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O ponto de equilíbrio equivale ao lucro variável. É a diferença entre o preço


de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade do
produto. Isto significa que, em cada unidade vendida, a
empresa terá um determinado valor de lucro. Multiplicado pelo total das
vendas, teremos a contribuição marginal total do produto para o lucro da
empresa. Em outras palavras, Ponto de Equilíbrio significa o faturamento
mínimo que a empresa tem que atingir p ara que não tenha prejuízo, mas que
também não estará conquistando lucro neste ponto.

É muito comum encontrarmos empresários que afirmam saber o que significa


Ponto de Equilíbrio. Alguns realmente sabem, outros pensam que sabem e têm
aqueles que literalmente não fazem a menor idéia do que venha ser Ponto de
Equilíbrio. Se soubessem o quão importante é o conhecimento deste indicador
para a sobrevivência de um empreendimento, jamais se permitiriam
desconhecê-lo. Muitas micro e pequenas empresas não conseguem completar
um ano de vida, em alguns casos pelo completo desconhecimento do ramo de
atividade a que se propuseram, e , na maioria dos casos, por completo
descontrole administrativo. O descontrole administrativo é tão grave que as
vezes o executivo se ilude pensando que está obtendo lucros em suas
operações, mas na verdade, acabam quebrando sem saber o motivo. Por
incrível que pareça, acreditam que se as receitas forem iguais às despesas
fixas ( aluguel do imóvel, salário do pessoal, condomínio, combustível,
material de expediente, pró-labore, etc ) estarão pelo menos " tocando o
negócio e empatando " , como se diz na gíria, não obtendo, nem lucro , nem
prejuízo. A falência é uma questão de tempo.

Ponto de Equilíbrio é um dos indicadores contábeis que informa ao executivo


o volume necessário de vendas, no período considerado, para cobrir todas as
despesas, fixas e variáveis, incluído-se o custo da mercadoria vendida ou do
serviço prestado. Este indicador tem por objetivo determinar o nível de
produção em termos de quantidade e ou de valor que se traduz pelo equilíbrio
entre a totalidade dos custos e Retângulo de cantos arredondados:
DIRETORIA das receitas. Para um nível abaixo deste ponto, a empresa estará
na zona de prejuízo e acima dele, na zona da lucratividade. É o mínimo que se
deve alcançar com receitas para que não amargue com prejuízo.

     


Conforme se pode observar a figura acima, o Ponto de Equilíbrio é o ponto
onde a linha da Receita cruza com a linha do custo total. Para se calcular o
Ponto de Equilíbrio, necessário se faz é o conhecimento do conceito de
Margem de Contribuição. Para Padoveze (1997,p.257), representa o lucro
variável. É a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos
e despesas variáveis por unidade de produto. Significa que em cada unidade
vendida a empresa lucrará determinado valor. Multiplicado pelo total vendido,
teremos a contribuição marginal total do produto para a empresa. Margem de
Contribuição, nada mais é do que os resultados positivos, obtidos através da
Receita, menos os Custos Variáveis. Este resultado, que é a Margem de
Contribuição, deverá ser igual aos Custos Fixos para que se chegue ao Ponto
de Equilíbrio.

Fórmula do Ponto de Equilíbrio :  !"" #" $ % &' !(

c()  "* %  &'  !+,

Demonstração de Resultado da empresa " XYZ "


ITEM VALORES %
Receita R$ 100.000,00 100 %
( - ) Custos Variáveis R$ 65.000,00 65 %
= Margem de Contribuição R$ 35.000,00 35 %
( - ) Custos Fixos R$ 28.000,00
= Resultado R$ 7.000,00

c(-     !.

É o mínimo que deveremos vender num determinado período de tempo para


que nossas operações não dêem prejuízo. Obviamente que também não
estaremos conseguindo lucro. No caso da empresa acima, o Ponto de
Equilíbrio seria:

Custo Fixo
PE =  então,
% Margem Contribuição
R$ 28.000,00
PE =  => PE = R$ 80.000,00
35 %

Então, R$ 80.000,00 é o mínimo, aproximadamente, que esta empresa tem que


vender para conseguir bancar a sua estrutura, ou seja, para não amargar com
prejuízo.

