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Aula 00

Atualidades p/ DEPEN (Todos os Cargos)


Professor: Leandro Signori

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Atualidades para o DEPEN Todos os cargos
Prof. Leandro Signori

AULA 00 – Sistema de Justiça Criminal

Caro aluno,
É com imenso prazer que nos encontramos no ESTRATÉGIA
CONCURSOS para esta jornada em busca de um excelente resultado na
disciplina de ATUALIDADES no próximo concurso do DEPARTAMENTO
PENITENCIÁRIO NACIONAL – DEPEN para TODOS OS CARGOS.
Sou o Professor Leandro Signori, gaúcho de Lajeado. Ingressei no
serviço público com 21 anos e já trabalhei nas três esferas da administração
pública – municipal, estadual e federal - o que tem sido de grande valia para a
minha formação profissional – servidor e docente. Nas Prefeituras de Porto
Alegre e São Leopoldo, desenvolvi minhas0 atividades nas respectivas secretarias
municipais de meio ambiente; na administração estadual, fui servidor da
Companhia Riograndense de Saneamento (CORSAN), estatal do governo do Rio
Grande do Sul.
Durante muitos anos, fui também servidor público federal, atuando como
geógrafo no Ministério da Integração Nacional, onde trabalhei com planejamento
e desenvolvimento territorial e regional.
Graduei-me em Geografia – Licenciatura - pela Universidade Federal do
Rio Grande do Sul (UFRGS) e – Bacharel - pelo UNICEUB em Brasília. A
oportunidade de exercer a docência e poder alcançar o conhecimento necessário
para a aprovação dos meus alunos me inspira diariamente e me traz grande
satisfação. Como professor em cursos preparatórios on line e presencial,
ministro as disciplinas de Atualidades, Conhecimentos Gerais, Realidade
Brasileira e Geografia.
Feita a minha apresentação, agora vamos falar do curso.
No último concurso foram cobrados os seguintes conteúdos em
Atualidades:

ATUALIDADES: 1 Sistema de justiça criminal. 2 Sistema prisional brasileiro. 3


Políticas públicas de segurança pública e cidadania.

Atualidades é uma disciplina que deve ser estudada como as demais,


fazendo um curso preparatório, compreendendo a teoria e resolvendo centenas
de questões da matéria.

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Digo isso, porque muitos concurseiros pensam que para estar preparado
para a prova de Atualidades é só acompanhar o noticiário, ler jornais e revistas.
Ledo engano! No momento da prova, percebem o quanto estavam errados.
Uma boa preparação na disciplina começa por conhecer o contexto, os
conceitos e as vinculações históricas de temas relevantes que conformam o
complexo mundo em que vivemos. No nosso curso, vamos trazer estes temas e
lhe ensinar nesse enfoque pedagógico.

Atualidades também não é o show do milhão ... ... em que o candidato


tem que saber de tudo, ser uma enciclopédia ambulante. Embora a disciplina
seja vasta, há um grupo de assuntos que comumente são cobrados nas provas.
E o que fazemos no curso?
Ora! Com a experiência que temos, selecionamos os assuntos
contextuais e factuais que as bancas gostam de cobrar na prova.
Dessa forma, ao final do curso, você terá o suporte intelectual
necessário para alcançar um excelente desempenho em Atualidades, na
hora da prova.
Ao todo serão quatro aulas, incluindo esta aula demonstrativa, cuja
estrutura é a seguinte:

Aula Conteúdo Programático

00 Sistema de Justiça Criminal

01 Sistema Prisional Brasileiro

02 Políticas Públicas de Segurança Pública e Cidadania

Discursiva de Atualidades - Orientações para a


03
realização e provas comentadas

A distribuição das aulas, neste formato, visa otimizar a amplitude dos


conteúdos e sua interconexão em grandes temas.
Na parte teórica seremos objetivos, todavia sem deixar de fora nenhum
conteúdo e sem esquecer dos detalhes cobrados pelas bancas. Vamos ver as
pegadinhas e as cascas de banana que são colocadas para escorregarmos na
questão. Também vou usar figuras, tabelas, gráficos e mapas de forma a
sintetizar e esquematizar o conteúdo.
Quem quiser também pode me seguir no Facebook curtindo a minha fan
page. Nela divulgo gabaritos extraoficiais de provas, publico artigos, compartilho
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notícias e informações importantes do mundo atual. Segue o link:


https://www.facebook.com/leandrosignoriatualidades.
Sem mais delongas, vamos aos estudos, porque o nosso objetivo é que
você tenha um excelente desempenho em Atualidades.
Para isso, além de estudar, você não pode ficar com nenhuma dúvida.
Portanto, não as deixe para depois. Surgindo a dúvida, não hesite em contatar-
me no nosso Fórum.
Estou aqui neste curso, muito motivado, caminhando junto com você,
procurando passar o melhor conhecimento para a sua aprendizagem e sempre
à disposição no Fórum de Dúvidas.
Ótimos estudos e fiquem com Deus!
Forte Abraço,
Professor Leandro Signori

“Tudo posso naquele que me fortalece.”


(Filipenses 4:13)

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Sumário Página

1. O Sistema de Justiça Criminal 04

2. Segurança Pública 05

2.1 Órgãos federais de segurança pública 07

2.2 Órgãos estaduais de segurança pública 09

2.3 Órgão municipais de segurança pública 10

3. Justiça Criminal 12

3.1 Órgãos federais de justiça criminal 13

3.2 Órgãos estaduais de justiça criminal 15

3.3 Ministério Público 15

3.4 Defensoria Pública 16

4. Fluxo do Sistema de Justiça Criminal 16

5. Questões Comentadas 17

6. Lista de Questões 27

7. Gabarito 31

1. O Sistema de Justiça Criminal


O sistema de justiça criminal abrange órgãos dos Poderes Executivo e
Judiciário em todos os níveis da Federação, que se articulam com o objetivo de
viabilizar o processamento dos conflitos classificados como delitos (crimes ou
contravenções) nas leis penais existentes no país.
O sistema se organiza em três frentes de atuação ou subsistemas: (i)
segurança pública (ou policial); (ii) justiça criminal; e (iii) execução penal ou
prisional. Ou seja, abrange a atuação do poder público desde a prevenção das
infrações penais até a aplicação de penas aos infratores.

