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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CAMPUS DE SÃO BERNARDO


CURSO DE LICENCIATURA EM CIÊNCIAS NATURAIS/ QUÍMICA

ANDRE DA SILVA PORTELA

SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE CROMITA DE NIQUEL PELO MÉTODO DE


COPRECIPITAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO MAGNÉTICA E ESTRUTURAL

São Bernardo – MA
2020
ANDRE DA SILVA PORTELA

SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE CROMITA DE NIQUEL PELO MÉTODO DE


COPRECIPITAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO MAGNÉTICA E ESTRUTURAL
Monografia apresentada ao curso de licenciatura em Ciências Naturais com habilitação em Química
da Universidade Federal do Maranhão, campus
São Bernardo, pelo discente: Andre da Silva
Portela afim de adquirir o grau de licenciado em
Ciências Naturais / Química.

Orientador: Prof. Dr. Thiago Targino Gurgel

São Bernardo – MA
2020
ANDRE DA SILVA PORTELA

SÍNTESE DE NANOPARTÍCULAS DE CROMITA DE NIQUEL PELO MÉTODO DE


COPRECIPITAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO MAGNÉTICA E ESTRUTURAL

Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura em Ciências Naturais com


habilitação em Química da Universidade Federal do Maranhão, campus São
Bernardo, afim de adquirir o grau de licenciado em Ciências Naturais / Química.

Aprovado em: ___________/_________________/_____________

BANCA EXAMINADORA

__________________________________________________________
Prof. Dr. Thiago Targino Gurgel
Universidade Federal do Maranhão – UFMA
Campus de São Bernardo
Orientador

__________________________________________________________
Prof. Dr. ///////////////////////---------------------
Universidade Federal do Maranhão – UFMA
Campus de São Bernardo

__________________________________________________________
Prof. Dr. ///////////////////////////////////-----------------------
Universidade Federal do Maranhão – UFMA
Campus de São Bernardo
Dedico esse trabalho a minha família, razão de minha existência, a minha mãe pelo apoio, aos meus
amigos.

A Deus.
Agradeço a meu orientador pela paciência e grande ensinamentos.
“Não há nada que seja maior evidência de insanidade do que fazer a mesma coisa dia após dia e
esperar resultados diferentes”.
Albert Einstein

RESUMO

É um elemento obrigatório. Apresenta de modo conciso o conteúdo do texto,


destacando os pontos mais importantes, o objetivo, a metodologia, os resultados e
as conclusões do trabalho. Deve ocupar apenas um parágrafo, dando-se preferência
ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa não devendo
ultrapassar 500 palavras. O padrão do espaçamento entrelinhas continha sendo 1,5,
fonte Arial, tamanho 12.

Palavras-Chaves: Controle. Saída. Entrada. Desenvolvimento. Sistema.


Composta de no máximo 5 palavras, separada por ponto (.) ou ponto e vírgula (;).
São as palavras que mais representam o tema do trabalho, para posteriores buscas
em arquivos digitais.
ABSTRACT

It is a must. It presents in a concise way the content of the text, highlighting the most
important points, the objective, the methodology, the results and the conclusions of
the work. It should occupy only one paragraph, giving preference to the use of the
third person singular and the verb in the active voice, not to exceed 500 words. The
pattern of the line spacing contained 1.5, font Arial, size 12.

Keywords: Control. Output input. Development. System.

O Abstract é o resumo do trabalho traduzido para o inglês (O mesmo resumo


inserido na página anterior)
LISTA DE SIGLAS

BR: Brasil;
PT: Português.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1:. 22

Figura 2: 23

Figura 3:. 23

Figura 4:. 23

Figura 5: 24
LISTA DE GRÁFICOS

Gráfico 1: 30

Gráfico 2: 30

Gráfico 3: 31

Gráfico 4: 31

Gráfico 5: 32
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 12
2 REFERÊNCIAL TEÓRICO 14

2.1 NANOMATERIAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS 14

2.2 CROMITAS 14

2.3 PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DA MATÉRIA 16


2.3.1 Diamagnetismo 18
2.3.2 paramagnetismo 18
2.3.3 Ferromagnetismo 19
2.3.4 Ferrimagnetismo 19

2.4 RAIOS X 19
2.4.1 Difração de raio x 21
2.4.2 Lei de Bragg 23
2.4.3 Fluorescência de raio x 25
2.4.4 Método de Rietveld 25

