP num país sem NIG e sem a aprovação
concedida através do procedimento de candidatura formal, são aplicadas as seguintes sanções:
• Essa avaliação GRASP é invalidada e anulada.
• O Secretariado GLOBALG.A.P. impõe uma multa de 500 EUR ao OC.
• O OC deve apresentar o formulário de candidatura normal para avaliações GRASP sem
NIG de acordo com as Regras Gerais GRASP v1.3-1-i, Capítulo 6.2.2.
• A empresa deve ser reavaliada e a base de dados atualizada em conformidade.
• O caso é incluído nos ICD do OC.

7.7 Comprovativo de avaliação e ciclo de inspeções


a) O Comprovativo de Avaliação só pode ser emitido se o produtor tiver um certificado válido para
um referencial GLOBALG.A.P. ou um referencial equivalente/CMA.
b) O Comprovativo de Avaliação não é transmissível entre entidades legais.
c) O ciclo de aprovação de inspeções é de 12 meses, sujeito a sanções e prolongamentos, em
conformidade com o âmbito descrito.

7.7.1 Informações sobre o Comprovativo de Avaliação


a) O Comprovativo de Avaliação emitido pelo OC deve estar em conformidade com o modelo
disponível.
b) Data da avaliação: a data em que o OC avaliou o produtor. A mesma data é também introduzida
se tiverem sido detetadas não-conformidades.
c) Válido a partir de:
i. Inspeção inicial: a data inicial de validade é a data da avaliação.
ii. Inspeções subsequentes: a data "válido a partir de" está associada ao ciclo de certificado
do Referencial GLOBALG.A.P. ou referencial equivalente/CMA, a partir do momento em que
é implementado.
d) Válido até:
i. Esta data está sempre associada ao ciclo de certificado do Referencial GLOBALG.A.P. ou
referencial equivalente/CMA, a partir do momento em que é implementado.

7.7.2 Manutenção do Comprovativo da Avaliação


O registo do produtor com o Complemento GRASP tem de ser novamente confirmado junto do OC
anualmente, antes da data de expiração.

7.8 Programa de Integridade da Certificação (CIPRO)


Desde 2015 que o GRASP faz parte do Programa de Integridade (IPRO) do GLOBALG.A.P. O Programa
de Integridade da Certificação (CIPRO) é baseado nos riscos e consiste em dois tipos de avaliações:
i. Avaliações no escritório para verificar o desempenho de certificação do OC
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

ii. Avaliações do produtor ou avaliações de testemunho ao OC para verificar o desempenho


de avaliação do OC

7.8.1 Programa de Integridade


Ao Programa de Integridade GRASP aplicam-se as mesmas regras definidas para o Programa de
Integridade no atual Regulamento Geral GLOBALG.A.P. válido.

8 TOMADA DE DECISÃO/GOVERNAÇÃO
Todas as decisões do GRASP estão sob a responsabilidade final do Conselho GLOBALG.A.P. Um Comité
Técnico eleito pelo GRASP é responsável por todos os assuntos técnicos relativos aos PCCC GRASP,
NIG e as restantes Ferramentas GRASP. Para mais detalhes, consulte os Termos de Referência do Comité
Técnico GRASP.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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9 ABREVIATURAS E DEFINIÇÃO DE TERMOS
9.1 Abreviaturas
Estas abreviaturas aplicam-se a este e a todos os outros documentos relacionados com o GRASP:

GRASP Avaliação de Riscos nas Práticas Sociais GLOBALG.A.P.


CMA Checklist Modificada Aprovada
OC Organismo de Certificação
CC Critérios de Cumprimento
CL Checklist
CoC Chain of Custody, Cadeia de Responsabilidade
PC Ponto de Controlo
PCCC Pontos de Controlo e Critérios de Cumprimento
FAQ Frequently Asked Questions, Perguntas Frequentes
GLN Global Location Number, Número de Localização Global
GGN GLOBALG.A.P. Number , Número GLOBALG.A.P.
RG Regulamento Geral, nas Regras Gerais GRASP
IHT In-house Trainer, Formador Interno
OIT Organização Internacional do Trabalho
NIG National Interpretation Guideline, Guia Nacional de Interpretação
GTTN Grupo de Trabalho Técnico Nacional
PHU Product Handling Unit, Unidade de Acondicionamento
SGQ Sistema de Gestão da Qualidade
CPI Comité de Partes Interessadas

9.2 Definições
No âmbito da candidatura ao Módulo GRASP, os termos abaixo são definidos do modo que se segue.
Estas definições aplicam-se a este e todos os outros documentos relacionados com o GRASP:
Familiares diretos: os familiares diretos são os parentes diretos do produtor (isso não se aplica a gerentes
empregados) que vivem no mesmo agregado familiar que esse produtor. Podem ser pais, cônjuges,
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

irmãos/irmãs e filhos/filhas, mas não podem ser tios/tias, primos/primas ou outros.


Trabalhador: um trabalhador é remunerado pelos serviços de produção agrícola e/ou pelos serviços
ligados à produção (por exemplo, pessoal que prepara refeições para os trabalhadores) que este presta a
um produtor. Isso inclui a mão de obra permanente, ocasional e sazonal, assim como aprendizes e
subcontratantes (por empreitada) que manuseiam o produto. Poderá excluir os familiares diretos do
produtor. Caso os produtores não tenham trabalhadores em nenhum momento do ano, devem fornecer
uma autodeclaração em conformidade, e o GRASP não se aplicará.
Representante dos trabalhadores: uma representação dos trabalhadores facilita o diálogo entre os
trabalhadores, mas também entre os trabalhadores e a direção. Os problemas na exploração podem ser
facilmente abordados, discutidos e resolvidos. Além disso, a comissão ou os representantes dos
trabalhadores podem agir como mediadores em caso de conflitos. Em geral, os acordos com a
representação dos trabalhadores serão bem aceites pelos trabalhadores, já que os representantes
negociaram as condições. Os representantes dos trabalhadores devem fazer parte da mão de obra;
se fizerem parte da equipa da direção, o ponto de controlo não está em cumprimento.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Os Organismos de Certificação podem distribuí-lo pelos auditores, trabalhadores e clientes, e pode ser
descarregado gratuitamente no Website GLOBALG.A.P. e na Extranet do OC.
Direção (da empresa): o termo "direção" é usado para descrever a pessoa (ou pessoas)
operacionalmente responsável pela produção e pelos trabalhadores. O produtor pode empregar a direção
e, nesse caso, a pessoa (ou pessoas) será também tratada como um trabalhador comum.
Produtor: pessoa (individual) ou empresa (individual ou grupo de produtores) com entidade legal registada
que é proprietária da produção, relevante para o âmbito do GRASP (certificada conforme um Referencial
GLOBALG.A.P.) e legalmente responsável pelos produtos vendidos por essa empresa agrícola. Cada
produtor é identificado por um Número GLOBALG.A.P. (GGN), conforme especificado no Regulamento
Geral GLOBALG.A.P. válido. Um produtor pode candidatar-se ao GRASP juntamente com a auditoria de
produção primária GLOBALG.A.P., conforme o procedimento para a candidatura definido no Regulamento
Geral GLOBALG.A.P. válido e nestas Regras Gerais GRASP.
Subcontratantes: subcontratante de qualquer nível: com base na definição de "subcontratante" constante
do Regulamento Geral GLOBALG.A.P. V5.2 e v5.3 - GFS Parte I, Anexo I.4 Definições, os subcontratantes
GRASP são as entidades que fornecem mão-de-obra, equipamento, e/ou materiais para a realização de
operações agrícolas específicas ao abrigo do contrato com o produtor, direta ou indiretamente
relacionadas com o referencial do Sistema Integrado de Garantia da Produção (IFA). A título de exemplo,
as atividades diretamente relacionadas podem consistir na pulverização e apanha de fruta, e as atividades
indiretamente relacionadas nas refeições confecionadas pelo pessoal de cozinha para os trabalhadores.
Pode consultar mais esclarecimentos sobre a avaliação dos pontos de controlo nas Perguntas Frequentes
(FAQ) do GRASP.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Anexo I: Termos de Referência para a Elaboração dos Guias Nacionais de
Interpretação do GRASP

A finalidade destes Termos de Referência é assegurar a responsabilidade pela elaboração e atualização


regular dos Guias Nacionais de Interpretação GRASP e tornar o procedimento transparente. Este
documento deve ser enviado ao Secretariado GLOBALG.A.P.

1. Preâmbulo
a) O GRASP pode ser utilizado em todos os países onde pode ser emitido um certificado de
produção primária GLOBALG.A.P. ou um referencial equivalente/CMA.
b) Os Guias Nacionais de Interpretação GRASP (NIG) são um requisito.
c) Existem requisitos adicionais para utilizar o GRASP em países sem NIG, que devem ser
avaliados pelo Secretariado GLOBALG.A.P. e seguidos pelos Organismos de Certificação. Estes
requisitos são explicados nas Regras Gerais GRASP, nos Capítulos 4.4.3 e 6.2.2.
d) Nos casos em que os NIG estejam em elaboração:
• Os NIG GRASP oferecem orientação aos responsáveis pela implementação e aos
avaliadores sobre o respetivo quadro jurídico.
• Os NIG GRASP serão discutidos e suportados por um grupo de partes interessadas locais
bem informadas.
• Este grupo deverá ser ativo e obter a propriedade dos NIG.
• O grupo ou uma pessoa bem informada (p. ex., um Grupo de Trabalho Técnico Nacional
[GTTN] ou um membro GLOBALG.A.P.) identificado e nomeado pelo grupo irá rever os NIG.

