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joa caiTano

os m i s T e r i o s do

Ap ocan p se
325 resposTas b íblica s, h istó r ic a s e c ien tific a s sobre

A po c a lipse , pr o fecia s e sin a is r e l a t iv o s aos ú ltim o s tem pos


om o e n te n d e r e in te rp re ta r co rre ta m e n te A pocalipse, as

G profecias e os sinais p red ito s na Bíblia sobre o fim dos


tem pos? O m u n d o irá acabar? D e que form a? A nação de
Israel será d estru íd a pelo A nticristo? Q u em ele é? O que acontecerá
com as pessoas que tiv erem o sinal da besta? A Igreja verdadeira
passará pela G rande Tribulação? Q u em serão os 144 m il salvos
d u ran te a G rande Tribulação? Q uais os sinais da volta de Cristo?
O M ilênio será no céu ou na terra? O n d e está localizado o céu?
Q u em irá para o inferno?

O livro Os m istérios do A pocalipse co n tém 325 respostas bíblicas,


científicas e históricas sobre profecias e sinais relativos aos últim os
tem p o s, que ajudarão a sanar as dúvidas que a m aioria das pessoas
tê m a respeito dos sím bolos, eventos e sinais m encionados em
A pocalipse e ou tro s te x to s p roféticos e escatológicos na Bíblia. É
um a le itu ra indispensável tan to p ara leigos, que desejam co n h ecer as
profecias bíblicas e saber relacio n ar os eventos atuais com elas, com o
para pregadores, pastores, evangelistas, professores, sem inaristas
e estudiosos, que alm ejam aprofundar-se nas E scrituras Sagradas e
fu n d am en tar sua fé em C risto , enq u an to aguardam a Sua volta.

Form ado em teologia e autor de diversos livros de estudo, o Pr. Joá Caitano é
um respeitado e renom ado m inistro do evangelho, que reside atualm ente nos
Estados Unidos, com sua esposa e seus três filhos, e atua como missionário e
conferencista em diversas nações.
joa caiTano

> - i e M O o O

Ap ocau p s e
B Í B L I C A S , H I S T Ó R I C A S E C I E N T Í F I C A S S OBRE

A po c a lipse , profecias e sinais relativos aos ú ltim os tem pos

C a s a d a B ibüa
'■ fe ir is s * *
a _• _ ^
‘W ttiú ic
D a d o s In ter n a c io n a is d e C a ta lo g a ç ã o na P u b lic a ç ã o (C IP)

C a i t a n o, Jo á
Os mistérios do A p o ca lip se — 3 2 5 respostas bíblicas, históricas e científicas sobre Apocalipse, profecias e
sinais relativos aos últimos tempos
R i o d e Ja n e iro : 2 0 1 0
2 4 8 p ág in as
IS B N : 9 7 8 - 8 5 -7 6 8 9 - 1 7 6 -5
1. B íb lia - E sc a to lo g ia I. T ítu lo II.

G erên cia E d ito r ia l e d e P ro d u ç ã o


Je fferso n M a g n o C o sta

D ig ita ç ã o
V aléria L u ccn a

C o p id e s q u e e revisão
P atríc ia N u n a n
P a tríc ia C a lh a u

R e v isã o final
P a tríc ia C a lh a u
M ic h e lle C a n d id a

Capa
D o u g la s L ucas

P ro je to g rá fico e d ia g r a m a çã o
Jú lio F ad o

Im p ressã o e a c a b a m e n to
G ráfica E d e lb ra

I a e d içã o : s e te m b r o /2 0 1 0
5 a reim p ressão: m a r ç o /2 0 1 1

As citaçõ es bíblicas utilizadas n este livro fo ra m extraídas da versão A lm e id a R e v is ta


e C o r r ig id a (A R C ), salvo in d ic a ç ã o específica, e visam in c e n tiv a r a le itu ra das Sagradas
E scritu ras.
E p ro ib id a a re p ro d u ç ã o to ta l o u parcial d o te x to d este livro p o r q u a isq u e r m eio s
(m ecân ico s, ele trô n ic o s, xero g ráfico s, fo to g ráfico s etc.), a n ã o ser e m citações breves, c o m
in d ic a ç ã o da fo n te b ib lio g ráfica.
E ste liv ro está de a c o rd o c o m as m u d an ças p ro p o stas p e lo n o v o A c o rd o O rto g rá fic o ,
e m v ig o r d esd e ja n e iro de 2 009.

E d ito ra C e n tra l G o sp el L tda.


E strad a d o G u e re n g u ê , 1851 — T aquara
C E P : 2 2 7 1 3 -0 0 1
R i o de Ja n e iro - R J
Tel. (21) 2 1 8 7 -7 0 0 0
I
£
Créditos ' izinho Rodrigues.
DoaçãlFl xclusiva Para o Blog:
www. entretextosteologicos.blogspot. com iÕS
Apresentação
Dedicatória J7 L
3
Por que escrevi este livro?
Prefácio ■ 1
013
Seção I — Questões gerais relativas a Apocalipse s
Seção II — Questões gerais relativas a Jesus 1 31
Seção III — Questões relativas à volta de Jesus
Seção IV — Questões relativas ao Arrebatamento
Seção V — Questões relativas aos quatro cavaleiros
do Apocalipse
Seção VI — Questões relativas ao Dia de Cristo
e ao Dia do Senhor
Seção VII — Questões relativas à Grande Tribulaçãj)
Seção VIII — Questões relativas ao Tribunal de Cristo
Seção IX— Questões relativas ao Anticristo
Seção X — Questões relativas ao Falso Profeta
Seção XI — Questões relativas às duas testemunhas
Seção X II — Questões relativas aos 144 mil
Seção X III — Questões relativas a Israel 107
Seção X IV — Questões relativas à Babilônia 123
Seção X V — Questões relativas aos sinais proféticos 131
do fim do m undo
Seção XVI — Questões relativas ao Arm agedom 163
Seção XVII — Questões relativas ao juízo das nações 173
Seção XVIII — Questões relativas ao M ilênio 179
Seção X IX — Questões relativas ao céu 187
Seção X X — Questões relativas ao inferno 195
Seção X X I — Questões relativas ao trono branco 203
ou Juízo final
Seção X X II — Questões relativas a elementos 213
simbólicos em Apocalipse
Seção X X III— Curiosidades 219
O nde você passará a eternidade? 235
Bibliografia 241
Apresentação

Pensando no crescim ento espiritual, intelectual e acadêm ico dos


leitores e pesquisadores brasileiros, a E ditora C entral Gospel tem o pra­
zer de publicar o livro Os mistérios do Apocalipse, do respeitado pastor,
m issionário e conferencista internacional Joá Caitano.
Esta obra, fruto de vasta pesquisa do autor, é dividida em 23 se­
ções e contém 325 respostas bíblicas, científicas e históricas sobre o
Apocalipse, profecias e sinais relativos aos últim os tem pos, que ajudarão
a sanar as dúvidas que a m aioria das pessoas têm a respeito dos sím bo­
los, eventos e sinais m encionados em Apocalipse e outros textos profé­
ticos e escatológicos na Bíblia.
E um a leitura indispensável tanto para leigos, que desejam conhe­
cer as profecias bíblicas e saber relacionar os eventos que temos vivido
com elas, com o para pregadores, pastores, evangelistas, professores, semi­
naristas e estudiosos, que desejam aprofundar-se nas Escrituras Sagradas e
fundam entar sua fé em Cristo, enquanto aguardam a Sua volta.
— Os editores
Dedicatória

D edico esta obra profética aos pastores missionários João K olenda


e D oris Lemos (in memorian ), m eus prim eiros mestres em Teologia no
Sem inário M aior, em Pindam onhangaba, São Paulo.
A m inha esposa, a m issionária M aheli Caitano, pela fidelidade,
pela consagração e pelo co m prom etim ento co m D eus, com a família,
com as almas e com a Igreja.
Aos m eus filhos, Evelyn, Jennifer e Steven R o g er, preciosidades
enriquecedoras, presentes do Senhor à nossa família.
Por que escrevi este livro?

S etem b ro de 1955. E u estava na cidade de Espera Feliz, em M i­


nas Gerais, no Brasil, onde nasci. A noitecia. E u e m eus sete irm ãos
estávamos ao redor da mesa, aguardando o jantar. M am ãe, com o fazia
diariam ente, antes de agradecer a D eus e orar p o r cada u m de nós, lia
o Salmo 122:

Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do S E N H O R ! Os


nossos pés estão dentro das tuas portas, ó Jerusalém. Jerusalém está edi-
ficada como uma cidade bem sólida, aonde sobem as tribos, as tribos do
S E N H O R , como testemunho de Israel, para darem graças ao nome do
S E N H O R , pois ali estão os tronos do juízo, os tronos da casa de Davi.
Orai pela p a z de Jerusalém! Prosperarão aqueles que te amam Haja p a z
dentro de teus muros e prosperidade dentro dos teus palácios. Por causa
dos meus irmãos e amigos, direi: haja p a z em ti! Por causa da Casa do
S E N H O R , nosso Deus, buscarei o teu bem.

C o m m eus dez anos de idade, eu ouvia essas palavras que fluíam


dos lábios ungidos da m inha mãe, falando sobre Jerusalém e Israel. Estas
palavras tocavam profundam ente o m eu coração.

D e ze m b r o de 1999. E u estava na cidade de C oral Springs, na Fló­


rida, nos Estados U nidos, onde resido atualm ente com a m inha família.
Faltavam poucas horas para a virada de 1999 para o ano 2000. Todos
os m eios de com unicações, entre eles, a poderosa rede C N N , veícula-
vam notícias assustadoras no m u n d o inteiro sobre a chegada do novo
m ilênio. Líderes m undiais, governantes, estadistas, cientistas, astrólogos,
m édicos, econom istas, sociólogos, especialistas em segurança, especia­
listas em guerras e conflitos, autoridades políticas e religiosas, indiví­
duos de diferentes grupos sociais faziam declarações espantosas sobre a
chegada do ano 2000. Profetas sensacionalistas, agoureiros, feiticeiros,
gurus, cartom antes, fatalistas prediziam tragédias, caos, desordem geral,
anarquia, alterações climáticas, desastres, quebradeira geral.

A b r i l de 2 0 0 0 . E u estava no m o n te das Oliveiras, em Jerusalém ,


Israel, com u m grupo de aproxim adam ente 200 pessoas, entre os quais
em presários, teólogos, professores e autoridades em diversas áreas. O
pastor Silas Malafaia, líder da caravana profética, co m a voz em barga­
da, profundam ente em ocionado e cheio do Espírito Santo, dava-nos
inform ações relevantes sobre a cidade, o tem plo e tu d o o que co n tem ­
plávamos. D e repente, ele não conseguiu continuar falando. Lágrimas
rolaram pelo seu rosto, e um a trem enda unção desceu sobre todos nós
ali, na cidade do grande R ei. Todos choram os lá, na terra dos profetas.
Estava cum prindo-se u m antigo sonho que eu acalentara p o r longos
anos: p erco rrer aquelas ruas estreitas, aqueles cam inhos santos, onde o
Salvador e S enhor Jesus, a q uem tanto amo, viveu mais de trin ta anos;
estar naquele lugar, no qual Ele foi ao encontro dos perdidos, salvou
pecadores, perdoou pecados, curou pessoas enferm as, abraçou crianças,
libertou almas escravizadas, ressuscitou m ortos, consolou pessoas tristes,
revelando-lhes o Pai, dando a todos u m novo sentido para viver e a es­
perança da salvação eterna. Ali, Jesus tinha estado, m o rrid o e ressuscita­
do gloriosam ente, para nunca mais m o rrer novam ente. Q u e privilégio
estar em Sião! Q uantas bênçãos!

In v e r n o de 2 0 1 0 . E u estava na cidade de São Paulo, no Brasil, em


m eu escritório redigindo este livro que você manuseia. C onsultei o
relógio. E ram 17:12. A tem peratura estava em to rn o de 11 graus. C o m
várias Bíblias e com entários teológicos em diversos idiomas, senti o
Espírito Santo revelando as verdades que com partilho aqui, com você,
e guiando-m e na produção desta obra profética.Várias vezes, deixei o
com putador de lado para ajoelhar-m e e buscar a revelação divina. A
presença do E spírito era forte. Suavem ente, com o um a luz brilhante, a
revelação veio a o m eu espírito, e chegou à m inha m ente.

A razão m aior para eu escrever este livro foi exaltar a T rindade di­
vina, o Pai, o Filho e o E spírito Santo. Esta foi m inha m otivação m aior
e m eu objetivo principal. Escrevi para anunciar a verdade e proclam ar
em alto e b o m som, em todos os lugares e a todas as pessoas, a infalível
e em inente volta do Senhor Jesus a este m undo, a fim de buscar a Sua
Igreja e levar os Seus escolhidos para ju n to dele. T am bém é um a form a
de declarar e divulgar que o b e m vencerá o mal de um a vez p o r todas;
que o sistema m aligno que opera neste m undo será definitivam ente
banido da terra; que o diabo, seus dem ônios e todas as pessoas ímpias
serão derrotadas e condenadas pelo S enhor Jesus, o ju sto Juiz.

Este livro foi escrito para o despertam ento daqueles que d o rm em


o sono da indiferença, enganados pelo m aterialism o e pelo gozo dos
prazeres m undanos. A tuará com o um a trom beta profética, para acordar
a Igreja nos m om entos finais que estamos vivendo, enquanto nos pre­
paramos para encontrar-nos co m o bendito Salvador o S enhor Jesus.
Esta obra visa ao fortalecim ento da fé e à renovação da esperança cristã.

Fui m otivado a escrevê-la para ajudar todos os que estudam as


Sagradas Escrituras, elim inar as dúvidas que ten tam bloquear sua fé,
enriquecer seu conhecim ento. Estou consciente de que não ten h o to ­
das as respostas. Mas oro para que o E spírito Santo traga luz, sabedoria,
conhecim ento e revelação divina a você quanto a tu d o o que é co m en ­
tado aqui.
Boa leitura!

J o á Caitano
Inverno de 2010, São Paulo, Brasil
joacaitano @terra .com.br
Prefácio

M uitas pergu n tas tê m sido feitas sobre a cham ada D o u trin a dos
últim os tempos. L am en tav elm en te, diversos escritores, sem n en h u m a
qualificação e co n h e c im e n to nessa m atéria, tê m se aventurado a es­
crever sobre esse assunto, geran d o mais dúvidas e confusão do que
esclarecim ento a respeito dos últim o s aco n tecim en to s previstos nas
E scrituras Sagradas. Sendo assim, o livro O s mistérios do A pocalipse
— 3 2 5 respostas bíblicas, históricas e científicas sobre Apocalipse, profecias
e sinais relativos aos últim os tem pos v em em b o a hora.
A prim eira razão para esta afirm ativa é em v irtu d e do c u rrí­
culo de seu autor, o pastor Joá C aitano, que ao lo ngo de mais de 40
anos vem pregando a genuína Palavra de D eus no Brasil e em inúm eras
outras nações. C o n h eço o Pr. Joá C aitano e sua esposa há m uitos
anos, desde quando am bos eram jovens solteiros que m inistravam es­
tudos bíblicos em nossos retiros espirituais.
A segunda razão de o livro ser recom endado com o um a obra sig­
nificativa é o fato de estar sendo lançado pela E ditora C entral Gospel,
que vem trabalhando com m uita seriedade e com petência no m ercado
evangélico, lançando obras de profundo teo r teológico.
O s mistérios do Apocalipse tratará de im p o rtan tes assuntos, com o
os sinais preditos p o r Jesus C risto a respeito de Sua volta, o A rreba-
tam ento, a G rande Tribulação, o A nticristo, o Falso Profeta e outros
temas relevantes que certam en te aum entarão nosso desejo de m elh o r
conhecer o livro de A pocalipse e as profecias bíblicas relativas aos
tem pos do fim , ao m esm o tem p o em que acenderá em nosso coração
o desejo ardente de orarm os co m m aior fervor, clam ando Ora vem,
Senhor Jesus.
N ão apenas leia esse livro. D evore-o co m toda a intensidade de
sua alma, pois essa leitura abençoará grandem ente sua vida.

D aniel M a la fa ia
Pastor-presídente da Assembleia de Deus
em Campo Grande Rio de Janeiro
S eção I
Questões gerais
relativas a Apocalipse
1. Qual o significado do termo Apocalipse?
A palavra apocalipse, do vocábulo grego apokalúpsis, significa re­
velação. R evelar é rem over o véu, trazer à luz o que estava oculto,
to rn ar conhecido encoberto.
Assim, a prim eira frase em Apocalipse defm e o co n teú d o do
livro: Revelação de Jesus Cristo, a qual D eus lhe deu para mostrar aos
seus servos as coisas que brevemente devem acontecer.. Então, Apocalipse
é a revelação do Senhor Jesus sobre as coisas que irão acontecer
antes, durante e depois da Sua volta a terra.

2. Quem escreveu Apocalipse?


O autor divino de Apocalipse é Jesus, mas o escrito r/red ato r
hum ano do texto é apóstolo João, a qu em o Senhor revelou as
coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou e as
notificou a João, seu servo, o qual testificou da palavra de Deus, e do tes­
tem unho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto (Ap 1.1b,2).
A lém dessa referência a João com o escritor do texto, há outras
em Apocalipse 1.9 e 22.8, e as alusões ao A ntigo Testam ento e à
literatura judaica extrabíblica que im pregnam Apocalipse suge­
rem que a pessoa que escreveu esse texto co m autoridade profé­
tica era u m ju d e u . T am bém existem paralelos entre o Evangelho
de João e o Apocalipse. Assim, é am plam ente aceito que ambas as
obras foram escritas realm ente pelo m esm o autor: João.

3. Em que local foi escrito Apocalipse?


João, cujo no m e significa fa vo r de D eus ou agraciado por D eus,
escreveu essa carta apocalíptica em Patm os, um a p equena ilha
grega, a 97km a sudoeste de Éfeso, no m ar Egeu, e a 55 K m da
costa da Turquia, na Ásia M enor.
A palavra Patmos significa m ortal. A ilha, foi usada com o u m
lugar de exílio pelos rom anos. Segundo um a tradição preservada
p o r Ireneu, Eusébio, Jerô n im o e outros, o banim ento de João
aconteceu entre 91 e 95 d.C ., no ano décim o quarto do reinado
de D om iciano. E João teria sido libertado após 18 meses pelo
im perador N erv a (96— 98 d.C .), reto rn an d o para Éfeso, a fim de
reassumir sua liderança lá.
O p róprio João inform a onde estava quando escreveu essa carta
(e a razão de sua estadia naquela ilha): E u , João, que também sou
vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus
Cristo, estava na ilha chamada Patmos, p or causa da palavra de D eus e
pelo testemunho de Jesus Cristo (Ap 1.9).

4. Em que data foi escrito o Apocalipse?

Segundo a m aioria dos exegetas (intérpretes/investigadores dos


textos bíblicos) e dos escatologistas (estudiosos das profecias re­
lativas ao final dos tem pos), João teria escrito o Apocalipse entre
91 e 95 d.C ., o período em que ficou exilado em Patmos. Alguns
situam a escrita desse texto em 91 d.C , no início do exílio de
João; outros, em 95 d.C , no fim deste.

5. A quem se destina a mensagem em Apocalipse?

N a época em que foi escrita, destinava-se especialm ente às sete


igrejas da Ásia (provavelmente fundadas p o r Paulo em suas via­
gens missionárias). Mas, devido à linguagem simbólica, ao co n ­
teúdo apocalíptico e escatológico e à autoridade profética da
m ensagem , durante os séculos que se seguiram ela foi lida e co m ­
partilhada co m os cristãos de outras regiões, co m todos os que
esperavam u m novo céu um a nova terra.
Tendo em vista que, segundo a m aioria dos intérpretes bíblicos, as
sete igrejas representam os diversos tipos de igrejas e os problemas
por elas enfrentados ao longo das épocas, o Apocalipse é destinado
a toda a Igreja de Cristo, a todos aqueles que aceitaram a obra viça­
ria do Senhor Jesus e aguardam o Messias verdadeiro.
A m ensagem em Apocalipse foi escrita tanto para os leitores
de origem israelita, com o os de origem gentílica (não judeus).
As profecias neste livro dizem respeito à Igreja, a Israel e a toda a
hum anidade; daí ser bem-aventuraâo aquele que lê, e os que ouvem as
palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas;porque
o tempo está próxim o (Ap 1.3).
E m bora a m aioria dos ju d eu s ainda não tenha aceitado Jesus
com o o Messias e, em função disto, D eus esteja tratando com Is­
rael p o r interm éd io da Igreja, tem u m plano específico para Israel
e outro para a Igreja, a fim de, no final dos tem pos, u n ir ju d eu s e
gentios n u m só rebanho, cuidado p o r u m só Pastor: Jesus Cristo.

6. Qual é a mensagem central em Apocalipse?


A m ensagem central em Apocalipse é: Jesus voltará para buscar
a Sua Igreja. Podem os afirm ar isso porque, ao m enos, sete vezes
em Apocalipse, é repetida essa declaração de C risto: Brevemente a
ti virei (Ap 2.5); em breve virei a ti (Ap 2.16); eis que venho sem de­
mora (Ap 3.11); eis que venho como ladrão (Ap 16.15); eis que presto
venho (Ap 22.7); eis que cedo venho (Ap 22.12 ); certamente, cedo venho
(Ap 22.20). E a m ensagem subjacente é: Prepara-te, ó Israel, para te
encontrares com o teu D eus (Am 4.12).

7. Que assuntos são tratados em Apocalipse?


E m Apocalipse, é enfatizado que Jesus é o Yeshua H am ashia, o
Salvador ungido p o r D eus, o R e i dos reis e S enhor dos senhores,
que há de voltar a terra para arrebatar os Seus escolhidos, julgar
os pecadores, estabelecer Seu R e in o de paz, am or, justiça, verdade,
alegria na terra, o qual dará lugar à Jerusalém celestial.
Nesse livro bíblico, tam bém é revelado com o será a volta do
Senhor, quais serão os sinais no m undo, quais serão os sinais no
céu e na terra dessa volta, e qual será o propósito do reto rn o de
Cristo. É aludido o cu m p rim en to real das promessas reveladas na
Bíblia Sagrada, tanto no A ntigo com o no N ovo Testamento, as
quais se cum prirão nos últim os dias, na consum ação dos tem pos.
E ntre os assuntos destacados em Apocalipse, estão: as instruções
de C risto às sete igrejas (Ap 2— 3); a ira de D eus e o ju ízo divi­
no sobre o m u n d o pecador, co m a queda dos grandes im périos
m undiais e a aniquilação de seu sistema satânico (Ap 6; 8; 9; 14;
16— 18), antes da segunda vinda de C risto (Ap 19.11-21). N a se­
gunda parte, há m enção dos m il anos de reinado do Senhor (Ap
20.2-6), do ju ízo final (Ap 20.4, 11-15) e apresentado u m p an o ­
ram a do R e in o etern o de D eus, dos novos céus e da nova terra
(Ap 21.1-22.5 ). Sendo assim, os assuntos centrais em Apocalipse
são: a volta do Senhor Jesus, o cu m p rim en to das profecias bíblicas,
a felicidade dos salvos e a restauração com pleta de Israel.

8. As revelações em Apocalipse estão relacionadas a outros


textos e a outras promessas na Bíblia?

Sim. Elas não apenas estão relacionadas; muitas são o cu m p ri­


m en to de promessas de D eus no A ntigo Testamento, que dizem
respeito ao ju ízo das nações, à restauração da nação de Israel e
ao estabelecim ento com pleto e efetivo do R e in o de D eus sob o
governo do Seu U ngido, o Messias, durante o M ilênio.
E m Apocalipse 19, p o r exem plo, que fala sobre a batalha do A r-
m agedom , quando a nação de Israel será cercada pelos exércitos
do A nticristo, vem os que se cum prirá o que foi predito em D a­
niel 11.21-45. Israel e outras nações vizinhas serão invadidas pelos
exércitos do A nticristo. Jerusalém será tom ada. O novo tem plo
que será erguido será profanado. Israel estará prestes a ser destruí­
da. Mas, naquele m o m en to de crise e grande tribulação, o Senhor
Jesus se revelará aos ju d eu s com o o verdadeiro Messias e Salvador.
Ele virá à frente dos exércitos celestiais, m o ntado n u m cavalo
branco, vestido de linho branco, puro, fino. Ele terá três designa­
ções: Fiel e Verdadeiro, R e i dos reis e Senhor dos senhores, e Ele virá
para socorrer a nação de Israel, para salvar os ju d eu s da grande
batalha do A rm agedom .

9. Quais os objetivos do Apocalipse?


O prim eiro objetivo é exaltar a pessoa bendita do Senhor Jesus,
enfatizando que Ele é a garantia da nossa salvação e do cum ­
prim en to de todas as promessas divinas. Assim, em Apocalipse é
revelada a volta de C risto, o fim dos justos e o fim dos ím pios e o
que acontecerá na consum ação dos tem pos.
Ao ler Apocalipse, é im portante tam bém ter em m en te o con­
texto vivenciado pelos cristãos que prim eiro receberam essas tre­
m endas revelações. Eles viviam sob um a intensa perseguição. A
Igreja do prim eiro século enfrentava problem as internos, tendo
de batalhar contra o pecado, as doutrinas e práticas heréticas e
a apatia espiritual. Os leitores de Apocalipse precisavam ser en­
corajados e exortados, a fim de não apostatarem da fé e não so­
frerem o ju ízo destinado aos pecadores. Para isto, precisavam ter
renovada sua certeza de que D eus tem em Suas mãos o controle
da história; daí as exortações às sete igrejas para obedecerem ao
Senhor e à Sua Palavra, atentando para o testem unho de Jesus e
não perdendo de vista o estabelecim ento do R e in o messiânico
prom etido e o galardão a eles destinado: reinar com C risto, com o
Seus co-herdeiros.

10. Por que Apocalipse é chamado o livro da consumação?

E nquanto Gênesis é o prim eiro livro bíblico, que revela os com e-


ços, Apocalipse é o últim o livro da Bíblia, e aborda a consumação
da presente era, e o início de outra, que culm ina na eternidade dos
salvos por Cristo com Deus.
E m Apocalipse é abordada a consum ação do plano de salvação,
das profecias bíblicas, deste m undo com o o conhecem os, deste
sistema político e econôm ico, co m o advento do R e in o m ilenar
de Cristo.
11. Por que o Apocalipse é chamado o livro dos juízos?

Porque nele são m encionados vários juízos: o do A nticristo, o


do Falso Profeta, o de Israel, o dos que blasfemaram de D eus, o
da natureza, o do Tribunal de C risto, o do Trono branco ou Juízo
final. A lém disso, em Apocalipse, na versão A R C (Almeida R e ­
vista e C orrigida) a palavra ju íz o aparece 4 vezes, e ju íz o s , 3 vezes.

12. Por que devemos estudar o Apocalipse?

Porque nele é descrito o futuro de acordo com o propósito de


D eus. Assim, Apocalipse, com o o livro profético do N ovo Tes­
tam ento, revela o desejo de D eus quanto ao futuro, Seu plano e
querer.
Porque nele há respostas às perguntas que todos nós tem os feito
com relação à eternidade. É u m livro profético do N ovo Testa­
m ento que fala especificam ente da eternidade, do céu, ao inferno.
O que é um a profecia? É um a predição do futuro, descortinando-
o para nós.
Porque é o único livro profético do N ovo Testamento.
Porque u m estudo profundo do Apocalipse dem onstra a o bedi­
ência do cristão aos ensinam entos e às instruções de Jesus.
Porque conhecer os fatos revelados em Apocalipse nos livra do
erro, do pecado e da perdição eterna.
Porque somos abençoados plenam ente. Jesus disse que bem -
aventurada, feliz, é a pessoa que lê e guarda as profecias deste livro
(Ap 1.3).
Porque a volta do S enhor Jesus em Apocalipse é garantida.
Porque passará o céu e a terra, mas a Palavra de D eus não há de
passar.
Porque a leitura de Apocalipse renova a nossa fé e a nossa espe­
rança em D eus, en chendo-nos de am or e p o d er para o servirm os
e batalharm os pela causa de Cristo, enquanto aguardamos o esta­
belecim ento total do Seu R e in o em nós e entre nós.
13. Quais são os destaques em Apocalipse?

U m dos destaques são os símbolos. E m Apocalipse, há cerca de


300. H á o simbolismo dos animais (cavalo, águia, dragão, leopardo,
ovelha, serpente, cão, gafanhoto), das cores (púrpura, preta, am a­
rela, branca), dos minerais (ferro, prata, bronze, cobre, berilo, latão,
ouro), de elem entos da natureza (sol, lua, estrelas, vento, trovões e
relâmpagos, arco-íris), de vegetais (árvores e frutos, cevada, trigo
e uvas), do corpo hum ano (boca, coração, mão, língua, olhos), de
acidentes geográficos (abismos, lago, mar, rio), de pessoas (anciãos,
profetas, sacerdotes,juiz,prostituta), de armas de guerra (couraças,
chifres, espadas, trom betas), de utensílios (chaves, selos)

14. 0 Apocalipse é um livro apenas simbólico?

N ão, ele não é totalm ente simbólico. Existem partes literais.

15. 0 Apocalipse é um livro polêmico e conflitante?

N ão. Ele não prom ove conflitos; não é gerador de polêm ica
em absoluto. Existem passagens de difícil interpretação, mas se
nos aplicarm os ao estudo da Palavra de D eus, na dependência do
E spírito Santo, aquelas coisas que parecem obscuras, conflitantes
ou incongruentes se tornarão claras e perfeitam ente plausíveis
dentro da herm en êu tica bíblica. Mas, para isto, o livro de A poca­
lipse deve ser estudado à luz de todas as Escrituras, e não de um a
interpretação pessoal.

16. Qual deve ser a posição mais equilibrada em relação


ao Apocalipse?

D ep en d er de D eus e da ilum inação do Espírito Santo para


com preender as verdades ali reveladas e a relevância delas para o
cristão, no que tange à sua vida espiritual, à sua vitória sobre a sua
carne, o diabo e o m undo, e o seu preparo para a volta de Cristo.
17. Como podemos interpretar o livro de Apocalipse?
U m a palavra-chave em Apocalipse é profecia, a qual aparece sete
vezes (a rc ) indicando a projeção dos acontecim entos futuros.
Existem vários m étodos de interpretação desse livro escatológi-
co, mas serão apresentados a seguir apenas os principais.
O prim eiro m éto d o é cham ado de preterista, segundo o qual
tudo em Apocalipse diria respeito ao passado. E m outras palavras,
todos os eventos descritos nesse livro já teriam se cum prido com
a destruição de Jerusalém e co m a queda do Im pério R o m an o .
Todavia, de acordo co m nosso estudo, não podem os fazer uso de
tal m étodo, p orque entendem os que a m aior parte dos aconteci­
m entos em Apocalipse ainda não se realizou, tais com o a segunda
vinda do Senhor Jesus, a G rande Tribulação, o aparecim ento do
A nticristo e do Falso Profeta, o surgim ento das duas testem unhas,
a batalha do A rm agedom e a im plem entação do M ilênio.
O segundo m é to d o é cham ado de historicista, segundo o qual
as profecias em A pocalipse se cu m p riram no d eco rrer da h istó ­
ria, a p artir do m o m en to em que o profeta recebeu a revelação
e a to rn o u pública. D e acordo co m os estudiosos que adotam
esse m étodo, m uitos eventos já o co rreram e alguns ainda estão
p o r vir. O problem a dessa in terp retação é não considerar o sen­
tido espiritual do livro, desprezando os sím bolos evocados em
Apocalipse. Sendo o cristianism o um a religião h istórica e que
preza a história, esse m éto d o p o d e ser utilizado p o r nós apenas
parcialm ente, um a vez que seu co n teú d o sim bólico jam ais de­
verá ser desprezado p o r nós.
O terceiro m étodo é o futurista. D e acordo com ele, as profe­
cias apocalípticas se cum prirão no fim dos tempos. Alguns futu­
ristas dizem que os acontecim entos m encionados nos capítulos 1,
2 e 3 de Apocalipse já se realizaram, mas que o restante é para o
futuro. A dotando a visão da escola futurista, há três grupos que
divergem a respeito da Igreja e da G rande Tribulação. O prim ei­
ro grupo, conhecido com o pré-tribulacionista, entende que a Igreja,
antes do período de sete anos da G rande Tribulação, será arrebatada
(1 Ts 1.10). O segundo grupo, conhecido com o mesotribulacionista,
afirma que a Igreja passará pela ira e pela perseguição do Anticristo
na prim eira m etade da G rande Tribulação (Ap 11.12). O terceiro
grupo, conhecido com o pós-tribulacionista, declara que a Igreja pas­
sará pela G rande Tribulação. Logo, o A rrebatam ento e o apareci­
m ento glorioso de Cristo se fundirão em u m só evento (Ap 19.11).
O quarto m éto d o de interpretação de Apocalipse é conhecido
com o idealista, simbólico ou místico. Para os estudiosos que o ado­
tam, o livro não possui significado profético. Tudo seria apenas
sim bólico; nada seria literal n em histórico. D e acordo com esse
m étodo, o Apocalipse é visto apenas com o um a alegoria sim bó­
lica da luta entre o b em e o mal, o cristianism o e o paganismo.
O quinto m éto d o é o literalista, segundo o qual tudo o que
consta em Apocalipse tem u m sentido literal, exato e direto; n u n ­
ca figurado ou simbólico.
H á tam bém o m étodo de interpretação eclético, o qual com bina
todos os m étodos anteriores, tratando cada texto dentro do seu
contexto específico e dentro da herm enêutica bíblica, de m odo
que um a tendência não dom ine sobre a outra, prejudicando o todo.

18. Qual o melhor método de interpretação de Apocalipse?

O eclético, pois sendo u m livro escatológico, em Apocalipse há


frases, palavras e textos simbólicos, enquanto outros são literais.
T am bém existem profecias que já se cum priram , outras que estão
se cum prindo, e outras ainda que se cum prirão mais à frente.
E necessário pesquisar sobre os símbolos, o contexto histórico e
o espiritual. D esta m aneira, será possível com preender o livro de
Apocalipse sem ser extrem ista e sem encontrar dificuldades.

19. Quais são as chaves para entendermos Apocalipse?

A prim eira chave para entendê-lo é estudar o livro de A pocalip­


se em espírito de oração, pedindo ao seu A utor, Jesus C risto, que
nos revele cada trecho.
A segunda chave é depender da ilum inação do E spírito Santo.
Toda escritura é divinam ente inspirada, mas a revelação de seu
significado mais profundo só D eus p o d e dar.
A terceira chave é estudar o livro de Apocalipse utilizando o
m étodo contextual. Isso im plica considerar não só um a passagem
bíblica isolada, u m versículo, mas todos os versículos anteriores
e os posteriores ao texto que estiver sendo analisado, tendo em
m ente toda a m ensagem bíblica, pois u m texto sem o seu co n tex ­
to leva-nos a interpretações errôneas.
A quarta chave é observar com m uito cuidado o papel de Israel
e da Igreja, a fim de com preenderm os o que acontecerá nos últi­
m os dias. H á pessoas que apresentam dificuldade no en ten d im en ­
to da palavra profética p orque m isturam profecias relacionadas a
Israel com profecias relacionadas à Igreja.
A quinta chave para entender Apocalipse é desejar aprender,
nunca polem izar. Se você realm ente qu er aprender e crescer na
graça, no conhecim ento e atingir a revelação bíblica, tem de es­
tudar Apocalipse com o objetivo principal de adquirir cada vez
mais conhecim ento, não de criar polêm ica, contender.
A sexta chave é nunca utilizar um a interpretação pessoal. H á
indivíduos que conferem ao texto bíblico, especialm ente às passa­
gens escatológicas, um a interpretação de cunho m eram ente pes­
soal. Mas o correto é ater-se à exegese e à herm enêutica.
A sétima chave para com preender Apocalipse é nunca suprim ir
n em acrescentar nada à m ensagem , a fim de não atrair para si as
pragas descritas nesse livro (Apocalipse 22.18).

20. Que atitudes temos de adotar para entender os


mistérios de Apocalipse?
I a a titude: com portar-se de m o d o santo, exemplar, não dando nós
escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censu­
rado (2 C o 6.3).
Temos de assumir um a postura sem escândalos, para que as ver­
dades da palavra profética sejam reveladas a nós.
2 a a titude: proclam ar a vinda do Senhor Jesus. Porque, todas as
vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice, anunciais a morte do
Senhor, até que venha (1 C o 11.26). Temos de proclam ar a volta
de Jesus. N ão devemos ouvir os escarnecedores. Estes indivíduos,
nos dias de Pedro, diziam que Jesus nunca viria. N os dias de N oé,
quando este avisava sobre o dilúvio, sobre a destruição que ha­
veria no m undo, as pessoas blasfemavam, escarneciam , dizendo
que tal fato nunca aconteceria. O Senhor disse claram ente que
voltaria. Ele é fiel e cum prirá tudo o que prom eteu.

3 a a titu d e : estar alerta e alertar todos quanto à volta do Senhor.


E m Apocalipse 3.11 Jesu s advertiu: Eis que venho sem demora;guar­
da o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.

4 a a titu d e : anunciar, ensinar e pregar a palavra profética. O bser­


ve a recom endação de Paulo em 2 T im ó teo 4.1-5:
Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de
julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a
palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes,
com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não so­
frerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si
doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos
da verdade, voltando àsfábulas. M as tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições,
fa z e a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.

5 a a titu d e : ocupar-nos co m os negócios do Senhor, conform e a


recom endação do senhor que representa C risto na parábola co n ­
tada p o r Ele, em Lucas 19.13: Negociai até que eu venha. Este texto
se refere à vinda de Jesus. N ele, vemos a palavra verdadeira do
Senhor garantindo que Ele voltará. Logo, devemos envolver-nos
na obra de D eus, ganhar almas para C risto, proclam ar o R e in o do
Senhor Jesus, que se estabelecerá na terra.

6 a a titu d e : nunca p erm itir o esfriam ento do amor, a fim de que


não sejamos repreendidos p o r Jesus, com o a Igreja em Éfeso, a
qual ouviu: Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor
(Ap 2.4). C o m o o am or esfria? Q u an d o nos envolvemos com
coisas que não agradam a D eus e valorizam os dem asiadam ente o
que é m aterial em detrim en to do espiritual.

7 a a titu d e : obedecer às advertências do Senhor. Jesus nos avisou


sobre o que aconteceria no futuro.Veja o que é dito p o r Ele em
Lucas 6.46-49:
Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?
Todo aquele que vem a mim, e ouve as minhas palavras, e as pratica,
eu vos mostrarei a quem é semelhante. E semelhante a um homem que,
edificando uma casa, cavou, abriu profunda vala e lançou o alicerce sobre
a rocha; e, vindo a enchente, arrojou-se o rio contra aquela casa e não a
pôde abalar, por ter sido bem construída. M as o que ouve e não pratica é
semelhante a um homem que edificou uma casa sobre a terra sem alicerces,
e, arrojando-se o rio contra ela, logo desabou; e aconteceu que fo i grande
a ruína daquela casa.
D evem os não só obedecer a essas advertências, mas tam bém
orar e vigiar, com o recom endado em Lucas 21.36: Vigiai, pois, a
todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm
de suceder e estar em p é na presença do Filho do H om em .
N ão podem os descuidar n em p o r u m m om ento.T em os de orar
sem cessar, pois a oração é o canal que nos liga a D eus, estudar a
Palavra e praticá-la, para que não sejamos apanhados de surpresa
na volta do Senhor e condenados à separação eterna dele.

21. 0 estudo do livro de Apocalipse provoca medo nas pessoas?


O livro de Apocalipse não tem o objetivo de provocar m edo em
seus leitores, mas sim de fortalecer sua fé e renovar as promessas
que D eus lhes tem feito.
Todos os cristãos esperam novos céus e nova terra, a nova or­
dem celestial, não um a ordem política, econôm ica ou social. D e ­
sejam presenciar o D ia em que o b em finalm ente triunfará de
m odo definitivo sobre o mal.
22. Por que o diabo não quer que ninguém estude as Escrituras,
especificam ente o livro de Apocalipse?
Porque Apocalipse é o livro da Bíblia que descreve claram ente a
derrota final de Satanás, que m ostra em detalhes com o será a des­
truição desse q u eru b im caído, com o se dará o ju ízo contra ele e
seus asseclas, que são os dem ônios, os espíritos im undos, de m odo
que o b em triunfe totalm ente sobre o mal.
E m Apocalipse vem os com o o D eus de p a z esmagará em breve
Satanás debaixo dos pés da Igreja (R m 16.20).