3 OBJETIVOS 26
3.1 Objetivo Geral 26
3.2 Objetivos Específicos 26

4 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS 27
4.1 Síntese de nanopartículas pelo método de coprecipitação 27
4.2 Calcinação e lavagem 28
4.3 Caracterização 29

5 RESULTADOS 30
5.1 Difratogramas 31

6 CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS 32

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 33
12

1 INTRODUÇÃO

A evolução da humanidade veio desde a descoberta de novos materiais que


se iniciou na idade da pedra até a idade dos metais, e foi graças a essas
descobertas o que descobrimos vários materiais que pudéssemos facilita em muitos
trabalhos como por exemplo a faca, o facão, entre outros utensílios. Neste sentido
podemos observar que os nanomateriais estão a cada dia sendo mais estudado,
devido a busca de novos materiais com alta resistência para ser trabalhado na
indústria e eu e outros setores em outros setores importante na vida da humanidade.
Hoje em dia podemos observar a evolução de materiais eletrônicos com categorias
nanométrica isso graça a pesquisa realizadas pelos cientistas que contribuíram para
o desenvolvimento destes materiais que tem grande importância.
Melhorias nessa categoria de materiais está a cada dia sendo mais
desenvolvida elevando o país no seu desenvolvimento na economia, devido essas
descobertas que revolucionaram o ramo da pesquisa em grandes setores. Sendo
assim essas descobertas que foram desenvolvidos há milhares de anos transformou
bastante a vida da humanidade, facilitando bastante em seu trabalho, trabalho esse
que levaria um dia eles reduziam por algumas horas graças a esses utensílios
descobertos e aprimoradas por eles. Portanto podemos observar, a substituição de
ferramentas de ossos, até ferramentas mais resistente que é o caso do ferro e
outros elementos químicos importantes no desenvolvimento dessas ferramentas.
Com o decorrer dos anos sempre houve uma maior necessidade e interesse
no estudo mais aprofundado dos materiais nanoestruturados. Esse tipo de material
possui uma carga magnética surgindo assim como um campo promissor para as
áreas de ciências e tecnologia. O crescente interesse vem atribuído ao fato quem
em estado sólido, os nanomateriais, elevam suas propriedades químicas e físicas, o
que se torna diferencial para outros materiais de tamanho semelhante, microscópico.
Sua morfologia expande suas propriedades e abre novos caminhos para
expor seus potenciais em diversos setores tanto da medicina como na parte
industrial, como por exemplo na parte usadas em óticas e até em materiais
magnéticos capaz de armazenar informações. Deste modo, é totalmente importante
a promoção de controle e distribuição das nanopartículas (NPs).
Juntamente com o avanço da ciência, foi possível estabelecer as
características das nanopartículas através dos métodos de síntese. Na parte
Química, os métodos de síntese vêm sendo desenvolvidos na obtenção de
nanopartículas e sendo sistematizada sua distribuição com forma controlada. Como
os estudos apontaram, houve sintetização de NPs de níquel com a redução de
cloreto de níquel usado como precursor metálico e a hidrazina como agente redutor
em emulsão de água.
Para esse método em questão, possui N número de variáveis de síntese,
tipos de precursores metálicos, presença de água, adição de agente passivo e
adição de agente que, quando modificadas, podem desencadear alterações no meio
reacional e consequentemente originar a obtenção de materiais com diferentes
características.
13