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As três frentes relacionam-se estreitamente, de modo que a eficiência das


atividades da justiça comum, por exemplo, depende da atuação da polícia, que
por sua vez também é chamada a agir quando se trata do encarceramento –
para vigiar externamente as penitenciárias e se encarregar do transporte de
presos.
A política de segurança pública, de execução penal e a administração da
Justiça são majoritariamente desenvolvidas pelos poderes estaduais. Os poderes
públicos federal e municipal desempenham papel de menor importância nesta
área.

2. Segurança Pública
Alguns autores utilizam o termo subsistema de segurança pública, outros
o termo subsistema policial. Neste curso, vamos utilizar o termo subsistema de
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segurança pública, pois, essa, não se resume somente a atividade policial. A


segurança pública tem um forte componente preventivo, por meio de políticas,
programas e projetos que visem prevenir o desvio social, prevenir que as
pessoas cometam atividades ilícitas. Assim, a segurança pública tem funções
preventivas, repressivas e investigativas.
A prevenção é executada por instituições governamentais e não
governamentais, inclusive por órgãos policiais. Já as funções repressiva e
investigativa são de competência dos órgãos policiais.
A segurança pública no Brasil organiza-se com base em órgãos do Poder
Executivo Federal, estadual e municipal. A Constituição da República de 1988
traz as diretrizes gerais para o sistema, prevendo o papel dos órgãos policiais e
dos entes federativos em sua organização. No art. 144, define a segurança
pública como sendo dever do Estado, direito e responsabilidade de todos,
exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio. Define, ainda, que os órgãos responsáveis por sua
manutenção são:
I - Polícia Federal;
II - Polícia Rodoviária Federal;
III - Polícia Ferroviária Federal;
IV - Polícias Civis;
V - Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares.

Vejamos agora a estrutura do subsistema, de acordo com os papeis e a


organização de cada nível da Federação: União, Estados e Municípios.

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2.1 Órgãos federais de segurança pública


No âmbito do governo federal, a segurança pública é assunto da área de
competência do Ministério da Justiça, no qual se encontram subordinados os
seguintes órgãos:
- Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e Secretaria Nacional
de Políticas sobre Drogas (Senad), como órgãos de gestão e planejamento
- Departamento de Polícia Federal e Departamento de Polícia Rodoviária
Federal, como órgãos policiais.
Cabe mencionar, ainda, a existência de conselhos ligados ao Ministério da
Justiça, tais como o Conselho Nacional de Segurança Pública e o Conselho
Nacional de Política sobre Drogas.
Estudaremos a Senasp, Senad e os Conselhos na Aula 03.
Na espera do governo federal, cabe mencionar também a atuação do
Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, que é
o órgão de coordenação das atividades de inteligência federal. O órgão central
do sistema de inteligência federal é a Agência Brasileira de Inteligência
(Abin), também responsável por atividades relacionadas à segurança pública,
e que atua muitas vezes em conjunto, em colaboração com a Polícia Federal.

Polícia Federal
A Constituição da República define que cabe à Polícia Federal:
I - Apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em
detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades
autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha
repercussão interestadual ou internacional e exija repressão uniforme, segundo
se dispuser em lei;
II - Prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o
contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros
órgãos públicos nas respectivas áreas de competência;
III - Exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
IV - Exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
Dessa forma, a Polícia Federal cumpre um importante papel nas
investigações que envolvem crimes contra o patrimônio da União, aí incluídos
delitos cometidos por autoridades políticas, no policiamento de fronteira, e no
combate ao tráfico de drogas, atuando em todo o território nacional. A Polícia
Federal atua também na fiscalização nos aeroportos, na emissão de passaportes
e no registro de armas de fogo.

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Polícia Rodoviária Federal


A Polícia Rodoviária Federal, que também tem suas atribuições definidas
constitucionalmente, deve exercer o patrulhamento ostensivo das rodovias
federais. Integram sua atuação: realizar patrulhamento ostensivo, inclusive
operações relacionadas com a segurança pública; exercer os poderes de
autoridade de polícia de trânsito; aplicar e arrecadar multas impostas por
infrações de trânsito; executar serviços de prevenção, atendimento de
acidentes e salvamento de vítimas; assegurar a livre circulação nas rodovias
federais; efetuar a fiscalização e o controle do tráfico de crianças e adolescentes;
colaborar e atuar na prevenção e repressão aos crimes contra a vida, os
costumes, o patrimônio, o meio ambiente, o contrabando, o tráfico de drogas e
demais crimes.

Polícia Ferroviária Federal


A Constituição Federal também se refere à Polícia Ferroviária Federal, com
competência para o patrulhamento ostensivo das ferrovias federais. Na prática,
sua atuação não existe, devido à privatização das ferrovias federais e da
ausência de regulamentação da carreira de policial ferroviário federal.

Força Nacional de Segurança Pública


A Força Nacional de Segurança Pública foi criada pelo Decreto nº
5.289/2004, considerando o princípio de solidariedade federativa, que
orienta o desenvolvimento das atividades do sistema único de segurança
pública. A Força Nacional é um programa de cooperação federativa, que atua
em atividades destinadas à preservação da ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio.
Os Estados aderem voluntariamente à Força Nacional. As atividades de
cooperação federativa serão desenvolvidas sob a coordenação conjunta da União
e do ente convenente.
O emprego da Força Nacional destina-se ao atendimento de necessidades
emergenciais dos estados, em questões onde se fizerem necessárias a
interferência maior do poder público ou for detectada a urgência de reforço na
área de segurança. É o Ministro da Justiça que determina o emprego da Força
Nacional, sempre de forma episódica e planejada, e após solicitação expressa
do respectivo governador de estado, do Distrito Federal e de Ministro de
Estado.
Integram a Força Nacional servidores de órgãos de segurança pública
estaduais e federais selecionados e treinados para trabalhar conjuntamente. Os
estados podem aderir voluntariamente ao programa. A Força Nacional não

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possui contingente próprio – os policiais capacitados para integrá-la são


convocados para missões específicas –, e tampouco funciona de maneira
permanente.

O Programa de cooperação federativa, denominado Força Nacional de


Segurança Pública pode cooperar em atividades de polícia judiciária? Sim.
Dispõe o Decreto nº 5289/04, § 4º: As atribuições dos integrantes dos órgãos
de segurança pública envolvidos em atividades da Força Nacional de Segurança
Pública são aquelas previstas no art. 144 da Constituição e na legislação em
vigor. Lembrem-se que o art. 144 é aquele que falada segurança pública no
Brasil.