23. 0 Apocalipse deve ser estudado com outros livros da Bíblia?


Sem dúvida, principalm ente em conjunto co m os livros dos
profetas, com o Isaías, Jeremias, Ezequiel, D aniel e M alaquias, pois
nestes tam bém há textos proféticos, apocalípticos e escatológicos,
concernentes ao fim dos tem pos.

24. Todas as profecias em Apocalipse já se cumpriram?


N ão. A m aior parte dos eventos proféticos descritos em A poca­
lipse ainda não se cum priu, com o, p o r exem plo, a segunda vinda
do S enhor Jesus, a G rande Tribulação, o aparecim ento do A n­
ticristo, a batalha no A rm agedom , o M ilênio, o ju lgam ento das
nações, o grande ju ízo do trono branco, a nova Jerusalém e outros
acontecim entos relacionados a estes.

25. Como term ina o livro de Apocalipse?


N o últim o versículo está escrito: A graça de nosso Senhor Jesus
Cristo seja com todos vós. A m é m ! (Ap 22.21). Portanto, a m ensagem
term ina com a ministração da graça de D eus sobre a vida de to ­
dos os Seus filhos. E u m livro escatológico que com eça e finda
com a bendita pessoa de Jesus abençoando e prem iando todos
aqueles que creem nele e lhe serão fiéis até o fim , vivendo em
conform idade com Seus ensinam entos e Suas orientações.
S e ç ã o II
Questões gerais
relativas a Jesus
26. De quem Jesus recebeu a revelação em Apocalipse?

D o Pai, de acordo com o que está escrito em Apocalipse 1.1:


Revelação de Jesus Cristo, a qual D eus lhe deu para mostrar aos seus
servos as coisas que brevemente devem acontecer.

27. Como Jesus aparece em Apocalipse?


A prim eira pessoa m encionada em Apocalipse é Jesus: Revelação
de Jesus Cristo (Ap 1.1a). Nesse livro, que fecha as Escrituras, o
S enhor assume grande destaque, culm inando com a derrota final
do diabo, dos dem ônios e de seus asseclas.
E m Apocalipse 1.12-18, Jesus é descrito minuciosam ente, em es­
pecial no tocante à Sua posição. D e acordo com o apóstolo João,
Cristo surge com o um semelhante ao Filho do H om em (Ap 1.13) no
m eio dos sete castiçais, que simbolizam as sete igrejas da Âsia.
A veste comprida e o cinto de ouro (Ap 1.13) indicam que C risto é
o Sum o Sacerdote, que intercede ao Pai p o r nós.
Os cabelos brancos como lã branca (Ap 1.14) sugerem pureza, ex­
periência e m aturidade.
Os olhos como chama de fogo indicam que João não contem plou
u m C risto derrotado, mas u m C risto glorificado, com olhos p o ­
derosos, penetrantes.
Se você pertence à Igreja verdadeira, com prada pelo sangue de
Jesus, revestida do p o d er do Espírito Santo, saiba que o Senhor
preside sobre ela, e a m esm a gozará a eternidade com Cristo. Sen­
do assim, a N oiva de C risto não é um a igreja carnal, acovardada,
pactuada com valores e padrões m undanos, mas um a Igreja pura,
santa e im aculada, que aguarda Sua vinda bendita e gloriosa, a
volta do Yeshua H am ashia, o Messias verdadeiro, o Salvador, que
virá para buscar os Seus.

28. Por que, em Apocalipse 1.14,15, João comparou os olhos de


Jesus a uma chama de fogo, Seus pés ao latão reluzente e Sua
voz à de muitas águas?
O fogo queim a tu d o o que é im puro. Isso significa que os olhos
do Senhor tu d o discernem , tu d o conhecem , tu d o perscrutam ,
exercendo o juízo.
O s pés de Jesus são semelhantes a latão reluzente porque este m etal
simboliza durabilidade e firm eza.
A v o z como a de muitas águas atribuída ao Senhor traduz a ideia
de poder, solenidade e irresistibilidade (Leia o Salmo 29.5).

29. Por que a língua de Jesus é vista como uma espada afiada de
dois gumes?
Porque a espada representa o p o d er da Palavra de D eus em ação.
Q u an d o Jesus enfrentou Satanás no deserto, 40 dias depois de
ter sido batizado, Ele usou a espada do Espirito, conform e lemos
em M ateus 4.4: Está escrito: N e m só de pão viverá o hom em , mas de
toda a palavra que sai da boca de D eus.

30. 0 que é o testemunho de Jesus Cristo em Apocalipse?


É o testem unho do C ordeiro de D eus, que deu Sua vida p o r
nós, que derram ou Seu sangue para nos redim ir do pecado.
O testem unho de Jesus é o testem unho da obediência, p o r isso
Ele disse: não busco a m inha vontade, mas a vontade do Pai, que me
enviou (Jo 5.30).
O testem unho de Jesus C risto pode ser relacionado com João
17, principalm ente se considerarm os o versículo 4, no qual o Fi­
lho diz ao Pai: E u glorijiquei-te na terra, tendo consumado a obra que
me deste a fa zer. Então, o testem unho de Jesus é o testem unho do
cum prim ento das profecias, da consum ação da obra que D eus lhe
confiou.
31. A que alude a expressão Filho do Homem em Apocalipse 1.13?
A expressão Filho do H om em , que aparece várias vezes em A po­
calipse, diz respeito à natureza hum ana de Jesus, o qual achado na
fo rm a de homem, hum ilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e
morte de cruz (Fp 2.8).
A m aior prova de que Jesus era hum ano foi quando Ele, estando
no G etsêm ani, poucos dias antes de subir à cruz para se oferecer
com o o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, ao sentir o
pavor da m orte e o aguilhão do pecado, clam o u : M e u Pai, se é pos­
sível, passa de m im este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como
tu queres. Seu sofrim ento foi tão intenso que Seus vasos capilares
se rom peram , e Ele suou gotas de sangue.
Jesus, em bora fosse 100% divino, tam bém era 100% hum ano.
Ele se despiu da Sua glória, para, com o hom em , m o rrer em nosso
lugar. Sendo assim, Ele se referiu a si m esm o com o Filho do ho­
mem para salientar Sua hum anidade e Sua missão profética. (Essa
expressão tam bém foi aplicada a profetas com o D aniel (D n 7.3;
8.17), Ezequiel (Ez 2.1,3,6,8; 3.1,3,4,10,17,25; 4.1,16; 5.1; 6.2).

32. Por que Jesus é chamado de a fiel testem unha (Ap 1.5)?
Porque Ele foi fiel à missão que recebeu de D eus, sem nunca se
esquivar do futuro que lhe estava reservado.
C risto foi fiel a cada lei de D eus, a cada promessa que fez, à sua
palavra em penhada e ao cum p rim en to de toda a vontade do Pai.
E m Apocalipse 2.10, Ele ex o rto u Seus seguidores: Sê fie l até à
morte. Esta recom endação indica que devemos seguir o exem plo
de Jesus, pois Ele foi fiel até a m orte. Q u an d o com parecerm os
diante do justo Juiz, nosso Salvador dem onstrará Sua fidelidade a
nós mais um a vez.

33. 0 que significa a expressão o prim ogênito dos mortos em


Apocalipse 1.5?
C o m o observou Paulo, em 1 C oríntios 15.20, Cristo ressuscitou
dos mortos e fo i feito as primícias dos que dormem. E m outras palavras,
Ele foi a oferta perfeita a D eus e o prim eiro hum ano a ser ressus­
citado com u m corpo glorificado, que herdará a eternidade. Os
salvos que forem ressuscitados p o r D eus terão u m corpo sem e­
lhante a este corpo glorioso de Jesus.
Talvez você se pergunte: não há relatos bíblicos de outras pesso­
as que ressuscitaram? Sim, com o, p o r exem plo, Lázaro, a filha de
Jairo, o filho da viúva que morava em N aim . C o n tu d o , a ressur­
reição de C risto foi com pletam ente diferente. Aqueles ressuscita­
ram com o m esm o co rp o corruptível, e to rn aram a m orrer. Mas
o Senhor ressuscitou com u m corpo glorioso, im ortal, e nunca
mais m o rreu n em m orrerá.
Se crerm os em Jesus e form os fiéis até o fim , tam bém ressus­
citarem os com o Ele, pois, com o ensinou o apóstolo Paulo, o que
ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus e nos apre­
sentará convosco (2 C o 4.14).

34. Por que Jesus é chamado de o príncipe dos reis da terra (Ap 1.5)?
Porque Ele é o R e i todo-poderoso, o qual está acima de todos
os monarcas. Jesus recebeu do Pai autoridade para governar e
voltará para reinar sobre todas as nações da terra.

35. Qual a participação de Jesus nas sete igrejas de Apocalipse?


Jesus é o Cabeça da Igreja. N ão existe Igreja verdadeira sem
C risto com o líder. A todas as igrejas que aparecem em Apocalipse,
Ele disse: Conheço as tuas obras. Então, o Senhor tem um a partici­
pação fundam ental nas sete igrejas da Ásia, que representam todas
as igrejas cristãs, em todos os períodos da história.

36. Qual o significado da veste comprida usada por Jesus?


N o A ntigo Testamento, havia três classes de pessoas que rece­
biam a unção de Deus: os reis, os profetas e os sacerdotes. O
rei recebia a unção para governar; o sacerdote, para interceder
pelo povo e representá-lo diante de Deus; o profeta, para falar em
nom e de D eus ao povo.
Então, se Jesus, na visão do apóstolo João em Apocalipse 1.13,
está usando um a veste comprida [ou vestes talares (a r a )], cingida pelo
peito com um cinto de ouro, m etal que representa a natureza de Deus,
significa que Ele é o nosso Sum o Sacerdote, o qual, além de ter
sido enviado pelo Pai para estabelecer com Seu povo um a nova
e eterna aliança, ele vive a interceder p o r este povo ju n to a Deus.

37. 0 que significam as sete estrelas (Ap 1.16) na mão direita de


Jesus?
D e acordo com Apocalipse 1.20, as sete estrelas sim bolizam os
anjos das sete igrejas da Ásia, as quais são representadas pelos sete
castiçais. Isso quer dizer que os mensageiros dessas igrejas atuam
segundo o que determ ina o Senhor, que os tem sob controle em
Suas mãos.

38. Por que as chaves da morte e do inferno (Ap 1.18) estão nas
mãos de Jesus?
N a Bíblia, a chave é u m sím bolo de autoridade, especialm ente
em Apocalipse. Se você der a alguém a chave da sua casa, tal pes­
soa terá perm issão para abrir a porta, sentar-se no sofá da sua sala,
abrir a geladeira e p erm an ecer ali o tem po que desejar.
Q uando Jesus declarou tenho as chaves da morte e do inferno, Ele
estava dizendo: “ Tenho autoridade sobre a m o rte e sobre o infer­
n o ” . Satanás tinha essas chaves em seu poder. C o ntudo, Jesus foi
ao Hades, e as to m o u , pois Ele venceu a m o rte (leia E f 4.8-10;
1 Pe 3.18-22) .

39. Quem é o Leão da tribo de Judá e a Raiz de Davi, denominações


constantes em Apocalipse 5.5?
Jesus Cristo.
A nação de Israel é form ada p o r 12 tribos, e um a das maiores é
a tribo de Judá. A ela foi dirigida a palavra profética o cetro não se
anedará de Ju d á [...] até que venha Siló (Gn 49.10), declarando que
reis de Israel seriam provenientes dessa tribo. Mas qu em é repre­
sentado p o r Siló nesse versículo? É o enviado, Jesus, pois a ele se
congregarão os povos (Gn 49.10).
Já a expressão a R a i z de D a v i indica que C risto, o Messias, teria
de vir da linhagem de Davi.

40. Por que, em Apocalipse 5.7, o Cordeiro toma o livro selado das
mãos daquele que está assentado no trono?
E m Apocalipse 5, consta que o apóstolo João contem plou u m
livro escrito p o r dentro e p o r fora, selado com sete selos. Selar um
docum ento era autenticá-lo, indicando a origem e a propriedade
dele. O livro visto p o r João estava selado porque era demasiado
im portante e valoroso e pertencia ao que estava assentado no trono.
João chorou muito, porque não havia ninguém , em lugar algum,
que pudesse tom ar o livro e abri-lo. D e repente, o apóstolo viu o
C ordeiro tom ar o livro. Esta atitude dem onstra que só o Cordeiro
de D eus tem permissão de D eus e as credenciais necessárias para
abrir os sete selos, devido à Sua deidade e à obra maravilhosa de Je­
sus na cruz, que Ele recebeu do Pai, com o Salvador da humanidade.

41. Quem é aquele que estava assentado no trono com o livro nas
mãos?
E o D eus verdadeiro, o C riador, único Salvador.

42. Por que o Cordeiro recebeu honra, glória e louvor?


Porque Ele foi o único que realizou a obra de redenção da h u ­
m anidade.
E m Isaías 63.3, encontram os a seguinte palavra profética: E u
sozinho pisei no lagar, e dos povos ninguém se achava comigo. Esta pas­
sagem se refere a Jesus, sugerindo que Ele realizou sozinho a re­
denção, p o r isso Ele é digno de receber honra, glória e louvor.

43. Qual é o poder do sangue do Cordeiro, de acordo com Apocalipse


5.9?
O sangue de Jesus é diferente do sangue de qualquer animal.
C o m o está escrito em H ebreus 9.13,14: Porque, se o sangue dos
touros e bodes e a cinza de um a novilha, esparzida sobre os imundos, os
santificam, quanto à purificação da carne, quanto mais o sangue de Cristo,
que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a D eus, p u ri­
ficará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao D eus vivo?
O pecado separou o h o m e m de D eus, condenando o ser h u m a­
no à perdição eterna. C o n tu d o , D eus amou o m undo de tal maneira
que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não
pereça, mas tenha a vida eterna (Jo 3.16).
O sangue dos hom ens tem a m arca do pecado de Adão; o san­
gue de Jesus é de u m inocente, p orque Ele nunca pecou. P or isso,
Seu precioso sangue p ô d e redim ir-nos de to d o pecado e de toda
maldição.

44. Além de Guerreiro, Jesus também é um Governante?


Sim. Ele é o R e i dos reis e S enhor dos senhores, A quele que
dirige a nossa vida, que nos guia. C o m o o p ró p rio Jesus afirm ou:
E u sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou
conhecido (Jo 10.14).
C o m o Líder, Ele é o b o m Pastor e, com o tal, deseja instruir-nos,
guiar-nos a águas tranqüilas, fazer-nos deitar em pastos verdejan­
tes (SI 23), onde encontrarem os o alim ento espiritual, terem os
nossas necessidades em ocionais plenam ente satisfeitas, recebere­
mos a cura para nossas enferm idades físicas.

45. Por que Jesus é chamado de a Palavra de Deus em Apocalipse


19.13?
Ele é a Palavra revelada, é o Verbo que se fez carne (Jo 1.14), a
Palavra em ação; a Palavra escrita, falada, pregada e testem unhada.

46. Quando o Senhor se revelará como Messias aos judeus?


N a batalha no A rm agedom . Q u an d o Israel estiver cercado, o
A nticristo estiver governando o m undo, o tem plo reedificado
pelos judeus estiver sendo invadido e o lugar santo for profana­
do, cessará tod o sacrifício. Nesse período, quando os exércitos do
m undo, convocados pelo grande líder diabólico e insuflados p e­
los dem ônios, cercarem Jerusalém nas m ontanhas de Israel, Jesus
aparecerá sobre o m o n te das Oliveiras (Zc 14.4). Então, os judeus
o reconhecerão com o o verdadeiro Messias, o Salvador de Israel.

47. Quem reinará com Jesus?

Os santos, a Igreja de Cristo. O n d e estiver o C ordeiro estará a


N oiva; onde estiver o Pastor estarão as ovelhas.
A Igreja verdadeira, que terá cum prido sua missão na terra, rei­
nará com o Senhor. O reino do M ilênio terá sua base em Israel,
no m o n te Sião, na cidade santa. D e Jerusalém , sairão o testem u­
n ho e os m andam entos. Todas as nações subirão a Jerusalém para
aprender sobre D eus e Sua Lei.

48 Quem é a esposa do Cordeiro mencionada em Apocalipse 21.9?

É a Igreja que não se deixou levar pelos padrões m undanos; que


se conservou pura, sem mácula.

49. Que participação o Cordeiro terá na cidade santa?

Ele será a Luz da cidade. E m Apocalipse 21.23, está escrito que


na cidade santa não haverá necessidade de sol n em de lua, porque
a glória de D eus e o C ordeiro a ilum inarão. Jesus será o R ei, que
receberá adoração dos reis da terra, e os 24 anciãos depositarão
suas coroas de ouro aos pés do Cordeiro, p orque Ele é digno de
tom ar o livro, de desatar os sete selos.

50. Como serão as bodas do Cordeiro?

O vocábulo bodas é u m sinônim o para casamento. D e acordo


com as Escrituras, Jesus é o N oivo da Igreja. Só existe m atrim ô ­
nio quando há amor. P or esta razão, com o N oiva do Cordeiro,
tem os de amá-lo, a fim de desposá-lo.
As bodas do C ordeiro acontecerão no lugar preparado p o r
D eus. N a Bíblia, esse local não é revelado, mas pode-se concluir
que será um a grande festa, em que predom inarão alegria, regozijo
e prazer, já que, segundo Apocalipse 19.9, bem-aventurados aqueles
que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.

51. Quando ocorrerão as bodas do Cordeiro?

Após Jesus voltar para buscar Sua Igreja, o m undo enfrentará a


Tribulação e a G rande Tribulação, que durarão sete anos. N este
período, serão realizadas as bodas do C ordeiro, o casam ento da
Igreja com Seu N oivo, a pessoa bendita de Cristo.

52. Qual a diferença entre estrela da manhã, mencionada em


Isaías 14.12, e resplandecente Estrela da manhã, mencionada
em Apocalipse 22.16?

E m Isaías 14.12-14 está escrito:


Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste
lançado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração:
E u subirei ao céu, e, acima das estrelas de Deus, exaltarei o meu trono,
e, no monte da congregação, me assentarei, da banda dos lados do Norte.
Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo.

Nesse texto, a estrela da m anhã é um a referência a Satanás, que


resplandecia antes de tornar-se o príncipe das trevas.
Já a resplandecente Estrela da manhã, em Apocalipse 22.16, é Jesus,
com o Ele m esm o afirma: E u , Jesus, enviei o meu anjo, para vos tes­
tificar estas coisas nas igrejas. E u sou a R a i z e a Geração de D avi, a
resplandecente Estrela da manhã.
C risto é a estrela eterna que resplandece, que nunca perde seu
brilho. Ele brilha no céu, na terra. Sua luz resplandece na vida de
todos que o aceitam com o único e suficiente Salvador.
53. Que mensagem se encontra na expressão A m ém ! Ora, vem,
Senhor Jesus!, em Apocalipse 22.20?
Essa m ensagem retrata o desejo no coração de todos aqueles
que aceitaram Jesus de que Ele volte. Então, essa expressão traduz
o clam or da Igreja, sua esperança e expectativa.
Se você tirar u m peixe da água, ele se sentirá mal e poderá, in ­
clusive, m orrer. Por quê? Porque a natureza do peixe é aquática;
ele precisa da água para sobreviver. Assim somos nós neste m undo.
Por que não somos plenam ente satisfeitos? Porque aqui não é o
nosso lar; o nosso lar é no céu. P or isso, aguardamos a vinda de Je­
sus. Só atingirem os a total felicidade quando estivermos na glória.
A palavra A m é m , de o rig em hebraica, significa assim seja, eu con­
cordo.
S eção II I
Questões relativas à
volta de Jesus
54. Jesus voltará a esta terra?

S im jesu s voltará porque Ele m esm o o disse (Jo 14.1-3). N a B í­


blia há vários testem unhos da vinda do Senhor: o testem unho dos
profetas (Is 52.8; Ez 34.12), dos apóstolos (At 15.16), dos anjos
(At 1.10,11), e do p ró p rio Jesus (Jo 14.1-3,18).
A segunda vinda de C risto tam bém é aludida nas parábolas,
com o, p o r exem plo, na parábola do b o m samaritano. Após ajudar
o h o m e m que foi assaltado p o r salteadores na estrada, o sam arita­
no o levou para um a estalagem e disse ao d o n o do estabelecim en­
to: C uida dele, e tudo o que de mais gastares eu to pagarei, quando voltar
(Lc 10.35). N este sentido, pode-se concluir que o samaritano
representa Jesus, o qual voltará para buscar Sua Igreja.

55. Quantas vezes em Apocalipse Jesus declarou que voltará?

Sete vezes: Brevemente a ti virei (Ap 2.5); em breve virei a ti (Ap


2.16); eis que venho sem demora (Ap 3.11); eis que venho como ladrão
(Ap 16.15); eis que presto venho (Ap 22.7); eis que cedo venho (Ap
22.12); certamente, cedo venho (Ap 22.20). E a m ensagem subjacente
é: Prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu D eus (Am 4.12).

56. 0 que significa a expressão aquele que há de w>(Ap 1.4)?

Essa expressão se refere à volta de Jesus. E m Atos 1.11, dois


varões vestidos de branco disseram aos discípulos: Esse Jesus, que
dentre vós fo i recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu
o vistes ir.
57. Por que Jesus voltará a este mundo?

Ele voltará para buscar Sua Igreja, hom ens e m ulheres do m u n ­


do inteiro, de diferentes raças, culturas, status sociais, que creram
no S enhor e entregaram sua vida a Ele. Para estes, C risto vai vol­
tar, conform e o p ró p rio Filho de D eus declarou: Voltarei para vós
(Jo 14.18b).

58. Como será a vinda de Jesus?


A volta de C risto terá duas etapas. N a prim eira, Ele voltará so­
m ente para os salvos, para aqueles que acreditaram na Sua Palavra
e perseveraram na fé. N a segunda, Jesus virá m anifestando a glória
do Pai a todos na terra, e os santos (os cristãos que form am a Igre­
ja, a N oiva do Cordeiro, que já participaram das bodas) com Ele.
N esta segunda etapa, o Senhor virá publicam ente, ou seja, todo
olho o verá (Ap 1.7).

59. Em que dia, ano e ocasião Jesus voltará?


N in g u ém sabe. C o n fo rm e declarou o p ró p rio Jesus em M ateus
24.36: Porém daquele D ia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus,
nem o Filho, mas unicamente meu Pai.

60. Jesus poderá enviar um representante em Seu lugar?


N ão. Ele m esm o virá (Jo 14.18b).

61. Jesus Cristo virá de dia ou de noite?

Isso é irrelevante. E m algumas nações, será noite; em outras, dia.


N ão podem os esquecer que, enquanto no Brasil é dia, no Japão
é noite.

62. Existem sinais de que a vinda do Senhor está próxima?

Existem m uito sinais. E m Lucas 21.7, os discípulos perg u n ta­


ram a Jesus: Mestre, quando serão, pois, essas coisas? E que sinal haverá
quando isso estiver para acontecer? Jesus respondeu: e haverá, em vários
lugares, grandes terremotos, efom es, e pestilências; haverá também coisas
espantosas e grandes sinais do céu.
Foi feita um a pesquisa em A ngola para saber o que os angolanos
mais querem , e 95% das respostas foram “ querem os com ida” . A
fom e na terra é u m sinal da vinda de Cristo. Pestes, terrem otos,
doenças, guerras, problem as ambientais, tsunam is , pragas, misérias,
enferm idades que a m edicina não tem condições de com bater
são evidências de que Jesus não tardará em voltar. T am bém p o ­
dem ser considerados indícios a devassidão m oral, o esfriam ento
do am or, o desaparecim ento da fé, a falta de ética e a pornografia.

63. Jesus virá ao mundo para ser crucificado novamente?


N ão, a obra da cruz já foi term inada, o sacrifício de C risto foi
perfeito. Jesus pagou o preço necessário para livrar-nos da co n ­
denação. N a Palavra de D eus é dito: Sem derramamento de sangue
não há remissão (H b 9.22). O Senhor não virá para ser crucifica­
do novam ente n em para ser preso, cuspido ou acorrentado. Jesus
voltará para os cristãos m ortos nele e para os salvos que ainda
estiverem vivos.

64. 0 que significa não precederem os os que dormem ?


O apóstolo Paulo disse em 1 Tessalonicenses 4.15-17:
Dizemo-vos, pois, isto pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos
vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque
o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com
a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão p r i­
meiro; depois, nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntam ente
com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos
sempre com o Senhor.
Nessa passagem, Paulo está falando sobre a ressurreição dos
m ortos. N este sentido, podem os concluir que os que d o rm em , ou
seja, os cristãos que já m orreram , ressuscitarão prim eiro. Q u an to
aos que estiverem vivos quando C risto voltar, serão arrebatados
com os ressuscitados e se encontrarão co m o Senhor.

65. 0 Senhor Jesus voltará para permanecer na terra?

N ão. Ele prim eiro virá para arrebatar Sua Igreja e levá-la para as
bodas do Cordeiro. Mas, depois da G rande Tribulação, da batalha
no A rm agedom , C risto retornará a terra para reinar durante mil
anos, cum prindo-se o período do M ilênio.

66. Quanto tempo durará a vinda de Jesus?


A vinda de C risto na prim eira fase será n u m abrir e fechar de
olhos. C o m o está escrito em Lucas 17.24, como o relâmpago ilum ina
desde um a extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim
será também o Filho do H om em no seu dia. A segunda fase da vinda
de Jesus durará mais tem po, mas na Bíblia não consta exatam ente
o quanto, porque Ele virá com a Igreja para a batalha no A rm a­
gedom , para vencer o A nticristo, o Falso Profeta, e estabelecer o
Juízo das nações. E m seguida, o M ilênio com eçará.

67. Qual será a aparência do Senhor em Sua vinda?

Nas Escrituras, o p ró p rio Jesus declarou que virá na glória do


Pai (Lc 9.26), então Sua aparência será gloriosa. Q u an d o Ele vol­
tar, sete anos depois da G rande Tribulação, virá vestido de branco,
sim bolizando a justiça, a santidade e a pureza de D eus.

68. Qual o significado da voz do arcanjo na vinda de Jesus?

Essa é um a pergunta que não tem resposta, é u m m istério. D e


acordo com a teologia evangélica, a palavra mistério significa um a
verdade parcialm ente revelada. N a Bíblia, só é m encionado um
arcanjo: M iguel. C o n tu d o , não é dito qual será a m ensagem p ro ­
clamada p o r ele na volta de C risto, apenas que a voz do arcanjo a
anunciará (1 Ts 4.16).
69. 0 que significa o toque da trom beta de Deus na vinda do
Senhor?

Paulo disse em 1 C oríntios 15.52: N u m momento, num abrir e f e ­


char de olhos, ante a últim a trombeta;porque a trombeta soará, e os mor­
tos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. O to q u e da
trom beta, portanto, será o sinal de D eus. Q u an d o ela soar, Jesus,
obedecendo ao Pai, virá para cu m p rir a justiça divina.

70. Ao voltar publicamente, Jesus virá sozinho?


E m Apocalipse 19.11-21 lemos o seguinte:
E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre
ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos
eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas;
e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava
vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é
a Palavra de Deus. E seguiam-no os exércitos que há no céu em cavalos
brancos e vestidos de linho fino, branco e puro. E da sua boca saía uma
aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de
ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus
Todo-poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: R E I
D O S R E I S E S E N H O R D O S S E N H O R E S . E vi um anjo que
estava no sol, e clamou com grande voz, dizendo a todas as aves que vo­
avam pelo meio do céu: Vinde e ajuntai-vos à ceia do grande Deus, para
que comais a carne dos reis, e a carne dos tribunos, e a carne dos fortes, e
a carne dos cavalos e dos que sobre eles se assentam, e a carne de todos
os homens, livres e servos, pequenos e grandes. E vi a besta, e os reis da
terra, e os seus exércitos reunidos, para fazerem guerra àquele que estava
assentado sobre o cavalo e ao seu exército. E a besta foi presa e, com- ela,
o falso profeta, que, diante dela, fizera os sinais com que enganou os que
receberam o sinal da besta e adoraram a sua imagem. Estes dois foram
lançados vivos no ardente lago de fogo e de enxofre. E os demais foram
mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o
cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes.
D e acordo co m os versículos acima, Jesus virá com os exércitos
celestiais.
N o texto de Apocalipse 1.3, encontra-se um a promessa extraor­
dinária, para a qual devemos atentar; Bem -aventurado aquele que lê,
e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela
estão escritas; porque o tempo está próximo.
P odem ser observadas, portanto, três atitudes essenciais para que
os cristãos sejam bem -sucedidos quando o co rrer a volta de Jesus:

• Ler as profecias sobre o fim dos tem pos (você está lendo este
livro e a Bíblia Sagrada).
• O u v ir as palavras proféticas, ou seja, ter ciência de cada um a
delas (quando você lê as profecias, você as está ouvindo).
• G uardar tudo o que foi profetizado, crer. Os que assim p ro ­
cederem estarão preparados para os últim os dias.

71. Poderá alguém, que não o Senhor, autoproclamar-se o Cristo?


Antes de ascender aos céus, Jesus preveniu Seus discípulos de que
não apenas um a pessoa viria dizendo ser o Cristo. Ele afirm ou
que muitos viriam em Seu nom e (M t 24.4). Assim, hoje existem
indivíduos de segmentos religiosos, sociais, políticos, econôm icos,
empresariais e esportivos que falam em nom e de Cristo. Mas, no
fim dos tempos, os muitos a quem Jesus se referiu não apenas falarão
em Seu nom e, eles se autoproclam arão o Cristo. Eles não virão em
nom e de sua igreja, da sua agência social ou O N G , do seu partido
político, de u m governo, grupo econôm ico, de u m bloco de nações
ou grêm io esportivo m undial. Eles virão em seu próprio nom e.
E, segundo o Senhor, todos serão mentirosos, enganadores. E pre­
ciso ter m uito cuidado! Leia M arcos 13.5.
S eção I V
Questões relativas
ao Arrebatamento
S eção
IV
72. 0 que será o Arrebatamento?
O A rrebatam ento será o m o m en to no qual Jesus voltará para
buscar Sua Igreja e para conduzi-la às mansões celestiais. Ele é
um evento narrado na C arta de Paulo aos Tessalonicenses e aos
C oríntios, em Apocalipse e outros livros da Bíblia. Pode ser co m ­
parado ao fenôm eno de transladação que ocorreu com E n o q u e e
com Elias (ver G n 5.24; 2 R s 2.11).

73. 0 que significa a palavra arrebatamento?


N o original grego, arrebatar significa tirar à força, raptar, e em
m uitos círculos teológicos se usa a expressão “ o rapto da Igreja”
para se referir ao A rrebatam ento do C o rp o de C risto, à retirada
dos santos deste m undo.

74. Quem é o filho arrebatado mencionado em Apocalipse 12.5?


Jesus Cristo. Nessa passagem bíblica, Ele é representado pelo
varão que a m ulher grávida (a nação de Israel) deu à luz. C o m o
o dragão, que simboliza Satanás, queria destruir, tragar, o descen­
dente da linhagem de Davi, o Pai celestial arrebatou o Filho para
o Seu trono.

75. Quando se dará o Arrebatamento?


Q u an d o o S enhor Jesus voltar a terra para buscar Sua Igreja, an­
tes da G rande Tribulação (1 Ts 1.10). C o m o estamos vivendo dias
proféticos, nos quais alguns sinais que anunciam o fim dos tem pos
têm sido evidenciados, é possível concluir que o A rrebatam ento
se dará a qualquer m om ento.
Os m i s t é r i o s oo A p o c a l i p s e

76. Qual o propósito do Arrebatamento?


É o cum prim en to das palavras de Jesus registradas em João
14.1-3:
N ão se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
N a casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo
teria dito, pois vou preparar-vos lugar. E , se eu fo r e vos preparar lugar,
virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver,
estejais vós também.

O propósito do A rrebatam ento é que os salvos, aqueles que


aceitaram C risto com o seu Salvador, sejam levados para o céu, a
fim de viverem eternam ente ao lado dele.

77. Quem participará do Arrebatamento?


Som ente os cristãos, os que entregaram sua vida a Jesus e perse-
veraram até o fim obedecendo aos princípios do evangelho. Estes
serão arrebatados com C risto ao ouvirem o to q u e da trom beta.

78. Quanto tempo durará o Arrebatamento?


O bserve o que está escrito em M ateus 24.27: A ssim como o re­
lâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também
a vinda do Filho do H om em . Q u an d o o m undo estiver coberto
de trevas, brilhará a luz do S enhor Jesus, que trará o resplendor
a terra. Isso vai durar poucos m inutos, ou seja, o A rrebatam ento
acontecerá n u m abrir e fechar de olhos.

79. Que tipo de corpo as pessoas arrebatadas terão?


E m Filipenses 3.20,21 consta o seguinte:
M as a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salva­
dor, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para
ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar
também a si todas as coisas.
Portanto, os cristãos arrebatados receberão u m corpo de glória,
incorruptível, sem elhante ao corpo de Jesus, com pletam ente su­
p erio r ao corpo de carne.

80. A Igreja verdadeira será arrebatada?

Sim. A Igreja verdadeira, que am a o N oivo, que obedece à Sua


Palavra, que evangeliza, que tem aliança com D eus, pela qual o
Senhor recebe a glória, a ho n ra e o louvor que lhe são devi­
dos, será arrebatada, visto que aguarda a volta de C risto, dizendo:
A m é m ! Ora, vem, Senhor Jesus! (Ap 22.20).

81. Que explicação o Anticristo dará ao mundo sobre as pessoas


arrebatadas?

O A rrebatam ento se dará na volta de Cristo. Assim que Ele


arrebatar a Igreja, com eçará o período da G rande Tribulação na
terra, cujo personagem principal será o A nticristo, u m governante
m undial que procurará unificar a política e a econom ia, estipu­
lando, tam bém , um a m arca que identificará cada indivíduo com o
seu seguidor. Então, esse líder diabólico vai ser questionado pelo
povo a respeito dos crentes fiéis arrebatados.
N a Bíblia não é dito que explicação o A nticristo dará sobre o
A rrebatam ento, mas pressuponho que ele dirá que tais cristãos
foram m orar nas estrelas, habitar outros planetas.

82. Quais serão os resultados imediatos após o Arrebatamento?

• N osso corpo se tornará incorruptível.


• O s m ortos ressuscitarão com u m corpo incorruptível.
• N osso corpo será espiritual.
• N osso corpo será im ortal.
• Os cristãos arrebatados verão C risto com o Ele é.
• A Igreja se ausentará da terra.
E m 1 C oríntios 15.52, o apóstolo Paulo declarou que, quando
for tocada a últim a trom beta, sucederá o A rrebatam ento. Será um
sinal de que o Senhor Jesus está voltando para buscar Sua Igre­
ja. Os m ortos ressuscitarão. Os vivos serão transform ados. Tudo
acontecerá n u m abrir e fechar de olhos. Os salvos desaparecerão
da terra. Será u m m o m en to de alegria e triunfo da Igreja.
S eção V

Questões relativas aos


quatro cavaleiros do Apocalipse
S eção
V
83. Como e quando surgirão esses quatro cavalos no Apocalipse?

Segundo a visão de João, na abertura dos sete selos, os quatro


prim eiros revelam a presença de quatro cavalos especiais, cada um
com um a cor distinta: branco, verm elho, preto e amarelo. Eles
surgem no cenário profético im ponentes, m ontados p o r quatro
cavaleiros, para cu m p rir missões específicas na terra. Estes cavalos
e seus cavaleiros são instrum entos de ju ízo e punição severa da
parte de Deus.
Logo após o reto rn o de C risto, a ressurreição dos m ortos salvos,
a transform ação dos salvos vivos, isto é, o A rrebatam ento, os ca­
valos entrarão em ação. João ouviu a voz de com ando ordenando
aos cavalos que aparecessem e, em seguida, saíssem p o r toda a
terra. C om eçará o ju ízo do Senhor sobre o m undo. Os sete selos
abrirão os juízos, as sete trom betas anunciarão os juízos, e as sete
taças da ira de D eus derramarão os juízos (Ap 6.1; 8.6,7; 16.2).

84. Qual o significado profético das cores desses cavalos?

Apocalipse, o livro de caráter profético e escatológico do N ovo


Testamento, con tém o m aior n úm ero de profecias sobre o tem ­
po do fim. A m aioria delas ainda não se cum priu. Mas o caráter
sim bólico do texto, que se utiliza de mais de 300 símbolos, in ­
terpretados à luz das Escrituras, perm ite-n o s com preender mais
profundam ente a realidade espiritual revelada p o r C risto quanto
aos fatos p o r vir. E ntre esses símbolos, os quatros cavalos, cada
u m com um a cor diferente, têm u m papel m uito im portante no
panoram a profético dos dias finais.
O prim eiro cavalo, o branco, é o sím bolo da paz, da pureza e da
claridade. O cavaleiro que virá sobre ele surgirá no m undo com
a bandeira da paz, com o o cavaleiro da esperança. Ele prom eterá
à hum anidade, especialm ente a Israel, u m tem po de paz nunca
experim entado pelos hom ens. C o n tudo, a paz desejada pela h u ­
m anidade não se cum prirá no advento desse cavalo branco e de
seu cavaleiro. Profeticam ente qu em virá m ontado nele será o A n ­
ticristo (aparentando ser o prom etido Messias, o Príncipe da p a z ).
E m Apocalipse, aparecem dois cavalos brancos: no capítulo 6
(o que estamos estudando agora), representando o A nticristo, e
no capítulo 19, o qual vem m o n tad o pelo S en h o r Jesus, o M es­
sias verdadeiro. C u idado para não co n fu n d ir os dois cavalos (Ap
6.2; 19.11)!
O segundo cavalo tem a cor vermelha, sim bolizando o sangue, a
guerra, a destruição total. N en h u m a guerra, p o r mais sangrenta e
cruel que tenha sido na história do ser hum ano, poderá com pa­
rar-se ao conflito simbolizado pelo aparecim ento do cavalo ver­
m elho sobre a terra (Ap 6.4).
A tualm ente o espírito de m orte, de destruição e aniquilam ento
vem operando com mais frequência e intensidade em proporções
cada vez maiores, preparando a hum anidade para os terríveis dias
do cavalo verm elho. Todas as nações gastam fortunas imensas na
indústria da guerra, todos se m u n em para u m conflito m undial
predito na Bíblia Sagrada.
O terceiro cavalo, na cor preta, representa a fome. O Senhor
Jesus declarou enfaticam ente que a fom e seria u m dos maiores
sinais do fim do m u n d o e do Seu reto rn o a terra. O cavalo p re­
to ronda o m u n d o inteiro. N este m om ento, milhares de pessoas
m o rrem de fome. U m a boa parte m o rre de subnutrição (quanti­
dade insuficiente de alimentos). A m aior parte m o rre de desnu­
trição (falta de alimentos). C o m poucos alimentos e co m a falta
destes, o corpo não tem vitaminas e proteínas para protegê-lo
das enferm idades. Q u an d o o cavalo preto surgir, haverá escassez
m undial de alimentos. As pessoas terão dinheiro, mas não haverá
alim entos para com prar (Ap 6.5).
A cor amarela, que identifica o quarto cavalo no panoram a pro­
fético do fim dos tem pos, representa a m orte. Este cavalo e seu
cavaleiro cam inharão pelo m u n d o inteiro ceifando a vida de m i­
lhões de criaturas. C o m o conseqüência da guerra m undial, da
fom e e dos terríveis juízos que se abaterão sobre a terra, milhões
de pessoas m orrerão. U m a grande parte será form ada p o r judeus.
A m o rte é o cam inho de todos os hom ens, sejam ricos ou p o ­
bres, sábios ou ignorantes, religiosos ou ateus.Todos m orrerão u m
dia. Segundo as estatísticas, 148.272 pessoas m o rrem diariam en­
te na terra (fonte: http://dicascuriosidadesem ais.blogspot.com ).
E ntretanto, nos dias do cavalo amarelo, a realidade será com ple­
tam ente diferente. D evido à tecnologia superavançada dos equi­
pam entos bélicos do futuro, m ilhões de pessoas serão consumidas
em fração de segundos (Ap 6.8).
E m suma, esses quatro cavalos e cavaleiros, na seqüência em
que aparecem, sim bolizam a pseudo paz que o A nticristo proporá,
seguida da guerra, e consequentem ente da fom e e da m orte, que
aniquilarão a quarta parte da população m undial (Ap 6.8).

85. Quanto tempo durará a presença desses cavalos e seus cavaleiros


na terra?

