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Liber EHNB

SENDO UM RITUAL
DE APRESENTAÇÃO
DAS ARMAS
ELEMENTAIS

Frater Gehenayad 155


V A.A.
Publicação em Classe D.
Imprimatur:
N. Fra. A.A.
Copyright © 2006 Instituto Aleister Crowley.
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0. O Templo deve estar preparado para o grau a que pertence o Magista.

1. Sobre o Altar estarão, pelo menos, as quatro armas elementais: O Pantáculo, a Espada, a Taça
e a Baqueta, além do Sagrado Livro da Lei. Pode-se afixar as Tábuas Enoquianas em seus quadrantes
correspondentes.

2. O Magista deve realizar os rituais de banimento e invocação que ele creia mais eficazes.

3. Após os rituais iniciais e antes de iniciar suas práticas, ele deve realizar o seguinte ritual a fim
de invocar e equilibrar os elementos contidos em suas armas elementais. (Este ritual deve ser realiza-
do tanto no templo físico quanto no templo astral do magista.)

4. Os pentagramas podem ser formados tanto pelos elementos correpondentes às armas elemen-
tais quanto pelas cores correspondentes às tábuas enoquianas relativas a cada quadrante.

5. (Therion) O Magista, no centro de seu círculo mágico, vira-se em direção ao leste onde está
seu Altar. Ele avança e toma em suas mãos seu Pantáculo e traça com ele um pentagrama verde musgo
de invocação da terra, enquanto diz: “Eu invoco e equilibro em mim o elemento terra”. Ele plas-
ma no centro do pentagrama o símbolo da terra —rB. Ele ergue o Pantáculo e vibra, então, o Nome
Divino de Deus na Linea Spiritus Sancti da tábua enoquiana da terra: “MOR-DIAL-HKTGA”, e
diz: “Eu vos apresento, ó grande rei da terra IKZHIKAL, o meu Pantáculo . . . . . . . . . . (nome
do Pantáculo). Fazei saber a todos os seres do Universo que este meu Pantáculo tem o poder da
terra”. O Magista pronuncia, então, o nome “NANTA” e nesse momento ele projeta um facho de luz
verde escuro jorrando em direção ao quadrante leste, preenchendo a tudo e levando-o ao êxtase. Ele
beija seu Pantáculo com reverência e ardor e o repõe sobre o Altar, retornando ao centro do círculo.

6. (Babalon) O Magista, no centro de seu círculo mágico, toma sua Espada, adaga ou atame e vi-
rase em direção ao oeste. Ele avança e traça com ela um pentagrama amarelo ouro de invocação do ar
enquanto diz: “Eu invoco e equilibro em mim o elemento ar”. Ele plasma no centro do pentagrama
o símbolo do ar — K. Ele ergue a espada e vibra, então, o Nome Divino de Deus na Linea Spiritus
Sancti da tábua enoquiana do ar: “ORO-IBAH-AOZPI”, e diz: “Eu vos apresento, ó grande rei
do ar BATAIVAH, a minha Espada . . . . . . . . . . (nome da Espada). Fazei saber a todos os seres
do Universo que esta minha Espada tem o poder do ar”. O Magista pronuncia, então, o nome
“EXARP” e nesse momento ele projeta um facho de luz dourada jorrando em direção ao quadrante
oeste, preenchendo a tudo e levando-o ao êxtase. Ele beija sua Espada com reverência e ardor e a
repõe sobre o Altar, retornando ao centro do círculo.

