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CURSO DE LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

ÍNDICE
INTRODUÇÃO...................................................................................................................................... 2
DEFINIÇÃO DE EMPREGADO......................................................................................................... 3
CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL............................................................. 3
ADMISSÃO ........................................................................................................................................... 4
ANOTAÇÕES NA CTPS...................................................................................................................... 4
DURAÇÃO DO TRABALHO ............................................................................................................. 5
DESCANSO........................................................................................................................................... 6
TRABALHO NOTURNO..................................................................................................................... 6
QUADRO DE HORÁRIO..................................................................................................................... 7
SALÁRIO MÍNIMO.............................................................................................................................. 7
FÉRIAS.................................................................................................................................................... 8
CONCESSÃO DAS FÉRIAS................................................................................................................. 9
FÉRIAS COLETIVAS........................................................................................................................... 9
REMUNERAÇÃO E ABONO DE FÉRIAS........................................................................................ 9
ATIVIDADES INSALUBRES OU PERIGOSAS............................................................................. 10
PROTEÇÃO DO TRABALHO DA MULHER................................................................................. 11
PROTEÇÃO À MATERNIDADE...................................................................................................... 12
AMAMENTAÇÃO............................................................................................................................... 12
TRABALHO DO MENOR.................................................................................................................. 13
DURAÇÃO DO TRABALHO............................................................................................................. 13

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INTRODUÇÃO
Este curso foi elaborado com a pretensão de dar informações básicas para aquelas
pessoas que estão começando a trabalhar em recursos humanos de grandes ou pequenas
empresas. Desejamos fornecer informações mínimas necessárias sobre as rotinas de um
departamento de pessoal de uma empresa. O profissional desta área deve ser uma pessoa
atenta e atualizada quanto aos deveres e obrigações tanto do empregado quanto do
empregador. Para ser um bom profissional na área de pessoal é preciso conhecer a
legislação trabalhista, manter à mão uma CLT para consultas sempre que necessário.
O profissional de departamento pessoal ou contabilidade é o orientador do
empregador, ele deverá saber como proceder no cumprimento da lei para evitar prejuízos
financeiros à Empresa, deverá saber conduzir uma fiscalização fornecendo todas as
informações solicitadas pelos órgãos fiscalizadores de maneira clara e objetiva. Todas as
rotinas executadas devem atender ao momento atual e também a momentos futuros.
Arquivos mal elaborados prejudicam a clareza de informações em situações de fiscalização.
O responsável por um departamento pessoal terá relações diretas com Ministério do
Trabalho, Justiça do Trabalho, Sindicatos, Receita Federal, Ministério da Educação, órgão
gerenciador do FGTS, Previdência Social e muitos outros com os quais a empresa tenha
convênios ou contratos. Este profissional, portanto, deverá ser bom orador, saber
questionar, compreender informações diversas, ser bom negociador em casos inesperados
e usar da diplomacia para manter boas relações com os representantes de todas as
instituições com as quais mantém relações profissionais.

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DEFINIÇÃO DE EMPREGADO

O Artigo 3º da CLT diz o seguinte: “Considera-se empregado toda pessoa física que
prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e
mediante salário”.
Parágrafo único. Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de
trabalhador, em entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
Toda pessoa que trabalha sob o comando de alguém, em dias e horários
determinados recebendo uma remuneração x, entende-se que este é empregado, portanto
deverá ter sua carteira de trabalho devidamente registrada. Serão considerados tempo de
serviço efetivo o afastamento para o serviço militar e também o acidente do trabalho.
Acidente do trabalho é aquele ocorrido durante o trabalho ou no trajeto da residência do
funcionário para o trabalho , ou do trabalho para casa. Observar que o funcionário deverá
obedecer sempre o mesmo trajeto para que se possa definir como acidente do trabalho, caso
tenha desviado de seu trajeto habitual poderá descaracterizar o fato.

