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FACULDADES INTEGRADAS DE

ARIQUEMES

ANTONIO FLÁVIO FERREIRA DA SILVA


BENEDITO JORGYEL SILVA VIEIRA

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL APLICADA AO


TRABALHO

ARIQUEMES
2014
Antonio Flávio Ferreira da Silva
Benedito Jorgyel Silva Vieira

INTELIGÊNCIA EMOCIONAL APLICADA AO


TRABALHO

Artigo apresentado como requisito parcial


para obtenção do título de Bacharel em
Ciências Contábeis das Faculdades
Integradas de Ariquemes – FIAR.

Orientador:
Prof.ª. Esp. Lourdes Elisa Michelon

Ariquemes
2014
Antonio Flávio Ferreira da Silva
Benedito Jorgyel Silva Vieira

A INTELIGÊNCIA EMOCIANOL APLICADA AO TRABALHO

Artigo apresentado como requisito parcial


para obtenção do título de Bacharel em
Ciências Contábeis das Faculdades
Integradas de Ariquemes – FIAR, sob
apreciação da seguinte Banca Examinadora:

Aprovado em ____de ________de _______

__________________________________________
Profª Orientador: Lourdes Elisa Michelon
Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR)

__________________________________________
Prof.
Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR)

__________________________________________
Prof.
Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR)

Ariquemes
2014
AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, por ter nos concedido capacidade e sabedoria para


chegar até aqui, que permitiu que tudo isso acontecesse, em meio a tantas
dificuldades encontradas no decorrer desses quatro anos.
Aos nossos familiares, em especial nossos pais, pelo amor, incentivo, apoio
incondicional, pela compreensão, paciência e motivação para a realização deste
artigo.
A Professora e Orientadora Lourdes Elisa, pela orientação e ajuda, sendo
este fator, primordial para a realização dos objetivos propostos, e também aos
nossos empregadores pela compreensão e colaboração.
A todos os professores por nos proporcionarem o conhecimento não apenas
racional, mas a manifestação do caráter e afetividade da educação no processo de
formação profissional. A palavra mestre, nunca fará justiça aos professores
dedicados aos quais sem nominar terão os nossos eternos agradecimentos.
Aos nossos amigos, companheiros de trabalhos e irmãos na amizade que
fizeram parte da nossa formação e que irão continuar presentes em nossas vidas
com certeza.
E a todos aqueles que, diretamente ou indiretamente, contribuíram para a
realização e finalização deste artigo.
Nada se compara à capacidade de usar,
a inteligência emocional para conhecer fatos
e pessoas, bem como identificar o que é verdadeiro e falso.
FERNANDO SCHEUERMANN
A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL APLICADA AO TRABALHO1

Antonio Flávio Ferreira da Silva2


Benedito Jorgyel Silva Vieira3
Prof.ª Lourdes Elisa Michelon4

RESUMO

A inteligência emocional vem tomando grande proporção em meio às organizações, devido às suas
contribuições mais diversas, em especial à gestão de pessoas. Nas organizações de trabalho os
quadros de colaboradores deparam-se cotidianamente com inúmeras situações de extrema pressão.
Diante disso, o presente estudo tem como objetivo averiguar o processo de gestão de pessoas
aplicado na organização contábil, sendo direcionada uma pesquisa em um escritório de contabilidade
no município de Ariquemes, estado de Rondônia, com o intuito de frisar o comportamento ideal para
dirigir as emoções no decorrer do cotidiano para que assim, de como o mesmo administra as
situações adversas, com os líderes e liderados de cada departamento, demonstrando assim quais as
características e frequentes competências comportamentais observadas para o crescimento pessoal
tão quanto o profissional.

Palavras-chave: Inteligência emocional, gestão e competências.

ABSTRACT

Emotional intelligence has been taking large proportion among the organizations due to its various
contributions , especially to people management . In work organizations cadres of employees are
faced daily with numerous situations of extreme pressure. Thus, the present study aims to investigate
the people management process applied in the accounting organization , and directed research in an
accounting office in the city of Ariquemes, Rondônia state , in order to emphasize the ideal behavior to
direct emotions during the day so that , as of the same manages the adverse situations , with the
leaders and followers of each department , which demonstrate the characteristics and frequent
behavioral competencies observed for personal growth so as the professional.

Keywords: Emotional intelligence, management , skills.

1
Artigo apresentado ao curso de Ciências Contábeis como requisito parcial para obtenção do título de
Bacharel;
2
Discente do curso de Ciências Contábeis das Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR). E-mail:
antonioflaviocontador@outlook.com;
3
Discente do curso de Ciências Contábeis das Faculdades Integradas de Ariquemes (FIAR). E-mail:
jorgy_vieira@hotmail.com;
4
Professora Orientadora. E-mail: elisa@fiar.com.br;
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .............................................................................................................7

1 ORIGEM DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL...................................................7


1.1 CONCEITO DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL............................................... ..
1.2 UTILIZANDO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL............................................... ..
1.3 INFLUÊNCIA DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA VIDA PROFISSIONAL....
1.4 COMO DIVERSIFICAR A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL..................................

2 METODOLOGIA.................................................................................................

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES.......................................................................
3.1 DIRETRIZ ORGANIZACIONAL..........................................................................
3.1.1 Negócio..............................................................................................................
3.1.2 Missão................................................................................................................
3.1.3 Políticas Organizacionais................................................................................
3.1.4 Política de Gestão de Pessoas........................................................................
3.1.5 Objetivos Organizacionais..............................................................................
3.1.6 Formulação de Estratégia Empresarial..........................................................
3.1.7 Implementação das Estratégias......................................................................
3.1.8 Planos de Ação.................................................................................................
3.2 DIRECIONAMENTO DA ANÁLISE DE DADOS VOLTADO AO GESTOR.......
3.3 PERFIL DO QUADRO FUNCIONAL..................................................................
3.4 DIRECIONAMENTO DE ANÁLISE DE DADOS VOLTADO AOS
COLABORADORES...........................................................................................

CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................................
REFERÊNCIAS ..............................................................................................................
INTRODUÇÃO

A inteligência emocional elucida a capacidade em entender e gerenciar as


emoções próprias e de terceiros, atualmente torna-se uma ferramenta primordial
para as adversidades do meio empresarial pleno século XXI. Um mundo
contemporâneo, onde cada vez mais, buscam-se profissionais com qualificação e
interesses em desenvolver de forma eficiente e eficaz suas atividades no âmbito
laborativa.
Torna-se assim, nítido a necessidade do indivíduo procurar elevar o seu
nível de conhecimento para que assim alcance seus objetivos almejados dentro de
uma organização, enfatiza-se a necessidade do aprimoramento pessoal e
intelectual.
Daniel Goleman, famoso psicólogo americano, considerado a maior
autoridade em Inteligência Emocional ao publicar seu livro Inteligência Emocional,
não imaginava o sucesso que atualmente seus livros fariam. Em seu livro
“Trabalhando com Inteligência Emocional” (GOLEMAN, 1998), ressalta que numa
época em que não há garantia de estabilidade no emprego, e quando o próprio
conceito de emprego vem sendo rapidamente substituído pelo de habilidades
portáteis aquelas que as pessoas podem utilizar em diferentes contextos
profissionais, trata-se de qualidades fundamentais para obtermos emprego.
Desta forma, o presente estudo volta-se pra uma pesquisa realizada em uma
empresa do ramo de prestação de serviços contábeis, localizada no município de
Ariquemes, estado de Rondônia, com o objetivo de evidenciar quais os métodos
utilizados pelo seu gestor, para o entrosamento de sua equipe, capacidade de
crescimento profissional e desenvolvimento empresarial dos negócios.
1 ORIGEM DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Em meados de 1990, o termo inteligência emocional, ganhou grandes


proporções tendo uma infinidade de discussões em programas de televisão, em
escolas e mesmo em empresas. O interesse da mídia foi despertado pelo livro
"Inteligência emocional", de Daniel Goleman, redator de Ciência do The New York
Times, em 1995.
Salovey e Mayer (2000, p. 34), definiram inteligência emocional como “a
capacidade de perceber e exprimir a emoção assimilá-la ao pensamento,
compreender e raciocinar com ela, e saber regulá-la em si próprio e nos outros”.
Goleman (1995, p. 34), em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em
cinco áreas de habilidade:

1. Autoconhecimento Emocional – reconhecer um sentimento enquanto


ele ocorre.
2. Controle Emocional – habilidade de lidar com seus próprios
sentimentos, adequando-os para a situação.
3. Automotivação – dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial
para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos interpessoais.

Ressalta o autor que inteligência emocional como a capacidade de identificar


os sentimentos próprios e de outros, de motivar-se e de gerir bem as emoções
dentro dos relacionamentos. Para ele, a inteligência emocional é a maior
responsável pelo sucesso ou insucesso dos indivíduos. Como exemplo, recorda-se
que a maioria das situações de trabalho é envolvida por relacionamentos entre as
pessoas e, desse modo, pessoas com qualidades de relacionamento humano, como
afabilidade, compreensão e gentileza têm mais chances de obter o sucesso.

1.1 O CONCEITO DE INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

É um conceito que detalha a qualidade de admitir os próprios sentimentos e


os dos diversos seres, assim como a habilidade de relacionar-se com eles.
Conforme definição do dicionário Aurélio (Dicionário do Aurélio, On-Line,
2014)5 Inteligência [1-conjunto de todas as faculdades intelectuais: memória,
imaginação, juízo, raciocínio, abstração e concepção, 2-qualidade de inteligência, 3-
compreensão fácil, 4-pessoa muito inteligente e erudita, 5-acordo, conluio, 6-
harmonia, 7-habilidade]; emocional [1-que produz emoção].
Percebe-se que o poder das emoções pode ser bem maior do que em geral
admitidos, até mesmo sobre a racionalidade.

Algumas considerações sobre a natureza da inteligência emocional (QE) e


da inteligência racional (QI) podem nos sugerir a gravidade de tomar
posições extremadas na valoração de uma em detrimento da outra (...) O
saber convencional entre os cientistas cognitivos afirmava que a inteligência
implica um processamento frio e duro dos fatos. (...) Os cientistas que
abraçaram essa opinião foram seduzidos pelo computador como modelo
operacional da mente. (...) Falta aos modelos predominantes, entre os
cientistas cognitivos, de como a mente processa informação, o
reconhecimento de que a racionalidade é guiada – e pode ser gerada – pelo
sentimento. O modelo cognitivo é, neste aspecto, uma visão empobrecida
da mente. (...). (GOLEMAN, 1996, p. 53)

A procura por esse conhecimento sobre as atitudes do ser humano entende-


se como inteligência emocional. Inicialmente, a primeira impressão que temos sobre
IE é apenas uma capacidade de ter sensibilidade sobre os sentimentos e vivência
interiores. Então, elucida que todo ser humano passando a entender seus próprios
sentimentos, provavelmente isso trará benefícios para sua vida.
Porém, o conceito de inteligência emocional é mais abrangente, uma vez
que as empresas passaram também a se interessar pelo assunto.