Verificação:

Demonstração de Resultado do PE da empresa " XYZ "


ITEM VALORES %
Receita R$ 80.000,00 100 %
( - ) Custos Variáveis R$ 52.000,00 65 %
= Margem de Contribuição R$ 28.000,00 35 %
( - ) Custos Fixos R$ 28.000,00
= Resultado R$ 0,00

c(/     *0'*

É o Ponto de Equilíbrio com um lucro desejado. Poderá acontecer de, no


processo de elaboração orçamentária, a diretoria determine um Ponto de
Equilíbrio com um lucro desejado. Vamos ver o cálculo, tomando como
exemplo a demonstração da empresa " XYZ ", considerando que a diretoria
determinou um lucro desejado de R$ 6.000,00, acima do Ponto de Equilíbrio:

PE R$ 28.000,00 + R$ => PE = R$
= 6.000,00 97.142,86
35 %

Verificação:

Demonstração de Resultado do PE da empresa " XYZ "


ITEM VALORES %
Receita R$ 97.142,86 100 %
- ) Custos Variáveis R$ 63.142,86 65 %
= Margem de Contribuição R$ 34.000,00 35 %
( - ) Custos Fixos R$ 28.000,00
= Resultado R$ 6.000,00

c(1     *

É quando dentro dos Custos Fixos, existem variações patrimoniais que não
significam desembolsos para a empresa, mas que, de acordo com os Princípios
Contábeis, estas variações devem figurar no resultado do exercício, sendo
confrontados com as receitas, porque contribuíram para a constituição da
mesma. Exemplo clássico é a depreciação. Usando o mesmo exemplo
anterior, sem o lucro desejado, vamos imaginar que dentro dos custos fixos
exista um valor de R$ 2.000,00 referente à depreciação. Eliminando -se a
depreciação, o Ponto de Equilíbrio cai.

PE R$ 28.000,00 - R$ => PE = R$
= 2.000,00 74.285,71
35 %

Verificação:

Demonstração de Resultado do PE da empresa " XYZ "


ITEM VALORES %
Receita R$ 74.285,71 100 %
( - ) Custos Variáveis R$ 48.285,71 65 %
= Margem de Contribuição R$ 26.000,00 35 %
( - ) Custos Fixos R$ 26.000,00
= Resultado R$ 0,00

c(c  '+2"  3."    

Apesar de o Ponto de Equilíbrio ser uma ferramenta fundamental na


Administração Financeira, este coeficiente não é exato, sendo passível de
alguma diferença no decorrer do período. E isso é fácil de explicar. O Custo
Fixo, na realidade ele não é fixo como se diz. Ele tem esta denominação, de
custo fixo, porque ele não varia de acordo com as vendas, por isso que é
chamado de custo fixo. Porém, os custos que o compõem, na realidade variam
de acordo com o desperdício administrativo. Por exemplo, a energia elét rica, o
gasto com comunicações, com combustível e outros gastos considerados
fixos, se não houver controle, eles sempre estarão variando e, com eles
variando, o Ponto de Equilíbrio também variará. Por isso , este coeficiente tem
seu valor aproximado. Mas apesar disso, o Ponto de Equilíbrio é uma
ferramenta extremamente importante na Administração Financeira.

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4  &356  5  73


Um dos grandes problemas que as micro e pequenas empresas enfrentam hoje
é a correta determinação do preço das suas mercadorias. Atualmente, o
mercado brasileiro é composto por empresas de grande, médio e pequenos
portes, como também as microempresas e os informais (ambulantes), que têm
em comum a participação em um mesmo segmento de mercado. As estruturas
operacionais destas empresas é que determinarão o real preço de venda de
seus produtos, independentemente do mercado. A que tem menor estrutura
operacional, mais enxuta, certamente conseguirá colocar uma mercadoria a
um preço mais competitivo, talvez, bem abaixo do preço de mercado. Isso é
semelhante à concorrência entre um ambulante e um magazine. Por que o
ambulante consegue precificar abaixo do preço do magazine sendo a mesma
mercadoria? Porque o ambulante não tem estrutura operacional e o magazine
possui uma estrutura de gastos que tem custos tributários, financeiros,
comissões, salários, telefone, aluguel, energia elétrica, dentre tantos outros.
Este tipo de concorrência está presente entre as várias empresas que compõem
um mesmo segmento de mercado. Este conjunto de gastos pesa na hora da
precificação e certamente deverá ser cuidadosamente inserido no pr eço de
venda.