C ronologicam ente os cavalos e seus cavaleiros virão u m após o


outro. Eles entrarão em ação no princípio da grande tribulação. O
cavalo branco guiado pelo A nticristo iniciará sua missão na terra
prom etendo paz, segurança e prosperidade a todos. D urante u m
tem po (três anos e m eio), exatam ente com o predito na Bíblia,
a hum anidade será ludibriada com as promessas mentirosas do
A nticristo. Os três cavalos restantes — o verm elho, o preto e o
amarelo — com eçarão suas missões nos últim os três anos e m eio
da últim a semana profética de D aniel (9.27).Teologicam ente es­
ses períodos são cham ados de Tribulação e de G rande Tribulação.
A o findar esse tem po, term inará a missão dos cavalos e de seus
cavaleiros. O fim se aproxim a rapidam ente (D n 12.1-3).
86. Qual será a missão principal desses cavalos no mundo?
Eles virão com o instrum entos de ju ízo divino. Será o tem po
da G rande Tribulação. Existe um a pequena exceção referente ao
cavalo branco. N os prim eiros três anos e m eio da últim a semana
profética de D aniel (9.24-27), o cavalo branco e seu cavaleiro não
exercerão ju ízo sobre a hum anidade. O julg am en to com eçará na
m etade da semana, nos últim os três anos e meio.
O cavalo verm elho cum prirá sua tarefa de ju ízo provocando
a m aior guerra conhecida na história da hum anidade. Todos os
povos serão atingidos em um a dim ensão global. O cavalo preto
simboliza o ju ízo desferido sobre os hom ens p o r m eio da fome.
M i l h ões de indivíduos m orrerão com o resultado da escassez de
alimentos. Finalm ente o cavalo am arelo e seu cavaleiro sim bo­
lizam o ju ízo dos seres hum anos p o r m eio da m orte. Eles serão
instrum entos de juízos preparados pelo S enhor para os dias finais
Qó 39.19-25).

87. Esses cavalos serão animais como conhecemos?


N ão. Eles serão quatro poderes extraordinários que se m ani­
festarão no p erío d o da T ribulação e da G rande Tribulação, fim
dos tem pos. São sim bolizados p o r cavalos p o rq u e este é u m ani­
m al que, nos tem pos antigos, estava associado à força, à guerra,
à batalha e à conquista, com o observou o renom ado teólogo
H e rb e rt Lockyer, para q u em o cavalo está relacionado co m a
guerra e com a conquista (Ap 6.1-8; 19.19); tipifica o p o d e r e a
força (SI 66.12; Os 1.7).
S eção V I
Questões relativas ao
D ia de Cristo e ao D ia do Senhor
88. 0 que significa o Dia de Cristo nas Escrituras?

Segundo os mais conceituados estudiosos bíblicos, o D ia de


C risto alude ao tem po em que o Senhor virá a terra pessoalm ente
para recom pensar todos os santos que lhe foram fiéis. Será o dia
da recom pensa, do prêm io, do galardão.
Nas visões proféticas do apóstolo João em Apocalipse, repetidas
vezes o Senhor m enciona esse dia especial para os que vencerem :
E eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo para dar a cada um
segundo a sua obra (Ap 22.12). O bserve que o galardão já está com
o Senhor para prem iar os que perm anecerem fiéis até o fim.
O apóstolo Paulo se referiu especificam ente ao D ia de nosso
Senhor Jesus Cristo (1 C o 1.8). A inda escrevendo aos cristãos na
cidade de C orin to , ele m en cio n o u que todo trabalho realizado
para D eus deve ser constante, dedicado e consagrado; jamais será
inútil, p orque haverá u m pagam ento, será recom pensado substan­
cialm ente pelo Senhor no D ia de C risto (1 C o 15.58).
O D ia de C risto será u m dia de alegria, de júbilo, de festa e
celebração espiritual para os salvos na presença de D eus (2 C o
1.14). O D ia de C risto será o dia da “fo rm atu ra” , da “graduação” ,
da conclusão da obra perfeita que D eus vem realizando na vida
dos que são com prom issados com C risto e com Sua obra. Sem
dúvida, será um dia m uito especial (Fp 1.6).
Esse dia m em orável program ado pelo S enhor se cum prirá a
qualquer m om ento. Q u an d o ele ocorrer, todos os salvos de todas
as épocas e gerações serão devidam ente honrados diante dos anjos
e das criaturas celestiais, recebendo a coroa da justiça (2 T m 4.8).
89. Qual o significado da expressão Dia do Senhor ?

A m elhor interpretação dessa expressão, à luz da herm enêutica,


indica u m tem po de julgam ento, punição, juízos, condenação.V á­
rias passagens bíblicas referem -se a esse dia em que o Senhor virá
julgar a hum anidade.
O teólogo R o b ertV an K am pen escreveu:
D ia do Senhor, sinônimo da segunda vinda (parousia) de Cristo. Co­
nhecido também como “fim dos séculos”, “a última colheita”, “o sétimo
selo”, inclui os ju ízo s das trombetas e das taças e culmina com a batalha
no Armagedom. O evento mais profetizado no Antigo Testamento rela­
cionado aos últimos tempos, o D ia do Senhor caracteriza-se pelo fogo da
ira de Deus derramado sobre os ímpios na terra.
U m só versículo, entre os 3 1 . 1 7 5 registrados na Bíblia, descreve
com várias palavras sinônim as o que será o D ia do Senhor. Leia e
estude Sofonias 1 . 1 5 ( n v i ) :

• D ia de ira
• D ia de aflição
• D ia de angústia
• D ia de sofrim ento
• D ia de ruína
• D ia de trevas
• D ia de escuridão
• D ia de nuvens
• D ia de negridão
!
Os profetas Isaías, Jeremias, Joel, Amós, M iquéias, Oséias e M a-
laquias, entre os 260 profetas no cenário bíblico, reportaram -se a
esse dia com o u m tem po de juízo, ajuste de contas, penalidade e
condenação. O bserve as palavras de Amós 5.18-20:
A í de vós que desejais o D ia do S E N H O R ! Para que desejais vós
o D ia do S E N H O R ? E dia de trevas e não de luz. Como se um ho­
mem fugisse de diante do leão, e se encontrasse com ele o urso; ou como
se, entrando em casa, encostando a mão à parede, fosse mordido de uma
cobra. N ão será, pois, o D ia do S E N H O R trevas e não lu z ? N ão será
completa escuridão, sem nenhuma claridade?
E ncontram os diversas passagens no N ovo Testam ento relacio­
nadas com o D ia do Senhor. Eis algumas: M t 25.32; Lc 12.4; 2 Ts
2.2; 2 Pe 3.10-13; Ap 3.3; 20.14,15; 21.1.

90. Por que na Bíblia são mencionados em vários textos espe­


cificam ente esses dois dias?

Sim plesm ente porque são dois dias que se diferenciam entre
si em significado, ocasiões, circunstâncias e propósitos. A lguém
poderá questionar: “ C risto não é o m esm o título para Senhor?”
E m u m sentido geral, C risto, Senhor, Jesus e D eus são um a única
pessoa. Entretanto, quando exam inam os os nom es, os títulos, os
tipos e tam bém os símbolos que se aplicam a Cristo, descobrim os
significados, ocasiões, circunstâncias e propósitos diferentes.
Todas as alterações que possam ocorrer, de acordo com o co n ­
texto bíblico, não m odificam de n en h u m a form a a essência, a
natureza santa, perfeita e im utável de D eus, o Pai, do Senhor Jesus,
o Filho, e do Espírito Santo, o Consolador. O D ia de C risto e o
D ia do Senhor apresentam diferenças significativas, especialm ente
no que se refere à últim a dispensaçao do h o m e m sobre a terra.
Precisamos estar alerta, pois o fim vem (Ez 7.1-3)!

91. Qual o significado da palavra dia na Bíblia?

Strong, em sua Concordância E xaustiva, responde: “Dia; luz do


dia; u m dia consistindo de dia e noite; tam bém , certo período de
tem po. Yom (original hebraico) ocorre mais de 2200 vezes com
um a variedade de significados. Yom ocorre pela prim eira vez em
Gênesis 1.5, onde D eus cham ou à luz Dia; o final do versículo
m ostra que o dia não é apenas o período de luz, mas tam bém u m
período consistindo de tarde e m anhã. (Porque D eus colocou a
tarde antes da m anhã na semana da criação, o dia ju d aico com eça
ao p ô r do sol.)
Yom pode representar u m período de tem po ou a ocasião de
u m acontecim ento im portante. D ia da angústia (SI 50.15) é, assim,
u m tem po de angústia. E m Gênesis 3.5 e Isaías 3.7, Yom expressa
u m indefinido tem po futuro. Yom Yahweh (Dia do Senhor) pode
referir-se a u m tem po em que D eus se revela p o r m eio do ju lg a­
m ento e de acontecim entos sobrenaturais. O D ia do Senhor pode
tam bém se referir à volta do Senhor Jesus para ju lg ar e governar
o m undo”.

92. Quando esses dois dias acontecerão?


O D ia de C risto e o D ia do Senhor estão ligados entre si, sendo
que u m com plem enta o outro. E m alguns casos, as recom pensas
(Dia de Cristo) antecipam os juízos (Dia do Senhor), ou vice-
versa. Por exem plo, Jesus virá ressuscitar todos os santos de todos
os tem pos, transform ar santos que estiverem vivos nessa mesma
ocasião, dar a todos u m corpo de luz, incorruptível, poderoso e
glorioso, e arrebatá-los para u m lugar de paz, onde não há dor
n em sofrim ento, apenas alegria e felicidade. Este será o D ia de
Cristo.
Após sete anos, C risto voltará para batalhar e vencer, para julgar,
p u n ir e condenar os ím pios. Este será o D ia do Senhor. O bserve
que a segunda etapa da vinda de C risto será o D ia de C risto para
os judeus e o D ia do Senhor para os ím pios (Jr 31.10-12; Ap
19.11-21).
N inguém , absolutam ente ninguém , sabe o dia e a hora em que
esses dois dias ocorrerão. N e m os anjos que assistem diante do
D eus E tern o têm conhecim ento disso. A m ensagem dos sinais
preditos p o r Jesus indica claram ente que esses dois dias proféticos
estão para acontecer a qualquer m om ento.
As palavras do S enhor em Apocalipse sem pre se referem à bre­
vidade do tem po da Sua volta (M t 25.36;A p 3.11). O A ntigoT es-
tam ento registra 1.527 promessas relativas ao reto rn o de Jesus. O
N ovo Testam ento m enciona 319 vezes, direta ou indiretam ente, a
verdade infalível da vinda de Cristo.
S eção V I I
Questões relativas a
Grande Tribulação
S eção
VII
93. 0 que será a Grande Tribulação?

D e acordo com a Palavra de D eus, a G rande Tribulação será u m


tem po de sofrim ento, de juízo, de perseguição, que ocorrerá na
terra nos últim os dias.
Esse evento é aludido diretam ente em Apocalipse 6.19, mas
tam bém é tratado nos livros de Isaías, Jeremias, D aniel, Zacarias
e Malaquias.

94. Quando terá início a Grande Tribulação?

D e acordo com os pré-tribulacionistas, quando o Senhor Jesus


arrebatar a Igreja.

95. Quanto tempo durará a Grande Tribulação?

Sete anos.

96. Quais as finalidades da Grande Tribulação?

A G rande Tribulação será o período em que o A nticristo se m a­


nifestará para estabelecer seu governo na terra. Será o m o m en to
propício para D eus exercer Sua ira e Seus juízos sobre Israel, so­
bre as nações ímpias, sobre todos os pecadores. C o n tu d o , segun­
do o que afirm ou o apóstolo Paulo aos cristãos de Tessalônica, a
Igreja não está destinada para a ira, mas para a salvação p o r C risto
(1 Ts 5.9).
Tal acontecim ento, que m arca os últim os dias, terá u m p ro p ó ­
sito especial em relação a Israel. D eus tratará co m essa nação que
representa o povo escolhido p o r Ele. Israel está fortalecendo-se.
N ão é à toa que tem m uitos inim igos. C o n tu d o , o Senhor a con­
vocará na G rande Tribulação, atraindo-a para Ele e para o verda­
deiro Messias: Jesus.

97. De quantos períodos se constituirá a Grande Tribulação?

D e acordo com a interpretação mais aceita pelos teólogos, de


dois períodos: o prim eiro será a Tribulação, e o segundo, a G ran­
de Tribulação, quando os juízos de D eus sobre a terra ocorrerão
seqüencialm ente.V eja D aniel 11.

98. Que textos em Apocalipse referem-se ao período da Tribulação?

Apocalipse 6.1-11,13; 7.3,4; 8.1,13; 9.3-6; 20-21.

99. Quetextos bíblicos referem-se ao período da Grande Tribulação?

D aniel 7.21; 9; 11.31-45; M ateus 24.21,22; M arcos 13.24-26;


Lucas 21.25,26; Apocalipse 11.3; 12.6; 13.5-8; 14.9-20; 16.18-21.

100. Quem se destacará como governante mundial durante a


Tribulação e a Grande Tribulação?

O Anticristo.

101. 0 que acontecerá durante a Tribulação?

Será u m tem po de sofrim ento, especialm ente para Israel, que


receberá o tratam ento do Senhor p o r in term éd io do Anticristo,
visto que é u m povo de dura cerviz, obstinado.

102. 0 que ocorrerá na Grande Tribulação?

A manifestação dos juízos de D eus na terra, inclusive sobre a


natureza. D e acordo co m o que está escrito na Bíblia, quando for
aberto o sexto selo, o sol escurecerá, a lua se tornará com o sangue
e as estrelas cairão (Ap 6.12,13). A lém disso, quando o terceiro
anjo tocar a trom beta, um a grande estrela cairá do céu sobre a
terça parte dos rios e as fontes das águas, contam inando-as (Ap
8 . 10, 11).

103. Qual será o papel de Israel durante a Grande Tribulação?


N os prim eiros três anos e m eio correspondentes à Tribulação,
a nação de Israel, enganada, fará aliança com o A nticristo. Poste­
riorm ente, esse líder diabólico rom perá o pacto com os judeus e
com eçará a persegui-los. A inda que a nação israelita sofra intensa­
m ente durante a G rande Tribulação, essa será a m aneira pela qual
D eus tratará co m Seu povo. Finalm ente, m uitos judeus rem anes­
centes se converterão e voltarão a relacionar-se com o Yeshua
H am ashia, o Messias verdadeiro, o Cristo.

104. A Igreja do Senhor passará pela Grande Tribulação?


D e acordo com os pré-tribulacionistas, a Igreja do Senhor, pura,
que ama o N oivo, não passará pela G rande Tribulação.
N a Bíblia são retratadas várias situações e há várias declarações
que apontam para isso.
N o é e sua família entraram na arca antes do D ilúvio. N este sen­
tido, tam bém a Igreja será levada pelo S enhor antes que venha a
destruição sobre a terra.
Ló e sua família saíram da cidade de Sodom a e G o m o rra antes
que fosse extinta. A Igreja tam bém sairá deste m u n d o antes que
ocorra a G rande Tribulação.
O profeta Isaías declarou que o ju sto será levado antes que ve­
nha o m al (Is 57.1,2).
E m Apocalipse 4.1, é dito que João escutou um a voz que lhe
disse: Sobe aqui. Seria um a alusão à Igreja que será levada ao céu.
E m 1 Tessalonicenses 5.9, Paulo afirm ou que D eus não nos
destinou para a ira, mas para a salvação. Ele trato u de todos os
assuntos concernentes à N oiva de C risto nas Escrituras (salvação,
condenação, Juízo, manifestação do Espírito Santo, dons espiri­
tuais, casamento, família, relação patrão/em pregado, Israel). Logo,
se a Igreja tivesse de passar pela G rande Tribulação, certam ente o
apóstolo teria dito, corroborando tal inform ação pelo ensino de
um a doutrina específica.
A lém disso, se a Igreja fosse vivenciar a G rande Tribulação, o
p róprio S enhor Jesus, que é o C abeça da Igreja, o C ordeiro santo,
avisaria à Sua N oiva, adm oestando-a a preparar-se.
Existem diferentes visões no que diz respeito a esse assunto.
Alguns enten d em que a Igreja poderá passar som ente pela T ri­
bulação (os prim eiros três anos e m eio). O utros declaram que a
Igreja passará pela Tribulação e pela G rande Tribulação (um perí­
odo total de sete anos). Todavia, de acordo co m o entendim ento
da m aioria dos teólogos, a Igreja não estará inserida em n en h u m
desses dois eventos.

105. 0 que acontecerá com o mundo durante a Grande Tribulação?

C o m o consta na Bíblia, as potências dos céus serão abaladas (Mt


24.29). O m u n d o sofrerá o im pacto dos juízos de D eus e a pre­
sença de dem ônios, descritos em Judas 1.6.
O A nticristo, o príncipe do inferno, governante m undial duran­
te a G rande Tribulação, insuflado pelo dragão (o diabo), instituirá
u m governo de terror; as trevas e a escuridão se estenderão sobre
os povos. Será u m tem po em que o m un d o sofrerá am argamente.

106. Que tipo de engano se manifestará durante a Grande Tribulação?


Sinais e maravilhas operados pela besta para enganar a hu m an i­
dade, conform e é dito em Apocalipse 13.13,14a: E f a z grandes si­
nais, de maneira que até fogo f a z descer do céu à terra, à vista dos homens.
E engana 05 que habitam na terra com sinais.

107. Quem serão os enganados na Grande Tribulação?

Aqueles que não aceitarão a verdade de D eus, que acreditarão


nas propostas do A nticristo e do Falso Profeta, que preferirão as
trevas, em vez de a luz.
108. Por que falsos cristos e falsos profetas se levantarão durante
a Grande Tribulação?

Para ludibriar a hum anidade, na tentativa de que muitos não co­


nheçam a verdade e não reconheçam Jesus C risto com o o Salvador.
Jesus nos advertiu sobre isso em M ateus 24.24: Surgirão falsos
cristos e falsos profetas e farão tão grandes sinais e prodígios, que, se pos­
sível fora, enganariam até os escolhidos.
Temos presenciado essa realidade nos dias de hoje, pois m uitos
se dizem mensageiros de D eus, profetas, mas detu rp am Seus p rin ­
cípios e não têm com unhão com o Pai. Q u an to a essas pessoas, a
ordem de C risto é que não lhes dem os crédito (M t 24.23).

109. Qual o significado da afirmação o am or de muitos se esfriará


(M t 24.12), relativa às pessoas que viverem durante a Grande
Tribulação?

Jesus disse que o am or de m uitos se esfriará p o r causa da m ul­


tiplicação da iniqüidade, ou seja, do engano, da m entira, da deso­
nestidade, do roubo, da traição. Isto vai abalar a fé das pessoas em
D eus e em Suas promessas.
L em bre-se de que a G rande Tribulação será u m período com o
nunca houve na história da hum anidade. N e m um a guerra m u n ­
dial poderá ser com parada à batalha no A rm agedom e aos acon­
tecim entos concernentes ao fim dos tem pos.

110.0 que será o evangelho do Reino durante a Grande Tribulação?

O evangelho do R e in o será o m esm o que Jesus e os apóstolos


pregaram , ou seja, as boas-novas de salvação. D u ran te a G rande
Tribulação, ele será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas
as gentes, e então virá o f i m (M t 24.14).
Segundo a visão de João em Apocalipse 14.6,7, nos últim os dias,
u m anjo voará pelo céu para proclam ar o evangelho etern o a to ­
dos os habitantes da terra, anunciando o Juízo im inente de D eus
e conclam ando a hum anidade a adorar e tem er ao Senhor.
111. Quando term inará a Grande Tribulação?
Após o período de sete anos apontado com o sete semanas em
D aniel 9, culm inando com a batalha no A rm agedom .
S eção V I I I
Questões relativas ao
Tribunal de Cristo
112. 0 que será o Tribunal de Cristo?
O Tribunal de Cristo será u m evento escatológico, profético, que
vai ocorrer em u m lugar preparado p o r Deus, onde o Senhor Jesus
estará com Sua Igreja para julgar as obras de cada u m na terra.

113. 0 Tribunal de Cristo será para a perdição, condenação ou


salvação?
Esse tribunal não atuará com o objetivo de condenar ou ju s ­
tificar alguém, mas de ju lg ar as obras dos cristãos, visando galar-
doar todos os que foram fiéis ao Senhor e m antiveram suas vestes
brancas, puras.

114. Quem participará do Tribunal de Cristo?


Som ente os salvos, os cristãos que m antiveram fidelidade a D eus
e perseveraram na fé até o fim.

115. Quais serão os galardões e as recompensas daqueles que


forem julgados pelo Tribunal de Cristo?
Os galardões e as recom pensas que os fiéis receberão no T ribu­
nal de C risto estão relacionados em Gênesis 15.1; Salmo 127.3;
Provérbios 11.18; 13.21; Isaías 40.10; 49.4; M ateus 5.12; 1 C o rín -
tios 3.8; H ebreus 10.35; Apocalipse 22.12.

116. Que coroas receberão aqueles que forem julgados pelo


Tribunal de Cristo?
N o T ribunal de Cristo, os cristãos fiéis, os santos, receberão co­
roas. N a Bíblia constam cinco tipos:
• A coroa de glória (1 Pe 5.4)
• A coroa incorruptível (1 C o 9.25)
• A coroa de alegria (1 Ts 2.19,20)
• A coroa da justiça (2 T m 4.8)
• A coroa da vida (Ap 2.10)
S eção I X
Questões relativas ao
Anticristo
117. Qual o significado do term o Anticristo?
O prefixo anti, no original grego, significa contra, mas, ao m esm o
tem po, adquire outro significado: em lugar de. Então, o A nticristo,
a princípio, será contra C risto. D epois, ele se colocará no lugar de
Cristo, p o r isso exigirá adoração das pessoas.

118. Quem será o Anticristo?


Existem diversas opiniões a respeito desse personagem . Alguns
dizem que o A nticristo poderá ser: 1) alguém com o H itler; 2)
alguém com o Judas Iscariotes; 3) u m sistema político; 4) u m sis­
tem a religioso; 5) u m sistema social; 6) o im pério rom ano, que
vai ressuscitar; 7) u m sistema m onetário; 8) u m sistema midiático;
9) um a universidade; ou 10) um a O N G (O rganização N ão G o­
vernam ental) .
D e acordo com a Palavra de D eus, o A nticristo será um a pessoa,
u m h o m e m inteligentíssim o, que estabelecerá conexões co m to ­
dos os segm entos políticos, econôm icos e religiosos dos seus dias.

119. 0 A nticristo já nasceu?


N ão podem os afirm ar se já nasceu ou não, porque, de acordo
com as Escrituras, quando o A nticristo surgir, aparecerá com o
um a pessoa adulta, visto que seu governo durará apenas sete anos.

120. 0 A nticristo será um judeu?


C o m o está escrito na Bíblia, u m dos prim eiros atos públicos
do A nticristo será fazer u m a aliança co m os ju d eu s, co m o povo
de Israel, p ro m eten d o defendê-los, ser seu p ro te to r e salvador.
Tudo indica, então, que o A nticristo terá nacionalidade judaica,
seja ele ju d e u de nascim ento ou não, pois o ju d e u só se aliança
co m o ju d e u .

121. 0 Anticristo será um homossexual?


N ão há com o saber, mas alguns defendem isso baseados no tex ­
to que se encontra em D aniel 11.37: E não terá respeito aos deuses
de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a qualquer
deus, porque sobre tudo se engrandecerá.

122. De onde surgirá o Anticristo?


N a Palavra de D eus não é dito de que lugar virá o A nticristo,
mas, de acordo co m profecias bíblicas, tudo indica que ele pro ce­
derá do M editerrâneo, do O rien te M édio ou da Europa. A sede
de seu governo, no tocante aos aspectos político e econôm ico,
será em R o m a, a cidade dos sete m ontes na Europa. Já a sede
religiosa será na cidade de Jerusalém , em Israel.

123. Qual a relação da primeira besta citada em Apocalipse 13


com o Anticristo?
D e acordo com a visão do apóstolo João, a besta com sete ca­
beças e dez diademas que subirá do m ar será o p ró p rio Anticristo.

124. Por que várias personalidades históricas foram chamadas de


Anticristo?

O u v i dizer que N apoleão B onaparte era o A nticristo, assim


com o H itler, M ussolini e o papa. M uitos historiadores, inclusive
pessoas religiosas, disseram que A lexandre o G rande era o A nti­
cristo, baseadas no núm ero da besta m encionado na Palavra de
Deus.
E m Apocalipse 13.18, está escrito: A quele que tem entendimento
calcule o número da besta, porque é número de homem; e o seu número é
seiscentos e sessenta e seis.
Q u an d o aplicadas aos nom es as leis da num erologia, cada letra
do no m e de um a pessoa corresponde a u m valor num érico. Por
terem som ado o valor nu m érico das letras do n o m e de d eter­
minadas pessoas e chegado ao núm ero 666, alguns declaram que
certas figuras históricas foram o A nticristo. Tal afirmativa tam ­
b ém busca respaldo no caráter dessas personagens, considerando
a m aneira com o governaram , com o oprim iram , com o agiram e
reagiram em relação à hum anidade.

125. De que fonte o Anticristo receberá poder?


D o dragão, que é Satanás.

126. Quando o Anticristo governará?


A partir do m o m en to em que a Igreja for arrebatada p o r Jesus.

127. De que maneira o A nticristo surgirá?


Ele surgirá n u m cenário apoteótico, pois o diabo preparará sua
chegada e o colocará em posição de destaque, conform e consta
em Apocalipse 13.2: o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e gran­
de poderio. O A nticristo será visto com o a solução final, o salvador
do m undo.

128. 0 Anticristo vai resolver os problemas da humanidade?


O A nticristo resolverá p o r u m tem po os problem as co n cern en ­
tes à econom ia, saúde, segurança e educação. P or isso, será aceito
pelos hom ens. C o n tu d o , isso faz parte do seu plano diabólico para
enganar a todos.

129. De que forma o A nticristo governará?


Ele concretizará quatro objetivos em seu governo:

• Im plantar u m a política m undial, constituindo-se o único


governante do m undo.
• Instituir u m sistema econôm ico único em toda a terra. H oje,
é possível perceber que as nações têm cam inhado nesse sen­
tido. Elas estão unindo-se, form ando gigantescos blocos
com o o M ercosul e a U nião Européia. U m a m oeda única já
foi adotada na Europa, o dólar circula em m uitos países, e até
a África já discute a possibilidade de instituir um a só m oeda
em todo o co n tin en te africano.
• Ser identificado m undialm ente pela m arca da besta, o n ú ­
m ero 666.
• Fundar um a religião m undial.

130. Por que o número 666 é atribuído ao Anticristo?


É provável que o apóstolo João, buscando evitar que as perse­
guições à Igreja se intensificassem, tenha utilizado esse núm ero
com o u m código que som ente os seus leitores entenderiam , a fim
de adverti-los de qu em seria o Anticristo.
Se considerarm os que o núm ero 7 nas Escrituras representa a
com pletude, a perfeição, poderíam os inferir que à trindade divina
corresponderia o núm ero 777.Visto que o h o m em foi criado no
sexto dia, o núm ero 6 pode ser com preendido com o o algarismo
da im perfeição. Logo, 666 simbolizaria a trindade satânica, cons­
tituída pelas duas bestas e pelo dragão.
O núm ero 666 adquirirá u m significado peculiar no período
da G rande Tribulação, porque na Bíblia está escrito que ninguém
poderá com prar ou vender se não tiver a marca do A nticristo, o
nom e da besta ou o seu núm ero (Ap 13.17).
S eção X
Questões relativas ao
Falso Profeta
S eção
X
131. Quem será o Falso Profeta?
E m inentes teólogos e expositores da Bíblia declaram que, de­
pois de Cristo, as duas maiores personagens no panoram a proféti­
co dos últim os dias serão o A nticristo e o Falso Profeta.
O s profetas sem pre influenciaram o ser hu m an o e continuarão
exercendo u m po d er especial sobre ele durante a G rande Tribula­
ção. H á pessoas que os consultam querendo saber sobre o futuro.
M uitas têm sua vida orientada, controlada e dirigida p o r hom ens
e m ulheres que se intitulam profetas. O A nticristo utilizará u m
profeta exclusivo com o p orta-voz dele em seu im pério ditatorial
durante sete anos no fim dos tem pos.
João contem plou nas visões apocalípticas duas bestas subindo,
um a do m ar e outra da terra. A prim eira é o A nticristo perso­
nificado tam bém pelo cavaleiro m on tad o sobre o cavalo branco
na abertura do prim eiro selo (Ap 6.1,2). A segunda besta vista
p o r João é o Falso Profeta, que virá para assessorar o A nticristo,
especialm ente nos assuntos de natureza religiosa, visto que o A n­
ticristo, nos prim eiros três anos e m eio do seu im pério satânico,
dará prioridade à paz, à união das nações, à política, à segurança, à
econom ia e à prosperidade de todos.

132. De onde virá o Falso Profeta?


A prim eira besta (Anticristo) vista p o r João subirá do m ar ou
das águas, que significam pessoas, povos, m ultidões. A segunda
besta (Falso Profeta) subirá da terra, significando a nação de Israel
(Ap 13.11). Os m elhores estudiosos bíblicos afirm am que a terra
de onde virá o Falso Profeta será a nação de Israel.
É im portante notar que Israel, durante toda a sua existência,
te m sido influenciado pelo aspecto religioso. Todos os profetas
registrados nas Escrituras eram judeus. Q u an d o surgir o Falso
Profeta, logicam ente ele não dirá que é falso, enganador, mas se
apresentará com o voz divina para o rien tar todos os hom ens e
mulheres.
O u tra razão m uito im portante da procedência do Falso Profeta
de Israel é que Israel é a terra dos profetas. E ele, em particular,
terá o apoio total do m aior líder m undial: o A nticristo. C onside­
rando que o ju d e u é profundam ente identificado e ligado com
temas de natureza espiritual religiosa, não será m uito difícil o
Falso Profeta exercer sua missão (ver Ap 13.14).

133. Que aparência terá o Falso Profeta?


N a Bíblia, essa besta é retratada com dois chifres semelhantes
a um cordeiro, que é u m animal dócil. Espiritualm ente, o Falso
Profeta dem onstrará confiança, serenidade e paz. C o m esta apa­
rência, enganará m uitos. E nquanto p erm an ecer calado, as pessoas
não saberão sobre a natureza e o caráter dele. Q u an d o abrir a
boca, falará com o o dragão (Ap 13.11). Ele procurará explorar ao
m áxim o sua aparência piedosa, confiável e, p o r que não dizer, até
íi ,
5 ?
santa .
Q u an d o o Falso Profeta com eçar a falar, seu caráter será reve­
lado. O dragão é apresentado na Bíblia com o u m ser de natureza
satânica, m aligna e destruidora. E m nossos dias, tanto o espírito
do A nticristo com o o do Falso Profeta já estão operando em
pessoas-chaves no cam po religioso. Precisamos estar atentos aos
avisos m encionados pelo S enhor Jesus (M c 13.5).

134. Quais serão as atividades do Falso Profeta?


Ele virá para ser u m assistente direto do A nticristo. R eceb erá
po d er do diabo para realizar grandes sinais, operar milagres sobre
a natureza, fazendo descer fogo do céu a terra, efetuando m ani­
festações públicas.Todos estes sinais e milagres serão em n o m e do
A nticristo. A atividade principal do Falso Profeta será prom over,
exaltar e hon rar o A nticristo. Ele será o m aior e mais eficiente
agente de propaganda desse líder diabólico. O Falso Profeta não
se lim itará unicam ente a exaltar a pessoa e as obras do Anticristo,
mas tam bém obrigará todos a adorarem esse líder, hon rarem -n o
e servirem a ele.
A ira de D eus será derram ada sobre o im pério da besta, quan­
do um a das suas cabeças será atingida p o r u m ferim ento m ortal.
H averá um a confusão generalizada, e, antes que a situação piore,
o Falso Profeta entrará em ação ordenando a construção de um a
im agem em ho n ra ao A nticristo. Ele prom overá u m m o vim en­
to sobrenatural, a besta será curada, e, inexplicavelm ente, o Falso
Profeta dará fôlego à im agem da besta, de m o d o que ela poderá
falar e ordenar a m o rte de todas as pessoas que se recusarem a
adorá-la (Ap 13.14,15).

135. Qual a relação entre o Falso Profeta e a marca da Besta?


U m a das maiores decisões de caráter m undial impostas pelo
Falso Profeta será a impressão da marca ou sinal da besta. Nesse
tem po profético, o im pério do A nticristo com eçará a ruir. Os
juízos divinos cada vez maiores atingirão todas as áreas da adm i­
nistração do A nticristo. Desesperado, o Falso Profeta obrigará que
todas as pessoas, pequenas e grandes, ricas e pobres, livres e escra­
vas recebam a m arca da besta. Insuflado pela sabedoria satânica, o
Falso Profeta vinculará o sinal da besta à necessidade básica m aior
do ser hum ano: com prar e vender. N in g u ém , absolutam ente n in ­
guém , no m undo inteiro poderá com prar ou vender se não tiver
a m arca da besta (Ap 13.16,17).

136. Onde o Falso Profeta exercerá sua missão?


As profecias bíblicas indicam que o A nticristo estabelecerá a
sede do seu governo na Europa. Ele virá prim eiro com o líder p o ­
lítico, pacificador e solucionador de todos os problemas do ser h u ­
mano. Será u m gênio na econom ia, nas relações sociais, e tam bém
em assuntos militares. A o contrário do Falso Profeta, esse líder
diabólico será u m grande orador com u m p o d er de convenci­
m en to incom um .
O Falso Profeta terá sua base de operações em Israel, especifi­
cam ente na cidade de Jerusalém. Por que Israel? Temos aprendido
que em Jerusalém se encontram as três maiores e mais antigas reli­
giões da Terra: o judaísm o, o cristianismo e o islamismo. Jerusalém
tem sido desde sempre a capital religiosa do m undo. N os últimos
dias, os maiores eventos de natureza religiosa ocorrerão em Jeru ­
salém. O principal alvo do Anticristo nessa cidade é o tem plo dos
judeus, o qual ele invadirá e profanará assentando-se no santuário
de Deus, proclam ando que ele m esm o é D eus (2Ts 2.3,4).

137. Como será o final do Falso Profeta?


A tentativa final da trindade satânica — o dragão (anti-D eus), a
prim eira besta (Anticristo) e a segunda besta (Falso Profeta, anti-
Espírito Santo) — será a aniquilação total dos judeus. N a grande
planície de M egido acontecerá a guerra do A rm agedom . Todos
os povos e nações do m u n d o participarão deste evento diabólico
(Zc 12.3). Essa batalha durará apenas u m dia.
Q u an d o os judeus, encurralados pela trindade satânica e p o r
todos os inim igos de Israel convocados pelo A nticristo, clamarem
ao D eus verdadeiro, o socorro virá do Senhor, que fez os céus e a
terra. Nas m ontanhas que cercam a cidade de D eus, a santa Sião,
aparecerá o R e i dos reis e Senhor dos senhores acom panhado dos
exércitos celestiais, dos anjos e dos santos que form am a Igreja
glorificada (Ap 19.11-19).
C o m o sopro de Sua boca e co m a glória, o esplendor e o p o d er
da Sua vinda, o Senhor Jesus fulm inará todos os reis, governantes,
líderes e exércitos das nações inimigas de Israel (2T s 2 .8 ).As duas
bestas, o A nticristo e o Falso Profeta, serão capturadas e presas, e
serão lançadas vivas no lago etern o de fogo e enxofre (Ap 19.20).
S eção X I
Questões relativas às
duas testemunhas
138. Como são descritas as duas testemunhas em Apocalipse 11?
E m prim eiro lugar, com o procedentes de D eus. O bserve o p ro n o ­
m e possessivo minhas, indicando que serão estabelecidas pelo Se­
n h o r na terra com um a missão especial e receberão p o d er divino
para a realização desta tarefa: profetizar as palavras do Senhor p o r
u m período de 1260 dias (três anos e meio).
E m segundo lugar, elas serão duas testemunhas diante do Senhor
da terra (Ap 11.3,4). O que é um a testemunha ? E pessoa que teste­
m u nhou, que assistiu a u m acontecim ento, u m fato, e pode atestar
a sua veracidade ou validade legal. Sendo assim, o depoim ento,
o testem unho, das duas testem unhas citadas em Apocalipse será
essencial no panoram a proféticos dos dias finais.
E m terceiro lugar, elas serão dois ungidos de D eus, que repre­
sentarão a Lei e os Profetas, conform e consta em Apocalipse 11.3:
E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por m il d u ze n ­
tos e sessenta dias, vestidas de pano de saco.
Elas são associadas à oliveira e ao castiçal. E dito que elas são duas
oliveiras e dois castiçais que estão diante do D eus da terra (Ap 11.4).
A oliveira é a árvore que produz a azeitona, da qual se extrai o
azeite, considerado nas Escrituras o sím bolo da unção divina; daí
sua associação à profecia. Essa árvore representa a pessoa que é ge­
rada e nutrida p o r D eus, com o as árvores ju n to a ribeiros de água
(SI 1.3), com a unção do Espírito Santo que lhe dá autoridade
para falar e agir em no m e de D eus. Sendo assim, as duas testem u­
nhas serão profetas cheios do Espírito Santo, que manifestarão o
po d er e a vontade de D eus ao m undo.
O castiçal era u m dos utensílios do tabernáculo que o Senhor
ordenou a M oisés que construísse (Exodo 25). A ponta para a
ilum inação divina p o r m eio da Palavra de D eus e de Cristo, a
luz dos hom ens. Logo, as duas testem unhas surgirão com o dois
castiçais, porque serão incum bidas de ilum inar as nações com a
Lei de D eus, em m eio às trevas espirituais durante o reinado do
Anticristo.

139. Quem serão duas testemunhas em Apocalipse 11?


Alguns estudiosos da Bíblia dizem que elas representam o A n­
tigo e o N ovo Testamento, a lei e a graça (R m 3.21). Já outros
afirm am que elas são Josué e Z orobabel (Zc 4.3,12), João e Paulo
(Jo 21.22,23; Fp 1.22-25), ou dois pregadores, sendo u m ju d e u , e
o outro u m gentio. E, para u m grande g rupo de teólogos ren o -
m ados, as duas testem unhas poderão ser E n o q u e e Elias (G n 5.24;
2 R s 2.11). Mas a resposta mais aceita pelos exegetas bíblicos,
teólogos, com entaristas e estudantes da Bíblia é que as duas teste­
m unhas provavelm ente serão M oisés e Elias (D t 34.6; Lc 9.30,31;
Jd 1.9), um a vez que:

• Às duas testem unhas estarão associados os mesm os elem en­


tos naturais (a água, o fogo, pragas) que M oisés e Elias (Ex
7.1 9 ;T g 5.17;A p 11.5,6).
• Assim com o M oisés testem unhou sobre D eus diante do fa­
raó, e Elias, de Acabe, as duas testem unhas profetizarão e
testem unharão sobre o p o d er divino ante o últim o im pério
satânico com andado pelo A nticristo (Ex 7.1-7; lR s 18.7-15:
Ap 11.3).
• Tanto M oisés com o Elias enfrentaram oposição ferrenha da
parte dos inim igos do Senhor. As duas testem unhas tam bém
enfrentarão (Êx 7.10,11; 1 R s 18.19-40;A p 11.7).
• M oisés e Elias apareceram com o duas testem unhas a Cristo
no m o n te da Transfiguração (Mc 9.4); M oisés representando
a Lei, e Elias, os Profetas (Lc 9.30).
• M oisés e Elias foram levados pelo S enhor em plena ativida­
de m inisterial. As duas testem unhas serão arrebatadas pelo
S enhor diante dos inim igos delas (N m 20.12; 2 R s 19.16;
Ap 11.12).

