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CONCURSO PREFEITURA DA BARRA DOS COQUEIROS

HISTÓRIA DE SERGIPE – BARRA DOS COQUEIROS


PROF ALBERTO GARCIA

OS ÍNDIOS EM SERGIPE  O litoral do atual território de Sergipe,


localizado ente o rio São Francisco e o rio Real,
1. TRIBOS: foi visitado inicialmente pelos portugueses que
integravam a expedição guarda-costeira de
 Línguas: Tupi e Macro-Jê. Gaspar de Lemos em 1501.
 Tribos: xocós, aramurus, carapotós, kaxagó,  Estabeleceram contatos com os índios em
natu (nas margens do rio São Francisco), terra firme.
tupinambás, caetés e boimés (região  Os franceses iniciam o escambo com os
litorânea), aramaris, abacatiaras e ramaris (no índios: pau-brasil, pimenta e algodão.
interior, próximo da região da serra de
Itabaiana), kiriris ou cariris (região centro-sul, PERÍODO COLONIAL
entre os rios Real e Itamirim).
1. O INÍCIO DA COLONIZAÇÃO PORTUGUESA
 Resistência: lutaram para defender suas NO BRASIL:
terras diante dos invasores portugueses 
líderes: Baopeba (apelidado de Serigy),  Em 1531, Martim Afonso de Souza também
Aperipê, Surubi, Siriri, Japaratuba. visitou o litoral sergipano e entrou em contato
com os índios.
 Atuais Remanescentes: Xocós  localizados  Os franceses continuavam interessados nas
na ilha de São Pedro no município de Porto da riquezas desse território e mantinham um bom
Folha, ás margens do rio São Francisco. relacionamento com os índios.
 Parte de suas terras foi tomada pelos grandes
donos de terras.  Em 1534, o atual território sergipano passou
 Continuam lutando para sobreviver e a fazer parte da Capitania da Bahia, doada pelo
conservar a terra que sobrou para eles. rei D. João III a Francisco Pereira Coutinho.

PERÍODO PRÉ-COLONIAL  A partir de 1549, com a instalação do


Governo Geral em Salvador, a Capitania da
1. PRIMEIROS CONTATOS COM OS BRANCOS Bahia foi comprada do herdeiro de Francisco
EUROPEUS: Pereira Coutinho e transformada em Capitania
Real.

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A CATEQUESE DOS ÍNDIOS  A conquista de Sergipe atendias aos
interesses do Governo português e dos
1. OS JESUÍTAS: fazendeiros de gado e senhores de engenho da
Bahia.
 A catequese iniciou-se a partir de 1575 com
os padres jesuítas Gaspar Lourenço e João 2. A PRIMEIRA TENTATIVA DE CONQUISTA
Salônio. (1575):
 Fundaram as aldeias (igrejas=missões) de
São Tomé (rio Piauí), Santo Inácio (Vasa-  Comandada pelo governador Luis de Brito.
Barris) e de São Paulo (rio Real). + Pretexto da Invasão:
 Os jesuítas, no início, conseguiram atrair os  A justificativa era punir os índios por terem
índios para a catequese. abandonado a catequese e expulsado os
padres jesuítas.
 Fracasso da Catequese: + Características:
 Os soldados que vieram proteger os padres  Invasão militar e violenta: destruição e
começaram a praticar violência nas aldeias dos mortes.
índios, roubando produtos das roças e  Nas lutas, morreu o cacique Surubi.
raptando as mulheres.  aprisionamento de índios: foram levados
 Os índios, revoltados, expulsaram os padres para a Bahia  a maioria morreu devido as
e os soldados de suas aldeias. maus tratos e doenças.
+ Fracasso:
A CONQUISTA DE SERGIPE  Apesar da destruição e do massacre, a
invasão foi um fracasso, pois não deixou aqui
1. MOTIVOS: um marco (sinal) de conquista, ou seja, não
deu início a colonização.
 O interesse em tomar posse das terras dos  O número de índios escravizados foi
índios e escravizá-los. pequeno.
 Ligar por terra a Capitania da Bahia à de
Pernambuco: importantes centros coloniais 3. A CONQUISTA DE SERGIPE (1590):
produtores de açúcar.
 Criar gado e plantar cana-de-açúcar.  Comandada por Cristóvão de Barros.
 Expulsar os franceses que praticavam o  Foi estabelecida uma guerra de extermínio
escambo com os índios. contra os índios.
 Explorar minérios no Sertão: prata, ferro,  As aldeias foram massacradas e, finalmente,
salitre, nitrato de potássio. o território conquistado.