2. Responsabilidades
Nos países onde existe um GTTN GLOBALG.A.P., esse grupo de trabalho deve ser responsável pela
elaboração dos NIG GRASP. Nos países onde não existe um GTTN GLOBALG.A.P. ou onde o GTTN não
está a planear elaborar os NIG GRASP, a responsabilidade pela elaboração e atualização regular dos
Guias Nacionais de Interpretação tem de pertencer a uma empresa membro do GLOBALG.A.P. que se
assume como responsável pelo processo de elaboração (por exemplo, um OC com aprovação final pelo
GLOBALG.A.P. ou um fornecedor). O GLOBALG.A.P. reserva-se o direito de alterar, atualizar ou retirar
os Guias Nacionais de Interpretação em qualquer momento, se necessário.

A elaboração e a aprovação dos guias têm de seguir o procedimento mínimo definido (ver ponto 3). O
principal objetivo desse procedimento é envolver partes interessadas locais relevantes e garantir a
transparência do processo de elaboração. O Secretariado GLOBALG.A.P., em conjunto com o CPI
GRASP, irá avaliar se a elaboração dos Guias Nacionais de Interpretação GRASP segue esse
procedimento. Após a consulta pública subsequente pelos Observadores GRASP, bem como pelo CPI
GRASP, e finalização pelo GTTN ou grupo responsável, o Secretariado GLOBALG.A.P. publicará o
documento no Website GLOBALG.A.P.

3. Procedimento de aprovação dos Guias Nacionais de Interpretação GRASP


201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

3.1 Informação ao Secretariado GLOBALG.A.P. e planeamento do projeto


O Secretariado GLOBALG.A.P. deve ser informado sobre o plano de elaboração dos NIG GRASP. O
requerente tem de fornecer ao GLOBALG.A.P. um plano do projeto, explicando o processo de elaboração
planeado. O Secretariado GLOBALG.A.P. tem de concordar com o processo proposto e reserva-se o
direito de adaptá-lo. O Secretariado GLOBALG.A.P. informa o CPI GRASP sobre todos os planos para
elaborar NIG.

3.2 Elaboração de uma versão preliminar dos Guias Nacionais de Interpretação


Um especialista (ou grupo de especialistas) local em direito laboral irá efetuar um esboço de uma primeira
versão dos guias de interpretação, fornecendo interpretações locais para cada um dos 13 pontos de
controlo, se necessário.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Essas interpretações não deverão dar exemplos para a implementação, mas sim compilar e explicar
regulamentações ou acordos coletivos aplicáveis (p. ex., salário mínimo, ligações para recursos). Os
ESBOÇOS dos NIG têm de ser partilhados com o Secretariado GLOBALG.A.P. antes de serem discutidos
no workshop de partes interessadas locais.

3.3 Consulta das partes interessadas


Esses ESBOÇOS dos NIG devem ser então apresentados a um grupo representativo das partes
interessadas locais e discutidos por esse mesmo grupo.
As partes interessadas devem incluir, se possível, representantes dos seguintes grupos de interesses:
• Sociedade civil: organizações de consumidores, organizações não-governamentais
• Sindicatos relevantes (locais, regionais, diferentes setores)
• Representantes (locais) do governo/setor público
• Produtores, organizações de produtores, organizações de exportação
• Membros do retalho e de serviços alimentares do GLOBALG.A.P.
• Outros

O objetivo da consulta às partes interessadas é chegar a um consenso e à aprovação do documento pelas


partes interessadas. A consulta das partes interessadas deverá acontecer em forma de workshop com
duração de um dia. O workshop e os seus resultados devem ser documentados num relatório e partilhados
com todos os participantes.
Se não for possível realizar uma mesa redonda física das partes interessadas por razões justificadas (deve
ser apresentada a prova ao Secretariado GLOBALG.A.P.), a consulta pode ser feita por correspondência
escrita. Neste caso, o iniciador do processo deve garantir a transparência do processo a todas as partes
interessadas relevantes. Todos os comentários recebidos devem ser arquivados e disponibilizados a
pedido. Os principais grupos de interesse acima mencionados devem ser incitados a dar feedback sobre
os Guias Nacionais de Interpretação.

3.4 Publicação dos Guias Nacionais de Interpretação GRASP


Os NIG GRASP revistos devem ser encaminhados para o Secretariado GLOBALG.A.P. A documentação
dos passos um a três deve ser disponibilizada. A interpretação deve ser traduzida para inglês. O
Secretariado GLOBALG.A.P. deverá enviar os NIG elaborados ao Comité de Partes Interessadas GRASP
para feedback e a todos os Observadores GRASP para consulta pública. Após o período de consulta de
três semanas, o Secretariado GLOBALG.A.P. enviará todos os comentários recebidos ao grupo de partes
interessadas/pessoa responsável pela elaboração. Após quaisquer correções/modificações do
documento, o Secretariado GLOBALG.A.P. deverá finalizá-lo e publicá-lo no Website GLOBALG.A.P.
Todos os membros e OC são então informados de que, a partir desse momento, o Módulo GRASP poderá
ser avaliado com NIG no respetivo país.

3.5 Validade/atualização do documento


Os NIG do GRASP têm a validade máxima de 4 anos. Eles devem ser revistos pelo grupo de partes
interessadas responsável pela elaboração (p. ex., GTTN ou outra organização responsável), pelo menos
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

uma vez por ano. A revisão dos NIG deve seguir um determinado procedimento, assegurando que as
partes interessadas locais foram informadas e envolvidas. Se for considerado que os NIG vão contra a
integridade global do referencial, o GLOBALG.A.P. reserva-se o direito de retirar ou rever os NIG, em
consulta com o grupo de partes interessadas responsável pela elaboração.

Com o presente, declaramos o nosso compromisso com os Termos de Referência anteriormente


mencionados para a elaboração dos Guias Nacionais de Interpretação GRASP:

Para o país Grupo responsável

Data/local Assinatura

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GRASP – Regras Gerais
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Anexo II: Utilização de dados

O OC deve registar os dados seguintes e a Base de Dados GLOBALG.A.P. deve ser atualizada em
conformidade (conforme exigido no manual da base de dados atual):
• Informações sobre a empresa e localização
• Pessoas responsáveis pelos dados da empresa
• Informações do produto (p. ex., número de trabalhadores)

Estas informações devem ser atualizadas regularmente sempre que existirem alterações. Estas devem
ser atualizadas o mais tardar com a reaprovação do GRASP como produto para o próximo ciclo de
certificação e/ou a recertificação.
Salvo indicação em contrário pelo produtor ou grupo de produtores, o nível a) é escolhido
automaticamente:
a) O GGN/GLN, n.º de registo, referencial, versão, opção, OC, produtos e estado,
acondicionamento/declaração de processamento, número de produtores (na Opção 2), país de
produção e de destino são disponibilizados ao público.
b) Os membros GLOBALG.A.P. e outros participantes do mercado da indústria com acesso
autorizado à base de dados (os Observadores GRASP) têm permissão para ver o nome do
produtor ou da organização do grupo de produtores, cidade e código postal e o comprovativo de
avaliação, incluindo as seguintes informações:
• O GGN
• N.° de registo do OC
• Versão do Módulo GRASP
• Opção de certificação
• Organismo de Certificação
• Data de carregamento
• Estado: "Avaliado por GRASP"
• Declaração de acondicionamento
• Número de produtores abrangidos pelo GRASP por produto (na Opção 2)
• Opção 1/2: nível de Cumprimento GRASP (global e por ponto de controlo)
• Resultados da avaliação por ponto de controlo, com observações como no Anexo I
• Para a Opção 2: como no Anexo II: GGN dos produtores.
c) O GLOBALG.A.P. e o OC com o qual o produtor ou o grupo de produtores trabalha podem utilizar
todos os dados na Base de Dados GLOBALG.A.P. para processos internos e sanções.

O nível de visibilidade dos dados deve ser fixado e assinado durante o registo com o OC. O produtor ou
grupo de produtores é o proprietário dos dados, e é responsável por determinar e conceder o nível dos
direitos de acesso a dados. No entanto, o proprietário dos dados pode transferir a responsabilidade para
outros utilizadores (por exemplo, o OC, grupo de produtores, conforme descrito no atual Regulamento
Geral GLOBALG.A.P.).
Portanto, um OC ou grupo de produtores pode efetuar o registo na base de dados se o produtor ou grupo
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

de produtores lhe tiver atribuído por escrito os direitos correspondentes.

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Anexo III: Regras para a utilização do logótipo GRASP e dos resultados de
Avaliação GRASP

1. Logótipo GRASP

O GLOBALG.A.P. é o proprietário do logótipo GRASP, a "mão" em azul e em todas as cores.

O OC deve verificar sempre a utilização correta do logótipo GRASP nas empresas/em todos os locais. A
infração destas regras poderá levar a sanções.

i. Os produtores e os grupos de produtores avaliados por GRASP podem utilizar o logótipo


GRASP em comunicações entre parceiros comerciais.
ii. Os retalhistas, fornecedores e membros associados do GLOBALG.A.P. podem utilizar o
logótipo GRASP em material promocional, folhetos, hardware e visores eletrónicos, e nas
comunicações entre parceiros comerciais.
iii. Os Organismos de Certificação com aprovação final pelo GLOBALG.A.P. podem utilizar o
logótipo GRASP em material promocional diretamente relacionado com as atividades do
GRASP nas comunicações com parceiros comerciais e nos Comprovativos de Avaliação
GRASP que emitirem.
iv. O logótipo GRASP nunca deve aparecer em paletes, no produto, na embalagem final de
produtos destinados ao consumo humano nem no ponto de venda quando estiver
diretamente relacionado com produtos individuais.
v. O logótipo GRASP nunca deve ser usado em artigos promocionais, vestuário ou acessórios
de qualquer tipo, sacos de qualquer tipo ou produtos de higiene pessoal ou relativamente a
serviços de lojas de retalho.
vi. O logótipo GRASP deve ser sempre obtido junto do Secretariado GLOBALG.A.P.