A despeito dessas conjecturas, apenas D eus sabe a real identida­


de das duas testem unhas. Sendo assim, não deve ser nossa p rio ­
ridade tentar descobrir isso, um a vez que isto será revelado no
tem po o p o rtu n o e que saber o n o m e delas não traz crescim ento
espiritual aos fiéis que servem ao Senhor.
O mais im p o rtan te para o cristão é ter a segurança da sua salva­
ção na bendita pessoa do S enhor Jesus e estar atento aos eventos
proféticos que atestam a veracidade da volta de C risto a qualquer
instante.
D urante o tem po em que as duas testem unhas estiverem m inis­
trando na terra, haverá salvação. Mas o preço será altíssimo. D e ­
vem os, pois, estar vigilantes para não perderm os a nossa salvação
(Hb 2.1-3)

140. Quais serão as atividades das duas testemunhas?

Segundo Apocalipse 11.3-6, as duas testem unhas profetizarão


durante três anos e m eio (1.260 dias, v. 3), transm itindo as verda­
des de D eus às nações que pisarão a Cidade Santa por quarenta e dois
meses (v. 2).A lém disso, anunciarão que os reinos da terra passarão
a ser do S enhor Jesus, e que Ele voltará para im plantar o M ilênio.
As duas testem unhas, vestidas de pano de saco (Ap 11.3 n v i), terão
p o d er para falar em no m e de D eus e operar milagres. A tente para
o que é revelado em Apocalipse 11.5,6, sobre o p o d er divino
concedido a elas:
Se alguém lhes quiser fa ze r mal, fogo sairá da sua boca e devorará os
seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fa ze r mal, importa que assim seja
morto. Estas têm poder para fechar o céu, para que não chova nos dias
da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue e
para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.
141. Qual será a missão das duas testemunhas?
Elas serão enviadas p o r D eus e estabelecidas na terra pelo Se­
n h o r para u m propósito especial, entre os quais:

• enfrentar o A nticristo, os dem ônios, os ím pios e to d o siste­


m a satânico durante o tem p o da G rande Tribulação.
• denunciar o pecado, a injustiça, a crueldade e toda im pieda­
de dos hom ens.
• resistir a to d o p o d er diabólico, toda oposição e ataques dos
inim igos.
• anunciar os juízos de D eus sobre a hum anidade.
• operar milagres sobre a natureza e sobre os hom ens.
• resplandecer a luz do Senhor em m eio às densas trevas espi­
rituais que cobrirão toda a hum anidade.
• trazer consolo, esperança e encorajam ento aos santos, espe­
cialm ente aos judeus, neste tem po som brio de sofrim ento e
perseguição ao povo de D eus.

Profetizar será a principal tarefa que elas exercerão. A ntes que


elas apareçam no cenário profético, três anjos serão enviados pelo
S enhor com o objetivo de avisar a hum anidade sobre as conse­
qüências horríveis e inevitáveis que ocorrerão a todas as pessoas
que adorarem a besta e receberem a sua m arca (Ap 14.6-11).

142. Quando as duas testemunhas chegarão a terra?


Elas aparecerão no período da G rande Tribulação, no cenário
da últim a semana profética que com pleta as Setentas Semanas,
conform e revelado ao profeta D aniel. Portanto, será no início
da G rande Tribulação, quando os juízos divinos se manifestarão
com força total sobre a hum anidade.
A vinda das duas testem unhas antecipará os juízos, as dores, as
aflições e angústias que se manifestarão em todos os lugares a
todas as pessoas que servirem o A nticristo, tendo recebido o sinal
da besta.
D eus com eçará a derram ar as taças da sua ira sobre o im pério
do A nticristo; virá u m ju ízo após outro. H averá grandes sinais no
céu (no sol, nas estrelas, nas nuvens, no vento e no ar); sinais na
terra (enchentes, terrem otos, secas, abalos sísmicos, calor intenso,
desastres naturais, frio intenso, geada, tem porais, elevação do nível
das águas nos mares, oceanos, rios e lagos); sinais na sociedade
(fome, pestes, doenças, divórcio, im oralidade, pedofilia, desem pre­
go, injustiças, abandono, traição familiar); sinais religiosos (incre­
dulidade, idolatria, ocultism o, bruxaria, adoração de dem ônios,
proliferação de seitas, filosofias malignas). O m u n d o m ergulhará
no pânico, na desordem e na confusão generalizada.

143. Em que lugar específico as duas testemunhas cum prirão sua


missão?

E m Israel, em Jerusalém , a cidade do R e i (Ap 11.8), porque,


com o está registrado em Isaías 2 .3 , de Sião sairá a lei, e de Jerusa­
lém, a palavra do S E N H O R . O s povos da terra subirão à C idade
Santa. P or isso, tal nação será o foco do governo do A nticristo,
o nde operará o falso profeta, a segunda besta que subirá do m ar
(Ap 13.1,2).

144. Qual será a mensagem central anunciada pelas duas te s­


temunhas?

Elas profetizarão sobre a volta do Senhor Jesus, para o M ilênio,


e o final do im pério m aligno do A nticristo. Elas anunciarão que o
verdadeiro Messias, da sem ente de Abraão, da casa de Judá, da des­
cendência de Davi, esperado p o r Israel, está retornando em breve.
Inform arão que os reinos da terra passarão a ser de C risto e que,
no reinado dele, haverá a paz verdadeira, harm onia, tranqüilidade,
segurança e prosperidade e am or entre os hom ens; que haverá
a restauração do planeta, o surgim ento de um a nova terra, um a
nova sociedade, um a nova ordem , segundo o coração de Deus.
145. Qual será o público-alvo da mensagem anunciada pelas duas
testemunhas?
O público-alvo será os judeus.

146. Qual será a reação da humanidade diante das duas te s­


temunhas?
Os dois ungidos do Senhor profetizarão às nações e, conse­
quentem ente, irão desmascarar o A nticristo. C o m o as pessoas es­
tarão iludidas pelo governo desse líder diabólico, elas se revolta­
rão contra as duas testem unhas e se regozijarão quando as virem
m ortas pela besta após um a batalha (Ap 11.7-10).

147. Qual será a posição do A nticristo em relação às duas te s ­


temunhas?
D e acordo co m Apocalipse 11.7, quando acabarem o seu testemu­
nho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e as vencerá, e as matará.
Portanto, as duas testem unhas serão exterm inadas pelo Anticristo.

148. Como os povos reagirão quando o A nticristo matar as duas


testemunhas?
E m Apocalipse 11.10, está escrito que os que habitam na terra se
regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros;
porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre
a terra.

149. Onde os corpos das duas testemunhas ficarão?


N a praça da grande cidade que, espiritualmente, se chama Sodoma e
Egito, expostos ao público (Ap 11.8,9). O A nticristo exporá os
cadáveres com o troféu.

150. Quanto tempo elas permanecerão mortas?


Três dias e m eio (Ap 11.9).
151. 0 que ocorrerá com as duas testemunhas após o período de
três dias e meio?

Elas ressuscitarão, fazendo com que aqueles que as viram m ortas


sejam tom ados de grande tem o r (Ap 11.11). A lém disso, os dois
profetas ressuscitados ascenderão ao céu, sucedendo em seguida
u m grande terrem oto. Este fenôm eno ocasionará a m o rte de sete
m il hom ens, e os demais ficarão m uito atem orizados e glorifica-
rão a D eus (Ap 11.13).

152. Quanto tempo elas permanecerão na terra testemunhando


após serem ressuscitadas pelo Deus Todo Poderoso?

A Bíblia não declara quanto tem po elas ainda perm anecerão


na terra após ressuscitarem, mas devem continuar profetizando
e confrontando o A nticristo, b em com o alertando e consolando
Israel com as palavras proféticas até a manifestação de Cristo.

153. Qual será o fim das duas testemunhas, elas vão m orrer de
novo?
E m Apocalipse, é dito que, no fim de seu m inistério, elas serão
arrebatadas ao céu, em nuvens, p o r D eus, diante de todos, inclu­
sive seus inim igos (Ap 11.12).
N o terrível com bate da guerra espiritual que será travada no
tem po do fim, as duas testem unhas serão vencidas e m ortas pelo
A nticristo. Todas as nações saberão o que aconteceu p orque o
corpo delas estará exposto nas ruas de Jerusalém , a cidade onde o
Senhor foi crucificado, e as imagens serão exibidas nos noticiários
pelas redes de telecom unicações mundiais.
O A nticristo e o falso profeta explorarão o m áxim o que p u ­
derem a m o rte das duas testem unhas. A cada m inuto, alguém
com entará que elas foram derrotadas pelo grande, invencível e
poderoso líder m undial.
O apóstolo João, em sua visão, contem plou o corpo das duas
testem unhas recebendo o espírito de vida, enviado p o r D eus, após
três dias e m eio. Isso indica que elas ressuscitarão com to d o vigor
à vista de milhares de judeus, gentios e povos de todas as nações,
ouvirão a voz divina convidando-as a subir às moradas celestiais.
Assim com o a m ídia m undial m ostrou os cadáveres das duas
testem unhas nas ruas de Jerusalém , registrará o grande terrem oto
prom ovido p o r D eus, sacudindo a terra enquanto Ele arrebata os
Seus mensageiros, elevando-os aos céus. O terrem o to que causará
a m o rte de sete m il pessoas será noticiado e com entado p o r todos
os m eios de com unicação. O terror, o m edo e o pavor, p ren u n ­
ciarão u m colapso no im pério do A nticristo e u m forte im pacto
sobre todos os seres hum anos nesse tem po (Ap 11.13).
S eção X I I
Questões relativas aos
1 4 4 mil
S eção
XII
154. Quem serão os 144 mil?
Serão judeus assinalados na testa com o servos do S enhor (Ap
7.3,4).
C o m o a nação de Israel é form ada p o r 12 tribos, as quais cor­
respondem aos 12 filhos de Jacó, é possível concluir que os 144
m il consistirão em 12 mil integrantes de cada tribo.

155. Esse grupo de 144 mil será a Igreja?

N ão. Os 144 m il serão u m g rupo especial de judeus que rece­


berão a salvação no início da G rande Tribulação, comprados como
primícias para D eus epara o Cordeiro (Ap 14.4). N ão estarão conta­
m inados com m ulheres, pois serão virgens. Eles seguirão o C o r­
deiro para onde Ele for.

156. Qual será a atividade dos 144 mil?

Serão pregadores do evangelho do R e in o durante o período da


G rande Tribulação. Jesus C risto declarou: Este evangelho do R eino
será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então
virá o f i m (M t 24.14).

157. Qual será a relação desse grupo com o Senhor?

Os 144 mil, cujas vestes terão sido lavadas e branqueadas no


sangue do C ordeiro (Ap 7.14), louvarão o Senhor perante o Seu
trono e servirão a Ele de dia e de noite no Seu tem plo, no céu
(Ap 7.15).
158. Só 144 mil serão salvos?

N ão. Os 144 m il serão u m gru p o seleto de ju d eu s entre todos


aqueles que aceitarem Jesus e crerem no plano de D eus, apresen­
tado em João 3.16. Isso é atestado em Apocalipse 7.9, onde é dito
que um a m ultidão incontável, proveniente de todas as nações,
tribos, povos e línguas, estará purificada diante do trono e perante
o Cordeiro.
Se você ainda não é um a pessoa salva, é possível receber a salva­
ção agora. Jesus disse: Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará
(Jo 8.32). A verdade é a Palavra de D eus. N ão se trata de religião,
mas de reconhecer Jesus C risto com o único e suficiente Salvador.
A bra seu coração, deixe Jesus entrar, e p erm ita que Ele se to rn e o
S enhor da sua vida.
S eção X I I I
Questões relativas
a Israel
159. De onde provém o nome IsraeR

A prim eira m enção a esse n o m e está registrada em Gênesis


32.28, quando Jacó, neto de Abraão, encontra-se com D eus no
vau de Jaboque. D u ran te um a noite inteira Jacó lu to u com o
p róprio D eus representado p o r u m anjo. (Teologicam ente, o que
aconteceu no Jaboque foi um a teofania — manifestação de D eus
no A ntigo Testamento.)
Jacó estava desesperado, precisando de respostas e soluções para
sua vida pessoal e familiar. Ele enganara o pai, o irm ão e o pró p rio
sogro. H avia um a pendência, u m problem a familiar criado p o r ele
que precisava ser resolvido. Segundo as Escrituras, Jacó sabia que
era sua últim a esperança, que o futuro seria decidido ali no Jabo-
que.Vendo o anjo que não prevalecia na luta, to co u na ju n tu ra da
coxa de Jacó, deslocando-a, e disse-lhe: D eixa -m e ir, porque já a alva
subiu. Jacó respondeu: N ã o te deixarei ir, se me não abençoares. Então,
o anjo perg u n to u qual era o n o m e daquele “ g uerreiro” . Este res­
pondeu: Jacó. Nesse instante m uito especial, o anjo declarou: N ão
se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste
com D eus e com os homens e prevaleces te. E m outras palavras: “Estou
dando-lhe u m novo nom e. A partir de agora você se cham ará
Israel” (Veja G n 32.25-29).
A história do m u n d o passa pela história de Israel. A hu m an id a­
de com eçou no O rie n te M édio, onde se localiza Israel. O início
foi em Israel, e a consum ação tam bém ocorrerá ali. Se querem os
saber sobre o futuro, a verdade sobre o que as profecias an u n ­
ciam, tem os de co n h ecer tu d o sobre esta p eq u en a nação sonha­
da, projetada, form ada, liberta, ensinada, guardada, disciplinada,
purificada e abençoada pelo D eus tod o -p o d ero so : Israel. Ela
aponta para o relógio profético do Senhor!

160. Qual o significado do nome Israel?


N aquele episódio no Jaboque, ao receber o novo nom e, Jacó
conhece o significado do mesm o. Israel significa príncipe, campeão
de D eus. Jacó lu to u com D eus e com os hom ens e venceu. A
partir desse acontecim ento, a nação de Israel, prom etida a Abraão
com eçou a ser form ada.
D esde o início, Israel é um a nação guerreira. A história bíblica
descreve em detalhes as batalhas, os confrontos e as guerras com
esse povo, cham ado o povo da promessa. Mas, a história secular
tam bém registra guerras, conflitos e com bates que envolvem di­
retam ente a nação israelita.
N a Bíblia, é apresentado u m povo sofrido, levado ao cativeiro
pelo m enos três vezes, sem pre conquistando a vitória. N o aspecto
físico, atualm ente Israel se encontra em confronto com as nações
árabes do O rien te M édio. N o aspecto espiritual, luta com Deus.
N o final dos tem pos, o significado do no m e Israel será duram ente
testado, quando todas as nações da terra se voltarem contra os
judeus (Zc 12.3). Sim ultaneam ente, D eus tratará com Israel no
tocante à sua postura espiritual. Mais um a vez Israel estará lutando
com os hom ens e com Deus.

161. Deus tem algum tipo de aliança com Israel?


Sim. Q u an d o o Senhor decidiu form ar u m povo especial para
ser luz para as nações da terra, procurou u m h o m em cham ado
Abrão, residente em U r dos caldeus. D eus m anifestou a Abrão
Seu desejo de constituir u m povo santo, sacerdotal e consagrado
para servir-lhe. Antes que Israel fosse form ado, o S enhor fez um a
aliança com Abrão, dizendo:

E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o


teu nome, e tu serás uma bênção. E abençoarei os que te abençoarem e
amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as
fam ílias da terra.

G ê n e sis 1 2 . 2,3

E m seguida, dando prosseguim ento à Sua promessa, D eus m u ­


dou o nom e de Abrão [pai exaltado] para Abraão, pa i de multidões,
p a i de nações. Mais tarde, logo após o Senhor libertar os hebreus
do cativeiro no Egito, Ele disse que Israel seria cabeça das nações,
e não cauda (D t 28.13), o que significa que D eus a colocaria em
posição de destaque no m undo. U m a nova terra, u m te rritó rio
im enso, fértil, produtivo e seguro, foi incluída na aliança do Se­
n h o r com Israel.
Nas Escrituras, especialm ente no A ntigo Testamento, observa­
mos vários pactos, acordos e alianças do Senhor com Israel, tanto
no aspecto espiritual com o no m aterial. A té hoje todas as p ro ­
messas contidas nessas alianças v êm sendo cum pridas. Diversas
outras se cum prirão nos últim os dias.
O p ró p rio D eus garante o cum p rim en to das Suas promessas.
Elas jam ais serão invalidadas. E muitas promessas do S enhor aos
judeus vêm sendo cum pridas literalm ente.

Porque, quando Deus f e z a promessa a Abraão, como não tinha outro


maior por quem jurasse, jurou por si mesmo. Pelo que, querendo Deus
mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos her­
deiros da promessa, se interpôs com juramento, para que por duas coisas
imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firm e con­
solação, nós, os que pomos 0 nosso refúgio em reter a esperança proposta;
a qual temos como âncora da alma segura e firm e e que penetra até ao
interior do véu.
H eb reu s 6. 13, 17-19
162. Por que Israel está continuamente sob o foco da mídia e das
outras nações? Israel é importante?

Israel é um país com u m te rritó rio pequeno. Entretanto, todos


os dias, na m aioria dos jornais, no rádio, na televisão, nas revistas
e especialm ente na In tern et, é elogiado, criticado, zom bado, acu­
sado, culpado e com entado. Q ual é a im portância dessa nação?
Israel é o povo de D eus. Foi o Senhor qu em o form ou, dando-
lhe u m propósito especial para abençoar todos os povos não so­
m ente na dim ensão espiritual, mas tam bém nos aspectos social e
m aterial. D eus faz Israel crescer em todos os aspectos. Ele m ulti­
plica os descendentes de A braão com o as estrelas do céu e jamais
deixa de abençoá-los (D t 1.10-11; Is 26.15)
A ) Israel é importante espiritualmente. D eus disse que abençoaria
todas as nações p o r in term éd io de Israel. C om o? U sando a Bíblia
com o ferram enta para tal. Seus escritores eram judeus; os sacer­
dotes eram judeus; os profetas, grandes mensageiros do Senhor,
pertenciam ao povo israelita. O h o m e m mais especial e im p o r­
tante do m undo, o mais sublim e e incom parável, tem descendên­
cia israelita: o Senhor Jesus Cristo. A Bíblia é o best-seller universal,
e Jesus é o Salvador da hum anidade. N o fim dos tem pos, a bênção
espiritual proveniente de Israel alcançará o m undo inteiro. Todas
as pessoas em todas as épocas e em todos os lugares serão aben­
çoadas p o r Israel.
B ) Israel é importante politicamente. A localização geográfica de
Israel é estratégica: no centro da terra. A profecia bíblica declara
que Israel é o coração dos povos. O panoram a político m undial
ao longo dos anos tem sido, e continuará sendo até o final dos
tem pos, profundam ente influenciado pelas decisões políticas que
acontecem no O rien te M édio, especificam ente em Israel. O re­
lógio profético, intelectual, político e econôm ico do m undo, sem
n enhum a dúvida, é a nação de Israel. Todos os segm entos polí­
ticos m undiais obrigatoriam ente atentam para o que ocorre em
Israel.
Algumas vezes Israel, com o nação, foi expulsa literalm ente do
seu territó rio ; foi levada cativa, explorada, perseguida e odiada
p o r m uitos povos.
D u ran te 430 anos em que o povo h ebreu viveu com o estran­
geiro no Egito, foi escravizado, saindo de lá para reto rn ar à sua
terra sob a liderança de Moisés.
N o ano 722 a. C. a população do reino de Israel, representado
pelas dez tribos do norte, foi levada cativa pela Assíria, e, entre os
anos 605— 586 a.C. a população de Judá, reino representado pelas
duas tribos do sul, foi escravizada pela Babilônia.
Sob o im pério m edo-persa, D eus usou Z orobabel (539 a.C.),
Esdras (458 a.C.) e N eem ias (444 a.C .),para reconduzir Seu povo
de volta ao seu territó rio .
A últim a saída dos israelitas do seu te rritó rio o co rreu no ano
70 d.C ., sob im posição dos rom anos, e o regresso de Israel à sua
terra recom eço u em 1871 d.C .
N o dia 2 de novem bro de 1917, aconteceu a famosa Declaração
de Balfour [uma carta escrita p o r A rth u r James Balfour, secre­
tário britânico de assuntos internacionais, ao Lorde R othschild,
falando-lhe de seu desejo de conceder aos israelitas benefícios
para repovoarem Israel, caso a Inglaterra conseguisse derrotar o
im pério otom ano que dom inava aquela região]. Os am ericanos
concordaram com este term o em agosto de 1918, e a Liga das
N ações concedeu ao R e in o U n id o o M andato B ritânico da Pa­
lestina, após a P rim eira G uerra M undial.
E m novem bro de 1947, as N ações U nidas recom endaram que
a Palestina fosse adm inistrada p o r u m Estado ju d e u , u m Estado
árabe e pelas N ações U nidas, co m a sede do governo em Jerusa­
lém . Essa repartição, a princípio foi aceita pelos líderes sionistas,
mas sendo rejeitada pelos líderes árabes, houve um a G uerra Civil
de 1947 a 1948, a qual te rm in o u em 14 de m aio de 1948, com a
declaração de independência de Israel. N o dia seguinte, os árabes
vizinhos atacaram o país. D esde então, Israel travou um a série de
guerras com os países vizinhos.
A despeito disso, de todas as partes do m undo os ju d eu s co n ­
tinuam regressando para sua pátria até hoje. Estes fatos estão re­
gistrados na Bíblia e nos anais da história. Apesar de to d o o so­
frim en to do povo ju d e u , D eus te m u m futuro m aravilhoso para
Israel (Jr 65.21-23).
C) Israel é importante intelectualmente. Q u alq u er pessoa com um a
p equena parcela de co n hecim ento sabe da im portância cultural
dos judeus. C o m o u m dos povos mais antigos, Israel vem de-
dicando-se ao estudo das ciências hum anas. E m todas as áreas
de conhecim ento, os filhos de A braão participam ativamente. A
m aioria dos judeus, ao ser abordada sobre qualquer assunto, tem
sem pre um a orientação e um a resposta.
O sistema educacional im plantado em Israel e em todas as es­
colas judaicas no m u n d o inteiro obedece a u m padrão de ensino
globalizado. O mestre, em com panhia de seus alunos ao redor de
um a mesa, m inistra u m ensinam ento global. Os estudantes apren­
dem dois ou três idiomas, geografia, m atem ática, inform ática e
outras matérias ao m esm o tem po. Esse sistema de ensino vem
provando sua eficácia, form ando hom ens e m ulheres capacitados,
co m cultura geral, preparados para as diferentes funções da vida.
A sabedoria é u m d o m de D eus (Pv 4.1-13).

163. Por que existe tanto ódio contra os judeus?


Israel vem sendo am eaçado desde a sua form ação. E p o r esta
razão que o S enhor se coloca com o seu p ro teto r (SI 121.4). E m
várias ocasiões Israel tem sido vítim a de ódio e destruição. Foi o
que ocorreu no tem po da rainha Ester (480 a.C.), quando H am ã
inten to u , p o r m eio de u m decreto real, elim inar a nação judaica
(Et 3.6-12).
A história dos povos, p o r volta do ano 165 a.C., registra as ativi­
dades de um m onarca cham ado A ntíoco Epífanes, que profanou
o tem plo dos ju d eu s tencionando liquidar, aniquilar totalm en­
te Israel. H erodes, u m rei ím pio, prom ulgou u m decreto orde­
nando a m o rte de todas as crianças israelitas do sexo masculino
(M t 2.16-18). N a era m oderna, H itler in ten to u destruir os judeus,
aniquilando mais de seis m ilhões deles nos campos de concen­
tração.
Israel é odiado p orque serve ao único D eus. Os ju d eu s não
aceitam outros deuses, a não ser o C riad o r dos céus e da terra. O
único D eus verdadeiro é o D eus de Abraão, Isaque e Jacó.
O S enhor Jesus, sendo ju d e u , foi vítim a de perseguição, de ca­
lúnias, chegando ao p o n to de ser m o rto na cruz do Calvário. O
m undo o odiou.V eio para os Seus, mas eles não o receberam (Jo
1.11). A té m em bros da sua família o rejeitaram com o Messias. E
Ele avisou que esta m esm a situação ocorreria co m Seus irm ãos
judeus e a todos os Seus seguidores (M t 24.9). Eles seriam presos,
perseguidos, traídos. M uitos seriam m ortos e odiados p o r todos
os povos p o r causa do no m e dele (veja M t 10.18,21,34-36; Lc
21.12-19). O diabo nunca desiste de sua cam panha m aligna para
destruir o povo de D eus. Por que tanto ódio? P or que existem
nações que querem fazer desaparecer a nação de Israel da Terra?
A im portância, o peso espiritual, dos ju d eu s é a principal ra­
zão e m otivação para a vontade de elim inar Israel. Im agine o
que ocorrerá no m u n d o religioso quando os ju d eu s com eçarem
a construção do terceiro tem plo? H á inform ações seguras de que
judeus-am ericanos estão preparados em todos os aspectos para
construir o tem plo em quatro meses. Q u an d o isto acontecer, to ­
dos os segm entos sociais na terra serão profundam ente abalados
em seus fundam entos. Este fato em si, provocará um a onda de
ódio m undial contra os judeus.
N u n ca podem os esquecer que um a das principais metas do dia­
bo é a aniquilação total de Israel p orque a salvação vem dos judeus
(Jo 4.22).

164. Israel será destruído como nação?


D iante de tanta perseguição prem editada, deliberada e im ple­
m entada contra os judeus, poderá Israel resistir? A im prensa m u n ­
dial noticia diariam ente que diversos grupos políticos, religiosos,
sociais pregam a liquidação, o desaparecim ento da nação de Israel.
H á grupos religiosos fortíssimos investindo m ilhões de reais na
form ação de inim igos específicos contra Israel. G rupos terroristas
de várias nações, a m aior parte do O rien te M édio, chegaram ao
absurdo de convencer pessoas, muitas delas jovens, a tornarem -se
hom ens ou m ulheres bom bas. Tais pessoas odeiam terrivelm ente
Israel. N os ataques suicidas, elas m orrem , e Israel continua vivo.
D e acordo com o que está escrito na Bíblia, Israel nunca será
destruído com o nação. A inda que o m u n d o inteiro se levante
contra ela, Israel será guardada pelo Senhor. N o capítulo 12 de
Apocalipse, no tocante à visão de João, é descrito que o apóstolo
contem plou um a m ulher grávida prestes a dar à luz u m filho. Esta
m ulher simboliza a nação de Israel. N o instante crucial em que
ela e a criança poderão ser destruídas, nos m ontes de Israel apare­
ce o Messias co m a Igreja, co m os anjos e os exércitos celestiais,
prontos para defender Israel.
N o decorrer dos anos, pelo m enos três vezes, Israel foi leva­
do ao cativeiro, enfrentando ódio, perseguição e um a cam panha
m undial visando à sua aniquilação, mas tem sobrevivido com o
nação. O últim o in ten to prom ovido pelo diabo, com andado pelo
A nticristo, ocorrerá na sangrenta guerra do A rm agedom . N este
confronto, dois terços dos judeus m orrerão; entretanto, u m terço
será poupado (Zc 13.8,9); assim, a nação de Israel será preservada.

165. Qual a re la çã o entre Israel e a e conom ia m undial?

Os judeus desenvolvem u m papel im p o rtan te na religião, nas


ciências hum anas, na política e, com o não poderia deixar de ser,
na econom ia m undial.V ários estudos com provam a presença de­
les de form a fundam ental no setor econôm ico, não só quanto aos
processos de produção e agilização, mas essencialmente quanto à
im plem entação executiva da econom ia.
As maiores transações financeiras ocorridas diariam ente no
m undo são operadas p o r judeus envolvendo cifras assustadoras.
Os maiores projetos políticos, sociais, científicos, direta ou indire­
tam ente ligados às finanças, são patrocinados pelos judeus. Israel,
m esm o sendo um a nação pequena, detém o controle da m aior
parte das finanças mundiais.
Os econom istas dizem que quem tem dinheiro dá as ordens.
Q u alq u er estudo, pesquisa ou investigação no m undo financeiro
revelará a presença atuante dos ju d eu s nas decisões mais im p o r­
tantes da hum anidade. O m aior negociador de ouro do m u n d o é
Israel. A m aioria das patentes, as mais lucrativas procuradas pelas
pessoas, pertence aos judeus. Provavelm ente, som ente com o lu ­
cro de tudo o que Israel tem patenteado, a nação poderia viver
sem preocupações financeiras.
Israel está em prim eiro lugar entre os países do O rien te M édio
no índice de D esenvolvim ento H um ano, publicado pela O N U ,
além de ser considerado pelo FM I um a das 34 econom ias avança­
das do m undo e o país mais avançado da região em term os de re­
gulam entações empresariais e com petição econôm ica (in: h ttp ://
pt.w ikipedia.org/w iki/Israel).
N a Bíblia, são descritas em detalhes as bênçãos econôm icas p ro ­
metidas pelo S enhor a Israel (veja D t 28.1-14). A globalização
tam bém é um a realidade na econom ia. A m aioria das nações glo­
balizadas está ligada entre si p o r com prom issos cruciais na área
financeira. É exatam ente neste p o n to que Israel exerce seu p oder
influenciador. P or ser a nação que predom ina econom icam ente,
Israel desenha o quadro financeiro m undial.
A inda que não tenha petróleo, Israel está estrategicam ente lo ­
calizado no O rien te M édio. C o m seu excelente p o d erio militar,
sua eficiente força aérea e seu arsenal de armas, bom bas atômicas
e ogivas nucleares, prontas para serem detonadas, Israel poderia,
se quisesse, destruir as vias de em barque do petróleo na parte
oriental do M editerrâneo, no Canal de Suez, no Golfo Pérsico,
incluindo o Estreito de O rm u z, interferindo diretam ente no des­
tino da econom ia m undial.
166. Israel passará pela Grande Tribulação descrita na Bíblia?
Sim. D e fato, Israel terá u m papel preponderante durante os
dias da Tribulação e da G rande Tribulação. Q u an d o o A nticristo
chegar, u m dos prim eiros atos públicos será u m acordo com Israel
(D n 9 .2 7 ).D evido às condições hum anas extrem am ente precárias
nessa ocasião — fome, desem prego, insegurança, doenças, convul­
sões sociais, guerras, caos político, desastres econôm icos e rupturas
— , o pacto proposto pelo A nticristo será bem -aceito p o r Israel.
N a verdade, os ju d eu s reconhecerão o A nticristo com o o M es­
sias que eles tanto aguardam. Paz, segurança e prosperidade to ­
tal serão os term os da aliança co m esse líder religioso diabólico.
Todavia, nada disso se cum prirá. N a m etade da semana profética
de D aniel (três anos e m eio), o pacto será rom pido pelo A nti­
cristo. Os juízos do Senhor virão co m força total sobre a terra
e a hum anidade. O s planos, as promessas e os projetos que Israel
assinou com o A nticristo não se realizarão. A partir deste ponto,
o A nticristo ordenará a caça e a aniquilação dos ju d eu s no m u n ­
do inteiro. Israel experim entará o que na Bíblia é cham ado de a
angústia de Jacó.
O bserve as palavras do profeta em Jeremias 30.5-7:
Ouvim os uma voz de tremor, de temor, mas não de p a z. Perguntai,
pois, e vede se um homem tem dores de parto. Por que, pois, vejo a cada
homem com as mãos sobre os lombos, como a que está dando à luz? E p o r
que se têm tornado macilentos todos os rostos? A h ! Porque aquele dia é
tão grande, que não houve outro semelhante! E é tempo de angústia para
Jacó; ele, porém, será salvo dela.
D eus perm itirá que “ o ch ico te” do A nticristo, com andante ge­
ral da G rande Tribulação, puna Israel p o r causa dos seus pecados.
Sendo o povo ju d e u obstinado, a única m aneira de receber a
restauração será p o r m eio do sofrim ento cruel na G rande T ri­
bulação. N os Evangelhos e no livro de D aniel, existem profecias
específicas sobre Israel nesse tem po de aflição e angústia com o
nunca houve (D n 12.1; Lc 21.20-22).
167. Israel é importante no contexto bíblico profético?
N a Bíblia, estão registradas a presença e as atividades de 260
profetas, todos judeus. O plano do S enhor para a hum anidade
inclui Israel com o parte im portante. A prim eira profecia que apa­
rece nas Escrituras (G n 3.15) proclam a a vinda do Messias des­
cendente de Abraão, da família de D avi e da casa de Jacó. C o m o
podem os ver, todos judeus. Israel é de extrem a relevância nas
profecias bíblicas. Foi profetizado que o Messias, o Salvador, o
R e d e n to r viria do povo de Israel. Esta profecia se cum priu literal­
m ente na pessoa do S enhor Jesus, quando veio ao m undo redim ir
e salvar a hum anidade.
M uitas profecias abordam detalhadam ente a vida de Israel, sua
origem , sua base familiar, seus relacionam entos políticos, sociais
e religiosos. O futuro de Israel é b em claro nas profecias bíblicas.
Apesar de toda rebeldia, incredulidade, desobediência e rejeição
p o r parte dos israelitas, tu d o o que foi profetizado sobre Israel
vem cum prindo-se. Jesus profetizou sobre os brotos da figueira,
referindo-se às atividades proféticas do povo de Israel com o um
sinal im portan te da segunda vinda do Salvador e do fim do m u n ­
do (veja Os 9.10; M t 24.32,33; M c 13.28,29; Lc 21.29-31).

168. Israel será salvo?


Segundo as Escrituras, Israel será salvo. As promessas do Senhor
são fiéis e verdadeiras. O apóstolo Paulo tratou desse assunto com
m uita propriedade, afirm ando que todo o Israel será salvo (R m
11.26). Todo na expressão de Paulo significa o rem anescente dos
judeus que guardarem a Palavra do S enhor e obedecerem a ela.
A salvação dos gentios (não judeus) o co rreu p o r causa da rejei­
ção dos judeu s em relação a C risto (Jo 1.11). D u ran te a G rande
Tribulação, os ju d eu s conhecerão a verdade, e serão salvos. Esta
salvação terá u m custo altíssimo, inteiram ente diferente da m a­
nifestada durante o período da graça. Os zam bujeiros (gentios)
foram enxertados na O liveira verdadeira [Cristo] porque os j u ­
deus, tendo rejeitado o Messias, foram cortados. N o entanto, as
profecias declaram que no final dos tem pos os ramos naturais (os
judeus) serão novam ente ligados à Oliveira. Esta operação espiri­
tual manifestará a glória de D eus ao m undo inteiro, evidenciando
a salvação de D eus para o povo escolhido, Israel (R m 11.25,26).
Nessa oportunidade, mais um a vez e, agora com um a abran­
gência universal, envolvendo m ilhões de hom ens e m ulheres, será
cum prida a promessa feita pelo Senhor a Abrãao: E m ti serão ben­
ditas todas as fam ílias da terra (G n 12.1-3). Será a manifestação da
salvação de D eus a Israel (Os 1.10; R m 11.1,25-32).

169. Os 144 mil registrados no Apocalipse serão judeus?


Provavelm ente, de acordo com a m aioria dos estudiosos da Bí­
blia, os 144 mil serão judeus, 12 m il pessoas de cada tribo de Isra­
el. Este grupo especial de 144 m il form ado p o r hom ens, m ulheres
e crianças salvos desenvolverá u m m inistério profético m aravi­
lhoso durante o período da G rande Tribulação (veja Is 6.13; 55.1;
Jo 3.1 6 ;Ap 12.14).

170. Só 144 mil pessoas serão salvas?

Não! D eus am ou o m undo inteiro. A hum anidade atualm ente


é com posta p o r mais de seis bilhões de indivíduos. Todos os que
creem na pessoa bendita do S enhor Jesus, aceitando o do m de
D eus, serão salvos. N ão existe u m núm ero específico, lim itado
na Bíblia para a salvação. C risto m o rreu p o r todos e para salvar a
todos. Assim, pessoas de todas as nações, etnias, línguas e grupos
sociais, de todos os credos, p o d em encontrar salvação real em
Cristo.

171. Quais são as principais profecia sobre o futuro de Israel ?


A Bíblia descreve quase tu d o sobre a nação de Israel. A ntes de
esta surgir, foi projetada p o r D eus e anunciada ao seu pai natural
e espiritual: o patriarca Abraão (Gn 12.1-3). A verdadeira história
de Israel esta na Bíblia, a única fonte autorizada que descreve o
futuro deste povo escolhido pelo Senhor. Existem mais de oito
m il promessas de D eus registradas na Bíblia, e a m aior parte delas
inclui o povo ju d eu ; entre as quais:

• O povo israelita será reunido e form ará um a nação (Is 43.5,6;


J r 30.3; 30.3; Ez 34.11,12; 36.34; 37.1-14; R m 11.25-27);
• O Anticristo fará um a aliança de sete anos com Israel (Dn 9.27);
• O povo ju d e u reconstruirá o tem plo em Jerusalém (M t
24.15);
• U m a poderosa nação vinda do norte, co m diversos povos
aliados, invadirá Israel quando os ju d eu s estiverem em paz
(Ez 38; 39);
• O A nticristo invadirá Israel e profanará o tem plo (D n
11.40,41; M t 24.15-20);
• M uitos ju d eu s fugirão para o deserto (Ap 12.13-17);
• D urante a G rande Tribulação, dois terços dos ju d eu s p ere­
cerão (Zc 13.8);
• Os exércitos do m undo inteiro se reunirão na planície de
M egido, ao n o rte de Israel, para atacá-la (Ap 16.12-16);
• A cidade de Jerusalém será invadida e conquistada pelos ini­
migos (Zc 12.1-9; 14.1,2);
• O Senhor Jesus C risto voltará do céu para derrotar os exér­
citos da besta, acampados em Israel. M uitos judeus reco n h e­
cerão o S enhor Jesus com o o verdadeiro Messias (Zc 12.10;
Ap 19.19-21);
• Israel será reunido na Palestina (Zc 8.4,5);
• D eus renovará Sua aliança com Israel (Jr 31.31-34);
• Israel será restaurado e tom ará posse do seu te rritó rio orig i­
nal (Zc 12.6; Is 31.5);
• O Espírito Santo será derram ado profusam ente sobre Israel
Ql 2.28,29);
• Israel será reunido definitivam ente com o um a única nação
(Ez 37.21,22).
Prepara-te, sim, dispõe-te, tu e todas as tuas congregações que se reuni­
ram a ti, e serve-lhes tu de guarda. Depois de muitos dias, serás visitado;
no fim dos anos, virás à terra que se retirou da espada e que veio dentre
muitos povos aos montes de Israel, que sempre serviram de assolação; mas
aquela terra fo i tirada dentre os povos, e todos eles habitarão seguramente.
E z e q u ie l 3 8 . 7,8
S eção XIV
Questões relativas
à Babilônia
S eção
XIV
172. Existe relação entre Babel e Babilônia?
Sim. U m dos temas proféticos de grande im portância no tocan­
te ao fim dos tem pos refere-se à Babilônia, a qual consta em G ê­
nesis e Apocalipse, b em com o em outras partes das Escrituras. N o
livro de Gênesis, o term o equivalente a Babilônia (grego) é Babel ,
no vocábulo hebraico. N os capítulos 17 e 18 de Apocalipse, são
m encionadas duas Babilônias, ambas distintas. Q u an d o separamos
as duas, tem os um a visão b em clara do panoram a futuro.
Os capítulos 10 e 11 do livro de Gênesis descrevem a prim eira
cidade construída pela hum anidade após o dilúvio. Babel (B abi­
lônia ) significa portão de D eus. Ela foi fundada e governada pelo
prim eiro ditador que surgiu no m undo, cham ado N inrode. Babel
é conhecida com o a cidade do h o m em , denotando orgulho e re­
beldia. Q u an d o a cidade co m sua grande torre estava praticam en­
te pronta, D eus não gostou do que viu. Ele discerniu a intenção
de N in ro d e e de todos os que o acom panhavam . Então, o S enhor
decidiu confundir as línguas, dizendo: E is que o povo é um , e todos
têm um a mesma língua; e isto ê o que começam a fa ze r; e, agora, não
haverá restrição para tudo o que eles intentarem fa z e r (Gn 11.6).

173. Qual é a importância profética da Babilônia?


O espírito que conduziu N in ro d e e a população do m u n d o no
período prim itivo co n tin u o u operando, sobretudo nos dias do
profeta D aniel. N aquela época, a Babilônia, com seus famosos
jardins suspensos, era um a das sete maravilhas do m u n d o antigo.
Assim, Babel representa a glória, a soberba e o orgulho do h o ­
m em . N os idos de N abucodonosor, rei da Babilônia, esta cidade
ultrapassou todos os limites de rebeldia, opulência e glória humana.
N o fim dos tem pos, o m esm o espírito que operou em Babel “res­
suscitará” a famosa B abilônia registrada nas Escrituras.

