Você está na página 1de 9

16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas

Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

Arte em rede web e processos estéticos híbridos


Maria Amelia Bulhões- PPG Artes Visuais/UFRGS

Apesar de todas as decepções que a arte em rede possa provocar, e de


seus paradoxos, mas graças também a uma série de obras e tentativas
promissoras, essa arte balbuciante consegue penetrar e questionar os
recônditos mais sensíveis da nossa sociedade.
Edmond Couchot
Resumo :

A produção de arte na rede web tem ampliado a experimentação para


assumir a interação e a vivência em tempo real, articulando diferentes
modelos estéticos. Em sites de artistas percebe-se a predominância de
modelos hibridos, que utilizam fotografias, mapas, diagramas, vídeos e
outros dispositivos visuais para realisar suas propostas. Nessa comunicação
analisamos como alguns artistas articulam os diferentes recursos
imagéticos. Como, por meio de modelos hibridos, construidos à partir de
dispositivos visuais diversos, eles fazem emergir identidades multiplas e
flexibles, capazes de se alimentar das tensões e contradições construídas
dentro dos processos de globalisação ? Como estabelecem novas categorias
de análise, de construção e de leitura da imagem ?

Pelavras chaves :
Arte contemporânea, hibridismo, modelos estéticos

Resumé :

The visual devices of the artistic image in the WEB


The artistic proposals that use strategies of the technological image give
evidence to the forms of a new visual culture and question the identities
imposed by the unterritorialization of the globalized culture. On artist web
sites it is observed that the hybrid cultural models give evidence to a way to
construct a look compromised with local space and articulated to the great
complexes of international culture. Letters, photos, diagrams, are some
visual devices that art incorporates in this new ambiance to carry through
significant proposals, dislocating the traditional modalities of articulation,
appropriation, and reading of the image.By means of these hybrid models,
constructed from diverse visual devices, artists try to make emerge multiple
and flexible identities, feeding on the tensions and contradictions built on
the process of globalization. We analyze the forms these artists work, the
cumulative possibilities of the flows and metamorphoses, studying the use
of the hybrid cultural models. How they carry through proposals of
interactions and create new categories of analysis in their process of
construction and reading of image?

Mot-clés: contemporary art, hybrid cultural models, web art

325
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

Web art, uma nova cultura visual


A produção de arte na rede web tem ampliado a experimentação para
assumir a interação e a vivência em tempo real, articulando diferentes padrões
de imagens e estabelecendo uma verdadeira revolução na estética tradicional.
Pode-se dizer, mesmo, que está criando uma nova cultura visual, capaz de
dinamizar os conceitos da arte contemporânea.
As novas tecnologias, com base no automatismo numérico, redesenham
a figura do sujeito nos seus intercâmbios com o real e o imaginário, assim
como em suas relações com o coletivo. A partir da análise de algumas dessas
propostas artísticas pode-se explorar as diferentes formas como artista e
usuários reconfiguram suas relações, colocando em cheque a tradicional noção
de autoria. O artista não atua mais como o criador único de sua obra, mas
divide com o usuário esse trabalho e responsabilidade. Em um processo
conjunto, eles fazem emergir identidades múltiplas e flexíveis, capazes de se
alimentar das tensões e contradições construídas dentro dos processos de
globalização. Os papeis do autor e do receptor se redefinem, fazendo
desaparecer a figura passiva do espectador. Não há mais um resultado
previsível e controlado pelo artista, uma vez que cada imagem, para seu
aparecimento ou desaparecimento, depende, tanto das decisões do internauta,
quanto das inúmeras alternativas de trajetos estabelecidos, a priori, pelo artista.
Abre-se, ainda, a possibilidade dos usuários participarem mais ativamente,
enviando dados e imagens que passam a compor a obra, cujos
desdobramentos nem podem ser imaginados pelo artista em sua proposta
original. Este é o caso, por exemplo, de Post urbano, produzido com o auxílio
da ferramenta Googlemap. O site localiza e documenta pontos exatos no bairro
de Belgrano e Rosário onde os participantes, internautas que responderam à
proposta do coletivo de arte argentino Wokitoki, afixam suas intervenções, em
forma de cartazes, que se confundem com publicidade, mas que revelam
histórias íntimas, do cotidiano pessoal de cada um deles. A proposta é que o
público conte histórias de um lugar específico da cidade como “aqui foi a casa
aonde nasci.”, afixando o cartaz, que leva a assinatura do autor. O site traz um
mapa virtual da cidade de Buenos Aires, onde os cartazes tornam-se
acessíveis aos usuários da internet. È uma proposta interativa de demarcar o
espaço público por uma visão diferenciada no espaço virtual. Nele se

