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Microbiologia

1 V.A
*Bactérias; protozoários; ‘vírus’; helmintos, Fungos; algas microscópicas; príons.
Estudo dos microrganismos onde sua maioria são unicelulares.
Trata de: células, como elas funcionam, sua diversidade, evolução, como surgiram e sua
função no mundo.
A maioria dos microrganismos são capazes de viver independente de outras células.
A microbiologia utiliza e desenvolve ferramentas para a análise dos processos fundamentais da
vida.
Microrganismos são as menores formas de vida e a maior massa de matéria viva no planeta.
Apresenta alguma forma de metabolismo
Algumas células sofrem diferenciação na qual formam estruturas como esporos, envolvidas na
reprodução, dispersão ou sobrevivência.
Habitat: local onde uma população microbiana vive. Elas estão juntas de outras populações
diferentes. Denominada comunidades microbianas.

Microrganismos:
-Bactérias; - vírus; - Fungos; -Príons; -Protozoários; -Helmintos; - Algas microscópicas.

São seres eucarióticos e procarióticos


Idade de ouro da microbiologia : 1857/1910
*Toda a enfermidade é causada por um microbio capaz de se reproduzir e deve matar esses
microrganismos patogênicos → Pasteurização.

Robert Hooke
Inglês – 1665
Estudou as estruturas de frutificação de bolores – 1ª descrição de microrganismos.
Microscópio com lentes objetivas adaptadas na extremidade de um fole sustentável com
iluminação focalizada no espécime, a partir de uma única lente

Antoni Van Leeuwenhoek


1ª pessoa a visualizar bactérias
1684 utilizou microscópio extremamente simples de sua própria construção capaz de visualizar
bactérias, microrganismos consideravelmente menores que bolores.
Somente no século 19 os microscópios aperfeiçoados tornou-se amplamente disponível e a
vida microbiana mais evidente.
Microscópio de van
Placa de bronze, adjacente à ponta do parafuso ajustável de foco. Identificou-se bactérias em
forma de bastonete e em forma de coco e grupos de cocos.
Conceito de geração espontânea foi derrubada pela ciência da microbiologia.
*Questionamento a respeito da geração espontânea e da natureza infecciosas.
Ferdinand Cohn
Descobriu que algumas bactérias apresentavam resistência ao calor. - Endósporo
Sua descoberta ajudou a explicar o por que que algumas bactérias não morriam com o método
da fervura.
Kock
Formou a teoria das doenças causadas por germes e os postulados de Kock
Estudou a doença do antraz causada por uma bactéria formadora de endósporos denominada
Bacillus Anthracis.
Provou que a bactéria causa a doença e não que a bactéria é resultado da doença
Kock formulou um conjunto de critérios rigorosos para que os experimentos provocassem a
associação de um microrganismo específico a uma doença específica.
Postulados de Koch
1º Separar os animais doentes dos sadios.
2º Organismo cultivado em cultura pura, fora do corpo do animal
3º O Organismo deve causar doença no animal sadio suscetível
4º O organismo deve ser reisolado, deve ser feito vários outros experimentos com animais
sadios e os novos organismos infectados devem apresentar as mesmas características do
original.
Para associar um microganismo específico a uma doença específica deve ser inicialmente
isolado dos outros organismos em uma cultura pura.
Koch percebeu que o uso de meios sólidos correspondia a uma forma simples de obter-se
culturas puras.

BACTÉRIAS
Estrutura e função:
*Morfologia
-Coco; esféricas
-Bacilo; Cilindrica
-Vibrião; Bacilo torcido em formato de vírgula.
-Espirilo; forma espiral, longa, espessa e rígida
-Espiriqueta: Forma espiral, longa, fina e flexível.
*Arranjos
-Estreptococus; longa cadeia linear de cocos
-Sarcina; cubo com oito bactérias.
-Estafilococus; Cocos agrupados em cachos de uva
-Diplococo; Dois cocos
-Diplobacilo; dois bacilos
-Estreptobacilos; dois bacilos
-Tétrades: conjunto com quatro cocos.
MEMBRANA CITOPLASMÁTICA E SEU TRANSPORTE
Estrutura delgada que envolve a célula e separa seu interior com o meio externo e também é
uma barreira de permeabilidade seletiva.
COMPOSIÇÃO:
Bicamada fosfolipídica – Hidrofóbico (ácido Graxo);
Hidrofílico (Glicerol fosfato)
A estrutura global da membrana é estabilizada por pontes de hidrogênio e interações
hidrofóbicas, Além disso, Mg²+ e Ca²+ auxiliam na estabilidade da membrana pela formação de
ligações iônicas com cargas negativas dos fosfolipideos.
A superfície externa da membrana em algumas bactérias apresentam na passagem de
substâncias essenciais para as células.
-Integrais
-Periféricas
A presença de esteróis em uma membrana confere resistência e estabilidade tornando-a
menos flexível. Moléculas similares aos esteróis denominadas hopanoides, estão presentes
nas membranas de muitas bactérias, onde provavelmente exerçam papel similar aquele dos
esteróis em células eucarióticas.
Funções:
Forte barreira de difusão;
Moléculas polares e carregadas não passam recorrendo a tipos de transportes específicos
As proteínas transportadoras realizam mais que o mero transporte de substâncias. Elas
transportam contra o gradiente de concentração que é altamente necessário.
Há pelo menos 3 sistemas de transportes em procariotos:
transporte simples- consiste somente em uma proteína transportadora transmembrânica.
translocação de grupo- envolve uma série de proteínas no evento de transporte.
sistema abc - de ligação ao substrato, 1 transportador integrado à membrana e 1 proteína que
hidrolisa ATP.
Uniportadores: São proteínas que transportam 1 molécula de maneira unidirecional
através da membrana.
Simportadores: São proteínas que atuam como cotransportadores; eles tramsportam
uma molécula em conjunto com outra substância, normalmente um próton.
Antiportadores: São proteínas que transportam uma molécula através da membrana,
transportando simultaneamente uma segunda molécula oposta.
PAREDES CELULARES DE PROCARIOTOS
As células bacterianas apresentam paredes celulares que evitam a lise celular e conferem
rigidez a célula