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 Fundação da cidade de São Cristóvão  1610: para o local atual: nas margens do rio
(01.01.1590) na Barra do rio Sergipe, no atual Paramopama (afluente do rio Vasa-Barris),
território de Aracaju: marco da integração de distante 24 Km do litoral.
Sergipe a colonização portuguesa.
 Foram edificadas uma Igreja, um Presídio e A COLONIZAÇÃO DE SERGIPE
um Arsenal de armas.
 Iniciava-se a colonização de Sergipe: Tomé 1. DIFICULDADES:
da Rocha foi escolhido para ser o capitão-mor
da nova capitania.  Ataques franceses: só a partir de 1601 os
franceses foram definitivamente expulsos de
4. A ORIGEM DO NOME SERGIPE: Sergipe.
 Ataques de índios: que resistiam a ocupação
 Hipóteses: de suas terras.
 No início esse território era chamado de “Os
Sertões do Rio Real”. 2. DOAÇÃO DE SESMARIAS:
 Teria derivado das modificações (corrutela)
do nome Siriípe (“rio dos Siris”): sirigi   A ocupação do litoral do território ocorreu do
sirigipe  seregipe  Sergipe. Sul para o Norte.
 Seria para distinguir de uma localidade  Outras vilas foram fundadas na região do rio
baiana chamada de Sergipe do Conde: daí o Real e do rio Piauí, no sul da capitania, e nas
nome Sergipe Del Rey (pelo fato de que a terras banhadas pelos rios Vaza-Barris,
conquista de Sergipe foi efetuada por ordem Contiguiba e Sergipe, no norte da capitania.
régia e à custa da Coroa).
3. ATIVIDADES ECONÔMICAS:
5. AS TRANSFERÊNCIAS DE LUGAR DA
CIDADE DE SÃO CRISTÓVÃO: + Criação de Gado:
 Principal atividade econômica da capitania.
 Motivos:  Ocupação do interior.
 Ficar longe dos ataques dos franceses.  latifundiária: é marcante a presença dos
 Proximidade das primeiras fazendas e Garcia D’Ávila  Conde da Torre.
engenhos.  Tinha como finalidade abastecer a Bahia.
+ Cana-de-açúcar:
 Transferências:  Introduzida a partir de 1602.
 1596: para uma colina próxima ao Rio Poxim.  Sistema de plantation.
 Surgimento de alguns engenhos.

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+ Minas: metais preciosos envolta pelas embarcações que chegavam e
 Foram realizadas explorações a procura de partiam da ilha. O fluxo de importações e
minas no território da capitania, realizadas por exportações era tanto que lá foi instalada uma
Belchior Dias Moreya, Rubélio Dias, Gabriel Mesa de Rendas, espécie de posto fiscal da
Soares e Marcos Ferreira: rio das Pedras e Secretaria da Fazenda.
Serra de Itabaiana.
 Nunca se constatou a existência de metais A EMANCIPAÇÃO POLÍTICA DE SERGIPE
preciosos.
1. PERÍODO PÓS-INVASÃO HOLANDESA:
Bem antes de os portugueses chegarem às
terras que hoje formam o Estado de Sergipe,  O período do domínio holandês pode ter
os navegadores franceses já tinham fortes levado ao reforço do poder local e criado um
contatos comerciais com os índios que aqui sentimento de autonomia.
habitavam. Acredita-se que foram eles que  Período caracterizado pelas lutas entre os
trouxeram para cá o coqueiro. Os primeiros poderes locais e o governo que representava
registros da existência de povoamento do os interesses da Bahia.
território da antiga Ilha dos Coqueiros datam  Domínio da Bahia:
de 1590, quando da conquista definitiva do * Exigências:
território da Capitania de Sergipe d’El Rei.  Contribuição em homens e em produtos
(tabaco, gado).
O historiador que mais fez referências a Ilha * Conflitos de Jurisdição no Campo Político:
dos Coqueiros foi o cartógrafo holandês + os capitães-mores começam a assumir
Barleus. Ele chegou a colocar a cidade de São funções que eram da competência da Câmara
Cristóvão na costa ocidental da Ilha dos Municipal:
Coqueiros. Mas boa parte dos historiadores  Cobrança de impostos sobre o gado.
revolta-se com essa posição do holandês, que  Os curraleiros são obrigados a prestarem
acabou sendo referendado por Felisbello serviço militar.
Freire. A discussão se estendeu por muitos  Novos impostos sobre o gado.
anos. + Reflexos:
 Conflitos com a Câmara.
Nos seus escritos, Barleus ainda faz referências  Deposições.
à povoação na antiga Ilha dos Coqueiros,  Revoltas.
incluindo entre as capelas existentes em 1632  Dificuldade no relacionamento do governo da
na capitania, a de São Cristóvão, que ficava Bahia com a Capitania de Sergipe: os
naquela ilha. A povoação se desenvolveu moradores de Sergipe opunham-se ao governo

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baiano devido as intervenções constantes da em grande quantidade, beneficiando-se da
Bahia na vida sergipana. Guerra de Secessão nos EUA.