326
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

incorporam, para compor a visualidade do site, as fotos dos cartazes e os


relatos que habitantes da cidade enviam ao projeto.

Também a diferenciação entre original e cópia, não tem mais nenhuma


validade neste tipo de arte, em uma obra se modifica a cada minuto. Qual será
o original se nada pode ser fixado definitivamente e nada pode considerado
como objeto final? Na Web art a produção das imagens se processa pela
sobreposição e alternância de camadas ou superfícies, sem que uma elimine a
outra. É um processo de adição que potencializa a comunicação e dinamiza o
resultado. Nenhuma imagem é permanente, ela está sempre em devir. Assim,
desloca-se a idéia de finalização e fechamento. A imagem, sempre em
mutação, é uma quando captada em um momento e será outra no próximo. Em
um mesmo site, têm-se inúmeras páginas que se abrem, como se pode ver em
Searchscapes. Este projeto de Juliana Yamashita se propõe a cartografar as
informações disponíveis na internet sobre Manhattam, através do portal de
busca do Google, situando-as sobre a paisagem física dessa área urbana. O
que se vê no site é um mapa tridimensional interativo que se transforma
permanentemente. Embora semelhantes entre elas, cada página, contem
informações diferenciadas, apresentando uma visualidade particular. A obra
deve ser considerada como o conjunto delas, em todas suas possíveis
interações.
A imagem digital na internet inaugura uma estética do inacabado. Ela
não é fechada, se constrói no ato do usuário de clicar o mouse. Um mundo de
possibilidades infinitas aonde ele vai escolhendo caminhos e fazendo
descobertas e criações. Por isso pode-se dizer que ela é rizomática, em termos
de tempo e espaço, abalando assim a permanência da arte. A mobilidade
visual que esta produção implementa, no vai e vem de abrir e fechar de cada
tela, permite um conjunto de inúmeros resultados possíveis. Um trajeto não
elimina os demais, apenas é o escolhido por determinado usuário naquele
momento, entre uma infinidade de desdobramentos propostos. Daniel Belasco
em The Daily practice of map making, por exemplo, propõe ao usuário escolher
qualquer uma das cidades por ele percorridas e poder, assim, visualizar
desenhos de suas diferentes trajetórias. Desde abril de 2003 ele trabalha com
GPS (Global Positioning System) incessantemente, registrando a cada dia a

327
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

trajetória que realiza. Os mapas de seus deslocamentos imprimem desenhos


que estabelecem diálogos com os acontecimentos da sua vida.
Essas mudanças processadas na cultura visual contemporânea pela net
art, embora possam parecer, em um primeiro momento, reduzidas ao espaço
da internet, reverberam nos circuitos tradicionais da arte, estabelecendo
alterações bastante radicais nos modelos de pensamento. Considerando a
rapidez e a ampliação da penetração desta modalidade de comunicação no
cotidiano da vida atual, vale considerar as repercussões dessas novas
modalidades da imagem e sua ampla difusão.