CONTROLE DO CRESCIMENTO MICROBIANO


*Alcoois:
-Desnaturação das proteínas e dissolução dos lipídeos. É um antisséptico eficaz.
*Halogênios
-Iodo: Inibem a função das proteínas e é um forte agente oxidante. É um antisséptico eficaz;
-Cloro: O cloro forma o agente oxidante forte o ácido hipocloroso, que altera os componentes
celulares. O gás cloro é usado para desinfetar a água; os compostos de cloro são usados para
desinfetar os equipamentos de fábricas de laticínios, utensílios para alimentação, itens
domésticos, vidrarias.
-Aldeídos: Desnaturação de proteínas; Glutaraldeído e formaldeído

ARTIGOS:
PROBIÓTICOS: é um suplemento alimentar microbiano vivo que afeta de maneira benéfica o
organismo pela melhora do seu balanço microbiano.
PREBIÓTICOS: são componentes alimentares não digestíveis que afetam beneficamente por
estimularem seletivamente a proliferação atividade de populações bacterianas desejáveis no
cólon
2 V.A
Fungos
Os fungos fazem parte do reino Fungi.
São quimio-heterotróficos (seres que utilizam de compostos orgânicos para a obtenção de
carbono/energia) e adquirem alimentos por absorção.
Com exceção das leveduras, os fungos são multicelulares.
A maioria se reproduz através de esporos sexuados e assexuados
Eucariotos: possui núcleo com envoltório nuclear. .
Parede celular com quitina, proteínas, lipídeos e membrana celular com ERGOSEROL. .
Produz enzimas para a digestão extracelular
Importâncias:
Decompositores;
Consumo;
Produção de alimentos; pão e vinho
Produção de fármacos. Ácido citricos para alimentos e bebidas, vacinas para hepatite B
Engenharia genética tipos de proteína
Suplemento proteico para humanos e gados
Produção de enzima celulase
Controle biológico de pragas
Estragam frutas sementes e vegetais

A identificação de leveduras e bactérias envolve testes bioquímicos. Entretanto, fungos


multicelulares são identificados considerando-se sua aparência física, incluindo características
da colônia e dos esporos reprodutivos.
Estrutura vegetativa: colônias de fungos compostas por células envolvida no catabolismo
(metabolismo) e crescimento (reprodução).
Hifas: longos filamentos de células conectadas. O “Talo”. As hifas podem crescer até um
tamanho imenso.
Hifas septadas: hifas que possuem septos
Septos: paredes transversais que separam as hifas como se tivessem vários pedaços.
Dividindo em unidades distintas.
Hifas Cenocíticas: não apresentam septos. Poucos tipos. Células longas e contínuas,
multinuclear.
Micélio a vegetativo: formado por hifas vegetativas, responsável pela nutrição e sustentação
Micélio aéreo: formado por hifas aéreas com função de reprodução
Mesmo as hifas tendo septos, há uma abertura que mantem o citoplasma das células
conectadas

Características das hifas


dos fungos. (a) As hifas septadas têm paredes cruzadas, ou septos, dividindo a hifa em
unidades semelhantes a células. (b) As hifas cenocíticas não têmseptos. (c) As hifas crescem
pelo alongamento de suas extremidades.
O corpo dos fungos multicelulares são formados por hifas. O conjunto de hifas formam um
micélio.
A parede celular dos fungos contém quitina, e é por isso que se diferem da vegetal.

CLASSIFICAÇÃO MORFOLOGICA

Unicelular: (leveduras)
São tipicamente esféricas ou ovoides. Algumas produzem brotos que não se separam um dos
outros , esses brotos que não se separam um dos outros, esses brotos formam uma pequena
cadeia de células denominada pseudo-hifa.
Pó branco
Levedura de brotamento: célula parental forma uma protuberância (o broto) em sua superfície
externa, o broto se desenvolve e se alonga. O núcleo da célula parental se divide e um dos
dois núcleos vai para o broto, finalizando com a separação do broto.

Leveduras de fissão: a célula parental se alonga, o núcleo se divide tornando duas iguais.
As leveduras tem um crescimento anaeróbico facultativo, o que possibilita a elas se
reproduzirem em diferentes situações e lugares.
Se houver excesso de oxigênio, as leveduras respiram aerobiamente para metabolizar
carboidratos, formando dióxido de carbono e água; na ausência de oxigênio, elas fermentam os
carboidratos e produzem etanol e dióxido de carbono.

