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OS CENTROS DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL – CRAS: LIMITES E

POSSIBILIDADES. 1

O2 redirecionamento que a Assistência Social vem passando desde o final dos anos
80 do século XX está diretamente relacionado com as transformações societárias
contemporâneas, por isso é necessário analisarmos o movimento da economia e da política
na sociedade capitalista para apreendermos os rebatimentos dos processos sociais na
política de Assistência Social.
Após a 2º Guerra Mundial é adotado pelos países centrais o modelo de acumulação
fordista-keynesiano, que tem como características o pleno emprego, a intervenção do
Estado na economia, a garantia dos direitos sociais etc. Sendo esse período marcado por
altas taxas de lucro e crescimento econômico, compreendendo também, um conjunto de
mudanças técnicas necessária ao restabelecimento do processo de acumulação.
Entretanto, como o desenvolvimento do capital não se dá de forma linear, existindo
ciclos de expansão e contração, a partir do final dos anos 1960 e início da década 1970, o
modelo de acumulação fordista-keynesiano apresenta os primeiros sinais de saturação.
Esse esgotamento não aconteceu de maneira natural, pois além dos elementos econômicos
(redução das taxas de lucro, diminuição do crescimento econômico), determinantes de
natureza sócio-político contribuíram para o seu declínio, como a organização da classe
trabalhadora que demandavam melhores condições de vida.
Com as transformações ocorridas na sociedade a partir da crise de super-
acumulação, no modelo fordista-keynesiano, a classe dominante põe em ação um conjunto
de medidas de caráter neoliberal que acompanhadas da reestruturação produtiva tem o
objetivo reverter à queda da taxa de lucro. A partir desses pressupostos é feito uma crítica
ao papel interventor do Estado, visando assim à redução dos direitos sociais e trabalhistas.
Nesse contexto, as políticas sociais que são frutos do embate entre as classes pela
apropriação da riqueza socialmente produzida, perdem cada vez mais seu caráter universal,
tendo em vista que a classe trabalhadora atualmente não dispõe de um acúmulo de força
suficiente que garantam políticas sociais mais abrangentes. As políticas sociais passam a
ser focalizadas, seletivas e paliativas destinadas para os mais pobres entre os pobres. E
para os setores da sociedade que dispõe de melhores condições o mercado se apresenta
como a via preferencial de atendimento aos serviços de saúde, educação e previdência.
(MOTA, 2005).

1
Autores (as): José Albuquerque Constantino, E-mail: albuconsta@yahoo.com.br; Mª Letícia Amaral
B. dos Santos; Sinara de Fátima Rocha Queiroz. Universidade Federal de Pernambuco – UFPE,
Recife – Pernambuco.
2
Este estudo é resultado do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC, apresentado ao Departamento
de Serviço Social da Universidade Federal de Pernambuco no primeiro semestre de 2007. A pesquisa
de campo foi realizado no CRAS da Região Política Administrativa IV na cidade do Recife.
O ideário neoliberal atinge praticamente todos os países do mundo e têm
rebatimentos diferenciados dependendo da formação sócio-político-econômico de cada
nação. No Brasil, a década de 1980 é marcada por uma forte mobilização popular resultado
da organização política da classe trabalhadora pelo fim da ditadura militar. O processo de
democratização culminou com a aprovação da Constituição de 1988 que pela primeira vez
assegurou inúmeros direitos sociais, a saúde como direito universal, e a Assistência Social
como política pública não contributiva, direito do cidadão e dever do Estado. A Constituinte
foi um campo de disputas entre as classes sociais em torno da abrangência e da garantia
dos direitos sociais. (BOSCHETI, 2006).
A partir do final dos anos 80 as orientações do Consenso de Washington passam a
ter maior visibilidade no cenário político e econômico brasileiro. E apesar dos avanços na
garantia dos direitos para a classe trabalhadora, é posto em ação um conjunto de medidas
que visam diminuir os gastos estatais no campo social.

