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Curso de Redação para Enem e Vestibulares

Seleção e Organização: Profa. Maria Célia Santos

Turma: 3° ano

“ A inspiração existe, mas ela tem de nos encontrar trabalhando.”


Pablo Picasso (1881-1973)

Aluno (a) _________________________________________________________

2013
Normas para a elaboração, entrega e correção das redações do Ensino Médio

Seguem as especificações para a elaboração, entrega e correção das redações. Declaro que estas
normas estarão em vigência desde o primeiro mês de aulas.
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1. As aulas de redação serão ministradas a os alunos do 1º, 2º e 3º anos do E.M e estes deverão
entregar suas redações na folha original do colégio, escritas com caneta preta ou azul, dentro do
tempo determinado da aulas;
2. O atraso na entrega das redações implicará em desconto no total geral da nota, no valor de 2,0 (dois)
pontos;
3. Os alunos, após a entrega dos textos corrigidos, terão o direito à refacção de suas redações – quando
desejarem melhorar a nota atribuída pela professora/corretora - e a entrega do novo texto deverá,
impreterivelmente, se dar até a próxima aula de redação, isto é, na semana seguinte marcada para as
aulas.
4. Os alunos (somente estes) que por assistirem as aulas do Ita ou faltarem no dia da aula de redação
(terça-feira) terão prazo igual ao da refacção (isto é, na semana seguinte) para entregarem suas
redações e se caso não o façam, terão no valor total de sua nota, descontados os dois pontos;

B – Para a correção:
1. A grade de correção privilegia os seguintes quesitos:
a) Tema/coletânea – Será avaliada a capacidade do aluno de entender o texto e trazer elementos
externos à coletânea, de modo a enriquecer a argumentação, comprovando suas afirmações com
exemplos concretos, evitando argumentos categóricos e o senso comum. Valor: 0 a 2,5
b) Tipo de texto: Será avaliada a capacidade do aluno de produzir o texto de acordo com as
especificidades da estrutura textual exigida pela proposta de redação. Valor: 0 a 2,5
c) Coesão/Modalidade: Serão avaliados os elementos de coesão utilizados pelo aluno de modo a
privilegiar a continuidade e a progressão textual do texto (coesão); assim como será avaliada a
produção a partir da norma padrão da escrita, portanto, serão descontados a falta de pontuação;
ausência de acentuação; erros de concordância verbal e nominal; falta de regência verbal e
nominal nos períodos, além de erros de paralelismo lexical. Valor: 0 a 2,5
d) Coerência: Será avaliada a capacidade do aluno de defender seu ponto de vista sem incorrer em
incoerências que diminuam sua nota ou anulem sua redação.
e) Caso de anulação da proposta: Fuga ao tema ou fuga ao tipo de texto, de acordo com a proposta
de redação.
f) Neste bimestre, por conta da Prova Enem, os alunos passaram a inserir em seus textos, como
requisito para a nota outros saberes que enriqueçam a argumentação (Filosofia, História,
Geografia, etc.).
g) A grade de correção foi construída a partir dos critérios de correção dos vestibulares
UNITAU/FUVEST/UNICAMP e Redação ENEM.

I – GENEROS TEXTUAIS

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ARTIGO DE OPINIÃO: texto jornalístico que caracteriza-se por expor claramente a opinião do seu autor.
Também chamado de matéria assinada ou coluna (quando substitui uma seção fixa do jornal).
Uma característica muito peculiar deste tipo de gênero textual é a persuasão, que consiste na tentativa do
emissor de convencer o destinatário, neste caso, o leitor, a adotar a opinião apresentada. Por este motivo, é
comum presenciarmos descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de
informações precisas.
A linguagem é objetiva e aparece repletas de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à
posição de reflexão favorável ao enfoque do autor.
Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.), a
utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez
que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.

As CARACTERÍSTICAS do artigo de opinião são:


 Contém um título polêmico ou provocador.
 Expõe uma idéia ou ponto de vista sobre determinado assunto.
 Apresenta três partes: exposição, interpretação e opinião.
 Utiliza verbos predominantemente no presente.
 Utiliza linguagem objetiva (3ª pessoa) ou subjetiva (1ª pessoa).

PROCEDIMENTOS ARGUMENTATIVOS DE UM ARTIGO DE OPINIÃO:

 Relações de causa e consequência.


 Comparações entre épocas e lugares.
 Retrocesso por meio da narração de um fato.
 Antecipação de uma possível crítica do leitor, construindo antecipadamente os contra-
argumentos.
 Estabelecimento de interlocução com o leitor.
 Produção de afirmações radicais, de efeito.

PROPOSTA DE REDAÇÃO
Qual seu posicionamento acerca do aborto de fetos anencéfalos?
O STF, na semana que passou, decidiu que as mulheres têm o direito de interromper a gravidez de feto anencéfalo.
Como você se posiciona acerca disto? Para fundamentar suas ideias, analise os prós e contras de tal fato, que envolve
questões morais, religiosas, psicológicas e sociais. A seguir, desenvolva um artigo de opinião, com o mínimo de 25
linhas, sobre tal tema.

Atenção: Você pode desenvolver seu texto em 1ª ou 3ª pessoa, mas atenção ao tom utilizado. Achismos,
argumentos senso comum, pouca articulação ou falta de aprofundamento, são mais perceptíveis em textos em
primeira pessoa.
Argumentos favoráveis:
1) A anencefalia inviabiliza a vida após o parto;
2) É desproporcional proteger a vida do feto anencefálico, que não sobreviverá, em detrimento da saúde física e
psicológica da gestante;
3) Trata-se de uma antecipação do parto para a abreviar o sofrimento
4) Obrigar uma mãe a manter uma gravidez de feto anencefálico é submetê-la a tratamento desumano e tortura;
5) O ser humano deve buscar a felicidade sempre, incompatível com tal situação;
6) O poder de decidir sobre levar ou não a gravidez adiante deve ser da mãe, e não do Estado;
7) O aborto, neste e em outros casos, já é mesmo praticado ilegalmente no Brasil e não há como o Estado se omitir
nesta questão de saúde pública.

"Por que obrigar a mulher a manter a gestação de um filho que não vai sobreviver?" (Débora Diniz - do Instituto de
Bioética, Direitos Humanos e Gênero)
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Argumentos contrários:
1) Existe vida no feto, mesmo que anencéfalo;
2) Mesmo que a anencefalia seja uma afecção extremamente grave, tem sido destacada a possibilidade de vida
extrauterina, assim os anencéfalos têm direito a ela, ainda que curta. Além do mais, nenhum ser humano tem garantia de
quanto tempo terá de vida mesmo;
3) Governos fascistas é que mantinham processos legais de eugenia, decidindo quem podia e quem não podia viver;
4) Não cabe ao Supremo decidir a questão, mas sim ao Congresso Nacional, via legislação;
5) A adição obrigatória de ácido fólico às farinhas pode, além de diminuir a incidência da doença, atenuar sua
apresentação clínica e permitir maiores sobrevidas. É isto que o Estado deve fazer-se cumprir;
6) Há sofrimento grande ao bebê ao ser expelido do útero materno com três meses ou mais de vida. Mães que levam a
gravidez até o fim têm mais tempo de assimilar, elaborar o luto;
7) Tal autorização pode abrir espaço para aborto em casos de outras patologias.

"A verdadeira civilização se caracteriza por defender os fracos, os pequenos e frágeis, e não por eliminá-los poque são
um estorvo para os fortes. Ou a vida está acima de qualquer pretexto, ou logo qualquer pretexto será suficiente para
eliminar a vida." (Felipe Aquino, da Comunidade Canção Nova)

PROPOSTA: 1

Orientando-se pela ilustração ao lado, elabore um


artigo de opinião com o objetivo de ser publicado
em uma revista, posicionando-se sobre a seguinte
polêmica:

“NOVAS ABORDAGENS PARA


VELHAS QUESTÕES

A maior parte das críticas volta-se para a


forma de grafia usada nas mensagens eletrônicas.
São muitas abreviações, com troca de letras,
simplificações de toda parte que – dizem os
críticos – estariam empobrecendo ‘a língua
portuguesa’.”
(Revista Língua Portuguesa, ano 1, 2006 – nº 2)

PROPOSTA (2):

André Petry, num artigo intitulado “A estupidez racial”, publicado na Veja, de 05/07/06, avalia como
sendo “estapafúrdia” a proposta do deputado Paulo Paim (do PT gaúcho) da criação de um Estatuto de
Igualdade Racial bem como da criação de cotas raciais nas Universidades. Segundo Petry, o combate à
desigualdade deve-se dar através da criação de oportunidades iguais para todos os cidadãos.
ƒ Sabendo que apenas uma minoria chega à universidade e que no grupo daqueles que foram “excluídos”
estão brancos e negros, avalie você a posição do deputado como também a de Petry e argumente
em favor de um deles. Para isso, elabore um artigo de opinião em que discorra sobre as conseqüências
da adoção das cotas raciais, de modo a conscientizar as pessoas sobre um tema que tanto interessa
à sociedade brasileira.

PROPOSTA (3):

Leia estes três trechos, em que se apresentam algumas considerações relativas ao ensino a distância:
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TRECHO 1
O governador de São Paulo, José Serra, assinou na tarde desta quinta-feira (9) o decreto que cria a Univesp
(Universidade Virtual do Estado de São Paulo), sistema de ensino superior
a distância. “Eu mesmo tenho o pé atrás [com relação à educação a distância]. Vendo TV, fico me perguntando
se dá mesmo para aprender”, disse logo após dar sinal verde para o projeto. Disponível em:
<http://educacao.uol.com.br/ultnot/2008/10/09ult1057103.jhtm>. acesso em: 20 jun. 2009.

TRECHO 2
O apego desmesurado às formas de educação tradicionais (professor, aluno, quadro, aulas expositivas)
representa um óbice de ordem psicológica que precisa ser vencido, mormente num país pobre e extenso como
o Brasil, onde, por vezes, os melhores profissionais do ensino estão no sudeste e sul do País. Por isso, as
formas de ensino a distância são mais democráticas, pois permitem ao profissional do nordeste e norte do País
ter acesso a pesquisadores e professores dos maiores centros urbanos. aLMEIDa, D. C. Internet, educação e
preconceito. Nómadas – Revista Crítica de ciências sociales y jurídicas, 14 (2006.2). Disponível
em:<http://ucm.es/info/nomadas/14/dcoelho.pdf> acesso em: 20 jun. 2009.

TRECHO 3
A Internet nos ajuda, mas ela sozinha não dá conta da complexidade do aprender hoje, da troca, do estudo
em grupo, da leitura, do estudo em campo com experiências reais. A tecnologia é tão somente um “grande
apoio”, uma âncora, indispensável à emb barcação, mas não é ela que a faz flutuar ou evita o naufrágio. A
Internet traz saídas e levanta problemas [...] Entrevista com José Manuel Moran. Disponível
em:<http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0025.asp>.
acesso em: 20 jun. 2009.

Com base nas informações contidas nesses trechos, REDIJA um artigo de opinião para um jornal ou revista,
posicionando-se com relação à educação a distância.
Apresente argumentos relevantes e coerentes, que fundamentem seu ponto de vista.

ATENÇÃO
NÃO serão corrigidas redações com menos de 15 (quinze) linhas.

Sinopse dos principais gêneros textuais


1. Verbete

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Trata-se de um texto de definição e exposição. Nele, deve haver a definição de um termo considerando-se suas
acepções denotativas e conotativas, além de generalizações e particularizações referentes ao uso do termo em
variados contextos. Quanto à forma, pode-se utilizar a divisão em parágrafos ou a paragrafação única – nesse
caso, é necessário lembrar-se de usar números ou letras para separar os tópicos, assim como nos verbetes de
dicionário.

2. Carta do Leitor
Através dessa variedade textual, o leitor expressa opinião sobre textos publicados em jornal ou revista, com
intenção persuasiva. A sua estrutura assemelha-se à da carta argumentativa: local e data, vocativo, corpo do
texto, expressão cordial de despedida e assinatura (para efeito de vestibular, o candidato deve lembrar-se de
não assinar).

3. Manifesto
É um texto de intenção persuasiva. Nele, o escritor deve expor, com caráter de denúncia, uma problemática
pública, ou seja, de interesse de um determinado grupo de pessoas, e chamar a sociedade a uma ação em
conjunto para a sua resolução. Deve haver, ainda, cobrança às autoridades públicas competentes, mostrando,
com propriedade, os principais pontos do problema: causas e conseqüências. Estruturação: título, corpo do
texto, local e data. TEXTO, LOCAL E DATA. texto, local e data.
Texto, local e data.

4. Folheto e Panfleto
São textos de cunho persuasivo e intenção publicitária. Com essas variedades textuais, o autor apresenta
produtos ou idéias e deseja levar o leitor ao seu consumo ou à sua aceitação. Configura-se, portanto, como uma
exposição de características, levando-se em conta os diferenciais do produto e a pertinência das idéias.

5. Carta Argumentativa
É um formato textual de intenção persuasiva, em que se apresenta uma reclamação, uma solicitação, ou ambas,
a uma autoridade ou pessoa responsável. A carta argumentativa tem estrutura semelhante à carta pessoal: data,
vocativo, corpo do texto, despedida cordial e assinatura (no caso dos vestibulares, não se deve assinar o texto).
Quanto à linguagem, deve ser culta e formal, empregando-se verbos no presente do indicativo e pronomes de
tratamento adequados.

6. Conto
É um texto limitado ao essencial, apresentando os elementos básicos da narrativa: tempo e lugar (limitados),
fatos e personagens (em número reduzido). O enredo apresenta normalmente a seguinte estrutura:
apresentação, complicação, clímax e desfecho. O narrador pode ser observador ou personagem, empregando
sempre a linguagem culta.

7. Crítica
Informa sobre o lançamento de um objeto cultural – disco, livro, show, peça teatral, exposição etc. – e avalia
seus aspectos positivos e negativos. Tem intencionalidade persuasiva, que estimula o público a "consumir" ou
não o objeto em questão.
Normalmente tem um formato cuja introdução apresenta breve histórico da obra, seguido de descrição de suas
partes e de uma avaliação de seus aspectos mais significativos; geralmente são feitas comparações com outras
obras do mesmo autor, ou com obras de outros autores. Há comentários sobre a importância da obra no
contexto atual. Os verbos ficam predominantemente no presente do indicativo, numa linguagem culta e formal.

8. Definição
É um texto que expande o significado de um tema, apresentado na introdução, mediante uma descrição, que
determina, de forma clara e precisa, as carac cterísticas genéricas e diferenciais daquilo a que se refere. A
linguagem deve ser formal e impessoal.

9. Depoimento (ou Relato)

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É um texto que narra fatos reais vividos por uma pessoa. Há, portanto, uma intenção pedagógica, a de ensinar
algo aos leitores. Esse formato textual apresenta os elementos básicos da narrativa: seqüências de fatos,
pessoas, tempo e espaço. O narrador é sempre o protagonista. Verbos e pronomes são empregados
predominantemente na 1ª pessoa. Os verbos oscilam entre o pretérito perfeito e o presente do indicativo.
Emprega-se o padrão culto formal da língua.

10. Fábula
É um gênero narrativo que transmite um ensinamento, uma moral, ao final da história. Utiliza como
personagens quase sempre animais. Nesse texto, normalmente há diálogos, com linguagem culta e formal.
Ainda quanto à linguagem, devem ser empregados verbos no pretérito perfeito e imperfeito do indicativo nos
trechos que pertencem ao narrador, e no presente do indicativo na fala das personagens.

11. Notícia
É um gênero textual cujo objetivo é informar ao leitor fatos atuais, com simplicidade, concisão e precisão. A
linguagem desse texto é formal, clara e objetiva. Para tanto, utilize frases curtas. Não se esqueça de, no
primeiro parágrafo, apresentar o lide (ou lead): "O quê? Quando? Onde? Como? e Por quê?". Em vista de
vestibulares, a manchete (ou título principal) só será utilizada se for solicitada na proposta.

12. Relatório
É um gênero textual através do qual se expõem os resultados de atividades variadas. Nesse gênero, cabe haver
referências aos textos analisados, no entanto sem transcrição. Na conclusão, você pode apresentar constatações
do que fora exposto, sem repetir o já escrito. Utilize-se da linguagem impessoal.

13. Resenha crítica


É um texto conciso com a seleção e a apresentação, de forma organizada, de pontos fundamentais para a
compreensão de um determinado texto. Nesse gênero, deve-se ter cautela para que não haja transcrição do texto
original.

14. Resumo (ou Resenha expositiva, ou sinopse)


É a apresentação concisa dos pontos mais importantes de outro texto. As etapas de um resumo são: a leitura
atenta do original para identificar o tema e a finalidade; a seleção de fatos ou informações mais importantes
para a compreensão do original; a redação do resumo, com expressões menores e simplificadas que remetem ao
original; a revisão do trabalho. O texto resumido deve estar escrito em 3ª pessoa do singular.
Atenção: evite o uso abusivo de adjetivos.

15. Textos instrucionais


São aqueles cuja finalidade é orientar sobre o funcionamento de um aparelho, de um sistema, de regras de um
jogo etc. Normalmente utilizam-se verbos no infinitivo ou no imperativo, portanto, nesse gênero, você deve se
dirigir claramente ao leitor (emprego da função apelativa). Seguem esse formato a bula, a receita etc.

16. Texto publicitário


É um texto de intenção persuasiva, cujo nível de linguagem deve estar de acordo com o público que se pretende
atingir, utilizando a variedade informal culta da língua. Os verbos normalmente estão no imperativo. Nesse
formato, escreve-se o ANÚNCIO.

I. PROPOSTA CARTA ARGUMENTATIVA


Puc 2012

Em 2010, final da primeira década do terceiro milênio, o Brasil elege a primeira mulher para
presidente, pelo voto direto.

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Em seu pronunciamento, a presidente eleita, Dilma Rousseff, após o anúncio do resultado do
segundo turno da eleição,
declara:
Mas eu queria me dirigir a todos os brasileiros e as brasileiras, meus amigos e minhas amigas de
todo o Brasil. É uma imensa alegria estar aqui hoje. Eu recebi de milhões de brasileiros e de
brasileiras a missão, talvez a
missão mais importante da minha vida.
E esse fato, para além da minha pessoa, é uma demonstração do avanço democrático do nosso
país, porque pela primeira vez uma mulher presidirá o Brasil. Já registro, portanto, o meu primeiro
compromisso após a
eleição: honrar as mulheres brasileiras para que esse fato até hoje inédito se transforme num evento
natural e que ele possa se repetir e se ampliar nas empresas, nas instituições civis e nas entidades
representativas de toda a nossa
sociedade. A igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um princípio essencial da
democracia.
Disponível em< http://g1.globo.com/especiais/eleicoes-2010/noticia /2010/10/leia-integra-do-
pronunciamento-da-presidente-eleita- dilma-rousseff.html> Acesso em 10 de ago. 2011.

BRASIL - CENSO 2010 (IBGE)


População: 190.755.799 de brasileiros
O Brasil possui 8.515.692,27 km², distribuídos em um território heterogêneo, muitas vezes de
difícil acesso, composto por 27 Unidades da Federação e 5.565 municípios.
O nível de analfabetismo do brasileiro passou de 12% em 2000 para 9,6% em 2010.
Nascimentos: 600.000 é o número de crianças sem certidão de nascimento.
Idade: Houve um aumento constante no número de idosos e uma diminuição significativa da
população com até 25 anos.
O Censo 2010 apurou ainda que existem 23.760 brasileiros com mais de 100 anos.
Brancos correspondem a menos da metade da população, pela primeira vez no Brasil.
Domicílios brasileiros: O Brasil tem 42.851.326 de domicílios.
74,2% dos brasileiros moram em casa própria e 81,4% estão localizados em área urbana.
Empregos: A população economicamente ativa do Brasil é de 79.315.287 de pessoas.
A população urbana também cresceu. Em 2000, representava 81,25% dos brasileiros. E agora,
soma 84,35%.
51%|Mulheres - 97.342.162 pessoas
49%|Homens - 93.390.532 pessoas

PROPOSTA:
Usando um pseudônimo, redija uma carta à presidente Dilma Roussef, sugerindo-lhe qual deve ser a
prioridade de seu governo, para realmente marcar seu nome na história do Brasil. Use argumentos
necessários para convencê-la de que sua sugestão é realmente relevante.

IMPORTANTE:
• Use um pseudônimo para assinar sua carta.
• Passe a limpo sua carta no espaço a ela reservado. O rascunho não será considerado.
Seu trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios: espírito crítico, clareza e
coerência compatíveis com o gênero textual solicitado e com a situação comunicativa.

II - PROPOSTA GÊNERO NOTÍCIA

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JOGADOR CHORA AO SER EXPULSO CONTRA ALEMANHA

Produza uma notícia a partir da manchete acima. É importante que você respeite a estrutura do gênero em sua
produção. Seu texto deve ter o mínimo de 15 linhas.

III - PROPOSTA GÊNERO CONTO


CONTOS PEQUENOS
Leia os contos a seguir:
Perfume de Panetone
Come-se muito na época de fim de ano. Iolanda estava desesperada. Dezoito anos. Noventa quilos. Regime
rigoroso. Rabanetes no almoço. Alface no jantar. A família toda reunida. Entupindo-se de peru. “Não,
obrigada. Não estou com fome.” Três da manhã. Iolanda saiu da cama. O perfume do panetone era
irresistível. Ela pegou a faca. Cortou a primeira fatia. O pai apareceu de pijama branco. “Iolanda. Você não
pode comer.” Foi degolado com a faca de serra. Iolanda chupava o sangue do pescoço. “Tenho este direito.”
Pensemos, em época de festas, em quem tem fome. (Voltaire de Souza)

Magia do Natal
Tempo de crise. Comércio nervoso. O sr. Beraldo tinha uma loja de artigos esportivos. “Neste Natal,
precisamos de um marketing inovador.” Contratou cinco morenas sensacionais. “Vocês ficam aqui. Vestidas
de Papai Noel.” Só um biquinizinho vermelho e branco. Entrou um rapaz chamado Gustavo. Sentou-se no colo
da morena Kárin. Fez beicinho. “Quelo calinho.” Começou a sugar o seio da moça. Beraldo expulsou os dois
com um taco de beisebol. O casal apaixonado se recupera num pronto-socorro. O Natal é uma ocasião
preciosa para se reviver a magia da infância. (Voltaire de Souza)

Os textos acima são contos modernos que apresentam as qualidades da concisão e da brevidade, ou seja, ele é
estruturado com uma linguagem densa, com muita economia de palavras. A dimensão desses contos se dá no
sentido da profundidade temática.
O conto é uma narrativa que contém em si uma história secreta. É com se o conto manifestasse duas histórias: a
visível e a secreta. Isso fica bem evidente nos textos lidos acima.
: a visível e a secreta. Isso fica bem evidente nos textos lidos acima.
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PROPOSTA DE REDAÇÃO
Elabore um conto no mesmo estilo dos exemplos acima.
Instruções e observações

• Sua redação deverá ter, no mínimo, 15 linhas.


• Faça uma revisão do texto antes de passá-lo à folha definitiva.
• Lembre-se de que você deve:
- ocupar as linhas de uma até a outra margem observando o espaçamento adequado entre as palavras
e respeitando os parágrafos;
- utilizar linguagem clara seguindo as normas do português culto e escrevendo com letra legível;
- usar canetas com tinta azul ou preta;
- dar um título à redação.

IV - PROPOSTA GÊNERO RESUMO

Discurso vazio
Algumas expressões popularizadas no meio educacional são usadas hoje com um sentido muito
diferente do que tinham originalmente, mostrando que muitos educadores estão se apoiando em idéias frágeis.
A fala dos educadores brasileiros nunca esteve tão afiada. Conceitos importantes da
Pedagogia e as práticas de sala de aula mais valorizadas hoje estão na ponta da língua e ajudam a definir o
trabalho docente. Não é preciso estar entre grandes mestres para ouvir citações de Paulo Freire (1921-1997),
como a importância de “focar a realidade do aluno” durante o planejamento, ou sobre o construtivismo – a
necessidade de “levantar o conhecimento prévio” da turma.
No entanto, conforme a conversa avança, percebe-se que, na média, ela está calcada num discurso vazio.
O resultado é a transformação de idéias consagradas - como formar cidadãos – em jargões que perderam o
significado original. Esse conceito, difundido com a redemocratização do país, relacionava-se à necessidade de
as pessoas terem um preparo que lhes permitisse atuar na sociedade - incluído aí saber ler e escrever e os
demais conteúdos do currículo.
Hoje, o sentido de cidadania propagado em muitos projetos está relacionado apenas a ações de
preservação ambiental ou de cunho social - como se socializar o conhecimento construído pela humanidade, ou
seja, ensinar, já não fosse tarefa suficiente para a escola. “Os professores usam essas expressões sem refletir
sobre elas e sem compreender em que se baseiam”, ressalta Raymundo de Lima, professor do Departamento de
Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e estudioso do discurso docente.
Essa realidade revela, mais uma vez, a precariedade da formação dos educadores, que se ressentem por
não terem um conhecimento pedagógico adequado. “Eles buscam um referencial teórico, mas, como não
conseguem se aprimorar, acabam fazendo no dia-a-dia um trabalho intuitivo e equivocado”, afirma Andréa
Rapoport, doutora em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A
conclusão é resultado de uma pesquisa realizada por ela para identificar os referenciais citados pelos docentes.
“Grande parcela dos que afirmam se basear em determinadas correntes pedagógicas ou pensadores deixam o
discurso cair por terra quando precisa justificar essas escolhas”, analisa Andrea.
Muitas das expressões que estão na boca dos educadores não surgiram do nada. Ao contrário, exprimem
conceitos importantíssimos.
Separadas dos contextos históricos e teóricos em que foram criadas, no entanto, elas acabaram sendo
banalizadas. Hoje, é difícil encontrar um professor que não afirme fazer uma avaliação formativa. Porém
quantos realmente sabem como ela deve ser realizada e para que servem seus resultados?
Diante disso, a proposta desta reportagem é contribuir para colocar um fim nesse blábláblá da Educação,
ajudando a deixar as frases-prontas de lado e a se aprofundar no verdadeiro significado das idéias por trás delas
- a princípio, tão ricas. (...) Essa leitura é apenas um ponto de partida para o desafio, que requer muito estudo.
Mas o fim do discurso vazio certamente virá acompanhado de um impacto positivo na qualidade das aulas.
Excerto do texto da revista Nova Escola, dezembro/ 2008, p. 42-43.

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Redija um resumo, em até 10 linhas, apresentando as informações principais sobre o discurso vazio dos
professores.

I. UNICAMP – OS GÊNEROS E A PRÁTICA DISCURSIVA

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1. Alterando seu formato, consagrado desde 1987, a Unicamp introduziu novidades no exame
vestibular 2011, com o intuito de aprimorar a seleção de seus candidatos. Sua primeira fase é constituída de 48
questões de múltipla escolha e três redações obrigatórias, de gêneros diferentes; sua segunda fase, dividida em
três dias: Provas de Língua Portuguesa, Literatura de Língua Portuguesa e Matemática no primeiro dia;
Ciências Humanas, Humanidades, Artes e Língua Inglesa no segundo dia; Ciências da Natureza, no terceiro
dia.
2. No novo formato de prova, são exigidos três textos de, no máximo, 24 linhas. Cada propostaé
fundamentada num texto-fonte, de assunto variado e gênero diferente daquele que será redigido. Portanto, uma
notícia veiculada num jornal, por exemplo, pode ser fonte para uma entrevista escrita. Os textos-fonte não
formam uma coletânea organizada em torno de um único eixo temático.
3. Um dos princípios fundamentais do novo exame é ressaltar a relação entre leitura e escrita: para a
produção de um texto eficiente, é fundamental uma leitura cuidadosa dos textos-fonte e das suas respectivas
instruções, localizando os três dados que serão utilizados na correção: o gênero do texto a ser produzido, a
situação de interlocução a ser criada e os propósitos a serem cumpridos.
4. O bom texto deve delinear com nitidez tanto a figura do enunciatário (publico-alvo do texto) como do
enunciador a ser construído, conforme as instruções da banca: registro de linguagem, sistema de valores de um
e de outro elemento da comunicação, por exemplo, precisam ser planejados a fim de conferir ao texto
verossimilhança.
5. O texto produzido deve, obrigatoriamente, dialogar com o conteúdo do texto-fonte. A banca exige a
capacidade de integrálos de modo coerente, com progressão de sentido e verossimilhança. Além disso, todas as
referências (diretas ou indiretas) ao conteúdo do texto-fonte devem prezar pela autonomia de sentido, ou seja,
elas devem ser suficientemente explicadas a fim de que sejam entendidas por alguém que não conheça o
texto fonte.
6. Estima-se tempo médio de 45 minutos para a produção de cada um dos textos solicitados, incluindo a
leitura atenta da proposta e do texto-fonte, o esboço de um plano de texto, a redação do rascunho (para os que
optam por essa estratégia), sua revisão e aprimoramento e a transcrição da versão final na folha de resposta.

II . Aspectos observados pela banca examinadora


Espera-se que o candidato, em relação:
1. á leitura – elabore pontos de contato com a leitura do (s) texto (s) fornecido (s). deve mostrar a
relevância desse pontos para o seu projeto de texto e não simplesmente reproduzir o(s) texto(s) ou parte
do(s) texto(s) em forma de colagem, sem elaboração dos elementos selecionados.
2. ao propósito: deve elaborar um texto que atenda ao propósito solicitado.
3. ao gênero e interlocução: deve elaborar seu projeto de txto de acordo com as características do gênero
solicitado e dos interlocutores nele implicados.
4. à articulação escrita: deve elaborar um texto cuja leitura seja fluida e envolvente, resultante de uma
estruturação sintático-semântica bem articulada pelos recursos coesivos. Deve, ainda, demonstrar o
domínmio de um conjunto lexical amplo e do padrão normativo das regras de acentuação, ortografia,
concordância verbo-nominal, entre outras.