Já na área da Física, especificamente na área de óptica, varredura z têm


sido utilizadas no estudo das propriedades ópticas lineares e não lineares de
colóides compostos por nanopartículas metálicas.
As NPs e os demais materiais nanoestruturados são sistemas nos quais a
matéria estar em dimensões entre aquelas do átomo e o sólido estendido, com
dimensão na nanométrica, entre 1 e 100 nm, e possuem um número enorme de
átomos e moléculas. Nos últimos anos, no estudo dos materiais nanoestruturados
observados de trabalhos e pesquisas, que cresce a cada ano.
O grande deslumbre acerca do interesse que os materiais nanoestruturados
despertam nos pesquisadores, podem ser atribuídos ao fato de que esses materiais,
apresentam propriedades físicas, químicas e estruturais diferentes das encontradas
nos materiais volumares das espécies das quais eles são derivados.
No grupo das nanopartículas, as NPs de níquel que comumente apresentam
característica superparamagnética. As NPs de metais de transição se destacam por
apresentarem um aumento em sua eficiência catalítica com a diminuição do
tamanho. Neste contexto as NPs são especialmente interessantes, visto que podem
ser usadas como catalisadores na elaboração de novos materiais funcionais.
2 REFERÊNCIAL TEÓRICO
2.1 NANOMATERIAIS E SUAS CARACTERÍSTICAS

Nos dias de hoje, a utilização de diferentes materiais em absolutamente


todas as atividades humanas é tão disseminada e abrangente que passa quase que
desapercebida. Atividades simples e cotidianas, como acender uma lâmpada,
envolvem a utilização de um grande número de diferentes materiais, com as mais
diversificadas propriedades.
O estudo de materiais encontra - se na faixa dos nanômetros ganhou
importância significativa no final do século XX. A área da Nanociência e
Nanotecnologia extrapolou os limites da indústria e, rapidamente, atingiu o público
em geral, trazendo consigo promessas de uma verdadeira revolução, alimentando a
imaginação da indústria da ficção científica.
Estas considerações nos levam para uma realidade excitante. Novos
materiais, com novas propriedades e possibilidades de utilização, podem ser
preparados com controle do tamanho e da forma das partículas de materiais já
conhecidos este efeito é característico da matéria e se manifesta devido a vários
motivos.
Diferentes tipos de NPs estão sendo descobertos a cada dia, mais leve
principalmente de baixo custo. Contudo, as mesmas propriedades que tornam os
nanomateriais tão atrativos, como pequeno tamanho de partícula, forma variada e
alta área superficial, podem também ser responsáveis por efeitos nocivos aos
organismos vivos, conforme indícios reportados por estudos toxicológicos com
micro-organismos, algas, peixes, ratos e células humanas.
14

2.2 CROMITAS

A cromita é usada tanto como mineral metálico quanto não - metálico, sendo
considerado um dos mais importantes minerais industriais em todo o mundo. Os
minérios de cromita são empregados como fonte de cromo para as indústrias
metalúrgicas, química, de refratários e, mais recentemente, como areia nos
processos de fundição. Ainda assim, o homem só veio a usar a cromita como fonte
de cromo no final do século XVIII, primeiro como pigmento e, mais tarde, como
mordente na indústria têxtil. Com o crescimento da indústria metalúrgica, no início de
século XX, a cromita e outros minerais tornaram - se importantes como commodities
e, mais ainda, a difusão dos aços inoxidáveis fez do cromo um produto vital na
indústria metalúrgica.
Similarmente, a utilização de vários processos metalúrgicos de temperaturas
elevadas converteu o cromo num constituinte indispensável aos Entrementes, houve
uma expansão das aplicações químicas tanto da cromita como dos compostos de
bicromatos, o que fez do metal uma matéria-prima essencial para uma variedade de
produtos na indústria química.
A cromita é o único mineral de cromo economicamente aproveitável. O
cromo é encontrado em vários minerais nas formas de óxidos e silicatos e não há
conhecimento da ocorrência de cromo metálico na natureza. Isso se deve ao caráter
oxidante da atmosfera e à elevada reatividade do cromo metálico com o oxigênio.
Os concentrados de cromita podem ser agrupados nos tipos grau metalúrgico grau
químico e grau refratário. Na figura 01 vemos a representação geometrica da
cromita de Níquel.
Figura 01 - Estrutura do Espinélio NiCr2O4, os íons de Cr+² (esferas azuis) e íons Ni (esferas amarelas) estão
localizados em uma rede pirocloro e diamante, respectivamente. Os íons de oxigênio (esferas vermelhas)
formam um envoltório octaédrico ao redor dos íons de Cr↔Cr+3. Enquanto os íons A+2 estão engaiolados em
tetraedros com oxigênios nos vértices

