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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Ética e Livre Vontade de Agir Humano

Nome do Estudante: Laura Alberto Semo

Código do Estudante: 708194783

Curso: História
Disciplina: Ética Social
Ano de Frequência: 3º Ano

Chimoio, Maio, 2021

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Introdução  Descrição dos
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objectivos
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ao objecto do trabalho
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do discurso académico
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cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
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relevante na área de
estudo
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 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
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gerais paragrafo, espaçamento
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Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 2.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia

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Índice
1. Introdução..............................................................................................................................5

1.1. Objectivos do trabalho...........................................................................................................5

1.1.1. Objectivo geral:..................................................................................................................5

1.1.2. Objectivo específico:.........................................................................................................5

1.2. Metodologias do trabalho......................................................................................................5

2. Análise e Discussão...............................................................................................................7

2.1. Ética e Livre Vontade de Agir Humano................................................................................7

2.1.1. Porque a acção humana é um facto ético consciente.........................................................7

2.1.2. Como podemos superar a Abulia e elevar a livre vontade de agir....................................8

2.1.3. Acto voluntário Humano...................................................................................................9

2.1.3.1. Tipos de acto voluntários.............................................................................................10

2.1.3.3. Acto voluntário do agir humano..................................................................................10

3. Conclusão............................................................................................................................11

4. Referências Bibliográficas...................................................................................................12

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1. Introdução

O presente trabalho, é realizado no âmbito da cadeira de Ética Social, pretende, entre outros
aspectos, abordar sobre a Ética e Livre Vontade de Agir Humano. A ética pode ser definida como
a teoria acerca do comportamento moral dos homens em sociedade, ou seja, ela trata dos
fundamentos e da natureza das nossas atitudes, e se manifesta efectivamente na conduta do
homem livre. Segundo Salvador (s/d), o estudo da livre vontade do agir humano é um dos
aspectos principais de análise ético, pois qualquer manifestação, a aceitação ou não de certos
costumes reflecte-se na execução dos factos o que implica que, o homem consente a partir da sua
consciência e pela facto ético, avaliar no seu interior e executar algo como um fim dotado de
valor ético Bom ou Mau.

Para a materialização do estudo, usou-se uma diversidade de metodologia, sendo o método


bibliográfico o mais usado. No que se refere a estrutura, o trabalho é composto por três partes: a
presente introdução, onde se contextualizou o tema; na segunda parte, a análise e discussão dos
resultados, na qual se debruça sobre a Ética e Livre Vontade de Agir Humano; na terceira parte, a
conclusão, são conhecidas as considerações finais sobre o tema em causa. No fim, apresentam-se
as referências bibliográficas, onde se encontram todas as obras consultadas na elaboração deste
trabalho bibliográfico.

1.1. Objectivos do trabalho


1.1.1. Objectivo geral:
 Compreender a ética e livre vontade de agir humano.
1.1.2. Objectivo específico:
 Definir a livre vontade;
 Explicar como a acção humana é um facto ético consciente;
 Descrever o acto voluntário Humano.

1.2. Metodologias do trabalho


Para a concretização do presente trabalho a autora partiu da concepção de Matusse (2013:26) ao
afirmar que metodologia é a explicação minuciosa, detalhada, rigorosa e exacta de toda acção
desenvolvida ou do caminho percorrido ou a percorrer ao longo do trabalho de pesquisa. Nesta
ordem de ideia, foi necessário o uso do método bibliográfico que consistiu na revisão
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bibliográfica de material já publicado sobre o assunto, onde fez se o embasamento teórico
utilizando livros, artigos de periódicos e sites específicos.

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2. Análise e Discussão

Neste ponto do trabalho, procurou-se explicar porque a acção humana é um facto ético
consciente; como podemos superar a Abulia e elevar a livre vontade de agir e de uma maneira
necessariamente resumida discursou-se sobre o acto voluntário Humano.

2.1. Ética e Livre Vontade de Agir Humano

De acordo com Salvador (s/d, p.6, colectado as 8 horas e 25min no modulo de Ética Social), Ética
é um campo de saber ligado a Filosofia e sua origem nos reporta a discussão filosófica a respeito
do comportamento humano, ou seja, a reflexão sobre o conhecimento do Bem como o fim ultimo
do homem.

A vontade é um esforço mental que incita à acção; é o Poder que o homem possui de representar
a si mesmo e de realizar ou não realizar qualquer algo (Chouchard, citado em Salvador, s/d, p.16,
colectado as 8 horas e 47min no modulo de Ética Social).

