Você está na página 1de 29

ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

SUMÁRIO

FÍSICA

1. Sistemas de Medidas..............................................................................................2
2. Sistema Internacional (SI).......................................................................................2
3. Termologia...............................................................................................................4
4. Medição de Temperatura........................................................................................5
5. Escalas Termométricas Usuais...............................................................................5
6. Relações entre as Escalas Celsius e Fahrenheit...................................................5
7. Escala Kelvin...........................................................................................................6
8. Energia Térmica em Transito..................................................................................7
9. Calor Sensível e Calor Latente...............................................................................7
10. Quantidade de Calor e Calor Específico...............................................................7
11. Dilatação Térmica.................................................................................................9
12. Dilatação Linear dos Sólidos.................................................................................9
13. Dilatação Superficial dos Sólidos........................................................................10
14. Dilatação Volumétrica dos Sólidos......................................................................11
15. Dilatação dos Líquidos........................................................................................11
16. Transferência de Calor........................................................................................12
17. Condução............................................................................................................12
18. Convecção...........................................................................................................13
19. Irradiação.............................................................................................................13

MECÂNICA DOS FLUIDOS

1. Introdução..............................................................................................................14
2. Hidrostática............................................................................................................12
3. Massa Específica..................................................................................................14
4. Peso Específico.....................................................................................................15
5. Densidade.............................................................................................................15
6. Viscosidade...........................................................................................................16
7. Forças de Coesão.................................................................................................16
8. Forças de Adesão.................................................................................................16
9. Tensão Superficial.................................................................................................17
10. Pressão...............................................................................................................17
11. Pressão Atmosférica...........................................................................................17
12. Pressão Absoluta e Pressão Manométrica.........................................................18
13. Variação da Pressão num Fluido em Repouso..................................................18
14. Princípio de Pascal..............................................................................................19
15. Empuxo...............................................................................................................21
16. Hidrodinâmica.....................................................................................................22
17. Vazão..................................................................................................................23
18. Equação da Continuidade...................................................................................23
19. Teorema de Bernoulli..........................................................................................24

Física e Mecânica dos Fluidos 1


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

FÍSICA

1- SISTEMAS DE MEDIDAS

Num sistema de medidas, as unidades são baseadas em certas grandezas físicas


fundamentais, derivando-se destas todas as outras unidades.

Todas as quantidades físicas da mecânica podem ser expressas em função das


seguintes grandezas físicas fundamentais: comprimento, massa e tempo.

Unidade de comprimento:
A unidade fundamental de comprimento é o metro (m). O metro admite múltiplos e
submúltiplos.
Ex.:
1 Km = 1000 m = 103 m
1 dm = 1/10 m = 10-1 m
1 cm = 1/100 m = 1/102 m = 10-2 m
1 mm = 1/1000 m = 1/103 m = 10-3 m

Unidade de massa:
A unidade fundamental de massa é o quilograma (Kg). O quilograma admite múltiplos
como a tonelada (t) e submúltiplos como o grama.
Nota: A massa de 1 Kg é muito próxima da de 1000 cm 3 de água.
Ex.:
1 t = 103 Kg
1 g = 10-3 Kg

Unidade de tempo:
A unidade fundamental de tempo é o segundo (s). O segundo admite múltiplos como
o minuto (min) e a hora (h).
Ex.:
1 min = 60 s
1 h = 3600 s

2- SISTEMA INTERNACIONAL DE UNIDADES (SI)

Com o objetivo de padronizar os nomes e símbolos das unidades físicas, foram


organizadas comissões internacionais e em 1960 foi adotado no Brasil o Sistema
Internacional de Unidades (SI).

A importância do SI está principalmente relacionada ao intercâmbio internacional,


facilitando a exportação e importação de produtos e informações técnicas/científicas,
tão comum na era da globalização.

Física e Mecânica dos Fluidos 2


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

O SI baseia-se em apenas sete grandezas físicas independentes, chamadas de


unidades de base. Todas as demais unidades são derivadas destas sete. No quadro a
seguir, as sete unidades de base:

Grandeza fundamental Símbolo da Unidade Nome


Comprimento m metro
Massa kg quilograma
Tempo s segundo
Intensidade de Corrente Elétrica A ampère
Temperatura Termodinâmica K kelvin
Intensidade Luminosa cd candela
Quantidade de Matéria mol mol

Além das unidades de base, existem as unidades derivadas. Estas são unidades
formadas pela combinação de duas ou mais unidades de base. A seguir alguns
exemplos de como escrever as unidades derivadas:

Grandezas Nome Símbolo


Superfície Metro quadrado m2
Volume Metro cúbico m3
Velocidade metro por segundo m/s
Aceleração metro por segundo ao quadrado m/s2
Massa Específica quilograma por metro cúbico Kg/m3
Força Newton N
Pressão pascal Pa
o
Temperatura Celsius Grau Celsius C

Obs.:
a) Os símbolos são expressos em minúsculos
Ex: metro: m grama: g

b) Se o nome da unidade é um nome próprio, a primeira letra do símbolo é maiúscula.


