Você está na página 1de 13

Ministério 

do Interior 

DECRETO­LEI Nº_____/97 

O  Ministério  do  Interior  é  o  órgão  do  Governo  a  que  incumbe,  dentre 


outras, as tarefas de garantia da segurança e da ordem internas, bem como da 
defesa dos direitos e garantias constitucionais dos cidadãos. 

Tendo  em  conta  as  transformações  sócio­políticas  que  se  vêm 


verificando no país é mister que o Ministério do Interior adapte a sua estrutura 
às  novas  realidades  para  que  se  possa  tornar  num  órgão  dinâmico  capaz  de 
responder oportunamente às demandas sociais. 

Nos  termos  das  disposições  combinadas  da  alínea  h)  do  artigo  110.º  e 
do artigo 113.º, ambos da Lei Constitucional, o Governo decreta o seguinte: 

Artigo  1º  ­  É  aprovado  o  Estatuto  Orgânico  do  Ministério  do  Interior, 


anexo ao presente decreto­lei e que dele faz parte integrante. 

Artigo  2º  ­  É  revogada  toda  a  legislação  que  contrarie  o  disposto  no 


presente decreto­lei, nomeadamente, o decreto nº 28/93, de 27 de Agosto. 

Artigo 3º ­ As dúvidas e omissões que se suscitarem na interpretação e 
aplicação  do  presente  decreto­lei,  serão  resolvidas  por  decreto  executivo  do 
Ministro do Interior. 

Artigo 4º ­ O presente decreto­lei entra imediatamente em vigor.
Estatuto Orgânico do Ministério do Interior 

CAPÍTULO I 
Disposições Gerais 

Artigo 1.º 
(Definição) 

1.  O Ministério do Interior, abreviadamente designado por MININT, é o órgão 
da Administração Central do Estado ao qual compete, em geral, promover, de 
acordo com as directrizes do Governo, a formulação, coordenação e execução 
da ordem e da segurança interna, controlo da entrada, permanência, residência 
e  saída  de  estrangeiros,  execução  das  medidas  privativas  da  liberdade  e 
garantia do exercício dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos. 

2.  O Ministério do Interior integra funcionários civis e forças militarizadas. 

Artigo 2.º 
(Atribuições) 

As  atribuições  do  Ministério  do  Interior  exercem­se  nos  seguintes 


domínios: 

a)  Manutenção da ordem e tranquilidade públicas; 
b)  Garantia  da  segurança  interna,  respeito  da  legalidade  democrática,  e 
defesa dos direitos e garantias constitucionais dos cidadãos; 
c)  Protecção de pessoas e bens; 
d)  Fiscalização  das  actividades  de  importação,  fabrico,  comercialização  e 
licenciamento de armas, munições e explosivos; 
e)  Controlo da detenção, uso e porte de armas, munições e explosivos; 
f)  Licenciamento  das  empresas  privadas  de  segurança  e  de  auto­ 
protecção e fiscalização da sua actividade; 
g)  Organização, preparação, direcção e controlo da actividade de auxiliares 
de polícia e de Defesa Civil; 
h)  Controlo da entrada, permanência, residência e saída de estrangeiros; 
i)  Prevenção e repressão da criminalidade; 
j)  Prevenção  e  extinção  de  incêndios,  bem  como  prestação  de  auxílio  à 
população  e  socorro  aos  sinistrados  em  matéria  de  catástrofe, 
calamidades, sinistros e cataclismos; 
k)  Fiscalização da execução das penas e medidas de segurança privativas 
de liberdade cominadas pelos tribunais, bem como realizar o trabalho de 
reeducação  dos  condenados  e  delinquentes  sujeitos  a  medidas  de 
segurança;
l)  Garantia da realização, com segurança dos processos eleitorais; 
m) Prevenção  e  combate  dos  delitos  de  contrabando  e  descaminho  de 
direitos, em colaboração com as autoridades alfandegárias; 
n)  Execução de outras funções, nos termos da lei de Segurança Nacional e 
as que lhe forem superiormente cometidas pelos órgãos de soberania. 

