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UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ - UNIVALI

ECS - CURSO DE MEDICINA


DISCIPLINA: DIAGNÓSTICO POR IMAGEM
PROFESSOR: RONY KLAUS ISBERNER
ACADÊMICOS: ANA CAROLINA GOMES, BEATRIZ MOREIRA, BEATRIZ VIDAL,
BRUNA ZOMER, FERNANDA SIMIONATO, GIOVANNA NESELLO, JÚLIA
FURTADO, THIAGO COLPO, YOHANNA NASCIMENTO.

ARTIGO 1: TECHNOLOGY AND RADIOLOGY EDUCATION-MEETING THE NEEDS


OF MILLENNIAL LEARNERS

O artigo apresentado aborda sobre o estudo e ensinamento radiológico


aplicado à uma nova geração, a chamada “geração Y” ou os millenials, que consiste
num grupo que vem crescendo junto com a evolução da tecnologia e seus diversos
recursos. Ao longo do artigo, foram demonstrados diversos dispositivos e plataformas
que auxiliam nessa aquisição do conhecimento.
Um millennial é geralmente considerado alguém que nasceu entre os anos
1980 e 2000. É a maior e mais diversa corte geracional nos Estados Unidos e espera-
se que se tornem a geração mais educada da história americana. Essa geração é
mais propensa do que as duas gerações anteriores a se preocuparem com a
criatividade em seu trabalho. Os millennials (ou a geração Y) vêem sua identidade
geracional como única, baseada na utilização da tecnologia e sua incorporação nas
interações sociais.
O ensino da radiologia adentrou em uma era onde os avanços da tecnologia e
as características da geração Y fornecem a oportunidade de mudança no mundo atual.
A educação médica de pós-graduação está analisando as características dessa
geração e está evoluindo para integrar a tecnologia a fim de aproveitar suas
preferências de aprendizagem. Slanetz et al (2013) escreveu sobre como ensinar
radiologia para a geração Y propiciou um aprendizado facilitado e o foco em
experiências dadas a esses recursos demográficos.
Na edição educacional de 2014 da Radiologia Acadêmica, com o apoio da
Alliance for Medical Student Educators in Radiology e da Alliance for Clinician
Educators in Radiology, houve uma emersão de conteúdo clínico fundido com mídia
social, um esforço para tornar a educação mais experiencial e interativa, com uma
migração de simulações para o ambiente virtual. A ênfase foi colocada na fusão da
tecnologia com o ensino dos tópicos clássicos da anatomia, diagnósticos diferenciais
e descobertas patognomônicas.
A evolução da radiologia de um modelo de taxa por serviço, para um modelo
de atenção à saúde com base no risco, será importante para que os estagiários
demonstrem eficiência, segurança e qualidade no serviço, possibilitando um melhor
diagnóstico e uma melhor administração das imagens.
Uma das primeiras interações do uso cibernético no ensino de radiologia foi a
migração do conteúdo de livros tradicionais para fontes baseadas na web, com a
mudança do conteúdo clínico físico para módulos digitais e ebooks. Esses conteúdos
digitais estão superando rapidamente os textos impressos como fonte de referência
preferida, e a capacidade dos acadêmicos de radiologia de disseminar informações
rapidamente para seus estagiários oferece maior flexibilidade para o autor e para o
usuário.
A ampla utilização de smartphones pela geração do milênio, possibilita o
desenvolvimento de aplicativos que permitem o acesso a exposições técnicas, os
quais possuem conteúdos que variam, desde anatomia radiológica, como o Atlas de
ressonância magnética do cérebro, até questões baseadas em casos clínicos.
As tendências atuais na educação em radiologia online incluem o uso de
plataformas de mídia social para combinar conteúdo clínico com canais sociais. Muitas
organizações de radiologia agora têm uma página no Facebook e uma conta no
Twitter, as quais promovem interações, atualizações de reuniões e questões
acadêmicas na radiologia. Além do Instagram, que objetiva gerar discussões na área.
Outro dispositivo citado é o QR Code, que possibilita o armazenamento de mais
conteúdos e é mais eficiente no processamento eletrônico, sendo utilizados por
radiologistas para importar modelos da Sociedade Radiológica da América do Norte.
Os autores de artigos científicos também utilizam QR code para vincular o conteúdo
do artigo a informações ou vídeos online.
São inúmeras possibilidades de aprendizado e acesso às informações, que a
evolução e inovação da tecnologia nos disponibiliza. Além das possibilidades já
citadas, o artigo traz também dispositivos e criações que complementam ainda mais
o aprendizado na área radiológica. Alguns exemplos expostos no artigo são: a técnica
de educação com jogos, o que possibilita uma competição individual ou em equipe, e
ainda permite uma avaliação do desempenho desses estudantes e profissionais; o
estudo apresenta ainda um aplicativo que disponibiliza uma interação digital, que
através de um quadro branco digital, os usuários podem esboçar imagens ou ainda,
desenhar patologias sobre imagens radiograficamente normais.
Em resumo, o ensino de radiologia se encontra em uma era em que o conjunto
dos avanços tecnológicos com as características milenares, oferece uma
oportunidade para mudar o ensino radiológico e suas performances. Além de criar
materiais de conteúdos com fácil e rápido acesso, existe a capacidade de fundir
informações clínicas com novas plataformas e métodos, como mídia social e jogos
competitivos. Os tablets, muito utilizados por essa nova geração, podem ser usados
para tornar o aprendizado mais experiencial, e dispositivos de simulação podem ser
utilizados por alunos para dominar intervenções guiadas por imagem que requerem
destreza manual. Além de aprender as habilidades necessárias de diagnóstico e
procedimento, a tecnologia de suporte à decisão que está sendo implementada
também pode fornecer mais oportunidades para que os alunos da geração Y
incorporem as habilidades necessárias para serem administradores de imagens.

