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1.

GRAMÁTICA JURÍDICA

Sabe-se que o estilo de escrita jurídica é rebuscado e lança mão de diversas ferramentas que
complicam seu entendimento pelo individuo leigo. A doutrina traz que existem algumas
expressões que foram importadas para a linguagem jurídica pátria:

• o uso de “em se tratando”, “em havendo” e semelhantes. De acordo com Maciel (2007),
os franceses escreveriam desta maneira, mas em língua portuguesa não é necessário usar o
“em” antes de gerúndio;

• o uso do verbo restar nas seguintes construções: “restou provado”; “restou decidido” e
semelhantes. Esta é uma tradução literal do francês “rester”, que para nós seria o mesmo que
dizer “ficou” provado, “ficou” decidido;

• o uso de “parte integrante”, como em “o anexo é parte integrante do contrato”. De acordo


com Maciel (2007), os franceses usavam esta formação. Não é necessário ser redundante. Na
língua portuguesa, podemos usar “o anexo integra o contrato” ou “o anexo é parte do contrato”.

¨ DÚVIDAS QUE PODEM APARECER:


1. ONDE / AONDE:
- Informamos onde será o evento (referência a lugar, com verbo estático)
- Não me disse aonde iria após a sessão (referência a lugar, com verbo de movimento)
2. AFIM / A FIM:
- Seu posicionamento não é afim ao do grupo.
- Fiz o curso a fim de tirar algumas dúvidas.
3. EM VEZ DE / AO INVÉS DE:
- Decidimos que o melhor seria definir a pauta da reunião em vez de discutir as datas.
- Infelizmente, ao invés de aprovar o projeto, rejeitou-o.
4. DELE / DE ELE - A decisão é dele, e não há como contestar. - O fato de ele decidir
provocou desconforto entre os pares.
5. ATRAVÉS / POR MEIO:
- Analisou o comportamento do detento através do vidro.
- Conseguiu fazer acordo com a empresa por meio do advogado.
6. DE ENCONTRO A / AO ENCONTRO DE:
- Esse argumento não é consistente; veio de encontro às nossas expectativas.
- A decisão do juiz foi ao encontro da posição da promotoria.
FIGURA 01 – USO DOS PORQUES

FIGURA 02 - ANEXO