III. Avaliação e nota final


 constituição do exame (1ª fase) – 48 testes (e 3 redações (48 pontos)
 nota de cada redação: 16 pontos (cada examinador atribui até 8 pontos ao texto).
 Tempo total de prova: 5 horas
 Peso da redação na nota da 1ª fase: 50%
 Peso da redação na nota final: 12,5 %

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IV – Propostas de redação Unicamp 2012
TEXTO 1
Imagine que, ao navegar em uma página da internet especializada em orientação vocacional, você encontra um
fórum criado por concluintes do Ensino Médio para discutir o que leva uma pessoa a investir na profissão de
cientista. Um dos participantes do fórum, que se autonomeia Estudante Paulista, postou o gráfico reproduzido
abaixo e escreveu o seguinte comentário:

Às 15h42, Estudante Paulista escreveu:

Vejam este gráfico! Ele mostra o resultado de uma pesquisa sobre o interesse de estudantes de
vários lugares do mundo pela carreira científica. Vocês não acham que essa pesquisa reflete
muito bem a realidade? Eu, por exemplo, sempre morei em São Paulo e nunca pensei em ser
cientista!

Você decide, então, participar da discussão, postando um comentário sobre a mesma pesquisa, em resposta à
pessoa que assina como Estudante Paulista. No comentário, você deverá:
• fazer uma análise do gráfico, sugerindo o que pode ser concluído a partir dos resultados da pesquisa;
• posicionar-se frente à opinião do Estudante Paulista, levando em conta a análise que você fez do gráfico.

Respostas de estudantes de vários países à pergunta “Gostaria de ser cientista?”, apresentadas em escala de 1 a 4.
Quanto maior o número, maior a quantidade de respostas positivas. Em destaque, os índices dos municípios brasileiros de
Tangará da Serra (MT) e São Caetano do Sul (SP).
(Adaptado de Ciência Hoje, n. 282, vol. 47, jun. 2011, p. 59.)

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TEXTO 2
Coloque-se no lugar dos estudantes de uma escola que passou a monitorar as páginas de seus alunos em redes
sociais da internet (como o Orkut, o Facebook e o Twitter), após um evento similar aos relatados na
matéri9999999a reproduzida abaixo. Em função da polêmica provocada pelo monitoramento, você resolve
escrever um manifesto e recebe o apoio de vários colegas. Juntos, decidem lê-lo na próxima reunião de pais e
professores com a direção da escola. Nesse
manifesto, a ser redigido na modalidade oral formal, você deverá necessariamente:
• explicitar o evento que motivou a direção da escola a fazer o monitoramento;
• declarar e sustentar o que você e seus colegas defendem, convocando pais, professores e alunos a agir em
conformidade com o proposto no documento.

TEXTO 3
Imagine-se na posição de um leigo em informática que, ao ler a matéria Cabeça nas nuvens, reproduzida
abaixo, decide buscar informações sobre o que chamam de computação em nuvem. Após conversar com
usuários de computador e ler vários textos sobre o assunto (alguns dos quais reproduzidos abaixo em I, II e III),
você conclui que o conceito é pouco conhecido e resolve elaborar um verbete para explicá-lo. Nesse verbete,
que será publicado em uma
enciclopédia on-line destinada a pessoas que não são especializadas em informática, você deverá:
• definir computação em nuvem, fornecendo dois exemplos para mostrar que ela já está presente em atividades
realizadas cotidianamente pela maioria dos usuários de computador;
• apresentar uma vantagem e uma desvantagem que a aplicação da computação em nuvem poderá ter em um
futuro próximo.

Cabeça nas nuvens


Quando foi convidado para participar da feira de educação da Microsoft, Diogo Machado já sabia que
projeto desenvolver.
O estagiário de informática da Escola Estadual Professor Francisco Coelho Ávila Júnior, em Cachoeiro
de Itapemirim (ES), estava cansado de ouvir reclamações de alunos que perdiam arquivos no computador.
Decidiu criar um sistema para salvar trabalhos na própria internet, como ele já fazia com seus códigos de
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programação. Dessa forma, se o computador desse pau, o conteúdo ficaria seguro e poderia ser acessado de
qualquer máquina. A ideia do recém-formado técnico em informática se baseava em clouding computing (ou
computação em nuvem), tecnologia que é a aposta de gigantes como Apple e Google para o armazenamento de
dados no futuro.
Em três meses, Diogo desenvolveu o Escola na nuvem (escolananuvem.com.br), um portal em que
estudantes e professores se cadastram e podem armazenar e trocar conteúdos, como o trabalho de matemática
ou os tópicos da aula anterior. As informações ficam em um disco virtual, sempre disponíveis para consulta via
web. (Extraído de Galileu, no. 241, ago. 2011, São Paulo: Editora Globo, p. 79.)
I
“Você quer ter uma máquina de lavar ou quer ter a roupa lavada?”
Essa pergunta resume de forma brilhante o conceito de computação em nuvem, que foi abordado em um
documentário veiculado recentemente na TV.
(Adaptado de http://toprenda.net/2010/04/computacao-em-nuvem-voce-ja-usa-e-nem-sabia.)

II
Vamos dizer que você é o executivo de uma grande empresa. Suas responsabilidades incluem assegurar que todos
os seus empregados tenham o software e o hardware de que precisam para fazer o seu trabalho. Comprar computadores
para todos não é suficiente – você também tem de comprar software ou licenças de software para dar aos empregados as
ferramentas que eles exigem.
Em breve, deve haver uma alternativa para executivos como você. Em vez de instalar uma suíte de aplicativos em
cada computador, você só teria de carregar uma aplicação. Essa aplicação permitiria aos trabalhadores logar-se em um
serviço baseado na web que hospeda todos os programas de que o usuário precisa para o seu trabalho.
Máquinas remotas de outra empresa rodariam tudo – de e-mail a processador de textos e a complexos programas de
análise de dados. Isso é chamado computação em nuvem e poderia mudar toda a indústria de computadores.
Se você tem uma conta de e-mail com um serviço baseado na web, como Hotmail, Yahoo! ou Gmail, então você
já teve experiência com computação em nuvem. Em vez de rodar um programa de e-mail no seu computador, você se
loga numa conta de e-mail remotamente pela web.
(Adaptado de Jonathan Strickland, Como funciona a computação em nuvem.Disponível em
http://informatica.hsw.uol.com.br/computacao-em-nuvem.htm.)

III
A simples ideia de determinadas informações ficarem armazenadas em computadores de terceiros (no caso, os
fornecedores de serviço), mesmo com documentos garantindo a privacidade e o sigilo, preocupa pessoas, órgãos do
governo e, principalmente, empresas. Além disso, há outras questões, como o problema da dependência de acesso à
internet: o que fazer quando a conexão cair? Algumas companhias já trabalham em formas de sincronizar aplicações off-
line com on-line, mas tecnologias para isso ainda precisam evoluir bastante.(Adaptado de O que é Cloud Computing?
Disponível em: http://www.infowester.com/cloudcomputing.php.)

Questões discursivas – UNICAMP

1. 1. NOITE DE AUTÓGRAFOS
Ivan Ângelo
A leitora, vistosa, usando óculos escuros num ambiente em que não eram necessários, se posta
diante do autor sentado do outro lado da mesa de autógrafos e estende-lhe o livro, junto com uma
pergunta:
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- O que é crônica?
O escritor considera responder com a célebre tirada de Rubem Braga, “se não é aguda, é crônica”,
mas se contém,temendo que ela não goste da brincadeira. (...) Responde com aquele jeito de quem
falou disso algumas vezes:
- É um texto de escritor, necessariamente de escritor, não de jornalista, que a imprensa usa para pôr
um pouco de lirismo, de leveza e de emoção no meio daquelas páginas e páginas de dados
objetivos, informações, gráficos, notícias... É coisa efêmera: jornal dura um dia, revista dura uma
semana.
Já se prepara para escrever a dedicatória e ela volta a perguntar:
- E o livro de crônicas, então?
Ele olha a fila, constrangido. Escreve algo brevíssimo, assina e devolve o livro à leitora (...). Ela
recebe o volume e não se vai, esperando a resposta. Ele abrevia, irônico:
- É a crônica tentando escapar da reciclagem do papel. Ela fica com ambição de estante,
pretensiosa, quer status literário. Ou então pretensioso é o autor, que acha que ela merece ser salva
e promovida. (...)
- Mais respeito. A crônica é a nossa última reserva de estilo.
(Veja São Paulo, São Paulo, 25/07/2012, p. 170.)
efêmero: de pouca duração; passageiro, transitório.

A certa altura do diálogo, a leitora pergunta ao escritor que dava autógrafos:


“- E o livro de crônicas, então?”

a) A pergunta da leitora incide sobre uma das características do gênero crônica mencionadas pelo
escritor.
Explique que característica é esta.

b) Explique o funcionamento da palavra então na pergunta em questão, considerando o sentido que


esta
pergunta expressa.

2. Reproduzimos abaixo a chamada de capa e a notícia publicadas em um jornal brasileiro que


apresenta um estilo mais informal.

Governo quer fazer a galera pendurar a chuteira mais tarde


Duro de parar Como a vovozada vive até mais tarde, a intenção, agora, é criar regra para aumentar
a idade mínima exigida para a aposentadoria; objetivo é impedir que o INSS quebre de vez Página
12 Descanso mais longe
O brasileiro tá vivendo cada vez mais – o que é bom. Só que quanto mais ele vive, mais a situação
do INSS se complica, e mais o governo trata de dificultar a aposentadoria do pessoal pelo teto (o
valor integral
que a pessoa teria direito de receber quando pendura as chuteiras) – o que não é tão bom.
A última novidade que já tá em discussão lá em Brasília é botar pra funcionar a regra 85/95, que diz
que
só se aposenta ganhando o teto quem somar 85 anos entre idade e tempo de contribuição (se for
mulher) e
95 anos (se for homem).
Ou seja, uma mulher de 60 anos só levaria a grana toda se tivesse trampado registrada por 25
anos(60+25=85) e um homem da mesma idade, se tivesse contribuído por 35 (60+35=95).
Quem quiser se aposentar antes, pode – só que vai receber menos do que teria direito com a conta
fechada.
(notícia JÁ, Campinas, 30/06/2012, p.1 e 12.)

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a) Retire dos textos duas marcas que caracterizariam a informalidade pretendida pela publicação,
explicitando de que tipo elas são (sintáticas, morfológicas, fonológicas ou lexicais, isto é, de
vocabulário).

b) Pode-se afirmar que certas expressões empregadas no texto, como “tá” e “botar”, se diferenciam
de outras, como “galera” e “grana”, quanto ao modo como funcionam na sociedade brasileira.
Explique que diferença é essa.

I – FUVEST – A CORREÇÃO DAS REDAÇÕES

Critérios de correção
A redação deverá ser, obrigatoriamente, uma dissertação, na qual se espera que o candidato
demonstre capacidade de mobilizar conhecimentos, opiniões, argumentar coerentemente e
expressar-se de modo claro, correto e adequado.
1. Tipo de texto e Abordagem do Tema
Verifica-se se o texto do candidato configura-se como uma dissertação e se atende ao
tema proposto. Pressupõe-se, então, que o candidato demonstre a habilidade de
compreender a proposta de redação e de relacionar adequadamente os trechos que a
integram. A simples paráfrase da coletânea, da proposta e/ou das instruções não é, em
princípio, um recurso recomendável para o desenvolvimento adequado do tema.
No que diz respeito ao desenvolvimento, verificar-se-á, além da efetiva progressão
temática, também a capacidade crítico-argumentativa que a redação revele.

2. Estrutura
Avaliam-se aqui, conjuntamente, os aspectos de coesão textual (nas frase, períodos
e parágrafos) e de coerência das idéias. O grau de coerência reflete a capacidade do
candidato para relacionar os argumentos e organizá-los de forma a deles extrair
conclusões apropriadas e, também, sua habilidade para o planejamento e a construção
significativa do texto.
Serão considerados aspectos negativos a cópia ou a simples transposição de
elementos da proposta, bem como a presença de contradições entre frases ou parágrafos,
a falta de encadeamento das idéias, a circularidade ou quebra da progressão
argumentativa, a falta de conclusão ou a presença de conclusões que não decorram do
que foi previamente exposto. Serão tidos também como fatos negativos referentes à
coesão, entre outros, o estabelecimento de relações semânticas impróprias entre palavras
e expressões, assim como o uso inadequado de conectivos.

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Expressão
Avaliam-se nesse item o domínio do padrão culto da língua e a clareza na
expressão das idéias. Serão examinados aspectos gramaticais como ortografia,
morfologia, sintaxe e pontuação. Espera-se que o candidato revele competência para
19
20
expor com precisão os argumentos selecionados para a defesa do ponto de vista
adotado e, também, que demonstre capacidade de escolher e utilizar expressivamente o
vocabulário, evitando o uso abusivo de clichês ou frases feitas.

II – ÚLTIMOS TEMAS
2005 – Programa para a descatracalização da vida.
2006 – O trabalho
2007 – A amizade
2008 – Qualidade da informação na era digital
2009 – A flexibilização e a relativização das fronteiras
2010 – A construção de imagens sobre pessoas, fatos, livros, instituições e situações.

III – EXEMPLO DE REDAÇÃO NOTA DEZ


REDAÇÃO FUVEST/2011
Observe esta imagem e leia com atenção os textos abaixo .

Texto 1

Um grandioso e raro espetáculo da natureza está em cena no Rio de


Janeiro. Trata-se da floração de palmeiras Corypha umbraculifera, ou
palma talipot, no Aterro do Flamengo.
Trazidas do Sri Lanka pelo paisagista Roberto Burle Marx, elas
florescem uma única vez na vida, cerca de cinquenta anos depois de
plantadas. Em seguida, iniciam um longo processo de morte, período em
que produzem cerca de uma tonelada de sementes.
http://veja.abril.com.br, 09/12/2009. Adaptado.

Texto 2
Quando Roberto Burle Marx plantou a palma talipot, um visitante teria
comentado: “Como elas levam tanto
tempo para florir, o senhor não estará mais aqui para ver”. O paisagista,
então com mais de 50 anos, teria dito:
“Assim como alguém plantou para que eu pudesse ver, estou plantando
para que outros também possam
contemplar”. http://www.abap.org.br. Paisagem Escrita. nº 131,
10/11/2009. Adaptado.

Texto 3
Onde não há pensamento a longo prazo, dificilmente pode haver um senso de destino compartilhado, um
sentimento de irmandade, um impulso de cerrar fileiras, ficar ombro a ombro ou marchar no mesmo passo. A
solidariedade tem pouca chance de brotar e fincar raízes. Os relacionamentos destacam-se sobretudo pela
fragilidade e pela superficialidade. Z. Bauman. Vidas desperdiçadas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005. Adaptado.

Texto 4
A cultura do sacrifício está morta. Deixamos de nos reconhecer na obrigação de viver em nome de qualquer
coisa que não nós mesmos. G. Lipovetsky, cit. por Z. Bauman, em A arte da vida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2009.

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Como mostram os textos 1 e 2, a imagem de abnegação fornecida pela palma talipot, que, de certo modo,
“sacrifica” a própria vida para criar novas vidas, é reforçada pelo altruísmo* de Roberto Burle Marx, que a
plantou, não para seu próprio proveito, mas para o dos outros. Em contraposição, o mundo atual teria escolhido o
caminho oposto.

Com base nas ideias e sugestões presentes na imagem e nos textos aqui reunidos, redija uma dissertação
argumentativa, em prosa, sobre o seguinte tema:

O altruísmo e o pensamento a longo prazo ainda têm lugar no mundo contemporâneo?


*Altruísmo = s.m. Tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro.
Dicionário Houaiss da língua portuguesa, 2009.

Instruções:
Lembre-se de a situação de produção do texto requer o uso da norma padrão da Língua Portuguesa.
A redação deverá ter entre 20 e 30 linhas
Dê um título a sua redação

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– PROPOSTAS DE REDAÇÃO FUVEST

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Esta é a reprodução (aqui, sem as marcas normais dos anunciantes, que foram substituídas por X􀀌 de um anúncio
publicitário real, colhido em uma revista, publicada no ano de 2012.
Como toda mensagem, esse anúncio, formado pela relação entre imagem e texto, carrega pressupostos e implicações: se o
observarmos bem, veremos que ele expressa uma determinada mentalidade, projeta uma dada visão de mundo, manifesta
uma certa escolha de valores e assim por diante.
Redija uma dissertação em prosa, na qual você interprete e discuta a mensagem contida nesse anúncio, considerando os
aspectos mencionados no parágrafo anterior e, se quiser, também outros aspectos que julgue relevantes. Procure
argumentar de modo a deixar claro seu ponto de vista sobreo assunto.

Instruções:
􀀃 A􀀃redação deve obedecer à norma padrão da língua portuguesa.
􀀃 Escreva, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas, com letra legível.
􀀃 Dê um título a sua redação.

REDAÇÃO FUVEST/ 2012


Texto 1
A ciência mais imperativa e predominante sobre tudo é a ciência política, pois esta determina quais são as demais
ciências que devem ser estudadas na pólis. Nessa medida, a ciência política inclui a finalidade das demais, e, então, essa
finalidade deve ser o bem do homem. Aristóteles. Adaptado.

Texto 2
O termo “idiota” aparece em comentários indignados, cada vez mais frequentes no Brasil, como “política é coisa de
idiota”. O que podemos constatar é que acabou se invertendo o conceito original de idiota, pois a palavra idiótes, em
grego, significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à política. Talvez devêssemos
retomar esse conceito de idiota como aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal.
Sua expressão generalizada é: “Não me meto em política”. M. S. Cortella e R. J. Ribeiro, Política – para não ser idiota.
Adaptado.

Texto 3
FILHOS DA ÉPOCA
Somos filhos da época
e a época é política.
Todas as tuas, nossas, vossas coisas
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diurnas e noturnas,
são coisas políticas.
Querendo ou não querendo,
teus genes têm um passado político,
tua pele, um matiz político,
teus olhos, um aspecto político.
O que você diz tem ressonância,
o que silencia tem um eco
de um jeito ou de outro, político.
(...)Wislawa Szymborska, Poemas.

Texto 4
As instituições políticas vigentes (por exemplo, partidos políticos, parlamentos, governos) vivem hoje um processo de
abandono ou diminuição do seu papel de criadoras de agenda de questões e opções relevantes e, também, do seu papel
de propositoras de doutrinas. O que não significa que se amplia a liberdade de opção individual. Significa apenas que
essas funções estão sendo decididamente transferidas das instituições políticas (isto é, eleitas e, em princípio,
controladas) para forças essencialmente não políticas _ primordialmente as do mercado financeiro e do consumo. A
agenda de opções mais importantes dificilmente pode ser construída politicamente nas atuais condições. Assim
esvaziada, a política perde interesse. Zygmunt Bauman. Em busca da política. Adaptado.

Texto 5

Os textos aqui reproduzidos falam de política, seja para enfatizar sua necessidade, seja para indicar suas limitações e
impasses no mundo atual. Reflita sobre esses textos e redija uma dissertação em prosa, na qual você discuta as ideias
neles apresentadas, argumentando de modo a deixar claro o seu ponto de vista sobre o tema
Participação política: indispensável ou superada?

Instruções:
_ A redação deve obedecer à norma padrão da língua portuguesa.
_ Escreva, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas, com letra legível.
_ Dê um título a sua redação.

FUVEST 2010

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A imaginação simbólica é sempre um Ao invés de nos relacionarmos diretamente com a


fator de equilíbrio. O símbolo é concebido realidade, dependemos cada vez mais de uma vasta
como uma síntese equilibradora, por meio gama de informações, que nos alcançam com mais
da qual a alma dos indivíduos oferece poder, facilidade e rapidez. É como se
soluções apaziguadoras aos problemas. ficássemos suspensos entre a realidade da vida diária e
Gilbert Durand. sua representação. Tânia Pellegrini. Adaptado.

Na civilização em que se vive hoje, constroem-se imagens, as mais diversas, sobre os mais variados aspectos;
constroem-se imagens, por exemplo, sobre pessoas, fatos, livros, instituições e situações.
No cotidiano, é comum substituir-se o real imediato por essas imagens. Dentre as possibilidades de construção
de imagens enumeradas acima, em negrito, escolha apenas uma, como tema de seu texto, e redija uma
dissertação em prosa, lançando mão de argumentos e informações que deem consistência a seu ponto de vista.

Instruções:
_ Lembre-se de que a situação de produção de seu texto requer o uso da modalidade
escrita culta da língua portuguesa.
_ Dê um título para sua redação, a qual deverá ter entre 20 e 30 linhas.
_ NÃO será aceita redação em forma de verso.
I - A REDAÇÃO NO ENEM

A prova de redação do Enem solicita a elaboração de um texto dissertativo-argumentativo, a partir de


uma coletânea de textos. Mas, atenção! Embora se trate de um texto dissertativo tradicional, a redação Enem
possui duas características as quais é obrigatória atenção especial:
1. os textos são avaliados a partir de cinco competências, consideradas essenciais à redação de um texto;
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2. já se tornou obrigatório ao aluno incluir no texto a chamada “proposta de intervenção”, na situação
problema apresentada como tema, sem esquecer o respeito aos direitos humanos.

A seguir, são apresentadas as cinco competências, os chamados “eixos cognitivos”, comuns a todas as áreas
do conhecimento. Para obter a nota desejada, basta aplicar os conceitos a seu texto.
I. DOMINAR LINGUAGENS. Conhecer a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens
matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.
Na avaliação, serão considerados os fundamentos gramaticais do texto escrito, refletidos no emprego da norma
culta em aspectos como: sintaxe de concordância, regência e colocação; pontuação; flexão; ortografia;
adequação ao registro demonstrada no desempenho lingüístico, de acordo com a situação formal de produção.

II. COMPREENDER FENÔMENOS. Construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para
a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das
manifestações artísticas.
- Quanto maior o alcance dos conhecimentos gerais, mais rico será o desenvolvimento argumentativo da
dissertação.

III. ENFRENTAR SITUAÇÕES-PROBLEMA. Selecionar, organizar, relacionar e interpretar dados e


informações representados de diferentes formas, para tomar as decisões mais adequadas em cada situação.
A “situação- problema” se dá no tema apresentado pela proposta. O bom aproveitamento da coletânea
demonstra as capacidades de seleção, organização, relação e interpretação em variados níveis.

IV. CONSTRUIR ARGUMENTAÇÃO. Relacionar informações, representadas em diferentes formas e


conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir um texto consistente.
A partir da relação de informações da coletânea e do repertório do aluno, surge a argumentação capaz de
convencer o leitor, no caso, a banca examinadora, do ponto de vista escolhido. Serão considerados os
mecanismos linguíticos responsáveis pela construção da argumentação na superfície textual, tais como: coesão
referencial, coesão lexical ( sinônimos, hiperônimos, repetição, reiteração); coesão gramatical (uso de
conectivos, tempos verbais, pontuação, sequência temporal; relações anafóricas, conectores entre vocábulos ,
sentenças e parágrafos.

V. ELABORAR PROPOSTAS. Recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para a elaboração de


propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a
diversidade sociocultural.
Os conceitos apreendidos nos bancos escolares devem estar vinculados a práticas que tragam transformações
benéficas à sociedade, tendo por base a solidariedade humana e o respeito à diversidade de pontos de vista.

II – CRITÉRIOS PARA A APLICAÇÃO DA NOTA ZERO (0) NO ENEM


Apesar de incomum, a nota zero pode ser atribuida à redação que descumprir algumas exigências. No
Enem, três critérios resultam automaticamente nessa nota:
B (em branco) : texto totalmente em branco ou com até 7 linhas escritas (sem contar o título).
N (nulo): texto com palavrões, desenhos ou outras formas que demonstrem intenção clara do autor de anular a
redação.
D (desconsiderada) texto absolutamente ilegível, que fere explicitamente os direitos humanos ou que não
desenvolve a proposta de redação (desenvolve outro tema e/ ou elabora outra estrutura, como poema ou
narração, por exemplo).
III - PLANO DE TEXTO
Um dos principais problemas enfrentados pelos candidatos na prova de redação é a falta de organização
e de planejamento. Assim, antes de produzir seu texto, leia a questão atentamente, entenda qual é o tema
tratado, organize as várias idéias e faça um questionamento do assunto. Abaixo, veja as etapas para preparar
uma boa dissertação:
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I. Leia com atenção: Na proposta de redação, há uma coletânea que inclui textos verbais e não-verbais
(ilustrações, fotos, mapas, gráficos etc.) Tal coletânea se estabelece em torno do tema e muitas vezes
conduz, entre seus textos, abordagens diferentes e até mesmo contraditórias. O primeiro desafio é fazer
uma leitura cuidadosa e dar atenção a todas as informações antes de tomar qualquer decisão sobre sua
redação.

II. Analise: Determine os principais elementos que compõem o tema apresentado. Sublinhe trechos ou
anote como rascunho. As idéias que surgirem poderão auxiliá-lo para sustentar sua opinião.

III. Questione: Antes de procurar respostas, é preciso fazer perguntas. Elabore um breve questionamento
com base nos próprios dados apresentados na prova. Isso vai ajudá-lo, depois, a apresentar seus
argumentos de forma ordenada.

IV. Use seu conhecimento: Anote as idéias que lhe vêm à cabeça sobre o tema. Filmes, livros, conceitos,
fatos apreendidos nas aulas de Geografia, História, Filosofia. Relacione pensamentos, autores e obras
artísticas reconhecidas. Para uma preparação efetiva para a escrita de sua redação, organize essas idéias
de modo progressivo, ou seja, dos argumentos mais simples para os mais complexos.

V. Escolha seu caminho: Decida qual ponto de vista você pretende defender. Será uma possível solução
para o problema apresentado? Ou uma crítica ao modo como as pessoas encaram a situação descrita:
Identifique nos textos da coletânea e em seu repertòrio os argumentos favoráveis e contrários. Então
faça um esquema do caminho analítico que planeja percorrer:

1. Como introduzir a questão?


2. Quais aspectos abordar para tornar a questão bem clara para o leitor? Em que ordem?
3. Quais argumentos serão necessários para conduzir o leitor até a conclusão pretendida?
4. Procure criar um título claro, abordando o tema e seu ponto de vista sobre ele.

D - Preste Atenção...
 Leia bastante, pois a leitura é o melhor instrumento para se manter atualizado.
 Empregue elementos da norma culta; este é um dos primeiros passos para se sair bem na
redação.
 Capacite-se para interpretar alguns textos sobre determinado assunto.
 Escreva argumentando com questões pertinentes.
 Reflita sobre as dificuldades e obstáculos encontrados e pense em possíveis formas de
superação.
 Finalmente, a ansiedade pode atrapalhar seu desempenho, por isso a melhor dica é ter calma e
fazer a prova com tranqüilidade.

A seguir, são apresentadas quatros propostas das últimas provas do Enem. Procure obedecer às mesmas
regras gerais apresentadas pelas propostas das provas anteriores do Enem: seu texto deve ser escrito na
modalidade padrão da Língua Portuguesa; o texto não deve ser escrito em forma de poema (versos) ou
narração; o texto com até sete linhas escritas será considerado texto em branco.
Bom trabalho!

IV– REDAÇÃO ENEM COMENTADA

ENEM/2010
Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua
formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema O
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Trabalho na Construção da Dignidade Humana, apresentando experiência ou proposta de ação social, que
respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos
para defesa de seu ponto de vista.
O que é trabalho escravo
Escravidão contemporânea é o trabalho degradante que envolve cerceamento da liberdade

A assinatura da lei Áurea em 13 de maio de 1888, representou o


fim da propriedade de uma pessoa sobre a outra, acabando com a
possibilidade de possuir legalmente um escravo no Brasil. No
entanto, persistiram situações que mantêm o trabalhador sem
possibilidade de se desligar de seus patrões. Há fazendeiros que,
para realizar derrubadas de matas nativas para formação de
pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o
solo para plantio de sementes, entre outras atividades
agropecuárias, contratam mão de obra utilizando os
contratadores de empreitada, os chamados “gatos”. Eles aliciam
os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros
não sejam responsabilizados pelo crime. Trabalho se configura
pelo trabalho degradante aliado ao cerceamento da liberdade.
Este segundo fator nem sempre é visível, uma vez que não mais
se utilizam correntes para prender o homem à terra, mas sim
ameaças físicas, terror psicológico ou mesmo as grandes
distâncias que separam a propriedade da cidade mais próxima.
Disponível em: http://www.reporterbrasil.org.br. Acesso em: 02
set.2010 (fragmento).

O futuro do trabalho
Esqueça os escritórios os salários fixos e a aposentadoria. Em
2020, você trabalhará em casa, seu chefe terá menos de trinta
anos e será uma mulher.

Felizmente, nunca houve tantas ferramentas disponíveis para mudar o modo como trabalhamos e,
consequentemente, como vivemos. E as transformações estão acontecendo. A crise despedaçou companhias
gigantes tidas até então como modelos de administração. Em vez de grandes conglomerados, o futuro será
povoado de empresas menores reunidas em torno de projetos em comum. Os próximos anos também vão
consolidar mudanças que vêm acontecendo há algum tempo: a busca pela qualidade de vida, a preocupação
com o meio ambiente, e a vontade de nos realizarmos como pessoas também em nossos trabalhos. “Falamos
tanto em desperdício de recursos naturais e de energia, mas e quanto ao desperdício de talentos?” diz o filósofo
e ensaista Alan de Botton em seu novo livro (Os prazeres e as dores do trabalho, ainda inédito no Brasil).
Disponível em: http://revistagalileu.globo.com. Acesso em: 02 set. 2010 (fragmento).