2. Resultados da avaliação GRASP

i. A avaliação GRASP realizada e o Comprovativo de Avaliação emitido pelo GLOBALG.A.P.


e OC aprovado pelo GRASP concede ao produtor/empresa o direito de utilizar o estado de
avaliação GRASP ("avaliado" ou "avaliado por GRASP"), para comunicar o nível de
cumprimento ou para distribuir o Comprovativo de Avaliação, incluindo a Checklist GRASP
preenchida, para marketing em material promocional, folhetos e no próprio Website.
ii. O produtor avaliado por GRASP não deve modificar ou falsificar o Comprovativo de
Avaliação GRASP.
iii. Os Observadores GRASP que solicitem a avaliação GRASP devem verificar sempre os
resultados da avaliação GRASP na Base de Dados GLOBALG.A.P. O Comprovativo de
Avaliação só é válido se a base de dados incluir os mesmos dados de avaliação e os
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

detalhes da checklist (em combinação com um certificado GLOBALG.A.P. válido ou um


referencial equivalente/CMA).
iv. Todas as comunicações que os produtores pretendam publicar relativamente à avaliação
GRASP devem ser enviadas antecipadamente ao Secretariado GLOBALG.A.P. para análise
e aprovação.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Anexo IV: Avaliação de Riscos nas Práticas Sociais GLOBALG.A.P. –
Comprovativo da Avaliação

Logótipo do OC

GGN: xxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Número de registo do produtor/
grupo de produtores (do OC) xxxxxx

AVALIAÇÃO DE RISCOS NAS PRÁTICAS SOCIAIS


GLOBALG.A.P. (GRASP)
COMPROVATIVO DE AVALIAÇÃO
De acordo com as
Regras Gerais GRASP V1.3 julho de 2015

Opção X1

Emitido para
Grupo de produtores "Pimiento del Sur"
Rua, Localidade, País

O Anexo contém informações detalhadas sobre os resultados GRASP (e os


membros do grupo de produtores abrangidos2).
O Organismo de Certificação [Nome da Empresa] declara que o grupo de produtores citado neste
comprovativo foi avaliado de acordo com a Avaliação de Riscos nas Práticas Sociais – GLOBALG.A.P.,
Versão 1.3, julho 2015.
Produtos certificados GLOBALG.A.P. abrangidos por GRASP3

Produtos3 Número da Acondicionamento Avaliação Entrevista N.º de Número


avaliação4 remota aos produtores total de
trabalhadores avaliados por produtores
GRASP
internamente5
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

00012- Não Sim


Produto 1 Sim 10 10
ABCDE-0003
00034-FGHIJ- Não Sim
Produto 2 Sim 15 20
0003
Total: 20 25

Avaliação remota9: O estado efetivo deste comprovativo é


Entrevista aos trabalhadores9: constantemente exibido em:
Nível de cumprimento global: https://database.globalgap.org
Ponto de controlo 1: cumpre totalmente.
Resultado do SGQ6:
Resultado da avaliação em pormenor: Ponto de controlo 2: cumpre totalmente.
Ponto de controlo 3: melhorias necessárias.
Data da avaliação: xx/xx/2015 Ponto de controlo 4: cumpre totalmente.
Data do carregamento: xx/xx/2015
Data de validade: xx/xx/2016 (dependendo da validade do
certificado GLOBALG.A.P.)

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Avaliação de Riscos nas Práticas Sociais GLOBALG.A.P. (GRASP)
ANEXO 1 para GGN xxxxxxxxxxxxxxx
Checklist7

ANEXO 2 para GGN xxxxxxxxxxxxxxx


Membros do grupo de produtores8:

Produto(s)3 Número GLOBALG.A.P. (GGN) Nome e morada da empresa/produtor

Produto a xxxxxxxxxxxxxxx Produtor 1


Produto n xxxxxxxxxxxxxxx Produtor n

Notas
O comprovativo de avaliação deve estar em inglês. É possível adicionar uma segunda língua ao
comprovativo.
1 A Opção (1-2) deve constar sempre no comprovativo de avaliação.

2 A segunda parte "e os membros do grupo de produtores abrangidos por GRASP" só é aplicável a
grupos de produtores.
3 A lista de produtos só é aplicável no caso da Opção 2 (grupo de produtores). No caso da Opção 1,
o comprovativo não é específico para um determinado produto.

4 O Número da Avaliação é um número equivalente ao Número da Certificação. O Número da


Avaliação deve constar no certificado em papel. É um código de referência para o certificado na
Base de Dados GLOBALG.A.P. por produto e ciclo de certificação. O número do certificado
GLOBALG.A.P. é gerado automaticamente no sistema e consiste em 5 dígitos, 5 letras e um sufixo
(#####-ABCDE-####). Todas as alterações efetuadas no certificado dentro de um ciclo de
certificação são refletidas no sufixo.

5 Todos os membros do grupo de produtores avaliados internamente devem ser aceites na Base de
Dados GLOBALG.A.P. O número total de membros aceites deve constar no mesmo.
6 Aplicável apenas a grupos de produtores na Opção 2 e multilocais com SGQ na Opção 1.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

7 A Checklist GRASP preenchida deve estar disponível no Anexo 1.

8 A lista dos membros do grupo de produtores deve ser incluída no Anexo 2. Haverá uma lista de
locais na Opção 1 multilocais.

9 Visível apenas nas avaliações da Opção 1.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Anexo V: Conceito de Classificação de Risco do País do GRASP
O Secretariado GLOBALG.A.P. decidiu incluir o conceito de níveis de risco dos países como um sistema
central da aplicação do GRASP.

Prefácio explicativo
Até à data, não existe um ponto de referência na forma de uma única pontuação, índice ou classificação
regional diretamente relacionado com os níveis de riscos laborais agrícolas por país. Assim, o
GLOBALG.A.P. decidiu classificar os níveis de risco dos países usando os Indicadores de Governança
Mundial (WGI) desenvolvidos e mantidos pelo Banco Mundial.

1. Indicadores de Governança Mundial do Banco Mundial


Reportando-se a mais de 200 países, o projeto WGI apresenta indicadores de governança produzidos
pela análise de fontes de dados publicamente disponíveis, ONG, organizações internacionais, institutos
de pesquisa e empresas do setor privado. O projeto baseia-se nestes dados e transforma-os em
variáveis quantitativas, agrega essas variáveis e apresenta uma análise para cada país. Neste contexto,
os indicadores fornecem informações sobre as instituições e a autoridade dentro de um país, a respetiva
estabilidade, a participação dos cidadãos e a prevalência de corrupção. O GLOBALG.A.P. usará o
relatório de classificação final, que enumera os países com uma classificação geral final de 1 a 100.
Para mais pormenores sobre o cálculo do índice, o relatório da classificação e mudanças da
metodologia, consulte https://info.worldbank.org/governance/wgi/.

2. Definição dos Níveis de Risco GLOBALG.A.P.


Consoante a classificação geral de um país, o GLOBALG.A.P. agrupou os países em três níveis
diferentes: países de baixo risco, de médio risco e de alto risco.
Para calcular o intervalo de classificação de cada nível de risco, foi aplicado o método matemático
seguinte: Partindo do pressuposto de que os WGI têm uma distribuição estatisticamente normal, foi
calculada a média de todos os indicadores.
O resultado foi uma classificação geral de 50. Parte-se do princípio de que os países com uma
classificação entre 0 e 50 apresentam um maior nível de risco do que os países com uma classificação
entre 50 e 100. (Uma vez que classificações inferiores significam menos governança, tal como é
definido pelos WGI). Foi calculada a classificação média dos países de menor risco (ou seja, países
com classificações entre 60 e 100). O resultado foi uma classificação geral de 80.
Com base nestas médias, foi atribuído a cada nível de risco um intervalo de classificação: classificações
entre 0 e 49 são consideradas de alto risco, classificações entre 50 e 79 são de médio risco e
classificações entre 80 e 100 são de baixo risco. Assim, os países inseridos em cada intervalo têm
atribuído o nível de risco correspondente.
A lista atual de países, com os níveis de risco correspondentes, está disponível no Website
GLOBALG.A.P. GRASP.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

3. Geral
A Classificação de Risco do País do GRASP (CRP do GRASP) será o principal documento de
referência das atuais e futuras alterações do conceito GRASP. Este documento será sempre a fonte de
referência.
a) A Classificação de Risco do País do GRASP terá por base os mais recentes Indicadores de
Governança Mundial (WGI) desenvolvidos pelo Banco Mundial (ver Prefácio explicativo e
secção 1 no início deste documento).
b) Devido ao âmbito limitado de alguns tópicos nos WGI, o Secretariado GLOBALG.A.P. será
aconselhado pelo Comité Técnico GRASP a usar também outras fontes de informação para
complementar a CRP do GRASP.
c) A utilização da CRP do GRASP é obrigatória para os OC e os avaliadores GRASP a nível
mundial.
Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa
GRASP – Regras Gerais
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3.1 Aplicação
A CRP do GRASP classificará os países em três categorias diferentes:
a) Países de alto risco: países com classificação de WGI entre 0 e 49
b) Países de médio risco: países com classificação de WGI entre 50 e 79
c) Países de baixo risco: países com classificação de WGI entre 80 e 100

3.2 Publicação

a) A CRP do GRASP será avaliada anualmente pelo Secretariado GLOBALG.A.P. com base na
publicação mais recente dos WGI.
b) Após a revisão, a CRP do GRASP será atempadamente comunicada a todos os OC pelo
Secretariado GLOBALG.A.P.
c) O Secretariado GLOBALG.A.P. pode, sob o aconselhamento do Comité Técnico GRASP,
alterar a aplicação das regras derivadas da CRP do GRASP a uma determinada exploração,
região geográfica ou país.