2. COMARCA: 4. OS GRUPOS SOCIAIS:

+ Em 1696, Sergipe se tornou Comarca: * O desejo de autonomia gerou conflitos


 Autonomia judiciária: Ouvidor. internos:
 Continuava política e economicamente + Senhores de engenho ligados aos
subordinado à Bahia: os conflitos entre as comerciantes de Salvador e portugueses
autoridades de Sergipe e as da Bahia estabelecidos em Salvador desejavam que o
persistiam. território continuasse sob domínio baiano.
+ Os habitantes das cidades, pequenos
3. ECONOMIA: comerciantes, funcionários públicos e senhores
de terras criadores de gado.
 A economia foi se recompondo depois da
devastação provocada pela guerra com os 5. A INDEPENDÊNCIA DE SERGIPE:
flamengos.
 O gado torna-se a principal riqueza durante  Decreto Real:
o século XVII.  Em 08 de julho de 1820, D. João VI assinou
 No século XVIII e primeiras décadas do o decreto isentando Sergipe da sujeição da
século XIX, a economia açucareira consolida- Bahia.
se: aumentam as exportações do açúcar  Em 25 de julho de 1820 uma Carta Régia
sergipano pelo portos baianos e cresce o nomeou o brigadeiro Carlos César Burlamárqui
número de engenhos. para governar Sergipe.
 Sergipe adquire importância econômica: + Motivos:
açúcar, gado, algodão, fumo, arroz, mandioca.  Os serviços prestados por Sergipe à causa
 Os séculos XVIII e XIX serão prósperos para real durante a Revolução Pernambucana de
a economia açucareira (plantation) no vale do 1817.
Cotinguiba.  A grande prosperidade da capitania de
 Na primeira metade do século XIX, Sergipe Sergipe no setor açucareiro.
produzia açúcar, algodão, fumo, couro e  Reforma político-administrativa que o
cereais. governo efetuou em várias capitanias.
 Na segunda metade do século XIX, Sergipe
passa a produzir, temporariamente, algodão

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 A Reincorporação à Bahia:  Objetivos:
 Em 1820, a Bahia aderiu à Revolução  Cessar as hostilidades e a adesão de Sergipe
Constitucionalista do Porto e a Junta ao Príncipe Regente: apoio a D. Pedro.
Governativa que assumiu o poder determinou  Atacar a Bahia.
a reincorporação da Comarca de Sergipe à
Bahia.  Adesões:
 O capitão-mor Luiz Antonio da Fonseca  Vila Nova (Neopolis).
Machado não acatou as ordens da Bahia e deu  Laranjeiras.
posse a Carlos César Burlamárqui.  São Cristóvão: os adeptos de Madeira de
 A Bahia envia tropas para São Cristóvão e Melo fugiram.
estas depõem o primeiro governador de  Estância.
Sergipe: Sergipe volta a situação de
dependência em relação a Bahia.  Motivos do Êxito da Missão de Labatut:
 o sentimento anti-lusitano da população de
 A Passagem de Labatut por Sergipe: Sergipe.
* Independência do Brasil:  A participação das tropas comandadas por
 As questões da autonomia de Sergipe e a João Dantas, capitão-mor das ordenanças da
independência do Brasil confundem-se num vila de Itapicuru (Cachoeira), que entrou em
mesmo processo. Sergipe através de Campos (Tobias Barreto) e
 Na Bahia, através do brigadeiro português avançou vitorioso sobre Santa Luzia e Lagarto.
Madeira de Melo, não aceitou a separação do  As negociações de Labatut garantiu um
Brasil de Portugal nem a autoridade de D. acordo entre os grupos emancipacionistas e
Pedro I e iniciou um movimento armado contra recolonizador, cujos representantes dividiram
a Independência do Brasil. entre si a tarefa de formação de um governo
 O capitão-mor de Sergipe, brigadeiro Pedro local autônomo.
Vieira, era partidário do sistema português
dominante na Bahia.  A Integração de Sergipe ao Estado Nacional:
 D. Pedro I contrata os mercenários Pedro  A autonomia de Sergipe foi reconhecida por
Labatut e Rodrigo de Lamare para impor a D. Pedro I, em Carta Imperial de 05.12.1822.
nova ordem política na província da Bahia.  Em 03.03.1823, realizou-se missa festiva
 As tropas de Labatut desembarcam em onde foi aclamado D. Pedro I como Imperador
Maceió e seguem, por terra e atravessando o do Brasil: a partir desta data Sergipe foi
rio São Francisco, sobre o território de Sergipe efetivamente integrado ao Brasil
em direção a Bahia. Independente.