Artigo 3.º 
(Prerrogativas) 

No exercício das suas funções as autoridades, agentes de autoridade e os 
funcionários  autorizados  do  MININT,  para  além  das  demais  prerrogativas 
consignadas aos funcionários públicos em geral, terão direito ao uso e porte de 
arma de defesa pessoal e ser­lhes­á facultada a entrada livre nas estações de 
caminho­de­ferro,  locais  de  embarque  e  desembarque,  aeroportos,  portos, 
aeronaves e navios nacionais neles ancorados e estacionados, à excepção dos 
de guerra, e de um modo geral, em todos os lugares onde se realizem reuniões 
públicas. 

Capítulo II 
Da Organização em Geral 

Artigo 4.º 
(Direcção do Ministério) 

1.  O  MININT  é  dirigido  pelo  respectivo  Ministro,  a  quem,  no  exercício  das 
suas funções compete: 

a)  Coordenar, orientar e controlar toda a actividade do Ministério, tendo em 
conta  as  deliberações  do  órgão  máximo  do  poder  do  Estado  e  do 
Governo; 
b)  Assegurar a execução das leis e de outros diplomas legais, bem como o 
cumprimento das orientações e ordens exaradas superiormente; 
c)  Gerir o orçamento do MININT; 
d)  Nomear e exonerar os Directores Nacionais, os Delegados Provinciais e 
Chefes de Departamento dos Órgãos Centrais do Ministério do Interior. 
e)  Nomear e exonerar os 2ºs Comandantes Gerais da Polícia Nacional, os 
Chefes Adjuntos do S.I.­ Sinfo, os Directores e Chefes de Departamento 
dos  Órgãos  Centrais  da  Polícia  Nacional  e  do  S.I.­  Sinfo,  sob  proposta 
dos  Vice­Ministros  para  Ordem  Interna  e  Segurança  Interna, 
respectivamente. 
f)  Praticar  os  demais  actos  necessários  ao  bom  exercício  das  suas 
funções.
2.  O  Ministro  do  Interior  é  coadjuvado,  no  exercício  das  suas  funções,  por 
um ou mais Vice­Ministros. 

3.  Os Vice­Ministros para a Ordem Interna e para a Segurança Interna serão, 
cumulativamente, Comandante Geral da Polícia e Chefe do S.I. ­ Sinfo. 

4.  O Ministro do Interior designará dentre os Vice­Ministros o substituto para 
as  suas  ausências  e/ou  impedimentos  sem  prejuízo  do  que  a  respeito,  for 
determinado superiormente. 

Secção I 
Da Estrutura Orgânica 

Artigo 5.º 
(Estrutura Orgânica) 

A estrutura orgânica do MININT compreende: 

1.  Serviços de Apoio Consultivo: 

a)  Conselho Consultivo; 
b)  Conselho Superior de Quadros; 
c)  Corpo de Conselheiros. 

2.  Serviços de Apoio Técnico: 

a)  Inspecção­Geral; 
b)  Gabinete Jurídico; 
c)  Gabinete de Estudos, Informação e Análise; 
d)  Gabinete de Recursos Humanos. 

3.  Serviços de Apoio Instrumental: 

a)  Gabinete do Ministro; 
b)  Gabinetes dos Vice­Ministros; 
c)  Gabinete de Intercâmbio e Cooperação; 
d)  Direcção de Logística; 
e)  Direcção de Asseguramento Técnico; 
f)  Direcção de Comunicações e Informática; 
g)  Serviço de Saúde; 
h)  Direcção de Planeamento e Finanças; 
i)  Departamento de Protocolo e Relações Públicas.
4.  Serviços Executivos Centrais: 

a)  Forças de Ordem Interna e Serviço de Segurança Interna; 
b)  Serviço de Migração e Estrangeiros; 
c)  Serviço de Bombeiros; 

5.  Serviços Executivos Locais: 

Delegações Provinciais. 

Secção II 
Da Organização Em Especial 

Artigo 6.º 
(Conselho Consultivo) 

1.  O  Conselho  Consultivo  é  o  órgão  de  apoio  ao  qual  cabe  pronunciar­se 
sobre os assuntos que o Ministro submeta à sua consideração. 