Nesse sentido, a despeito do texto da Constituição de 1988 conter


princípios que garantem a universalização da seguridade social,
observamos que a emergência de novos processos políticos, ao lado
do agravamento da crise econômica, gera um movimento, por parte
do grande capital e da burocracia estatal, que procura negar aquelas
conquistas obtidas, sob alegação da necessidade de adequação do
modelo de seguridade social às atuais reformas econômicas do país.
(MOTA, 2005, p. 146).

A Constituição de 1988 foi alvo de críticas pela classe dominante, pois considerava
que a mesma onerava o Estado e isso se refletiu na dificuldade para a regulamentação dos
dispositivos Constitucionais que versavam sobre a Saúde, Previdência e Assistência Social.
Sendo assim, todo esse processo vai ter repercussões na aprovação da Lei Orgânica de
Assistência Social – LOAS e na construção da Política Nacional de Assistência Social –
PNAS/2004.
Do tripé da Seguridade Social a assistência foi a última política a ser regulamentada,
sendo aprovada somente cinco anos depois da promulgação da Constituição de 1988. Isso
pode ser explicado a partir de dois vetores. O primeiro está relacionado com o
desenvolvimento histórico da assistência, como campo de práticas compensatórias e
residuais, acarretando na falta de uma articulação política e teórica em torno da mesma. O
segundo tem a ver com o processo que já destacamos anteriormente, que é o avanço do
neoliberalismo no Brasil e, consequentemente, a redução do Estado no campo social.
(BOSCHETI, 2006).
A primeira Lei Orgânica da Assistência Social foi inteiramente vetada por Collor em
1990, nesse momento não existiu nenhuma grande mobilização contra o ato do então
presidente da República. (BOSCHETI, 2006).
Entretanto, esse cenário mudou a partir do posicionamento assumido pelo Conselho
Federal de Serviço Social – CFESS, que juntamente com os Conselhos Regionais de
Serviço Social – CRESS fomentaram o debate para a elaboração de um novo projeto de lei.
O processo de elaboração do novo projeto de lei contou com a participação dos
trabalhadores, representados pela Central Única dos Trabalhadores – CUT, além dos
funcionários da Legião Brasileira de Assistência Social – LBA.
Com o impeachment do presidente Collor houve uma abertura política que
possibilitou o diálogo entre sociedade civil e governo, foi nesse contexto e devido à pressão
dos sujeitos políticos já citados que a LOAS foi aprovada em 1993.
A LOAS significou uma evolução para o campo assistencial, com a divisão de
responsabilidade entre as três esferas federativas, com a definição de programas, projetos e
serviços que tem a proposta de romper com ações pulverizadas e fragmentadas.
Esses avanços tiveram continuidade com a Política Nacional de Assistência Social –
PNAS/2004, aprovada na IV Conferência Nacional de Assistência Social realizada em
dezembro de 2003 em Brasília, que teve como deliberação a construção e implementação
do Sistema Único de Assistência Social – SUAS.
O SUAS consiste na organização em todo território nacional das ações sócio-
assistenciais, e a hierarquização dos serviços por níveis de complexidade e porte dos
municípios. Tem como eixos estruturantes: a matricialidade sócio-familiar; descentralização
político-administrativa e territorialização; novas bases para a relação entre Estado e
sociedade civil; financiamento; controle social, o desafio da participação popular; a política
de recursos humanos; a informação o monitoramento e a avaliação.
O SUAS ainda prevê a organização da assistência em dois níveis de proteção,
divididos em proteção social básica e proteção social especial de média e alta
complexidade.
A proteção social básica tem por objetivo prevenir a violação dos direitos, enquanto
que a proteção especial atua quando os direitos já foram violados. Ambos os níveis de
proteção têm nas suas ações centralidade na família. O nosso objeto de estudo, o Centro de
Referência de Assistência Social – CRAS está inserido na proteção social básica, sendo
considerado “a porta de entrada” para o SUAS. O CRAS é uma nova estrutura dentro da
gestão da política de Assistência Social, e também é um recente espaço de intervenção do
Assistente Social.
O CRAS é um órgão público estatal considerado o principal instrumento da Proteção
Social Básica, neste espaço é oferecido serviços, programas, projetos e benefícios de
Proteção Social Básica relativo às seguranças de rendimento ou autonomia; acolhida;
convívio ou vivência familiar e comunitária. A ênfase desses serviços é o atendimento a
família, mesmo que esses programas e benefícios sócio-assistenciais não sejam prestados
diretamente no CRAS, este mantém a referência para os devidos encaminhamentos.
O CRAS deve se localizar nas áreas de maior vulnerabilidade social, próximo aos
possíveis usuários dos serviços. Dessa forma, os municípios devem identificar os locais de
