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CARACTERIZAÇÃO E PRÉ-TRATAMENTO

DE SUBSTRATOS PARA PRODUÇÃO DE


BIOGÁS E BIOFERTILIZANTE

Disponibilidade de Substratos
Projeto “Aplicações do Biogás na Agroindústria Brasileira” (GEF Biogás Brasil)

Este documento está sob licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivatives


4.0 International License.
O GEF Biogás Brasil permite a citação deste material, desde que a fonte seja citada.
Contato: contato@gefbiogas.org.br

COMITÊ DIRETOR DO PROJETO FICHA TÉCNICA


Nome do produto:
Global Environment Facility Caracterização e Pré-Tratamento de Substratos
para Produção de Biogás e Biofertilizante
Organização das Nações Unidas para o
Desenvolvimento Industrial Componente Output e Outcome:
2.1.4
Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações Publicado pela entidade:
Organização das Nações Unidas para o
Ministério da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Industrial – UNIDO
Abastecimento
Entidades diretamente envolvidas:
Ministério de Minas e Energia Centro Internacional de Energias Renováveis
Biogás – CIBiogás
Ministério do Meio Ambiente Universidade Tecnológica Federal do Paraná -
UTFPR
Centro Internacional de Energias Renováveis
Autores e coautores:
Paulo André Cremonez - CIBiogás
Itaipu Binacional
Jéssica Yuki de Lima Mitto - CIBiogás
PARCEIROS Revisão técnica:
Felippe Martins Damaceno – UTFPR
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Leonardo Pereira Lins - CIBiogás
Pequenas Empresas
Coordenador:
Associação Brasileira de Biogás Felipe Souza Marques

Coordenação pedagógica:
Iara Bethania Rial Rosa

Data da publicação:
Agosto, 2020.

Ficha catalográfica elaborada por:


APRESENTAÇÃO

O Projeto “Aplicações do Biogás na agrícola. Os benefícios se estendem tanto ao


Agroindústria Brasileira” (GEF Biogás Brasil) produtor agrícola, que reduz os custos de sua
reúne o esforço coletivo de organismos atividade com o reaproveitamento de resíduos
internacionais, instituições privadas, entidades orgânicos, quanto ao desenvolvimento
setoriais e do Governo Federal em prol da econômico nacional, já que um setor produtivo
diversificação da geração de energia e de mais eficiente ganha competitividade frente à
combustível no Brasil. A iniciativa é concorrência internacional. Indústrias de
implementada pela Organização das Nações equipamentos e serviços, concessionárias de
Unidas para o Desenvolvimento Industrial energia e de gás, produtores rurais e
(UNIDO) e conta com o Ministério da Ciência, administrações municipais estão entre os
Tecnologia e Inovações (MCTI) como beneficiários do projeto, que conta com US
instituição líder no âmbito nacional. O objetivo $ 7,828,000 em investimentos diretos.
principal é reduzir a dependência nacional de
combustíveis fósseis através da produção de Com abordagem inicial na região Sul do Brasil
biogás e biometano, fortalecendo as cadeias e no Distrito Federal, a iniciativa pretende
de valor e de inovação tecnológica no setor. impactar todo o país. Entre seus resultados
previstos estão a compilação e a divulgação de
A conversão dos resíduos orgânicos dados completos e atualizados sobre o setor, a
provenientes da agroindústria e da fração oferta de serviços e recursos para capacitação
orgânica do lixo urbano, muitas vezes técnica e profissional, a criação de modelos de
descartados de forma insustentável, pode se negócio e de pacotes tecnológicos inovadores,
tornar um diferencial competitivo para a a produção de Unidades de Demonstração
economia brasileira, além de reduzir a emissão seguindo padrões internacionais, a
de gases de efeito estufa nocivos à camada de disponibilização de serviços financeiros
ozônio e ao meio ambiente. específicos para o setor, a ampliação da oferta
energética brasileira, e articulações
O biogás e o biometano podem ser utilizados estratégicas entre a alta gestão governamental
para a geração de energia elétrica, energia e entidades setoriais para a modernização da
térmica ou combustível renovável para regulamentação e das políticas públicas em
veículos, e seu processamento resulta em torno do tema, deixando um legado positivo
biofertilizantes de alta qualidade para uso para o país.
Caracterização e Pré-Tratamento de Substratos
para Produção de Biogás e Biofertilizante

