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BANHO GERAL NA CAMA COM AJUDA


TOTAL OU PARCIAL
SUMÁRIO
2

 Conceito de “banho geral na cama com ajuda total”;

 Conceito de “banho geral na cama com ajuda parcial”;

 Objectivos do banho geral na cama;

 Princípios básicos para a execução do banho geral na cama;

 Material necessário para a execução do banho geral na cama;

 Procedimentos do banho geral na cama com ajuda total /


parcial;
 Conselhos para o cuidador.
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BANHO GERAL NA CAMA COM


AJUDA TOTAL
CONCEITO
4

 Lavagem total do corpo da pessoa, na cama, de


forma a satisfazer as necessidades de higiene e
conforto e aparência do doente, tendo a capacidade
de reunir todos os acessórios necessários,
seguindo-se a secagem do corpo.
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BANHO GERAL NA CAMA COM


AJUDA PARCIAL
CONCEITO
6

 Lavagem total do corpo da pessoa, com a sua


ajuda, de forma a satisfazer as necessidades de
higiene e conforto e aparência do doente, tendo a
capacidade de reunir todos os acessórios
necessários, seguindo-se a secagem do corpo.
OBJECTIVOS DO BANHO GERAL NA CAMA
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 Proporcionar higiene corporal ao utente;

 Promover o conforto;

 Observar a condição física, mental e emocional do


utente;

 Estimular a circulação, a respiração cutânea e o


exercício;
OBJECTIVOS DO BANHO GERAL NA CAMA
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 Manter a integridade cutânea – prevenir úlceras de


pressão;

 Favorecer a independência do utente.

 Melhorar a auto-imagem favorecendo o aspecto


físico;

 Promover a relação de ajuda com o utente.


ELEMENTOS DE AVALIAÇÃO NA HIGIENE DO UTENTE
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 Capacidade para executar os cuidados de higiene;

 Hábitos de higiene;

 Alergias a produtos (sabões, cremes…);

 Estado da pele, boca, cabelos, unhas e pés;

 Avaliação da autonomia nas actividades;

 Estado da função motora;

 Raciocínio – estado mental.


PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O BANHO GERAL NA CAMA
10

 Preparar material e ambiente;

 Informar a pessoa sobre o procedimento e pedir a


sua colaboração (segundo a avaliação realizada);

 Lavar as mãos;

 Respeitar a privacidade do utente;


PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O BANHO GERAL NA CAMA
11

 Oferecer a arrastadeira antes de iniciar o banho;

 Adequar a temperatura da água à preferência do


utente;

 Utilizar os princípios básicos de mecânica corporal;


PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O BANHO GERAL NA CAMA
12

 Lavar o corpo das zonas mais limpas para as mais


sujas, das mais afastadas para as mais próximas;

 Mudar a água, sempre que necessário, e


obrigatoriamente após a lavagem dos pés e órgãos
genitais;
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O BANHO GERAL NA CAMA
13

 Substituir toalha e esponjas, sempre que necessário;

 Secar bem o corpo do utente;

 Massajar o corpo do utente com especial atenção às


zonas de pressão ruborizadas (não massajar);

 Colocar sempre a roupa suja directamente no


respectivo saco;
PRINCÍPIOS BÁSICOS PARA O BANHO GERAL NA CAMA
14

 O vestuário deverá ser adequado, limpo e largo.

 De preferência os doentes acamados deverão usar o


cabelo curto;

 Cuidado com:
 Ferimentos na pele;

 Resfriados;

 Lesões músculo-esqueléticas.
MATERIAL
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 Luvas de látex ou vinil;

 Arrastadeira ou urinol;

 Bacia com água, gel de banho (pH neutro) e champô;

 Toalhas;

 Esponjas/manápulas, compressas e cotonetes;

 Escova e pasta de dentes, vaselina;

 Secador de cabelo, se necessário;


MATERIAL
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 Creme hidratante/óleo de amêndoas doces e vitamina A;

 Roupa para mudar o doente;

