Você está na página 1de 26

PFM-II

INTERAÇÕES COM A MATÉRIA


PFM-II Espectroscopia

ESPECTROSCOPIA
PFM-II Espectroscopia

EMISSÕES DE RAIOS ϒ

• Os núcleos atômicos possuem níveis de energia discretos, análogos aos níveis


dos orbitais atômicos.
• Alguns núcleos são instáveis na sua composição e podem decair para
configurações mais estáveis.
• E isso é feito por emissão de partículas muito energéticas.

Decaimento α (alfa):
Há liberação de um núcleo de He 2α4, que é muito ionizante. Ocorre em
núcleos de elementos cujos números atômicos sejam z > 83. Exemplo:

Urânio Partícula alfa:


Massa atômica 238 Massa atômica 4
92 protons 2 prótons e 2 neutrons
PFM-II Espectroscopia

EMISSÕES DE RAIOS ϒ

Decaimento α (alfa):

Esse decaimento é espontâneo por que a soma das massas exatas do 207Pb + 4He é
menor que a massa do 211Po.

A energia de desintegração Q é a energia cinética dos produtos da decomposição nuclear

Java decaimento alfa


PFM-II Espectroscopia

EMISSÕES DE RAIOS ϒ

Decaimento β (beta):
Neste caso temos 1β0, onde há liberação de um elétron com muita velocidade,
penetrando no tecido humano cerca de 1 cm. Ocorre, geralmente, em elementos
que possuem um número de nêutrons bem maior que prótons.

Quando um neutron
β+ Disintegração do núcleo com a emissão de um elétron + um antineutrino vira um próton
β- Disintegração do núcleo com a emissão de um pósitron + um neutrino Quando um próton
vira neutron

java
PFM-II Espectroscopia

EMISSÕES DE RAIOS ϒ

Decaimento β (beta): Curiosidade!!!


Datações por Carbono 14

• A meia-vida do C14 é de 5730 anos.


• Isso significa que em 5730 anos perderemos metade da massa de C14.
• O C14 forma-se nas camadas superiores da atmosfera onde átomos de N14
são bombardeados com nêutrons dos raios cósmicos.

7N
14 + 0n1 → 6C14 + 1H1

• Enquanto o animal ou vegetal permanecer vivo a relação quantitativa entre o


carbono-14 e o carbono-12 permanece constante.
• A partir da morte do ser vivo, a quantidade de C-14 existente em um tecido
orgânico se dividirá pela metade a cada 5 730 anos.

6C
14 → 7N14 + -1β0
Ex.: Um grama de material “novo” emite 15 radiações beta por minuto.
Se o material tiver 5730 anos, emitira a metade disso.
PFM-II Espectroscopia

EMISSÕES DE RAIOS ϒ

Decaimento ϒ (gama):
Emissão de raios gama, quando há liberação de fótons de alta energia, altamente
penetrante. Frequentemente um decaimento alfa ou beta é seguido por um
decaimento gama.

Exemplo:

O radionuclídeo decai para um estado excitado emitindo alfa ou beta, e logo depois o
núcleo pode ir para o estado fundamental, emitindo radiação gama.
PFM-II Espectroscopia

EMISSÕES DE RAIOS ϒ

Decaimento ϒ (gama): Curiosidade

Urânio enriquecido
Exemplos de isótopos de Urânio

• Na natureza, o UO2, contém 99,284% do isótopo 238U,


e apenas 0,711% do isótopo 235U.