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SERGIPE DURANTE O IMPÉRIO  Reflexos da Confederação do Equador (PE-
1824):
1. SITUAÇÃO POLÍTICA DURANTE O 1º  O presidente da província de Sergipe foi
REINADO: deposto acusado de simpatizar com os
republicanos pernambucanos: esse episódio
 Partidos Políticos: contou com o apoio dos Corcundas.
+ Liberal: defendendo o controle local do poder
e representado socialmente pelos senhores de  Conflitos:
terra e gado e camadas médias urbanas.  Revolta dos índios de Pacatuba (1827).
+Corcunda: defendendo o controle externo e  Sublevação de escravos dos engenhos da
representante dos interesses dos financiadores Cotinguiba (1827).
da agroindústria açucareira em Sergipe e
representado socialmente pelos grandes  Reflexos da Abdicação de D. Pedro I (1831):
senhores de açúcar e pelos seus aliados, os  As autoridades ligadas aos corcundas
portugueses residentes em Sergipe. relutaram em aclamar o sucessor Pedro II e
 A política sergipana será marcada pelo reprimiram as festas populares.
embate entre as duas forças que  Animosidade contra os portugueses.
representavam os senhores de terra.  Uma representação “popular”, apoiada pela
 Os senhores de terra dominavam uma tropa,exigiu a demissão do Presidente da
sociedade basicamente rural e isolada em Província e de todos os portugueses que
termos de comunicação dos centros mais exercessem cargos públicos.
adiantados da região.  O Presidente renunciou, foram nomeadas
 As camadas populares não tinham novas autoridades e todas as Câmaras
participação, mas demonstravam resistência Municipais aclamaram o novo Imperador.
através de fugas, invasões de cidades,
rebeliões, crimes, protestos 2. CONTEXTO HISTÓRICO DURANTE O
PERÍODO REGENCIAL:
 Eleições:
 Momentos violentos em que o partido que  Eleição para a primeira Assembleia Provincial
ocupava o poder manipulava a seu favor os (1825).
resultados.  O Partido Corcunda passou a denominar-se
 Eram disputas entre facções da classe de Partido Legal.
dominante, cada uma imbuída do desejo de
controlar o poder e de demonstrar força sobre  A Revolta de Santo Amaro (1836):
sua clientela. + Motivo:

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 A derrota dos corcundas nas eleições.  A MUDANÇA DA CAPITAL (1855):
 A falsificação das atas da eleição de Lagarto: * Governo de Inácio Joaquim Barbosa:
provocou a alteração do resultado e contou  o projeto modernizador de Inácio Joaquim
com o apoio do Presidente da Província (Barão Barbosa, em torno do qual congregaram-se
da Cotinguiba). camondongos e rapinas, é um reflexo da
 Protestos do Partido Legal (Liberal). Conciliação que estava ocorrendo em nível
+ O Conflito: nacional.
 O chefe Corcunda, Sebastião Boto, cercou a  Procurou racionalizar o comércio do açúcar e
vila de Santo Amaro, um dos redutos de livrá-lo da tutela da Bahia.
resistência dos liberais, fazendo fugir a  Promoveu a mudança da capital da Província.
população que abandonou a vila: 15.11.1836. + Motivos:
 Foram arrombadas e saqueadas as casas e  Proximidade da região economicamente mais
mortos os habitantes ainda ali encontrados. importante, a zona da Cotinguiba: novo centro
 As perseguições aos liberais estenderam-se produtor de açúcar.
a outras vilas, provocando fugas para a Bahia  A decadência do vale do Vasa-Barris: onde se
e Alagoas. situa São Cristóvão.
+ Consequências:  A nova capital seria uma cidade portuária, o
 O Partido Liberal passou a ser chamado que facilitava o escoamento do açúcar.
“Camundongo” e o Partido Corcunda + Aracaju: Cidade Planejada.
(Conservador) de “Rapina”.  O plano urbanístico da cidade foi elaborado
 A eleição foi anulada. por Sebastião Pirro e consistia na construção
 O Presidente foi demitido. de uma cidade traçada em forma de xadrez.
 Os participantes do movimento foram  Em 17 de março de 1855, Dr. Inácio Barbosa
anistiados em 1837. sancionou a Resolução nº 413 que ficava
elevado a categoria de cidade o Povoado Santo
3. SERGIPE DURANTE O 2º REINADO: Antônio do Aracaju, com a denominação de
cidade de Aracaju.
 Rapinas e camondongos revezaram-se quase + Manifestações Contrárias:
anualmente no controle do poder provincial:  Manifestações por parte da população de São
seguindo a política de revezamento de partidos Cristóvão no intuito de impedir a saída das
iniciada por D. Pedro II. repartições públicas e críticas quanto as
 Bagaceira (1847): dissidência do Partido condições de habitação, higiene e saúde da
Camundongo liderada pelo Barão de Maruim e população que deveria ali estabelecer-se.
pelo Barão de Própria.  João Bebe Água.