Fonte Gurgel (2016, p.33)

Na fabricação de aços especiais, o cromo tem a função de proporcionar às


ligas tratáveis termicamente as seguintes propriedades: elevada temperabilidade,
dureza e tenacidade. A maior demanda na indústria metalúrgica acontece na
fabricação de aço inoxidável, que contém, em média, 18% de cromo, e proporciona
à liga elevada resistência à oxidação e aos ataques químicos. O cromo usado nas
15

ligas de níquel confere às mesmas elevada resistência já nas ligas com cobalto, o
cromo reforça sua alta resistência à corrosão em temperaturas elevadas.
2.3 PROPRIEDADES MAGNÉTICAS DA MATÉRIA

Assim como todos os materiais, a matéria também possui propriedades


próprias, uma delas é o magnetismo, que variam de acordo com o tipo de material
presente na sua composição, por exemplo, grande parte do material constituinte do
corpo humano não é magnético, enquanto em objetos sólidos de metal, todo o corpo
possui propriedades magnéticas.
As propriedades magnéticas da matéria vinham sendo observadas desde
muito tempo atrás, entretanto, não existiam explicações coerentes com o fenômeno
observado, esses fenômenos em sua grande maioria eram os de atração e/ou
repulsão. Hoje sabe-se que esses fenômenos são causados pela presença de um
campo magnético nos materiais, sendo que alguns não necessitam da passagem de
corrente elétrica para gerar o campo magnético, enquanto em outros é necessário
que haja uma corrente elétrica passando por um condutor.
Um campo magnético constante é composto por cargas que se movem a
velocidade constante, possuindo sempre dois polos, ou seja, dipolar, e as correntes
produzidas pelo campo magnético no interior de um íman ajudam a definir qual a
intensidade do campo. Através do campo magnético é possível verificar as
propriedades magnéticas da matéria, sendo caracterizado pela susceptibilidade, x,
conforme a Equação 1.
M = x . H0 (Equação 1)

Em que:
M – Magnetização ou momento magnético por unidade de volume
H0 – Campo aplicado
X – É uma função que relaciona o campo aplicado com a temperatura
Correia (2008), explica que o magnetismo dos materiais tem princípios na
eletrostática, na partícula elementar do átomo, o elétron, contribuindo assim com
dois termos de momento dipolo magnético, sendo estes o orbital o spin. Em relação
aos elétrons, sabe-se que eles formam as ligações químicas, podendo formar
ligações covalentes, iônicas e metálicas, através dessas ligações são constituídos
os materiais e as substâncias.
Para formar uma ligação química, o átomo precisa obedecer a regra do
octeto, isto é, possuir 8 elétrons na sua camada de valência (ultima camada da
eletrosfera), por exemplo, os elementos químicos sódio e cloro formam o cloreto de
sódio, o sódio possui apenas 1 elétron na sua camada de valência, enquanto o cloro
possui apenas 7, o sódio perde seu elétron para o cloro formando assim o cloreto de
sódio e deixando ambos com 8 elétrons na camada de valência, obedecendo a regra
do octeto.
16