Aula 1 – Disponibilidade de Substratos

Data da Publicação:

Agosto/2020
Sumário

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................. 10
2. DISPONIBILIDADE DE MATÉRIAS-PRIMAS PARA PRODUÇÃO DE
BIOGÁS..................................................................................................................... 11
2.1. Água Residuária de Suinocultura (ARS) ..................................................... 11
2.2. Manipueira ...................................................................................................... 12
2.3. Vinhaça ........................................................................................................... 14
2.4. Resíduos da Pecuária de Leite .................................................................... 15
2.5. Glicerol Residual............................................................................................ 16
2.6. Cama de Frango ............................................................................................ 18
2.7. Efluentes de Laticínios .................................................................................. 19
2.8. Efluentes da Indústria Cervejeira ................................................................. 19
2.9. Resíduos de Abatedouros ............................................................................ 20
3. CONCLUSÃO .................................................................................................... 22
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................ 23
Disponibilidade de Substratos

Lista de Figuras

Figura 1 - a) Produção Nacional de mandioca por regiões do país; b) Produção


Nacional de Mandioca por Estados ........................................................................ 13
Figura 2 - Desenvolvimento da produção de cana-de-açúcar e etanol no Brasil
entre os anos 1990 e 2014. .................................................................................... 15
Figura 3 - Plantel de vacas leiteiras no país para os anos de 2010 a 2018. ..... 16
Figura 4 - Perfil da produção e estimativa de produção de biodiesel no Brasil
entre os anos de 2006 a 2025. ............................................................................... 17
Figura 5 - (a) Produção de cerveja e (b) número de fábricas por região. .......... 20
Disponibilidade de Substratos

Apresentação do Curso
Olá! Seja bem-vindo ao nosso primeiro módulo do curso de atualização em
biogás. O curso como um todo, busca trazer conhecimento técnico de uma forma
didática para profissionais que queiram atuar direta ou indiretamente na cadeia
produtiva desse importante biocombustível, que vem ganhando cada vez mais destaque
no cenário nacional.
Para compreender e se adequar ao dinâmico setor do biogás brasileiro e
mundial é necessário conhecer cada uma das etapas que completam o fluxograma
logístico do setor. O processo de biodigestão anaeróbia, responsável pela geração de
biogás nas plantas de produção, se efetiva pela degradação de substratos orgânicos.
Deste modo, o primeiro módulo desse curso visa contextualizar os principais substratos
disponíveis no Brasil, em especial da Região Sul do país.

Aproveite a leitura...

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Disponibilidade de Substratos

Desenvolvimento Proporcionado
Este módulo traz conteúdo base e de extrema importância para o profissional
que visa atuar direta ou indiretamente na cadeia produtiva do biogás. Nesta aula será
proporcionado o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades que poderão ser
colocados em prática por você ao longo do curso e após a finalização das atividades
propostas:

COMPETÊNCIAS:
1. Identificar os principais substratos passiveis de utilização na cadeia
produtiva do biogás

HABILIDADES:
1. Proatividade;
2. Criatividade;
3. Compreensão.