2.1.1. Porque a acção humana é um facto ético consciente

Entende-se como facto ético a avaliação do Bom e do Mau, o que constitui um facto de
experiência e, é a partir desta que a ética se desenvolve (Salvador, s/d, p.8, colectado as 9 horas e
10 min no modulo de Ética Social). Pode ser também considerado como capacidade inata de
julgar moralmente o que é Bom e mau. O facto ético está presente em todos indivíduos. Nenhuma
pessoa pode escapar, todas as pessoas participam a realidade que deve ser aceite por todos, caso
contrário algo deve estar faltando.

Entende-se por consciência a faculdade humana de distinguir entre o bem e o mal. Ou seja, a
capacidade ou a função que nos permite discernir o bem do mal e nos orienta a agir e a julgar as
nossas acções segundo o seu valor ou contravalor, conforme forem julgadas boas ou más (Viegas
& Chihulume, 2011, p.14, colectado as 9 horas e 30 min no livro Ética e Deontologia
profissional).

Como se pode depreender, o factor ético é uma avaliação do bom e do mau, e acção humana é
reflectida e envolve decisão, tem um fim. Portanto a acção humana é um facto ético consciente
porque é todo o comportamento que altera a realidade de forma intencional e voluntária.

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Fontes (s/d, colectado as 10 horas e 28 min em http://www.filorbis.pt/filosofia/programas.htm)
refere que acção humana envolve os actos praticados por um agente e é realizado de forma
consciente e voluntário por alguém, onde existem uma clara intenção de produzir um dado efeito
ou acontecimento.

Neste conceito de acções humana, por exemplo, não podemos incluir comportamentos que
realizamos de forma espontânea, reflexão, automática ou reactiva, tais como pestanejar,
transpirar, digerir alimentos, envelhecer, etc.

2.1.2. Como podemos superar a Abulia e elevar a livre vontade de agir

Conforme o Dicionário Universal (2002, p.7, colectado as 11 horas e 15 min no dicionário


universal), abulia é uma doença caracterizada pela ausência ou enfraquecimento da vontade.

A Abulia pode ser inata próprio dos males, passiva dos que não fazem verdadeiramente esforço
para viver e pode-se manifestar no estado doentio dum individuo. Dentre estados de Abulia,
podemos constatar as mais frequentes no homem, limitando-lhe a livre vontade de agir e
influenciando, de certa maneira, a sua conduta, Salvador (s/d, colectado as 11 horas e 30 min no
modulo de Ética Social) nomeia os seguintes:

a) As Melancolia (Melancólico/Psicopata/ Obcecado) – que consiste no


enfraquecimento do humor, nota-se pela tristeza aguda, um profundo pessimismo e,
pela perca de iniciativa;
b) Da psicastênia – neurose, doenças mentais que se caracterizam por falta de resolução
dúvida, ou por elevadas preocupações constante sem soluções;
c) Obsessão – é a ideia persistente que fica sempre no individuo e assaltante no espírito
do individuo, acompanhado de um sentimento penoso de ansiedade e;
d) Depressão – a inflexão da energia na pessoa e é, acompanhada de tristeza,
enfraquecimento físico, mental e também espiritual (Insónia), as depressões vedam
no individuo a realização do Bem moral e influencia a família, a comunidade, ou
grupo de pessoas.

De acordo com Chouchord (citado em Salvador, s/d, p.18-19 colectado as 11 horas e 47min no
modulo de Ética Social), podemos superar a Abulia e elevar a livre vontade de agir, através de:

 Exercício paulatino e consistente de acto de responsabilidade;


 Criar hábitos de agir sozinho;
 Treino contínuo da vontade de fazer as coisas e;
 Questionar os actos no agir.

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2.1.3. Acto voluntário Humano

Segundo MEC (colectado as 11 horas e 55 min no modulo 2 de filosofia- IED, disponível em


http://ead,mined.gov.mz/site/wp-content/uploads/2020/03/Filosofia2-2%C2%BA-Ciclo.pdf),
actos voluntários Humano trata-se de acções que resultam de uma intenção deliberada do sujeito
de agir de uma determinada maneira e não de outra. São acções premeditadas, estudadas e
projectadas no futuro, em vista a alcançar certos fins. Por isso, toda acção humana implica
necessariamente os seguintes elementos:

 Agente – Sujeito de acção.


 Motivo – A razão que justifica a acção.
 Intenção – O que o sujeito pretende fazer.
 Fim – A possessão daquilo para que se quer na acção.

O termo acção diz respeito somente aos actos que realizamos de modo consciente e são
específicas dos seres humanos.