2.2 Órgãos estaduais de segurança pública


A Constituição Federal define o papel das Polícias Civil e Militar, que se
subordinam ao Poder Executivo estadual. A Polícia Civil incumbe, ressalvada a
competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações
penais, exceto as militares. A Polícia Militar deve realizar o policiamento
ostensivo e garantir a preservação da ordem pública.
As Polícias Civil e Militar, o Corpo de Bombeiros e os órgãos de perícia
vinculam-se ao Poder Executivo estadual e organizam-se, sob o princípio da
norma constitucional, de acordo com a legislação local, havendo diferenças entre
os estados brasileiros. São as constituições estaduais que explicitam a
organização das corporações policiais e da política de segurança pública local.
Nos termos da Constituição Federal, as polícias militares e os corpos de
bombeiros militares são forças auxiliares e de reserva do Exército.

Polícia Civil
A Polícia Civil atende a população em delegacias ou distritos, nos quais são
registradas as ocorrências de infrações. Em geral, cada delegacia de polícia
deve registrar e apurar os delitos de sua área de circunscrição. É o delegado de
polícia que abre o inquérito policial para investigar os crimes e realiza os
procedimentos relacionados à investigação, como interrogatório de testemunhas
e solicitação de perícias. Com vistas a subsidiar a investigação, entra em ação o
trabalho da Polícia Científica, formada pelos especialistas que atuam nos
institutos de criminalística e institutos ou departamentos de medicina legal.

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Cada estado organiza seu departamento de polícia civil de maneira


independente, com legislação própria. Normalmente ligado à unidade de perícias
está o instituto de identificação, visto que cabe à Polícia Civil executar os serviços
de identificação civil e criminal. Em alguns estados, a Polícia Científica, que
trabalha nas atividades de perícia e medicina legal, constitui uma corporação
específica, independente da Polícia Civil.

Polícia Militar
A organização da Polícia Militar (PM) também difere entre os estados.
O trabalho de mais visibilidade da PM é o policiamento ostensivo, caracterizado
pela ação em que o agente é identificado pela farda, pelo equipamento e pela
viatura, podendo ser: ostensivo geral, urbano e rural; de trânsito; florestal e de
mananciais; rodoviário e ferroviário, nas vias estaduais; portuário; fluvial e
lacustre; de radiopatrulha terrestre e aérea; e de segurança externa dos
estabelecimentos penais, entre outros.
Cada corporação policial possui uma corregedoria-geral encarregada de
investigar infrações penais e transgressões disciplinares de seus agentes, assim
como de realizar correições. Além da corregedoria, na maioria dos estados, há
também as Ouvidorias de Polícia – tanto ligadas especificamente a cada
corporação quanto configuradas como ouvidorias únicas. A Ouvidoria de Polícia
atua como controle externo da atividade policial, encaminhando denúncias e
acompanhando seu andamento junto à Corregedoria, que se incumbe das
apurações.
No âmbito do Poder Executivo estadual, coordenam as ações relativas à
segurança pública as secretarias estaduais (Secretarias de Segurança Pública e
Secretarias de Defesa Social.

A organização dual das forças policiais no Brasil se explica pela seguinte


divisão: a ação da Polícia Militar se dá enquanto o crime ocorre ou para
evitá-lo, ao passo que a ação da Polícia Civil se dá prioritariamente após
a ocorrência do crime.

2.3 Órgãos municipais de segurança pública


O Capítulo III, da Constituição Federal, que se refere a segurança pública,
inclui normas relacionadas as guardas municipais e a segurança viária. De

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acordo com o art. 144, § 8º, os municípios poderão constituir guardas


municipais destinadas à proteção de seus bens, serviços e instalações. As
guardas municipais são instituições de caráter civil, que se encarregam
não somente de zelar pelo patrimônio público e cuidar da segurança coletiva em
eventos públicos, mas também atuam em rondas e assistência nas escolas, em
atividades de defesa civil, e na mediação de conflitos, entre outras atividades
desenvolvidas, conforme levantamentos realizados pela Secretaria Nacional de
Segurança Pública.
Quanto à segurança viária, o art.144, § 10, estabelece que é exercida
para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e
do seu patrimônio nas vias públicas. Compreende a educação, engenharia e
fiscalização de trânsito, além de outras atividades previstas em lei, que
assegurem ao cidadão o direito à mobilidade urbana eficiente. A segurança viária
é de competência dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.

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Órgãos do subsistema policial e atribuições conforme a Constituição Federal

NÍVEL ÓRGÃOS ATRIBUIÇÕES


- Apurar infrações penais contra a ordem
política e social ou em detrimento de bens,
serviços e interesses da União ou de suas
entidades autárquicas e empresas
públicas;
- Apurar as infrações penais cuja prática
tenha repercussão interestadual ou
internacional e exija repressão uniforme;
Polícia Federal - Prevenir e reprimir o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins, o
Federal contrabando e o descaminho, sem prejuízo
da ação fazendária e de outros órgãos
públicos;
- Exercer as funções de polícia marítima,
aeroportuária e de fronteiras;
- Exercer, com exclusividade, as funções
de polícia judiciária da União.
Polícia Rodoviária - Exercer patrulhamento ostensivo das
Federal rodovias federais.
Polícia Ferroviária - Exercer o patrulhamento ostensivo das
Federal ferrovias federais.
- Incumbe, ressalvada a competência da
União, as funções de polícia judiciária e a
Polícia Civil
apuração de infrações penais, exceto as
militares.
Estadual - Cabe a função de polícia ostensiva e a
Polícia Militar
preservação da ordem pública.
- Além das atribuições definidas em lei,
Corpo de
incumbe a execução de atividades de
Bombeiros
defesa civil.
- Cabe a proteção dos bens, serviços e
Municipal Guarda Municipal
instalações dos municípios.

3. Justiça Criminal
A estrutura judiciária brasileira tem suas bases estabelecidas pelo Capítulo
III do Título IV da Constituição Federal. No topo se encontra o Supremo Tribunal
Federal (STF). Abaixo do STF, a Constituição estabelece também a competência
criminal para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) e o Superior Tribunal Militar – STM, além da divisão da justiça brasileira

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em Comum Federal e Comum. A Justiça Comum também é chamada de


Justiça Ordinária.
A justiça comum tem a seguinte organização:

1º Grau - Juízes Federais


Justiça Federal 2º Grau - Tribunais Regionais
Federais 3º Grau – Superior
Tribunal de Justiça
1º Grau - Juízes Estaduais
Justiça Estadual
2º Grau - Tribunais de Justiça

O Superior Tribunal de Justiça é o grau ou instância superior, tanto da


Justiça Federal, como da Justiça Estadual comum. Também tem atuação na
justiça criminal em âmbito federal, o Ministério Público Federal e a Defensoria
Pública da União e em âmbito estadual os Ministérios Públicos Estaduais e as
Defensorias Públicas Estaduais. As competências de cada uma destas
instituições são ditadas pela Constituição Federal e por legislações específicas –
federal e estaduais.