 Roupa para mudar a cama (lençol de baixo, resguardo,


lençol de cima, cobertor, colcha e fronhas);

 Fralda, se necessário;

 Corta-unhas ou tesoura e escova do cabelo;

 Sacos plásticos.
PROCEDIMENTOS
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1. Distribuir o material em lugar funcional e acessível;

2. Lavar as mãos;

3. Calçar luvas limpas e vestir o avental de protecção;

4. Explicar o procedimento ao utente e pedir a sua


colaboração;

5. Retirar as almofadas e a roupa da cama (colcha e


cobertores), deixando o doente tapado com o lençol;
PROCEDIMENTOS
18

6. Oferecer a arrastadeira/urinol;
PROCEDIMENTOS
19

7. Assistir/posicionar o utente em decúbito dorsal;


PROCEDIMENTOS – CUIDADOS À BOCA
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8. Proceder aos cuidados à boca;


 Elevar a cabeceira;

 Proteger a cama e o doente com uma toalha sob o


queixo;

 Colocar o material ao alcance do utente, caso este


esteja capaz de realizar o procedimento;

 Colocar uma tina sob o queixo do utente;


PROCEDIMENTOS – CUIDADOS À BOCA
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 Humedecer a escova de dentes (utilizar uma escova de


dentes macia) e aplicar um dentífrico;

 Lavar os dentes, gengivas e língua suavemente;

 Pedir ao utente para bochechar com água e secar a


boca

 Lubrificar os lábios com produto próprio (ex:


vaselina/batom do cieiro).
PROCEDIMENTOS – CUIDADOS À BOCA
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 Caso o utente tenha placa dentária, retirar a placa e


lavar com água, escovando-a com a escova de dentes e
dentífrico apropriado;

 Se o doente estiver inconsciente ou

desorientado, lavar a boca com

compressas enroladas em espátulas,

embebendo-as em água e elixir.


PROCEDIMENTOS – CUIDADOS À FACE
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9. Proceder aos cuidados à face:

 Colocar uma toalha sobre o peito do utente;

 Lavar os olhos com água limpa e compressas, da zona


mais limpa para a mais suja;
PROCEDIMENTOS – CUIDADOS À FACE
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 Lavar a face (com sabão, se o


utente o usar) e secar;

 Lavar as orelhas e secar bem;

 Passar um cotonete pelas narinas;

 Aplicar creme hidratante;


PROCEDIMENTOS – CUIDADOS À FACE
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 Quando existir sonda nasogástrica:


◼ A sonda nasogástrica é fixada por um adesivo na cana
do nariz;

◼ Sempre que necessário, trocar o adesivo;

◼ Cuidado para não extrair a sonda.


PROCEDIMENTOS – CUIDADOS AO CABELO
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9. Proceder à lavagem do cabelo:

 Este procedimento deve ser realizado uma vez por


semana ou em SOS;

 Descer a cabeceira e retirar as almofadas;

 Colocar uma toalha sob a cabeça do utente e um


dispositivo próprio ou bacia com água;
PROCEDIMENTOS – CUIDADOS AO CABELO
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 Pentear o cabelo e proteger os ouvidos, se necessário;

 Molhar o cabelo, aplicar o champô e massajar;

 Retirar o champô com água e secar o couro cabeludo,


de preferência com secador;

 Pentear o cabelo suavemente.


PROCEDIMENTOS – CUIDADOS AO CABELO
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PROCEDIMENTOS
29

10. Despir a camisa ou pijama ao utente e colocar no


saco da roupa suja;

11. Proceder à lavagem dos membros superiores:


braços, antebraços e mãos;
PROCEDIMENTOS – MEMBROS SUPERIORES
30

 Começar pelo membro mais afastado;

 Destapá-lo e colocar a toalha esticada sob o membro;

 Lavar o membro, dando especial atenção à região


axilar, prega do cotovelo e espaços interdigitais;
PROCEDIMENTOS – MEMBROS SUPERIORES
31

 Secar bem, dando especial atenção à regiões


supracitadas;

 Dispor a bacia com água ao utente para emergir e


lavar as suas mãos, segundo a sua possibilidade;

 Proceder de igual modo para o membro mais próximo.