CARTEIRA DE TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL

Art. 13. A Carteira de Trabalho e Previdência Social é obrigatória para o exercício de


qualquer emprego, inclusive de natureza rural, ainda que em caráter temporário, e para o
exercício por conta própria de atividade profissional remunerada.
A CLT é clara, ninguém poderá trabalhar sem ser devidamente registrado em
documento próprio denominado Carteira de Trabalho e Previdência Social , modelo emitido
pelo ministério do trabalho. A exceção é feita por um período de trinta dias em localidades
onde não haja postos do Ministério do Trabalho para emissão do documento, o empregado
tem este prazo para ir em busca de sua documentação.
Art. 29. A Carteira de Trabalho e Previdência Social será obrigatoriamente apresentada,
contra recibo, pelo trabalhador ao empregador que o admitir, o qual terá o prazo de quarenta
e oito horas para nela anotar, especificamente, a data de admissão, a remuneração e as
condições especiais, se houver, sendo facultada a adoção de sistema manual, mecânico ou
eletrônico, conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
§ 1º As anotações concernentes à remuneração devem especificar o salário, qualquer que
seja sua forma e pagamento, seja ele em dinheiro ou em utilidades, bem como a estimativa
da gorjeta.
As anotações na CTPS serão feitas na data base, em qualquer tempo quando
solicitado pelo trabalhador, em caso de rescisão contratual ou para vistas na previdência
social . Caso o empregador descumpra estas normas estará sujeito a penalidades previstas
no artigo terceiro da CLT. Acidentes do trabalho são anotados pela Previdência Social.
Anotações relativas a estado civil ou dependentes deverão ser feitas mediante apresentação
de certidões. Não utilizar abreviaturas nas anotações de funções ou valores, não deixar
entrelinhas que possam permitir falsificações, todos os campos deverão ser preenchidos.
Art. 36. Recusando-se a empresa a fazer as anotações a que se refere o art. 29 ou a
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devolver a Carteira de Trabalho e Previdência Social recebida, poderá o empregado
comparecer, pessoalmente ou por intermédio de seu sindicato, perante a Delegacia Regional
ou órgão autorizado, para apresentar reclamação.
O empregador têm prazo máximo de 48 horas para efetuar a devolução da
CTPS ao trabalhador, descumprindo esta lei estará sujeito a penas conforme orienta o artigo
36.

ADMISSÃO

Art. 41. Em todas as atividades será obrigatório para o empregador o registro dos
respectivos trabalhadores, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico,
conforme instruções a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho.
Parágrafo único. Além da qualificação civil ou profissional de cada trabalhador, deverão ser
anotados todos os dados relativos à sua admissão no emprego, duração e efetividade do
trabalho, a férias, acidentes e demais circunstâncias que interessem à proteção do
trabalhador.
Fichas, livros ou sistema eletrônico serão autenticados pelas Delegacias Regionais do
Trabalho, por outros órgãos autorizados ou pelo Fiscal do Trabalho, não sendo permitida a
cobrança de qualquer destes serviços. As Delegacias Regionais do Trabalho farão a
fiscalização e emitirão multas aos empregadores que deixarem de registrar seus
empregados. As multas são estipuladas em legislação específica.
O artigo 299 do código Penal prevê penalidades para quem emitir, substituir ou fizer
anotações falsas na CTPS, considera-se crime de falsidade. Falsificar ou fabricar e vender
carteira de trabalho , anotar informações inexistentes, falsificar datas, remunerações, nome
ou outros o fato será levado ao conhecimento da autoridade que houver emitido a carteira,
para fins de direito.
Os artigos 52 e 53 fazem referências ao extravio ou inutilização da Carteira de
Trabalho e multas pela retenção das mesmas.
Os documentos exigidos do empregado para a contratação são os seguintes: Carteira
de Trabalho, atestado de exame admissional , certidões de casamento e nascimento de
dependentes.