Ao escrevermos a unidade por extenso devemos utilizar letra minúscula
Ex: pressão: Pa ou pascal temperatura: K ou kelvin

c) Os símbolos das unidades não têm plural e não são seguido por pontos.
Ex: 10 Kg 500 m

Física e Mecânica dos Fluidos 3


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

O quadro a seguir apresenta algumas grandezas, símbolos das fórmulas e unidades:

Grandeza Símbolo Unidade SI Símbolo SI Convenções e outras Relação


Unidades legais
Comprimento l metro M 1 m = 100 cm = 1000 mm
Área A metro quadrado m2 1 m2 = 10 000 cm2 =
= 1 000 000 mm2 = 106 mm2
Volume V metro cúbico m3 1 m3 = 1000 dm3 V=Ah
1 dm3 = 1 L
Tempo t segundo S 1 s = 1/60 min
Velocidade v metro por segundo m/s 1 m/s = 60 m/min v=s/t
Aceleração a metro por segundo m/s2 g = 9,81 m/s2 a = s / t2
quadrado
Vazão Q metro cúbico por m3 /s Litros por min (L/min) Q=V/t
segundo 1 m3/s = 60 000 L/min Q=vA
Massa m quilograma Kg 1 kg = 1000 g m=V
Massa  quilograma por kg/m3 kg/dm3 =m/V
Específica metro cúbico 1 kg/m3 = 0,001 kg/ dm3
Força F Newton N 1 N = 1 (kg.m) / s2 F=ma
Pressão p Newton por metro N / m2 1 N / m2 = 1 Pa = 0,00001 bar p = F/A
quadrado 1 bar = 10 N/cm2 = 105 N/m2
1 Pa = 10 -5 = bar
o
Temperatura T kelvin K C 0 oC = 273 K
0 K = -273 oC

3- TERMOLOGIA

As moléculas constituintes da matéria estão em contínuo movimento, denominado


agitação térmica. A energia cinética associada a esse movimento é chamada energia
térmica.
A energia térmica de um corpo pode variar. Assim, se colocarmos água em presença
de uma chama de gás, o movimento de suas moléculas tornar-se-á mais intenso: a
energia térmica aumentará.
Se colocarmos a água em presença do gelo, ocorrerá uma diminuição do movimento
molecular: a energia térmica diminuirá.

A energia térmica pode transferir-se de um corpo para outro quando entre eles houver
uma diferença de temperatura. A energia térmica em trânsito é denominada calor.

Podemos considerar temperatura de um corpo como sendo o grau de agitação de


suas moléculas. Dessa forma, quando o corpo recebe energia térmica, suas
moléculas passam a se agitar mais intensamente: a temperatura aumenta.
Ao perder energia, as moléculas do corpo se agitam com menor intensidade: a
temperatura diminui.

Física e Mecânica dos Fluidos 4


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

4- MEDIÇÃO DE TEMPERATURA

Para medir temperatura de um corpo utiliza-se geralmente a relação entre o volume


de um líquido (mercúrio ou álcool) encerrado em tubo de vidro (termômetro) e a sua
temperatura.

Para calibrar o termômetro são utilizados dois estados térmicos com temperaturas
bem definidas. Esses estados térmicos são chamados de pontos fixos. São eles:

Ponto de gelo: corresponde à temperatura de fusão do gelo.

Ponto de vapor: corresponde à temperatura de ebulição da água.

5- ESCALAS TERMOMÉTRICAS USUAIS

A escala Celsius adota 0 oC no ponto do gelo e 100 oC no ponto do vapor.

A escala Fahrenheit adota 32 oF no ponto do gelo e 212 oC no ponto do vapor.

A escala Kelvin adota o 273 K no ponto do gelo e 373 K no ponto do vapor.

6- RELAÇÃO ENTRE AS ESCALAS CELSIUS E FAHRENHEIT:

Consideremos dois termômetros de mercúrio graduados nas escalas Celsius e


Fahrenheit.

Física e Mecânica dos Fluidos 5


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

7- ESCALA KELVIN (ESCALA ABSOLUTA)

A temperatura mede o grau de agitação das moléculas de um corpo. Sabe-se


que a -273 oC, aproximadamente, esse estado de agitação é o mínimo possível. A
esse estado de mínima agitação molecular ao qual corresponde a mínima
temperatura dá-se o nome de estado de zero absoluto.

O físico Kelvin construiu uma escala (escala absoluta de Kelvin) adotando o valor zero
correspondente ao zero absoluto.

No SI adota-se como unidade de temperatura absoluta o Kelvin (K) e não mais o grau
Kelvin (oK) como antigamente. Assim:

10 oC: lê-se dez graus Celsius.


10 oF: lê-se dez graus Fahrenheit.
10 K: lê-se dez Kelvins.

EXERCÍCIO

1) A febre de uma pessoa, lida com um termômetro Celsius, é 40 oC. Qual seria a
leitura dessa febre num termômetro Fahrenheit?

Solução:
C / 5 = (F-32) / 9  40 / 5 = (F-32) / 9  F = 104

Portanto, 40 oC corresponde a 104 oF

2) Calcule a temperatura Kelvin correspondente a 30 oC.

Solução:
K = C + 273  K = 30 + 273  K = 303

Portanto, 30 oC corresponde a 303 K


Física e Mecânica dos Fluidos 6
ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

8- ENERGIA TÉRMICA EM TRANSITO: CALOR

Considere dois corpos A e B em diferentes temperaturas t A e tB, tais que tA  tB.


Colocando-os em presença, verifica-se que a energia térmica é transferida de A para
B. Essa energia térmica em transito é denominada calor. A passagem do calor cessa
ao ser atingido o equilíbrio térmico, isto é, quando as temperaturas se igualam.