4. Metodologia de avaliação
Para recolher as provas de cumprimento, os avaliadores GRASP devem utilizar os seguintes métodos
de avaliação: entrevistas, análise de documentos e inspeção visual durante as avaliações GRASP. As
entrevistas devem ser efetuadas junto da direção ou dos seus representantes, dos representantes dos
trabalhadores, dos representantes do sindicato, caso trabalhem na exploração e estejam presentes
durante a avaliação, e de uma amostra dos trabalhadores presentes durante a avaliação.

4.1 Metodologia de avaliação e presença de trabalhadores por Classificação de


Risco do País
O método de recolha de provas deve seguir as regras enunciadas neste documento. A não-
conformidade com estas regras resultará nas sanções indicadas no atual Regulamento Geral
GLOBALG.A.P. v5.2 Parte III, 8 "Sanções a Organismos de Certificação".

A aplicação das regras por perfil de risco do país exige a presença dos trabalhadores no dia da
avaliação GRASP nos seguintes casos:

• País de baixo risco: exige a presença dos trabalhadores nas explorações apenas se as
entrevistas forem solicitadas pelo produtor
• País de médio risco: exige a presença dos trabalhadores nas explorações
• País de alto risco: exige a presença dos trabalhadores nas explorações

A lista de países inseridos nas três categorias encontra-se disponível no Website GLOBALG.A.P. e é
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

atualizada regularmente, após os períodos de revisão do Banco Mundial.


Os OC devem comunicar antecipadamente aos produtores e grupos de produtores que solicitem a
avaliação GRASP qual o caso aplicável, ou seja, se os trabalhadores têm ou não de estar presentes
na exploração.
Nas Opções 1 e 3, a ausência de trabalhadores nos casos em que sejam necessárias ou solicitadas
entrevistas aos mesmos e este requisito seja comunicado deve levar ao imediato reagendamento da
avaliação GRASP. O produtor assume a responsabilidade e os custos decorrentes deste
reagendamento. O mesmo se aplica aos multilocais com SGQ das Opções 1 e 3.
Nos grupos de produtores das Opções 2 e 4, a ausência de trabalhadores na amostra da exploração
deve ser tida como falta dos controlos necessários no funcionamento do SGQ (5.2.3 b). Tal não se
aplica aos membros dos grupos de produtores indicados em 5.2.3 f (produtor sem trabalhadores), ou
se os trabalhadores forem partilhados entre os membros do grupo de produtores ou a unidade de
acondicionamento de produtos (PHU). Caso os trabalhadores sejam partilhados numa operação,
devem ser verificados os documentos comprovativos das várias condições de emprego.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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4.2 Orientação para a aplicação dos métodos por Classificação de Risco do País
4.2.1 Países de baixo risco
Nos países de baixo risco, os avaliadores GRASP devem realizar:
a) Entrevista com a direção (ou os seus representantes) e o responsável pela implementação
GRASP na exploração
b) Entrevista com os representantes dos trabalhadores GRASP na exploração
c) Entrevista com os representantes do sindicato, se estiverem a trabalhar na exploração
avaliada e presentes durante a avaliação. Se esta situação for aplicável, inclua-a no campo
"REPRESENTANTE DOS TRABALHADORES", na secção 3 dos dados principais "Presença
durante a avaliação" da Checklist GRASP.
d) Entrevistas em grupo com uma amostra de trabalhadores da exploração apenas se
i. tal for solicitado pelo produtor (antes da avaliação, o produtor deve assegurar a
presença dos trabalhadores e a sua disponibilização para as entrevistas) ou
ii. o avaliador considerar necessário manter a credibilidade da avaliação e houver outros
trabalhadores para além dos representantes presentes na exploração durante a
avaliação.
e) Análise de documentos dos trabalhadores que foram entrevistados e que são considerados
para amostragem de documentos com base nas regras deste documento
f) Análise de documentos relacionada com as operações da exploração (conforme indicado na
checklist)

4.2.2 Países de médio risco


Nos países de médio risco, os avaliadores GRASP devem realizar:
a) Entrevista com a direção (ou os seus representantes) e o responsável pela implementação
GRASP na exploração
b) Entrevista com os representantes dos trabalhadores GRASP na exploração
c) Entrevista com os representantes do sindicato, se estiverem a trabalhar na exploração
avaliada e presentes durante a avaliação. Se esta situação for aplicável, inclua-a no campo
"REPRESENTANTE DOS TRABALHADORES", na secção 3 dos dados principais "Presença
durante a avaliação" da Checklist GRASP.
d) Entrevistas em grupo com uma amostra de trabalhadores da exploração
• As entrevistas individuais a trabalhadores serão realizadas sempre que as entrevistas
em grupo não sejam adequadas (devido a condições específicas relacionadas, por
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

exemplo, com a cultura, o sexo ou a religião). Isto deve ser indicado nas observações
do respetivo ponto de controlo para o qual as entrevistas são exigidas.
e) Análise de documentos dos trabalhadores que foram entrevistados e que são considerados
para amostragem de documentos com base nas regras deste documento.
f) Análise de documentos relacionada com as operações da exploração (conforme indicado na
checklist)

4.2.3 Países de alto risco


Nos países de alto risco, os avaliadores GRASP devem realizar:
a) Entrevista com a direção (ou os seus representantes) e o responsável pela implementação
GRASP na exploração
b) Entrevista com os representantes dos trabalhadores GRASP na exploração

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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c) Entrevista com os representantes do sindicato, se estiverem a trabalhar na exploração
avaliada e presentes durante a avaliação. Se este cenário for aplicável, inclua-o no campo
"REPRESENTANTE DOS TRABALHADORES", na secção 3 dos dados principais "Presença
durante a avaliação" da Checklist GRASP.
d) Combinação de entrevistas individuais e em grupo com uma amostra de trabalhadores da
exploração
e) Análise de documentos dos trabalhadores que foram entrevistados e que são considerados
para amostragem de documentos com base nas regras deste documento
f) Análise de documentos relacionada com as operações da exploração (conforme indicado na
checklist)

5. Cálculo do tamanho da amostra


5.1 Tamanho da amostra nas entrevistas a trabalhadores nas Opções 1 e 3 (sem
SGQ)
O tamanho da amostra nas entrevistas a trabalhadores deve ser
a) No caso dos produtores de países de baixo risco com entrevistas: 50% da raiz
quadrada do número de trabalhadores presentes na exploração durante a
avaliação
b) No caso dos produtores de países de médio risco: a raiz quadrada do número de
trabalhadores presentes na exploração durante a avaliação
c) No caso dos produtores de países de alto risco: a raiz quadrada do número de
trabalhadores presentes na exploração durante a avaliação

5.2 Tamanho da amostra nas entrevistas a trabalhadores nas Opções 2 e 4/Opções 1


e 3 com implementação de um SGQ
O tamanho da amostra nas entrevistas a trabalhadores deve ser
a) No caso dos grupos de produtores ou das explorações multilocais com SGQ de
países de baixo risco que solicitem entrevistas: 50% da raiz quadrada do número
de trabalhadores presentes na exploração durante a avaliação, da totalidade dos
membros dos grupos de produtores/locais incluídos na avaliação externa.
b) No caso dos grupos de produtores ou das explorações multilocais com SGQ de
países de médio risco: a raiz quadrada do número de trabalhadores presentes
na exploração durante a avaliação, da totalidade dos membros dos grupos de
produtores/locais incluídos na avaliação externa.
c) No caso dos grupos de produtores ou das explorações multilocais com SGQ de
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

países de alto risco: a raiz quadrada do número de trabalhadores presentes na


exploração durante a avaliação, da totalidade dos membros dos grupos de
produtores/locais incluídos na avaliação externa.

5.2.1 Amostragem em cascata


A amostragem segue uma cascata:

O grupo tem 100 membros de grupos de produtores com 1500 trabalhadores.

a) Para a avaliação GRASP externa, o avaliador seleciona a raiz quadrada dos membros: são
incluídos 10 produtores com 150 trabalhadores.
b) A avaliação centra-se nestes 150 trabalhadores.
c) Como último passo, para obter a amostragem de entrevistas e de documentos, o avaliador
verifica quantos dos 150 trabalhadores estão/estarão presentes no dia da avaliação.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Caso o acondicionamento de produtos seja incluído no âmbito da certificação IFA, o GRASP deve
abranger o acondicionamento de produtos subcontratado. A amostra dos trabalhadores da PHU é
calculada da mesma forma, ou seja, achando a raiz quadrada da totalidade das PHU.

5.2.2 Amostragem
Os 8 membros do grupo de produtores têm 73 trabalhadores registados no total: 17 permanentes
(10 nacionais, 7 estrangeiros), 56 temporários (43 estrangeiros, 13 nacionais) e nenhum trabalhador
subcontratado.

O grupo de produtores tem 2 PHU centrais: uma PHU própria com 10 trabalhadores permanentes
(todos nacionais) e 64 trabalhadores temporários (25 nacionais e 39 estrangeiros), num total de 74, e
uma PHU subcontratada com 11 trabalhadores permanentes (todos nacionais) e 75 trabalhadores
temporários (27 nacionais, 48 estrangeiros), num total de 86.