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1. INTRODUÇÃO

A busca constante por segurança energética frente a grande crise do petróleo


da década de 70, atrelada as crescentes preocupações com as emissões de gases de
efeito estufa fizeram com que grande parte das nações desenvolvidas e emergentes
iniciassem grandes movimentos no desenvolvimento de novas fontes e rotas
energéticas não dependentes do petróleo.
Nessa mesma época, no Brasil, iniciaram-se projetos como o Proálcool e mais
tarde o pró-óleo com a introdução do etanol e do biodiesel na matriz energética do país,
por meio do financiamento de pesquisas científicas, incentivo fiscal e implementação de
leis e normativas positivas ao setor. Além dessas cadeias produtivas, a tecnologia de
biodigestão anaeróbia, conhecida e utilizada há séculos, também já havia sido
implementada no país, apesar de apresentar projetos governamentais com incentivos
mais modestos.
Atualmente, os processos de biodigestão anaeróbia e os empreendimentos de
produção de biogás vêm se destacando e ganhando cada vez mais popularidade. Com
o aumento do rigor relacionado ao descarte e disposição de resíduos, setores
agroindustriais, tiveram de se adequar, buscando por tecnologias e sistemas de
tratamento de efluentes eficientes e que fossem viáveis financeiramente. A utilização de
materiais residuais eleva consideravelmente o balanço econômico e energético dos
processos produtivos, além de garantir a eliminação de um passivo ambiental.
Dessa forma, o conceito de co-geração de energia, vem se intensificando pelo
emprego de sistemas de produção de biogás nas mais diversas plantas industriais,
como: unidades processadoras de mandioca, usinas de etanol e açúcar, laticínios,
abatedouros, produtores agropecuários, entre outros. Como o Brasil é um dos maiores
produtores e exportadores nesses setores, grandes volumes de resíduos orgânicos são
gerados, portanto, espera-se ainda elevado potencial e oportunidades de geração de
energia proveniente do biogás.
Apesar do estimulante cenário, o conhecimento dos panoramas agropecuário
e agroindustrial brasileiros, as características dos substratos produzidos em cada um
dos setores, bem como os seus potenciais de produção de biogás por meio da digestão
anaeróbia requerem pesquisas e discussões, pois são de fundamental importância para
o desenvolvimento e consolidação dessa tecnologia. Sendo assim, nas seções
subsequentes abordaremos as disponibilidades de diversos substratos com potencial
para integrar a cadeia produtiva do biogás.

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Disponibilidade de Substratos

2. DISPONIBILIDADE DE MATÉRIAS-PRIMAS PARA PRODUÇÃO DE


BIOGÁS

Por suas dimensões continentais, clima favorável, elevada disponibilidade


hídrica e grande quantidade de terras agricultáveis, o Brasil é um dos maiores
produtores e exportadores agropecuários do mundo. Cadeias tão desenvolvidas e com
produção crescente apresentam em contrapartida geração considerável de resíduos,
sendo essa uma das grandes preocupações do século XXI.
O processo de digestão anaeróbia se insere como uma interessante alternativa
no tratamento de resíduos, devido a remoção de carga orgânica, produção de um gás
com elevado potencial energético e possibilidade de utilização do digestatocomo
biofertilizante. Segundo Milanez et al. (2018), resíduos agroindustriais são responsáveis
por 75% do potencial de matérias-primas destinadas a produção de biogás.
Devido a grande quantidade de cadeias produtivas e diferentes tipos de
matérias-primas disponíveis, cada tipo de resíduo apresenta características e potenciais
de geração de biogás diferentes. Dessa forma, estudar e conhecer cada um deles é de
fundamental importância para o bom desenvolvimento de projetos.

2.1. Água Residuária de Suinocultura (ARS)