1.2 UTILIZANDO A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Na atualidade, usar a inteligência emocional de forma precisa para obtenção


de sucesso almejado no ambiente de trabalho é um fator fundamental no cotidiano
de um indivíduo, por muito tempo teve-se a ideia de que para atingir o sucesso
profissional era necessário possuir uma boa capacidade mental, uma inteligência
emocional avançada, mas desde os anos 90 tal ideal mudou, fica mais evidente que

5
Acesso em: 12 de novembro de 2014, disponível em: <http://www.dicionariodoaurelio.com/>
a o equilíbrio emocional é de suma importância para formação de uma carreira de
sucesso e estável.
De acordo com Weisinger:

O uso adequado das emoções leva os resultados produtivos, tanto no que


diz respeito ao individuo quanto à organização em que este trabalha. Feita
uma relação com o atual momento, em que as exigências profissionais são
cada vez maiores, e inclusive num período em que um número cada vez
mais crescente de empresa esta buscando profissionais que saibam “se
relacionar”, podem-se observar a importância de ter conhecimento, controle
e saber usar as emoções corretamente (WEISINGNER, 1997, p. 59)

Segundo o famoso filósofo Aristóteles (UOL, PENSADOR, On-line-2014),


qualquer um pode zangar-se, isso é fácil. Mas zangar-se com a pessoa certa, na
medida certa, na hora certa, pelo motivo certo e da maneira certa, não é fácil. Sendo
explicado pelo cérebro através de uma amidala, onde quando se coloca em
situações que desafiadoras, reage-se com fuga ou luta.
Pode-se, gerenciar as emoções de forma inteligente, trabalhando em favor
próprio de forma intencional, consegue-se assim pensar, refletir e agir para que as
mesmas encaminhem resultados positivos, pois temperamento não é destino e sim
uma escolha.
O impacto da inteligência emocional no âmbito profissional é tão forte quanto
à vida pessoal, os profissionais mais bem sucedidos são aqueles que conseguem
controlar sua inteligência emocional. Dependendo da atitude obtida e sendo um ser
sociável, o indivíduo deve se importar qual o modo às outras pessoas enxergará
seus atos, veja quando a reação estabelece o clima tenso daquele meio, a fuga do
controle.
A vida emocional é um campo com o qual se pode lidar, certamente como
matemática e leitura, com maior ou menos habilidade o importante é: pode-se
controlar as emoções, situações desafiantes são inúmeras imaginando o ambiente
de exigência do chefe, cliente mais impaciente, colega mais exaltado, fazendo tal
clima seja infinitamente acolhedor.
Situações diversas e conflitos difíceis no decorrer do cotidiano que se
desafia em controlar as emoções, sendo assim medir as palavras, respirar e reagir
de forma adequada se torna uma função terrível. Percebendo a intolerância do
chefe, folga do colega ou até mesmo a falta de colaboração da equipe, cria-se então
um sentimento da raiva que se pode ser gerenciada, sendo o sentimento mais
complexo, o segredo não é sentir e sim tonar favorável, mas qual a forma? Simples
usa-se a ressignificação, atribuindo um novo significado ao acontecimento, enxergar
com outros olhos, ponderar o motivo do comportamento do chefe, do cliente ou do
colega, ao se colocar no lugar.

1.3 INFLUÊNCIA DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA VIDA PROFISSIONAL

Além do simples perfil profissional onde cada ser humano desenvolve no


decorrer da vida, segundo Daniel Goleman (1995) é preciso desenvolver algumas
competências primordiais para um sucesso pleno.
Pesquisas desenvolvidas pelo psicólogo (acima mencionado), 90% (noventa
por cento) das divergências entre as pessoas que adquirem notoriedade pessoal e
profissional, e aquelas com desempenho apenas mediano, é devido a fatores
relacionados a competências comportamentais, mais do que às habilidades
aprendidas na escola.
Em seus estudos Kouzes e Posner isolaram 5 competências básicas da
liderança eficaz capazes de:

1. Desafiar o estabelecido – Líderes “buscam oportunidades para mudar


o status quo. Eles procuram modos inovadores de melhorar a organização.
Experimentam e assumem riscos.” “Aceitam as inevitáveis decepções como
oportunidades de aprendizado.”
2. Inspirar uma visão compartilhada – Líderes “acreditam que podem
fazer a diferença”. Por meio de poderoso apelo e tranquila persuasão, os
líderes arregimentam os outros para o sonho.”
3. Permitir que os outros ajam – Os líderes “incentivam a colaboração e
formam equipes afinadas”. “ Lutam para criar uma atmosfera de confiança e
dignidade humana.” “fortalecem os outros ao compartilhar as informações”,
e distribuindo seu próprio poder, fazem com que “todos se sintam capazes e
poderosos”
4. Apontar o caminho – Líderes “criam padrões de excelência e dão
exemplo para que os outros sigam. Eles estabelecem os valores de como
os seguidores, colegas e clientes devem ser tratados”
5. Encorajar o coração – Os líderes mantêm vivas a esperança e a
determinação, por meio do reconhecimento das contribuições que as
pessoas dão Líderes “comemoram as realizações. Eles fazem todos se
sintam como heróis” (1997, p. 341).

Percebe-se que de acordo com todas as considerações dos autores,


nenhum dos elementos foge no que tange a conceituação da inteligência emocional.
Observa-se ainda, que o profissional que alcança o quinto elemento é obvio
sua capacidade de liderar, sendo que a Inteligência Emocional se manifesta nas
emoções, ações, sentimentos e expressões para um relacionamento.