ANOTAÇÕES NA CTPS

A CTPS possui diversas páginas para anotação de contratos de trabalho, não deve
conter rasuras, corretivos, abreviações. Caso sejam feitas anotações indevidas, a página
deverá ser anulada, nunca deixar páginas em branco entre uma anotação e outra.
Contrato de Trabalho
Empregador: ....Lojas cem por cento........................................................
..............................................................................................................
Rua .......Conde de monte cristo .............................................N........20....
Município ......Hidrolandia .................................Est.......Goiás....................
Esp.de Estabelecimento .....Comercio de roupas...................................
Cargo ...vendedora..................................................................................
.........................................................CBO n...........................................
Data Admissão ......01.......de.......Janeiro...........................de 2008......
Registro n....001..............................................Fls/ficha.. 46...................
Remuneração específica .R$ 600,00 ( Seiscentos reais ).....................
................................................................................................................
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................................................................................................................
Ass. Do Empregador ou rogo com Test.
1 .............................................................................................................
2 .............................................................................................................

Data de saída ................de ............................................de 20...............


.................................................................................................................
Ass. Do empregador ou rogo com test.
1 ..............................................................................................................
2 ..............................................................................................................

Todos os campos devem ser preenchidos com letra legível e sem rasuras, é permitido
a utilização de carimbo ou etiqueta contendo todos os dados da empresa. Após o
preenchimento o empregador deverá apor assinatura no campo determinado, são
dispensadas as testemunhas. Logo abaixo existe espaço para datar a dispensa do
funcionário.
Nas páginas destinadas as anotações do FGTS informar data de opção ( mesma data
da admissão ), banco depositário do FGTS, agência, localidade e estado, Empresa
contratante e assinatura do empregador.
Gratificações, ajuda de custo ou qualquer outra remuneração além do salário base
deverá ser anotada nas páginas “anotações gerais.”

DURAÇÃO DO TRABALHO
Art. 58. A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada,
não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro
limite.
Qualquer trabalhador que trabalhe em regime de tempo parcial deverá cumprir, no
máximo, 25 horas semanais, recebendo salário proporcional em relação aos empregados
que cumprem, nas mesmas funções, tempo integral. O trabalhador poderá fazer 2 (duas)
horas extras por dia mediante acordo escrito entre empregado e empregador ou em contrato
coletivo de trabalho. Horas extras deverão ser remuneradas em, pelo menos, 50%
( cinqüenta por cento ) superior ao valor da hora normal, podendo ser remunerado por
valores superiores mediante acordo trabalhista.
Existem diversas profissões que determinam a carga horária diária. Por exemplo
operadores de máquinas de RX não poderão exceder a 6 (seis) horas diárias de trabalho em
função de sua atividade. Aquelas profissões ou funções que não apresentam qualquer dano
a saúde, em longo ou curto tempo, serão executadas em por um período de 8 (oito) horas
diárias perfazendo um total de 44 horas semanas incluindo o sábado. A diminuição da carga
horária semanal de 44 para 40 será uma concessão do empregador.

CARGA HORÁRIA POR DIA N. HORAS SEMANAIS N.HORAS MENSAIS


4 24 120
5 30 150
6 36 180
8 44 240
Horas extras serão calculadas baseando-se na carga horária mensal.
§ 4° do art. 59 - Os empregados sob o regime de tempo parcial não poderão prestar horas
extras.
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Trabalhadores em atividades insalubres não estão autorizados a fazer horas extras,
serão permitidas somente mediante autorização de órgãos competentes relacionados à
saúde.
Art. 64. O salário-hora normal, no caso do empregado mensalista, será obtido dividindo-se o
salário mensal correspondente à duração do trabalho, a que se refere o art. 58, por 30 (trinta)
vezes o número de horas dessa duração.
Exemplo de cálculo de horas extras:

Salário: 600,00/240 = 2,50 é o valor da hora normal


2,50 + 50% = 2,50 + 1,25 = 3,75 é o valor da hora extra.
Supondo que o funcionário tenha feito 20 horas extras = 3,75 x 20 = 75,00
No contra-cheque haverá um acréscimo de 75,00 referente às horas extras. Lembrar
sempre que nenhum trabalhador poderá fazer mais de 60 horas extras mensais.