INSTRUÇÕES:
􀂇􀀃 Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
􀂇􀀃 Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
􀂇􀀃 O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
􀂇􀀃 O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
􀂇􀀃 O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

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PROPOSTAS DE REDAÇÃO
PROPOSTA 1 –
A sociedade está perdendo a batalha contra o crime?
Frequentemente, conflitos armados entre polícia e facções criminosas ganham as páginas de jornais e
deixam a sociedade apavorada. O foco das atenções, agora, tem sido o estado de São Paulo: mais de
duzentas pessoas, entre elas muitos policiais
militares, já morreram baleadas na onda de
ataques que vem ocorrendo desde o início deste
ano. O mais triste, porém, é saber que mesmo
com tanta criminalidade concentrada no eixo Rio-
São Paulo, a violência consegue ser ainda maior
nos outros estados brasileiros. Prova disso foram
os dados levantados por uma ONG mexicana: 14
das 50 cidades mais violentas do mundo são
brasileiras. Maceió ocupa o 3º lugar desse
ranking, com um índice anual de homicídios de
135,26 pessoas para cada 100 mil habitantes.
Como você avalia a questão da segurança pública
no Brasil? Estamos perdendo a luta contra a
violência? Que atitudes precisam ser tomadas
para reverter essa situação? Leia os textos da
coletânea e exponha seu ponto de vista em uma
dissertação argumentativa de até 30 linhas.

São Paulo em foco


Antonio Ferreira Pinto deixou ontem o cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo. O pedido de
exoneração foi anunciado hoje pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).
Alckmin ainda afirmou que o ex-procurador geral de justiça de São Paulo Fernando Grella será o novo
secretário da pasta. Ele deve assumir o cargo amanhã.
Violência
O Estado de São Paulo vive uma onda de violência, com registros de chacinas, homicídios, ônibus
incendiados e mortes de policiais militares. Desde o último dia 24, 253 pessoas foram mortas na região
metropolitana de São Paulo --média de 9,7 por dia.
Desde o início do ano, 95 policiais militares já foram assassinados em todo o Estado de São Paulo.
Em 2011, 47 PMs foram mortos --21 dos crimes ocorreram enquanto os policiais estavam em serviço e 26
foram assassinados no horário de folga, de acordo com o comandante-geral da PM, Roberval França.
[Folha de S. Paulo, 26 de novembro de 2012]

Brasil: 14 cidades entre as mais violentas do mundo


São Paulo - Das 50 cidades mais violentas do mundo, 14 são brasileiras. O país foi destaque negativo em
ranking feito por especialistas da ONG mexicana Conselho Cidadão Para a Segurança, com base na
quantidade de homicídios em cidades do mundo com mais de 300 mil habitantes.
O Brasil também garantiu presença no pouco honroso top 10 do ranking, com duas cidades entre os dez
maiores índices de violência: Maceió, capital alagoana, que ocupa o terceiro lugar, e Belém, capital do Pará,
no décimo lugar.
O título de cidade mais perigosa do mundo é da cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de
158.87 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes. Em segundo lugar, está Juárez, no México, com uma
taxa de 147.77.
A América Latina disparou na frente com os piores resultados, abrigando 40 das cidades apontadas, incluindo
as 20 primeiras da lista. No relatório, a ONG ainda alertou para a coleta imprecisa de informações no México,
onde "autoridades estão falsificando dados e escondendo o verdadeiro número de homicídios". Confira as
cidades brasileiras apontadas entre as mais violentas do mundo, e seu índice de homicídios por habitantes.
[Exame.com, 10 de outubro de 2012]
O que é crime organizado?
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Quando a gente pensa em crime organizado, logo vem à mente aquelas imagens dos confrontos armados
entre traficantes e as forças públicas. Jovens com fuzis automáticos, pistolas, lançadores de foguetes e
metralhadoras sobre as lajes das favelas cariocas. O “crime organizado” também se manifesta nas rebeliões
carcerárias. Presídios destruídos, incêndios, adversários das gangues enforcados e decapitados, um horror.
Tudo isso é o crime organizado? Sim e não. Esse pessoal está no crime organizado, mas não é o crime
organizado. As organizações criminosas que controlam o mercado ilegal são empresas transnacionais.
Segundo o diretor do FBI, Robert Muller III, numa prestação de contas para o Congresso dos Estados Unidos,
crime organizado é uma operação mundial de cerca de 250 “empresas criminosas”, que auferem um lucro
anual de 1 trilhão de dólares. Entre elas estão as quatro Máfias italianas (siciliana, napolitana, calabresa e
romana); os cartéis colombianos e mexicanos; a Yakuza (Japão); as Tríades (China); os cartéis nigerianos,
somalis e sul-africanos; os Dragões Vermelhos (Vietnã, Laos e Cambodja), especializados na produção de
papoulas, ópio e heroína; a Máfia Russa e suas ramificações por todo o Leste Europeu, que controla a
lavagem de dinheiro e o contrabando de armas. Trata-se de um conglomerado de “negócios criminosos” que
gere o mercado ilegal em estaca global. Este é o cerne do crime organizado, que delega para baixo as tarefas
do submundo.
Diante disto, nossos bandidos, incluindo os do colarinho branco, são raia miúda. No entanto, o crime
organizado está bem estabelecido entre nós.
[Blog Carlos Amorim, 25 de junho de 2010]
Observações
􀂇􀀃 Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
􀂇􀀃 Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
􀂇􀀃 O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
􀂇􀀃 O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
􀂇􀀃 O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

PROPOSTA II
Como resolver o problema da criminalidade infantil em nossa sociedade?
A ligação entre menores carentes e criminalidade não é algo novo no Brasil. O cinema já retratou isso em
várias produções, como os filmes [Jornal Nacional, Rede Globo, 23/8/2011]Pixote, Cidade de Deus e a
recente adaptação do romance Capitães de Areia, de Jorge Amado. O perfil desses adolescentes quase
sempre envolve a vida nas ruas, falta de estrutura familiar, miséria, drogas. Muitas vezes, por serem
inimputáveis, os menores são considerados peças de valor em gangues criminosas. Se tiverem entre 12 e
18 anos, ainda podem ser encaminhados, por ordem judicial, para internação em estabelecimento
educacional, mas se tiverem menos de 12 anos não podem sequer sofrer qualquer tipo de restrição à
liberdade. Assim, amparados pelas proteções legais, esses pequenos infratores agem livremente, sem que
ninguém consiga controlá-los. Para analisar as causas e consequências da criminalidade envolvendo
crianças e adolescentes, leia os textos da coletânea
e elabore uma dissertação em prosa que responda
à seguinte questão: Como resolver o problema da
criminalidade infantil em nossa sociedade?
Menores destroem instalações do Conselho Tutelar
Menores infratores tentaram roubar um hotel, em São
Paulo. Depois de serem apreendidos, destruíram
instalações do Conselho Tutelar. Os menores
Imagem do filme Pixote, a lei do mais fraco, arremessam tudo o que encontram pela frente.
de Hector Babenco. Policiais chegam para acalmá-los. A desordem dura
praticamente quatro horas.
Parece que um furacão passou pelo Conselho Tutelar.
Sob o olhar paciente dos policiais, a caminho da
delegacia, os menores arremessam mais objetos. Na
delegacia, nova confusão.
(...)
O grupo foi apreendido instantes depois, ainda perto do hotel. Depois de toda a confusão, as cinco crianças
foram levadas para abrigos municipais. Em apenas dez minutos, por vontade própria, duas delas voltaram
para as ruas. As outras podem sair a qualquer momento porque a lei não permite nenhum tipo de restrição à
liberdade para menores com até 11 anos de idade. Já os dois adolescentes passaram a noite na Fundação
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Casa, a antiga Febem. Muito mais calmos, não criaram problemas e vão passar por avaliações sociais e
psicológicas.
Segundo a promotoria, os sete menores têm famílias, mas dormem nas ruas.
“Nós teríamos que voltar essas crianças para educação. Um espaço onde eles possam aprender, satisfazer
as suas necessidades de afeto, de conhecimento, sempre na companhia da família e de outros agentes
sociais responsáveis por esse assunto”, destaca a pedagoga Neide Noffs.
[Jornal Nacional, Rede Globo, 23/8/2011]

O que a lei maior diz do menor


Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com
absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a
salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
[Constituição Federal de 1988]

Estudo sobre o menor infrator


São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, nos termos de dispositivo constitucional (art. 228)
e regra de direito penal (art. 27).
O critério é puramente biológico, explicando Guilherme de Souza Nucci que “A lei penal criou uma presunção
absoluta de que o menor de 18 anos, em face do desenvolvimento mental incompleto, não tem condições de
compreender o caráter ilícito do que faz ou capacidade de determinar-se de acordo com esse entendimento”
(Código Penal Anotado, art. 27).
Todavia, embora “penalmente inimputáveis”, ficam esses menores sujeitos às normas estabelecidas na
legislação especial. Essa “legislação especial” está contida no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº
8.069/90), dispondo o seu artigo 121, § 5º que, verificada a prática de ato infracional o Juiz de Menores
poderá aplicar ao adolescente (entre 12 e 18 anos de idade) internação em estabelecimento educacional,
porém com liberação compulsória aos 21 anos de idade.
(...)
É o adolescente infrator vítima da violência no próprio lar, do abandono, da falta de escola, educação e de
lazer. Desamparado, vira frequentador de locais impróprios, se entrega às tentações do álcool e das drogas.
Inicia-se, assim, na delinquência, praticando pequenas infrações. Passa a ser explorado por maiores, que o
utilizam na linha de frente do crime. Infrações maiores são praticadas com a consciência da impunidade.
[Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo]

Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema Como
resolver o problema da criminalidade infantil em nossa sociedade?

Observações
􀂇􀀃 Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
􀂇􀀃 Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
􀂇􀀃 O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
􀂇􀀃 O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
􀂇􀀃 O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

Proposta III

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A sociedade brasileira e os conflitos no trânsito
O trânsito nas grandes cidades tem crescido de modo descontrolado nas últimas décadas, fazendo com
que o tempo gasto pelas pessoas dentro do carro torne-se, às vezes, insuportável. Uma das piores
consequências disso é o aumento da violência provocada por motoristas: são atitudes de desrespeito ora
com o pedestre, ora com os outros condutores. Muitas vezes, o carro é usado como arma nessa luta
urbana em que se transformou a difícil convivência entre estressados. São inúmeras as campanhas para
incentivar a direção segura, mas, mesmo assim, casos impressionantes de violência no trânsito, incluindo
muitas mortes, continuam sendo divulgados pela
mídia, todos os dias. Diante dessa realidade, o
que pode ser feito para lidar eficientemente com
esse problema? Observe os textos da coletânea
e elabore uma dissertação argumentativa sobre
o tema, respondendo a questão: É possível
reduzir o nível de violência no trânsito brasileiro?
Indenizando os sobreviventes

As indenizações por acidentes de trânsito no Brasil


já passaram de R$ 1 bilhão neste ano. Desde
2003, a quantidade aumentou 133%. O total de
indenizações pagas pelo seguro DPVAT (Danos
Pessoais Causados por Veículos Automotores de
Via Terrestre) para vítimas de acidentes de trânsito
no Brasil aumentou 36,4% no primeiro semestre
deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. São Paulo foi o Estado com o maior
número de pagamentos por morte - 4.841, ou 19% do total do País. Minas, com 10%, Rio e Paraná, ambos
com 7%, aparecem na sequência. Os dados foram divulgados ontem no Rio pela Seguradora Líder,
administradora do DPVAT. Entre janeiro e junho, foram feitos 165.111 pagamentos (R$ 1,127 bilhão).
"Infelizmente, o seguro é um reflexo de uma situação que verificamos no País. Os índices de acidentes são
alarmantes, seja em feriados ou no dia a dia", disse o diretor da seguradora, Ricardo Xavier.

[O Estado de S. Paulo, 28 de julho de 2011]

Motorista bate Porsche e mata mulher


O motorista do carro Porsche envolvido em um acidente que matou uma pessoa na manhã deste sábado
responderá por homicídio doloso --quando há intenção de matar--, segundo a SSP (Secretaria de Segurança
Pública). O acidente aconteceu no cruzamento das ruas Tabapuã e Bandeira Paulista, no Itaim Bibi (zona
oeste de SP), por volta das 2h30, e provocou a morte de Carolina Menezes Cintra Santos, de 28 anos.
[Folha.com, 9 de julho de 2011]

Tiros em Botucatu

São Paulo - O motorista Jonas Braga de Albuquerque, de 44 anos, acusado de matar a tiros Adriano Antonio
dos Santos, de 28, durante uma briga de trânsito em Botucatu (SP), se apresentou à polícia na manhã de
hoje. O homem prestou depoimento e foi liberado. Por ter se apresentado espontaneamente, ele responderá
ao processo em liberdade. Jonas deve ser indiciado por homicídio doloso - quando há intenção de matar - e a
pena pode chegar a 30 anos. De acordo com a Polícia Civil, o carro de Adriano perdeu o freio e bateu no
veículo dirigido por Jonas, no último domingo, 14. Jonas saiu do carro e começou a discutir com o outro
motorista. Um irmão de Adriano chegou e os dois passaram a bater em Jonas. Ferido pelo acidente e as
agressões, Jonas foi até sua casa, nas proximidades, pegou um revólver e deu um tiro em Adriano.
[UOL Notícias, 16 de agosto de 2011]

Violência no Trânsito

Para Júlio César Fontana Rosa, psiquiatra especializado em comportamento de trânsito da Associação
Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), o risco de se envolver num ato de violência é potencializado

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quando o veículo se torna um meio para que a pessoa libere sua agressividade e assim facilite a
provocação do outro.
A belicosidade pode começar com uma simples troca de olhares, seguindo para cara feia, gestos obscenos,
palavrões, chegando à agressão. “O motorista, muitas vezes, não sabe o que vai causar ali, como um dano
ao carro ou à pessoa, mas ela precisa se afirmar. Depois vem o arrependimento. Ou não.”
Pedir desculpas ao realizar uma manobra arriscada sem a intenção de agredir outro motorista pode evitar
muitas discussões no trânsito. “Quem está estressado não vai se sentir desafiado se o outro demonstrar
arrependimento. Normalmente, esse indivíduo que está agressivo é adorável, calmo. Totalmente
irreconhecível em uma briga no trânsito”, afirma Júlio César.
(...)
Para Raquel Almqvist, diretora do Departamento de Psicologia de Trânsito da Abramet, a combinação de
horas ao volante com problemas do dia-a-dia também causa um desgaste muito grande ao motorista. “Os
sintomas físicos são tensão muscular, mãos suadas, taquicardia e respiração alterada, porque há uma
descarga de adrenalina.”
Se quase sempre é difícil fazer uma autoavaliação, é impossível adivinhar o estado de espírito do motorista
ao lado. Assim, uma atitude preventiva – e, por que não, defensiva – é a melhor maneira de não se envolver
em situações de violência. O psiquiatra forense Everardo Furtado de Oliveira afirma que é possível prevenir
uma briga, evitando, por exemplo, contato de olhos com o condutor agressivo, não fazer ou revidar gestos
obscenos, não ficar na cola de ninguém e não bloquear a mão esquerda, por exemplo. Medalhista olímpico
em 1992, o judoca Rogério Sampaio não pensa muito diferente: “Respire fundo, tenha consciência de que
não vale a pena brigar e, principalmente, pense em sua família”.
(...) [Revista Quatro Rodas, julho de 2008, in Abptran]

Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema A
sociedade brasileira e os conflitos no trânsito

Observações
􀂇􀀃 Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
􀂇􀀃 Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
􀂇􀀃 O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
􀂇􀀃 O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
􀂇􀀃 O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

PROPOSTA IV

Enchentes: o excesso de chuvas é o único responsável pelo desastre?

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Um ano após o deslizamento de terras que matou cerca de 50 pessoas em Angra dos Reis, o Estado do
Rio de Janeiro voltou a sofrer as consequências das fortes chuvas de verão. Neste ano, foram mais de 700
mortes na região serrana, motivo de comoção nacional. A Austrália também foi tomada por fenômeno
semelhante, mas lá a enchente, que deixou mais de 3,5 mil desalojados, matou apenas cerca de 30
pessoas. A comparação entre o que ocorreu nos dois lugares dá o que pensar, principalmente quando se
leva em conta que, segundo muitas previsões, há mudanças climáticas em curso e o volume de chuvas
pode aumentar gradativamente ao longo do século. A questão é se o homem está totalmente à mercê das
forças naturais e nada pode fazer diante da fúria da natureza ou se existem formas de prevenir os
desastres e proteger-se deles. Na sua opinião, deve-se culpar somente o excesso de chuvas pelas
catástrofes que atingiram diversas cidades brasileiras neste ano?

Mudança climática e ação contra enchentes


O aumento da incidência de chuvas em consequência das mudanças climáticas globais não pode servir de
desculpa para os governos não agirem para evitar enchentes, na avaliação de Debarati Guha-Sapir, diretora
do Cred (Centro de Pesquisas sobre a Epidemiologia de Desastres), de Bruxelas, na Bélgica. (...) "Dizer que
o problema é consequência das mudanças climáticas é fugir da responsabilidade, é desculpa dos governos
para não fazer nada para resolver o problema",
critica Guha-Sapir, que é também professora de
Saúde Pública da Universidade de Louvain. (...)
Segundo ela (Guha-Sapir), as consequências das
inundações são agravadas pela urbanização
caótica, pelas altas concentrações demográficas e
pela falta de atuação do poder público. (...) Para a
especialista, questões como infraestrutura,
ocupação urbana, desenvolvimento das
instituições públicas e nível de pobreza e de
educação ajudam a explicar a disparidade no
número de vítimas entre as enchentes na Austrália
e no Brasil. [Folha.com/BBC Brasil]

Previsão do tempo
Ignorando evidências sobre eventos climáticos extremos, governantes abandonam populações à mercê de
inundações e deslizamentos Todo ano o discurso se repete. Diante dos desastres provocados pelas chuvas,
autoridades das diversas esferas se referem ao caráter excepcional, inédito, fora do normal, das precipitações
que acabaram de ocorrer. Não mentem ao dizer isso - mas a constatação não lhes serve de desculpa. O
aumento de episódios de chuvas extremas era previsível, diante do crescimento desordenado das cidades e
da mudança climática provavelmente em curso no planeta. Em São Paulo ou em qualquer outra região do
país, as projeções do clima ganham cada vez mais precisão e credibilidade, mas não apontam para
fenômenos novos. Enchentes e deslizamentos se repetem todos os verões, assim como as promessas de
que não voltarão a ocorrer no próximo. Os governantes não agem na medida do necessário para adaptar as
cidades brasileiras a uma situação que se agrava, a olhos vistos, de ano para ano. E que não se explica só
por "causas naturais": surgem na medida da irresponsabilidade humana, em sua repetição e em seus trágicos
efeitos.
[Folha de S.Paulo, editorial, 16 de janeiro de 2011]

O emergente submergiu
No caso da tragédia do Rio, é só somar 1+1+1 e o resultado inexorável será a incompetência do poder
público e o retrato de um país que tem mais de submergido que de emergente. Primeiro 1 - O "Jornal
Nacional" de quinta-feira mostrou que choveu mais em Portugal e na Austrália do que no Rio de Janeiro. Mas
o número de mortos no Rio foi esmagadoramente superior. Segundo 1 - O serviço de meteorologia emitiu
aviso especial sobre a iminência de fortes chuvas precisamente nas áreas que acabaram sendo devastadas.
Uma das prefeituras reconheceu ter recebido o aviso cinco horas antes da explosão. Nada foi feito. Terceiro 1
- A manchete desta Folha, ontem, mostra que desde 2008 o Rio de Janeiro sabia perfeitamente que havia
riscos tremendos nas cidades que foram as principais vítimas. O que foi feito? Nada. Tudo somado, o que se
tem é o óbvio fato de que chuvas torrenciais podem acontecer, deslizamentos formidáveis também -e, até aí,

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a culpa é só da natureza-, mas falta, no Brasil, acontecer a prevenção.
[Clóvis Rossi, Folha de S.Paulo, 16 de janeiro de 2011]

Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o tema
Enchentes: o excesso de chuvas é o único responsável pelo desastre?

Observações
􀂇􀀃 Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
􀂇􀀃 Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
􀂇􀀃 O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
􀂇􀀃 O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
􀂇􀀃 O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

Proposta V
Como solucionar o problema do bullying na escola ou na internet?
Você já ouviu falar de bullying, se é que não travou conhecimento com o problema pessoalmente. De
modo geral, bullying é o comportamento agressivo de um ou mais estudantes contra outro(s). O termo se
origina de bully, que significa "valentão", em inglês. Esse tipo de violência ocorre principalmente nas
escolas, tanto no ensino fundamental quanto no médio, mas não tem se limitado ao âmbito escolar:
também já chegou à internet, de onde derivou a expressão cyberbullying. Com base nas informações
apresentadas na coletânea que segue, faça uma dissertação em que você explique o que é bullying, dê
sua opinião sobre o que, a seu ver, motiva
aqueles que o praticam - isto é, os agressores
- e apresente uma proposta para se lidar com
esse grave problema. Como solucionar a
questão do bullying?

O que é bullying

O termo bullying compreende todas as formas de


atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que
ocorrem sem motivação evidente, adotadas por
um ou mais estudantes contra outro(s), causando
dor e angústia, e executadas dentro de uma
relação desigual de poder. Portanto, os atos
repetidos entre iguais (estudantes) e o
desequilíbrio de poder são as características
essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima.

Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying
possíveis, relacionam-se a seguir algumas ações que podem caracterizá-lo:
Colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar,
ignorar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir,
roubar, quebrar pertences.
[ABRAPIA - Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência]

Papel da escola

"A escola que afirma não ter bullying ou não sabe o que é ou está negando sua existência", diz o médico
pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e
Adolescência (Abrapia), que estuda o problema há nove anos. Segundo o médico, o papel da escola começa
em admitir que é um local passível de bullying, informar professores e alunos sobre o que é e deixar claro que
o estabelecimento não admitirá a prática - prevenir é o melhor remédio. O papel dos professores também é
fundamental. "Há uma série de atividades que podem ser feitas em sala de aula para falar desse problema
com os alunos. Pode ser tema de redação, de pesquisa, teatro etc. É só usar a criatividade para tratar do

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assunto", diz.
[Revista Nova escola]

Baixa autoestima

"O bullying está relacionado ao desenvolvimento de baixa autoestima, ao isolamento social e à depressão.
Influencia a capacidade produtiva do adolescente-vítima, enquanto o agressor pode ser levado a adotar
comportamentos de risco durante a fase adulta, como alcoolismo, dependência de drogas e até mesmo o uso
da violência explícita."

[Aramis Lopes, coordenador do Programa Anti-Bullying da ABRAPIA, in Universia]

Cyberbullying
A prática do cyberbullying, ou intimidação virtual, representa um dos maiores riscos da internet para 16% dos
jovens brasileiros conectados à rede. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada em fevereiro de 2010 pela
Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet, envolvendo 2.160 internautas do país com idades
entre 10 e 17 anos.

Esse mesmo estudo indica que 38% dos jovens reconhecem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying -
quando sofrem atitudes agressivas, intencionais e repetitivas no universo virtual, vindas de uma pessoa ou de
um grupo. Os números mostram, no entanto, que apenas 7% dos entrevistados já ouviram o desabafo de
seus amigos sobre a vivência de situações de agressão e humilhação na internet. [Juliana Carpanez, UOL
Tecnologia]

Tendo como base as ideias apresentadas nos textos acima, os inscritos fizeram uma dissertação sobre o
tema Como solucionar o problema do bullying na escola ou na internet?

Observações
􀂇􀀃 Seu texto tem de ser escrito à tinta, na folha própria.
􀂇􀀃 Desenvolva seu texto em prosa: não redija narração, nem poema.
􀂇􀀃 O texto com até 7 (sete) linhas escritas será considerado texto em branco.
􀂇􀀃 O texto deve ter, no máximo, 30 linhas.
􀂇􀀃 O Rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.

I -NÃO ESQUECENDO A COESÃO...

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II – ATENÇÃO AO MODO CORRETO DE CITAÇÃO NO TEXTO

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III – ATENÇÃO PARA NÃO ERRAR

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IV – PROPOSTAS DE REDAÇÃO
I - TEMAS POLÊMICOS
O esquema do qual trataremos agora deve ser utilizado quando lhe for proposto urn tema polêmico.
Entendemos por tema polêmico aquele que costuma dividir as opiniões de tal modo que dificilmente
conseguimos chegar a um posicionamento capaz de satisfazer a grande maioria das pessoas.
Veja alguns exemplos de temas polêmicos:
1- Cogita-se, com muita frequência, da implantação de pena de morte no Brasil.
2-Muito se tem discutido recentemente acerca da legalização do aborto.
3-O controle da natalidade É de fundamental importância nos países subdesenvolvidos.
4- Dever-se-ia permitir que jovens maiores de dezesseis anos pudessem conseguir a carteira
de habilitação, mediante a permissão dos pais.
5- Há opiniões divergentes quando as autoridades discutem a eliminação das favelas
existentes em vários pontos das grandes metrópoles.
ARGUMENTOS FAVORÁVEIS E CONTRÁRIOS
Ao lermos qualquer um dos temas propostos acima. percebemos imediatamente que as opiniões se
dividem no exame dessas proposições.
No que se refere ao tema 1, muitos encontrariam argumentos favoráveis à implantação da pena de
morte no Brasil, da mesma forma que inúmeros outros poderiam posicionar-se contrariamente à
mesma ideia. A princípio, não é importante que você concorde ou no com a implantação da pena de
morte. Deve, de modo imparcial tentar observar quais os argumentos favoráveis a essa medida.
apresentados por aqueles que compartilham dessa ideia. Você também pode verificar as ideias das
pessoas contrárias a ela. Dessa maneira, teria uma visão global do problema, analisando os
aspectos favoráveis e os aspectos contrários da questão.
Veja agora 0 esquema de dissertação nº 3, que será em seguida utilizado para, através dele.
elaborarmos uma dissertação sobre o tema 1.
Esquema de dissertação nº 3
1º Apresentação do TEMA com rápido INTRODUÇÃO
PARÁGRAFO comentário.
2º Análise dos ASPECTOS FAVORÁVEIS, com
PARÁGRAFO exemplos.

3º Analise dos ASPECTOS CONTRÁ- RIOS, DESENVOLVIMENTO


PARÁGRAFO com exemplos.

4º Expressão inicial + posicionamento


PARÁGRAFO pessoal em relação ao TEMA (facultativo) + CONCLUSÃO
observação final

Como concluir:
Cabe aqui explicar o que significa esse "posicionamento pessoal em relação tema", mencionado na
Conclusão. Depois de abordar. por exemplo. os aspectos favoráveis e contrários à implantação da
pena de morte, você pode chegar a alguma conclusão. Posicionar-se sabre o assunto é justamente
dizer se é contra ou a favor. Esse procedimento deve ser adotado na Conclusão, uma vez. que você
já abordou os diferentes aspectos da questão e pode, então, com base em sua análise, decidir-se e
expor sua opinião pessoal. No entanto, caso você não tenha uma posição definida, deve afirmar
que, em vista da complexidade do problema, torna-se difícil chegar a uma conclusão definitiva.

A PENA DE MORTE
Cogita-se, com muita frequência, da implantação da pena de morte no Brasil. Muitos aspectos
devem ser analisados na abordagem dessa questão.

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Os defensores da pena de morte argumentam que ela intimidaria os assassinos perigosos,
impedindo-os de cometer crimes monstruosos, dos quais costumeiramente temos notícia.
Além do mais aliviaria, em certa medida, a superlotação dos presídios. Isso sem contar que
certos criminosos, considerados irrecuperáveis, deveriam pagar com a morte por seus
crimes bárbaros, tais como assassinatos a sangue frio, estupros, e ouros crimes chocantes.
Outros, porém, não conseguem admitir a ideia de um ser humano tirar a vida de um
semelhante, por mais terrível que tenha sido o delito cometido. Além do mais, há registros
históricos de pessoas executadas injustamente, pois as provas de sua inocência
evidenciaram-se após o cumprimento da sentença. Por outro lado, a vigência da pena de
morte, não é capaz de, por si, desencorajar a prática de crimes: estes não deixaram de
ocorrer nos países em que ela já foi implantada.
Por todos esses aspectos, percebemos o quanto é difícil nos posicionarmos categoricamente
contra ou a favor da implantação da pena de morte no Brasil. Enquanto esse problema é
motivo de debates, só nos resta esperar que a lei consiga atingir as infratores com justiça e
eficiência, independentemente de sua situação sócio-econômica. Isso se faz necessário para
defender os direitos de cada cidadão brasileiro das mais diversas formas de agressão das
quais é hoje vitima constante.

Agora é sua vez: Redija uma dissertação, com o mínimo de 20 e o máximo de 30 linhas,
Sobre o tema “Pena de morte”. Selecione argumentos e exemplos que embasem sua
discussão.