174. A cidade de Babilônia foi destruída?


Segundo as Escrituras, ela foi destruída para jam ais ser recons­
truída.
E m algumas passagens do A ntigo Testamento, são descritos com
detalhes a destruição da Babilônia, com o, p o r exem plo, nos ca­
pítulos 13, 46 e 47 de Isaías e nos capítulos 50 e 51 de Jeremias.
O bserve o que consta em Isaías 13.19:E Babilônia, o ornamento dos
reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra,
quando D eus as transtornou.
C ontudo, em certo sentido, essa cidade nunca deixou de existir.
M aterial, adm inistrativa e politicam ente, ela não existe. E n tretan ­
to, espiritualm ente, nunca m o rreu . Babilônia é u m sistema espi­
ritual dotado de u m p o d er que o ser hum ano não pode avaliar
com precisão. Essa força espiritual vem influenciando profunda­
m ente a hum anidade. A tualm ente é co m u m encontrar grupos
rebeldes, anarquistas, shows musicais onde a pornografia, as drogas
e o consum o de bebidas alcoólicas não têm limites, todos in titu ­
lados Babilônia, pois este term o continua representando rebeldia,
orgulho, arrogância, licenciosidade etc. Logo, o sistema espiritual
da Babilônia perm anece vivo e atuante.

175. Onde se localizava a Babilônia?


A antiga Babilônia foi construída e edificada onde hoje se en­
contra o O rien te M édio, especificam ente o Iraque. Segundo Isaías
13.20-22, a Babilônia não será reconstruída. Alguns governantes
do O rien te M édio intentaram esse feito. U m deles elaborou u m
projeto caríssimo de reconstrução dos famosos jardins suspensos.
Ele projetou, em parceria com a U niversidade de Kyoto, no Japão,
construir u m grande polo turístico onde a principal atração seria
os famosos jardins no delta do rio Eufrates, a 88 k m de Bagdá.
Esse projeto m obilizou, p o r vários anos, governos, grandes em ­
presas, pessoal altam ente especializado, exigiu quantias exorbitan­
tes, mas não obteve sucesso. Todos os projetos que tencionaram
reconstruir a famosa Babilônia não prosperaram .

176. Qual é a Babilônia de Apocalipse 17?

A parecem duas Babilônias em Apocalipse, respectivam ente nos


capítulos 17 e 18. A prim eira é a Babilônia religiosa, a mística.
A segunda, do capítulo 18, é a literal, a política, a com ercial. N o
A ntigo Testam ento vários profetas, entre eles Isaías, Jeremias, E ze­
quiel e H abacuque, profetizaram sobre a Babilônia. D eus utilizou
essa cidade pecadora com o instrum ento de punição e disciplina,
especialm ente em relação a Israel.
E m Apocalipse, vemos que João é convidado pelo anjo para
testem unhar a condenação da grande prostituta que está assentada so­
bre muitas águas (povos e nações). N a visão, ele é conduzido em
espírito a u m deserto (lugar m undano, corrupto) e vê um a linda
m ulher m ontada em um a besta verm elha, sendo esta coberta de
nom es blasfemos com sete cabeças e dez chifres. A m ulher, rica­
m ente vestida e adornada co m ouro, pedras preciosas e pérolas,
segurando u m cálice de ouro,im pressiona o apóstolo (Ap 17.1-5).
Essa m ulher será a igreja submissa ao A nticristo no tem po da
Tribulação e G rande Tribulação. Q u an to a esses dois períodos,
observe D aniel 9.27:
E ele firmará um concerto com muitos por uma semana; e, na metade
da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das
abominações virá o assolador, e isso até à consumação.
Q u an to ao texto acima, alguns estudiosos en ten d em que uma
semana corresponderia a sete anos, período de duração da T ribu­
lação. A G rande Tribulação, nesse caso, ocorreria na últim a m eta­
de desse período, após a metade da semana em que o Anticristo_/ãra
cessar o sacrifício e a oferta de manjares, com o dito no versículo acima.
A besta em que a m u lh er de Apocalipse 17.3 está m ontada é o
A nticristo. E m outras palavras, o A nticristo conduzirá a m ulher (a
igreja) p o r todos os lugares no seu im pério ditatorial sobre a terra.
A beleza da m ulher representa a glória, o esplendor, o p o d er que
essa igreja terá durante os últim os dias. Ela será poderosa, pujante,
esnobe, carismática, tendo com o parceiro o A nticristo. Será um a
igreja superpopular co m dim ensões universais (Ap 17.15).
E m seguida, em sua visão, João contem pla a m ulher embriagada
do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus (Ap 17.6).
Essa igreja prostituta (Ap 17.1) não é a Igreja esposa do C o rd ei­
ro (virgem). O A nticristo a utilizará com o braço m ortífero para
elim inar os santos do Senhor. M ilhares de salvos, entre os quais a
m aioria dos judeus, serão m ortos em no m e do sistema religioso
vigente na G rande Tribulação. Eles são os m ártires m encionados
em Apocalipse.

177. Qual é a Babilônia do capítulo 18 de Apocalipse?


Esse capítulo descreve em detalhes o p o d er político, com ercial
e financeiro da grande Babilônia. Assim com o no passado ela foi
a capital de um im pério m undial que d o m inou, invadiu, destruiu,
ro ubou e escravizou poderosas nações, nos últim os dias a B abilô­
nia exercerá um p o d er m uito m aior do que nos dias gloriosos de
N abucodonosor, u m dos seus maiores líderes.
O quadro profético vem sendo desenhado fielm ente de acordo
com a vontade divina. A união dos povos, a form ação de b lo ­
cos econôm icos fortíssimos, o surgim ento de um a adm inistração
central, única, com poderes especiais sobre o m undo inteiro têm
sido analisados, estudados e considerados diariam ente. A im plan­
tação de um a m oeda única, u m sistema m o netário globalizado,
já está ocorren d o em diversos países. E a Babilônia de M am om
(deus das riquezas).
A despeito de toda a opulência, do p o d er político e econôm ico
que ela terá no fim dos tem pos, o apóstolo João contem pla os reis
da terra (Ap 18.9) — negociantes, grandes em presários, empresas
m ultinacionais, grupos financeiros globais, líderes e governantes
dos povos e das nações — gritarem desesperados: A i ! A i daquela
grande Babilônia, aquela fo rte cidade! Pois num a hora veio o seu ju íz o
(Ap 18.10).
178. Qual é a relação entre o A nticristo e a Babilônia?
Observam os que o A nticristo estabelecerá um a relação pessoal,
íntim a, m uito especial com a Babilônia religiosa de Apocalipse
17. C o m respeito à segunda Babilônia, esse líder diabólico tam ­
b ém se relacionará co m ela, na dim ensão política e econôm ica.
C o m o ditador m undial, o A nticristo precisará firm ar alianças para
sustentação política e com ercial do seu im pério.
As profecias bíblicas indicam que o A nticristo no início do
seu governo prom eterá paz, segurança, estabilidade econôm ica e
prosperidade a todos. Inicialm ente seu sucesso será patrocinado
pelo sistema espiritual da Babilônia. As pessoas terão casas, veí­
culos, dinheiro suficiente para com prar, vestir, com er e divertir-
se. Provavelm ente, todas terão plano de saúde, seguro de vida e
outros benefícios. Será a glória da Babilônia política e comercial.
Entretanto, com o declaram as Escrituras, quando todos disserem:
H á p a z e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição (1 Ts 5.3).
D a m esm a form a com o no passado D eus ju lg o u e co n d en o u a
Babilônia, orgulho das nações, no fim dos tem pos ela será co n ­
denada e destruída pela m ão do Senhor. Por isso, João, assustado,
ouviu as palavras angelicais: C aiu! C aiu a grande Babilônia e se tor­
nou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo, e refúgio de
toda ave im unda e aborrecível! (Ap 18.2).
S eção X V
Questões relativas aos
sinais proféticos do fim do mundo
179. Por que os discípulos de Jesus indagaram a respeito do fim
do mundo (Mt24.3)?

Os discípulos estavam preocupados com as palavras proféticas


do S enhor sobre o que aconteceria no fim do m undo. Eles que­
riam um a confirm ação de que, de fato, essas coisas se realizariam
e de quando o Messias reinaria. Desejavam preparar-se para o fu­
turo e saber com o to m ar parte no R e in o de D eus (veja M t 24.3;
25.1-13; 2 Pe 3.7,10-12).

180. Como eram as condições políticas e econômicas de Israel na


época?

N aqueles dias, as condições políticas e econôm icas da nação de


Israel não eram boas. O poderoso im pério rom ano dom inava o
m undo, conquistando tudo e todos que estivessem à sua frente. O
povo israelita, várias vezes expulso da sua terra, não sabia com o
seria o futuro. R eferin d o -se a destruição do tem plo dos judeus
(grande, im ponente, majestoso e im pressionante naquela época), o
Senhor Jesus declarou que não ficaria peâra sobre pedra, vinculando
im ediatam ente os sinais do fim do m undo e de Seu retorno.

181. Por que as pessoas deveriam interessar-se pelas revelações


bíblicas?
As pessoas, de u m m o d o geral, querem saber sobre o futuro, es­
pecialm ente sobre o fim do m undo. Todas, sem exceção, pensam
sobre o futuro e gostariam de preparar-se para o que está p o r vir.
Por isso, devem conhecer o que D eus revelou sobre os aconte­
cim entos do futuro e quais são os sinais do fim dos tem pos. Ao
lerem a Bíblia Sagrada, elas constatarão que os profetas, evange­
listas, apóstolos e especialm ente a pessoa bendita do Senhor Jesus
falaram acerca do futuro, do que está p o r acontecer e dos sinais
proféticos desse tem po.
A Palavra de D eus oferece um a base segura para esta m atéria
que deixou de ser assunto exclusivo dos teólogos e passou a ser
estudada profunda e extensivam ente nos centros de pesquisas so­
ciais e nos laboratórios genéticos nas universidades no m undo
inteiro. A religião e a ciência, são as fontes mais procuradas na
busca de respostas a respeito do fim do m undo.

182. 0 mundo realmente terá um fim?

D e acordo co m vários textos bíblicos, sim. O fim deste m undo


(com o o conhecem os hoje) coincidirá com o dia do Juízo fmal
ou D ia do Senhor, predito em Isaías 13.9,10; 2 Pedro 3.10-12.

183. Que tipo de sinais Cristo predisse que ocorreriam antes do


fim?

O Senhor disse que haveria prodígios no céu (ver M t 24.29; At


2.19), que os poderes do céu seriam abalados (Lc 21.26), que
haveria sinais em baixo na terra (ver A t 2.19), sinais concernentes à
religiosidade, à vida espiritual (ver M t 24.11; 24.24; 1 T m 4.1) e
sinais relacionados à nação de Israel (ver R m 11.17-32).

184. Quais seriam os sinais preditos por Cristo relativos a Israel e


ao fim do mundo?

Sem dúvida, u m dos mais im portantes sinais do fmal dos tem ­


pos, preditos pelo Senhor Jesus, diz respeito à nação de Israel.
Q u an d o a figueira (Israel) com eçar a brotar (o que aponta para
suas atividades profético-religiosas), a hum anidade estará ingressando
no tem po do fim. Tudo o que acontece em Israel tem significado
profético.Veja R o m an o s 11.1-8; Salmo 81.11,12.
185. 0 que seriam os sinais em baixo na terra, preditos por Jesus?

Podem os in terp retar com o um a alusão aos desastres naturais


(com o os terrem otos, m arem otos, enchentes, alterações clim áti­
cas), b em com o ao terrorism o, às guerras, às enferm idades, à fome,
às pragas.
Todos esses sinais na terra estão interligados, um a vez que o
calor intenso em áreas onde a tem peratura sem pre foi agradável,
p o r exem plo, p o d e provocar secas, im produtividade do solo, des­
truição das lavouras e pragas; o que, p o r sua vez, acarretará fom es,
com o descrito p o r Jesus em M ateus 24.7.

186. Quais são os sinais na natureza?

Segundo o que disse D eus p o r interm édio do profeta Joel, haverá


sinais na terra com o sangue, fogo e vapor de fum aça (At 2.19). Destes
pode-se depreender desastres naturais, tais com o terrem otos (M t
24.7; Lc 21.11), tremores de terra, alterações climáticas etc.
E m 2004, o m u n d o inteiro foi abalado com o tsunam i o corrido
na Ásia, pelo qual mais de 280 m il pessoas m o rreram e desapare­
ceram. O que é u m tsunam i ? U m a vaga m arinha volum osa, p ro ­
vocada p o r m ovim ento de terra subm arino ou erupção vulcânica;
u m terrem o to no mar, que acarreta o deslocam ento das placas
tectônicas, sobre as quais está o oceano, e um a agitação imensa
das águas, resultando em ondas que chegam de m aneira violenta
e desordenada ao litoral. As conseqüências são terríveis.
Os cientistas afirm aram que terrem otos, erupções vulcânicas,
detonações de artefatos nucleares no mar, deslizamentos de terra,
im pactos bólidos e outros distúrbios acima ou abaixo do nível do
m ar têm potencial para gerar o tsunami.
D e acordo com o C entro de Pesquisa Epidem iológica de D e ­
sastres (em inglês, C R E D ), u m órgão colaborador da O rganização
M undial da Saúde, de janeiro a o utubro de 2005 quase 100 mil
pessoas m orreram em to d o o m undo devido a catástrofes naturais.
O C R E D possui u m arquivo de dados sobre desastres em âm bito
m undial. D e acordo com essa entidade, o n úm ero desses eventos
vem aum entando notavelm ente desde 1900. O ano de 2005 p o ­
deria ter entrado para a história com o o de m aior núm ero de ca­
tástrofes naturais. Mas não foi assim. E m 2006, houve registro de
ainda mais convulsões naturais. M arkku Niskala, secretário geral
da C ruz Verm elha Internacional, declarou que, em 2007, houve
u m aum ento de 20% de catástrofes em relação a 2006. Foi alcan­
çada a assustadora cifra de 500 cataclismos no m u n d o inteiro. N a
atualidade, calcula-se em 250 m ilhões o núm ero de pessoas afe­
tadas p o r desastres naturais a cada dez anos. N a m etade dos casos,
O elem ento destruidor é a água. (In : h t t p : / / e a r t h o b s e r v a t o r y n a s a . g o v / e
h t t p / / t h i n k e x i s t . c o m / m a r k k u _ m s k a l a / ) . Veja o Salmo 89.9,25; Ezequiel

26.19; M ateus 24.7.

187. Chuvas, enchentes, tempestades e torm entas podem ser


classificadas como sinais do fim do mundo?

Sim. D e fato, as grandes inundações e tempestades v êm de­


safiando o conhecim ento científico. Os especialistas no assunto
tentam explicar a causa desses fenôm enos climáticos e não co n ­
seguem. Segundo eles, o p io r ainda não aconteceu. Para agravar
a situação, p o r enquanto a ciência não enco n tro u soluções para o
que poderá ocorrer, com o, p o r exem plo, u m m egatsunam i.
O Senhor Jesus declarou que os problem as que ocorrerão nos
dias finais assustarão os maiores e mais capacitados especialistas,
chegando ao p o n to de as pessoas desm aiarem de terro r p o r causa
das coisas que estarão acontecendo (Lc 21.26;Jo 6.16).

188. A elevação do nível das águas, lagoas, dos mares e rios é


outro sinal do fim do mundo?

Segundo a ciência e a Palavra de D eus (Lc 21.25), este é um


sinal claro de que o m u n d o está chegando ao fim. N a cadeia de
m ontanhas do Himalaia, grandes calotas de neve estão derreten ­
do a um a velocidade incrível, despejando toda a água nos mares,
lagoas, rios etc. Os cientistas dizem que todas as cidades até dez
m etros acima do nível do m ar serão com pletam ente invadidas p e ­
las águas. A destruição das florestas e do m eio am biente tem co n ­
tribuído para que enchentes e inundações ocorram com m aior
frequência.
N a lista dos sinais proféticos, o Senhor Jesus m enciona a agi­
tação das águas e o bram ido do mar. O problem a nas águas está
diretam ente ligado ao aquecim ento global. N os últim os anos, as
alterações no clima são cada vez mais freqüentes e incontroláveis,
sem perspectiva de solução.
E m várias cidades do m undo, o m ar tem invadido vilas e povo­
ados, causando prejuízos enorm es. M uitas casas construídas perto
do mar, até em lugares altos, têm sido destruídas pela fúria das
águas.
R elatórios científicos inform am que cidades com o São Fran­
cisco, M iam i e outras nos Estados U nidos serão invadidas pelas
águas. San Juan (em P orto R ico ), Santos, R io de Janeiro, Forta­
leza, R ecife e Florianópolis (no Brasil) são algumas cidades que,
segundo estes estudos, poderão ser encobertas pelas águas. Leia
Lam entações 3.54; Lucas 21.25; Apocalipse 8.10,11.

189. 0 que seriam os sinais no sol, na lua e nas estrelas, preditos


por Jesus?
Podem os interpretar os prodígios no céu com o a conquista do
espaço sideral, com as viagens à lua e a outros planetas, a im plan­
tação de sondas espaciais e de satélites, que p erm item aos cien­
tistas fazer descobertas im portantes sobre o universo e m elhorar
nossos sistemas de telecom unicação.
Pode-se verificar o interesse cada vez m aior do ser hum ano
pelo espaço sideral, explorando, buscando encontrar algum tipo
de vida fora da Terra. Várias nações planejam excursões estelares.
A corrida espacial, que se iniciou co m a ida do h o m em à Lua e
vem desenvolvendo-se de form a acirrada, é u m grande sinal do
fim do m undo.
Várias nações planejam excursões estelares. Alguns querem es­
tabelecer m oradia nas estrelas. Poderosas empresas m ultinacionais
estão investindo grandes fortunas na construção de um a cidade
no espaço, onde não haja poluição, problem as de trânsito, violên­
cia, pensando que o futuro da hum anidade será o espaço sideral.
Mas quem recebeu a C risto com o Salvador e S enhor tem assegu­
rada sua m orada nas mansões celestiais, além das estrelas e de todo
sistema planetário (Jo 14.1-3).

190. Que sinais políticos caracterizam o fim dos tempos?


O S enhor Jesus foi claro ao dizer que guerras e rum ores de
guerras ocorreriam no m undo inteiro (M t 24.6,7).
Q ual é a m otivação das guerras? Seria o espírito nacionalista ou
a ganância? P or que as guerras têm aum entando cada vez mais? A
prim eira razão tem a ver com o aspecto econôm ico. Produzem -se
guerras p o r causa do dinheiro. A am bição desenfreada, a ganân­
cia insaciável de algumas nações levam-nas a provocar guerras
de m odo deliberado. O segundo m otivo é político; tem a ver
com a sede do p o d er e a conquista de novos territórios, que vem
produzindo conflitos desnecessários, absurdos e sangrentos. Os
sinais do m und o das guerras e rum ores de guerras cum prem -se
literalm ente em nossos dias.
N este exato m om ento, há guerras em diferentes lugares. A in ­
dústria bélica é um a das mais lucrativas. A corrida arm am entista,
a tecnologia avançada neste segm ento e o p o d er atôm ico das na­
ções p o d em a qualquer instante desencadear u m conflito univer­
sal, em que m ilhões de seres hum anos perecerão.
N a Bíblia, é descrita detalhadam ente a grande guerra do A rm a-
gedom , que acontecerá no fim dos tem pos (Lc 21.24). Esta será a
maior, a mais poderosa, a mais b em equipada, a mais abrangente e
sangrenta guerra que ocorrerá no fim dos dias. Todas as nações e
todos os povos, co m seus exércitos e p o d erio bélico-m ilitar, esta­
rão presentes. U m único exército procedente do o riente m archa­
rá na guerra do A rm agedom , com 200 m ilhões de soldados (Ap
9.16). Armas nucleares, biológicas e quím icas serão largam ente
utilizadas no m aior conflito universal registrado na história da
hum anidade (Ap 16.13-16).

191. Fome, doenças, pragas são sinais em nossa sociedade do fim


do mundo?
Claro que sim! Sem dúvida, a fom e e as doenças estão procla­
m ando diariam ente que o fim se aproxim a com um a velocidade
incrível.
D e acordo co m o Senhor Jesus, em M ateus 2 4 .7 ,fo m es serão u m
dos sinais do fim dos tem pos. Aliás, isso já está acontecendo, mas
nos últim os dias assumirá proporções colossais. Segundo dados
estatísticos, há cerca de 800 m ilhões de pessoas desnutridas no
m undo (h ttp ://w w w .p im e.o rg .b r/m u n d o em issao ). Falta com ida
para alim entar os seres hum anos. A escassez de alim entos é u m
problem a que os econom istas, políticos, militares e religiosos não
conseguem resolver.
D e acordo com um a estatística da O N U , aproxim adam ente u m
bilhão de pessoas passam fome; mais de 20 m ilhões de pessoas
falecem p o r ano p o r causa da fom e (e muitas delas são crianças);
aproxim adam ente 200 m ilhões de crianças, com m enos de 5 anos,
estão subnutridas e abaixo do peso p o r causa da fome; mais de
800 m ilhões de pessoas vão d o rm ir diariam ente com fome; a cada
5 segundos, um a criança m o rre de fom e no m u n d o (in: www.
onu.com ).
Q u e m tem dinheiro com e e vive. Q u e m não tem sofre, to rn a-
se inválido, e m orre. N ão existe fatalidade. Q u alq u er m o rte p o r
fom e é um assassinato.
O surgim en to de doenças, pragas e enferm idades, n u n ca co ­
nhecidas pelo ser hum ano, estão p o r todas as partes, desafiando
os conhecim en to s científicos. Vacinas, antídotos e rem édios de
to d o o tipo não conseguem debelar as pragas que assolam a
hum anidade cada vez co m m aior frequência. E nferm idades e
pragas com o a A i d s , a dengue, a m alária, o im paludism o, a tu ­
berculose, a hepatite, a diarréia, g rip e das aves, doenças dos m a­
cacos, dos ratos, da abelha africana, doenças dos porcos, o saram­
po, a p n eu m o n ia, a lepra e o câncer e novas doenças altam ente
infecciosas que surgem p erio d icam en te ainda não foram to tal­
m en te erradicadas. Elas co n tin u am ceifando a vida de m ilhares
de seres hum anos (Is 1.6).
A lém da fom e e das pestes, Jesus disse que no fim dos tempos
muitos serão escandalizados, e trair-se-ão uns aos outros, e uns aos outros
se aborrecerão (M t 24.10). Constatamos, portanto, que no fim dos
tempos o relacionam ento entre as pessoas se tornará insustentável.

192. 0 avanço da ciência é um sinal da vinda de Cristo e do fim do


mundo?
Essa realidade é predita em D aniel 12.4: E tu, D aniel, fecha estas
palavras e sela este livro, até ao fim do tempo; muitos correrão de uma
parte para outra, e a ciência se multiplicará.
A cada dia surgem novas conquistas no cam po científico rela­
cionadas a todos os setores da vida hum ana. A m odernização do
m aquinário das indústrias, o com putador, a utilização cada vez
mais freqüente de robôs e a in tern et são apenas alguns exemplos
dos passos gigantescos dados pela ciência. A tendência é o cres­
cim ento acelerado, possibilitando ao ser hum ano a utilização da
tecnologia sofisticada e superavançada. Por exem plo, a tecnologia
em pregada na m edicina a cada dia torna-se mais eficiente. C o m ­
putadores sofisticados auxiliam os profissionais no tratam ento da
saúde. N a educação, na segurança, na econom ia, no com ércio e
na indústria de m odo geral, a tecnologia vem progressivamente
conquistando mais espaço. Cada nova atividade anunciada é um
sinal de que o m u n d o está chegando ao fim, e de que C risto está
às portas. E m suma, o avanço espetacular das ciências é u m forte
sinal da vinda de C risto e do final das eras.
193. A crise na economia mundial pode ser considerada um sinal
profético?
Sem dúvida. A econom ia envolve toda a hum anidade. E ela
quem pretende prom over o equilíbrio entre as pessoas, a socieda­
de, os povos e todas as nações da terra. Todos utilizam o dinheiro
com o u m instrum ento de troca. A econom ia m undial é alvo de
estudos e vigilância a cada dia. A utoridades financeiras constante­
m ente preveem instabilidade, crises que p o d em afetar profunda­
m ente a vida de todas as pessoas.
A visão que João teve do cavalo preto (Ap 6.5,6) prediz que nos
últim os tem pos haverá escassez m undial de alimentos. A tualm en­
te, m uitos povos sofrem com essa situação. N os últim os anos, a
econom ia tem passado p o r crises assustadoras. A inflação, o preço
absurdo dos alim entos e dos gêneros que satisfazem as necessida­
des básicas do ser hum ano, vem afetando a econom ia m undial.
D iariam ente, especialistas em assuntos econôm icos realizam estu­
dos e elaboram projetos tentando auxiliar as pessoas no que diz
respeito à econom ia. A Palavra de D eus declara que os últim os
dias serão som brios, difíceis, e que será quase impossível ao ser
hum ano sobreviver quanto ao aspecto econôm ico.
O cavalo negro e seu cavaleiro tenebroso já cam inham pela
terra provocando quebradeira geral, falências, desastres e crises
econôm icas jam ais previstas p o r qu em quer que seja. A única es­
perança é ter o Senhor Jesus com o Pastor que supre todas as nos­
sas necessidades (Ap 6.5,6; SI 23.1)!

194. Haverá uma moeda única no mundo?


A Bíblia não é clara a esse respeito. Os governantes e em in en ­
tes econom istas declaram que essa pode ser um a solução para os
problem as financeiros que envolvem todas as pessoas. O estabe­
lecim ento de um a só m oeda entre os povos perm itiria livre trân­
sito em todas as negociações, não haveria barreiras alfandegárias.
Tam bém não haveria cobrança de impostos, p erm itin d o o baixo
custo de tudo o que as pessoas precisam.
A U nião E uropéia tem adotado um a só m oeda. O continente
africano, os países da Ásia, A m érica latina e a A m érica do N o rte,
incluindo o C anadá e o M éxico, v êm estudando de form a cui­
dadosa o estabelecim ento de um a só m oeda. Profeticam ente o
m undo está sendo preparado para o im pério universal do A nti­
cristo, que unificará a econom ia. D esta form a, poderá controlar a
vida de todos os habitantes da terra (Ap 13.16,17).

195. A globalização da economia é outro sinal do fim do mundo e


da vinda de Cristo?
O prim eiro assunto anunciado, com entado e ensinado pelo
Senhor Jesus nos Evangelhos é o R e in o de D eus. O segundo
assunto é as riquezas. O bserve a im portância que C risto dá, nas
Escrituras, à situação financeira de cada pessoa.
D iariam ente, no m u n d o inteiro, acontecem reuniões cujo tem a
principal é a econom ia dos povos. A unificação das econom ias,
das m oedas e do sistema financeiro m undial tem sido frequen­
tem ente discutida. U m bloco econôm ico universal vem sendo
form ado. E a globalização que faz co m que as nações se com pro­
m etam econôm ica e politicam ente umas com as outras.
Estudos especiais são realizados sempre para o estabelecim ento
de regras para o sistema financeiro econôm ico m undial. A tual­
m ente, as grandes empresas operam em parceria com as de p e­
queno e m édio porte. Segundo os econom istas, a tendência à glo­
balização econôm ica é cada vez maior. N ão existe outra solução
viável para os problem as econôm icos que vêm afetando as nações.
A globalização econôm ica te m sido alvo das investidas satâni­
cas. H á u m p o d e r espiritual no dinheiro que o diabo, os d em ô ­
nios e os ím pios exploram m u ito bem . Ser ganancioso e am ar
as riquezas é o m esm o que adorar M a m o m , u m falso deus, u m
ídolo m udo, que vem escravizando as pessoas, para que lhe sir­
vam. M as Jesus foi enfático: N in g u ém pode servir a dois senhores;
pois odiará um e amará o outro. Vocês não podem servir a D eus e ao
dinheiro (M t 6.24 N V I).
196. De que forma e até que ponto o petróleo, como o combustível
mundial, pode afetar a vida da humanidade?
D e acordo co m um a pesquisa da A gência C entral de Inteligência
(in:T he W orld Factbook), em 2006, sobre o consum o m undial
de petróleo, os Estados U nidos consum iram cerca de 20.930.000
de barris de petróleo p o r dia; a U nião Européia, 14.290.000; a
C hina, 6.391.000; o Japão, 5.578.000; a Rússia, 2.800.000; a A le­
m anha, 2.677.000; a índia, 2.320.000; o Canadá, 2.300.000; a
C oréia do Sul, 2.061.000; a França, 2.060.000; a Itália, 1.574.000;
a Arábia Saudita, 1.775.000; o M éxico, 1.752.000; o R e in o U n i­
do, 10.722.000; o Brasil, 1.610.000.
C ertam ente, esse consum o aum entou ao longo desses anos, e o
m undo m o d ern o não se im agina sem o petróleo. Os transportes
terrestres, m arítim os, aéreos e até espaciais são obrigatoriam ente
m ovidos p o r com bustíveis derivados do petróleo. As indústrias
dependem do petróleo para operar. C o ntudo, hoje, seu consum o
desenfreado tem sido um a das maiores preocupações dos gover­
nantes, não só em term os políticos, mas tam bém sociais e eco­
nôm icos. Todos tem em que o petróleo se extinga. Por esta razão,
investim entos altíssimos têm sido feitos a fim de encontrar um a
alternativa que otim ize o uso do petróleo.
Sem petróleo, os m eios de transporte atuais seriam inúteis, os
grandes com plexos industriais não teriam condições de m ovi­
m entar suas máquinas, e os agricultores teriam dificuldade em
operar os instrum entos agrícolas; o que prejudicaria a produção
de alimentos. Enfim , todos seriam prejudicados, o que desenca­
dearia um a crise econôm ica inim aginável. Seria u m caos total.
Problem as sociais de to d o tipo, com o, p o r exem plo, fome, dívidas,
bancarrotas e falências assolariam as pessoas. P or isso, precisamos
estar atentos aos sinais do m u n d o econôm ico.

197. Haverá soluções políticas para as crises econômicas cada


vez mais freqüentes?
As profecias relacionadas ao fim dos tem pos indicam que não
haverá soluções da parte dos políticos para todos os problemas
que afetarão a vida financeira de cada indivíduo. P or mais eficien­
tes que sejam os planos elaborados p o r especialistas em assuntos
econôm icos, o custo dos gêneros básicos para suprir as necessida­
des das pessoas vem elevando-se a proporções altíssimas.
Após a segunda vinda de Jesus e o arrebatam ento da Igreja, sur­
girá, de acordo com as profecias, u m líder m undial denom inado
na Bíblia de A nticristo. E m seu plano de governo, ele oferecerá à
hum anidade um a econom ia estável, que p erm itirá a todos co m ­
prar, vender, divertir-se e gozar a vida sem com plicações. Será
um a nova era, onde todos se sentirão seguros e felizes.
Segundo as Escrituras, essa segurança econôm ica durará três
anos e m eio. Após este período, todas as pessoas em todos os lu­
gares do universo enfrentarão a p io r crise econôm ica conhecida
na história da hum anidade. A abertura dos sete selos apocalípti­
cos descreve fome, doenças, pragas, guerras, operações dem onía­
cas, convulsão generalizada, com conseqüências desastrosas para
a econom ia. A única form a de não vivenciar essa tribulação é
aceitar Jesus C risto com o Senhor e Salvador e ajuntar tesouros no
céu, com o consta na Palavra de D eus (M t 6.19-21).

198. Quais serão os sinais espirituais e morais do fim dos tempos?


A lém dos sinais no céu e na terra, há outros de cunho moral
(imoralidade), psicológico (esfriam ento do am or, falta de afeição
natural), espiritual (apostasia, incredulidade) e religioso (prolifera­
ção de seitas e heresias, prom oção do ecum enism o).V eja M arcos
13.7,8; Lucas 21.9,10.
Jesus foi bem claro quando falou que surgirão falsos profetas
(M t 24.11,24). U m profeta é alguém que ouve a m ensagem de
D eus e transm ite ao povo. E m outras palavras, ele é u m represen­
tante de D eus para a hum anidade.
A tualm ente, presenciam os o cum p rim en to desse sinal, pois pes­
soas que não tem em a D eus usam o no m e do Senhor para enga­
nar, seduzir e explorar q u em estiver ao seu alcance. Jesus afirm ou
que serão m uitos os falsos profetas. Prova disso é que eles estão
surgindo em diversos lugares. A Bíblia nos ensina com o distinguir
u m profeta falso de u m verdadeiro. Precisamos ter m uito cuidado;
nem toda profecia tem procedência divina.
N o que diz respeito aos sinais morais dos últim os dias, já p o ­
dem os observar a im oralidade generalizada, a pornografia na li­
teratura, na televisão, no cinem a e nas peças teatrais. P or incrível
que pareça, a depravação tem se m anifestado até nas escolas e
nas universidades. A prática do aborto tem sido um a constante, a
pedofilia, a vulgarização do casamento, a prática e o reconheci­
m ento oficial do homossexualismo, o divórcio e a desintegração
da fam ília são sinais claros de que o fim dos tem pos se aproxima.
Assim, entre os mais relevantes sinais espirituais do fim dos tem ­
pos, destacamos o esfriam ento do amor, a intensificação da in ­
credulidade e da apostasia, a proliferação das heresias, de seitas, a
prom oção do ecum enism o (M c 13.7,8; Lc 21. 9,10; R m 1.18-32;
2 T m 3.1-9). Para aprofundar seu estudo sobre esses sinais, leia 2
T im ó teo 3.1-8; 2 Pedro 2; 1 João 2.18-27; 4.1-6; 2 João 1.7-11;
Judas 1.4-19.

199. Um dos sinais dos últimos tempos será a apostasia. Mas, o


que é apostasia?
Tanto Jesus com o os apóstolos (em especial, Paulo) declararam
explicitam ente que a apostasia será u m dos maiores sinais do re­
to rn o de C risto e do fim do m undo.Veja o que está escrito em 1
T im ó teo 4.1,2:
M as o Espírito expressamente d iz que, nos últimos tempos, apostatarão
alguns da fé , dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de de­
mônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada
a sua própria consciência.
A postatar significa negar a fé. N ão é som ente desviar-se dos
cam inhos de D eus o u abandonar o evangelho, mas decidir de­
liberadam ente não acreditar mais nos ensinam entos do Senhor,
rejeitar totalm ente a existência de D eus, negando a pessoa b e n ­
dita de Jesus e Sua obra sacrifical. O cultivo da fé p erm ite ao ser
hum ano viver em com unhão com D eus. D evido à apostasia, p o r­
tanto, essa com unhão se quebrará nos últim os dias. Estude as se­
guintes passagens bíblicas: D eu tero n ô m io 32.15; Jeremias 17.13;
1 T im ó teo 1.19.

200. Jesus disse: M uitos virão em m eu nome (M t 24.5). 0 que


significam essas palavras?

O Senhor Jesus predisse que Seu no m e seria conhecido em


toda a terra. A Igreja foi instituída para propagar o evangelho de
C risto pelo m undo. Q u an to mais o fim se aproxima, mais o nom e
do S enhor se to rn a conhecid o. Jesus significa Salvador, aquele que
cura das enferm idades, liberta das opressões, traz paz ao coração
e felicidade eterna. M uitos indivíduos, sabendo do p o d er extra­
ordinário que há no no m e de Jesus C risto, pessoas sem n en h u m
escrúpulo, experiência com D eus ou com prom isso de fé co m Ele,
agirão com o intuito de enganar os outros tentando beneficiar-se
do p o d er m aravilhoso que existe nesse nom e.
N o dia do ajuste de contas de D eus co m a hum anidade, pessoas
de todos os níveis sócio-culturais — inclusive as mais cultas, as
“ilum inadas” ; as místicas, espíritas, agoureiras, adivinhadoras; as
carismáticas — chegarão “p o r cim a” , apresentando a D eus rela­
tórios im pressionantes de curas, milagres, prodígios, fenôm enos,
sinais, maravilhas, tu d o religiosam ente lógico e aceitável, bem -
intencionado, espetacular! É possível que dentre essas pessoas
existam aquelas que se dizem cristãs e que em nome de Jesus te­
nham proclam ado o evangelho e realizado coisas fantásticas, mas
elas serão duram ente confrontadas pelo Senhor.
A tente para o que Ele advertiu em M ateus 7 .1 5 ,16a,21-23:

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como
ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Por seus frutos os co-
nhecereis. N em todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos
céus, mas aquele que f a z a vontade de meu Pai, que está nos céus. M uitos
me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu
nome? E , em teu nome, não expulsamos demônios? E , em teu nome, não
fizemos muitas maravilhas? E , então, lhes direi abertamente: Nunca vos
conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.

201. Por que muitas pessoas dirão eu sou o Cristo (M t 24.5)?


P or causa do p o d er extraordinário que há no no m e de Jesus, a
p o n to de, p o r m eio dele, o correrem milagres, maravilhas e gran­
des sinais, muitas pessoas utilizarão esse no m e para se beneficiar,
para satisfazer seus próprios interesses.

202. Onde os falsos Cristos surgirão?


E m várias partes do m undo têm surgido indivíduos que dizem
ser Cristo. Som ente na cidade de Los Angeles, na Califórnia, exis­
tem 200 falsos messias. P or esta razão, na Bíblia, é em pregada in ú ­
meras vezes a expressão o mesmo Jesus (Lc 24.15,36), asseverando
que Ele m esm o voltará para buscar Sua Igreja.
Q uanto mais nos aproxim arm os do fim, mais falsos cristos, in ­
vestidos de p o d er satânico, surgirão querendo enganar a hu m an i­
dade e corro m p er o m aior núm ero de hom ens e mulheres.

203. Qual a advertência de Jesus para Seus discípulos sobre os


falsos Cristos?
Jesus disse em M arcos 13.21,22:
E , então, se alguém vos disser: Eis aqui o Cristo, ou: Ei-lo ali, não
acrediteis, porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas e farão sinais
e prodígios, para enganarem, se fo r possível, até os escolhidos.

204. Há outras recomendações importantes acerca de apostasia e


heresias no fim dos tempos?
Sim. U m a delas é a advertência de Paulo em 2 Tessalonicenses
2.1-4:
Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo
e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso
entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra,
quer por epístola, como de nós, como se o D ia de Cristo estivesse já perto.
Ninguém , de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem
que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho
da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus
ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus,
querendo parecer Deus.

205. 0 que o Senhor Jesus quis dizer ao declarar ai das grávidas ?


Esta é um a questão apresentada em quase todas as conferências
proféticas, especialm ente pelas m ulheres. Os três evangelistas M a­
teus, M arcos e Lucas (M t 24.19; M c 13.17; Lc 21.23) registram a
expressão do Senhor Jesus ai das grávidas.
As m ulheres grávidas são malditas? H averá algum tipo de p u ­
nição para a gestante e para aquela que am am enta os filhos? As
m ulheres não deveriam engravidar ou cuidar dos filhos pequenos
naquele dia referido p o r Jesus?
Esta profecia de C risto relaciona-se diretam ente a Israel e cu m ­
priu-se parcialm ente no ano 70 d.C ., quando a cidade de Jerusa­
lém foi invadia e conquistada pelos rom anos, obrigando os judeus
e todos os m oradores a fugirem apressadamente. A segunda parte
desta profecia ocorrerá nos dias da G rande Tribulação, descrita
detalhadam ente p o r Jesus.
D e acordo com os m elhores teólogos e com entaristas, o m é to ­
do mais aceitável da interpretação da Bíblia é o m éto d o literal.
N aturalm ente, existem outras linhas de interpretação. Segundo o
m étodo literal, o Senhor Jesus se referiu à m ulher grávida e à m u ­
lher que cuida dos filhos no período da am am entação, destacando
a dificuldade que elas terão diante de u m ataque inesperado do
inim igo. A gestante teria dificuldades norm ais de fugir ou correr
no m o m en to de u m ataque ou perseguição. O m esm o p o d e ser
dito a respeito da m ulher que cuida das crianças pequenas, espe­
cialm ente na fase da am am entação. Ambas teriam dificuldades
norm ais diante de u m ataque ou um a perseguição ferrenha.
206. 0 que é a m ultiplicação da iniqüidade (M t 24.12)?
D e acordo co m as profecias bíblicas, as trevas aum entarão co n ­
sideravelm ente no fim dos tem pos. A prática de tudo aquilo que
desagrada a D eus, com o, p o r exem plo, a desonestidade e a im o ­
ralidade, está torn an d o -se com um . As pessoas v êm banalizando
o que é errado; em outras palavras, estão acostum ando-se co m o
engano, a m entira, o suborno, rejeitando todos os princípios do
evangelho, entre eles a honestidade e a retidão.