No dia da avaliação GRASP, estão presentes trabalhadores das seguintes categorias:

a) Nas 8 explorações: 12 permanentes (8 nacionais, 4 estrangeiros), 30 temporários (todos


estrangeiros), num total de 42.
b) Na PHU central: 10 permanentes (todos nacionais) e 60 temporários (40 nacionais,
20 estrangeiros), num total de 70.
c) Na PHU subcontratada: 7 permanentes (todos nacionais) e 53 temporários (17 nacionais,
36 estrangeiros), num total de 60.

5.2.3 Tamanho da amostra das entrevistas (países de médio e alto risco)


a) Conte os trabalhadores presentes durante a avaliação
i. Resumo dos trabalhadores de campo dos 8 membros produtores: 42, cuja raiz quadrada
é 7.
ii. Trabalhadores da PHU central própria, mais trabalhadores da PHU subcontratada
(presentes no dia da avaliação GRASP): a amostra pode ser calculada achando a raiz
quadrada de ambas as PHU. Neste caso, para as entrevistas aos trabalhadores, o OC
deve considerar trabalhadores das PHU da amostra (neste caso, 2): 130, cuja raiz
quadrada é 12.
b) Classificações dos trabalhadores referidos nas alíneas a) e b)

N.º de trabalhadores no Distribuição Amostra


dia da avaliação
Produção Nacionais Estrangeiros Nacionais Estrangeiros Nacionais Estrangeiros
Permanente 8 4 19% 10% 2 (1) 1
Temporária 30 72% 4 (5)
Subcontratada
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

N.º de trabalhadores Distribuição Amostra


no dia da avaliação
Acondicionamento Nacionais Estrangeiros Nacionais Estrangeiros Nacionais Estrangeiros
Permanente 10 8% 1
Temporário 40 20 31% 16% 4 2
Subcontratado 24 36 19% 28% 2 3

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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5.2.4 Registo na Checklist da Avaliação GRASP
Tendo em conta o número total de trabalhadores reportados pelo produtor para todo o ano de produção
(ver ponto 5.2.2. "Amostragem"), existem 233 trabalhadores com os 86 da PHU subcontratada. Estes
trabalhadores são registados em "Agência". Os OC devem preencher o quadro do emprego da Checklist
GRASP como se segue:

2. ESTRUTURA DE EMPREGO

Meses da Percentagem de trabalhadores


época alta que vivem em alojamento
(se aplicável): disponibilizado pela empresa (se
aplicável):
Nacionalidades
dos
trabalhadores

Número total de Locais Migrantes transfronteiriços Migrantes nacionais Total


trabalhadores
Perma Tempo De Perma Tempo De Perma Tempo De
nentes rários agênc nentes rários agênci nentes rários agênci
ias as as
na produção 10 13 7 43 73
agrícola

em unidades de 10 25 38 39 48 160
acondicioname
nto dos
produtos

Total 20 38 38 7 82 48 233

5.3 Tamanho da amostra da análise de documentos dos trabalhadores


Os avaliadores devem analisar os documentos dos trabalhadores incluídos na amostra das
entrevistas, com as seguintes variações:
a) Em países de alto, médio e baixo risco em que as entrevistas são conduzidas: pelo
menos 50% dos entrevistados (ou seja, 50% dos documentos dos trabalhadores
que foram entrevistados).
b) Em países de baixo risco sem entrevistas: pelo menos 50% da raiz quadrada do
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

número total de trabalhadores registado no campo "Total" da secção 2 dos dados


principais "Estrutura de emprego" na Checklist GRASP (exige atualizações regulares
segundo as Regras Gerais GRASP – Anexo II: Utilização de dados)

5.4 Composição da amostra


5.4.1 Geral
A proporção em percentagem deve ser calculada em todas as amostras: uma percentagem é igual a
um rácio equivalente.
As categorias a considerar para a amostragem são o tipo de contratação e o estatuto migratório. O
tipo de contratação inclui os trabalhadores permanentes com contrato sem termo, os trabalhadores
temporários com contrato a termo certo e os trabalhadores subcontratados através de uma agência
ou fornecedor de mão-de-obra.

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GRASP – Regras Gerais
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O estatuto migratório (ou seja, o estatuto jurídico no país) diferencia os trabalhadores nacionais dos
trabalhadores estrangeiros.
A definição de trabalhadores "nacionais" consiste nos trabalhadores com residência permanente no
país, um agregado familiar (incluindo família) e uma autorização de trabalho permanente, ou seja,
estes trabalhadores não migram para trabalhar. Os trabalhadores estrangeiros são os trabalhadores
sem residência permanente e agregado familiar (incluindo família) nesse país, ou seja, migram para
trabalhar noutro país.
a) Em cada caso, as amostras devem incluir todos os tipos de contratação (considerando
também as definições do capítulo 9 das Regras Gerais GRASP) e o estatuto migratório
(temporários, permanentes ou subcontratados e nacionais ou estrangeiros) dos
trabalhadores presentes na exploração durante a avaliação.
b) Qualquer amostra deve assegurar uma representação proporcional dos diferentes tipos de
contratação dos trabalhadores presentes durante a avaliação, considerando igualmente as
definições acima enunciadas e o estatuto migratório dos trabalhadores presentes durante a
avaliação.
c) Em países de baixo risco sem entrevistas, a amostra deve representar de forma
proporcional (em percentagens) os tipos de contratação e o estatuto migratório dos
trabalhadores registados na secção 2 dos dados principais "Estrutura de emprego" da
Checklist GRASP.
d) Em países de alto, médio e baixo risco com entrevistas, a amostra deve igualmente ter em
consideração os produtores entrevistados nas análises de documentos, permitindo a
verificação cruzada de provas nos mesmos tópicos e com diferentes métodos.
e) Se houver trabalhadores subcontratados presentes durante a avaliação, estes devem estar
disponíveis para as entrevistas e ser considerados na amostragem. Tal deve ser indicado
na secção de comentários da Checklist GRASP.
f) Para cobrir todos os tipos de contratação e o estatuto migratório, o tamanho da amostra
deve ser alargado ou alterado conforme necessário. Exemplo: há 4 trabalhadores
presentes, o tamanho da amostra inclui 2. No entanto, se os 4 trabalhadores tiverem 4 tipos
diferentes de estatuto contratual e migratório, a amostra deve ser alargada para incluir os 4.
5.4.2 Documentos de trabalhadores a analisar
a) O produtor deve dar acesso aos documentos dos trabalhadores entrevistados para efeitos
de avaliação.
b) Devem ser analisados os seguintes documentos dos trabalhadores individuais:
i. Contratos dos trabalhadores (ponto de controlo 5)
ii. Recibos de vencimento/registos de pagamento dos trabalhadores (ponto de controlo 6)
• Documento(s) para verificação dos salários pagos ao trabalhador (ponto de
controlo 7)
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

iii. Registo de horas dos trabalhadores (ponto de controlo 10)


• No relatório, a verificação das horas e pausas do trabalhador (ponto de controlo 11)

5.5 Exemplos
Uma exploração tem 102 trabalhadores subcontratados para colheita, 64 trabalhadores temporários
e 19 trabalhadores permanentes. O número total de trabalhadores é 185.
O avaliador necessita de verificar quais as percentagens de trabalhadores nacionais e estrangeiros.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Em seguida, o avaliador calcula a percentagem de todos os tipos de contratação e o estatuto
migratório, que resulta na matriz a seguir (com 0,5 ou mais a ser arredondado para cima):

Tipo de contratação Distribuição dos trabalhadores Total Percentagem

Estrangeiros Nacionais Estrangeiros Naciona


is

Subcontratado 102 102 55%

Temporário 40 24 64 22% 13%

Permanente 19 19 10%

Total de 142 43 185 77% 23%


trabalhadores
(100%)

Durante a avaliação, estão presentes 160 trabalhadores, pelo que a amostra é a raiz quadrada de
160 = 13 trabalhadores a entrevistar. De acordo com as percentagens na empresa, a matriz seguinte
apresenta a amostra necessária:

Tipo de contratação Percentagem na empresa Total da Distribuição da amostra


amostra

Estrangeiros Nacionais Estrangeiros Nacionais

Subcontratado 55% 7

Temporário 22% 13% 3 2

Permanente 10% 1

Total da amostra 13 10 3

Em relação aos trabalhadores temporários estrangeiros, a distribuição da amostra deve incluir pelo
menos 3 entrevistados, isto para assegurar uma representação dos trabalhadores nas proporções
corretas. O avaliador deve entrevistar 10 trabalhadores estrangeiros – 7 subcontratados e
3 temporários – e 3 trabalhadores nacionais – 2 temporários e 1 permanente.
O avaliador deve analisar os documentos de 50% desta amostra. Neste exemplo, metade da raiz
quadrada é 7:

Tipo de contratação Taxa percentual Total Distribuição da amostra


201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

Estrangeiros Nacionais Estrangeiros Nacionais

Subcontratado 55% 3

Temporário 22% 13% 2 1

Permanente 10% 1

Total da amostra 7 5 2

Nos cálculos da amostra, o avaliador deve alterar a amostra de modo a representar de forma
proporcional as percentagens dos tipos de contratação e do estatuto migratório. Assim, neste caso, a
amostra maior de trabalhadores estrangeiros subcontratados foi reduzida para manter 1 trabalhador
nacional permanente e 1 trabalhador nacional temporário na amostra.
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GRASP – Regras Gerais
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6. Gestão do tempo
6.1 Duração mínima prevista das entrevistas individuais
Cada entrevista individual deve durar pelo menos 15 minutos por pessoa. As entrevistas individuais
devem ser efetuadas junto da direção (ou dos seus representantes), da pessoa responsável pela
implementação GRASP, dos representantes dos trabalhadores e dos representantes do sindicato, caso
estes últimos trabalhem na exploração e estejam presentes durante a avaliação.
Se tal for solicitado pelo produtor, a entrevista com a direção (ou os seus representantes) e a pessoa
responsável pela implementação GRASP pode ser conduzida como uma entrevista em grupo, desde
que:
• estejam ambos disponíveis em simultâneo para a entrevista
• a pessoa responsável pela implementação GRASP faça parte da direção, e não da mão de
obra contratada.
Se a representação dos trabalhadores consistir num conselho ou num grupo de representantes, os
avaliadores devem aplicar a metodologia da entrevista em grupo.