II.
“Não creio, no sentido filosófico do termo, na liberdade do homem. Todos agem não apenas sob um
constrangimento exterior mas também de acordo com uma necessidade interior.” Albert Einstein
Nos últimos dias, notícias acerca do confronto entre a Polícia Militar e estudantes da USP tomaram conta dos
noticiários. O caso teve início quando a Polícia Militar deteve 3 estudantes que estavam em posse de
maconha dentro do Campus.
O Uol noticiou que estudantes contrários à presença da Polícia Militar no campus da USP continuam no
prédio da administração da FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas). Encapuzados, eles
defendem a saída da PM do campus Butantã (zona oeste de São Paulo), mas não querem falar com a
imprensa.
Vejam o que mais a reportagem dizia:
“Um representante do movimento disse apenas que ‘a ocupação vai até a gente conseguir as nossas
demandas’.
Além da saída da PM, os estudantes pedem a saída do reitor João Grandino Rodas. Os manifestantes estão
trancados no prédio e, às vezes, aparecem no portão, sempre encapuzados. Há relatos de que alguns deles
chegaram a atacar um veículo da TV Record.
Do lado de fora do prédio, estudantes que defendem a permanência da PM no campus falam normalmente
com a imprensa.
Rodrigo Souza Neves, aluno do curso de políticas públicas e ex-aluno de história, afirma que os
manifestantes que ocupam o prédio da FFLCH não representam a maioria dos estudantes da universidade.
‘Nós fizemos um plebiscito com cerca de 1.100 alunos, e 60% são a favor da presença da PM no campus.’

Lucas Sorrillo, colaborador no grêmio da Poli (Escola Politécnica da USP), diz que, antes da presença da PM,
não havia segurança na universidade.
“Antes daquele trágico acontecimento [o assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio deste
ano], era comum haver tráfico de drogas e assaltos no campus.”
A reitoria da USP não se posicionou oficialmente sobre a ocupação, mas informou que a decisão do convênio
com a PM foi tomada pelo Conselho Gestor do Campus, que reúne representantes de todas as unidades da
universidade.” [fonte da reportagem]

Sobre este mesmo assunto, em 2009 foi publicada a charge que retrato abaixo. Na época, o governador do

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Estado de São Paulo era José Serra.

PROPOSTA DE REDAÇÃO
Nesta semana vamos discutir a legitimidade desse tipo de manifestação. Você concorda com a ação da
Polícia? Os estudantes presos com maconha dentro do Campus foram discriminados. O que desejam
realmente os manifestantes?
Desenvolva um texto dissertativo discutindo os limites da liberdade na sociedade moderna. Em seu texto,
outras delimitações podem ser dadas desde que o assunto seja este e a fundamentação seja concreta.

Instruções para a proposta


 escreva no máximo 30 linhas;
 use caneta azul escuro ou preta;
 use o padrão culto da linguagem;
 fundamente concretamente sua argumentação;
 deixe clara a delimitação do assunto.

III -PUC RIO DE JANEIRO/ 2009


REDAÇÃO
Uma reflexão sobre o mal-entendido
O jornalista, o cronista, o poeta, todos já trataram, à sua moda, do mal–entendido. Agora é a
sua vez de participar dessa discussão, refletindo sobre o mal-entendido nas relações sociais.
Com o objetivo de contribuir para a sua reflexão, selecionamos alguns textos que abordam essa
questão. Leia-os com atenção e procure confrontar sua percepção e experiência com o que
dizem os textos.
Produza um texto dissertativo-argumentativo no qual você expresse de forma clara, coerente e
bem fundamentada sua concepção de mal-entendido.
Recomenda-se que os textos escolhidos sirvam apenas de auxílio à reflexão e não sejam
copiados. Serão valorizadas, portanto, a pertinência e a originalidade de seus argumentos. Você
deverá contextualizar o tema, discutir posições e manifestar seu posicionamento.
O seu texto deve apresentar um título sugestivo e ter cerca de 25 linhas.

Textos selecionados
A mecânica do mal-entendido
É um truque conhecido da dramaturgia, sobretudo a burlesca, o da conversa cruzada, na
verdade um mal-entendido desdobrável em que uma pessoa diz uma coisa e seu interlocutor,
com ingenuidade ou malícia, entende outra, mas ambos seguem adiante assim mesmo,
impávidos e desentendidos. O diálogo se sustenta quase indefinidamente porque há uma
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simetria artificial no desencontro das mensagens. Do espichamento da tensão assim gerada, e
do caráter reiterativo e portanto antecipável das piadas, tira a comédia de erros aquela graça
que a caracteriza e que tem numerosos apreciadores. A mecânica do riso provocada pela
conversa cruzada não é das mais sutis, o que se comprova vendo programas de humor popular
[...] . O que normalmente ninguém leva em conta é o quanto de conversacruzada existe em
qualquer comunicação. Porque é claro que toda troca de mensagens entre pessoas tem sempre
uma dose de mal-entendido. Esta pode ser gigantesca ou mínima; inexistente, jamais, porque
sua inexistência significaria que a moldura de referências de quem fala é idêntica à de quem
ouve. Uma impossibilidade humana. RODRIGUES, Sérgio. What língua is esta?: estrangeirismos,
neologismos, lulismos & outros modismos. Rio de Janeiro:Ediouro, 2005, p 103.

Cão! Cão! Cão!


Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse
acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida,
saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda
efusão. "Quanto tempo!" O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o
barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa. O dono da casa
encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele.
"Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou
também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e
novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas
perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... Você se
lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?" O cão saltou sobre um móvel, derrubou o
abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas
digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento
do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi. Se
foi. Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão?
Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei
que fosse seu. Não é seu, não?" MORAL: QUANDO NOTAMOS CERTOS DEFEITOS NOS AMIGOS,
DEVEMOS SEMPRE TER UMA CONVERSA ESCLARECEDORA. FERNANDES, Millor. Fábulas
fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1991. p.102-3.

IV – PUC/SP 2011-01-24
Leia com atenção os textos que selecionamos para
orientar a organização da sua redação.
Foto disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:South_America
_satellite_orthographic.jpg
Garimpo e extração mineral na Amazônia
Além de todos os impactos e agressões ao ambiente, causados pelas atividades ligadas à agropecuária e à
exploração madeireira, o extrativismo mineral também representa uma fonte de degradação ambiental.
Atualmente, na Amazônia, existem cerca de 20 regiões de alta concentração de garimpos de ouro. São famosas as
histórias do Projeto Carajás e do Projeto Jari nas décadas de 70 e 80.
A Amazônia possui ainda uma série de riquezas minerais mal exploradas economicamente. Metais como ferro, zinco,
alumínio, nióbio* e ouro estão presentes no subsolo amazônico em quantidades variáveis. A maior mina de nióbio do
planeta está em São Gabriel da Cachoeira, estado do Amazonas. Em Nova Olinda,
também no Amazonas, há uma reserva de Cloreto de Potássio (KCl, importante fertilizante de solos) estimada
em 340 milhões de toneladas, que até o começo da década de 90 estava sendo estudada pela Petromisa,
com colaboração do Serviço Geológico do Brasil (CPRM). O governo Collor extinguiu a Petromisa,
deixando esta importante reserva abandonada. Cabe salientar que os custos que o Brasil tem com a
importação de fertilizantes agrícolas só são superados pelos custos de compra de petróleo.
Porém, é no garimpo de ouro aluvial na Amazônia que toda a sorte de conflitos econômicos e sociais se
manifestam. O Brasil não possui uma política mineral explícita, sendo a exploração do ouro organizada
regionalmente, pelas populações locais, movidas por aspirações de ascensão e fuga da eterna exclusão
social. Frequentemente os garimpos funcionam com infraestrutura precária, agredindo o ambiente e liberando
grandes quantidades de mercúrio nos rios, no ar e no solo. *Nióbio - metal usado em ligas.Disponível em <
http://www.comciencia.br/reportagens/ amazonia/amaz14. htm>. Acesso em 20 out. 2010.

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Homem e natureza: uma relação de disputa?
Silvia D. Schiros
Fazemos parte de algo grande, complexo e belo. Mas hoje, parece que, para o homem, a natureza é uma
propriedade - um objeto que pertence a ele, a um semelhante ou ao governo. Hoje, a natureza é dinheiro. O homem se
pergunta: o que posso tirar dela para produzir algo que me dê retorno financeiro?
Já sabemos que todas as nossas ações têm impacto sobre o meio ambiente. E precisamos acordar para o
fato de que necessitamos da natureza para sobreviver. Temos que aprender a não só querer receber, mas também a dar. A
relação precisa ser de troca, não de dominância, nem de antagonismo. Não tem que ser "homem x natureza". Pode ser
"homem e natureza".
Temos que mudar a nossa perspectiva, aprender a olhar a vida de outra forma. Tarefa difícil, mas não impossível. E como
vamos chegar lá? Lester Brown e Hugo Penteado, por exemplo, acreditam que é preciso mudar o paradigma econômico
em que nossas vidas se baseiam. A economia tradicional vê os recursos como ilimitados, mas já estamos cansados de
saber que nossos recursos são limitados. Se forem usados sem que sejam repostos, logo acabarão. Esse novo paradigma,
onde natureza e pessoas são importantes, exige uma reestruturação do pensamento econômico e cultural.
Trabalho difícil, considerando quão arraigados estão os conceitos de exploração à exaustão em prol do crescimento
econômico e do consumo desenfreado, já que hoje vemos os bens como facilmente descartáveis. Como podemos viver
em harmonia e equilíbrio com a natureza? Como podemos fazer a nossa parte? Schiros, Silvia.
PROPOSTA
Com base nas informações obtidas nos dois textos acima, elabore um texto dissertativo-argumentativo que
relacione homem e natureza, propondo uma intervenção - social, política ou econômica - para uma sociedade
que vive um paradoxo: pressionada de um lado pelo consumo e pelo outro, pela necessidade de estar em
harmonia com a natureza,embenefício da qualidade de vida. Dêumtítulo ao seu texto.
IMPORTANTE
Passe a sua redação a limpo, a tinta, no espaço a ela destinado. O rascunho não será considerado. Seu
trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios:
1. Desenvolvimento do tema com espírito crítico
2.Adequação da linguagem à norma culta.
3. Construção textual e escolha do título compatíveis com o tipo de texto proposto
Sua redação será anulada, se você fugir do tema proposto.

V – REDAÇÃO PUCRS-2010

Os textos desta prova abordam assuntos que dizem respeito à nossa vida, tais como leitura, literatura, cidadania,
livros, imaginação, criatividade, memórias de infância, lugares imaginários, entre outros. Os temas de redação
apresentados a seguir, como é tradição no Concurso Vestibular da PUCRS, têm relação com alguns desses
assuntos.
Leia as propostas e as orientações com atenção, escolha uma delas e elabore seu texto.

TEMA 1
Mesmo que não sejamos adeptos da geoficção, somos capazes de criar lugares imaginários. Podemos, por
exemplo, imaginar como seria a cidade, a região ou o país ideal para viver, a partir daquilo que mais
valorizamos.
Caso escolha este tema, apresente o lugar que, para você, seria ideal para viver, defendendo os princípios
que você valoriza e que orientariam a criação desse lugar.
Não esqueça: seu texto poderá utilizar a primeira pessoa e apresentar trechos descritivos, mas o que deve
predominar são seus argumentos em defesa das qualidades que importam para você.

TEMA 2
Crianças pequenas costumam ter imaginação muito fértil. Com o passar dos anos, geralmente vai-se reduzindo
essa abertura para a fantasia, essa criatividade tão acentuada nos primeiros anos de vida, e que nos permite criar
mundos imaginários, seres superpoderosos, amigos invisíveis.
Entretanto, a criatividade é um importante atributo em todos os campos humanos, do pessoal ao profissional.
Profissionais criativos, atualizados, abertos a inovações são pessoas que provavelmente não deixaram morrer a
fantasia, direcionando seu foco e adequando-a a diferentes situações.
Se você escolher este tema, deverá escrever sobre a importância da criatividade na vida profissional,
apresentando exemplos ou situações em que ela seja um fator decisivo para o sucesso.
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TEMA 3
A escola tem sido bastante criticada por não estimular a formação de um aluno reflexivo, questionador, que
perceba a importância de desenvolver referenciais que lhe possibilitem constituir-se como cidadão atuante na
sociedade e no meio profissional.
A partir de sua experiência de vida e do que você tem observado e aprendido, reflita:
Que características deve ter a escola e tudo que nela se inclui – professores, alunos, pais, direção,
recursos – para ser realmente efetiva?
Para desenvolver seu texto, você pode focalizar um ou dois desses componentes do universo escolar,
discorrendo sobre o seu papel e a contribuição que ele(s) pode(m) trazer para a melhoria dessa instituição.

VI – Tema da redação:
"Ação à distância, velocidade, comunicação, linha de montagem, triunfo das massas, Holocausto: através das
metáforas e das realidades que marcaram esses 100 últimos anos, aparece a verdadeira doença do
século…” (extraído de "Rápida Utopia", Umberto Eco, em Veja — 25 ANOS: Reflexões para o futuro)
Dê continuidade a esse texto, desenvolvendo o tema destacado. Selecione, da enumeração abaixo e de seu
universo de informações, os argumentos necessários para a defesa de sua tese.

1. Qual seria a verdadeira doença do século? Existe realmente a doença a que se refere o autor ou se trata
de uma figura de linguagem?
2. Há apenas uma doença ou um conjunto de doenças? Quais os sintomas? Quais as causas?
3. O século XX traz consigo a soma das conquistas humanas e das contradições seculares não resolvidas.
4. Século das massas - inúmeros direitos conquistados; outros por conquistar. Isso seria uma doença?
5. Século da vertiginosa corrida tecnológica e científica: deixamos para trás o barco a remo, a energia eólica e
viajamos no foguete interplanetário ou pela Internet. Daí a hiperespecialização (outra doença?). A ciência e a
tecnologia, definitivamente, tornarão o homem um escravo (3ª doença?) ou garantirão a sua sobrevivência no
planeta? (A tecnologia que destrói a camada de ozônio será capaz de reparar os danos causados à
natureza? Os homens da ciência nos salvarão do câncer e da Aids, ainda que continuem poluindo os rios,
contaminando-nos com produtos tóxicos?).
6. Século da comunicação rápida: já trocamos o carro de boi por cartas e celulares. Um tornado nos Estados
Unidos, uma bomba no Oriente Médio, um recorde quebrado na maratona de Sidney, um vírus ebola na
África, tudo isso pode ser dividido conosco, em frações de segundo, sem que precisemos sair de casa. A
velocidade desse século fez com que a comunicação transformasse a informação em espetáculo (4ª
doença?). Assistiremos, confortavelmente no sofá de nossa sala, à descida do homem em Marte e às guerras
da fome? Veremos e ouviremos a (in)feliz notícia de que o homem foi finalmente clonado ou apertou o tão
temido botão que a tudo e a todos elimina à distância?
7. Século da montagem em série: o precioso tempo que se gasta para fazer uma carroça já é coisa do
passado. Hoje carros "pingam" por minuto; bicicletas, remédios, roupas, também. Bens materiais e espirituais
se equivalem na linha de montagem. A palavra também é coisa (5ª doença?).
8. Século dos limites: estresse, depressão, fragilidade, neurose, enfarte; apogeu da inteligência e da burrice
humanas expressas em paradoxos abundantes; exacerbação do poder, do estrelismo realçados pela
egolatria e pela busca insana de um brilho fugaz; sucateamento das emoções e aniquilamento das paixões;
poderio do medo e da desordem, da conspiração; consagração do golpe, do roubo, do assassinato
mesquinho e "politicamente correto" (6ª doença?).

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VII –
Polícia para quem precisa, polícia para quem precisa de polícia.

A partir da imagem e da citação acima, disserte selecionando argumentos convincentes para a


defesa do tema.

Instruções para a proposta

 Escreva, no máximo, 30 linhas;


 Use caneta azul escuro ou preta;
 Use o padrão culto da linguagem;
 Fundamente, se possível, com elementos concretos seu texto. Isso valoriza-o.

VIII – FGVSP/2010
REDAÇÃO
Texto
No mundo moderno, cuja legitimidade é baseada na liberdade e igualdade de seus membros, o poder não se
manifesta abertamente como no passado. No passado, o pertencimento à família certa e à classe social certa
dava a garantia, aceita como tal pelos dominados, de que os privilégios eram ‘ justos’ porque espelhavam a
‘superioridade natural’ dos bem-nascidos (...).
A ideologia principal do mundo moderno é a ‘meritocracia’, ou seja, a ilusão, ainda que seja uma ilusão bem
fundamentada na propaganda e na indústria cultural, de que os privilégios modernos são ‘ justos’ (...). O ponto
principal para que essa ideologia funcione
é conseguir separar o indivíduo da sociedade (...). O ‘esquecimento’ do social no individual é o que permite a
celebração do mérito individual, que em última análise justifica e legitima todo tipo de privilégio em condições
modernas. Jessé Souza, A Ralé Brasileira, 2009, p. 43

Escreva uma redação argumentativa discutindo o texto acima, na qual, além de seu ponto de vista sobre as
ideias defendidas pelo autor, estejam explícitos os seguintes aspectos:
— em que consiste a meritocracia?
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— por que o autor considera a meritocracia uma “ilusão”?
— de que maneira a meritocracia se manifesta na realidade brasileira?

Para avaliar a redação, serão considerados, principalmente:


 o conhecimento de fatos históricos, geográficos e da realidade atual, necessários ao desenvolvimento do
texto;
 a correta expressão em língua portuguesa;
 a clareza, a concisão, a coesão e a coerência;
 a capacidade de argumentar.

Instruções: — A redação deverá seguir as normas da língua escrita culta*.
— O texto deverá ter, no mínimo, 20 e, no máximo, 30 linhas escritas.
— Textos fora desses limites não serão corrigidos, recebendo, portanto, nota zero.
— A redação deverá ser apresentada a tinta.
— A página 2 é destinada ao rascunho e não será considerada na correção da prova.

* As questões das provas do Vestibular foram elaboradas conforme as novas regras do Acordo Ortográfico da
Língua Portuguesa, promulgado, no Brasil, pelo
Decreto 6.583, em 29/09/2008.

IX - redação FGV ECONOMIA


Leia os textos.
Texto I
Num mundo completamente submetido às andanças da Economia, nós, os leigos desta ciência,
temos muita dificuldade em nos
mantermos a par de seus processos e nomenclatura. Mas, pior, sentimos que somos subjugados
pela sua dinâmica e ficamos inferiorizados,
suplantados e arrastados pela força de quem os domina. Não acham que já é altura de a escola
assumir este conhecimento e
fornecer instrumentos para que esta inferioridade não se perpetue? Afinal, e sob o ponto de vista da
própria Economia, cada um de
nós é um elemento de produção, logo um elemento da cadeia econômica mundial.
Mara Luquet, jornalista e escritora brasileira da área econômica, foi sensível a esta questão e, se
assim o pensou, melhor o fez:
criou a Bicholândia, recheada de habitantes com um bom punhado de profissões e diferentes
contribuições para a dinâmica econômica
da comunidade. Há a Formiga Emília, empresária; a Cigarra Nara, cantora; a Joaninha Aninha,
assalariada; o Tatu Artur, banqueiro,
entre outros, como a Galinha Binha, industrial:
A D. Binha, que não põe os ovos todos no mesmo cesto...
ou seja, diversifica os investimentos.
(http://mariacatela.blogs.sapo.cv/tag/economia. Acessado em 11.10.12. Adaptado)

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A D. Binha, que não põe os ovos todos no mesmo cesto...


ou seja, diversifica os investimentos.
(http://mariacatela.blogs.sapo.cv/tag/economia. Acessado em 11.10.12. Adaptado)

Texto II
Fazer com que os filhos pequenos aprendam noções básicas de economia, poupança,
investimentos, gastos e orçamento não
está nos planos de muitas famílias – mas deveria estar. Não faltam psicólogos, professores,
orientadores pedagógicos, consultores
financeiros e economistas que afirmem que a educação financeira deve começar bem cedo, ainda
na infância. E as atitudes que
podem ser tomadas pelos pais vão muito além de conceder uma mesada ao fim do mês, hábito que
exige mais controle do que se possa
imaginar. Parece complicado? Embora dê trabalho, o processo de educação financeira é
importantíssimo para evitar, por exemplo,
futuros problemas de endividamento.
(www.bebe.bolsademulher.com./planejamento/finanças-para-crianças. Acessado em 11.10.2012)

Texto III
Cerca de um quarto dos projetos de lei na área da educação que tramitam no Congresso atualmente
propõe a criação de novas
disciplinas ou mudanças no conteúdo do currículo escolar. Um desses projetos visa criar a disciplina
de educação financeira para os
currículos de 6.º a 9.º anos do ensino fundamental e do ensino médio.
De acordo com Dermeval Saviani, professor da Unicamp, as medidas que criam disciplinas e
conteúdos pelos parlamentares são
“exóticas”, e não poderiam ser definidas nesse nível. “É no âmbito das escolas que as normas gerais
fixadas pelo Congresso Nacional,
pelas Assembleias e pelos Conselhos devem ser traduzidas na sua composição curricular”, explica.
Para ele, essas leis aparecem como
distorções, porque vão na contramão da educação na forma de um sistema articulado.
(www.observatoriodaeducacao.org.br. Acessado em 11.10.2012. Adaptado)

Texto IV
O vazio deixado pela falência da educação humanista – a que buscava formar a excelência dos
talentos e habilidades, o “homem
integral” – vem a ser preenchido pelos valores da mídia e do mercado, agente subordinador de todas
as esferas da vida ao fator econômico,
que visa adaptar o indivíduo aos valores empresariais do lucro, da competição e do sucesso. Na
perspectiva humanista, as
disciplinas são formadoras, mas na cultura da mídia e do mercado, elas têm de ser performáticas,
isto é, instrumentalizadas, já que
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estão a serviço de fatores alheios ao verdadeiro sentido de educar e preparar alguém para a vida.
Diante disso, torna-se necessário
transportar para o século XXI a arte de formar “homens obras de arte, éticos e criadores”,
repensando a chamada Paideia, que era a
base da educação de crianças e jovens na Antiguidade. Trata-se de reconquistar para os dias atuais
as lições de uma educação ética e
criadora, lições que não conhecem diferença alguma entre o antigo e o moderno, uma vez que a
dignidade de nascer, viver e morrer
não conhecem variações e muito menos modismos de ocasião.
(Adaptado das obras de Olgária Matos e Viktor Sallis)
Com base na coletânea de textos, elabore uma dissertação, na norma-padrão da língua portuguesa,
sobre o tema:

Cabe à escola e à família preparar crianças e adolescentes para lidar com as finanças?

X – FGV ADM 2013 –


Uma nação de conformistas mimados
Muito se falou do espírito olímpico no corrente ano. Não sei ao certo o que isso significa, mas o termo
engloba uma combinação de coragem, generosidade e determinação. É a força que empurra um indivíduo
aos limites da resistência física, em nome não da vitória, mas do esforço humano.
O problema é que a expressão será brandida numa sociedade que parece estar empenhada ao
máximo em anular esse espírito. A Grã-Bretanha, anfitriã dos Jogos Olímpicos, se tornou a terra por excelência
da "gestão da segurança", onde o risco, a iniciativa, a responsabilidade pessoal e a vivência de extremos vêm
sendo esmagados em nome da necessidade de uma babá que proteja todos dos perigos de pisarem porta
afora. (...)
A segurança não deveria ser "o mais importante" – não em detrimento da liberdade, da aventura e do
desconhecido. Não é porque existem cada vez mais ferramentas para controlar as pessoas que as autoridades
devam usá-las. Não é porque acidentes acontecem que a vida deva ser vivida como se eles fossem sempre
iminentes. As crianças precisam conhecer insetos, ervas venenosas, trilhas traiçoeiras e sons noturnos
estranhos nas florestas. Elas não precisam de uma segurança hermeticamente fechada. (...)
Crianças de várias escolas britânicas foram orientadas nos últimos anos a usarem óculos para
manusearem certas colas, a não brincarem com caixas de ovos vazias, por causa da contaminação por
salmonela, a usarem capacetes ao passar sob castanheiros-da-índia e a desistirem de disputar "corridas de
três pernas", por serem perigosas demais. Um custoso estudo concluiu que levar crianças ao boliche pode ser
arriscado, porque elas podem correr pela pista e se enroscar no maquinário.
A União Europeia não fica muito atrás, é claro. Propostas feitas no ano passado sugeriam proibir
cabeleireiras de usar salto alto (perigoso) ou bijuterias (anti-higiênico) na hora de cortar cabelos. Por favor!
O equilíbrio entre liberdade e responsabilidade pessoais e supervisão do governo ficou seriamente
distorcido no Ocidente na última década. Mesmo nos Estados Unidos, onde a psique nacional é construída em
torno da ideia de liberdade, a disposição para o litígio coíbe a decisão de assumir riscos. O prefeito de Nova
York, Michael Bloomberg, é bem intencionado ao querer proibir a venda de refrigerantes grandes, mas está
errado. Se as pessoas querem essas bebidas, é um direito delas.
Não estamos mais criando pessoas olímpicas. Estamos criando conformistas mimados, inclinados a
verem perigo por todos os lados.
Roger, Cohen. The New York Times/Folha de S. Paulo, 02 de julho de 2012

Tendo lido com atenção os excertos do artigo aqui reproduzidos, redija uma dissertação em prosa, na
qual você discuta as ideias do autor, atentando especialmente para as seguintes questões, a elas
relacionadas:
A tendência à criação de um mundo de “conformistas mimados”, apontada pelo autor,
corresponde à realidade?
O que pensar da crítica que ele faz a essa tendência?
Tal tendência se verifica também nos estratos sociais superiores do Brasil?
Procure argumentar com coerência e clareza, de modo a expor com eficiência seu ponto de vista
sobre o assunto.

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XI – ITA/ 2012
INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO
Observe a charge ao lado. A partir dela, e considerando os textos desta prova cujos temas se aproximam ao
da charge, redija uma dissertação em prosa, na folha a ela destinada, argumentando em favor de um ponto
de vista sobre o tema. A redação deve ser feita com caneta azul ou preta.

Na avaliação de sua redação, serão considerados:


a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um
ponto de vista sobre o tema;
b) coesão e coerência do texto; e
c) domínio do português padrão. (Serão aceitos os dois
Sistemas Ortográficos em vigor, conforme Decreto
6.583, de 29/09/2008.)

Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer


posicionamento ideológico do candidato.
Você poderá usar para rascunho de sua redação as
páginas em branco dos cadernos de questões desta prova e da
prova de Inglês. O rascunho não será considerado para
avaliação de sua redação.

XII –ITA/2013
REDAÇÃO
Leia a tirinha ao lado. A partir dela, e considerando os textos desta prova cujos temas se aproximam ao da tirinha,
redija uma dissertação em prosa, na folha a ela destinada, argumentando em favor de um ponto de vista sobre o
tema. A redação deve ser feita com caneta azul ou preta.
Na avaliação de sua redação, serão considerados:
a) clareza e consistência dos argumentos em defesa de um ponto
de vista sobre o assunto;
b) coesão e coerência do texto; e
c) domínio do português padrão.

Atenção: A Banca Examinadora aceitará qualquer


posicionamento ideológico do candidato.
Você poderá usar para rascunho de sua redação as páginas em
branco deste caderno e do caderno de questões da prova de
Inglês. O rascunho não será considerado para avaliação de sua
redação.

http://spinorbitalatomico.blogspot.com.br. Acesso em: 20/06/2012

XIII – Redação Mackenzie /2013

Redija uma dissertação a tinta, desenvolvendo um


tema comum aos textos abaixo.
Texto I
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Para as sociedades ocidentais funcionarem, temos que comprar. Para
comprar no nível que a máquina econômica nos pede, temos que, mais
do que comprar, consumir sempre e cada vez mais. [...] Só alguém sem
alma pode ver um shopping center no fim de semana e não ter vontade
de vomitar. Um certo mal-estar com relação à sociedade de consumo é
necessário se você quiser manter sua saúde mental em dia. A sociedade
que consome sem um mínimo de mal-estar é uma sociedade de doentes
mentais.
O problema é que não conhecemos nenhuma experiência histórica
real na qual a liberdade política tenha sobrevivido ao extermínio da
liberdade de iniciativa econômica.
Por outro lado, a vida humana é precária e tudo tem um custo real.
Não conhecemos nenhuma forma de criar ciência, conforto, técnica,
direitos humanos sem o uso de dinheiro. E assim voltamos ao consumo:
o consumo garante a sobrevivência da economia no nível exigido pelo
nosso desejo de conforto, ciência, técnica, direitos humanos.
Luiz Felipe Pondé, Folha de S.Paulo
Texto II
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira [13.06.2012],
em discurso no Rio, que o governo, a despeito da crise financeira global,
não interromperá os investimentos e continuará a incentivar o consumo
como meio de impulsionar a economia. Para ela, ainda há uma margem
grande de crescimento econômico e social e, em consequência, do
consumo no País.
“A mim espanta aqueles que dizem que o momento do consumo
no Brasil passou. Ora, como pode ter passado se este País tem uma
demanda reprimida?”, disse ela, para quem os brasileiros pobres ainda
“vão ter acesso (aos bens de consumo)” e formam “um grande mercado
consumidor”. [...] “Nós vamos continuar ampliando o consumo da
população brasileira, sim. E mais. E mais. Esse mercado é um mercado
ainda incipiente do ponto de vista de crédito.”
http://economia.estadao.com.br/
pág. 3 Transferência

Texto III
Muitos teóricos e políticos nos países predominantemente capitalistas
têm enfatizado a capacidade do capitalismo em promover o crescimento
econômico [...]. Os defensores argumentam que o aumento do PIB (per
capita) é empiricamente demonstrado sobre um padrão de vida melhor,
como uma melhor disponibilidade de alimentos, habitação, vestuário e
cuidados de saúde. A diminuição do número de horas trabalhadas por
semana e a diminuição da participação das crianças e dos idosos no
mercado de trabalho também têm sido atribuídas ao capitalismo.
Os defensores também acreditam que uma economia capitalista
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oferece muito mais oportunidades para os indivíduos aumentar a sua
renda através de novas profissões ou empreendimentos que as outras
formas econômicas. Para o seu pensamento, esse potencial é muito maior
do que em qualquer das sociedades tradicionais tribais ou feudais ou em
sociedades socialistas.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo

XIV – Proposta de redação 1 (Estilo ENEM)


Os amigos precisam de tempo e de intimidade. Como diz o ditado, não podem
se conhecer sem que tenham comido juntos a quantidade necessária de sal.
Aristóteles, filósofo.
Texto I
Uma pessoa poderia ir à loucura tentando precisar o momento em que perdeu um amigo. Além disso, raramente
esse amigo deixa claro o que sente enviando um alerta de e-mail.
Não é apenas um fato da vida, mas também uma política do Facebook. Embora muitas ações triviais façam o
Facebookenviar um alerta a todos os seus amigos colocar uma nova foto, mudar seu status de relacionamento,
usar o Fandango para a compra de ingressos de Paul Blart: MallCopdeletar alguém de sua lista não é uma delas.
Foi essa política que o Burger King desrespeitou com sua campanha "WhopperSacrifice", que oferecia um
hambúrguer de graça a qualquer um que cortasse os laços sagrados de amizade com dez de seus contatos no
Facebook. O sitesuspendeu o programa porque o Burger King estava enviando notificações aos excluídos,
informando-lhes que haviam sido deletados por causa de um sanduíche (ou, mais precisamente, um décimo de
sanduíche).
A campanha, que provocou o fim de 234 mil amizades, já é passado o Burger King decidiu encerrá-la em vez
de fazer as modificações necessárias para se adequar à política do Facebookmas o mesmo não pode ser dito da
ansiedade que isso causou. À medida que redes sociais se tornam onipresentes, as pessoas agarradas à etiqueta
social são aturdidas por questões a respeito da "remoção de amigos": como e quando fazê-la e como se livrar
disso silenciosamente.
"Se alguém com mais de mil amigos me deleta, fico ofendido," disse Greg Atwan, autor do livro The Facebook
Book, um guia satírico. "Mas se for alguém com apenas 100 amigos, você entende que ele está tentando se
limitar às pessoas íntimas." [...] Disponível em: <http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3482137-
EI4802,00- Redes+sociais+podem+criar+e+desfazer+amizades.html>. Acesso em 29 mar. 2011 (Texto
adaptado.)