2.  O Conselho Consultivo pode ser: 

a)  Operativo; 
b)  Normal; 
c)  Alargado. 

3.  O  Conselho  Consultivo  será  objecto  de  regulamentação  própria,  a 


aprovar pelo Ministro do Interior. 

Artigo 7.º 
(Conselho Superior de Quadros) 

1.  O Conselho Superior de Quadros é o órgão de apoio ao Ministro ao qual 
cabe  proceder  à  análise  e  emissão  de  pareces  sobre  a  matéria  respeitante  a 
gestão dos recursos humanos. 

2.  O Conselho Superior de Quadros será objecto de regulamentação própria, 
a aprovar pelo Ministro do Interior.
Artigo 8º 
(Corpo de Conselheiros) 

Os  Conselheiros  são  um  grupo  especializado  que  tem  por  objecto  o 
cumprimento de missões específicas que lhes forem incumbidas pelo Ministro e 
aconselhá­lo  na  tomada  de  decisões  relevantes  respeitantes  à  vida  e  aos 
interesses do Ministério. 

Secção III 
Serviços de Apoio Técnico 

Artigo 9.º 
(Inspecção Geral) 

1.  A  Inspecção  Geral  é  o  órgão  de  apoio  ao  Ministro  que  tem  por 
incumbência  o  exercício  da  fiscalização  e  controlo  da  acção  dos  órgãos  do 
Ministério do Interior, realizando inspecções circunscritas às suas atribuições e 
competências,  fundamentalmente  no  que  se  refere  ao  cumprimento  das  leis, 
regulamentos,  despachos,  instruções,  directivas  e  quaisquer  outros  tipos  de 
normas  reguladoras  da  organização  e  funcionamento  destes,  propondo 
superiormente as medidas que reputar convenientes. 

2.  A  Inspecção­Geral é  dirigida por  um  Inspector­Geral,  com  a  categoria de 


Director Nacional. 

Artigo 10.º 
(Gabinete Jurídico) 

1.  O  Gabinete  Jurídico  é  o  órgão  de  consulta  e  assessoria  a  que  compete 


prestar  o  apoio  técnico­jurídico  e  legislativo  ao  Ministro  e  Vice­Ministros,  bem 
como  emitir  pareceres  sobre  a interpretação  e  aplicação  das leis,  promover  a 
divulgação e aplicação da legislação, bem como elaborar e rever projectos de 
actos normativos a serem expendidos no âmbito da actividade do Ministério. 

2.  O Gabinete Jurídico é dirigido por um Chefe com a categoria de Director 
Nacional.
Artigo 11.º 
(Gabinete de Estudos, Informação e Análise) 

1.  O Gabinete de Estudos, Informação e Análise é o órgão a que compete 
proceder  ao  estudo  e  análise  de  todas  as  informações  de  interesse  para  o 
Ministério  do  Interior,  e  manter  a  sua  Direcção  informada  sobre  os 
acontecimentos que ocorrem no País, em especial os de âmbito operativo, bem 
como orientar, coordenar e controlar as actividades de planificação do trabalho 
dos diversos órgãos. 

2.  Compete  igualmente  ao  Gabinete  de  Estudos,  Informação  e  Análise  a 


tarefa de recolha, análise e arquivo informático de dados. 

3.  O Gabinete de Estudos, Informação e Análise é dirigido por um chefe com 
a categoria de Director Nacional. 

Secção IV 
Dos Serviços de Apoio Instrumental 

Artigo 12.º 
(Gabinete de Recursos Humanos) 

1.  O Gabinete de Recursos Humanos é o órgão a que compete proceder à 
gestão  e  administração  de  recursos  humanos,  ao  estudo,  orientação 
profissional e controlo de quadros. 

2.  Compete ainda ao Gabinete de Recursos Humanos assegurar todos os 
actos de provimento do pessoal e as diversas situações no quadro do MININT 
tais como: nomeações, promoções, exonerações, aposentações, assim como o 
controlo  das  vagas  e  atribuição  de  salários  e  manter  a  seu  cargo  os  registos 
biográficos e os processos individuais. 