Multicelular: (filamentosos, miceliais)


Constituem de filamentos longos de células (hifas); as hifas são elementos morfofuncional dos
fungos filamentosos.
A massa visível formada pelos longos filamentos (hifas) são conhecidos como micélio.
Dimórficos: Mais notado em espécies patogênicas, pois existe dimorfismo. Duas formas de
crescimento; unicelular e multicelular. Esse dimorfismo é dependente da temperatura;
Sob temperatura de 37ºC tipo de crescimento unicelular (levedura)
Sob temperatura de 25ºC Tipo de crescimento multicelular (Filamentosa)
Fase infectante – Filamentosa.
Fase parasitária – Leveduriforme (bolor)

Classificação dos fungos


Os principais filos dos fungos foram classificados de acordo com suas estruturas reprodutivas,
sendo sete no total:
Microsporidia (parasitas unicelulares endobióticos). é um filo de fungos parasitas unicelulares
e formadores de esporos. No passado, eram incluídos entre os protozoários, mas após estudos
genéticos descobriu-se que eram relacionados aos fungos. Microsporidia são restritos a
hospedeiros animais, principalmente insetos, crustáceos e peixes.

Chytridiomycota (quitrídios), organismos heterótrofos com paredes quitinosas, nutrição por


absorção. Único que produz células móveis. Parasita algas, anfíbios, outros fungos, animais
microscópicos e plantas superiores.

Blastocladiomycota (fungos saprófitas), Maioria detritívoros, zoospóricos, (produtor de


zoósporo – esporo flagelado) no solo e na água doce.

Neocallimastigomycota (vivem no sistema digestivo de mamíferos herbívoros), fungo


anaeróbico no rumem, onde penetram no substrato ruminal degradando os nutrientes muito
melhor que as bactérias e protozoários existentes. Não tem mitocôndria. Vivem tanto em
ambientes terrestres quanto aquáticos. Uni ou pluriflagelados. Fazem fermentações ácidas.

Glomeromycota (micorrizas), se reproduzem de forma assexuada. Se associam (associação


simbiótica) as raízes das plantas.

*Ascomycota (alguns cogumelos, trufas e ferrugens), produzem seu esporos (ascósporo) em


esporângios chamado de casco. Grupo das leveduras e líquens, comporta a maioria dos
fungos patogênicos para plantas.

*Basidiomycota (ferrugens e carvões). Engloba as espécies que produzem esporos numa


estrutura em forma de bastão chamada basídio e também são chamados de basidiomicetos,o
micélio é septado, dividido por paredes celulares, mas os septos ou paredes transversais são
perfurados.

* Zigomicetos

Os micélios podem ser classificados por micélios vegetativos ou aéreos.


-AÉREOS: Formada por hifas aéreas que desempenha a função de reprodução
-VEGETATIVO: Formada por hifas vegetativas, são responsáveis pela nutrição e sustentação.
Hifas:
-Aéreas; vegetativas
-septada, cenocítica.
-hialinas, dematicías (com/sem pigmentos)
-Possui ou não ramificações.

Reprodução:

Os fungos podem se reproduzir das duas formas, sexuada e assexuada.


A principal forma de reprodução é a assexuada, pois é responsável pela disseminação e
perpetuação das espécies em ambientes com falta de nutrientes.
Já a reprodução sexuada ocorre quando os fatores ambientais estão favoráveis, ocorrendo a
variedade genética.
Todos os tipos de reproduções ocorrem por esporos. Após um fungo formar um esporo, o
mesmo se separa da célula parietal tornando-se um novo fungo filamentoso.

ASSEXUADA:
Há dois tipos;
-Por fragmentação de Hifas – (só em multicelulares) geneticamente iguais a célula parental.
Esses fragmentos são conhecidos como artroconídios.
Conidio formado artrosporo

-Pela produção de esporos assexuais: Os esporos são formados pelas hifas aéreas. Por meio
de mitose, ocorrendo a divisão celular sem mistura de gametas, ou fusão dos núcleos.
Há dois tipos de esporos sexuais: CONÍDIOS E ESPORANGIÓSPOROS. São formados
apenas pelo filo Zygomycota

CONÍDIOSPORO: Esporo uni ou multicelular que não é armazenado em bolsa. Os conídios


são produzidos em cadeias na extremidade do conidióforo (hifa especializada em produzir
conídio)

Penicillium: conídio em forma de pincel


Aspengillus:: conídios em forma de cabeça, apresenta vesícula

Blastoconídio: (levedura) Broto originado de uma célula parental

Clamidoconídio: (clamidiosporo) é um esporo com paredes espessas formado pelo


alargamento no interior de um segmento de hifa. Tem a função de resistência e reprodução.

→ produtos de armazenamento.

Macroconídio: Conídios grandes multiseptados.

Microconidio: conídios pequenos.

ESPORANGIÓSPORO: Formado no interior de um esporangio, ou bolsa. Na extremidade de


uma hifa aérea, essa hifa se chama-se esporangiósforo.
Esses esporos são formados por zigomicetos, como espécies Rhizopus.
SEXUADA:

Esporos sexuais, união de gametas, masculino (anterídeo) e feminino (oogônio).