Enriquecimento do urânio:
– Urânio natural: ~99,3% 238U e ~0,7% 235U
– Sequência de processos para aumentar a concentração de 235U,
pois 238U não pode ser fissionado por nêutrons térmicos.
– Bomba: pelo menos ~85% 235 U
– Reator nuclear: ~3% de 235 U
PFM-II Espectroscopia

INTERAÇÃO DOS RAIOS ϒ COM A MATÉRIA

Três principais mecanismos:

1. Efeito Compton
2. Efeito Fotoelétrico
3. Produção de Par

1. Efeito Compton

• É a colisão elástica entre um fóton d


raio gama com um elétron que está
essencialmente livre.
• O elétron é espalhado fazendo um
ângulo Ѱ e o fóton gama um ângulo θ.
• O fóton transfere parte da sua energia
para o elétron.
PFM-II Espectroscopia

INTERAÇÃO DOS RAIOS ϒ COM A MATÉRIA

2. Efeito Fotoelétrico

• O efeito fotoelétrico pode ocorrer se o


elétron está inicialmente ligado a um
átomo.
• No processo fotoelétrico um fóton incide
sobre um átomo e é absorvido, sendo então
um elétron (fotoelétrico) ejetado do átomo,
usualmente o elétron da camada K ou L,
com uma energia.

• Consequentemente ocorrem emissões de


raios X e elétrons Auger.
PFM-II Espectroscopia

INTERAÇÃO DOS RAIOS ϒ COM A MATÉRIA

3. Formação de Par

• Ocorre quando a energia Eϒ do raio gama incidente excede 2.m0c2 = 1,02 MeV.
• Isto acorre nas proximidades do núcleo e o raio gama é completamente
absorvido

• Sua energia é convertida em massa de um


par de elétrons (um elétron positivo ou
pósitron e um elétron negativo) e o restante
em energia cinética dessas partículas.

• No final de seu percurso, o pósitron interage com um elétron,


produzindo dois "quanta" de radiação devido à aniquilação,
cada uma com energia 0,51 MeV.

• Esses fótons secundários podem ser absorvidos pelo material


pelos mecanismos anteriores.
PFM-II Espectroscopia

INTERAÇÃO DOS RAIOS ϒ COM A MATÉRIA

3. Formação de Par

• Ocorre quando a energia Eϒ do raio gama incidente excede 2.m0c2 = 1,02 MeV.
• Isto acorre nas proximidades do núcleo e o raio gama é completamente
absorvido

• Sua energia é convertida em massa de um


par de elétrons (um elétron positivo ou
pósitron e um elétron negativo) e o restante
em energia cinética dessas partículas.

• No final de seu percurso, o pósitron interage com um elétron,


produzindo dois "quanta" de radiação devido à aniquilação,
cada uma com energia 0,51 MeV.

• Esses fótons secundários podem ser absorvidos pelo material


pelos mecanismos anteriores.
PFM-II Espectroscopia

APLICAÇÃO DOS RAIOS ϒ EM RADIOGRAFIA INDUSTRIAL


PFM-II Espectroscopia

APLICAÇÃO DOS RAIOS ϒ EM RADIOGRAFIA INDUSTRIAL

O nome “Radiação Penetrante” se originou da propriedade de que certas formas de


energia radiante possuem de atravessar materiais opacos à luz visível.

➢ 2 tipos de radiação penetrante : os raios X e os raios Gama.

Seis propriedades da radiação penetrante:

✓deslocam-se em linha reta;


✓podem atravessar materiais opacos à luz, e
ao fazê-lo, são parcialmente absorvidos por
esses materiais;
✓podem impressionar películas fotográficas,
formando imagens;
✓provocam o fenômeno da fluorescência ;
✓provocam defeitos genéticos;
✓provocam ionizações nos gases.
PFM-II Espectroscopia

APLICAÇÃO DOS RAIOS ϒ EM RADIOGRAFIA INDUSTRIAL

Raios gama são produzidos com fontes que contém elementos radioativos.