O Brasil contabilizou ao final do ano de 2018, produção de 3,97 milhões de


toneladas e exportação de 646 mil toneladas de suínos. Esses números tornam o Brasil
o quarto maior produtor e exportador de carne suina do mundo. A liderança na produção
dentre os Estados encontra-se em Santa Catarina e Paraná, que disparam com 26,26%
e 21,34%, respectivamente (EMBRAPA, 2019a).
No que se refere ao abate dos animais, aproximadamente 11,31 milhões de
cabeças de suínos foram abatidas apenas no primeiro trimestre de 2019, indicando
aumento de 5,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A Região Sul foi a
responsável por grande parte da composição desse indicador, com 66,2%, sendo
seguida pela região sudeste com 18,6% (IBGE, 2019).
Os grandes avanços da suinocultura no Brasil estão atrelados, em grande parte,
à alteração dos modelos produtivos, principalmente para os de produção intensiva.
Nesses modelos os animais são confinados em pequenas áreas, elevando a eficiência
e a qualidade do produto final (HIGARASHI et al. 2018).
Com o aumento da produção intensiva, eleva-se também a quantidade e a
concentração de resíduos oriundos do setor. Segundo Balota et al. (2014), a
suinocultura brasileira produz diariamente 300 milhões de litros de efluentes. A ARS é
composta por fezes e urina dos animais, além de resto de ração e água utilizada na
lavagem das baias. Esses resíduos oriundos da limpeza e higienização das baias das
granjas são armazenados em grandes reservatórios, popularmente conhecidos como
esterqueiras. Geralmente o armazenamento é até 120 dias para que ocorra a
degradação parcial dos compostos orgânicos e redução do potencial poluidor do
material (SEGANFREDO, 2007).

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Disponibilidade de Substratos

Curiosidade:

Um suíno em fase de
terminação tem potencial
poluidor equivalente a 3,5
humanos adultos.

A problemática desse modelo de gestão de resíduos está relacionada ao fato


de que metade de toda produção nacional se encontra na Região Sul do país, grande
parte em pequenas propriedades rurais. Em muitos casos, o adensamento na produção
inviabiliza o uso de esterqueiras como forma de gestão das ARS, considerando-se a
produção de quantidade excessiva de resíduos que não podem ser acomodados com
segurança (HERNÁNDEZ et al. 2013). O emprego de tecnologias como os
biodigestores é uma solução segura e eficaz para o tratamento das ARS, além de gerar
um subproduto líquido e estabilizado com potencial de aproveitamento agronômico.

2.2. Manipueira

A manipueira ou mandioca é uma cultura conhecida há milhares de anos pelo


ser humano, principalmente pelos povos pré-colombianos, e posteriormente assimilada
pelos colonizadores da América Latina. É rustica, se adapta bem ao clima semiárido e
se desenvolve de forma eficiente sob alta exposição solar (COÊLHO, 2018). No Brasil,
a cultura se apresenta como um dos principais produtos de subsistência por parte da
população, sendo uma importante e barata fonte de carboidratos (CARDOSO et al.,
2014).

Para saber mais:

A mandioca é nativa da América do Sul sendo


elemento fundamental da culinária dos povos
indígenas.
É conhecida por diferentes nomes
dependendo da região do país: Mandioca,
macaxeira, aipim, castelinha, uaipi, mandioca-
doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira,
pão-de-pobre etc.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e


Agricultura (FAO, 2019), no ano de 2016 o Brasil produziu 21,08 milhões de toneladas
de mandioca, destacando o país como o quarto maior produtor mundial, ficando atrás
apenas da Nigéria, Tailândia e Indonésia. No país, a Região Norte lidera a produção da
mandioca, seguida pelas Regiões Nordeste e Sul (Figura 1a). Apesar da terceira
colocação, a Região Sul apresenta a maior produtividade, com rendimento de 21.891,85
kg/ha. Quando se analisa a produção por estados, os maiores produtores são os

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Disponibilidade de Substratos

estados do Pará (20,55%), seguido do Paraná (14,79%) e da Bahia (10,09%). A Figura


1b ilustra as produções por estado (FERNANDES, 2018).

Figura 1 - a) Produção Nacional de mandioca por regiões do país; b) Produção Nacional de


Mandioca por Estados

Fonte: Adaptado de Fernandes (2018).

Com relação ao processamento da mandioca, o Brasil apresenta um dos mais


modernos parques industriais de todo o mundo com capacidade instalada para moagem
de 21,4 mil toneladas por dia. Grande parte dos parques de processamento de
mandioca estão instalados nos estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
No ano de 2018, produziu-se 27% mais fécula do que no ano anterior, alcançando a
marca de 536,6 mil toneladas (FELIPE, 2019).
O processamento da mandioca gera diversos subprodutos, como talos de
mandioca durante a colheita, polpa e cascas durante o processamento, e grande volume

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Disponibilidade de Substratos

de água residuária durante a prensagem da polpa (PADI e CHIMPHANGO, 2019).