Calor é energia térmica em transito entre corpos a diferentes temperaturas.

No SI, a unidade de quantidade de calor é o Joule (J). Entretanto é usualmente


empregada a caloria (cal),cuja relação é:

1 cal = 4,186 J

9- CALOR SENSÍVEL E CALOR LATENTE

Ao colocar no fogo uma barra de ferro, logo verificaremos que ela se aquece, isto é,
sofre uma elevação na sua temperatura. Se, entretanto, fizermos o mesmo com um
bloco de gelo, verificaremos que ele se derrete, isto é, se transforma em líquido, mas
sua temperatura não se modifica.
Portanto, quando um corpo recebe calor, este pode produzir variação de temperatura
ou mudança de estado.
Quando o efeito produzido é a variação de temperatura, dizemos que o corpo recebeu
calor sensível. Se o efeito se traduz pela mudança de estado, o calor recebido pelo
corpo é dito calor latente. Nos exemplos citados, o ferro recebeu calor sensível e o
gelo recebeu calor latente.

10- QUANTIDADE DE CALOR SENSÍVEL E CALOR ESPECÍFICO

Considere uma esfera A de ferro, que é aquecida, recebendo 220 calorias. Sua
temperatura se eleva de 20 oC. Outra esfera B, idêntica à primeira, à mesma
temperatura inicial, é aquecida por uma fonte mais intensa, recebendo uma
quantidade de calor três vezes superior, isto é, 660 calorias. Sua temperatura se
eleva de 60 oC, o que permite concluir:

As quantidades de calor Q recebidas (ou cedidas) por corpos de mesmo material e


mesma massa são diretamente proporcionais às variações de temperatura”.

Considere, agora, duas esferas C e D de mesmo material (ferro), mas com massas
diferentes, mC = 100 gramas e mD = 300 gramas (mD = 3mC). Para que sofram a
mesma variação de temperatura, por exemplo, 20 oC, devem receber quantidade de
calor diferentes: C recebe Q C = 220 calorias e D recebe Q D = 660 calorias, isto é,
QD=3QC.
Física e Mecânica dos Fluidos 7
ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Assim:

“As quantidades de calor Q recebidas (ou cedidas) por corpos de mesmo material e
massas diferentes são diretamente proporcionais às massas m, para igual variação
de temperatura”.

Resumindo as conclusões anteriores, podemos enunciar:

“As quantidades de calor Q recebidas (ou cedidas) por um corpo são diretamente
proporcionais à sua massa m e à variação de temperatura t”.

Assim:

Q = m c t

Na equação, conhecida como equação fundamental da Calorimetria, o coeficiente de


proporcionalidade “c” é uma característica do material que constitui o corpo,
denominada calor específico. Sua unidade é: cal/g oC.

Por exemplo, o calor específico do ferro vale 0,11 cal/g oC. Portanto, para elevar em
1oC a temperatura da massa de 1 g de ferro, devemos fornecer a essa massa 0,11
cal.

Substâncias diferentes apresentam diferentes calores específicos. A água é uma das


substâncias de maior calor específico na natureza. De um modo geral, os metais
apresentam baixo calor específico.

Latão: 0,092 cal/g oC


Prata: 0,056 cal/g oC
Ouro: 0,032 cal/g oC

Para cada substância, o calor específico depende do estado de agregação. Por


exemplo, para a água, nos três estados, temos:

Sólido(gelo): 0,50 cal/g oC


Água líquida: 1,00 cal/g oC
Vapor d’água: 0,48 cal/g oC

Quando a temperatura de um corpo se eleva, ele recebeu calor. Se a temperatura de


um corpo diminui, é porque ele cedeu calor.

EXERCÍCIO

1) Calcule o calor sensível necessário par elevar em 50 oC:


a) 100 g de água (cágua = 1 cal/g oC)
b) 100 g de ferro (cferro = 0,11 cal/g oC)
Física e Mecânica dos Fluidos 8
ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Solução:
a) Q = m c t  100 g x 1 cal/g oC x 50 oC  Q = 5.000 cal

b) Q = m c t  100 g x 0,11 cal/g oC x 50 oC  Q = 550 cal

Obs.: Pode-se concluir eu uma determinada massa de água exige cerca de nove
vezes mais calor do que a mesma massa de ferro, para sofrer a mesma variação de
temperatura.
Esse comportamento de água está relacionado com o alto valor de seu calor
específico (1cal/goC) quando comparado com o da maioria das outras substâncias
sólidas ou líquidas.

2) 50 g de água (c = 1 cal/g oC) resfriam de 80 oC até 20 oC. Calcule a perda de calor


sensível pela água.

Solução:
Q = m c t  50g x 1 cal/g oC x (20 oC - 80 oC)  Q = - 300 cal

11- DILATAÇÃO TÉRMICA

Dilatação térmica é o aumento das dimensões de um corpo devido o aumento da sua


temperatura.

Existem três tipos de dilatação térmica:


 Dilatação linear: é o aumento do comprimento de um corpo, quando sua
temperatura aumenta.
 Dilatação superficial: é o aumento da área de um corpo, devido ao seu
aquecimento.
 Dilatação volumétrica: é o aumento do volume de um corpo, devido ao aumento de
sua temperatura.

12- DILATAÇÃO LINEAR DOS SÓLIDOS

Aquecendo-se um fio de metal, nota-se que há um aumento no seu comprimento.