1.4 COMO DIVERSIFICAR A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL

Ari Lima (On-line, 2014) elucida que atualmente qualquer profissional para
ter sucesso precisa desenvolver a capacidade de gerir sua própria carreira, seu
negócio e ser uma pessoa atualizada do ponto de vista de situações sociais. A partir
de então, precisa-se entender que ao buscar avanços que forneçam opções de se
destacar no mercado de trabalho, que por sua vez está cada vez mais competitivo e
exigente, e também na vida pessoal deve-se procurar alternativas eficazes.
Perfaz ainda que o autor comenta que para desenvolver sua Inteligência
Emocional, é necessário seguir algumas etapas como identificar os próprios
comportamentos, observá-los e avaliá-los [conhecer-se a si próprio] para que, possa
haver melhorias, em seguida iniciar um treinamento, em relação aos
comportamentos com ações práticas, [gerencia-se e trabalhar as competências
comportamentais] verificar os resultados até conseguir atingir as metas, tanto no
ambiente pessoal quanto profissional.
O ser humano não pode sobreviver sozinho, ele precisa de relacionamentos
com o próximo, e isso muitas vezes gera agitação. Essa agitação é uma boa
oportunidade para desenvolver sua Inteligência Emocional.
Enfatiza Ari Lima (On-line-2014) que é interessante que a pessoa faça um
acompanhamento mais preciso em relação ás competências que precisa
desenvolver e aproveitar todas as situações para praticá-las.
A existência do ser humano com todos os seus conflitos é uma grande
oportunidade de crescimento. Depois de saber quais os pontos fortes e fracos e as
limitações, a pessoa deve ser orientada a desenvolver as competências
comportamentais que mais estão prejudicando seu desenvolvimento pessoal e
profissional (LIMA, Ari, On-line, 2014).
Habilidades como empatia, flexibilidade, espírito de liderança, poder de
persuasão, motivação, comunicação e relacionamento interpessoal, entre
outras, devem fazer parte do programa de desenvolvimento de sua
Inteligência Emocional.

Não é repentino que certo individuo torna-se emocionalmente inteligente.

O mundo da emoção não aceita atos heroicos, tais como: “De hoje em
diante acordarei bem-humorado”; ”Daqui para frente serei uma pessoa
calma”; “De agora em diante serei um pessoa feliz, com alto-astral e com
boa autoestima”. Grande engano! No calor da segunda feira todas essas
intenções se evaporam [...] (AUGUSTO CURY, 2009, p.13).

Porém, para que o desenvolvimento da Inteligência Emocional aconteça é


necessário ter calma e paciência e domínio próprio, pois é um processo lento,
delicado, vale salientar que lida-se com personalidades.

No mundo da emoção as palavras-chaves são “treinamento” e “educação”.


Você precisa treinar sua emoção para ser feliz. Você precisa educá-la para
superar as perdas e as frustrações. Caso contrário, sua emoção nunca será
estável [...]. (AUGUSTO CURY, 2009, p.13).

Quando se fala em Inteligência Emocional lembra-se também da palavra


disciplina [1-Conjunto de leis ou ordens que regem certas coletividades, 2-boa
ordem e respeito, 3-submissão, obediência, 4-instrução e educação, 5-ensino, 6-
ação dirigente de um mestre, 7- estudo de um ramo de um mestre, 8-autoridade, 9-
obediência à autoridade], (FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, On-line, 2014),
pois para conseguir ser emocionalmente estável é necessário muito empenho.

2 METODOLOGIA

O presente estudo teve como forma de abordagem a pesquisa de campo


buscando observar os fatos exatamente como ocorrem em determinada
organização, compreendendo e explicando o problema pesquisado.
Realizada através da pesquisa descritiva que para Cervo e Bervian (2000, p.
67) diz que “os estudos descritivos, assim como exploratórios, favorecem, na
pesquisa mais ampla e completa, as tarefas da formulação clara do problema e a
hipótese como tentativa de solução”.
A pesquisa caracteriza-se como exploratória e Gil (2007, p. 41) conceitua da
seguinte forma: “a pesquisa exploratória tem como objetivo proporcionar maior
familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explícito ou a constituir
hipóteses. Pode-se dizer que essas têm como objetivo principal o aprimoramento de
ideias ou a descoberta de intuições”.
Esses métodos de pesquisa têm como base descritiva e exploratória visando
à análise de meios de pesquisas, que poderão abordar determinados assuntos que
englobam e servindo assim, para um melhor entendimento da pesquisa realizada.
A pesquisa caracteriza-se como bibliográfica e Marconi e Lakatos (2002, p.
71), diz que “a pesquisa bibliográfica abrange toda bibliografia já tomada pública em
relação ao estudo com finalidade de colocar o pesquisador em contato direto com
tudo o que já foi dito sobre determinado assunto”.
A pesquisa bibliográfica será constituída principalmente por livros, artigos,
leis, revistas e informações contidas em endereços eletrônicos.
Encerrada a fase dos métodos de abordagem, iniciou a discussão acerca de
coleta de dados que para Lakatos (2001, p. 107), as técnicas de coleta de dados se
dividem em duas grandes partes: documentação indireta e documentação direta.
O levantamento de dados foram coletados através de questionários com
perguntas abertas e fechadas, destinada ao gestor de uma organização contábil que
forneceu maiores informações a fim de aprimorar e enriquecer as informações
transcritas no presente estudo.

3 RESULTADOS E DISCUSSÕES

O presente capítulo trata-se da descrição e análise de estudo de caso, no


qual serão apresentadas informações e serão evidenciados os resultados obtidos.
Tem-se o intuito de buscar uma melhor compreensão sobre a abordagem da
inteligência emocional. Ao iniciar a pesquisa foram realizados alguns
questionamentos informalmente, respondidos verbalmente pelo gestor da empresa
prestadora de serviços contábeis no dia 09 (nove) de novembro de 2014.
3.1 DIRETRIZ ORGANIZACIONAL
3.1.1 Negócio