Alem de preço de venda, os micro e pequenos empresários precisam estar


atentos às estratégias que são utilizadas pelas empresas para conquistar o
mercado, dentre as quais destacam-se as seguintes abaixo;

4()  "8"  +" ""

Diferentes preços para diferentes compradores:

ȑ Desconto em um Segundo -Mercado


Preços diferenciados para mercados diferentes devido ao excesso de
estoque. Pretende-se desovar os estoques num mercado secundário com
preços reduzidos.
ȑ Desnatação
A desnatação envolve a fixação de um preço relativamente alto na vida
de um produto. Ex: Micro, Kit gás, etc. O preço é sistematicamente
reduzido à medida que o tempo passa.
ȑ Desconto Periódico e Randômico
Descontos periódicos são os previsíveis, como os realizado s pelas
companhias telefônicas. Ex: Oi nos finais de semana, Embratel idem,
etc. Os descontos randômicos são oferecidos ocasionalmente. Ex:
Montadoras de veículos.

4(-  "8"  +" !'9:"


ȑ Igualando a Estratégia da Competição
A organização estabelece preços iguais aos de seus competidores,
mudando a competição para outras áreas. Ex: Qualidade do produto.
ȑ Cotar por Baixo do Preço da Competição
Colocando o preço abaixo da concorrência fará com que os estoques
girem mais e este giro recuperará a margem perdida. Esta estratégia
derruba a concorrência. Ex: Lojas Americanas com as ofertas
relâmpagos de peças íntimas
ȑ Líderes de Preços e Seguidores
Organizações com grande fatias no mercado determinam o nível de
preço, devido à qualidade, tradição, etc. Organizações mais fracas,
concorrentes, o seguirão.
ȑ Preço de Penetração
Colocação de um produto novo no mercado com um preço baixo com a
intenção de ganhar mercado. Mais tarde, o preço tende a aumentar. Ex:
FIAT 147.
ȑ Preço Predatório
São preços estabelecidos, teoricamente, por tradição. Podem até
dificultar a entrada de concorrentes devido à margem de lucro estar
atrelada ao mercado. Ex: Preço do cafezinho ( Pé -duro ), Preço do
Jornal, etc.
ȑ Preço Inflacionário
Com a inflação, a empresa aumenta o preço dos produtos e depois
passa a usar falsos descontos para atrair os compradores. Ex: Mercado
atual.

4(/  "8"  *;*+, 9 <  "

Maximizar os lucros para o total dos produtos da linha e não diferencia-los

ȑ Preço Cativo
É a estratégia de colocar um determinado aparelho a um preço baixo,
porém, para que funcione, necessita de acessórios e estes compensam a
falta de lucro no aparelho básico. Ex: Aparelho de barba Mack III da
Gillete.
ȑ Preço Isca e Preço Líder
É o método de atrair clientes para compras de itens de baixo preço com
a intenção de que ele compra os outros com preços mais elevados. EX:
Ofertas relâmpagos das Lojas Americanas.
ȑ Preço Pacote e Múltiplas-Unidades de Preços
É quando o preço de uma unidade sai mais cara do que o conjunto todo.

4(1  &8  '+,  +" =&> 9?

O Mark Up ou taxa de marcação como é também conhecido, é um multiplicador


aplicado sobre o custo de um bem ou serviço para a formação do preço de venda. Esse
multiplicador é obtido através de uma fórmula que insere os impostos sobre venda,
despesas financeiras, comissões sobre as vendas, despesas administrativas, despesas de
vendas, outras despesas e a margem de lucro desejada. É um índice muito utilizado para
precificação, mas requer um conhecimento, por parte do micro e pequeno empresário,
da estrutura operacional do empreendimento.

Aplica-se um multiplicador de tal forma que os demais elementos formadores


do preço de venda sejam adicionados ao custo, a partir desse multiplicador.

O micro e pequeno empresário poderão utilizar o mark up genérico ou por


produto. O correto seria o multiplicador por produto, pois cada produto tem a
sua margem de lucro já determinada e margens diferentes acarretarão em
multiplicadores diferentes, mesmo que os demais gastos sejam iguais.

É um índice aplicado sobre o custo de um bem ou serviço para a formação do


preço de venda. Esse índice é tal que cobre os impostos e taxas aplicadas
sobre as vendas, as despesas administrativas fixas, as despesas de vendas
fixas, os custos indiretos fixos de fabricação, os custos financeiros e o lucro
desejado.