A experiência mostra que a variação linear L é proporcional à variação de


temperatura t = t – to e é também proporcional ao comprimento inicial L o, o que
permite escrever:

L =  Lo t

Física e Mecânica dos Fluidos 9


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

A constante de proporcionalidade  é chamada de coeficiente de dilatação linear do


material de que é feito o corpo e seu valor muda de material para material.É portanto,
uma característica do material de que é feito o corpo.

Física e Mecânica dos Fluidos 10


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

EXERCÍCIO

1) Uma barra feita com determinado metal tem seu comprimento L variando com a
temperatura t, de acordo com o gráfico dado. Calcule o coeficiente de dilatação linear
 do metal.

Solução:
L =  Lo t

Portanto:
 = L / Lo t = (201 - 200) / 200 (500 - 0) = 1 / 100000 = 10 -5 = 10 x 10-6

Logo:  = 10 x 10-6 oC-1

13- DILATAÇÃO SUPERFICIAL DOS SÓLIDOS

Aquecendo-se uma chapa de metal, nota-se que há um aumento na sua superfície.

A experiência mostra que a variação superficial S é proporcional à variação de


temperatura t = t – to e é proporcional à área inicial So, o que permite escrever:

S =  So t

A constante de proporcionalidade  é chamada coeficiente de dilatação superficial e é


uma característica do material.

EXERCÍCIO

1) Um espelho de vidro de 2 m 2 de superfície sofre um aumento de temperatura de


50oC. Calcule sua dilatação superficial. Dado:  = 16 x 10-6 oC-1

S =  So t
S = 16 x 10-6 x 2 x 50
S = 16 x 10-4 m2
Então: S = 16 cm2
Física e Mecânica dos Fluidos 11
ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

14- DILATAÇÃO VOLUMÉTRICA DOS SÓLIDOS

Aquecendo-se um corpo de metal, nota-se que há um aumento na seu volume.

A experiência revela que a dilatação volumétrica V é proporcional à variação de


temperatura t = t – to e também é proporcional ao volume inicial V o, o que permite
escrever:

V =  Vo t

A constante de proporcionalidade  é chamada coeficiente de dilatação volumétrica e


é uma característica do material.

Observação: Para um dado material é válida, com boa aproximação, a relação:


 = /2 = /3

EXERCÍCIO

1) Um cubo de alumínio tinha 0,5 m 3 de volume na temperatura 20 oC. Calcule sua


dilatação quando a temperatura subiu para 170 oC. Dado: alumínio = 72 x 10-6 oC-1.

Solução:
Tem-se:
t = 170 oC - 20 oC = 150 oC
alumínio = 72 x 10-6 oC-1
Vo = 0,5 m3

Portanto:
V =  Vo t
V = 72 x 10-6 x 0,5 x 150
V = 5,4 x 10-3 m3
V = 5,4 dm3

15- DILATAÇÃO DOS LÍQUIDOS

Um líquido adquire a forma do recipiente que o contém; por isso não se estudam a
dilatação linear e a superficial de um líquido. Só se analisa sua dilatação volumétrica.

A dilatação volumétrica do líquido obedece à mesma fórmula dos sólidos:

Em geral, o coeficiente de dilatação volumétrica dos líquidos é maior que a dos


sólidos. Por isso, quando um líquido preenche completamente um recipiente de vidro
ou de metal e o conjunto é aquecido, o líquido transborda. O volume de líquido que
transborda chama-se dilatação aparente do líquido

Física e Mecânica dos Fluidos 12


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Portanto, para o cálculo da dilatação dos líquidos há necessidade de se considerar o


volume de líquido que transborda, bem como a dilatação do recipiente.
Portanto:

V = Vaparente + Vrecipiente (1)

A dilatação aparente é: Vaparente = aparente Vo t (2)


A dilatação do recipiente: Vrecipiente = recipiente Vo t (3)

A expressão de dilatação dos líquidos é: V =  . Vo . t (4)

Substituindo (2), (3) e (4) em (1), vem;

 = aparente + recipiente

Isto é, o coeficiente de dilatação real do líquido é a soma do seu coeficiente de


dilatação aparente com o coeficiente de dilatação volumétrica do recipiente.

16- TRANSFERÊNCIA DE CALOR

Quando há diferença de temperatura entre dois corpos ou entre as parte de um


mesmo corpo, ocorre transferência de calor.
A transmissão de calor pode se verificar através de três processos diferentes:
condução, convecção e irradiação. Qualquer que seja o processo, a transmissão de
calor obedece à seguinte lei:
Espontaneamente, o calor se propaga de um corpo com maior temperatura para um
corpo de menor temperatura.

17- CONDUÇÃO

Condução é a transmissão de calor de molécula para molécula.

Existem materiais que conduzem bem o calor: são chamados de “bons condutores”
de calor. Os metais, em geral, são bons condutores de calor.

Outros materiais dificultam a condução do calor: a lã, o isopor, a lã de vidro, a


borracha e o vidro, entre outros.

Os trabalhadores em altos-fornos usam roupas de lã para não se queimar.


O gelo é um mau condutor de calor. Por isso é conveniente retirar periodicamente o
excesso de gelo que se forma na geladeira para que os alimentos fiquem em contato
mais perfeito com a serpentina por onde passa o gás refrigerante (freon).

Física e Mecânica dos Fluidos 13


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

18- CONVECÇÃO

Convecção de calor é típico processo de transmissão de calor que ocorre em líquidos


e gases.