O negócio pode ser conceituado como o ramo ou segmento em que a


organização atua (ANSOFF, 1988 et al REZENDE, 2003, p. 33). A empresa, objeto
de estudo é do segmento de prestação de serviços contábeis, sendo constituída em
02 (dois) de janeiro de 1998, na qual o seu sócio administrador e também,
responsável técnico, atua a mais de 20 (vinte) anos na área contábil. Conta com
uma equipe de colaboradores dividida em 05 (cinco), departamentos, tais como:
- Departamento Pessoal; onde atualmente dispõe de dois colaboradores,
responsáveis por todas as rotinas trabalhistas, relaciona-se: pelas admissões e
demissões; elaboração da folha de pagamento; cálculo de férias; 13º salario;
afastamentos perante o INSS [Instituto Nacional de Seguridade Social]; controles de
certidões negativas; declarações acessórias; entre outras atividades.
- Departamento fiscal: dispõe de quatro colaboradores, responsáveis pela
escrituração fiscal das empresas; a título de exemplo: apuração dos impostos
federais; estaduais, e; municipais; controle de estoque; cadastro junto as autarquias,
a título de exemplo a SUFRAMA [superintendência da zona franca de Manaus];
declarações acessórias entregues para as esferas federal e estadual, entre outras.
- Departamento financeiro: conta com um profissional responsável pelas
contas a pagar e a receber e toda parte financeira da organização contábil.
- Departamento contábil: dispõe de um colaborador responsável pelos
lançamentos contábeis; fechamento de livros contábeis e entrega de declarações
acessórias.
- Departamento administrativo: onde o contador é responsável por toda
orientação contábil, fiscal e tributária, além do atendimento personalizado a clientes
em geral. Oferece consultoria completa para empresas e microempreendedores
(MEI) além de orientações para profissionais liberais, no que tange a escrituração do
Livro-Caixa, Carnê-Leão e Imposto de Renda Pessoa Física. Esclarece dúvidas
sobre questões societárias, regularização fiscal de empresas, além de informações
sobre toda rotina operacional vinculada aos serviços contratados relacionados com a
folha de pagamento, legislação tributária, entre outros.
É de suma importância destacar que as principais atividades desenvolvidas
em tal departamento são entre elas: Inscrição de novas empresas e filiais; alteração
contratual; baixa de empresas; regularização de empresas; certificação digital
[assessoramento na obtenção e instalação dos certificados digitais]; levantamento
de dados em ambiente Contábil, Fiscal, Tributário e Societário; elaboração
declarações fora de prazo e de anos anteriores; retificação de declarações; pedido e
acompanhamento de parcelamentos de impostos e contribuições; elaboração da
Declaração Anual de Imposto de Renda Pessoa Física; elaboração da Declaração
de ITR e Produtor-INCRA; regularização de CPF [cadastro de pessoa física] e de
CNPJ [cadastro nacional de pessoa jurídica] perante a Receita Federal; consultoria e
assessoria para elaboração de declarações ativas e inativas; análise da melhor
forma de tributação federal a ser adotada pela empresa; planejamento Estratégico e
Assessoria Empresarial.

3.1.2 Missão

A missão representa uma finalidade ou incumbência, cada organização tem


sua missão especifica, da qual decorrem seus objetivos organizacionais principais
(CHIAVENATO, 2000 et al REZENDE, 2003, p. 34).
A missão da organização é o compromisso em acompanhar cada atividade
realizada com muita qualidade, assistência diferenciada e compromisso social,
incluído consumidores, fornecedores, parceiros e colaboradores, respeitando as
condições ambientais e colaborando no desenvolvimento comunitário e profissional.

3.1.3 Políticas Organizacionais

As políticas organizacionais buscam seus fundamentos nos conceitos de


política. As regras respeitantes a uma direção, o conjunto de objetivos que formam
determinados programa de ação e condicionam sua execução podem ser
considerados conceitos de política. Ainda as habilidades no trato das relações
humanas também podem conceituar política. Todos esses conceitos têm a intenção
de obtenção de resultados desejados (OLIVEIRA, 2005 et al REZENDE, 2003, p.
36).
Ao abrir a empresa houve um planejamento determinado em se firmar no
mercado, sempre com qualidade nos serviços prestados e está foi uma das
prioridades da empresa, a qualidade dos serviços sendo isso fato determinante com
muita dedicação, onde foi sempre acompanhado tudo de perto para que pudesse
lhes trazer maior confiabilidade e segurança nos serviços prestados.
Em relação à parte financeira, a empresa já iniciou com uma estrutura
própria, sempre teve o acompanhamento da contabilidade, onde destaca-se pelo
aprimoramento dos conceitos e detalhamento das mudanças ocorridas,
investimentos e crescimentos da organização.

3.1.4 Política de Gestão de Pessoas

Para um bom desenvolvimento profissional é necessário um sistema de


funcionamento organizado, para que se possa ser exercido todas as tarefas
contábeis de forma eficiente e eficaz.
Atualmente nos diversos ramos de atividade seja contábil ou qualquer outro
tipo de empreendimento, as pessoas já não são mais visto como um simples recurso
da empresa e sim como um colaborador, como parceiro, já não existe mais o velho
paradigma “o que não me rende não me serve”, os gestores estão preocupados com
a qualificação e capacitação do quadro de colaboradores, na tentativa de elevar os
níveis de conhecimento para que isso possa refletir de forma positiva no bom
desempenho no trabalho a ser executado, gerando mais segurança nas tomadas de
decisões, nos serviços prestados, na forma que dirigem os negócios da empresa.
Neste contexto Chiavenato (2010, p. 13) frisa que ao preparar e capacitar
continuamente às pessoas é o primeiro passo. O segundo é dar reconhecimento às
pessoas e não apenas dinheiro. Para melhorar e incrementar seu desempenho, as
pessoas devem perceber justiça nas recompensas que recebem.

3.1.5 Objetivos Organizacionais


As empresas são classes de organização, isto é, são unidades sociais que
procuram atingir objetivos específicos: a razão de ser é servir a esses objetivos. Um
objetivo é uma situação desejada que se pretenda, deseje, enseja alcançar
(CHIAVENATO, 2000 et al REZENDE, 2003, p. 37).
O objetivo da empresa sempre foi à qualidade dos serviços prestados, o que
no mercado atual ela faz toda a diferença e tem seu reconhecimento social e
econômico. Mantém um padrão de qualidade, onde atualmente diga-se que desfruta
de materiais de alta qualidade e aparelhos de tecnologia bem mais avançada e
assim conseguir acompanhar o passar do tempo mantendo o mesmo padrão de
qualidade.