•Os isótopos emitem radiações gama características do elemento emissor, isto é,


cada isótopo tem sua emissão específica quanto à quantidade de energia e ao
comprimento de onda.
PFM-II Espectroscopia

RAIOS X – OBTENÇÃO

✓São emitidos das camadas eletrônicas dos átomos. Essas emissões possuem
“padrão” de emissão denominado espectro de emissão.
✓Os raios X, destinados ao uso industrial, são gerados numa ampola de vidro,
denominada tubo de Coolidge, que possui duas partes distintas: o ânodo e o cátodo.
PFM-II Espectroscopia

RAIOS X – OBTENÇÃO

✓Espectro emitido pelo tubo de raios X


PFM-II Espectroscopia

RAIOS X vs RAIOS γ

Raios X
Raios γ
• Podem ser gerados pelo
• Radiação eletromagnética
bombardeamento de um metal por
emitida quando ocorre decaimento
um feixe de elétrons.
nuclear em elementos instáveis.
• Raios X emitidos tem comprimento de
• Tem comprimento de onda
onda característico do metal que os gerou.
característico do elemento que os
• ex. Comprimento de onda de raios X
gerou.
produzidos por um anodo de Cobre =
• Estão na faixa mais alta de
1.54178 A
energia de radiação.
E= h.f= h(c/λ)
• Comprimento de onda pequeno,
λ(A)= 12.398/E(keV)
alto poder de penetração em
•Comprimentos de onda do espectro
peças metálicas.
contínuo dependem da tensão de
aceleração dos elétrons no tubo
PFM-II Espectroscopia

RAIOS X - INTERAÇÕES COM A MATÉRIA

Depende do comprimento de onda.


Os fenômenos são:

• 1. Efeito Compton
• 2. Efeito Fotoelétrico
• 3. Espalhamento coerente
1. Efeito Compton
Visto anteriormente.

2. Efeito Fotoelétrico
Visto anteriormente.
Usado para a técnica de fluorescia de raios X.
PFM-II Espectroscopia

RAIOS X - INTERAÇÕES COM A MATÉRIA

3. Espalhamento coerente (espalhamento THOMSON)


Nessa interação, o fóton de raio X interage com o elétrons orbitais dos átomos da
matéria. Esses elétrons oscilam por um período de tempo muito curto e, depois, um
outro fóton de mesma energia é liberado e se propaga em uma direção diferente.
PFM-II Espectroscopia

RAIOS X - INTERAÇÕES COM A MATÉRIA

3. Espalhamento coerente (espalhamento THOMSON)

A difração de raios X ocorre pelo espalhamento elástico (THOMSON) dos fótons


de raios X pelos átomos do cristal.

Raios X Feixe difratado

Por ser em espalhamento coerente, o raio X espalhado


não sofre nenhuma defasagem ao ser espalhado.
PFM-II Espectroscopia

RAIOS X - INTERAÇÕES COM A MATÉRIA

O fenômeno da difração
Dois raios que incidem em planos vizinhos, com comprimento de onda λ

Diferença entre os dois caminhos (cor rosa) = λ Diferença de caminhos é menor = ½ λ

Fotons saem em fase e suas Fotons dispersados se cancelam


ondas se reforçam: entre si, ondas que não estão
em fase:

Sinal, raio
difratado intenso Sem sinal, I = 0
PFM-II Espectroscopia

O fenômeno da difração para maiores comprimentos de onda.

• Alargamento sofrido por um feixe luminoso ao passar por uma fenda estreita.
• Propriedade de contornar objetos.

Lâmina de barbear iluminada com


uma luz monocromática

Imagem obtida pela passagem de luz por uma


fenda estreita produzindo interferências
PFM-II Espectroscopia

O fenômeno da difração para maiores comprimentos de onda.

Cada borda atua como um centro espalhador da luz em todas as direções

Quando as ondas passam Quando as ondas


por bordas muito passam por bordas
próximas (uma fenda) mais afastadas
PFM-II Espectroscopia

O fenômeno da difração para maiores comprimentos de onda.

Passando por duas fendas temos interferências destrutivas e construtivas em alguns pontos
PFM-II Espectroscopia

Questões

1. Diferencie radiação alfa, beta e gama.


2. Quais interações com a matéria podem ocorrer quando radiação gama incide?
3. Explique o que ocorre no efeito fotoelétrico.
4. Quais interações com a matéria podem ocorrer quando raios X incidem?
5. Qual a diferença entre espalhamento Compton e espalhamento Thomson?

Você também pode gostar