207. Qual a relação entre inversão/dem olição de valores e o


esfriamento do amor?
A inversão de valores está gerando pessoas iníquas. O Senhor
declarou que a iniqüidade se multiplicará no m undo inteiro nos
últimos dias, e disse que, p o r causa disso, o am or de muitos se esfria­
rá. Este esfriamento pode ser observado a cada dia. Há, hoje, um a
indiferença visível em relação ao bem . Poucas pessoas obedecem
aos preceitos de amar os necessitados, cuidar deles e protegê-los.
Q u an d o o ser hum ano não ama ou deixa de am ar a D eus, ele
tem dificuldade de am ar a si m esm o e o próxim o de m o d o saudá­
vel e equilibrado. Assim, em vez de com preender, ajudar e esten­
der a mão, ele se to rn a apático insensível em relação à necessidade
alheia. Seu coração fica vulnerável à dureza, à amargura, ao ódio
e ao pecado (Tg 4.17).
N os últim os dias, a iniqüidade terá com o alvo a Igreja do Se­
nhor. H om ens e m ulheres que atuam com o líderes na obra de
D eus serão os alvos prediletos do diabo, dos dem ônios e das pes­
soas ímpias que são agentes do mal. O pecado terrível do líder
espiritual da igreja de Tiatira, p o r exem plo, foi a tolerância do
pecado de im oralidade e idolatria na com unidade dos santos (Ap
2.18-23).

208. A fé irá desaparecer?


A fé é o elem ento essencial para o ser hum ano conhecer Deus.
C o m o está escrito em H ebreus 11.6, sem f é é impossível agradar a
D eus. A fé descortina o m undo espiritual revelando o caráter e
a vontade do Senhor para cada pessoa. Jesus p erg u n to u aos Seus
discípulos: Quando, porém, vier o Filho do H om em , porventura, achará
f é na terra (Lc 18.8)?
A cada dia, é possível constatar o desaparecim ento da fé genuína
em D eus e a busca constante e desenfreada pelas coisas materiais.
A troca de um a vida espiritual que agrada ao Senhor p o r um a
vida que valoriza o m aterialism o está fazendo co m que a fé de­
sapareça. O m esm o ocorreu nos dias de N o é, quando as pessoas
estavam mais preocupadas em com er, beber e casar-se do que em
obedecer à orientação de Deus. E dever de todo cristão cultivar
a fé e robustecê-la com a Palavra de D eus, co m a ministração do
Espírito Santo, co m a oração e com o envolvim ento contínuo na
obra do S enhor (M t 21.21; Lc 18.8; H b 10.37).

209. Há alguma relação entre o nascimento de uma novilha


vermelha e o final dos tempos?
Sim ,pois, de acordo co m aTorá, na dedicação do tem plo, deverá
ser sacrificada um a novilha verm elha (N m 19.2), e a construção
de u m novo tem plo em Jerusalém aponta para os eventos ligados
ao fim (G rande Tribulação, manifestação do A nticristo, volta do
Senhor Jesus, A rm agedom , M ilênio).

210. Que mistério envolve a novilha vermelha?


A novilha verm elha [bezerra ruiva, na a r c ] era u m anim al que
deveria ser sacrificado a D eus pelos israelitas para que recebessem
a purificação de seus pecados, conform e N úm eros 19.2 ( a r a ) :
D iz e aos filh o s de Israel que vos tragam um a novilha vermelha, perfeita,
sem defeito, que não tenha ainda levado jugo.

211. Quem pediu ao povo de Israel para sacrificar uma novilha


vermelha?
O p ró p rio D eus, p o r in term éd io de M oisés e Arão, solicitou o
sacrifício da novilha com o um a ordenança, conform e consta em
N úm eros 19.1,2a: Falou mais o S E N H O R a M oisés e aArão, d izen ­
do: E ste é o estatuto da lei, que o S E N H O R ordenou.

212. Qual era a importância do sacrifício dessa novilha na vida de


Israel?
D eus estabeleceu que o povo oferecesse um a novilha verm elha
com o sacrifício p o r duas razões:

• Por m eio desse ritual, do derram am ento de sangue, haveria


purificação do sacerdote, a fim de que ele se tornasse ha­
bilitado para aproxim ar-se de D eus. Afinal, era o sacerdote
quem representava o povo diante do Senhor.
• Pelo sacrifício do animal, o p ró p rio tem plo seria purifica­
do. N a Palavra de D eus é declarado que o sacerdote tomava
o sangue da novilha verm elha e aspergia na porta, no altar,
na pia e em todos os objetos que estavam no tem plo, já que
as coisas consagradas ao S enhor deveriam ser puras.

213. Israel obedeceu a esse estatuto do Senhor?


Sim. N a história de Israel encontram os pelo m enos dez novi­
lhas verm elhas sacrificadas. O nascim ento de u m anim al dessa cor
não devia ser com um . P or isso, seu sacrifício era considerado um
acontecim ento m em orável na vida do povo israelita.

214. Já nasceu a décima primeira novilha vermelha em Israel?


Alguns rabinos dizem que não. Segundo as autoridades ju d a i­
cas, especialm ente as religiosas, têm nascido novilhas parcialm ente
verm elhas.T am bém tem os notícia de novilhas que a princípio são
verm elhas, mas, depois de u m determ inado tem po, apresentam
manchas. Sendo assim, conclui-se que a décim a prim eira novilha
verm elha igual à que é descrita em N ú m ero s 19 ainda não nasceu.
Para saber mais inform ações sobre esse assunto, consulte na in ­
te rn e t o título the red cow e depois acesse scatollogy prophecy.
215. Qual a relação entre os árabes, especialmente os
muçulmanos, e a novilha vermelha?
Os árabes sabem que, quando Israel tiver a próxim a novilha
verm elha, será u m sinal de que os judeus edificarão seu terceiro
tem plo. N o entanto, para que este seja erguido, a m esquita de
Al-Aqsa, que está no lugar destinado desde sem pre à construção
judaica, terá de ser extinta. P or isso, os m uçulm anos não querem
que os judeus disponham da novilha verm elha para sacrificá-la.
Q u ando isso acontecer, estaremos no fim, no tem po em que o
S enhor Jesus voltará para buscar a Sua Igreja, aqueles que o acei­
taram com o Salvador e foram fiéis a Ele e à Sua Palavra.

216. Como acabará o mundo?


São várias as opiniões sobre o fim do m undo. H istoriadores,
líderes religiosos, teólogos, cientistas, astrólogos e até pessoas co­
m uns já tentaram prever datas para o fim do m undo, vaticinaram
com o seria a destruição, mas nada aconteceu.
E m 1524, astrólogos previram que o m undo seria destruído
p o r um a inundação, com o no dilúvio, e nada ocorreu. A tualm en­
te, um grupo de cientistas prevê um a catástrofe universal, com a
reversão do cam po m agnético da Terra, a m udança no eixo de
rotação do planeta, um a devastadora tem pestade solar e u m der­
radeiro alinham ento planetário, que, segundo eles, fará co m que a
Terra fique no centro daV ia Láctea.
Eis as palavras do teólogo W illiam Stoeger: “ Se a civilização e
a vida na Terra sobreviverem aos im pactos ocasionais de grandes
asteróides e com etas, certam ente não sobreviverão às catastróficas
m udanças finais no Sol” . Ele acrescenta: “Assim com o o Sol tem
sido fundam ental para a vida na Terra, tam bém será responsável
pelo nosso fim ” .
O u tro estudo prevê que “ se o U niverso for finito ou fechado,
ele entrará em colapso fatal quando a sua expansão cessar, devido
à forca da gravidade. A m atéria e a energia seriam com prim idas
até alcançar u m estado de altíssima densidade igual à do suposto
Big Bang. O U niverso im plodiria, elim inando tudo, inclusive o
espaço-tem po” .
O u tra opinião circulante no m undo científico afirm a que “se a
força que leva o U niverso a se expandir for m aior do que a forca
da gravidade, então o U niverso se tornará cada vez mais frio e
escuro, até ficar inabitável. O u seja, em vez de term inar num a
explosão incandescente, o cosmos teria um a m o rte lenta e agoni­
zante” . (Fonte: R evista Esperança para um M u n d o em Crise, Edição
Especial, p. 12).
A lém destas opiniões, m uitos cientistas, sociólogos, economistas,
governantes, religiosos e pessoas de diferentes níveis culturais, so­
ciais, religiosos dizem que o m u n d o pode ser destruído p o r um a
praga m undial com o a A i d s , que desde 1981 ceifou a vida de
125 m ilhões de seres hum anos. Só em 2005 a A i d s m atou mais
de três m ilhões de indivíduos. A lém dessa síndrom e que virou
um a epidem ia no m undo, há outras enferm idades com o a febre
espanhola, as gripes aviárias, suínas, o vírus da vaca louca, o ébola,
o vírus do N ilo, as síndromes respiratórias agudas, a doença de
Lyme. Essas pragas têm liquidado m ilhões de pessoas no planeta.
O u tra opinião bastante conhecida diz respeito a u m conflito
bélico m ilitar m undial, co m utilização do p oder nuclear já dispo­
nível em muitas nações. Especialistas militares dizem que a C hina
hoje é um a das grandes potências mundiais; já testou um a bom ba
atôm ica b em ru d im en tar e d eto n o u um a bom ba de hidrogênio.
H oje a C hina tem equipes especializadas em alta tecnologia n u ­
clear. Tem mísseis que conduzem ‘cabeças atôm icas’ p o r toda a
Ásia e a m aior parte da Europa. A C hina sozinha poderia destruir
a terça parte de toda a hum anidade. Os Estados U nidos sozinhos
poderiam destruir mil vezes toda a população m undial.

217. 0 que a Palavra de Deus diz a respeito do fim do mundo?

H á alguns textos bíblicos bastante esclarecedores, entre os quais


Isaías 13.9.10 e 2 Pedro 3.10-12.
Eis que o dia do S E N H O R vem, horrendo, com furor e ira ardente,
para pôr a terra em assolação e destruir os pecadores dela. Porque as estre­
las dos céus e os astros não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá
ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz.
Is a ía s 1 3 .9,10

M as 0 D ia do Senhor virá como 0 ladrão de noite, no qual os céus pas­


sarão com grande estrondo, e 05 elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e
as obras que nela há se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas
coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade, aguardando
e apressando-vos para a vinda do D ia de Deus, em que os céus, em fogo,
se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
2 P e d ro 3. 10-12

O m undo antigo já foi devastado pelas águas do dilúvio, que


cobriram toda a terra. N o é, o pregoeiro da justiça divina, havia
profetizado que isto ocorreria e que todos os que não estivessem
na arca que D eus lhe o rdenou que construísse m orreriam .
Assim com o aquela profecia se cu m p riu literalm ente, as demais
tam bém se cum prirão, porque D eus vela em cu m p rir Sua Palavra
(Jr 1.12). Portanto, o m u n d o atual será destruído pelo fogo, e não
mais pela água.

218. Qual a relação entre os desastres naturais e 0 fim do mundo?

Os desastres naturais vêm ocorrendo em m uitos lugares em


todo o planeta. Alterações na natureza jamais imaginadas pelos
cientistas com provam que as palavras de alerta do S enhor sobre
os sinais do fim do m undo estão cum prindo-se. O planeta u m dia
acabará, e todos precisamos estar preparados para esta realidade
profética registrada na Bíblia. E tem po de buscar ao Senhor, de
vigiar, orar e clamar pela salvação. Leia Isaías 55.6; M ateus 24.42-
44; M arcos 13.34-37; Lucas 21.34,35; R o m an o s 13.11.
219. Um superaquecim ento global poderia destruir o mundo?
N os últim os anos, esta pergunta tem sido form ulada p o r muitas
pessoas nas conferências que venho prom ovendo em muitas na­
ções. Especialm ente na In tern et, vem -se falando m uito sobre esta
ameaça, porque a tem peratura na terra vem aum entando assusta­
doram ente, e os cientistas não veem solução para esse problem a
que atinge países do m undo inteiro.
Estudos recentes indicam que o superaquecim ento global é
um a expressão relativam ente nova, sendo usada para explicar o
aum ento da tem peratura do planeta. Está cientificam ente com ­
provado que a tem peratura na Terra vem aum entando nas últimas
décadas. O processo se iniciou no com eço da cham ada R ev o lu ­
ção Industrial, quando se passou a dar mais im portância à p ro d u ­
ção do que à qualidade de vida do ser hum ano.
Os gases tóxicos, produzidos pelas indústrias, fábricas, p o r veí­
culos autom otores e queimadas, são liberados na atmosfera. Esses
gases têm destruído a camada de ozônio, a p o n to de p erm itir que
os raios solares cheguem a Terra com m aior intensidade. C o m o
conseqüência, a tem peratura do planeta aum enta, causando o que
os especialistas cham am de efeito estufa. Q u an d o isto acontece, as
regiões glaciais se descongelam e o nível do m ar sobe.
D e acordo com estudos, desde 1961, o m ar vem subindo 0,8
m ilím etros p o r ano. O IP C C calcula que, se a tem peratura co n ti­
nuar aum entando no ritm o das últimas décadas, o m ar terá subido
61 m etros até 2050. Isso é espantoso, se levarmos em conta que
o aum ento de apenas 6 m etros seria suficiente para subm ergir as
principais cidades costeiras do m undo. (Fonte:h ttp ://e s . w ikipe-
d ia .o rg /w ik i/).

220. Poderia haver uma destruição em massa da humanidade e do


mundo?
Esta pergunta é bastante com um , tendo em vista que o p oder
destrutivo das armas vem aum entando assustadoramente e parece
que não há limites n em desejo de parar a fabricação destas armas
mortíferas. A tecnologia bélica usada hoje p erm ite aos seres h u ­
m anos dizim ar populações inteiras silenciosamente.

221. 0 mundo poderia ser destruído pelas armas?


D e acordo com u m estudo sobre armas realizado pelo Dr.
D anny Shoham , do C entro B egin-Sadat de Estudos Estratégicos
da U niversidade Bar-Iian, Síria, atualm ente a potência m ilitar mais
poderosa do m undo árabe, os sírios já produziram milhares de
bom bas químicas e um a quantidade en o rm e de equipam entos bé­
licos, com o aviões de com bate e mísseis Scud—B. R ecentem ente,
os sírios com eçaram a produzir os mísseis de longo alcance Scud-
C e, possivelmente, os mísseis M 9, em cooperação com o Irã, a
Coréia do N o rte e a C hina. C o m esses mísseis de longo alcance, os
sírios poderão atacar qualquer lugar de Israel de qualquer parte da
Síria onde estiverem. (Veja D n 12.4; Ap 3.20). (Fonte: Dr. Aaron
Lerner, Associate, Independent M edia R ev iew and Analysis).
Existem armas biológicas, químicas e nucleares sendo desenvol­
vidas para essa finalidade.
As armas biológicas são feitas co m m icroorganism os vivos (bac­
térias, vírus e /o u fungos). Elas dissem inam doenças contagiosas
e p o d em dizim ar populações inteiras, causando um a pandem ia,
p o rém a infraestrutura de um a cidade fica preservada.
N a A ntiguidade, a guerra biológica era praticada p o r m eio de
substâncias tóxicas originárias de organism os vivos. Os exércitos
usavam corpos em decom posição para contam inar o abasteci­
m ento de água de um a cidade sitiada, ou atiravam dentro das
muralhas inimigas cadáveres de vítimas de doenças com o varíola
ou peste bubônica. A tualm ente, essas armas são fabricadas em la­
boratórios.
As armas químicas são baseadas na toxicidade de substâncias
químicas, capazes de irritar a orofaringe, pele, mucosas e tecidos
de seres hum anos, animais e vegetais. Elas tam bém p o d em causar
convulsões, m atar pessoas e animais, e prejudicar o m eio am biente,
contam inando o solo e o lençol freático. E ntre as armas químicas
mais utilizadas estão o gás mostarda, o cloro, o ácido cianídrico, o
gás sarin, o agente laranja ou o N apalm , o gás lacrim ogêneo.
As armas nucleares co n têm elem entos radiativos que, p o r fissão
nuclear, liberam grande quantidade de energia. Os efeitos radia­
tivos alteram o código genético dos seres vivos e podem , d ep en ­
dendo do tipo de arm a, destruir ou não a infraestrutura de um a
cidade. As bom bas atômicas, as ogivas e artefatos nucleares são
tipos de armas nucleares.

222. Qual a relação entre as armas nucleares e a destruição pelo


fogo?
T écnicos em energia nuclear afirm am que um a bom ba nuclear
igual à que foi utilizada em H iroshim a, no Japão, no final da Se­
gunda G uerra M undial, tem a capacidade de produzir um a tem ­
peratura de 145 m ilhões de graus Fahrenheit, em u m milésim o
de segundo. Nessas condições, a língua e os olhos de um a pessoa
são consum idos antes que o co rp o caia no chão.
U m a explosão nuclear de u m m egaton produz u m estrondo
im pressionante e, no m esm o instante, pulveriza tudo que estiver
a 3,5 K m de distância. A terra se transform a literalm ente em u m
inferno devastador. A irradiação estende-se p o r mais de 56 K m , e
a terra torna-se seca, estéril, não produzindo absolutam ente mais
nada durante u m período de 100 anos (Fonte: HAGEE,John. T he
Beginning o f the E n d . Thom as N elson Publishers).

223. Uma explosão nuclear poderia fazer com que nosso planeta
desaparecesse?

Esse é u m dos maiores tem ores dos governantes, dos cientistas


e dos hom ens e m ulheres que lidam co m artefatos nucleares e
conhecem perfeitam ente o p o d er e as conseqüências de um a ex­
plosão nuclear em cadeia, nos arsenais em várias nações.
D e acordo co m o relatório Global N uclear Stockpiles (in: www.
thebulletin.org), os Estados U nidos teriam aproxim adam ente dez
mil ogivas, das quais mais de cinco m il são ogivas operacionais;
a Rússia teria aproxim adam ente cinco m il ogivas operacionais; a
França, cerca de 350 ogivas operacionais; a G rã-B retanha, cerca
de 200 ogivas operacionais; a C hina, aproxim adam ente 200 ogi­
vas operacionais; a índia e o Paquistão teriam cerca de 110 ogivas
operacionais; Israel teria entre 200 e 500 ogivas operacionais; e a
C oreia do N o rte, cerca de dez ogivas operacionais.

224. 0 mundo poderia ser destruído por um ataque terrorista


mundial?
D epois do trágico, terrível e inaceitável ataque terrorista o co r­
rido em 11 de setem bro de 2001 nos Estados U nidos, a nação
m ilitarm ente reconhecida com o a mais poderosa, os governan­
tes, autoridades políticas, cientistas, religiosos, pessoas de todos os
grupos sociais, com entam que u m ataque terrorista devidam en­
te organizado, m uniciado e coordenado a nível m undial poderia
destruir o planeta.
Ações e ataques terroristas estão acontecendo em m uitos lu­
gares. H om ens e m ulheres-bom ba se suicidam voluntariam en­
te pela causa terrorista. N ão existe segurança em n en h u m lugar
do m undo. A conspiração satânica contra a hum anidade alcança
proporções jam ais concebidas na m en te do ser hum ano. Assim,
atualm ente existem grupos terroristas organizados, reconhecidos
e patrocinados política e financeiram ente p o r várias nações.

225. 0 que é uma corrente eletromagnética?


U m dos planos diabólicos que os terroristas querem im plem en­
tar é denom inado corrente eletromagnética nuclear. Esta m anta ou
m alha poderia ser acionada p o r u m dispositivo eletrom agnético,
situado acima da atmosfera.
Este dispositivo, ligado a u m satélite p o rtad o r de um a ogiva n u ­
clear, cruzando sobre o m undo a um a altura de 450 k m e vibran­
do num a pulsação eletrônica, teria a capacidade de liberar um a
carga de energia gigantesca, sem produzir danos ao ser hum ano,
mas terrivelm ente fatal para qualquer aparelho, veículo, m áquina,
com putador, telefone, para tudo o que depende de eletricidade.
Assim, num a fração de segundos, todas as emissoras de rádio,
televisão e agências de inform ação ficariam inoperantes, p e r­
dendo seus dados, sem condições de reparação. Todas as co m u ­
nicações seriam cortadas em to d o o m undo! Todo o sistema de
eletricidade seria destruído. Todos os lugares ficariam escuros.
O s sistemas de lo co m o ção terrestre, naval e aéreo m ergulhariam
em u m colapso total.
Im agine grandes cidades com o N ova Iorque, T ó q u io , B erlim ,
Londres, Pequim , N ova D eli, São Paulo, a C idade do M éxico e
Paris, a cidade luz, em plena escuridão! U m m u n d o m erg u lh a­
do em densas trevas e profunda escuridão; literalm ente o que o
profeta Isaías co n tem p lo u nas visões proféticas do fim do m u n ­
do (Is 60.2)!
As megaempresas e redes de superm ercados teriam prejuízos
astronôm icos co m os alim entos estragados. M ilhões de seres h u ­
m anos m o rreriam porque os equipam entos nos hospitais não
funcionariam sem eletricidade.
Segundo especialistas que com batem o terrorism o afirm am , o
po d er da corrente eletromagnética nuclear, em poucos segundos, li­
teralm ente “ derreteria” tu d o que fosse elétrico ao seu alcance
(Fonte: W h i t e , J o h n Wesley. T h in kin g the Unthinkable. C reation
H ouse: O rlando, USA).

226. 0 que mais preocupa os governantes e líderes mundiais


sobre a forma como o mundo será destruído?
A té o ano de 2004, líderes, cientistas e autoridades governa­
m entais pensavam que o m u n d o poderia ser destruído p o r u m
holocausto nuclear ou p o r um a explosão atôm ica em cadeia. O
Senado dos Estados U nidos n o m eo u um a Comissão de alto nível
para u m estudo desta questão. D epois de consultar 85 especia­
listas em segurança nacional, os senadores declararam que existe
u m risco de até 70% de o m u n d o ser destruído p o r m eio de u m
ataque terrorista, com armas de destruição em massa, até o ano
de 2015.
O estudo apresentou ainda as seguintes conclusões:

• O risco mais significativo, mais im portante, com armas de


destruição em massa seria o em prego de um a arm a radio-
lógica denom inada bomba suja , na qual é colocado m aterial
radioativo em u m explosivo convencional.
• O segundo risco mais im portante seria o ataque co m armas
químicas e biológicas.
• E m terceiro lugar, seria u m ataque com armas nucleares
convencionais.
(Fonte: h ttp ://w w w .lugar,senate,gov E xpertsW arnofF uture
W M D , in: h ttp :/ w w w .cb sn ew s.co m /sto ries/2 0 0 5 /0 6 /2 2 )

227. Devemos tem er o fim do mundo?

Aqueles que estão em C risto não devem tem er o fim do m u n ­


do, porque com isso se dará a volta do Senhor Jesus. A lém disso,
os que estão em C risto já passaram da morte à vida (1 Jo 3.14a),
tendo sido justificados pelafié, temos p a z com D eus por nosso Senhor
Jesus Cristo (R m 5.1). D esde então, nenhum a condenação há para os
que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo
o espírito, porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, [livrou-os]
da lei do pecado e da morte (R m 8 .1 ,2 .). E , se o Espírito daquele que
dos mortos ressuscitou a Jesus habita em [alguém], aquele que dos mor­
tos ressuscitou a Cristo também vivificará o corpo mortal, [de tal pessoa]
pelo seu Espírito que em [nós] habita (v. 11). Porque, assim com o
todos m o rrem em Adão, assim tam bém todos os que estão em
C risto serão vivificados nele (1 C o 15.22).
C ontudo, os que não foram justificados p o r C risto e vivem na
iniqüidade devem tem er porque nenhum fiornicador, ou impuro, ou
avarento, o qual é idólatra, tem herança no R eino de Cristo e de D eus
(Ef 5.5).
Sendo assim, se você está em Cristo, atente para a recom endação
do Senhor: Sê fiel até o fim (Ap 2.10), a fim de receber a salvação
e todas as bênçãos prom etidas aos salvos. Se ainda não entregou
sua vida a Jesus, faça-o agora, para que você não venha a enfrentar
a condenação destinada aos ím pios, com o Juízo final. Então, crê
no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa (At 16.31).
S eção X V I
Questões relativas ao
Armageàom
228. 0 que significa o termo arm agedom ?
O term o armagedom aparece de m odo explícito um a única vez
na Bíblia, em Apocalipse 16.16: E os congregaram [os exércitos] no
lugar que em hebreu se chama Arm agedom .
A expressão H ar-m giddô, de origem hebraica, significa literal­
m ente monte Megido. N o idiom a grego, o significado da palavra
Harmagedon estaria associado à reunião de tropas (Zc 14.2), tendo
em vista a aplicação no texto bíblico. D e acordo com alguns lin­
guistas, o term o megiddô deriva de um a raiz hebraica que significa
derrubar, matar, cortar, decepar ou matança.

229. Onde fica o local conhecido como Armagedom?


O A rm agedom , ou vale do M egido, fica na parte n o rte das pla­
nícies de Jezreel, aproxim adam ente a 90 K m a noroeste de Je ru ­
salém. Está num a posição estratégica entre o Eufrates e o N ilo.

230. Qual a relevância histórica e geográfica do vale do Megido?


M egido, tam bém denom inado vale de Jeosafá (Jl 3.2) e vale da
Decisão (Jl 3.14), foi a porção de terra, em Canaã, dada a Josué. Era
um a fortaleza no com eço da planície de Esdraelom . Pelo que se
sabe, cidades foram construídas e reconstruídas umas sobre as o u ­
tras ali, para servirem de fortaleza para as caravanas que cruzavam
o vale, de form a que um a colina acabou sendo form ada no local
onde ficavam essas cidades.
N o local, durante mais de cinco mil anos aconteceram diver­
sas batalhas decisivas na história de Israel. Foi ali, p o r exemplo,
que Baraque, convocado p o r D ébora, venceu o rei cananeu Jabim
(Jz 4.12-14; 5.19,20). N este m esm o lugar, o jo v em Gideão, da
tribo de Manasses, d erro to u os midianitas (Jz 7.1-22). O s reis
Acazias e Josias m o rreram n u m cam po de batalha na planície de
M egido (2 R s 9.27; 23.29,30).
O em inente teólogo Earl D. R ad m ach er observou que “ a sim­
ples m enção da famosa guerra do A rm agedom para u m ju d e u
sugere im ediatam ente um a horrorosa m atança (Jl 3 .2 ,1 2 -1 4 )” .

231. Quando ocorrerá a guerra do Armagedom?


N o s últimos dias. D e acordo com Apocalipse, o ajuntam ento dos
exércitos dos países que lutarão contra Israel se dará nos últim os
dias, durante a G rande Tribulação.
N a m etade da semana profética predita p o r D aniel, o A nticristo
rom perá o pacto de paz estabelecido com Israel e, então, com eça­
rá a G rande Tribulação (D n 9.27). N este tem po o m undo estará
m ergulhado em profundas trevas espirituais, com ataques dem o­
níacos, problem as sociais de todo tipo, devastação do planeta por
acidentes ecológicos, pragas, epidemias, enferm idades, confusão
política, crises financeiras, caos econôm ico, instabilidade universal
(D n 7.25-27).
Após o A nticristo rom per o pacto de paz com Israel, ele invadirá
Israel e profanará o tem plo, proclam ando-se deus (M t 24.15; 2 T s
2.4). E m m eio a essa crise, m uitos ju d eu s fugirão para o deserto.
(Eles são representados pela m ulher com asas de águia, Apocalipse
12.14.) Ali, haverá u m lugar preparado p o r D eus, onde p erm an e­
cerão protegidos durante três anos e meio.
Q u an d o o Senhor voltar e manifestar-se a todos com o o R e i
dos reis e o S enhor dos senhores que Ele é, irá a B ozra [que signi­
fica aprisco] buscar o Seu povo (ver M q 2.12,13). A palavra p ro ­
fética claram ente declara que o S enhor reunirá o rem anescente
do Seu povo com o ovelhas n u m aprisco.

232. Quem comandará este confronto?


O Anticristo. U m dos seus últimos passos será reunir os exércitos
de todas as nações para tentar aniquilar Israel para sempre.
O fim se aproxim a rapidam ente. O diabo, con h eced o r da Bíblia,
sabe que, em breve o D eus de p a z esmagará Satanás debaixo de nossos
pés (R m 16.20). Todos os dem ônios, principados, forças malig­
nas e hostes infernais, to d o p o d er do mal, e hom ens e m ulheres
ím pios serão m obilizados e arregim entados para o desfecho da
guerra do A rm agedom . U m exército co m 200 m ilhões de sol­
dados cercará a cidade de Jerusalém com a missão de erradicar,
destruir totalm ente, tirar do m apa m undial a nação de Israel (Ap
9.16). Mas não conseguirá. D eus interferirá nessa batalha, liber­
tando o Seu povo da opressão dos inim igos e restituindo a Israel
toda a Terra Prom etida (Ez 39.4).
Leia Isaías 34.1-16.

233. 0 conflito do Armagedom será uma guerra real?

Sim, será um a guerra com exércitos de várias nações e armas de


fogo poderosíssimas, que se reunirão em M egido, a fim de invadir
Jerusalém para subjugar o povo de D eus ao A nticristo. Mas não
terão sucesso. O Senhor Jesus virá em socorro dos judeus.

234. Onde ocorrerá a guerra do Armagedom?

Esta guerra de caráter universal ocorrerá no O rien te M édio,


precisam ente em Israel. Estas batalhas terão seu desfecho no gran­
de conflito m ilitar que ocorrerá ju n to ao M egido, na planície
do A rm agedom , no vale de Josafá (Jl 3.2,12), na parte oriental de
Jerusalém , e no vale de A sdraelom (Ap 16.14-16), tam bém co­
nhecido com o vale de Jezreel, no vale deTaanac e nos campos de
M egido, um a planície co m aproxim adam ente 30 K m de co m p ri­
m ento p o r 22 K m de largura que se encontra ao pé do m o n te de
M egido, o A rm agedom .
O utros lugares onde ocorrerá a batalha são os m ontes E d o m e
Bozra (Is 34.1-5; 63.1).
235. Haverá uma única batalha ou haverá várias batalhas?

A palavra traduzida com o batalha em Apocalipse 16.14 é o vo­


cábulo grego pólemos, que não significa um a única batalha, mas
um a série de batalhas; em outras palavras, um a guerra.

236. Existem outras referências na Bíblia quanto ao Armagedom?


Sim. H á várias referências à batalha do A rm agedom , com o:

• D ia da vingança (Is 34.8)


• O grande lagar da ira de D eus (Ap 14.19,20)
• O grande e tem ível D ia do S enhor (J1 2.31)
• A colheita universal (Ap 14.14-20)
• O dia ardente com o um a fornalha (Ml 4.1)
• O dia grande e terrível do Senhor (Ml 4.5)
• O grande D ia do D eus todo-p o d ero so (Ap 16.14)

237. Quem participará da campanha do Armagedom (Zc 14.2)?


D e u m lado, Jesus, os rem idos que tiverem sido arrebatados p o r
C risto antes da G rande Tribulação e os judeus; de outro, o A nti­
cristo e seus exércitos.

238. Que fatos estão relacionados à guerra do Armagedom?


A seca do rio Eufrates. Os preparativos para a batalha do A r­
m agedom com eçarão a to m ar vulto cham ando a atenção do
m u n d o com a seca do grande rio Eufrates. Q u a n to mais nos
aproxim arm os do fim , os grandes eventos m undiais terão com o
teatro o O rie n te M édio. Localizado no Iraque, o rio Eufrates
assumirá u m papel m u ito im p o rtan te na escalada da guerra do
A rm agedom . O bserve que a seca que o co rrerá no Eufrates será
literal. N ão existe n e n h u m sentido figurativo ou sim bólico nes­
ta profecia (Ap 16.12).
D eus é o C riad o r da terra. Ele tem o p o d er de controle sobre
todos os elem entos da natureza. O S enhor tem determ inado um
anjo que está preparado para derram ar a sexta taça da Sua ira
sobre o rio Eufrates. C o m o leito do rio seco, os reis do O rien te
com seus exércitos m archarão ru m o ao vale de M egido, onde se
dará o confronto (Ap 16.12-16).

U m a g ra n d e in va sã o d em o n ía ca (Ap 9.1-12). N a abertura dos


sete selos, no toq u e das sete trom betas, no derram am ento das sete
taças, os juízos m anifestando a ira de D eus continuarão, de acordo
com a palavra profética. N o to q u e da quinta trom beta, do abismo
(lugar dos dem ônios) subirá um a fum aça negra que escurecerá o
sol e o céu. U m grande exército de gafanhotos surgirá no m eio
dessa fumaça. Eles terão fisionom ia de hom em , cabelos de m ulher,
aspectos de animais com o o leão e o escorpião. Serão liderados
pelo rei A badom (em grego, A poliom , que significa exterminador)
e cum prirão os juízos de D eus (Ap 9.10,11).
N o cenário profético relativo ao A rm agedom , o apóstolo João
viu que sairão da boca do dragão (antideus), da boca da prim eira
besta (anticristo) e da boca da segunda besta (anti-Espírito Santo)
três espíritos im undos semelhantes a rãs. C o m o representantes da
trindade satânica, esses três dem ônios “ especiais” liderarão a inva­
são que cobrirá toda a terra nos últim os dias. Eles serão co n h e­
cidos no m undo inteiro pelo p o d er que manifestarão realizando
grandes sinais, maravilhas e prodígios (Ap 16.13).
A principal missão desses três dem ônios será ir ao encontro dos
reis, líderes e governantes em todo o m undo para congregá-los
à guerra do A rm agedom . O bserve que os três sairão da boca da
trindade satânica, o que significa que serão poderosos na palavra
para persuadir, convencer e conquistar. E ntre outros poderes, eles
serão fluentes em todas as línguas e todos os idiomas. N ão preci­
sarão de intérpretes ou tradutores (Ap 16.14).

O a ju n ta m e n to dos exércitos. Todos os exércitos do m undo


aliados ao A nticristo, os reis do O rien te e as nações inimigas de
Israel ajuntar-se-ão na m aior cam panha bélico-m ilitar de todos
os tem pos. C o m armas superm odernas e tecnologia de últim a ge­
ração, os exércitos m undiais estarão de prontidão, em posição de
ataque para invadir Israel, conquistar a cidade santa de Jerusalém .
As m anobras e os m ovim entos militares que os exércitos farão
na grande planície do vale de M egido serão com entados pela
m ídia m undial. O A nticristo proclam ará que seus exércitos são
invencíveis e que nada, absolutam ente nada, poderá im pedir um a
vitória esmagadora, espetacular e total.

A co n q u ista de J e ru sa lé m . A cidade de Jerusalém será atacada e


cairá nas mãos dos exércitos aliados ao A nticristo. Leia o que está
escrito em Zacarias 14.2:
Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e
a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas, e as mulheres, forçadas;
e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não será
expulso da cidade.

Jesus, ao ver a cidade de Jerusalém contem plando o futuro, o


A rm agedom , foi tom ado p o r u m sentim ento tão profundo que
chorou. E m seguida, revelou o que estava para acontecer. Eis as
palavras proféticas do Senhor:

Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trin­
cheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas, e te derribarão, a
ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra
sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação.
L ucas 1 9 .4 1 - 4 4

A seg u n d a vin d a tr iu n fa l de C risto . D e acordo com a o r­


dem cronológica dos eventos do A rm agedom , quando a ci­
dade de Jerusalém cair nas mãos das tropas satânicas do A n­
ticristo, quando o tem plo dos ju d eu s estiver sendo invadi­
do e profanado pelo Iníquo, pelo h o m em do pecado, os céus
da Palestina serão abertos, os m ontes que estão ao redor de
Jerusalém serão ilum inados com o aparecim ento do R e i dos reis
e Senhor dos senhores (Ap 19.11).
Jesus regressará pessoalm ente em glória, poderoso, revestido de
majestade, acom panhado de Seus anjos. Ele será visto e conheci­
do p o r todos. Assim com o Seu nascim ento, Sua vida, Sua m o rte e
ressurreição, o reto rn o de C risto será visível e literal.Todo olho o
verá. Ele voltará e pisará o m o n te das Oliveiras (Zc 14.3,4).

O resgate de Jerusalém . O Senhor Jesus, com todos os exércitos


celestiais, virá a Jerusalém , em socorro do Seu povo. O bserve que
D eus tem mais de u m exército. H á várias referências bíblicas que
confirm am esta verdade: os exércitos do Senhor (Ex 12.41); o Senhor
dos Exércitos (SI 46.7). Assim com o o diabo, no com ando do A n­
ticristo, reunirá os exércitos da terra, D eus enviará Seus exércitos,
tendo com o com andante geral o Senhor Jesus, o Leão da tribo de
Judá, que veio para vencer.
Todos os exércitos do A nticristo reunidos contra Jerusalém se­
rão destruídos pelo Senhor Jesus com Seus exércitos no vale de
Josafá, nas cercanias de Jerusalém . A cidade do R e i, a santa e for­
m osa cidade, a terra gloriosa e m agnífica,Jerusalém , será resgatada
e salva pelo seu verdadeiro Messias (Jl 3.9-17; Z c 12.1-9; 14.3).

A busca do remanescente ju deu . Após Jerusalém ser sitiada, as


profecias indicam que o Messias irá à terra de E d o m buscar os j u ­
deus que foram guardados, alim entados e protegidos p o r D eus no
deserto durante 1.260 dias, os últim os três anos e m eio da G rande
Tribulação. Estude esta missão e operação divina co m respeito a
Israel (Ap 12.1-17).
O s profetas Isaías e Joel descrevem em detalhes o que aconte­
cerá na terra de E d o m e em Bozra, quando o Senhor Jesus vier
buscar os benditos do Pai (Is 34.1-7; 63.1-5; Jl 3.19).

A derrota do A n ticristo e do Falso Profeta. A guerra do A rm a­


gedom chegará ao fim quando as duas bestas, a que subiu do mar,
das águas, que representam povos, nações e tribos (Ap 17.15), e
a que subiu da terra (de Israel), respectivam ente o A nticristo e o
Falso Profeta, forem lançadas no lago de fogo.
João, o apóstolo amado, descreveu o desfecho da batalha do A r­
m agedom com as seguinte palavras:

E a besta fo i presa e, com ela, o falso profeta, que, dian te dela, fizera
os sinais com que enganou os que receberam o sinal da besta e adoraram
a sua imagem. Estes dois foram lançados vivos no ardente lago de fogo e
de enxofre. E os demais foram mortos com a espada que saia da boca do
que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas
carnes.
A p o c a lip s e 1 9 . 2 0, 2 1

239. Como term inará a guerra do Armagedom?


Os líderes, reis, governantes, com seus poderosos exércitos ar­
m ados até os dentes com a mais sofisticada e avançada tecnologia
de guerra, de destruição, de aniquilam ento, de exterm ínio, no
tem po do fim, cam inharão no leito seco do Eufrates ru m o a Israel
para a grande batalha do A rm agedom (D n 11.40).
A palavra profética declara especificam ente que esses quase in ­
vencíveis exércitos invadirão a terra santa, gloriosa e m agnífica
(D n 11.41).Todos serão derrotados e m ortos diante do esplendor
da presença do Senhor Jesus, que virá para vencer (2 T s 2.8).
Jesus voltará cavalgando n u m cavalo branco, em m archa de
guerra, com andando os exércitos celestiais, acom panhado dos
santos que co m p õ em a Igreja (Jd 1.14,15), a noiva do Cordeiro.
Todos participarão diretam ente da guerra do A rm agedom , quan­
do as tropas das nações inimigas de Israel serão consumidas, e o
A nticristo e o Falso Profeta serão derrotados, presos e lançados
vivos no lago de enxofre e fogo ardente (Ap 19.11-21).
S eção X V I I
Questões relativas ao
ju íz o das nações
240. O juízo das nações é conhecido por outro nome?
Sim. N o discurso profético de Jesus, esse ju lgam ento foi m en ­
cionado com o o ju ízo sobre os bodes e as ovelhas. Os bodes re­
presentam as nações ímpias, os indivíduos pecadores que nunca
se arrependeram dos seus pecados, as nações e pessoas que perse­
guiram furiosam ente o povo do Senhor (Lm 4.18-20). As ovelhas
representam os fiéis que serviram a C risto, praticaram a genero­
sidade durante sua jo rn ad a na terra e nunca perseguiram o povo
escolhido de D eus; ao contrário, sofreram com ele (Jo 10.1-16).
E ntre diversos julgam entos que acontecerão no fim dos tem pos,
é m encionado nas Escrituras o ju ízo das nações. D uas passagens
bíblicas principais, um a no A ntigo e outra no N ovo Testamento,
descrevem em detalhes com o será esse juízo. O profeta Joel, cujo
nom e se origina do n o m e h ebreu Y o’el, que significa Yahiveh é
D eus, profetizou sobre esse juízo, que reunirá todas as nações da
terra (Jl 3.1-3). Jesus reiterou a profecia de Joel em Seu serm ão
escatológico (M t 25.31-46).