Parágrafo único. Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo,
em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês.
Art. 65. No caso do empregado diarista, o salário-hora normal será obtido dividindo-se o
salário diário correspondente à duração do trabalho, estabelecido no art. 58, pelo número de
horas de efetivo trabalho.
DESCANSO

Art. 66. Entre 2 (duas) jornadas de trabalho haverá um período mínimo de 11 (onze) horas
consecutivas para descanso.
Todo trabalhador tem assegurado um descanso semanal de 24 (vinte e quatro) horas
consecutivas, deverá coincidir com o domingo, no todo ou em parte, caso o trabalhador faça
escalas trabalhando também aos domingos, fica-lhe assegurado, pelo menos um domingo do
mês para sua folga. Os trabalhadores em regime de escala devem ser mencionados em
quadro próprio com os respectivos horários de trabalho e estar disponível para a fiscalização.
Art. 71. Em qualquer trabalho contínuo, cuja duração exceda de 6 (seis) horas, é obrigatória
a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o qual será, no mínimo, de 1
(uma) hora e, salvo acordo escrito ou contrato coletivo em contrário, não poderá exceder de
2 (duas) horas.
Caso o trabalhador com carga horária de 8 (horas) por dia não tenha seu período de
intervalo de 1(uma) ou 2(duas) horas concedidas, serão estas consideradas horas extras e
deverão ser remuneradas com, no mínimo, 50% mais que o valor da hora normal.

TRABALHO NOTURNO
O trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno em 20% (vinte por cento), pelo
menos, sobre a hora diurna. A hora do trabalho noturno será computada como de 52
(cinqüenta e dois minutos) e 30 (trinta) segundos. Considera-se noturno o trabalho
executado entre as 22 (vinte e duas) horas de um dia e as 5 (cinco) horas do dia seguinte.
Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o
aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região. Este percentual de
20% é o previsto na CLT, em acordos coletivos poderão ser negociados valores superiores.

Exemplo de cálculo de adicional noturno:

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Um trabalhador executa suas tarefas entre 20:00 horas e 2:00 da manha. Todos os dias ele
trabalha 4 horas dentro do período considerado noturno. Estas quatro horas são de 60
minutos, no entanto a hora para efeito de pagamento de adicional noturno é de 52 minutos e
30 segundos.
4 x 60 = 240 minutos
240 minutos x 30 dias = 7 200 minutos que divididos por 52,30 = 137,66 ( horas).
Para facilitar o calculo arredondar para 138 horas de adicional noturno.
Cálculo: Salário mínimo: 240,00 / 180 (n. de horas mensais deste trabalhador) = 1,33 x 138
= 183,54.
183,54 x 20% = 36,70

O adicional noturno tem como base o salário mínimo vigente na localidade e se


restringe a 20%, não confundir o valor hora normal com o valor hora adicional noturno.

QUADRO DE HORÁRIO
Art. 74. O horário do trabalho constará de quadro, organizado conforme modelo expedido
pelo Ministro do Trabalho e afixado em lugar bem visível. Esse quadro será discriminativo no
caso de não ser o horário único para todos os empregados de uma mesma seção ou turma.
§ 2º Para os estabelecimentos de mais de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da
hora de entrada e de saída, em registro manual, mecânico ou eletrônico, conforme instruções
a serem expedidas pelo Ministério do Trabalho, devendo haver pré-assinalação do período
de repouso.

SALÁRIO MÍNIMO
Art. 76. Salário mínimo é a contraprestação mínima devida e paga diretamente pelo
empregador a todo trabalhador, inclusive ao trabalhador rural, sem distinção de sexo, por dia
normal de serviço, e capaz de satisfazer, em determinada época e região do País, as suas
necessidades normais de alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte.
Art. 78. Quando o salário for ajustado por empreitada, ou convencionado por tarefa ou peça,
será garantida ao trabalhador uma remuneração diária nunca inferior à do salário mínimo por
dia normal.
Art. 80. Ao menor aprendiz será pago salário nunca inferior a 1/2 (meio) salário mínimo
regional durante a primeira metade da duração máxima prevista para o aprendizado do
respectivo ofício. Na segunda metade passará a perceber, pelo menos , 2/3 (dois terços) do
salário mínimo.
Art. 118. O trabalhador a quem for pago salário inferior ao mínimo terá direito, não obstante
qualquer contrato ou convenção em contrário, a reclamar do empregador o complemento de
seu salário mínimo estabelecido na região em que tiver de ser cumprido.