3.  O Gabinete de Recursos Humanos é dirigido por chefe com a categoria 
de Director Nacional. 

Artigo 13.º 
(Gabinetes do Ministro e dos Vice­Ministros) 

1.  Os  Gabinetes  do  Ministro  e  dos  Vice­Ministros  são  órgãos  de  apoio  aos 
quais incumbe a assistência directa às referidas entidades. 

2.  A constituição destes Gabinetes será a constante do Decreto n.º 26/97, de 
4 de Abril, adequada às características específicas do Ministério do Interior.
Artigo 14.º 
(Gabinete de Intercâmbio e Cooperação) 

1.  O Gabinete de Intercâmbio e Cooperação é o órgão a que compete: 

a)  Promover e acompanhar o desenvolvimento das relações de intercâmbio 
e cooperação com outros órgãos nacionais e estrangeiros; 
b)  Desenvolver  análises  e  emitir  pareceres  sobre  os  acordos,  tratados  ou 
convenções  internacionais,  regionais  ou  bilaterais  e  propor  a  adesão 
àqueles que se adequarem aos objectivos prosseguidos pelo MININT; 
c)  Garantir  a  participação  dos  órgãos  do  MININT  em  eventos 
internacionais, regionais ou bilaterais, no âmbito da sua actividade; 
d)  Assegurar,  sem  prejuízo  das  competências  próprias  do  Ministério  das 
Relações  Exteriores,  os  contactos  com  outros  países,  com  vista  à 
celebração  de  acordos  bilaterais  de  cooperação  técnica  de 
especialidade, garantindo a sua adequada execução. 

2.  O Gabinete de Intercâmbio e Cooperação é dirigido por um Chefe com a 
categoria de Director Nacional. 

Artigo 15.º 
(Direcção de Logística) 

1.  A Direcção de Logística é o órgão ao qual incumbe o exercício da função 
de  asseguramento  logístico, no  domínio  alimentar,  do  armamento  e  de  outros 
meios  técnicos,  prestar serviços aos  diversos  órgãos  do  Ministério  e  proceder 
no  âmbito  de  um  sistema  de  administração  desconcentrada  ao  estudo, 
orientação e controlo das questões atinentes ao asseguramento logístico. 

2.  A  Direcção  de  Logística  é  dirigida  por  um  chefe  com  a  categoria  de 
Director Nacional, coadjuvado por um Director Adjunto. 

Artigo 16.º 
(Direcção de Asseguramento Técnico) 

1.  A  Direcção  de  Asseguramento  Técnico  é  o  órgão  a  que  compete 


assegurar  as  políticas  respeitantes  aos  meios  de  transporte,  em  coordenação 
com os órgãos de especialidade, proceder à sua assistência e controlo da sua 
adequada utilização, cuidar da manutenção das infra­estruturas do Ministério e 
prestar  assessoria  técnica  e  metodológica  aos  demais  órgãos,  bem  como 
executar actividades práticas no domínio das obras e construções. 

2.  A  Direcção  de  Asseguramento  Técnico  é  dirigida  por  um  chefe  com  a 
categoria de Director Nacional.
Artigo 17.º 
(Direcção de Comunicações e Informática) 

1.  A  Direcção  de  Comunicações  e  Informática  é  o  órgão  ao  qual  compete 


zelar  pela  instalação,  utilização  e  assistência  dos  meios  de  comunicação  e 
informáticos, proceder ao estudo e emitir pareceres técnicos sobre a aquisição 
dos equipamentos. 

2.  A Direcção de Comunicações e Informática é dirigida por um chefe com a 
categoria de Director Nacional. 

Artigo 18.º 
(Serviço de Saúde) 

1.  O Serviço de Saúde é o órgão responsável pelo cumprimento e aplicação 
das  orientações  relativas  às  políticas  médico­sanitárias  e  as  respeitantes  à 
preparação especial do pessoal ligado à sua actividade específica. 