241. Quando será o juízo das nações?


Três im portantes eventos proféticos interligados darão lugar ao
julgam ento das nações: a G rande Tribulação, a guerra no A rm age­
dom e o M ilênio. A G rande Tribulação term inará com a batalha
do A rm agedom e, logo em seguida, com eçará o M ilênio. Exata­
m ente nos prim eiros dias da dispensação do R ein o , ocorrerá o
ju íz o das nações.
A profecia de Joel acerca desse evento m enciona o vale de Josa-
fá, outro nom e dado à planície de M egido, onde se dará a batalha
no A rm agedom (Jl 3.2). Esse ju ízo acontecerá na região entre o
m o n te das Oliveiras e o m o n te M oriá.
A com panhe a cronologia bíblica escatológica: prim eiro se dará
o reto rn o de C risto em sua prim eira fase; em seguida, o arreba-
tam ento de todos os cristãos m ortos, que ressuscitarão, com os
cristãos que estiverem vivos, que serão transform ados. Jesus co n ­
duzirá os arrebatados às bodas do C ordeiro, enquanto com eçarão
na terra a Tribulação e a G rande Tribulação. Após sete anos, C ris­
to retornará a terra. N esta segunda fase, a guerra no A rm agedom
será deflagrada, e terá início o M ilênio, oco rren d o o ju ízo das
nações (M t 25.31-46).

242. Quem será julgado nesse juízo?


C o m o o p ró p rio título diz, as nações, todas elas. N en h u m a
poderá escapar desse ju ízo determ inado p o r D eus, registrado e
profetizado nas Escrituras. Assim com o todas as nações atacaram
Israel, todas serão reunidas pelo Senhor para serem julgadas (Zc
12.3). Nesse juízo, nen h u m a nação poderá ser “p rotegida” p o r
outra ou p o r u m gru p o de nações. O ju ízo será individual, pessoal
e único. Cada u m dará conta das suas obras (1 C o 3.12-15).

243. 0 que exatamente será avaliado nesse juízo?


Prim eiro, a m aneira com o os povos trataram os judeus, a nação
de Israel. Isso está registrado tanto na história bíblica com o na
secular.
N os arquivos da Segunda G uerra M undial consta a m o rte de
mais de seis m ilhões de judeus! U m só povo n u m período de
apenas seis anos quase que desapareceu da terra devido à fúria dos
seus inim igos. A m ídia internacional todos os dias noticia algum
tipo de perseguição ostensiva a Israel. A atitude das nações será
colocada na balança do ju ízo do Senhor. Povos inteiros que p er­
seguiram, atacaram, violentaram , roubaram e m ataram os judeus
serão julgados com a reta justiça de Deus.
Por outro lado, as nações que não perseguiram a herança do
Senhor, o Seu povo, tam bém serão julgadas, para receber bênçãos
espirituais, entre elas o privilégio de reinar com C risto durante
o M ilênio.
Tam bém será avaliado no ju ízo com o as nações lidaram com os
pobres, as pessoas carentes, famintas, doentes e cativas. Aos olhos
do Senhor, esse ju ízo será tão im p o rtan te que o p ró p rio Jesus, em
M ateus 25.34, den o m in o u as nações que praticaram a inclusão
social cuidando dos necessitados de benditos de meu Pai.
Os pobres sem pre existirão em todas as épocas. A pobreza não
será erradicada da terra [a miséria, sim]; então, é obrigação de
cada indivíduo cuidar do outro de acordo com suas possibilida­
des. As nações ricas e abençoadas p o d em perfeitam ente praticar a
generosidade que tanto alegra o coração do Senhor.
A discriminação, o abuso, a exploração e o abandono prem edi­
tados do ser hum ano, program ados, patrocinados e im plem enta­
dos p o r qualquer nação, são atitudes inaceitáveis para D eus. Por
isso, serão julgadas com to d o o rig o r da justiça divina nesse ju ízo
profetizado e descrito pelo Senhor Jesus (M t 25.31-46).

244. Quem fará parte do juízo das nações?


• A pessoa mais im p o rtan te desse ju ízo será Jesus, que pesso­
alm ente se manifestará com o Filho do H o m em , assentado
em Seu trono na glória celestial (M t 25.31).
• C o m o Senhor estarão os anjos, mensageiros divinos, que
participarão desse julg am en to (M t 25.31).
• O s cristãos arrebatados retornarão com C risto ao m u n d o e
estarão presentes nesse ju ízo (Zc 14.5).
• T am bém todas as nações (no original grego ethnos, signi­
ficando nações ou sim plesm ente povos) serão reunidas. O
verbo serão indica que essa missão será executada pelos anjos.
Eles receberão ordens para buscar os eleitos do Senhor. D e
sem elhante m odo, ajuntarão todos os povos para o julga­
m en to das nações (M c 13.27).
• Os judeu s estarão presentes nesse juízo. O R e i e Senhor
Jesus referiu-se aos judeus com o meus pequeninos irmãos (M t
25.40).
S eção XVIII
Questões relativas
ao Milênio
S eção
XVIII
245. No que consistirá o Milênio, mencionado nas profecias a
respeito do fim dos tempos?

O M ilênio será u m período de m il anos em que o Senhor Je­


sus reinará sobre a terra, após Sua segunda vinda. O sistema de
governo será a teocracia (no grego, teo = D eus; cracia = governo).

246. Onde acontecerá o Milênio?


N a terra, quando C risto governará com os crentes fiéis que
participaram da prim eira ressurreição (ver Ap 20.6).

247. Haverá paz durante o Milênio?


Sim. D e acordo com o que está escrito em Apocalipse 20.1-3,
Satanás será am arrado e lançado no abismo até que term in e o
M ilênio, para que não mais engane as nações.

248. Quando acontecerá o Milênio?


O M ilênio ocorrerá após o julg am en to das nações (Ap 20.6).

249. 0 Milênio alcançará toda a terra?


Sim. C onfira os seguintes textos bíblicos: Salmo 96.9,10; Fili—
penses 2.10,1 l;E z e q u ie l 37.24,25; D aniel 7.14,27; Lucas 1.31,32;
Zacarias 9.10.

250. 0 que acontecerá com Satanás quando o Milênio começar?


Segundo a visão profética de João, em Apocalipse 20.1-3, quan­
do com eçar o M ilênio, u m anjo com a chave do abismo e um a
grande cadeia prenderá o diabo. Este será lançado no abismo e lá
encerrado p o r mil anos.
Você poderia perguntar: “Mas, se Satanás é u m espírito, com o
um a cadeia será capaz de p rendê-lo?” N a verdade, essa cadeia
simboliza o p o d er da Palavra. D eus, pela Sua Palavra, aprisionará
o diabo.

251. Quem fará parte do Milênio?


Especialm ente os judeus, p orque o M ilênio consistirá na últim a
dispensação dentro do plano profético de D eus para os povos da
terra. Dispensação é u m período no qual o S enhor se manifesta à
hum anidade de form a especial para prová-la e testar sua obediên­
cia aos preceitos dele.
A Bíblia Sagrada apresenta o projeto de D eus, que abrange sete
dispensações, sendo a últim a a dispensação do M ilênio, cham ada
dispensação do R ein o , dispensação real ou dispensação milenar.
Israel e as nações que se dobrarem ao senhorio de C risto farão
parte do M ilênio. C o n tu d o , m uitos povos não viverão esse tem po
porque serão destruídos na G rande Tribulação, quando o ju ízo
de D eus vier sobre a terra e exterm iná-los durante a batalha no
A rm agedom .

252. Haverá um novo templo em Jerusalém durante o Milênio?


Sim. E m toda a história de Israel, existirão quatro tem plos.
O prim eiro foi construído pelo filho de Davi, o rei Salomão
(por volta de 515 a.C.). E m 2 Crônicas 7, é descrito o dia da
inauguração do tem plo, quando a glória de D eus se m anifestou
de form a tão poderosa que os sacerdotes tiveram de in terro m ­
per a m inistração devido à presença extraordinária de D eus. Esse
prim eiro tem plo dos judeus foi destruído p o r ocasião da invasão
babilônica, aproxim adam ente em 587 a.C.
A p artir das ruínas do p rim eiro tem plo, co m início em 539
a.C ., com a perm issão do rei Ciro, foi co n stru íd o o segundo
tem plo, na época de Esdras e N eem ias, sendo reform ado p o r
H erodes, o G rande (no Século I a.C .). Foi a destruição deste
tem plo, que estava de pé na época de Jesus, que Ele profetizou
(M t 24.2).
O terceiro tem plo dos ju d eu s será erguido durante o p erío ­
do da Tribulação. Aliás, dizem que os ju d eu s norte-am ericanos já
teriam o projeto de u m tem plo pré-fabricado, a ser erguido em
quatro meses. D e acordo com as profecias bíblicas, este tem plo
será profanado pelo A nticristo, o qual invadirá o lugar santo e o
profanará (D n 11.31; M t 13.14).
O quarto e últim o tem plo dos ju d eu s será o tem plo milenar, o
tem plo do M ilênio. Sobre ele, a Palavra do S enhor declara que
os povos e as nações afluirão de toda a terra até Jerusalém para
adorar o D eus verdadeiro, o Todo-poderoso, na cidade do grande
R ei, na cidade santa de Sião (M q 4.1,2).

253. Os judeus vão possuir a Terra Prometida durante o Milênio?

N a Bíblia é declarado que os ju d eu s possuirão toda a terra que


D eus prom eteu a eles, com o pode ser observado nas seguintes
passagens: Gênesis 15.18; Gênesis 17.8; Ê xodo 23.31; N úm eros
24.17,18; Salmo 60.8,9; Isaías 11.14; E zequiel 36.33-36; 48.

254. Que cidade será o centro da atenção de todo o mundo?

A cidade de Jerusalém , que receberá pessoas de todas as nações.


C onfira em Isaías 2.2,3; 27.6; 60.3; 66.20; Jeremias 3.17 e Z aca­
rias 8.3,22,23.

255. A Igreja do Senhor Jesus participará do Milênio?

E xistem duas hipóteses. A p rim eira é que os cristãos que fo ­


ram arrebatados reto rn arão co m C risto e exercerão atividades
de governo. A segunda é que, com o a Igreja estará glorificada,
não po d erá ter um a participação m aterial no M ilênio, durante
o qual haverá nascim ento, casam ento e m o rte, ou seja, vida na­
tural. S egundo esta interpretação, a Igreja estará no céu, e sua
glória será infundida no m undo. O s cristãos salvos co m o corpo
glorificado po d erão receb er missões especiais, assim com o os
anjos, sendo enviados a terra durante o p erío d o m ilenar. Leia
A pocalipse 5.10; 20.4,6.

256. Quanto tempo uma pessoa poderá viver durante o Milênio?

Pelo m enos m il anos, tendo em vista que, em Apocalipse 20.4


(n v i ) , é dito que aqueles que ressuscitaram reinarão com C risto
durante mil anos.

257. Todos conhecerão o Senhor durante o Milênio?


N a Bíblia está escrito que todos na terra, literalm ente, co n h e­
cerão o Senhor. Leia Isaías 11.9; 52.7; 66.18,19; Jeremias 31.34 e
Lucas 2.14.

258. Haverá pecado no Milênio?

Haverá, mas nas Escrituras é dito que o pecado não será tolerado.
D eus não criou o ser hum ano sem elhante a u m boneco, que
não é capaz de decidir o que q u er n em possui vontade própria.
O Senhor deu ao h o m em livre-arbítrio, ou seja, a possibilidade de
escolher. O bserve o que Ele disse ao Seu povo em D eu tero n ô m io
30.19: Te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe,
pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente.
E o diabo q u em in d u z o h o m e m a pecar. Todavia, é o h o m em
q u em escolhe se pecará o u não. N o M ilênio, o pecado não será
tolerado, segundo o que está escrito em Isaías 11.4; 60.12; e
A pocalipse 19.15.

259. 0 que vai acontecer com as armas durante o Milênio?

D e acordo co m a Palavra de D eus, as armas serão convertidas


em ferram entas agrícolas, pois o M ilênio será u m tem po de paz.
Veja Isaías 2.4, Oséias 2.16 e Zacarias 9.10.
260. 0 Espírito Santo estará presente no Milênio?
Sim. Haverá pleno derram am ento do E spírito Santo durante o
M ilênio, conform e consta em Ezequiel 39.29 e Zacarias 12.10.

261. Ocorrerá algum fenômeno diferente em Jerusalém no


Milênio?
Sim. N a Bíblia está escrito que fluirá u m rio do tem plo em
Jerusalém , o tem plo do M ilênio. Leia Ezequiel 4 7 .1 -1 2 ,Jo el 3.18
e Zacarias 14.4,8.

262. 0 que sucederá com a terra, com o solo, durante o Milênio?


Haverá plena fertilidade do solo, de form a que as plantas, os legu­
mes, as verduras, as frutas e as flores serão superabundantes. C onfira
isso em Isaías 35.1,2 e em A m ós 9.13,14. N o M ilênio, D eus fará do
deserto um jardim , com o é dito em Isaías 30.25 e Joel 3.18.

263. Os homens padecerão de pobreza no Milênio?


N ão. H averá prosperidade. As pessoas serão abençoadas, porque
onde o Senhor está há prosperidade. Jesus disse: E u vim para que te­
nham vida e a tenham com abundância Qo 10.10).Todos viverão ale­
grem ente no M ilênio. C onfira em Isaías 2.2; 11.15,16; 65.21,22;
Oséias 1.10; Zacarias 8.5; 14.4,10.

264. No Milênio, haverá alguma alteração quanto aos animais?


O M ilênio será u m tem po de m udanças, inclusive no reino ani­
mal. O bserve o que é descrito em Isaías 11.6-8:

E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e


o bezerro, e o filho de leão, e a nédia ovelha viverão juntos, e um menino
pequeno os guiará. A vaca e a ursa pastarão juntas, e seus filhos juntos se
deitarão; e o leão comerá palha como o boi. E brincará a criança de peito
sobre a toca da áspide, e o já desmamado meterá a mão na cova do basilisco.
Leia tam bém Isaías 35.9; 65.25; Oséias 2.18.
265. 0 que acontecerá com os salvos durante o Milênio?
A contecerá o que está escrito em Apocalipse 20.6: B em -aventu­
rado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não
tem poder a segunda morte, mas serão sacerdotes de D eus e de Cristo e
reinarão com ele m il anos.

266. Como term inará o Milênio?


O M ilênio findará após o período de m il anos, e Satanás será
solto para um a últim a investida. Ele sairá para enganar os m o ­
radores da terra (Ap 20.7,8), mas, p o r fim, será aniquilado para
sem pre ao ser lançado no lago de fogo e enxofre (Ap 20.10).
S eção X I X
Questões relativas ao céu
S eção
XIX
267. 0 que é o céu?
N a Palavra de D eus, é revelado que o céu é a m orada do Altís­
simo (M t 5.16), dos anjos (M t 22.30), e o lugar de m orada eter­
na (2 C o 5.1), onde a Igreja viverá para sempre na presença do
Senhor (Ap 21.3).

268. 0 céu é um lugar real?


Sim. O céu é u m lugar real, onde existe um a cidade (Hb 11.16)
de descanso (Hb 4.3-5,8-11), gozo (Ap 19.4-7), de m áxim a
segurança (M t 6.19-21), de louvor, cânticos, adoração perfeita e
constante exaltação de D eus (Ap 4.10,11; 7.11; 14.13), de co n h e­
cim ento perfeito (1 C o 13.12); de agradecim ento ao Senhor (Ap
11.16,17). E onde os fiéis receberão heranças (1 Pe 1.4).

269. 0 que é dito na Bíblia sobre o céu?


• D eus criou os céus (G n 1.1)
• O céu pertence a D eus (D t 10.14)
• H á alegria no céu (1 C r 16.31)
• Os céus m anifestam a glória de D eus (SI 19.1)
• O céu anuncia a justiça de D eus (SI 50.3)
• N o céu está o trono de D eus (Is 66.1)
• D eus faz trem er os céus (Ag 2.6)
• Só há u m D eus nos céus (D n 2.28)
• Os céus se abrem para derram ar o E spírito Santo (M t 3.16)
• O céu (o atm osférico e o galático) passará (M t 24.35)
• N o céu serão vistos grandes sinais da volta de Jesus (Ap 12.1)
• H averá u m novo céu (atm osférico e galático) após a volta de
Jesus (Ap 21.1)
O céu e a terra que agora existem serão transform ados. Haverá
um a renovação total, que originará u m novo céu e um a nova
terra (Is 65.17; 66.22; 2 Pe 3.10,13;A p 21.1).

270. As Escrituras frequentem ente se referem a céus. Existe mais


de um céu?

Paulo afirm ou que foi arrebatado ao terceiro céu (2 C o 12.2).


Mas, o que é o terceiro céu?
Existem três céus. A palavra grega que designa o prim eiro é au-
ronos, concernen te ao céu atmosférico. N este prim eiro céu, o qual
contem plam os, estão a lua, o sol e as estrelas; ele é m encionado
em Gênesis 1.20; 8.2; 27.28; Lam entações 4.19; Lucas 17.24.
O segundo céu é o mesoranios, o céu interm ediário, cham ado
pela ciência de galático.As Escrituras falam sobre ele e m jó 22.12.
O terceiro céu, o mais im portante, é o lugar onde o apóstolo
Paulo teve a visão de D eus, onde viu coisas inefáveis. É o céu
esporanios, superior, divino, descrito em N eem ias 9.6; João 3.13;
Atos 1.11; 2 C oríntios 12.2; H ebreus 1.3.

271. Qual é a localização do céu?

N a Bíblia, não é inform ada a localização geográfica do céu. É


dito apenas que se encontra num a região ou n u m plano superior
ao da terra. Assim, todas as vezes que há m enção ao céu nas Es­
crituras, elas apontam para cima. Por exemplo, no Salmo 148.1, o
autor exorta os adoradores a louvarem ao Senhor desde os céus, nas
alturas. E m 2 R eis 2, quando há referência a Elias sendo levado
para o céu, o verbo usado foi elevar (v.l) e subir (v. 11). E m Isaías
14.13 e em Amós 9.2, o verbo usado para denotar a tentativa de
alcançar o céu tam bém é subir. E m Lucas 24.51 e João 3.13, textos
que m encionam a ida de Jesus para ju n to do Pai, nos céus, é elevar
e subir. E m Apocalipse 11.12, quando as duas testem unhas são re­
colhidas ao céu, elas sobem envoltas num a nuvem . E m Lucas 16.23,
na parábola sobre o h o m em rico e o pobre Lázaro, contada p o r
Jesus para ilustrar a im portância da m isericórdia e da justiça, o rico,
que negligenciou o coração da Lei, que é o amor, foi destinado
ao inferno (gr. inferium, parte inferior, lugar abaixo de), enquanto
Lázaro, que serviu fielm ente ao Senhor, estava ju n to ao seio de
Abraão (lugar de consolação que tipifica o céu, lugar superior).

272. Quem habita no céu?


D eus (SI 123.1), Jesus (Mc 16.19), o Espírito Santo (Ap 14.13)
e os anjos (M t 22.10). O céu tam bém será a m orada dos salvos
em C risto (Jo 14.3).

273. Se o Espírito Santo está no céu, então Ele não está na terra?
O E spírito Santo está no céu e na terra, p orque Ele é D eus. Os
atributos do Pai tam bém p erten cem ao Filho e ao Espírito Santo,
e u m deles é a onipresença, ou seja, a capacidade de estar presente
em todos os lugares. Dessa form a, o Espírito Santo habita no céu
e, ao m esm o tem po, em cada cristão (1 C o 6.19).

274. 0 que não haverá no céu?


Sol e calor (Ap 7.16), lua (Ap 21.23), noite (Ap 21.25), lâm pa­
das (Ap 21.23), m ar (Ap 21.1).
T am bém não haverá pecado (Ap 21.27; 22.15), maldição (Ap
22.3), dor (Ap 21.4), lágrimas e p ranto (Ap 7.17; 21.4), clam or
(Ap 21.4), fom e e sede (Ap 7.16) n em m orte.

275. Vamos conhecer uns aos outros no céu?


C ertam ente! C o m o seres espirituais, haverá um a percepção es­
piritual entre todos os salvos. C ontem plarem os uns aos outros e
saberemos no espírito q u em somos. Assim com o Pedro, Tiago e
João, no m o n te da Transfiguração, reconheceram M oisés e Elias,
que falavam com Jesus (em bora naquela época não existissem fo­
tografias, filmes), no céu, seremos dotados da m esm a capacidade
de discernir uns aos outros (M t 17.12-14).
276. Que tipo de corpo teremos no céu?

C arne e sangue não herdarão o R e in o de D eus (1 C o


15.50). R eceb em o s do Senhor u m co rp o físico para utilizar nesta
vida. Após a m orte, os salvos receberão u m corpo espiritual eter­
n o preparado para viver na dim ensão celestial. Será u m corpo
novo, glorioso e incorruptível, vigoroso, espiritual (1 C o 15.42-
44), perfeitam ente preparado para o céu; será u m corpo sem e­
lhante ao corpo de C risto (Fp 3.20,21).

277. Haverá recompensas no céu?

Diversas passagens bíblicas ensinam claram ente que todas as


pessoas salvas serão recom pensadas no céu. N o D ia de C risto, os
galardões (recompensas ou prêmios) serão distribuídos aos fiéis.
Q u ando o Senhor Jesus apresentar ao Pai a Igreja, a esposa do
C ordeiro, haverá um a grande festa no céu, a celebração da vitória,
a distribuição das recom pensas. C onfira na Bíblia algumas des­
sas recom pensas. Leia os Salmos 58.11; 62.12; Provérbios 11.18;
Isaías 40.10; 62.11; M ateus 6.1,2; 10.4,42; Lucas 6.35; 1 C o rín -
tios 3.8,14; H ebreus 10.35,36; 11.6,24-26; 2 João 1.8;Apocalipse
2.23; 11.18; 22.23.

278. Qual a relação entre o céu e o galardão do cristão fiel?

E m M ateus 5.11,12, o Senhor Jesus disse:


Bem-aventurados sois vós quando vos injuriarem, e perseguirem, e,
mentindo, disserem todo o mal contra vós, por minha causa. E xultai e
alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim per­
seguiram os profetas que foram antes de vós.

279. Haverá casamento no céu?

Esta tem sido um a pergunta com um . N ão haverá casam ento no


céu, tendo em vista o nosso novo corpo espiritual e a nossa nova
condição. C o m o união física, o casam ento term ina com a m orte
de um dos cônjuges (R m 7.1-3; 1 C o 7.39). O Senhor respondeu
claram ente essa pergunta feita pelos saduceus em Lucas 20.27-40.

280. Haverá famílias no céu?


T am bém não haverá famílias nos mesm os m oldes com o co n h e­
cemos neste m undo. N os céus, todos seremos parte da família de
D eus, desfrutando da com panhia e da com unhão uns com outros.
Todos seremos u m em C risto (E f3.14,15).
S eção X X
Questões relativas ao inferno
S eção
XX
281. 0 inferno existe?

Q uando alguém m enciona a palavra inferno, as pessoas de u m


m odo geral sentem m edo, curiosidade e fazem questionam entos.
D iariam ente esta palavra é m encionada em todo o m undo. N as­
cemos, crescemos, estudam os e vivemos ouvindo esta palavra ser
utilizada de várias formas. Isso assinala que a m aioria crê que o
inferno existe? D e acordo com um a pesquisa realizada nos Esta­
dos U nidos, 52% das pessoas adultas têm certeza da existência do
inferno, e 27% acha possível que esse lugar exista.
N a Bíblia, há inúm eras referências ao inferno. Veja D t 32.22;
Jó 26.6; SI 9.17; 16.10; Pv 5.5; 15.24; Is 14.9,11,15; Ez 31.16; Os
13.14; M t 5.22,29,30; 10.28; 11.23; 18.9; 23.33; Lc 12.5; 16.19-
31; 2 Pe 2.4; Ap 20.13,14.

282. 0 inferno seria um estado mental?

N ão. Apesar de em alguns Salmos a palavra sheol, traduzida com o


inferno, ter essa conotação de to rm en to da alma (SI 16.10), segun­
do o S enhor Jesus, que criou este lugar e esteve lá p o r ocasião de
Sua m o rte (Ef 4.8-10), o inferno é u m lugar real de to rm en to e
castigo, conform e consta em M arcos 9.43,48.

283. 0 que é o inferno?

M uitas pessoas gostam de brincar sobre o inferno. Algumas fa­


zem piadas, mas a Palavra de D eus o trata com m uita seriedade.
H á quem não acredite na existência do inferno. Entretanto, o
Senhor Jesus se referiu várias vezes ao inferno com o u m lugar
real, criado p o r D eus para p u n ir o diabo , os dem ônios, os ímpios
e todas as nações que se esquecem de D eus (SI 9.17).
D e acordo com o que é revelado na Bíblia, o inferno é:

1. u m lu g a r d e trevas o n d e as pessoas p e r m a n e c e r ã o na escuri­


dão eterna (M t 8.12);
2. u m lugar onde o fogo, que representa a ira de D eus punindo
todos os ímpios, nunca se apagará (Is 33.14);
3. um lugar de aflições e angústias indescritíveis, onde o bicho
que não morre é o rem orso eterno que sofrerão as pessoas que
para lá forem (M c 9.43,48).
4. O inferno, segundo as palavras do Senhor, é um a prisão
eterna (M t 5.25,26). Sendo assim, nin g u ém deve duvidar
da existência dele. O inferno é real, e deve ser evitado p o r
todas as pessoas.

284. Onde está localizado o inferno?


D e acordo com as Escrituras, o inferno está localizado na parte
inferior da terra. Som ente D eus sabe o lugar exato. O inferno é
um a prisão, onde ficarão confinados eternam ente os pecadores. E
u m profundo abismo, de onde n inguém poderá escapar; u m lugar
de densas trevas, de aflição, angústia, choro e ranger de dentes. O
inferno é u m lago ardente de fogo e enxofre, que já está pro n ­
to para o diabo, seus asseclas e todas as pessoas que rejeitarem o
nom e de Deus. Estude as seguintes passagens bíblicas:Jó 17.16; SI
9.17; 139.8; Pv 15.24; Is 14.15; Ez 31.15,16,17,21; M t 5.22; Lc
10.15; 2 Pe 2.4; Ap 20.14.

285. Existem outros termos que designam o inferno?


Tanto na literatura bíblica com o na secular, encontram os vários
vocábulos que se referem ao inferno [do latim infernum, profun­
dezas; lugares baixos, inferiores], tais com o os term os gregos hades
e tártaro, e hebraicos sheol e geena. N a m aioria das versões bíblicas.
esses term os aparecem traduzidos com o o abismo, poço do abismo,
sepultura. Apesar de os nom es serem diferentes, todos apresentam
o inferno com o lugar de trevas e torm entos eternos.
A palavra geena, utilizada pelo S enhor Jesus para se referir ao
inferno, está associada à ideia de dor e sofrim ento, p orque o vale
do G eena (hb. G eh H in n ó m , vale de H inon) era u m depósito de
lixo fora de Jerusalém , onde o fogo estava sem pre ardendo, e Jesus
disse que o inferno era u m lugar de vermes, larvas, fogo e trib u ­
lação (in: Bíblia Plenitude, p. 1377).

286. Deus estará presente no inferno?

D e certa form a, sim. Sendo D eus onipresente (presente em to ­


dos os lugares ao m esm o tem po), Ele estará representado lá por
Sua ira.
A justiça divina obriga D eus a castigar o pecado. Todas as pes­
soas que tiverem rejeitado o plano de salvação oferecido pelo Se­
nhor, sem nunca terem se arrependido de seus pecados, irão para
o inferno, para o to rm en to eterno.

287. Quem passará a eternidade no inferno?


• Todos os falsos cristos e falsos profetas (M t 24.24).
• Todos os hom ens e m ulheres infiéis (M t 24.48-51).
• Os tím idos, os incrédulos, os abom ináveis e os hom icidas
(Ap 21.8).
• O s fornicadores e os feiticeiros (Ap 21.8).
• Os idólatras e todos os m entirosos (Ap 21.8).
• Os injustos, obstinados, os ím pios e pecadores (1 T m 1.9).
• Todos os que se esquecem de D eus (SI 9.17).

288. Alguém poderá escapar do inferno já estando lá?


N ão. É absolutam ente impossível sair do inferno. Isso fica cla­
ro na parábola do h o m e m rico e Lázaro, contada pelo Senhor
Jesus (veja Lc 16.19-31). O h o m em rico, que, após sua m orte, foi
lançado no hades, rogou a Abraão, que estava com os justos, que
lhe desse algum alívio daquele sofrim ento, mas isso era im possí­
vel visto que havia u m abismo intransponível entre os justos e os
ímpios. D epois, o h o m em rico pediu para ressuscitar, sob pretexto
de convencer os irm ãos a terem um a vida reta e piedosa, mas a
resposta que obteve foi: Eles têm M oisés e os Profetas; ouçam-nos [...]
Se não ouvem a M oisés e aos Profetas, tampouco acreditarão, ainda que
algum dos mortos ressuscite (Lc 16.29,31).
O inferno é o destino final de todas as pessoas que rejeitam
o Salvador Jesus (M t 25.41). Preces, orações, penitências, ofertas
financeiras, comidas, flores, incensos, n en h u m a dessas coisas pode
tirar quem quer que seja do inferno. A única form a de escapar da
condenação eterna é dar ouvidos à Palavra de D eus e aceitar o
plano de salvação, estando em C risto Jesus (R m 8.1).

289. 0 sofrimento no inferno será eterno?


N a Bíblia é afirm ado claram ente que o céu é u m lugar de gozo,
paz e felicidade eterna, enquanto o inferno é exatam ente o opos­
to. Todas as pessoas que lá estiverem sofrerão eternam ente.
O ser hum ano não foi criado pelo Senhor para o inferno. D eus
não deseja que nin g u ém seja condenado a viver nesse lugar ter­
rível, onde o to rm en to nunca term ina, o fogo jamais se apaga, o
bicho nunca m orre, e o pranto e o ranger de dentes são eternos
(M t 25.30). O inferno é u m lugar preparado p o r D eus para o dia­
bo e os seus dem ônios, mas para lá irão todos aqueles cujo caráter
e cujas obras se assemelharem aos do inim igo de Deus; aqueles
que pecaram , não se arrependeram e não aceitaram Jesus com o
seu Salvador e Senhor, tendo rejeitado a graça de Deus.

290. Como alguém poderá sofrer eternamente no inferno, se o tipo


de vida que conhecemos se acaba com a morte física?
A m orte dá fim apenas à vida física. Assim, o h o m em volta ao
pó. E ntretanto, ele não é constituído apenas de u m corpo, de m a­
téria; possui alma e espírito. C o m a m orte, o corpo físico deixa
de existir, mas o espírito e a alma, que não se separam, são eter­
nos. A carne não tem em oções; os sentim entos estão na alma. Se
o sofrim ento é eterno, tem de haver u m elem ento etern o para
experim entá-lo. Este elem ento é o espírito e a alma. N osso es­
pírito e nossa alma não m orrem . A obra de salvação tem ambos
com o foco. D iante desta verdade, o que fazer? A única alterna­
tiva é aceitar o Senhor Jesus com o Salvador e Senhor vivendo
fielm ente para Ele até o últim o dia da nossa jo rn ad a terrena (At
16.31;Ap 2.10b).

291. 0 que é a eterna separação de Deus?

É exatam ente o que ocorrerá com todas as pessoas que rejeita­


rem o Senhor Jesus com o Salvador e Senhor. N isto consistirá a
m orte eterna; a segunda m orte.
O ser hum an o foi feito p o r D eus e para ter com unhão com Ele.
N in g u ém consegue viver sem Ele. N o inferno, haverá a eterna
separação do Senhor.
O h o m em rico m encionado p o r Jesus que foi para o inferno
pediu que sua língua fosse m olhada p o r Lázaro co m a po n ta do
dedo deste. Isto alude à sede de D eus (Lc 16.24).
As palavras do apóstolo Paulo são claras sobre a situação dos
incrédulos: Eles sofrerão a pena de destruição eterna, a separação da pre­
sença do senhor e da majestade do seu poder (2 Ts 1.9 n v i ) . E m outras
palavras, eles serão punidos, sofrendo a pena da destruição eterna,
sofrendo infinitam ente as dores da destruição e da separação de
Deus; daí a ideia de sofrim ento inextinguível.

292. Existe maldição infernal?

A resposta a esta pergunta encontram os nas palavras do Senhor


Jesus em M ateus 25.41: Então, dirá também aos que estiverem à sua
esquerda: A partai-vos de m im , malditos, para o fogo eterno, preparado
para o diabo e seus anjos. Todas as pessoas lançadas no inferno terão
com o parceiros o diabo e os seus dem ônios. Elas deixaram de
ser abençoadas quando deliberadam ente rejeitaram a pessoa de
Cristo. D urante a jo rn ad a na terra, viveram dissolutam ente, obe­
decendo às paixões carnais e aos desejos m alignos de Satanás e
seus dem ônios. C o m o conseqüência, foram amaldiçoadas a viver
eternam ente no inferno.
S eção X X I
Questões relativas ao
trono branco ou Ju íz o fin a l
S eção
XXI
293. Haverá um Juízo final?
Sim. E m Apocalipse 20.11, João contem plou um grande trono
branco e o que estava assentado sobre ele. Esta im agem aponta para o
Juízo final.
Q u an d o o apóstolo Paulo pregou na cidade de Atenas, confor­
m e consta em Atos 17, ele disse aos atenienses que D eus tem de­
terminado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do
varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos
(v. 31). E ntão não resta dúvida: o Juízo final é certo.

294. Quem estará sujeito ao Juízo final?


Todas as pessoas, exceto os salvos em C risto que foram arrebata­
dos na prim eira ressurreição. Estes não serão julgados. D e acordo
com R om anos 8.1, nenhum a condenação há para os que estão em
Cristo Jesus. N o Evangelho de João 5.24, está escrito: quem ouve a
m inha palavra [de Jesus] e crê naquele que me enviou tem a vida eterna
e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

295. Por que o trono é grande (Ap 20.11)?


O trono grande representa a sublim idade do Senhor, o alcance
total e universal de Seu juízo. A majestade do R e i dos reis e Se­
n h o r dos senhores abarca todas as dispensações, todas as épocas.

296. Por que o trono é branco?


Porque a cor branca simboliza a pureza e a santidade (Ap 20.11),
atributos de D eus, que o qualificam para julgar com justiça e im ­
parcialidade.
297. Quem se assentará no trono como o juiz?
Será o E l S h a d d a i.A palavra hebraica E l significa D eus, e Shaddai
quer dizer Todo-poderoso. Som ente o Todo-poderoso, o Senhor
dos senhores, o único D eus verdadeiro é digno de assentar-se no
trono para proceder ao últim o ju ízo na história da hum anidade.

298. Todos os mortos com parecerão ao Juízo do trono branco?


Todos eles ressuscitarão?
Segundo a Palavra de D eus, sim. Tanto no A ntigo com o no
N ovo Testam ento encontram os vários textos que afirm am que os
m ortos ressuscitarão. O bserve a revelação em D aniel 12.2: E m ui­
tos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e
outros para vergonha e desprezo eterno.
A tente para a declaração profética do apóstolo Paulo: E tenho em
D eus a mesma esperança desses homens: de que haverá ressurreição tanto
de justos como de injustos (At 24.15 n v i ).

Será a segunda ressurreição. O bserve o que está escrito em A po­


calipse 20.11-13 a esse respeito:
E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de
cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os
mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os
livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados
pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o
mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que
neles havia; e foram julgados cada um segundo as sidas obras.
Para mais inform ações sobre os tipos de ressurreição, estude deta­
lhadam ente os seguintes textos bíblicos: 1 R s 17.17-22; 2 R s 4.32-
35; 13.20,21; M t 9.23-25; Lc 7.11-15;Jo 11.43,44;A t 9.36-40.

299. Quantas pessoas ressuscitarão?

Todas as pessoas ressuscitarão, e D eus as julgará considerando


as obras de cada um a. E m outras palavras, todos os pensam entos,
todas as palavras e ações de cada indivíduo durante a jo rn ad a da
vida estão sendo registrados nos livros das obras, que serão abertos
no Juízo final, conhecido no m eio teológico com o trono branco.
As pessoas serão julgadas p o r suas próprias obras. D eus julgará
pessoas vivas, p o r isso todos ressuscitarão.
Observe o que o autor da carta aos H ebreus revela acerca da ati­
tude de Abraão quando o Senhor ordenou a este que matasse seu
próprio filho Isaque: Sendo-lhe dito: E m Isaque será chamada a tua des­
cendência, [Abraão] considerou que D eus era poderoso para até dos mortos
o ressuscitar. E daí também, em figura, ele o recobrou (Hb 11.18,19).
N ão existe qualquer dúvida: todas as pessoas de todas as épocas,
classes sociais, condições econôm icas, políticas, intelectuais e reli­
giosas u m dia ressuscitarão.

300. Como o Senhor Jesus tratou o assunto da ressurreição dos


mortos?
N os dias em que C risto esteve na terra, havia u m g rupo reli­
gioso, os saduceus, que defendia, com o u m de seus pontos d o u ­
trinários, que não haveria ressurreição de m ortos. Os saduceus
procuraram Jesus a fim de perguntar-lhe sobre esse assunto. M en ­
cionando o exem plo de um a m ulher que ficou viúva seis vezes
e, em obediência à lei do levirato, casou-se legalm ente com sete
m aridos (todos irm ãos), mas não teve filhos com n en h u m deles,
indagaram de qu em a m ulher seria considerada esposa, quando
ela e os m aridos ressuscitassem. Jesus explicou que nos céus não
há casamento.Todas as pessoas salvas serão com o os anjos de Deus.
E assinalou que se apresentou a M oisés com o o D eus de Abraão,
de Isaque, e de Jacó p orque Ele não ê D eus de mortos, mas de vivos,
porque para ele vivem todos (ver Lc 20.27-38).

301. Jesus tinha autoridade para falar sobre ressurreição?


Claro que sim, p o r várias razões. Ele é o D eus etern o e Pai da
eternidade (Is 9.6). Jesus declarou que, antes que A braão existisse,
Ele já vivia (Jo 8.58). C o n tu d o , o m otivo m aior que capacitou e
habilitou C risto a falar sobre a ressurreição dos m ortos, ensiná-la
aos Seus discípulos e garanti-la foi Sua própria ressurreição. Ele
não estava referindo-se à ressurreição de outras pessoas, apesar de
tê-lo feito. Jesus viveu Sua pró p ria experiência ressuscitando d en ­
tre os m ortos. A lém disso, tem os o testem unho público do Seu
poder, um a vez que ao longo do Seu m inistério Ele ressuscitou
várias pessoas.

302. Cristo realmente ressuscitou dentre os mortos?


Mais de um a vez Jesus profetizou Sua ressurreição, afirm ando
que Ele m orreria, mas que se levantaria dentre os m ortos. Vale
destacar tam bém que a ressurreição do Senhor seria totalm ente
inédita e diferente da de todas as outras pessoas que ressuscita­
ram. Por quê? Porque os que ressuscitaram no A ntigo e no N ovo
Testam ento voltaram a m orrer. Jesus ressuscitaria para nunca mais
m orrer. Isto de fato aconteceu.
N a Bíblia, são inúm eras as evidências que atestam a veracidade
da ressurreição do Senhor, entre elas o túm ulo vazio, o apareci­
m ento dele às m ulheres santas que foram em balsamar Seu corpo
(M t 28.9), a presença visível de C risto ju n to aos apóstolos (Jo
20.19-21,26-29) e outras.
O bserve a seriedade com que o concilio apostólico tratava o
assunto da ressurreição do Senhor. N a escolha do substituto de
Judas, um a das exigências era que a pessoa que fosse escolhida
tivesse obrigatoriam ente andado com o Senhor e testem unhado
Sua ressurreição (At 1.22). A pregação dos apóstolos proclamava
continuadam ente a ressurreição de C risto (At 4.33)!

303. De alguma forma Jesus, o Ressuscitado, pode garantir nossa


ressurreição?
C ertam ente que sim, porque Ele foi o único que venceu o
p o d er da m o rte ressuscitando e p erm anecendo vivo para sempre.
A lém disso, C risto garantiu a M arta que o irm ão dela, Lázaro,
m o rto havia quatro dias, ressuscitaria. Assim aconteceu (Jo 11.23-
44). O p róprio S enhor afirm ou que ressuscitará as pessoas que o
am am e servem a Ele de to d o o coração (Jo 6.54).
304. Com que corpo ressuscitarão as pessoas salvas mortas em
Cristo?