Texto II
A amizade é uma das manifestações de intimidade que envolve relações em que estão presentes, entre outros,
elementos, como confiança, lealdade, cooperação, carinho, apoio, franqueza. Essas características envolvem
reciprocidade. Uma relação de amizade é uma relação pessoal, informal, voluntária e positiva. De longa
duração, implica reciprocidade, que envolve atração pessoal e que facilita os objetivos que os envolvidos
querem atingir. As expectativas que estão subjacentes às relações de amizade são as seguintes: defender o
amigo quando está ausente; partilhar com ele os acontecimentos e as ocorrências relevantes; apoiá-lo
emocionalmente sempre que for preciso; confiar no outro e ser verdadeiro e apoiar o outro de forma espontânea
e voluntária, sempre que necessário. Assim como reconhecemos que as relações de amizade correspondem a
um importante suporte psicológico, a sua ruptura é um fato de grande perturbação. As amizades variam
segundo um conjunto de fatores: idade, gênero, contexto social e características individuais. Disponível em: <
http://psicob.blogspot.com/2009/03/qual-o-papel-e-caracteristicas-da.html>
Acesso em: 29 mar. 2011. (Texto adaptado.)

Texto III

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55

Disponível em: http://t0.gstatic.com/images?


q=tbn:ANd9GcS5CeXVJlJRoFFVUP22EQCDBSODoVqVtjhVYTE8tyT9bJZy5iUgQ Acesso em: 29 mar.
2010.

Texto IV
O preço da superexposição
A produtora cultural Liliane Ferrari, de 34 anos, é uma fanática confessa pelas redes sociais on-line. Seu perfil
está em nada menos que 21 comunidades virtuais. Há dois anos, Liliane precisava contratar, em menos de uma
semana, quarenta educadores para duas exposições no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Atrás de indicações,
enviou um e-mail para os amigos. A mensagem se alastrou e sua vida passou a ser vasculhada em seu blog, no
Facebook, no Orkut e no Twitterpor candidatos às vagas. No Orkut, Liliane começou a receber 300 recados por
hora. Descobriram até o número do seu celular. "A operadora de telefonia ligou perguntando o porquê de
tantas ligações tive de trocar o número", conta. O pior foi fazer as entrevistas: como sabiam tudo sobre ela, os
candidatos se achavam íntimos. "Eles perguntavam da minha filha e do meu passeio de fim de semana na praia.
Foi horrível", diz Liliane, que agora toma mais cuidado com suas informações na internet.
Contatos virtuais 2.800
Conhece pessoalmente 150 Disponível em: http://veja.abril.com.br/080709/nos-lacos-fracos-internet-p-94.shtml
Acesso em: 29 mar. 2010.

Considerando os textos anteriores como motivadores, redija um texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO


a respeito do seguinte recorte temático: Redes sociais e relações de amizade. Desenvolva seu texto utilizando
os conhecimentos adquiridos ao longo de sua formação e as reflexões feitas sobre o tema em questão.
Selecione, organize e relacione argumentos, fatos e opiniões para defender seu ponto de vista e suas propostas,
sem ferir os direitos humanos.

XV- Proposta de redação 2 (Estilo ENEM)

Texto I
Uma pesquisadora australiana elogiou o uso cada vez maior de redes sociais durante desastres, acrescentando
que elas já são usadas como fonte de informação e que têm sido um belo exemplo da generosidade humana
durante as últimas tragédias mundiais.
A especialista em comunicação, Gwyneth Howell, da Universidade de Sydney, na Austrália, explicou que parte
de sua pesquisa, que vai examinar como as pessoas usam redes sociais como o Facebooke o Twitterdurante
tragédias ou grandes crises, vai tentar descobrir como essa mídia pode ser utilizada para ser ainda mais útil.
Ela disse que, durante as inundações no estado australiano de Queensland durante as quais os sites do
Facebookofereciam notícias sobre o paradeiro das pessoas, ajuda para devolver bichos de estimação a seus
donos e informações atualizadas nas zonas inundadas as pessoas usaram as redes sociais como uma fonte de
informação. Disponível em: <http://www.ijui.com/noticias/tecnologia/1662-pesquisadora-diz-que-facebook-ja-
e-usadocomo- fonte-de-informacao-em-desastres>. Acesso em: 29 mar. 2011. (Texto adaptado.)

Texto II
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O direito à privacidade surgiu em meados do século XVIII, decorrendo da mudança de hábitos e costumes
proporcionados pela ascensão burguesa. Com o espaço urbano sendo modernizado e o surgimento de várias
facilidades domésticas, inúmeras atividades que eram exercidas de forma comunitária, ou ao menos sem
qualquer resguardo de intimidade, passaram a fazer parte da vida particular das pessoas, dando a noção de um
direito à privacidade. Este, mesmo sendo um direito não escrito em muitos países, como no Brasil, não consta
sequer na Carta Magna de 1988. Enfim, trata-se de uma das espécies dos direitos de personalidade, que regem,
ou assim o deveriam, os princípios mais básicos da relação do homem com a sociedade, pois o direito de ser
deixado a sós é o começo de toda liberdade. Sobre a privacidade da informação, optou-se pela definição
adotada por Alan Westin, para quem privacidade é a reivindicação de indivíduos, grupos ou instituições em
determinar por si mesmos quando, como e o quanto de informações sobre si mesmo será comunicada aos
outros. Disponível em: <http://www.fat.edu.br/saberjuridico/publicacoes/edicao05/convidados/internetquebra-
sigilo.pdf>. Acesso em: 29 mar. 2011. (Texto adaptado.)

Texto III
A problemática inédita está no controle e tratamento de dados pessoais coletados de diversos modos e que
podem vir a ser retransmitidos pela internet. O fato lesivo de difundir dados pessoais com velocidade, eficiência
e precisão e que pode ser decorrente de uma divulgação ou disponibilização ao público em rede é
que traz maiores perigos aos cidadãos da sociedade tecnocomunicacional. Disponível em:
<http://www.fat.edu.br/saberjuridico/publicacoes/edicao05/convidados/ internet-quebra-sigilo.pdf>. Acesso
em: 29 mar. 2011. (Texto adaptado.)

Em um texto DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO, discuta o seguinte recorte temático: Redes sociais:


ameaça à privacidade ou benefício à liberdade de informação?
Aponte fatos, argumentos e opiniões que embasem sua ideia. Não se esqueça de apresentar uma proposta de
solução ou experiência para a problemática apresentada, que seja coerente com o que você discutiu no texto.

XVI -Proposta de redação estilo Unicamp

I Encontro de Blogueiros no Ceará Inscrição gratuita


Grandes nomes do cenário jornalístico e político nacional participarão como palestrantes do I Encontro de
Blogueiros e Mídias Socias no Ceará, nos dias 28 e 29 de maio. Marco regulatório, liberdade de imprensa,
banda larga, mídias alternativas, blogs, Twitter, Facebook, Orkut, sistemas e mídias digitais, mídia
convencional e outros temas farão parte de debates do evento.
Disponível em: <http://blogdadilma.blog.br/2011/03/i-encontro-deblogueiros- no-ceara-inscricao-gratuita-
3.html>. Acesso em: 29 mar. 2011.
Situação 1
Imagine-se como um dos participantes e organizadores desse evento. No dia seguinte ao término do encontro,
você ficou responsável por elaborar um RELATO em seu blog sobre um dos dias do Encontro. Exponha como
foi esse dia, desde o início dos trabalhos até a despedida, mencionando sobre o que foi debatido
e o que se espera das autoridades envolvidas acerca da liberdade de imprensa.

Situação 2
Em uma POSTAGEM a ser veiculada no site oficial do I Encontro de Blogueiros e Mídias Sociais no Ceará,
exponha a importância desse encontro para o fortalecimento da liberdade de imprensa.

XVI – REDAÇÃO Uel


A coletânea de textos de apoio abaixo evidencia as diferenças sociais geradoras de um mundo paralelo na
sociedade brasileira. Baseie-se nela para abordar o tema Sociedade: a vida no andar de baixo. Escolha
UMA das três opções a seguir para escrever sua redação.
1. Elabore um texto informativo, a ser divulgado no mural de seu colégio, que relacione o gráfico “Um outro
Brasil” com os problemas apresentados na coletânea de textos.
2. Imagine que você tenha resolvido participar de um concurso de histórias sobre o tema proposto, instituído
pela Casa de Cultura de seu município. Dessa forma, escreva uma narrativa, cujo ambiente social se
aproxime do “andar de baixo” sugerido no tema.
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3. Com base na coletânea de textos, produza um artigo de opinião para o jornal de seu colégio em que
você se posicione quanto às idéias de Kate Lund, autora do texto “Entre o asfalto e o morro”.

TEXTOS DE APOIO
GANHAMOS
Não há registro na história brasileira de uma ação de tamanho impacto promovida por
delinqüentes, como se viu, na segunda-feira passada, quando o Rio de Janeiro fechou as portas
devido às ameaças de traficantes – era como se fosse decretada, na marra, uma greve geral.
As portas fechadas pelo pânico foram um dos melhores retratos da barbárie e da sensação de
vulnerabilidade já produzidos no Brasil. Resumiram-se ali os efeitos da exclusão social tão
alardeados nas promessas de segurança dos candidatos: seja a falta de segurança nas ruas,
repletas de marginais, seja a instabilidade nas empresas, onde é grande o risco de demissões.
O mais profundo “discurso” político, nestas eleições, entretanto, não foi proferido por nenhum
candidato, mas emanou de um filme – Cidade de Deus –, em que se revela a cadeia de omissões
que combina baixa escolaridade, desemprego, subemprego, drogas, ausência de lazer e
desestruturação familiar com impunidade e corrupção policial.
(Adaptado de: DIMENSTEIN, Gilberto. Folha de S. Paulo, 06 out. 2002. Cotidiano, p. 6.)
4
A COSMÉTICA DA FOME
Do ponto de vista técnico e narrativo, Cidade de Deus ganha certificado ISO 9002. Flui com
dinamismo, possui ótimos atores, tem estrutura ágil, com avanços e recuos no tempo.
Cidade de Deus é um neto fashion, tatuado e cheio de piercing de Rio 40 Graus (1955), de
Nelson Pereira dos Santos, marco dos retratos sobre as agruras do povo brasileiro. Cada filme
reflete seu período. Rio 40 Graus tinha uma proximidade com os pobres, ali vistos como os
vizinhos ignorados. Em Cidade de Deus, o pobre é “o outro”, um estrangeiro selvagem, distante
apesar de tão próximo. Ele está em um mundo bárbaro, à parte, com regras próprias, sintoma de
uma sociedade partida, sem elos entre seus andares. O abismo social resultou no
nãoreconhecimento de um vizinho pelo outro. A aproximação se dá a distância e evita o choque
entreas diferenças sociais. Ilhados em um novo quilombo, os personagens não reagem aos de cima.
Matam-se uns aos outros e são opressores de si mesmos. Cidade de Deus esvazia a idéia de
contraste. Permite ao espectador se sentir longe daquilo.
(Adaptado de: EDUARDO, Cléber. Época, 26 ago. 2002. Cinema, p. 82-83.)

O PAÍS DOS INCLUÍDOS


Segundo a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), o faturamento e o total de
visitantes a esse tipo de estabelecimento triplicaram em uma década. Isso dá ao país a décima
posição no ranking mundial do setor.
Há dezenas de razões que explicam esse crescimento – uma delas é que ele acontece à
custa de uma diminuição no comércio de rua, que junta desconforto com insegurança. A melhor
explicação, porém, está no casamento das ofertas disponíveis nesses centros comerciais com os
interesses das pessoas que vivem do lado de fora. Não existem mais shoppings que tenham
apenas lojas de roupas nem gente que os freqüente somente para fazer um tipo de compra. É até
comum encontrar nesses lugares indivíduos que saíram de casa sem a menor intenção de
consumir alguma coisa – e que acabam consumindo lazer, uma mercadoria cuja oferta está em
alta.
Construídos para os incluídos da economia, os shoppings são criticados por cientistas sociais
por supostamente obstruírem, para quem está do lado de dentro, também a visão de um Brasil
em que a maioria não tem nem roupa para freqüentar esse tipo de ambiente. “Embora eles não
sejam mais voltados apenas para os ricos, ainda atendem a uma minoria”, diz Rosemare Santos
Maia, professora da Escola de Serviço Social da UFRJ.
(Adaptado de: EDWARD, José. Veja, 02 out. 2002. Consumo, p. 118-120.)

UM OUTRO BRASIL

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ENTRE O ASFALTO E O MORRO


... Se existe uma pirâmide no crime, deveríamos estar atacando o pé dessa pirâmide, e não a
cabeça. É importante tirar do crime a galera que ainda está entrando nele. O problema é que a
sociedade não quer se sujar e acaba usando a polícia para afastar os excluídos. Ela prefere fingir
que não está enxergando nada. E nós somos cúmplices dessa situação. (...) A primeira vez que
pensei em favela como comunidade foi em 1996, quando subi o Santa Marta para produzir o clipe do
Michael Jackson. Foi aí que eu comecei a reparar que existia uma outra sociedade, com outros
códigos. (...)
Foi a primeira vez que vi meninos no tráfico. Foi aí que comecei a questionar os rótulos que havia
aceitado da imprensa. Não podia mais continuar olhando para um menino de uns 12 anos de idade e
enxergá-lo como um monstro. Para um menino desse, o tráfico na favela é quase um caminho
natural.
É muito injusto julgarmos o outro sem nos colocarmos na sua posição. Temos de questionar esse
sistema. Comecei a perceber que não entendia nada do meu mundo, do meu país.
(LUND, Kate. Isto É, 02 out. 2002, p. 7-11.) (Trechos da entrevista concedida a Chico Alves e Liana
Melo

XVII – ENEM ADAPTADO

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Obs.:
 Redija o seu texto com o mínimo de 30 linhas, à caneta e sem rasuras, pois serão descontadas;
 Observe a estrutura padrão: 1 parágrafo para a introdução, 2 para o desenvolvimento e 1 para
a conclusão;
 Dê um título a sua redação;
 Apresente os marcadores de desenvolvimento e de conclusão;
 Observe a adequação ao tema, ao tipo de texto, ao uso da modalidade padrão da língua portuguesa, a
coerência e a coesão textual, pois estes elementos constituirão a grade de correção.
 Antes de entregá-lo, releia-o evitando erros ou a anulação de seu texto.

EXERCÍCIOS DE COESÃO

1- Assinale a opção que preenche, de forma coesa e coerente, as lacunas do texto abaixo.

O fenômeno da globalização econômica ocasionou uma série ampla e complexa de mudanças sociais no nível
interno e externo da sociedade, afetando, em especial, o poder regulador do Estado. _________________ a
estonteante rapidez e abrangência _________ tais mudanças ocorrem, é preciso considerar que em qualquer
sociedade, em todos os tempos, a mudança existiu como algo inerente ao sistema social.

(Adaptado de texto da Revista do TCU, nº82)

a) Não obstante - com que


b) Portanto - de que
c) De maneira que - a que

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d) Porquanto - ao que
e) Quando - de que

2- Marque a seqüência que completa corretamente as lacunas para que o trecho a seguir seja coerente.

A visão sistêmica exclui o diálogo, de resto necessário numa sociedade ________ forma de codificação das
relações sociais encontrou no dinheiro uma linguagem universal. A validade dessa linguagem não precisa ser
questionada, ________ o sistema funciona na base de imperativos automáticos que jamais foram objeto de
discussão dos interessados.

(Barbara Freytag, A Teoria Crítica Ontem e Hoje, pág. 61, com adaptações)

a) em que - posto que


b) onde - em que
c) cuja - já que
d) na qual - todavia
e) já que - porque

3. Leia o texto a seguir e assinale a opção que dá seqüência com coerência e coesão.

Em nossos dias, a ética ressurge e se revigora em muitas áreas da sociedade industrial e pós-industrial. Ela
procura novos caminhos para os cidadãos e as organizações, encarando construtivamente as inúmeras
modificações que são verificadas no quadro referencial de valores. A dignidade do indivíduo passa a aferir-se
pela relação deste com seus semelhantes, muito em especial com as organizações de que participa e com a
própria sociedade em que está inserido.

(José de Ávila Aguiar Coimbra - Fronteiras da Ética, São Paulo, Editora SENAC, 2002).

a) A sociedade moderna, no entanto, proclamou sua independência em relação a esse pensamento religioso
predominante.

b) Mesmo hoje, nem sempre são muito claros os limites entre essa moral e a ética, pois vários pensadores
partem de conceitos diferentes.

c) Não é de estranhar, pois, que tanto a administração pública quanto a iniciativa privada estejam ocupando-se
de problemas éticos e suas respectivas soluções.

d) A ciência também produz a ignorância na medida em que as especializações caminham para fora dos grandes
contextos reais, das realidades e suas respectivas soluções.

e) Paradoxalmente, cada avanço dos conhecimentos científicos, unidirecionais produz mais desorientação e
perplexidade na esfera das ações a implementar, para as quais se pressupõe acerto e segurança.

4- Assinale a opção que não constitui uma articulação coesa e coerente para as duas partes do texto.

O capital humano é a grande âncora do desenvolvimento na Sociedade de Serviços, alimentada pelo


conhecimento, pela informação e pela comunicação, que se configuram como peças-chave na economia e na
sociedade do século XXI. _____________,no mundo pós-moderno, um país ou uma comunidade equivale à sua
densidade e potencial educacional, cultural e científico-tecnológico, capazes de gerar serviços, informações,
conhecimentos e bens tangíveis e intangíveis, que criem as condições necessárias para inovar, criar, inventar.

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(Aspásia Camargo, "Um novo paradigma de desenvolvimento")

a) Diante dessas considerações,


b) É necessário considerar a idéia oposta de que,
c) Partindo-se dessas premissas,
d) Tendo como pressupostos essas afirmações,
e) Aceitando-se essa premissa, é preciso considerar que,

5- Assinale a opção que não representa uma continuação coesa e coerente para o trecho abaixo.

É preciso garantir que as crianças não apenas fiquem na escola, mas aprendam, e o principal caminho para
isso, além de investimentos em equipamentos, é o professor. É preciso fazer com que o professor seja um
profissional bem remunerado, bem preparado e dedicado, ou seja, investir na cabeça, no coração e no bolso
do professor.

a) Qualquer esforço dessa natureza já tem sido feito há muitos anos e comprovou que os resultados são
irrelevantes, pois não há uma importação de tecnologia educacional.

b) Tal investimento não custaria mais, em 15 anos, do que o equivalente a duas Itaipus.

c) Esse esforço financeiro custaria muito menos do que o que será preciso gastar daqui a 20 ou 30 anos para
corrigir os desastres decorrentes da falta de educação.

d) Isso custaria muitas vezes menos que o que foi gasto para criar a infra-estrutura econômica.

e) Um empreendimento dessa natureza exige como uma condição preliminar: uma grande coalizão nacional,
entre partidos, lideranças, Estados, Municípios e União, todos voltados para o objetivo de chegarmos a 2022, o
segundo centenário da Independência, sem a vergonha do analfabetismo.

(Adaptado de Cristovam Buarque, O Estado de S.Paulo, 09/7/2003)

6- Os trechos abaixo compõem um texto, mas estão desordenados. Ordene-os para que componham um texto
coeso e coerente e indique a opção correta.

( ) O primeiro desses presidentes foi Getúlio Vargas, que soube promover, com êxito, o modelo de substituição
de importações e abriu o caminho da industrialização brasileira, colocando, em definitivo, um ponto final na
vocação exclusivamente agrária herdada dos idos da colônia.

( ) O ciclo econômico subseqüente que nos surpreendeu, sem dúvida, foi a modernização conservadora levada à
prática pelos militares, de forte coloração nacionalista e alicerçado nas grandes empresas estatais.

( ) Hoje, depois de todo esse percurso, o Brasil é uma economia que mantém a enorme vitalidade do passado,
porém, há mais de duas décadas, procura, sem encontrar, o fio para sair do labirinto da estagnação e retomar
novamente o caminho do desenvolvimento e da correção dos desequilíbrios sociais, que se agravam a cada dia.

( ) Com JK, o país afirmou a sua confiança na capacidade de realizar e pôde negociar em igualdade com os
grandes investidores internacionais, mostrando, na prática, que oferecia rentabilidade e segurança ao capital.

( ) Em mais de um século, dois presidentes e um ciclo recente da economia atraíram as atenções pelo êxito nos
programas de desenvolvimento.

61
62
( ) Juscelino Kubitschek veio logo depois com seu programa de 50 anos em 5, tornando a indústria
automobilística uma realidade, construindo moderna infra-estrutura e promovendo a arrancada de setores
estratégicos, como a siderurgia, o petróleo e a energia elétrica.

(Emerson Kapaz, "Dedos cruzados" in: Revista Política Democrática nº 6, p. 39)

a) 1º - 2º - 4º - 5º - 6º - 3º
b) 2º - 3º - 5º - 1º - 4º - 6º
c) 2º - 5º - 6º - 4º - 1º - 3º
d) 5º - 2º - 4º - 6º - 3º - 1º
e) 3º - 5º - 2º - 1º - 4º - 6º

Expressões Latinas
A contrario sensu: Em sentido contrário. Argumento de interpretação que considera válido ou permitido o
contrário do que tiver sido proibido ou limitado
A facto ad jus non datur consequentia: Não se dá conseqüência do fato para o direito.
A fortiori: Por mais forte razão, por maior razão. Quando um dispositivo legal, por razões que se acrescem as
ele previstas, deve ser aplicado extensivamente.
A inclusione unius ad exclusionem alterius: Da inclusão de um à exclusão do outro.
A latere: De lado. Argumentação não ligada necessariamente ao fato principal, mas que se acrescenta em
reforço.
A limine: Desde o início.
A non domino: Sem título de domínio ou de propriedade. De não proprietário. De quem não é proprietário. Por
parte de quem não é dono
A novo: De novo, novamente.
A pari: Por paridade, por igual razão.
A posteriori: .Depois. De trás para diante; método que conclui pelos efeitos e conseqüências. Julgar a posteriori
é julgar pela experiência. Argumentar a posteriori é argumentar passando do efeito à causa. Para depois. Que
vem depois. segundo os acontecimentos previstos
A priori: De frente para trás; anteriormente à experiência; método que conclui pelas causas e princípios. Do
precedente. De antemão.
A quo: Do qual. Do Juiz ou tribunal de instância inferior de onde provém o processo; dia ou termo inicial de
um prazo. Ponto de partida.
A radice: Desde a raiz. Pela Raiz.
A vero domino: Pelo verdadeiro dono.
Ab abrupto: Bruscamente, de repente.
Ab absurdo: Por absurdo. Raciocinando, ou argumentando, com o absurdo.
Ab abusu ad usum non valet consequentia: O abuso de uma coisa não é argumento contra o seu uso.
Ab accusatione desistere: Desistir de uma acusação.
Ab actis: Dos efeitos, dos autos, que pertence aos autos.
Ab aeterno: Desde a eternidade, há muito tempo.
Ab aliquo: De alguém.
Ab alto: Por alto.
Ab antiquo: De há muito tempo.
Ab argumentandum tantum - somente para argumentar
Ab executione incipiendum non est: Não se deve iniciar da execução.
Ab initio validi, post invalidi: A princípio, válidos; depois, inválidos.
Ab initio: Desde o início. Desde o princípio. Desde o começo
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Ab instantia: De instância.
Ab integro: Não alterado, inteiramente, fielmente.
Ab intestato: Sem deixar testamento. Diz-se da pessoa que faleceu sem deixar testamento. sem testamento.
Ab irato: Em estado de ira. No ímpeto da ira
Ab origine: Desde a origem.
Ab ovo: Desde o ovo, desde o começo.
Ab re esse: Estar fora de propósito.
Ab reo dicere: Falar em favor do réu.
Ab utroque latere: De ambos os lados.
Ab utroque parte dolus compensandus: O dolo de ambas as partes compensa-se reciprocamente.
Abdicatio tutelae: Renúncia à tutela.
Aberratio criminis: Erro do crime, desvio do crime.
Aberratio delicti: Erro do criminoso quanto à pessoa da vítima. O erro se dá quanto o agente se engana na
escolha da pessoa da vítima, trocando-a involuntariamente por outra. É o Error in persona .
Aberratio finis legis: Afastamento da finalidade da lei.
Aberratio ictus: Erro de alvo, erro do golpe, desvio do alvo. Ocorre quando o agente não atinge a pessoa
visada, mas, acidentalmente, uma terceira. É o erro de alvo. ato que, dirigido a alguém, atinge indiretamente a
terceiro.
Aberratio personae: Erro de pessoa (o agente atinge pessoa diversa da que pretendia atingir).
Aberratio rei: Erro de coisa.
Abolitio criminis: Extinção do crime. Abolição do crime
Absconditum mentis: O escondido da mente.
Absens heres non est: O ausente não é herdeiro.
Absens non dicitur reversurus: Não se considera ausente o que vai voltar.
Absens: Ausente.
Absente reo: Estando ausente o réu. Na ausência do réu.
Absentem laedit cum ebrio qui litigat: Ofende a uma ausente quem discute com um ébrio.
Absolutio ab instantia: Absolvição da instância.
Absolvere debet judex potius in dubio quam condemnare: Na dúvida, deve o juiz antes absolver do que
condenar.
Absque bona fide, nulla valet praescriptio: Nenhuma prescrição vale sem a boa-fé.
Abundans cautella non nocet: Cautela abundante não prejudica.
Abusus non tollit usum: O fato de ter ocorrido abuso não deve prejudicar o uso.
Abusus: Abuso.
Abyssus abyssum invocat: O abismo chama outro abismo.

Acceptans actum, cum omnibus suis qualitatibus acceptare videtur: Quem aceita um ato, aceita-o com todas
as suas qualidades.
Acceptilatio autem est veluti imaginaria solutio: A aceptilação é, pois, como um pagamento imaginário.
Acceptilatio est liberatio per mutuam interrogationem, quae utrius que contingit ab eodem nexu absolutio: A
aceptilação é a libertação por mútua interrogação, pela qual se dá a dissolução do vínculo para ambas as partes.
Acceptilatione unius tollitur obligatio: Por aceptilação de um, suprime-se a obrigação.
Accessio cedit principali: O acessório segue o principal, o acessório está compreendido no principal. A acessão
cede ao principal.
Accessio nemini proficit, nisi ei, qui ipse possedit: A acessão a ninguém aproveita, senão àquele mesmo que
possui.
Accessio possessionis: Acessão da posse.
Accessio temporis: Acréscimo de tempo ou prazo permitido por lei ou previsto em contrato, acessão de tempo.
Accessio: Acessão.
Accessit: Aproximou-se.
Accessoria sequuntur jus et dominium rei principalis: Os acessórios seguem o direito e o domínio da coisa
principal.
Accessorium semper cedit principali: O acessório cede sempre ao principal.

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Accessorium sequitur suum principale: O acessório segue o seu principal.
Accessorium sui principalis naturam sequitur: O acessório sempre acompanha a natureza de seu principal.

Accidentalia negotii: negócios acidentais.