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+ A Origem do Nome Aracaju:  O Jornal Horizonte era o veículo divulgador
 Hipóteses: corrutela. de ideias sobre educação popular e
 derivada das palavras da língua tupi: ará implantação do trabalho livre.
(papagaio) e acayú (fruto do cajueiro)   Surgiam reuniões, conferencias e clubes para
“cajueiro dos papagaios”. discutir as novas idéias: profissionais liberais
 Aracaju significaria “lugar dos cajueiros”  oriundos das camadas medias urbanas.
cajueiral.  O Jornal O Laranjeirense: órgão abolicionista
 Derivada de ara (tempo, época, estação) e e republicano.
caju (fruto do cajueiro).  Fundação do Clube Republicano Federal
 Derivada do termo tupi areaiu. Laranjeirense: Silvio Romero, Felisbelo Freire,
Baltazar de Góis, Josino Meneses.
 Partidos Políticos:  Tanto conservadores quanto liberais
+ o Partido Rapina deixou de existir. aderiram ao regime e ao Partido Republicano a
+ o Partido Camondongo dividiu-se: partir de 15 de novembro de 1889.
 Partido Saquarema (Conservador): criado  A Proclamação da República transferiu para
pelo Barão de Maruim. Aracaju o centro do movimento republicano.
 Partido Liberal.  Os republicanos, inexperientes no exercício
 Terminavam as antigas denominações do poder, serão sufocados na luta com os
locais. velhos políticos e com o poder militar.
 Felisbelo Freire foi escolhido como primeiro
4. SERGIPE E CRISE DO IMPÉRIO: presidente (governador) do Estado.
ABOLICIONISMO E REPUBLICANISMO.
5. A CULTURA NO SÉCULO XIX:
 O movimento abolicionista tomou força em
Sergipe a partir de 1880, principalmente na  A população em geral era iletrada, poucos
cidade de Laranjeiras (importante centro privilegiados sabiam ler e escrever.
exportador de açúcar e maior centro urbano de  Os filhos da elite continuavam a estudar fora
Sergipe). da Província.
 O enforcamento em praça pública do líder  1832: aparecimento do primeiro jornal 
negro João Mulungu, no século XIX, Recompilador Sergipano.
responsável pela construção de um quilombo  Em 1835, surge o Noticiador Sergipense: que
nas matas de Sergipe, demonstra que a publica atos do Governo.
organização dos quilombos foi a principal  A primeira biblioteca foi fundada em 1848 em
forma de rebelião de escravos no Brasil. São Cristóvão, depois transferida para Aracaju.