6.2 Duração mínima prevista das entrevistas em grupo


A duração mínima das entrevistas em grupo depende do número de pessoas incluídas na amostra e,
obviamente, da dinâmica de grupo.

(Trabalhadores) Duração mínima das entrevistas em grupo em minutos


Tamanho da amostra
1 15
2 20
3
4
40
5
6
7
8
60
9
10
10+ Divida a amostra em grupos e aplique a duração mínima (limite o tamanho do grupo a
10 pessoas)

Se houver mais de 10 trabalhadores numa amostra para entrevistas em grupo, a amostra deve ser
dividida de modo a que uma sessão de entrevistas inclua 10 trabalhadores e todos os outros sejam
agrupados nas sessões subsequentes, ou de modo a que todos os grupos tenham menos de
10 trabalhadores.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

Por exemplo, a amostra consiste em 12 trabalhadores. O avaliador pode dividir a amostra numa sessão
com 10 trabalhadores de 60 minutos e noutra sessão com 2 trabalhadores de 20 minutos. Em
alternativa, a amostra pode ser dividida em duas sessões com 6 trabalhadores de 40 minutos.
Nas entrevistas em grupo, a duração mínima de 60 minutos aplica-se a todo o tamanho da amostra,
quer haja 7 ou 10 trabalhadores no grupo a entrevistar.

6.3 Combinação de entrevistas individuais e em grupo (aplicável apenas em países


de alto risco)
Se as entrevistas forem conduzidas num país de alto risco, numa exploração com 42 ou menos
trabalhadores (√42=7), o avaliador deve sempre efetuar entrevistas individuais com os trabalhadores
da amostra. Até um tamanho da amostra de 7 trabalhadores, devem ser efetuadas entrevistas
individuais com cada um dos trabalhadores.
Se a amostra consistir em mais de 6+1 trabalhadores, as entrevistas em grupo devem ser conduzidas
com o restante da amostra, seguindo a duração mínima, conforme indicado abaixo.
Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa
GRASP – Regras Gerais
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(Trabalhadores) Duração mínima da entrevista em minutos
Tamanho da
amostra
1 15
2 30
3 45
4 60
5 75
6 90
Explorações com 43 ou mais trabalhadores:
o avaliador deve continuar a amostragem aplicando a duração e os métodos das entrevistas em
grupo
7 (6 individuais) 90 minutos + (1 pessoa) 15 minutos
8
9 (6 individuais) 90 minutos + (grupo de 2 pessoas) 20 minutos
10 (6 individuais) 90 minutos + (grupo de 3 pessoas) 40 minutos
(6 individuais) 90 minutos + (grupo de 4 pessoas) 40 minutos
10+ 6 pessoas em 90 minutos (15 cada)
+ Divida a amostra em grupos e aplique a duração mínima (limite o tamanho do grupo a 10 pessoas)

Exemplo:
Uma empresa num país de alto risco tem 60 trabalhadores. O tamanho da amostra é 8 pessoas. O
avaliador deve conduzir 6 entrevistas individuais (90 minutos) e uma sessão de entrevista em grupo de
20 minutos com dois trabalhadores.
Matriz da duração mínima das entrevistas por perfil de risco do país:
Países de baixo risco Países de médio risco Países de alto
risco

Direção/responsável pelo 15 minutos para cada ou 15 minutos para cada ou 15 minutos para
GRASP 20 minutos para os 2 20 minutos para os 2 cada ou
20 minutos para
os 2
Representante dos 15 minutos para uma entrevista 15 minutos para uma 15 minutos para
trabalhadores individual; em alternativa, entrevista individual; em uma entrevista
entrevista em grupo alternativa, entrevista em individual; em
grupo alternativa,
entrevista em
grupo
Representante do 15 minutos 15 minutos 15 minutos
sindicato, quando presente
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

e empregado
Trabalhadores Se solicitado: entrevista em Entrevista em grupo Até 6 pessoas,
grupo 15 minutos cada;
acima deste
número, entrevista
em grupo

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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6.4 Condições básicas para as entrevistas com trabalhadores
a) Durante a reunião de abertura, os avaliadores devem solicitar uma lista de todos os
trabalhadores presentes na exploração nesse dia, incluindo trabalhadores em todos os
tipos de contratação e de ambos os estatutos migratórios (ou seja, nacionais e estrangeiros).
b) A amostra deve ser sempre selecionada pelo avaliador e nunca pela direção (ou o seu
representante).
c) Embora a seleção do avaliador seja aleatória, a amostra deve incluir trabalhadores em
todos os tipos de contratação e de ambos os estatutos migratórios, de entre os
trabalhadores presentes no momento da avaliação.
d) As entrevistas devem ser conduzidas sem a presença de elementos da direção da empresa,
de supervisores ou de outras pessoas que possam interferir com o processo.
e) A direção da empresa deve disponibilizar instalações adequadas para as entrevistas:
• A fim de evitar riscos de contaminação para a segurança de alimentos e a higiene, o
local deve ser distante do local de trabalho.
• Deve ser um local que ofereça proteção (visual e acústica) aos trabalhadores e que não
seja associado por estes a um local de audições disciplinares ou operações de gestão.
f) Os avaliadores devem conduzir as entrevistas na língua em que são dadas as instruções
de trabalho e normalmente compreendida pelos trabalhadores.
g) É da responsabilidade da direção disponibilizar instalações, recursos e meios para o
avaliador superar as limitações linguísticas. Os terceiros chamados a intervir devem ser
objetivos (ou seja, o facilitador, tradutor ou intérprete solicitado deve ser independente da
direção da empresa).
h) Durante a avaliação, os avaliadores podem tomar notas de nomes, iniciais ou números de
pessoal interno/registo dos trabalhadores entrevistados nos seus registos de
auditoria, cuja confidencialidade é mantida.
i) Os trabalhadores devem ser protegidos contra retaliações por terem participado em
entrevistas.
• A direção deve assinar uma declaração reconhecendo tal dever, e permitindo que o OC
se baseie na mesma na próxima avaliação.
Trata-se de uma declaração ou confirmação assinada pelo diretor (ou o seu
representante) – na forma mais ajustada aos processos internos da empresa (por
exemplo, uma adição, um anexo, uma carta disponibilizada ao avaliador para a análise
de documentos, etc.).
• Se, durante a avaliação subsequente, o OC encontrar provas de retaliação devido às
entrevistas conduzidas, o avaliador deve dar início a um procedimento, conforme
descrito nas Regras Gerais GRASP v1.3-1-i, capítulo 7.4.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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6.5 Duração prevista da avaliação
A duração total da avaliação depende do tamanho da empresa e do número de trabalhadores, bem
como do nível de risco. A avaliação deve durar pelo menos:

Atividade Duração mínima prevista

1. Reunião de abertura com a direção (ou os seus representantes), o 10 – 15 minutos


produtor, se estiver presente, e o representante dos trabalhadores
2. Entrevista com o responsável pelo GRASP e a direção (ou o seu 15 minutos (uma pessoa) ou
20 minutos (entrevista em grupo)
representante)
3. Entrevista com os representantes dos trabalhadores 15 minutos
Entrevista em grupo Siga as regras das entrevistas em grupo
4. Entrevista com o representante do sindicato, caso esteja presente 15 minutos

5. Entrevistas com os trabalhadores Países de médio e baixo Alto risco


Tamanho da amostra = Raiz quadrada do total de trabalhadores risco que solicitam
presentes na exploração (inclui todos os tipos de contratação e de entrevistas
estatuto migratório, exceto os da direção)
Com base na amostra do Com base na amostra
grupo Individual
2 pessoas = 20 minutos 1 pessoa = 15 minutos
3 – 6 pessoas = 40 minutos 2 pessoas = 30 minutos
7 – 10 pessoas = 60 minutos 3 pessoas = 45 minutos
4 pessoas = 60 minutos
10+ 5 pessoas = 75 minutos
6 pessoas = 90 minutos
Divida em grupos, por Entrevistas em grupo a
exemplo, 12 trabalhadores = partir daqui
duas sessões de 6 pessoas Em amostras com mais de
com 40 minutos cada, ou uma 6 trabalhadores, continue com
sessão de 60 minutos com 10 as entrevistas em grupo.
pessoas e uma de 20 minutos
com 2.
6. Inspeção de local para o GRASP 20 – 30 minutos

7. Análise de documentos (depende do tamanho da amostra)


Tamanho da amostra = 50% da amostra de trabalhadores entrevistados
8. Reunião de encerramento com a direção e o representante dos 10 – 15 minutos
trabalhadores
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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Anexo VI: PROTOCOLO DE ENTREVISTAS DO GLOBALG.A.P. NO CONTEXTO
DA COVID-19

1. Introdução
Este protocolo estabelece um procedimento de segurança no atual contexto mundial de emergência
sanitária, devendo ser seguido por organismos de certificação e produtores:
• durante a condução de entrevistas no âmbito do GRASP no local ou remotamente, de
acordo com a versão 1.3-1-i, e
• sempre que as autoridades, a nível local e/ou nacional, declarem o estado de emergência
devido à COVID-19 (o OC deve apresentar provas verificáveis do anúncio público [de
declaração e/ou de levantamento do estado de emergência]).

a) Este protocolo prevê exceções a determinadas secções do Anexo V "Conceito de


Classificação de Risco do País do GRASP". Estas exceções específicas devem ser aplicadas
apenas se:
i. as autoridades locais e/ou nacionais estabelecerem restrições em nome da saúde
pública devido à COVID-19 que limitem o ajuntamento de pessoas, a realização de
reuniões ou a interação presencial (o OC deve apresentar provas verificáveis do anúncio
público).
ii. o GLOBALG.A.P. Remote for utilizado por força das restrições à circulação ou às viagens
impostas pelas autoridades locais e/ou nacionais devido à COVID-19.
b) Este protocolo estabelece um procedimento de segurança para as entrevistas também no
GRASP versão 1.3, nas situações descritas nos pontos 1. a) i. e 1. a) ii. anteriores: este
protocolo deve ser aplicado nas entrevistas com representantes dos trabalhadores
conduzidas no local ou remotamente, de acordo com a versão 1.3 (ver pontos 5, 6.ii e 8 do
presente Anexo VI).