Fungos hemotálico ou hermafrodita, que apresentam os dois gametângios na mesma hifa.

Fungos heterotálico, apresenta apenas um dos gametas na hifa.

Formação: 3 etapas.
¹. Plasmogomia; onde um núcleo haplóide de uma célula doadora (+) penetra no citoplasma
da célula receptora (-)
². Cariogomia; os núcleos (+) e (-) se fundem para formar um núcleo zigoto diplóides.
³. Meiose; o núcleo diploide origina dois núcleos haplóides (esporos sexuais) onde alguns
podem ser recombinantes genéticos.

ESPOROS SEXUAIS:

Zigósporo: são os esporos sexuais dos fungos do filo Zigomicetos, eles são esporos grandes
no interior de uma parede espessa. Esse tipo de esporos resulta da fusão de núcleos (que são
morfologicamente similares) de gametângios. A meiose ocorre depois da formação do
zigósporo.
Hifas cenociticas
Fase assexuada: hifa aérea produz esporangio e libera os esporangiosporo que germina e
produz uma hifa, crescendo e formando o micélio
Fase sexuada: o micélio forma em sua extremidade da hifa gametas que penetram-se
formando o zigósporo ocorre a cariogomia e meiose que produz esporangio os esporos são
liberados do esporangio e germinam produzindo hifas

Ascósporo: Esporos do filo Ascomycota. Originam da fusão dos núcleos seguido por divisão
meiótica, ocorrendo no interior de uma estrutura em forma de saco, denominada asco. Em
cada asco, geralmente apresentam oito esporos.
Fungo de saco.
Fase assexuada: hifa produz conioforo, o conioforo produz condiosporo e libera os conídios, os
conídios germina e produz a hifa, desenvolve
Fase sexuada: a hifa desenvolve, e a extremidade de uma célula(+) da hifa se conecta e
penetra nq extremidade da célula(-) da hifa (plasmogomia) os núcleos se fundem formando o
zigoto diploide (cariogomia) dentro do asco ocorre a meiose seguido da mitose e depois o asco
libera os ascosporos que desenvolve outra hifa
Septada
Basidiósporo: Do filo Basidiómycota. São formados externamente em um pedestal conhecido
como Basídio, existem normalmente 4 Basidiósporo por basídio.
Septada
Fase sexuada: o micélio se desenvolve, fragmenta uma hifa que desprende do micélio e se
desenvolve em um novo micélio
Fase sexuada: crescimento do micélio vegetativo, plasmogomia, crescimento da estrutura do
cogumelo, formação do Basidiósporo por meiose, maturação e liberação.

Telemorfos: esporos sexuais e assexuais


Anamorfos: só apresentam esporos assexuais
Deuteromiceto: não se sabe o certo se é um ou outro.

MICOTOXINAS:
São substâncias criadas no momento em que alguns fungos estão se multiplicando,
podendo contaminar alimentos e provocar doenças e reações em animais. Apenas
quando a temperatura e o ambiente é favorável para isso.
Um fungo pode sintetizar mais de uma micotoxina.

São produzidas como metabólitos secundários.


Os primários são aqueles essenciais ao crescimento. Já os secundários são formados durante
o final da fase exponencial de crescimento e não possuem significância aparente para o
crescimento ou metabolismo do organismo produtor.
As micotoxinas mais conhecidas são as Aflotoxinas, e a Aflotoxina B1, que é o agente natural
mais cancerígeno conhecido.
Possuem propriedades carcinogênicos, mutagênicos, teratogênicos e imunossupressoras.
A contaminação de alimentos podem ocorrer no campo, durante e após a colheita, no
transporte, no processamento e no armazenamento do produto.

Os cães são sensíveis as micotoxinas, e há uma dificuldade muito grande no diagnóstico


dessas doenças pelo fato dos sintomas não serem específicos e o custo para analisar se os
alimentos estão contaminados são muito altos.
O diagnóstico definitivo vem do conjunto da anamnese, exames, necropsia e histopatologia.
Climas tropicais e subtropicais favorecem as micotoxinas.
Aflotoxinas, Acrotoxinas, fusariotoxinas. Maior teor de toxicidade.
Nos animais afetam vários órgãos alvos, como fígado, sistema digestório, sistema reprodutor
rins e sistema nervoso central. Também interfere na imunidade e na coagulação sanguínea.
São confundidas com outras enfermidades principalmente por uma intoxicação alimentar
simples.
Fases agudas, subaguda e crônicas.

VÍRUS

Vírus são seres acelulares, que não possuem células nem organizações celular. Possui
apenas uma constituição de química orgânica e material genético, que pode ser DNA ou RNA.
São parasitos intracelulares obrigatórios, pois sua multiplicação depende exclusivamente da
maquinaria enzimática de uma célula viva que lhe sirva de hospedeiro. Fora da célula os vírus
são inativos e não causam mal algum.

Espectro: variedade de células hospedeiras que o vírus pode infectar. É determinado


pela exigência viral quanto a sua ligação específica e pela disponibilidade de fatores celulares
do hospedeiro necessário para a multiplicação viral.