Estima-se que para cada tonelada de mandioca processada são gerados até 300 litros
do resíduo liquido, enquanto que para cada tonelada de amido produzido podem ser
obtidos até 20 m³ de manipueira (CHAVALPARIT e ONGWANDEE, 2009).
Considerando-se a produção nacional no ano de 2018, pode-se estimar mais de 160 mil
m³ de efluente liquido.
A água residual da produção de amido, também conhecida como manipueira,
apresenta é composta por teores de amido perdido no processamento. Além dos
açúcares, a manipueira apresenta dentre seus constituintes o ácido cianídrico,
componente tóxico advindo da hidrólise de glicosídeos cianogênicos (PINTO e CABELO,
2011). Por essas características a manipueira é considerada um preocupante passivo
ambiental.

2.3. Vinhaça

Como já abordado na introdução, com o início de programas de


desenvolvimento energético na década de 70 e com o surgimento do Próalcool, a
produção de cana-de-açúcar se intensificou não somente pelo interesse na produção
de açúcar. Até hoje a cana é considerada uma atrativa alternativa para o setor de
biocombustíveis, devido seu elevado balanço energético na produção de etanol.
Na Figura 2 pode-se visualizar o perfil de produção da cana-de-açúcar e de
etanol desde o início da década de 90, ficando evidente o incremento paralelo entre
produções de cana e do biocombustível. Vale ressaltar que a aceleração no crescimento
ocorrido na virada do século também foi influenciada pelos incentivos governamentais
e ampliação de programas energéticos.
Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial de cana-de-açúcar, tendo
estimativa de 8,61 milhões de hectares cultivados com a cultura. Com relação a
produção de etanol, obteve-se produção de 28,16 bilhões de litros, entre etanol
hidratado e etanol anidro. Com relação a produção por Regiões do país para a safra
2018/2019, a liderança ficou para o Sudeste com 404,95 milhões de toneladas, seguido
das regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sul e Norte, com aproximadamente 137, 42, 38 e
3 milhões de toneladas, respectivamente (CONAB, 2018). Para o processamento de
toda a cana produzida, o estado de São Paulo conta com 172 usinas, Minas Gerais com
42, Goiás com 39, seguido do Paraná com 30 usinas no ranking dos estados.

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Disponibilidade de Substratos

Figura 2 - Desenvolvimento da produção de cana-de-açúcar e etanol no Brasil entre os anos


1990 e 2014.

Fonte: FAO (2019).

Frente a grande produção do setor, levanta-se a atenção para a elevada


geração de resíduos líquidos ao final do processo de destilação do etanol. A vinhaça,
resíduo obtido após a destilação do vinho fermentado é um dos mais volumosos e
impactantes resíduos oriundos da cadeia produtiva da cana-de-açúcar (ALVES, 2015).
Tem-se que, em média, são gerados entre 8 a 15 litros de vinhaça para cada litro de
álcool produzido na cadeia de primeira geração do combustível (FREIRE e CORTEZ,
2000).

2.4. Resíduos da Pecuária de Leite

Segundo dados da Embrapa/Gado de Leite, no ano de 2019 o Brasil ocupou a


terceira colocação dentre os maiores produtores de leite do mundo (EMBRAPA, 2019b).
O país ainda é responsável por 66% de todo o leite produzido no Mercosul,
representando 6,7 bilhões de reais ou 17% do Valor Bruto da Produção Pecuária no PIB
nacional.
Em 2018 foram produzidos 33,8 billhões de litros de leite, incremento de 1,6%
em relação ao ano anterior. Da população total de bovinos (213,5 milhões de cabeças),
7,7% ou 16,4 milhões de animais são a parcela de vacas de leite. Sudeste e Sul lideram
o efetivo com 29,2% e 20,6%, respectivamente, destacando a Região Sul pela maior
produtividade do país com 3.437 litros/vaca por ano (IBGE, 2018). O aumento da
produção se dá principalmente pela elevação tecnológica no setor, levando
consequentemente ao aumento da produtividade. Apesar dos ótimos indicadores, o
efetivo de gado leiteiro vem caindo nos últimos anos (Figura 3).

