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JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA E

JURISDIÇÃO CONTENCIOSA
Administração pública de interesses
privado
■ São atos de administração pública de interesses privados, praticados com a
intervenção de órgãos do foro extrajudicial, a escritura pública (tabelião),casamento
juiz de casamento (oficial de registo civil),protesto (oficial de protestos), registro de
imóveis (oficial do registro de imóveis)etc.
■ Por outro lado, há intervenção de órgão estranho ao Poder Judiciário quando o
Ministério público participa dos atos das fundações (CpC,art 1.199),ou quando os
contratos e estatutos sociais tramitam pela Junta Comercial.
JURISDIÇÃO VOLUNTÁRIA
■ A independência dos magistrados, a sua idoneidade, a responsabilidade que têm
perante a sociedade levam o legislador a lhe confiar importantes funções em
matéria dessa chamada administração pública de interesses privados.
■ A doutrina preponderante e já tradicional diz que são funções administrativas, tanto
quanto aquelas exercidas por outros órgãos; não é pela mera circunstância de
serem exercidas pelos juízes que tais funções haveriam de caracterizar-se como
jurisdicionais. E teriam, tanto quanto a administração pública de interesses
privados exercida por outros órgãos, a finalidade constitutiva, isto é, finalidade de
formação de situações jurídicas novas (atos jurídicos de direito público). A tais atos
praticados pelo juiz a doutrina tradicionalmente dá o nome de jurisdição voluntária.
EQUIVALENTES
JURISDICIONAIS
(FORMAS DE SOLUÇÃO DO CONFLITO NÃO
JURISDICIONAIS)
AUTOTUTELA
É a primeira forma conhecida de solução do conflito. Ela é baseada em dois elementos:

■ Sacrifício integral do interesse (ou seja, trabalharemos com um sacrifício integral do


interesse do vencido)
■ exercício da força (que será exercido pela parte vitoriosa – essa força do vencedor
que acaba com o conflito.
■ Um exemplo é o desforço “in continenti” ou defesa imediata da posse, prevista no
art. 1210, §1º do Código Civil assegura a legítima defesa, por intermédio de força
pelo próprio titular do bem, quando este se vir esbulhado ou turbado em sua posse.
■ Outro exemplo é o de retenção, também no Código Civil, em suas diversas formas
(art. 1219, art.1433, CC).
AUTOCOMPOSIÇÃO (CONCILIAÇÃO)

Aqui temos dois elementos:

■ sacrifício integral ou parcial de interesses


■ vontade das partes

■ É uma das espécies de forma consensual do conflito, porque deriva da vontade das
partes. Essa auto composição é tradicionalmente dividida em 3 espécies: a
renúncia , a submissão e a transação.
MEDIAÇAO

■ A mediação á uma solução de conflitos que deriva da vontade das partes


■ A Mediação e a Auto composição são espécies de formas consensuais de solução
do conflito. Quando o art. 3º, §2º, do CPC/15 diz que o Estado sempre que possível
buscará a forma consensual de solução do conflito, se refere à mediação e auto
composição.
■ Qual a distinção entre ambas? Por que uma difere da outra? Porque na mediação
não há sacrifício de interesses. Tem partes em conflito e nenhuma delas tem seu
conflito sacrificado. É a melhor forma de solução de conflitos, pois não é impositiva
e não gera conflitos. O foco da mediação não é o conflito, mas sim as causas do
conflito. Não se trabalha o conflito em si, mas as causas do conflito.
■ Art. 165 CPC e ss.
ARBITRAGEM
■ A arbitragem é uma forma de solução de conflitos que decorre de uma decisão
impositiva de terceiros.
■ Ou seja, a força das partes é irrelevante (o que a distingue da autotutela), a vontade
das partes na solução do conflito é irrelevante (o que a distingue da mediação e
conciliação); e quando diz que tem uma decisão impositiva de terceiro, significa que
as partes estarão vinculadas a essa decisão, gostando ou não. Nesse primeiro
elemento a arbitragem é parecida com a jurisdição.
■ LEI No 9.037/96

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