3.1.6 Modelo de Gestão

Os modelos de gestão resumissem em autoritárias, democráticos,


participativo e situacional. Na gestão autoritária, os assuntos são discutidos e
decididos na alta administração, sem a participação da respectiva da unidade
departamental destinatária, cabendo a esta o aceite e o cumprimento das
determinações; Na gestão democrática, os assuntos são discutidos com todos, mas
normalmente a respectiva unidade departamental destinatária acaba executando as
determinações; E na gestão situacional, os assuntos são discutidos e
departamentais destinatária, cabendo a esta ou a todos o aceite e o cumprimento
das determinações, a mesma não pode tornar-se um modelo constante, deve ser
utilizada para situações especiais e momentâneas (REZENDE, 2003).
O modelo de gestão adotado pela empresa ora pesquisada identifica-se
como o modelo de gestão autoritária, uma vez que as tomadas de decisões
constantemente são feitas pelos sócios administradores, sempre com um
planejamento.
O gestor sempre procura reconhecer suas limitações e vantagens sobre a
concorrência, demonstra com transparência que o que faz é bem feito, procura
identificar as reais necessidades de seus clientes, a fim de obter vantagens duráveis
com um elo entre o cliente e a confiança pela empresa, o que vem proporcionando
reconhecimento e a faz permanecer no mercado.

3.1.7 Formulação de Estratégia Empresarial

A administração estratégica é uma expressão mais ampla que abrange não


só a gestão de suas partes ou estágios, mas também os detalhes e as discussões
que antecedem a elaboração do planejamento estratégico (WRIGHT; KROLL;
PARNELL, 2000, et al REZENDE, 2003, p.22).
O planejamento estratégico junto à administração da organização propõe
uma ferramenta de ação que analisa com razoável nível de aproximação o que
poderá ocorrer no curto, médio e longos prazos. Por se tratar de um instrumento que
venha a gerar alternativas favoráveis, para coibir as ameaças e ao mesmo tempo
propor melhorias constantes na organização, desenvolvendo planos de ações
estratégicas para a empresa como uma alternativa gerencial.

3.1.8 Implementação das Estratégias

A implementação de estratégias envolve: mudanças na estrutura


organizacional (simples, funcional, divisional, unidade de estratégia de negócios);
ajustes na cultura organizacional como conjunto de valores e crenças
compartilhadas que influenciam a efetividade da formulação e implementação de
estratégias (CERTO apud PETER, 1993 et al REZENDE, 2003, p. 50).
Desse modo a administração estratégica pode ser vista como uma série de
passos que a administração deve realizar com as seguintes tarefas:
1) estabelecer a missão organizacional e os objetivos gerais;
2) analisar oportunidades e ameaças ou limitações que existem no ambiente
externo;
3) analisar os pontos fortes e fracos de seu ambiente interno;
4) formular estratégias que permitam à organização combinar os pontos
fortes e fracos da organização com as oportunidades e ameaças do ambiente;
5) implementar as estratégias;
6) realizar as atividades de controle estratégico para assegurar que os
objetivos gerais da organização sejam atingidos (ALDAY, On-line,2014).
Abordando as formas de implementação como um novo modelo de gestão a
ser seguido para que a empresa possa se reorganizar internamente com a finalidade
de redução de impostos.

3.1.9 Planos de Ação

O Plano de Ação é o planejamento de todas as ações necessárias para que


a empresa possa atingir um resultado desejado. É um momento importante, pois é o
ponto de partida para as ações nas atividades prioritárias para o ano em exercício,
tendo em vista os resultados esperados.

3.2 DIRECIONAMENTO DA ANÁLISE DE DADOS VOLTADO AO GESTOR

A entrevista foi realizada através de questionamentos abertos, respondidas


informalmente [verbalmente], onde se iniciou:
- Seria possível, identificar como o profissional responsável lida com suas
emoções no cotidiano laborativo dentro da corporação? Tendo como resposta:

Eu não deixo o emocional influenciar no trabalho, aconteça o que acontecer


não permito o emocional me abalar, independentemente do problema que
estiver, mas o cliente entrou na sala estarei com o sorriso no rosto, para
melhor atende-lo. Lido com naturalidade como se nada estivesse
acontecendo, qualquer situação adversa não interfere no meu trabalho, isso
vem do meu antecessor (pai). “A empresa toca a música e devemos dançar
o ritmo que ela mandar” (Informação Verbal).
Indagou-se para que o mesmo pudesse abordar a importância do uso e
aplicação da inteligência emocional e como a mesma influencia no profissionalismo
dos líderes e liderados nas organizações contábeis:

Devemos lidar com problemas, podemos moldar caráteres, mas a


personalidade, tão pouco podemos modificá-la, conheço cada perfil dos
colaboradores. Sendo assim é de suma importância, à aplicação da
inteligência emocional no ambiente corporativo. Ela faz com que melhore o
desempenho, apesar da situação que possa vir prejudicar o profissional.
Sobre as frequentes leis, obrigações e prazos. Penso que os mesmos são
para todos, então se outros conseguem, porque eu não vou conseguir? Isso
é ter objetivo na vida. Alguns vão dar conta e eu tenho que estar lá
(Informação verbal).

Continuando os questionamentos requereu-se para o mesmo apontar


características e algumas competências comportamentais que devem ser
observadas para o crescimento não somente no âmbito profissional, mas em todas
as fases da vida:

Competências: Deve haver empenho total, compromisso e


responsabilidade. Comportamentos: Seriedade com carisma e controle
emocional.
Da relação com os clientes: prezo o amor pela profissão em primeiro lugar,
então a relação vai além do profissionalismo, são parceiros, amigos e
íntimos.