O regime de imagem híbrido e seus dispositivos visuais


Segundo Michael Rush: A arte na web, embora cada vez mais sofisticada,
incorpora em grande parte imagens desenvolvidas fora do computador e depois nele
introduzidas por um scanner ou equipamento digital de vídeo. Alguns artistas, contudo,
por sua própria conta ou encarregados por museus ou centros de arte, estão
desenvolvendo trabalhos que realmente envolvem o computador como meio de
expressão. (RUSH Michael 2006, pg. 203). O autor destaca assim a crescente
utilização de imagens desenvolvidas a partir do computador, que introduzem
uma visualidade peculiar cuja repercussão na cultura contemporânea tem sido
continuadamente ampliada em diversas áreas, tais como a publicidade e o
cinema, principalmente, e que nas artes visuais tem um importante campo de
experimentação. Embora ainda basicamente experimental, a criação de
imagens utilizando os recursos expressivos da linguagem do computador, cria
um regime de imagens bastante peculiar ao mundo digital, que está sendo
muito aplicada na net art.
A observação de RUSH considera dois importantes aspectos na
formação hibrida das composições da Web art: o uso de imagens captadas da
realidade e transmitidas por meios digitais, e o uso de imagens construídas
totalmente via computador. Bastante diferentes entre si estes dois regimes
visuais convivem dinamicamente nestas produções. Entretanto, um terceiro
aspecto deve ainda ser mencionado: o uso da linguagem gráfica, dos signos da
escrita e suas leituras. As palavras, que trazem as informações e indicam ao

328
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

usuário como navegar, são um recurso integrante deste regime visual híbrido,
tanto em termos de cores e formas quanto medidas e disposição na tela.
Na Web art estes três regimes de imagem dificilmente podem ser
usados isoladamente, quase sempre aparecendo integrados em uma mesma
proposta criativa. No site Buenos Aires Word, por exemplo, o grafismo
aparentemente ganha destaque, mas as letras disponibilizadas ao público para
escrever pequenos textos foram geradas de fotos de cartazes que outros
usuários enviaram. Uma maneira diferenciada de escrever mensagens,
utilizando as letras tipográficas presentes no meio urbano, através de pôsteres,
banners, letreiros e luminosos captados pela cidade. O funcionamento é o
seguinte: são enviadas fotografias para o site, de letreiros urbanos, e as
palavras são recortadas por letras. Depois é possível montar novas frases com
as letras de diversas origens. É possível, ainda, visualizar a fotografia de
origem de cada letra. Um jogo de realidade e imaginação poética se
desenvolve a partir das possibilidades que se inauguram neste hibridismo
conceitual e formal.
A comunicação na Web é sempre dependente das palavras e das
leituras de significados que as mesmas determinam no circuito de navegação.
Na medida em que o usuário clica sobre as palavras elas intercalam-se e a
leitura surge como elemento essencial da significação na experiência interativa.
Assim, a forma das palavras é um elemento fundamental neste regime de
imagens, de uma maneira que nunca foi antes na arte ocidental, que quase
sempre prescindiu do texto na sua fruição.
As imagens captadas, as construídas e o letrismo, concorrem para a
construção de uma hibridação, na qual os diferentes regimes imagéticos se
articulam, construindo universos complexos, em uma linguagem que dilui os
limites de cada regime empregado, trazendo para seu interior as inter-relações
e interconexões de diferentes fontes visuais.
Em, Pluralmaps- lost in São Paulo, de Lucia Leão, imagens geradas por
computador, labirinto em VRML, conduz a pontos específicos da cidade. Os
usuários participam enviando sons, vídeos, textos que, incorporados, passam a
compor este labirinto. Também o grafismo dos comandos e informações é
parte fundamental do resultado visual do site.

329
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

Se o primeiro, e mais tradicional regime é o da utilização de imagens


captadas do mundo real e introduzidas no computador através de recursos
digitalizantes que a transformam em signos numéricos, os outros dois regimes
– as imagens sintéticas e o grafismo do texto - são talvez cada vez mais
integrados em sites de artistas. Assim, observam-se em Rebargroup, lado a
lado, imagens de seus projetos, geradas pelo computador, e as fotos das
instalações de praças portáteis por eles realizadas. As duas imagens dialogam
entre si e também com o grafismo colorido das letras.
Imagens geradas pelo próprio sistema Web, como, por exemplo, as do
Googleearth, foram incorporadas em Shadows from another place, de Paula
Lavine. Este trabalho, feito para a internet, mostra a projeção hipotética – com
o minucioso detalhamento de bombas atiradas em Bagdá em locais específicos
- sobre o mapa de São Francisco nos EUA. Uma série de informações políticas
que são obtidas via GPS permitem executar esta operação de duplicação
imaginária. Esse projeto amplia a visão dos civis quanto ao estabelecimento do
poder via dominação tecnológica, trazendo uma noção da realidade da guerra
para locais próximos e tempos atuais.
A utilização intercalada ou articulada das três fontes visuais analisadas
permite a identificação de um regime híbrido, onde não mais interessa um
regime específico, mas a criação, através de sobreposições e cruzamentos, de
uma visualidade própria. Visualidade esta que, como bem observou Couchot,
penetra e questiona os recônditos mais sensíveis da nossa sociedade.