FÉRIAS
Art. 129. Todo empregado terá direito anualmente ao gozo de um período de férias, sem
prejuízo da remuneração.
Art. 130. Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho, o
empregado terá direito a férias, na seguinte proporção:

DIAS DE FÉRIAS NÚMERO DE FALTAS NO PERÍODO AQUISITIVO


30 dias Poderá faltar até 5 (cinco) vezes
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24 dias 6 (seis) a 14 (quatorze) faltas
18 dias 15 (quinze) a 23 (vinte e três) faltas
12 dias 24 (vinte e quatro) a 32 (trinta e duas) faltas

O tempo em que o empregado estiver em férias será contado como tempo de serviço.
Não serão considerado falta ao serviço os seguintes casos:
* Até 2 (dois) dias consecutivos, em caso de falecimento do cônjuge, ascendente,
descendente, irmão ou pessoa que, declarada em sua Carteira de Trabalho e Previdência
Social, viva sob sua dependência econômica.
* Até 3 (três) dias consecutivos, em virtude de casamento.
* Por 5 (cinco) dias, em caso de nascimento de filho, no decorrer da primeira semana.
* Por 1 (um) dia, em cada 12 (doze) meses de trabalho, em caso de doação voluntária de
sangue devidamente comprovada.
* Até 2 (dois) dias consecutivos ou não, para o fim de se alistar eleitor, nos termos da lei
respectiva.
* No período de tempo em que tiver de cumprir as exigências do Serviço Militar referidas
na letra c do art. 65 da Lei nº 4.375, de 17.08.l964 (Lei do Serviço Militar);
* Nos dias em que estiver comprovadamente realizando provas de exames vestibular para
ingresso em estabelecimento de ensino superior.
* Pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que comparecer a juízo.
* Durante o licenciamento compulsório da empregada por motivo de maternidade ou aborto.
* Por motivo de acidente do trabalho.
* Justificada pela empresa, ou seja, não descontada do salário.
* Durante a suspensão preventiva para responder a inquérito administrativo.
Art. 132. O tempo de trabalho anterior à apresentação do empregado para serviço militar
obrigatório será computado no período aquisitivo, desde que ele compareça ao
estabelecimento dentro de 90 (noventa) dias da data em que se verificar a respectiva baixa.
Art. 133. Não terá direito a férias o empregado que, no curso do período aquisitivo:
* Deixar o emprego e não for readmitido dentro de 60 (sessenta) dias.
* Permanecer em gozo de licença, recebendo salários por mais de 30 (trinta ) dias.
* Deixar de trabalhar, recebendo salário por mais de 30 (trinta) dias.
* Tiver recebido da Previdência Social prestações de acidente do trabalho ou auxílio doença
por um período de 6 (seis) meses ou mais , mesmo que tenha sido descontinuo.
Caso a empresa necessite paralisar suas atividades, deverá comunicar ao Ministério
do Trabalho com antecedência de 15 (quinze dias), deverá comunicar também ao sindicato
da categoria e afixar avisos no local de trabalho.

CONCESSÃO DAS FÉRIAS


Art. 134. As férias serão concedidas por ato do empregador, em um só período, nos 12
(doze) meses subseqüentes à data em que o empregado tiver adquirido o direito.
Os menores de 18 (dezoito anos) e maiores de 50 (cinqüenta) anos de idade terão
suas férias concedidas de uma só vez. As férias serão informadas ao trabalhador, por
escrito, 30 dias antes do gozo das férias, o trabalhador assinará recibo dando conhecimento,
a carteira de trabalho deverá ser apresentada para a devida anotação. A concessão das
férias deve ser anotada na carteira do trabalhador, em ficha ou livros de registro do
funcionário.
A época de concessão das férias fica submetida aos interesses do empregador.
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Membros de mesma família que trabalhem na mesma empresa poderão solicitar a
concessão de férias no mesmo período desde que não cause prejuízo à empresa. Ao menor
de 18 anos a lei recomenda fazer coincidir gozo de férias com férias escolares.
Art. 137. Sempre que as férias forem concedidas após o prazo de que trata o art. 134, o
empregador pagará em dobro a respectiva remuneração.
Art. 138. Durante as férias, o empregado não poderá prestar serviços a outro empregador,
salvo se estiver obrigado a fazê-lo em virtude de contrato de trabalho regularmente mantido
com aquele.