Accipere iudicium: Receber os termos da sentença.
Accipiens: Que recebe. : Credor de boa fé de prestação que não lhe é devida
Accusare nemo se debet nisi coram deo: Ninguém se deve acusar, exceto na presença de Deus.
Accusatio suspecti tutoris: Acusação do tutor suspeito.
Accusatio testamenti: Acusação do testamento.
Acessorium sequitur principale - O acessório segue o principal
Acidente in itinere: Aquele ocorrido no trajeto que o empregado utiliza para ir e voltar do trabalho.

Acta simulata substantiam veritatis mutare non possunt: Os atos simulados não podem mudar a substância da
verdade.
Acta: Atos, autos.
Actio: Ação.
Actio ad exhibendum: Ação de exibição.
Actio aestimatoria: Ação estimatória.
Actio aquae pluviae arcendae: Ação de tirada de água de chuva.
Actio arbitraria: Ação arbitrária.
Actio arborum furtim caesarum: Ação de cortar árvores furtivamente.
Actio auctoritatis: Ação de autoridade.
Actio autem nihil aliud est quam jus persequendi in judicio quod sibi debeatur: A ação nada mais é do que o
direito de perseguir em juízo o que lhe é devido.
Actio calumniae: Ação de calúnia.
Actio commodati: Ação de comodato.
Actio communi dividundo: Ação de divisão das coisas comuns.
Actio conditio ex mutuo: Ação de pagamento de empréstimo.
Actio conducti: Ação de arrendamento.
Actio confessoria: Ação de confessória.
Actio contratia seu negatoria: Ação contrária ou negatória.
Actio criminalis: Ação criminal.
Actio damni infecti: Ação de dano temido.
Actio damni injuriae: Ação de dano por injúria.
Actio de damno infecto: Ação de dano infecto. Ação de dano temido
Actio de dote: Ação de dote.
Actio de edendo: Ação de edição.
Actio de eo quod certo loco dare oportet: Ação do que é preciso ser dado em lugar certo.
Actio de in rem verso: Ação destinada a recuperar o que obtido à sua custa com locupletamento alheio, ação de
locupletamento indevido contra que o obteve. Ação de repetição de indébito.
Actio de negotiis gestis: ação de tomada e prestação de contas do gestor de negócios.
Actio de partu agnoscendo: Ação de reconhecimento de parto.
Actio de pastu: Ação de pastagem.
Actio de pauperie: Ação de pobreza.
Actio de peculio: Ação de pecúlio.
Actio depensi: Ação de cobrança de gastos.
Actio depositi: Ação de depósito.
Actio doli: Ação de dolo.
Actio dotis: Ação de dote.
Actio duplex: Ação de dúplice.
Actio est jus persequendi judicio quod sibi debeatur: Ação é o direito de perseguir, diante do magistrado,
aquilo que nos é devido.
Actio ex delicto: Ação do delito.

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Actio ex empti: Ação de coisa comprada e não entregue.
Actio ex empto: Ação de reivindicação pelo comprador da entrega da coisa vendida.
Actio familae erciscundae: Ação de partilha de herança.
Actio finium resgundorum: Ação de demarcação.
Actio furti et damni: Ação de furto e dono.
Actio furti: Ação de furto.
Actio hypothecaria: Ação de hipotecária.
Actio in personam: Ação pessoal ou sobre pessoa.
Actio in rem: Ação real ou que tem por objeto a propriedade imóvel.
Actio indebiti: Ação do indébito.
Actio inter vivos: Ato entre vivos.
Actio judicati: Ação que tem por fundamento a coisa julgada.
Actio jurejurando: Ação por juramento.
Actio libera in causa: Ação livre na causa.
Actio mandati: Ação de mandato.
Actio metus et doli: Ação de medo e de dolo.
Actio negatoria: Ação de negatória.
Actio negotiorum gestorum: Ação do gestor de negócios para haver o reembolso das despesas da gestão.
Actio non datur nisi constet de corpore delicti: Não se dá a ação se não constar do corpo do delito.
Actio nullitatis: Ação de nulidade.
Actio ob sepulchrum violatum: Ação por violação de sepulcro.
Actio pauliana: Ação pauliana.
Actio personalis moritur cum persona: A ação pessoal extingue-se com o indivíduo.
Actio pignoratitia: Ação de penhor.
Actio popularis: Ação popular.
Actio possessoria: Ação possessória.
Actio quanti minoris: ação de abatimento de preço por defeitos da coisa vendida. Ação de diminuição de preço
Actio quod metus causa: Ação por causa do medo.
Actio redhibitoria: Ação redibitória.
Actio rei uxoriae: Ação da coisa da mulher.
Actio rescissoria: Ação rescisória.
Actiones in rem: Ações sobre a coisa.
Actiones poenales: Ações penais.
Actiones praejudiciales: Ações prejudiciais.
Actiones transeunt ad heredes et in heredes: Ações passam para os herdeiros e contra os herdeiros.
Actionum cumulatio regulariter est permissa: A cumulação de ações é regularmente permitida.
Acto causa mortis: Ato por causa da morte.
Actor agit, quando vult, et non cogitur, sed contrarium est in reo: O autor demanda quando quer, sem poder
ser obrigado a isso; quanto ao réu, porém, dá-se o contrário.
Actor et reus idem esse nonn possunt: Autor e réu não podem ser os mesmos.
Actor forum rei sequi debet: O autor deve seguir o foro do réu.
Actor in replicando, actor est: O autor replicando, é autor.
Actor potius credendum est: Deve-se, de preferência, acreditar no autor.
Actor probat actionem: O autor prova a ação.
Actor rei forum sequitur: O autor segue o foro do réu.
Actore non probante, reus absolvitur: Se o autor não prova, o réu é o absolvido.
Actori incumbit onus probandi: Ao autor cabe o ônus da prova.
Actori non licet quod reo denegatur: Ao autor não é lícito o que ao réu se negou.
Actori onus probandi incumbit: Cabe ao autor o ônus da prova.
Actum est: Está terminado.
Actum nihil dicitur cum aliquid superest ad agendum: Nada se diz feito, quando resta alguma coisa a se fazer.
Actus agentum nunquam ultra eorum intentionem operantur: O ato nunca produz os efeitos além da intenção
dos agentes.

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Actus corruit omissa forma legis: O ato é nulo, omissa a forma da lei.
Actus debet interpretari ut aliquid operetur, non ut sit inanis et inutilis: Deve-se interpretar o ato de maneira
que produza efeito, não de modo que seja vão e inútil.
Actus in dubio validus interpretari debet: O ato, em caso de dúvida, deve-se interpretar como valioso.
Actus judicialis potentior est extrajudiciali: O ato judicial pode mais que o extrajudiacial.
Actus legitimus: Ato legítimo.
Actus limitatus limitantum producit effectum: Ação limitada produz efeito limitado.
Actus non a nomine sed ab effectu judicatur: Julga-se o ato não pelo nome, mas pelo efeito.
Actus non dicitur perfectus quando partim est factus et partim non: Não se considera o ato perfeito quando
uma parte foi feita e outra não.
Actus quo liberi illegitimi jua legitimorum natorum adpiscuntur: É o ato pelo qual os filhos ilegítimos
adquirem os direitos dos filhos legítimos.
Actus simulatus nullius est momenti: O ato simulado nenhum valor possui.
Actus, a principio nullus, nullum producit effectum: O ato nulo desde o princípio não produz nenhum efeito.
Ad accusandum: Para acusar.
Ad adjuvandum: A fim de ajudar, para ajudar.
Ad aemulationem: Para emulação.
Ad agendum: Para agir.
Ad animum: No ânimo.
Ad appellandum: Para apelar.
Ad arbitrium: Segundo a vontade de alguém, conforme o arbítrio.
Ad argumentandum tantum: Só, apenas para argumentar.
Ad argumentandum: Para argumentar.
Ad beneplacitum: Segundo o beneplácito (a permissão).
Ad benevolentiam: Para a benevolência.
Ad breve: Por pouco tempo.
Ad captandum vulgus: Para cativar a multidão.
Ad causam pertinenti: Relativo à causa.
Ad causam: Para a causa.
Ad cautelam: Por cautela, por preocupação, por segurança, para prevenir.
Ad colorandam possessionem: Para colorir a posse.
Ad confessionem: Para confessar.
Ad corpus: Por corpo. Por inteiro. Trasmissão de coisa certa dentro dos limites declarados.
Ad defendionem: Para defesa.
Ad deliberandum: Para deliberar.
Ad dicendum: Para dizer.
Ad diem: Até o dia, dia em que termina o prazo.
Ad discendum: Para aprender.
Ad domum: Em casa.
Ad effectum videndi: Para efeito de ver.
Ad effectum: Para o efeito.
Ad evacuando: Para desocupar.
Ad excludendum: Para excluir, eliminar.
Ad exemplum: Para exemplo.
Ad exhibendum: Para exibir.
Ad eximere tempus: Para gastar o tempo.
Ad extra: Por fora.
Ad extremum: Até o fim, até o extremo.
Ad fidem: Com fidelidade.
Ad finem: Até o fim, até o extremo.
Ad futuram memoriam: Para a lembrança futura.
Ad gloriam: Pela glória.

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Ad hoc: Para isto, para um determinado ato. Investido em função provisória, para um fim especial (defensor
ad hoc, nomeado para um ato de defesa). Substituição temporária para o caso específico
Ad hominem: Contra o homem.
Ad honorem: Por honra (diz-se do que é feito de graça, sem interesse lucrativo).
Ad honores: Pelas honrarias.
Ad hunc modo: Assim, desta forma.
Ad id: Para isto.
Ad impossibilia nemo tenetur: Ninguém está obrigado ao impossível.
Ad inferos: Aos infernos.
Ad infinitum: Até o infinito. Sem fim, indefinidamente
Ad instar: À semelhança. à maneira de.
Ad interim: Interinamente, durante este tempo.
Ad intra: Por dentro.
Ad iudicia: Para as coisas da justiça.
Ad judicem agere: Agir perante o juiz.
Ad judicem dicere: Falar na presença do juiz.
Ad judicia - Para o foro em geral, para fins judiciais – procuração ad judicia.
Ad judicia et extra: Para fins judiciais e extrajudiciais.
Ad judicium: Ao julgamento.
Ad kalendas grecas: Nunca.
Ad libitum: À escolha, à vontade.
Ad litem: Para o litígio. procuração ou mandato para determinado processo.
Ad litteram: Literalmente.
Ad litteris et verbis: Letra por letra, palavra por palavra.
Ad locum: Sem demora, logo.
Ad mandatum faciendi: Para cumprir o mandato.
Ad me: A mim, para mim.
Ad meliorandum: Para melhorar.
Ad mensuram: Por medida.
Ad misericordiam: Por compaixão.
Ad modum: Conforme a maneira.
Ad multos annos: Por muitos anos.
Ad naturam: Conforme a natureza.
Ad nauseam: Até a exaustão, até a saciedade.
Ad necessitate: Por necessidade.
Ad negotia: para negócios Utilizada para se referir a procuração outorgada para efetivação de negócio ou
extrajudicial
Ad nostram consuetudinem: Conforme o nosso costume.
Ad nutum: Por um aceno de cabeça, às ordens de alguém, ao menor sinal. Ex.: funcionário demissível ad
nutum, ou seja, por livre vontade da administração, pela vontade de. Que depende da vontade de outrem
Ad pariendum: Para parir, gerar, adquirir.
Ad patiendum: Para suportar
.Ad perpetuam rei memoriam: para a perpétua memória da coisa, fato - diligências requeridas e promovidas
com caráter perpétuo, quando haja receio que a prova possa desaparecer.
Ad personam domini: Contra a pessoa do dono.
Ad personam: Contra a pessoa.
Ad pompam et ostentationem: Para a pompa e a ostentação.
Ad postremum: Finalmente.
Ad praescriptum: Conforme as ordens.
Ad praesens: Presentemente.
Ad probandum tantum: Apenas para provar.
Ad probationem: para a prova.
Ad processum: Para o processo.

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Ad quem - tribunal de instância superior para onde se encaminha o processo; - para quem (se recorre)
Ad quo: Juiz ou Tribunal de origem de um processo. Aquele de cuja decisão se recorre.
Ad referendum - Na dependência de aprovação por autoridade competente. : Para apreciação posterior, para
aprovação.
Ad rem: À coisa, ao assunto. Afirmativa direta à coisa
Ad salutem: Para salvação.
Ad satiatem: Em grande número, a fartar.
Ad satiem: Em grande número, a fartar.
Ad scribendum: Assunto para ser escrito.
Ad sensum: Pelo sentido.
Ad similia: Por semelhança.
Ad solemnitatem: Formalidade exigida por lei para validade de um ato ou negócio. que exige uma solenidade
legal.
Ad solvendum: Para solver.
Ad spem: Quanto à esperança.
Ad substantia negotii: Para a essência do negócio.
Ad summam: Em suma.
Ad te: Para ti.
Ad tempus: A tempo, oportunamente.
Ad terrorem: Para atemorizar.
Ad ultimum: Finalmente.
Ad unguem: Com toda perfeição.
Ad unquem: À unha, com esmero.
Ad usucapionem: Para o usucapião.
Ad usum forensem: Para o uso do foro.
Ad usum: Segundo o uso.
Ad utilitatem: Para utilidade.
Ad validitatem: Para validade.
Ad valorem - Segundo o valor. Pelo valor
Ad vanum: Inultilmente.
Ad verbum reddere: Traduzir palavra por palavra.
Ad verbum: Palavra por palavra.
Ad vindictam: Por vingança.
Ad voluntatem: Conforme a vontade.
Addenda: Que se deve juntar.
Addictio hereditatis: Adjudicação da herança.
Addictio in diem: Adjudicação no dia.
Addictio: Adjudicação.
Adfiliatio: Afiliação (adoção).
Adfinitas: Afinidade.
Adgnatio: Agnação (o mesmo que agnatio).
Adhuc sub iudice lis est: A lide está ainda com o juiz.
Adiudicatio: Adição.
Admiror nec rerum solum, sed verborum elegantiam: Admiro não só a elegância das coisas, mas também a
das palavras.
Adoptio natura imitatur: A adoção imita a natureza.
Adoptio per testamentum: Adoção por testamento.
Adoptio: Adoção.
Adrogatio: Arrogação, atribuição.
Adseveratis per partem in judicio non contradicens fateri videtur: Quem não contradiz o que foi afirmado pela
parte em juízo, parece confessar.

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Adulterinus a matre: Adulterino por parte da mãe.
Adulterinus a patre: Adulterino por parte do pai.
Adventicio: Adventício.
Adversus omenes: Contra todos.
Advocati temperet se ab injuria: Abstenham-se os advogados da injúria.
Advocatus fisci: Advogado do físico.
Aequitas in paribus causis, paria jura desiderat: Em causas iguais, a eqüidade deseja direitos iguais.
Aequitas religio judicantis: A eqüidade é a religião do julgador.
Aequitas: Eqüidade.
Aequo animo: Com ânimo eqüo, justo.
Aetas excusationen meretur: A idade merece ser excusada.

Afectio societatis - intenção de constituir uma sociedade.


Affectio maritalis: Afeição conjugal.
Affectio societatis: Vontade de constituir e manter uma sociedade e sem a qual, nas sociedades de pessoas, não
pode ela subsistir.
Affectio tenendi: Vontade de reter a coisa.
Affidavit: Afirmação ou confirmação, declaração jurada (direito tributário).
Affines inter se non sunt affines: Os afins, entre si, não são afins.
Affinitas affinitatem non parit: A afinidade não gera afinidade.
Affinitas iure nulla successio promittitur: A afinidade, no direito, não assegura nenhuma sucessão.
Affinitas non egredietur ex persona: A afinidade não vem da pessoa.
Affinitas: Afinidade.
Affinitatis causa fit ex nuptiis: A causa da afinidade vem das núpcias.
Affirmans probat: Quem afirma prova.
Affirmanti incumbit probatio: A prova incumbe a quem afirma.
Ager privatus: Terra particular.
Ager publicus: Terra pública.
Agere invitus nemo compellitur: Ninguém é compelido a agir contra a vontade.
Agere non valenti non currit praescriptio: A prescrição não corre contra quem não pode agir.
Agnati sunt per patrem ex eadem familia: São agnados (os que derivam), por parte de pai, da mesma família.
Agnatio a patre sit, cognatio a matre: A agnação vem do pai, a cognação da mãe.

Alea jacta est – A sorte foi lançada

Alibi – Em outro lugar. Em outra parte. Recurso que usa uma pessoa para afirmar que estava em outro lugar e
não no que dizem
Aliena gratia: Por interesse de terceiro.
Alienatio est omnis actus per quem dominium transfertur: Alienação é o ato pelo qual se transfere o domínio.
Alieni juris: De direito alheio.
Alieno nomine detinendi: Deter em nome alheio.
Alieno nomine: Em nome alheio.
Alienus dolus noceri alteri non debet: O dolo alheio não deve prejudicar a outrem.
Alimenta solum debentur pro tempore quo alimentandus vivit: Só se devem os alimentos pelo tempo que vive
o alimentando.
Aliquid novi: Elemento novo.
Aliud est celere, aliud tacere: Uma coisa é ocultar; outra, calar.
Aliud est dare, aliud promittere: Uma coisa é dar; outra, prometer.
Aliud pro alio: Uma coisa pela outra.
Aliunde: Em outra parte.
Allegatio et non probatio, quasi non allegatio: Alegação sem prova é como se não há alegação.
Allegatio partis non facit jus: A alegação da parte não faz direito.

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Alma mater – Mãe criadora.

Alter ego – Outro eu.


Amicus curiae – amigo da corte (''O relator, considerando a relevância de matéria e a representatividade dos
postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a
manifestação de outros órgãos ou entidades – Art. 7º, § Único da Lei nº 9.686\10.11.1999).
Amittere non potest quis, quod suum non fuit: Não se pode perder o que não foi seu.

Amor omnia vinciti – O amor vence tudo.


Analogia juris: Analogia do direito.
Analogia legis: Analogia da lei.
Animo solo possessionem adipisci nemo potest: Ninguém pode adquirir a posse só pela intenção.
Animus: Intenção, vontade, ânimo.
Animus abutendi: Intenção de abusar.
Animus adjuvandi: Intenção de ajudar.
Animus alieno nomine tenendi: Intenção de possuir em nome de terceiro.
Animus ambulandi: Intenção de ir e vir.
Animus apropriandi: Intenção de apropriar-se.
Animus calumniandi: Intenção de caluniar.
Animus cancellandi: Intenção de cancelar.
Animus celandi: Intenção de ocultar.
Animus confidendi: Intenção de confiar.
Animus confitendi: Intenção de confessar.
Animus consulendi: Intenção de consultar.
Animus contrahendae societatis: Intenção de fazer sociedade.
Animus corrigendi: Intenção de corrigir.
Animus defendendi: Intenção de defender.
Animus derelinquendi: Intenção de abandonar.
Animus difamandi: Intenção de difamar.
Animus dolandi: Intenção dolosa de prejudicar.
Animus domini: intenção de ser dono, de agir como dono. De assenhorear-se.
Animus donandi: Intenção de dar.
Animus falsandi: Intenção de falsificar.
Animus furandi: Intenção de furtar.
Animus furtandi: Intenção de furtar.
Animus infringendi: Intenção de infringir.
Animus injuriandi: intenção de injuriar.
Animus jocandi: Intenção de gracejar, brincar
Animus laedendi: Intenção de ofender, ferir, prejudicar.
Animus lucrandi: Intenção de lucrar.
Animus ludendi: Intenção de brincar.
Animus manendi: intenção de fixar residência definitiva. Intenção de permanecer
Animus narrandi: Intenção de narrar.
Animus necandi: intenção de matar.
Animus nocendi: intenção de prejudicar. Ser nocivo a
Animus novandi: intenção de inovar uma obrigação.
Animus obligandi: Intenção de obrigar.
Animus possidendi: Intenção de possuir.
Animus recipiendi: Intenção de receber.
Animus rem sibi habendi: intenção de ter a coisa para si.
Animus restituendi: Intenção de restituir.
Animus retinendi possessionem: Intenção de conservar a posse.
Animus simulandi: Intenção de simular.

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Animus solvendi: Intenção de pagar.
Animus violandi: Intenção de violar.
Anno domini: No ano do Senhor.
Ante acta: Antes do ato, preliminarmente.
Ante diem: Antes do dia.
Ante litem: Antes da lide.
Ante nuptias: Antes do casamento.
Apices juris non sunt jura: As culminâncias do direito não são os direitos.
Appellatio admittenda videtur in dubio: Na dúvida, deve-se admitir a apelação.
Approbare censetur rem vel personam qui ea utitur: Quem usa de uma coisa ou pessoa parece aprová-la.
Approbare quis non potest, quod semel impugnavit: Não pode alguém aprovar o que já impugnou uma vez.
Apud acta: Na ata, nos autos (Ex.: procuração outorgada na ata da audiência). Junto aos autos.
Apud aures nostras: Em nossa presença.
Apud: Junto de.
Aqua profluens et mare, jure naturali omnium communia sunt: A àgua corrente e o mar são comuns a todos
por Direito Natural.
Arbores quae in fundo continentur non est separatum corpus a fundo: As árvores que estão contidas em uma
propriedade não são um corpo separado da propriedade.
Auctoritas prudentum: A autoridade dos jurisconsultos.
Audiatur et altera pars: Que a parte contrária seja também ouvida.
Aura popularis: A aura popular.
Aura sacra fames: A ambição do ouro (dinheiro).

Avis rara – Diz-se de pessoa, embora benquista, que visita raramente.


"B"
Bella matribus detestata: A guerra detestada pelas mães.
Bene tibii: À tua saúde.
Beneficio principis: Por favor do príncipe.
Beneficium cedendarum actionum: Benefício de cessão de ações.
Beneficium fortunae: Circunstância favorável.
Beneficium juris nemini est denegandi: A ninguém deve ser denegado o benefício do direito.
Beneficium legis frustra implorat qui committit in legem: Em vão implora o benefício da lei, quem age contra
ela.
Beneplácito – Com a aprovação de.
Bens pro diviso - Bens divisíveis

Bens pro indiviso - Bens indivisíveis


Bis – Outra vez, mais uma vez, repetição.
Bis dat qui cito dat: Quem dá depressa dá duas vezes.
Bis de eadem re ne sit actio: Não haja ação duas vezes sobre a mesma coisa.
Bis in idem: Duas vezes a mesma coisa, repetição. Incidência duas vezes sobre a mesma coisa
Bis terque beatii: Felizes e mais que felizes.
Bis: Duas vezes.
Bona est lex si quis ea legitime utatur: Boa é a lei se alguém dela usar legitimamente.
Bona fide: De boa-fé.
Bona fides est primum mobile et spiritus vivificans commercii: A boa-fé é o primeiro móvel e o espírito
vivificador do comércio.
Bona fides non patitur ut bis idem exigatur: A boa-fé não tolera que a mesma coisa seja exigida duas vezes.
Bona fides semper praesumitur nisi mala adesse probetur: Sempre se presume a boa-fé, se não provar-se
existir a má.
Bona gratia discedere: Separação ou divórcio por mútuo consenso.
Bona instantia se uti, non calumniae causa se infitias ire: Deve litigar com razão e não contradizer com
calúnias.
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Bona publica: Bens públicos.
Boni mores: Bons costumes.
Bonorum possessio ventris nomine: Posse de bens em nome da herança.
Bonus pater familiae: Bom pai de família. Homem cumpridor de seus deveres.
Bonus quilibet praesumitur: Presume-se que todos sejam bons.
Brevi ante: Pouco antes.

Brevi manu - de pronto.


Busilis: Dificuldade.
"C"
Calumnia litium: Trapaça das lides.
Calumniare est falsa crimina intendere: Caluniar é imputar crimes falsos.
Capitis diminutio: Perda dos direito civis, redução de direito.Diminiução de capacidade. Empregaa para
designar a perda de autoridade.
Capitis minutio est status permutatio: A diminuição de capacidade é uma mudança de estado.
Caput: Cabeça. Cabeça de artigo que inclui parágrafos, itens ou alíneas.
Casus adversi: Caso adverso.
Casus belli: Caso de guerra.
Casus foederis: Causa de aliança.
Casus fortuitus: Caso fortuito.

Caução de damno infecto - caução de dano temido.


Caução de rato: caução para o mandato. Advogado se compromete a apresentar procuração em juízo no prazo
concedido.
Causa adquirendi: Causa de aquisição.
Causa agendi: Motivo de agir.
Causa cognita: Causa conhecida.
Causa cognoscitur ab effectu: Conhece-se a causa pelo efeito.
Causa criminalis non praejudicat civilis: A ação criminal não prejudica a civil.
Causa debendi: Causa da dívida. Fundamento da obrigação
Causa detentionis: Causa da detenção.
Causa donandi: Causa da doação.
Causa honoris: Por causa da honra.
Causa mortis: Por causa da morte. .
Causa obligationis: Causa da obrigação. Fundamento jurídico de uma obrigação.
Causa petendi: fundamento do pedido. Causa de pedir. Fato que serve para fundamentr uma ação
Causa possessionis: Causa da posse. Fundamento jurídico da posse.
Causa principalis semper attendi debet: A causa principal deve ser sempre atendida.
Causa simulandi: Causa da simulação.
Causa sine qua non: Causa sem a qual a coisa (ato) não pode ser feita.
Causa superveniens: Causa superveniente.
Causidicus: Advogado.
Cautelae: Cautelas.
Cautio damnini infecti: Caução do dano temido. Caução do proprietário de prédio em favor de vizinho como
garantia de que não será molestado.
Cautio de bene utendo: Caução para usar bem.
Cautio de bene vivendo: Caução para viver bem.
Cautio de judicato solvendo: Caução para pagamento do julgado.
Cautio de opere demoliendo: Caução prestada pelo nunciado para continuação de obra embargada de que reste
prejuízo se paralisada.
Cautio de rato: Caução para ratificação.
Cautio de restituendo: Caução para restituição.
Cautio fideijussoria: Caução fidejussória.
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Cautio rei uxoriae: Caução do dote da mulher.
Cautio: Caução.
Cave ne cadas: Acautela-te para não caíres.
Cessante causa, tollitur effectus: Cessando a causa, tira-se o efeito.

Cessão in solutum - cessão para liberar o cedente dos seus encargos.


Cessão pro solvendo - mandato outorgado pelo cedente ao cessionário para que cobre crédito ao devedor.
Cessio bonurum: Cessão dos bens.
Cessio: Cessão.
Circa merita: A respeito dos méritos.
Citatio est fundamentum totius judicii: A citação é o fundamento de todo direito.
Citatio: Citação.
Citatur reus ad petitionem actoris: Cita-se o réu a pedido do autor.
Citra petita: Aquém do pedido, sentença que não examinou todos os pedidos de uma inicial.
Cives totius mundi: Cidadão do mundo inteiro.
Clandestina possessio: Posse clandestina.

Cláusula ad judicia - mandato outorgado para foro em geral.


Cláusula constituti - aquela que contém uma obrigação de transferir a coisa.
Coelibes esse prohibento: Sejam proibidos os celibatos.
Coercitio: Repressão.
Cogitationis poenam nemo patitur: Ninguém pode sofrer pena pelo pensamento.
Cogito, ergo sum: Penso, logo existo.
Cognita causa: Após o exame dos fatos.
Cognitio extra ordinem: Conhecimento fora de ordem.
Cognitio: Conhecimento.

Coisa extra commercium - coisa fora do comércio.


Colorem habent, substantiam vero nullam: Tem aparência, mas não possui substância.
Commendare nihil aliud est quam deponere: Depositar nada mais é do que confiar.
Commercium est emmendi vendendique invicem jus: O comércio é o direito de comprar e vender mutuamente.
Communio: Comunhão.
Communis error: Erro comum.
Communis opinio - opinião comum.
Compensatio est instar solutionis: A compensação é semelhante de pagamento.

Competência ratione loci - aquela que se determina em razão do domicílio ou do lugar da coisa.
Competência ratione materiae - aquela que se determina em razão da categoria ou da natureza da jurisdição.
Competência ratione valori - aquela que se determina em função do valor da causa.
Compos sui: Senhor de si.
Concessa venia: Com a devida licença. Com o devido consentimento

Concilium fraudis - plano de fraude.


Concursos delictorum realis: Concurso real de delitos.
Concursos delictorum: Concurso de crimes.
Concursos delinquentium: Concurso de criminosos, co-autoria.
Condictio: Acordo.
Conditio juris: Condição de direito. Circunstância indispensável para a validade de um ato jurídico.
Conditio potestativa: Condição potestativa. Condição que depende no todo ou em parte da vontade de um dos
contratantes.
Conditio sine causa: Condição sem causa.
Conditio sine qua non: Condição indispensável. Condição sem a qual não se faz tratado algum.
Confessio dividi non debet: Não se deve dividir a confissão.

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Confessio est probatio omnibus melior: A confissão é a melhor de todas as provas.
Confessio est regina probationum: A confissão é a rainha das provas.
Confessio facta in judicio non potest retractari: Não pode ser retratada a confissão feita em juízo.
Confiteor: Eu confesso.
Congruo tempore et congruo loco: Em tempo e lugar certos.
Consanguineos, id est, fratres et sorores ex eodem patre: Consagüíneos, isto é, os irmãos e irmãs por parte do
mesmo pai.
Conscientia fraudis: Consciência da fraude.
Conscius fraudis: Consciente da fraude.
Consensus omnium: O consenso de todos.
Consensus tollit erroren: O consentimento tira o erro.
Consuetudo fori: Costume do foro.
Consuetudo revertendi: Costume de voltar.
Consuetudo: Costume.
Consumitur altera actio per alteram: Uma ação consome-se por outra.
Consummatum est: Tudo está consumado. Acabou-se, findou-se.
Contentio inter partes: Divergência entre as partes.
Contestationes causa: Diz-se da causa que é objeto de contestação.
Contra jus: Contra o direito.
Contra legem: Contrário à lei.