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Disponibilidade de Substratos

Nesse setor a produção de dejetos é extremamente alta, principalmente se


considerados os sistemas de confinamento que, na maioria dos casos, não apresentam
áreas suficientemente grandes para disposição dos resíduos gerados (semelhante ao
que acontece na produção de suínos). Com relação aos resíduos, sua composição
normalmente é complexa mediante aos suplementos que são aplicados aos tratos dos
animais visando maior eficiência na produção de leite. Com relação ao volume de
resíduos, estima-se que cada animal em atividade produz aproximadamente 54 kg de
efluente líquido por dia. Se somado ao volume de água utilizada na higienização das
estrebarias e equipamentos o total pode chegar a 200 litros por dia para cada animal
(VITKO, 1999).

Figura 3 - Plantel de vacas leiteiras no país para os anos de 2010 a 2018.

Fonte: IBGE, (2018).

O manejo inadequado de resíduos pode levar a poluição de águas superficiais


e subterrâneas, poluição de solos, além da proliferação de vetores de doença e
disseminação de patógenos. A fermentação dos dejetos no ambiente, assim como os
demais resíduos orgânicos libera gases precursores do efeito estufa como o CH 4 e o
CO2, causando diversos impactos ambientais. A utilização de processos como a
biodigestão anaeróbia são extremamente interessantes no tratamento de resíduos da
bovinocultura de leite, reduzindo os valores de investimento se considerado o efluente
tratado com alto potencial para utilização como biofertilizante.

2.5. Glicerol Residual

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis


(ANP), as vendas acumuladas de diesel no ano de 2018 foram de 55,56 bilhões de litros.
Em 2019, até o mês de agosto já foram comercializados 37,9 bilhões de litros, o que
representa um acréscimo de 3,4% em comparação com o mesmo período do ano
anterior.

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Disponibilidade de Substratos

O aumento da demanda por energia nos mais diversos setores levou o governo
brasileiro a buscar uma matriz energética mais renovável. No ano de 2005, foi aprovada
a Lei nº 11.097 que estabeleceu a introdução do biodiesel na matriz energética nacional
como uma mistura obrigatória para o diesel mineral.
O grande diferencial brasileiro está atrelado a grande produtividade agrícola
das mais diversas variedades de grãos, possibilitando que cada região do país produza
o combustível da matéria-prima de maior adaptação local (CREMONEZ et al. 2015). A
partir do mês de setembro de 2019, o percentual de mistura mínimo adotado no país
passou de 10% para 11% de biodiesel, permitindo que até 15% de biodiesel seja
adicionado ao diesel que chega ao consumidor final (ANP, 2019). A partir da Figura 4,
pode-se visualizar o perfil da produção de biodiesel desde início da obrigatoriedade,
constatando-se a crescente produção frente ao aumento da demanda pelo combustível.

Figura 4 - Perfil da produção e estimativa de produção de biodiesel no Brasil entre os anos de


2006 a 2025.

Fonte: FAO (2019).

Atrelado a sua crescente demanda, o rápido desenvolvimento da cadeia


produtiva do biocombustível trouxe consigo diversas preocupações, principalmente as
relacionadas a questões técnicas de produção, logística e gestão dos resíduos gerados
na produção. Um dos subprodutos do processo de transesterificação de óleos e
gorduras para obtenção do biodiesel é do glicerol. Quando refinado, o glicerol apresenta
alto valor agregado, sendo utilizado na produção de rações, cosméticos e
medicamentos. Diferente deste, o glicerol oriundo do processo de produção de biodiesel
é escuro e apresenta diversas impurezas, como água, resíduos graxos e de catalisador,
além de elevada demanda química de oxigênio (FREITAS e PENTEADO, 2006;
SANTIBANEZ et al. 2011).