maior risco social e neles implantar um CRAS, com isso procura-se romper com as ações
que são feitas de cima para baixo, pois as demandas existentes no território devem ser
identificadas e levadas em conta no momento do planejamento das ações.
Portanto, a partir do que foi exposto entende-se o CRAS como uma unidade estatal,
que destina suas ações a população excluída do acesso aos bens e serviços e que vivem
nas áreas de maior vulnerabilidade social. O Centro de Referência de Assistência Social têm
como principais características a gratuidade, a continuidade, o investimento público
permanente e a descentralização das ações.
A implantação do CRAS significa um avanço para a política de Assistência Social e
o seu reconhecimento enquanto um direito, contudo esse processo é contraditório, temos
esse entendimento a partir da observação de alguns dados.
O primeiro deles é que o CRAS é um órgão público, assim como existe a escola e o
posto de saúde, e esses equipamentos sociais são reconhecidos pelos usuários como um
direito. Compreendemos que um espaço público onde são ofertados serviços assistenciais
pode contribuir na construção da identidade da Assistência Social como um direito. Ainda
sob esse aspecto, o CRAS como um espaço estatal tem a potencialidade de romper com a
vinculação da Assistência Social como prática filantrópica.
Outro fato que merece destaque é que o CRAS deve ser um serviço contínuo, ele
não é um programa ou um projeto que tem prazo determinado para acabar, com isso o
CRAS torna-se uma referência para a população residente na sua área de abrangência.
O terceiro elemento que consideramos importante para a efetivação da política de
Assistência Social é a definição dos profissionais que devem compor a equipe do CRAS. A
afirmação da Assistência Social como uma política pública exige o estabelecimento de
padrões e critérios de atendimento e execução das ações. Nesse sentido, a definição de
uma política de Recursos Humanos como um dos eixos norteadores da PNAS/2004 reflete a
mudança conceitual que vem passando a Assistência Social nesses últimos vinte anos do
século passado.
Outro dado não menos relevante na discussão sobre o CRAS é que o processo de
implantação desse equipamento se pauta no princípio da descentralização previsto na
LOAS, sendo este fato imprescindível para a organização e planejamento das ações,
procurando assim, romper com os programas feitos de cima para baixo, que na maioria das
vezes não atende a necessidade dos usuários.
No entanto, apesar dos avanços citados, a organização do CRAS é pautada também
por ambigüidades. Antes de citar quais são nessa conjuntura histórica os aspectos
limitadores do trabalho realizado no CRAS, é preciso registrar que este órgão público tem
limites que são estruturais e inerentes a todos os serviços sociais no sistema capitalista,
tendo em vista que nessa forma de organização social as políticas sociais podem contribuir
para a melhoria das condições de vida da classe trabalhadora, porém, estes serviços não
têm a capacidade de superar a desigualdade social e romper com a ordem do capital.
É inegável que nos últimos anos ocorreu um processo de expansão da Assistência
Social, entretanto, essa expansão tem se caracterizado pela utilização de critérios rigorosos
para o acesso aos serviços, programas, projetos e benefícios. Isso reflete no CRAS, quando
o mesmo não consegue atender toda a demanda3.
Compreendemos que este fato pode ser explicado a partir da redução dos gastos
estatais com o campo social, o que tem acarretado em políticas sociais seletivas e
focalizadas. O neoliberalismo na sua tentativa de reformar o Estado defende que apenas os
setores mais miseráveis da população devem ter acesso a alguns serviços básicos, além
disso, estas ações devem está na órbita da caridade e não do direito. Na política de
Assistência Social o apelo à solidariedade e ao voluntariado ganha maior densidade tendo
em vista o desenvolvimento histórico dessa política, o que vem se constituindo em um
entrave para o reconhecimento da Assistência Social como um direito.
Nesse sentido, outro problema que se apresenta para o CRAS é a sua relação com a
rede sócio-assistencial, que é essencialmente formada por entidades privadas.4
Entendemos que se por um lado o CRAS tem a possibilidade de romper com práticas
caritativas que contribuem para o assistencialismo e a tutela dos usuários, o grande número
de entidades privadas favorece para a identificação da Assistência Social como
benemerência. Isto é um dos desafios que se apresenta para os profissionais que atuam no
CRAS, principalmente, os Assistentes Sociais.
Outro fato que merece destaque na discussão sobre o CRAS é a função ideológica
dos serviços e benefícios oferecidos no mesmo. Através dos programas de renda mínima,
os quais abrangem o maior número de usuários5, as pessoas que se encontram
desempregadas ou inseridas no mercado informal de trabalho tem a possibilidade de