Numa geladeira, o congelador é sempre colocado na parte de cima. O ar aquecido


pelo contato com os alimentos sobe, enquanto o ar resfriado pelo congelador desce.
A circulação favorece a conservação dos alimentos.

19- IRRADIAÇÃO

Na condução térmica, é necessário um suporte material para que o fenômeno se


verifique.
Na convecção térmica, há transporte de energia e de matéria.
Na irradiação térmica só ocorre transporte de energia. Não há transporte de matéria
nem há necessidade de suporte material para que se realize.

A irradiação térmica efetua-se através das ondas eletromagnéticas denominadas


ondas caloríficas ou calor radiante.

Se colocarmos a mão sob uma lâmpada acesa, sem tocá-la, teremos a sensação de
calor. Como o ar é mal condutor térmico, praticamente não ocorre condução térmica.
Também não há convecção, porque o ar quente sobe. Então, o calor que recebemos
nos atinge por ondas que se propagam da lâmpada até nossa mão.

Quando uma fonte térmica emite calor, fazemos distinção entre calor luminoso e calor
obscuro. O calor luminoso é o que vem acompanhado de luz (sol, lâmpadas
incandescentes), enquanto o calor obscuro não é acompanhado de luz (fornos, ferros
de passar).

Física e Mecânica dos Fluidos 14


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

MECÂNICA DOS FLUIDOS

1- INTRODUÇÃO

Fluidos são substâncias capazes de escoar e cujo volume toma a forma de seus
recipientes. Todos os fluidos possuem um certo grau de compressibilidade e
oferecem pequena resistência à mudança de forma.

Os fluidos podem ser divididos em líquidos e gases. As principais diferenças entre


eles são:
 Os líquidos são praticamente incompressíveis, ao passo que os gases são
compressíveis;
 Os líquidos ocupam volumes definidos e têm superfícies livres, ao passo que uma
dada massa de gás expande-se até ocupar todas as partes de um recipiente.

A mecânica dos fluidos estuda o comportamento dos fluidos em repouso e em


movimento.

2- HIDROSTÁTICA

A hidrostática é o estudo do fluido na ausência do movimento, ou seja, em repouso.

Pelo emprego dos princípios da hidrostática, podemos calcular as forças atuantes nos
corpos submersos, construir instrumentos para medir pressões e conhecer as
propriedades da camada atmosférica e dos oceanos. Os princípios da hidrostática
permitem também determinar as forças desenvolvidas pelos sistemas hidráulicos de
aplicações industriais, tais como prensas e freios de automóveis.

3- MASSA ESPECÍFICA

A massa específica de um fluido é a grandeza que dá a medida da concentração da


massa de uma substância num determinado volume.

massa
 No S.I, a unidade é kg/m3. Mas é usada também o g/cm3
volume

Relação: g/cm3 = 10 3 kg/106 m3  103 kg/m3

Física e Mecânica dos Fluidos 15


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

4- PESO ESPECÍFICO

O peso específico é o peso da unidade de volume desse fluido, isto é, é a relação


entre o peso e o volume de fluido correspondente.

No S.I, a unidade é N/m3.

Relação entre massa específica e peso específico:

 = P / V   = mg / V , como  = m / V , vem:  = g

5- DENSIDADE

A densidade de uma substância é a relação entre sua massa específica (s) e a


massa específica da água (a).

d = s / a

Quando o corpo for maciço (sem partes ocas) e constituído de um único material, a
densidade é chamada de massa específica do material. Na tabela a seguir temos o
valor da massa específica de alguns materiais e as densidade de alguns corpos.

Massa específica (g/cm3)


Material ou corpo
ou densidade
Água (a 4° C) 1,0
Gelo (a 0° C) 0,998
Mercúrio 13,6
Cobre 8,9
Aço (média) 7,8
Prata 10,5
Ouro 19,3
Alumínio 2,7
Chumbo 11,3
Ar (20° C e 1 atm) 0,0012
Corpo humano (média) 1,07

EXERCÍCIO

1) Um bloco sólido, maciço e homogêneo, tem volume de 10 cm 3 e massa de 105 g.


Determine a massa específica da substância que o constitui.
Física e Mecânica dos Fluidos 16
ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Dados: V = 10 cm3
m = 105 g
=?

 = m / V = 105 g / 10 cm3 = 10,5 g / cm3

2) Um recipiente cilíndrico possui seção transversal de área 10 cm 2 e altura 5 cm. Ele


está completamente cheio por um líquido cuja massa específica é 2 g/cm 3. Determine
a massa do líquido .

Dados: A = 10 cm3
H = 5 cm
 = 2 g/cm3
m=?

 = m/V  m =  x V

V = A x h = 10 cm2 x 5 cm = 50 cm3

Portanto: m = 2 g/cm3 x 50 cm3  m = 100 g

3) Um fluido possui massa específica de 1500 kg/m 3. Qual é o seu peso específico?

 =  g = 1500 kg/m3 x 10 m/s2 = 15000 N/m3

6- VISCOSIDADE

A viscosidade de um fluido é a propriedade responsável pela resistência ao fluxo.


O óleo é viscoso, enquanto a água e o ar têm viscosidades muito pequenas.

7- FORÇAS DE COESÃO:

São forças interativas que mantém os líquidos unidos, isto é, as partículas


componentes do líquido são bastante agregadas.