2.  O  Serviço  de  Saúde  é dirigido  por  um  chefe  com  a  categoria  de  Director 
Nacional. 

Artigo 19.º 
(Direcção de Planeamento e Finanças) 

1.  A  Direcção  de  Planeamento  e  Finanças  é  o  órgão  a  que  compete  gerir, 


orientar,  controlar  e  executar  a  política  de  administração  e  finanças, 
nomeadamente  das  actividades  decorrentes  da  elaboração  e  gestão  do 
orçamento e prestação de serviços aos diversos órgãos. 

2.  Compete  ainda  à  Direcção  de  Planeamento  e  Finanças  executar  o 


processamento  da  contabilidade  correspondente,  desde  a  elaboração  dos 
orçamentos  dos  órgãos  e  serviços  do  Ministério,  assim  como,  efectuar  a 
correcta gestão do património. 

3.  A  Direcção  de  Planeamento  e  Finanças  é  dirigida  por  um  Chefe  com  a 
categoria de Director Nacional, coadjuvado por um Director Adjunto.
Artigo 20.º 
(Departamento de Protocolo e Relações Públicas) 

1.  O  Departamento  de  Protocolo  e  Relações  Públicas  é  o  órgão  a  que 


compete programar e assegurar os serviços de apoio e protocolo às entidades 
do  Ministério,  bem  como  as  recepções,  actos  sociais,  reuniões,  atender  e 
encaminhar todos os que contactem o Ministério do Interior. 

2.  O  Departamento  de  Protocolo  e  Relações  Públicas  é  dirigido  por  um 


responsável com a categoria de Chefe de Departamento Nacional. 

Secção V 
Serviços Executivos Centrais 

Artigo 21.º 
(Polícia Nacional) 

1.  A  Polícia  Nacional  é  uma  força  e  serviço  da  Ordem  Interna,  a  que 
compete, fundamentalmente, o seguinte: 

a)  A defesa da legalidade democrática; 
b)  A manutenção da ordem e tranquilidade públicas; 
c)  O respeito pelo regular exercício dos direitos e liberdades fundamentais 
dos cidadãos; 
d)  A prevenção à delinquência e o combate à criminalidade; 
e)  Colaborar  na  execução  da  política  de  defesa  nacional,  nos  termos 
estabelecidos na lei. 

2.  A  Polícia  Nacional  é  dirigida  por  um  Comandante­Geral,  que  é 


cumulativamente  Vice­Ministro,  coadjuvado  por  um  ou  mais  segundos 
Comandantes. 

Artigo 22º 
(S.I.­ Sinfo) 

1.  O  Serviço  de  Segurança  Interna­Sinfo  é  o  órgão  especializado  que 


concorre  para  a  garantia  da  segurança  interna,  do  respeito  pela  legalidade 
democrática  e  garantia  do  exercício  dos  direitos  liberdades  fundamentais  dos 
cidadãos  e  do  normal  funcionamento  dos  órgãos  de  soberania  e  demais 
instituições  do  Estado.  É  o  responsável  pelo  asseguramento  da  pesquisa, 
produção  e  tratamento  de informações  especializada  necessária  à  prevenção, 
detecção  e  corte  das  actividades  subversivas  que  possam  pôr  em  perigo  a 
segurança interna do Estado angolano.
2.  O  S.I.­  Sinfo  é  dirigido  por  um  Chefe  de  Serviço, que  é  cumulativamente 
Vice­Ministro, coadjuvado por um ou mais Chefes Adjuntos. 

Artigo 23.º 
(Serviço de Migração e Estrangeiros) 

1.  O Serviço de Migração e Estrangeiros é o órgão a que compete promover 
e coordenar a execução das medidas e acções inerentes ao trânsito, entrada, 
permanência,  residência  e  saída  dos  cidadãos  estrangeiros  do  território 
nacional, o controlo do movimento de pessoas através  dos postos de fronteira, 
terrestres,  marítimos,  aéreos  e  fluviais,  bem  como  a  emissão  e  controlo  do 
passaporte nacional. 

2.  O  Serviço  de  Migração  e  Estrangeiros  é  dirigido  por  um  chefe  com  a 
categoria de Director Nacional, coadjuvado por um Director Adjunto. 

Artigo 24.º 
(Serviços Prisionais) 

1.  Os  Serviços  Prisionais  são o  órgão  encarregue  da  execução  de penas e 
medidas  de  segurança  impostas  pelos  tribunais  aos  indivíduos  sujeitos  à 
privação de liberdade, bem como a sua reeducação. 