3
Este fato foi observado nos CRAS da Região Política Administrativa - RPA IV da cidade do Recife,
onde o número de bolsas dos Programas Agente Jovem e o Programa de Erradicação do Trabalho
Infantil – PETI são insuficientes em relação à necessidade da população dessa RPA.
4
A rede socioassistencial dos CRAS da Região Política Administrativa – RPA IV da cidade do Recife
é formado por vinte e uma entidades privadas e por apenas quatro instituições públicas que estão
inscritas no Conselho Municipal de Assistência Social.
5
Este dado foi observado nos CRAS da Região Política Administrativa – RPA IV da cidade do Recife.
aferirem alguma renda, que apesar do valor irrisório tem garantido que algumas pessoas
não morram de fome. Essa tendência da Assistência Social nos dias atuais tem relação
direta com o desemprego estrutural, o qual levou um contingente enorme de trabalhadores
para a informalidade, criando um grupo de pessoas que se tornaram “supérfluas” para o
capital.
Dessa forma, entendemos que a expansão da Assistência Social no contexto atual,
principalmente, através dos programas de renda mínima, pode ser explicada a partir das
transformações societárias engendras pelo neoliberalismo e a reestruturação produtiva.
Nesse cenário, a política de Assistência Social ganha destaque, como um dos mecanismos
utilizados para integrar setores que estão excluídas do trabalho assalariado.
A manutenção de um patamar mínimo de sobrevivência para os setores da classe
trabalhadora que estão fora do mercado de trabalho atende contraditoriamente os interesses
das classes subalternas e do capital. Pois, esse processo favorece para a produção e a
reprodução do exército industrial de reserva, contribuindo assim, para baixar o valor dos
salários. Além disso, essa iniciativa tem por objetivo evitar convulsões sociais e a
proliferação de ideais revolucionários. Porém, como os serviços sociais não atendem
apenas os interesses das classes dominantes, esse processo pode ser espaço para a ação
profissional do Assistente Social no sentido deste reforçar os interesses da classe
trabalhadora. (IAMAMOTO; CARVALHO, 2006).
O Assistente Social como um dos profissionais que deve compor a equipe que atua
no CRAS, tem a possibilidade de desenvolver seu trabalho pautado em princípios ético-
político de defesa dos interesses do usuário e contribuir para o reconhecimento da
Assistência Social como um direito garantido pelo o Estado. No entanto, o profissional de
Serviço Social não pode perder de vista os limites impostos pela instituição no desempenho
da sua prática profissional.
Gostaríamos de enfatizar que os Centros de Referência de Assistência social tem a
potencialidade de contribuir para o aprofundamento do reconhecimento da Assistência
Social como um direito, no entanto, para a concretização dessa possibilidade é necessário o
compromisso dos profissionais que atuam nesse espaço, e a qualificação teórica e política
que possibilite o conhecimento das contradições que marcam o CRAS. Além disso, é
preciso que o Estado assegure financiamento para as ações desenvolvidas nos Centros de
Referência.
Por fim, é preciso registrar que a política de Assistência Social assim como as
demais políticas sociais no sistema capitalista possui limites, e que nessa ordem onde
impera o lucro é a subsunção do homem ao capital, as medidas de proteção social postas
em prática pelo o Estado burguês não alteram a contradição e a desigualdade, pois somente
ocultam a primeira e amenizam a segunda.
Referências

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