FÉRIAS COLETIVAS
Art. 139. Poderão ser concedidas férias coletivas a todos os empregados de uma empresa
ou de determinados estabelecimentos ou setores da empresa.
§ 1º As férias poderão ser gozadas em 2 (dois) períodos anuais desde que nenhum deles
seja inferior a 10 (dez) dias corridos.
Art. 140. Os empregados contratados há menos de 12 (doze) meses gozarão, na
oportunidade, férias proporcionais, iniciando-se, então, novo período aquisitivo.

REMUNERAÇÃO E ABONO DE FÉRIAS


O empregado perceberá, durante as férias, a remuneração que lhe for devida na data da sua
concessão. Os cálculos para o pagamento das férias serão feitos:
- Pela média apurada durante o período aquisitivo quando o salário for pago por hora com
jornadas variáveis.
- Pagamentos por tarefa serão pagos pela média da produção no período aquisitivo.
- Quando o salário for pago por percentagem, comissão ou viagem, apurar-se-á a média
percebida pelo empregado nos 12 (doze) meses que precederem à concessão das férias.
- A parte do salário paga em utilidades será computada de acordo com a anotação na
Carteira de Trabalho e Previdência Social.
- As horas extras deverão ser somadas e feito média referente ao período aquisitivo, sendo
calculadas com base no salário da data das férias.
- Proceder-se-á da mesma maneira com adicional noturno, adicional insalubridade ou
perigoso.
Art. 143. É facultado ao empregado converter 1/3 (um terço) do período de férias a que tiver
direito em abono pecuniário, no valor da remuneração que lhe seria devida nos dias
correspondentes.
Para ter direito ao abono de férias o empregado deverá fazer uma solicitação até 15
(quinze) dias antes do término do período aquisitivo.
Art. 145. O pagamento da remuneração das férias e, se for o caso, o do abono referido no
art. 143 serão efetuados até 2 (dois) dias antes do início do respectivo período.
O empregado dará quitação no recibo de férias. O recibo deverá conter o período
aquisitivo, a discriminação dos cálculos, nome da empresa, nome do empregado, início e
final do gozo das férias.
O término do contrato de trabalho, qualquer que seja a sua causa, exceto em
demissão por justa causa, será devida ao empregado a remuneração simples ou em dobro
relativa as férias. O empregado demitido antes de 12 meses de trabalho tem direito à
remuneração das férias proporcionais, caso peça demissão perderá este direito (vide
informações rescisórias).
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O empregador que não conceder férias ao empregado durante os 11 (onze) meses
subseqüentes ao vencimento do período aquisitivo terá que remunerá-las em dobro.

ATIVIDADES INSALUBRES OU PERIGOSAS


Art. 189. Serão consideradas atividades ou operações insalubres aquelas que, por sua
natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à
saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do
agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.
A eliminação ou neutralização pode ocorrer em função do uso de equipamentos
adequados, a adoção de medidas que conservem o ambiente de trabalho dentro de uma
tolerância. Caso a agressão seja totalmente neutralizada e as Delegacias Regionais do
trabalho comprovarem a insalubridade, o empregador estará isento da remuneração por
insalubridade.
E assegurado ao trabalhador a percepção de adicional de 40% (quarenta por cento),
20% (vinte por cento) e 10% (dez por cento) do salário mínimo da região quando estiver
executando seu trabalho em local insalubre. Estes valores são variados em função do grau
de risco determinado pela atividade.
Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação
aprovada pelo Ministério do Trabalho, aquelas que, por sua natureza ou métodos de
trabalho, impliquem o contato permanente com inflamáveis ou explosivos em condições de
risco acentuado.
§ 1º O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de
30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações,
prêmios ou participações nos lucros da empresa.

