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TEMA: A SANTIDADE DE VIDA

TEXTO:1ºPE.3:15
INTRODUÇÃO:
Santificação é o supremo ideal de Deus para o crente. Somos salvos quando
aceitamos Jesus Cristo como Salvador. Nesse dia o Espírito Santo veio habitar em nós
para começar a obra da santificação de nossas vidas. A salvação é instantânea.
Recebemo-la, de uma vez e para sempre, no momento em que cremos em Jesus. A
santificação é um processo contínuo. É a ação divina do Espírito Santo no coração do
crente, mas exige que o crente a deseje e a busque o que implica em sua
cooperação com a obra que o Espírito Santo quer realizar nele.

O crente em Jesus Cristo é uma pessoa diferente, dotada de novo poder, de novos
propósitos de novos motivos, de novos interesses e de novos desejos implantados em
sua alma pelo Espírito Santo. Isto porém não significa que ele esteja fora do alcance
das forças que se opõem aos seus impulsos espirituais. O crente não é só espírito.
Enquanto estiver neste mundo, lutará contra as tendências da carne, que se
esforçam por sufocar nele os anseios de santidade. 

O mundo não proporciona um ambiente propício do desenvolvimento espiritual,


porque está em oposição a Deus (Tg 4.4). Mas é no mundo cada vez mais corrompido
que o crente tem que viver e testemunhar. O crente não pertence ao mundo. A
degradação moral do homem sem Cristo não leva Deus a rebaixar os seus padrões. A
santificação é o apelo em que Deus concita o homem a subir uns pouco mais,
qualquer que seja a sua condição espiritual. Diante de nós está um alvo posto 
por Deus: "...que todos cheguemos... à medida da estatura da plenitude de Cristo"
(Ef 4.13). 

SANTIFICAÇÃO — UMA EXIGÊNCIA DIVINA 


Levítico 20.7-8
"7 Portanto santificai-vos, e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus. 8 Guardai
os meus estatutos, e cumpri-os. Eu sou o Senhor, que vos santifico".
O desejo de Deus é que a santificação seja uma realidade na experiência do crente.
Ao dizer "santificai-vos, e sede santos". Deus mostrou que tal exigência é motivada
por ser ele um Deus santo. Temos de agir de modo que sejamos dignos do Deus com
quem afirmamos ter comunhão. Há uma fábula persa que diz ter um caminhante
encontrado um pedaço de argila do qual se desprendia estranha fragrância. Crendo
que se tratasse de nardo disfarçado em argila, o caminhante indagou: "Por que tanta
fragrância?" A resposta foi: "Porque tenho vivido perto de uma rosa". Nós também,
como vasos de barro, quando nos aproximamos daquele que é santo, sentimos
penetrar em nosso ser a fragrância dos nardos celestiais, e o nosso rosto brilha em
meio à escuridão em que vive o mundo.

A santificação é fruto do trabalho do homem e de Deus. Só a alcançaremos se


realmente a desejarmos e a buscarmos. Só por seu esforço, porém, o homem nunca
poderá alcançá-la. Por isso, Deus diz: "Eu sou o Senhor, que vos santifico". Santidade
é um atributo pessoal de Deus. Procurando elevar-se às alturas em que Deus está, o
crente vai escalando, pouco a pouco, os degraus desta ascensão sublime. Não se
consegue a santificação num instante. É obra para toda a vida. 
Diante de cada crente está a figura máxima, o motivo inspirador, o varão perfeito,
que é Cristo, o Senhor. Ele é a razão pela qual o nosso vida deve transformar-se, dia
a dia, na maior semelhança de sua pessoa.

SANTIFICAÇÃO — UMA NECESSIDADE HUMANA 


Hebreus 12.14
"Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor"
É a presença de Deus na alma que produz a santificação. Escrevendo aos crentes de
Corinto, o apóstolo Pauto lhes disse: "Não sabeis vós que sois santuário de Deus, e
que a Espírito de Deus habita em vós?" (1 Co 3.16). Realmente santo só existe um ser
em todo o universo. Nunca seríamos santos sem a atuação de Deus em nós. 

A santidade de vida é a glória de Deus refletida pelo crente. Quando o homem está
cheio da paz de Deus, naturalmente procura viver em paz com os seus semelhantes.
Por falta de santidade na vida, ocorre miopia, para não dizermos a cegueira
espiritual. A condição exclusiva para se ver a Deus em sua Palavra, na vida diária, na
natureza ou no companheirismo íntimo, é a santidade. Jesus ensinou: "Bem-
aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus" (Mt 5.8).