FÓRMULAS

¢  
 
  

A representação na fórmula destes símbolos,


  , significa que será
composta pelo somatório de impostos sobre venda, despesas financeiras,
comissões sobre vendas, despesas administrativas, despesas com vendas,
outras despesas e a margem de lucro desejada. Todos estes itens serão
comparados ao faturamento e convertidos em percentuais. Todos os
componentes do mark up são determinados através de relações percentuais
médias sobre preços de vendas e, a seguir, aplicados sobre o custo dos
produtos.

 ¢ 

Calculado o preço de venda da mercadoria através da fórmula do mark up, o


micro e pequeno empresário terão certeza de que dentro do seu preço de
venda estarão incluídos todos os gastos de sua empresa como também a
margem de lucro desejada.

Exemplo empresa Imaginária:

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Quando se fala em Finanças Empresariais, necessariamente temos que


recorrer à CONTABILIDADE. Como a própria história nos diz, até mesmo o
homem das cavernas se utilizava dela para controlar o seu patrimônio por
meio de controles arcáicos. E a história vem provando que a sociedade
depende dos registros contábeis, quer no campo governamental, empresarial
ou mesmo familiar. Ora, se até o homem das cavernas utilizava a
contabilidade, por que uma empresa não se utilizaria dela como ferramenta de
tomada de decisão para analisar o passado, controlar o presente e fazer
orçamentos para o futuro? Foi-se o tempo em que o contador era o homem
que apenas calculava os impostos e a folha de pagamento da empresa. Hoje
ele é um aliado fortíssimo do empresário fornecendo relatórios que podem ser
analisados e, a partir daí, elaborar uma avaliação acerca das condições
financeiras da empresa. Através da Análise de Balanços, a contabilidade
disseca as Demonstrações Financeiras e informa aos usuários a real situação
patrimonial da empresa. Sem dúvida nenhuma, a contabilidade é uma
ferramenta que auxilia muito na administração das finanças empresariais.

Como se pode observar, a contabilidade é um instrumento fundamental para


que se possa administrar com eficiência um empreendimento. De posse desta
gama de informações contábeis, o administrador poderá planejar o futuro
desejado para a sua MPE onde serão traçadas as metas e objetivos com vistas
aos resultados. Este planejamento será controlado pela contabilidade através
de seus registros possibilitando ao administrador tomar decisões certas e m
tempos hábeis.

De posse das informações contábeis poder-se-á realizar uma boa


ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA na empresa. O gerenciamento eficiente
do Capital de Giro proporcionará à empresa melhores condições para disputar
o mercado com suas concorrentes. O controle dos principais itens do Ativo
Circulante, tais como as disponibilidades, estoques e contas a receber,
proporcionarão maior flexibilidade à empresa diante da concorrência ou das
turbulências que o mercado proporciona.

O Fluxo de Caixa é um instrumento que proporcionará uma visão futurística


ao administrador financeiro das entradas e saídas de recursos possibilitando
que o mesmo tome decisões acerca das finanças da empresa antecipadamente,
quer nas sobras de recursos ou nas faltas.

O PONTO DE EQUILÍBRIO é um dos indicadores contábeis que informa ao


administrador o volume necessário de vendas, no período considerado, para
cobrir todas as despesas, fixas e variáveis, incluído -se o custo da mercadoria
vendida ou do serviço prestado. Este indicador tem por objetivo determinar o
nível de produção em termos de quantidade e ou de valor que se traduz pelo
equilíbrio entre a totalidade dos custos e das receitas. Para um nível abaixo
deste ponto, a empresa estará na zona de prejuízo e acima dele, na zona da
lucratividade. É o mínimo que se deve alcançar com receitas para que não
amargue com prejuízo. Por conseguinte, o Ponto de Equilíbrio é um dos
indicadores que lhe auxiliará na administração do seu negócio. Existem vários
outros indicadores contábeis de suma importância para uma boa administração
de um empreendimento, tais como os Índices de Solvência, de
Endividamento, de Rentabilidade, de Lucratividade, Capital de Giro, etc.