Bancários – Poderão trabalhar entre 7 (sete) e 22 (vinte e duas) horas, 15(quinze) minutos
para alimentação, as funções de direção, gerência, chefias e equivalentes não se enquadram
nesta norma. Poderão ter sua jornada alterada para 8 (oito) horas diárias, não excedendo de
40 (quarenta) horas semanais, observados os preceitos gerais sobre a duração do trabalho.
As empresas de telefonia não poderão organizar horários que obriguem os empregados a
fazer a refeição do almoço antes das 10 (dez) e depois das 13 (treze) horas e a de jantar
antes das 16 (dezesseis) e depois das 19:30 (dezenove e trinta) horas.
Frigoríficos
Art. 253. Para os empregados que trabalham no interior das câmaras frigoríficas e para os
que movimentam mercadorias do ambiente quente ou normal para o frio e vice-versa, depois
de 1 (uma) hora e 40 (quarenta) minutos de trabalho contínuo, será assegurado um período
de 20 (vinte) minutos de repouso, computado esse intervalo como de trabalho efetivo.
Jornalistas Profissionais
Art. 302. Os dispositivos da presente Seção se aplicam aos que nas empresas jornalísticas
prestem serviços como jornalistas, revisores, fotógrafos, ou na ilustração, com as exceções
nela previstas.
Art. 307. A cada 6 (seis) dias de trabalho efetivo corresponderá 1 (um) dia de descanso
obrigatório, que coincidirá com o domingo, salvo acordo escrito em contrário, no qual será
expressamente estipulado o dia em que se deve verificar o descanso.
Professores
Art. 317. O exercício remunerado do magistério, em estabelecimentos particulares de
ensino, exigirá apenas habilitação legal e registro no Ministério da Educação.
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Não poderá o professor, em um mesmo estabelecimento de ensino, dar mais de 4
(quatro) aulas consecutivas, nem mais de 6 (seis ) intercaladas, a remuneração é fixada pelo
número de aulas dadas. Aulas não dadas serão descontadas no fechamento do mês.
Aulas excedentes serão remuneradas findo o mês, nos meses de férias os
professores recebem normalmente sua remuneração.

Químicos
Art. 325. É livre o exercício da profissão de químico em todo o território da República,
observadas as condições de capacidade técnica e outras exigências previstas na presente
Seção:
a) aos possuidores de diploma de químico, químico industrial, químico industrial agrícola ou
engenheiro químico, concedido, no Brasil, por escola oficial ou oficialmente reconhecida;
b) aos diplomados em química por instituto estrangeiro de ensino superior, que tenham, de
acordo com a lei e a partir de 14.07.l934, revalidado os seus diplomas;
c) aos que, ao tempo da publicação do Dec. 24.693, de 12.07.1934, se achavam no exercício
efetivo de função pública ou particular, para a qual seja exigida a qualidade de químico, e
que tenham requerido o respectivo registro até a extinção do prazo fixado pelo Dec.-lei
2.298, de 10.06.1940.
PROTEÇÃO DO TRABALHO DA MULHER

Art. 373. A duração normal de trabalho da mulher será de 8 (oito) horas diárias, exceto nos
casos para os quais for fixada duração inferior.
É vedado publicar anúncio de emprego no qual haja referência ao sexo, à idade, à
cor ou situação familiar, salvo quando a natureza da atividade a ser exercida, pública e
notoriamente, assim o exigir, recusar emprego, promoção ou motivar a dispensa do trabalho
em razão de sexo, idade, cor, situação familiar ou estado de gravidez, salvo quando a
natureza da atividade seja notória e publicamente incompatível, considerar o sexo, a idade,
a cor ou situação familiar como variável determinante para fins de remuneração, formação
profissional e oportunidades de ascensão profissional, exigir atestado ou exame, de
qualquer natureza, para comprovação de esterilidade ou gravidez, na admissão ou
permanência no emprego, impedir o acesso ou adotar critérios subjetivos para deferimento
de inscrição ou aprovação em concursos, em empresas privadas, em razão de sexo, idade,
cor, situação familiar ou estado de gravidez, proceder o empregador ou preposto a revistas
íntimas nas empregadas ou funcionárias.
Art. 38l. O trabalho noturno das mulheres terá salário superior ao diurno.
§ 2º. Cada hora do período noturno de trabalho das mulheres terá 52 (cinqüenta e dois)
minutos e 30 (trinta) segundos.
As empresas são obrigadas a ter um ambiente de trabalho higienizado, ventilado e
devidamente iluminado para oferecer conforto e segurança. Deverá instalar bebedouros,
lavatórios e sanitários femininos e masculinos.
Os estabelecimentos em que trabalharem pelo menos 30 (trinta) mulheres com mais
de 16 (dezesseis) anos de idade terão local apropriado onde seja permitido às empregadas
guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período da amamentação. Caso não
tenha esse espaço terá que fazer convênios com creches.
Art. 390 - Ao empregador é vedado empregar a mulher em serviço que demande o emprego
de força muscular superior a 20 (vinte) quilos para o trabalho continuo, ou 25 (vinte e cinco)
quilos para o trabalho ocasional.
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Art. 390C - As empresas com mais de cem empregados, de ambos os sexos, deverão
manter programas especiais de incentivos e aperfeiçoamento profissional da mão-de-obra.