3.1 Órgãos federais de justiça criminal


O Poder Judiciário no âmbito federal é composto pelas justiças
especializadas – Justiça do Trabalho, eleitoral e militar – e justiça comum,
constituída pelos juízes federais e pelos Tribunais Regionais Federais. Os juízes
federais constituem o primeiro grau de jurisdição e os Tribunais Regionais
Federais – cinco em todo o país, cada qual com sua área de jurisdição
constituem o segundo grau de jurisdição.
As competências dos juízes federais são definidas pelo art. 108 da
Constituição Federal. No que diz respeito às competências criminais, cabe a
justiça comum federal julgar:
I) os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de
bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou
empresas públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da
Justiça Militar e da Justiça Eleitoral;
II) os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando,
iniciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no
estrangeiro, ou reciprocamente;

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III) os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados


por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira;
IV) os habeas corpus em matéria criminal de sua competência ou quando
o constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente
sujeitos a outra jurisdição;
V) os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a
competência da Justiça Militar;
VI) dos crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves;
VII) dos crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro.
Conforme o art. 109 da Constituição Federal, compete aos Tribunais
Regionais Federais:
I - processar e julgar, originariamente:
a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar
e da Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os
membros do Ministério Público da União, ressalvada a competência da Justiça
Eleitoral;
b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes
federais da região;
c) os mandados de segurança e os habeas data contra ato do próprio
Tribunal ou de juiz federal;
d) os habeas corpus, quando a autoridade coatora for juiz federal;
II - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e
pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua
jurisdição.
A Justiça federal em cada região está organizada em varas especializadas e
não especializadas, havendo varas federais criminais em algumas comarcas,
além dos Tribunais Regionais Federais e dos Juizados Especiais Federais.
Os Juizados especiais federais criminais julgam infrações de menor
potencial ofensivo de competência da Justiça federal, pautando sua
atuação pelos princípios de oralidade, simplicidade, informalidade, economia
processual e celeridade, de acordo com a Lei nº 10.259/2001.
Além da Justiça Federal, temos também como órgãos federais da Justiça
Criminal o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União.

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- Juízes Federais
Justiça
- Tribunais Regionais Federais
Criminal
- Ministério Público Federal
Federal
- Defensoria Pública da União

3.2 Órgãos estaduais de justiça criminal


Os juízes de direito, em primeira instância ou primeiro grau, e os
Tribunais de Justiça, em segunda instância ou segundo grau, integram o Poder
Judiciário nos estados e se regem pelas constituições estaduais e pelas normas
específicas que organizam suas unidades e atribuições. A justiça comum
estadual cabe as competências residuais, ou seja, aquelas que não são de
competência da justiça federal especializada e comum.
Os Tribunais de Justiça Estaduais atuam por meio das varas criminais,
Juizados Especiais Criminais e tribunais do júri. O número e a distribuição das
varas criminais, das varas não-especializadas que tratam das causas
relacionadas a crimes, das varas de execução penal e dos juizados especiais e
tribunais do júri são determinados pela lei de organização judiciária de cada
estado, complementada pelo regimento interno do Tribunal de Justiça Estadual.
Vale chamar atenção para o procedimento especial que ocorre no caso dos
crimes de competência dos Juizados Especiais Criminais, nos quais se dá o
rito sumaríssimo. Os Juizados Especiais Criminais (JECrims) tratam as infrações
penais de menor potencial ofensivo, cujas penas previstas não ultrapassam dois
anos de privação de liberdade. O objetivo da lei que instituiu os Juizados
Especiais Criminais foi desburocratizar a Justiça, garantir a reparação do dano
na própria ação penal e também contribuir para a ampliação da aplicação de
penas alternativas às de prisão no caso de infrações menos graves.

- Juízes Estaduais
Justiça
- Tribunais de Justiça
Criminal
- Ministérios Públicos Estaduais
Estadual
- Defensorias Públicas Estaduais

3.3 Ministério Público


O Ministério Público (MP) é uma instituição que atua em nível Federal
(Ministério Público da União, subdividido em: Ministério Público do Trabalho,
Ministério Público Militar e Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) e

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em nível estadual (Ministérios Públicos dos Estados). A Constituição da República


de 1988 estabelece como funções do Ministério Público o exercício do controle
externo da atividade policial, requisitar a instauração de inquérito policial e
promover, privativamente, a ação penal pública.

Conforme a Constituição Federal, o Ministério Público pode requisitar a


instauração de inquérito policial.

3.4 Defensoria Pública


Nos casos em que o acusado não tem dinheiro para contratar um
advogado, é obrigação do Estado disponibilizar um defensor público para
defendê-lo. A instituição responsável por esse serviço público é a Defensoria
Pública. Nela trabalham os defensores públicos, que são advogados que
optaram, através de concurso público, por ocupar esse cargo.

4. Fluxo do Sistema de Justiça Criminal


No Sistema de Justiça Criminal cabe a Polícia Judiciária (Polícia Federal e
Polícia Civil) investigar a infração penal cometida. O Ministério Público avalia os
procedimentos desenvolvidos pela Polícia Judiciária e dá início à ação penal
pública através do oferecimento de denúncia à Justiça, nos casos de crimes de
ação pública. Ele exerce o papel de acusador nos casos levados à Justiça
Criminal, ou seja, quando uma pessoa agiu contra a legislação penal, o Ministério
Público representa a acusação da sociedade sobre essa pessoa. Se o crime for
da esfera privada, a ação penal é promovida pelo particular, sendo sua peça
inicial a queixa-crime, apresentada pelo ofendido ou seu representante legal.
Ao Poder Judiciário cabe julgar, condenando ou absolvendo o acusado. No
caso de condenação o Poder Judiciário define a pena. Se a pena for privativa de
liberdade (prisão), o condenado a cumprirá em um estabelecimento do sistema
penitenciário, a última frente ou subsistema do Sistema de Justiça Criminal.