Novo regime de imagens, uma nova estética.


Percebe-se certo afastamento entre os circuitos tradicionais de museus
e galerias e a arte em rede Web. Um dos fatores que influenciam neste
afastamento é o fato de que esta nova modalidade da imagem, como já foi
visto no início deste texto, rompe com conceitos básicos da estética tradicional,
questionando as bases do sistema de pensamento que responde pela
legitimação e reconhecimento artístico em vigor nestes circuitos.
Como então estabelecer novas categorias de análise, de construção e
de leitura da imagem? Que conceitos operacionais utilizar?

330
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

A necessidade de novos instrumentos conceituais que dêem conta desta


produção tem sido identificada por diversos autores. Timoty Druckrey, por
exemplo, observa que, Se as imagens têm que se tornar cada vez mais
experimentais, então deve-se desenvolver uma teoria da representação que responda
pela transação provocada pela participação. (RUSH, 2006, pg. 195). Ele aponta
para a necessidade de pensar a interatividade como elemento fundamental
desta visualidade que se constrói de forma ainda bastante experimental.
Talvez uma estética da permutabilidade possa prever a participação do
usuário, não mais mero espectador, mas co-participante, co-criador, assim
como dar conta da constante mutabilidade das imagens em rede. Pensar as
permutas que se realizam entre os papeis do artista e do espectador, é pensar
a permuta entre as diferentes possibilidades de resultados propostos. A
imagem sempre mutável, portanto momentânea, exige mudanças radicais no
pensamento atual, assimilando a ausência de passado e futuro, congelada em
seu presente permanente.
Segundo vários autores, na internet se delineia uma estética do rizoma,
cujo objeto, sem centro nem periferia, sem direção definida, sem escolas ou
tendências se expande indefinidamente. Uma rede sem autoridades, onde
cada usuário é independente para seguir seus trajetos e fazer suas escolhas,
sempre limitado pelas possibilidades que lhe são oferecidas pela criação do
artista e pelos recursos dos softwares utilizados. Justaposição, sobreposição e
hibridismo fazem parte dessa visualidade cumulativa, que se sustenta não na
busca de uma unidade, mas por leituras de telas que, uma a uma, vão
construindo sentidos. Cada tela que se abre repercute na leitura da anterior
completando-a ou alterando-a. Cada clique remete uma nova imagem, aos
poucos, podemos ver todas as imagens, mas nunca o conjunto unitário de
todas elas. Entretanto, mesmo que ausente, a tela anterior existe virtualmente
enquanto unidade comunicativa.
Rizoma e simulacro são dois conceitos operacionais fundamentais nessa
nova estética. François Soulages observa que, O problema se torna mais
complexo com as novas imagens que remetem a simulação e não a representação, ao
calculo e não ao traço, à interatividade e não a fixidez, enfim a um outro regime da
imagem. (SOULAGES, 2005, pg. 14).

331
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

Isto pode ser percebido bem claramente no site Eternal Sunset, que cria
a experiência de um pôr-do-sol contínuo e permanente, através do uso de
imagens geradas em tempo real por webcâmeras distribuídas ao redor do
mundo. Conforme o sol se desloca para oeste, dispositivos sintonizam
diferentes câmeras, perseguindo o pôr-do-sol pelo mundo. Cria-se assim um
espaço virtual, onde o tempo passa, mas o ciclo de dia e noite permanece
congelado no ocaso; um espaço onde o sol sempre cai, mas nunca
desaparece. O conceito de representação se anula ao ser utilizado
conjuntamente, e justapostas, as imagens de uma realidade que é ao mesmo
tempo real e ficcional. Pode-se dizer que a simulação substituiu a própria idéia
de tempo enquanto movimento circulatório da terra em torno do sol. Nesta
proposta, embora real, tudo é uma simulação, a artificialidade é total neste
poente que migra continuamente. Cada nova implantação é parte da mesma
ação, portanto é outro e o mesmo a um só tempo. No site, todos os lugares do
planeta co-habitam, em uma circularidade que pode se refazer infinitamente. O
imaginário é tão real quanto o virtual enquanto potência em devir.
Ao estabelecer suas propostas, os artistas da net art experimentam o
potencial fluído e rizomático do meio em que estão atuando, assim como as
novas possibilidades de interação com o publico de que podem dispor.
Potencializam, assim, a diversidade e a amplitude deste a novo meio, e do
regime hibrido de imagens por ele possibilitado.