Estrutura viral:
VÍRION – partícula viral completa e infecciosa fora da célula hospedeira composta por um
acido nucleico envolto por uma cobertura de proteínas (capsídeo, as vezes envelopado ou não)
que protege do ambiente e serve como veículo de transmissão de uma célula hospedeira para
outra.
ÁCIDO NUCLEICO – pode possuir DNA ou RNA, mas nunca ambos. Pode ser de fita simples
ou dupla. Limiar ou circular e em alguns casos pode ser segmentado.
CAPSÍDEO – é um envoltório proteico que envolve e protege o ácido nucleico viral dos meios
externos.
Cada capsídeo é composto por uma subunidade proteica chamada de capsômero. Os
capsômeros podem ser compostos por um único tipo de proteína ou vários.
É o capsídeo que determina a forma do vírus.

CLASSIFICAÇÃO DE MORFOLOGIA:
Icosaédrico - vírus esférico
Helicoidal – vírus cilíndrico
Complexos – vírus bacteriófagos (vírus que infectam apenas bactérias)

FUNÇÕES: Proteção do material genético


Ligação de vírus a receptores específicos na superfície da célula hospedeira.

ENVELOPE – é uma combinação de lipídeos proteínas e carboidratos.


É uma porção de membrana plasmática, nuclear ou de organelas adquirida ao sair da célula
infectada por meio de brotamento.
FUNÇÃO: proteger o vírus da ação do sistema imune.
Auxiliar na infecção, pois permite a ação dos vírus a receptores presentes n superfície da célula
hospedeira.

ESPÍCULAS – pode ou não conter.


Constituído por carboidratos e proteínas e se projetam da superfície do envelope.
Faz a ligação do vírus com a superfície da célula hospedeira.

Morfologia viral

VÍRUS HELICOIDAL: bastões longos, rígidos ou flexíveis.


Ex.: raiva e febre hemorrágica.
VÍRUS POLIÉDRICOS OU ICOSAÉDRICOS: O capsídeo tem forma de um icosaedro (poliedro
regular com 20faces triangulares) e os capsômeros de cada face formam um triangulo
equilátero.

VÍRUS COMPLEXOS: bacteriófagos.

Taxonomia viral:

Começo dos estudos de vírus: 1966


Comitê internacional de taxonomia viral (CITV)

Separa pelo tipo de acido nucleico, estratégia de replicação e morfologia.

Família: sufixo viridae


Gênero: sufixo vírus
Ordem: sufixo ades.

Ciclo replicativo:

Bacteriófagos demora de 20 a 60 min


Vírus de célula animal de 8 a 40 horas.

Seis etapas:

ABSORSÃO – interação entre receptores da superfície da célula e das proteínas da superfície


do capsídeo ou do envelope.
Ocorre com colisões aleatórias ou por atração eletroestática.

PENETRAÇÃO – a penetração ocorre dependendo do tipo de vírus.

Os bacteriófagos penetram por ingestão e deposito de material genético dentro da célula


hospedeira.
Já a animal, por endocitose ou fusão.

DESNUDAMENTO – é a separação do ácido nucleico viral de seu envoltório proteico.


Quando o vírion entra na celula por endocitose o capsídeo é digerido na intenção de absorver
nutrientes do alimento, dessa forma é liberado o material genético dentro do citoplasma da
célula hospedeira.
Esse processo varia de acordo com o tipo de vírus.
Alguns vírus desnuda com ajuda de enzimas lisossômicas da célula hospedeira

BIOSSÍNTESE –
O RNA mensageiro (RNAm) é produzido e traduzido em proteínas. Independentemente do tipo
(DNA ou RNA; cadeia simples ou dupla; segmentado ou não-segmentado), o genoma deve ser
capaz de originar RNAs mensageiros que sejam reconhecidos e traduzidos pela maquinaria
celular de tradução.
Os genomas virais devem produzir mRNA para serem lidas pelos ribossomos das células
hospedeiras para que elas respondam ao comando e produzir proteínas de acordo com o que o
genoma codifica.

VÍRUS DE DNA.
Geralmente replica seu genoma no núcleo da célula hospedeira usando enzimas virais.
Sintetizam as proteínas do capsídeo e outras proteínas no citoplasma da célula hospedeira.
Depois de serem produzidas são levadas para o núcleo onde serão reunidas com o DNA,
formando um novo virión.
As proteínas estruturais são transportadas do citoplasma para o núcleo, onde interagem entre
si e com o genoma e são integradas na estrutura do capsídeo que envolve o ácido nucléico. Os
vírus envelopados completam a maturação através do brotamento na membrana nuclear
(iridovírus) ou da membrana plasmática.

O virión é transportado pelo retículo endoplasmático para a membrana da célula hospedeira e


são liberados. Nesse mesmo momento é aderido aos vírus envelopado seu envelope.