Esses elementos químicos que possuem números de elétrons diferente de 8


na sua camada de valência, tendem a ser sistemas relevantes no magnetismo, pois
os mesmos possuem uma forte interação eletrostática.
Diferentes materiais possuem diferentes propriedades magnéticas, podendo
ser classificados como diamagnetismo, paramagnetismo, antiferromagnetismo,
ferromagnetimo e ferrimagnetimo. No caso do diamagnetimo, são materiais que não
possuem átomos magnéticos em sua composição, ou seja, os íons, mas também
existem exceções, como substâncias magnéticas com efeitos magnéticos
extremamente fracos. No caso do paramagnetimo, eles possuem seu
comportamento magnético permanente, fazendo interações com os vizinhos. Para
os antiferromagnéticos, seu magnetismo ocorre de maneira fraca, com uma
susceptibilidade fraca e positiva. Já o ferromagnetimo, podem produzir campos
magnéticos que são mantidos, esses materiais possuem magnetização espontânea
abaixo da Temperatura de Néel, enquanto o ferrimagnetimo também possui
magnetização espontânea, entretanto, a temperatura ambiente (GURGEL, 2016).
Sabe-se que o orbital e o spin são componentes dos elétrons, e, no caso de
uma contribuição de ambos, os momentos magnéticos dos átomos são relacionados
com os momentos angulares dos elétrons desemparelhados (GURGEL, 2016).
Quando se fala de orbital, deve-se levar em consideração o número quântico
principal, n, este número é relacionado com a energia presente no orbital e também
com o tamanho da orbita eletrônica, por exemplo, quanto maior for o valor do
número quântico, n, maior será a distância dos elétrons da camada de valência ao
núcleo, possuindo como principal consequência o aumento de energia do orbital.
Além do número quântico principal, também existem outros, como o número
quântico secundário, que divide os orbitais em subcamadas, ou orbitais menores, e
também consegue descrever o momento angular. Um outro número é o número
quântico magnético, que indica os orbitais em cada camada, além de descrever
como os orbitais estão orientados. O último dos números quânticos é o número
quântico de spin, que segundo Gurgel (2016), este, descreve a componente do spin
do elétron ao longo da direção.
2.3.1 Diamagnetismo
Ribeiro (2000), explica que este tipo de fase magnética, possui uma
“resposta fraca” para os estímulos magnéticos, sendo este, ainda, caracterizado
susceptibilidade negativa, explicada pela lei de Lenz. Tal característica é universal,
ou seja, está presente em todos os materiais que conhecemos e, para que a lei de
Lenz seja obedecida, o momento angular dos átomos precisa ser n
2.3.2 paramagnetismo
O paramagnetismo assemelha-se ao diamagnetismo em relação ao seu
magnetismo, que é considerado fraco, e, seus valores de susceptibilidade podem
mudar de acordo com algumas variáveis, como a temperatura.
No caso de não existir um campo magnético para influenciar o magnetismo
nestes materiais, a magnetização será nula. Com a aplicação de um campo externo,
isso mudará, pois os dipolos serão alinhados na mesma direção do respectivo
campo magnético (Ribeiro, 2000). Para a determinação da origem desta
propriedade, usa-se dois aspectos, “a magnitude de x e a dependência da
susceptibilidade com a temperatura x(T)” (Ribeiro,2000).
17

Existem alguns tipos de paramagnetimos, como o paramagnetismo de Curie,


o paramagnetismo de Curie-Weiss e o paramagnetismo de Pauli, no primeiro, a
interação busca alinhar os momentos magnéticos entre átomos e campo magnético,
no segundo, são alinhados os momentos adjacentes, ou alinhar a vizinhança na
direção oposta, e no terceiro, é quando os elétrons de condução têm momento
magnético que pode ser ou estar alinhado com o campo aplicado (Ribeiro, 2000).
2.3.3 Ferromagnetismo
Em relação ao ferromagnetismo, os materiais possuem momento magnético
espontâneo, ou seja, não necessitam de campo magnético para que suas
propriedades magnéticas sejam “ativadas”. Sua susceptibilidade magnética é alta,
entretanto, diminuem com o aumento da temperatura, possuindo uma temperatura
de Curie, acima desta, eles perdem suas propriedades ferromagnéticas e ficam com
propriedades paramagnéticas.
2.3.4 Ferrimagnetismo

2.4 RAIOS X

No experimento realizado por Wilhelm Conrad Röntgen, Em novembro de


1895 em seu laboratório com raios catódicos, ele observou um brilho que persistia
mesmo quando o tubo de crookes estava recoberta com papel preto, observou que
o brilho aumentar a medida que ele aproximava o tubo do cartão, e isso se devia a
uma radiação o que saía da ampola aqui na época era totalmente desconhecida,
logo depois desse experimento Roentgen O batizou de raios x.

Figura 1: Tubo de Crookes usado no experimento do físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen

Fonte: D-Kuru
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tubo_de_Crookes#:~:text=Um%20tubo%20de%20Crookes%20%C3%A9%20um%20experimento
%20el%C3%A9trico,a%20press%C3%A3o%20atmosf%C3%A9rica%20e%20a%20uma%20alta%20tens%C3%A3o.