8- FORÇAS DE ADESÃO:

Física e Mecânica dos Fluidos 17


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Também são forças interativas que faz o líquido moldar-se ao recipiente pela ação
gravitacional.

Física e Mecânica dos Fluidos 18


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

9- TENSÃO SUPERFICIAL:

Fenômeno proveniente da concentração de partículas na superfície do líquido, devido


a resultante das forças de coesão existir e orientada para o interior desse líquido.

10- PRESSÃO:

A pressão é calculada dividindo-se a força normal que age contra a superfície plana
pela área desta.
A pressão num ponto é a relação entre a força normal e a área quando a área tende a
zero.
A pressão de um fluido sobre uma superfície é a força que este fluido exerce sobre a
unidade de área dessa superfície. A pressão num ponto de um fluido é a mesma em
qualquer direção.

p =F/A

onde:
F  Força (N)
A  Área (m2)

No SI: p  N/m2  pascal (Pa). Na prática, usa-se o bar, que é múltiplo do


Pascal.

11- PRESSÃO ATMOSFÉRICA:

Através do barômetro de mercúrio o físico italiano Evangelista Torricelli, em 1643


concluiu que a coluna de mercúrio era equilibrada pela pressão atmosférica ao nível
do mar, que atuava na superfície livre da cuba.

Verificou-se que:

p = dHg g h Hg
onde:
Hg = 13,6 x 103 kg/m3
g = 9,8 m/s2
hHg = 0,760 m

Então:
p = 13,6 x 103 kg/m3 x 9,8 m/s2 x 0,760 m
p = 13,6 x 103 x 9,8 x 760 x 103 (kg/m3 x m/s2 x m)
p = 101292,8 N/m2  p = 101292,8 Pa  p = 1,013 x 105 Pa  p = 1,013 bar

Física e Mecânica dos Fluidos 19


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

12- PRESSÀO ABSOLUTA E PRESSÀO MANOMÉTRICA

Os valores de pressão devem ser expressos em ralação à um nível de referência. Se


este nível for o vácuo total (p abs = 0), as pressões se dizem absolutas. Portanto,
pressão absoluta é a pressão positiva a partir do vácuo total.

A pressão absoluta padrão ao nível do mar é de 1 atmosfera.

Para a indicação da pressão absoluta, coloca-se a letra “a” após a unidade.

Pressão manométrica é a pressão medida em relação à pressão atmosférica


existente no local, podendo ser positiva ou negativa.

Uma pressão negativa em relação a pressão atmosférica, chamamos de vácuo.

Para a indicação da pressão manométrica, coloca-se a letra “g” após a unidade.

Manômetros são dispositivos utilizados para medir pressão. Em realidade, a maioria


dos manômetros mede diferenças de pressões, isto é, diferença entre a pressão
absoluta e a ambiente (geralmente a pressão atmosférica).

Assim:
p absoluta  p manométrica  p atmosférica
Exemplo de manômetros: tubo em U, Bourdon C

Em geral são utilizadas para a medição de pressão, as unidades N/m 2, Pa, bar,
kgf/cm2, psi, mm Hg, mca, atm.

13- VARIAÇÃO DA PRESSÃO NUM FLUIDO EM REPOUSO

A pressão num ponto de um fluido em repouso é igual ao produto da massa


específica desse líquido pela aceleração da gravidade local e pela altura desse ponto.

p2 =  g h 2
p1 =  g h 1

A diferença de pressão entre os dois pontos é:


p2 – p1 =  g (h2 – h1)
ou seja:
p =  g h

p=gh
No SI, a pressão é dada em N/m2;  em kg/m3; g vale 9,81 m/s2 e h em metros.

Física e Mecânica dos Fluidos 20


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Obs.: Dois pontos quaisquer, situados à mesma cota e no mesmo líquido em repouso,
estão sujeitos à mesma pressão;

Se um tubo em U aberto para a atmosfera contém um único líquido em equilíbrio, o


líquido fica no mesmo nível nos dois lados. No entanto, se dentro do tubo tivermos
dois líquidos imiscíveis podemos ter níveis diferentes nos dois lados

EXERCÍCIO

1) Um reservatório contém água até uma altura de 10 m. Determine a pressão


exercida exclusivamente pela água no fundo desse reservatório.
Dados:
água = 103 kg/m3
g = 10 m/s2

Solução:
p=  g h
p = 103 kg/m3 x 10 m/s2 x 10 m  p = 105 N/m2  p = 105 Pa  p = 1 bar

2) Uma das formas de se obter a pressão inicial de um reservatório de petróleo é


calculando a pressão hidrostática correspondente a sua profundidade. Portanto, qual
seria a pressão de um reservatório que está a uma profundidade de 2.000 metros
abaixo do nível do fundo do mar, sob uma lâmina d’água de 500 metros.

