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Métodos de análise

Classificação dos principais métodos de análise de processos de deformação plástica:

1
2
Método da energia uniforme
Introdução
O método da energia uniforme baseia-se na determinação do trabalho total necessário à
realização da operação e aplica-se na análise de processos de fabrico de materiais metálicos
sujeitos a deformação plástica.

Hipóteses simplificativas:

• O material é considerado homogéneo e isotrópico.

• O material tem um comportamento mecânico do tipo rígido-


plástico, desprezando-se todos os efeitos que possam advir
da componente elástica da deformação.

• A deformação plástica é uniforme, isto é, admite-se que as


secções ou fatias da peça inicialmente planas assim
permanecem após deformação.

• Os efeitos associados ao atrito e à deformação redundante,


característica do processo, são desprezados, embora estas
contribuições possam ser incluídas de forma indirecta
através da introdução de factores correctivos empíricos,
ponderando a eficiência energética da deformação plástica.

• Os estados de tensão característicos dos processos de


fabrico são reduzidos a casos equivalentes de tracção ou de
compressão uniaxial. 3
Método da energia uniforme
Introdução
Em face destas hipóteses simplificativas, pode, desde já, concluir-se que o método da energia
uniforme não permite determinar nem os campos de velocidade, nem a distribuição de tensões
que caracterizam o processo de fabrico, fornecendo tão somente informação sobre o trabalho
total que é despendido.

Por estas razões, a sua principal aplicação reduz-se ao cálculo dos esforços necessários à
operação, fundamental para o projecto das ferramentas, para a selecção dos materiais das
matrizes e para a escolha da máquina ferramenta.

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Método da energia uniforme
Trabalho plástico em tracção uniaxial
F
O método da energia uniforme considera o balanço energético l
l
entre a energia necessária e a fornecida exteriormente para 0

efectuar a deformação plástica uniaxial do varão circular.


 l

W = V   ij d ij =  F dl  
W = V  axial d axial = F dl
0 l0

F
 =Kn  =Kn

unif  l 
 = ln 
wi wi  l0 
K n
unif =
n +1
ln ( l )  ln ( l )  Processo Eficiência wi
l0 l0
tecnológico energética
=
w
Trabalho ideal (por unidade de volume)
    Tracção e compressão
K  n +1 ~1.0
w i =   axial d axial =   d  =   d =  K  d =
uniaxiais
n
= unif 
0 0 0 0
n + 1 Forjamento 0.2-0.95
Laminagem 0.75-0.9

Trabalho total (por unidade de volume) Extrusão 0.5-0.65

w = wi + wa + wr Trefilagem 0.55-0.7
Estampagem 0.7-0.85
Método da energia uniforme
Exemplo de aplicação – extrusão cilíndrica directa

Balanço energético entre a energia necessária e a fornecida exteriormente para efectuar a


extrusão do varão circular.
1
 
W = V  ij d ij =  F dl F

 l
1
W = V  axial d axial =  F dl
 0 l0

l  A 
 = ln  = ln 0 
 l0   A
K n
unif =  = 0.5 ~ 0.65
n +1
1
A0 dl 0 unif  = pA0 dl 0

Pressão de extrusão Carga de extrusão

1 1
p=  unif  F=  unif  A0
  6
Método da energia uniforme
Exemplo de aplicação – trefilagem

Balanço energético entre a energia necessária e a fornecida exteriormente para efectuar a


trefilagem do varão circular.
1
W= V   ij d  ij =  T dl

 l
1
W= V   axial d  axial =  T dl
 0 l0

l  A 
 = ln  = ln 0 
 l0   A
K n
unif =  = 0.55 ~ 0.7
n +1
1
Adl  unif  = t Adl

Tensão de tracção Carga de extrusão

1 1
t =  unif  T=  unif  A
  7
Método da energia uniforme
Limite de enformabilidade na trefilagem

Quantificar a máxima redução de secção que é possível efectuar numa única operação

1
t =  unif 

 = Kn

K n
unif =
n +1

1 1 K n
t =  unif =    = K n
  ( n + 1)

Extensão máxima
admissível
 adm   ( n + 1)

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Método da energia uniforme
Considerações finais (regime estacionário vs. regime transiente)

Regime estacionário (ex. Extrusão): K  fn


l  A  unif =
 f = ln f  = ln 0  n +1
 l0   Af 
 saída = K  fn
Pressão de extrusão
1
p= unif  f = unif Qpestacionário

Carga de extrusão
1
F= unif  f A0

Regime transiente (ex. Forjamento):


h  A 
 f = ln 0  = ln f   = K  fn
 hf   A0 
Pressão de forjamento
1
p=  = Qptransiente

Carga de forjamento
1
F=  Af 9

Método da energia uniforme
Auto estudo
Resolução de exercícios complementares

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