De acordo Salvador (s/d, p17, colectado as 12 horas e 29 min no modulo de Ética Social), o acto
voluntário

É sempre um acto iluminado pelo entendimento, inteligência. É apresentado à vontade


perante os objectivos desejáveis, os motivos de apetibilidade, etc. A vontade de agir
humano é livre de determinação, pode divergir ou apartar-se do objecto proposto, pode
também eleger um objecto entre vários escolhidos. O acto de livre vontade pode receber
influências modificadoras e estas alterar ou determinar as condições (p.17).

Ainda o mesmo autor salienta que, os elementos que podem diminuir são:

 Quando o nosso conhecimento não alcança claramente o juízo, pode modificar o acto,
(Ex: Ignorância, dúvida);
 Quando a vontade e atraída, aumenta a paixão aumenta também a força de inclinação de
tal modo que a razão fica induzido e o raciocínio diminui e;
 Quando o Bem é aliado a ameaça ou desviado (Medo), pode chegar a destruir a raiz da
vontade ou estado livre sobre o acto.

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2.1.3.1. Tipos de acto voluntários

Conforme Salvador (s/d, colectado as 12 horas e 58 min no modulo de Ética Social) os tipo de
actos voluntários são:

 Voluntário positivo: Fazer ou querer algo simplesmente;


 Voluntário Negativo: não fazer e não querer nada ou algo e;
 Acto voluntário neutro: não há voluntariedade, por isso nem é negativo nem positivo.

2.1.3.2. Níveis do querer ou voluntariedade

De acordo com Salvador (s/d, colectado as 13 horas e 20 min no modulo de Ética Social) os
níveis de querer ou voluntariedade são:

 Nível actual: Querer algo imediatamente;


 Nível virtual: Uma intenção que uma vez feita continua a influenciar a caminhada do
individuo, podendo cultivar a virtude ou ideia inicial;
 Nível habitual: Intenção que foi feita mas, não influencia o acto intencional
 Nível Interpretativo: Intenção que não foi realizada mas, pode ser feita se a pessoa dar
conta do caso.

2.1.3.3. Acto voluntário do agir humano

Segundo Salvador (s/d,p17-18, colectado as 13 horas e 42min no modulo de Ética Social) existem
quatro (4) fases de livre vontade ou acto voluntário do agir humano:

1. Fase de concepção – o homem tem que conceber a seu bem e a livre vontade de agir
perante algo que o convêm, caso contrário não;
2. Fase de deliberação – Pensar e contrabalançar, implica que qualquer acção humana é
um facto ético consciente;
3. Fase de decidir – Para efectuar algo, deve ser comandado pelo intelecto depois de
avaliado, a decisão é a fase de concretização da acção ou não para a execução e;
4. Fase de execução – acto de fazer a acção.

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3. Conclusão

Chegado ao fim da pesquisa percebe-se que o factor ético é uma avaliação do bom e do mau, e a
acção humana é consciente, reflectida e envolve decisão, tem um fim. A acção humana é um
facto ético consciente porque é todo o comportamento que altera a realidade de forma intencional
e voluntária. A livre vontade é o contrário de Abulia, que consiste no enfraquecimento da vontade
ou ausência da vontade. Portanto, a abulia sendo uma deve se superar através de exercício
paulatina e consistente de acto de responsabilidade; criação de hábitos de agir sozinho; treino
contínuo da vontade de fazer as coisas e questionar os actos no agir.

O acto voluntário humano pode receber influências modificadoras e estas alteram ou determinam
as condições, diversificando em acto voluntário positivo; acto voluntário negativo e acto
voluntário neutro, dividido em quatro fases: Fase de concepção; Fase de deliberação; Fase de
decidir e Fase de execução.

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4. Referências Bibliográficas

Dicionário Universal. (2002). Dicionário de língua portuguesa mas gramática. 3ª ed., Maputo.

Fontes, C. (s/d). Acção e humana e acto do homem. Acedido em 20 de Maio de 2021 em


http://www.filorbis.pt/filosofia/programas.htm.

MATUSSE, O.M. (2013). Manual de metodologias investigação científica: Para a elaboração de


monografias escolares e outros tipos de pesquisa científica. 4ª ed., Maputo.

MEC-Ministério de Educação e Cultura. (s/d). Módulo 2 de Filosofia: Pessoa Como Sujeito


Moral. IED. Disponível em http://ead,mined.gov.mz/site/wp-content/uploads/2020/03/Filosofia2-
2%C2%BA-Ciclo.pdf. Acedido em 20 de Maio de 2021.

Salvador, M. A. (s/d). Ética Social. UCM; Beira.

Viegas M. A. & Chihulume Z. A. (2011). Ética e Deontologia profissional. Maputo.

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