Questionou-se, sobre as inúmeras situações corriqueiras de convivência


interpessoal dos colaboradores e até mesmo situações com os próprios clientes,
tendo como resposta:

Das inúmeras situações do dia-a-dia pode-se frisar algumas:


- Situação A: discussão entre colaboradores: primeiramente presto a
averiguar o motivo, quando existe um conflito, existe a parte errada, assim
cabe ao gestor encontrar a mesma e fazer com que o indivíduo enxergue
isso, com humildade, assim opto em não trabalhar com funcionário,
pensando como empresa e não como pessoa. Possuo amizade com todos
colaboradores, mas não êxito em demitir, empresa necessita, mas deverá
fazer por onde merecer o cargo.
Situação B: discussão entre colaborador e cliente: Após a averiguação do
motivo e a parte errada, uma vez que o cliente não pode demitir, e ao ditado
“cliente sempre tem razão” [uma situação delicada], sendo o cliente errado,
possuo uma forma pra conversar com o cliente e o colaborador deverá ser
forte, psicologicamente para que isso não venha afetar sua relação com o
mesmo.
Situação C: Cliente nervoso com problemas pessoais: Recebo o cliente,
seguro a situação, não deixando explodir, auxilio o mesmo, resolvendo seus
problemas, assim o mesmo sai mais aliviado, mas também não pego para
mim o problema e da mesma forma não descontar no próximo (Informação
verbal).
Vale salientar ainda, que em determinado momento o mesmo iniciou um
diálogo, relatando sua experiência familiar: “Certas pessoas refere-se que ser patrão
é uma tarefa fácil, que apenas deve-se sentar atrás da mesa e apenas mandar, mas
não é assim”. Eu tive a oportunidade de trabalhar com meu pai e a liderança é algo
natural, onde hoje posso observar isso na minha filha mais nova, vejo que será uma
líder nata. Comecei aos doze anos e fui até os vinte e oito anos, onde meu pai me
ensinou claro que naquela época, utilizava-se a modalidade antiga, me apresentou
as dificuldades e realidade em ser um empresário, com o tempo e também como
minha personalidade pude adquirir meus próprios conceitos empresários, mais sem
de deixar claro que foi de extrema relevância seus ensinamentos para meu
crescimento profissional e pessoal (Informação Verbal).

3.3 PERFIL DO QUADRO FUNCIONAL

A empresa em questão conta com 10 (dez) colaboradores ligados


diretamente ao bom funcionamento do Escritório, onde 05 (cinco) possuem nível
superior e 05 (cinco) de nível médio, perfil atual onde a tendência é elevar o número
atual, na busca sempre por profissionais empenhados em atuar com competência
suas funções.
Tendo como divisão de gêneros, sendo 08 (oito) homens e 02 (dois)
mulheres, onde a faixa etária varia entre os 20 (vinte) anos aos 40 (quarenta) anos,
no qual os quadros de chefia são liderados por homens, que possuem nível de
conhecimento necessário para o desempenho qualitativo dos departamentos, mas
que a busca pelo aprimoramento é diária e contínua.
O objetivo principal da pesquisa realizada na empresa foi o de descobrir se o
responsável da mesma cumpre seu papel de desenvolvedor de IE em seus
colaboradores. E, através dos resultados, mostrar o lado positivo de se desenvolver
tal aptidão, e, caso não forem desenvolvidas, mostrar o lado negativo e o que pode
ser feito para a reversão de tal situação.
3.4 DIRECIONAMENTO DE ANÁLISE DE DADOS VOLTADO AOS
COLABORADORES

Cada pessoa pode e deve desenvolver a sua própria IE, mas como a maioria
não sabe do que se trata, e são poucas as que realmente o fazem, geram-se
inúmeras situações conflitantes. Vale salientar que sempre que as emoções são
contagiantes, que as pessoas influenciam o estado emocional de outra pessoa, para
melhor ou para pior.
Segundo DORÉS, Ricardo (On-line, 2014) líder é reconhecido pela forma
que conduz determinada equipe, influenciando , motivando, fortalecendo tal grupo
de maneira influente, capaz de equilibrar seu poder de autoritarismo. Não levando
somente para si todas as responsabilidades, distribuindo uniformemente as
atividades, fazendo assim persuadir os objetivos da organização.
O líder deve ser o principal intermediador de boas emoções ou controlador,
de força de vontade e de caráter. Se ele falha, consequentemente, o grupo todo
falha, pois ele é o “espelho”, o exemplo a ser seguido, pois as pessoas moldam-se
seus comportamentos espelhando-se em altas posições em suas respectivas
organizações.
Um líder deve que não sabe controlar suas emoções, que não possui
empatia, que não sabe trabalhar em equipe e que não consegue motivar a si mesmo
e aos seus subordinados, dentro outras características presentes na inteligência
emocional, está fadado ao fracasso. É essencial saber lidar com as pessoas,
levando sempre em consideração as emoções e percepções de cada um.
A crítica, por exemplo, pode ser uma das mais proveitosas mensagens que
um líder envia. A crítica feita de forma hábil concentra-se no que a pessoa fez e no
que pode fazer, em vez de identificar um traço do caráter da pessoa num trabalho
mal feito.
Alguns pontos positivos destacam-se em relação ao uso da inteligência
emocional na organização, e que faz extrema diferença no clima organizacional,
onde ocorreu à pesquisa estão relacionados à atuação dos que ocupam altos
cargos. Se os líderes passarem a buscar seu próprio desenvolvimento, estariam
impulsionando com que os grupos que trabalham com eles também sentissem tal
necessidade, formando assim uma cadeia de educação sentimental e,
consequentemente, melhorando e muito o ambiente de trabalho.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme exposto, pode-se concluir que a empresa ora pesquisa possui