Análise do Artigo:
Diante do artigo exposto, infere-se que a medicina, mais especificamente a
área da radiologia, evoluiu muito nos últimos anos, em virtude do advento da
tecnologia. Os chamados Millennials contribuem significativamente para tal mudança,
visto que eles são considerados a geração do futuro, a qual passa mais tempo que as
outras gerações se preocupando com a qualidade e criatividade de seu trabalho,
vendo sua identidade geracional como única com base na utilização da tecnologia e
pela incorporação dela em suas interações sociais. Dessa forma, o ensino de
radiologia nessa ‘’geração Y’’ encontra-se de alguma forma facilitado, devido à vários
aspectos que a internet disponibilizou, já citados. O primeiro deles foi o surgimento de
conteúdo clínico fundido com a mídia social, um esforço para tornar a educação mais
experiencial e interativa, uma migração de simulações para o ambiente virtual.
Além disso, a tecnologia pode ser usada para ensinar os ‘’estagiários da
geração Y’’ (internos, por exemplo) a diagnosticarem melhor e possuírem uma melhor
interpretação das imagens de radiologia. Outra novidade que facilita muito o ensino,
foi a mudança do conteúdo clínico para módulos digitais e e-books. Pode-se notar
ainda que, as mídias sociais, atualmente desempenham um papel significativo na vida
diária da geração Y. As tendências atuais na educação em radiologia online incluem
o uso de plataformas de mídia social para combinar conteúdo clínico com canais
sociais. Outra mudança extremamente significativa foi o aparecimento dos tablets na
área médica, já que eles possibilitam o usuário a esboçar ou sobrepor imagens,
tornando a educação mais interativa e de melhor aprendizado.
Por último, outra abordagem inovadora para usar a tecnologia foi fazer do
aprendizado online um jogo. Foi citado que centros acadêmicos e escolas médicas
estão utilizando centros de simulação para treinar e avaliar residentes e estudantes
de medicina. Dessa forma, observa-se que o ensino de radiologia vem possibilitando
melhorias no ensino e na aprendizagem, seja para os acadêmicos, seja para os
professores, e aos profissionais já formados, atuantes na área. Essa perspectiva
tecnológica é necessária e excelente para os avanços nos procedimentos médicos,
para maior precisão dos diagnósticos e para um melhor treinamento dos estudantes.
Logo, diante de toda essa importância de um ensino e conhecimento aprofundado e
ainda melhor, espera-se que essa evolução não tenha prazo de validade, e que
permita o surgimento de ainda mais tecnologias inovadoras que colaborem com a
medicina e com o diagnóstico das doenças.