A fim de obter uma prova com a realização do seu experimento, ele pediu a
mão da sua esposa Anna Bertha Ludwig,para registrar o primeiro teste de raios x em
humanos, mostrando assim os ossos, dentro das partes moles e menos densas.
18

Figura 2:  O primeiro teste de Raios x em humanos, feita por Wilhelm Röntgen referente a mão de
sua esposa, tirada em 22 de dezembro de 1895

Fonte: Wilhelm Röntgen.


https://pt.wikipedia.org/wiki/Raios_X

Foi assim que Röntgen comprovou o que os raios x eram capazes já


atravessar materiais densos, assim fazendo com o quê mais cientistas estudassem
os raios x, revolucionado a medicina e outras áreas. Essa descoberta lhe rendeu o
prêmio Nobel de física anos depois de sua apresentação ao Professor Ludwig
Zehnder, do Instituto de Física da Universidade de Freiburg, em 1 de janeiro de
1896, a comprovando assim sua descoberta, sendo assim considerado o primeiro
descobridor do raio x.
2.4.1 Difração de raio x
Os raios X são raios emitidos quando algum material é exposto a uma
quantidade de partículas/fótons com alto nível de energia. À medida que esses raios
X são emitidos, surge uma banda larga de radiação continua, em outras palavras, o
espectro é obtido no momento em que elétrons entram em choque com a
substância. Neste choque, um elétron com alto nível de energia colide com um
ânodo, liberando assim um elétron da camada K, posteriormente, a vacância deste
elétron será substituída por um outro de camada mais externa, liberando assim a
energia na forma de raios X.
Todos os materiais existentes possuem uma característica própria quando
são bombardeados por fótons ou partículas com muita energia, pois todos os
materiais respondem de uma forma diferente a este estimulo. O difratograma é o
gráfico obtido quando os materiais são expostos a essa emissão de energia, para
cada material diferente o difratograma mudará. Através deste método, foi possível
catalogar mais de 50 mil compostos orgânicos e 25 mil inorgânicos.
Figura 3: Esquema da difratometria de Raios-X
19

Fonte: ResearchGate

De acordo com Sasaki (2008), a radiação (energia) utilizada para construção


do gráfico, difratograma, ocorre por meio da aceleração negativa dos elétrons, ou
seja, desaceleração, isso ocorre porque o choque dos elétrons dos átomos do
material atingido pela energia tende a desacelerar os elétrons de alta energia. De
acordo com Gurgel (2012), na difração de raios X:
[...] há três tipos de diferentes interações de faixa de energia relevante. Na
primeira, os elétrons podem ser liberados a partir de uma diferença de
potencial aplicada entre dois eletrodos, internos a um tubo, o qual pode
conter gás inerte ou vácuo, este processo é denominado de fotoionizante.
Assim a energia e o momento do elétron são transferidos por conta da
entrada de radiação para o estado excitado, a fotoionização recai no grupo
de processos de espalhamento inelástico. Um segundo tipo de interação de
espalhamento que os feixes de raios X podem sofrer, é o denominado
espalhamento Compton, que também é um processo em que a energia é
transferida para o elétron, em que neste caso um átomo do material é
liberado na forma de um fóton, resultando em uma vacância na camada que
o mesmo estava. Finalmente a terceira interação, os raios X podem ser
espalhados elasticamente por elétrons, pelo efeito denominado
espalhamento Thonsom. Neste último processo os elétrons oscilam com
uma frequência dipolar, com o mesmo número de oscilações por minutos
que a do feixe incidente, tornando-o uma fonte de radiação liberando
energia na forma de um fóton de raios X (radiação característica).

