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Pós-Graduação Presencial USCS

Clínica Psicanalítica

Aluna: Camila Pereira Guimarães Nóbrega


RA: 585591
Professor: Bartholomeu de Aguiar Vieira

Filme "Back from the Edge - Borderline Personality Disorder”.

(1) suas impressões a respeito do conteúdo


(2) suas opiniões a respeito do material
(3) uma articulação com o material de aula

Um curta-metragem marcante em estilo documentário que apresenta relatos em


primeira pessoa convincentes e dramáticos de pessoas que vivem e se recuperam do
Transtorno da Personalidade Borderline. A produção também apresenta membros da
família, bem como médicos importantes, incluindo Otto F. Kernberg, MD; Marsha
Linehan, PhDl John Gunderson, MD; Wayne Fenton, MD; e Perry Hoffman, PhD, que
colocou suas histórias em um contexto social e médico mais amplo.

O filme Back from the Edge é um documentário onde as pessoas que tem o transtorno
de personalidade Borderline relatam como a doença faz parte em sua vida, como a
descobriu e como fazem para trata-la, no documentário, há comentários de
profissionais que relatam sobre a doença. Achei o documentário bem esclarecedor e
rico em informações, como cada paciente relata seu caso e como os profissionais
falam sobre a doença. O relato de um homem que aparentemente tem uma vida
perfeita aos olhos da sociedade, bom emprego, família “feliz”, uma boa casa e que o
mesmo não está realizado, sente-se infeliz e se culpa e sofre por não está feliz,
realizado, como se algo lhe faltasse, o mesmo começa a ter reações agressivas com
sua esposa e filhos, explosões por “pequenas” coisas e deixa sua família preocupada.
Há o caso de uma mulher que desde a infância era sociável, gostava de esportes e era
bem sucedida na escola e após um episódio de abuso, começou a se isolar e ter
dificuldades para relacionamentos, na vida profissional e familiar, a mesma se cortava
para se sentir melhor, conseguiu alcançar seus objetivos profissionais e quando os
mesmo foram concluídos a mesmo se frustrou. Os profissionais do documentário
comentam que é comum uma pessoa que tenha este transtorno se sentir infeliz,
incapaz, não realizados e sempre buscar mais, os cortes pelo corpo é uma maneira de
se sentirem bem, tirar a dor interna que sentem. As pessoas do documentário que tem
o transtorno Borderline relataram que tiveram vontade e cometer suicídio e algumas até
tentaram e que só se sentiram melhor quando procuram um profissional e tiveram um
diagnóstico sobre si, só depois fez sentido, começaram a entender seu comportamento
em relação à doença, a fazer terapia e a tentar lhe dar com o transtorno.
Os profissionais que participaram do documentário relataram que é comum a ideação
suicida nesse público.
Os pacientes borderline estão totalmente absorvidos no estabelecimento de relações
individuais exclusivas, sem qualquer risco de abandono. Eles podem exigir dessas
relações como se tivessem o direito de fazê-lo, o que sobrecarrega e aliena os demais,
quando eles se aproximam de outra pessoa, é ativado um conjunto de ansiedades
duplas. Os relatos no filme, falam sobre este comportamento. Por um lado, eles
começam a se preocupar em serem engolfados pela outra pessoa e perder a própria
identidade nessa fantasia primitiva de fusão. Por outro, eles experienciam uma
ansiedade que beira ao pânico e que está relacionada à convicção de que estão
prestes a ser rejeitados ou abandonados a qualquer momento. A mulher que relata
sobre seu transtorno no filme relata sobre o medo de ser abandonada. A mesma relata
que se corta desde muito cedo tentando de livrar das dores internas que sente. Para se
prevenir de ficarem sozinhos, os pacientes borderline podem recorrer a cortar os pulsos
ou a outros gestos suicidas, esperando ser resgatados pela pessoa a quem eles estão
apegados. Todos os relatos do filme das pessoas com TPB relatam que em algum
momento da vida já tentaram o suicídio ou tiveram ideação suicída.
Embora a publicação Diretrizes para o tratamento de pacientes com transtorno da
personalidade borderline (Practice Guideline for the Treatment of Patients With
Borderline Personality Disorder), da American Psychiatric Association (2001),
recomende tanto a psicoterapia quanto o uso de medicamentos, na última década, o
entusiasmo pelos medicamentos diminuiu um pouco. Nenhum medicamento foi
constatado como uniforme ou drasticamente útil (Gunderson, 2014), e nenhum fármaco
autorizado pela U.S. Food and Drug Administration (FDA) é considerado um tratamento
efetivo para o TPB. Para alguns indivíduos, parece haver benefícios advindos de certos
medicamentos, mas para muitos outros, não há melhoras significativas observadas.
Os clínicos sabem há muito tempo que a psicoterapia pode ajudar no tratamento do
TPB. Agora, essa impressão clínica foi reforçada por uma quantidade substancial de
pesquisas empíricas.

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