ARTIGO 2 - PICK UP A BOOK OR "GOOGLE IT?" A SURVEY OF RADIOLOGIST


AND TRAINEE-PREFERRED REFERENCES AND RESOURCES

O artigo apresentado se baseia em um estudo com o objetivo de investigar


quais fontes são mais escolhidas pelos radiologistas, estudantes e pessoas do ramo
da saúde para resolver questões de imagem em radiologia. Livros ou Google? Foram
questionados sobre a utilização de tablets, recursos eletrônicos e/ou impressos para
referência geral.
O uso do Google e de artigos online já é visto por muitos como opção universal
como amparo na resolução de questões gerais de imagem. O Google e materiais de
estudos criados pelos próprios residentes são a primeira referência de escolha entre
outros residentes e estudantes em geral; no entanto, percebeu-se que a escolha de
jornais, artigos online, PubMed são raramente escolhidos como recurso principal,
assim permanecendo em segundo plano. Complementando, notou-se que o uso de
impressos, artigos e livros físicos quase não foram escolhidos entre os residentes. O
estudo mostra que mais da metade dos residentes participantes da pesquisa possuem
um tablet/computador, e ainda desses, 71% fazem uso semanal de aplicativos
relacionados à radiologia.
Os radiologistas da equipe confiam muito no Google para consultas de imagens
gerais e específicas, enquanto os residentes utilizam produtos e aplicativos
personalizados com foco em radiologia. Curiosamente, os residentes fazem uso
contínuo de livros impressos, mas substituíram os impressos por recursos online.
Antes da ampla adoção da mídia eletrônica, muitos (ou a maioria) dos recursos de
aprendizagem de radiologia e baseados na prática estavam em livros físicos e
formulários de jornal. Dessa maneira, radiologistas respondiam questões de
diagnóstico de imagem por meio de consulta com colegas mais experientes, até
fazendo referência a fontes revisadas pelos colegas, com jornais ou livros.
Não é uma surpresa que dispositivos móveis eletrônicos tenham facilitado o
uso em conjunto da internet e integração de imagem digital na comunicação na
prática. Estudos recentes mostraram que novas ferramentas da internet, como Google
Scholar, são equivalentes ou até superiores ao PubMed para uso como referência em
pesquisas. No entanto, o estudo levanta um questionamento: seriam os alunos da
residência capazes de encontrar todos os materiais necessários apenas com pesquisa
na internet?
Os materiais e métodos utilizados para o estudo foram basicamente a
realização de 2 pesquisas semelhantes para avaliar o uso de recursos de referência
em vários departamentos de radiologia de instituições de ensino, com público-alvo
formado por uma equipe de radiologistas e residentes. Os participantes foram
convidados a indicar (1) quais recursos contidos na lista fornecida eram usados mais
comumente para pesquisa por referências em geral; e (2) em uma lista semelhante,
quais recursos são usados como sua única fonte e de preferência para responder
questões específicas de imagem em radiologia. Também foi incluída uma caixa para
respostas livres.
Todas as análises estatísticas foram realizadas usando JMP versão 9.0 (SAS
Institute, Cary, NC). Os dados categóricos foram exibidos como frequências relativas
(porcentagem) e comparados usando o teste exato de Fisher com p < 0,05
considerado significativo.
Os resultados dos estudos do artigo em questão mostraram que rotineiramente
93,7% da equipe de radiologia utiliza periódicos online de radiologia e 92,8% o Google
como referência. Os estagiários relataram o uso direto do Google aliado à materiais
de estudo gerados por residentes, enquanto os residentes mais novos afirmam a
utilização da Wikipedia para referência geral. Já quando fora solicitado um recurso
preferencial para pesquisa de casos específicos de radiologia, a principal escolha dos
estagiários entrevistas foi o STATdx (uma plataforma onde tópicos de diagnóstico
diferencial são criados por especialistas em radiologia em cada uma de suas
respectivas áreas, além de apresentar uma extensa lista de diagnósticos relevantes
para um achado específico) e o Google, sendo que raramente acessavam o PubMed,
livros de referência ou consultavam um colega. Enquanto isso, a equipe em geral teve
maior preferência pelo Google e o PubMed.