PROCEDIMENTOS – TÓRAX E ABDÓMEN
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12. Proceder à lavagem do tórax (peito) e abdómen


(barriga):

 Destapar o tórax e abdómen;

 Lavar o tórax e abdómen, dando especial atenção ao


umbigo, pescoço e região infra-mamária;

 Secar bem, principalmente nas regiões supracitadas;


PROCEDIMENTOS – MEMBROS INFERIORES
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13. Proceder à lavagem dos membros inferiores:


pernas

 Começar pelo membro mais afastado;

 Destapá-lo e colocar a toalha esticada sob o membro;

 Lavar a perna;

 Secar bem;

 Proceder de igual modo para a perna mais próxima;


PROCEDIMENTOS – MEMBROS INFERIORES
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14. Proceder à lavagem dos membros inferiores: pés


 Se possível, flectir os membros do utente, colocar uma
toalha e a bacia sob os pés e mergulhá-los na água;

 Lavar bem os pés, dando especial atenção aos espaços


interdigitais;

 Retirar a bacia e secar bem os pés, envoltos na toalha,


dando especial atenção às regiões supracitadas;
PROCEDIMENTOS – MEMBROS INFERIORES
35

 Cortar as unhas, se necessário


◼ As unhas devem ser cortadas com um corta-unhas ou tesoura
de pontas rombas;

◼ Devem ser cortadas rectilíneas (prevenção da unha


encravada);

◼ Cuidado com os ferimentos;

15. Substituir a água e a esponja.


PROCEDIMENTOS – ÓRGÃOS GENITAIS
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16. Proceder à lavagem dos órgãos genitais:


 Se o utente tiver fralda, abri-la, se não, colocar a
arrastadeira;

 Assistir na flexão/flectir os joelhos do doente;

 Proceder à lavagem dos órgãos genitais;

 Secar bem e aplicar vitamina A, se necessário;

 Substituir água e esponja.


PROCEDIMENTOS – ÓRGÃOS GENITAIS
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 Se o utente estiver algaliado:

◼ Lavar o meato urinário sem puxar a algália;

◼ Despejar o saco sempre que este apresente cerca de


2/3 da capacidade total e contabilizar;

◼ Trocar o saco sempre que este estiver sujo, ou com


sedimento;

◼ Evitar dobras da algália e do saco de urina;


PROCEDIMENTOS – ÓRGÃOS GENITAIS
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 Se o utente estiver algaliado:

◼ Manter o saco pendurado na cama e sempre na linha


abaixo do utente;

◼ Vigiar a coloração da urina;

◼ Nunca mudar a algália, ou tentar arrancá-la;

◼ Ter cuidado com o tubo para não ferir ou fizer pressão


na pele do utente.
PROCEDIMENTOS – REGIÃO DORSAL E NADEGUEIRA
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17. Proceder à lavagem da região dorsal (costas) e


nadegueira (nádegas):

 Assistir na alternância de posicionamento/posicionar o


utente em decúbito lateral;

 Tapar o doente na parte da frente com o lençol;

 Colocar a toalha sobre a cama ao longo das costas do


utente;
PROCEDIMENTOS – REGIÃO DORSAL E NADEGUEIRA
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 Lavar e secar as costas;

 Lavar e secar a região nadegueira;

 Aplicar vitamina A, se necessário (na região


nadegueira);

 Aplicar a fralda, se necessário e tapar o utente;

 Fazer a base da cama – ver diapositivos específicos;


PROCEDIMENTOS – MASSAGEM CORPORAL
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18. Proceder à aplicação de


creme hidratante ou óleo de
amêndoas doces e
massajar o corpo do utente
– não massajar zonas de
pressão já ruborizadas!
PROCEDIMENTOS
42

18. Vestir o doente;

19. Assistir no posicionamento/posicionar o utente;

20. Terminar de fazer a cama.


PROCEDIMENTOS
43

22. Retirar as luvas;

23. Lavar as mãos;

24. Arrumar o material.


CONSELHOS PARA O CUIDADOR
44

 Não permitir a desconexão de sondas durante a


movimentação da pessoa.