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QUESTÕES COMENTADAS

01) (LEANDRO SIGNORI/2015) O sistema de justiça criminal no Brasil


é integrado pelos subsistemas policial, de justiça criminal e de execução
penal.

COMENTÁRIOS:
O sistema de justiça criminal se organiza em três frentes de atuação ou
subsistemas: (i) segurança pública (ou policial); (ii) justiça criminal; e (iii)
execução penal ou prisional. Ou seja, abrange a atuação do poder público desde
a prevenção das infrações penais até a aplicação de penas aos infratores.
Gabarito: Certo

02) (LEANDRO SIGNORI/2015) Por sistema de justiça criminal,


entende-se a articulação das organizações policiais com o Ministério
Público, a Defensoria Pública, o Poder Judiciário e o sistema
Penitenciário com o objetivo de viabilizar o processamento dos conflitos
classificados como delitos (crimes ou contravenções) nas leis penais
brasileiras.

COMENTÁRIOS:
Eis uma outra definição de Sistema de Justiça Criminal.
Gabarito: Certo

03) (LEANDRO SIGNORI/2015) Em razão da forma federativa do Estado


brasileiro, o Sistema de Justiça Criminal divide-se em três grandes
sistemas com competências distintas para apurar os fatos criminosos:
federal, estadual e municipal. O acionamento de cada um desses
sistemas depende basicamente da tipificação legal do delito praticado,
do local do crime e da competência jurisdicional de cada sistema, sendo
que tais critérios estão delineados na legislação penal e processual
penal.

COMENTÁRIOS:
Opa, olha a pegadinha da banca Ponto/Leandro Signori, não caia nessa! A
apuração de fatos criminosos só pode ser feita por instituições dos entes federal

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e estadual. A atividade de Polícia Judiciária compete aos Poderes Executivos


Federal e Estaduais. Não compete ao ente federado municipal.
Gabarito: Errado

04) (LEANDRO SIGNORI/2015) Sendo o crime de competência da


justiça federal, o fluxo processual referente a sua investigação,
acusação, julgamento e punição envolve os atores que atuam no
sistema de âmbito federal; caso contrário, serão da competência dos
atores do sistema de âmbito estadual.

COMENTÁRIOS:
Em razão da forma federativa do Estado brasileiro, o Sistema de Justiça
Criminal divide-se em dois grandes sistemas com competências distintas para
apurar os fatos criminosos: federal e estadual. Sendo o crime de competência
da justiça federal, o fluxo processual referente a sua investigação, acusação,
julgamento e punição envolve os atores que atuam no sistema de âmbito
federal; caso contrário, serão da competência dos atores do sistema de âmbito
estadual.
Gabarito: Certo

05) (LEANDRO SIGNORI/2015) O sistema de segurança pública no


Brasil organiza-se com base em órgãos do Poder Executivo Federal,
estadual e municipal. A Constituição Federal de 1988 traz as diretrizes
gerais para o sistema, prevendo o papel dos órgãos policiais e dos entes
federativos em sua organização. No art. 144, a Constituição Federal
define a segurança pública como dever do Estado e responsabilidade de
todos. Define, ainda, que os órgãos responsáveis por sua manutenção
são a Polícia Federal as Polícias Rodoviária e Ferroviária Federais; a
Força Nacional de Segurança Pública, as Polícias Civis; as Polícias
Militares; os Corpos de Bombeiros Militares e as Polícias Rodoviárias
Estaduais.

COMENTÁRIOS:
Pessoal, vamos prestar atenção. A questão se refere à segurança pública,
falando do sistema de segurança pública. Estamos estudando que o Sistema de
Justiça Criminal se divide nos subsistemas de segurança pública, justiça criminal
e penitenciário ou prisional. Contudo, essa divisão não é objeto de norma legal.
Assim podem aparecer questões falando de sistema de segurança pública,

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sistema prisional, etc. O importante é vocês saberem o que é o sistema de


segurança pública, qual o seu arranjo institucional.
A questão afirma que a Força Nacional de Segurança Pública e as Policias
Rodoviárias Estaduais são órgãos responsáveis pela manutenção da segurança
pública, nos termos da Constituição Federal. O que está errado. Vejamos o texto
constitucional:
Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e
responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública
e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes
órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
0
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
Gabarito: Errado

06) (LEANDRO SIGNORI/2015) A Polícia Federal cumpre um importante


papel nas investigações que envolvem crimes contra o patrimônio da
União, aí incluídos delitos cometidos por autoridades políticas, no
policiamento de fronteira, e no combate ao tráfico de drogas, atuando
ainda na fiscalização aeroportuária e transrodoviária, na emissão de
passaportes e no registro de armas de fogo.

COMENTÁRIOS:
Fiscalização transrodoviária? O que é isto? Viajou total. Eis o erro, o
restante do enunciado da questão está correto.
Gabarito: Errado

07) (LEANDRO SIGNORI/2015) O emprego da Força Nacional de


Segurança Pública será determinado pelo Presidente da República,
sempre de forma episódica e planejada, e após solicitação do
governador de estado.

COMENTÁRIOS:

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Quem autoriza o emprego da Força Nacional de Segurança Pública é o
Ministro da Justiça e não o Presidente da República. A autorização só ocorre após
solicitação de governador de estado, do Distrito Federal ou de Ministro de
Estado. A Força Nacional deve ser acionada sempre de forma episódica, não
regular e planejada.
Gabarito: Errado

08) (LEANDRO SIGNORI/2015) No âmbito do governo federal, a


segurança pública é assunto da área de competência do Ministério da
Justiça, no qual se encontram vinculados o Departamento de Polícia
Federal e o Departamento de Polícia Rodoviária Federal.

COMENTÁRIOS:
No âmbito do Governo Federal, a segurança pública é assunto da área de
competência do Ministério da Justiça, ao qual se encontram vinculados os
Departamentos de Polícia Federal e de Polícia Rodoviária Federal. Esses
departamentos são órgãos da administração direta com competências para o
exercício da atividade policial. Ainda subordinados ao Ministério da Justiça temos
a Senasp, Senad e Depen.
Gabarito: Certo

09) (LEANDRO SIGNORI/2015) A Constituição Federal define o papel


das Polícias Civil e Militar, que se subordinam ao Poder Executivo
estadual. A Polícia Civil tem como principais atribuições a investigação
de crimes e o policiamento ostensivo. A Polícia Militar é responsável por
garantir a preservação da ordem pública, cumprindo a função de polícia
judiciária.