Os achados do estudo permitiram observar que:


O uso de jornais de radiologia, livros impressos vêm sendo cada vez mais
deixados em segundo plano, ao mesmo tempo em que se demonstra que o Google
emergiu como o recurso mais utilizado no fluxo de trabalho de radiologia,
demonstrando que os radiologistas cada vez mais dependem de muitos recursos
online, como a plataforma PubMed e jornais online.
Também pode-se concluir que o uso de tablets está se espalhando e tornando-
se cada dia mais presente no cotidiano dos residentes e radiologistas, o que pode
indicar um importante novo meio de acesso aos recursos de radiologia.
A comparação com um estudo feito em 1991, mostrou a grande evolução da
forma de estudo dos residentes de radiologia, que antes passavam maior parte de seu
tempo lendo livros, jornais e revisando casos impressos. Contudo, a partir de 2007,
uma mudança significativa foi vista, onde o uso da internet e de recursos eletrônicos
se tornaram cada vez mais presentes.
Para finalizar, é importante destacar que existem várias limitações para o
estudo em análise. Somente uma única grande instituição foi analisada e há a
possibilidade de que alguns indivíduos tenham enviado pesquisas com identidades
falsas.

Análise do Artigo:
Apesar de algumas limitações da pesquisa, esta evidenciou a preferência,
muito grande por ambos os grupos (estagiários e profissionais da área) na utilização
das novas tecnologias disponíveis para acesso aos materiais de estudo. Os recursos
disponíveis online se destacam na atualidade, enquanto materiais físicos e
tradicionais vêm perdendo seu protagonismo nos estudos da área. Evidencia-se ainda
que mesmo não sendo a primeira escolha de referência pelos grupos, a consulta nos
livros físicos pelos estagiários ainda é presente, mesmo que em pequena escala. Em
geral, todos os profissionais da área optam preferencialmente por materiais
disponíveis online.
A evolução tecnológica e um expressivo aumento do uso de dispositivos
eletrônicos como os tablets, têm uma grande e importante relação com essas
preferências. O acesso mais rápido e fácil a um infinito arsenal de materiais de apoio
através da internet, foi essencial para que estes índices de preferência viessem a
sofrer tais mudanças tão significativas.
De fato, a tendência de migração para o ambiente digital propicia mais rapidez
e volume de conteúdo. Contudo, a grande questão colocada em pauta pelo estudo,
referente ao material de referência consultado, seria a veracidade da ferramenta.
Credibilizar sites com pouco ou nenhuma verificação de profissionais torna-se
perigoso e enfraquece potencialmente o método de estudo.

Conclusão do Trabalho:
Os artigos apresentados e estudados pelo grupo, permitiram uma percepção
da importância da tecnologia nos dias atuais aplicadas ao cotidiano do ensino médico,
e principalmente focado no aprendizado da área de radiologia. A evolução da internet
e dos dispositivos tecnológicos com seus respectivos aplicativos e extensões, nos
proporcionaram melhorias e diferentes formas de estudo, como por exemplo, na
aprendizagem das interpretações das imagens radiológicas, que colaboram cada vez
mais para a formação de profissionais com uma maior destreza nos diagnósticos a
serem realizados.
Percebe-se também, além de todo estudo e aquisição do conhecimento na
área, uma relevante necessidade de treinamento e avaliação da equipe e seus
residentes, para que haja cada vez mais melhorias na atuação desses profissionais e,
respectivamente, um diagnóstico cada vez mais preciso para pacientes.
Felizmente, essa nova era da tecnologia e essa nova geração, que possui um
potencial conhecimento e facilidade ao desempenhar o uso dessas inovações, o que
possibilitou o desenvolvimento de diversas plataformas que auxiliam (como citado no
Artigo 1), além da incorporação destes meios pelos profissionais no cotidiano da
radiologia (e suas respectivas preferências, como demonstrado no estudo do Artigo
2).
Podemos então, refletir sobre tamanha importância e potencial destes novos
recursos proporcionados pela tecnologia, assim como da importância de nos integrar
a esses meios de estudo, ao acreditar que tudo isso nos possibilitará diagnósticos
ainda mais precisos e um futuro absolutamente resplandecente para a medicina
moderna.

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