Poxvirus: (vírus geralmente envelopado que infecta vertebrados e invertebrados) é o único


vírus de DNA que todos os seus componentes são sintetizados no citoplasma.
Lesões na pele, purulenta
DNA, Fita dupla

Adenoviridae: doenças respiratórias agudas


As enzimas celulares transcrevem o DNA viral no núcleo
DNA fita simples

Herpesviridae: DNA fita dupla


Enzimas celulares transcrevem o DNA viral no núcleo

Papovaviridae: DNA, dupla fita

Hepadnaviridae: DNA transcriptase reversa


Enzimas celulares transcrevem o DNA viral no nucleo. A transcriptase reversa cópia o mRNA
para sintetizar o DNA viral

VÍRUS DNA FITA DUPLA:


Após a penetração do vírus na célula hospedeira, o vírus sofre desnudamento e o DNA é
levado para o núcleo da célula (exceção do poxvirus e iridovírus), no núcleo o DNA sofre
replicação e transcrição para mRNA. O mRNA sai do núcleo e vai para o citoplasma em busca
do ribossomo celular. Lá ele é traduzido e sintetiza proteínas virais. Essas proteínas virais
voltam para o núcleo e se junta ao genoma para formar o capsídeo com o genoma dentro dele.
O vírus sai do núcleo pelo retículo endoplasmático em direção a membrana onde é envelopado
e sai da célula.

VÍRUS DNA FITA SIMPLES:

Após a penetração do vírus na célula hospedeira sofre desnudamento e segue para dentro do
endossomo, ocorre o descolamento parcial do genoma.
ssDNA liberado no núcleo quando o endossomo se funde com a membrana nuclear. No núcleo
o DNA de fita simples torna-se de dupla fita através de enzimas celulares. O genoma
transcreve em mRNA que irá produzir proteínas virais. O genoma é replicado, junta-se com as
proteínas sintetizadas que formará o capsídeo envolto e sairá da célula.

VÍRUS DE DNA DE CADEIA DUPLA COM TRANSCRIÇÃO REVERSA:

Após a penetração e desnudamento parcial, o DNA genômico penetra no núcleo e a cadeia


incompleta é completada pela DNA polimerase viral e/ou enzimas celulares. Uma vez
completada, uma enzima ligase realiza a ligação das extremidades. No núcleo, o genoma
comporta-se como um minicromossomo, conjugando-se com histonas celulares. No entanto, as
DNA polimerases celulares não replicam o genoma viral. O genoma é então transcrito em sua
integridade, originando um RNAm com a extensão total do genoma, denominado de pgRNA
(RNA pré-genômico), que é maior do que o molde DNA do qual foi transcrito, devido à adição
de uma cauda poli-A produzida.
Esse intermediário RNA que serve de molde para o DNA do vírion. RNAs mensageiros
menores são também produzidos, dando origem à polimerase viral e proteínas do capsídeo. A
montagem parciald os capsídeos prossegue. Algumas cópias do pgRNA são encapsida das
nos vírions recém-formados, onde servem de molde para a polimerase viral sintetizar o cDNA
(transcrição reversa). Após a síntese da primeira cadeia de DNA complementar (cDNA), a
polimerase degrada o pgRNA que serviu de molde e sintetiza a cadeia complementar de DNA.
Os vírions que são liberados das células por brotamento contêm um genoma DNA de cadeia
dupla.

VÍRUS DE RNA

Se multiplicam no citoplasma da célula hospedeira. (eXCETO OS ORTOMIXOVÍRUS)


O mRNA é fundamental para produção de proteínas virais. Por isso, o mRNA é considerado a
"chave" da multiplicação viral. Um vírus RNA é dito de "polaridade positiva" quando seu
genoma tem a mesma polaridade ou orientação do mRNA.
Em outras palavras, seu genoma pode servir como mRNA e portanto, iniciar a síntese de
proteínas. Vírus que possuem genoma de RNA "positivo" possuem o genoma infeccioso.
Um vírus cujo genoma é constituído por RNA de polaridade positiva é capaz de iniciar um ciclo
replicativo a partir deste genoma
isolado. Já os vírus cujo genoma é formado por RNA de polaridade negativa necessitam
carregar para dentro da célula uma RNA polimerase RNA(viral)-dependente, enzima esta que
não encontra presente nas células e sem a qual não pode ser gerado o mRNA viral. Esses
vírus que contém genoma de RNA de polaridade negativa necessitam levar junto consigo essa
enzima, a qual deve estar presente nos vírions, por ocasião da infecção.
O RNA de alguns vírus animais possui função de RNA mensageiro (sentido +) e pode ser
diretamente traduzido, enquanto o genoma de outros é sentido negativo (anti-sense) e deve ser
inicialmente transcrito em RNAs de sentido + por polimerases de RNA dependentes de RNA
virais (transcriptases).
Os vírus penetram na célula através de endocitose mediada por receptor ou através de fusão
na membrana celular ou na vesícula endocítica (vírus envelopados).
O desnudamento ocorre no citoplasma, ou durante a passagem (translocação) através da
membrana celular, como parece ser o caso dos picornavírus. O RNA dos reovírus, no entanto,
nunca é completamente desnudo, permanecendo em partículas parcial mente desmontadas
durante a transcrição e replicação.