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 A Ponte do Imperador foi construída no  As primeiras manifestações do Folclore
século XIX, para servir de plataforma de sergipano foram assinaladas por Silvio
desembarque as margens do rio Sergipe, Romero: Cantos e Contos Populares de Sergipe
quando da visita de D. Pedro II.  congada e folias de reis.
 Em 1870 foi criado o Atheneu Sergipense.
 As primeiras manifestações literárias na  História da Literatura Brasileira.
Província surgem a partir de 1830.
 Os primeiros literatos sergipanos são poetas A Comunidade Quilombola de Pontal da Barra
e só a partir da década de 50 é que a prosa está localizada no município de Barra dos
começa a se desenvolver. Coqueiros, Região Metropolitana de Aracaju,
 A produção literária sergipana gira em torno Sergipe. O quilombo abriga mais de 150
das tradições culturais de seu povo: a história, famílias de pequenos pescadores,
lendas e costumes. descendentes de indígenas e de negros
 A partir da década de 60, o drama, o romance escravizados que tinham na atividade
e a poesia crescem. pesqueira sua principal forma de
 Os intelectuais que se projetaram foram os sobrevivência. Profundamente ligados ao mar,
que saíram da Província. aos mangues e ao Rio Japaratuba, dos quais
 Os livros nada falam sobre as culturas de retiram seu sustento, os quilombolas se viram
negros e índios. ameaçados por projeto imobiliário na região
que poderia pôr em risco não apenas as suas
 Tobias Barreto: terras, mas também o acesso a boa parte dos
 Famoso mestre sergipano da Faculdade de recursos naturais de que se valem para manter
Direito do Recife. sua forma de vida tradicional.
 Criou uma espécie de escola filosófica
denominada “Escola do Recife”: introdução no Ação Equivocada
Brasil das mais modernas correntes filosóficas
e sociológicas do mundo naqueles tempos. Em 1854, o então presidente da província,
 Sólida influência nos meios universitários da Ignácio Joaquim Barbosa, toma uma atitude
Bahia. equivocada. Em 30 de dezembro daquele ano
 Poesia: Cena Sergipana ele determina ao inspetor da Tesouraria
 Jornalista. Provincial que faça a imediata transferência da
Mesa de Rendas da Ilha dos Coqueiros para a
 Silvio Romero: margem oposta do Rio Sergipe, isto é, na
 Jornalista combativo, parlamentar e crítico povoação de Santo Antônio do Aracaju. Mas a
literário: discípulo de Tobias Barreto. localização da Mesa de Rendas na ilha se

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justificava tendo em vista as embarcações de Em 1953 ocorre uma grande revisão do
grande porte que penetravam pela barra do Rio território de Sergipe. Muitas freguesias e
Sergipe para atender as demandas dos povoados já vinham brigando para se tornarem
importantes portos de Maruim, Laranjeiras e cidades independentes. A Assembleia dos
Santo Amaro. Os navios chegavam na barra, Deputados aprovou e o Governo sancionou a
esperavam a preamar (maré alta) e depois criação de mais 19 municípios, dentre eles a
seguiam aos portos, que por sua vez faziam Barra dos Coqueiros. Mais precisamente no dia
inúmeras transações com muitos países 25 de novembro de 1953, a Barra é elevada à
europeus. condição de cidade.

Depois que Aracaju aparece como capital, em Mas a ilha que virou município demorou ainda
17 de março de 1855, a Ilha dos Coqueiros é para se tornar efetivamente independente.
absorvida pela nova cidade. O início de Isso só aconteceu no final de 1954 quando 598
progresso conquistado pelos moradores da ilha eleitores dos 1.105 inscritos votaram no
ficou estagnado e tudo seguia para Aracaju, a primeiro prefeito da Barra dos Coqueiros e nos
capital. Mas 20 anos depois, em 10 de maio de cinco primeiros vereadores. No dia 31 de
1875, a povoação da ilha ganhou o status de janeiro de 1955 toma posse como prefeito,
freguesia com o nome de Freguesia de Nossa Moisés Gomes Pereira.
Senhora dos Mares da Barra dos Coqueiros. No
entanto, essa nova categoria era apenas
teórica.

VIRA CIDADE

Por muitos anos, os moradores da Barra dos


Coqueiros não tiveram nenhum desejo mais
sincero de transformar o povoado em cidade.
A proximidade com a capital era o fator
principal dessa manutenção. Mas a situação O general e o Jornalista
começou a mudar quando o coco-da-baía
passou a ser muito valorizado no mercado A Barra dos Coqueiros, por certo, tem dezenas
nacional e internacional e na Barra dos de filhos ilustres que se destacaram em
Coqueiros foram instaladas duas fábricas de Sergipe e no Brasil. Mas dois merecem
beneficiamento do coco. registro: o general Antônio Sebastião Basílio

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Pirro e o jornalista Gratulino Vieira de Mello Esta publicação recebia a colaboração de Bruno
Coelho. Labra, Castro Alves e outros intelectuais da
época. Ele morreu no Rio de Janeiro em 17 de
O general Antônio Sebastião Basílio Pirro era novembro de 1918.
filho de Francisco Pirro, que desenhou Aracaju
como um tabuleiro de xadrez. Antônio Pirro
nasceu em 29 de janeiro de 1852, e em 1887
acompanhou o Barão de Capanema na
comissão brasileira de limites com a República
da Argentina. Ele realizou, como auxiliar
técnico, as explorações dos rios Chopim e
Iguassu, e depois no Rio Jangada.

Na revolta da esquadra, em 6 de setembro de


1893, ele defendeu vários pontos do litoral da
capital da República. Os revoltosos iriam
desembarcar lá. O general Antônio Pirro ainda
participou de lutas em Canudos, em 1887, e
depois da revolução Ponce, no Mato Grosso,
em 1906. Ele possuía várias condecorações.