COMENTÁRIOS:
Mistura geral das funções das Polícias Civis e Militares. Vejamos o texto do
artigo 144, § 4 e § 5º da Constituição Federal:
§ 4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira,
incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária
e a apuração de infrações penais, exceto as militares.
§ 5º Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da
ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições
definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

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Gabarito: Errado

10) (LEANDRO SIGNORI/2015) Na literatura especializada prevalece o


entendimento, segundo o qual o Sistema de Justiça Criminal, no Brasil,
se divide em três subsistemas: (i) subsistema de segurança pública; (ii)
subsistema de Justiça Criminal; e (iii) subsistema de execução penal.

COMENTÁRIOS:
O Sistema de Justiça Criminal e suas frentes de atuação ou subdivisões
são objeto de estudo da literatura especializada. Não existe norma legal que o
institui. Veja que a questão se refere ao subsistema de execução penal. Alguns
autores preferem esta denominação, em vez de subsistema prisional, devido ao
fato de que nem sempre uma sentença condenatória resulta na prisão do
condenado. A sentença pode resultar em penas de multa ou restritivas de
direito, tais como: prestação pecuniária, perda de bens e valores e prestação
de serviços à comunidade.
Gabarito: Certo

11) (LEANDRO SIGNORI/2015) No Brasil, a Justiça Criminal e a Justiça


Cível, formam sistema distintos, com características e estruturas
próprias. No Sistema de Justiça Criminal são apreciados todos os delitos
praticados contra o patrimônio, bens ou qualquer valor de outrem,
cabendo à parte prejudicada acioná-lo para ter seu direito reparado, ou
seja, o autor da ação é o próprio lesado em seu direito. Já no âmbito
cível, quando um determinado crime ocorre, geralmente é o próprio
Estado-Administração, na figura do Ministério Público, que assume a
titularidade da ação contra o suposto criminoso, independentemente da
vontade da vítima.

COMENTÁRIOS:
A Justiça Cível e a Justiça Criminal formam sistema distintos, com
características e estruturas próprias. No Sistema de Justiça Cível são apreciados
todos os delitos praticados contra o patrimônio, bens ou qualquer valor de
outrem, cabendo à parte prejudicada acioná-lo para ter seu direito reparado, ou
seja, o autor da ação é o próprio lesado em seu direito. No Sistema de Justiça
Criminal, quando um determinado crime ocorre, geralmente é o próprio Estado-
Administração, na figura do Ministério Público, que assume a titularidade da ação
penal contra o suposto criminoso, independentemente da vontade da vítima.
Pessoal, vejam que eu disse geralmente, pois se o crime for da esfera privada,
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a ação penal é promovida pelo particular, sendo sua peça inicial a queixa-crime,
apresentada pelo ofendido ou seu representante legal.
Gabarito: Errado

12) (LEANDRO SIGNORI/2015) A estrutura judiciária brasileira tem


suas bases estabelecidas pela Constituição Federal. No topo se encontra
o Supremo Tribunal Federal (STF). Abaixo, e também como tribunais
superiores, temos o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho e o Superior
Tribunal Militar – STM, todos com competências no âmbito do Sistema
de Justiça Criminal.

COMENTÁRIOS:
A Justiça do Trabalho - Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunais
Regionais do Trabalho (TRTs) e Juízes do Trabalho - não faz parte do arranjo
institucional do Sistema de Justiça Criminal.
Gabarito: Errado

13) (LEANDRO SIGNORI/2015) No âmbito do Sistema de Justiça


Criminal compete a polícia judiciária realizar a investigação policial com
vista a identificar o crime e sua autoria, formalizando o resultado de
suas ações no boletim de ocorrência policial.

COMENTÁRIOS:
Compete a polícia judiciária (polícias civis e federais) a realização da
investigação policial com vista a identificar o crime e sua autoria. Todos os atos
investigatórios – conjunto de diligências – e o resultado da investigação constam
do inquérito policial. Esse se caracteriza por ser um procedimento
administrativo, não é um procedimento judicial, persecutório, informativo,
prévio e preparatório da ação penal. É com base no inquérito policial que o
Ministério Público elabora a Ação Penal. O inquérito policial é presidido por um
delegado de polícia.
No entanto, nem sempre, o inquérito policial será obrigatório. Se já há
elementos suficientes para a proposição da ação penal, ele se torna dispensável.
No caso de infrações penais de menor potencial ofensivo, a polícia pode lavrar
termo circunstanciado, encaminhado ao Judiciário, no contexto dos
procedimentos mais simplificados para a conclusão judicial.
- E o que é o boletim de ocorrência professor?
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- O boletim de ocorrência policial é um documento que registra uma


denúncia feita em uma Delegacia de Polícia ou através da Delegacia Online -
dependendo do caso - que torna público um crime para fins de investigação, ou
ainda, que versa sobre itens perdidos.
Gabarito: Errado

14) (LEANDRO SIGNORI/2015) A organização dual das forças policiais


no Brasil pode ser explicada pela seguinte divisão: a ação da Polícia Civil
se dá enquanto o crime ocorre ou para evitá-lo, ao passo que a ação da
Polícia Militar ocorre por meio do policiamento ostensivo para a
preservação da ordem pública.

COMENTÁRIOS:
A organização dual das forças policiais no Brasil pode ser explicada pela
seguinte divisão: a ação da Polícia Militar se dá enquanto o crime ocorre ou para
evitá-lo, ao passo que a ação da Polícia Civil se dá prioritariamente após a
ocorrência do crime, na investigação do delito e da sua autoria.
Gabarito: Errado

15) (LEANDRO SIGNORI/2015) As guardas municipais exercem funções


de zelo ao patrimônio público e segurança coletiva em eventos públicos,
atuando também, em rondas ostensivas nas escolas, em cumprimento a
sua missão constitucional de forças auxiliares das polícias militares
estaduais.
COMENTÁRIOS:
As guardas municipais são instituições de caráter civil, não são forças
auxiliares das polícias militares estaduais.
Gabarito: Errado

16) (LEANDRO SIGNORI/2015) Os órgãos de Justiça criminal no Brasil


organizam-se nos níveis federal e estadual: juízes, Tribunais Regionais,
Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União, no primeiro
caso, e juízes, Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias
Públicas Estaduais, no último. As competências de cada um destes
órgãos são ditadas pela Constituição Federal e pelas legislações
específicas, como as leis estaduais de organização judiciária.