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Disponibilidade de Substratos

Curiosidade:

Se gera 1 Kg de Glicerol para


cada 10 Kg de Biodiesel
produzidos.

Por sua carga orgânica, o glicerol pode ser utilizado em processos de digestão
anaeróbia, como aditivo a digestão de outros resíduos agroindustriais. Trabalhos em
literatura relatam incrementos na produção de biogás da ordem de 50% a 200% quando
adicionadas concentrações de 0,5% a 5% de glicerol nos biodigestores (DA SILVA et
al., 2009; SERRANO et al., 2014; RIVERO et al., 2014).

2.6. Cama de Frango

Assim como nos outros setores agropecuários, o Brasil apresenta grande


potencial na produção de aves. Atualmente, mais de 150 países importam a carne de
frango produzida nacionalmente. O país desponta como terceiro produtor mundial do
setor com produção de 13.245 mil toneladas, ficando atraz de China (segunda
colocação) e Estados Unidos (primeira colocação), além de ocupar a primeira colocação
em exportação, fruto de excelência de desenvolvimento tecnológico nos subsetores de
genética, manejo e ambiência (ABPA, 2020).
Com relação ao mercado interno, o Paraná encontra-se como o grande
produtor nacional com produção de 4,313 milhões de tonelada (31,92%), seguido de
Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com 1,871 milhões de toneladas (13,85%) e 1,691
milhões de toneladas (12,51%), respectivamente (EMBRAPA, 2019a). A Região Sul
também desponta no número de aves abatidas, pois no ano de 2017, Paraná, Santa
Catarina e Rio Grande do Sul abateram 34,32%, 16,21% e 13,82% de toda a produção
nacional, respectivamente (ABPA, 2018).

Curiosidade:

A Região Sul do Brasil é


responsável por mais de 50%
da produção nacional de carne
de aves.

Nas granjas, durante o crescimento e engorda dos frangos, cama de frango é


o principal resíduo gerado. Este subproduto é caracterizado como um material de origem
vegetal que auxilia na proteção das aves, principalmente pela retenção de calor. Sua
composição é baseada principalmente em pó de serra e resíduos da indústria de
madeira (SILVA et al. 2019), ou seja, trata-se de um substrato sólido. Com a
incorporação dos dejetos dos frangos, a cama passa a apresentar elevada carga
orgânica, principalmente alto teor de uréia, podendo causar sérios impactos ambietais
por sua disposição inadequada.

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Disponibilidade de Substratos

O tratamento e manejo adequados dos resíduos advindos da avicultura podem


garantir incremento nas fontes de renda agregando valor a cadeia produtiva, além de
proporcionar produção sustentável. O emprego de sistemas de tratamento como a
digestão anaeróbia apresenta grande potencial para o setor (SARMENTO et al. 2015).

2.7. Efluentes de Laticínios

Desde o início da década de 90, com a grande expansão econômica do Brasil


e sua recente inserção no Mercosul, o setor de produção de leite deu um grande passo,
aliado com a elevação na demanda por produtos ofertados pelos laticínios. No ano de
2007, queijos, leite longa vida e leite em pó representavam o maior percentual do leite
processado no país com percentuais de 34%, 26% e 18%, respectivamente, utilizando
para tal produção de quase 15 bilhões de litros de leite (SILVA et al. 2012). No intervalo
entre 2005 e 2016, o volume de queijos vendidos apresentou elevação de 124%,
alcançando a marca de 785 mil toneladas vendidas no ano de 2016 (EMBRAPA, 2019b).
Como já citado no item 2.4, sudeste e sul lideram o efetivo da produção
nacional, ao passo que a região sul se destaca pela alta produtividade de leite por animal.
Além disso, a região sul apresentou crescimento constante nas últimas duas décadas,
com intensidade a partir da virada do milênio. Entre os anos de 2000-2005 constatou-
se crescimento no setor de 33,4%, enquanto na secunda metade da década observou-
se crescimento de 36,5% (SEBRAE, 2013).
Durante o beneficiamento do leite grandes quantidade de águas residuárias
são geradas, estimando-se que sejam produzidos anualmente aproximadamente 40
bilhões de litros de efluentes (CAMPOS et al. 2004).