atualmente uma estrutura bem consolidada no mercado, onde, fica claro que seu
gestor realmente aplica a inteligência emocional, onde volta-se sempre para a
melhoria do desenvolvimento profissional e seu êxito nas atividades exercidas. Pois,
a profissão contábil está na projeção de ser uma das melhores profissões a ser
seguidas, porém como qualquer outra profissão necessita-se de disciplina e
educação continuada, não se esquecendo de frisar da necessidade de focar em
objetivos individuais e coletivos.
No decorrer dos anos, os profissionais contadores vêm trabalhando com o
crescente aumento de obrigações acessórias e principais, frisa-se a nítida intenção
do governo em filtrar todas as informações prestadas pelas empresas para as
mesmas sejam fidedignas às informadas. Sendo assim, o comportamento ideal que
um gestor deve ter, para com seus clientes internos (colaboradores) e externos é de
suma importância para o andamento do negócio e assim gerar retorno almejado.
São inúmeras situações que aborda-se junto as organizações contábeis, como
declarações para o fisco, impostos, contas a pagar e receber (honorários),
discussões entre colaboradores e/ou clientes, um conjunto de situações e
necessidades que torna nítida a importância de um controle mental, para que assim
não se chegue ao ponto de “explodir”, visando isso, a inteligência emocional
aplicada no ambiente contábil tem por si o objetivo de provocar a “paz” necessária
para o desenvolvimento e desempenho da organização. Assim, a carreira do
profissional torna satisfatória, a qual o colaborador enxergará no gestor um ser
humano que é capaz de visar melhoria nas relações humanas e para o cliente um
profissional contábil que poderá contar a qualquer momento, sendo que para a
garantia do sucesso a parceria entre gestor-colaborador, cliente-gestor e
colaborador-cliente, é indispensável para que o retorno seja único e eficaz.
Independentemente do ramo de atividade que determinada empresa exerce,
é frequente o uso da inteligência emocional, uma vez que no momento que se lida
com outro indivíduo, com opiniões e personalidades adversas, necessita-se de uma
estrutura organizacional capaz de manter o controle para que situações oportunas
que diariamente expõe os colaboradores, gestores e clientes não venham prejudicar
qualquer parte envolvida.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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<http://www.arilima.com/inteligencia-emocional-e-dator-de-sucesso-2/ >. Acesso em:
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REZENDE, Denis Alcides. Planejamento de Sistemas de Informação e


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SALOVEY, P., & MAYER, J. D. Emotional intelligence. Imagination, Cognition and


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OLIVEIRA, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento Estratégico: Conceitos,


Metodologias e Práticas. São Paulo: Editora: Atlas S.A., 2005, 22° edição.

WEISINGER, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. 12. ed. Rio de Janeiro:


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OBRAS CONSULTADAS

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<http://www.dicasprofissionais.com.br/ser-lider-ou-nao-ser/>. Acesso em: 12 jul.
2014.

GESEC, Revista de Gestão e Secretariado. Os tipos comportamentais dos


executivos e a postura do profissional de secretariado. ISSN: 2178-9010. Sáo
Paulo, V. 2, n. 2, p. 79-104, jul. 2011.
FICHA DE ACOMPANHAMENTO DE ORIENTAÇÃO DE TCC

Título: Inteligência Emocional Aplicada no ao Trabalho


Alunos: Antonio Flávio Ferreira da Sila e Benedito Jorgyel Silva Vieira
Profº orientador: Lourdes Elisa Michelon
Curso: Ciências Contábeis

Data Horário Horário Atividades desenvolvidas (incluir Assinaturas:


início término literatura recomendada e e-mails) alunos e
orientador

AVALIAÇÃO DE TCC (ARTIGO CIENTÍFICO)

CURSO: CIÊNCIAS CONTÁBEIS/20142

Título: INTELIGÊNCIA EMOCIONAL APLICADA AO TRABALHO


Acadêmico: Antonio Flavio Ferreira da Silva e Benedito Jorgyel Silva Vieira
Graduação: Ciências Contábeis
Orientador: Prof. Lourdes Elisa Michelon

(A) Avaliação da Apresentação Escrita


Grau Nota
Itens a serem avaliados
Desenvolvimento (planejamento, organização, 3,0
sequência, coerência, conteúdo, clareza,
ortografia e consistência do referencial teórico)
Conclusões ou Considerações Finais 2,0
(abordagem coerente com a totalidade do
trabalho e recomendações)
Citações e Referências (fontes e atualização) 1,0
Formatação e aspectos tipográficos ( ABNT)
Total 6,0

Acadêmico (a): Acadêmico (a):


(B) Avaliação da Apresentação Oral
Grau Nota Nota
Itens a serem avaliados
Domínio de Conteúdo, Capacidade 3,0
de Síntese, Organização e
desenvolvimento da apresentação6
Recursos audiovisuais (organização 0,5
e apresentação dos diapositivos) e
apresentação.
Domínio do tempo de apresentação 0,5
Total 4,0

Média Geral (A+B)

Ariquemes-RO, ______/_________________/__________

______________________________________
Avaliador

6
Este item apresenta caráter eliminatório
TERMO DE AUTORIZAÇÃO PARA A BANCA DE DEFESA
Curso Ciências Contábeis 2014

Eu professora, Lourdes Elisa Michelon, orientadora do Trabalho de Conclusão de


Curso, dos acadêmicos: Antonio Flávio Ferreira da Silva e Benedito Jorgyel Silva
Vieira, autorizo o presente estudo a ser apresentado e defendido pelos acadêmicos
acima identificados em banca de defesa do curso de Ciências Contábeis, que
ocorrerá no período de 26/01 a 31/01/2015.

Ariquemes, 02 de dezembro de 2014

__________________________________
Lourdes Elisa Michelon