2.  Os  Serviços  Prisionais  são  dirigidos  por  um  chefe  com  a  categoria  de 
Director Nacional, coadjuvado por um Director Adjunto. 

Artigo 25.º 
(Serviço de Bombeiros) 

1.  O  Serviço  de  Bombeiros  é  um  órgão  coordenador  das  actividades 


desenvolvidas no país pelos Corpos de Bombeiros em matéria de protecção e 
socorro  dos  cidadãos  em  todas  as  situações  de  risco,  nomeadamente, 
incêndios, inundações, acidentes rodoviários e outros, catástrofes, calamidades 
e prestação de socorro a náufragos. 

2.  O  Serviço  de  Bombeiros  é  dirigido  por  um  chefe  com  a  categoria  de 
Director Nacional, coadjuvado por um Director Adjunto.
Artigo 26.º 
(Das áreas Funcionais) 

1.  Sem  prejuízo  do  que  a  dinâmica  da  actividade  vier  a  reclamar,  no 
Ministério  do  Interior  existirão  duas  áreas  operativas  fundamentais, 
desconcentradas, a saber: 

a)  Área da Ordem Interna; 
b)  Área da Segurança Interna. 

2.  Cada uma das áreas a que se refere o número anterior é coordenada por 
um Vice­Ministro. 

Capítulo III 
Dos Serviços Executivos Locais 

Artigo 27.º 
(Delegações Provinciais) 

1.  As  Delegações  Provinciais  são  órgãos  de  execução,  a  nível  provincial, 
das  orientações  estruturais,  técnicas  e  metodológicas  emanadas  do  Ministério 
do Interior. 

2.  As Delegações Provinciais têm, a nível de cada Província, as funções que 
constituem atribuições do Ministério do Interior. 

3.  O Delegado Provincial é nomeado pelo Ministro do Interior. 

Capítulo IV 
Disposições Relativas ao Pessoal 

Artigo 28.º 
(Pessoal) 

1.  O  Pessoal  do  Ministério  do  Interior  é  o  constante  do  quadro  anexo  ao 
presente regulamento e que dele faz parte integrante. 

2.  O  cargo  de  Comandante­Geral  da  Polícia  Nacional  e  de  Chefe  do  S.I.­ 
(Serviço  de  Informações),  Vice­Ministro  para  a  Ordem  Interna  e  para  a 
Segurança  Interna,  respectivamente,  serão  providos  por  nomeação  pelo 
Presidente da República, sob proposta do Ministro do Interior.
3.  As  carreiras  relativas  às  especialidades  técnicoprofissionais  serão 
organizadas  em  categorias  funcionais,  de  acordo  com  o  que  vier  a  ser 
estabelecido, sem prejuízo do que sobre a matéria vigora na função pública. 

4.  Os cargos de direcção e chefia serão providos em comissão de serviço e 
nos  termos  da  lei  geral,  de  entre  os  elementos  que  revelem  capacidade  de 
organização, mérito e experiência profissional na função pública. 

5.  O  provimento  do  restante  pessoal  far­se­á  nos  termos  das  leis  gerais  da 
função pública e do regime que vier a ser estabelecido nos diplomas orgânicos 
de cada serviço. 

Capítulo V 
Disposições Finais e Transitórias 

Artigo 29.º 
(Orçamento do MININT) 

O Ministério do Interior disporá de um orçamento próprio consignado no 
Orçamento Geral do Estado, destinado a despesas com salários, aquisição de 
materiais  e  serviços  e  outros  relacionados  com  a  sua  actividade  e  o  seu 
funcionamento. 

Artigo 30.º 
(Regulamentação) 

Compete ao Conselho de Ministros aprovar, sob proposta do Ministro do 
Interior,  os  regulamentos  orgânicos  da  Polícia  Nacional  e  do  S.I.­  Sinfo  e  ao 
Ministro  do  Interior  os  regulamentos  internos  dos  restantes  órgãos  que 
comportam o Ministério.

Você também pode gostar