ASPECTOS PRÁTICOS DA SANTIFICAÇÃO 


1 Pedro 3.8-15
"8 Finalmente, sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor
fraternal, misericordiosos, humildes, 9 não retribuindo mal por mal, ou injúria por
injúria; antes, pelo contrário, bendizendo; porque para isso fostes chamados, para
herdardes uma bênção. 10 Pois, quem quer amar a vida, e ver os dias bons, refreie a
sua língua do mal, e os seus lábios não falem engano; 11 aparte-se do mal, e faça o
bem; busque a paz, e siga-a. 12 Porque os olhos do Senhor estão sobre os justos, e os
seus ouvidos atento à sua súplica; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem o
mal. 13 Ora, quem é o que vos fará mal, se fordes zelosos do bem? 14 Mas também,
se padecerdes por amor da justiça, bem-aventurados sereis; e não temais as suas
ameaças, nem vos turbeis; 15 antes santificai em vossos corações a Cristo como
Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo
aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós".

A santificação tem finalidades éticas. Não se busca a santidade apenas para uma vida
contemplativa. Não foi este, pelo menos, o exemplo de Jesus. Nada no evangelho é
estático. A santidade também é dinâmica. Por isso, o apóstolo diz que o crente,
pertencendo à grande família dos remidos do Senhor, buscará viver em harmonia
com os seus irmãos, solidarizando-se com eles nas suas tristezas e alegrias,
manifestando-lhes misericórdia e tratando-os com humildade. Isto é 
fruto do amor fraternal (v. 8).

Quem sabe sofrer um mal ou uma injúria revela maior força moral do que aquele que
"paga com a mesma moeda", como se costuma dizer. Num plano ainda mais elevado
se encontra aquele que é capaz de bendizer quem o injuria ou quem lhe deseja mal.
Não estamos dizendo que seja fácil agir assim. Mas Jesus não nos chamou para
andarmos pelos caminhos fáceis da vida. É nisto que provamos a nossa relação com
ele, que é, para nós, o modelo sublime de santidade. 

Os que conviveram com Jesus são unânimes em afirmar que sua vida foi inatacável, e
que não foi achado engano na sua boca. Por isso, a Escritura recomenda: "Santificai
em vossos corações a Cristo como Senhor". Só a santidade realiza milagres de glória.
Se crescermos em santidade, a nossa igreja também subirá de nível, e daremos a
Deus melhores condições de usar-nos em sua santa causa.

A VERDADE EM AÇÃO

A SANTIDADE
1. É atributo de Deus. "Santificai-vos e sede santos, pois eu sou o Senhor vosso Deus"
(Lv 20.7). Sendo a santidade atributo de Deus, é mister que nos santifiquemos para
que possamos ter comunhão com ele.

2. É ordem de Deus. "Guardai os meus estatutos" (Lv 20.8). O caminho apontado por
Deus para a santificação da vida é a obediência às normas estabelecidas por ele em
sua santa palavra.

3. É operação de Deus. "Eu sou o Senhor que vos santifico" (Lv 20.8). Ao crente
cumpre buscar a santidade. Nunca, porém, a alcançaríamos sem a atuação de Deus
em nós.

4. É exigência de Deus. "Segui a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hb
12.14). A santificação desvenda os olhos da alma para que tenhamos uma visão cada
vez mais clara do Deus que apenas vemos pela fé, e que passa a habitar em nossos
corações.

5. É solidarizar-se com os irmãos. "Sede todos de um mesmo sentimento... porque


para isto fostes chamados" (1 Pe 3.8-9). A santificação leva o crente a amar os seus
irmãos em Cristo, e a demonstrar, na prática, a realidade desse amor.

6. É viver o exemplo de Cristo. "Não retribuindo mal por mal... antes, pelo contrário,
bendizendo" (1 Pe 3.9). É apertado e difícil o caminho da santidade, porque é viver
como Cristo. Ele é, para nós, o modelo da santidade de vida, que alcançaremos por
seguir os seus ensinos ou por imitar o seu exemplo.

7. É glorificar a Cristo. "Santificai em vossos corações a Cristo como Senhor" (1 Pe


3.1). O Coração do crente é um santuário divino, purificado pela presença de Cristo
e santificado pela atuação benéfica do Espírito Santo. O culto mais expressivo que
prestamos a Cristo consiste no reconhecimento de sua soberania em nossas vidas. Ele
é o Senhor, a quem devemos obediência, se almejamos a santidade de vida.

José Antônio Corrêa

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