Curiosidade:

Para cada litro de leite


beneficiado são gerados pelo
menos 2,5 L de efluente

Efluentes provenientes de laticínios apresentam carga orgânica e demanda


bioquímica, devido a presença de elevada concentração de carboidratos, lipídeos e
proteínas residuais. Processos biológicos de tratamento são os mais viáveis do ponto
de vista econômico, no entanto, apresentam algumas limitações técnicas. Sua efetivade
também dependem de uma diversificada e estavel população microbiana, da interçaão
dos microorganismos, do pH, e da temperatura (VILLA et al. 2007).

2.8. Efluentes da Indústria Cervejeira

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja


(CERVBRASIL, 2017), o setor cervejeiro encontra-se em crescente expansão no Brasil.
No ano de 2016, a atividade foi responsável por 1,6% do PIB e 14% da indústria de
transformação nacional, gerando 14 bilhões de litros. O faturamento do setor chega aos

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Disponibilidade de Substratos

77 bilhões/ano, promovendo geração de 2,2 milhões de empregos e arrecadação de 23


bilhões de reais em impostos.
A Região Sul do país é representada por 7 grandes fábricas ligadas a
associação que representam 12,3% do share de produção, atrás apenas das Regiões
Sudeste e Nordeste que somadas representam mais de 75% da produção nacional
(CERVBRASIL, 2017). Dados da produção brasileira por região podem ser visualizadas
na Figura 5.

Figura 5 - (a) Produção de cerveja e (b) número de fábricas por região.

Fonte: CervBrasil (2017).

2.9. Resíduos de Abatedouros

A produção e o processamento de carnes são fatos consolidados em todos os


setores agropecuários do Brasil. Os enfoques se destinam principalmente aos abates
de aves, de suínos e de bovinos. Com relação a produção de carne suína, o Brasil conta
com 3,97 milhões de toneladas, tendo Santa Catarina e Paraná como os estados de
maior produção. Os mesmos estados despontam como maiores produtores de carne de
frango, abatendo juntos quase 2,5 bilhões de aves em 2018 (MAPA, 2019), além de
apresentarem grande potencial pelos recentes investimentos relacionados a produção
de peixes. Já o abate de bovinos, para o ano de 2018 constatou-se alta de 157 mil
cabeças apenas para o estado do Paraná.
Efluentes de abatedouros apresentam características interessantes para
destinação a biodigestores, principalmente devido a sua composição rica em matéria
orgânica, considerável concentração de compostos tamponantes e temperatura
normalmente em fase mesofílica (MASSÉ e MASSE, 2000). Apesar dessas
características, elevados teores de proteínas e gorduras podem inibir microrganismos
metanogênicos pela formação de amônia (no caso de bovinos podem representar até

20
Disponibilidade de Substratos

50% do volume de efluentes), além de necessitarem de elevados tempos de retenção


para digestão (BAYR et al. 2012; FEROLDI et al. 2014). Outro problema está associado
a elevada concentração de detergentes e desinfetantes utilizados na higienização das
baias de recepção dos animais que podem inibir microrganismos anaeróbios, caso os
efluentes não sejam separados.

21
Disponibilidade de Substratos

3. CONCLUSÃO

A produção de proteína animal e o desenvolvimento das agroindústrias


brasileiras se destacam no cenário mundial. Em decorrência disso, expressivas
quantidades de resíduos orgânicos potencialmente poluidores são gerados no país, os
quais precisam receber um gerenciamento ambientalmente adequado que seja viável
economicamente. A digestão anaeróbia é uma tecnologia que permite tal gerenciamento
e, além disso, garante a valorização desses resíduos a partir do momento que possibilita
a conversão deles em biogás e digestato, ambos subprodutos dotados de valor
econômico. Portanto, o Brasil demonstra um significativo potencial energético a ser
explorado.

22
Disponibilidade de Substratos

4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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