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3- RESULTADOS E DISCUSSÃO

Parte A: Difração por fenda simples

Após a montagem do dispositivo e a realização das marcações dos pontos


médios das franjas escuras, realizou-se a medição das distâncias dessas marcações
respeitando os mínimos de interferência. Os dados estão dispostos na Tabela 1:

Tabela 1: Distâncias (Δy) entre os mínimos de interferência para cada fenda de largura (a)
localizadas a uma distância (D) do anteparo, com seus respectivos desvios.
Fenda a Δy ± σΔy (cm) Fenda b Δy ± σΔy (cm)
m=1 1,40 ± 0,05 m=1 2,80 ± 0,05
m=2 2,70 ± 0,05 m=2 5,75 ± 0,05
m=3 4,10 ± 0,05 m=3 8,70 ± 0,05
m=4 5,50 ± 0,05 m=4 11,52 ± 0,05
m=5 7,00 ± 0,05 m=5 14,23 ± 0,05
m=6 8.30 ± 0,05 m=6 17,34 ± 0,05
a = 0,16 ± 0,01 mm a = 0,08 ± 0,01 mm
D = 182,40 ± 0,05 cm D = 195,00 ± 0,05 cm

Utilizando a fórmula
2mD λ
Δy= (eq. 1)
a
e isolando λ na equação, temos
aΔ y
λ= (eq. 2)
2mD

Juntamente com a sua propagação de erros:

σ Δy σ a σ D
σ λ =λ [ + +
Δy a D ] (eq. 3)

para cada valor de m e para cada fenda, foi calculado os valores de λ m com os
respectivos erros:

Tabela 2: Resultados para os valores de λm respectivos a cada fenda com seus devidos desvios.
Fenda a Fenda b
m λm ± σλ (nm) m λm ± σλ (nm)
1 614 ± 60 1 574 ± 82
2 592 ± 48 2 589 ± 78
3 599 ± 45 3 595 ± 77
4 603 ± 43 4 590 ± 77
5 614 ± 43 5 584 ± 75
6 607 ± 42 6 593 ± 76

Realizando a média para a fenda a, lembrando que o erro é dado pelo desvio
padrão das medidas envolvidas na realização da média, sendo este erro obtido através da
calculadora, temos:
λa = 605 ± 9 nm

Realizando a média para a fenda b, temos:

λb = 605 ± 9 nm

Por fim, realizou-se uma média entre λa e λb para se obter uma média geral λ:

λ = 597 ± 12 nm

Comparado ao valor nominal (λnom = 632,8 nm), temos um desvio percentual:

D %=¿ λ−λ nom∨ ¿ ∗100¿


λ nom
(eq. 4)

D %=5,66 %

Este é um desvio aceitável devido às condições em que foi realizado o


experimento, já que as marcações dos mínimos foram feitas aproximadamente no ponto
médio das franjas escuras, além de que o ambiente não estava totalmente escuro e, isso
pode gerar um erro considerável pelo fato das contas envolverem resultados
nanométricos.

Uma consideração a ser feita é que ao movimentar lateralmente o sistema de


fendas, a largura das franjas claras aumentava, ou seja, a distância entre os mínimos era
maior, isso acontecia, pois, ao mover esse sistema, o laser atravessava fendas cada vez
menores. Tal fato é comprovado pela teoria trazida pela (eq. 1), onde o tamanho das
franjas claras (Δy) é inversamente proporcional a largura (a) das fendas.

Após a determinação do comprimento de onda do laser utilizado no


experimento, foi retirado um fio de cabelo para que este fizesse o papel da fenda e
gerasse o padrão de interferência, objetivando-se determinar a largura (a) do fio de
cabelo. Os resultados obtidos estão presentes na tabela abaixo:

Tabela 3: Distâncias (Δy) entre os mínimos de interferência formadas pelo laser de


comprimento de onda λ, para o fio de cabelo de largura (a) localizadas a uma distância (D) do
anteparo, com seus respectivos desvios.
Δy ± σΔy (cm)
m=1 3,15 ± 0,05
m=2 6,45 ± 0,05
m=3 9,70 ± 0,05
m=4 13,00 ± 0,05
m=5 16,10 ± 0,05
m=6 19,30 ± 0,05
λ = 597 ± 12 nm
D = 205,10 ± 0,05 cm

Isolando (a) na equação 1, temos:


2mD λ
a= (eq. 5)
Δy

Fazendo a propagação de erros, temos que

σ Δy σ λ σ D
σ a=a [ + +
Δy λ D ] (eq. 6)

Assim, chegamos a valores de largura para cada mínimo (m)

Tabela 4: Resultados para os valores da largura (a) do fio de cabelo respectivos a cada mínimo
de interferência, com seus devidos desvios.
m a ± σa (µm)
1 78 ± 3
2 76 ± 2
3 76 ± 2
4 75 ± 2
5 76 ± 2
6 76 ± 2

Calculando a média entre os valores obtidos de am, temos que a largura do fio de
cabelo obtida experimentalmente foi:

a=76,2± 0,9 µm

Parte B: Interferência de fenda dupla

O experimento de fenda dupla foi realizado duas vezes com distâncias entre as
fendas (d) de valores diferentes, assim foram obtidas as seguintes medidas:

Tabela 5: Valores da distância (d) entre as fendas, distância (D) da fenda ao anteparo, tamanho
(x) da primeira franja clara de difração e número de padrões de interferência (n) localizados
dentro da franja de difração para fenda dupla com seus respectivos erros.
Fendas a Fendas b
d = 0,50 ± 0,05 mm d = 0,25 ± 0,05 mm
D = 208,30 ± 0,05 cm D = 208,30 ± 0,05 cm
x = 3,50 ± 0,05 cm x = 8,20 ± 0,05 cm
n = 12 n = 14

Utilizando a fórmula

x λD
ΔS= = (eq. 7)
n d

Onde a propagação do erro para λ é dado por:


σ x σd σ D
σ λ =λ [ + +
x d D ] (eq. 8)

É possível determinar o valor de λ para cada conjunto de fendas, assim:

λ a=700 ±24 nm
λ b=70 3 ±33 nm

Calculando a média entre os valores de λa e λb , obtemos um valor médio de λ:


λ=70 2± 2 nm

Comparado ao valor nominal (λnom = 632,8 nm), temos um desvio percentual


determinado pela equação 4:

D %=10,94 %

Tal erro é considerado aceitável pelas condições do experimento.

Uma observação a ser feita é que quando (d) aumentava, o tamanho da franja de
difração (x) diminuía e as franjas de interferência se tornavam cada vez menores. Isso
está de acordo com a teoria pois pela equação 7 é possível observar que a variável x é
inversamente proporcional a d. Já o tamanho das franjas de interferência (ΔS), seguindo
a equação 7, deve diminuir já que o tamanho da franja de difração (x) diminuiu.
A figura de difração observada possuía franjas maiores e mais espaçadas em
relação à figura de interferência, tendo uma relação ilustrada pela figura:

Figura 1: Relação entre os padrões de difração e interferência

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