N a Bíblia tem os o exem plo do Senhor Jesus, que perm aneceu


três dias m o rto e ressuscitou co m o m esm o corpo e co m a m esm a
aparência. N ão houve m udança na cor dos olhos, dos cabelos, nas
feições faciais. Ele foi visto p o r m uitos após ressuscitar. Entretanto,
havia um a diferença; em bora fosse o co rp o de carne, este alcança­
ra o estágio de glorificação e incorruptibilidade.
Paulo, o teólogo da Igreja, respondeu às questões sobre a ressur­
reição dos m ortos em C risto declarando que o co rp o perecível
ressuscitará im perecível, o que é sem eado em desonra ressuscitará
em glória. Ele acrescentou que os salvos receberão u m corpo p o ­
deroso, um corpo espiritual (1 C o 15.35-44).
O h o m e m e a m u lh er que serviram fielm ente ao S en h o r até
a m orte, quando ressuscitarem , terão u m co rp o glorioso, sem e­
lhante ao co rp o do S en h o r ressuscitado. A ten te para as palavras
de Paulo: donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo,
que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo
glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as
coisas (Fp 3.21).

305. Como ressuscitarão os salvos que morrerem queimados ou


tiverem o corpo cremado?

Para D eus, é indiferente a form a com o a pessoa m orreu. N ão


há limites para o p o d er do Senhor. N ão im porta se o corpo da
pessoa salva foi queim ado, afogado, esmagado em algum aciden­
te, soterrado, envenenado ou atingido p o r um a enferm idade. O
corpo do h o m em e o da m ulher salvos em C risto será lum inoso,
incorruptível, poderoso, revestido da glória do Senhor. In d ep en ­
dente da m aneira com o m orreram , da ocasião em que m orreram
e do lugar onde m orreram , todos os salvos ressuscitarão co m o
corpo glorificado (1 C o 15.52,53).
306. Como se dará o Juízo do trono branco?

Será sem elhante à audiência de u m tribunal terreno perante o


juiz, em que os atos dos réus são analisados e, de acordo com o
relato das testem unhas e o veredicto do jú ri, a sentença é dada.
Visto que todos serão julgados pelas obras que praticaram , res­
tarão dois grupos: o dos que lavaram as suas vestiduras no sangue do
Cordeiro (Ap 22.14), os quais terão direito à árvore da vida, e o dos
cães e os feiticeiros, e os que se prostituem , e os homicidas, e os idólatras, e
qualquer que ama e comete a mentira (Ap 22.15), os quais ficarão de
fora da cidade celestial, sendo condenados ao to rm en to eterno.

307. Alguém poderá escapar do Juízo final?


N ão. A bsolutam ente todos serão julgados. Segundo o que cons­
ta em Apocalipse 20.13: deu o mar os mortos que nele havia; e a morte
e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um
segundo as suas obras.

308. De que época procederão as pessoas a serem submetidas ao


Juízo do trono branco?
D e todas as épocas, desde o tem po de Adão. Todas as gerações
de todas as dispensações estarão diante do trono branco.

309. Que tipo de justiça será exercido no Juízo final?


A justiça de D eus, ou seja, a justiça pura, que reconhece o valor
do ser hum ano. C o n fo rm e se p o d e depreender das Escrituras, a
justiça divina é pautada e m ju íz o s retos e leis verdadeiras, estatutos e
mandamentos bons (N e 9.13).

310. Quem será destinado à condenação eterna no Juízo?

N a Bíblia é declarado que a pessoa cujo n o m e não foi escrito


no Livro da V ida enfrentará a condenação eterna, com o se lê
em A pocalipse 20.15: E aquele que não f o i achado escrito no livro
da vida fo i lançado no lago de fogo. Já os que ressuscitarem co m
o S enhor Jesus na p rim eira ressurreição não estarão sujeitos à
condenação eterna.
N a carta aos R o m an o s, o apóstolo Paulo explica de form a clara
esse assunto:

Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira


para ti no dia da ira e da manifestação do ju íz o de Deus, o qual recom­
pensará cada um segundo as suas obras, a saber: a vida eterna aos que,
com perseverança em fa ze r bem, procuram glória, e honra, e incorrupção;
mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade
e obedientes à iniqüidade; tribulação e angústia sobre toda alma do ho­
mem que f a z o mal, primeiramente do judeu e também do grego; glória,
porém, e honra e p a z a qualquer que fa z o bem, primeiramente ao judeu
e também ao grego; porque, para com Deus, não há acepção de pessoas.
R om anos 2 .5 - 1 1

O s judeus fiéis que m o rrerem durante a G rande Tribulação, as


pessoas que aceitarem o R e in o de D eus no M ilênio ressuscitarão.
O nom e delas constará no Livro da Vida.
Q u an to aos destinados à eternidade no lago de fogo, seguem
abaixo algumas referências bíblicas onde são apontados: Salmo
1.1-6; Provérbios 9.18; 11.28; M ateus 24.24,48-51; 25.41; 1 C o -
ríntios 6.9,10; Gálatas 5.19-21; Efésios 5.5; Colossenses 3.5,6; 1
T im ó teo 1.9,10; 2 T im ó te o 3.2-5;Judas 1.4-16;Apocalipse 19.20;
21.8; 21.27; 22.15.

311. Como viverão na eternidade os condenados ao lago de fogo?


• E m m eio ao pranto e ranger de dentes (M t 8.12)
• Separados de D eus (M t 7.23)
• M alditos (M t 25.41)
• Envergonhados e desprezados (D n 12.2)
• C lam ando em vão p o r socorro (Lc 16.24)
• E m com panhia do diabo e de dem ônios (Ap 20.10,14)
312. Qual a diferença entre os livros e o Livro da Vida,
mencionados em Apocalipse 20.12?
Os livros referem -se aos docum entos que estão aos cuidados de
D eus, onde estão devidam ente registrados todas as atitudes, os
feitos e as obras de todas as pessoas, de todas as épocas e de todos
os lugares. D eus registra em Seus livros tu d o o que as pessoas fa­
zem. N estes livros tudo estará relatado de form a clara, transparen­
te, lógica, sendo de fácil com preensão. Tudo o que tiverm os feito
durante a jo rn ad a da vida estará registrado nestes livros, que serão
abertos durante o Juízo do grande Trono Branco (Ap 20.11-15).
Q u an to ao segundo livro m encionado, o qual será aberto após
a abertura dos prim eiros livros, trata-se do Livro daVida, que tem
com o único objetivo registrar os nom es de todos os salvos. Q u em
tiver seu nom e escrito neste livro estará salvo e terá direito à vida
eterna. Mas q uem não tiver o seu nom e inscrito neste livro estará
irrem ediavelm ente condenado e perdido para sempre. Leia D a­
niel 7.10; 12.1; Lucas 10.20; Filipenses 4.3; Apocalipse 3.5; 13.8;
21.27.
Seção XXII
Questões relativas a elementos
simbólicos em Apocalipse
S eção
XXII
313. Quem é o filho varão em Apocalipse 12?
Jesus Cristo, pois só Ele regerá todas as nações com vara de fer­
ro, e só Ele foi arrebatado para D eus e para o Seu trono (Ap 12.5).

314. Quem é o dragão em Apocalipse 12?


Satanás. E m Apocalipse, encontra-se a trindade satânica: o dra­
gão, que é o diabo, o A nticristo, que é a besta que subirá do mar,
e o “ anti-Espírito S anto” , que é a segunda besta, a qual subirá da
terra, o Falso Profeta.

315. Quem é a m ulher grávida em Apocalipse 12?


É a nação de Israel, cuja coroa com 12 estrelas representa as 12
tribos.

316. Qual o simbolismo do número 7 em Apocalipse?


O livro de Apocalipse co n tém 22 capítulos, 404 versículos e
aproxim adam ente 12 mil palavras. O núm ero 7 aparece cerca de
50 vezes em todo o livro, e deve ser objeto de estudo de todos os
que se interessam pelos conhecim entos bíblicos.
Esse núm ero representa a com pletude, a satisfação, a suficiên­
cia, transm itindo a ideia de plenitude em 7 espíritos de D eus, 7
castiçais, 7 estrelas, 7 lâmpadas, 7 selos, 7 olhos, 7 pragas, 7 bem -
aventuranças etc.
O núm ero 7 não é o núm ero da perfeição, e sim da plenitude,
da totalidade, p o r isso aparece nas Escrituras indicando caracterís­
ticas de Satanás, com o 7 cabeças do dragão e 7 cabeças da besta.
317. Por que Jesus colocou a mão sobre o apóstolo João (Ap
1.17)?

João tinha sido exilado na ilha de Patmos. Ao ter aquela visão,


João ficou apavorado. O ato de tocar o apóstolo co m Sua des­
tra traduz a preocupação do S enhor em confortá-lo, consolá-lo,
encorajá-lo.

318. 0 que significa a voz de m uitas águas em Apocalipse 1.15?

A expressão a v o z de muitas águas representa o p o d er e a m a­


jestade das palavras de Jesus. Ele é o T odo-poderoso, aquele que,
ao falar, quebra os cedros do Líbano, separa as labaredas do fogo, f a z
tremer o deserto, f a z parir as cervas e desnuda as brenhas (SI 29.5,7,8,
9); opera milagres (SI 33.9).
N o versículo 16, João declara que viu sair da boca de C risto
um a aguda espada de dois gum es, sím bolo do ju ízo que será proferi­
do pelo Senhor no fim dos tem pos.

319. Quem é o personagem no monte Sião com os 144 mil (Ap


14.1)?

É o Cordeiro, ou seja, Jesus.

320. Por que, de acordo com Apocalipse 12.4, o dragão desejará


destruir o filho da mulher grávida?

Satanás, representado pelo dragão, tentará tragar o filho da m u ­


lher grávida, o qual simboliza C risto, porque o objetivo do diabo
é destruir a obra de D eus, principalm ente a missão de Jesus com o
redentor da hum anidade.

321. Quem é o Cavaleiro do cavalo branco mencionado em


Apocalipse 19.11?

É o Senhor Jesus, o único que pode ser chamado de Fiel e Verdadeiro.


322. 0 que significa a veste salpicada de sangue em Apocalipse
19.13?
Significa que Jesus C risto, o C ordeiro de D eus, derram ou Seu
sangue com o sacrifício perfeito para redim ir o h o m e m e agraciá-
lo com a salvação.

323. Segundo as palavras de Jesus em Apocalipse 22.14, quem


são os bem -aventuradosl

Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras no sangue do


Cordeiro, para que tenham direito à árvore da vida e possam entrar na
cidade pelas portas.
O S enhor declarou, portanto, que bem -aventurados (felizes) são
os que aceitam o C ordeiro com o seu Salvador, que são obedien­
tes e fiéis até a m orte. C o n fo rm e escrito em Apocalipse 2.10, sê
fie l até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.

324. Quem são os cães mencionados pelo Senhor em Apocalipse


22.15?
Nessa passagem bíblica, os cães sim bolizam obreiros falsos, m er­
cenários, que tentam roubar a glória de C risto, que enganam o
povo.
E m M ateus 7 é possível encontrar referências paralelas a essa
palavra profética de Apocalipse, com o, p o r exem plo, nos versícu­
los 22 e 23:
M uitos me dirão naquele Dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós
em teu nome? E , em teu nome, não expulsamos demônios? E , em teu
nome, não fizem os muitas maravilhas? E , então, lhes direi abertamente:
N unca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
N os últim os dias, nos dias do acerto de contas, da consum ação
dos séculos, m uitos dirão a Jesus, e não serão poucos: “ Senhor,
em teu nom e fizemos maravilhas, profetizam os, curam os enfer­
mos, expulsamos dem ônios...” C o n tu d o , m esm o tendo operado
milagres no no m e do Senhor, tais obreiros ouvirão de C risto:
N unca vos conheci.
Estes são os cães, que ficarão de fora, pessoas que agem co m o
intuito de aparecer e ser ovacionadas pelos outros, que enganam.
Surgirão m uitos falsos profetas alegando profetizar no n o m e de
Jesus. P or isso, o Senhor afirm ou em M ateus 7.21: N e m todo o que
me d iz: Senhor, Senhor! entrará no R eino dos céus, mas aquele que f a z a
vontade de meu Pai, que está nos céus.

325. 0 que significa a expressão quem !ê, que entenda em Mateus


24.15?
Significa que é necessário co n h ecer a palavra profética pelo es­
tudo das Escrituras. Q u alq u er coisa além do que está escrito na
Bíblia não deve m erecer nossa confiança.
S eção X X I I I
Curiosidades
S eção
XXIII
1. Curiosidades sobre Apocalipse
• A palavra m istério ocorre quatro vezes.
C o n fo rm e dissemos, m istério, no sentido teológico, é um a
verdade parcialm ente revelada.

• A palavra igreja aparece 19 vezes.

• Existem sete bem-aventuranças.


B em -aventurado aquele que ouve, bem -aventurado aquele
que lê, bem -aventurado aquele que escuta, bem -aventurado
aquele que guarda as palavras proféticas deste livro.

• O term o jilh o do hom em aparece 22 vezes.


Este term o, em Apocalipse, refere-se a Jesus, na Sua condição
hum ana. D eus se fez carne, hum anizou-se e habitou entre
nós. E m outras ocasiões, o term o filho do h o m em alude ao
próprio ser hum ano.

• O nom e Satanás aparece 8 vezes.

• O vocábulo v o z aparece 50 vezes.


E ouvi a voz das m ultidões, e ouvi a voz do anjo que dizia,
e ouvi a voz do Senhor...

• A palavra trono aparece 38 vezes.


Os vinte e quatro anciãos assentados em vinte e quatro tro­
nos, o que vencer se assentará com igo no trono do m eu pai,
trono de Satanás, trono de Antipas.
• O term o fogo aparece 17 vezes.

• Os term os J u iz e ju iz e s aparecem 15 vezes.

• A palavra m ar aparece 25 vezes.

• A n jo s aparece 71 vezes.

• Im agem da besta aparece 10 vezes.

• Sinal aparece 3 vezes.

Estes são alguns dos destaques que encontram os no livro de A po­


calipse, os m istérios revelados.

2. Curiosidades sobre os propósitos dos toques das trombetas

• C onvocar para as solenidades (N m 10.10; 2 R s 9.13)


• C onvocar para a guerra (N m 10.9)
• Sinalizar a manifestação de D eus (Ex 19.16; A m 3.6)
• Proclam ar juízos divinos e a vitória (Js 6.13-16)
• C elebrar o lançam ento dos alicerces do tem plo (Ed 3.10)
• D ar ao povo o sinal para partir da terra (N m 10.2)

3. Curiosidades sobre os mistérios registrados na Bíblia

• O m istério da sua vontade (Ef 1.9)


• O m istério da injustiça (2 Ts 2.7)
• O m istério da piedade (1 T m 3.16)
• O m istério do evangelho (E f6.19)
• O m istério do endurecim ento de Israel (R m 11.25)
• O m istério da vocação dos gentios (Ef 3.9)
• O m istério do R e in o dos céus (M t 13.11)
4. Curiosidades sobre como será o Reino milenar de Cristo
• Será de paz universal (M q 4.3)
• Será de prosperidade universal (Is 65.21)
• Será de justiça e retidão (Jr 23.5)
• Será de restauração e restituição (Am 9.13-16)
• Será de pacificação entre os animais (Is 11.6-8)
• Será de aum ento da expectativa de vida (Is 65.20)
• Será lum inoso (Is 30.26)
• Será de bênção universal (Is 35.5-10)

5. Curiosidades sobre a relação entre o número sete e a


totalidade, a completude, a abrangência
• As sete estrelas representam a totalidade do governo e da
visão de D eus
• As sete lâmpadas representam a totalidade da ilum inação do
Espírito
• Os sete selos representam a com pletude da segurança e da
autoridade
• Os sete chifres representam a totalidade do p oder divino
• O s sete olhos representam a totalidade do discernim ento
• As sete trom betas representam a totalidade da jurisdição
• Os sete trovões representam a totalidade do ju ízo
• As sete pragas representam a abrangência da ira divina
• As sete taças representam a abrangência da destruição
• Os sete m ontes representam a am plitude do p o d er terreno
• Os sete reis representam a totalidade darealeza terrena

6.Curiosidades sobre os aspectos do Cordeiro em Apocalipse

• A m o rte do C ordeiro (Ap 5.6)


• R everência ao C ordeiro (Ap 5.8)
• O m erecim ento do C ordeiro (Ap 5.12)
• A eternidade do C ordeiro (Ap 5.13)
• A adoração ao C ordeiro (Ap 5.14)
• A autoridade do C ordeiro (Ap 6.1)
• A ira do C ordeiro (Ap 6.16)
• A salvação do C ordeiro (Ap 7.10)
• O sangue do C ordeiro (Ap 7.14)
• O apascentam ento do C ordeiro (Ap 7.17)
• A vitória pelo sangue do C ordeiro (Ap 12.11)
• O livro da vida do C ordeiro (Ap 13.8)
• O retorno do C ordeiro (Ap 14.1)
• Fidelidade ao C ordeiro (Ap 14.4)
• A vitória do C ordeiro (Ap 17.14)
• As bodas do C ordeiro (Ap 19.7)
• A esposa do C ordeiro (Ap 21.9)
• O tem plo é o C ordeiro (Ap 21.22)
• A lâm pada é o C ordeiro (Ap 21.23)
• O trono do C ordeiro (Ap 22.1)
• O serviço ao C ordeiro (Ap 22.3)

7. Curiosidades sobre escatologia pessoal e escatologia universal


A e s c a to lo g ia p e sso a l, ou dos indivíduos, está subdividida em:

• Os ím pios que m orrerão (Ap 20.12,13; D n 12.2)


• Os santos do A ntigo Testam ento que m orreram (Lc 16.22)
• Os santos do N ovo Testam ento que m orreram (1 Ts 4.13)

A e s c a to lo g ia u n iv e rs a l, ou das nações, está subdividida em:

• Israel — estabelecida, provada e salva (Ez 37.1-7; Lc 21.25-


31)
• Igreja — m ilitante, triunfante e glorificada (2 C o 10.4-6; 1
Ts 4.16)
• G entios — dom ínio parcial, dom ínio global e destruição
(D n 2.31,33; Ap 19.11-21)
8. Curiosidades sobre os cinco julgamentos do fim
8.1. Julgam ento da Igreja

• Tempo: após o arrebatam ento da Igreja (2T s 2.1)


• Lugar: terceiro céu (1 Ts 4.13-17)
• Causa: obras (Ap 22.12)
• Finalidade: galardão (R m 14.10; 2 C o 5.10)

8.2. Julgam ento de Israel

• Tempo: final da G rande Tribulação (M t 24.4-26)


• Lugar: terra (Z c 14. 4 ; E z 20.34-38)
• Causa: fidelidade à sua cham ada (Ml 3.2,3,5)
• Finalidade: inferno ou M ilênio (M t 25.34; Ap 14.14)

8.3. Julgam ento das nações gentílicas

• Tempo: depois da G rande Tribulação (Jl 3.1,2; M t 25.31-46)


• Lugar: terra, entre o M o n te das Oliveiras e o M o n te M o -
riá (Jl 3.2; M t 25.31,32)
• Causa: favor prestado a Israel durante os setes anos da sua
provação (M t 25.40-45)
• Finalidade: inferno ou M ilênio (M t 25.34)

8.4. Julgam ento dos anjos

• Tempo: depois do M ilênio (Ap 20.10)


• Lugar: entre o segundo e o terceiro céu (Ap 20.11)
• Causa: rebelião original (2 Pe 2.4; Jd 1.6)
• Finalidade: condenação eterna (Is 14.12-17; Ez 12.9)

8.5. Julgam ento da hum anidade

• Tempo: depois do M ilênio (Ap 20.5-13)


• Lugar: entre o segundo e o terceiro céu (Ap 20.11)
• Causa: pecado original e rejeição da salvação oferecida em
Jesus C risto (Ap 20.12)
• Finalidade : condenação eterna (Mc 16.16)

9. As quatro principais mulheres de Apocalipse


• Jeza b el — A Igreja co rru p ta do passado (Ap 2.20)
• A mulher vestida de sol — Israel com as 12 tribos (Ap 12.1,2)
• A prostituta vestida de púrpura — A Igreja apóstata do A nticris­
to (Ap 17.4)
• A esposa do Cordeiro — A Igreja glorificada n o céu (Ap 19.7)

10. Curiosidades sobre sete coisas novas em Apocalipse


• U m novo céu e um a nova terra (Ap 21.1)
• U m novo povo (Ap 21.2-8)
• U m a nova esposa (Ap 21.9)
• U m novo lar (Ap 21.10-21)
• U m novo tem plo (Ap 21.22)
• U m a nova luz (Ap 21.23-27)
• U m novo paraíso (Ap 22.1-5)

11. Um paralelo entre o Reino dos céus e o Reino de Deus

REINO DOS C ÉUS REINO DE DEUS


Seu R ei é Cristo (Ap 20.6) Seu R ei é Deus (1 Co 15.28)

Localizado na terra 0o 18.37) Localizado na terra e no céu 0o 18.36)

R eino político (Dn 7.14; Is 9.7) R eino espiritual (Rm 14.17)

U m reino passado, presente e futuro (SI


U m reino futuro (2T m 4.1)
90.2)

Inicia na SegundaVinda (Lc 14.19) Já está presente (Lc 17.21;Jo 3.3-13)

Capital na terra, em Jerusalém (Is 2.3) Capital nos céus (Hb 12.22)

É aparente (Mt 25.31-43) E invisível aos não salvos (Lc 17.2)

A carne e o sangue não o herdarão (Rm


Herda a carne e o sangue (Is 42.7)
8.17)
12. Curiosidades sobre o Anticristo
• Ele falará de coisas grandiosas (Ap 13.5).
• Ele blasfemará contra D eus, contra o tabernáculo e os que
habitam no céu (Ap 13.6).
• Ele fará guerra contra os santos que m antiverem o testem u­
n ho d ejesu s durante a G rande Tribulação (D n 7.21).
• Ele exercerá autoridade e dom ínio sobre o m u n d o inteiro
(Ap 13.7).
• Ele atrairá a atenção do m undo, que ficará adm irado com
seu surgim ento (Ap 13.3).
• Ele oferecerá um a falsa prosperidade nos prim eiros três anos
e m eio do seu governo (D n 8.24,25).
• Ele m udará os tem pos e a lei (D n 7.25)
• Ele controlará to d o o sistema religioso e toda adoração. Ele
se assentará no tem plo de D eus, querendo parecer D eus
(2T s 2.4).
• Ele será o inim igo declarado do povo de D eus (A pl3.12).
• O A nticristo estabelecerá no m u n d o u m avivamento volta­
do para a idolatria (Ap 13.14).
Sinais proféticos para meditação e despertamento
Jesus está às portas! A ssim também, quando virem estas coisas aconte­
cendo, saibam que o R eino de D eus está próxim o (Lc 21.31).

• Segundo a R evista Tim es, publicada nos Estados U nidos,


não há mais com o en co b rir o pesadelo cataclísmico de um a
aniquilação m undial resultante de u m deslize acidental,
com o, talvez, u m objeto não identificado na tela do radar,
o que po d eria precipitar o lançam ento de armas que estão
engatilhadas, presas som ente p o r u m fio de cabelo.
A denom inada corrente eletromagnética nuclear é capaz de des­
tru ir um a poderosa nação com o os Estados U nidos. [...]
Carros, cam inhões e m aquinarias parariam , usinas nucleares
escureceriam , estações de rádio e televisão sairiam do ar, avi­
ões cairiam , sistemas de mísseis desativariam etc.

• A Rússia tem vinte e sete m il armas nucleares, os Estados U n i­


dos, o m esm o núm ero, a Inglaterra te m setecentas, a França
tem quinhentas e a C hina, trezentas.

• Já o jo rn a l T h e Jew ish Chronicle in fo rm o u que um a equi­


pe de experts está trabalhando em u m projeto para p ô r u m
espelho gigante de alum ínio na lua. O Chronicle diz que
seria usado para ilum inar à noite e econom izar energia. Leia
M arcos 13.24: e a lua não darã a sua lu z.

• A invasão dos robôs em inúm eras áreas — nos trabalhos


braçais, nas mesas telefônicas, nas linhas de m ontagem —
brevem ente chegará aos lares, realizando todas as tarefas de
um a dona de casa, com o cozinhar, limpar, arrum ar a casa
etc. O s robôs são cham ados de trabalhadores de colarinho azul,
e os com putadores são cham ados de trabalhadores de colarinho
branco. A tualm ente existem noventa m il desses robôs nas fá­
bricas japonesas.
• Lehm an-W ilzig declarou:“ Os robôs serão máquinas inteligen­
tes, artificialmente humanizadas, que exibirão todas as quali­
dades e traços característicos do ser hum ano” . Isaac Asimov
predisse que teríamos de, brevemente, instituir “leis robóticas” .

• A Igreja U n id a do C anadá decidiu consagrar (ordenar) h o ­


mossexuais para o m inistério. A Igreja Presbiteriana (USA)
produziu u m do cu m en to de 200 páginas apoiando a orde­
nação de homossexuais praticantes (ativos) e a prática do
sexo fora do casamento.

• A cadeia m undial de hotéis H ilto n queria construir o hotel


mais luxuoso, mais rico e sofisticado do m undo no M o n te
das Oliveiras, em Jerusalém , Israel, mas os engenheiros sis-
m ólogos inform aram : “N ão construa! Está na linha do cin­
turão sísmico” . E m Zacarias 14.4 está escrito que o monte
das Oliveiras será fen d id o pelo meio, para o oriente e para o oci­
dente. A lém disso, em Ezequiel 47.1-12 é revelada um a via
navegável resultante do grande terrem oto, u m rio entre o
M editerrâneo e o M ar M o rto , com 381 m etros abaixo do
nível do mar.

• Os gastos co m arm am entos m undiais saltaram durante os


anos 80 de 350 bilhões p o r ano para u m trilhão de dólares.

• M uitos músicos e cantores são adeptos do satanismo (ado­


ração ao diabo). M isturados co m a cultura pop, nas capas dos
discos se encontram símbolos satânicos, com o, p o r exem plo,
um a criança vestida com o prostituta, cruzes invertidas, pa­
lavras profanando igrejas, figuras de dem ônios, crânios m u ­
tilados, caveiras, corpos despedaçados etc. Esses grupos p ro ­
duzem músicas intituladas O Anticristo, Tormento, Esperando o
inferno, M atar outra ve z, Louve a morte, Cálice de sangue, O mal
proibido, B om como a morte, Sem sentir dor, M archando para o
inferno, N ã o mostre misericórdia, O mal não tem limites etc.
• N o estado da Califórnia, nos Estados U nidos, existem mais
de quinhentas pessoas que dizem ser o Messias.

• O reverendo Sun M y ung M o o n , da Coreia, m udou-se


para os Estados U nidos e falou: “Jesus falhou em sua missão,
porque ele foi crucificado em vez de casar e com eçar um a
linhagem hum ana perfeita” . M o o n proclam a abertam ente
que ele é o segundo messias, que vai com pletar a obra que
Jesus iniciou.
Existem no m undo mais de quatro m ilhões de M oons, em
120 países. M o o n e seu m ovim ento operam o jo rn al W a­
shington Post, assim com o m uitos outros interesses no cam ­
po do entretenim ento, da pesca, superm ercados e bancos.
O sonho de M o o n é envolver negócios, cultura, política e
religião com um a teocracia global, com ele à frente.

• Mais da m etade de toda ajuda dada ao estrangeiro pelos Es­


tados U nidos é destinada não a um a nação pobre, mas ao
pequeno país de Israel. O jo rn a l U S N ew s & World R eport
declara que os am ericanos tê m investido em Israel mais de
20 bilhões de dólares.

• D os dezessete m ilh ões de ju d eu s espalhados pelo m undo,


cada u m que é fiel à sua fé ora toda m anhã: “E u acredito
com toda a fé na volta do Messias, m esm o que Ele dem ore;
esperarei p o r Ele todos os dias” .

• Estão sendo feitas armas de um a substância que é mais dura


do que o aço, mas queim a com o a m adeira, tendo com o
vantagem não p o d er ser detectadas pelos radares. U m a bici­
cleta suíça está sendo fabricada com u m plástico altam ente
inflamável, e a General M otors Corporation anunciou que b re­
vem ente serão fabricados m otores de carros exclusivamente
da m esm a substância. Leia Ezequiel 39.9,10b.
• Judeus am ericanos m ilionários e grandes empresas já tê m o
futuro tem plo ju d aico pré-fabricado, que pode ser erguido
e m ontado totalm ente em três meses.

• O Ecum enism o projeta o estabelecim ento de um a Igreja


M undial (Superigreja) congregando todas as religiões e cre­
dos de todos os povos.

• Os satanistas seguem T he Satanic Bihle (A Bíblia Satânica),


p o r A n to n Szandor LaVey, que defende o consentim ento
com pleto e a prática dos sete pecados mortais: cobiça, orgulho,
inveja, ira, glutonaria, lascívia e preguiça.

• O extenso m ovim ento sobre o qual o satanismo está sendo


propagado nos Estados U nidos é a N ova Era.

• H á 1.845 referências na Bíblia à vinda de C risto, e cerca de


90 versículos no N ovo Testamento, significando que a volta
de Jesus pode o co rrer a qualquer m om ento.

• A Igreja Católica R o m a n a exerce, hoje, influência sobre 960


m ilhões de adeptos p o r to d o o m undo. Ela tem acordos e
alianças firm ados com vários governos. Tendo em vista esse
com prom isso, que já dura desde o século 4, o h o m em que
virá com o o A nticristo deverá ter, além do conhecim ento
religioso, influência no Vaticano. Isso lhe será útil para que
possa ob ter êxito em seus desígnios no cam po religioso. E m
um grande núm ero de países há essa relação Igreja/Estado,
que não é rom pida, e muitas decisões tomadas pelos líderes
estatais dependem da aprovação e do visto do Vaticano.

• H á quem diga que o A nticristo nasceu e está aguardando


sua manifestação na Palestina, onde m ora na cidade de Je ru ­
salém. Ele seria u m príncipe de 52 anos de idade. Segundo
sua biografia, ele conhece todos os idiom as do m undo e tem
um a sabedoria sobrenatural. M ora em u m palácio no deser­
to da Síria, que possui mil quartos e apenas três portas.Vive
a um a tem peratura de 30 graus centígrados, em que exerce
seus poderes sobrenaturais, tais com o fazer descer fogo do
céu e abrir cam inho no curso dos rios.

• O C lube de R o m a , um a das organizações prom ovedoras da


N ova O rd em M undial, já elaborou u m m apa-m úndi onde o
planeta está dividido em dez setores ou regiões, que, p o r sua
vez, ficarão interligados.

• N a visão da N ova Era, o patriotism o deve ser suplantado


para dar lugar ã aldeia global. Então, o cidadão deve deixar
suas raízes para sair em busca de novas experiências, novas
culturas, novas ideias e ideais que visem a interesses com uns.

• A identidade do futuro será estabelecida p o r u m desburo-


cratizador com unitário m undial, que elim inará tantos d o cu ­
m entos quantos forem necessários. A proposta é a unificação
num érica da identidade. Cada indivíduo terá seu pró p rio
núm ero que substituirá todos os demais. Tudo se dará p o r
m eio desse código pessoal e intransferível.

• Existe atualm ente nos Estados U nidos um a comissão de


alto nível m ultinacional, form ada pelos Estados U nidos, pelo
C anadá e pela Inglaterra, que está estudando com as maiores
autoridades em diversos campos científicos, políticos e reli­
giosos a im plantação de u m único núm ero individual para
todas as pessoas no m undo inteiro.

• M uitos animais nascendo agora, em diversos lugares no


m undo, tê m recebido u m núm ero e um a m arca especial,
que, colocada debaixo da pele, conecta-os a u m com putador
central, o qual os controlará a vida inteira.
• U m m inúsculo chip subcutâneo será colocado em todas as
pessoas contendo milhares de inform ações (todos os dados
pessoais concernentes ao indivíduo).T oda burocracia te rm i­
nará. Os papéis e docum entos acabarão. N in g u ém precisará
mais usar dinheiro, cartão de crédito ou cheques. Tudo o
que for necessário estará contido no chip.

• N o fim dos tem pos, a coroa solar (círculo lum inoso ao redor
do sol) poderá atingir tem peraturas acima de u m m ilhão de
graus. A fotosfera (camada externa do sol, da qual radiam
a luz e o calor) não superará seis m il graus. Explosões no
in terio r do sol abrirão buracos no sistema planetário de até
95.000 quilôm etros de diâm etro, com o ocorreu com Satur-
no.Veja Isaías 30.26.

• H á hoje no m undo 60 mil bom bas de hidrogênio.

• O M ercado C o m u m E uro p eu nasceu em 1957 na cidade de


R o m a . C on h ecid o com o o Tratado de R om a, o M .C .E ., ou
U nião Européia, já possui o seu dinheiro p ró p rio den o m i­
nado European Currency U n ity — E U R O . O espantoso dessa
m oeda é o significado que apresenta. N ela está cunhada a
im agem de Carlos V, u m dos antigos im peradores do Im pé­
rio R o m an o , o que dem onstra o desejo de reviver a época
desse antigo im pério.

• O C o m p u tad o r M onstro de Bruxelas, que se encontra nu m


edifício gigantesco, ocupando três andares, é conhecido
com o a Besta. Ele controla to d o o M .C .E .

• A m anipulação genética, a in tern et e a globalização eco n ô ­


m ica têm operado em to d o o m undo cada vez co m m aior
frequência e intensidade.
• H oje, em Israel, há um a lei judaica que proíbe qualquer ju d eu
de tocar ou destruir algum lugar sagrado de outra religião.

• N a França, nasceu um a m enina filha de ciganos causando


espanto aos m édicos: na testa, nas palmas das mãos e no ab­
d ôm en dela está escrito o núm ero 666. Os m édicos fizeram
de tudo para rem ovê-lo utilizando substâncias químicas, mas
não obtiveram êxito.
Onde você passará a eternidade?

U m dia, m exendo nos arquivos pastorais do m eu pai, encontrei


u m folheto evangelístico intitulado O nde você passará a eternidade?, u m
dos m elhores que vi! Li toda a m ensagem que apontava dois cam inhos
opostos, os quais conduziriam a dois destinos finais distintos e eternos,
definitivos. E ntend i claram ente que não havia um a terceira opção. E u
poderia escolher passar a eternidade com o diabo, os dem ônios e os
ím pios no inferno, em densas trevas, torm entos, ranger de dentes, se-
quidão espiritual, separação eterna de tu d o que é agradável, condenado
e perdido eternam ente, ou poderia escolher passar toda a eternidade
com D eus, Jesus e com todos os santos (as pessoas fiéis que acredita­
ram em D eus, vivendo inteiram ente para Ele e em obediência à Sua
Palavra), com pessoas felizes e abençoadas, no céu, n u m lugar repleto
de alegria, luz perene, m úsica divina, paz divinal, felicidade total, gozo
e salvação eterna.
O que eu deveria escolher? N ão tive dúvidas, fiz a m elhor, a mais
acertada e feliz escolha de toda a m inha vida. Escolhi viver a eternidade
com D eus. Agora, desejo com partilhar com você os passos que garan­
tem a qualquer pessoa viver eternam ente feliz com Deus!
Passos para a salvação

1. R e c o n h e c e r q u e é p e c a d o r

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo


justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo
Jesus, ao qual Deus propôs para propiciação pela f é no seu sangue, para
demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob
a paciência de Deus; para demonstração da sua justiça neste tempo pre­
sente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem f é em Jesus.
R o m anos 3 .2 3 - 2 6

O prim eiro passo para alguém obter a salvação é reconhecer que


é u m pecador e que precisa do perdão e da justificação que vem p o r
interm édio de C risto Jesus. Mas este prim eiro passo só pode ser dado
se o E spírito Santo convencer a pessoa da verdade, da justiça e do ju ízo
divino, quando ela ouvir a m ensagem da salvação (João 16.7,8).

2.A rre p e n d e r-se d o s pecad o s

O tempo está cumprido, e 0 Reino de Deus está próximo. Arrependei-


vos e crede no evangelho.
M arcos 1 .1 5

Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus


Cristo para perdão dos pecados, e recebereis 0 dom do Espírito Santo.
A tos 2 .3 8

Após conscientizar-se de que é u m pecador e que precisa


de salvação, o segundo passo é arrepender-se de seus pecados. O
arrependim ento deve vir acom panhado de profunda tristeza pelo fato
de a pessoa ter vivido no pecado e pelas conseqüências que o pecado
trouxe à vida dela, b em com o do desejo de a pessoa, ajudada pelo
E spírito Santo, m udar de vida, abandonando sua vil m aneira de viver e
voltando-se para D eus (veja Salmo 38.18; Atos 2.37; 2 C oríntios 7.10).
Existem promessas trem endas para quem abandona o pecado e
volta-se para D eus. A lém de perdão, o pecador recebe cura, restauração,
refrigério e capacidade para prosperar em todas as áreas da sua vida.
E m Provérbios 28.13, é dito: O que encobre as suas transgressões
nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.
E m Atos 3.19, somos exortados: Arrependei-vos, pois, e convertei-
vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham, assim, os tempos do
refrigério pela presença do Senhor.
Mas lem bre-se de que arrepender-se im plica andar no sentido
contrário aquele em que se vinha andando; m ortificar o velho hom em ,
com todas as suas concupiscências, e viver em novidade de vida, com o
nova criatura criada em C risto para as boas obras (Efésios 2.10).

3. C r e r em Je s u s c o m o S a lv a d o r e a c e i t á - l o c o m o S e n h o r

N o princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era


Deus. E o Verbo se f e z carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória,
como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.
JoÃo 1 .1,14

Mas a todos quantos 0 receberam deu-lhes 0 poder de serem feitos filhos


de Deus: aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue,
nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.
JoÃo 1 .1,14

Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.


A t o s 1 6 .3 1

Ter fé é o segundo passo para alguém ser salvo. N o sentido bíbli­


co, ter fé im plica confiar de m o d o absoluto em D eus, apoiando todos
os seus valores, todas as suas escolhas e decisões na inerrante Palavra do
S enhor e descansando plenam ente em todas as promessas que Ele fez.
C rer não é algo puram ente intelectual; envolve to d o o nosso ser. O re­
quisito que D eus requer de nós para nos salvar é crer nele, e nada mais!
Afinal, com o disse o autor da carta aos H ebreus 11.1,6:

Ora, af é ê o firm e fundam ento das coisas que se esperam e a prova das
coisas que se não vêem. Ora, sem fé é impossível agradar-lhe, porque ê
necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que
égalardoador dos que o buscam.

4. C o n fe s s a r q u e C r is to é o seu s a lv a d o r

Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres
que Deus 0 ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com 0 coração se
crê para a justiça, e com a boca se f a z confissão para a salvação.
R om anos 1 0 .9 ,1 0

[Disse Jesus:] Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens,


eu 0 confessarei diante de meu Pai, que está nos céus. M as qualquer que
me negar diante dos homens, eu 0 negarei também diante de meu Pai,
que está nos céus.
M ateus 1 0 .3 2 ,3 3

Confessar é declarar publicam ente Jesus com o Salvador. Após crer


com o coração, é preciso que a pessoa confesse que agora é salva. Nesse
m om ento, ela testem unha publicam ente sobre sua fé, e é selada com o
Espírito Santo (Efésios 1.13; 1 João 1.9).
Pouco adianta a alguém apenas reconhecer que é u m pecador e
com preender que o Evangelho é a verdade e o plano de D eus para sua
salvação. É necessário que a pessoa aceite a C risto com o seu salvador
pessoal e Senhor, confessando-o publicam ente. N ão existe cristão em
secreto. Q u e m aceita Jesus com seu Salvador tem logo o desejo intenso
e espontâneo de m anifestar esta realidade, com alegria. Cada salvo sabe
m uito b em disso p o r experiência p rópria e deseja com partilhar essa
bênção com todos, pois foi instruído a dar de graça o que de graça
recebeu (João 4.29).
Se você ainda não é u m cristão e tem o desejo de ser, ore com igo:

“D eus criador dos céus e da terra, em n o m e do Teu Filho amado


Jesus, que vive e reina para sempre, peço a Tua salvação. R eco n h e ço
que sou u m pecador. E stou profundam ente arrependido de m inha vil
m aneira de viver. Q u ero ser pedoado, sarado e renovado. Q u ero ter
com unhão contigo, experim entar a salvação e a vida eterna. R e c e h e -
m e com o u m de teus filhos. Sela-m e com Teu Espírito. E nsina-m e a
Tua Palavra e m e conduza a T i e ao céu. A m ém ”
IB LIO G R A F IA
B í b l ia S a g r a d a . Edição
Revista e Corrigida. Trad. João Ferreira de Almeida.
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