O general, quando ainda era alferes, foi o


inventor de um aparelho para tiro ao alvo, que
foi adotado oficialmente pelo Exército, e
passou a se chamar ‘Mesa de Pontaria de Pirro’.
Ele morreu em 3 de abril de 1929, no Rio de
Janeiro.

Já Gratulino Vieira de Mello Coelho nasceu em


11 de junho de 1844, na Ilha dos Coqueiros.
Era filho de João Vieira de Mello Coelho e
Norberta Maia de Morais. Foi jornalista e poeta.
Ele aparecia constantemente nas colunas dos
jornais de Aracaju. Foi o redator-chefe, no Rio
de Janeiro, do jornal mensal “O Myosote”.

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ATIVIDADE – 1 3. Podemos identificar como tribo pré histórica
em sergipe identificada no mapa na
1. “Os índios não levavam os seus falecidos a um mesorregião 2 os:
cemitério fora da aldeia,
como nós costumamos fazer; mas sepultava-
os no chão da própria casa como, ainda hoje,
continuam fazendo os índios nhambiquaras do
Mato Grosso” (Rohr S. J., 1984). O que
melhor caracteriza o fragmento acima:
a) Cultura Canindé
b) Cultura Tupi
c) Tradição Canindé
d) Tradição Xingó
e) Tradição Aratu

2. O mapa abaixo identifica a localização da


principal tribo indígena em Sergipe, e podemos
identificar como:

a) Tupinambás
b) Kiriris
c) Xocos
d) Karapoto
e) Romari

4. A colonização de Sergipe pelos franceses


prejudicaria mais tarde os interesses da
capitania da Bahia, que auferiria grandes
vantagens da ocupação de seu território,
porque como parte dos domínios da coroa, não
ficava sujeita à nova capitania, como
Pernambuco, ao tributo da redizima feita aos
donatários. Tal fato histórico resultaria:
a) Kiriris a) Na expansão territorial de Sergipe Del Rey
b) Caetés b) Na Colonização Jesuítica no território
c) Tupinambás denominado de Sertões do Rio Real
d) Natus c) Na Conquista do território pelos holandeses e
e) Xocós sua expansão pelo território
d) Na Conquista do território e fundação da vila
de São Cristóvão
e) Na colonização além do Rio dos Currais por Luís
de Brito

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5. Os soldados devastam as habitações a) Pecuária intensiva
indígenas, incendeiam as aldeias e volta Brito b) Pecuária de subsistência
para a Bahia, sem deixar seguras as bases de c) Pecuária leiteira
uma colonização, que confiou a Garcia D ‘Ávila d) Pecuária extensiva
a quem não foi dado corresponder aos intuitos e) Pecuária de corte
do governador. O retorno de Luís de Brito para
a capitania da Bahia resultou na necessidade 8. A invasão holandesa, em 1637, interrompeu o
de transformar os sertões do rio Real em um progresso sergipano. Os rebanhos foram
celeiro através da produção no Vasa Barris de dizimados, São Cristóvão incendiada, os
: habitantes dispersos. A matança dos rebanhos
a) Pecuária sec. XVII e o incêndio e destruição da cidade foram
b) Cana de Açúcar sec. XVI praticados tanto pelas tropas holandesas
c) Cana de Açúcar sec . XVII quanto pelas tropas portuguesas, que batiam
d) Pecuária sec. XVI em retirada, sob o comando do Conde de
e) Pecuária sec. XVIII Bagnuolo. Os holandeses tinham como
objetivo principal em Sergipe:
6. O rápido desenvolvimento do cultivo da cana e a) Dominar Salvador e abrir caminho para a
do fabrico do açúcar na Bahia, na segunda capitania de são Vicente
metade do século XVI, foi o grande estimulo b) Controlar a rota de escravos entre a capitania
para que as fazendas de gado avançassem de Pernambuco e a da Bahia.
pelas terras além do rio Real, antes mesmo da c) Dominar são Cristóvão e controlar a produção
conquista de Sergipe. Nos engenhos, o gado de gado
era usado para fazer rodar as moendas de d) Dominar a extensão do rio dos currais e
onde se extraía o caldo depois transformado transformar Sergipe Del Rey em capitania
em açúcar e para transportar a cana desde os independente
canaviais até os galpões onde ficavam as e) Invadir o Recôncavo Baiano e a produção de
maquinas. Era ainda o gado que fornecia a gado e açúcar.
carne para a alimentação dos seus
deslocamentos e do açúcar para os portos de 9. Após a expulsão dos holandeses, que se iniciou
embarque. O texto refere-se ao auge do Vasa em 1645, com a tomada do forte holandês, no
Barris que foi substituída por outros produtos Rio Real, se vai recompondo a vida sergipana
até mesmo para a exportação além-mar. com o retorno da expansão da pecuária e o
Estamos no referindo ao: desenvolvimento das culturas de subsistência.
a) Algodão sec. XVII As culturas referidas no texto são:
b) Açúcar sec. XVII a) Arroz – fumo – algodão
c) Açúcar sec. XIX b) Gado – cana – algodão
d) Açúcar sec. XVI c) Mandioca – fumo – arroz
e) Algodão sec. XIX d) Pimenta – algodão – cana
e) Algodão – pimenta – gado
7. A economia colonial brasileira baseada no
plantation da cana de açúcar demonstrou ser 10. Em 1696, Sergipe adquire autonomia judiciária
de grande importância entre os séculos XVI e com a criação da Ouvidoria de Sergipe, sendo,
XVII nesse mesmo período em Sergipe o em seguida, criadas as primeiras vilas, o fato
desenvolvimento do vale do Vasa Barris serviu histórico resultou do processo:
como lastro da economia sergipana até o sec. a) Invasões holandesas
XVIII, estamos no referindo a: b) Emancipação politica