2. Procedimento de planeamento e condução de entrevistas


As entrevistas não serão presenciais caso, em nome da saúde pública, estejam em vigor restrições às
viagens e/ou aos ajuntamentos devido à COVID-19. As entrevistas devem ser conduzidas respeitando
a regra do distanciamento social e utilizando o equipamento de proteção indicado na regulamentação
local e/ou nacional ou nas recomendações oficiais em matéria de saúde pública. Os avaliadores devem
seguir o procedimento indicado abaixo:
a) Este procedimento aplica-se a qualquer entrevista incluída no Anexo V. Antes do início da
avaliação, os produtores devem fornecer ao avaliador uma lista dos trabalhadores e seus
representantes, incluindo os respetivos números de identificação.
b) Os avaliadores devem documentar o cenário aplicável com as restrições em vigor na Checklist
GRASP (por exemplo, na descrição da empresa dos Dados Principais do GRASP, incluindo
comentários como "são proibidos ajuntamentos de mais de 10 pessoas", "restrição a viagens",
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

etc.).
c) Caso utilizem tecnologias da informação e da comunicação (TIC), os avaliadores devem
seguir as regras aplicáveis indicadas no procedimento GLOBALG.A.P. Remote (ver a
secção 2 "REGRAS PARA PLANEAMENTO E AGENDAMENTO DO GLOBALG.A.P.
REMOTE [UTILIZANDO TIC, COM BASE EM IAF ID 12:2015 E IAF MD 4:2018]" e a secção 3
"REGRAS PARA REALIZAÇÃO DO GLOBALG.A.P. REMOTE [COM BASE EM
IAF MD 4:2018]", GLOBALG.A.P. Remote v1.2, versão inglesa).
d) Não é permitida a gravação da entrevista. Para utilizarem dispositivos vídeo (móveis) durante
os procedimentos, os avaliadores devem consultar a legislação e a regulamentação locais em
matéria de proteção de dados pessoais e, em conformidade, respeitar as limitações nelas
previstas para a obtenção, partilha ou manutenção de informações relativas aos trabalhadores
online.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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e) Adição à secção 4.1 "Metodologia de avaliação por Classificação de Risco do País" do
Anexo V: o produtor deve informar os trabalhadores e os seus representantes das datas da
avaliação GRASP com pelo menos 5 dias úteis de antecedência (por exemplo, um cartaz ou
sinal afixado nas línguas mais faladas pelos trabalhadores).
i. A notificação deve incluir: informações sobre as ferramentas técnicas que podem ser
utilizadas na condução das entrevistas (por exemplo, aplicação de reunião ou ferramenta
de videoconferência); os contactos do representante dos trabalhadores indicando a
disponibilidade para receber comentários, perguntas ou pedidos dos trabalhadores, que
serão depois apresentados ao avaliador no dia da avaliação; e uma nota a indicar de que
as informações partilhadas através das ferramentas utilizadas na avaliação serão
tratadas de forma confidencial pelo avaliador.
ii. A comunicação deve ser documentada pelo produtor e apresentada ao avaliador no início
da avaliação (a sua não documentação constituirá um não cumprimento do ponto de
controlo 1.6 do GRASP).
f) Sempre que este protocolo for aplicado numa avaliação GRASP (incluindo avaliações virtuais),
os representantes dos trabalhadores deverão estar presentes ou (virtualmente) disponíveis. O
mesmo se aplica às entrevistas com os trabalhadores: os representantes dos trabalhadores
devem estar presentes de início para auxiliar o avaliador a fazer uma verificação cruzada da
identidade do trabalhador entrevistado.
i. Além dos demais procedimentos de identificação incluídos neste documento, antes de
iniciar uma entrevista, o avaliador deve fazer uma verificação cruzada da identidade dos
representantes dos trabalhadores, consultando a documentação referida no ponto de
controlo 1 do GRASP.
ii. Se os representantes dos trabalhadores não estiverem presentes ou disponíveis, a
avaliação GRASP deve ser reagendada para uma data em que a sua presença ou
disponibilidade seja garantida.

3. Referência à secção 4.1 "Metodologia de avaliação por Classificação de Risco do


País", Anexo V
3.1. Exceção: se, no dia da avaliação, os trabalhadores não estiverem presentes na
exploração a avaliar:
a) Nas Opções 1 e 3, a avaliação pode ainda realizar-se caso se apliquem as duas condições
seguintes:
i. Os representantes dos trabalhadores estão disponíveis e podem participar na avaliação,
tanto como entrevistados como no apoio às entrevistas com os trabalhadores.
ii. A ausência dos trabalhadores deve-se a restrições às viagens e/ou aos ajuntamentos
(devem ser apresentadas provas).
OU
b) Nas Opções 1 e 3, a avaliação pode ainda realizar-se caso se apliquem as três condições
seguintes:
i. O âmbito da avaliação GRASP não inclui o acondicionamento de produtos com base nas
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

Regras de Produção Vegetal IFA V5.4-GFS (4.1.2. iv).


ii. A ausência dos trabalhadores deve-se à situação referida na alínea b) i. supra.
iii. Os representantes dos trabalhadores estão disponíveis e podem participar na avaliação,
tanto como entrevistados como no apoio às entrevistas. Neste caso, as entrevistas na
exploração tornam-se obrigatórias no prazo de um ano após esta avaliação, como
condição para a avaliação subsequente. O avaliador deve indicar este requisito nos
comentários, de acordo com a secção 2.b deste anexo.
c) Nas Opções 2 e 4 (e nas Opções 1 e 3 multilocais com SGQ), a avaliação pode ainda realizar-
se caso se apliquem as três condições seguintes:
i. Os representantes dos trabalhadores de cada membro produtor da amostra estão
disponíveis e podem participar na avaliação, tanto como entrevistados como no apoio às
entrevistas com os trabalhadores.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


GRASP – Regras Gerais
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ii. A ausência dos trabalhadores deve-se a restrições às viagens e/ou aos ajuntamentos
(devem ser apresentadas provas).
iii. No dia da avaliação, em vez dos membros dos grupos de produtores sem trabalhadores,
a amostra pode incluir outros membros de grupos de produtores com trabalhadores.

3.2. Adição: caso os trabalhadores incluídos na amostra pelo avaliador não estejam
disponíveis na exploração no dia da avaliação, mas estejam disponíveis e dispostos a ser
entrevistados posteriormente, em alternativa à suspensão ou reagendamento da avaliação, o
avaliador pode considerar concluir essas entrevistas
a) noutra altura ou dia na exploração ou
b) segundo as regras do GLOBALG.A.P. Remote, noutra altura e local para o avaliador.
De qualquer modo,
c) o momento da conclusão das entrevistas não deve ultrapassar o prazo de 72 horas a contar
do dia da avaliação;
d) o produtor deve aceitar e facilitar a conclusão das entrevistas noutra altura;
e) os representantes dos trabalhadores devem estar presentes ou disponíveis para apoiar o
avaliador durante as entrevistas adiadas; e
f) o avaliador deve documentar o processo, a decisão e os passos de integridade seguidos. O
relatório deve referir a alteração das entrevistas na secção relativa à duração da avaliação.

4. Referência à secção 5 "Cálculo do tamanho da amostra", Anexo V


4.1 Alteração de 5.1 "Tamanho da amostra nas entrevistas a trabalhadores", Anexo V

a) Em países de baixo risco: sem alteração.


b) Em países de médio risco: 60% da raiz quadrada do número de trabalhadores presentes no
dia da avaliação. No caso dos grupos de produtores da Opção 2, os trabalhadores contados
para esta amostragem são os presentes da totalidade dos membros de grupos de produtores
incluídos na avaliação externa.
c) Em países de alto risco: 70% da raiz quadrada do número de trabalhadores presentes no dia
da avaliação. No caso dos grupos de produtores da Opção 2, os trabalhadores contados para
esta amostragem são os presentes da totalidade dos membros de grupos de produtores
incluídos na avaliação externa.

4.2 Alteração de 5.2. "Entrevistas em grupo", Anexo V

a) Sempre que seja necessário realizar entrevistas em grupo, devem antes ser conduzidas
entrevistas individuais com um tamanho da amostra alterado (de acordo com a secção 5.1,
Anexo V).
b) O tempo máximo por entrevista individual não deve ir além dos 15 minutos.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

5. Referência à secção 6 "Gestão do tempo", Anexo V


Adição à secção 6.4. "Condições básicas para as entrevistas com trabalhadores", Anexo V:
5.1 Local da entrevista: avaliador e trabalhadores encontram-se no mesmo local da mesma
exploração
a) Condições do local da entrevista na exploração:
i. A entrevista pode ocorrer num espaço interior ou no exterior. (O exterior é preferível ao
espaço interior, mas o avaliador deve decidir em função da segurança dos
trabalhadores.)
ii. O local deve ser privado, distante e fora da vista da direção e/ou dos seus representantes.
iii. Deve ser possível não ser incomodado para assegurar uma entrevista num ambiente
confortável.
iv. Se decorrer num espaço interior, o local deve ter boa ventilação.