 Nunca molhar os curativos ou vias venosas.

 Não se deve usar pó de talco, pois não deixa a pele


respirar.

 Não usar produtos à base de álcool, pois secam a pele.


Caso seja realmente necessário, aplicar creme de
seguida;
CONSELHOS PARA O CUIDADOR
45

 Proteger a pessoa das correntes de ar, mantendo-a


sempre coberta e as janelas fechadas.

 Secar bem entre os dedos e as pregas da pele.

 Usar sempre toalhas macias, evitando o atrito excessivo.

 Motivar a pessoa para colaborar, conforme a sua


capacidade e limite.

 Estar atento à pele da pessoa – detectar alterações ou


feridas.
CONSELHOS PARA O CUIDADOR
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 Fazer os cuidados de higiene uma vez por dia e sempre


que for necessário (mudas de fralda…).

 Usar sempre material descartável.

 Proceder de maneira ágil, mas cuidadosa.

 Estar atento para que os materiais de higiene sejam de


uso exclusivamente pessoal.
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BANHO GERAL NO CHUVEIRO


SUMÁRIO
48

 Conceito de “Banho Geral no Chuveiro”;

 Objectivos do banho geral no chuveiro;

 Princípios básicos para a execução do banho geral no


chuveiro;

 Procedimentos do banho geral no chuveiro.


CONCEITO
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 É um banho executado fora do leito, no chuveiro, pela


própria pessoa, com ajuda, de acordo com o seu grau
de dependência.
OBJECTIVOS DO BANHO GERAL NO CHUVEIRO
50

 Proporciona conforto e relaxamento pela sensação


agradável que a queda de água proporciona, para
além de ter os mesmos objectivos do banho geral
no leito.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO BANHO GERAL NO CHUVEIRO
51

 Para os doentes que têm condições para tomar banho


no chuveiro, tem que se ter em conta algumas
medidas aconselhadas para evitar acidentes e
facilitar a realização do banho:

 Verificar se existe/colocar um tapete anti-derrapante


no chão do chuveiro;
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO BANHO GERAL NO CHUVEIRO
52

 Colocar um banco, cadeira ou


varões nas paredes, para
haver o apoio necessário;

 Assegurar a existência de
cortinas, para manter a
privacidade.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DO BANHO GERAL NO CHUVEIRO
53

 Preparar o material e o ambiente;

 Informar a pessoa sobre o procedimento e pedir a sua


colaboração;

 Lavar as mãos;

 Respeitar a privacidade do utente;

 Adequar a temperatura da água à preferência do utente;

 Utilizar os princípios básicos de mecânica corporal;


PRINCÍPIOS BÁSICOS DO BANHO GERAL NO CHUVEIRO
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 Instruir o doente para lavar/limpar das zonas mais limpas


para as mais sujas;

 Massajar o corpo do utente após o banho;

 Substituir toalha e esponjas, sempre que necessário;

 O vestuário deverá ser adequado ao gosto da pessoa e


da época do ano, limpo e largo;
PROCEDIMENTOS
55

1. Distribuir o material em lugar funcional e acessível;

2. Lavar as mãos;

3. Calçar luvas limpas e vestir o avental de protecção;

4. Transportar/acompanhar a pessoa até à casa de


banho;
PROCEDIMENTOS
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5. Ajudar a pessoa a despir-se e a entrar no chuveiro;

6. Ajudar/lavar a pessoa nas áreas que não for capaz;

7. Após o banho, acompanhar novamente a pessoa ao


quarto e auxiliá-la a instalar-se comodamente no
cadeirão ou na cama já limpa/mudada.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
57

 BOLANDER, Verolyn Barnes – Sorensen & Luckmann -


Enfermagem Fundamental: Abordagem psicofisiológica, Lisboa:
Lusodidacta, 1998;

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