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c) Reconhecimento da emancipação autonomia administrativa com a instalação da
d) Independência do brasil Assembleia Legislativa Provincial. Mas os
e) Transformação de Sergipe em estado federado Presidentes das Províncias continuariam a ser
nomeados pelo Imperador. E durante esse
11. Datado de 1808, há um documento importante período Sergipe teve como partidos políticos:
da realidade sergipana do começo do século a) Liberais e cabaús
XIX: Alcançava, na época, a população de b) Corcundas e camundongos
Sergipe 72.236 habitantes, sendo 20.300 c) Conservadores e corcundas
brancos, 19.954 negros, 1.440 índios e 30.542 d) Liberais e camundongos
raças combinadas (mestiços). Vê-se quão e) Corcundas e cabaús
dizimados foram os habitantes primitivos.
Existiam sete vilas: Santa Luzia, Geru, Santo 14. A indústria açucareira era suporte econômico
Amaro das Brotas, Própria, Nossa Senhora da de Sergipe. Dependendo do comércio externo,
Piedade de Lagarto, Santo Antônio e Almas de as oscilações do preço do açúcar repercutiam
Itabaiana e Vila Nova do Rio São Francisco. na vida da província. Na década de 1860, o
Sobressaíam-se as povoações de Laranjeiras e algodão tomou impulso, alastrando-se o
Estância. O documento ao que o texto se cultivo pelo agreste, fazendo surgir prósperos
refere: núcleos urbanos. Em 1884, com o
a) Fundação das primeiras vilas de Sergipe funcionamento da fábrica Sergipe Industrial,
b) Criação dos primeiros partidos políticos de começou a indústria têxtil em Sergipe. É
Sergipe considerado como causa principal da produção
c) A Criação da comarca de Sergipe 1696 algodoeira em Sergipe:
d) A emancipação política de Sergipe
e) A formação étnica e populacional de Sergipe no a) A queda da pecuária em Sergipe dando lugar a
século XIX. cana de açúcar.
b) O aumento da produção de café ante a
12. Burlamaqui tomou posse no começo de 1821, necessidade da matéria prima para ensacar a
só governando um mês, sendo deposto por produção no sudeste.
tropas vindas da Bahia, às quais se aliaram c) Ao aumento da produção açucareira no vale do
muitos senhores de terra de Sergipe. Seguiu- Cotinguiba que exigiu o aumento das
se um período de lutas em que se confundem indústrias têxteis, para ensacar a produção a
a luta pela emancipação política sergipana e a ser exportada para a Bahia e Pernambuco
luta pela Independência do Brasil. A causa que d) A guerra civil nos EUA que favoreceu a
levou a nova invasão baiana em Sergipe foi: produção em países sem histórico de produção
a) As questões territoriais com a Bahia industrial.
b) A emancipação de Sergipe 08-07-1820 e) A necessidade de desenvolvimento do setor
c) O reconhecimento da emancipação de Sergipe urbanístico da nova capital fundada em 1855
por D. Pedro I.
d) A Bahia ser contraria e emancipação de
Sergipe e a favor da emancipação do Brasil
frente a Portugal
e) Ao retorno de D. João VI para Portugal durante
a revolução do porto em 1820.

13. O Ato Adicional (1834) trouxe à Província de


Sergipe, como às demais Províncias, maior

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