Existem empresas de grande, médio e pequeno portes, como também as


microempresas e os informais, que têm em comum, a participação de um
mesmo segmento de mercado, mas o que elas têm de diferente são as suas
estruturas operacionais. Estas estruturas operacionais é que determinarão o
real PREÇO DE VENDA de seus produtos, independentemente do mercado.
A que tem menor estrutura, mais enxuta, certamente conseguirá colocar uma
mercadoria a um preço mais competitivo, talvez, bem abaixo do preço de
mercado. Isso é semelhante à concorrência entre o camelô e um magazine. Por
que o camelô consegue precificar abaixo do preço do magazine, sendo a
mesma mercadoria? Porque o camelô não tem estrutura operacional e o
magazine tem custos tributários, financeiros, comissões, salários, telefone,
aluguel, energia elétrica, dentre tantos outros. Este tipo de concorrência
está presente entre as várias empresas que compõem um mesmo segmento de
mercado. Este rol de gastos pesa na hora da precificação e certamente deverá
ser cuidadosamente inserido no preço de venda.

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A
Quando se fala em Finanças Empresariais, necessariamente temos que
recorrer à CONTABILIDADE. Como a própria história nos diz, até mesmo o
homem das cavernas se utilizava dela para controlar o seu patrimô nio por
meio de controles arcáicos. E a história vem provando que a sociedade
depende dos registros contábeis, quer no campo governamental, empresarial
ou mesmo familiar. Ora, se até o homem das cavernas utilizava a
contabilidade, por que uma empresa não se utilizaria dela como ferramenta de
tomada de decisão para analisar o passado, controlar o presente e fazer
orçamentos para o futuro? Foi -se o tempo em que o contador era o homem
que apenas calculava os impostos e a folha de pagamento da empresa. Hoje
ele é um aliado fortíssimo do empresário fornecendo relatórios que podem ser
analisados e, a partir daí, elaborar uma avaliação acerca das condições
financeiras da empresa. Através da Análise de Balanços, a contabilidade
disseca as Demonstrações Financeiras e informa aos usuários a real situação
patrimonial da empresa. Sem dúvida nenhuma, a contabilidade é uma
ferramenta que auxilia muito na administração das finanças empresariais.

Como se pode observar, a contabilidade é um instrumento fundamental para


que se possa administrar com eficiência um empreendimento. De posse desta
gama de informações contábeis, o administrador poderá planejar o futuro
desejado para a sua MPE onde serão traçadas as metas e objetivos com vistas
aos resultados. Este planejamento será controlado pela contabilidade através
de seus registros possibilitando ao administrador tomar decisões certas em
tempos hábeis.

De posse das informações contábeis poder-se-á realizar uma boa


ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA na empresa. O gerenciamento eficiente
do Capital de Giro proporcionará à empresa melhores condições para disputar
o mercado com suas concorrentes. O controle dos principais itens do Ativo
Circulante, tais como as disponibilidades, estoques e contas a receber,
proporcionarão maior flexibilidade à empresa diante da concorrência ou das
turbulências que o mercado proporciona.

O Fluxo de Caixa é um instrumento que proporcionará uma visão futurística


ao administrador financeiro das entradas e saídas de recursos possibilitando
que o mesmo tome decisões acerca das finanças da empresa antecipadamente,
quer nas sobras de recursos ou nas faltas.

O PONTO DE EQUILÍBRIO é um dos indicadores contábeis que informa ao


administrador o volume necessário de vendas, no período considerado, para
cobrir todas as despesas, fixas e variáveis, incluído-se o custo da mercadoria
vendida ou do serviço prestado. Este indicador tem por objetivo determinar o
nível de produção em termos de quantidade e ou de valor que se traduz pelo
equilíbrio entre a totalidade dos custos e das receitas. Para um nível abaixo
deste ponto, a empresa estará na zona de prejuízo e acima dele, na zona da
lucratividade. É o mínimo que se deve alcançar com receitas para que não
amargue com prejuízo. Por conseguinte, o Ponto de Equilíbrio é um dos
indicadores que lhe auxiliará na administração do seu negócio. Existem vários
outros indicadores contábeis de suma importância para uma boa administração
de um empreendimento, tais como os Índices de Solvência, de
Endividamento, de Rentabilidade, de Lucratividade, Capital de Giro, etc.