PROTEÇÃO À MATERNIDADE

A mulher não poderá ser dispensada do trabalho em virtude de casamento ou


gravidez. O afastamento da empregada grávida será determinado pelo atestado médico, em
casos excepcionais os períodos de repouso antes e depois do parto poderão ser
aumentados de mais 2 (duas ) semanas cada um mediante atestado médico. A licença
maternidade é de 120 ( cento e vinte ) dias. No período de licença a mulher terá direito ao
seu salário integral, quando receber salário variável será feito uma média com os últimos 6
(seis ) meses de trabalho .
Art. 395. Em caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado médico oficial, a
mulher terá um repouso remunerado de 2 (duas) semanas, ficando-lhe assegurado o direito
de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento.

AMAMENTAÇÃO
A mulher terá direito a dois descansos especiais de meia hora cada um para
amamentação até que a criança complete 6 (seis) meses de idade. Por exemplo: Carga
horária de 8 (oito) horas diária, a mulher poderá usufruir de meia hora antes do intervalo do
almoço e meia hora no período da tarde. Caso a mulher trabalhe apenas 6 (seis) horas
contínuas poderá usufruir de meia hora para amamentação no início ou final da jornada de
trabalho.
Caso a empresa não efetue a liberação da empregada sofrerá penalidades previstas
no art. 401 da CLT.

TRABALHO DO MENOR
O menor de 16 (dezesseis) anos não poderá ser contratado, poderá trabalhar somente
na condição de menor aprendiz. Ao menor trabalhador deverá ser assegurado o direito de
freqüentar a escola, deverá executar tarefas de natureza leve e não poderá trabalhar em
atividades nocivas à saúde ( não poderá receber auxilio insalubridade, periculosidade ou
penoso) , é vedado o trabalho noturno ( entre 22 (vinte e duas) e 5 (cinco) horas).
Para que o menor de 18 (dezoito) anos seja contratado faz-se necessário a
autorização dos responsáveis legais mediante Termo de Responsabilidade emitido pela
empresa.
Art. 408. Ao responsável legal do menor é facultado pleitear a extinção do contrato de
trabalho, desde que o serviço possa acarretar para ele prejuízos de ordem física ou moral.
Art. 409. Para maior segurança do trabalho e garantia da saúde dos menores, a autoridade
fiscalizadora poderá proibir-lhes o gozo dos períodos de repouso nos locais de trabalho.

DURAÇÃO DO TRABALHO
O menor trabalhador executará carga horária normal (8 (oito), 6 (seis) ou menos de
acordo com função executada). Deverá ter um descanso mínimo de 11 (onze) horas entre
uma jornada e outra,
É vedado o trabalho extraordinário ao menor.

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Art. 4l4. Quando o menor de 18 (dezoito) anos for empregado em mais de um
estabelecimento, as horas de trabalho em cada um serão totalizadas.
Art. 439. É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-se, porém,
de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem
assistência dos seus responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da
indenização que lhe for devida.
Art. 440. Contra os menores de 18 (dezoito) anos não corre nenhum prazo de prescrição.

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