VÍRUS DE RNA FITA SIMPLES POLARIDADE POSITIVA


Após as primeiras fases, a fita do RNA (+) é traduzido em duas proteínas principais. Essas
enzimas inibem a síntese de RNA e proteína da célula hospedeira e sintetizam um outro tipo de
enzima chamado RNA-polimerase dependente de RNA.
Essa enzima catalisa, acelera, a síntese de outra fita de RNA com polaridade negativa. O
RNA(-) é complementar a sequência de bases da fita infectiva original. Serve como molde para
as fitas positivas.
As formas(+) servem como mRNA para tradução de proteínas para o capsídeo. Podem
incorporar a proteínas/capsídeo para fazer novos vírus, ou podem servir de molde para a
continuação da multiplicação do RNA viral.
Picornaviridae e tagoviridae
Como o RNA(+) já é o próprio mRNA depois o desnudamento ocorre apenas a replicação do
genoma, e o criação de proteínas com sua tradução no risossomo, em seguida o vírus é
montado e sai da célula por citólise

VÍRUS DE RNA FITA SIMPLES POLARIDADE NEGATIVA


(Rabdovírus – raiva)
Contém um tipo de enzima chamada RNA-POLIMERASE dependente de RNA que usa a fita
negativa como molde para síntese de positivas. As fitas positivas servirão como mRNA e como
molde para a síntese de novas moléculas de RNA viral.
Enzimas virais copiam o RNA viral para fazer mRNA no citoplasma
Como os genomas são de sentido negativo, não são traduzidos diretamente. Por isso, esses
vírus devem trazer a suas polimerases/replicases nos vírions para realizar a
transcrição/replicação do genoma.
A fita negativa de ssRNA é transcrito pela RNA polimerase viral para produzir mRNA
O genoma é replicado e o mRNA é traduzido para síntese de proteínas virais. Ocorre a
montagem do vírus, em seguida é envelopado a membrana celular e é lançado para fora da
célula.

VÍRUS DE RNA FITA SIMPLES (+) COM TRANSCRIPTASE REVERSA


(HIV -1 HIV-2)
Os retrovírus possuem uma enzima transcriptase reversa (polimerase de DNA dependente de
RNA), o que permite a formação de uma molécula de DNA cadeia dupla intermediária (provírus
DNA), que é incorporada no genoma da célula hospedeira e é subsequentemente transcrita em
RNAs mensageiros por polimerases de RNA dependentes de DNA do hospedeiro.

Apresenta uma enzima chamada transcriptase reversa, ela utiliza o RNA viral como molde para
a síntese de um DNA fita dupla complementar.
Essa enzima também degrada o RNA viral original.
O DNA viral é integrado ao cromossomo da célula hospedeira como um provírus, esse
processo é realizado com a ajuda de uma enzima chamada integrase.

O provírus é transcrito, pela RNA polimerase em mRNA virais que vão para o citoplasma.
Após a sintetização das cadeias de proteínas a protease viral sofre auto-ativação passando a
quebrar as glicoproteínas.
Retrovíridae
Enzimas virais copiam o RNA viral para fazer DNA no citoplasma o DNA se desloca para o
núcleo
A conversão do RNA em DNA de cadeia simples é mediada pela enzima viral transcriptase
reversa. O DNA cadeia dupla resultante chamado de provírus, é finalmente integrado aos
cromossomas do hospedeiro pela enzima viral integrase. Uma vez integrado no genoma do
hospedeiro, o DNA viral (ou provírus) permanece latente até ser ativado em produção ativa de
vírions. O provírus é então transcrito em RNAs mensageiros pela RNAs polimerase II celular.

VÍRUS DE RNA DUPLA FITA


Enzimas virais copiam a fita negativa de RNA viral para fazer mRNA no citoplasma

A adsorção ocorre via endocitose mediada por receptor.


O vírion é parcialmente desnudo e o núcleo da partícula permanece na vesícula endocítica. O
RNA de cadeia dupla serve de molde para a produção de RNA mensageiro por uma enzima
polimerase de RNA dependente de RNA. Grande parte do restante da replicação ainda é pouco
conhecida. A replicação não envolve a formação de intermediários. Não ocorre a formação de
RNA de cadeia dupla no citoplasma da célula infectada hospedeira.
Com revestimento parcial, o genoma permanece dentro do virion, ocorre a transcriptase viral
liberando o ssRNA de sentido positivo dentro do citoplasma. O genoma é replicado e o mRNA
é traduzido em proteínas virais. O genoma se junta com as proteínas virais e forma seu
capsídeo com o genoma dentro (montagem). Formação de corpos de inclusão dentro do
citoplasma. Replicase viral usa ssRNA para sintetizar o genoma de dsRNA. Liberação por lise
celular.

MATURAÇÃO E LIBERAÇÃO
O processo de maturação ocorre após a síntese do RNA viral e das proteínas virais.
Primeiro passo da maturidade é a montagem do capsídeo proteico. Geralmente é espontâneo.
As proteínas do envelope são codificadas por genes virais e são incorporadas à membrana
plasmática da célula hospedeira, os lipídeos e carboidratos são sintetizados pelas células,
estando presentes na membrana plasmática, quando o vírus saí por brotamento o capsídeo
viral adquire o envelope.
Os não envelopados são liberados pela ruptura da membrana plasmática da célula resultando
na lise.

Os fármacos antivirais atuam através das seguintes formas:

1° inibição da transcriptase do genoma viral


Inibem a enzima DNA polimerase;
Inibem a enzima transcriptase reversa;
Inibem a enzima integrase
Inibem a enzima protease

2° inibição da penetração na célula hospedeira


Interferon (IFN) é uma proteína produzida por leucócitos e fibroblastos que interferem na
replicação viral induzindo a células teciduais uma resistência antiviral.
A proteína liga-se na membrana celular dessas células e leva o gene codifica te de proteínas
antivirais. Essas proteínas antivirais por sua vez, vão impedir a replicação do vírus quando ele
tentar se fixar na membrana.
O IFN são produzidos na fase inicial da infecção e constituem a primeira linha de defesa de
muitqs viroses.