Dados:
Fluido: água do mar,  = 1000 kg/m3 (aproximadamente) e g = 10 m/s2

Portanto:
p=  g h
p = 103 kg/m3 x 10 m/s2 x 2500 m  p = 250 x 10 5 N/m2  p = 250 x 10 5 Pa

 p = 250 bar

14- PRINCÍPIO DE PASCAL

Os sistemas hidráulicos caracterizam por suas pressões muito altas. Como


conseqüência, as variações das pressões hidrostáticas podem ser, comumente,
desprezadas. Os freios dos automóveis desenvolvem pressões de até 100 bar, e os
macacos hidráulicos usam pressões de até 700 bar (o que equivale a mergulhar numa
profundidade de 7000 metros)

“A pressão exercida num ponto de um líquido é transmitida integralmente em todas as


direções”

Física e Mecânica dos Fluidos 21


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

A equação básica utilizada em sistemas hidráulicos é:

EXERCÍCIO

1) Uma prensa hidráulica consta de dois tubos cujos raios são respectivamente 10 cm
e 30 cm. Aplica-se no êmbolo do cilindro menor uma força de módulo 90 N.
Determine:
a) A intensidade da força exercida no êmbolo maior;
b) O deslocamento do êmbolo menor para cada 30 cm de elevação do êmbolo maior.

F 1 / A1 = F 2 / A2

Dados:
F1 = 90 N
F2 = ?
r1 = 10 cm
r2 = 30 cm

a) Cálculo das áreas:


A1 =  r12 =  (10 cm) 2 =  (0,10 m)2  A1 = 0,01  m2

A2 =  r22 =  (30 cm) 2 =  (0,30 m)2  A2 = 0,09  m2

Portanto:
90 N / 0,01 m2 = F2 / 0,09  m2
F2 x 0,01 m2 = 90 N x 0,09  m2
F2 = 810 N

b) A1 x1 = A2 x2

A1 = 0,01  m2
A2 = 0,09  m2
x2 = 30 cm = 0,30 m
x1 = ?

Portanto:
A1 x1 = A2 x2  0,01  m2 x1 = 0,09  m2 x 0,30 m  x1 = 2,7 m

Física e Mecânica dos Fluidos 22


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

2) Sabendo-se que a área da seção reta do êmbolo maior de uma prensa hidráulica
vale 1m2, quanto deverá medir a do êmbolo menor para que a intensidade da força
aplicada seja multiplicada 1000 ?

Dados
A2 = 1 m 2
A1 = ?
F2 = 1000 F1
F1 / A1 = F2 / A2
F1 / A1 = 1000 F1 / 1 m2
A1 = F1 . 1 m2 / 1000 F1
A1 = 0,001 m2  A1 = 10-3 m2

15- EMPUXO:

A força resultante exercida por um fluido em repouso num corpo, nele submerso ou
flutuando, é chamado empuxo. Esta força age verticalmente dirigida de baixo para
cima. A resultante das forças na horizontal é nula.

O empuxo é originado pela diferença entre as forças de pressão que atuam no corpo
em sua parte inferior e superior. Seu valor é proporcional ao peso específico do fluido
e o volume da parte do corpo que está submerso (ver figura abaixo). Ou seja:

E = fluido g Vfluido

O volume Vfluido na fórmula é o volume do fluido deslocado, ou seja, corresponde a


parte do corpo que está submersa.

Na figura acima, o corpo B está totalmente submerso e o corpo A parcialmente


submerso. Portanto, apesar de possuírem o mesmo volume total, suas forças de
empuxo serão diferentes (EA  EB).

Física e Mecânica dos Fluidos 23


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Um corpo totalmente imerso em um fluido, fica sujeito às forças peso(P) e o


empuxo(E).
Nessas condições temos:
 Se P  E, o corpo afunda. Isso ocorre quando corpo  fluido
 Se P = E, o corpo se equilibra, totalmente imerso. Isso ocorre quando corpo = fluido
 Se P  E, o corpo sobe e flutua, parcialmente imerso. Isso ocorre quando
corpo  fluido

EXERCÍCIO

1) Qual é a densidade do corpo A da figura acima, sabendo que 80 % do seu volume


está submerso? Considere que o corpo está boiando sobre água (ρ a=1).

Resposta: As forças que agem no corpo, em equilíbrio, são o peso P e o empuxo E.


Logo: E = P

Como: E = fluido g Vfluido e P = corpo g Vcorpo


Substituindo vem:
fluido g Vfluido = corpo g Vcorpo
1g/cm3 g 0,8Vcorpo = corpo g Vcorpo  corpo = 0,8 g/cm3

2) Um cubo de plástico, com 10 cm de aresta e massa específica de 0,8 g/cm3, flutua


em água cuja massa específica é 1 g/cm3. Calcule que porção x da aresta do cubo
está dentro da água.

Resposta: Como anteriormente, as forças que agem no corpo, em equilíbrio, são o


peso P e o empuxo E.

E=P
fluido g Vfluido = corpo g Vcorpo
1 g/cm3 . g . (10 cm . 10 cm . x) = 0,8g/cm3 . g . (10 cm . 10 cm . 10 cm)
x = 8 cm

16- HIDRODINÂMICA
A hidrodinâmica estuda os fluidos em movimento.

Física e Mecânica dos Fluidos 24


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

17- VAZÃO:
Vazão é a quantidade volumétrica de um fluido que escoa através de uma seção de
uma tubulação na unidade de tempo.

Q=V/t  onde V = Volume e t = tempo

Unidades de vazão volumétrica: m3 / s, m3 / h, l / s, l / h, gal / min

Relação entre as unidades:


m3/s = 3.600 m3/h = 1.000 l/s = 3.600.000 l/h = 15.852,8 gal/min

Na medição de vazão volumétrica é importante referenciar as condições básicas de


pressão e temperatura, principalmente para gases e vapor pois o volume de uma
substância depende da pressão e temperatura a que estão submetidos.