Referencias bibliográficas:
ARANTES, Priscila. @rte e mídia, perspectivas da estética digital. São Paulo, SENAC,
2005.
COUCHOT, Edmond. Da fotografia à realidade virtual. Porto Alegre, EDUFRGS, 2003.
LEÃO, Lucia.(org). O chip e o caleidoscópio. São Paulo, SENAC, 2005.
GIANETTI, Claudia. Aesthetic Paradigms of Media Art, in www.medienkunstnetz.de
acesso 06/04/2007
LEVIS, Diego. Arte y computadoras, del pigmento ao bit. Buenos Aires, Norma, 2001.
RAMOS, Alexandre.Mídia e Arte, aberturas contemporâneas. Porto Alegre, Zouk, 2006
RUSH, Michael. Novas Mídias na arte contemporânea.São Paulo, Martins Fontes,
2006
SOULAGES. François. Imagem, Virtual & Som, in Ars, ano 3 n. 6, ECA/USP, 2005
VENTURELLI, Suzete. Arte: espaço-tempo-imagem. Brasília, UNB, 2004

Resumo

332
16° Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores de Artes Plásticas
Dinâmicas Epistemológicas em Artes Visuais – 24 a 28 de setembro de 2007 – Florianópolis

A produção de arte na rede web tem ampliado a experimentação para


assumir a interação e a vivência em tempo real, articulando diferentes
modelos estéticos. Em sites de artistas percebe-se a predominância de
modelos hibridos, que utilizam fotografias, mapas, diagramas, vídeos e
outros dispositivos visuais para realisar suas propostas. Nessa comunicação
analisamos como alguns artistas articulam os diferentes recursos
imagéticos. Como, por meio de modelos hibridos, construidos à partir de
dispositivos visuais diversos, eles fazem emergir identidades multiplas e
flexibles, capazes de se alimentar das tensões e contradições construídas
dentro dos processos de globalisação ? Como estabelecem novas categorias
de análise, de construção e de leitura da imagem ?

Pelavras chaves :
Arte contemporânea, hibridismo, estética

Currículo do autor:
Doutora pela USP, Professora Titular de História, Teoria e Crítica da Arte da UFRGS,
onde coordenou o PPG em Artes Visuais (1991/95). Foi representante da área de
Artes Visuais na CAPES(1993/95); Presidente da ANPAP(1992/94) e da ANPPAV
(1997/99). Curadora do Acervo da Pinacoteca Barão de Santo Ângelo/UFRGS
(1998/2000) e de várias exposições: 90 Anos do Instituto de Artes – Acervo, no
MARGS (1998); representação brasileira na Bienal de Cuenca (1999); Acervo da
Fundação Iberê Camargo (1999); O Acervo se Mostra (2000); Exposição inaugural do
Museu da UFRGS (2002); Dos cuidades, Museu de Arte Contemporânea de Caracas
(2003). Foi coordenadora e co-autora dos seguintes livros: Artes Plásticas na América
Latina Contemporânea (1994), e Questões do Sagrado na Arte Contemporânea da
América Latina (1997), América Latina: territorialidade e práticas artísticas (2001) e
Memória em caleidoscópio (2005), todos publicados pela EdUFRGS. Pesquisadora
sênior do CNPq. Esteve como Pesquisador visitante na Universidade Paris I,
Sorbonne (1996/97). Foi diretora do Instituto Cultural Brasil Venezuela (2003);
atualmente é diretora do Interactive Global Art (IG.art.br)

333

Você também pode gostar