MUTAÇÃO VIRAL
Dois mecanismos:

1° drift antigênica – ocorre pelo acúmulo de pontos de mutações ou variações naturais


levando a erros na transcrição da enzima polimerase durante a replicação viral causando
alteração moleculares e antigênicos menores.

2° shirt antigênico – Está relacionada a natureza segmentada do genoma viral.


Ocorre quando dois ou mais vírus geneticamente diferentes entram numa célula para infecta-la
se recombinam formando uma nova esteios com reordenamento ou rearranjo do genoma.
Esporadicamente.
Pode dar origem a um novo tipo de vírus com alterações na antigênico e patogenicidade.

PROPRIEDADES PATOGENICAS DO VÍRUS.

Efeitos citopaticos:
•citocidas – morte da célula (bloqueio da mitocôndria, lise, formação de corpúsculos de
inclusão)
• não-citocidas – não ocorre a morte apenas danos

Influenza A (H1N1)
RNA FITA SIMPLES (-)
Com envelope
8 segmentos

Proteínas na superfície:
Hemaglutinina (HÁ ou H) 16 tipos
Neuraminidase (NA ou N) 9 tipos.

Vias aéreas contato direto


Endocitose do vírus
Vírus da dengue
RNA FITA SIMPLES(+)
Atuação das clatrinas na endocitose

Zica vírus
RNA fita simples (+)
Com envelope
Endocitose
Vetorial, Aedes aegypti, sexuada, transplacentária, transfusão sanguínea.

Vírus da imunodeficiência adquirida HIV


RNA FITA SIMPLES(+), MAS COM DUAS FITAS IGUAIS
Transcriptase reversa (essa enzima permite uma condição única, pois a transcrição ocorre no
sentido de RNA para DNA, encontrada em retrovírus.)
Envelopação por fusão.
PRÍONS

Príons são proteínas associadas a vários distúrbios neurodegenerativos


infecciosos, como o tremor epizoótico, o kuru, a doença de Creutzfeldt-Jakob, a
síndrome de Gerstmann-Straussler e a insônia familiar fatal, cujos agentes etiológicos
têm a capacidade de "contornar" a barreira das espécies e infectar o homem, animais e
viceversa, ocorrendo inevitavelmente a doença.
Após a exposição dentro de um intervalo de tempo que é variável em espécies
intermediárias.
As Proteínas Prions celulares (PrPC) são proteínas periféricas codificadas por genes
conhecidos como PRNP que ocorrem em vertebrados e são ausentes em invertebrados.

São proteínas cuja função precisa, ainda não é totalmente conhecida e elucidada, mas
acredita-se que seja associada ao transporte de Cu2+ para dentro das células nervosas,
a sinalização celular, a formação de sinapses e proteção celular.

As doenças causadas por príons podem ser transmitidas por contato direto ou ingestão
de carne contaminada, por hereditariedade (fato que contribuiu para a elucidação do
caráter proteico do agente infeccioso) e mutações espontâneas no gene codificante da
PrPC.

Período de incubação que pode variar de 3 a 5 meses.

formação de lesões no sistema nervoso central que são causadas por agregados de
PrPSC que tendem a aumentar devido ao fato de que a proteína PrPSC converte as
proteínas na isoforma normal (PrPC) para a isoforma infecciosa, induzindo as células
nervosas à apoptose, formando lesões de textura espongiforme e com isso resultando
em mudanças de temperamento, descoordenação motora, demência, insônia permanente,
atrofia muscular e pneumonia, que progressivamente resultam na morte.

proteínas eram os agentes etiológicos das encefalites espongiformes

As diferenças entre as duas formas de proteína príon como mostrado acima não são
de caráter químico, mas sim estrutural. Na qual observa se que a PrP de forma
generalista possui três alfa hélices e uma pequena folha beta antiparalela (análise
comparativa das proteínas prion em humanos e ramsters), sendo a PrPC constituída de
42% de estrutura secundária na forma de alfa hélice, enquanto a PrPSC apresenta 30%
de alfa-hélice e 43% de folha-beta.

Tanto em humanos como em animais, o período de incubação é longo, vindo os


indivíduos afetados a apresentarem os principais sintomas das encefalopatias
espongioformes em intervalos de tempo que variam de meses à décadas, sendo em
humanos, o quadro patológico caracterizado genericamente por ataxia, tremor
generalizado, perda de coordenação, alterações da memória, disfunções motoras, perda
das habilidades cognitivas, demência progressiva e inevitavelmente a morte; sendo o
quadro apresentado por ovinos, bovinos, caprinos e felinos, bastante similar, incluindo:
perda da coordenação motora, comportamento irritadiço, prurido e gradativamente, com a
intensificação dos sintomas, a morte.
Diagnóstico por meio de ressonância magnética, tomografia computadorizada e necropsia,
na qual o material cerebral era observado ao microscópio e o diagnóstico postmortem
confirmado por meio de técnicas de ELISA e perfil de resistência à proteinase
Incineração.