Código de Ref.ª: GRASP V1.3-1-i_Ed1.1_nov20; Versão portuguesa


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b) Práticas sanitárias no local da entrevista
i. Os trabalhadores que aguardem ser entrevistados não podem juntar-se num espaço ou
área de pequenas dimensões (preferencialmente, os trabalhadores devem ser chamados
individualmente ao local da entrevista).
ii. O distanciamento social deve ser garantido, e deve ser uma prática constante.
iii. Tanto o avaliador como os trabalhadores devem dispor de e usar equipamento de
proteção.
iv. Preferencialmente, o entrevistado deve ter acesso a estações de higienização com água
e sabão antes e depois da entrevista. Se tal não for exequível, devem ser utilizados gel
hidroalcoólico e desinfetante para mesas e cadeiras no início e no fim da entrevista.
v. O papel do representante dos trabalhadores: os representantes dos trabalhadores devem
estar disponíveis e prontos a prestar apoio nos cenários descritos na secção 8.
vi. Sob reserva da aprovação do avaliador, o trabalhador pode pedir para ser acompanhado
por uma pessoa para servir de intérprete. Se estiverem no mesmo espaço ou local, o
avaliador deve verificar se o distanciamento social, o equipamento de proteção e a boa
ventilação do espaço continuam a ser garantidos.
vii. Recomendações em matéria de comunicação e apoio tecnológico:
• Se não for possível manter o distanciamento entre o avaliador e o trabalhador, uma
proteção em plástico transparente pode criar uma camada de proteção suplementar.
• Se as máscaras e o distanciamento interferirem com a comunicação, a interação
pode ser reforçada com dois telefones.

5.2 Local da entrevista: avaliador e trabalhadores encontram-se em locais diferentes da


mesma exploração
a) Condições do local da entrevista na exploração:
i. É necessário encontrar dois locais.
ii. Os locais da entrevista podem ser interiores ou no exterior, à discrição do avaliador.
iii. Os locais da entrevista podem ou não ser próximos entre si.
iv. O local dos trabalhadores deve ser privado, distante e fora da vista da direção e/ou dos
seus representantes.
v. Deve ser possível não ser incomodado para assegurar uma entrevista num ambiente
confortável.
b) Práticas sanitárias no local da entrevista
i. Deve ser utilizado desinfetante para mãos e mesas no início e no fim da entrevista.
ii. O papel do representante dos trabalhadores: os representantes dos trabalhadores devem
estar disponíveis e prontos a prestar apoio nos cenários descritos na secção 8.
iii. Sob reserva da aprovação do avaliador, o trabalhador pode pedir para ser acompanhado
por uma pessoa para servir de intérprete. Se estiverem no mesmo espaço ou local, o
avaliador deve verificar se o distanciamento social, o equipamento de proteção e a boa
ventilação do espaço continuam a ser garantidos.
iv. Comunicação e apoio tecnológico:
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• Devem ser preparados dois dispositivos de vídeo (móveis) em ambos os locais


(espaços) para permitir a comunicação entre as pessoas presentes nos dois
espaços.
• Os dispositivos (móveis) devem ser instalados e estar aptos a serem utilizados, de
modo a que os trabalhadores não tenham de fazer nada (por exemplo, ligar ou
desligar os dispositivos), e de modo a que seja impossível qualquer tipo de
manipulação por qualquer parte externa (por exemplo, parar ou reiniciar a
aplicação).
• Nem o trabalhador nem o avaliador podem gravar as entrevistas.

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5.3 Local da entrevista: avaliador e trabalhadores encontram-se em locais diferentes,
estando o primeiro fora da exploração (avaliação remota com o GLOBALG.A.P. Remote)
a) Condições do local da entrevista para o trabalhador na exploração:
i. A entrevista pode ocorrer em espaços interiores ou no exterior (o avaliador deverá
verificar as condições remotamente, com o apoio do representante dos trabalhadores).
ii. O local deve ser privado, distante e fora da vista da direção e/ou dos seus representantes.
iii. Deve ser possível não ser incomodado para assegurar uma entrevista num ambiente
confortável.
b) Práticas sanitárias no local da entrevista
i. Deve ser utilizado desinfetante para mãos e mesas no início e no fim da entrevista.
ii. O papel do representante dos trabalhadores: conforme determinado pelo avaliador, os
representantes dos trabalhadores devem estar disponíveis e prontos a prestar apoio
quando necessário.
iii. Sob reserva da aprovação do avaliador, o trabalhador pode pedir para ser acompanhado
por uma pessoa para servir de intérprete. Se estiverem no mesmo espaço ou local, o
avaliador deve verificar se o distanciamento social, o equipamento de proteção e a boa
ventilação do espaço continuam a ser garantidos.
iv. Requisitos em matéria de comunicação e apoio tecnológico:
• Devem ser preparados dois dispositivos (móveis) em ambos os espaços para
permitir a comunicação entre as pessoas presentes nos dois espaços. (Os
dispositivos de vídeo são preferíveis a simples telefones.)
• Os dispositivos (móveis) devem ser instalados e estar aptos a serem utilizados, de
modo a que os trabalhadores não tenham de fazer nada (por exemplo, ligar ou
desligar os dispositivos), e de modo a que seja impossível qualquer tipo de
manipulação por qualquer parte externa (por exemplo, parar ou reiniciar a
aplicação).
• Nem o trabalhador nem o avaliador podem gravar as entrevistas.

Se, antes de ou durante a avaliação, o avaliador concluir que uma ou mais das condições
anteriores não garante a privacidade, a segurança ou a integridade da entrevista, deverá ser
considerado o seu adiamento.

6. Papel dos representantes dos trabalhadores antes, durante e no fim do


procedimento da entrevista
Os representantes dos trabalhadores devem:
a) estar disponíveis e prontos a prestar apoio remotamente e em qualquer altura durante a
avaliação (idealmente, através de um dispositivo de comunicação (móvel) facultado pela
direção (ou seja, disponibilidade para atender uma breve chamada via telefone, computador,
tablet, etc.);
b) informar o avaliador da notificação da avaliação junto dos trabalhadores e de quaisquer
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

comentários dos últimos, perguntas ou pedidos de entrevista recebidos.


c) conduzir os trabalhadores ao local da realização da entrevista na exploração; e
d) auxiliar o avaliador na verificação da identidade do trabalhador, quando possível.

7. Procedimento de verificação cruzada da identidade dos trabalhadores e dos seus


representantes
a) Antes do início da avaliação, os produtores devem fornecer uma lista dos trabalhadores e dos
seus representantes, incluindo os respetivos números de identificação. Antes de iniciar as
entrevistas, o avaliador deve fazer uma verificação cruzada da identidade dos trabalhadores
e dos seus representantes.
b) Utilizando dispositivos de vídeo (móveis),
i. deve ser pedido aos trabalhadores e aos seus representantes que mantenham a sua
identificação junto ao rosto para verificar a sua identidade.

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ii. os trabalhadores e os seus representantes devem também filmar o espaço com o
dispositivo para provarem que se encontram sozinhos durante a entrevista;
iii. no início, o avaliador pode convidar os representantes dos trabalhadores a intervirem por
minutos na videochamada ou na chamada telefónica para confirmar a identidade do
trabalhador.
c) Se for utilizado um dispositivo de comunicação sem vídeo,
i. o avaliador deve ter cópias de contratos, recibos de vencimento e outra documentação
com dados do trabalhador e do seu representante.
ii. o avaliador deve colocar perguntas breves – data de nascimento, ano de trabalho, data
da assinatura do contrato – para verificar a identidade.
iii. no início, o avaliador pode convidar os representantes dos trabalhadores a intervirem por
minutos na chamada telefónica para confirmar a identidade do trabalhador.

Se houver dúvidas ou problemas na verificação da identidade, a entrevista deverá ser adiada até
que as identidades sejam verificadas. O tempo de adiamento será decidido pelo avaliador, mas
não poderá ir além de 72 horas a contar da data da avaliação.
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REGISTO DE ATUALIZAÇÃO DE EDIÇÕES

Data de
Novo documento Documento substituído Descrição das modificações
publicação

201008_GRASP_Add- 200911_GRASP_Add- 8 de outubro de Obrigatório a partir de – nova data


on_GR_V1_3-1-i_pt on_GR_V1_3-1-i_pt 2020

201215_GRASP_Add- 201008_GRASP_Add- 15 de dezembro Nova data de "obrigatório a partir de"


on_GR_V1_3-1- on_GR_V1_3-1-i_pt de 2020
i_ed1_1_pt Alterações em:
5.2.1. Subcontratantes
6.2.1.c. Em países com NIG do
GRASP (6.2 Competências e
qualificações técnicas)
6.2.2.a) i. Em países sem Guias
Nacionais de Interpretação GRASP
(países sem NIG)
6.3. Manutenção das competências
Anexo IV: Modelo do comprovativo
de avaliação
Adição:
Anexo V: Conceito de Classificação
de Risco do País do GRASP
Novo no anexo V: 5.2.a-c
Novo: Anexo VI PROTOCOLO DE
ENTREVISTAS DO GLOBALG.A.P.
NO CONTEXTO DA COVID-19

Caso pretenda receber mais informações sobre as alterações do presente documento, contacte o
Secretariado GLOBALG.A.P. em translation_support@globalgap.org.
201215_GRASP_Add-on_GR_V1_3-1-i_ed1_1_pt

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