Para a realização de uma análise de raios X, o material estudado deverá ser


incidido pelo feixe de energia várias vezes de vários ângulos diferentes, após isso
deve-se analisar o espectro gerado pela radiação difratada do material, funciona
assim, para átomos isolados de certos materiais, os elétrons são excitados pela
energia fornecida, e vibram na mesma frequência de onda da fonte de energia,
produzindo uma emissão de raios X em várias direções, enquanto para objetos mais
espaçados e com radiação com frequência igual aos espaçamentos, poderá ocorrer
interferências construtivas ou destrutivas.
Após análise será gerado um espectro, e ao analisar este mesmo espectro,
é possível verificar a existência de linhas, algumas estreitas e sobrepostas e outra
constante ou contínua, no caso das estreitas e sobrepostas, foram denominadas
como comprimento característico de onda, possuindo sua intensidade dependente
da corrente elétrica aplicada no raio X (SASAKI, 2008).
Max Von Laue, ao estudar as substâncias cristalinas, descobriu que a partir
da exposição das mesmas a técnica de raio X, elas emitem grandes difrações em
três dimensões diferentes, elaborando assim três equações, sendo o difratômetro o
aparelho que verifica o comportamento destes raios X e permite a análise dos
20

mesmos, funcionando com auxílio de um goniômetro, uma porta amostra e um


detector de radiação, ambos dentro do aparelho. A ideia do experimento de Laue
seria a de identificar o cristalino de cloreto de sódio (NaCl), por meio da difração de
raio x e identificar um pequeno conjunto de átomos na amostra analisada,
identificada de célula unitária. A figura 05 mostra uma célula unitária de NaCl, que é
a menor divisão de uma estrutura cristalina e que repetido tridimensionalmente
forma um mineral.

Figura 4: Tubo de Crookes usado no experimento do físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen

Fonte: Autoria Própria (2020)


Figura 05: Estrutura cubica de NaCl, mostrando os íons de sódio e cloro destacadas

Fonte: Halliday e Resnick (2016)

A difração de Raio X, no setor cientifico se mostra uma técnica muito


importante na caracterização dos arranjos de moléculas em um cristal, sendo assim
na pesquisa de materiais algo revolucionário em questões analíticas relacionadas à
constituição cristalina de amostras desses materiais, como tamanho do cristalito,
orientação preferida e espessura da camada. Foram esses motivos que levam os
pesquisadores de materiais usarem frequentemente aparelhos de XRD para analisar
uma ampla gama de materiais, desde pós e sólidos até filmes finos e nanomateriais.
21

2.4.2 Lei de Bragg


A lei de Bragg foi introduzida por Sir W.H. Bragg e seu filho Sir W.L. Bragg
A difração de bragg ocorre quando a radiação, com um comprimento de onda
comparável aos espaçamentos atômicos, é dispersada de forma especulada pelos
átomos de um sistema cristalino, e sofre interferência construtiva. Para um sólido
cristalino, as ondas são espalhadas de planos de treliça separados pela distância
interplanar d. Quando as ondas dispersas interferem construtivamente, elas
permanecem em fase, já que a diferença entre os comprimentos do caminho das
duas ondas é igual a um múltiplo inteiro do comprimento de onda. A diferença de
caminho entre duas ondas submetidas à interferência é dada por 2 d sin φ, onde φ é
o ângulo de olhar (ver figura à direita, e note que isso difere da convenção na lei
de Snell, onde φ é medido a partir da superfície normal). O efeito da interferência
construtiva ou destrutiva se intensifica devido ao efeito cumulativo da reflexão em
sucessivos planos cristalográficos (h,k,l)da rede cristalina (como descrito
pela notação de Miller). Isso leva à lei de Bragg, que descreve a condição de que a
interferência construtiva seja mais forte:[5]

onde n é um inteiro positivo e λ é o comprimento de onda da onda incidente. Note


que partículas móveis, incluindo elétrons, prótons e nêutrons,têm um comprimento
de onda associado chamado comprimento de onda de Broglie. Um padrão de
difração é obtido medindo a intensidade das ondas dispersas em função do ângulo
de dispersão. Intensidades muito fortes conhecidas como picos de Bragg são
obtidas no padrão de difração nos pontos onde os ângulos de dispersão satisfazem
a condição de Bragg. Como mencionado na introdução, esta condição é um caso
especial das equações mais gerais de Laue, e as equações de Laue podem ser
mostradas para reduzir à condição de Bragg sob suposições adicionais.
Os fenômenos da difração de Bragg por uma rede de cristal compartilham
características semelhantes com a de interferência de filme fino,que tem uma
condição idêntica no limite onde os índices refrativos do meio circundante (por
exemplo, ar) e o meio de interferência (por exemplo, óleo) são iguais.

nλ = 2d sinθ
22

Figura 13- Difração de bragg. Dois feixes com comprimento de onda idêntico e fase se aproximam de
um sólido cristalino e são espalhados por dois átomos diferentes dentro dele. O feixe inferior
atravessa um comprimento extra de 2dsinφ. A interferência construtiva ocorre quando este
comprimento é igual a um múltiplo inteiro do comprimento de onda da radiação.