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COMENTÁRIOS:
A questão está certa. Lembro que no nível federal temos os juízes federais,
eleitorais e militares e os Tribunais Regionais Federais, Eleitorais e os Tribunais
Militares. No nível estadual temos os juízes de direito e o Tribunal de Justiça. No
nível estadual, também podemos ter a Justiça Militar, com competência para
apurar crimes militares. Neste sentido, dispõe o § 3º do art. 125 da Constituição
Federal: A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça,
a Justiça Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos juízes de direito
e pelos Conselhos de Justiça e, em segundo grau, pelo próprio Tribunal de
Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos Estados em que o efetivo militar
seja superior a vinte mil integrantes.
Gabarito: Certo

17) (LEANDRO SIGNORI/2015) A Justiça do Trabalho não possui


competência para julgamento de ações criminais, ao passo que as
Justiças eleitoral e militar possuem.

COMENTÁRIOS:
Repetindo: A Justiça do Trabalho não possui competência para julgamento
de ações criminais, ao passo que as Justiças eleitoral e militar possuem.
Gabarito: Certo

18) (LEANDRO SIGNORI/2015) Caso o acusado não tenha condições de


pagar um advogado particular, a sua defesa deverá ser realizada por
uma instituição estatal.

COMENTÁRIOS:
Todo o acusado tem direito a um defensor. Caso o acusado, nos termos
da lei, não tenha condições de pagar um advogado particular, a sua defesa
deverá ser realizada por uma instituição estatal. No nível federal, esta instituição
é a Defensoria Pública da União e no nível dos Estados, a respectiva Defensoria
Pública Estadual.
Gabarito: Certo

19) (LEANDRO SIGNORI/2015) As forças policiais que compõem o


subsistema de segurança pública atuam no controle da violência e da
criminalidade, basicamente de forma preventiva e/ou repressiva. No
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Brasil, em razão da dualidade da função policial, em nível estadual, com


a existência de duas forças policiais distintas, geralmente atribui-se a
função preventiva à Polícia Militar, já que tem a atribuição de impedir
ou inibir, por meio do policiamento ostensivo nas ruas, o crime antes de
sua ocorrência. A função repressiva, por sua vez, geralmente é atribuída
à Polícia Judiciária (Polícia Civil), pois, na grande maioria dos casos, é
chamada a atuar após a ocorrência do crime, quando busca identificar,
por meio da investigação preliminar, os elementos mínimos necessários
à identificação do fato delituoso e de sua respectiva autoria.
Com base no texto acima, julgue o item subsequente:
Em nível federal, como não há essa dualidade de função, a Polícia
Federal acaba atuando nesses dois ramos finalísticos, ou seja, como
polícia preventiva (ou administrativa) e como polícia repressiva (ou
judiciária).

COMENTÁRIOS:
No nível federal, a Polícia Federal atua nos dois ramos finalísticos, ou seja,
como polícia preventiva (ou administrativa) e como polícia repressiva (ou
judiciária). Neste aspecto, não há a dualidade de função existente nos Estados.
Mas, há também no nível federal, a Polícia Rodoviária Federal a quem tem como
função o patrulhamento ostensivo das rodovias federais – atividade preventiva,
administrativa.
Assim, em nível federal, temos duas polícias – uma preventiva e repressiva
– PF e outra somente preventiva – PRF.
Gabarito: Errado

20) (LEANDRO SIGNORI/2015) O Ministério Público é o responsável


exclusivo pela acusação formal, realizando a denúncia que é a peça a
partir da qual se inicia o processo penal na esfera judicial.

COMENTÁRIOS:
Esta questão é uma típica pegadinha do Cespe. Quando a banca usa as
“palavras mágicas” exclusivamente, apenas e somente, a questão tem noventa
e nove por cento de chances de estar errada. Se o crime for da esfera privada,
a ação penal será promovida pelo particular e não pelo Ministério Público.
Gabarito: Errado

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21) (LEANDRO SIGNORI/2015) Concluída a investigação policial e


aceita, no Judiciário, a denúncia apresentada pelo Ministério Público,
dá-se início a fase processual ou judicial, sendo o subsistema de justiça
criminal responsável pela sua execução.

COMENTÁRIOS:
A investigação policial constitui a fase administrativa da apuração do
delito, sendo realizada pela polícia judiciária, no âmbito do subsistema de
segurança pública. Estando a investigação policial concluída e dela se originando
a apresentação de denúncia por parte do Ministério Público ao Poder Judiciário,
a sua aceitação dá início a fase processual ou judicial, onde o acusado poderá
ser condenado ou inocentado. A execução dessa fase é de responsabilidade do
==0==

subsistema de justiça criminal.


Gabarito: Certo

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LISTA DE QUESTÕES

01) (LEANDRO SIGNORI/2015) O sistema de justiça criminal no Brasil


é integrado pelos subsistemas policial, de justiça criminal e de execução
penal.

02) (LEANDRO SIGNORI/2015) Por sistema de justiça criminal,


entende-se a articulação das organizações policiais com o Ministério
Público, a Defensoria Pública, o Poder Judiciário e o sistema
Penitenciário com o objetivo de viabilizar o processamento dos conflitos
classificados como delitos (crimes ou contravenções) nas leis penais
brasileiras.

03) (LEANDRO SIGNORI/2015) Em razão da forma federativa do Estado


brasileiro, o Sistema de Justiça Criminal divide-se em três grandes
sistemas com competências distintas para apurar os fatos criminosos:
federal, estadual e municipal. O acionamento de cada um desses
sistemas depende basicamente da tipificação legal do delito praticado,
do local do crime e da competência jurisdicional de cada sistema, sendo
que tais critérios estão delineados na legislação penal e processual
penal.

04) (LEANDRO SIGNORI/2015) Sendo o crime de competência da


justiça federal, o fluxo processual referente a sua investigação,
acusação, julgamento e punição envolve os atores que atuam no
sistema de âmbito federal; caso contrário, serão da competência dos
atores do sistema de âmbito estadual.

05) (LEANDRO SIGNORI/2015) O sistema de segurança pública no


Brasil organiza-se com base em órgãos do Poder Executivo Federal,
estadual e municipal. A Constituição Federal de 1988 traz as diretrizes
gerais para o sistema, prevendo o papel dos órgãos policiais e dos entes
federativos em sua organização. No art. 144, a Constituição Federal
define a segurança pública como dever do Estado e responsabilidade de
todos. Define, ainda, que os órgãos responsáveis por sua manutenção
são a Polícia Federal as Polícias Rodoviária e Ferroviária Federais; a
Força Nacional de Segurança Pública, as Polícias Civis; as Polícias
Militares; os Corpos de Bombeiros Militares e as Polícias Rodoviárias
Estaduais.
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06) (LEANDRO SIGNORI/2015) A Polícia Federal cumpre um importante


papel nas investigações que envolvem crimes contra o patrimônio da
União, aí incluídos delitos cometidos por autoridades políticas, no
policiamento de fronteira, e no combate ao tráfico de drogas, atuando
ainda na fiscalização aeroportuária e transrodoviária, na emissão de
passaportes e no registro de armas de fogo.