Contradictio in terminis: contradição dos termos.


Contumacia est actus spernendi leges: Contumácia é o ato de desprezar a lei.
Contumacia in non respondendo: Contumácia em não responder.
Cor hominis immutat faciem ejus: O coração do homem lhe muda a face.
Coram lege: Perante a lei.
Coram populo: Em público.
Coram testibus: Em presença de testemunhas.
Corpus alienum: Corpo estranho.
Corpus delicti: Corpo de delito. Ato judicial feito pela autoridade a fim de provar a existência de um crime e
descobrir os responsáveis.
Corpus juris civilis: Corpo de Direito Civil.
Corrigenda – Erros que devem ser corrigidos, errata.
Corruptio: Corrupção.
Crimen privilegiatum: Crime privilegiado.
Crimina intendere: Diminuição de capacidade.
Cuique suum: A cada um o que é seu.
Culpa aquiliana: Culpa aquiliana, culpa extracontratual.
Culpa est non praevidere quod facile potest evenire: É culpa não prever o que facilmente pode acontecer.
Culpa in abstracto: Culpa em abstrato.
Culpa in comitendo - culpa em cometer.
Culpa in commitendo: Culpa por imprudência.
Culpa in concreto: Culpa em concreto.
Culpa in contrahendo: Culpa no contratar.
Culpa in custodiendo - culpa em guardar.
Culpa in eligendo: Culpa pela escolha de seus prepostos. Culpa em escolher.
Culpa in faciendo: Culpa na forma de prestar a obrigação.
Culpa in omittendo: Culpa de omissão que resultou em dano. Culpa em omitir
Culpa in vigilando: Culpa em vigiar a execução do que outrem ficou encarregado.
Culpa ubi non est, nec poena esse debet: Onde não existe culpa, não deve haver pena.
Cum errantis nulla volutas sit: Quem erra não tem vontade.
Cum grano salis: Com um grão de sal. O enunciado não se deve tomar a sério - temperado que foi com um
grão de sal.

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Cum laude: Com louvor.
Cum reus moram facit et fidejussor tenetur: Quando o réu incorre em mora, o fiador é responsável.
Currente calamo: Ao correr da pena.

Curriculum vitae: Currículo demonstrativo ou relação de títulos da pessoa. Curso da vida. Conjunto de dados
biográficos e de todas as atividades profissionais.

Custas ex causa - custas na justiça gratuita.


Custas ex lege - custas legais.
Custas pro rata - custas para rateio entre as partes.
Custos legis: Fiscal da lei.
"D"
Da mihi factum, dabo tibi jus: Exponha o fato e direi o direito. Exposto o fato, o magistrado aplicará o direito,
ainda que não alegado o dispositivo legal.
Damnatio: Condenação.
Damnum: Dano.
Damnum emergens: Dano emergente.
Damnum ex delicto: Dano por delito.
Damnum infectum: Dano temido.
Damnum injuria datum: Dano produzido pela injúria.
Dano ex delicto: dano causado por ilícito penal com repercussão na área civil.
Dare et remittere paria sunt: Dar e perdoar são coisas iguais.
Dare in solutum est vendere: Dar em pagamento é vender.
Dare nemo potest quod non habet: Ninguém pode dar o que não tem.
Data venia: Com respeito, com licença. Fórmula de cortesia com que se começa uma argumentação para
discordar do interlocutor. Com a devida permissão. É o mesmo que concessa venia ou permissa venia. Com o
devido consentimento
Datio in solutum: Dação em pagamento.
Datur: É permitido.
De auditu: Por ouvir dizer.
De cujus - De quem. Primeiras palavras da locuação de cujus sucessione agitur ( de cuja sucessão se trata).
Refere-se à pessoa falecida, cuja sucessão se acha aberta. Autor da herança
De cujus succssione agitur: De cuja sucessão se trata.
De facto: de fato. Opõe-se a de jure.
De fide – De fé, com a autoridade da fé.
De gratia – Gratuitamente. .

De iure condendo ou constituendo - do direito a ser constituído.


De iure constituto - do direito constituído.
De iure: de direito.
De jure: De direito. Opõe-se a de facto.
De jure et de facto: De direito e de fato
De jure constituendo: Pelo direito ainda não vigente.
De jure constituto: Pelo direito vigente.
De jure sacro: Do direito sagrado.
De lege ferenda: Da lei a ser criada. Da lei ainda a ser promulgada.
De lege lata: Pela lei existente em sentido amplo. Da lei criada
De meritis: De mérito ou merecimento. Resolvidas as questões prévias da causa, examina-se o mérito, ou seja,
a questão de fundo.
De minimis non curat lex: A lei não cuida de coisas mínimas.
De minimis non curat praetor: O magistrado não deve preocupar-se com as questões insignificantes.
De more uxorio: De costume do matrimônio. Concubinato em que os concubinos convivem como se casados
fossem.
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De persona ad personam: De pessoa a pessoa.
De plano: Sumariamente, por direito evidente.
De proprio motu – Espontaneamente.
De visu: De vista.
Debellatio: Derrota.
Debitum coniugale - débito conjugal.
Decisio litis: Decisão da causa.
Decisorium litis: Ato decisório da lide.
Decisum: Decisão, sentença.
Decoctus perdit administrationem suorum sonorum: O falido perde a administração de seus bens.
Decoctus semper culposus praesumitur, donec contrarium probetur: Sempre se presume culpado o falido, até
prova em contrário.
Defensa: Defesa.
Defensor ex officio - defensor público.
Deficit: Saldo negativo.
Degitor sui ipsius nemo esse potest: Ninguém pode dever a si mesmo.
Dei gratia – Pela graça de Deus.
Delatio: Delação.
Del-Credere: Cláusula pela qual, no contratode comissão, o comissário, sujeitando-se a todos os riscos, se
obiga a pagar intgralmente ao comitente as mercadorias que este lhe consigna para serem vendidas. - Prêmio ou
comissão paga ao comissário, por essa garantia.
Delicta carnis: Os delitos da carne.
Delicta facti permanentis: Os delitos praticados com vestígios.
Delicta omissionis: Crimes de omissão.
Delictum non praesumitur in dubium: Não se presume o delito na dúvida.
Delirium tremens - delírio de alcoólatra.
Derelictio: Abandono.
Dictum unius, dictum nulliu: Palavra de um, palavra de nenhum.
Dies a quo: Termo inicial do prazo, em contraposição ao dies ad quem. O dia em que começa a correr um prazo
Dies ad quem: Termo final do prazo.
Dies cedit: Dia inicial.
Dies certus an er quando: dia certo e quando.
Dies certus an incertus quando: dia certo e incerto quando.
Dies certus: Dia certo.
Dies incertus quando: dia incerto quando.
Dies incertus: Dias incerto.
Dies interpellat pro homine: O termo (prazo, data certa) interpela pelo homem.
Dies pecuniae: Dia de pagamento.
Dies termini computatur in termino: O dia do vencimento se conta no termo.
Dies venit: Dia do vencimento.
Dignus est operarius merce sua: O operário é digno de seu salário.
Diminutio patrimonii: Diminuição do patrimônio.
Divini juris sunt veluti res sacrae et religiosae: São de direito divino as coisas sagradas e religiosas.
Dixi – Tenho dito.
Doação inter vivos - aquela que se opera entre pessoas vivas.
Doação ou mortis causa - aquela que se opera com a condição de o donatário sobreviver ao doador.
Dolo res ipsa - Dolo presumido
Dolos malus - dolo mau.
Dolus a fraude differt velut genus auspecie: O dolo difere da fraude como o gênero, da espécie.
Dolus apertus: Dolo que se pode ver na conduta do agente.
Dolus bonus: É o dolo involuntário do agente, há intenção boa e resultado mau.
Dolus malus: Quando a vontade do agente quis o mau resultado. Dolo mau .

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Dolus non praesumitur nisi probetur: Não se admite o dolo que não se possa provar.
Dolus velatus: O dolo é velado e o agente tenta disfarcá-lo.
Domine, quo vadis? – Senhor, aonde ides?
Dominium est jus utendi fruendo et abutendi re sua quatenus juris ratio patitur: O domínio é o direito de
usar, fruir e dispor do que é seu, quanto o permite a razão do direito.
Dominus litis: O autor da ação; o dono da lide.
Dominus soli: Dono do solo.
Donatio mortis causa: Doação por motivo de morte.
Donatio omnium bonorum, reservato sibi usufructo, valida est: É válida a doação de todos os bens,
reservando para si o usufruto.
Donatio sub modo: Doação por condição.
Dormientibus non succurrit jus: O direito não ajuda aos que dormem ou negligenciam em seu uso ou defesa.
Dubia in meliorem partem interpretari debent: Coisas duvidosas devem ser interpretadas pelo lado melhor.
Dum pendet, rendet: Enquanto pende, rende.
Dum vita est, spes est – Enquanto há vida, há esperança.
Dura lex sed lex: A lei (é) dura, mas (é) lei. A lei deve ser aplicada ainda que pareça imoral ou injusta. Preceito
a ser aplicado em termos.
"E"
Eadem: O mesmo.

Ecce Homo! – Eis o homem (Cristo).

Electa una via non datur regressus ad alteram: Escolhida uma via, não se dá recurso a outra.

Elementa essentialia communia delicti: Os elementos essenciais comuns do delito.

Emendatio Libelli - usada quando há erro na denúncia ou queixa na classificação do delito - juiz faz a correção
independente de qualquer diligência

Emptio consensu peragitur: A compra se completa pelo consentimento.

Erga alios: Contra a outra parte.


Erga omnes: Para com todos. O que é válido contra todos. Diz-se de ato, lei ou dispositivo que obriga a todos.

Ergo: Portanto.
Errare humanum est – Errar é próprio do ser humano.
Errare humanum est: Errar é humano.
Errata: Erros, corrigenda.
Error calculi non facit jus: O erro de cálculo não faz direito.
Error facit - erro de fato.
Error facti nemini nocet: O erro de fato não prejudica ninguém.
Error in judicando: Erro no julgar.
Error in objecto - erro sobre o objeto.
Error in persona: Erro sobre a pessoa visada. Erro quanto à pessoa.
Error in procedendo: Erro no proceder.
Error juris non excusat: O erro de direito não inocenta.
Error juris: Erro de direito.
Essentialia negotii - negócios essenciais.
Est modus in rebus: Em tudo deve haver um meio termo. Há um limite entre todas as coisas.
Et alii - e outros.
Eventus damni: Resultado do dano.
Ex abrupto: De súbito. Subitamente.
Ex abundantia - com abundância. Argumentar com excesso de razões.
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Ex adverso: Pelo contrário. Do lado contrário. Refere-se à parte contrária.
Ex aecquo: igualdade de mérito ou de título.
Ex aecquo et bono: segundo a equidade e o bem.
Ex ante: de antemão.
Ex auctoritate legis: Por força da lei.
Ex auctoritate propria: por sua própria autoridade.
Ex auditu alieno: Por bom e igual.
Ex bona fide: De boa fé
Ex cathedra: do alto da cadeira; como catedrático.
Ex causa: Pela causa.
Ex commodo: À vontade.
Ex confessso: Em virtude de confissão. Ato confesso.
Ex consensu: Com consentimento. Assentimento.
Ex consuetudine: Conforme o costume.
Ex corde – De coração, sinceramente.
Ex delícto: As obrigações por causa de um crime não se extinguem.
Ex die: Prazo inicial. Termo inicial do prazo.
Ex expositis - do que ficou exposto.
Ex facto jus oritur: Do fato nasce o direito.
Ex facto oritur jus: O direito nasce do fato.
Ex improviso: De improviso.
Ex intefro: na íntegra.
Ex intervallo: Após um lapso de tempo.
Ex iure: Conforme o direito. Pelo direito.
Ex iusta causa: por uma causa justa.
Ex jure: Pelo direito.
Ex jure alieno: Por direito de terceiro.
Ex lege: De acordo com a lei. Aquisição por lei.
Ex légibus: Consoante as leis.
Ex libris: Dos livros.
Ex locato - Usada para exprimir relação locativa, existente entre locador e locatário, por força de contrato.
Ex mandato: Por mandato. Em razão de mandato.
Ex more: De acordo com o costume; conforme o costume. Como de costume.
Ex nihilo nihil: Do nada, nada. Nada pode vir do nada.
Ex novo: Daqui para a frente. Coisa nova.
Ex nunc: Desde agora. Nulidade de ato ex nunc, cujos efeitos decorrem a partir da declaração de nulidade. Não
retroage. De agora em diante
Ex officio: Por dever do ofício. Por imposição legal. Recurso ex officio, obrigatoriamente imposto por juiz
contra a própria sentença.
Ex ordine. Segundo a ordem.
Ex parte: Por parte. Parcialmente.
Ex positis: Isto posto. Do que ficou estabelecido. Face ao exposto.
Ex potestate legis: Por força da lei.
Ex probatione oritur fides juridica: Da prova nasce a fé jurídica.
Ex professo: Por sua autoridade ou experiência. De forma magistral.
Ex propria auctoritate: Por autoridade própria.
Ex proprio iure: por direito próprio.
Ex proprio marte: Por força própria.
Ex radice: Da raiz.
Ex ratione loci: Em razão do lugar.
Ex ratione matperie: Em razão da matéria.
Ex re. A propósito.
Ex rigore juris: Conforme o rigor da lei.

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Ex tempore: De pronto, imediatamente.
Ex toto corde: De todo o coração
Ex tunc: Desde o início. Nulidade de ato ex tunc, cujos efeitos decorrem a partir da criação do ato que gerou a
nulidade. Indicação de que o ato abrange também o passado, atingindo situação anterior. Que retroage.
Ex vi. Pela força. Por efeito de
Ex vi contractu: Conforme a promessa.
Ex vi legis: Por força da lei. Por efeito de lei. Em virtude da lei.
Ex vi: por efeito de; Por força; Em decorrência do que preceitua a lei
Excelsior – Mais ao alto.
Excéptio. Exceção.
Exceptio: Ação de executar, de limitar.
Exceptio declinatoria fori: Exceção declinatória do foro.
Exceptio doli: Exceção de dolo.
Exceptio domninii: Exceção de domínio.
Exceptio maioris causae: Exceção de causa maior.
Exceptio rei iudicato - Exceção de coisa julgada
Exceptio veritatis: Exceção da verdade.
Exceptiones: Exceção.
Excessus defensionis: Excesso de defesa.
Excipiens: Excipiente.
Exempli gratia (e.g.): Por exemplo. O mesmo que verbi gratia (v.g.).
Exequatur - Execute-se; Cumpra-se; autorização do STF para que os atos processuais requisitados por
autoridades estrangeiras sejam cumpridos no país.
Ex-officio – Por dever do cargo.
Expressis verbis: de maneira expressa.
Extinctio ipso iure: Extinção previta em lei.
Extinctio Obrigationum - Extinção das obrigações.
Extra litis: Fora da demanda.
Extra matrimonium: fora do casamento.
Extra muros: fora dos limites.
Extra petita: Além do pedido. Fora do pedido. Sentença que concedeu o que não constitui objeto do pedido.
Ex-voto – Por força de uma promessa, de um voto
Extremum Auxílium: Último recurso.
"F"
Fac simile: Reprodução fiel de um original. Reprodução exata
Fac totum: O que faz tudo.Fácies – Aspecto de rosto, fisionomia.

Facit jus inter partes: Faz direito entre as partes.

Facta concludentia: fatos concludentes.


Facta praeterita: fatos passados.

Facti species: Particularidade do fato, espécie do fato.

Factum adserverans onus subiit probationis: Quem atesta um fato, assume o ônus da prova.
Factum et transactum: Feito e passado.
Factum negantis, nulla probatio est: Nenhuma prova se exige de quem nega o fato.
Factum principis: fato do príncipe.

Facultas agendi: Poder de ação, faculdade de agir (direito subjetivo).

Falsa demonstratio non nocet: A demonstração errada ou imprópria não deve prejudicar o direito alegado.

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Fama volat: A fama voa.

Fiador in solidum: fiador solidário.

Fiat Lux – Faça-se a luz.

Fiat voluntas tua – Expressão de resignação em face de um sofrimento ao qual não se pode fugir.

Ficta confessio: Confissão fictícia. Se o citado não comparecer à audiência, devem ser considerados
confessados ou verdadeiros os fatos alegados pelo autor.
Ficta possessio: posse fictícia.

Fictio iuris: ficção de direito. Ficção jurídica


Fictio legis: Ficção da lei.

Filius, ergo heres: Filho; logo, herdeiro.

Finita causa, cessat effectus: Finda a causa, cessa o efeito.

Finium regundorum: ação de demarcação ou regulação de prédios.

Forma dat esse rei: A forma dá existência à coisa; a forma é necessária à existência da coisa. A escritura
pública é necessária à existência da transferência da propriedade imóvel.

Forum contractus: Foro do contrato.


Forum rei sitae - Foro de situação da coisa

Fraus legis: Fraude à lei.


Fraus omnia corrumpit: A fraude tudo corrompe, ou produz nulidade.

Fumus boni iuris: fumaça do bom direito. Pretenção razoável, com perspectivas de êxito em juízo.

Furiosum nullum negotium contrahere potest: O louco não pode contrair negócio algum.

Furtum improprium: furto impróprio.


Furtum proprium: furto próprio.
"G"
Genera per speciem derogantur: Os gêneros derrogam-se pela espécie.
Generalistas parit obscuritatem: A generalidade gera a obscuridade.
Genus nunquam perit: O gênero nunca se destrói.
Gloria in excelsis Deo – Glória a Deus nas alturas.
Grammatica falsa non vitiat instrumentum: Os erros gramaticais não viciam o instrumento.
Gratia argumentandi: Para argumentar.
Gratis: De graça.
Grave est fidem fallere: É grave faltar à fidelidade.
Gravis testis: Testemunha fidedigna.
Grosso modo – Grosseiramente, aproximadamente, em linhas gerais.
Gutta cavat lapidem: A gota cava a pedra.
"H"
Habeas corpus - Que tu tenhas o corpo - ação para garantir a liberdade de locomoção - liberdade de ir e vir;
usado para reprimir ou impedir prisão ou constrangimento ilegais.
Habeas data: : Que tu tenhas os dados - ação que garante ao interessado o acesso a informações atinentes à sua

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pessoa, constante de registro ou bancos de dados de entidades governamentais ou de caráter público, bem
como de retificação desses dados.

Habetur pro veritate: Tem-se por verdade.

Habitatio morte finitur: A habitação acaba com a morte.

Hastae subjicere: Vender em leilão público.

Hereditas viventis non datur: Não há herança de pessoa viva.

Hic et nunc: Aqui e agora, imediatamente, sem demora.


Hic et ubique: Aqui e em toda parte.

Hoc erat in votis: Estes eram os meus votos.


Hoc ipsum est: Eis o caso.
Hoc opus, hic labor est: Esse é o trabalho, essa é a fadiga.

Hodie mihi, cras tibi: Hoje para mim, amanhã para ti.

Homo forensis: O advogado.


Homo hominis lupus – O homem é o lobo do homem.
Homo sapiens: Homem racional.

Honoris causa: para honra, título honorífico universitário conferido como homenagem. Em atenção ao
merecimento
"I"
Ibidem: No mesmo lugar.
Ictu oculi: Percebido pelos olhos.
Id est: Isto é, ou seja.
Idem – O mesmo.
Idem per idem: O mesmo pelo mesmo.
Ignorantia juris neminem excusat: A ignorância da lei não excusa ninguém.
Ilegitimidade ad causam: Ilegitimidade para a causa.
Ilegitimidade ad processum: ilegitimidade para o processo.
Im memoriam: em memória.
Impotentia coendi: impotência de conceber.
Impotentia generandi: impotência de fecundar.
Imprimatur: Imprima-se.
Improbus administrator: administrador desonesto.
Improbus litigator: litigante desonesto. O que entra com a demanda sem direito, por ambição, malícia ou
emulação.
Imputatio facti: Imputação de um fato.
Imputatio juris: Imputação de um direito.
In: em.
In absentia: na ausência. Diz-se do julgamento em que o réu não está presente.
In abstrato: Em abstrato.
In actu: No ato.
In aeternum: Eternamente; para sempre.
In albis: Em branco.
In articulo mortis: momento próximo à morte.
In casu: Na espécie em julgamento. No caso.
In casu consimili: Em caso semelhante.
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In censura: Em censura.
In concreto: Em concreto.
In continenti (= ex intervallo): No início do contrato, imediatamente.
In contione: Publicamente.
In diem: Para um dia não determinado.
In dubio pro matrimonio: Na dúvida, pelo matrimônio.
In dubio pro operatio: Em caso de dúvida, deve-se beneficiar o empregado.
In dubio pro reo: A dúvida interpreta-se a favor do acusado. Em dúvida a favor do réu.
In dubio pro societate: Na dúvida, deve-se interpretar a norma a favor da sociedade.
In dubio, contra fiscum: Na dúvida, contra o fisco.
In extenso: Por extenso.
In extremis: No último momento da vida
In faciendo: No fazer.
In fieri: A se construir, a se formar. Prestes a nascer
In fine: No fim.
In flagranti: Em flagrante.
In fraudem legis: Em fraude da lei.
In futurum: no futuro.
In genere: em gênero.
In hoc signo vinces – Com este sinal vencerás. In loco – No lugar.
In illo tempore: Naquele tempo.
In initio litis: No começo da lide.
In integrum: por inteiro.
In intinere: fato ocorrido no trajeto rotineiro.
In judicio: Diante do juiz.
In limine: No começo. Preliminarmente.
In limine litis: No começo da lide.
In litem: Na lide.
In loco: No lugar.
In memoriam: Em lembrança de. À memória
In natura: Na natureza, da mesma natureza.
In nomine: em nome.
In pari causa: Em caso semelhante.
In perpetuum: para sempre.
In promptu – De improviso.
In radice: Na raiz, no começo.
In re/in rem: que se refere a coisa ou direito real.
In rem verso: em benefício de outrem.
In retum natura: coisas da natureza.
In situ: No local.
In solidum: Solidariamente.
In statu quo ante - no mesmo estado anterior
In specie: Em espécie.
In terminis: No término. Em último lugar. Decisão final que encerra o processo.
In thesi: em tese.
In totum: No todo, na totalidade.
In verbis: Nas palavras, nestes termos, textualmente.
In vino veritas – No vinho a verdade.
In vitro – Experiência de laboratório feita em lâminas de vidro.
In vivo – Experiência de laboratório feita em seres vivos, em cobaias, cães etc.
Inaudita altera pars - sem ouvir a outra parte - ocorre nas liminares.
Incidenter: Incidentalmente.
Informatio delicti: Investigação criminal, informação sobre o delito.

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Infra: Abaixo.
Initio litis: No começo da lide.
Instar omnium: Como faz toda a gente.
Institutas: uma das partes do Corpus Iuris Civilis.
Instrumenta sceleris: Os instrumentos utilizados na prática do crime.
Intentio legis: A finalidade da lei. Vontade da lei
Inter absentes: Entre ausentes.
Inter alia: Entre outras coisas.
Inter alios acta: feitas entre outros.
Inter alios: Entre outros.
Inter vivos: Entre os vivos. Diz-se da doação propriamente dita, com efeito atual, realizada de modo
irrevogável, em vida pelo doador.
Interna corporis: Interno. No âmbito do próprio órgão.
Interposita persona: Por meio de um intermediário.
Interpretatio cessat in claris: A interpretação cessa nas coisas claras.
Intra legem: Interpretação analógica determinada na própria lei.
Intra muros: Dentro dos muros.
Intra vires hereditatis: obrigação do herdeiro dentro e nos limites da herança.
Intra-muros – No interior da cidade, dentro dos muros da cidade.
Intuitu personae: Em consideração à pessoa.
Ipsis literis/verbis: pelas mesmas palavras.
Ipsis litteris – Literalmente. Textualmente; com as mesmas letras. Exatamente igual
Ipsis verbis - Sem tirar nem pôr; com as mesmas palavras; com as próprias palavras
Ipso facto: Pelo próprio fato. Por isso mesmo.
Ipso jure: pelo mesmo direito.
Is pater est, quem justas nuptiae demonstrat: Pai é quem se casou com a mulher de quem nasceu o filho.
Ita est: Assim é.
Ita lex dicit: Assim diz a lei.
Ita speratur: Assim se espera.
Iter criminis: Caminho do crime - atos que se encadeiam na execução do crime. Itinerário do crime
Iter: Procedimento, etapas.
Iura: direitos.
Iura in re aliena: direitos sobre coisa alheia.
Iure et facto: por direito e de fato.
Iure proprio: razão do próprio direito.
Iurias tantum: presunção relativa.
Iuris et de iure: De direito e por direito.
Iuris praecepta: normas jurídicas.
Iuris Tantum - De direito; o que decorre do prórpio direito.
Ius: direito.
Ius abutendi: direito de abusar.
Ius agendi: direito de agir.
Ius applicationis: direito de aplicação.
Ius civile: direito civil.
Ius commune: direito comum.
Ius condentum: direito a ser constituído.
Ius conditum: direito já constituído.
Ius disponendi: direito de dispor.
Ius fruendi: direito de gozar.
Ius generale: direito geral.
Ius genitum: direito das gentes.
Ius in re: direito real.
Ius manendi: direito de permanecer.

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Ius naturale: direito natural.
Ius non scripitum: direito não escrito.
Ius persequendi: direito de perseguir.
Ius possessionis: direito de posse.
Ius possidendi: direito de possuir.
Ius postulandi: direito de postular.
Ius privatum: direito privado.
Ius publicum: direito público.
Ius puniendi: direito de punir.
Ius retentionis: direito de retenção.
Ius sanguinis: direito do sangue.
Ius scriptum: direito escrito.
Ius singulare: direito singular.
Ius soli: direito de solo.
Ius utendi: direito de usar.
"J"
Judex extra territorium est privatus: Fora de sua jurisdição, o juiz é um particular.
Judex idoneus: Juiz idôneo.
Judex non debet lege esse clementior: O juiz não deve ser mais clemente do que a lei.
Judex ultra petita condemnare non potest: O juiz não pode condenar além do pedido.
Judicium accusationis: Juízo da acusação.
Judicium causae: Juízo da causa.
Juízo a quo - juízo inferior.
Juízo ad quem - juízo superior.
Julgamento citra petita - julgamento aquém do pedido.
Julgamento extra petita - julgamento fora do pedido.
Jura novit curia: O Tribunal (o juiz) conhece os direitos.
Jure constituendo: Pelo direito a constituir.
Jure et de facto: Por direito e de fato.
Jure proprio: Por direito próprio.
Juris et de jure: De direito e por direito. Presunção que não admite prova em contrário. Presunção absoluta.
Juris tantum: De direito somente. O que resulta do próprio direito e somente a ele pertence. Presunção relativa.
Jus - direito
Jus accusationis: Direito de acusar.
Jus ad rem: Direito à coisa.
Jus agendi: Direito de agir.
Jus cogens: Direito cuja aplicação é obrigatória pela parte e não pode ser afastado pela vontade de
particularidades.
Jus constituendum: Direito a se constituir.
Jus constitutum: Direito constituído.
Jus empirii: Direito da autoridade, direito do governo, direito do que tem o poder.
Jus est ars boni et aequi: O direito é a arte do bom e do justo.
Jus est norma agendi: O direito é a norma de agir.
Jus eundi: Direito de ir e vir.
Jus ex facto oritur: O direito nasce do fato.
Jus facit judex: O juiz faz o direito.
Jus gentium: O direito das gentes.
Jus in re aliena: Direito sobre a coisa alheia (usufruto, hipoteca).
Jus in re propria: O direito sobre coisa própria.
Jus in re: Direito sobre a coisa, direito de propriedade.
Jus libertatis: Diretio à liberdade.
Jus persequendi: Direito de perseguir.
Jus possessionis: O direito de posse.
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Jus possidendi: Direito de posse.
Jus sanguinis: Direito de sangue. Princípio que só reconhece como nacionais os filhos de pais nascidos no país
Jus soli: Direito do solo. Princípio pelo qual a pessoa tem a cidadania no país onde nasceu.
Jus strictum: Direito de aplicação estrita ou rígida.
Jus suffragii: Direito do voto.
Jus suum unicuique tribuere: Dar a cada um aquilo a que tem direito.
Justae nuptiae: Justas núpcias.
Justum pretium: Preço justo.
"L"
Lacrima Crhristi : Lágrima de Cristo.

Lana caprina: Questão insignificante.

Lapsus calami: Erro de caneta.


Lapsus linguae: Erro de linguagem.
Lapsus loquendi: Erro no falar.
Lapsus scribendi: Erro no escrever.

Lata culpa: Negligência excessiva.


Lato sensu – Em sentido lato. Sentido irrestrito. Sentido geral, amplo.
Laudum: Decisão arbitral.
Lege lata: Pela lei tomada em seu sentido amplo, pela lei extensamente.
Legem habemus: Temos leis. Expressão usada contra dissertações que ferem dispositivos legais.
Legis manus longa: A mão da lei é longa.
Legitima aetas: Idade legítima, maioridade

Legitimario ad processum: legitimação ou legitimidade para o processo.


Legitimatio ad causam: legitimação ou legitimidade para a causa.
Legitimatio ad processum: Legitimação de estar em juízo. Capacidade para agir e reagir em juízo.

Lex ad tempus: Lei temporária.