O princípio da lei de Bragg é aplicado na construção de instrumentos como o


espectrômetro Bragg, que muitas vezes é usado para estudar a estrutura de cristais
e moléculas.

1 - https://en.wikipedia.org/wiki/Bragg%27s_law

2-
https://chem.libretexts.org/Bookshelves/Analytical_Chemistry/Supplemental_Modules_(Analytical_Che
mistry)/Instrumental_Analysis/Diffraction_Scattering_Techniques/Bragg's_Law
3- https://www.britannica.com/science/Bragg-law
2.4.3 Fluorescência de raio x
23

2.4.4 Método de Rietveld

3 OBJETIVOS

3.1 Objetivo Geral

● Síntetizar e Caracterizar as amostras policristalinas de NiCr 2O4 produzidas


pelo método de Coprecipitação.

3.2 Objetivos Específicos


● Caracterização de partículas nanométricas produzidas pelo método de
Coprecipitação.
● Identificação do composto via Difração de Raios X;

Realizar o método de Rietveld


24

4 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

4.1 Síntese de nanopartículas pelo método de coprecipitação


Figura 13 – Esquema do método de coprecipitação da Cromita de Níquel

Figura 2 - Fitas de tornassol e tabela de comparação utilizada para a medição do pH da solução de


nitrato de níquel e cromo

Fonte: Brasil Escola Fonte: Chem Store

Quadro 1 – pH da Solução conforme adicionado NaOH


Número da Quantidade total da solução de NaOH pH da Solução
medição adicionada em ml
1 2 5
2 4 5
3 6 5
4 8 5
5 10 5
6 12 5
7 14 5
8 16 5
25

9 18 5
10 20 6
11 23 6
12 25 13
Fonte: Autoria Própria (2019)
GRAFICO 1 – PH DA SOLUÇÃO EM FUNÇÃO DE HIDRÓXIDO DE SÓDIO ADICIONADO

Fonte: Autoria Própria (2019)

4.2 Calcinação e lavagem


Figura 3- Imagem ilustrativa da centrifuga de bancada usada na centrifugação da amostra

Fonte: Autoria Própria (2019)


26

4.3 Caracterização
27

5 RESULTADOS

Figura 22 – (a) Padrão de alargamento em razão da diminuição do tamanho dos cristalitos. (b) Caso
ideal para o esquema de uma reflexão de Bragg

Figura 23- Gráfico gerado a partir das informações obtidas pelo Difratômetro de Raio X com
informações de temperatura, tempo e correspondentes de intensidade e ângulo

GRÁFICO 1 – PORCENTAGEM EM MASSA PARA OS ELEMENTOS PRESENTES NA AMOSTRA OBTIDOS POR FRX

Cromita de Níquel
Element mass Porcentage
o % m
Cr 24 53.835
28

Ni 28 33.293

Fonte: Autoria Própria (2019)


5.1 Difratogramas

5.2 Microscopia eletrônica de Varredura (MEV)

5.3 Medidas de magnetização


29

6 CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SOUZA, Líria Alves de. "Indicadores de pH"; Brasil Escola. Disponível em:


https://brasilescola.uol.com.br/quimica/indicadores-ph.htm. Acesso em 29 de janeiro
de 2020.
SANTOS, Marco Aurélio da Silva. "Materiais paramagnéticos, diamagnéticos e
ferromagnéticos"; Brasil Escola. Disponível em:
https://brasilescola.uol.com.br/fisica/materiais-paramagneticos-diamagneticos-
ferromagneticos.htm. Acesso em 26 de julho de 2020
Link da tabela de pH : https://chemstoreph.weebly.com/merck-mcolorphast.html

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