07) (LEANDRO SIGNORI/2015) O emprego da Força Nacional de


Segurança Pública será determinado pelo Presidente da República,
sempre de forma episódica e planejada, e após solicitação do
governador de estado.

08) (LEANDRO SIGNORI/2015) No âmbito do governo federal, a


segurança pública é assunto da área de competência do Ministério da
Justiça, no qual se encontram vinculados o Departamento de Polícia
Federal e o Departamento de Polícia Rodoviária Federal.

09) (LEANDRO SIGNORI/2015) A Constituição Federal define o papel


das Polícias Civil e Militar, que se subordinam ao Poder Executivo
estadual. A Polícia Civil tem como principais atribuições a investigação
de crimes e o policiamento ostensivo. A Polícia Militar é responsável por
garantir a preservação da ordem pública, cumprindo a função de polícia
judiciária.

10) (LEANDRO SIGNORI/2015) Na literatura especializada prevalece o


entendimento, segundo o qual o Sistema de Justiça Criminal, no Brasil,
se divide em três subsistemas: (i) subsistema de segurança pública; (ii)
subsistema de Justiça Criminal; e (iii) subsistema de execução penal.

11) (LEANDRO SIGNORI/2015) No Brasil, a Justiça Criminal e a Justiça


Cível, formam sistema distintos, com características e estruturas
próprias. No Sistema de Justiça Criminal são apreciados todos os delitos
praticados contra o patrimônio, bens ou qualquer valor de outrem,
cabendo à parte prejudicada acioná-lo para ter seu direito reparado, ou
seja, o autor da ação é o próprio lesado em seu direito. Já no âmbito
cível, quando um determinado crime ocorre, geralmente é o próprio
Estado-Administração, na figura do Ministério Público, que assume a
titularidade da ação contra o suposto criminoso, independentemente da
vontade da vítima.

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12) (LEANDRO SIGNORI/2015) A estrutura judiciária brasileira tem


suas bases estabelecidas pela Constituição Federal. No topo se encontra
o Supremo Tribunal Federal (STF). Abaixo, e também como tribunais
superiores, temos o Superior Tribunal de Justiça (STJ), o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE), o Tribunal Superior do Trabalho e o Superior
Tribunal Militar – STM, todos com competências no âmbito do Sistema
de Justiça Criminal.

13) (LEANDRO SIGNORI/2015) No âmbito do Sistema de Justiça


Criminal compete a polícia judiciária realizar a investigação policial com
vista a identificar o crime e sua autoria, formalizando o resultado de
suas ações no boletim de ocorrência policial.

14) (LEANDRO SIGNORI/2015) A organização dual das forças policiais


no Brasil pode ser explicada pela seguinte divisão: a ação da Polícia Civil
se dá enquanto o crime ocorre ou para evitá-lo, ao passo que a ação da
Polícia Militar ocorre por meio do policiamento ostensivo para a
preservação da ordem pública.

15) (LEANDRO SIGNORI/2015) As guardas municipais exercem funções


de zelo ao patrimônio público e segurança coletiva em eventos públicos,
atuando também, em rondas ostensivas nas escolas, em cumprimento a
sua missão constitucional de forças auxiliares das polícias militares
estaduais.

16) (LEANDRO SIGNORI/2015) Os órgãos de Justiça criminal no Brasil


organizam-se nos níveis federal e estadual: juízes, Tribunais Regionais,
Ministério Público Federal e Defensoria Pública da União, no primeiro
caso, e juízes, Tribunais de Justiça, Ministérios Públicos e Defensorias
Públicas Estaduais, no último. As competências de cada um destes
órgãos são ditadas pela Constituição Federal e pelas legislações
específicas, como as leis estaduais de organização judiciária.

17) (LEANDRO SIGNORI/2015) A Justiça do Trabalho não possui


competência para julgamento de ações criminais, ao passo que as
Justiças eleitoral e militar possuem.

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18) (LEANDRO SIGNORI/2015) Caso o acusado não tenha condições de


pagar um advogado particular, a sua defesa deverá ser realizada por
uma instituição estatal.

19) (LEANDRO SIGNORI/2015) As forças policiais que compõem o


subsistema de segurança pública atuam no controle da violência e da
criminalidade, basicamente de forma preventiva e/ou repressiva. No
Brasil, em razão da dualidade da função policial, em nível estadual, com
a existência de duas forças policiais distintas, geralmente atribui-se a
função preventiva à Polícia Militar, já que tem a atribuição de impedir
ou inibir, por meio do policiamento ostensivo nas ruas, o crime antes de
sua ocorrência. A função repressiva, por sua vez, geralmente é atribuída
à Polícia Judiciária (Polícia Civil), pois, na grande maioria dos casos, é
chamada a atuar após a ocorrência do crime, quando busca identificar,
por meio da investigação preliminar, os elementos mínimos necessários
à identificação do fato delituoso e de sua respectiva autoria.
Com base no texto acima, julgue o item subsequente:
Em nível federal, como não há essa dualidade de função, a Polícia
Federal acaba atuando nesses dois ramos finalísticos, ou seja, como
polícia preventiva (ou administrativa) e como polícia repressiva (ou
judiciária).

20) (LEANDRO SIGNORI/2015) O Ministério Público é o responsável


exclusivo pela acusação formal, realizando a denúncia que é a peça a
partir da qual se inicia o processo penal na esfera judicial.

21) (LEANDRO SIGNORI/2015) Concluída a investigação policial e


aceita, no Judiciário, a denúncia apresentada pelo Ministério Público,
dá-se início a fase processual ou judicial, sendo o subsistema de justiça
criminal responsável pela sua execução.

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01 – C 02 – C 03 - E 04 – C 05 – E

06 - E 07 - E 08 - C 09 - E 10 – C

11 - E 12 - E 13 - E 14 - E 15 – E

16 - C 17 - C 18 - C 19 – E 20 – E

21 – C XXXX XXXX XXXX XXXX

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