EXERCÍCIO

1) Transformar 5 m3/h em l/s

Solução:
5 m3 = 5000 dm3 = 5000 l
1 h = 3600 s
Portanto:
5 m3 / h = 5000 l / 3600 s = 1,4 l/s

18- EQUAÇÃO DE CONTINUIDADE:

Consideremos um fluido incompressível percorrendo uma tubulação de seção reta


variável como ilustra a figura a seguir. Se o fluido é incompressível, a vazão é
constante, isto é, a vazão através da área A 1 deve ser igual à vazão através da
através da área A2. Portanto, se v1 é a velocidade do fluido ao passar por A 1 e v2 é a
velocidade ao passar por A2, temos:

Q 1 = v 1. A1
Q 2 = v 2. A2
Como: Q1 = Q2  v1 A1 = v2 A2

Essa equação é conhecida por equação de


continuidade.

Q=v A  onde Q = Vazão (m3/s)


v = velocidade do fluído (m/s)
A = área da seção de escoamento (m2)

Física e Mecânica dos Fluidos 25


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

EXERCÍCIO
1) No projeto de uma tubulação, verificou-se que a velocidade econômica é de 1,05 m
/ s. A vazão necessária a ser fornecida pela bomba é de 450 m 3 / h. Determinar o
diâmetro da linha.

Solução:
Q = 450 m3/h  Q = 450 m3/3600 s  Q = 0,125 m3/s
v = 1,05 m/s
D=?
Q = v A  A = Q / v  A = 0,125 / 1,05  A = 0,12 m2
Mas: A =  D2 / 4  0,12 m2 =  D2 / 4  D = 0,39 m

No mercado encontram-se tubulações com D = 400 mm (16”)

A nova velocidade será:


v = Q / A  v = Q / ( D2 / 4)  v = 0,125 / ( 0,42 / 4)  v = 0,995 m/s

19- TEOREMA DE BERNOULLI


”Ao longo de qualquer linha de corrente é constante a soma das energias cinética,
potencial e de pressão”.
 energia cinética: v 2 / 2g onde v = velocidade do fluido
g = aceleração da gravidade
 energia de pressão: p /  onde p = pressão no fluido
 = peso específico do fluido
 energia potencial: z onde z = altura em relação a uma referência
Considerando o seguinte tubo de corrente:

v12 / 2g + p1 /  + z1 = v22 / 2g + p2 /  + z2 = constante

Física e Mecânica dos Fluidos 26


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

Observando a equação de Bernoulli podemos concluir:


a) Se a altura é constante (z1 = z2), o fluido não muda de nível enquanto escoa.
Nesse caso, a equação torna-se: v12 / 2g + p1 /  = v22 / 2g + p2 / 

b) Aumentando a energia cinética (pela redução do diâmetro da tubulação) a energia


de pressão diminui e vice – versa.

c) Diminuindo a altura (energia potencial z) aumenta a energia de pressão e vice-


versa.

Na prática o Teorema de Bernoulli não é verificado rigorosamente porque um líquido


perde energia ao longo da tubulação em conseqüência das forças de atrito e da sua
viscosidade.
Por isso na Equação de Bernoulli deve ser introduzido um termo corretivo 
denominado perda de carga.
v12 / 2g + p1 /  + z1 = v22 / 2g + p2 /  + z2 + 

Física e Mecânica dos Fluidos 27


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

EXERCÍCIO

1) De uma pequena barragem parte uma canalização de 10 ” de diâmetro com alguns


metros de extensão, havendo depois uma redução para 5 ”. Do tubo de 5” a água
passa para a atmosfera sob a forma de jato. A vazão foi medida encontrando-se 105
l / s.
Desprezando-se as perdas de carga, calcular:

a) As velocidades v1 e v2
b) A pressão na sucção inicial do tubo de  10”
c) A altura H do nível de água

Solução:
a) Q = v A  v1 = Q / A 1 e v 2 = Q / A 2

Q = 105 l/s  105 dm3/s  105 x 103 m3/s  Q = 0,105 m3/s

1” = 2,54 cm = 0,0254 m

A1 =  d12/4   (10 x 0,0254 m)2 / 4  A1 = 0,0507 m2

A2 =  d22/4   (5 x 0,0254 m)2 / 4  A2 = 0,0127 m2


Portanto:
v1 = Q / A1  v1 = 0,105 / 0,0507  v1 = 2,07 m/s

v2 = Q / A2  V2 = 0,105 / 0,0127  v2 = 8,27 m/s

b) v12 / 2g + p1 /  + z1 = v22 / 2g + p2 /  + z2
Como z1 = z2 e p2 = 0, vem:

v12 / 2g + p1 /  = v22 / 2g

p1 /  = v22 / 2g  v12 / 2g

p1 /  = (8,272 / 2 x 9,8)  (2,072 / 2 x 9,8)

Física e Mecânica dos Fluidos 28


ENERGY ÓLEO & GÁS ON - OFFSHORE

Curso de Qualificação em Operação de Produção de Petróleo

p1 /  = (68,39 / 19,6)  (4,28 / 19,6)

p1 /  = 3,50 – 0,22

p1 /  = 3,28 m

p1 = 3,28 m x 1000 Kgf/m3

p1 = 3280 kgf/m2

c) p1 =  H

H = p1 / 

H = 3280 / 1000

H = 3,28 m

Física e Mecânica dos Fluidos 29

Você também pode gostar