Existem empresas de grande, médio e pequeno portes, como também as


microempresas e os informais, que têm em comum, a participação de um
mesmo segmento de mercado, mas o que elas têm de diferente são as suas
estruturas operacionais. E stas estruturas operacionais é que determinarão o
real PREÇO DE VENDA de seus produtos, independentemente do mercado.
A que tem menor estrutura, mais enxuta, certamente conseguirá colocar uma
mercadoria a um preço mais competitivo, talvez, bem abaixo do pr eço de
mercado. Isso é semelhante à concorrência entre o camelô e um magazine. Por
que o camelô consegue precificar abaixo do preço do magazine, sendo a
mesma mercadoria? Porque o camelô não tem estrutura operacional e o
magazine tem custos tributários, financeiros, comissões, salários, telefone,
aluguel, energia elétrica, dentre tantos outros. Este tipo de concorrência
está presente entre as várias empresas que compõem um mesmo segmento de
mercado. Este rol de gastos pesa na hora da precificação e certamente deverá
ser cuidadosamente inserido no preço de venda.

Anterior
Ë   é o que ocorre independentemente do ato produtivo (venda), e desse modo são entendidos
todos os custos suportados para que a empresa se encontre apta a funcionar: aluguel, impostos prediais,
depreciações, vigilância, despesas administrativas.

! 
  ‘é o que ocorre à medida que a produção (venda) se desenvolve, como a matéria prima, a
mão de obra, custo dos produtos vendidos e, quase sempre, comissões, impostos sobre as vendas.

O custo fixo e o custo variável têm conceitos antagônicos, numa situação é constante e na outra varia, e
vice-versa; pode ser visualizado da seguinte forma:
‘
‘

"98*  *" ' +, C :+,  :'


Fixo
Total Não varia
Variável
Total Varia proporcionalmente

Resta-nos esclarecer o que seja a &'  !+,: Chamamos de margem de Contribuição a


diferença entre Vendas totais e Custos Variáveis totais. Exemplo: Vendas totais 100,00 (menos) custos
variáveis totais 70,00 = margem 30,00 .

(100,00 - 70,00) = 30,00 / 100 = 30% (margem em percentual)


São poucas as pequenas organizações empresariais que sabem quais as quantidades mínimas de produtos
a serem produzidos ou vendidos para que obtenham resultados positivos, e isto ocorre porque muitas não
enxergam o Ponto de Equilíbrio como uma técnica muito útil, de fácil aplicação e outros até mesmo por
desconhecê-lo.

Não existe Ponto de Equilíbrio que se possa afirmar ser o ideal. Ele deve ser o mais baixo possível.
Quando menor o ponto de equilíbrio, mais segurança para a empresa não entrar na área de prejuízo.

Há várias formas de se calcular o Ponto de Equilíbrio, usaremos a mais tradicional, onde, conforme o
explicado anteriormente, o valor das receitas iguala-se ao das despesas.

O Ponto de Equilíbrio é o quociente simples da divisão dos valores dos custos e despesas fixas pela
margem de contribuição.

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Vendas Totais 100,00

Custos Variáveis Totais 70,00

% margem de contribuição = 30,00 ou 30%

Valor total dos Custos e Despesas Fixas = 15,00

 =!""  "9"" ;#" $ % ''?

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" *'   


Vendas totais 100,00 100,00% 50,00 100,00%
(-) Custos Variáveis totais 70,00 70,00% 35,00 70,00%
(=) Margem de Contribuição 30,00 30,00% 15,00 30,00%
(-) Custo Fixo Total 15,00 15,00% 15,00 30,00%
(=) Lucro 15,00 15,00% 0,00 0,00%

Como podemos observar no exemplo, vendendo 100,00, teremos um lucro de 15,00. Se vendermos
apenas 50,00, que é o Ponto de Equilíbrio, não teremos nem lucro nem prejuízo.

Apenas a título de ilustração, daremos abaixo uma lista dos custos e despesas que geralmente ocorrem
numa pequena empresa comercial.

!"" #"$ "9"" #"D


Aluguel
Imposto Territorial e Predial
Folha de Pagamento dos Administrativos C/ Encargos
Despesas de manutenção do prédio
Despesas com Escritório de contabilidade
Depreciações e Amortizações
Despesas com telefones
Material de Escritório
Etc.

!"" 7.:"$ "9"" 7.:"D


Custo das Vendas
Impostos sobre vendas
Folha de Pagamento c/ Encargos do Pessoal de Vendas/ Produção
Comissões de vendedores
Etc.
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2234567. ‘

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