7. (Nuit) O Magista, do centro de seu círculo mágico, toma sua Taça e vira-se em direção ao
norte. Ele avança e traça com ela um pentagrama azul celeste de invocação da água, enquanto diz:
“Eu invoco e equilibro em mim o elemento água”. Ele plasma no centro do pentagrama o símbolo
da água — H. Ele ergue a Taça e vibra, então, o Nome Divino de Deus na Linea Spiritus Sancti da
tábua enoquiana da água: “MPH-ARSL-GAIOL”, e diz: “Eu vos apresento, ó grande rei da água
RAAGIOSL, a minha Taça . . . . . . . . . . (nome da Taça). Fazei saber a todos os seres do Univer-
so que esta minha Taça tem o poder da água”. O Magista pronuncia, então, o nome “HKOMA”
e nesse momento ele projeta um facho de luz azul celeste jorrando em direção ao quadrante norte,
preenchendo a tudo e levando-o ao êxtase.. Ele beija sua Taça com reverência e ardor e a repõe sobre
o Altar, retornando ao centro do círculo.

8. (Hadit) O Magista, do centro de seu círculo mágico, toma sua Baqueta e vira-se em direção ao
sul. Ele avança e traça com ela um pentagrama rubro-chamejante de invocação do fogo, enquanto diz:
“Eu invoco e equilibro em mim o elemento fogo”. Ele plasma no centro do pentagrama o símbolo

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do fogo — E. Ele ergue a Baqueta e vibra, então, o Nome Divino de Deus na Linea Spiritus Sancti da
tábua enoquiana do fogo: “OIP-TEAA-PDOKE”, e diz: “Eu vos apresento, ó grande rei do fogo
EDLPRNAA, a minha Baqueta . . . . . . . . . . (nome da Baqueta). Fazei saber a todos os seres
do Universo que esta minha Baqueta tem o poder do fogo”. O Magista pronuncia, então, o nome
“BITOM” ” e nesse momento ele projeta um facho de luz rubra jorrando em direção ao quadrante sul,
preenchendo a tudo e levando-o ao êxtase.. Ele beija sua Baqueta com reverência e ardor e a repõe
sobre o Altar, retornando ao centro do círculo.

9. (Sut-Har) O Magista toma novamente sua Baqueta e retorna ao centro de seu círculo, voltado
para o leste de seu Templo. Ele traça com ela um pentagrama negro ativo do espírito, enquanto diz:
“Eu invoco o quinto elemento do espírito que é a manifestação de meu Anjo no mundo para que
sua LVX equilibre em mim os cinco elementos”. Ele plasma no centro do pentagrama o símbolo do
espírito — ?. Ele traça, então, um pentagrama negro passivo do espírito, enquanto diz: “Eu invoco
o quinto elemento do espírito que é a manifestação de meu Anjo no mundo para que sua LVX
equilibre em mim os cinco elementos”. Ele plasma no centro do pentagrama o símbolo do espírito
— ?, e só então vibra o poderoso nome “EHNB” da tábua enoquiana da união e nesse momento ele
projeta um facho de luz da cor do arco-íris na forma de uma seta que sobe até que ele não possa mais
vê-la o que o leva ao êxtase. O Magista abre os braços e as pernas formando um pentagrama e diz:
“Senhor Adonai desce sobre mim a Tua LVX e equilibra em mim os cinco elementos. Faz de
mim um Pentagrama Vivo, símbolo eterno de Teu Poder Criador no Universo. Faz de mim, ó
meu Senhor, Tua Esfinge que caminha sobre a terra dos homens para que ao me ver, eles vejam
não a mim, mas a Ti e a Tua Verdadeira Vontade. Ó Meu Senhor Adonai, eu invoco a Tua LVX
sobre o meu ser! Christeos O! Zirdo noco Enaiad hoath Iaida!” e ele plasma o Sigilo da Esfinge
(ou a Marca da Besta) em seu peito. (Enquanto pronuncia estas palavras o Magista deve imaginar seu
corpo completamente oco e preenchido por uma cor branca tão radiante que poderia cegá-lo, embora
desta Luz ele nada saiba.)

10. (Abrahadabra) O Magista retorna, então, às práticas que o levarão à Grande Obra. Sim, às
práticas que o levarão à Grande Obra.

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