Lex duodecim tabulorum: lei das doze tábuas.
Lex fori: lei do foro.
Lex inter partes: Lei entre as partes.
Lex lata: Lei promulgada.
Lex loci actus: Lei do lugar do ato.
Lex loci contractus: Lei do lugar do contrato.
Lex loci: A lei do lugar.
Lex mitior: Lei mais benigna.
Lex posterior derogat priori: A lei posterior derroga a anterior.
Lex privata: lei privada.
Lex rei sitae: lei da situação da coisa.
Lex: lei.

Libenter: De boa vontade.


Libertas quae sera tamen - Liberade ainda que tardia
Litigare cum ventis: Brigar com o vento.

Litis contestatio: Contestação da lide.


Litis decisio: Decisão da lide.

Loco citato : local citado.

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Locus delicti commissi: Lugar onde cometido o crime.
Locus regit actum: a lei do lugar é que rege os atos. O lugar determina o ato.

Longa manus: mão longa.


Lucrum cessans: Lucro cessante.
"M"
Magis aequo: Mais do que justo.
Magister dixit: O mestre disse.
Magistrature débout - Magistrtatura de pé (expressão francess)
Mandamus - Utilizada para designar Mandado de Segurança

Mandato ad judicia: mandato para o foro em geral.


Mandato ad litem: mandato judicial conferido pelo juiz ao revel ou ausente.
Mandato ad negotia: mandato para os negócios judiciais.
Mandato aliena gratia: mandato no interesse de terceiro.

Mandatum non praesumitur: Não se presume o mandato.


Mandatum solvitur morte: Com a morte resolve-se o mandato.

Manu militari: Com poder militar, ação executada à força.; mão militar; execução de ato ou obrigação pela
força pública
Manus - Ministério
Manus mariti: Poder do marido.

Mater semper certa est: A mãe é sempre certa.


Maxime: De modo especial, especialmente. Principalmente.
Me ignaro: Sem eu saber.
Medius mensis: Meados do mês.
Meit um causae - Mérito da causa

Mens legis: O espírito da lei, intenção da lei.


Mens legislatoris: Intenção do legislador.

Meritum causae: Mérito da causa.


Merum jus: Direito estrito.

Meta iptata: fim atingido.


Meta optata: Fim colimado. Resultado desejado.

Minervae suffragium: Voto de minerva.


Mirabile dictu: Coisa admirável de se dizer.

Modus: modelo; modo.


Modus aquirendi: modo de adquirir.
Modus faciendi: Maneira,.modo de fazer.
Modus operandi: Modo de operação.
Modus operandi: modo de trabalhar.
Modus probandi: modo de provar.
Modus vivendi – Modo de viver, compromisso assumido com a justiça para ter melhor comportamento de vida.

Mora accipiendi: mora do credor.


Mora creditoris: Mora do credor.
Mora debitoris: Mora do devedor.
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Mora ex persona: mora fixada por interpelação judicial.
Mora ex re: mora por inadiplência na data do vencimento. Mora que provém da coisa
Mora in solvendo: Mora em pagar.
Mora solvendi: mora do devedor.
Mora uxorio: concubinato.

Mors omnia solvit: A morte solve tudo.


Mortis causa: Por causa da morte. Obrigações e direitos conseqüentes da morte e que passam aos herdeiros.
Motu proprio – Pelo próprio impulso, espontaneamente. por iniciativa própria
Munus publicum: Encargo público.
Mutatio Libelli - surgimento de circunstância elementar nova - o juiz manda ouvir a defesa
Mutatis mutandis – Diz-se de dois fatos que, com pequena alteração das circunstâncias, são iguais. Mude-se o
que deve ser mudado
"N"
Natura non facit saltus: a natureza não dá saltos.
Naturali jure: Por direito natural.
Naturalia negotii: negócios naturais.
Naturalis ratio: A razão natural.
Ne bis in idem: Não duas vezes no mesmo assunto.
Ne verbum quidem: Nem sequer uma palavra.
Nec plus ultra: Aquilo que não pode ir além.
Necessitas facit ius: A necessidade faz o direito.
Negotiorum gestio: gestão de negócios.
Nemine discrepante: Sem discrepância; por unanimidade, sem que ninguém divergisse.
Neminem ignorantia legis excusat: A ignorância da lei não escusa ninguém.
Neminem laedere: a ninguém ofender.
Nemo auditur propriam turpitudinem allegans: A ninguém é dado alegrar a própria torpeza em seu proveito.
Nemo dat quod non habet: Ninguém dá o que não tem.
Nemo debet inauditus damnari: Ninguém deve ser condenado sem ser ouvido.
Nemo deferre se cogitur: Ninguém é obrigado a se denunciar.
Nemo demnatur nisi per legale judicium: Ninguém pode ser condenado a não ser em um juízo legal.
Nemo iudex sine lege: Ninguém é juiz sem lei.
Nemo potest ignorare leges: A ninguém é dado alegar a ignorância da lei.
Nihil medium est: Não há meio-termo.
Nihil obstat – Nada impede. nada obsta.
Nomem juris: Nome de direito. Título do crime. O termo técnico do direito.
Nominatim: Nominalmente, expressamente.
Non bis in idem: Duas vezes pelo mesmo fato. Não ser duplamente punido pelo mesmo delito.
Non decet: Não convém.
Non dominis: não dono.
Non facere quod debet facere: Não fazer o que deve fazer.
Non hilum: Absolutamente nada.
Non liquet: Caso obscurdo. Não há certeza, não está claro. Não há julgado. Não convence.
Norma agendi: norma de agir. O direito como norma, lei ou regra de ação (direito objetivo). Norma de
conduta.
Nota bene: (N.B.): note bem.
Notitia criminis: Notícia do crime. Comunicação do crime.
Novum iudicium: Novo julgamento.
Nuda repromissio: Simples promessa.
Nulla poena sine lege: Nenhuma há pena sem lei. Não pode existir pena sem prévia cominação legal.
Nulius iuris: Sem valor para o direito.
Nulla actio sine lege: Sem lei não há ação.
Nulla poena sine judicio: Não há pena sem processo.
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Nullo labore: Sem trabalho algum, sem custo.
Nullum crimen sine culpa: Não há crime sem culpa.
Nullum crimen sine lege: Não há crime sem lei (anterior que o defina).
Nullum crimen, nulla poena sine praevia lege: Não há crime, nem pena sem lei anterior que os defina.
Nullum ius sine actione: Não há direito sem ação.
Nullum tributum sine praevia lege: Não há tributo sem lei anterior.
Numerus apertus: Número ilimitado.
Numerus clausus: Número limitado.
Nunc aut nunquam: Agora ou nunca.
Nunc et semper: Agora e sempre.

"O"
Obligatio ad diligentiam: Obrigação de ser diligente.
Obligatio dandi - obrigação de dar.
Obligatio faciendi: Obrigação de fazer.
Obligatio in solidum - obrigação solidária.
Obligatio non faciendi: Obrigação de não fazer.
Obligatio propter rem - obrigação acessória real.

Oblivio signum negligentiae: Esquecimento é sinal de negligência.


Obscure dictum habetur pro non dictum: O que se disse de modo obscuro, tem-se por não dito.
Occasio legis: Circunstâncias do momento em que se originou a lei utilizada na interpretação lógica. ocasião da
lei.
Odiosa restringenda, favorabilia amplianda: Restrinja-se o odioso; amplie-se o favorável. Refere-se a que, em
princípio, as disposições que restringem direitos devem ser devem ser interpretadas de forma estrita.
Omissis: Omitido, trecho omitido.
Omni ope: Com maior esforço, com todo o empenho.
Omnia vincit amor – O amor vence tudo.

Omnium consensu: Pelo consenso de todos.


Omnium horarum homo: Homem de todas as horas.

Onus probandi: Encargo da prova. Expressão que deixa ao acusador o trabalho de provar (a acusação).
Onus probandi: ônus da prova. Obrigação de provar.

Ope juris: Por força do direito.


Ope legis: por força da lei

Opere citato – Na obra citada. (op. cit.)

Opinio iuris doctorum: opinião jurídica dos doutores.


Opinio iuris: opinião jurídica.

Opportune tempore: No tempo oportuno.


Opus citatum (Op. Cit.): obra citada.
Ordinatorium litis: Instrução do processo.
Otium cum dignitate – O descanso honrado.

"P"
Pacta clara, boni amici: Ajustes honestos, bons amigos.
Pacta sunt servanda: cumpram-se os contratos.
Pacta sunt servanda: Os contratos devem ser cumpridos.
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Pacto contrahendo: tratado preliminar.
Pacto de non alienando: pacto de não alienação da coisa.
Pacto de non cedendo: pacto de proibição da cessão de crédito ou direito.
Pacto de non petendo: pacto de não executar judicialmente o crédito.
Pacto de quota litis: pacto que fixa os honorários de advogados no ganho obtido no processo.
Pacto reservati dominii: pacto de reserva de domínio.
Pactum sceleris: Pacto do crime.
Pactum scelleris: pacto criminoso.
Palliae sunt: São palhas, são ninharias.
Pandectas: uma das partes do Corpus iuris Civilis
Panem et circenses - Pão e palhaços.
Pari passu: Com passo igual. Ao mesmo tempo. Simultaneamente, a par.
Parquet - Usada para designar o Ministério Público. Ex: Membros do Parquet quando se refere aos Promotores
Públicos.(expressão francesa)
Passim: Aqui e ali - fórmula para indicar que, após uma citação, outras igualmente são encontráveis. Em vários
pontos da mesma obra.
Patria potestas: Poder pátrio.
Pendente lite: Enquanto pende a lide.
Per capita: Por cabeça, por pessoa.
Per contra: em sentido contrário.
Per dolum: Dolorosamente, por dolo.
Per fas et nefas: pelo justo e pelo injusto.
Per legem terrae: Pela lei do seu país.
Per litteras: Por carta.
Per ludum: Por brincadeira.
Per se – Por si.
Per se stante: Por si próprio.
Per summa capita: Em resumo, sucintamente.
Per tempus: A tempo, em tempo.
Per vim: Com violência.
Periculum in mora: Perigo de mora, perigo na demora.
Permissa venia: com o devido consentimento.
Persecutio criminis: Persecução criminal. Perseguição do crime.
Persona: pessoa.
Persona grata: Pessoa bem-vinda.
Persona non grata – Pessoa não bem-vinda.
Petitio principii: Petição de princípio, sofisma que supõe verdadeiro o que ainda deve ser provado.
Petitum: Pedido.
Placet: Agrada; consentimento para o exercício das funções de agente diplomático no território do país
acreditado.
Pleno gradu: A toda pressa.
Pleno iure: pleno direito
Plurimus: Diversos, muitos.
Plus aequo: Mais do que justo. Com demasiado rigor.
Plus justo: Além da medida, excessivamente.
Plus ultra: Mais além.
Portable - pagamento que deve ser feito no domicilio do credor
Posse ad interdicta: aquela que se exerce por interditos possessórios.
Posse ad usucapionem: aquela que se exerce por usucapião.
Posse pro emptore: aquela que se origina da tradição da coisa.
Possessio bonae fidei: Posse de boa-fé.
Post: depois; após.
Post factum: Depois do fato.

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Post mortem: Depois da morte.
Post scriptum – Depois do escrito (P.S). (Usada para acréscimo de expressão quando já se encerrou a
mensagem)
Post scriptum: Depois do escrito.
Praesumptio juris et de jure: Presunção absoluta que não admite prova em contrário.
Praeter legem: Espécie de costume que integra a norma penal não incriminadora, quer cobrindo-lhe as lacunas,
quer lhe especifacando-lhe o conteúdo e a extensão.
Praeter legem: fora da lei.
Presunção iuris et iuris: presunção absoluta, que não admite prova em contrário.
Presunção iuris tantum: presunção relativa, que admite prova em contrário.
Pretium doloris: preço da dor.
Prima facie: À primeira vista. Que se pode verificar de pronto, sem maiores exames.
Primus inter pares: o primeiro entre os iguais.
Primus inter pares: O primeiro entre seus semelhantes.
Prior in tempore, potior in jure: Primeiro no tempo, mais forte ou mais poderoso no direito
Privilegium fori: Privilégio de foro.
Privilegium imunitatis: Privilégio da imunidade.
Pro derelicto: Em completo abandono, em desamparo.
Pro domo sua: Em seu próprio benefício.
Pro forma: Por mera formalidade.
Pro indiviso: bens que não podem ser divididos
Pro labore: Pelo trabalho.
Pro rata: Em proporção.Pagando ou recebendo cada um a parte que lhe toca no rateio.
Pro re nata: Conforme as circunstâncias.
Pro soluto: Para pagamento .A título de pagamento, para valer como pagamento.
Pro solvendo: Destinado ao pagamento. Para pagar, para solver um dívida.
Pro tempore: Temporariamente, segundo as circunstâncias.
Probatio incumbit asserenti: A prova cabe a quem afirma.
Probatio incumbit neganti: A prova cabe a quem nega.
Procuração ad iudicia: procuração geral para o foro.
Procuração ad negotia: procuração extrajudicial para os negócios.
Procuração apud acta: procuração judicial, traslada nos próprios autos.
Producta sceleris: Produtos do crime.
Pronuntiatio judicis: Sentença judicial.
Proprio nomine: Em seu próprio nome.
Proprio sensu: Em sentido próprio.
Propter officium: Em razão do cargo.
Prova ad perpectuam rei memoriam: prova para a perpétua lembrança da coisa.
Punctum pruriens judicii: Ponto incômodo do juízo, contestação.
Punctum saliens: Ponto saliente, ponto principal.

"Q"
Quaestio facti: Questão de fato.
Quaestio juris: Questão de direito.

Quanti minoris: diminuição do preço.

Quantum: Montante de uma indenização. Valor


Quantum debeatur: O quanto se deve.
Quantum satis: quanto suficiente.
Quantum: Quantia (em pecúnia pedido em condenação).
Querable - pagamento que, sem ordem em contrário, deve ser feito no domicilio do devedor.

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Questio facti: questão de fato.
Questio iuris: questão de direito.

Qui actum habet, iter habet: Quem tem o direito de conduzir, tem o caminho.
Qui inde?: Onde o Direito? Qual a solução do Direito?
Qui medium vult, finem vult: Quem quer o meio, quer o fim.
Qui pro quo: Uma coisa por outra.
Qui prodest?: A que isto serviu? A quem isto aproveitou?
Qui suo jure utitur neminem laedit: Quem exerce o seu direito a ninguém prejudica.
Qui tacit, consentire videtur: Quem cala consente.
Qui transigit, recte alienat: Quem transgride de fato aliena.

Quid iuris?: qual o direito?


Quid novi?: Que há de novo? Quais as novidades?
Quid prodest?: Para que serve?

Quo capita, tot sententiae: Tantas cabeças, tantas sentenças.


Quo plerumque fit: Aquilo que geralmente acontece. É lícito admitir o fato singular somente quando provado.

Quod abundant non nocet: O que é demais não prejudica. O excesso de clareza não prejudica.
Quod nimium est laedit: O que é excessivo prejudica.
Quod nonest in actis non est in mundo: O que não se acha no processo, e conforme a disciplina processual,
não existe. Aquilo que não se exterioriza em um ato, é abstrato, não sendo, portanto, deste mundo.

Quorum: Número mínimo para funcionamento de um órgão colegiado.

Quota litis: quota-parte.


"R"
Ratio agendi: O motivo determinante de ação de agir em juízo. Razão de agir.
Ratio decidendi: Razão de decidir.
Ratio essendi: Razão de ser.
Ratio fori: Em razão do foro.
Ratio juris: razão do direito.
Ratio legis: Em razão da lei.
Ratione auctoritatis: Em razão da autoridade.
Ratione contractus: Em razão do contrato.
Ratione fori: Em razão do foro.
Ratione legis: Em razão da lei.
Ratione loci: Em razão do domicílio, do lugar.
Ratione materiae: Em razão da matéria.
Ratione officii: Em razão do cargo, do ofício.
Ratione personae: Em razão da pessoa.
Ratione temporis: Em razão do tempo.
Ratione valori: em razão do valor.
Rebus in stantibus: Estando assim as coisas (cláusula).
Rebus sic stantibus: Assim estando as coisas, permanecendo assim as coisas. Mesmo estado de coisas
Rectius: mais corretamente.
Referendum: referendo. A decisão tem que ser submetida a outrem.
Reformatio in melius: reforma para melhor.
Reformatio in peius: Reforma para pior. Não é admissível que, ao julgar o recurso, o Tribunal piore a
condenação do recorrente, sem ter ocorrido recurso da parte contrária.
Rei sitae: Onde a coisa se encontra.
Rejeição in limine: rejeição liminar.
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Relação ex locato: relação locatícia.
Rem: bens.
Rem gerere: Administrar seus bens.
Remedium iuris: Remédio do direito.
Repere in jus: Levar a justiça.
Repetita juvant: Coisas repetidas ajudam.
Requiescat in pace – Descanse em Paz.
Res: Coisa.
Res adversae: Coisa adversa, infortúnio.
Res aliena: coisa alheia.
Res amissa: Coisa perdida.
Res communis: coisa abandonada. Coisa comum.
Res de que agitur: A coisa de que se trata.
Res derelictae: Coisa abandonada, sem dono.
Res extra commercium - Coisa fora do comércio
Res familiaris: Bens de família.
Res furtiva: Coisa objeto do furto. coisa furtada
Res habilis: coisa hábil.
Res in commercio: coisa em comércio.
Res in iudicium de ducta: questão debatida em juízo.
Res in judicio deducta: Coisa deduzida em juízo.
Res inter alios acta, allis nec prodest nec nocet: Os atos dos contratantes não aproveitam nem prejudicam a
terceiros.
Res inter alios acta: coisa feita entre outros.
Res inter alios: Coisa entre terceiros.
Res iudicata: coisa julgada.
Res judicata pro veritate habetur lat: A coisa julgada é tida por verdade. Axioma jurídico sgundo o qual aquilo
que foi objeto de julgamento definitivo não pode ser novamente submetido a discussão.
Res judicata: Coisa julgada.
Res litigiosae: coisa litigiosa.
Res mobilis, res vilis: coisa móvel, coisa sem valor.
Res non verba: Atos, não palavras.
Res nullius: Coisa de ninguém. Coisa que a ninguém pertence.
Res periti domino: a coisa parece por conta do dono.
Res petita: Coisa pedida.
Res privatae: coisa privada.
Res publicae: coisa pública.
Res uxoriae: dote.
Res, non verba – Realidade, e não palavras.
Restitutio in integrum: Restituição por inteiro, recuperação no estado original da coisa.
Rex extra commercium: coisa fora de comércio.
Reus sacra res est: O réu é coisa sagrada.
Rigori aequitas praeferenda est: Deve-se preferir a eqüidade ao rigor.
Rogatio legis: Propositura da lei.
"S"
Sanctio iuris: sanção jurídica.
Secundum ius: segundo o direito.
Secundum legem: segundo a lei.
sed fiat voluntas tua: mas faça-se a tua vontade.
Sedundum legem: De acordo com a lei. Espécie de costume que consiste em regras sobre a uniforme
interpretação e aplicação da lei.
Semper et ubique unum jus: Direito é o mesmo sempre e em toda parte.

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Sentença citra petita: sentença aquém do pedido.
Sentença ultra petita: sentença além do pedido.
Sententia contra jus constitutum lata: Sentença proferida contra direito constituído.
Sententia contra sententiam nulla est: Sentença contra sentença é nula.
Sententia est: Esta é a senteça.
Sententia facit de albo nigrum de quadrato rotundum: A sentença faz do branco preto e do quadrado redondo.
Sententia quae in rem judicatam transit, pro veritate habetur: A sentença transitada em julgado, tem-se por
verdade.
Servatis servandis: Conservando-se o que deve ser conservado.
Si et in quantum: Agora e enquanto perdurar a mesma situação.
Si virgula cadit, actio nequit: Se faltar a vírgula, perde-se a ação.
Si vis pacem para bellum - Se queres a paz prepara-te para a guerra

Status quo - Estado em que se encontra


Sic – Assim. Tal (Utiliza-se para esclarecer que o texto está transcrito igual o original, mesmo que exista erros)
Sic et simpliciter: pura e simplesmente.
Simili modo: Do mesmo modo.
Simili ratione: Da mesma razão.
Simplex veritas: Verdade pura.
Simpliciter: Simplesmente.
Sine capite fabula: História sem pé nem cabeça.
Sine cura: Sem preocupações.
Sine die: sem data. Sem fixar dia certo.
Sine iure - Sem direito.
Sine qua non: sem a qual não.
Societas criminis: A sociedade do crime. Sociedade criminosa.
Societas delinquere non potest: A sociedade não pode delinqüir.
Sol lucet Omnibus – O sol brilha para todos.
Solo animo: Única intenção.
Solutio indebiti: Pagamento indevido.
Solutione tantum: Somente pelo pagamento.
Soluto: solvido.
Solutus a vinculo: Livre de vínculo.
Solve et repete: Paga e reclama. Obrigação de pagar para poder reclamar, aplicado no Direito Fiscal.
Solve et repete: paga e retoma.
SOS - Save our souls - Salvem nossas almas - expressão inglesa
Specialia derogant generali: As coisas especiais derrogam as gerais.
Sponte propria: por vontade própria.
Sponte sua: Espontaneamente, por vontade própria.
Statu quo (ante): No estado em que se encontrava anteriormente.
Statu quo: estado em que se encontra.
Status: Posição.
Status civitatis: estado de cidadania.
Status familiae: estado de família.
Status libertatis: Estado de liberdade.
Stipendium: Salário, tributo.
Strictoiure: De direito estrito, aquilo que deve ser feito dentro da rigorosa expressão da lei.
Stricto sensu: Em sentido estrito.
Sub censura: Debaixo de censura, sujeito à crítica de outrem.
Sub conditione: Sob condição.
Sub examine: Sob exame.
Sub hasta vendere: Vender em leilão público.
Sub judice: Sob o juízo. Caso sob julgamento. Diz-se da causa sobre a qual o juiz ainda não se pronunciou.

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Sub lege libertas: A liberdade sob a égide da lei.
Sub voce: sob a palavra.
Subjectum juris: Sujeito de direito.
Sublata causa, tollitur effectus: Suprimida a causa, cessa o efeito.
Substractum: A essência, o princípio da coisa.
Sucessão ab intestato: sucessão por testamento.
Sucessão inter vivos: sucessão entre pessoas vivas.
Sufficit: É bastante, basta.
Sui generis: Do seu gênero. Especial, único.
Sui iuris: direito próprio. Obrigação contratual.
Summa imperii: O poder supremo.
Summum jus, summa injuria: Suma justiça, sua injúria. Exercício do direito em excesso gera injúria
excessiva.
Superavit – Saldo positivo; sobra.
Superfícies solo cedit: as benfeitorias acompanham o solo.
Supra: acima.
Supra summun: O mais alto grau.
Sursis: suspensão condicional da pena.
Suum cuique tribuere: dar a cada um o que é seu.
Suum cuique: A cada um o que é seu.
"T"
Tabula rasa: Tábua lisa onde nada foi escrito. Em linguagem literária, significa que nada foi dito - tábua rasa
(falta de experiência
Taedium Vitae – O tédio da vida, o aborrecimento de viver.
Tantum consumptum, tantum judicatum: Tanto se consumou quanto se julgou.
Tantum devolutum, quantum appellatum: Devolvido tanto quanto apelado. Princípio segundo o qual o
reexame na instância ad quem prende-se aos pontos objetos do recurso.
Tantundem: O mesmo
Tarifa ad valorem: aquela que se fixa mediante um valor ou percentagem
Te Deum – A ti, Deus , louvamos.
Tempus est optimus judex rerum omnium: O tempo é o melhor juiz de todas as coisas.
Tempus regit actum: O tempo rege o ato.
Tentare non nocet: Tentar não prejudica.
Terminus a quo: Ponto de partida. Termo a partir do qual.
Terminus ad quem: Ponto de chegada. Limite ou termo até o qual.
Tertio: Em terceiro
Tertius: Terceiro
Testis unus testis nullus: Testemunha única, testemunha nula. Aforismo antigo, recusado pelo Direito
brasileiro, o qual admite, em determinadas circunstâncias, a validade do depoimento de uma só pessoa.
Thema decidendum: Tema a se decidir.
Thema probandum: tema a se provar.
Timeo hominem unius libri: Temo o homem de um só livro. (S. Tomás de Aquino)
Tollitur quaestio: Suprimida a questão - fim da questão
Traditio longa manu: Tradição de coisa ao alcance da mão.
Transigere est alienare: Transigir é alienar.
Tribunal ad quem: Tribuna superior.
Tribunal quo: Tribunal inferior
Tributum: Tributo.
Turbatio sanguinis: Mistura de sangue
Turpis causa: Causa torpe
Tutor ad hoc: tutor nomeado
"U"
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Ubi eadem est ratio, ibi ide jus: A mesma razão autoriza o mesmo direito
Ul possidetis: posse na forma em que a coisa se encontra.
Ultima ratio: A última razão, último argumento.
Ultimatum: Ultimato (últimas propostas).
Ultra: além.
Ultra modum, sine causa: Além dos limites, sem motivos.
Ultra petita: além do pedido. A sentença não deve decidir além do que foi pleiteado pelo autor . Sentença que
concedeu mais do que o pedido na inicial
Ultra posse, nemo obligatur: Ninguém é obrigado além do que pode
Ultra vires hereditatis: além do conteúdo da herança .
Una voce: Com uma voz, uma voz ,unânime.
Unicuique suum: O seu, a seu dono; a cada um o seu.
Uno consensu: Com unanimidade de votos.
Unu et idem: Um só e mesma coisa.
Urbi et orbi: a cidade e ao mundo. Na cidade e no campo
Urbs: Cidade, habitantes de uma cidade.
Usque: Até. art. 12 usque 20
Usque ad finem: Até o fim.
Usque ad terminum: Até o limite.
Usus forensis: Os usos do foro, praxe.
Usus fori: Uso do foro.
Ut - com
Ut fama est: Como é fama, segundo consta.
Ut fit: Como abaixo (está escrito)
Ut infra: como abaixo.
Ut puto: Segundo creio.
Ut retro: Como atrás - como mencionado
Ut rogas: Como solicitas.
Ut singuli: de forma singular.
Ut supra: Como acima - como citado acima
Ut universi: de forma conjunta.
Ut: Como, posto que, de maneira que, assim como.
Uti non abuti: Usar, não abusar.
Uti possidetis: Como possuis agora (é o princípio que prestigia a posição do possuidor efetivo de um espaço
territorial contestado).
Uti, non abuti – Usar, não abusar.
Utile per inutile non vitiatur: O útil não é viciado pelo inútil.
"V"
Vacantia legis: Vacância da lei.
Vacatio legis: Vacância da lei. Espaço de tempo entre a publicação de uma lei e a sua entrada em vigor.
Vade in pace – Ide em paz.
Vade mecum: Vem comigo, livro para consulta rápida.
Vana est sine viribus ira: Vã é a ira sem a força.
Vani timoris iusta excusatio non est: A escusa do vão temor não é justa.
Vectigalia decoquunt: As rendas esgotam-se.
Venda ad corpus: venda pela totalidade da coisa.
Venda ad mensuram: venda pela medida da coisa.
Venditio ad corpus: Venda conforme a coisa.
Venditio ad mensuram: Venda de acordo com a medida.
Veni, vidi, vici – Vim, vi, venci.
Verba legis: Palavra da lei.
Verba mollia et efficacia: Palavras suaves e eficazes.
Verbatin: Palavra por palavra.
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Verbis: Textual.
Verbi gratia (v.g.): Por exemplo. O mesmo que exempli gratia (e.g.).
Verbis tantum: Somente com palavras.
Verbo ad verbum: Palavra por palavra.
Verbum pro verbo: Palavra por palavra.
Veredictum: Veredicto. Declaração dos jurados sobre a culpabilidade ou não do acusado.
Veritas evidens non probanda: A verdade evidente não precisa de prova.
Veritas odium parit: A verdade gera o ódio.
Versus: Contra.
Verus dominus: Verdadeiro dono.
Vetustas vicem legis obtinet: Os velhos costumes transformam-se em lei.
Vexata quaestio: questão em debate.
Vexata quaestio: Questão levada de lá para cá, por isso batida, agitada, tormentosa. Questão controvertida.
Via crucis: Caminho da cruz.
Vide: Veja, confira.
Videbimus infra: Veremos abaixo, depois.
Vim vi repellere licet: É lícito reprimir a força com a força.
Vim, clam et precaria: Posse violenta, clandestina e precária.
Vinculum juris: Vínculo jurídico.
Vinum memoriae mors: O vinho mata a memória.
Virgo intacta: Virgem.
Virtus est in medio: A virtude está no meio-termo.
Virtus probandi: A força da prova.
Vis: Violência.
Vis absoluta: violência absoluta.
Vis adjuvat aequum: A força protege a justiça.
Vis attractiva: Força atrativa.
Vis compulsiva: Coação moral.
Vis corporalis: Violência física.
Vis jus contra juris vim: O direito da força contra a força do direito.
Vis major - força maior
Vis minima: Lei do menor esforço.
Vita anteacta: Vida pregressa.
Vitae curriculum breve: A curta carreira da vida.
Viventi nulla hereditas: A herança de quem está vivo é nula.
Volente nun fit injuria: a quem consente não se comete injúria.
Volenti nihil difficile: Ao que quer nada é difícil.
Volenti non fit injuria: A quem consente não é feita injúria.
Voluntas legis: A vontade da lei.
Voluntas sceleris: Resolução criminosa.
Vox populi, vox Dei – A voz do povo é a voz de Deus
Vox unius, vox nullius: Voz de um, voz de nenhum.
Vulnera non dantur ad mensuram: As lesões corporais não são praticadas sob medida.
"W"
Writ - Utiliza-se para denominar o Mandado de Segurança (expressão inglesa)

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